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Sistemas e Subsistemas Empresariais e Modelo de Gestão: Um estudo em uma empresa comercial do ramo varejista do município de Sinop

Diego Bianchini (Universidade do Estado de Mato Grosso Brasil) Érica Cezário dos Santos Fernandes (Universidade do Estado de Mato Grosso Brasil) Josinei Viana (Universidade do Estado de Mato Grosso Brasil) Samanta Daiane Ribas (Universidade do Estado de Mato Grosso Brasil) Vanessa Lorini (Universidade do Estado de Mato Grosso Brasil)

Resumo

O ambiente internacional em seus mais variados aspectos está se modificando e tornando-se

cada vez mais competitivo e exigente. Dessa forma, as empresas, para se adequarem às novas exigências ambientais, estão passando por mudanças profundas, e os processos de mudança têm impactado a economia e as empresas de forma geral. Assim, para um melhor entendimento o trabalho tem por objetivo principal abordar o ambiente empresarial, os sistemas e subsistemas empresariais e modelo de gestão, sendo realizado o estudo de caso em uma empresa comercial do ramo varejista do município de Sinop e também o levantamento

bibliográfico a respeito de assunto.

Palavras chave: Ambiente Empresarial, Subsistemas Empresariais, Modelo de Gestão.

1 Introdução

O quadro ambiental revela-nos como os homens se organizam para a satisfação de

suas necessidades, constituem vários organismos sob a forma de entidades industriais, comerciais financeiras, recreativas, desportivas, religiosas, familiares entre outras (CATELLI,

2001, p.35).

O ambiente internacional em seus mais variados aspectos está se modificando e

tornando-se cada vez mais competitivo e exigente. Dessa forma, as empresas, para adequarem

às novas exigências ambientais, estão passando por mudanças profundas, e os processos de

mudança têm impactado a economia e as empresas de forma geral. Diante desse intenso movimento de transformações, o processo de gestão empresarial passa por novos desafios e os gestores passam a trabalhar com novos modelos de decisão. Sendo assim, no mundo globalizado a riqueza é fruto do conhecimento. O conhecimento e informação, tanto o conhecimento científico, quanto as notícia, as opiniões, as comunicações e os serviços, tornam-se matérias-primas básicas e os produtos mais importantes da economia. Assim o presente trabalho tende apresentar o conceito de sistema

empresarial, os subsistemas da empresa e um modelo de gestão empresarial.

2 Referencial Teórico

2.1 Ambiente Empresarial

O ambiente de uma empresa é composto por forças e instituições externas a ela que

tem a capacidade de comprometer o seu desempenho. Dessa forma Robbins (2001) apud Henriques explica que “o ambiente é composto por:

fornecedores, clientes, concorrente, sindicados, organismos governamentais e grupos de interesses especiais, etc.

Assim o ambiente empresarial é distinto e, varia de empresa para empresa; e o seu caráter preciso depende do mercado que a empresa definiu em semelhança às variedades de produtos ou serviços que proporciona. Diante de um mercado competitivo e global, conforme Catelli (2001, p. 41) três tipos de ambiente: “ambiente externo, ambiente remoto e ambiente próximo”.

O ambiente externo da empresa é formado pelo conjunto de entidades que, direta ou

indiretamente, impactam ou são impactados por sua atuação. Esses impactos acontecem tanto por um procedimento de troca de produtos/recursos, dinheiro, informação, tecnologia, quanto

pela influência dessas entidades sobre variáveis políticas, sociais, econômicas, ecológicas, etc.

Já o ambiente remoto da empresa compõe-se de entidades que, embora possam não se

relacionar diretamente com ela, possuem autoridade, domínio ou influência suficiente para definir variáveis conjunturais, regulamentares e outras condicionantes da sua atuação. Exemplos dessas entidades são: governos, entidade regulatórias e fiscalizadoras, entidade de

classe, etc.

Essas variáveis distinguem o quadro atual e os cenários em que a empresa precisará agir, influenciando tanto suas condições e sobrevivência e desenvolvimento quanto às das demais entidades que agregam o ambiente global (CATELLI, 2001, p. 43). Dessa forma o ambiente próximo da empresa é composta de entidades que compõem o segmento em que atua e compete, como: fornecedores, concorrente, clientes, consumidores (CATELLI, 2001).

