Cascavel: Todos os Vencedores

Quem venceu todas as eleições em Cascavel Propostas de governo dos candidatos à Prefeitura em 2012

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Quem venceu todas as eleições em Cascavel Propostas de governo dos candidatos à Prefeitura em 2012

Oferecimento:

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1947

Tarquínio, Joslin dos Santos, com o filho Ozíres e a esposa Diva: o primeiro candidato de Cascavel a um cargo eletivo

Quando a Câmara de Foz do Iguaçu era constituída por vereadores nomeados – os camaristas – alguns nomes já haviam participado do Legislativo iguaçuense, como Francisco Stocker e Manoel Ludgero Pompeu. Com a redemocratização do País, ao fim da ditadura de Getúlio Vargas (Estado Novo), os cascavelenses começaram a participar de eleições em 1947. Tarquínio Joslin dos Santos (PCB) concorreu a deputado estadual na chapa que elegeu o primeiro deputado comunista paranaense: o professor José Rodrigues Vieira Neto (1912–1973). Além das eleições estaduais, para governador e assembleias constituintes nacional e estadual, os eleitores de Cascavel, então distrito de Foz do Iguaçu, votaram também para prefeito e vereadores.

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Elegeram-se o prefeito Julio Pasa e a maioria dos vereadores eram de Foz do Iguaçu, a sede municipal. O distrito de Cascavel conseguiu emplacar um suplente. Terceiro mais votado em sua chapa, o fundador da cidade, José Silvério de Oliveira, que nessa época já estava com 60 anos, foi chamado a assumir a cadeira de vereador em diversas ocasiões.

José Silvério de Oliveira, o Tio Jeca, primeiro vereador de Cascavel

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1951

Jacob Munhak

Cascavel ainda é distrito de Foz do Iguaçu e seus eleitores lançam vários candidatos à Câmara Municipal e apoiam Alfredo Guaraná de Meneses por ter prometido apoiar a campanha de Cascavel pela emancipação. Guaraná se elege e cumpre a promessa: em novembro será assinada a lei que cria o Município de Cascavel. Dois candidatos de Cascavel são eleitos para a Câmara: Antônio Rodrigues de Almeida e Jacob Munhak, ambos do Partido Republicano, do governador Bento Munhoz da Rocha Neto.

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Antônio Rodrigues de Almeida

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1952

José Neves Formighieri

Em 1952, a população rural era bastante superior à urbana, o que será possível notar pelos resultados eleitorais: cada um dos candidatos principais somou mais votos que o total da população da vila, prestes a ser instalada como sede municipal. Chovia muito naquele dia 9 de novembro de 1952. Além disso, a sede da Comarca era Foz do Iguaçu e a apuração dos votos deveria ser feita lá. Com um resultado envolto por lendas, controvérsias e suspeitas, como é habitual, as urnas deram a eleição ao candidato do PTB, José Neves Formighieri, com 383 votos, um a mais que seu oponente mais direto, Tarquínio Joslin dos Santos, que era do PCB mas por seu partido ter sido declarado ilegal pelo governo concorreu pelo Partido Republicano (PR). O candidato da UDN, Ramiro de Siqueira, obteve 128 votos.

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Mesmo elegendo o prefeito Formighieri, o PTB não conseguiu maioria na Câmara, limitando-se a quatro dos nove edis: Helberto Schwarz (futuro prefeito), Jacob Munhak, Francisco Stocker e Antônio Massaneiro. Já o PR elegeu cinco vereadores: Adelino André Cattani, Dimas Pires Bastos, Donato Matheus Antônio, Adelar Bertolucci e José Bartnik. A eleição de 1952 provocou uma situação anômala na Câmara de Foz. Antônio Almeida e Jacob Munhak eram vereadores de Foz, mas Munhak também foi eleito vereador em Cascavel. No dia 19 de novembro, após a eleição em Cascavel, a Mesa da Câmara de Foz substituiu Jacob Munhak na Comissão de Lavoura, Viação e Obras Públicas pelo vereador Sadi Vidal. Almeida não se elegeu em Cascavel e continuou vereador em Foz. Foi ele quem tomou a iniciativa de propor a cassação de Munhak, que ainda não assumira a cadeira na Câmara de Cascavel (em novembro ainda não instalada) e não renunciara à cadeira de Foz. Munhak era um caso raro de vereador eleito simultaneamente por dois municípios. E ele achava que tinha direito garantido nas urnas a ser vereador pelos dois municípios. **

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1956

Helberto Schwarz

Em meio ao acirramento dos conflitos pela posse da terra que, em 18 de novembro de 1956, os cascavelenses voltaram às urnas para eleger seu segundo prefeito e renovar composição da Câmara. O mais destacado vereador da primeira Legislatura, Helberto Schwarz, elegeu-se Prefeito pelo PSD, com 1 533 votos, depois de uma acirrada campanha contra uma união de pesos-pesados (a coligação PTB/UDN/ PR/PSP) chefiada pelo médico Wilson Joffre, que obteve 1 308 votos. O candidato do PST, Antônio Massaneiro, que desistira da campanha, ainda conseguiu 9 votos. Para a Câmara, o PSD elegeu três vereadores: Alir Silva, José Bernardo Bertoli e Lauro Círico. A coligação PTB/UDN/PR também elegeu três vereadores: o ex-prefeito Neves Formighieri, Nélson Cunha e Teophânio Agapito Maltezzo. O PTN elegeu dois vereadores: Raul Ramos e Adelar Bertolucci (o único a se reeleger).

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O PSP elegeu Valdir Ernesto Farina.

Adelar Bertolucci, o único vereador reeleito

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1960

Octacílio Mion

A oposição, representada fundamentalmente pelo PTB, desencadeou uma campanha agressiva contra supostas irregularidades, como o Caso dos terrenos Foreiros, objetivando a reconquista da Prefeitura. O PSD, chefiado pelo prefeito Helberto Schwarz e seu sogro, o madeireiro Florêncio Galafassi, tentou se manter no poder com o candidato Aroldo Cruz, um policial linhadura apoiado pela máquina estadual esperançosa de manter o Município sob seu controle. No entanto, a coligação PTB/UDN/PDC, capitaneada por Octacílio Mion, sagrou-se vitoriosa nas urnas, com 3.647 votos, contra 2.235 votos de Aroldo Cruz (PSD). Mesmo assim, o PSD elegeu quatro vereadores, constituindo a maior bancada: José de Oliveira, Roberto Paiva, José Pareja e Júlio Tozzo.

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O PTB só elegeu dois vereadores: Adevino de Oliveira e José Agapito Maltezzo. O PSP elegeu o vereador Algacyr Arilton Biazetto. A UDN teve como titular Moacir Bordignon. O PDC, Itasyr Luchesa, tinha como suplentes Ozíres Santos, filho de Tarquínio Joslin dos Santos, que depois assumiu o mandato e em seguida se elegeu prefeito de Foz do Iguaçu, caso único na história.

Ozíres Santos

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1964

Odilon Reinhardt

Os eleitores cascavelenses foram às urnas no dia 6 de dezembro para eleger o novo prefeito e seus nove vereadores. As regras do jogo, em 1964, determinavam que as chapas de prefeito e vice-prefeito fossem votadas em separado, ao contrário do que ocorre atualmente, quando ambos são eleitos na mesma chapa. Assim, deu-se o caso curioso de que o candidato a viceprefeito eleito, Theodoro Colombelli, obtivesse mais votos que o candidato a Prefeito eleito – Odilon Reinhardt. Da mesma forma, o segundo colocado à vice-Prefeitura (Moacir Bordignon) obteve mais votos que o segundo colocado à Prefeitura (Modesto de Grandhi). Odilon Damaso Corrêa Reinhardt tornou-se o quarto prefeito de Cascavel concorrendo pelo PTB e obtendo 1.619 votos. Modesto de Grandhi (UDN) recebeu 1.154 votos; João Lili Círico (aliança PSD/PDC), 1.069 votos e Zacarias Silvério de Oliveira, o Tio Zaca (PRP), 982 votos.

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O vice-prefeito eleito, Theodoro Colombelli (UDN), recebeu 1.732 votos; Moacir Bordignon (PTB), 1.335; Armando Busato (PSD/PDC), 756; e Érico Bublitz (PRP), 537 votos. A UDN elegeu dois vereadores: Ferdinando Maschio e Walter Linzmayer. O PSD também elegeu dois vereadores: José de Oliveira e Horalino Bilibio. O PTB ganhou a maior bancada, com três representantes: o ex-prefeito Octacílio Mion, Marcos Formighieri e Paulo Marques. O PSP elegeu Gilberto Mayer. O PDC também conquistou uma cadeira, para Romano Czerniej.

Paulo Marques: professor saiu da Câmara Municipal para o Congresso Nacional, elegendo-se deputado federal

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1968

Assis Gurgacz: vereador em 1968, senador em 2012

A disputada campanha eleitoral, já em plena ditadura, pela primeira vez opunha Arena e MDB em nível municipal. Nas eleições de 15 de novembro, a vitória veio para Octacílio Mion (Arena), com 3.787 votos. A Arena, no total das sublegendas, somou 7.296 votos, contra 6.968 votos conferidos ao MDB. Quase um empate. Os demais candidatos receberam estas votações: Zacarias Silvério (MDB), 3.598 votos; João Batista Cobbe (Arena), 3.014; Gilberto Mayer (MDB), 1.948; Valdemar Bobatto (MDB), 1.422; e Paulo Marques (Arena), 495. Mas o MDB venceu a eleição para a Câmara, obtendo 5 cadeiras, contra 4 da Arena. Os vereadores eleitos foram, pelo MDB: Walmor Beux, Elisa Simioni, Pedro Muffato, Horalino Bilibio e Luís Pascual Cumella.

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A Arena elegeu Hermes Colombelli, Assis Gurgacz, José de Oliveira e Luiz Picoli.O suplente Edgard Pimentel mais tarde seria deputado estadual.

Edgard Pimentel: deputado estadual ligado ao esforço pela criação da atual Unioeste

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1972

Pedro Muffato

Em 15 de novembro, apesar de todos os avanços registrados na chamada “Era Mion”, o MDB venceu as eleições comandado pelo presidente da Câmara, Pedro Muffato. A chapa Pedro Muffato/Ferdinando Maschio recebeu 10.472 votos, com o apoio de outras duas chapas: Paulo Gorski/Hilton Colombelli (1.948 votos) e Ernesto Parmigiani/Valério Barater (447 votos). A Arena perdeu com duas chapas: Odilon Reinhardt/Luiz Carlos de Lima (5.457 votos) e Jacy Scanagatta/Assis Gurgacz (3.850 votos). O MDB continuou com maioria na Câmara, elegendo os vereadores Fidelcino Tolentino, Horalino Bilibio, Paulo Marques, André Wypych e Ivo Wachsmann. A Arena elegeu os vereadores Luiz Picoli, Moacir Bordignon, José de Oliveira e Ney Góes.

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Luiz Picoli, o maior destaque da legislatura

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1976

Jacy Miguel Scanagatta

Travou-se em 1976 uma das eleições mais disputadas de toda a história, pondo frente a frente os dois grandes líderes daquele momento em Cascavel: Fidelcino Tolentino (MDB) e Jacy Miguel Scanagatta (Arena). O MDB estava fragilizado pelo abandono de Pedro Muffato, que aderiu ao adversário, e Scanagatta se fortaleceu com uma chapa que somava tanto os votos do ex-prefeito Octacílio Mion quanto do presidente da Câmara, Luiz Picoli. Scanagatta de fato venceu, com 13.883, votos tendo como vice o ex-vereador Assis Gurgacz. Luiz Picoli (João CBT Rodrigues na vice), obteve 8.002 votos; Octacílio Mion (Arlindo Dall’Pizzol), 3.958 votos. O MDB perdeu com Fidelcino Tolentino (Mário Pereira), com 13.478 votos; Hilton Colombelli (Waldir Webber), 3.263 votos; e Juraci Bortoloto (Mário Pereira), com 1.068

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votos. Pereira, futuro governador, concorreu por duas chapas a vice-prefeito. A Arena obteve maioria na Câmara pela única vez em toda a história do Legislativo, conseguindo 9 das 15 cadeiras: Darci Israel, Dércio Galafassi, Neuton Ceriolli, Caetano Bernardini, José de Oliveira, Érico Marcon, Xiquinho Zimmermann, Deonildo Caragnato e Ernani Portes. Seus suplen¬tes foram Generino Ferrari, Nicanor Schumacher e Danilo Bavaresco. O MDB ficou com as 6 cadeiras restantes, elegendo os Vereadores Daniel Folle, Octacílio Ribeiro, Marlise da Cruz, Marcos Formighieri, Victório Moretti e Walmor Beux. Seus suplentes foram lvo Wachsmann, Celso Demoliner e Cláudio Cavalcanti.

Mário Pereira: candidato a vice-prefeito derrotado em duas chapas mais tarde seria governador do Paraná

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1982

Fidelcino Tolentino

Foi um raro ano de eleições gerais – exceto a de presidente da República, embora a ditadura já estivesse agonizando na incompetência para reagir à crise econômica e na dívida crescente. Rebatizado como PMDB devido à tentativa da ditadura de extinguir o MDB, o partido elegeu o prefeito Fidelcino Tolentino, com 29.952 votos, contra 18.161 do candidato da ex-Arena (então PDS), deputado estadual David Cheriegate. Com Tolentino se elegeu vice-prefeito o advogado Adelino Marcon O PMDB ficou com 13 das 21 cadeiras na Câmara: Marlise da Cruz, Valmor Beux, Renato Silva, Aldo Parzianello, Hostílio Lustosa, Egídia Covatti, Giovani Paludo, Celso Demoliner, Paulo Gorski, Hermes Parcianello, Álvaro Palma (1940–1990), Cláudio Cavalcanti e Eduardo Fico de Castro. Ao PDS couberam as oito restantes: Neuton Ceriolli, Hercílio Fossá (1937–1996), Teresinha Depubel, Dércio

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Galafassi, Clair Carniel, Antoninho Trento, Jacy Tavares e Osmar Ranghetti. Para a Câmara Federal se elegeu o médico Renato Loures Bueno (PMDB) e se reelegeram os deputados Paulo Marques (PMDB) e Antônio Mazurek (PDS). Para a Assembléia Legislativa se elegeram o engenheiro Mário Pereira (PMDB) e o agropecuarista Edgard Ribeiro Pimentel (PDS). Na época era mais fácil eleger deputados federais que estaduais.

Hermes Parcianello mais tarde seria eleito deputado federal

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1988

Salazar Barreiros

Em pleito extraordinariamente renhido e sob a suspeita de compra de votos (Caso Balaio), elegeu-se o advogado e agropecuarista Salazar Barreiros (PMDB) para um primeiro mandato à frente da Prefeitura de Cascavel. Somando 26.049 votos, Barreiros derrotou o ex-prefeito Jacy Scanagatta (PFL/PDS/PTB), então deputado constituinte, que obteve 25.704 votos. Também foram derrotados os candidatos do PT (deputado estadual e advogado Ernani Pudell); PDT/PL (empresário Ivo Roncáglio) e PCdoB/PSB/PCB (bancário Ivo Miranda Gomes). Para a Câmara se elegeram os vereadores Juarez Story, Paulo Gustavo Gorski, José Luiz Parzianello, João Arthur Festugato Horta, Hermes Parcianello, Marlise da Cruz, Antônio Carlos Baratter, Egídia Santina Covatti e Agenor Lombardo (PMDB); Décio Mertz (1951–2006), Severino José Folador, Eduardo Nélson Marassi, Lourival Neves

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(1947–2000), José de Jesus Lopes Viegas; Vilmar Valmini e Neuton Luiz Ceriolli (PFL); Osmar Ranghetti, Teresinha Depubel Dantas e Anselmo Eugênio Corbari (PDT); Aderbal de Holleben Mello (PT); e Clair Antônio Carniel (PTB).

Antônio Carlos Baratter depois foi também deputado estadual

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1992

Ernani Pudell perdeu, mas se cacifou para a Assembleia

As eleições de 1992 em Cascavel trariam novamente a reeleição de um ex-prefeito. Como já havia ocorrido com Octacílio Mion em 1968, Fidelcino Tolentino (PMDB) venceu o pleito com 34.656 votos, aproveitando-se da desunião dos novos partidos de centro-esquerda. Ele derrotou o também advogado Ernani Pudell (PT), que recebeu 20.640 sufrágios, o empresário Edgar Bueno (PDT), com 17.626 votos, e o agropecuarista e exbanqueiro Arnaldo Curioni (PTB), com 12.842. Para a Câmara Municipal se elegeram os vereadores Hermes Parcianello, Misael de Almeida, Adarcino Amorim, Bento Tolentino, Leonilda Quadri Risso, Reinaldo Rodrigues, Alcebíades da Silva (PMDB); Pedro Muffato Júnior, Juarez Carlos Damo e Edimar Ulzefer (PST); Nestor Dalmina e Aderbal Mello (PT); Celso Demoliner e Marconiésson Oliveira (PDT); José de Jesus Lopes Viegas e Olga Bongiovani (PFL); Severino Folador e Carlos Beal (PSDB); João Lima Pereira e Orlando Vascelai (PRN); e Miguel Porfírio (PDC). **

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1996

Leonaldo Paranhos depois seria eleito deputado estadual

As eleições apresentariam novamente um enorme equilíbrio entre dois candidatos. O ex-prefeito Salazar Barreiros (PPB) conseguiu vencer com 42.467 votos o deputado estadual Edgar Bueno (já no PDT), com 42.316 votos – mas a disputa não iria se encerrar com o fechamento das urnas nem dos mapas de votação. Pedido de recontagem feito por Bueno foi aceito apenas parcialmente pelo TRE e em 5 de abril de 1998 foi proclamado o resultado final da conturbada e quase empatada eleição de 1996: a vitória do ex-prefeito Barreiros acabou confirmada por 42.467 votos a 42.310. Com Salazar Barreiros se elegeram o vice-prefeito Eduardo Marassi e os vereadores Guerino Zotti, Leonilda Quadri Risso, Alcebíades Pereira da Silva, Misael Pereira de Almeida, Sebastião Dumond de Freitas, Oracildes Tavares, Leonaldo Paranhos e Juarez Damo (PMDB); Severino Folador, Paulo Beal e João Lima Pereira (PSDB); Atair Gomes da Silva, Algacir Portes e Luciano Huppes (PDT);

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Aderbal de Mello e Agenor Polles (PT); Tiago Novaes (1968–2001) e Leonir Argente (PPB), Miguel Porfírio (PFL), Luiz Ernesto Pereira (PV) e Jovani Donizete da Silva (PTB).

Tiago Novaes também foi eleito deputado estadual

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2000

Edgar Bueno: prefeito e deputado de longa carreira política

À frente de uma enorme coligação formada por treze partidos, capitaneados pelo PDT e pelo PMDB, o deputado estadual Edgar Bueno se elegeu à Prefeitura obtendo 78.869 votos, contra 37.404 do também deputado estadual Tiago Novaes. Com Edgar Bueno foram eleitos os vereadores Marcos Sotille Damaceno, Luciano Huppes, Aparecido José Dias, Atair Gomes da Silva e Reinaldo Bueno (PDT); Adelino Ribeiro da Silva, Misael Pereira de Almeida e Juarez Carlos Damo (PFL); Aderbal de Mello (PT); Juarez Luiz Berté e Celsuir Veronese (PSDB), Alcebíades Pereira, Jadir de Mattos (PTB) e Rui Capelão Cardoso (PTB); Marcos Rios de Lima e Leonilda Quadri Risso (PPB); Júlio César Leme da Silva e Reinaldo Alves Vilela (PMDB); Josia de Souza (PRP); Mário Seibert e Itacir Gonzatto (PPS). O empresário e ex-vereador Leonaldo Paranhos (PMDB) foi o vice-prefeito.

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Adelino Ribeiro depois foi deputado estadual

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2004

Lísias Tomé: uma eleição entre derrotas

Nas eleições de 2002, para a Câmara Federal, o fenômeno do pleito havia sido o médico Lísias Tomé (PPS), o candidato mais votado a deputado federal nas zonas eleitorais de Cascavel, embora não eleito. A eleição de Tomé aconteceria em 2004, para a Prefeitura, impedindo a recondução do prefeito Edgar Bueno, que parecia natural em função de seus bons resultados administrativos. A população estava mergulhada num mar de carências, exclusão e doenças – e para as comunidades mais carentes a eleição de um médico parecia uma promessa de solução. Com 66.697 votos, Lísias de Araújo Tomé (PPS) venceu o prefeito Edgar Bueno (PDT), 42.281 votos; o empresário Renato Silva (PSDB), 22.345; e o vice-prefeito Leonaldo Paranhos (PMDB), com 6.679 votos. Elegeu-se com Tomé o vice-prefeito Vander Piaia, economista e professor.

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Com Lísias Tomé se elegeram 14 vereadores, devido à redução do número de representantes dos partidos nas câmaras municipais: Juarez Berté e Alcebíades Pereira (PDT); Jadir de Mattos e Seno Rhoden (PTB); Mário Seibert e Julio César Leme da Silva (PMDB); Jorge Lauxen e Otto Reis (PFL); Sadi Kisiel e Soni Lorenzi (PMN); Fernando Bacana e Léo Mion (PPS); Aderbal de Mello e Nestor Dalmina (PT).

Vander Piaia, vice-prefeito em 2004

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2008

Valdecir Nath foi vereador até 2010

O deputado estadual Edgar Bueno se reelege para a Prefeitura com 50.915 votos, em coligação formada por PDT - PTB - PSDB - PPS - PHS - PSL - PTN – DEM. Supera Salazar Barreiros (PP - PRP - PMDB - PRTB – PMN), com 38.624 votos; Francisco Menin, 25.155; Lísias Tomé (PTC - PT do B – PSC), 16.082; Marlise da Cruz, 8.969. Aderbal de Mello (PT), 5.323; e Ivanildo Claro da Silva (PSOL – PCB), 1.334. São eleitos para a Câmara Municipal pelo PDT os vereadores Marcos Sotille Damaceno, Otto dos Reis Filho, Valdecir Nath, titular até 04/05/2010, e Luiz Amélio Burgarelli, que assumiu a partir de 05/05/2010. Os demais vereadores eleitos e seus partidos de origem são Julio Cesar Leme da Silva e Nelson Fernando Padovani

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(PMDB); Leonaldo Mion e Pedro Marcondes Rios de Lima (PSDB); Gilmar Gaitkoski e Osmar Bispo Santos (PSL); João Aguilar Neto (PTB), José Roberto Magalhães Pereira (PMN), Mario Seibert (PTC), Paulo Dileto Bebber (PR), Paulo Tonin (PP) e Airton Camargo (PR). **

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PLANO DE GOVERNO CHICO MENIN – 23 – PREFEITO GESTÃO – 2012/2016

APRESENTAÇÃ O:
Buscando apresentar à População suas propostas o Candidato a Prefeito de Cascavel, Chico Menin, oferece o seguinte plano de governo. Adotou-se uma metodologia baseada na visão estratégica de planejamento, configurada a partir de dois grandes eixos: (a) Princípios e Estratégias de Atuação (b) Plano de Desenvolvimento e seus Compromissos Essa metodologia encontra-se sustentada em pressupostos conceituais que enfatizam a importância da formulação de objetivos como forma de indicar os princípios norteadores das políticas e estratégias de ação concebidas para cada área de atuação do futuro governo municipal.

PRINCIP IOS E ESTRA TÉGIAS DE A TUA ÇÃO
Como meio de possibilitar uma visão ampla daquilo que o Partido Popular Socialista se propõe a realizar na futura gestão do município de Cascavel, estabeleceram-se os principais objetivos que servirão de sustentação para as principais ações do governo. Assim, são objetivos desta coligação: • Εσταβ ελεχερ um governo social de união das principais forças políticas do município, atuando em estrita parceria com as forças econômicas e sociais de nosso município. • ∆εσενϖολϖ ερ políticas públicas que tenham suas ações voltadas exclusivamente ao interesse da sociedade, visando à universalização e à qualidade dos serviços públicos, à efetivação de todos os direitos inerentes à cidadania em especial para o atendimento da população mais carente. • Ιµπλεµενταρ um modelo de gestão baseado nos princípios da ética e do interesse público, ampliando todos os mecanismos de participação e controle social e de transparência administrativa. • Μο δερνιζαρ a administração pública de modo a permitir o planejamento e a eficiente alocação dos recursos públicos humanos e financeiros, otimizando os gastos e as ações de governo. • Ινδυζιρ e apoiar o desenvolvimento sustentado respeitando o meio ambiente, com prioridade para a geração de mais e melhores empregos, visando à promoção da igualdade de oportunidades e à inclusão social, promovendo a integração e a articulação com os demais municípios de nossa região, a fim de estabelecermos um programa de atendimento das demandas necessárias ao desenvolvimento regional.

ESTRA TÉGIAS DE AÇÃO
Para atingir os objetivos propostos, definiu-se um conjunto de ações para cada área de atuação governamental que, de forma integrada, garantirão a execução dos projetos e programas a serem elaborados durante o exercício da futura gestão municipal. As principais ações para cada área de atuação serão:

RELAÇÕES COM A SOCIE DADE A TRAVÉS DOS MECA NISMOS DE PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL
• Φορταλεχιµεντο, aperfeiçoamento e respeito aos mecanismos de participação popular já existente, dando-lhes informações, apoio e capacitando seus integrantes, respeitando e implementando suas decisões e sugestões. • Χριαο de novos conselhos, tais como, do Desenvolvimento Econômico e Social; da Juventude; da Mulher e outros instrumentos de participação que se fizerem necessários para assegurar formas de envolvimento da população com os temas de importância da cidade. • Ιµπλανταο de um amplo banco de dados digital com todas as informações sobre o município, servindo para compartilhar informações e, principalmente, para permitir acesso facilitado de

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qualquer cidadão a todas as contas públicas, em especial através da implantação de um sistema digitalizado que permita verificação de contratos, licitações e compras municipais. • Ιµπλανταο de uma ouvidoria independente com apoio em equipe de auditoria permanente interna para recebimento de sugestões e denúncias da população, com o objetivo de implementação de procedimentos de modernização, qualificação e humanização dos serviços públicos, bem como para apurar e coibir eventuais desvios ou irregularidades administrativas.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO E SEUS COMPROMISSOS
ADMINIS TRA ÇÃO PÚB LICA
A Coligação Força para Mudar, acredita que são através de uma gestão pública eficiente e com a participação dos servidores públicos que se tornam possíveis proporcionar à população serviços e atendimento de qualidade. Portanto, é preciso desenvolver uma política de valorização dos servidores que seja participativa e democrática, onde cada servidor se sinta estimulado e motivado a promover melhorias constantes na prestação de sua atividade. Do mesmo modo, cabe à administração implantar as medidas necessárias a tornar o governo ágil, racional e eficiente. Nesse sentido, propõem-se as seguintes ações: • Αδοταρ ações administrativas de integração entre as secretarias, mediante a criação de cinco coordenadorias estratégicas de governo: Ação social; Planejamento; Desenvolvimento econômico; Política; Auditoria Permanente. Todas as ações administrativas visam à otimização da estrutura administrativa com o uso integrado de todos os recursos e equipamentos públicos, através de banco de dados para uso comum de todas as secretarias e programas. • Ρ εαλιζαο de uma ampla reforma funcional para o melhor aproveitamento dos recursos humanos existentes, com a rediscussão do plano de cargos e carreira, fundada numa política de qualificação e aprimoramento permanente dos servidores, aliada à valorização e respeito ao funcionalismo, com ênfase na implantação de uma nova cultura de relacionamento do servidor com a sociedade com base na qualidade do atendimento ao público e na eficiência dos serviços prestados à população. • Ν εγοχιαο permanente e democrática com as entidades sindicais dos servidores, com divulgação ampla para o conjunto da população. • Χριαο do departamento de estatística, com o intuito de coletar, armazenar, analisar, sistematizar e disseminar informações pertinentes às diferentes áreas de atuação do governo municipal, possibilitando, assim, o acompanhamento e a verificação da efetividade dos programas e projetos implantados. • Ιµπλανταο efetiva do CEPPUC – Centro de Planejamento e Pesquisas Urbanas de Cascavel. • Χριαο de um departamento especializado na área de elaboração de projetos nas áreas sociais e econômicas visando obtenção de recursos e parcerias para implantação de programas governamentais, bem como para assessorar técnica e juridicamente entidades do terceiro setor e instituições filantrópicas que prestem relevantes serviços públicos. • Ρ εαλιζαο de um amplo debate com a sociedade para definição das alterações legais na política municipal de impostos, na definição dos incentivos ao desenvolvimento e combater as formas de evasão e sonegação fiscal, visando à justiça fiscal e fortalecendo as finanças públicas para o atendimento das demandas sociais. • Χριαο de um conselho com representantes dos governos municipal, estadual e federal, inclusive de autarquias e empresas públicas, visando estabelecer um planejamento comum de ações para evitar a Sobreposição de programas, bem como para identificação de todos os programas existentes nas esferas estadual e federal e da possibilidade de implantação destes no município, em especial aqueles voltados aos programas de desenvolvimento urbano, rural, meio ambiente, saneamento, habitação, capacitação profissional, programas de assistência social, de saúde, educacional e outros.

• Ιµπλεµενταο do registro de preços segundo disposto na lei de licitações, para evitar a falta de insumos e produtos em geral, especialmente medicamentos, visando agilizar aquisição de produtos pelo menor preço.

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FINA NÇAS PÚBLICAS
• Ρ εϖισο do Plano Diretor e da política de IPTU, visando torná-lo mais justo e para ordenar e induzir a ocupação territorial de maneira mais adequada. • Χοµβατερ a evasão e a sonegação através da modernização da estrutura de fiscalização e cobrança, com a dinamização do geoprocessamento. • Οτιµιζαο da aplicação dos recursos, com o aperfeiçoamento da máquina pública, do planejamento dos programas, da definição de prioridades voltadas aos macroobjetivos deste programa, com a participação da sociedade na definição do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e fiscalização da execução da peça orçamentária. Priorizar implantação de programas que possam resultar em parcerias com outras esferas governamentais ou que exijam contrapartidas no município, de forma a multiplicar os investimentos e efeitos sobre as ações desenvolvidas.

TE CNOLOGIA DA INFORMA ÇÃO E INFORMÁ TICA

Contribuir positivamente para o bem-estar da sociedade cascavelense é a única razão de ser do governo. O compromisso de orientar suas iniciativas para responder às necessidades dos setores sociais sobre os quais incidem ou devem incidir os produtos de seu trabalho, a clareza quanto à sua missão e aos rumos a seguir, a permeabilidade ao controle por parte da sociedade são elementos essenciais para fazer da atuação da prefeitura um instrumento de desenvolvimento do município. Neste sentido, a informática e a tecnologia da informação exercem papel de fundamental importância na administração pública, cuja ação deverá ser orientada na direção das seguintes perspectivas: • Περ σπεχτιϖα do cidadão – visando oferecer serviços de utilidade pública ao cidadão contribuinte. • Περ σπεχτιϖα de processos – visando repensar os processos produtivos ora existentes no governo municipal, em suas várias esferas (administração direta, indireta e distrital), tais como, por exemplo, os processos de licitação para compras, pregões eletrônicos e entre outros. • Περ σπεχτιϖα da cooperação – visando integrar os vários órgãos da administração, e estes com outras organizações privadas não-governamentais e universidades de modo que o processo decisório possa ser agilizado, sem perda de qualidade, assim como se evitando fragmentação, redundâncias, etc., existentes hoje nas relações entre esses vários setores e órgãos. • Περ σπεχτιϖα da gestão do conhecimento – visando permitir ao governo, em suas várias esferas, criar, gerenciar e disponibilizar em repositórios adequados, o conhecimento tanto gerado quanto acumulado por seus diversos órgãos. Nosso foco principal é a inserção da proposta de uso de Softwares livres, sob código aberto, nos órgãos da administração direta e indireta, de forma que os recursos possam ser mais bem utilizados, haja um aumento da segurança das informações e uma diminuição de custos de implementação e manutenção. Especial atenção às ações de inclusão digital e à transparência das ações governamentais, de modo a demonstrar de for-ma evidente o respeito do gestor público aos demais cidadãos. A seguir, apresentamos os objetivos gerais, propostas e ações que, inclusive, irão se refletir nas demais áreas de tecnologia.

OBJE TIVOS GERA IS
1. Capacitar e adequar aos usuários as novas ferramentas de trabalho que serão especificadas e adquirir conforme a necessidade de cada área. 2. Melhorar a comunicação entre a prefeitura e os munícipes através do uso da Tecnologia da Informação. 3. Investir em soluções de governo eletrônico, disponibilizando informações atualizadas e facilidades aos cidadãos, principalmente através do uso da internet, buscando dar transparência às ações governamentais. 4. Criar meios de acesso à informação e à tecnologia para os excluídos digitais, proporcionando oportunidades iguais para todos os munícipes. 5. Criar centros de difusão e acesso à tecnologia da informação e atividades de formação profissionalizante (implantação de ilhas digitais). 6. Fomentar soluções para o comércio e a indústria estabelecidos no município para que possam consumir soluções de tecnologia próprias, criando oportunidades de emprego para a mão-deobra local. 7. Desenvolver as soluções necessárias ao trabalho.

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8. Dar preferência às soluções baseadas em código aberto, observando sempre a relação custo benefício. 9. Só utilizar softwares proprietários quando não houver similar livre e após minucioso estudo das necessidades, de forma a justificar a compra de licenças copyright. 10. Procurar desenvolver soluções cuja manutenção e código de funcionamento sejam plenamente conhecidos pelos que necessitarem (código aberto). 11. Prover condições de acesso aos cidadãos, através de um portal de acesso, de forma que possam se manter informado de todas as ações da prefeitura e capacitado para o mercado profissional. 12. Estimular o estudo de novas soluções através de entidades de educação públicas e particulares. 13. Buscar a inclusão do cidadão na comunidade tecnológica, oferecendo-lhe uma conta gratuita de e-mail: senhordetal@cidadaodigital.pmc.gov.br. 14. Oferecer aos estudantes oportunidades de conhecerem e trabalharem com novas tecnologias e soluções principalmente as baseadas em código aberto. 15. Colaborar no estudo de procedimentos e rotinas já existentes ou ainda a serem implantados na prefeitura com o objetivo de aprimorar e modernizar suas ações administrativas. 16. Acompanhar todas as formas de uso da tecnologia da informação na prefeitura, visando manter a segurança das informações e a correção dos procedimentos no uso das tecnologias. 17. Centralizar todas as decisões e as ações referentes à tecnologia da informação. 18. Buscar o desenvolvimento de soluções em parceria com outros municípios e órgãos públicos e universidades. 19. In vestir em soluções de geoprocessamento e georreferenciamento, com o objetivo de colaborar para o desenvolvimento planejado do município. 20. Promover a segurança das informações, utilizando prioritariamente soluções de código aberto, em função da sua transparência. 21. Elaborar e executar anualmente o Plano de Gestão de Informática, em parceria com os demais órgãos do governo, através de um levantamento das necessidades de cada área, de forma a definir a estimativa orçamentária referente à área de tecnologia da informação bem como as ações a serem executadas.

