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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS 28323 - INSTRUMENTAÇÃO

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS 28323 - INSTRUMENTAÇÃO

PRÁTICA DE MEDIÇÃO ELÉTRICA

Eduardo Augusto Lieberknecht Eric Augusto Ruebenich de Quadros Vinicius Model Schutz

Prof. Msc Robson Dagmar Schaeffer

Lajeado, 18 de setembro de 2012

1

RESUMO

O presente trabalho verifica experimentalmente os erros de medição envolvidos em instrumentos digitais utilizados ao medir grandezas elétricas, bem como a diferente resolução, precisão e exatidão dos instrumentos utilizados para o experimento. Foram executadas duas montagens diferentes, compostas, cada uma, por uma associação de resistores e um diodo ligados a uma fonte para serem feitas vinte medições da tensão e da corrente elétrica em cada componente do circuito, em intervalos de trinta segundos, com o objetivo de analisar as características de leitura dos instrumentos para as determinadas condições propostas. Para tal utilizou-se a média e o desvio padrão, conseguindo desta forma estabelecer uma relação de exatidão e precisão entre os instrumentos testados. O Objetivo do trabalho foi alcançado através de tal análise. Pôde-se concluir que os valores obtidos teoricamente muito dificilmente serão alcançados na prática em vista que há diversos fatores externos que interferem nos resultados do experimento, porém, com a correta análise os dados obtidos pôde-se chegar a um intervalo de confiança satisfatório.

2

INTRODUÇÃO

O principal objetivo do presente trabalho foi o aprendizado sobre a avaliação de erros de medições, e a comparação entre diferentes resoluções de instrumentos de medição digitais e seus respectivos erros. Após o levantamento dos dados os mesmos passaram por uma análise, tendo por base a fundamentação teórica apresentada em aula na disciplina de Instrumentação referente a erros de medição e interpretação.

O procedimento de medição consiste em determinar experimentalmente uma grandeza física que se aproxima do valor tido como real do objeto a ser mensurado. Esta prática visa utilizar instrumentos digitais para a leitura de valores de resistência e corrente, vistos que estes estão cada vez mais disponíveis, e de fácil acesso no nosso dia-a-dia.

Os instrumentos digitais, apesar de não ter o erro de paralaxe na leitura do instrumento, não estão isentos de erros, ocorrendo geralmente a flutuação do último algarismo da leitura devido a resolução do instrumento, que deve-se ao fato dos instrumentos serem compostos de muitos componentes e as variações nos seus processos de construção e calibração, bem como pequenas variações nos valores dos componentes internos gera esta incerteza. Nestes equipamentos deve-se consultar o manual do fabricante que especifica as incertezas instrumentais para cada modo de leitura do aparelho. A precisão e a exatidão de um certo dado medido sempre estarão limitados pela sofisticação de dado equipamento, bem como pela habilidade do indivíduo que o opera.

Conforme os autor (BALBINOT; BRUSAMARELLO, 2006) qualquer instrumento é construído com componentes reais, e estão sujeitos a variáveis não- controladas como umidade, temperatura, influência de campos, entre outros, e levando em conta isto, é de se esperar que a medida não seja perfeita. As pequenas imperfeições nas medidas dão origem aos erros que, por menores que sejam, sempre estarão presentes em procedimentos experimentais.

São muitas as aplicações do dia-a-dia em que estes erros nas últimas casas decimais do instrumento não vão influenciar nas medições ou nos resultados das mesmas, mas é importante um usuário saber avaliar a necessidade de projeto em termos de medições e erros, verificar a influencia desses erros em suas medições e ser capaz de avaliar a necessidade de um instrumento de melhor resolução e certeza na sua aplicação.

  • 3 FUNDAMENTOS TEÓRICOS

  • 3.1 Algarismos significativos

Os algarismos significativos são todos os algarismos que possuem importância na exatidão de um número. O número 5,01, por exemplo, possui 3 algarismos significativos, já o número 5,0100 possui 5 algarismos significativos, pois os zeros à direita dão maior exatidão para o número. Em todos os número, o último algarismo significativo (contando da esquerda para a direita) será conhecido como algarismo duvidoso, devido ao fato de nunca termos certeza da medida que estamos fazendo. Quando utilizamos uma régua para medir uma caneta, por exemplo, nota-se que o comprimento dela tem 15,2 centímetros pois aparentemente ela fica em cima dessa medida, mas só é possível ter certeza dos 15 centímetros, então o 0,2 é considerado o algarismo duvidoso, pois a medida verdadeira pode ser algum valor entre 15,1 cm e 15,3 cm já que a resolução da régua é de 1 milímetro. Não são considerados algarismos significativos os zeros à esquerda do primeiro algarismo significativo e nem as potências de dez que acompanham as notações científicas. Por exemplo, O número 0009876,0 possui 5 algarismos

significativos e o número 9,8760 x 10 3 também.

  • 3.2 Média, desvio padrão e desvio médio

Por definição, a média

é

a

soma

de todos os valores de

X de um

dado

ensaio ou de uma

coleção de dados dividida pelo número total

de dados

(n)

(BALBINOT, 2006). A Equação 1 apresenta o cálculo da média aritmética de um ensaio, sendo que o índice i varia de um até o número total de amostras.