O ambiente próximo é formado por segmentos, e estes por sua vez, são composto de

atividades que constituem determinado exercício de um ciclo econômico, que vai desde a obtenção dos insumos necessários à atividades dos participantes desse ciclo até o consumo final dos produtos e serviços gerados ( HENRIQUES). Em determinado segmento, são identificados claramente as entidades que o compõem, seus relacionamentos, suas atividades e respectivos recursos/produtos. Em relação a empresa, que atua em determinado estágio desse ciclo, essas entidades se caracterizam como:

fornecedores, clientes, concorrentes e consumidor (CATELLI, 2001, p. 43).

Catelli (2001, p.44) explica que os fornecedores disponibilizam recursos

imprescindíveis às atividades da empresa, podendo ser recursos materiais, humanos, tecnológicos, financeiros, informação, etc. Já os clientes desfrutam de produtos e serviços ofertados pela empresa. Os concorrentes por sua vez, concorrem com a empresa tanto na

e

obtenção de recursos quanto na colocação de produtos e serviços para clientes; [

consumidores usam o fruto final do ciclo econômico para o atendimento de suas necessidades.

O autor confirma que a satisfação dos seus clientes e fornecedores determina a fluidez

de recursos e produtos imprescindíveis para o prosseguimento da empresa, tendo em vista que a existência de mercados alternativos nos diversos estágios do ciclo econômico requer certo

grau de competitividade da empresa (CATELLI, 2001, p. 44).

2.2 O Papel da Controladoria nas Organizações

O profissional da Controladoria é conhecido como Controller e este tem como tarefa

manter os executivos informados sobre os caminhos ao qual a organização deve seguir. Segundo Padoveze (2005, p.32) “o controller deve responder ao diretor ou vice-diretor administrativo e financeiro, e tem funções diferenciadas do responsável pela aplicação e captação de recursos, que denomina de tesoureiros, conforme demonstrado na figura 1.”

]

Figura 1: A Controladoria na Organização

PRESIDENTE Vice-Presidente Vice-Presidente Vice-Presidente Diretor de Diretor Diretor de Produção Administrativo
PRESIDENTE
Vice-Presidente
Vice-Presidente
Vice-Presidente
Diretor de
Diretor
Diretor de
Produção
Administrativo
Comercialização
Financeiro
CONTROLLER
FINANCEIRO

Fonte: Padoveze (2004, p.32).

De acordo com Figueiredo e Caggiano (2004, p.28):

O controller é o gestor encarregado do departamento de Controladoria; seu papel é, por meio do gerenciamento de um eficiente sistema de informação, zelar pela continuidade da empresa, viabilizando as sinergias existentes, fazendo com que as atividades desenvolvidas conjuntamente alcancem resultados superiores aos que alcançariam se trabalhassem independentemente.

Ainda na visão de Figueiredo e Caggiano (2004, p.28), para desempenhar a função de controller as seguintes qualificações devem ser observadas:

a) Um bom conhecimento do ramo de atividade ao qual a empresa faz parte,

assim como dos problemas e das vantagens que afetam o setor;

b) Um conhecimento da história da empresa e uma identificação com seus

objetivos, suas metas e suas políticas, assim como com seus problemas básicos e suas possibilidades estratégicas;

c) Habilidade para analisar dados contábeis e estatísticos que são a base

direcionadora de sua ação e conhecimento de informática suficiente para propor modelos de

aglutinação e simulação das diversas combinações de dados;

d) Habilidade de bem expressar-se oralmente e por escrito e profundo

conhecimento dos princípios contábeis e das implicações fiscais que afetam o resultado empresarial. Heckert e Wilson apud Mosimann e Fisch (1999, p.95) estabelecem alguns princípios que devem nortear o trabalho do controller: iniciativa, visão econômica, comunicação racional, síntese, visão para o futuro, oportunidade, persistência, cooperação, imparcialidade,

persuasão, consciência das limitações, cultura geral, liderança e ética.

2.3 A Empresa vista como um Sistema

Todos os dias acontecem mudanças no cenário da economia mundial, essas mudanças podem ser tecnológicas, na política, no meio ambiente etc., e isso afeta o ambiente empresarial.