IIINCLUSÃ O SOCIAL DIGITA L
Objetivo: • Χριαο e manutenção de diversas ações com o objetivo de levar a todos os cidadãos, especialmente aos mais carentes e aos idosos, acesso a computadores conectados à internet, sob a orientação de professores de informática, bem como cursos diversos e serviços de e-mail. Ações: • ∆ισπονιβιλιζαρ acesso gratuito a recursos de informática. • Χαπα χιταρ os usuários para o uso correto destes recursos, inclusive visando à formação de mão-de-obra para o mercado de trabalho. • Πο σσιβιλιταρ o acesso à informática a todos os servidores públicos municipais. • Πο σσιβιλιταρ que cada cidadão municipal possua, de forma gratuita, um endereço eletrônico e uma conta de e-mail. • ∆ιµινυιρ o índice de exclusão digital no município. • Χριαρ programas de capacitação voltados especificamente para os estudantes municipais, para a terceira idade e para pessoas portadoras de necessidades especiais. • ∆ισπονιβιλιζαρ para a rede municipal de ensino programas na área de informática educacional, inclusive com o uso de jogos educativos e que desenvolvam o raciocínio dos usuários. • Χριαρ e manter projetos de inclusão social digital nos bairros, preferencialmente em parceria com as associações de moradores e outras entidades comunitárias (igrejas, clubes, etc.). • Χριαρ condições para universalizar o conhecimento e o uso da informática. • Αδθυιριρ Unidades Móveis de Inclusão Digital. • Ιµπλανταρ quiosques multimídia. • Ατενδερ a situações específicas que requeiram planejamento especial, como recadastramento de CPF’s, programas, eventos e projetos das secretarias e assessorias municipais, etc. • Ιµπλανταρ centros permanentes de inclusão digital (telecentros).

GOVERNO ELE TRONICO - E-GOV.
Objetivo:

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• Χριαρ e manter ações de governo eletrônico (e-gov), visando difundir a cultura da intranet (comunicação interna) e da internet na prefeitura e no município, bem como disponibilizar serviços públicos à população e incrementar os relacionamentos governo/cidadão, governo/empresas e governo/governo. Ações: • Εστιµυλαρ e aprimorar a troca de informação entre os setores da prefeitura via internet e e-mail, através da intranet. • Χριαρ uma central de informações via internet e e-mail, com o objetivo de melhorar a comunicação interna e externa. • Ιµπλανταρ o projeto Informática Para Todos através da aquisição de quiosques multimídia para uso da comunidade. • Χριαρ mecanismos de acesso direto entre a prefeitura e as organizações. • Αµπλιαρ “o link” de acesso interno e externo. • Μαντερ o acesso a e-mails dos funcionários em serviço somente através das contas fornecidas pela prefeitura. • Προµοϖερ acesso gratuito à internet para os principais gestores públicos. • Μαντερ e e xpandir a disponibilidade de páginas de internet para os conselhos municipais, associações de moradores e outras entidades de caráter comunitário. • Χριαρ e manter páginas de internet para o comércio, indústria e serviços do município, em casos especiais, visando ao estímulo a esses setores da economia local. • Χριαρ e manter um portal de internet para relacionamentos governo/empresas e empresas/ empresas. • Χριαρ e manter páginas de internet para escolas e outras instituições municipais de ensino. • Ιµπλανταρ a interligação dos imóveis públicos municipais.

CAPACITAÇ ÃO E PREVENÇ ÃO Objetivo • Οριενταρ todos os funcionários da prefeitura sobre as doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho DORT e as lesões por esforço repetitivo (LER) ligadas à área de informática e tecnologia da informação, integrando e valorizando estes servidores públicos. Ações • Ινφορµαρ os funcionários, no ato de sua posse, sobre a correta utilização dos equipamentos de informática em suas atividades profissionais. • Φαζερ uma pré-seleção na área administrativa para a utilização dos equipamentos de informática e softwares. • Μαντερ os funcionários atualizados em seus conhecimentos de informática. • Μαντερ um programa permanente de prevenção contra DORT, principalmente através da compra de equipamentos e móveis ergonômicos. • Ρ εαλιζαρ cursos com os gerentes públicos municipais sobre este assunto. • Χριαρ normas de utilização e conscientizar os usuários quanto à importância de sua observação. • Χονφεχχιοναρ e manter atualizados manuais, livros e apostilas sobre DORT e LER. • Ρ εαλιζαρ encontros periódicos abordando estes temas. • Ρ εαλιζαρ capacitações nos locais de trabalho. • Ρ εαλιζαρ capacitações via intranet e Internet. • Ρ εαλιζαρ atualização anual dos usuários. • Μαντερ informados nossos funcionários, através de jornais e periódicos voltados para informática e tecnologia da informação. • Εµιτιρ cartilhas com orientações sobre como utilizar corretamente os equipamentos de informática.

REDE DE COMPUTADORES Objetivo: • Αµπλιαρ e manter a troca de informações através de rede local de microcomputadores (LAN) e/ ou rede geograficamente distante (WAN) em todas as unidades da administração pública. Ações: • Μεδιρ o real custo/benefício em relação à interligação de redes.

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• ςιαβιλιζαρ a interligação dos prédios públicos. • Μαντερ e (ou) ampliar o número de pontos de rede. • Μαντερ a segurança física e lógica das informações. • Μαντερ o contingenciamento de equipamentos. • Χονσχιεντιζαρ os usuários da obrigatoriedade de identificação através de conta e senha (Conta + SENHA). • Ρεα λιζαρ backup periódico das informações. • Μαντερ o monitoramento das ações na rede. • Μαντερ soluções de antivírus. • Πρ εϖενιρ os sistemas e equipamentos contra invasões de “hackers e crackers”. • Ιµπλανταρ ou manter a padronização internacional de configuração dos fios de

cabo de rede 568A. SISTEMA PAR A AD MINISTR AÇ ÃO PUBLIC A Objetivo: • Ινφορµατιζαρ toda a prefeitura com sistemas totalmente integrados, objetivando os seguintes resultados. • Εφιχινχια nas ações – tomar decisões bem embasadas e no momento em que é necessário tomá-las, através da rapidez de acesso, visto que estarão disponíveis on-line. • Εφιχινχια no uso de recursos – redução de custos e prazos de execução, aumentando a qualidade dos serviços públicos e beneficiando o cidadão. • Τρανσπαρνχια – permitir o acompanhamento do andamento de processos administrativos e da execução orçamentária. Ações: • Πο σσυιρ os códigos-fontes dos sistemas utilizados. • ∆αρ continuidade ao desenvolvimento de soluções. • Εσταβ ελεχερ total independência operacional. • Μαντερ clareza nas ações executadas pelos sistemas. • Μαντερ autonomia na manutenção dos sistemas. • Χολαβοραρ com outras prefeituras e com a comunidade de software livre. • Ρ εδυζιρ cada ve z mais os cadastros e dados inconsistentes ou redundantes. • Πο σσυιρ um sistema único de banco de dados. • Γαραντιρ a interligação entre módulos. • Πο σσιβιλιταρ o desenvolvimento compartilhado e colaborativo de soluções, principalmente com parceiros da área pública. • Βυσχαρ soluções para geoprocessamento. • Ατεν δερ às necessidades e solicitações dos demais órgãos da administração pública municipal

SAÚDE O atual contexto da saúde pública no município de Cascavel é de calamidade. Mais do que cobrar responsabilidades e criticar, cabe ao governo municipal buscar soluções. É preciso um amplo debate com todos os setores envolvidos para que se possam implantar ações que visem à melhoria permanente dos serviços de saúde, bem como disponibilizar recursos para melhoria da infra-estrutura e equipamentos, ampliação do quadro de trabalhadores e em seu constante aperfeiçoamento profissional. Atualmente as Unidades Básicas de Saúde que prestam atendimento em clínica básica (ginecologia, pediatria e clínica geral) adotam um modelo assistencial tradicional com destaque para a doença e os doentes. Em geral, as práticas de saúde são pouco resolutivas, dificultam intervenções mais consistentes nas causas das doenças e, conseqüentemente, na promoção e melhoria da condição de saúde da população. A atenção está voltada para o cumprimento de normas e não para a resolução dos problemas do cidadão. A promoção da saúde começa com a adoção de políticas econômicas e sociais – emprego, saneamento (água tratada, destino adequado do lixo, coleta e tratamento de esgoto), moradia, alimentação, educação, trabalho, lazer, transporte, entre outras – que proporcionem a cada cascavelense, condições dignas de vida. A adoção dessas políticas é condição sine qua non para se começar a fazer saúde no município. Portanto, nosso projeto para a saúde dos cascavelenses prevê a integração com os demais setores da administração pública para que, em conjunto, possamos planejar ações que revertam em condições adequadas de vida e de saúde para a maioria da população. A maioria dos problemas de saúde que afligem a população - aumento da mortalidade infantil, baixas coberturas vacinais, filas em hospitais, a “via sacra” dos usuários em busca de atendimento, a falta de motivação dos servidores públicos é resultado de uma ineficiente política de saúde. Não se

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fez outra coisa senão “maquiar” os problemas sem jamais remover suas causas. Atacar essas causas é mais difícil, às vezes mais oneroso no primeiro momento, mas os resultados serão permanentes e melhores. Algumas ações deverão ser executadas junto aos gestores de níveis federal e estadual, pois dependerão de recursos financeiros suficientes para sua concretização. Isso é possível e dependerá, também, da organização e mobilização das entidades já constituídas no município, mas que atualmente estão distantes da administração pública. A reestruturação da rede de serviços públicos de saúde deverá ser conduzida no sentido de manter todos os programas que já mostraram sua eficácia e melhorar aqueles que ainda não apresentaram resultados. Isso dependerá de muita luta e da soma dos esforços de todos aqueles empenhados na busca de uma saúde pública de boa qualidade e para todos. Como forma de promover mudanças rápidas no atual panorama da saúde propõese as seguintes ações:

ATENDIMENTO ACOLHEDOR E EFICIENTE N AS UNIDADES BÁSIC AS DE SAÚDE UBS • Οργανιζαρ o atendimento a partir das necessidades (queixas) dos usuários. A prioridade será determinada pelo problema de saúde do usuário e não pelo lugar na fila ou horário de chegada. A equipe multiprofissional completa e em quantidade suficiente é capaz de escutar e avaliar as queixas de cada usuário que procura a UBS e, a partir delas, mobilizar todos os recursos da unidade para resolver o problema de saúde. • Οριενταρ as ações de cada profissional de saúde para o atendimento responsável e resolutivo, para que o usuário não precise buscar outros serviços de saúde. • Ο φερ εχερ condições de trabalho para que cada equipe possa planejar seu trabalho e efetivamente resolver o problema dos usuários que procuram a UBS. • Ινχεντιϖαρ a participação de todos os profissionais de saúde para que cada um possa desempenhar suas competências a fim de contribuir para resolver os problemas de saúde da população local, por meio de educação e qualificação permanente de todos os membros da equipe de saúde. • Προγραµαρ, concomitantemente com o atendimento à demanda espontânea, o atendimento de vigilância à saúde, de caráter preventivo e de promoção à saúde, para que, em longo prazo, a demanda espontânea por determinados problemas de saúde diminua. • Αδεθυαρ o horário de atendimento e funcionamento das UBSs às necessidades reais da população, cuja discussão deve acontecer em conjunto com a mesma, por meio dos conselhos de saúde e outros espaços coletivos, e acabar com as filas da madrugada.

VALORIZAÇ ÃO DO RECURSOS HUMANOSVA • Ινϖεστιρ na equipe de saúde multiprofissional, discutindo com esta os problemas e as possíveis soluções para as questões referentes aos recursos humanos. Cada integrante da equipe deverá se sentir valorizado e ter seu papel reconhecido para a solução dos problemas da sua área de abrangência. • Προµοϖερ parcerias com as instituições formadoras de profissionais de saúde para possibilitar o atendimento à demanda concomitantemente com o atendimento preventivo. • Τραταρ igualitariamente todos profissionais de saúde de acordo com os níveis de escolaridade, estimulando a criação de grupos de estudos multiprofissionais e de profissionais específicos com assessoria e parceria das universidades e entidades representativas de cada categoria profissional. • Εστρυτυραο efetiva de três distritos sanitários com a descentralização das ações de educação permanente das equipes conforme as necessidades reais de cada região. • Α carga horária dos funcionários deverá ser analisada no âmbito da discussão do PCCS, coletivamente, com os servidores públicos. • Εσταβελεχερ um programa de Saúde do Trabalhador para os servidores públicos da saúde municipal.

ACESSO D A POPULAÇ ÃO AOS MEDIC AMENTOS. • ∆εσχεντραλιζαρ a assistência farmacêutica (planejamento para aquisição, controle, armazenamento e fornecimento) para as quatro regiões do município com a implantação de farmácias básicas de referência mais próxima dos usuários, com a estruturação efetiva dos distritos sanitários. • Ρ εαλιζαρ o levantamento epidemiológico dos portadores de doenças crônicas para apoiar o planejamento da aquisição dos medicamentos em cada um dos distritos sanitários e farmácias básicas de referência. • ∆ισπονιβιλιζαρ os medicamentos em cada UBS de acordo com as necessidades levantadas pelas equipes de saúde. • Πα δρονιζαρ os medicamentos adquiridos pelo município.

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• Εφετιϖαρ a proposta de parceria com o curso de Farmácia da Unioeste para a produção de medicamentos no município, bem como para a constituição de farmácia de manipulação e fitoterápicos. ADEQU AÇ ÃO D A ESTRUTURA FISIC A • Ρ εεστρυτυραρ e modernizar a rede básica de atendimento à saúde (Unidades Básicas de Saúde) de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária em atendimento à legislação sanitária vigente. • Ινφορµατιζαρ todas as UBSs em rede com o nível central (Secretaria Municipal de Saúde) para subsidiar e otimizar as ações das equipes de saúde com dados e informações atualizadas sobre a situação de saúde de cada área de abrangência. ACESSO D A POPULAÇ ÃO AS CONSULTAS ESPECIALIZAD AS • Ρ εαλιζαρ “mutirões” de caráter emergencial para diminuir e acabar com as atuais filas de espera para o atendimento para algumas especialidades médicas. • ∆εσχεντραλιζαρ o atendimento de algumas especialidades médicas e de outros profissionais para os distritos sanitários, remanejando atuais médicos especialistas que atuam como clínicos gerais nas UBS para as Unidades de Referência de cada distrito sanitário. • Προµοϖερ condições adequadas de trabalho para que as equipes de saúde da rede básica consigam resolver os problemas de saúde no nível local, evitando encaminhamentos desnecessários. • Ρ εαλιζαρ avaliações periódicas, em conjunto com as equipes locais de saúde e distritos sanitários, para o acompanhamento e monitoramento da formação de novas filas de espera e agir precocemente para não chegar à situação atual.

ACESSO D A POPULAÇ ÃO AOS EXAMES • ∆εσχεντραλιζαο da solicitação e coleta dos exames para as UBSs sob acompanhamento dos distritos sanitários para evitar solicitações desnecessárias. . Implantação de 02 pequenos laboratórios para as regiões com mais demandas e assim facilitar o atendimento. • Παρχερια com a Unioeste (Curso de Farmácia) e Huop para a realização de exames. • Τραβαληαρ em conjunto com as entidades populares e conselho de saúde para informar a população sobre os gastos com exames que foram deixados nas UBSs sem retorno dos usuários, construindo o conceito de utilização responsável dos serviços públicos de saúde. F FORTALECIMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE

• Ρ εσπειταρ e executar as deliberações dos conselhos de saúde. • Χριαρ o Boletim Informativo do Conselho Municipal de Saúde para divulgar as principais ações e decisões do Conselho de Saúde. • Ινχεντιϖαρ cursos de formação para conselheiros e lideranças populares em parceria com instituições de ensino, entidades e organizações populares, discutindo permanentemente os indicadores de saúde do município para construir soluções em conjunto com a população e trabalhadores da saúde. • Πυβλιχαρ as principais resoluções do Conselho Municipal de Saúde para divulgar e contribuir para sua consolidação.

REESTRUTURAÇÃO DO ATENDIMENTO A SAÚDE MENTAL • Χονσο λιδαρ o plano de reorganização de Atenção à Saúde Mental dentro dos preceitos da proposta da Reforma Psiquiátrica, com a construção de rede básica de atendimento psicossocial, hospital dia, grupos terapêuticos e integração com organizações populares (AA, N A, AL ANON, etc.). • Προµοϖερ cursos de atualização e educação em saúde mental para as equipes da rede básica de saúde em parceira com as universidades. • Προµοϖερ atividades educativas com a população em geral para construir uma cultura de inclusão e reintegração do cidadão com transtornos mentais na comunidade (rádio, televisão, UBS). • Ιµπλανταρ serviços de referência em saúde mental com profissionais especializados nas Unidades de Referência dos Distritos Sanitários.

ACESSO D A POPULAÇ ÃO AO ATENDIMENTO BUCAL

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• Ρ εεστρυτυραρ o setor administrativo de Odontologia Social na Secretaria Municipal de Saúde e em cada Distrito Sanitário. • ∆εσχεντραλιζαρ a atenção à saúde bucal para bebês e gestantes para cada distrito sanitário. • Ιντεγραρ as ações de saúde bucal nos programas de saúde das equipes de saúde das UBSs. • Ιντεγραρ recursos federais e de cursos de odontologia das universidades aos programas de odontologia da rede básica municipal, estabelecendo um fluxo de atendimento para procedimentos especializados em parceria com a UNIOESTE, UNIPAR e EAP/ABO Regional de Cascavel. • Ρ εεστρυτυραρ consultórios e equipamentos odontológicos juntamente com a reestruturação das UBSs, conforme padrões da Vigilância Sanitária e legislação sanitária vigente.

MODELO DE ATENDIMENTO A SAÚDE BASEADO NO ATENDIMENTO A DEMANDA • Εφετιϖαρ os distritos sanitários em três regiões do município, com instalação física e de recursos humanos que possibilite descentralizar o planejamento, a organização e a avaliação dos serviços das Unidades de Saúde de cada área de abrangência dos três distritos. Preferencialmente os distritos sanitários deverão estar localizados centralmente em cada região da cidade ou próximos aos terminais de transporte coletivo urbano (Leste, Sul e Oeste), readequando a estrutura dos atuais PACs para que realmente tenham resolutividade para os casos que não foram resolvidos nas UBSs. • Χαδα distrito sanitário deverá contar com Unidade de Saúde com ambulância e atendimento especializado em algumas áreas de risco (pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, psicologia, nutrição, fisioterapia, odontologia, etc.) para atendimento de casos que não puderam ser resolvidos nas Unidades Básicas de Saúde e não sobrecarregar o CRE/CISOP. O horário de atendimento será diferenciado para a referência das demais unidades. • ∆ισπονιβιλιζαρ para as equipes de saúde os dados populacionais e epidemiológicos referentes à sua área de abrangência para possibilitar a organização do atendimento planejado a partir das necessidades da população local. Descentralizar o atendimento e tratamento de patologias com taxas de Incidência prevalência elevadas como tuberculose, hanseníase, hepatites, atendimento anti-rábico (mordeduras de cães). • Πα δρονιζαρ as ações programáticas realizadas nas UBSs para que a população receba um atendimento de qualidade padrão em toda a rede, evitando assim a busca de determinadas UBS em razão do atendimento diferenciado (de melhor qualidade). Todas as UBSs deverão atender com a mesma qualidade os programas de saúde da criança, adolescente, mulher, adultos e idosos, assim como o programa de saúde do trabalhador. • Χονστρυιρ metas em conjunto com as equipes de saúde (ex.: existem “X” mulheres na área de abrangência da UBS, então a meta é realizar o exame preventivo do câncer ginecológico em 95% das mulheres; o mesmo procedimento para as coberturas vacinais, de puericultura, saúde escolar, hipertensos, etc.). • ςαλοριζαρ as ações da Vigilância Epidemiológica e os sistemas de informação existentes para subsidiar o planejamento das equipes de saúde; • Χονστρυιρ o Centro de Zoonoses para prevenir doenças causadas por insetos, roedores, e acidentes com animais de rua (cães). (em convênio com o governo federal)

SAÚDE DA MULHER • Ασσεγυραρ o atendimento integral à saúde da mulher em todas as fases de sua vida, com garantia de qualidade dos serviços. • Προµοϖερ ações no sentido de evitar a ocorrência de mortalidade materna no município. • Ρ εαλιζαρ campanhas de combate e prevenção do câncer de mama e de útero, garantindo acesso a exames periódicos. • Ιµπλανταρ nas Unidades Básicas de Saúde o programa de planejamento familiar. • Χαπαχιταρ os profissionais da saúde para o atendimento às mulheres vítimas de violência sexual e/ ou doméstica.

DA FUNDAÇ ÃO DE SAÚDE • Ρ εαλιζαρ estudos para a constituição de uma fundação de saúde pública municipal que tenha como atribuições principais servir de suporte para estudos e pesquisas, para agilização de procedimentos administrativos que o atendimento à população requer e também para facilitar a efetivação de convênios e parcerias entre outras instituições e órgãos públicos.

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SAÚDE DA CRIANÇ A ° Buscar recursos financeiros para a construção do Hospital da Criança de Cascavel.

EDUCAÇÃO Segundo a Constituição Federal, a Educação é direito de todos e dever do Estado e da família, promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Portanto, para dar conta dessa tarefa, que é prioridade absoluta, propomos a união estratégica e conjunta das Secretarias de Educação, Saúde, Meio Ambiente, Ação Social, Esporte e Cultura para, num trabalho integrado, desenvolver ações globais que visem à formação sólida e cidadã de todas as crianças do município de Cascavel. O planejamento deve ser conjunto, a partir do que define o Plano Municipal de Educação, documento base para os próximos 10 (dez) anos. Todavia, a política de educação não pode resumir-se à mera compilação de dados estatísticos, razão por que o plano municipal pode e deve ser aprimorado, sobretudo para contemplar metas mais ousadas de solução dos problemas de atendimento à demanda reprimida e para assegurar a melhoria da qualidade da escola pública. No Plano de Governo do Prefeito Chico Menin, o desafio será definir com clareza o que cabe a cada área de atuação (ação social, esporte, saúde, educação, meio ambiente, cultura). Isso feito, a Escola já não estará só para dar conta de tão gigantesca tarefa: construir sujeitos críticos, comprometidos com a comunidade e responsáveis pela construção da sua história, conscientes de seus direitos e deveres. Portanto, para fazer frente à tão delicada e complexa tarefa, há que se pensar em grandes diretrizes que, implementadas de modo eficaz, gerarão os resultados que todos almejamos.

Assim, apresentam-se as seguintes diretrizes: O PROFISSION AL O principal fator para a melhoria da qualidade de ensino é o professor. Desenvolver uma política de valorização tanto para os profissionais da Educação Infantil como do Ensino Fundamental, pressupõe, antes de tudo, o reconhecimento de que está em suas mãos a tarefa de educar e preparar as futuras gerações. Assim, garantir o aperfeiçoamento profissional para atender às exigências da atualidade, deve ser uma constante. Suprir todas as Escolas Municipais e os Centros de Educação Infantil de infra-estrutura moderna e adequada, oferecendo como suporte, para a tomada de decisões, o exercício da prática democrática, é o que esses nobres profissionais e servidores da educação municipal mais anseiam e nosso governo buscará atender.

A FAMÍLIA COMO PARTE INTEGR ANTE DO PROCESSO EDUCATIVO Ninguém tem mais interesse pelo êxito escolar dos filhos, que os próprios pais. Garantir espaço para a participação da família no processo educativo das crianças, de forma ética e responsável, pressupõe estabelecer os limites de cada um com a devida clareza de papéis. De um lado, a Escola e seu Projeto Político Pedagógico (socializado), e, do outro, a Família, legalmente responsável para cuidar e educar seus filhos. Como agentes ativos e passivos desta relação, a Família e a Escola vão educando e se reeducando, ora ensinando, ora aprendendo. Então, no nosso governo, a família será, de fato, o núcleo de todo o processo educativo e de transformação da sociedade. A ESTRUTURA D A SECRETARIA DE EDUCAÇ ÃO Nesta última década a indústria, o comércio, a agricultura e a pecuária, isto somado à implantação de várias instituições de educação superior, desencadearam um processo de desenvolvimento muito grande no município de Cascavel. No entanto, a estrutura dos órgãos públicos municipais, ficou aquém do esperado. Nesse contexto, a Secretaria Municipal de Educação - Semed está com uma estrutura física deficitária para fazer frente às exigências do sistema educacional atual. Assim sendo, propomos uma reestruturação da Secretaria Municipal de Educação, ajustando-a aos tempos atuais e às exigências que a implantação do Sistema Municipal de Ensino e a atuação do Conselho Municipal de Educação requerem.

A EDUCAÇ ÃO NA AREA RURAL

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Na ânsia de buscarmos a tão decantada qualidade de vida, corremos o risco de, no exercício do poder, tomar decisões que, ao longo do tempo, se mostram equivocadas. Foi o que aconteceu com o processo de nucleação das escolas rurais, implantado no final da década de 80. Hoje, sabemos que, ao invés de trazermos diariamente centenas de crianças e adolescentes para as escolas urbanas (as conseqüências já são bem conhecidas), é mais prudente, seguro, econômico e de efeitos extraordinariamente mais benéficos, inclusive para o processo de fixação do homem ao campo, levarmos os professores para onde estão os alunos. Portanto, construir uma nova cultura de valorização da vida no campo, com a qualidade que sua população merece, é o grande desafio. Nesse sentido, construir um Programa de Educação com o Currículo voltado às reais necessidades e interesses dos alunos da área rural, Calendário Escolar diferenciado e, respeitando as características socioculturais da comunidade, é dever do gestor público consciente, além de estar atendendo à própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB.

A EDUCAÇ ÃO INFANTIL A Educação Infantil é a base para a vida. Esta etapa da educação deve ser tratada com total Responsabilidade e dedicação por todos os atores envolvidos no processo educacional, uma vez que desempenha um importante papel dentro do contexto social do município, pois, além de servir de amparo aos pais que precisam deixar seus filhos em um lugar adequado para poderem trabalhar, constitui o estágio de desenvolvimento emocional e cognitivo da criança. Segundo dados do Plano Municipal de Educação, em nosso município existem mais de 18 mil crianças não atendidas pelos Centros de Educação Infantil existentes (CEI), o que indica a necessidade de investimentos substanciais para atender a essa demanda reprimida. No entanto, acredita-se que não basta apenas construir novos Centros de Educação Infantil. É preciso também investir na valorização dos profissionais como forma de garantir educação de qualidade. Assim, é compromisso do Prefeito Chico Menin 23 é investir permanentemente na capacitação e qualificação dos profissionais. Na atual situação do país, mais do que nunca a mulher/mãe precisa auxiliar na manutenção da família. Essa possibilidade já pressupõe que o Estado garanta o que a lei determina. O atendimento da criança de 0 a 6 anos em Centros de Educação Infantil. Com o binômio cuidar e educar, nossa proposta é ampliar o número de unidades de atendimento e aperfeiçoar a estrutura dos atuais Centros de Educação Infantil – CEI existentes, priorizando a organização do Currículo, a normatização e a implantação e implementação de uma estrutura própria e para os profissionais que atuam nesse nível e modalidade de educação. No sentido de promover mudanças no atual contexto da Educação Infantil, a Frente Progressista propõe as seguintes ações:

• Ρ εφορµυλαο do Plano de Cargos, Carreira e Salários do Magistério (PCCS), incluindo um capítulo especial de valorização dos educadores infantis dos Centros de Educação Infantil (CEI.), com o mesmo tratamento concedido aos demais profissionais de educação. • Ρ εϖιταλιζαρ e otimizar a utilização dos Centros de Educação Infantil e construir novas unidades de acordo com a demanda apresentada, priorizando as regiões com maior número de crianças em situação de risco social, com o compromisso de dobrar o número de crianças atualmente atendidas em 4 anos. • Αδεθυαρ a infra-estrutura dos CEIs de acordo com as características das crianças especiais ou com necessidades educacionais especiais, possibilitando não só o acesso, mas a sua permanência, respeitando o direito ao atendimento especializado e adequado em seus diferentes aspectos. • Προϖερ os CEIs de material pedagógico, de modo a garantir qualidade no atendimento. • Ιµπλανταρ política de recuperação e reposição salarial dos profissionais. • Ινϖεστιρ na formação e na qualificação profissional, mediante formação de parcerias e convênios com as universidades e faculdades locais. • Ιν στιτυιρ mecanismos para que haja colaboração entre as diversas secretarias do município, como secretaria de saúde, ação social, administração e cultura para assegurar atendimento diversificado e de qualidade aos alunos.

A EDUCAÇ ÃO DE ADULTOS E JOVENS O analfabetismo ainda é o fator que mais prejudica o crescimento e o desenvolvimento do país. Todos os brasileiros têm direito de receber os fundamentos básicos para a construção da sua cidadania. Nossa proposta é garantir a continuidade do Programa de EJA (Educação de Jovens e Adultos), com o número de turmas ampliado, professores habilitados e especialmente capacitados para atenderem às especificidades que esse nível e modalidade de ensino requerem. A realização e a implementação de uma

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Proposta Pedagógica que estimule o acesso, o êxito e a terminalidade ao aluno jovem e adulto, deve ser nossa prioridade. Propomos, também, estabelecer parcerias com a iniciativa privada e Instituições de Ensino Superior – IES, para viabilizarmos o programa proposto, garantindo acesso à área de informática básica e o encaminhamento para o mercado de trabalho. Para tanto, propomos as principais ações de governo: • Αβριρ novos períodos para atender à demanda, uma vez que o espaço físico das escolas está disponível em período noturno. • Εσταβ ελεχερ critérios quanto ao número de alunos por sala (salas numerosas reduzem o aproveitamento). • Φ λεξιβιλιζαο na carga horária no que se refere à duração do curso, respeitando assim o processo de aprendizagem dos alunos. • Φ ιρµαρ convênios com o SESI, SEN AI, SENAC, SENAR, SENAT e SEBR AE para viabilizar cursos profissionalizantes gratuitos para os alunos da rede pública, cursos estes que viabilizem os ingressos desses alunos no mercado de trabalho.

A EDUCAÇ ÃO ESPECIAL Para as crianças com necessidades especiais propomos um novo olhar sobre essa realidade. Tanto para garantir o processo de inclusão social das crianças, quanto para o reconhecimento e a valorização dos profissionais especializados, com a criação de normas e critérios para o seu exercício. Reconhecendo a importância e a necessidade do atendimento de qualidade para essa modalidade de ensino, é que propomos a construção de mais um Centro de Atendimento à Criança com Problemas de Aprendizagem, e a ampliação da estrutura do atual CEACRI, dotando-os de espaço físico adequado e de um quadro de Recursos Humanos voltado aos objetivos do atendimento às diferentes necessidades nas áreas de Deficiência Mental, Auditiva, Visual e Física. Além disso, propomos as seguintes ações: • Ασσεγυραρ, através do Plano de Cargos, Carreira, Remuneração e de Valorização do Magistério da Rede Municipal de Ensino, a valorização do professor que possua formação específica e que esteja atuando nos diversos programas de Educação Especial, incentivando a continuidade de sua formação e sua permanência nesta modalidade de ensino. • ∆εσενϖολϖ ερ programas visando à capacitação e formação de professores para viabilizar a inclusão de forma adequada dos alunos com necessidades especiais. •• Buscar parcerias com instituições de ensino superior que desenvolvam projetos de pós-graduação em Educação Especial, para os professores que atuem em classes de educação especial. • Ινχλυιρ os alunos com necessidades especiais a todo e qualquer tipo de tecnologia de informação, por meio da implantação de laboratórios de informática, aquisição de equipamentos, material pedagógico, mobiliário específico e adequado que venha facilitar o ensino–aprendizado. • Γαραντιρ tanto a inclusão quanto a permanência da pessoa com necessidades especiais através de Tratamento adequado para que os mesmos possam dar continuidade e conclusão aos estudos. • Γαραντιρ parceria com as Secretarias Municipais de Saúde e Ação Social, organizando programas destinados ao ofertar gradativamente a estimulação precoce às crianças com necessidades especiais matriculadas na educação infantil. • ςιαβιλιζαρ reestruturação no CEACRI, tanto na estrutura física quanto a ampliação do número de profissionais, que devem ter formação específica na área para que possa atender de forma ágil e eficaz à demanda das escolas. • Γαραντιρ permanentemente programa de Formação e Serviço aos professores e monitores educacionais que atuam com educando especiais. • Ασσεγυραρ programas de aplicação de exames acuidade visual e auditivo aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental em parceria com a Secretaria de Saúde e Governo Federal. ••Προπορχιοναρ aos alunos com necessidades especiais salas de recursos, classes especiais e alternativas pedagógicas. • Γαραντιρ a continuidade do ensino de libras brasileira de sinais para os alunos surdos, e demais alunos e profissionais da unidade escolar, e gradativamente para os familiares mediante programa de formação. • Ινχεντιϖαρ a parceria entre as demais instituições que atendem aos alunos com necessidades especiais. • Προπιχιαρ as adequações curriculares nos cursos profissionalizantes ofertando a esta comunidade o ingresso e a conclusão do curso por alunos com necessidades especiais.

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• Ινϖεστιρ e dar tratamento especial aos alunos portadores de necessidades especiais para que o resultado final seja o melhor esperado. A EDUCAÇ ÃO INTEGR AL Nunca se falou tanto em Educação em Tempo Integral. Por ser um programa ousado, oneroso e desafiador, com a cautela que o tema requer, propomos sua manutenção com as melhorias e o aperfeiçoamento que o programa requer. A possibilidade de ampliação dessa política de atendimento será apenas para as áreas com menor Índice de Desenvolvimento Humano – IDH (áreas mais pobres) de Cascavel. Isso, sem prescindir do Projeto Pedagógico adequado, num amplo programa de parcerias com as Secretarias de Saúde, Esporte, Cultura, Meio Ambiente e Ação Social, porque compreendemos que à Escola cabe o atendimento na área do ensino formal e da formação básica inicial, ficando para as demais áreas a responsabilidade complementar. O atual cenário em que se encontra a tão propagada educação em tempo integral se configura a partir de volumosos investimentos em infra-estrutura física, o que não resultou em resultados significativos do ponto de vista educacional. Constata-se a falta de políticas e de projetos que, de fato, possam respaldar a real concepção da educação em tempo integral, possibilitando melhorias nos resultados obtidos no processo de ensino–aprendizagem.

