aterros_e_barragens_projetos_e_execucao_unidade_iii
PROJETOS E EXECUÇÃO
UNIDADE III
ATERROS
Elaboração
Drª Nayára Bezerra Carvalho
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
SUMÁRIO
UNIDADE III
ATERROS..........................................................................................................................................................................................5
CAPÍTULO 1
PROPRIEDADES HIDRÁULICAS E MECÂNICAS DE SOLOS COMPACTADOS.......................................... 5
CAPÍTULO 2
ANÁLISES DE FLUXO E DE ESTABILIDADE PARA SEGURANÇA EM ATERROS..................................... 12
CAPÍTULO 3
FLUXO EM REGIME PERMANENTE: TRAÇADO DE REDES DE FLUXO..................................................... 18
REFERÊNCIAS.........................................................................................................................................21
ATERROS UNIDADE III
Capítulo 1
PROPRIEDADES HIDRÁULICAS E MECÂNICAS DE
SOLOS COMPACTADOS
Aterros
Apoio de Barragens de
fundações terra e
enrocamento
Retaludamento
Estradas
de encostas
Muros de
Pontes arrimo
Valas
5
UNIDADE iii | Aterros
Melhoria das
propriedades de
Homogeneização do Resistência ao
engenharia devido ao
solo cisalhamento
aumento do peso
específico do solo
Redução da
Redução de Aumento da
compressibilidade
permeabilidade resistência à erosão
(recalques)
A compactação deve ser feita em solos com teor de umidade não nulo, sendo possível
remover o ar de uma amostra de solo enquanto o ar contido nos vazios estiver
interligado. Quando os canais de ar forem interrompidos, este não poderá mais ser
removido da amostra compactada. A partir desse ponto, que corresponde ao ponto
de maior eficiência da compactação, qualquer acréscimo de água somente tenderá a
aumentar o espaçamento entre as partículas, com a consequente redução da densidade
seca do solo. Toda a energia aplicada ao solo durante o processo é gasta na redução de
seu volume ou na indução de formações angulares a sua estrutura. Após ser atingida a
densidade máxima para uma determinada energia de compactação e teor de umidade
ótimo, qualquer acréscimo de energia (por exemplo: aumento de número de passadas
do rolo compressor no campo) será empregado apenas em deformar a estrutura do
material, tornando a estrutura do solo cada vez mais alinhada. Ao ultrapassar a densidade
máxima de um material não haverá mais expulsão adicional de ar da estrutura do solo,
logo o grau de saturação de amostras tende a permanecer aproximadamente constante
(Garcia, 2013).
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Aterros | UNIDADE iii
ϒs, max
Ramo úmido
Ramo seco
Curva de saturação
S=100%
S = 90%
S = 80%
ϒs, max
Ramo úmido
Ramo seco
Curva de saturação
S=100%
S = 90%
S = 80%
Os solos argilosos e siltosos apresentam uma estrutura aleatória ou floculada no ramo seco
da curva de compactação e no ramo úmido da curva de compactação, produz-se uma maior
orientação de partículas conhecida como estrutura dispersa. Argilas compactadas com
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UNIDADE iii | Aterros
Tamanho das
partículas
Grau de saturação
do solo
Índice de vazios
Natureza do
Estratificação liquido
percolado
Composição
granulométrica e Índice de vazios
mineralógica
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Aterros | UNIDADE iii
Quanto menores forem as partículas do solo, menores serão as dimensões dos canais de
fluxo e menor será a condutividade hidráulica. Assim sendo, solos constituídos de areias
finas apresentam vazios relativamente pequenos, acarretando uma baixa permeabilidade
e solos constituídos de areias grossas, apresentam vazios relativamente grandes, levando
a uma alta condutividade hidráulica.
Alonso (2005) relatou em seu estudo que a redução da condutividade hidráulica é mais
pronunciada quando as condições de compactação passavam do ramo seco para o
ramo úmido. Este comportamento pressupõe a influência da estrutura interna do solo
compactado. As amostras estudadas apresentaram menores valores da condutividade
hidráulica quando a compactação é realizada no teor de umidade ótima ou um pouco
acima do ótimo.
9
UNIDADE iii | Aterros
Figura 47. Permeâmetro tipo molde de compactação com anel de prolongamento (a),
permeâmetro que utiliza amostrador de parede fina (b), permeâmetro que utiliza material
selante entre o CP e a parede (c) e permeâmetro de parede flexível (d).