Peleias (2002) diz que primeiro a economia precisa ser entendida como um todo, na qual as partes buscam o equilíbrio em suas relações caracterizando-a como um sistema, e um dos componentes desse sistema são as empresas, que necessitam de insumos para a elaboração de produtos ou prestação de serviços conforme as necessidades do ambiente. Lodi (1987) citado por Catelli (2001) resume a Teoria dos Sistemas da seguinte maneira:

elabora princípios gerais, sejam físicos, biológicos ou sociológicos, e

) Ela também veio a

preencher o vazio entre elas, pois há sistemas que não podem ser entendidos pela investigação separada e disciplinar de cada uma de suas partes. Só o todo possibilita uma explicação. Por isso também se diz que a Teoria dos

“(

modelos gerais para qualquer das ciências envolvidas. (

)

Sistemas é uma ciência da Totalidade”.

Desse modo Peleias (2002) diz que depois de caracterizada a empresa como um sistema que faz parte de um todo, ela deve ter consciência de que só existe porque identifica as necessidades do ambiente, e seleciona aquelas que pode satisfazer por meio de sua especialização, através da organização de seus recursos humanos e materiais, atingindo sua missão e criando condições que garantam a sua continuidade. Catelli (2001) realça a inter-relação entre os elementos que compõem um sistema, destacando a existência de certa ordem dinâmica nos sistemas, que os conduzem para algum objetivo. Para Peleias (2002) a idéia de Sistema é:

O inter-relacionamento entre as partes, considerando que cada componente pode ter funções próprias, ao mesmo tempo em que executa funções necessárias ao perfeito funcionamento do todo.

Além disso, os sistemas podem distinguir-se em relação a sua interação com o ambiente como Sistemas Abertos e Sistemas Fechado. De acordo com Padoveze (2005, p. 13):

os “

introduzidos no sistema e, processados, geram certos outputs. Com efeito, a empresa vale-se de recursos materiais, humanos e tecnológicos, de cujo

sistemas abertos envolvem a ideia de que determinados inputs são

processamento resultam bens ou serviços a serem fornecidos ao mercado.”

Segundo Peleias (2002) Sistemas Abertos compreendem um conjunto de partes em constante interação, ou seja, seus componentes tem interdependência entre si, constituindo um todo orientado para determinados fins, conforme figura a seguir:

Figura 2: Empresa como um Sistema Aberto

Meio Ambiente

Pressões Exercidas

Alterações nas Reservas de Recursos Naturais
Alterações nas Reservas de
Recursos Naturais
Mudanças nas Leis e Regulamentos
Mudanças nas Leis e
Regulamentos
Condições de Competição Saídas Produtos Bens Serviços Problemas Econômicos: inflação, renda, crescimento
Condições de Competição
Saídas
Produtos
Bens
Serviços
Problemas
Econômicos: inflação, renda,
crescimento

EMPRESA

Entradas Materiais PROCESSAMENTO Equipamentos Energia Problemas Econômicos: inflação, renda, crescimento
Entradas
Materiais
PROCESSAMENTO
Equipamentos
Energia
Problemas
Econômicos: inflação, renda,
crescimento
Problemas
Econômicos: inflação, renda,
crescimento

Fonte: Adaptado de Sérgio Rodrigues Bio citado por Peleias (2002, p. 6)

E por fim, Sistemas Fechados são os que não mantem relação com o que está ao seu

redor, não dependem de insumos externos para sua manutenção e não realizam nem fornecem saídas para esse ambiente, nem um material entra ou sai. Pode-se perceber então que a empresa como sendo caracterizada de sistema aberto esta em constante desenvolvimento com o meio em que esta inserida, e se utiliza dos recursos para fornecer produtos, bens e serviços, e para obter eficiência e eficácia neste ciclo tem de receber

valores maiores dos que o que consome para disponibilizá-los, garantindo sua continuidade.

2.3.1 Os Subsistemas do Sistema Empresa

De acordo com Padoveze (2005) todo sistema é composto de partes chamadas de subsistemas.

Peleias (2002, p. 6) argumenta que:

À luz da teoria dos sistemas, a empresa é considerada um subsistema inserido num sistema maior, o ambiente externo, e está sujeita às suas pressões, traduzidas em ameaças e oportunidades.