O ENSINO FUNDAMENTAL Essa é a área de maior demanda de alunos. O ensino de 1ª à 4ª séries exige uma política de governo voltada para a melhoria de toda a rede escolar municipal. Investir no aperfeiçoamento dos professores e na sua valorização é fundamental e isso se traduzirá na crescente melhoria da qualidade do ensino. Dotar as unidades escolares de estrutura física adequada, com móveis, eletrodomésticos e equipamentos, ajardinamento, calçadas, ginásios e canchas de esporte, boa iluminação, material didático pedagógico, equipamentos de informática com acesso à internet, bibliotecas com acervo de livros ampliado e a garantia de uma gestão moderna e democrática, é nosso compromisso maior. Trabalhar de modo a continuar o processo de ampliação e melhoria do atendimento das crianças nesta faixa etária deve ser uma constante. Para tanto, propomos a construção de novas escolas e a reforma, revitalização ou ampliação das demais, segundo a demanda e necessidades de atendimento e a disponibilidade financeira do município. De acordo com dados do Plano Municipal de Educação (2012), observa-se que os índices de evasão e repetência escolar permanecem em patamares elevados. No ano de 2011 o índice de repetência foi de 9%, já em 2012, em pleno auge da Educação em Tempo Integral, os índices continuaram alarmantes, 6.9% de repetência. No sentido de propiciar aos nossos alunos educação de qualidade, a Frente Progressista propõe:

• Προµοϖερ ações de natureza qualitativa no sentido de reduzir os índices de repetência dos alunos na Rede Municipal, principalmente na 1ª e 2ª séries do Ensino Fundamental, tendo em vista o alto índice de repetência identificado no contexto atual. • Ρ εϖιταλιζαρ as escolas da Rede Municipal e construir novas unidades de acordo com a demanda apresentada. • Ιµπλεµενταρ política de informatização das escolas e Semed com banco de dados e acesso à internet. • Προµοϖερ ações voltadas para a qualidade da educação, no sentido de proporcionar processo de ensino-aprendizagem realmente eficaz. •• Promover uma ampla discussão com os profissionais da educação para a formulação de uma política educacional voltada para a melhoria da qualidade de ensino. • Γαραντιρ a merenda escolar, sem interrupção, naquilo que for competência do município; • Ινϖεστιρ e manter as bibliotecas escolares atualizadas, com acervo atualizado, além dos livros didáticos do Programa Nacional do MEC. No entanto, as bibliotecas escolares poderão enriquecer os seus acervos, com menos custos, se todas forem informatizadas. •• Criar mecanismos para que a escola possa se abrir à sociedade civil organizada, sobretudo, para as expressões culturais no seu entorno. É comum vermos as escolas fechadas nos fins-de-semana, enquanto a população do bairro carece de espaços para suas manifestações artísticas. • Χριαρ Projetos de Capacitação Profissional de acordo com a área de interesse e necessidade do professor. • Χριαρ parcerias com universidades para possibilitar a oferta de cursos de pósgraduação para os profissionais que necessitarem e de acordo com o interesse.

O SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO

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Com a criação do Sistema Municipal de Ensino e a atuação do Conselho Municipal de Educação, buscaremos garantir um avanço real em toda a estrutura do sistema de educação do município de Cascavel. Tanto para o estabelecimento de normas para a educação Infantil e primeiro segmento do Ensino Fundamental, como para a efetivação de um Sistema de Ensino propriamente dito. Caberá à Semed promover e articular a integração dos diferentes níveis, modalidades e sistemas de ensino públicos e privados. Buscar o debate, a análise e os encaminhamentos adequados e necessários para a efetivação dessa proposta é compromisso e desafio da equipe da educação municipal e de todos os profissionais que atuam nas instituições de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio e Educação Superior comprometidos com as causas da educação.

ASSISTENCIA SOCIAL Desde a promulgação da Constituição Federal e, especialmente, da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) – Lei nº. 8742, de 07 de dezembro de 1993 – já se tem uma prática e um conhecimento acumulados sobre a política pública de assistência social. É fundamental compreender que, para colocar em prática a Assistência Social como política pública, é preciso: 1) Conhecer a realidade social (em qualidade e quantidade) em nível local. 2) Conhecer a legislação pertinente (Constituição Federal – CF, Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS, Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei Orgânica da Saúde – LOS, Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB, Lei Orgânica da Previdência Social – LOPS, Política Nacional do Idoso – PNI, Política Nacional da Pessoa Portadora de Deficiência – PNPPD e outras). 3) Identificar as redes de serviços de assistência social – pública e privada – e integrá-las como política de comando único. 4) Implementar e dar conhecimento público do sistema de Gestão da Política de Assistência Social, assim constituído na esfera municipal: • ργο Gestor da Política de Assistência Social – CMAS. • Φ υνδο Municipal de Assistência Social – FMAS. • Πλανο Municipal de Assistência Social – PMAS. • Χονφερνχια Municipal de Assistência Social. 5) Garantir o financiamento da Política de Assistência Social, conforme estabelece o capítulo 5º da Lei Orgânica da Assistência Social, integrando as demais exigências de planejamento das ações, gestão dos serviços, trabalho em rede, integração entre as demais políticas (saúde, educação, habitação, trabalho, esporte, lazer, segurança, saneamento básico, etc.) controle social, e os instrumentos de proteção: • Χονσεληο Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA. • Χονσεληο Tutelar. • Χονσεληο Municipal do Idoso – CMI.

A interface com as demais políticas setoriais se torna importante para atender a toda clientela que necessita de assistência social, bem como o estabelecimento de parcerias com a rede privada de entidades prestadoras de serviços, voluntariado, incorporação da sociedade civil organizada, instituições públicas e privadas de ensino e os governos nas três esferas. Formular uma política de assistência social que atenda às necessidades básicas da população é a grande preocupação do Governo da Coligação Força para Mudar e será com certeza levado a efeito nos quatro anos de um governo voltado para o ser humano, onde todas as pessoas serão respeitadas como cidadãos e atendidos nas suas necessidades e expectativas. Para tanto, serão apresentadas a seguir as principais ações de governo no que concerne à área da assistência social. DIAGNOSTICO SOCIO ECONOMICO • Ρ εαλιζαρ amplo levantamento de indicadores sociais e econômicos do município, no sentido de mapear as áreas de maior vulnerabilidade. • Λεϖανταµεντο das ações e estratégias já desenvolvidas como forma de dar continuidade àqueles programas já implantados e implantar novos programas de acordo com a situação atual do município. • Λεϖανταµεντο dos recursos existentes e necessários para a implantação de programas sociais. • Ιδεντιφιχαο do número de usuários que necessitam do serviço social por área de atendimento, a saber: crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social; população de rua e na rua, seus vínculos familiares e sociais; pessoas idosas e pessoas portadoras de necessidades especiais que não tenham condições de prover a própria subsistência ou tê-la provida por sua família; e outras situações que ocorrem no município e que representam situações de aprofundamento das condições de vulnerabilidade (moradias subumanas, situações emergenciais e outras).

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ATENDIMENTO A FAMÍLIA • ∆εσχεντραλιζαο do SOS Família, com a implantação de novas unidades em locais de maior demanda, contemplando os distritos e priorizando os conjuntos habitacionais, para atender à demanda em situação de vulnerabilidade (condição desfavorável), riscos (direitos violados), e eventos (efeitos indesejados e inesperados). Para tanto, pretende-se implantar ações de prevenção, proteção especial, promoção e inserção social, tais como: geração de emprego e renda, oficinas profissionalizantes, contraturno social, grupos de convivência dos idosos, dentre outros. • Μαντερ e ampliar as atividades exercidas nos programas de apoio sócio familiar. • Αποιαρ técnica e financeiramente entidades assistenciais sem fins lucrativos, obedecendo aos critérios de transferência aprovados pelos conselhos afins. • Ελαβοραρ projetos visando captar recursos junto à esfera federal e estadual para fortalecer ações sociais e comunitárias. • Τρειναµεντο e capacitação permanente dos atores envolvidos.

ATENDIMENTOS AOS IDOSOS • Ιµπλανταρ, dentro da estrutura da Secretaria de Assistência Social, um órgão de assessoria destinado a tratar de questões pertinentes ao cumprimento do Estatuto do Idoso. • Χονστρυο de Centros de Convivência dos Idosos. • Ινστα λαο do Centro Dia, para atendimento do idoso sem dependente. • Ρ εϖιταλιζαο do condomínio da terceira idade. • Αποιαρ técnica e financeiramente entidades assistenciais sem fins lucrativos que prestam atendimento à pessoa idosa, obedecendo aos critérios de transferência de recursos aprovados pelos conselhos do idoso e de assistência social.

ATENDIMENTOS AOS ADOLESCENTES E AS CRIANÇAS • Αποιο técnico e financeiro às entidades assistenciais sem fins lucrativos, que atendem crianças e adolescentes, obedecendo aos critérios de transferência de recursos aprovados pelos conselhos municipais afins. • Τρειναµεντο e capacitação permanente em parceria com os governos e conselhos afins para os atores envolvidos na área da criança e do adolescente em situação de risco social e pessoal. • ∆αρ condição para o pleno funcionamento dos conselhos tutelares, equipando, ampliando e construindo, conforme o necessário. • Χονσολιδαρ as parcerias com o Ministério Público – Vara da Infância e Juventude, Conselhos Tutelares; • Μαντερ e apoiar os programas para os adolescentes em conflito com a lei, quais sejam: apoio Sócio-educativo em meio aberto (liberdade assistida e semi-liberdade).

• Ιµπλεµενταρ ações e programas voltados ao combate à violência, abuso, à exploração sexual e à prostituição infanto-juvenil, atuando em estreita parceria com os conselhos afins, Ministério Público, nas três esferas de Governo, ONGs, instituições de ensino e sociedade civil organizada. • Μαντερ e implementar ações de atendimento a jovens em situação de risco social e pessoal iniciando sua capacitação para atuarem no mercado de trabalho, mantendo o convênio com o Governo Federal e buscando novas parcerias. ATENDIMENTO A JU VENTUDE • Ιµπλανταρ, dentro da estrutura da Secretaria de Assistência Social, um órgão de assessoria destinado a tratar de questões pertinentes à juventude. • Χριαρ o conselho municipal da juventude com a participação de grêmios estudantis, diretório central de estudantes das universidades e faculdades, pastoral da juventude e demais setores e entidades afins. • Προµοϖερ a articulação entre as diversas secretarias para o atendimento da juventude, por intermédio de programas voltados à formação da cidadania, à capacitação profissional e ao trabalho, ao esporte e lazer, à cultura, etc. . Adequar um local para que os jovens possam fazer suas festas, para busca de recursos de suas formaturas, com toda segurança necessária.

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ATENDIMENTO A MULHER • Χριαρ a coordenadoria da mulher para tratar dos assuntos específicos do gênero, especialmente para articular as ações das demais secretarias e dos programas relacionados à mulher. • Χοµβατερ todo tipo de violência e discriminação, em especial a violência sexual e doméstica. • Ρ εαλιζαρ campanhas educativas e de divulgação dos direitos conquistados na legislação do país. • Αποιαρ as mulheres vítimas de todo e qualquer tipo de discriminação. • Χονσιδεραρ como critérios para a contratação de empresas privadas pela prefeitura o cumprimento da legislação relativa às creches e o desenvolvimento de programas de promoção das mulheres, inclusive com políticas de ação afirmativas. • Προµοϖερ a prevenção da violência contra a mulher através de campanhas sócio-educativas e do estímulo à estruturação de redes comunitárias de solidariedade entre as mulheres. • Προµοϖερ a assistência integral às mulheres que sofrem de violência doméstica e sexual, ampliando e reestruturando os serviços especializados. • Ινχεντιϖαρ a criação de centros de atendimento jurídico e psicológico às mulheres. Promover a inter-setorialidade na assistência integral às mulheres através da estruturação de uma rede de apoio que integre as áreas de educação, saúde, geração de emprego e renda, assistência social, habitação, justiça e cidadania.

MEIO AMBIENTE A Coligação Força para Mudar, implantará sua política ambiental com base em nove linhas de ação, destacando as políticas de planejamento, portanto “preventivas”, e dando ênfase a um amplo Programa de Educação Ambiental em Cascavel e em especial um grande projeto de Sustentabilidade. São elas: ELABOR AÇÃO D A AGEND A 21 / E OU AGENDA ECOLÓGIC A A Agenda XXI de Cascavel irá constituir-se no principal documento, ou seja, os alicerces para a implantação do desenvolvimento sustentável no município. Documento de grande alcance e de longa duração será o compromisso dos cascavelenses com o futuro sustentável. ELABOR AÇÃO DO ZONEAMENTO ECONOMICO O Zoneamento econômico–ecológico é um instrumento de planejamento que visa disciplinar a ocupação do território cascavelense e o desenvolvimento econômico com base na sua “capacidade de sustentação” (ou capacidade de carga). Atra vés de estudos, verificam-se as vocações e limitações dos ecossistemas e definem-se as áreas que deverão ser destinadas à produção – seja agrícola, florestal, industrial – com base na conservação dos recursos naturais. Visa integrar os sistemas ecológicos, econômicos e culturais num objetivo comum de desenvolvimento equilibrado e sustentável. O Zoneamento econômico-ecológico deverá ser executado em conjunto com os governos estadual e federal. O governo municipal deverá desenvolver programas de capacitação técnica a elaboração do Plano Diretor, de acordo com as recomendações do Estatuto da Cidade. Aliás, acredita-se que o Estatuto da Cidade avançou nos temas urbano-sociais, mas foi deficiente no que se refere à questão ambiental. O Estatuto limita-se a tratar o tema apenas através do REIV – Relatório de Impacto de Vizinhança, na criação de unidades de conservação municipais e no zoneamento ambiental. GESTAO AMBIENTAL A bacia hidrográfica será adotada como unidade de gestão ambiental, respeitando o zoneamento econômico-ecológico do município e balizando os planos de desenvolvimento econômico e social. O uso da bacia como unidade de gestão irá permitir uma abordagem sistêmica ajustada às características físicas, à diversidade de ocupação, aos problemas ambientais a serem tratados, aos aspectos sócio econômicos, culturais e institucionais. Visa o monitoramento integrado do ambiente, a participação da comunidade, ao estabelecimento

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de normas e padrões e ao planejamento do desenvolvimento. Deve garantir a ação coordenada dos diferentes atores e usuários FORTALECIMENTO INSTITUCION AL A Coligação Força para Mudar, propõe a reestruturação da Secretaria de Meio Ambiente para Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Sustentável. A nova política desta secretaria será de caráter preventivo – com ênfase no planejamento global do município, em detrimento às políticas pontuais e corretivas. A Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Sustentável passarão a assumir funções mais globais e integradoras, habilitando-se a dar ao município as respostas que ele necessita para uma nova forma de conduzir o processo de desenvolvimento. Terá como principal função promover o crescimento de uma economia sustentável atuando fortemente junto às demais secretarias e, em especial, à Secretaria de Planejamento do Município. A atuação da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Sustentável e suas vinculadas irão se basear nas seguintes premissas: - Descentralização e co-responsabilidade. - Sustentação financeira. - Modernização do aparelho do Estado. A descentralização será processada em dois eixos: vertical e horizontal. No vertical, através da distribuição de competências dos três níveis de governo. Serão otimizadas as ações da União, dos Estados e do município de forma que não sejam redundantes, mas complementares. No eixo horizontal, a descentralização deverá operar inter - setorialmente dentro da ética da co-responsabilidade.

Não é o setor ambiental sozinho que vai responder pelos problemas causados pelos outros setores, mas ele será pautado em ações articuladas com os setores do governo e da sociedade. Esta co-responsabilidade, por um lado, implica a “ecologização” das demais secretarias do município incorporando valores e responsabilidades em cada uma delas na gestão ambiental. Por outro lado, a co-responsabilidade envolve parcerias com a iniciativa privada e a sociedade civil organizada na elaboração e gerenciamento de planos, programas e projetos ambientais. Nesse sentido, faz-se necessário o fortalecimento e a adequada representação dos vários segmentos da sociedade no Conselho Estadual de Meio ambiente ou outros arranjos institucionais. Será dado incentivo à criação e fortalecimento dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente. A mudança no padrão de desempenho da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Sustentável e suas vinculadas exigem a auto-sustentação financeira. Esta será feita através dos recursos provenientes do orçamento do Tesouro do município em parcerias com o Estado e a União, das tarifas ambientais, das medidas compensatórias, da captação e obtenção de recursos financeiros nacionais e internacionais. Diante das proporções e rumos que a gestão ecológica vem tomando no Brasil, não terá condições de atuar minimamente se não contar com recursos modernos de administração. Isto implica a capacitação técnica e física dos órgãos ambientais: informatização, ampliação e modernização de laboratórios, pessoal suficiente e qualificado, para a presteza no atendimento. Nesse sentido, os funcionários serão valorizados e incentivados para melhores qualificações.

FORTALECIMENTO DO SISTEMA DE AVALIAÇ ÃO DO IMPACTO AMBIENTAL – AIA Serão implementados programas de educação ambiental no ensino formal (todas as escolas municipais), e será estimulada a educação ambiental nas escolas estaduais e particulares. Da mesma forma, a educação ambiental não-formal será amplamente desenvolvida, através de campanhas públicas e utilizando-se dos meios de comunicação de massa. Serão de caráter participativo e interativo, de modo a disseminar em todos os segmentos da população a importância de se defender o meio ambiente saudável e íntegro como patrimônio comum, desta e das futuras gerações. POLITIC A DE VALORIZAÇ ÃO DOS RECURSOS NATURAIS A Coligação Força para Mudar acredita que uma nova ordem vem sendo imposta no mercado (nacional e internacional) para que se estabeleça o desenvolvimento sustentável. Essas mudanças são resultadas tanto de protocolos internacionais quanto da pressão de consumidores em todo o mundo. A crescente ecologização da sociedade mundial é hoje um fato. Nesse sentido, as políticas de valorização dos recursos naturais devem ser implantadas em todo o território nacional. Entende-se que uma política de valorização dos recursos naturais implica: a) a adoção de medidas que incorporem o real valor dos recursos naturais na economia (valoração correta); b) medidas que incentivem seu uso racional e sustentável e c) a geração de emprego e renda na exploração sustentável. Recursos como a água, a biodiversidade, o solo agrícola e o ar serão prioridades para os quatro próximos anos.

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POLITIC A DE VALORIZAÇ ÃO DA ÁGU A A água é diretamente responsável pela manutenção da vida. É o recurso natural
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mais importante para a utilização dos demais recursos do planeta: vegetais animais e minerais. Do total disponível para o abastecimento humano, o território brasileiro possui 8,0%. O Paraná representa uma pequena
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parcela do total brasileiro e conta hoje, com altos índices de contaminação . A situação não é diferente em nosso município, sendo um dos mais privilegiados em termos de nascentes, tendo em seu perímetro urbano mais de 1200 nascentes. Se não houver, por parte de seus administradores, os devidos cuidados, estarão sendo mais uma estatística nas contaminações. Para recuperar a qualidade e os estoques das águas do município e dentro de uma política de valorização da água esta Coligação Força para Mudar propõe: • Ν ο âmbito da lei de recursos hídricos, pretende-se contribuir para a formação dos comitês gestores de bacia; na definição das normas e padrões de uso, na definição de valores (taxas, isenções e reduções) e na aplicação dos recursos arrecadados. • Ο futuro governo irá garantir que os recursos arrecadados com o fundo pela cobrança da água sejam aplicados, prioritariamente, em Programas para a Proteção dos Mananciais, Saneamento Básico e Programas de Recuperação das Bacias Hidrográficas. • Ιρ〈, ainda, promover compensação financeira justa aos usuários que preservem os mananciais de abastecimento. • Σοµοσ contrários à exploração de águas subterrâneas (ex. Aqüífero Serra Geral). Só permitirá esta exploração como alternativa de caráter emergencial, pelos impactos ambientais que podem gerar. Ainda assim, a exploração deverá ser precedida de estudos de Impacto Ambiental e estudos adicionais para verificar o volume correto a ser tirado com base nos dados pluviométricos e outros estudos correlatos.

POLITIC A DE VALORIZAÇ ÃO DO SOLO AGRÍCOL A Acredita-se que a melhor maneira de valorizar o solo agrícola de Cascavel é desenvolver a diversidade das agriculturas locais. Deve estimular a agricultura familiar e comunitária trabalhando para a eliminação da pobreza. Neste sentido, somos favoráveis à agricultura orgânica e à pecuária orgânica. Acrescente-se que, em Cascavel, já existe um substancial número de produtores que exploram a agricultura familiar orgânica, carecendo apenas de ações mais efetivas de apoio ao desenvolvimento da cadeia produtiva neste setor, o que permitirá envolver outros produtores neste importante nicho de mercado, ampliando desta forma a correta utilização do solo agrícola e a produção de alimentos saudáveis para o mercado interno e para exportação.

AGROTÓXICO Mediante a constatação dos perigos do uso dos agrotóxicos, e com o objetivo de proteger os agricultores, o consumidor e o meio ambiente, propõe-se: • Ινχρ εµενταρ a fiscalização, junto com os demais órgãos governamentais, a fim de restringir ao máximo a utilização de agrotóxicos que estão proibidos em outros países e no próprio Brasil, mas que estão sendo utilizados através de contrabando em quantidade considerável no Município. • Ινσταλαρ um programa de monitoramento dos alimentos a fim de verificar se os índices de agrotóxicos estão dentro das tolerâncias estabelecidas pelo Ministério da Saúde. • Ιµπλανταρ um programa de treinamento constante de capacitação aos aplicadores de agrotóxicos e um programa de vigilância permanente de saúde dos agricultores expostos a agrotóxicos. • ∆εσενϖολϖ ερ programas de controle de pragas através do controle biológico com o objetivo de diminuir a utilização dos agrotóxicos (Agropec e Fundetec). • Ινχεντιϖαρ através de um programa específico a implantação de agricultura orgânica, implantar um programa com a participação do Estado, na divulgação e comercialização dos alimentos orgânicos.

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Mais de 2/3 da superfície da Terra está coberta por água (70%), mas apenas 2.8% desse v olume é de água doce. Dos 70% de água do planeta, 97,2% é água salgada dos oceanos e mares, impróprias para a utilização por conter substâncias químicas em grande concentração. Restam 2.8% de água doce em todo o planeta sendo que 1,82% concentram-se nas calotas polares e nas geleiras, 0,91% é água do subsolo (reserv as subterrâneas), 0,05% é umidade do solo e o restante é v apor na atmosf era ou entra na composição dos seres v iv os. Desta f orma, sobram apenas 0,01987% para o abastecimento humano.

2. A poluição é causada por esgotos domésticos e industriais, pelo assoreamento dos rios, pelo uso dos nos como lixeiras urbanas, pela

contaminação por agrotóxicos e destruição das f ontes.

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A PRODUÇÃO ORGÂNIC A Considerando a enorme demanda mundial por produtos orgânicos, movimentando em torno de US47 bilhões ao ano e com taxa de crescimento superior a 25% ao ano, cujos maiores mercados são EUA, Comunidade Européia e Japão (compradores tradicionais do Paraná), iremos estimular de todas as formas a produção orgânica em Cascavel. Muitas tentativas já fracassaram ao longo do tempo, por falta de uma real política de incentivos e por falta de canais de comercialização. Hoje, em razão da crescente demanda mundial, alguns produtores vêm transformando o sistema convencional (com uso de agrotóxicos) para o sistema orgânico. Nesse sentido, propõe-se: 4 Entende-se como orgânico todo o sistema de produção sustentável no tempo, que mediante o manejo racional dos recursos naturais, sem a utilização de produtos de síntese química, produza alimentos sadios e abundantes, mantenha a fertilidade do solo e a diversidade biológica. • Αµπλο programa de descontaminação das águas para viabilizar o processo de produção orgânica; • ∆ιϖυλγαο dos benefícios econômicos e ambientais da agricultura orgânica bem como assistência técnica e cursos especializados aos agricultores (através do Iapar, Embrapa, Secretária da Agricultura e Emater). • Φ ινανχιαµεντο em pesquisa. • Αποιο ao desenvolvimento da cadeia produtiva (insumos, produção, processamento, certificação, comercialização, etc.) voltada aos produtos orgânicos.

POLITIC A DE VALORIZAÇ ÃO DA BIODIVERSIDADE O desmatamento das florestas do Paraná – todas de domínio da Mata Atlântica – vem colocando em risco a biodiversidade de ecossistemas. Essas se constituem em um dos patrimônios mais ricos e mais ameaçados do Estado. São ambientes pouco estudados e há chances de se perder o que ainda não se conhece cientificamente. Para a preservação, conservação e valorização da biodiversidade dos ecossistemas em Cascavel, a Coligação Força para Mudar propõe: • Ινχεντιϖο aos estudos da biodiversidade para conhecimento científico e aplicação econômica de curto e médio prazo (farmacologia). • Ρ εχυπεραο de área florestal do município, com espécies nativas plantadas em áreas de microbacias. Esta parceria será feita em conjunto com a iniciativa privada e a sociedade. • Ιµπλανταο de corredores da biodiversidade para a proteção da flora e preservação da flora no município de Cascavel. • Μαντερ e ampliar as Unidades de Conservação (UC) em Cascavel, através de orientação técnica, objetivando o cadastramento destas áreas por parte de seus proprietários. • ∆εσενϖολϖιµεντο do ecoturismo nas Unidades de Conservação para garantir a sustentabilidade econômica. • Ινχεντιϖο à constituição de áreas preservadas de ecossistemas originais, para preservação ambiental e de retorno do ICMS ecológico.

POLITIC A DE VALORIZAÇ ÃO DO AR Atualmente só existe a Resolução nº 03/90 – Conama, que estabelece limites aos níveis de ozônio na atmosfera. Segundo a resolução, não se pode ultrapassar 160 microgramas por m3 em uma hora e mais do que uma vez por ano. São nossas propostas: • Α elaboração de legislação municipal específica sobre a emissão de gases poluentes que institua um parâmetro a ser respeitado pelas indústrias, trazendo o ar dos distritos industriais para os padrões adequados para a saúde humana. • Μοδερνιζαο dos métodos de controle da poluição e fiscalização com uma rede de monitoramento adequada com aparelhos de medição modernos e de grande alcance. • Χαδα στραµεντο e fiscalização de todas as fontes de emissão.

O PAPEL DA AGRICULTURA E INTERIOR NO DESENVOL VIMENTO DO MUNICIPIO Usar como parceira a AREAC, e em especial o Programa Campo Fácil. A agricultura é o principal agente propulsor do desenvolvimento comercial e, conseqüentemente, dos serviços nas pequenas e médias cidades do interior do Brasil. Basta um pequeno incentivo à agricultura para que se obtenham respostas rápidas nos outros setores econômicos. Desenvolver um

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projeto de desenvolvimento municipal ou mesmo regional, baseado na agricultura sustentável e, principalmente, nos agricultores familiares, não é apenas uma proposta política para o setor rural, é uma necessidade e, por que não dizer, uma condição de sobrevida para a economia de um grande número de municípios brasileiros. É o desenvolvimento com distribuição de renda no setor rural que viabiliza e sustenta o desenvolvimento do setor urbano. Entende-se por Projeto de Desenvolvimento Municipal/regional um plano de ação demandado, elaborado, coordenado e fiscalizado pela sociedade, através de suas organizações de representação civis, e que vise ao desenvolvimento do conjunto daquela população. As propostas devem buscar o desenvolvimento do município em todos os sentidos, pensando no conjunto da população - urbana e rural - e nas mais diversas áreas, aí incluídas as ações na produção, industrialização, comercialização, educação, saúde, habitação, transporte, lazer, entre outros. As ações devem e precisam ser inter-relacionadas, por isto não basta elaborar isoladamente propostas para a agricultura, mas, sim, transformá-la na base para o desenvolvimento.

A MUNICIPALID ADE NO PROCESSO DE DESEN VOL VIMENTO O poder público municipal tem papel determinante na implementação de um projeto de desenvolvimento. Ele deve assumir o papel de orientador e articulador de todas as forças e potencialidades da sociedade em torno do projeto, ou seja, deve ser a coordenação política dos agentes e instituições públicas e privadas na execução da proposta de desenvolvimento local. A prefeitura municipal é o principal instrumento propulsor do desenvolvimento local, e, portanto, o seu papel principal não é a execução de ações fragmentadas ou de caráter assistencialista. O poder público deve criar instrumentos e políticas que contribuam na construção de uma nova perspectiva ao desenvolvimento municipal. É importante que seja apresentada uma proposta de desenvolvimento global do município envolvendo todos os setores econômicos e sociais. Para tanto, temos que nos capacitar na leitura da realidade, na formulação de estratégias de desenvolvimento e na elaboração de políticas públicas municipais. QUALID ADE DE VID A Para a agricultura familiar, o projeto alternativo de desenvolvimento deve conter propostas para o fortalecimento produtivo, mas este deve ter como objetivo principal a melhoria do bem-estar geral da população rural. Os sistemas de produção e as políticas para a agricultura não podem orientar-se exclusivamente pela lógica do mercado, mas ter como base que os agricultores, além de uma necessidade monetária, dependem de um conjunto de ações para a reprodução das famílias e dos seus sistemas de produção. Todo projeto de desenvolvimento, em todos os níveis, deve considerar que o mercado tem uma grande importância na regulação da produção e do consumo, mas é incapaz de solucionar a grave crise social atual e as preocupações e anseios quanto à reprodução das famílias rurais. A ORGANIZAÇ ÃO D A PRODUÇÃO Ao nível das comunidades, a organização da produção se estrutura na forma de organizações associativas e cooperativas de organização nos processos de produção, comercialização e beneficiamento dos produtos agrícolas. –O REDIRECIONAMENTO DO MODELO TECNOLÓGICO CASO AGRICULTURA ORGÂNICA O atual modelo tecnológico é baseado na utilização de insumos industrializados, adubos químicos, sementes híbridas, agrotóxicos e máquinas. Este modelo trouxe a dependência da agricultura a fortes setores industriais multinacionais, sendo um dos grandes responsáveis pela maior concentração da produção, pela perda de renda da agricultura, pelo agravamento das condições do solo, pela redução da biodiversidade, e pela deterioração da saúde dos trabalhadores. O modelo tecnológico deve ser orientado pela produção coletiva do conhecimento, entre pesquisadores e agricultores, pela sua adaptação às condições sociais, econômicas e de trabalho em cada unidade produtiva. O conhecimento e a tecnologia devem também passar por um processo de democratização, ser um objeto de construção e de domínio público. O desenvolvimento da tecnologia, bem como a assistência técnica devem ser instrumentos de qualificação da produção e do trabalho, tendo como base um enfoque sistêmico, no qual a propriedade e as famílias são vistos como um conjunto integrado, em que se sobrepõem constantemente aspectos biológicos, ambientais, econômicos, sociais e culturais. A pesquisa e a assistência técnica devem visar à reestruturação e à diversificação dos sistemas de produção, com base num modelo agro-ecológico e sustentável de produção agrícola. DA

DESENVOLVIMENTO LOC AL E INTEGR AÇ ÃO MUNICIPAL E REGION AL

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Para que o processo de desenvolvimento municipal tenha perspectiva de sustentação em longo prazo, tem que partir do potencial econômico e social local. A agricultura é a principal força geradora do desenvolvimento da grande maioria dos municípios brasileiros, proporcionando também o desenvolvimento dos setores comercial, industrial e de serviços, ou seja, mais empregos, mais impostos arrecadados e desenvolvimento social e econômico. A captação de recursos de poupança nas pequenas cidades está calcada nos agricultores familiares. A geração de emprego, de pessoal ocupado e o “giro” no comércio das pequenas cidades, e, em conseqüência, um maior movimento nas agências do banco são proporcionados pelos agricultores familiares, quando estes têm acesso a políticas adequadas de crédito rural. É muito importante que o município tenha seu plano de desenvolvimento local. Mas não podemos ter ilusão de que o uso de forças locais será suficiente para viabilizar este processo. É fundamental que o plano local esteja integrado e sustentado ao nível microregional, estadual e nacional. Nesse sentido, revestem-se da maior importância os apoios já confirmados por deputados federais e estaduais ao candidato da Coligação Força para Mudar 23 que contribuirão pela disputa de políticas ao nível macro a partir do projeto de desenvolvimento local, conferindo ao município uma postura ativa na busca dos recursos necessários ao município. A discussão e execução do projeto de desenvolvimento podem ter abrangência municipal, mas ele recebe influências das políticas macroeconômicas e também depende de recursos externos que são aplicados de acordo com o modelo de desenvolvimento nacional e estadual.

POLITIC A DE AGROINDUSTRIALIZAÇ ÃO E COMERCIALIZAÇ ÃO O incentivo a outras atividades econômicas é determinante para garantir a viabilidade econômica do processo de desenvolvimento, e para evitar o êxodo rural através da geração de empregos locais, utilizando a mão-de-obra excedente da agricultura. Estas outras atividades econômicas devem ser prioritariamente derivadas da agricultura. Como exemplo pode-se citar as pequenas e médias agroindustriais, estruturas de comercialização, (mercado municipal, feiras livres, etc.) pequenas e médias indústrias; turismo rural, etc. AGRICULTURA FAMILIAR O debate sobre a agricultura familiar vem crescendo em vários espaços, nos órgãos públicos, no meio acadêmico e nos movimentos do campo. Porém, é fundamental que a agricultura familiar, bem como a reforma agrária, sejam reconhecidas pela sociedade, destacando a sua importância na produção de alimentos, na geração de empregos e na distribuição de renda e terra. Para isto é fundamental a realização de campanhas públicas de valorização da agricultura familiar. Uma importante característica da agricultura familiar é a fusão que nela existe entre a unidade de produção e a família. Neste sentido é fundamental pensar a viabilidade e o desenvolvimento da agricultura familiar não só do ponto de vista econômico-produtivo, mas de forma global, isto é, o conjunto de necessidades que a família e o sistema de produção apresentam para garantir a qualidade e vida à população rural. A viabilização da agricultura familiar depende da construção de um projeto alternativo de desenvolvimento para o campo, tendo a agricultura familiar como modelo. Este projeto deve garantir a democratização dos meios de produção e do acesso às políticas públicas e ao mercado, de forma que o desenvolvimento da agricultura não seja seletivo e excludente como é hoje. Além disso, um processo amplo de organização dos agricultores familiares é fundamental, buscando alternativas para a organização dos sistemas de produção e da comercialização, (cooperativas) e uma forte organização política que apresente propostas e pressione o Estado para que as políticas públicas sejam prioritariamente ou exclusivamente voltadas para a agricultura familiar. Para o conjunto dos agricultores familiares é fundamental a melhoria da qualidade de vida, de forma integral, com especial atenção às questões de educação, saúde e lazer, com ações específicas para cada grupo, uma vez que existem diferentes condições de acesso às políticas públicas.