Pressurização
da câmara
Saída do
Entrada de Ventilação Ventilação fluxo
fluxo
Topo
Topo
Anel de
Expansão
Câmara de
pressão
Corpo
Pistão de de Amostrador
carga Prova de parede fina
Corpo
de Prova
O’ring O’ring
Base
Base
Disco Disco
poroso poroso
Saída do Entrada de
fluxo Ventilação fluxo
(a) (b)
Ventilação Saída de
fluxo Ventilação
Topo
Cabeçote
Tubo
acrílico
Disco
poroso
Entrada de Pedestal
fluxo O’ring
Drenagem Drenagem
topo topo
(c) (d)
Fonte: Daniel (1984).
10
Aterros | UNIDADE iii
Cabeçote
Anel
Tubo de
drenagem Anel
Base
Amostra
Pedra porosa
[Link]
[Link]
o-ensaio-e-as-energias-de-compactacao/68/.
11
Capítulo 2
ANÁLISES DE FLUXO E DE ESTABILIDADE PARA
SEGURANÇA EM ATERROS
12
Aterros | UNIDADE iii
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UNIDADE iii | Aterros
Círculo de atrito
Morgenstern- Fellenius
Price
Bishop
simplificado
Mapas geológicos e
topográficos
Levantamento de Fotografias
fatores ambientais aéreas e de
satélites
Exploração do Evidências no
subsolo (sondagens terreno
e ensaios)
Estudo de
estruturas
geológicas
Fonte: Elaobrada pela autora.
De acordo com Silva (2019), o fator de segurança pode ser definido pela equação:
14
Aterros | UNIDADE iii
Locais com
necessidade de • Locais onde sejam instituídos procedimentos capazes de prevenir
acidentes em rodovias, tuneis em fase de escavação, minas,
baixo grau de bacias de acumulação de barragens e canteiros de obras em
geral.
segurança
Fonte: Adaptado de Barbosa (2014).
15
UNIDADE iii | Aterros
Diante das análises supracitadas, a gestão de risco deve ser dividida e interpretada
conforme figura 53.
Estabelecimento do contexto
Identificação de riscos
Monitoramento e
Comunicação e
Análise de riscos análise crítica
consulta
Avaliação de riscos
Tratamento de riscos
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Aterros | UNIDADE iii
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Capítulo 3
FLUXO EM REGIME PERMANENTE: TRAÇADO DE
REDES DE FLUXO
O estudo de fluxo de água nos solos é de vital importância para o engenheiro, pois a
água, ao se mover no interior de um maciço de solo, exerce em suas partículas sólidas
forças que influenciam o estado de tensão do maciço. Os valores de pressão neutra
da água juntamente com os valores de tensão efetiva na estrutura granulada em cada
ponto do maciço são alterados em decorrência de alterações de regime de fluxo. As
redes de fluxo permitem:
Adotar medidas de
Calcular a pressão da
prevenção contra o
água dos poros
piping (erosão
(pressão neutra)
interna)
Avaliar o risco de
Calcular a tensão
ocorrência de
efetiva em cada ponto
acidentes resultantes
do maciço
de quick condition
𝑢𝑢 𝑣𝑣²
ℎ = 𝑧𝑧 + 𝛾𝛾 + 2𝑔𝑔 (5)
𝑎𝑎
18
Aterros | UNIDADE iii
Onde:
g – aceleração da gravidade;
Na maioria dos problemas envolvendo fluxo de água nos solos, a parcela referente à
energia cinética pode ser desprezada. Logo considera-se a equação de carga total igual a:
𝑢𝑢
ℎ = 𝑧𝑧 + 𝛾𝛾
𝑎𝑎
(6)
Fluxo transiente
(II)
Velocidade, v
Fluxo laminar
(I)
Em maior parte dos solos, a
velocidade é proporcional ao
gradiente hidráulico
Gradiente hidráulico, i
A rede de fluxo consiste em desenhar, dentro de uma região em que ocorre o fluxo,
dois conjuntos de curvas conhecidas como linhas de fluxo e linhas equipotenciais. Os
métodos de traçado de rede de fluxo para a determinação das redes de fluxos são
oriundos de soluções analíticas (resultantes da integração da equação diferencial do
fluxo), solução gráfica (método mais rápido e prático) e soluções numéricas (resultantes
19
UNIDADE iii | Aterros
Impermeável Impermeável
Impermeável
Impermeável
Impermeável Impermeável
20
REFERÊNCIAS
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