A divisão da empresa em subsistemas pode ser pode ser enfocada de varias maneiras,

conforme segue.

2.3.2 Subsistema Institucional

O subsistema institucional de acordo com Peleias (2002) compreende a missão, crenças e valores da organização, visando direcionar esforços para o alcance dos seus objetivos.

Catelli (2001) diz que o subsistema institucional releva-se ao tempo em que influencia todos os subsistemas da empresa e condiciona a interação da empresa com os demais sistemas que compõem seu ambiente externo, e referem-se aos princípios que norteiam o comportamento diante de seus clientes, fornecedores, empregados, comunidade, governo, segmento, tais como: ética, imagem no ambiente externo, credibilidade, confiança em seus produtos, etc.

2.3.3 Subsistema de Gestão

Neste subsistema as decisões são tomadas, Padoveze (2005) informa que nele se encontram o processo de gestão e as atividades de planejamento, execução e controle, e está intimamente ligado ao subsistema de informação.

O subsistema de gestão compreende um conjunto de procedimentos e diretrizes que

vai do planejamento até o controle.

2.3.4 Subsistema Formal ou de Organização

O subsistema de organização compreende a estrutura organizacional adotada e a

delegação de autoridades resultante que ocorre diante da pressuposição de que os gestores são

responsáveis por suas decisões. (PELEIAS, 2002) De acordo com Catelli (2001) refere-se a organização formal da empresa, a forma como estão agrupadas suas diversas atividades em departamentos, aos níveis hierárquicos, às definições de amplitude e responsabilidade, ao grau de descentralização das decisões e a delegação de autoridade.

2.3.5 Subsistema Social ou pisico-sócio-politico-cultural

Este subsistema trata das pessoas que fazem parte do sistema empresa. Conforme Peleias (2002) reflete o comportamento dos indivíduos da organização e a estrutura organizacional. Ainda de acordo com Peleias (2002, p. 9):

Aqui se busca harmonizar as características pessoais e eliminar ou minimizar as divergências, procurando obter unidade em diversos aspectos, para alcance dos objetivos propostos.

Catelli (2001) enfatiza que o nível de motivação e satisfação das pessoas reflete-se diretamente no desempenho da empresa, através de absenteísmo, turnover, paralisações, reclamações trabalhistas.

2.3.6 Subsistema de produção, físico-operacional ou físico

Aqui se consideram como são produzidos os bens e serviços prestados pelas organizações, através das instalações físicas os equipamentos que fazem parte da empresa. Padoveze (2005) diz que este subsistema possibilita maior condição de ações para obtenção da eficiência e eficácia da empresa. Catelli (2001) complementa ainda que não inclui o elemento humano, que compõe o subsistema social, mas sim os recursos físicos que as pessoas utilizam para desempenhar suas funções na empresa.

2.3.7 Subsistema de Informação

O subsistema de informação compreende todo o conjunto de necessidades

informacionais para a gestão empresarial. Dado que o processo de comunicação requisita ininterruptamente um sem-número de informações, os gestores em atuação obrigam a geração

de inúmeros subsistemas de informações específicos, que, entendidos estruturalmente, formam o subsistema de informação. (PADOVEZE, 2005, p. 19)

De acordo com Catelli (2001) o subsistema de informação é constituído de atividades

de obtenção, processamento e geração de informações necessárias à execução e gestão das atividades da empresa, incluindo informações ambientais, operacionais e econômico-

financeiras.

2.4 Modelo de Gestão

O modelo de gestão de determinada empresa é mantido pelos valores e crenças e pela

missão da organização, onde quando estes elementos são efetivamente cumpridos representam uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes. Estes componentes supracitados

caracterizam a visão geral da empresa. Para desenvolver a visão geral da empresa e a organização do planejamento devemos observar e desenvolver os seguintes aspectos: Declaração de Valores, Declaração de Visão, Metas e Objetivos (PADOVEZE, 2005).

O modelo de gestão se estrutura a partir das crenças e valores que formam a cultura

organizacional, que por sua vez, integram e conduzem a criação do modelo conceitual a ser

adotado para gerir a empresa (PADOVEZE, 2005). Deste modo conceitua-se como modelo de gestão um conjunto de princípios, normas, práticas, idéias, valores e crenças constantes estabelecidos para gestão de uma entidade pelos seus proprietários. O modelo de gestão tem por finalidade principal a potencialização do resultado econômico.