ACÕES DO GOVERNO MUNICIPAL

Infra-estrutura • Χα δα subprefeitura distrital terá seu próprio parque de máquinas. Somente assim será possível atender às demandas mais imediatas dos agricultores, como, por exemplo, fazer terraplenagem para construção de galinheiros, galpões e moradias nos sítios e fazendas.

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Revestimento com cascalho das estradas de acesso aos galinheiros. O cronograma de trabalho da patrulha mecanizada será definido em reuniões com os agricultores. A contrapartida dos agricultores será o custo do óleo diesel conforme faixas já existentes. . Urbanização dos Distritos. • Χονστρυο de abastecedouros comunitários em número suficiente para atender às necessidades da comunidade, seja através de poços artesianos ou por captação de fontes superficiais. • Ρ εαδεθυαο das estradas rurais para que sejam possíveis boas condições de tráfego durante todo ano, e melhoria significativa na sinalização viária rural. • Χαλαµεντο de estradas com pedras irregulares. • ςιαβιλιζαρ financiamento para moradia do agricultor e sua família, barracões, mangueiras, cercas e outras benfeitorias necessárias ao pequeno produtor. • ςιαβιλιζαρ melhores condições (técnicas e financeiras) para construção de galinheiros. • Ιµπλανταρ, em parceria com Estado, o Terminal de Calcário na Ferroeste.Ações internas (institucionais) • Ρ εοργανιζαρ a Secretaria da Agricultura, disponibilizando aos agricultores equipe técnica capacitada para realização de projetos de financiamento para agroindústrias. • Ρ εχονδυζιρ a Agrotec à sua finalidade original. • Φορταλεχερ o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, que deverá elaborar a política de uso dos equipamentos e máquinas.

A agricultura e o meio ambiente • Ινχρεµενταρ o programa de produção de mudas de frutos silvestres – pinheiro (Araucária), noz pekan, cerejeira, erva mate, goiaba, amora, pitanga, gabirova, etc. – visando à recomposição das matas ciliares. Assim os agricultores protegem as fontes de recursos hídricos e ainda podem conseguir algum retorno econômico. • ςιαβιλιζαρ estudo técnico e econômico para implantação de um pólo de frutíferas – parreiras, cerejeiras, figueiras, framboesas, etc. – em áreas montanhosas e com afloramentos rochosos, valorizando imensamente terras hoje consideradas pobres e baratas. . Promover um convênio para que o Município e Estado, possam juntos liberar licenças ambientais, dando agilidade a implementação de projetos importantes.

Qualidade de vida no campo • Ιµπλανταρ, em todos os distritos, escolas rurais com creches e providas de equipamentos esportivos de lazer, cultura e saúde. • ∆ισπονιβιλιζαρ serviços públicos – confecção de documentos, pagamento de impostos, terminais, bancários, água, luz, telefone, etc. Organização e comercialização da produção • Ινχεντιϖαρ a diversificação da pecuária através da produção de pequenos animais que, além de gerar mais ocupação no campo, certamente fornecerá um incremento na receita do agricultor. • Χα σα do Agricultor – onde o pequeno agricultor deixa em consignação seus produtos não perecíveis, como conservas, feijão, rapaduras, açúcar mascavo, cachaça, vinho, graspa, etc. Uma espécie de feira permanente. • Ιµπλανταρ o cadastro técnico de propriedades rurais. • Χριαρ mecanismos, como centrais de comercialização, que possam dar mais alternativas para pequenos produtores e industriais, que não estejam somente subordinada ao Ceasa, criação de feiras permanentes. Criação de núcleos e ou pequenas cooperativas de comercialização, com a devida preparação de pessoas habilitadas para busca de novos mercados e incentivos. • Αινδα, nesse sentido, seria importante a criação e adoção de um selo de qualidade municipal para produtos agropecuários provenientes de pequenas propriedades familiares. (Uma espécie de certificado de qualidade adotado pelos produtores, inclusive nas feiras livres).

Capacitação na agropecuária e agroindústria - Articulação com Estado e União • Χριαο de cursos técnicos profissionalizantes em nível de ensino médio, (200 a 400 horas) nas áreas de: hortifrutigranjeiros; • Λειτε e derivados, inseminação, melhoramento genético, produção de • Αγροινδστρια: laticínios, embutidos, produtos artesanais, panificação, doces; • Τχνιχασ de administração da pequena propriedade rural.

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Cursos de capacitação (40 a 100 horas) • Σανιδαδε animal, fitosanidade, inseminação, silagem, melhoramento genético, produção, etc; fabricação, etc. Os cursos poderão ser realizados na Unioeste, Fundetec, Agrotec, assentamento da Copel, e Senai, com recursos financeiros do FAT, Senar, cooperativas, empresas, municípios, sindicatos, entidades de classe,etc. Assistência técnica e acesso às inovações tecnológicas A Agrotec deverá promover e repassar novas técnicas agropecuárias através de atividades como: • Ασσιστνχια técnica e extensão juntamente com a Emater/Parcerias com o Governo Estadual. • Χυρ σο σ. • Σεµιν〈ριοσ. • ∆ια σ de campo. • Φοληετο σ; • Ρ〈διο comunitária. • Ελαβοραο de projetos técnicos para a busca de recursos externos. A Fundetec - responsável pelas inovações e desenvolvimento tecnológico industrial e de gestão de negócios através das atividades • Θυα λιφιχαο e certificação. • ∆εσενϖολϖιµεντο de produtos. • Εσχριτ⌠ριο modelo para apoio empresarial para o empreendedorismo e agricultores. • Τρειναµεντο. • Βυσχα de novas tecnologias. • Αµπαρο técnico às atividades propostas pelas secretarias de desenvolvimento. • Φ ειρασ. • Σιµπ⌠σιοσ. • Ελαβοραο de projetos técnicos para a busca de projetos. • Γεστο, economia e informática, controle da produção, boas práticas de

FOMENTO AO DESENVOLVIMENTO • Αλµ de o fundo de desenvolvimento do município estar em consonância com os programas das diversas secretarias, de forma integrada, devem-se buscar novos mecanismos de captação e evitar fuga de recursos, aplicando na região. A região está pronta para a criação de uma AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO REGION AL, e Cascavel tem papel preponderante nesta organização. • Χονδοµνιοσ industriais, de comércio e de serviços, desde que não prejudiciais ao meio ambiente, para que se incentive o empreendedorismo e facilidade de acesso ao trabalho e às centrais de comercialização, fortalecendo os bairros. • Πεθυενασ indústrias rurais de panificação, embutidos, doces, etc.

POLITIC A DE SANEAMENTO AMBIENTAL O saneamento básico contribui para o aumento do conforto urbano na medida em que solucionam problemas como enchentes, mau cheiro, degradação ambiental, contaminação de rios, nascentes, córregos e lençol freático. Dependendo das limitações do saneamento básico menor ou maior, é o estado de saúde da população, podendo inclusive tornar ineficazes os serviços públicos de saúde. Sem atuar sobre as causas das enfermidades sociais, a medicina curativa acaba por tornar-se um mero paliativo. Para evitar os riscos de contaminação coletiva, a prioridade do saneamento básico terá como foco as áreas de minas d’água, fontes, córregos, rios, áreas verdes e áreas de preservação permanente. Propostas: • Βλοθυειο σ intermitentes das águas pluviais em áreas de acentuada declividade. • Προτεο com cobertura vegetal e manutenção dos canais preferenciais de va zão, e cabeceiras de drenagem. • Χονστρυο de bacias de acumulação nos morros como forma de controle da va zão.

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• Ρ εδεφινιο das áreas sujeitas à inundação e transformação em área de proteção ambiental, com um controle rigoroso da prefeitura para evitar sua ocupação. • Ιµπορ, como pré-condição para renovação da concessão dos serviços de coleta e tratamento de água e esgoto, a exigência da Sanepar quanto a imediata ampliação da rede coletora de esgoto, de 40% hoje, para 100% até o ano 2006. • Χονστρυο de novas estações de tratamento de esgoto (ETEs). • Χονστανδο na concessão, a obrigação de a concessionária assumir a recuperação e conservação dos rios, córregos e nascentes. • Μαπεαµεντο ordenado das redes de galerias de águas pluviais e instalações de dissipadores de energia, para diminuir a força das águas e evitar danos e erosão às propriedades públicas e privadas. • Εσταβελεχερ no Código Municipal de Postura que as futuras construções contemplem o aproveitamento das águas das chuvas em todos os prédios públicos e reutilização das águas para atividades como descarga de banheiros, limpeza de pátios e calçadas. • Εστιµυλαρ, através da redução do valor do alvará de construção, construções que reutilizem água e implantem sistemas de coleta das águas das chuvas. • Χριαο e implantação do conselho municipal das águas. Objetivando implantar, na lei orgânica do município, legislação a respeito dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos. • Ιµπλεµενταο do Programa de Proteção das Nascentes em todo o município. • Ρ εχοµποσιο das áreas de preservação permanente (matas ciliares) dos nossos rios. No perímetro urbano, recomposição com espécies de árvores que produzam flores e frutos, agregando, desta forma, valor turístico a nossos rios e garantindo a preservação da fauna e da flora. • Ρ ελο χαρ os moradores das áreas de preservação ambiental, para moradias construídas com recursos do município, do Estado e da União, buscando deixar esta população próxima a seu hábitat. • Ρ εσολϖ ερ e sanear, em espaço curto de tempo, os esgotos construídos de forma indevida nas áreas de preservação permanente. • Απροϖειταρ os espaços de ambiente ciliares para o ajardinamento, espaço de lazer, esporte e atividades físicas para os cidadãos cascavelenses, preservando os ambientes ciliares e as águas de rios, córregos e nascentes, valorizando, desta forma as propriedades nestas áreas. • Ν οσ distritos serão criadas oficinas de saneamento rural da parte de esgotos domésticos. • Χριαρ agência reguladora para, junto com o Conselho da Água, decidirem a respeito da planilha de custos, bem como os investimentos. • Εστιµυλαρ, nos distritos industriais, a reutilização das águas residuárias. • Υτιλιζαρ o lodo das ETEs (estações de tratamento de esgoto) como substrato no plantio de espécies nativas e exóticas, onde a própria Sanepar mantenha o preparo do lodo.

COLETA ECOLOGIC A DE RESIDUOS A orientação principal da nossa política para a problemática dos resíduos sólidos será assegurar um serviço regular de coleta e destinação final do lixo, e, ao mesmo tempo, reduzir custos e aumentar a vida útil do aterro sanitário. Para isso serão tomadas as iniciativas seguintes: • Μα σσιφιχαο da educação ambiental, particularmente nas escolas, onde projetos serão implantados visando à conscientização da comunidade sobre os benefícios da reciclagem e da limpeza pública. • Ινχεντιϖαρ Microempresas recicladoras. • Ρ εαπροϖειταµεντο de resíduos da construção civil, para a edificação de habitação popular a baixo custo. • Ιµπλανταο de Programa Permanente de Educação Ambiental em todas as escolas com capacitação para seus docentes, agentes ambientais, e pais. • Εξτεν σο do programa Ecolixo (Coleta Seletiva) para os demais bairros da cidade, e zona rural com valorização dos agentes ecológicos. • Χοµπο σταγεµ do lixo orgânico coletado no perímetro urbano, para que seja utilizado como adubo na produção de alimentos em terrenos baldios da municipalidade e seus parceiros, aproveitando os espaços ociosos. • ∆εσενϖολϖ ερ um programa de integração ambiental em todas as secretarias, garantindo o respeito à legislação e à Educação Ambiental de forma transversal e continuada. • Χριαο de uma oficina de artesanato para a reutilização dos resíduos reciclados. • Χριαο de cooperativas nos bairros de agentes ecológicos.

CULTURA

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“Foi o mundo da cultura que primeiro aceitou o desafio de mudar. De criar um outro Brasil. Sem pobreza e sem a arrogância dos ricos, sem miséria definitivamente. É pela brecha da cultura que poderemos dar o salto do reencontro do país com sua cara. Um Brasil totalmente simples, mas radicalmente humano. O que importa é alimentar gente, educar gente, empregar gente. E descobrir e reinventar gente é a
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grande obra da cultura”. A cultura pode ser entendida, para efeito de aplicação das políticas públicas, como um conjunto de características espirituais, materiais, intelectuais e afetivas distintas, que caracterizam uma sociedade ou um grupo social. Este conceito abarca, além das artes e das letras, os modos de vida, os sistemas de valores, as tradições e as crenças. (Definição conforme as conclusões da Conferência Mundial sobre as Políticas Culturais – Mondiacult – Mé xico, 1982, Nossa Diversidade Criativa, 1995 e Estocolmo, 1998). A Unesco realizou Conferência Geral em 02 de novembro de 2001, de onde foram estabelecidos critérios fundamentais para a consolidação das políticas públicas universais através da “Declaração Universal da Unesco sobre a Diversidade Cultural”, tratando dos seguintes temas: identidade, diversidade e pluralismo; cultura e direitos humanos; cultura e criatividade; cultura e solidariedade internacional. Dentro dessa ótica, a Frente Progressista entende que o processo de efetivação de uma nova ordem cultural em nosso município deva ser implantado com a participação ativa dos agentes culturais e de toda a sociedade, para que cada vez mais seja possível o acesso irrestrito da população aos bens culturais. Visualizar a arte, em sua essência, como fator de agregação social, de desenvolvimento econômico, de pleno exercício da cidadania e de fortalecimento da história de um povo. Para tanto, este Programa Cultural está solidificado em três “pilastras mestras” para alcançar o objetivo de uma verdadeira Política Pública Cultural de Cidadania: • Τρανσϖερ σαλιδαδε Cultural • Εχονοµια da Cultura • Ινχλυσο Social.

TRANSVERSALID ADE CULTURAL Entende-se que se faz necessário maior interação com as demais secretarias e ou organismos vinculados à esfera pública municipal para que as ações sejam integradas e que possamos assim aproveitar as potencialidades existentes em cada área específica, como educação, saúde, esporte, turismo, indústria e comércio, assistência social, meio ambiente, ciência e tecnologia, planejamento, dentre outras. Com a transversalidade teremos mecanismos eficazes para oportunizar a democratização do acesso à cultura e também de contribuir para a consolidação de grandes programas e projetos municipais em que esteja prevista a valorização da pessoa humana nos quesitos de aumento da auto-estima, na vi vência escolar e na formação cidadã. A transversalidade também dará visibilidade de uma forma ampla e sem restrições a novos talentos, pois a busca dar-se-á no cerne da população. Lá onde é preciso que haja esperança e nada melhor para resgatá-la do que a ação cultural.

ECONOMIA DA CULTURA E preciso dar condições aos nossos artistas e agentes culturais de se estabelecerem e de criar mecanismos para a geração de renda e de emprego. Desta forma, propomos novos espaços para a oferta de produtos culturais, de disseminação de oportunidades de negócios e de intercâmbios comerciais focadas na auto-sustentabilidade, no sentido de fomentar o surgimento de empreendedores culturais. Assim, propomos: • Εσταβ ελεχερ o Sistema de Incentivo Municipal à Cultura - SIM, onde serão alocados recursos provenientes do planejamento tributário e orçamentário específico, além de discutirmos a regulamentação e devida viabilização da Lei de Incentivo municipal, destinada ao mecenato local incentivado. • Γεστο de processo especial para a identificação de novos “nichos” de mercados culturais e de assessoria à comunidade que atua culturalmente. • Ρ εφορο orçamentário para o organismo cultural municipal.

INCLUSÃO SOCIAL Quando desejamos a transformação de uma sociedade, devemos pensar na inclusão de “TODAS” as pessoas na vida cultural. Esta inserção cultural é fundamental para a diminuição de índices preocupantes em áreas relacionadas à segurança, saúde, educação e outras destinadas à manutenção básica do ser humano.

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Com a junção das políticas de transversalização e de economia da cultura teremos ambiente favorável para o pleno desenvolvimento de projetos de longo alcance social, que virão a complementar a terceira fase deste programa cultural. De acordo com as três diretrizes norteadoras da política cultural, a Coligação Força para Mudar 23 apresenta as seguintes linhas de ação: AD MINISTR ATIVAS • Ρ εεστρυτυραο da Secretaria Municipal da Cultura e criação de “organismo cultural” municipal – Fundação Cultural de Cascavel (FCC). Esta reestruturação compreenderá a parte organizacional no que tange ao seu quadro de técnicos e gestão operacional. • Ρ εϖισο dos recursos orçamentários na medida em que sejam implementados novos programas e projetos. • Ρ εαλιζαο de parcerias com instituições governamentais e privadas para a efetivação de programas e projetos culturais próprios e relacionados às atividades intersecretariais. • Χαπαχιταο do quadro de servidores. • Εσταβ ελεχερ novo organograma funcional para agilizar e dinamizar a gestão cultural. • Ιµπλανταο da Rede Ativa – (Cultura On Line), com o intuito de cadastrar todos os segmentos culturais do município. • Χριαο do Conselho Municipal de Cultura: composto por profissionais dos diversos segmentos culturais e que servirá para estabelecer em conjunto com a sociedade organizada uma transparente e contemporânea política pública de cultura – criar, fazer e vi ver, como preconiza a Constituição. • Φ ορµαο de uma Rede Intermunicipal de Cultura – RIC: ação voltada para a prática de planejamento coletivo de atividades culturais com o intuito de minimizar custos e otimizar o desenvolvimento cultural e proporcionar intercâmbio regional e estadual em parceria com a Amop e outras similares. • Χριαο do Conselho de Integração: composto por membros das entidades étnicas de nosso município; . Criar Festivais de Músicas Popular, Sertanejas, gospel, etc...nas áreas urbanas e rurais da cidade de Cascavel. • Προµοϖερ o Seminário Municipal de Cultura: evento anual para avaliação e troca de informações que levem a uma política pública de cultura de longo alcance.

ESTRUTURAIS • Χονχλυσο de fato o nosso tão sonhado Teatro Municipal de Cascavel com recursos do município e estado. • Εδιφχιο sede, anexo ao atual Centro Cultural, para aulas e desenvolvimento de atividades artísticas e apoio estrutural para os festivais de música, dança, teatro e demais segmentos culturais. • Ρ εϖιταλιζαο dos equipamentos culturais municipais – Teatro do Lago, Concha Acústica, Centro Cultural Gilberto Mayer, Museus. • Ρ εφορµα e adequação da sede do organismo cultural atual. • Χονστρυο da Concha Acústica do Lago Municipal. TRANSVERSATILID ADE • Προϕετο Cidadão Cultural Ativo, em conjunto com a Secretaria da Educação e com a de Esportes –artes visuais, literatura, música, dança, artes cênicas, e outras correlatas com acompanhamento técnico de profissionais especializados. • Προϕετο Arte na Escola – ação integrada com a Educação – grupos de teatro, música e dança com atividades quadrimestrais. • Προϕετο Esporte é Cultura - atividades direcionadas ao relacionamento de crianças,jovens e adultos com a prática interativa de modalidades esportivas e culturais. • Προϕετο Ecocultura – ações ambientais voltadas à descoberta e redescobertas de trilhas históricas, havendo o fortalecimento da corrente histórica. • ΣΑ∨∆Ε – programas de informação à população com atividades de teatro, música e outras linguagens. • ΣΟΧΙΑΛ - programa de reabilitação e inclusão social com trabalhos artísticoculturais. • Ιµπλανταο do Sistema de Incentivo Municipal à Cultura: percentual de recursos estabelecidos em decreto municipal anual oriundo do Plano Orçamentário, destinados exclusivamente a projetos locais.

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• Λει de Incentivo à Cultura: regulamentação para proporcionar a captação de recursos independente com a renúncia fiscal. • Φ ειρασ Culturais: realização de encontros em espaços habituais e alternativos para a oferta de produtos culturais diversos. • Εϖ εντοσ: organização e também parcerias para apoio estrutural em eventos como: festivais, shows, seminários, etc. • Βανχο Cultural: estrutura para captação de recursos junto à comunidade empresarial para investimento em atividades socioculturais com incentivos fiscais relacionados a descontos tributários. • Βολσα Cultural: programa de apoio financeiro para crianças e jovens carentes no estudo de atividades artístico-culturais. • Παρχεριασ com entidades de classe: para planejamento conjunto de atividades artístico-culturais com geração de renda e emprego em diversos eventos empresariais. • Ν οσσα Casa: isenção de custo de locação de espaço em equipamento cultural para produção independente de artistas locais. • Χιρχυιτο Ati vo: en volvimento de empresas em negócios afetos às atividades culturais proporcionando receita.

INCLUSÁO SOCIAL • Ν χλεο σ Culturais: localizados nas regiões periféricas para desenvolvimento de atividades permanentes com agentes culturais treinados na comunidade. • Πρατελειρα Mó vel: le var publicações diversas e literatura viva para a interação comunitária. • Αρτε Local: ações desenvolvidas por “atores” da comunidade com apoio estrutural do município, oportunizando o empreendedorismo cultural. • Σελο de responsabilidade sociocultural: destinado a empresas e pessoas físicas que destinem parte de seu tempo e ou recursos para a implantação e ou complementação de ações culturais. • Αγεντε Cultural Voluntário: criar uma “ponte” permanente de contato e acompanhamento técnico de atividades entre a gestão e o usuário cultural.

MUSIC A • Φ εστιϖαλ de Música: reestruturação e adequação à necessidade de desenvolvimento artístico/pedagógico local. • Αποιο operacional e financeiro a projetos existentes de grande porte em parceria com a iniciativa privada e que ressaltem as qualidades e características de nossa cidade e região para o país. • Χριαο e Apoio a bandas, conjuntos e orquestras – erudito e popular. • Ο φιχινασ, workshops em parceria com a iniciativa privada. ARTES CENIC AS Dança • Φ εστιϖαλ de Dança: reestruturação e adequação à desenvolvimento artístico/pedagógico • Ο φιχινασ e workshops em parceria com a iniciativa privada. Teatro • Φ εστιϖαλ de Teatro: reestruturação e adequação à desenvolvimento artístico/pedagógico • Ο φιχινασ e workshops em parceria com a iniciativa privada. Circo • Προϕετο Lona Cultural: estabelecer uma diretriz de desenvolvimento itinerante desta prática que agregam muitos dos segmentos culturais e fortalece a auto-estima, estando vinculada à sociabilização. LITERATUR A • Εστµυλο à prática da leitura: criação de workshops e oficinas em bibliotecas e nos bairros. • Εδιτορα Municipal: para apoio e divulgação de obras de artistas locais.

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• Χαντο do Conhecimento”: projeto a ser desenvolvido em conjunto com a Educação para o estímulo à leitura em cada escola pública municipal. ARTES VISUAIS Artes plásticas: oficinas, workshops em parceria com a iniciativa privada; Programas de atividades descentralizadas na periferia; Criação de novos espaços públicos e privados (galerias de arte), centros de desenvolvimento prático. Fotografia: criação do Concurso de Fotografia, com núcleos de atividades fotográficas em bairros; estimular a prática e aperfeiçoamentos técnicos de crianças, jovens e adultos. Design – criação de centro de estudo e pesquisa para a aplicação prática de novos conceitos e metodologias. AUDIOVISU AIS Cinema – efetivação de coordenadoria específica para estudo, pesquisa e desenvolvimento da atividade cinematográfica. Criação do Conselho Municipal de Cinema. TV, Vídeo e Multimídia – estabelecer grupo de estudo para implantação de uma política de inclusão dos meios de comunicação no cerne da política cultural de inclusão social e de divulgação de suas ações internas. TRADIÇ ÃO POPULAR Artesanato - Fortalecimento e estímulo ao artesão com a criação de espaço próprio para o desenvolvimento sociocultural e econômico da atividade; promover o intercâmbio regional; criação de coordenadoria específica para tratar do crescimento sustentável. Manifestações Populares – apoio estrutural e incentivo à prática de ações e eventos ligados à religiosidade e regionalidades específicas; criação de festivais e ou encontros culturais vinculados às raízes populares – folclore, música e dança. Gastronomia - pesquisa e apoio na condução de um processo de identificação de nossas características gastronômicas.

PATRIMÔNIO • Πεσθυισα para registro e manutenção de nossa história cultural.

ESPORTE E L AZER O esporte e o lazer, enquanto direitos sociais do cidadão, começaram a ser discutidos somente a partir da Constituição Federal de 1988, dentro de uma perspectiva de implementação de políticas públicas para o seu desenvolvimento. No entanto, as concessões orçamentárias, as legislações pertinentes ao setor e o próprio estabelecimento e acompanhamento de programas seguem critérios que estão pautados mais em acordos políticos partidários, do que o atendimento a parcelas da sociedade civil que precisariam ter acesso a esses bens, que em última análise lhes pertencem. Além disso, salvo algumas iniciativas isoladas de algumas municipalidades e tentativas na esfera estadual e municipal, o controle e avaliação dos programas são precários. Vários são os fatores que podem ser citados como relevantes para que se realize uma boa administração de projetos e recursos no esporte de uma nação. O esporte introduz nas crianças valores como a solidariedade, o respeito ao próximo, a tolerância, o sentido coletivo e a cooperação. A Educação Física e Esporte são importantes no processo de Educação Permanente e desenvolvimento humano e social, contribuindo ainda para a coesão social, a tolerância mútua e para a integração de memórias étnicas e culturais, numa época em que as migrações chegam a todos os continentes (Art. 2º da Declaração de Punta del Este (1999), citada no Manifesto Mundial da Educação Física 2000). No entanto, proporcionar políticas públicas de esporte voltadas à produção e apropriação da cultura esportiva, somente torna-se viável quando primeiramente há a instrumentalização teórico-prática dos dirigentes envolvidos. Assim, são necessários mecanismos para investimentos no Esporte e na Educação Física, em termos nacionais e internacionais, especialmente para a análise crítica do papel do Esporte como instrumento de desenvolvimento (Resolução no 3, do Fórum Olímpico Internacional para o Desenvolvimento (Kuala Lumpur/1998), citada no Manifesto Mundial da Educação Física - 2000).

Muitas vezes, as ações de lazer ficam restritas à manifestação da cultura esportiva, pautada pelo padrão do alto rendimento. Desta forma, são oferecidos à população programas de

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iniciação esportiva daqueles esportes tidos como tradicionais ou as verbas são usadas para que o município, estado, ou mesmo o País, representem-no em competições cada vez mais “profissionais”. Pouco se tem pensado e feito neste campo para uma efetiva mudança, como por exemplo, o enfrentamento dos obstáculos que impedem a efetivação de uma gestão matricial (ações transversais ou inter-setoriais) relacionadas ao lazer e ao esporte. Certamente, mudanças substanciais seriam implementadas caso diferentes setores planejassem e efetivassem práticas multidisciplinares nestes e em outros campos. ESPORTE DE RENDIMENTO • Μαντερ equipes representativas com atletas locais, dando total condição de trabalho aos técnicos, atletas e monitores. • Ινχρεµενταρ o esporte na base, buscando revelar novos talentos. • ∆οταρ o município de mais modalidades expressivas em nível estadual e nacional. • Χριαρ um Centro de Excelência para preparação dos atletas de destaque. • Αυµενταρ o intercâmbio com federações buscando trazer a Cascavel seleções nacionais de várias modalidades. • Ινχεντιϖαρ os Jogos Escolares como forma de revelar novos talentos. • Προµοο constante de cursos de aperfeiçoamento para os profissionais do município. • Χριαρ um programa de avaliação e de revelação de talentos esportivos. • Προµοϖερ e incentivar os atletas de ponta das várias modalidades do município.

ESPORTE COMUNITÁRIO • ∆εσενϖολϖ ερ intensa programação para a comunidade dos bairros e interior, incentivando escolinhas, criando novas alternativas de lazer, através de parcerias com associações, clubes e entidades de nossa cidade. • ∆εσενϖολϖ ερ projetos específicos para a terceira idade e para grupos de jovens. • Ιµπλανταρ uma Escola de Circo para absorver o potencial dos jovens de Cascavel, principalmentenos bairros de maior densidade populacional. ESTRUTURAS PARA A PR ÁTIC A DO ESPORTE • Ιµπλανταρ o Centro de Educação Unificada (CEU) com esporte, educação e lazer, em bairros de densidade populacional elevada. . Revitalização e ampliação do Centro Esportivo Ciro Nardi • Ρεφορµα e adequar o Estádio Ninho da Cobra para jogos profissionais e amadores.; • Χονστρυιρ novos campos de futebol e quadras nos bairros. • Ινχρεµενταρ o Centro Poliesportivo da Neva. ATIVID ADES ÂNCORAS • Ινχρεµενταρ os Jogos Inter-distritais (entre distritos). • Προµοϖερ e incentivar atividades para portadores de deficiência física. • Σεµανα do Esporte Amador (cursos, palestras, seminários, workshop de material desportivo, etc.). • Αποιο geral às ligas e entidades esportivas. • Ελαβοραο do Calendário Esportivo Anual de Cascavel. • Χριαο do Conselho de Esporte Amador de Cascavel. • Ιµπλανταρ o Cadastro do Atleta Amador de Cascavel – CAMA, e incentivos para atletas que representam o município em competições estaduais e nacionais. • Ιµπλανταρ uma Escola de Arbitragem para várias modalidades. • Βυσχαρ recursos externos para atividades esportivas com projetos específicos. • Ιµπλανταρ o Museu do Esporte de Cascavel.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

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Induzir o desenvolvimento das potencialidades econômicas de Cascavel – Embora o desenvolvimento econômico não seja determinado apenas por fatores locais, o governo municipal, em conjunto com a sociedade, pode criar condições mais favoráveis para induzir o crescimento local e regional. Defendemos que o desenvolvimento não deve ser visto apenas como “crescimento” quantitativo nos índices da produção ou da receita do município, mas sim deve buscar um tipo de desenvolvimento que permita a criação de mais e melhores empregos, com políticas de inclusão social mais voltada para equipar pessoas para se tornarem ativas e de promoverem socialmente, invertendo a lógica compensatória dos programas sociais ora vigentes. Neste sentido, o desenvolvimento tem como pilar criar oportunidade a todos os cidadãos, em especial àqueles situados na base da pirâmide social, para que estes se tornem empreende-dores ou detentores de empregos melhor qualificados e remunerados, trazendo com isso a inclusão social e a diminuição da pobreza. Por outro lado, devemos superar as políticas de industrialização baseadas na redução fiscal e na concessão de áreas e estruturas físicas para as empresas que fazem aprofundar a chamada “guerra fiscal” entre as cidades. As modernas políticas de desenvolvimento devem ser mais abrangentes e criar condições para aproveitar todo o potencial econômico de nossa região, além de criar novos arranjos e cadeias produtivas, explorando-se novas áreas de criação de empregados com criatividade e inovação. Outro fator importante é compreender o desenvolvimento de Cascavel a partir do desenvolvimento regional, pois o que acontece nos municípios vizinhos reflete em nossa cidade. Se houver desemprego e baixo desempenho econômico nas cidades próximas, aumentará o fluxo de migração para Cascavel, agravando-se as condições sociais e as demandas sobre o poder público do município. Nossa cidade é referência para o comércio e serviços da região, logo será diretamente afetada também neste aspecto. Neste sentido, devemos buscar sempre a complementaridade econômica e desenvolver ações conjuntas que potencializem a economia regional. A criação de consórcios intermunicipais de comercialização, o desenvolvimento conjunto de cadeias produtivas, fortalecimento da agricultura familiar, a busca de obras de infra-estrutura, a implantação de programas de industrialização conjunta e outras ações devem ser pensadas, evitando com isso as chamadas “guerras fiscais” entre municípios.

A partir da análise das condições ora existentes, propomos algumas diretrizes, a saber: • Ρεϖισο e modernização da lei de incentivos industriais para adequá-la à nova

política de desenvolvimento. • Εστιµυλαρ a diversificação agrícola, em especial através da agricultura familiar, bem como desenvolver uma rede de cooperativas e agroindústrias visando agregar valores à produção local. • Απροϖειταρ o enorme potencial da nossa mão-de-obra qualificada egressa do setor universitário, estimulando o empreendedorismo, com o aproveitamento de nichos de mercado através do estimulo à criação de pequenas e médias empresas especializadas na prestação de serviços, produção industrial e no desenvolvimento tecnológico. • Εστιµυλαρ a criação do chamado “emprego em casa” ou no “bairro”, induzindo à constituição de empresas familiares, cooperativas, por incubadoras localizadas próximas ao local de moradia nas regiões com maior índice de desemprego, ou mesmo através da integração com indústrias e empresas de maior porte onde as etapas de produção são deslocadas nas unidades fabris. • Πολτιχα de apoio ao crédito (fortalecimento do fundo municipal de desenvolvimento), ou de cooperativas de crédito. • Ινχεντιϖο à formação de consórcios de comercialização e cooperativas de produção. • Αρτιχυλαο dos agentes produtivos (empresas), de entidades (associações, sindicatos), de universidades, autarquias (Sebrae, Senac, Senai), das diversas esferas de governo (municipal, estadual e federal), de bancos públicos e entidades do chamado terceiro setor para a criação de um plano de desenvolvimento regional e da interação de todos estes agentes e entidades visando constituir um conselho de desenvolvimento. • Χονστιτυιο de uma agência municipal de desenvolvimento a partir das estruturas já existentes (Coodevel, Fundetec, Agropec, secretaria da indústria, comércio e turismo), em parceria com o Sebrae, universidades e empresas, com o objetivo de prestar serviços de consultoria, estudos de viabilidade, capacitação gerencial, projetos de financiamento, realização de seminários e cursos e outras medidas de amparo aos empreendedores e investidores, especialmente para viabilizar as pequenas e médias empresas e para estimular a aplicação da poupança local em investimentos no município. • Φορµυλαο de um amplo programa de capacitação, treinamento e qualificação profissional, desenvolvendo se a mão-de-obra local como fator de atração de investimentos e criação de empregos melhor remunerados. Este programa deve ser articulado com as entidades já existentes (Senai,Senac, Cemic Senai, Senac, etc) e com os programas do governo estadual e federal, além de recursos externos. • Αλτεραρ a política de desenvolvimento, estimulando a implantação de empresas, cooperativas e outras formas de produção nos bairros com maior índice de desemprego e menor IDH, de forma a criar trabalho e renda mais próximos ao local de moradia.

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• Χριαρ um programa de estudos, em conjunto com as universidades, da identificação das principais oportunidades de investimentos existentes no município para assegurar a implantação de novos empreendimentos através de apoio técnico e financiamentos. Além destas ações de ordem geral, propomos a criação de uma coordenadoria de desenvolvimento econômico no intuito de articular as políticas das secretarias de Indústria, Comércio Turismo, Desenvolvimento Urbano e Agricultura, com apoio técnico e especializado do Ceppuc, Codevel, Agrotec e Fundetec. Esta coordenadoria terá o papel de propiciar a transversalidade das políticas econômicas e desenvolvimentistas dentro de um prisma estratégico que envolve quatro grandes diretrizes, que servirão de embasamento para a formulação da política de desenvolvimento econômico do futuro governo municipal. São elas: • Χαπα χιταο e profissionalização; • Ασσιστνχια técnica e acesso às inovações tecnológicas; • Φοµεντο; • Εστρυτυρα para o desenvolvimento.

CAPACITAÇ ÃO E PROFISSION ALIZAÇ ÃO • Χριαο de cursos técnicos profissionalizantes em nível médio de ensino em parcerias com as universidades, Emater, Sistema S, autarquias, sindicatos e entidades de classe, governos federal e estadual, nas seguintes áreas: Agropecuária: leite e derivados, inseminação, melhoramento genético, produção; Agroindústria: laticínios, embutidos, produtos artesanais, panificação, doces e conservas; Comércio: gestão, compra e vendas, marketing, etc. Serviços: atendimento, hotelaria, áreas de medicina e afins. • Χριαο de cursos de capacitação nas áreas de sanidade animal, fito-sanidade, inseminação, silagem, produção, gestão, informática (inclusão digital empresarial), controles, práticas de fabricação, dentre outros.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA E ACESSO A INOVAÇ ÃO TECNOLOGIC A • Πορ intermédio da Agrotec, promover e repassar novas técnicas agropecuárias através de unidades de demonstração; assistência técnica e extensão; cursos e seminários; dia de campo; rádio comunitária; folder’s e folhetos; elaboração de projetos técnicos. • Πορ intermédio da Fundetec, promover o desenvolvimento tecnológico industrial, de serviços, de gestão de negócios e de inovações, através das seguintes ações: qualificação e certificação; desenvolvimento de produtos e serviços; montagem de escritórios modelos; treinamentos; busca de novas tecnologias; apoio técnico às propostas das secretarias/ autarquias de desenvolvimento; simpósios/ seminários e feiras. • Εµ parceria com as universidades, Sistema S, sindicatos e entidades (classe e governamentais), promover intercâmbio, entre as secretarias e autarquias municipais, para a consecução do desenvolvimento integrado e sustentável dos meios produtivos.

FOMENTO • Ινχεντιϖαρ a criação de condomínios industriais, de comércio e serviços, para incentivar o empreendedorismo e acesso ao trabalho local, através de aluguel de espaços não utilizados, ou remanejamentos de empresas dos núcleos industriais atuais para os novos. Parte destes novos condomínios e incubadoras industriais devem ser locados próximo aos bairros com maior índice de desemprego e baixo IDH de forma a aproximar o emprego das pessoas (Programa “Emprego no Bairro” e “Emprego em Casa”), com múltiplos benefícios sociais e econômicos (diminuição do uso de transporte urbano, do tempo de deslocamento local de trabalho/residência, maior tempo de permanência com a família, diminuição dos riscos sociais, etc). • Ελαβοραο de projetos para construção de condomínios em terrenos disponibilizados pelo governo municipal. • Ινχεντιϖαρ a instalação de pequenas indústrias rurais (fábrica do pequeno produtor). • Αποιο técnico às empresas existentes, com respostas rápidas e resolutivas. • Ινχεντιϖαρ e realizar feiras especializadas e regionais. • Μιχρο−χρδιτο (banco do pequeno empreendedor) produtivo, (investimento, giro e assessoria) e com menos burocracia, via agente de crédito. • Πρ εσταρ assessoria em convênios com as universidades, faculdades e Sistema S. • Ινχεντιϖαρ a criação de cooperativas, centrais e ong’s de compra e venda.

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• Χριαο e manutenção de banco de dados do comércio, serviços, indústrias e do agro-negócio de Cascavel, para o fortalecimento da rede de comercialização. • Ινχεντιϖαρ a criação de consórcios de exportação. • Ινχεντιϖαρ os Arranjos Produtivos Locais - APL’s. • Ινχεντιϖαρ a criação de núcleos setoriais (parceria com Sebrae). • Ινχεντιϖαρ o reflorestamento, através de viveiro municipal, para comercialização de mudas clonadas de retorno rápido e de alta rentabilidade. ESTRUTURA PAR A O DESEN VOL VIMENTO Criar o Conselho de Desenvolvimento de Cascavel – Codecas. · Fortalecer a Codevel, como principal agente de desenvolvimento de Cascavel, abrindo como uma companhia mista (dotação orçamentária de 2% da receita bruta). · Implantação de um programa de desenvolvimento integrado sustentável regional (agência regional). • Χριαο da companhia de desenvolvimento de infra-estruturas, rural e urbana (asfalto/patrulhas rurais); • Ιµπλανταο do Banco de Oportunidades. • Προπιχιαρ, nas condições admitidas em lei, que 20% das compras municipais sejam realizadas em micro e pequenas empresas de Cascavel, e estimular as subcontratações das MPE’s. • Χριαρ a Diretoria da microempresa e empresa de pequeno porte, dentro da estrutura da Secretaria da Indústria, Comércio e Turismo. • Χριαρ incentivos fiscais para as áreas de comércio e serviços, principalmente na área de desenvolvimento de softwares. • Εστιµυλαρ e facilitar a abertura de empresas (Abra sua empresa em 5 dias). • Τροχαρ renovação de alvarás por empregos. • Ρ εχυπεραρ e conservar as estradas rurais, para o crescimento da avicultura e suinocultura. • Χριαρ pequenas estruturas, como centrais e cooperativas de comercialização, que possam propiciar alternativas de mercado para pequenos produtores e industriais.

SEGURANÇA PÚBLIC A SEGURANÇA DO TR ÂNSITO A cidade de Cascavel ostenta o maior índice de mortalidade no trânsito do Paraná e o terceiro do País, o qual tem como causa inúmeros fatores, dentre eles se destacam as condições do sistema viário inadequado, as inúmeras rodovias que cortam o perímetro urbano do município com falta de transposições e das vias marginais necessárias, a chamada “cultura da velocidade” característica de Cascavel, além da baixa conscientização e formação de nossos motoristas. Para reduzir drasticamente as lesões e as perdas de vidas humanas devem ser tomadas medidas firmes. Por isso propomos, dentre outras as seguintes: • Αχαβαρ com a chamada “indústria da multa” existente no município, dando ênfase na educação e conscientização dos motoristas, ciclistas e pedestres, utilizando-se para tal os recursos advindos das multas. • Υτιλιζαο de todos os sistemas redutores de velocidade, sempre antecedido de clara e visível alerta aos motoristas da possibilidade de punições por descumprimento da lei de trânsito, bem como a implantação das alterações viárias que se fizerem necessárias visando à redução na velocidade e à segurança do trânsito. • Α administração assumirá o firme compromisso de exigir dos órgãos competentes (DER, DNER, concessionárias das rodovias sob sua administração) a implantação de todas as passarelas e transposições necessárias para eliminar os constantes acidentes nas rodovias que cortam o perímetro urbano do município. • Ο governo municipal agirá com determinação no sentido de buscar as soluções para implantação das marginais nas rodovias que cortam a cidade e que se destinam aos parques industriais, buscando recursos junto aos governos estadual, federal, às concessionárias das rodovias sob sua administração, parceria com os proprietários dos imóveis situados às margens dessas rodovias e, se necessário, com financiamentos e recursos próprios do município para a construção destas obras. • Ιµπλανταο das alterações no sistema viário, através do planejamento e revisão permanente, de forma a tornar o transito de Cascavel mais seguro para os usuários das vias públicas.

SEGURANÇA DOS CIDAD ÃOS

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A atual estrutura e o contingente de pessoal das Policias Civis e Militares não tem dado conta da tarefa de assegurar uma eficiente prevenção e repressão à criminalidade. Um dos problemas verificados é o excesso de pessoal envolvido na área administrativa em detrimento das equipes de patrulhamento e rua, além de deficiências nos equipamentos disponíveis. Embora a questão seja afeta ao Governo Estadual, o município não pode e não deve omitir-se de sua contribuição para aumentar a segurança de nossa população. Por isso propomos: • Αρτιχυλαρ, com o governo estadual e com a sociedade civil, a criação da Guarda Municipal Armada, com missão diferenciada, porém com atuação complementar às polícias civil e militar e tendo por objetivos prioritários a ação preventiva. • Γαραντιρ segurança frente às escolas e locais de acesso público; preservação dos logradouros públicos e dos bens patrimoniais do município. • Γαραντιρ respeito à cidadania e aos direitos humanos, uma política de ação preventiva e educativa junto à população. • Εσταβελεχιµεντο de diálogo entre polícia e comunidade, fortalecendo e ampliando a atuação do conselho comunitário de segurança. • Εσταβελεχερ políticas públicas de segurança que atendam às demandas dos moradores de vilas, favelas e assentamentos informais, mais vulneráveis à violência urbana. • Πριοριζαρ o monitoramento da juventude no município, atuando com programas educacionais, de esporte, lazer, profissionalização, de emprego e outros, de forma a reduzir a entrada de jovens e adolescentes no mundo da criminalidade e das drogas. • Χριαο do Centro de Integração Comunitário nos bairros de Cascavel, de acordo com orientações do Conselho Comunitário de Segurança. • Συγεριρ a contratação de profissionais para a execução de atividades administrativas nas delegacias e no 6º BPM, de forma a liberar os policiais que nelas trabalham para prestação de serviços externos a comunidade. • Προπορ parcerias e convênios com a Policia Militar para ampliação dos serviços de patrulhamento ostensivo nos bairros e no centro da cidade, com a colocação de diversas câmeras de segurança em vários locais do município. • Προπορ, em conjunto com a Policia Civil, Policia Militar e Guarda Municipal, a implantação de um sistema de monitoramento mediante a instalação de câmeras filmadoras nas vias públicas do município, principalmente naquelas onde há maior registro de ocorrências, bem como nas vias de entrada e saída da cidade, com isso liberando pessoal para patrulhamento ostensivo em outros pontos e aumentando a eficácia do policiamento e repressão ao crime. • Ιµπλανταρ programas de re-socialização de pessoas em processo de recuperação de vícios de drogas e para ex-apenados, possibilitando o resgate da auto-estima desses indivíduos. • Πλειτεαρ, junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado, melhores condições de funcionamento para a Delegacia da Mulher e, incluindo recursos humanos. • Φ ιρµαρ convênios, com as faculdades, de assistência jurídica à população de baixa renda. • Εσταβελεχερ canais de comunicação com a população para debater a criminalidade. • Χριαρ um disque-denúncia (gratuíto, sistema 0800) vinculado ao órgão policial competente.

TRANSPORTE TRANSPORTE COLETIVO Um transporte coletivo confiável, seguro, cômodo e economicamente compatível com a renda de seus usuários é imprescindível para o aumento do conforto urbano. É a partir do transporte que o cidadão obtém condições para o exercício pleno de direitos fundamentais, como o acesso ao trabalho, alimentação, habitação, saúde, educação, lazer e participação política. São nossos compromissos: • Ιµπλεµενταρ o Conselho Municipal de Transporte, com a participação paritária do poder público, usuários e empresas, com poder deliberativo e normativo, visando aos seguintes objetivos: a) Planejar o sistema de transporte coletivo e individual no município. b) Executar o trabalho de montagem da planilha de cálculos para estabelecer o preço do transporte coletivo, com ampla divulgação para a população. c) Inspecionar e fiscalizar os serviços prestados no transporte coletivo, garantindo a confiabilidade, qualidade, segurança e conforto. d) Criar novas linhas e aumentar a oferta de ônibus onde há superlotação. e) Criar o “disque denúncia” para que os usuários possam fazer reclamações.

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f) Adequar o trânsito na área central e criar alternativas para o estacionamento de veículos. g) Criar mecanismos de educação para o trânsito e o uso adequado do sistema viário, através de campanhas desenvolvidas junto à população e nas escolas públicas municipais. h) Revitalização, Modernização e amplição de mais Pontos de ônibus e Implantar comunicação visual nos pontos de parada, com divulgação de horários e itinerários das linhas. i) Revitalização e Modernização dos Terminais Leste e Oeste. j) Implementar o Programa de Desenvolvimento Integrado, através do projeto BRT (Bus Rápid Transit) dando mais agilidade ao transporte coletivo da cidade, criando canaletas para os onibus. • ∆ιϖυλγαο de noções básicas de planilha tarifária para que os passageiros entendam os cálculos e os fatores que interferem no reajuste da passagem.

AEROPORTO MUNICIPAL, AEROPORTO REGION AL A região oeste do Paraná clama pela implantação do aeroporto regional. Todavia estudos da demanda para o transporte de passageiros, aliada à proximidade com o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, indicam a pouca viabilidade da implantação deste aeroporto para fins eminentemente comerciais e para o pouso de grandes aeronaves. Entretanto, há interesse do governo federal na implantação de uma base de uso militar. Neste sentido, o governo municipal, em conjunto com a Amop, deve continuar a empreender esforços e gestões políticas junto aos Governos Estadual e Federal para a implantação do novo aeroporto regional situado entre Cascavel e Toledo, para que, num futuro mais próximo, possamos contar com este importante modal de transporte de cargas e passageiros, o que aumentará significativamente a competitividade econômica e servirá como indutor do desenvolvimento de nosso município e de toda a região Oeste. Enquanto não é possível a construção do novo aeroporto regional, o Aeroporto Municipal de Cascavel precisa de uma completa reestruturação física e complementação de pessoal técnico. As receitas são provenientes de taxas aeroportuárias e de contratos de concessão de uso para as áreas de hangar e empresas aéreas e espaços comerciais de pequeno porte, que são apenas suficientes para a manutenção mensal da atual estrutura, em torno de R$ 16.000,00 a R$ 18.000,00/mês. Para uma melhor adaptação nos quesitos de segurança e conforto/facilidades para os usuários do Terminal de Passageiros - TP , seria necessária uma obra de ampliação em dois pisos no mesmo local da edificação atual. Para esta obra, cujo projeto já existe, devem ser investidos aproximadamente R$ 3.000,000,00 (Três milhões de reais), contemplando um amplo espaço de circulação, box adequados para as companhias aéreas, espaços comerciais alternativos, esteira para desembarque de malas, dectores de metais, sanitários, novo setor administrativo com áreas técnicas específicas, controle de tráfego aéreo com Torre e espaço em nível superior, estacionamento gratuito e uma opção paga terceirizada ou administrada pela CETTRANS.

PLANEJAMENTO E SER VIÇOS URBANOS A humanidade inicia o caminho da urbanização a partir do momento em que o homem paleolítico abandona a caverna e inicia, com suas próprias mãos, a construção de seus abrigos. Entretanto, só a partir do início do século passado são dados os primeiros passos em direção a uma nova planificação urbana, ao se perceber a necessidade de estabelecer o zoneamento: as funções distintas do uso da terra. As primeiras conquistas desse princípio foram conseguidas através de ações nos tribunais. No decorrer deste século, são elaboradas leis e códigos para as cidades e a maioria deles com quatro grandes categorias de uso: agrícola, residencial, comercial e industrial. As grandes cirurgias urbanas e a criação de cidades novas, em determinadas épocas, deram ao homem um grande poder pessoal de criar e transformar as estruturas das cidades. Hoje, sabemos que temos que resgatar nas cidades os sentimentos humanos, a lágrima, o sorriso, a emoção, entre outros, porque eles são a “alma” das cidades. Estes sentimentos nos induzem ao resgate da história e da cultura, desenvolve nos cidadãos o amor pelas suas cidades, aguçam o sentido de cidadania. Para tanto, propomos: • Ιµπλανταρ e revitalizar os parques urbanos, ativando sua atividade como centro de educação ambiental. • Ιντερϖεν⌡εσ que não afetem de forma drástica o meio ambiente, seguindo a orientação dos fóruns internacionais, tais como Hábitat e Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que produziu um documento intitulado “Nosso Futuro Comum”. Este é um dos compromissos da nossa Coligação. O documento recomenda que devemos entregar a terra minimamente igual a que nós recebemos às gerações futuras. • ∆εστα forma vamos trabalhar de forma multidisciplinar as questões urbanas. O desenvolvimento da nossa cidade deve respeitar um planejamento urbano, seguindo o plano diretor, com preocupações não só físicas, mas principalmente com as questões sociais. • Ιµπλανταο do CEPPUC, como instrumento de planejamento e ordenamento das atividades urbanas e rurais com vistas a uma cidade sustentável.

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• Αµπλιαρ a participação popular na gestão da qualidade de vida dos cidadãos maximizando o alcance do Orçamento Participativo, agilizando sua operacionalização e eliminando distorções que possam comprometer sua efetividade e transparência, por meio de instâncias comunitárias com funções permanentes de proposição e fiscalização. • Χριαρ parcerias e consórcios com empreendedores públicos e privados para a preservação e recuperação ambiental. • ςαλοριζαρ a participação popular na limpeza da cidade, na seleção voluntária do lixo, criando novos pontos de entrega de material reciclável e divulgando campanhas periódicas de conscientização popular. • Αδοταρ políticas públicas para a redução da produção, reutilização e reciclagem de lixo no município. • Ιµπλανταο de Centros Sociais Urbanos nas regiões mais carentes da cidade.

SISTEMA VIÁRIO Pela condição em que a cidade se originou, alguns “obstáculos” foram surgindo, constituindo-se hoje em verdadeiros “nós”, obrigando o poder público a pensar em saídas criativas para criar um sistema que não comprometa o desenvolvimento da cidade no médio e longo prazo. Para isso se faz necessário a intervenção urgente na região central da cidade, inclusive com cirurgias urbanas, para dar maior fluidez no tráfego e descongestionar a zona do calçadão, o qual deve também ser revisto, além de outras alternativas para a maior segurança e conforto da população, como: • Χονστρυο de sistema cicloviário, separando fisicamente automóveis e bicicletas. A cidade é relativamente plana e as ciclovias podem constituir um meio de transporte mais barato e novas opções de lazer, sem oferecer riscos aos ciclistas. • Χονστρυο de estacionamentos para bicicleta, junto aos terminais urbanos. • Χονσερϖαρ adequadamente, reparando e atuando de forma preventiva, vias públicas da zona urbana e estradas da zona rural. • Φ αχιλιταρ a identificação das vias públicas com melhorias na sinalização e iluminação. • Ιµπλανταο de transposições das rodovias e de vias marginais. • Εµπρ εγαρ muito empenho pela Implantação do Contorno Norte e Oeste. • Χολοχαρ, nos principais semáforos de grande fluxo de pedestres, equipamentos de sinalização sonora para apoio aos portadores de deficiência visual. • Ασσυµιρ compromisso quanto à solução do Trevo Cataratas.

LAGO MUNICIPAL – PARQUES LINEARES • Ο aproveitamento do material que está assoreando o lago para a implantação de outra pista de circulação ao nível da pista mais baixa existente, possibilitando a implantação de um calçadão (boullevard) ao nível mais elevado da barragem, em toda a sua extensão; • Α re vitalização do lago e das áreas de lazer para permitir ampliação de seu uso pela população. CENTRO DE EVENTOS Transformação do atual em um grande centro cultural, com a implementação de oficinas de artes, em todas as suas formas de manifestação, com disponibilização permanente dos espaços e professores para toda a população, além da implantação de um restaurante panorâmico aproveitando a infraestrutura já existente no local. Construção de um novo e moderno Centro de Eventos em local apropriado, com espaço suficiente para implantação da obra física e mais espaços para futuras expansões, bem como de grandes estacionamentos. PROGRAMA DE PARQUES E PRAÇ AS Implantação de parques lineares com áreas de lazer e recreação nos bairros da cidade. A implantação prioritária será nos bairros Santa Cruz, Floresta e Periolo. Mas existe potencial em outros vários locais da cidade, como nos bairros Tropical/Parque Verde, Cancelli/Vitória, etc. CONSTRUÇÃO DO MERCADO MUNICIPAL Serão implantados os estudos tendentes à viabilização e implantação de um Mercado Municipal, com ênfase na comercialização de produtos hortifrutigranjeiros produzidos na região de Cascavel.

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Valorização à feira do Pequeno Produtor, dando condições de atendimento em espaços adequados com Cobertura e mais conforto.

DESCENTRALIZAÇ AO ADMINISTR ATIVA Criação de 4 regionais de administração municipal, os Centros Administrativos Regionais CAR, uma em cada quadrante da cidade, onde se instalarão vários serviços públicos, como correio, polícia, posto bancário, serviços municipais de protocolo, distribuição de carnês de impostos, recolhimento de impostos municipais, anfiteatros, postos de saúde, praças esportivas, ginásios, etc. Prioritariamente será criado o CAR norte ( Periollo/Morumbi/Floresta). Identificação, em cada bairro, do local de maior vocação comercial, com vistas a fomentar o seu fortalecimento de forma a gerar empregos nos bairros, evitando o deslocamento das populações para o centro da cidade. Nestes locais poderiam ser criados calçadões, postos de serviços bancários, policiais praças, etc.

PAVIMENTAÇ ÃO A cidade de Cascavel vive hoje um estado de abandono em suas vias públicas, criando assim um grande saldo negativo com as centenas de vítimas geradas pelos acidentes ocasionados no trânsito, fruto do estado deplorável em que essas vias se encontram. As vias públicas se transformaram em armadilhas tanto para motoristas quanto para pedestres, além dos prejuízos à estética da cidade, que, ao investir em seu paisagismo, poderia incentivar o turismo e melhorar a qualidade de vida da população. Com o intuito de mudar a imagem da cidade de Cascavel a respeito do tráfego por ruas e avenidas mal conservadas, e fornecer maior segurança aos usuários de vias públicas, este plano objetiva direcionar ações concretas e eficazes para a solução dos problemas de pavimentação existentes. A seguir serão mencionados os principais problemas constatados e as ações pertinentes para a sua resolução.

PRIMEIR AS MEDID AS A adoção de medidas para a limpeza de vias é um ponto de partida decisivo. Não se pode pensar sobre vias em bom estado sem haver a preocupação com a manutenção de sua limpeza. A maior parte dos danos a faixas de rolagem é advindo do próprio material componente da estrutura. Ao se desprenderem, em virtude de uma patologia no pavimento, as pedras da base do asfalto tornam-se material solto na pista. Com o tráfego de veículos, esse material será rolado de um lado a outro provocando ainda mais fissuras, o pavimento asfáltico tem sua vida útil reduzida e uma manutenção mais cara terá de ser executada para a sua preservação. O poder público deverá investir em material especializado para este serviço, um caminhão vassoura ou pessoal em número suficiente executará o serviço de limpeza das faixas de rolagem, retirando material nocivo à estrutura e com isso diminuirá custos com sua preservação. Partindo do pressuposto da conservação para evitar a degradação, uma segunda medida para a manutenção dos pavimentos da cidade seria o rastreamento das patologias nos pavimentos logo em seu início, pois assim as providências seriam tomadas no começo do problema. Entendendo a limitação em se rastrear um problema com essa antecedência, sugere-se que a futura administração da cidade de Cascavel aproveite a colaboração da comunidade para encontrar os problemas e crie uma ouvidoria do assunto, o disk-buraco. Atra vés de um telefone amplamente divulgado, a população poderia comunicar a prefeitura sobre a existência dos buracos e outras anomalias no asfalto, e os órgãos competentes poderiam tomar suas decisões segundo a conveniência no momento, o conserto poderia ser programado segundo a gravidade e disponibilidade do órgão competente. As medidas citadas até aqui têm custo baixo e retorno garantido em curto espaço de tempo, são de extrema importância e por si só dinamizariam substancialmente o problema com a conservação de vias da cidade.

RECAPES Quando as operações de tapa-buracos não conseguem mais atender a uma determinada situação, parte-se então para a operação de recape. Essa operação consiste basicamente da retirada do material antigo, readequação do leito da via, compactação e posterior recape com pavimento asfáltico. No entanto, antes de se proceder a uma operação tão grande quanto esta devese ter em mente o seu custo e seus inconvenientes. Essa opção deve ser adotada apenas quando a patologia é

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generalizada, com formação de “jacarés” e irregularidades acentuadas provenientes da movimentação das bases da estrutura. Para isso deve-se proceder ao estudo de situação por pessoal treinado e só então proceder às operações. Um controle de qualidade deve ser estipulado para estas obras, afinal uma obra de racapagem é mais delicada que uma operação de tapa-buracos. O procedimento deve ser seguido sem pular etapas e com atenção. Uma obra dessas, feita sem estes cuidados, pode agravar a situação anterior e aumentar os custos de sua solução consideravelmente.

ESTRAD AS RURAIS Criação da força tarefa rural, que seria um conjunto de maquinários, equipamentos e mão-de-obra destinados a prestar serviço nas regiões rurais e estradas vicinais, deslocando-se de acordo com um cronograma pré-estabelecido de maneira, junto com a comunidade, em regime de mutirão, realizar-se patrolamento e cascalhamento das estradas vicinais com acompanhamento técnico adequado, para dar a conformação adequada do “greid” com locais para fuga das águas pluviais evitando pontos de erosão. Este trabalho, além de deixar a estrada com condições adequadas de uso, já seria o preparo do subleito para a pavimentação em pedras irregulares ou asfáltica. Esta força tarefa teria também a função de, junto com a comunidade das margens da estrada, fazer o trabalho de limpeza e retirada de entulho. Após os serviços feitos pela força tarefa móvel nas regiões programadas, ter-se-ia ainda para a manutenção das estradas e zonas rurais uma frota fixa nas subprefeituras para prestar reparos e serviços necessários à comunidade. Pode-se, ainda, a partir do modelo das estradas rurais, adotarem-se as mesmas ações para a manutenção e preservação das ruas ainda sem pavimentação, até que o asfalto chegue a elas.

CICLOVIAS A integração entre bairros e regiões industriais de Cascavel é uma necessidade permanente, que tem seus custos justificados pela sua importância. Uma solução barata e altamente recomendável pela sua segurança e comodidade é a ciclovia, que irá retirar as bicicletas do trânsito, aumentando o bem-estar da população. O planejamento e execução gradativa de um sistema cicloviário que promova a integração entre bairros e regiões industriais, com baixo custo, de maneira a permitir o deslocamento das pessoas através de bicicletas é uma idéia inovadora e importante, já que atende a uma grande necessidade que a cidade tem de áreas de lazer e poderia ser usada inclusive para a locomoção de usuários de bicicletas que desejassem percorrer seus trajetos com maior rapidez e segurança.

Buscar-se-á um trajeto contínuo e regular, evitando-se áreas de desnível muito acentuado, minimizando o esforço físico dos ciclistas. HABITAÇ ÃO Moradia é um direito social inalienável do cidadão. Para nós, moradia digna envolve desde a unidade habitacional, com qualidade e conforto, ao espaço público, ou seja, infra-estrutura básica (água, esgoto, energia elétrica), equipamentos sociais, de lazer, cultura e gestão local e as condições para o desenvolvimento socioeconômico das pessoas. A administração pública garantirá o direito à moradia e o direito à cidade, construindo e qualificando territórios de sociabilidade e gestão da cidade, que estimule o convívio, as diferentes formas de organização e expressão, valorize o espaço público e o seu uso coletivo. A medida será a implementação do Fundo Municipal de Habitação, com destinação de parte da arrecadação do município para sua capitalização, o qual poderá constituir-se em fonte de financiamento e de contrapartidas a programas habitacionais, firmado em parceria com outras esferas governamentais ou agentes financeiros. Ainda, implantaremos uma Política Municipal de Habitação mediante lei, estabelecendo critérios de financia-mento, prioridades e normatização da utilização deste fundo, com destaque para: • Πο σσιβιλιταρ a construção de moradias populares para suprir a deficiência existente, com recursos municipais, estaduais e federais. • Α garantia do financiamento de casas populares com prioridade para pessoas que vivam em condições de moradias precárias e, dentre estas, prioridade às mulheres que chefiem e mantenham suas famílias, aos mutuários acima de 50 anos de idade e aos portadores de deficiência.

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• Ρ εϖιταλιζαρ e aperfeiçoar os condomínios da terceira idade, adequando-os aos princípios do estatuto do idoso, bem como implantar outros conjuntos que habitacionais para idosos. • Χριαρ um banco de terras destinadas a abrigar futuros projetos habitacionais, os quais devem estar sempre vinculados à política estabelecida no Plano Diretor e visando ao adensamento das áreas já dotadas de infra-estrutura, equipamentos e serviços públicos, evitando-se a criação de “guetos” e a exclusão social. • ∆εσενϖολϖερ, juntamente com a AEAC e o CREA, e através do Casa Fácil, projetos opcionais para a construção de casas, permitindo ao mutuário a escolha do modelo que deseja construir. • Α política habitacional deve estar articulada com a política urbana, bem como as políticas sociais de combate à exclusão e à violência. • Προµοϖερ o estímulo à autogestão e projetos alternativos, incentivando as cooperativas, movimentos e associações em processos de autogestão na efetivação dos programas habitacionais (mutirões), buscando-se recursos do FGTS, poupanças e parcerias com o setor empresarial. • Οσ programas habitacionais a serem desenvolvidos deverão contemplar a preservação e o respeito ao meio ambiente. Impedir a ocupação predatória de novas áreas, através de fiscalização e propondo alternativas para a demanda habitacional existente. • ∆εσενϖολϖ ερ alternativas específicas para cada tipo de problema de moradia,considerando-se a população local, as formas de organização, as condições físicas e econômicas do local, evitando as soluções padronizadas e flexibilizando as normas, de maneira a atender às necessidades dos diferentes tipos de intervenção. • Χριαρ o BANCO DE MATERIAIS com financiamento em longo prazo para construção, em regime de mutirão, com apoio e supervisão da prefeitura. • Σεµπρ ε que possível, atuar na urbanização de favelas, tendo como objetivo melhorar as condições de habitabilidade da população de baixa renda sem necessidade de transferências traumáticas desestruturantes de relações sociais e de trabalho. Para a cidade, o resultado também é benéfico, porque eleva o padrão arquitetônico de uma área degradada que vai gradualmente sendo integrada à cidade legal, sem necessidade de criar “guetos” periféricos e sem infra-estrutura urbana. • Πριοριζαρ a execução de políticas públicas na área habitacional, dentre outras, voltadas para famílias moradoras de áreas de risco. Assim, são estas as propostas para o desenvolvimento de Cascavel que serão cumpridas pelo candidato Chico Menin à frente do Poder Executivo de Cascavel.

Cascavel-PR, 30 de Junho de 2012.