No cotidiano das empresas os indivíduos, de maneira formal ou peculiar, tentam

resolver seu problema de absorver as diversas dificuldades do ambiente trabalhando

idealizando ou pensando em modelos. Assim, os modelos são na realidade as imagens

intelectuais sobre as quais se desenvolve o conhecimento obtido de um trabalho explicito ou não, de seleção dos elementos relevantes da porção da realidade em analise. Podem, portanto, ser caracterizados como um artifício, como uma simplificação de uma determinada realidade para facilitar a comunicação. Para alcançar êxito em seus propósitos no ambiente empresarial, o individuo como gestor, deve ter como primeira tarefa o estabelecimento de um modelo para a sua gestão. Um modelo sobre o qual conduzira sua equipe na direção dos objetivos a serem alcançados, pois e a figura preponderante da organização e deve conduzi-la a seus objetivos por meio de ações por ele materializadas Padoveze (2005, p. 26) relata que o modelo de gestão ideal deve ser estruturado considerando os seguintes aspectos:

a) O processo de gestão do sistema empresa: Planejamento, execução e controle;

b) A avaliação de desempenho das áreas e dos gestores: Responsabilidade pelos resultados das áreas de suas responsabilidades;

c) O comportamento dos gestores: Motivação empreendedores.

Padoveze (2005, p. 26) descreve modelo de gestão como “é o produto do Subsistema Institucional e pode ser definido como o conjunto de normas e princípios que devem orientar

os gestores na escolha das melhores alternativas para levar a empresa a cumprir sua missão com eficácia”.

Pode-se dizer que o modelo de gestão para uma empresa é como a “Constituição Federal” para um país, por estarem neste estabelecidos os princípios e regras básicos que regerão todas as suas atividades. Este ponto esclarece o caráter de “permanentes” e não “eternos” dos princípios estabelecidos no modelo de gestão, pois os mesmos poderão ser alterados ao longo do tempo, dependendo das mudanças das crenças e valores dos proprietários em sua interação sócio-cultural com o ambiente externo e interno. Assim, numa organização ideal, o modelo de gestão refletirá as idéias, crenças e valores dos proprietários, as quais estarão disseminadas por toda organização, sendo, pois, plenamente aceitas por todos os gestores, os quais buscarão neste as orientações para as suas decisões (SANTOS 2000).

3 Metodologia da pesquisa

A metodologia utilizada para a realização desta pesquisa foi uma pesquisa bibliográfica, tendo como base livros, internet, artigos dentre outras de forma a adquirir conhecimento metodológico. A pesquisa bibliográfica é a escolha de um método apropriado que auxilia no conhecimento do assunto e também na autenticidade da pesquisa, este é o ponto inicial de investigação após a escolha de um determinado assunto.

Segundo, Beuren (2008, p. 87):

O material consultado na pesquisa bibliográfica abrange todo referencial já tornado público em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, dissertações, teses, entre ouros. Por meio dessas bibliografias reúnem-se conhecimentos sobre a temática pesquisada. Com base nisso é que se pode elaborar o trabalho monográfico, seja ele em uma perspectiva histórica ou com o intuito de reunir diversas publicações isoladas e atribuir-lhes uma nova leitura.

A pesquisa será feita de forma descritiva, no qual a mesma terá objetivo de relatar dados, esta deve ainda ter uma delimitação de forma que seja abordado na pesquisa apenas o que é de interesse do trabalho. De acordo com Beuren (2008, p. 81):

a pesquisa descritiva configura-se como um estudo intermediário entre a

pesquisa exploratória e a explicativa, ou seja, não é tão preliminar como a primeira nem tão aprofundada como a segunda. Nesse contexto, descrever

significa identificar, relatar, comparar, entre outros aspectos.

] [

Será também realizada um estudo de caso, que nos mostrará quais são os subsistemas utilizado pela empresa (Y) no âmbito de analise que nos foi permitir acompanhar, assim como descobrirmos qual é o tipo de modelo de gestão utilizado pela mesma. Para Beuren (2008, p. 84): “a pesquisa do tipo estudo de caso caracteriza-se principalmente pelo estudo concentrado de um único caso. Esse estudo é preferido pelos pesquisadores que desejam aprofundar seus conhecimentos a respeito de determinado caso específico.”