FRANCISCO MENIN - 23

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PARTIDO PROGRESSISTA DE CASCAVEL. PROGRAMA DE GOVERNO a)- EDUCAÇÃO :1)-programa didático atualizado- contra- turno escolar com atividades extra-curriculares, esportes,artes,musica, dança,representação teatral, capoeira, xadrez e etc 2)- merenda escolar – cuidados com a obesidade infantil- uso de produtos orgânicos de preferência oriundos de produtores locais- estimulo ao consumo de frutas e verduras. 3)-programa juventude sadia- bolsa esporte e bolsa cultura. 4)-programa anti drogas- orientação de pedagogos, psicólogos, integração família e escola. 5)-valorização de professor, material didático compatível com as atividades, instalações condignas. Informatização, hora atividade, autonomia financeira da escola com verbas para manutenção proporcional ao numero de alunos. 6)- investimento na educação infantil com a instalação de –CEMEIS – e preparação de profissionais especializados- assistência medica e orientação familiar. 7)- manutenção de escolas destinadas á educação na zona rural, com a implantação do programa – pronacampo – do governo federal.

b)- SAÚDE – 1)- Postos de saúde - medicamentos- profissionais de todas as áreas devidamente preparados e estimulados2)- estimulo á prevenção vacinações- exames clínicos- mamografias – auto exames –equipe pedagógica para orientação ás famílias quanto á alimentação saudável, males causados pelo fumo, álcool, e alimentação prejudicial á saúde, 3)- Hospital da criança e maternidade pública- programa ninar, vacinações – gestação segura. 4)- saúde da família, medico dos bairros, medico do campo . 5)- clinicas para tratamento de usuários de todos os tipos de drogas.

c)- SEGURANÇA – 1)- Patrulha dos bairros – patrulha escolar – convênios com a policia militar estadual e federal– 2)- guarda municipal devidamente regularizada para segurança de próprios públicos municipais, equipada com veículos, comunicação e pessoal preparado. 3)- utilização de meios eletrônicos modernos para segurança em lugares públicos 4)- regulamentação de acesso á bares, boates e similares, com a exigência de rigorosa fiscalização para venda de bebidas alcoólicas, ingresso de menores, e segurança preparada para atuar em tais lugares. 5)- segurança para distritos e zona rural. 6)- delegacias especializadas em bairros com a cobrança junto ao governo do Estado para a construção e instalação de distritos policiais e setores de inteligência. 7)- defensorias públicas – direitos do cidadão e cidadã , direito das criança e sua proteção, 8)- atenção á mulher vitima de violência .

d)-MOBILIDADE URBANA 1)- construção de novos terminais urbanos de passageiros – norte- sul-leste e oeste-, com arquitetura moderna e adequada ao conforto dos usuários, instalação em todos eles de espaço para sala de saúde – farmácia básica- caixas eletrônicos – terminais on line com as secretarias do município. 2)-acessibilidade para todos os usuários em ruas, avenidas e logradouros públicos, instalação onde se fizer necessário de sinais sonoros para travessia de pedestres, exigência de construção de calçadas , 3)- canaletas exclusivas para o transporte coletivo, bem como preparação de projetos que visem captar recursos para implementação de transporte sobre trilhos ligando os principais pontos da cidade ao centro aos distritos industriais e ás universidades para diminuição de uso de veículos auto motores e consequentemente o congestionamento do trafego e poluição ambiental.

e)- MEIO AMBIENTE – 1)- conscientização da idéia de cidade , distritos e zona rural ecologicamente corretos, com a criação de cinturão verde, coleta seletiva de resíduos , industrialização do lixo domiciliar , instalação de usinas de compostágem mecânica para fabricação de adubo orgânico, inclusive com o uso de resíduos da suinocultura e cama de galinheiro em parceria e convenio com os produtores rurais, com a finalidade de diminuição do uso de aterros sanitários, bem como de poluição de rios e nascentes da zona rural. 2)- revisão durante a implantação dos projetos acima, do contrato de coleta de lixo e limpeza urbana , visando adequar seus valores e qualidade dos serviços. 3)- utilização do parque ambiental munic ipal como escola de conscientização preservacionista para todos os cidadãos. 4)- cuidados com as nascentes do perímetro urbano,com o lago municipal bem como revisar o contrato com a Sanepar para adequá-lo no que for possível e necessário para melhoria dos serviços de água e esgoto do município, atingindo cem por cento da população , com ´preços compatíveis.., 5)-Programa de conservação , uso racional e reaproveitamento das águas nas edificações particulares e próprios públicos.

f)HABITAÇÃO1)- programa minha casa minha vida – incentivos para implantação do programa nos distritos administrativos de Cascavel e nas propriedades rurais- loteamentos de área do município para habitação popular.- Casa Fácil - estudo para revisão de critérios para cobrança de IPTU de moradias populares. g)- INTERIOR1)- trafegabilidde – patrulhas rurais – campo fácil- certificação de propriedades rurais – industrias caseiras – serviço de inspeção municipal – agropec – preparação de mão de obra para todas as atividades do campo , convênios para cursos e treinamentos em parceria com o Senar, Sindicato Rural patronal, Sindicato dos trabalhadores rurais,Emater, Appef,Sociedade Rural, Sebrae, Crea- Pr, Núcleo de veterinários, Areac, Universidades e Empresas ligadas ao setor saúde preventiva para atividades rurais – incentivo para diversificação das pequenas propriedades – leite- aves- pequenos animais- apoio integral á feira do pequeno produtor e se possível criação do mercado municipal.

h)- GERAÇÃO DE EMPREGOS 1)- áreas para distritos industriais – atenção especial ás atividades da Fundetec como indutora de programas para atração de novas industrias, apoiar a Secretaria de Industria e Comercio nas ações de suporte ao comercio e industria, principalmente ás micro, pequenas e medias empresas grandes geradoras de empregos.facilitar a utilização do centro de convenções e eventos pelos artesães, artistas plásticos e outros pequenos fabricantes... i)- ASSISTENCIA SOCIAL – 1)- Restaurantes populares- cozinhas comunitárias- centros de convivências da terceira idade em convenio com o governo Federal-Ampliação dos programas CRAS, CREAS e outros afins,reordenação do programa banco de alimentos em parceria com a Ceasa Amiga, parcerias com ONGS para manutenção de seus programas sócio- educativos- ampliação do atendimento sócio-familiar para as famílias do programa bolsa família, visando a inclusão social e prevenção de situações de risco, programas visando atendimento e acolhida á pessoa adulta ( morador de rua), meninos e meninas de rua, combate efetivo á exploração infantil de que forma for..

j)- CULTURA E TURISMO – 1)- Ações de resgate de origens e etnias, -projeto cinema nos bairros, apoio ao teatro nas escolas, projeto Cascavel Pólo de Cinema- produção de filmes mediante incentivos, festivaisMusica, dança,teatro,cinema, coral e orquestra municipais., modernização da biblioteca pública, bibliotecas itinerantes nos bairros e interior, incremento ao turismo rural, eco turismo,difusão de ações de turismo envolvendo :- parque ambiental, lago municipal, zoológico, catedral, templos evangélicos, universidades, gastronomia, show rural Coopavel,,Expovel e etc., conclusão do teatro municipal de Cascavel.

k)- ESPORTE 1)- Apoio irrestrito ao esporte amador, recuperação do ginásio de esportes para deficientes e incentivos ao núcleo de iniciação desportiva para pessoas especiais, com competições, adequações na estrutura física e acessibilidade- apoio aos campeonatos do interior e de bairros – (truco,bocha, futebol, vôlei, futsal entre outros – apoio aos campeonatos de categorias de base, dente de leite,pré mirim,mirim, infantil, infanto juvenil, apoio ás atividades da terceira idade no esporte e lazer e aos grupos de escoteiros, estudos para a criação da fundação de esporte, apoio aos esportes de espetáculos e de eventos, como ON THE ROAD, moto, automobilismo, kart e etc, criação do centro de excelência – projeto forjando novos campeões, centro de capacitação de professores.

l)-SECRETARIAS MUNICIPAIS ;_ 1)- Compromisso formal de que todas as secretarias que forem mantidas terão gerenciamento profissional, levando-se em consideração competência, honestidade, comprometimento com a coisa pública, abrindo-se espaço para que as ações sejam acompanhadas pelo observatório social e demais órgãos de fiscalização. 2)- Programa de Interiorização de Governo, levando todas as Secretarias e serviços aos bairros para atender e ouvir os anseios da população. 3)- Programa Gerenciamento Virtual – atendimento ao cidadão e serviços on line via internet. 4)- Programa Qualidade Total no serviço público tornando-o ágil, rápido e eficiente. 5)- Valorização do Servidor Municipal.

m)- COHAVEL- ACESC- IPMC- CCTT – PROCON1)- Comprometimento de nossa administração com a analise de cada órgão acima, para que medidas de aperfeiçoamento sejam tomadas com o objetivo de torná-las ágeis, praticas e voltadas para o melhor atendimento possível de nossa população.

n)- .AÇÕES DE ABRANGENCIA REGIONAL1)- Ações para cobrar o aprimoramento e expansão da malha ferroviária da Ferroeste, bem como solução do gargalo que prejudica a ligação de Cascavel ao Porto de Paranaguá 2)- retomada do projeto para construção.do aeroporto regional do Oeste.

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012 PREFEITO JORGE LA NGE VICE -PREFE ITA MARLISE DA CRUZ

CADERNO DE PROPOSTAS PARA PLANO DE GOVERNO

CASCAVEL 2012 COLIGAÇÃO PSD – PV – PSB – PSC - DEM

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012 PREFEITO JORGE LA NGE VICE -PREFE ITA MARLISE DA CRUZ

CASCAVEL PODE MAIS

CASCAVEL 2012

PREFEITO JORGE LA NGE VICE -PREFE ITA MARLISE DA CRUZ

CASCAVEL PODE MAIS

Candidato a Prefeito Municipal de Cascavel

Jorge Lange

Candidata a Vice Prefeito Municipal de Cascavel

Marlise da Cruz

SUMÁRIO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

ADMINIS TRA ÇÃO AGRICULTURA E MEIO AMBIE NTE ASSISTE NCIA SOCIAL DESENVOLVIME NTO E CONÔMICO EDUCAÇÃ O E CULTURA ESPORTE E LA ZER INFRA-ES TRUTURA HABITA ÇÃO SAÚDE SEGURA NÇA SOCIAL

07 08 09 10 11 12 13 14 15 16

7 1 ADMINIS TRA ÇÃO

 Redução nos cargos de livre nomeação;  Implantação da Meritocracia através da Gestão por metas e resultados;  Investimento em qualific ação e atualização dos servidores;  Implantação do Almoxarifado Central;  Implantação da Cent ral de Compras e Abastecimento;  Implantação de sala de licitações aberta para acompanhamento público.

8 2 AGRICULTURA E MEIO AMBIE NTE

 Construção do Merc ado Municipal de Cascavel;  Programa Hortas de Cascavel;  Readequação das estradas rurais do munic ípio e pavimentação dos pontos críticos;  Ampliação do serviço de assistência técnica e extens ão rural aos pequenos produtores;  Municipalização do serviço de licenciamento ambiental e gerenciamento das águas no âmbito municipal;  Reaparelhamento dos equipamentos para manutenção das estradas rurais;  Construção de 03 parques lineares.

9 3 ASSIS TENCIA SOCIAL

 Construção do Centro de Convivência da Melhor Idade;  Construção das cozinhas comunitárias/pedagógicas, utilizando-se de produtos orgânicos;  Construção de Centros da Juventude;  Ampliação do Projeto Eureka;  Construção dos Restaurantes Populares;  Construção do Banco de Alimentos de Cascavel.

10 4 DESENVOLVIME NTO ECONÔMICO

 Projeto de Lei para incentivar a ampliação das indústrias locais e atração de novos investimentos, possibilitando a concessão de benefícios fiscais e oferta de infraestrutura;  Aquisição de novas áreas para cessão a novos empreendimentos industriais;  Elaboração do Plano Estratégico para implantação do Polo Tecnológico de Cascavel;  Elaboração do Plano Estratégico para a implantação de um Polo Têxtil;  Formação de mão de obra nas áreas de tecnologia de informação e têxtil, em parcerias com as faculdades, universidades, ACIC, SESI, ASSESPRO e governo federal;  Trans formação da CODEVEL em Agência de Desenvolvimento Econômico.

11 5 EDUCAÇÃ O E CULTURA

 Educação em tempo int egral, com contra turno escolar;  Universalização da educação pré-escola – Criação das mini-creches/CME I;  Implantação do departamento de idiomas;  Programa Escola Aberta;  Formação continuada;  Valorização dos profissionais da Educação;  Cumprimento do piso nacional, mantendo a valorização da carreira;  Elaboração do projet o que cria o plano de carreira dos Profissionais da Educação;  Projeto Musical- UMA SINFONIA DIFERE NTE !;  Carnaval e Reveillon Popular;  Criaç ão da Orquestra Sinfônica de Cascavel;  Finalização do Teatro Municipal de Cascavel;  Incentivo ao retorno do FE RCAP O.

12 6 ESPORTE E LA ZER

 Construção de Arena Multiuso;  Projeto Prata da Casa;  Projeto Caça Talento;  Construção dos Clubes do Bairro;  Projeto de incentivo ao esporte de alto rendimento em parceria com iniciativa privada;  Criaç ão de Centro de Excelência;  Criaç ão de projeto de inclusão esportiva para pessoas portadoras de deficiência física.

13 7 INFRA -ES TRUTURA

 Readequação do Calçadão Central e Revitalização da A venida Brasil;  Construção do novo Terminal de Passageiros do Aeroporto de Cascavel e implantação do Terminal de Cargas;  Construção de 30Km de ciclovia;  Revitalização da A venida Tito Muffato;  Revitalização da A v. Carlos Gomes;  Implantação do novo sistema de transporte urbano, com a construção de canaletas exclusivas para ônibus, estações de embarque e a construção de 3 novos Terminais de Trans bordo nas regiões norte, sudoeste e leste;  Efetivação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Cascavel (IPP UVEL);  Projeto Cascavel Rota Acessível;  Conclusão da implantação do novo Sistema Viário;  Padronização e construção de calçadas ecológicas em toda a cidade;  Construção do viaduto do Cascavel Velho;  Construção do viaduto do Jardim Presidente.

14 8 HABITA ÇÃO

 Projeto de regularização fundiária e liberação de áreas de proteção ambiental;  Aquisição de áreas para construção de casas populares em parc eria com a iniciativa privada dentro do projeto Minha Casa Minha Vida;  Fortalecimento do Conselho Municipal de Habitação;  Reestruturação do Plano Municipal de Habitaç ão;  Fortalecimento do Fundo Municipal de Habitação.

15 9 SAÚDE

 Projeto para implantação da Gestão Plena em Saúde;  Adoção dos Programas de Saúde dos governos Estadual e Federal;  Construção de 2 UPA´S;  Reestruturação e ampliação das UBS existentes;  Construção de 10 novas UBS;  Ampliação das equipes do PSF;  Informatização de todo sistema, integrando todas as unidades;  Implantação do atendimento por demanda;  Aquisição de equipamentos de Raio X, Ultrassom, Mamógrafo e Tomógrafo para as UPAS;  Construção de um Centro para trat ament o de dependentes químicos.

16 10 SEGURA NÇA SOCIA L

 Criaç ão da Guarda Municipal Armada;  Reestruturação da Guarda Patrimonial;  Implantação da Cent ral de Monitoramento por câmeras de seguranç a;  Construção de módulos da Guarda Municipal;

PROGRAMA DE GOVERNO

PT – PMDB – PPL – PRB – PC do B.

CASCAVEL, JULHO DE 2012

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Coligação: A Cascavel que queremos inclui você.

DIRETRIZES DO PROGRAMA DE GOVERNO DE GOVERNO PART ICIPAT IVO

A Cidade de Cascavel em meio a sua própria condição de desenvolver-se economicamente, com ritmo determinado pelo conjunto de medidas estruturantes do governo federal nos últimos onze anos, tem apresentado problemas comuns aos centros médios urbanos e estes não foram estruturalmente enfrentados, deixando de incluir socialmente imensa parcela da sociedade cascavelense.

A inegável que a cidade cresceu. Os substanciais recursos públicos municipais gastos em mídia e propaganda não conseguem mais mascarar a realidade e os problemas cotidianos da cidade de Cascavel e dos municípios vizinhos. Há gritantes deficiências no saneamento básico, no sistema de transporte, na educação, na saúde, na segurança pública, nas moradias, etc.

Pensar em soluções para as grandes necessidades da cidade de Cascavel significa enxergar além dos seus limites territoriais, sendo fundamental a articulação e coordenação de políticas públicas juntamente com os demais municípios da região. Conceber o desenvolvimento econômico, cultural, social, humano de Cascavel é projetá-lo e prepará-lo já para que esta geração desfrute do seu próprio labor desenvolvido por nós e nossas famílias, e assim preparar adequadamente uma cidade para que possa acolher novos desafios de desenvolvimento econômico estrutural, com qualidade de vida, distribuição da riqueza, justiça social e participação popular.

Uma visão inovadora de gestão pública para garantir mais qualidade de vida à nossa população é o que pretendemos implantar em nossa cidade. E é isso que apresentamos a você nas próximas páginas. Você vai conhecer agora as Diretrizes do nosso Programa de Governo, elaboradas a partir de debates com os partidos da coligação e diversos setores sociais, considerando que estas Diretrizes Gerais do Programa de Governo Participativo, vão se desdobrar em ações detalhadas no Programa de Governo que a sociedade estará debatendo. Essas propostas refletem nosso vínculo com a história da cidade e nosso compromisso com o conjunto da população, para garantir que todos tenham uma boa qualidade de vida.

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Daí a responsabilidade do governante, que deve gerir o município de forma planejada e articulada com a sociedade organizada, estabelecendo parcerias com diferentes atores da comunidade e com os governos estadual e federal. Como vocês verão, estamos apresentando as Diretrizes do Programa de Governo Participativo, com responsabilidade e determinação, cientes do nosso papel histórico. Para viabilizarmos cada uma dessas marcas, apresentamos um grande número de projetos que são nossos compromissos e da coligação que me apoia. Alguns são absolutamente prioritários, por isso, eu e a equipe que me acompanhará não medirá esforços para sua efetivação. Nossa gente, que tem vocação natural para a ousadia, o riso, a reinvenção cotidiana, hoje tem possibilidade de transformar de fato também o nosso município, assim como vem acontecendo com o Brasil, ao exercer sua cidadania. Estamos determinados a viabilizar o começo de uma transformação social ainda não vivida por inteiro e intensamente pela população de nossa cidade, e é por esse motivo que vamos aprofundar as marcas da administração moderna, justa e democrática. Essa é a nossa bússola: a construção coletiva de um ideal de sociedade, que se realiza no dia-a-dia, na conquista de direitos, na casa construída, no sorriso da criança. É o sonho que nos move, nos leva sempre adiante, nos faz querer mais. Pois é respeitando os sonhos de nossa gente que estamos construindo nossa Cascavel bela e desejada. Convidamos todos e todas para se somar a esse fluxo generoso de ideias e pessoas, a essa corrente de confiança no futuro de uma Cidade melhor para viver e no desenho de uma sociedade mais justa, uma Cascavel que queremos inclui você. Um forte abraço!

Professor Lemos Candidato à Prefeitura de Cascavel Walter Parcianello Candidato à Vice-Prefeito

Julho de 2012

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A seguir a síntese das Diretrizes do Programa de Governo Participativo, que em seguida se desdobrará em ações detalhadas. EIXO 1 – Cascavel com Desenvolvimento Sustentável 1. Desenvolvimento local sustentável com a articulação das dimensões social, ambiental, econômica, cultural, política e ética, que garante a preservação da vida e os recursos naturais; 2. Nova Política Industrial, inovando nos mecanismos e na estratégia que ela passará a ter em nosso governo, considerando que o Estado Local tem a responsabilidade de desenvolver programas e estruturar políticas já instituídas por Programas Federais, incluindo as novas empresas e as que já estão instaladas no município; 3. O desenvolvimento econômico, com a superação da pobreza, pois por vezes o crescimento econômico acontece, mas não diminui a pobreza e os cuidados ambientais; 4. Garantir o acesso à saúde, educação, habitação, ao trabalho, ao crédito, à posse da terra, à titularidade de imóveis, com estímulo à preservação e incentivo à agricultura sustentável e também aos bens públicos de modo universal e gratuito; 5. Desenvolver a lógica da tecnologia social para gerar renda no local onde ela é aplicada e a superação das desigualdades com ética da solidariedade; 6. Estabelecimento de fortes e determinantes parcerias com o governo estadual e federal; 7. Compromisso de construir instrumentos eficazes de diálogo entre todos os agentes econômicos da nossa cidade, com a valorização dos micro e pequenos empreendedores e da indústria, comércio e terceiro setor aqui estabelecidos, levando em conta o conhecimento acumulado de lideranças, especialistas, pela AMOP, comunidades, sindicatos, empresas, universidades e instituições locais; 8. Desenvolvimento de políticas e programas para a geração de renda e capacitação para o trabalho; 9. O desenvolvimento dos instrumentos urbanísticos previstos no Plano Diretor; 10. Articular adequadamente o desenvolvimento local com o regional, e sintonia com os governos estadual e federal; 11. Planejamento municipal e regional, com a constituição de câmaras, conselhos e consórcios e agências de desenvolvimento local e regional; 12. Ampliar as políticas redistributivas ou de transferências de renda; 13. Promover a economia solidária, o cooperativismo, a rede de produtores, o empreendedorismo, as microempresas e o terceiro setor, produzindo programas de inserção e fomento na economia local e regional.

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EIXO 2 – Cascavel com Participação Popular e Cidadã 1. Participação Cidadã inclui e alarga a noção de participação popular, pois evidencia que todos os atores sociais devem ser considerados nas ações públicas; 2. Participação cidadã e controle social como poderosos instrumentos para superar a tradição clientelista e assistencialista que permeia a cultura política municipal; 3. A esfera pública demanda a existência de regras democráticas explícitas que orientem a participação efetiva e isonômica de todos os cidadãos e cidadãs; 4. Criar e fortalecer canais de participação, institucionalizados ou não, como conselhos, orçamento participativo, fóruns e comitês; 5. A participação popular e cidadã tem que vir acompanhada de mecanismos de controle social, ou seja, o monitoramento, pela sociedade, dos processos políticos, administrativos e financeiros da gestão pública; 6. Criar condições efetivas do exercício de participação, como acesso às informações e aos meios de comunicação, uso de tecnologias de informação e comunicação; 7. Reconhecer o Legislativo como poder autônomo com o qual o Poder Executivo deve se relacionar; 8. Constituição de canais de participação, institucionalizados ou não, tais como conselhos, comitês, fóruns, orçamento participativo, planejamento participativo do município, conferências, consórcios que devem ser apoiados em suas decisões e atribuições; 9. Criar condições para o exercício da participação, tais como o acesso às informações e aos meios de comunicação, uso das tecnologias de informação e outras medidas; 10. Promover campanhas educativas sobre o papel das instituições, dos governantes e apontando formas concretas de participação popular nas decisões da cidade; 11. As regras que caracterizam a constituição da esfera pública democrática podem ser decididas em comum acordo entre os seus componentes; 12. Capacitar as lideranças do município sobre os Programas que são desenvolvidos e como podem ser acessados e os instrumentos de controle; 13. Estabelecer diálogo permanente entre o Prefeito e Vice-Prefeito com a sociedade local, constituindo agendas que se estenderão pelas regiões da cidade.

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Eixo 3 – Cascavel com Políticas Sociais e a Afirmação de Direitos 1. Eixo que englobam-se as políticas públicas de saúde, educação, assistência social, transferência e redistribuição de renda, direitos humanos, abastecimento e segurança alimentar, geração de trabalho e renda, segurança pública, cultura, lazer, esporte, políticas agrária e agropecuária, meio ambiente, inclusão digital, políticas para as crianças, para a juventude, para os idosos e pessoas com deficiência; ações afirmativas, visando à igualdade de gênero, étnico-racial e a liberdade de orientação sexual e religiosa; 2. Concretização destes direitos sociais, implementados de forma democrática e planejada; 3. Um estado local forte para realizar o planejamento e gestão das políticas públicas; 4. A produção e articulação de informações sobre as necessidades e atendimento das pessoas devem ser realizadas para orientar o conjunto das políticas no município; 5. Toda política pública social deve ter como meta o atendimento a todos os cidadãos e cidadãs, respeitando suas especificidades e a prestação de serviços públicos deve ser garantida no âmbito municipal; 6. Construção articulada e integrada das políticas sociais; 7. Distribuição adequada de equipamentos e serviços públicos, favorecendo os lugares mais desiguais, social e economicamente e provendo soluções para as necessidades e demandas de seus moradores e moradoras; 8. Nossa meta é a transversalidade no planejamento e execução das políticas públicas, sendo necessário apontar a necessidade de integração e complementariedade entre todas as políticas sociais e seus planos e programas; 9. Gestão eficiente, democrática e com controle social, com mecanismos adequados de participação e aprimorando a capacidade gerencial da administração pública na produção de projetos, assim constituindo capacidade técnica para trazer mais e melhores investimentos estaduais e federais; 10. É possível governar Cascavel fortalecendo suas instituições, para impulsionar o desenvolvimento sustentável, a igualdade social e a participação popular e cidadã; 11. Constituir ações afirmativas, baseadas na Constituição Federal, são formas de incidir na superação das desigualdades adotando medidas para diminuir a exclusão de grupos sociais; 12. A constituição do conceito de Cascavel Cidade Saudável, compreendendo a abrangência da saúde, como o resultado também da garantia de qualidade de vida, conforme previsto no SUS – Sistema Único de Saúde; 13. O reconhecimento da importância da observância sobre as legislações, diretrizes conceituais, normas técnicas-operativas, planejamento, avaliação e provisão orçamentária.

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Eixo 4 - Cascavel com gestão honesta, ética, participativa e eficiente 1. Garantir que a máquina pública - constituída por seus agentes – tenha no cidadão e na cidadã, o foco central de sua atividade; 2. Ampliar a capacidade gerencial, institucionalizando os processos de planejamento, monitoramento e avaliação da gestão aos diferentes níveis da administração e articulados entre si; 3. Eficácia das políticas implementadas, atingindo os resultados esperados, cumprindo as diretrizes, metas e compromissos assumidos; 4. Investimento na profissionalização dos agentes públicos e coordenação, com valorização das competências e diálogo sistemático com a representação dos servidores municipais, assim como também a criação de ambiente ético, de respeito e de confiança em relação aos servidores públicos, propiciando o resgate da auto-estima; 5. Uso intensivo e apropriado das tecnologias de informação e comunicação para implementar modelos de gestão eficientes; 6. Integração das politicas setoriais, com revisão da estrutura administrativa do governo, dos processos e métodos de gestão para constituir racionalidade e eficiência administrativa; 7. Descentralização administrativa, construindo referenciais da organização do poder público municipal mais próximo da população; 8. Fortalecimento de canais de participação e de controle social, com a manutenção do diálogo com múltiplos segmentos sociais; 9. A modernização administrativa não se confunde com reforma administrativa, pois esta requer conhecimento aprofundado e diagnóstico preciso; 10. Implantação da Rede de Atendimento e Informação, em diferentes canais: presencial, telefônica e WEB; 11. Constituição da Ouvidoria autônoma e a dinamização da controladoria do município; 12. Transformar a relação entre Estado e Sociedade, tendo uma compreensão sistêmica do conjunto da máquina pública e oferecendo uma capacidade operativa e resolutiva, esperado pela sociedade; 13. Capacidade de controle público dos recursos e práticas político-administrativas no município e em outras esferas de governo.

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Eixo 5 – Cascavel com Desenvolvimento Urbano e Rural, Mobilidade e Direito à Cidade 1. O reconhecimento dos direitos à moradia digna e a terra urbanizada, direito ao saneamento ambiental, direito à mobilidade, transporte público e ao trânsito seguro, a inclusão social e à participação cidadã; 2. Compromisso com a redução das desigualdades, a sustentabilidade financeira e sócio ambiental, o combate à discriminação de grupos sociais e étnico-raciais, o combate à segregação urbana; 3. A integração do rural na dinâmica local, sendo planejada a partir de um conjunto de ações; 4. Estabelecer metodologias para que as reinvindicações do rural estejam sempre presentes no debate sobre o conjunto da sociedade, suas demandas e ações de superação; 5. Fortalecer as articulações para a comercialização da produção rural no município; 6. Reconhecer e aplicar o Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/01), como uma importante conquista da sociedade; 7. Constituir aplicabilidade do Plano Nacional de Habitação, reduzindo o déficit habitacional em curto prazo; 8. Aprofundar os investimentos do Plano Nacional de Saneamento Básico, juntamente com o Conselho das Cidades; 9. No Transporte e Mobilidade Urbana, promover o aperfeiçoamento institucional, regulatório e da gestão do setor, incluindo debates e fóruns adequados; 10. Intervenções urbanísticas voltadas à democratização do espaço urbano; 11. Constituir mecanismos de avaliação permanente do Plano Diretor, buscando produzir espaço amplo de debate com a sociedade; 12. Constituição do Conselho Municipal do Transporte e Mobilidade; 13. A modernidade como conceito atual, no sentido de compreender o Estado Local com a necessidade de ser mais eficiente, desenvolvendo habilidades para a produção de relações democráticas.

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Diretrizes do Programa de Governo Participativo Eixo 1 – Cascavel com Desenvolvimento sustentável A Coligação - A Cascavel que queremos inclui você - concebe desenvolvimento local sustentável como a articulação das dimensões social, ambiental, econômica, cultural, política e ética, que garante a preservação da vida e dos recursos naturais para as gerações atuais e futuras. Isso implica na perspectiva de que os ganhos e benefícios do crescimento econômico sejam apropriados, por toda a população. Por outro lado, o desenvolvimento econômico e a inclusão social não devem acarretar o desequilíbrio ecológico ambiental e destruir os recursos naturais. Sob esta ótica, sustentabilidade é condição estratégica para garantir o direito à cidadania e superar a pobreza, a violência e as desigualdades. O desenvolvimento da economia, com o uso de tecnologias sociais, ganha uma conotação que não traz só crescimento, mas também justiça social. É esta a nossa concepção para a cidade de Cascavel. Ela também é marcada pela ética da solidariedade, com a qual se busca, em conjunto, a superação das desigualdades. Não se pode desperdiçar e esgotar recursos existentes, desconsiderando as necessidades das gerações futuras ou mesmo das atuais gerações. Nem desenvolver um setor social ou região à custa da manutenção ou ampliação da pobreza de outro. O desenvolvimento do nosso município não é determinado apenas pelas condições locais. Ele está articulado a processos condicionantes e recursos de outras esferas mais amplas que a do município (regionais, estaduais, nacionais). Neste sentido, estabelecer parcerias com o governo federal por ser um importante indutor do desenvolvimento e atuar de forma a se apropriar dessas oportunidades adequando-se à regulamentação e as contrapartidas exigidas para o acesso aos recursos disponíveis. Assim, o município muito pode e deve fazer para induzir o desenvolvimento local. É sua responsabilidade dialogar com todos os setores da sociedade local e promover o diálogo entre todos os agentes econômicos, setores produtivos, segmentos sociais e os setores excluídos, e além destes, com outras instâncias políticas e com os governos da região para encontrar as possíveis formas e instrumentos que impulsionem o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, se faz necessário a construção de uma nova e inovadora política industrial, assim como a revitalização estrutural do comércio local, com mecanismos para a sua revitalização e consequente modernização. As Diretrizes do nosso Programa de Governo prevê a lógica da tecnologia social para gerar renda no local onde ela é aplicada, fazer a renda circular ali, envolver de alguma forma as pequenas iniciativas locais, o comércio, a produção. Elas dialogam com o desenvolvimento local, com a segurança alimentar e com o saneamento básico. Muitas vezes o crescimento econômico acontece, mas não diminui a pobreza, porque beneficia poucos, concentra renda e não amplia as oportunidades de trabalho e de acesso às políticas públicas e concretização de direitos. Assim, a necessidade não é apenas a de criar riquezas, mas também de distribuí-las, e tem sido papel do governo

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federal definir critérios para a aplicação de recursos públicos em programas de desenvolvimento que diminuam as desigualdades regionais. Nos governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma foram desenvolvidas políticas que transformaram a vida nos municípios. A gestão do nosso governo municipal como indutora e reguladora do desenvolvimento local. O projeto da coligação A Cascavel que queremos inclui você, prevê que para induzir e regular o desenvolvimento local sustentável é um diferencial em relação aos neoliberais, que subordinam as políticas sociais às ações do mercado. Para o nosso governo o município tem a primazia na responsabilidade com as políticas sociais e concebe os cidadãos e cidadãs como sujeitos de direitos, especialmente os setores mais vulneráveis da sociedade.

O desenvolvimento local sustentável implica também em: - Conhecer as potencialidades é imprescindível para elaborar propostas locais, articuladas a ações e programas regionais que viabilizem a produção, o escoamento e a comercialização, e assim adequaremos a proposta de desenvolvimento às necessárias determinações do Plano Diretor do município. - O desenvolvimento dos instrumentos urbanísticos previstos no Plano Diretor, quanto ao zoneamento ecológico-econômico, pode ser fundamental para o conhecimento e a definição de vocações e potencialidades do município. - Ter acesso à educação, à saúde, à habitação, ao trabalho, ao crédito, à posse da terra, à titularidade de imóveis, aos bens públicos e a tudo o que é indispensável a uma vida de boa qualidade em uma sociedade democrática moderna. - Promover a economia solidária, o cooperativismo, a rede de produtores, o empreendedorismo, as microempresas e o terceiro setor. - Identificar e explorar potenciais vocações do município, tendo em vista suas já existentes redes econômicas, suas riquezas naturais, suas vantagens competitivas e sua inserção na economia regional e fomentando, sempre, o caráter sustentável do desenvolvimento.

Questões gerais e importantes a considerar na elaboração de programa de governo para Cascavel: - É preciso articular o desenvolvimento local com o regional, considerando as ações municipais no âmbito das microrregiões, das macrorregiões. - Potencializar os benefícios e as condições favoráveis locais, o que implica também articular um ou mais municípios em torno de projetos comuns que possam melhorar a produção da riqueza de cada um. - Comprometer-se com planejamento estratégico da AMOP - Associação dos Municípios do Oeste do Paraná - no sentido de aprofundar a cooperação entre os consórcios das prefeituras da nossa região, podendo assim alavancar projetos não só de desenvolvimento econômico, mas também de capacitação para o trabalho com aplicação de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), implantação de equipamentos de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica, uso de

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novas tecnologias e outros. A ação conjunta pode aumentar o acesso aos financiamentos públicos (estaduais e federais) e o poder de negociação com vista a investimentos privados. - Instituir, em parceria com outros municípios da região e entidades de classe de base municipal e estadual, a melhor interpretação sobre os Arranjos Produtivos Locais, para melhorar todas as identidades coletivas sociais como: culturais, econômicos, políticos, ambientais ou históricos. Em relação às políticas e aos planos de desenvolvimento sustentável - O desenvolvimento sustentável é resultado de ação conjunta de governo e sociedade, que, com suas respectivas responsabilidades, dinamizam as potencialidades e as culturas locais e estimulam uma visão empreendedora. - O desenvolvimento não mais se prende apenas ao crescimento econômico, mas envolve a superação da pobreza e a inclusão social, cultural e os cuidados ambientais, o que constitui enorme salto qualitativo. - Imprimir conteúdo de sustentabilidade às políticas públicas implica estimular a responsabilidade e a participação da sociedade nas iniciativas de controle da poluição e do impacto ambiental provocado pelo consumismo da vida moderna, na preservação de áreas verdes, nas práticas de redução, triagem e reciclagem de resíduos sólidos, dentre outras medidas capazes de promover uma nova cultura de relação com a cidade. - As práticas de gestão devem levar em conta o conhecimento acumulado de lideranças, especialistas, comunidades, sindicatos, empresas, universidades e instituições locais e deve ser socializado e difundido em favor dos processos de desenvolvimento sustentável. - As políticas sociais, cada vez mais, têm se tornado base para o desenvolvimento, materializando-se no atendimento às necessidades e direitos dos cidadãos e cidadãs onde estes residem e trabalham. Há fortes nexos entre as condições básicas de vida das pessoas, sua educação, saúde, seu bem-estar geral e sua capacidade produtiva e auto-estima. - As políticas redistributivas ou de transferência de renda (Bolsa Família, Bolsa Trabalho, Bolsa Verde, Pró-Jovem e outras de caráter federal, estadual ou local), articuladas com outras políticas sociais, são poderosos instrumentos de desenvolvimento, pois promovem ao mesmo tempo direitos de cidadania, a democracia e impulsionam o desenvolvimento local. - Os programas de geração de renda e de capacitação para o trabalho são partes importantes do processo de desenvolvimento e devem estar vinculados às políticas de acesso ao crédito e às tecnologias, políticas de abastecimento e de comercialização dos produtos e, ainda, da visão geral da necessidade de prestadores de serviços. - As propostas para o desenvolvimento local devem ser elaboradas e traduzidas em mecanismos institucionais, fruto de processos sistemáticos e participativos de planejamento e monitoramento pelo governo e pela sociedade, tais como Plano Diretor, Zoneamento Ecológico Sustentável, Plano Plurianual, Planos de Políticas Públicas, construção da Lei de Diretrizes Orçamentárias, Audiências Públicas, Congresso da Cidade, Agenda 21 e outras.

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Formas de ação - Planejamento municipal, regional e constituição de câmaras, conselhos, consórcios e agências de desenvolvimento local e regional; - Cooperação entre os diversos setores da economia e trabalho, por meio de arranjos produtivos; - Neste sentido a Fundetec – Fundação de Desenvolvimento Tecnológico de Cascavel deve estar incluído estruturalmente e pensado estrategicamente dentro dos marcos de suas atribuições, isto é, como um instrumento de desenvolvimento econômico do município, dentro do patamar estratégico de médio e longo prazos, indo para além das funções de curto prazo. - Promoção do empreendedorismo, o cooperativismo e a economia solidária; - Constituição de itinerários formativos, que facilitem a sequência dos estudos de jovens e adultos e garantam melhores condições para a qualificação e inserção no mundo do trabalho. Estes itinerários devem articular a formação profissional desde o ensino fundamental até o ensino superior; - Valorização dos micro e pequenos empreendedores, com políticas de capacitação e microcrédito; - Apoio às incubadoras de empresas e microempresas; - Apoio a consórcios de empresas, microempresas, empresas familiares, terceiro setor e empreendedores; - Integração do setor informal da economia ao processo de desenvolvimento, com apoio a redes comunitárias de produção, comercialização, cooperativas e outras formas de economia solidária; - Incentivo à agricultura sustentável por meio do acesso ao crédito e às tecnologias sustentáveis desde a produção até a comercialização; - Incentivo à compra de produtos de agricultores familiares, exemplo de inclusão produtiva rural; - Estimulo à preservação, recuperação e conservação dos recursos naturais, redução do desmatamento. Prever incentivos e retribuições aos serviços ambientais; - Implementação de políticas redistributivas de renda, tais como Bolsa Família, Bolsa Trabalho, Bolsa Verde e outras, articuladas às demais políticas sociais; - Implantação do plano Brasil sem Miséria, de superação da extrema pobreza e políticas de segurança alimentar e nutricional; - Implementação da busca-ativa de pessoas e famílias, em especial as que estão em situação de pobreza extrema, com direito a programas sociais, porém ainda não atendidas, incluindo-as no Cadastro Único para Programas Sociais; - Implantação e manutenção das estradas vicinais; - Sedimentação de estrutura logística para o escoamento e comercialização da produção agrícola ou industrial local, com meios de armazenagem e transporte; - Apoio a programas de geração de emprego e renda sob a responsabilidade da prefeitura ou em parceria com outros governos, instituições sociais, universidades, sindicatos, SEBRAE, FIEP, SESI, SENAI, SESC, SENAC, etc.;

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- Integração do setor informal da economia ao processo de desenvolvimento, com apoio a redes comunitárias de produção e comercialização, cooperativas e outras formas de economia solidária; - Apoio e fortalecimento do Conselho Municipal de Desenvolvimento do Meio Ambiente (CODEMA).

Eixo 2 – Cascavel com Participação Popular e Cidadã Participação popular cidadã e controle social são conquistas obtidas a partir das demandas dos movimentos sociais e outros setores sociais que a partir da Constituição Federal de 1988, marco destas conquistas democráticas, estabelece os princípios de participação da sociedade na elaboração, gestão e controle social das políticas públicas. É importante lembrar que antes de 1988, o Estado brasileiro exercia medidas de controle sobre a sociedade, mas não existiam instrumentos que permitissem à sociedade controlar as ações do Estado. Desde as primeiras experiências de governos municipais do PT e de partidos aliados, estas gestões são reconhecidas por implementarem canais institucionais de participação popular, criando o que se convencionou chamar “modo petista de governar”, introduzindo novas formas de relação entre governo e sociedade ao adotar a prática de diálogo com os movimentos sociais, historicamente excluídos pelos governos dos processos de tomada de decisões.

Para nosso governo, o que significa “participação cidadã” e que compromissos implica? O conceito mais comum do termo, utilizado até meados da década de 1990, foi majoritariamente participação popular, designando o envolvimento de atores ligados a segmentos e movimentos sociais tradicionalmente marginalizados, que reivindicavam sua inclusão nos processos políticos e sociais. Isto porque os canais de participação existentes antes da Constituição Federal de 88 (CF88), além de serem apenas consultivos, eram compostos por pessoas consideradas de “notório saber” indicadas pelos governantes, os “notáveis”. Historicamente os espaços de poder e tomada de decisões foram hegemonizados por representantes das elites, que sempre negaram a existência de conflito de interesses na sociedade. Para estes setores a “participação” significa uma retórica acionada para ocultar as contradições sociais e privilegiar seus interesses. O termo participação cidadã inclui e alarga a noção de participação popular. Ele pretende evidenciar que todos os atores sociais devem ser considerados nas ações públicas, sejam eles tradicionalmente marginalizados ou não, explicitando os conflitos a serem enfrentados. Deve-se ressaltar que os setores marginalizados e excluídos merecem atenção especial para garantia de sua efetiva participação nos processos sociais e políticos. E,

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cabe lembrar, as mulheres e a população negra são os setores mais atingidos pelas discriminações e preconceitos. Portanto, o programa de governo da gestão democrática e popular deve assumir como pressupostos que: - A participação cidadã e o controle social são poderosos instrumentos para superar a tradição clientelista e assistencialista que permeia a cultura política brasileira e local, responsável pela reprodução dos privilégios de poucos em detrimento dos interesses da maioria da população. - O exercício da participação cidadã e do controle social favorecem a constituição de uma cultura democrática baseada em direitos e por isso são considerados fundamentais para a construção de uma esfera pública democrática, onde possam ser associados direitos e responsabilidades dos cidadãos e cidadãs à ação qualificada dos setores do poder público no Legislativo, no Executivo e no Judiciário. - A esfera pública democrática constitui espaços de explicitação e negociação de conflitos, uma vez que os interesses dos diversos atores e segmentos sociais que dela tomam parte não são consensuais e harmônicos. Os conflitos fazem parte da convivência democrática e alimentam o debate de ideias, resultando na pactuação de propostas. Porisso, a “esfera pública” demanda a existência de regras democráticas explícitas que orientem a participação efetiva e isonômica de todos os cidadãos e cidadãs no processo de discussão de seus interesses. Isso vale tanto para as iniciativas de setores da sociedade (movimentos e entidades sociais, iniciativa privada, ONG’s) como para aquelas sob responsabilidade dos governos. - As regras que caracterizam a constituição da esfera pública democrática podem ser decididas em comum acordo entre seus componentes.

Condições básicas para implementar políticas de participação cidadã: 1. Existência de canais de participação, institucionalizados ou não, tais como conselhos, comitês, fóruns, orçamento participativo e planejamento participativo do município, que devem ser respeitados e apoiados em suas decisões e atribuições; 2. Conselhos e comissões têm tempo de mandato definido para seus integrantes e muitos deles têm legislação própria. É preciso respeitar esses mandatos, mesmo que seja para negociar mudanças necessárias; 3. No âmbito interno dos governos, a participação informada e qualificada de todos os seus agentes toda a equipe de governo garante planejamento e execução coerentes com diretrizes e mecanismos publicamente compromissados; 4. O compartilhamento de poder entre governo e sociedade na tomada de decisões sobre os assuntos em discussão. O governo tem obrigação de explicitar seus projetos e interesses, e em casos específicos, deve defender o seu programa de governo (que tem legitimidade na representação pelo voto), pois o governo é ator central do processo participativo e não mero porta-voz dos interesses difusos na sociedade. 5. A participação popular e cidadã tem que vir acompanhada de mecanismos de controle social, ou seja, o monitoramento, pela sociedade –preferencialmente

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organizada e institucionalmente reconhecida -, dos processos políticos, administrativos e financeiros da gestão pública, especialmente das políticas públicas, desde sua elaboração, passando pela execução, avaliação e replanejamento. Trata-se de fortalecer, ao mesmo tempo, o papel do Estado e da sociedade. Assim, a Constituição Brasileira, as constituições estaduais e leis orgânicas municipais já estabelecem, desde 1988, direitos e instrumentos institucionais de participação e controle social, tais como plebiscito, referendum, conselhos, comitês, conferências municipais e nacionais, orçamento participativo etc. Portanto, cabe aos governos democráticos implementarem os instrumentos institucionais de participação previstos nas legislações, respeitando as organizações existentes no município e estimulando que mais pessoas se envolvam nos processos decisórios.

Para que a participação cidadã e o controle social sejam efetivos e constituam esferas públicas democráticas é preciso: - Fortalecer os canais existentes de participação e controle social de políticas públicas, tais como conselhos, comitês, comissões, fóruns, audiências, conferências, consórcios e outras, institucionalizados ou não, oferecendo infra-estrutura e condições de funcionamento; - Promover os encaminhamentos necessários à implementação dos conteúdos consolidados nos Planos Nacionais, Estaduais e Municipais elaborados nas respectivas conferências e demais instâncias de participação; - Estimular a articulação entre os diversos canais institucionais de participação, como os conselhos setoriais e o orçamento participativo, buscando superar a segmentação e setorialização das políticas sociais; - Fomentar e constituir espaços de participação para que estes sejam compreendidos como processos e não como eventos, diretamente vinculados à forma de governo e de organização da sociedade; - Criar condições para o exercício da participação, tais como acesso à informação e aos meios de comunicação, uso das tecnologias de informação e comunicação, adequação de horários e locais de reuniões e serviços públicos, divulgação dos procedimentos e das regras de participação; - Promover atividades de formação sobre as políticas sociais, o funcionamento da administração pública, o papel dos canais de participação e a importância da gestão democrática; - Implementar ações de fortalecimento das instituições e grupos da sociedade, contribuindo para estabelecer relações entre governo e sociedade e para estimular o desenvolvimento de novos agentes sociais, de forma democrática e duradoura, promovendo uma cultura de participação e defesa de direitos; - Utilizar recursos, técnicas e metodologias que possibilitem e facilitem o entendimento, a comunicação e a expressão de ideias, sugestões e propostas nos espaços criados pelo poder público; - Reconhecer o Legislativo como um poder autônomo com o qual o Poder Executivo deve se relacionar, bem como estimular os vereadores a acompanharem e dialogar com os debates e decisões promovidos nos canais de participação;

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- Promover campanhas educativas sobre o papel dos governantes (a diferença das responsabilidades dos governos federal, estadual e municipal; o papel do vereador e da vereadora, deputados e deputadas estaduais e federais; as instâncias de apelação pela ordem: o responsável direto pelo serviço, a ouvidoria, o Ministério Público etc.); - Governar com participação e investir na mudança cultural e na capacitação dos agentes institucionais (administradores públicos, agentes públicos, parceiros) são responsabilidades de todas as áreas do governo e não apenas de um departamento, secretaria, coordenadoria ou de algum projeto como o Orçamento Participativo. Essa deve ser uma diretriz e prática de toda a equipe de governo; - A participação cidadã e o controle social contribuem com as iniciativas de modernização administrativa e tecnologia de ponta, ao mesmo tempo que a modernização favorece a participação e o controle social. Portanto, a participação cidadã e a modernização administrativa são essenciais à gestão democrática.

Participação e governabilidade ampliada Para um governo voltado para a transformação da sociedade, a participação cidadã, além de ética e politicamente justa, favorece a implementação do Programa de Governo. Isto porque reforça a correlação de forças em favor da mudança, ampliando o conjunto de sujeitos que podem garantir a governabilidade. Ou seja, assegura que todos os setores tenham domínio dos conflitos e das informações de governo e também da ação dos demais setores políticos e sociais que concorrem para a vida do município. Com participação cidadã há maior possibilidade de construção da governabilidade ampliada, pois contribui para formar opinião e aglutinar forças em torno de projetos do governo. Se os projetos são bons, respeitados e apoiados por diferentes sujeitos sociais, o governo tem muito mais força para negociar com o Legislativo e os demais setores sociais. Isso é muito importante porque, numa sociedade democrática, o Executivo (governo) é apenas uma parte do poder. O Estado Democrático brasileiro é formado pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, independentes entre si. A nossa aliança reconhece que a sociedade tem o direito de participar ativamente assumindo suas responsabilidades na construção de uma gestão ética, democrática e eficiente. Por isto sempre investiu na ampliação dos espaços de participação cidadã, pois a sociedade se reconhece naquilo que ajudou a construir.

Eixo 3: Cascavel com Políticas Sociais e a Afirmação de Direitos Políticas sociais são um conjunto de concepções, objetivos e ações coordenadas e contínuas de governo, realizadas em áreas específicas voltadas ao atendimento de necessidades sociais em diversos campos. Fazem parte das responsabilidades do governo e são regidas por legislações, diretrizes conceituais, normas técnicooperativas, planejamento, avaliação e provisão orçamentária. Neste eixo englobam-se as políticas públicas de educação, saúde, assistência social, transferência e redistribuição de renda, direitos humanos, abastecimento e segurança

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alimentar, geração de trabalho e renda, segurança pública, cultura, lazer, esporte, políticas agrária e agropecuária, meio ambiente, inclusão digital, ações afirmativas, visando à igualdade de gênero, étnico-racial e a liberdade de orientação sexual e religiosa. Essas políticas dizem respeito diretamente à concretização de direitos sociais e são tensionadas pelo conflito de interesses em disputa na sociedade. Por isso, apesar dos aspectos específicos de cada política social, é preciso explicitar seus vínculos com o projeto global de sociedade e o padrão de responsabilidade e compromisso com a justiça social que nossa Coligação defende. Os direitos se concretizam com a implementação das políticas sociais e, para tanto, esta intenção deve estar claramente definida no programa de governo e nas propostas para a gestão municipal da nossa aliança eleitoral. A experiência de luta por estas reivindicações foram o ponto de partida para muitas das propostas levadas à Assembléia Nacional Constituinte onde a atuação do PT e partidos aliados, juntamente com outros partidos de esquerda e em estreita relação com os movimentos sociais, conquistou importantes avanços em relação a garantia de direitos sociais bem como em relação à democratização e das políticas sociais. Para a coligação – A Cascavel que queremos inclui você, as políticas sociais envolvem diferentes graus de responsabilidades a serem assumidos pelos governos e pela sociedade, sem perder de vista a primazia do Estado na condução da sua implantação. Por serem tais políticas expressão de direitos, devem ser implementadas de forma democrática e planejada, visando contribuir para o enfrentamento da exclusão e das desigualdades sociais, para que a participação popular e cidadã e o controle social se efetivem e, ainda, para impulsionar o desenvolvimento sustentável.

Premissas comuns na área das políticas sociais: Um estado local forte para realizar o planejamento e gestão das políticas. Os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma não apenas se beneficiaram do conhecimento acumulado com as experiências de gestões petistas e dde governos democráticos nos municípios e estados, como têm aprofundado e ampliado a qualidade e o alcance das políticas sociais e construído políticas em todas as áreas, com a sociedade e os outros níveis de governo, a partir dessa perspectiva. As ações promovidas pelo governo federal demonstram aquilo que a nossa coligação – A Cascavel que queremos inclui você, tem defendido, desde sua criação: é possível governar o país fortalecendo o Estado para impulsionar o desenvolvimento sustentável, a igualdade social e a participação popular e cidadã. A política de combate à extrema pobreza e à desigualdade no Brasil que está sendo realizada pelo governo da Presidenta Dilma, por meio do Plano Brasil Sem Miséria requer que o poder público localize as 16 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza nas áreas urbanas e rurais e vá até elas para desenvolver políticas articuladas voltadas à superação dessa condição e à emancipação social e cultural. Esta é uma tarefa primordial para o nosso governo municipal, produzindo:

- A elaboração do Mapa da Extrema Pobreza e do Mapa Nacional de Oportunidades, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, exigirá um intenso

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trabalho de parceria entre governo municipal, estadual e federal. Os profissionais das áreas sociais nas prefeituras devem ser orientados a realizar a busca ativa, ir até o cidadão e a cidadã que não tem condições sociais de demandar seus direitos no campo e nas áreas urbanas. - A produção e a articulação de informações sobre as necessidades e atendimento das pessoas devem ser realizadas para orientar o conjunto das políticas públicas no município. - Toda política pública social deve ter como meta o atendimento a todos os cidadãos e cidadãs, respeitando suas especificidades e a prestação de serviços públicos deve ser garantida no âmbito municipal, por meio de ações executadas pelo poder público ou por setores não-governamentais. - Quando do estabelecimento de convênios com entidades da sociedade civil, para a realização de programas e projetos em uma determinada área, por meio de convênios, parcerias ou contratação de agentes não-governamentais para a execução de serviços públicos (equipamentos sociais e de educação, de saúde etc.), a definição de diretrizes, a gestão da política pública, financiamento e seus resultados, é e deve ser de responsabilidade do governo municipal, em diálogo e com o controle da sociedade. - Tornar claro essa diretriz em relação às políticas sociais permite enfrenta o debate com os partidos conservadores que defendem a redução das responsabilidades do Estado, transferindo para a sociedade recursos públicos destinados a executar serviços essenciais à população. Esta defesa está pautada na concepção de que o Estado deve ter um envolvimento mínimo com a prestação de serviços devendo, por isso desencadear processos de terceirização e as privatizações no Brasil.

Construção articulada e integrada das políticas sociais As políticas sociais, levadas a efeito pelo governo federal, têm sido concebidas de forma articulada, como se poderá verificar em todas as áreas: seja a partir do pacto federativo seja em relação à articulação de vários Ministérios ou Secretarias Nacionais para levar a efeito uma política. O governo da presidenta Dilma mantém um Fórum de Superação da Extrema Pobreza; um Fórum de Infraestrutura; um Fórum de Desenvolvimento Econômico; um Fórum de Direitos e Cidadania. Em cada um deles estão presentes vários Ministérios. As políticas sociais obedecem a leis federais, como o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único da Assistência Social (SUAS), Estatuto das Cidades, Estatuto do Idoso, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Estatuto da Igualdade Racial, o Plano Nacional dos Direitos da Mulher (PNPM), o Plano Nacional de Políticas de Igualdade Racial (PLANAPIR), o Plano Nacional de Direitos Humanos, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e Plano Nacional de Educação, dentre outras. Estas leis definem e articulam as responsabilidades dos governos federal, estadual e municipal na execução das políticas públicas. - Isso implica distribuição adequada de equipamentos e serviços públicos, favorecendo exatamente os lugares mais desiguais, social e economicamente, e provendo soluções para as necessidades e demandas de seus moradores e moradoras. - Por isso tudo é fundamental a transversalidade no planejamento e execução das políticas públicas. É preciso apontar a necessidade de integração e complementaridade

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entre todas as políticas sociais e seus planos e programas, potencializando equipamentos públicos, recursos humanos e gestores para garantir o acesso às políticas públicas com qualidade. Para tanto é importante também indicar a formação e comunicação, visando ampliar o conhecimento da sociedade sobre elas. Igualdade com equidade As diversas faces da heterogeneidade e da pluralidade que compõem e caracterizam a sociedade brasileira abarcam também as diferenças de gênero, raça e geracionais, de orientação sexual e de capacidades. O reconhecimento destas diferenças e dos violentos processos de discriminação, que dão suporte e profundam as desigualdades explica e sustenta as diversas propostas de políticas sociais reparadoras e ações afirmativas realizadas por governos petistas. As ações afirmativas, baseadas na Constituição Federal, são formas de incidir na superação de desigualdades adotando medidas intencionais, desenvolvidas pelos órgãos públicos e sociedade para enfrentar situações que contribuíram historicamente para a exclusão de grupos sociais. A igualdade entre as pessoas é pressuposto básico dos direitos humanos fundamentais, cujos avanços nos últimos anos são inegáveis. No entanto, a extrema concentração de riqueza e a desigualdade social, marcas estruturais do capitalismo brasileiro, se sustentam também no profundo legado de exclusão deixado pela escravidão que durou praticamente 400 anos e na exploração das mulheres. Na história do Brasil a pobreza e a miséria são indissociáveis da exploração dos negros e das mulheres. É importante afirmar que a raça é humana e no interior dela existem tipos raciais diferentes. E, como uma “distorção” ideológica, é quase automático que as desigualdades raciais não sejam percebidas como relacionadas à raça, mas a fatores sociais e econômicos. Foi por essa compreensão que o governo do presidente Lula criou a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, visando desenvolver políticas voltadas à superação da discriminação em todas as suas manifestações e promoção da igualdade racial no Brasil. Em relação às desigualdades de gênero o trabalho dos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma tem sido intenso e extenso por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Nossa coligação – A Cascavel que queremos inclui você, reconhece e se compromete com Plano Nacional de Políticas para Mulheres e os resultados da III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. É fundamental também conhecer o vasto leque de ações e programas que materializa a política nacional: Programa Pró-Equidade de Gênero; Programa Trabalho e Empreendedorismo da Mulher; Programa Mulheres Construindo Autonomia na Construção Civil; Programa Trabalho, Artesanato, Turismo e Autonomia das Mulheres; Organização Produtiva das Mulheres Rurais; Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural; Programa Mulher e Ciência; Gênero e Diversidade na Escola; Curso Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça; Política Nacional de atenção integral à saúde da mulher; Perspectiva da Equidade no Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e neo-Natal; atenção à Saúde das Mulheres Negras; Plano de Ação para Redução da Incidência e Mortalidade por Câncer do Colo de Útero e Mama; Plano Integrado de Enfrentamento

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da Feminização da Epidemia de AIDS e outras DST; Atenção Integral para Mulheres e Adolescentes em situação de violência doméstica e sexual; Plataforma Mais Mulheres no Poder. Por isso será fundamental desenvolver políticas específicas, visando combater qualquer forma de discriminação, para os deficientes, homossexuais, jovens e idosos. Como apontamos, deve-se levar em conta os Planos Nacionais elaborados nas Conferências Nacionais, impulsionadas e apoiadas pelo governo federal. Da mesma forma, no diálogo com os conselhos municipais de políticas públicas devem ser considerados os Planos aprovados nas Conferências Municipais.

Gestão democrática, eficiente e com controle social - É muito importante mostrar que a interlocução do governo com os diferentes segmentos sociais, por meio dos canais de participação e o controle social, contribuirá para a discussão dos interesses em conflito e para a democratização do acesso e qualidade das políticas. - Além disso, prever mecanismos adequados de eleição de conselheiros, desenvolver e apoiar processos de formação que contribuam para qualificar a participação cidadã e o controle social. Os conselheiros representantes dos governos também precisam ser envolvidos nas atividades de formação. - Garantir a destinação de recursos orçamentários às políticas sociais, respeitando os percentuais previstos em lei para as finalidades da área. Os agentes públicos e gestores de políticas públicas são potencialmente educadores de cidadãos e cidadãs e participar de programas de valorização e aperfeiçoamento com vistas à formação permanente e à construção de uma cultura de atendimento de qualidade, de maneira a tornar o serviço público referência de excelência.

Construir políticas para as crianças e para a juventude. É muito importante que apresentemos políticas específicas para as crianças e para os jovens na campanha, entendo-os como sujeitos de direitos Partindo do estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para as crianças é preciso articular, pelo menos, as políticas nas áreas de educação, saúde, assistência social e cultura. Em nível federal no âmbito do Ministério da Saúde devem ser considerados os Programas: Criança e Aleitamento Materno; Bancos de Leite Humano; Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN); Vacinação; Saúde da Família; Brasil Sorridente; Olhar Brasil. No âmbito do Ministério da Educação: Saúde e Prevenção nas Escolas; Proinfância, Política de Inclusão; Caminho da escola; Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar para os alunos das áreas rurais; Programa Nacional de Alimentação Escolar; Plano de Ações Articuladas (PAR); Plano de Desenvolvimento Educacional – PDE Escola; Mais Educação; Escola Aberta; Rede nacional de Formação Continuada dos Professores; Programa Nacional de Biblioteca na Escola; Programa Nacional do Livro Didático; Programa de Informática (PROINFO); Programa Currículo em Movimento. Também devem ser desenvolvidas políticas voltadas à superação da violência doméstica e nas escolas e solução de conflitos sem o uso da violência de qualquer espécie. No âmbito do Ministério do Desenvolvimento Social estão sendo

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desenvolvidos: Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Segurança Alimentar e Nutricional e o Bolsa-Família. Para os Jovens, o nosso programa de governo considera o Estatuto da Criança e do Adolescente e as resoluções da 2ª Conferência Nacional de Juventude. No âmbito das políticas desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Juventude devem ser considerado s seguintes programas: programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem); Programa Cultura Viva; Programa Segundo Tempo; Praças da Juventude; Projeto Rondon; Projeto Soldado Cidadão; Programa Nacional de Segurança Pública (PRONASCI); Pronaf Jovem; Juventude e Meio Ambiente; Escola Aberta; ProUNi; Reforço às Escolas Técnicas e ampliação das vagas em Universidades Federais; Brasil Alfabetizado; Proeja; Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio; Programa Nacional do Livro Didático para a Alfabetização de Jovens e Adultos; Ampliação do BolsaFamília.

Políticas para os Idosos Partindo do Estatuto do Idoso, promulgado durante o governo Lula, é fundamental articular os programas federais e desenvolver propostas específicas para este segmento. Assim devem ser considerados como ponto de partida: o Benefício de Ação Continuada para idosos com mais de 65 anos; o Programa Saúde do idoso visando a promoção do envelhecimento ativo e saudável; a Carteira do idoso; Cartão Nacional de Saúde; Farmácia Popular; Saúde da Família; SOS Emergências; Programas de Prevenção de doenças reumáticas; diabetes e hipertensão.

Construção de Políticas para as Pessoas com Deficiência O estabelecimento de políticas públicas para as pessoas com deficiência deve supor a articulação em vários campos como condição da cidadania e da superação das várias formas de preconceito. Desta forma apresentamos propostas que articulem ações no campo da saúde; educação, assistência social; trabalho; qualificação e formação profissional e acessibilidade. Entre as ações desenvolvidas pelos governos do presidente Lula e presidenta Dilma temos: o BPC – Benefício de Proteção Continuada; BPC na Escola; Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência Viver sem Limite.

Cidades Educadoras A cidade pode ter um papel educador na medida em que valorize os distintos tempos, experiências e capacidades das pessoas. O direito à cidade implica a existência de políticas, espaços e segurança para crianças, idosos e deficientes, para as mulheres e negros, implica também que a memória e o patrimônio da cidade sejam valorizados e preservados. A perspectiva de uma cidade educadora implica ir além das necessidades e interesses do mercado assegurando as condições para o exercício da liberdade e da cidadania plena de todas as pessoas. Tomamos aqui como referência a Carta das Cidades Educadoras, aprovada no I Congresso Internacional das Cidades Educadoras, em Barcelona, em 1990. Nela foi

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estabelecido o compromisso com a troca de experiências entre as cidades envolvidas, com a melhoria da qualidade de vida de suas populações e com o aperfeiçoamento da cidadania. Cidade saudável Todas as políticas públicas concorrem para prover a “saúde” do cidadão e da cidadã, compreendendo que saúde não resulta apenas das políticas específicas da área, mas da garantia de qualidade de vida (melhores condições de habitação, transporte, mobilidade, acessibilidade, saneamento básico, qualidade ambiental, educação formal e não formal, respeito aos direitos humanos, à diferença e a diversidade, conforme previsto no SUS (Sistema Único de Saúde). Segurança nos municípios O Brasil tem hoje um Sistema Único de Segurança Pública como desdobramento do Plano Nacional de Segurança. O SUSP tem como objetivo a integração das três esferas de governo, visando o desenvolvimento de políticas públicas de segurança e a prevenção à violência. Em todos os estados do país os Gabinetes de Gestão Integrada visam à articulação interinstitucional, o planejamento sistêmico, a reforma das polícias e a realização de programas de redução da violência. Nossa coligação – A Cascavel que queremos inclui você, compromete-se com a institucionalização da guarda municipal; a implementação de ações de acesso aos serviços de segurança pública e proteção a grupos em situação de vulnerabilidade (crianças e adolescentes, mulheres, idosos etc.); campanhas de entrega voluntária de armas; projetos de prevenção primária e secundária de violência e o compromisso em estabelecer convênios com a Secretaria Nacional de Segurança visando obter recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para as políticas municipais. Nosso compromisso é o de aderir ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça que articula ações sociais e políticas de segurança.

Eixo 4 – Cascavel com Gestão Ética, Democrática e Eficiente O Fortalecimento do Estado participativo pressupõe enfrentar o desafio de instituir um novo modelo de gestão da administração pública, em seus diversos níveis. Este modelo deve ter como principais diretrizes: ampliar a capacidade gerencial e transformar a relação entre Estado e Sociedade visando prestar serviços e promover políticas públicas eficazes para realidade do município. Ampliar a capacidade gerencial diz respeito à: - Garantia da dimensão estratégica no planejamento de ação governamental, para que o governo cumpra os objetivos previstos, metas e prazos. Isso deverá ser perseguido através da institucionalização de processos de planejamento, monitoramento e avaliação da gestão comuns aos diferentes níveis da administração e articulados entre

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si, de modo a provocar mudança cultural no cotidiano das diversas áreas da administração pública. - Busca de eficácia das políticas implementadas – significa atingir os resultados esperados, cumprindo as diretrizes, metas e compromissos assumidos perante o público; - Constituir condições para a busca de eficiência nas ações e programas, o que significa fazer o máximo possível, da melhor forma possível e com o menor gasto possível de recursos e esforços individuais e coletivos; - Matricialidade da elaboração e execução das políticas públicas, pensando a coordenação e a execução de forma integrada e articulada em planos e programas. Cada departamento ou secretaria é um órgão executor das políticas incorporadas nesse plano ou programa governamental e não seu coordenador de forma autônoma e desarticulada; - Profissionalização dos agentes públicos e coordenação, com estabelecimento de novas formas e rotinas de trabalho; desenvolvimento, avaliação e valorização de competências para o trabalho; valorização dos que trabalham e inovam, valorização dos executores e operadores de políticas públicas; - Criação de ambiente ético, de respeito e de confiança em relação aos agentes públicos, propiciando o resgate da auto-estima, reconhecendo-os como profissionais que desenvolvem um trabalho importante no resgate da cidadania plena, possibilitando o acesso à bens e serviços públicos; - Uso intensivo e apropriado das tecnologias de informação e comunicação para implementar modelos de gestão eficientes, eficazes e democráticos com objetivo de facilitar o acesso à informação e aos serviços públicos, buscando transparência e controle social; - Integração das políticas setoriais, com revisão (ou fortalecimento) da estrutura administrativa do governo, dos processos e métodos de gestão, buscando racionalidade administrativa, descentralização de responsabilidades e integração das políticas setoriais, subordinadas às diretrizes políticas comuns a toda a gestão. O governo executa políticas públicas por meio de diversos órgãos e secretarias. O foco dessas políticas é sempre o cidadão ou a cidadã, indivíduos que precisam ter suas necessidades atendidas de maneira articulada e integrada e não dispersa. - Vamos integrar essas políticas e organizar a estrutura do governo por meio de “Agendas de Governo” ou por “Programas” ou “Núcleos” que articulem os diversos setores da administração em torno de diretrizes e metas comuns; - Descentralização administrativa, inclusive do ponto de vista territorial, visando melhoria da qualidade de atendimento ao cidadão e à cidadã, com garantia de respeito às diretrizes comuns a toda gestão. A descentralização administrativa envolve a articulação das políticas públicas a partir da referência das especificidades territoriais, considerando a diversidade intra-urbana do nosso município, e será avaliada conforme o número total de habitantes e sua maior ou menor dispersão pelo território.

Transformar a relação entre Estado e Sociedade diz respeito: - Fortalecimento de canais de participação e de controle social, com manutenção do diálogo com múltiplos segmentos sociais, lideranças políticas e sociais visando

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fortalecer a participação popular e cidadã, a vivência da ética pública e maior controle social; - Estímulo à corresponsabilidade da sociedade no financiamento dos municípios, pensando coletivamente como conseguir os recursos orçamentários devido ao aumento das demandas por políticas públicas; - Capacidade de controle público dos recursos e práticas político administrativas no município e em outras esferas de governo. Para a construção deste modelo de gestão é preciso: - Conhecer bem a máquina pública, a realidade local e as políticas públicas em andamento para melhorar seu desempenho e melhor utilizar seus recursos; - Investimentos na melhoria e aperfeiçoamento dos procedimentos com maior impacto na prestação de serviço ao cidadão, no ambiente físico e comportamental e nos recursos e metodologias de trabalho, dentro de um projeto e ou programa de modernização administrativa; - Decisão política explícita, no sentido de aperfeiçoar a gestão pública, que se traduz, na gestão da modernização administrativa, como ação prioritária, junto às diversas áreas envolvidas; - Destinação de recursos para aplicação de ferramentas e metodologias de planejamento, monitoramento, redefinição de processos e rotinas administrativas, para implementação e ou aprimoramento do uso da tecnologia da informação, capacitação dos funcionários e reformas e adequações de ambientes físicos; - Garantir que essa máquina – constituída por seus agentes – tenha no cidadão e na cidadã, o foco central de sua atividade. Isso significa que em todo o processo de modernização da administração pública, o investimento em capacitação dos agentes públicos e o aperfeiçoamento dos serviços devem ser feitos para cumprir objetivos e metas de prestar serviço público de qualidade ao cidadão e instituir mecanismos transparentes e democráticos de trabalho, bem como de disponibilização do conhecimento, informações e serviços à sociedade; - Todo projeto ou programa de modernização administrativa deve ser concebido a partir da articulação do conhecimento da realidade local, com a aplicação das teorias e das melhores práticas de administração pública, com conhecimento do complexo terreno institucional do qual o Poder Executivo municipal é parte. É preciso conhecer a relação institucional com outras instâncias do Poder Executivo – estadual e federal – e outros poderes legalmente constituídos, tais como legislativo, judiciário e ministério público; - Resgatar o papel dos agentes públicos, como cidadãos e profissionais corresponsáveis pela prestação de serviços de qualidade e pela melhoria continua de procedimentos, métodos e processos de trabalho; - Envolvimento permanente e conscientização das chefas e dos agentes públicos, com definição de plano de capacitação e desenvolvimento de competências anuais; Os outros eixos conceituais – participação cidadã e controle social; desenvolvimento local sustentável; políticas sociais e de realização de direitos e gestão democrática do território – não se concretizam adequadamente se o modelo de gestão não for pensado, assumido, legitimado, implementado, disseminado e monitorado pelo governo e seus agentes.

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Para isso, é preciso que a modernização da gestão pública seja explicitamente identificada, desde a campanha, tendo como referência sua capacidade de garantir ao cidadão e à cidadã o direito de acesso e usufruto dos bens coletivos e serviços públicos de qualidade. Modernização Administrativa O desenvolvimento de programas e ou projetos de modernização administrativa deve estar baseado em uma visão sistêmica da gestão pública que compreende a proposição de um novo modelo de gestão, e, portanto, a necessidade de rompimento e transformação das diversas características que compõem o modelo de administração atual, intervindo nos processos de trabalho, na estrutura organizacional, na qualificação dos agentes públicos e nos ambientes físicos. Neste sentido, as transformações não podem ser compreendidas como reformas isoladas ou pontuais, mas, sim, como ações integradas. O Programa deve atuar junto aos processos de trabalho das diversas áreas, com operações de desburocratização com objetivo de melhorar a gestão e prestação de serviços e potencializar os recursos disponíveis para gestão de políticas públicas. A modernização administrativa não se confunde com reforma administrativa, que requer conhecimento mais aprofundado do funcionamento da máquina pública e diagnóstico preciso, o que pode exigir um tempo maior de reconhecimento interno se não houve condições de acesso às informações internas do governo anterior antes da posse. O objetivo básico da modernização administrativa é governar de forma eficaz e eficiente, transparente, participativa e ética, com planejamento e monitoramento dos projetos prioritários, seja no interior do governo, seja pela sociedade. Isso significa, em suma, melhorar a qualidade do atendimento, padronizar os procedimentos, utilizar instrumentos de tecnologia de informação, estabelece metas e indicadores para avaliação dos serviços públicos, produzir relatórios gerenciais, democratizar decisões, realizar parcerias, criar estratégias de obtenção de receitas próprias etc. Definição de política de comunicação e informação sobre as ações do governo municipal, que considere todos os atores sociais envolvidos com a gestão de políticas públicas, executores e usuários, incluindo forma de relação com os órgãos de imprensa.