4 Estudo de Caso

4.1 Caracterização da Empresa

Atualmente a empresa conta com dois sócios, e aqui na cidade de Sinop/MT a empresa se tornou uma rede e hoje se encontra com 5 lojas de ramo varejista e 1 atacado, uma transportadora de caminhões, sendo que todas as lojas varejistas da empresa possuem praça de alimentação e que uma das lojas, conta com varias lojas de diferentes empresas conceituadas

na cidade, um cinema, uma praça de alimentação e uma choperia a qual funciona em horários variados atendendo todo o público, dando a esta loja uma característica de um shopping. Suprindo a falta de um, que a cidade não tem nos dias de hoje.

A princípio a idéia dos sócios era fornecer mercadorias apenas por atacado para os

comerciantes da região, pela demanda ser grande mudaram para o ramo varejista que na época era o que conseguiriam cobrir a demanda que era menor que a do ramo atacadista.

De acordo com o departamento de pessoal da rede da empresa hoje conta com 1.300

funcionários aproximadamente. É inevitável afirmar que a empresa faz parte do desenvolvimento da região, pois nesta localidade ela atende a todas as cidades fazendo

entrega por atacado, e é a mais conhecida e popular da região, e assim ela tornou-se parte da história dessa região cresceu junto com sua cidade e conquistar vitórias junto à mesma.

A empresa conta com uma psicóloga para a contratação e capacitação dos

funcionários, dando aos mesmos cursos e treinamentos como, por exemplo, sobre vendas e ética profissional. Conta também com uma técnica de segurança no trabalho, para que assim possa prevenir possíveis acidentes cuidando do material de trabalho e dos uniformes dos funcionários, além de uma engenheira de nutrição, departamento contábil próprio e jurídico terceirizado. E para lazer e diversão dos funcionários a empresa tem uma associação, que foi constituída em 01 de outubro de 1989, com o intuito de colaborar com o bem estar de seus

funcionários.

4.1.1 Subsistemas

Dentro da Empresa foram encontrados vários subsistemas de um grande sistema Gerencial que contêm na empresa, sistemas estes que ajudam na tomada de decisões, dentre os quais podemos destacar o CPD, RH, DEPARTAMENTO DE PESSOAL, CONTÁBIL, FINANCEIRO, e o GERENCIAL. Primeiramente falaremos um pouco sobre o subsistema institucional da empresa, a mesma visa o crescimento junto com a região e por esse motivo investe o seu capital na cidade e na região, a empresa prioriza a satisfação do cliente e por isso transmite a todos os outros subsistemas da empresa o que deseja obter de resultado. E para que alcance o seu desejo este tem um código de ética, denominado de cartilha do funcionário, onde fica claro todos os direitos e deveres do funcionário para com a empresa e clientes, bem como princípios que norteiam os seus fornecedores dando maior credibilidade a empresa e ao nome que zela. Quanto ao subsistema físico à empresa tem as suas instalações de acordo com o porte cada loja, junto com a necessidade de cada uma delas o seu estoque é grandioso e conta com

um atacado para a venda em grande quantidade e também para abastecer as suas lojas, tem veículos próprios grandes para o transporte das mercadorias, médios para realizar entregas aos clientes, e pequenos para realização de trabalhos como o de cobrança, as máquinas utilizadas pela empresa são as mais atualizadas e recentes do mercado de comercial suprindo a todas as necessidades da empresa.

Já o departamento de RH da empresa é terceirizado e representa o subsistema social da

empresa, uma psicóloga presta serviços para a entidade por 100 horas por mês é responsável pela seleção e contratação de todos os funcionários da rede, bem como o treinamento e a capacitação dos colaboradores. Integrando esse mesmo subsistema tem-se o Departamento de Pessoal que coordena toda a parte burocrática relacionada à contratação de funcionários e definições ligadas à continuidade dos mesmos na empresa, também é de sua responsabilidade a parte de contabilização de folha, FGTS, INSS e acompanhamento de cartão ponto dos colaboradores.

Em relação ao subsistema organizacional verificamos que a empresa é toda departamentalizada e cada setor responde as decisões de seus superiores, respeitando o nível hierárquico existente na empresa, neste estudo não falaremos de todos os departamentos da

empresa, porém escolhemos dois para comentar que são o Departamento Contábil que funciona como uma base assistencial para a tributação que incide na organização, e pouca influência nas decisões gerenciais, a função do controller na empresa é dividida entre dois profissionais e nem são reconhecidos como tais na empresa, sendo que um deles é o contador geral que tem total influência nas decisões gerenciais e conhece toda a forma de tributação na empresa, não opina sobre as outras áreas na empresa. O outro departamento é o Financeiro da rede que gerencia toda a parte de pagamento das duplicatas, também é responsável pelo recebimento de contas.

O sistema Gerencial caracteriza o subsistema de gestão é responsável pela área de

vendas das lojas e sua devida organização, bem como a realização das atividades destinadas

para cada setor, para realizar o seu trabalho este depende de informações geradas pelo subsistema de informação da empresa.

O CPD ou Centro de Processamento de Dados é um tipo de subsistema de informação

e é responsável pela coleta de informações, encarregado também pela manutenção dos

equipamentos e softwares instalados nos setores, são responsáveis também pelo pessoal do faturamento e do controle interno que por sua vez são responsáveis pela manutenção e

controle do estoque e também pela organização do patrimônio.

4.1.2 Modelo de Gestão

No presente trabalho estudamos o Sistema de Controladoria utilizado em uma grande empresa do ramo varejista de Sinop-MT. De acordo com a observação feita na empresa (Y), constatou-se que a mesma define-se como modelo de gestão de uma empresa familiar mesmo tendo o tamanho e a quantidade de mais de 1.000 funcionários. Percebeu-se ainda que todas as decisões são centralizadas aos proprietários, desde opções de compra, contratação de funcionários, aumento salarial, investimento em tecnologia,

opções de marketing e propaganda e todas as decisões de mudança nas instalações e infra estrutura, tornando-se assim de suma importância, a visão e os valores dos proprietários onde encontramos também uma forte influência da cultura imposta por eles não só pela cartilha que

a mesma disponibiliza para todos os funcionários, mas por dogmas que existem á muito tempo dentro da organização.

5 CONCLUSÃO

O presente trabalho teve como objetivo identificar em uma empresa de comércio

varejista do município de Sinop, sua organização como sistema e seus subsistemas e consequentemente o modelo de gestão vigente. Constatou-se que o modelo de gestão mostra-se bastante conservador, ou seja, tem forte influência de seus proprietários sendo que várias decisões são centralizadas e realizadas

pelos mesmos. Percebe-se ainda através dos subsistemas que juntos formam um único sistema apresenta-se bem estruturado e organizado.

A organização é uma empresa grande e conceituada no município e por isso visa o

bom trabalho a ser desenvolvido para a satisfação do cliente, a capacitação dos seus funcionários e colaboradores facilita no desenvolvimento das atividades na empresa, e a segregação de função para cada setor da empresa, ou seja, a forma departamentalizada que a

empresa trabalha ajuda no controle destas atividades dando maior credibilidade as mesmas e maior veracidade na apresentação de resultados para a tomada de decisão.

Referências

BEUREN, M. B. Como Elaborar Trabalhos Monográficos em Contabilidade. 3ªed São Paulo: Atlas, 2008.

CATELLI, Armando. Controladoria: uma abordagem da gestão econômica GECON / 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001.

FIGUEIREDO, Sandra; CAGGIANO, Paulo Cesar. Controladoria: teoria e prática. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2004.

MOSIMANN, Clara P.; FISCH, Sílvio. Controladoria: Seu Papel na Administração de Empresas. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1999.

PADOVEZE, Clovis Luis. Controladoria estratégica e operacional: conceitos, estrutura, aplicação São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.

PELEIAS, Ivan Ricardo. Controladoria: gestão eficaz utilizando padrões São Paulo:

Saraiva, 2002.

SANTOS, Roberto Vantan dos. Gestão Econômica (GECON) e a Controladoria na Gestão empresarial. http://www.abepro.org.br. Acesso em 20/03/2011.