Constituição de novos instrumentos de gestão, tais como: - Cartas de Serviços e ou Cartas Compromissos que definam procedimentos de execução dos serviços específicos, com prazos explícitos de resolutividade das solicitações por serviços e cumprimento de metas etc. - Códigos de qualidade do serviço público que possibilitem normatização de procedimentos e avaliação dos serviços pela população; - Criação de indicadores (também de qualidade) que permitam a avaliação interna do trabalho do governo; - Regulamentação de parcerias na execução de serviços públicos, possibilitando transparência no uso do dinheiro e controlando a qualidade da prestação de serviços;

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- Implantação de Rede de Atendimento e Informação, em diferentes canais: presencial, telefônica e WEB; - O atendimento presencial se realizará através das “Praças” e ou “Centrais” onde se concentre o atendimento direto ao munícipe. A Praça deve contar com atendentes especialmente qualificados e instrumentos informatizados integrados à retaguarda de atendimento dos vários serviços, para que o cidadão possa ter todas as suas solicitações atendidas em apenas um ponto de atendimento; - O atendimento telefônico e portal de serviços WEB deve integrar a rede de atendimento, utilizando o mesmo padrão e indicadores de serviços e como gestão integrada; - Ouvidoria autônoma como instrumento de controle social da gestão; - Uso da informática e da Internet como instrumento de informação massiva, de prestação de serviços à distância e de apoio à padronização de procedimentos administrativos; - Investir em um processo de educação continuada e no desenvolvimento de competências dos agentes públicos para o atendimento e a prestação de serviços com qualidade junto à população é ação estratégica para implementação efetiva da mudança, através da apropriação de um novo modo de pensar e agir dos agentes e gestores públicos. - Parcerias com universidades, centros de pesquisa, escolas de governo e com outros municípios para construção de metodologias e instrumentos de gestão e capacitação de agentes públicos para novos processos administrativos.

Governo Eletrônico Colocar a tecnologia a serviço da eficiência e da democratização do governo exige que sejam dadas, à população e aos próprios agentes públicos, condições de acesso aos recursos tecnológicos e capacitação para uso das informações e dos recursos de informática. Embora o uso da tecnologia da informação esteja cada vez mais disseminado nos governos, ela não garante, por si só, a democratização da gestão. Colocar dados na Internet não é a única forma de democratizar a informação nem o governo. O Governo Eletrônico é uma nova forma de pensar o governo e sua forma de estruturar seus serviços, de maneira a garantir eficiência interna, agilidade e descentralização na prestação de serviços e ainda democratização do acesso ao conhecimento, à informação e aos serviços públicos e controle social da gestão. E neste sentido nosso governo produzirá a implantação de telecentros públicos, sob responsabilidade da prefeitura ou mediante corresponsabilidade com a comunidade é uma das formas de propiciar inclusão digital. Para que haja democracia, o Governo Eletrônico também exige um esforço de inclusão digital. Face à existência de Governo Eletrônico em âmbito federal e nos governos estaduais, é importante priorizar formas e sistemas de interação, total ou parcial, como em relação aos cadastros e registros dos munícipes e de informações sobre programas.

Alguns dos instrumentos para viabilização de Governo Eletrônico:

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- Revisão e redesenho dos procedimentos internos para poder disponibilizar serviços públicos na Internet e Constituir Redes de Atendimento e ou Portais de Serviços WEB; - Mecanismos de comunicação interna na máquina administrativa (e-mail, Intranet etc.). - Mecanismos para execução de procedimentos públicos (leilões, pregões, licitações, editais, comunicados, inscrições etc.). - Mecanismos para controle e monitoramento dos programas e ações de governo; - Implantação de instrumentos e ferramentas tecnológicas, construídas e utilizadas de forma solidária entre municípios, inclusive com uso de softwares com códigos abertos (software livre). - Implantação de Cadastro Único da população atendida nos vários programas municipais e federais. - A capacitação de agentes públicos e a produção de conhecimento na esfera da gestão urbana. - A integração de todas as bases de dados de forma a dar condições para a rápida tomada de decisões, otimizando a sinergia das ações de governo.

Ouvidoria A Ouvidoria deve ser dinamizada como instrumento integrado a toda a gestão dos serviços prestados ao cidadão. Ela deve ser um canal para denuncias e reclamações referentes a serviços solicitados e não atendidos. Ela não pode se confundir com “balcão de solicitações”. A Ouvidoria deve ser a segunda instância a ser procurada pelo cidadão para reclamar sobre solicitações de serviços não atendidas. Para funcionamento eficaz da Ouvidoria será importante que os procedimentos e serviços estejam padronizados e implantado sistema de gestão das solicitações de serviços. A Ouvidoria deve ser instituída preferencialmente independente, com ouvidor ou ouvidora eleita pela população e com mandato como mediação entre a população e o governo, oferecendo a possibilidade de o cidadão e a cidadã monitorarem os serviços públicos e oferecerem sugestões para o aprimoramento de procedimentos, prazos de atendimento, qualidade dos serviços públicos etc. A Ouvidoria deve ter estrutura necessária à sua disposição, fornecida pelo governo municipal, para receber, processar e encaminhar as denúncias e sugestões do cidadão e da cidadã e lhes dar retorno.

Eixo 5: Cascavel com Desenvolvimento Urbano, Rural, com Mobilidade e Direito à Cidade Uma parte significativa das populações dos 5.561 municípios brasileiros ainda vive em assentamentos precários; em condições irregulares, e neste sentido os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma têm levado a efeito um conjunto de políticas voltadas à superação dessa realidade. Para o nosso governo todas as pessoas que vivem no município têm direito a um desenvolvimento urbano e rural socialmente equilibrado, ambientalmente sustentável e politicamente participativo.

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Para a nossa coligação – A Cascavel que queremos inclui você, todas as pessoas que vivem na cidade têm direito a ela: direito à moradia digna e a terra urbanizada; direito ao saneamento ambiental; direito à mobilidade, transporte público e ao trânsito seguro; a inclusão social e à participação cidadã. Para o PT todas as pessoas têm direito de viver em uma cidade que, por meio de seu governo, tenha como orientação a redução das desigualdades; a sustentabilidade financeira e sócio ambiental; o combate à discriminação de grupos sociais e étnico-raciais, como já apontamos; o combate à segregação urbana e a diversidade sócio-espacial; se comprometa com a função social da cidade e da propriedade. Assim todas as pessoas que vivem nas áreas rurais dos municípios têm direito à qualidade de vida; ao desenvolvimento socioeconômico e ambientalmente sustentável; ao direito humano à alimentação. A continuidade das transformações profundas em andamento nos municípios supõe formas mais avançadas de planejamento e controle do território e supõe também articulação com as políticas do Ministério das Cidades, com o PAC e o programa Minha Casa Minha Vida. Planejar o futuro da cidade a partir da participação democrática de todos os setores sociais, econômicos e políticos que a compõe, de forma a construir um compromisso entre cidadãos que torne a cidade um direito de todos, é um desafio previsto no Estatuto da Cidade (Lei Federal nº. 10.257/01). A partir dele os municípios com mais de 20.000 habitantes devem obrigatoriamente elaborar um Plano Diretor. O Estatuto da Cidade tem instrumentos urbanísticos, tributários e jurídicos que podem garantir a efetividade do Plano Diretor. Muitas Constituições Estaduais tornaram obrigatória elaboração do Plano Diretor para todos os Municípios. Para nós da coligação – A Cascavel que queremos inclui você, não se trata apenas de uma obrigação formal. Independente do número de habitantes de cada cidade, como apontado nos eixos abordados anteriormente, e consideramos muito importante que se realize o Planejamento do Município e a elaboração de um Plano Diretor que materialize as propostas discutidas na sociedade. O processo de planejamento é uma oportunidade para que os cidadãos e cidadãs repensem as cidades, suas relações e conformação na perspectiva de que seja cumprida a função social da propriedade, que se tornem mais justas, humanas e democráticas; respeitando-se sempre a identidade e a diversidade cultural que caracteriza os municípios e as regiões. O Plano Diretor deve conter todas as diretrizes para um modelo de desenvolvimento sustentável a ser adotado com base na universalização das políticas sociais, na democratização dos espaços territoriais e políticos e na integração do Rural na vida da cidade.

A desafios e compromissos que podem e devem orientar esse processo. A integração do Rural no Plano Diretor do Município A integração do rural na dinâmica local pode ser planejada a partir de um conjunto de ações inseridas no Plano Diretor Urbano Rural, com vistas a:

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- Identificar os principais problemas do Rural que necessitam de políticas agrárias, agrícolas ou outras e que demandam ação dos Governos; - Gerar renda e trabalho na zona rural, vinculadas à garantia da Segurança Alimentar e Nutricional, principalmente da população de baixa renda; - Apoiar a produção da agricultura familiar e dos projetos da Reforma Agrária; - Fortalecer as articulações para a comercialização da produção rural do município, tendo em vista o abastecimento alimentar da população, as aquisições institucionais para a alimentação escolar por meio de gestão direta do governo municipal e para ampliação dos pontos de vendas de produtos de qualidade em mercados municipais e em bairros da periferia, (sacolões, varejões e outros); - Promover capacitação de novas tecnologias para a produção agrícola dando-se ênfase aos cultivos alimentares diversificados e com baixo impacto ambiental; - Valorizar as atividades agropecuárias dos pequenos agricultores nas leis e normas municipais de uso e ocupação do solo, criando zonas que incentivem a ocupação do espaço territorial do município com equilíbrio e racionalidade entre as áreas urbanas e rurais; - Estabelecer “Zonas de Proteção” à atividade agrícola, à agricultura familiar, ou à agricultura com produção diversificada e de alimentos, para garantir oferta de empregos, o abastecimento alimentar local e regional, bem como para frear a especulação imobiliária desordenada nas zonas rurais; - Reservar áreas urbanas e peri-urbanas ociosas para a prática da Agricultura Urbana, com a produção de alimentos, mudas de espécies "florestais e medicinais, garantindo renda para população em risco social; - Capacitar e preparar o Município para a realização de parcerias e convênios com demais órgãos da administração pública federal e estadual para receber os benefícios dos programas voltados ao fomento da produção agropecuária, das atividades voltadas ao desenvolvimento da agricultura familiar, do abastecimento alimentar e nutricional; para os programas de Reforma Agrária; para os programas de apoio à preservação dos recursos naturais e meio ambiente e outros afins; - Criar mecanismos na administração local para apoiar a fiscalização do cumprimento da função social da propriedade rural.

Urbana e Política Habitacional Nosso país esta no rol das nações que mais rapidamente se urbanizaram em todo o mundo. Em 50 anos nos transformamos de um país rural em um país eminentemente urbano, onde 82% da população moram em cidades. Este processo de transformação do habitat e da sociedade brasileira produziu uma urbanização predatória e desigual. Ao longo do século XX vimos nascer, crescer e se desenvolver um grande número de cidades. O fenômeno de urbanização, assim estabelecido, provocou o agravamento do histórico do quadro de exclusão social, tornando mais evidente a marginalização e a violência urbana, que atualmente são motivos de grande apreensão, tanto para moradores, quanto para os governos. Mas esse quadro gerou em conseqüência a luta pela transformação dos municípios e das cidades, nos últimos trinta anos, os movimentos sociais se organizaram e

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apresentaram propostas ao país. Participamos ativamente dessa luta que a alimentou. Uma das conquistas importantes nesses anos, como apontamos acima, foi a aprovação do Estatuto da Cidade que se constitui em poderoso instrumento de transformação da função social da cidade e da propriedade imobiliária. Ele oferece uma oportunidade para que os governos locais possam combater a espoliação urbana reconhecendo o direito das camadas populares à cidade. Os governos do presidente Lula e agora da presidenta Dilma Roussef abriram uma nova fase em relação ao desenvolvimento das cidades e do direito a elas. A criação do Ministério das Cidades, do Conselho Nacional das Cidades e das Conferências das Cidades possibilitou a abertura de diálogo, entre Estado, Movimentos Populares e Entidades organizadas para a construção de uma nova política urbana para o Brasil. Uma Política de Desenvolvimento Urbano que tenha como centro a reversão do modelo de urbanização perversa que ainda prevalece e a promoção do direito à cidade. Movido por essa perspectiva o Ministério das Cidades elaborou um planejamento de longo prazo, tendo como horizonte 2023, com objetivo de universalizar o acesso à moradia digna para todos os cidadãos e cidadãs brasileiros. O Plano Nacional de Habitação – PlanHab – tem materializado a Política Nacional de Habitação que orienta o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social sob a coordenação da Secretaria Nacional de Habitação.

Saneamento O Brasil, desde os anos 80, não tinha um planejamento nacional estrutural e estratégico, na área de saneamento. O Plano Nacional de Saneamento Básico – Plansab – em elaboração no país, sob a coordenação da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, juntamente com o Conselho das Cidades, nasceu da construção coletiva do Pacto pelo Saneamento Básico: mais Saúde, Qualidade de Vida e Cidadania e, como em outras áreas do governo, será a referência para a política federal de saneamento básico nos próximos 20 anos. O Plano prevê uma abordagem integrada no que se refere a: abastecimento de água potável; esgotamento sanitário; limpeza urbana; manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais e urbanas sendo desenvolvida em três grandes programas: Saneamento Básico Integrado; Saneamento Rural. Nos próximos 20 anos aponta como metas a universalização do abastecimento de água potável no país e coleta de resíduos domiciliares em todas as áreas urbanas. Nossa aliança tem compromisso com o Plano que define 2014 para a erradicação dos lixões e vazadouros no país recomendando arranjos institucionais do tipo parcerias ou consorciamento de municípios para fazê-lo. Nosso governo será marcado pela elaboração e investimentos no Plano Municipal de Saneamento a partir da elaboração de um diagnóstico sobre a situação do saneamento no município e na região em articulação com o Ministério das Cidades na direção de concretizar o Plano Nacional de Saneamento.

Transporte e Mobilidade Urbana

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Os problemas das cidades são de maior ou menor intensidade, conforme sua importância econômica e sua posição dentro de uma classificação que usa como critério sua importância mundial, nacional e regional, dentro do novo cenário econômico. Elas sofrem o impacto da visão onde seu principal objetivo é garantir a circulação de bens, mercadorias e a prestação de serviços. Esta visão relega a um segundo plano a necessidade das pessoas terem qualidade de vida para morarem nas cidades. Há uma destruição consentida em nome do progresso e as cidades menores reproduzem o modelo de desenvolvimento das cidades maiores, apesar da demonstração. Um dos problemas centrais relacionados a essa lógica se refere à locomoção das pessoas. Normalmente estes problemas têm uma análise fragmentada, onde os problemas do sistema de transporte são dissociados da circulação de veículos particulares e do uso do solo. É comum a análise dos sistemas de transporte focalizar itens como demanda, oferta e características dos veículos, bilhetagem eletrônica e outros aspectos inerentes a sua operação. O senso comum estabelece que a solução para melhorar o transporte coletivo é buscar oferecer mais transporte ao usuário, com melhor qualidade e menor custo possível. Os responsáveis pelo trânsito, por sua vez solicitam ruas mais largas, têm a preocupação de garantir a fluidez de veículos com o máximo de segurança possível e buscar a redução de acidentes, recentemente incorporando a necessidade de análise dos pólos geradores de tráfego, determinados pela dinâmica de ocupação do solo. Apontamos a necessidade de alteração das condições da mobilidade urbana. A mobilidade é função pública destinada a garantir a acessibilidade para todos e todas e esse objetivo implica na obediência as normas e prioridades que atendam às diferentes demandas de deslocamentos. A Mobilidade Urbana não pode ser entendida somente como o número de viagens que uma pessoa consegue realizar durante determinado período, mas a capacidade de realizar as viagens necessárias para a realização dos seus direitos básicos de cidadão com o menos gasto de energia possível e menor impacto no meio ambiente, tornando-a ecologicamente sustentável. Na esteira dessa concepção pode-se considerar que uma cidade pode ser considerada organizada, eficiente e preparada para atender aos cidadãos e cidadãs quando as pessoas conseguem morar perto de seu local de trabalho e acessar os serviços essenciais sem a necessidade de deslocamentos motorizados, realizando pequenas viagens a pé ou de bicicleta; ou acessá-los através dos modos coletivos de transporte. A formação e consolidação de sub centros urbanos, ou a multicentralidade, resulta na diminuição de viagens. Logicamente não se pode reconstruir uma cidade, mas quando se posiciona melhor os equipamentos sociais, se realiza a informatização e descentralização dos serviços públicos e ocupam-se os vazios urbanos modifica-se de forma concreta os fatores geradores de viagens. Trata-se portanto de procurar não gerar necessidade de deslocamento motorizado para a população. O Ministério das Cidades por meio da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana – SeMob - tem formulado e implementado a Política de Mobilidade Urbana Sustentável, entendida como “a reunião das políticas de transporte e de

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circulação, e integrada com a política de desenvolvimento urbano, com a finalidade de proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, priorizando os modos de transporte coletivo e os não-motorizados, de forma segura, socialmente inclusiva e sustentável”. São três eixos estratégicos que agrupam as questões a serem enfrentadas, quais sejam: - Promover a cidadania e a inclusão social por meio da universalização do acesso aos serviços públicos de transporte coletivo e do aumento da mobilidade urbana; - Promover o aperfeiçoamento institucional, regulatório e da gestão no setor; - Coordenar ações para a integração das políticas da mobilidade e destas com as demais políticas de desenvolvimento urbano e de proteção ao meio ambiente; - Estes três eixos estão vinculados a perspectiva do desenvolvimento urbano, da sustentabilidade ambiental e da inclusão social. Por essa razão o trabalho articulado entre Governo Federal, Estados e Municípios é ordenador do desenvolvimento da Política Nacional de Mobilidade Urbana Sustentável que se materializa nos seguintes programas as Secretaria PAC 2 - Mobilidade Grandes Cidades; PAC da Copa; PróTransporte; Bicicleta Brasil; Brasil Acessível; Programa Mobilidade Urbana;Pró-Mob; - Induzir a formação e consolidação de sub-centros urbanos possibilitando a redistribuição espacial das atividades diminuindo-se assim a necessidade de deslocamento da população, principalmente motorizado, para acessar a infra – estrutura urbana e seus serviços; - Buscar mecanismos para implantar sistemas de integração tarifaria que promovam também a distribuição de renda; - Desenvolver os meios não-motorizados de Transporte, através da melhoria das calçadas e a construção de ciclovias e ciclofaixas, estimulando a circulação de pedestres e ciclistas com segurança; - Priorizar a circulação do Transporte Coletivo nas vias, fazendo com que mais pessoas possam utilizar um bem público que é a rua; - Priorizar os investimentos e o uso do Sistema Viário para o pedestre e os meios de Transporte Coletivo, principalmente nas situações de conflito com o Transporte Individual e de Carga; - Rever o atual modelo de prioridade na circulação que faz com que os custos sociais gerados pelo Transporte individual (poluição, congestionamentos e acidentes), sejam injustamente distribuídos, prejudicando a maioria da população que não possui automóvel; - Estabelecer mecanismos de controle e participação da sociedade, tanto na sua formulação quanto na sua implementação; - Contribuir para ampliar a inclusão social, principalmente das pessoas com deficiência física permanente; - Promover a contínua melhoria dos serviços de Transporte Públicos considerando o aumento da oferta e aumento da velocidade operacional do sistema; - Estabelecer um novo padrão de atendimento que considere o desenvolvimento tecnológico de veículos e equipamentos e garanta qualidade, quantidade adequada e preço socialmente justo; - Garantir a segurança do cidadão em seu deslocamento, como critério de eficiência da política de Transporte e Trânsito, independentemente do modo de Transporte que utiliza, combatendo todas as formas de violência no Trânsito;

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- Estruturar Órgão Gestor para planejar, coordenar a implantação e gerenciar o Sistema de Trânsito e Transporte cuja operação deve obedecer a uma regulamentação; - Desenvolver ações visando ganhos de eficiência do transporte coletivo diminuindo o custo de prestação do serviço e buscando novas formas de financiamento para o setor.

Intervenções urbanísticas voltadas à democratização do espaço urbano Ao tratarmos da evolução do Modo Petista de Governar e dos desafios percebidos e compartilhados pelos militantes e governantes do PT nos últimos anos, indicamos a importância das intervenções urbanísticas que ampliam as oportunidades de acesso à cidade e valorizam seus marcos identitários.

PLANO DE GOVERNO (SIMPLIFICADO) DO CANDIDATO A PREFEITO LISIAS DE ARAUJO TOMÉ ELEIÇÕES 2012

SEGURANÇA PUBLICA: Instalação de câmeras nos principais pontos da cidade. SAÚDE: implantação Do hospital da criança e da Mulher. ADMINISTRAÇÃO: Valorização do servidor público, com utilização em cargos de chefia. Implantação da procuradoria jurídica nos moldes da procuradoria do Estado. Humanização do servidor público nos moldes já realizados em 200 a 2008. INTERIOR: Melhoria de estradas rurais com a pavimentação, com a parceria de agricultores nos mesmos moldes realizada no município de Toledo. ESPORTE: Tornar Cascavel referência em esportes, com a reforma dos ginásios de esportes, campos de futebol, incentivando jovens em várias modalidades com prevenção contra as drogas. Incentivo o jovem adolescente ao esporte amador, AÇÃO SOCIAL: Construção de uma casa de amparo ao idoso desamparado; HABITAÇÃO: Incentivo a construção de moradias. MEIO AMBIENTE: IMPLANTAÇ ÃO do projeto de criação de 04 lagos na cidade de cascavel em seu quadrante. CETRANS: SINALIZAÇÃO OSTENSIVA DE RAD ARES: Mantendo os radares dentro do perímetro urbano, porém com o objetivo de retirada da “indústria da multa” educando a população para um transito mais sinalizado e seguro. Criação da Linha Universitária, ponto de embarque e desembarque diferenciado aos universitários e reforma dos terminais com parceria do governo federal. a sua

CULT URA: Aumento de bibliotecas publicas, e modernizações nos moldes internacionais. Conclusão teatro municipal de cascavel Ônibus da cultura. EDUCAÇÃO : Reforma e manutenção das escolas existentes; - Construção de escolas no perímetro Urbano e Rural; - Construção de 6 creches; - Funcionamento das creches no período de recesso escolar.

PROGRAMA DE GOVERNO DA COLIGAÇÃO CASCAVEL PARA OS TRABALHADORES (PCB, PSTU e PSOL) ELEIÇÕES 2012

1 – Economia e Planejamento geral das cidades
- Criação dos Conselhos Populares de Educação, Saúde, Transportes, Habitação, Meio Ambiente, Cultura, Esportes, entre outras, com representantes eleitos em cada bairro, distrito e município, para promover a conscientização política e a participação direta da população no processo de tomada de decisão e formulação dos programas e planejamento das ações dos governos municipais, com acompanhando e controle popular sobre a execução das políticas públicas para todos os setores; - Garantia de participação direta na elaboração e implantação dos planos diretores das cidades; luta por condições adequadas de infraestrutura urbana (como calçamento, água encanada e saneamento, iluminação pública, rede elétrica, telefonia e outros elementos) e social, como segurança sob controle social, postos de saúde, escolas, transportes, assistência social e outros; - Promoção do desenvolvimento voltado para a inclusão e a igualdade social, com a garantia do emprego, da moradia, da geração de renda e a dignificação das condições de trabalho e remuneração do quadro de servidores públicos; - Expansão da presença do Estado para a universalização do acesso aos serviços urbanos (saneamento, água, luz, gás, entre outros) e dos serviços sociais básicos (saúde, educação, cultura, lazer, segurança, habitação), visando à reversão do caráter de mercado hoje inerente aos mesmos; - Planejamento econômico e social partic ipativo visando o crescimento ordenado das cidades e do campo, a promoção do uso social da propriedade e o desenvolvimento com qualidade de vida, priorizando ações voltadas às camadas populares; -Reforma urbana centrada no uso social da propriedade e do solo urbano e de um plano de desenvolvimento social, com imposto progressivo sobre o capital, as finanças, as grandes propriedades e grandes fortunas, sob controle e fiscalização pelos trabalhadores, organizados no Poder Popular; - Estatização das empresas privadas de transportes, saneamento, água, energia elétrica, coleta de lixo e expansão dos serviços sociais, visando fortalecer sistemas públicos de educação, saúde, transportes e garantir universalização do acesso ao serviço gratuito e de qualidade, com melhoria dos salários e das condições de trabalho dos trabalhadores; - Elaboração de programas de geração de emprego e renda e serviços públicos de qualidade, tais como obras públicas com fiscalização direta da população, construção de moradias, ampliação das redes de saúde e educação, recuperação de prédios e instalações dos municípios, jardinagem e tratamento paisagístico, limpeza urbana, obras de saneamento e de construção de redes de abastecimento de água, ações preventivas de saúde, controle de trânsito, reflorestamento e recuperação ambiental; - Isenção de taxas e cobranças de serviços básicos (água, luz, gás) para os desempregados e proteção contra as ações de despejo por falta de pagamento em caso de desemprego;

- Programa de alimentação popular, com restaurantes públicos e cestas básicas a preço subsidiado, para famílias cadastradas; abrigo e alimentação para a população de rua, com a utilização de imóveis do Estado para este fim; - Reajustes anuais de salários dos servidores públicos e implantação ou cumprimento dos planos de carreira elaborados a partir de ampla participação dos trabalhadores; - Incentivo à produção industrial e agrícola voltada para o abastecimento interno, ao desenvolvimento de infraestrutura e de empreendimentos nas áreas sociais, intensivas em trabalho e geradoras de bem estar, como habitação, transportes, educação, saúde e cultura; - Programa de reforma agrária e de formação de cooperativas, voltado para a produção de hortifrutigranjeiros, articulada à criação de mercados populares para venda de alimentos; - Desapropriação de fazendas e criação de áreas de produção de pequeno porte no entorno das cidades, com a concessão do direito ao usufruto da terra sem direito de revenda; - Programas de apoio público, sob controle popular, a pequenos empreendimentos e à viabilização de pequenos produtores agrícolas, com o estímulo à formação de cooperativas; - Recuperação do patrimônio histórico e incentivo ao turismo cultural e ecológico; - Plano de desenvolvimento científico e tecnológico que aponte para prioridades sociais: emprego, saúde, educação, habitação, transportes, defesa civil, meio ambiente, habitação e desenvolvimento urbano.

2 – Educação
- Criação dos Conselhos Populares de Educação, para, através do Poder Popular, promover a necessária revolução na educação, na lógica oposta à da mercantilização do ensino, da desigualdade de acesso ao conhecimento e à reprodução da ideologia burguesa; - Taxação progressiva dos lucros obtidos pela rede privada, para financiar a expansão da escola pública; aumento da fiscalização sobre as escolas particulares, nos planos acadêmico, trabalhista e fiscal, com o descredenciamento, pelo Município, das empresas educacionais de baixa qualidade ou em situação irregular; - Universalização do acesso à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental público, gratuito e de qualidade, com elevação do padrão de qualidade do ensino, combatendo a lógica da reprodução capitalista e da dominação burguesa, que reserva aos alunos da escola pública a formação para o trabalho assalariado; - Construção de uma escola universal, laica e libertária, que permita ao educando obter uma formação sólida, rica, crítica e abrangente, para levá-lo ao exercício pleno de suas potencialidades e da cidadania; - Melhoria dos salários e das condições de trabalho dos profissionais de educação, com contratação apenas por concurso, fim das terceirizações e dos contratos temporários, aplicação dos planos de cargos e salários dentro do regime estatutário, elevação do padrão de qualificação e programas de formação continuada;

- Autonomia e gestão participativa nas escolas, com eleição para os cargos de diretores e garantia da participação das comunidades escolares nas decisões sobre o Projeto Político Pedagógico e nas demais políticas de interesse da população e dos trabalhadores; - Programa de apoio econômico às famílias, com base na carência de cada uma e na existência de filhos e agregados matriculados e estudando nas escolas públicas municipais; - Programas de construção de salas de leitura, bibliotecas, áreas esportivas e instalações adequadas e condições materiais para o ensino de arte e educação física para todos os estudantes da rede municipal.

3 – Cultura
- Criação dos Conselhos Populares de Cultura, para debater e decidir políticas públicas de incentivo às produções artísticas e culturais organizadas pela população nos bairros, distritos e comunidades, com a mais ampla e irrestrita liberdade de manifestação popular nos campos cultural, intelectual e artístico, em contraponto à forma capitalista de criar, distribuir e consumir bens culturais; - Cadastramento, recuperação e preservação do patrimônio histórico e cultural das cidades; - Criação de Centros Culturais, com salas para acesso à internet, biblioteca, livraria, cinema, teatro, salas de leitura, espaço para dança e exposições; - Fomento à produção de livros e abertura de livrarias; criação de mercados populares para a venda de livros e outros produtos culturais; - Programas de fomento a novos artistas, autores e grupos e de formação de público, garantindo o acesso amplo aos mais diversos gêneros de música, dança e artes plásticas; - Apoio à criação e expansão de museus interativos.

4 – Meio ambiente
- Criação dos Conselhos Populares do Meio Ambiente, com vistas à definição de políticas que busquem a preservação ambiental na lógica contrária do capitalismo e que avancem para além do discurso rebaixado do “marketing verde”; - Plano de desenvolvimento e recuperação do meio ambiente, que inclua recomposição da cobertura vegetal, a recuperação de rios, lagoas, restingas, além de outros sistemas; - Cumprimento e aperfeiçoamento da legis lação municipal para que contemple a proteção ambiental, com forte taxação e penalidades às empresas destruidoras do meio ambiente; - Criação de polos industriais para incentivo às empresas produtoras de mercadorias ambientalmente amigáveis, que utilizam energias renováveis, tecnologias limpas e promovam boas condições de trabalho; - Incentivo à pesquisa, à produção e à distribuição de energia a partir de fontes renováveis, com destaque para as energias eólica, solar e de biocombustíveis; políticas de estímulo ao consumo de energia gerada por fontes alternativas;

- Construção de usinas de reciclagem de lixo, com tecnologia apropriada; eliminação dos “lixões” e aterros sanitários existentes; - Projetos de educação ambiental nas escolas e comunidades; coleta seletiva do lixo; - Ampliação e conservação, sob controle popular, do número e da qualidade de parques e jardins nas cidades.

5 – Transportes
- Criação dos Conselhos Populares de Transportes, para deliberação sobre as políticas de transportes públicos e de trânsito e seu acompanhamento, na ótica dos interesses e necessidades dos trabalhadores e das camadas populares, com a garantia da mobilidade urbana a baixo preço para todos e amplo debate sobre a qualidade dos serviços e os níveis justos das tarifas; - Prioridade ao desenvolvimento do sistema de transporte coletivo e de massa e integrado, com prioridade os modos aquaviário e ferroviário, com VLTs, metrôs, trens e barcas; - Garantia de transporte gratuito para idosos, deficientes físicos, estudantes e desempregados; - Garantia de transporte noturno em horários regulares; - Criação de empresas públicas, não renovação de concessões, revisão de contratos e aumento da fiscalização sobre as empresas privadas, com a encampação das empresas irregulares ou em situação falimentar, apontando para a construção de um sistema de transportes totalmente público; - Revisão do sistema de tarifação atual, com a implantação de tarifa única a baixo preço, em nível de cerca de 1/3 dos valores atuais; - Desenvolvimento de ciclovias.

6 – Saúde
- Criação dos Conselhos Populares de Saúde, que reúnam os trabalhadores e suas organizações, nos locais de moradia e de trabalho, com vistas a aprofundar as lutas contra a privatização e pela universalidade do acesso à saúde pública, estatal e de alta qualidade; - Expansão da rede pública, para garantir o acesso universal ao sistema de saúde gratuito e de qualidade, com ações integradas e preventivas de saúde; - Aumento imediato dos salários dos profissionais de saúde e implantação dos planos de carreira, com o fim dos contratos precários e da flexibilização das relações de trabalho; - Criação e expansão do programa de Saúde da Família, para acompanhamento sistemático da saúde da população, com a formação de agentes de saúde para a realização de um efetivo trabalho integrado dos profissionais da saúde com a comunidade, através de visitas domiciliares, controles de epidemias, acompanhamento efetivo de pacientes com doenças crônicas, prevenção de doenças da infância, incentivo ao aleitamento materno entre outras;

- Fim dos contratos com as Organizações Sociais, ONGs, terceirizações e demais medidas privatizantes adotadas a partir do sucateamento da rede pública de saúde; - Saneamento básico e provimento de água potável para toda a população; - Criação de centros de esporte e lazer nas cidades; recuperação e modernização de praças e parques para atividades esportivas e de lazer; - Implantação de programas de atendimento a gestantes, crianças e paciente crônicos; programa eficiente de saúde da mulher; - Legalização de políticas públicas de promoção dos direitos da mulher.

7 – Habitação
- Criação dos Conselhos Populares de Habitação, para participação direta da população na definição das políticas de moradia e controle popular sobre a aplicação das verbas públicas e fundos estatais voltados para este fim; - Universalização do acesso à habitação de qualidade para todas as famílias; - Pela legalização das ocupações e contra a política de remoções; - Reassentamento, com infraestrutura urbana e moradia digna, próximo ao local da comunidade reassentada; - Destinação das terras públicas para habitação de interesse social (famílias abaixo de um salário mínimo do DIEESE); - Combate à especulação imobiliária, pela aplicação da função social da propriedade; - Taxação progressiva dos impostos sobre a propriedade; - Articulação dos programas habitacionais e de implantação de infraestrutura com uma política de geração de emprego e renda; - Envolvimento das universidades e dos institutos de pesquisa na implementação do plano de reforma urbana, com o redirecionamento de ações de ensino, pesquisa e extensão, articulando temáticas sociais ao planejamento e desenvolvimento urbano.

8 – Seguridade Social, bem estar e direitos humanos
- Criação do Conselho Popular dos Direitos do Cidadão, encarregado de traçar uma política de direitos para a população, de coordenar a rede de Centros de Direitos e da Cidadania e de fiscalizar a elaboração e a execução das políticas públicas de seguridade social, bem estar e segurança; - Criação dos Centros de Direitos e da Cidadania, para prover juizados de pequenas causas, serviço de identificação e de orientação à população; - Garantia de cobertura assistencial médica e social aos idosos e doentes crônicos; rede de creches públicas; - Programa de segurança alimentar, para a garantia da alimentação básica a toda a população; - Programas de combate contra qualquer tipo de discriminação racial, sexual, religiosa e outros;

- Políticas públicas voltadas à promoção da saúde integral da mulher, no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, dos direitos sociais e das relações de trabalho; - Política pública de segurança, sob controle popular, para combater a violência com ações integradas de distribuição de renda e desenvolvimento social, associadas a uma ação policial prioritariamente investigativa.

Cascavel, 04 de julho de 2012.

Dra. Rosana Katia Nazzari Secretaria Política do Partido Comunista Brasileiro PCB Comissão Municipal Provisória de Cascavel

Evandro Castagna Presidente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado PSTU Comissão Municipal Provisória de Cascavel

Laerson Vidal Matias Presidente do Partido Socialismo e Liberdade PSOL Comissão Municipal Provisória de Cascavel

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