3 FUNDAMENTOS TEÓRICOS 3.1 Algarismos significativos Os algarismos significativos são todos os algarismos que possuem importância

Equação 1 - Média

O desvio padrão usa a média de uma distribuição como ponto de referência e mede a variabilidade considerando a distância entre cada ponto e a mesma é a

mais frequentemente utilizada e a mais importante medida de variabilidade. A Equação 2 demonstra o cálculo do desvio padrão amostral, que que é aplicado quando se tem um número finito de amostras.

mais frequentemente utilizada e a mais importante medida de variabilidade. A Equação 2 demonstra o cálculo

Equação 2 - Desvio padrão amostral

O desvio médio é o somatório da diferença entre a média aritmética e cada medida dividido pelo número de medições. Utiliza-se ele para expressar o intervalo no o valor verdadeiro da grandeza mensurada pode estar localizada, tendo o valor médio como ponto central.

mais frequentemente utilizada e a mais importante medida de variabilidade. A Equação 2 demonstra o cálculo

Equação 3 - Desvio médio

  • 3.3 Incerteza da medição e a propagação de erros

A incerteza da medição é o parâmetro associado ao resultado de uma medição que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser razoavelmente atribuídos a um mensurando. A incerteza pode ser um desvio padrão ou um múltiplo dele. O resultado da medição pode ser definido como a melhor estimativa do valor verdadeiro com uma dispersão máxima conhecida que é a própria incerteza (BALBINOT, 2006).

A propagação de erros refere-se à influência do erro em componentes individuais no resultado final quando se fazem operações matemáticas utilizando estes componentes para chegar no resultado. Em termos gerais, o erro associado a um componente pode ser considerado como duas partes separadas: erros sistemáticos e erros aleatórios. Erros sistemáticos podem ser definidos como todos os desvios não aleatórios dos resultados analíticos verdadeiros. Erros aleatórios podem ser considerados como flutuações no resultado depois de repetir os experimentos. A presença de erros sistemáticos resulta em problemas de acurácia, enquanto que erros aleatórios resultam em problemas de precisão (BALKE, 1984).

3.4 Precisão e exatidão

Exatidão é o grau de concordância entre o valor que é obtido com o instrumento de medição e o valor verdadeiro da grandeza que se está medindo. E precisão está relacionada a variação dos resultados da medição.

Quanto mais o valor medido se aproximar do verdadeiro valor, mais exato ele será. E quanto menos alterações os valores medidos terem, mais precisos eles serão.

3.4 Precisão e exatidão Exatidão é o grau de concordância entre o valor que é obtido

Figura 1 - Relações entre precisão e exatidão

A precisão pode ser dividida em repetibilidade e reprodutividade. Repetibilidade ocorre quando são obtidos sempre os mesmos valores de medidas em uma mesma condição de medição. Quando são realizadas as medidas das mesmas peças em condições diferentes de medição e os resultados continuam sendo semelhantes, passará a ter uma reprodutibilidade. Entende-se como mudanças de condições de medição a troca do operador, ou troca de instrumento, ou variação de temperatura ou qualquer outro fator que interfira no processo.

Nos instrumentos de medição elétrica, a precisão é informada por um valor percentual ou fixo acompanhado uma quantidade de dígitos para cima ou para baixo que o algarismo menos significativo pode variar.

  • 4 MATERIAIS UTILIZADOS

Os seguintes materiais e instrumentos foram utilizados no procedimento

prático:

Fonte de alimentação 5 Vcc; Multímetro Digital Minipa ® 3 3/4 dígitos Modelo ET-2110 (4.000 contagens); Multímetro Digital Minipa ® 3 1/2 dígitos Modelo ET-2030 (2.000 contagens); Multímetro Digital Agilent ® 6 1/2 dígitos Modelo 34410A - LXI (2.000.000 contagens);

● Resistor de 100 Ω, potência de ¼ W e tolerância de 5% (marrom, preto,

marrom, dourado);

● Resistor de 3,3 KΩ, potência de ¼ W e tolerância de 5% (laranja, laranja,

vermelho, dourado); Diodo 1N4007;

5

PROCEDIMENTOS

Inicialmente foi realizada a montagem do circuito da figura 2. O mesmo

consiste em uma associação paralela de três resistores 100 ± 5% Ω (¼ W) e um

diodo 1N4007 ligado em série ao circuito, alimentado por uma fonte de 5 Vcc.

5 PROCEDIMENTOS Inicialmente foi realizada a montagem do circuito da figura 2. O mesmo consiste em

Figura 2 - Associoação paralela

Com o multímetro digital Agilent 34410A, foram realizadas as medições de tensão e corrente fornecidas pela fonte de alimentação, bem como a tensão sobre o diodo e a tensão sobre a associação de resistores, sendo estas medidas consideras como os valores padrões das medições, para efeito de cálculos e comparações.

5 PROCEDIMENTOS Inicialmente foi realizada a montagem do circuito da figura 2. O mesmo consiste em

Figura 3 - Multímetro Digital Agilent ® 6 1/2 dígitos Modelo 34410

O multímetro ET-2030 (figura 4), foi escolhido para medir a corrente total do circuito, sendo instalado em série ao circuito, conforme demonstra a figura 2. Já o multímetro ET-2110 (figura 5), foi utilizado para efetuar as medições de tensão na fonte, no diodo e na associação de resistores.

Figura 4 - Multímetro Minipa ET-2030 Figura 5 - Multímetro Minipa ET-2110 Foram realizadas 20 medições

Figura 4 - Multímetro Minipa ET-2030

Figura 4 - Multímetro Minipa ET-2030 Figura 5 - Multímetro Minipa ET-2110 Foram realizadas 20 medições

Figura 5 - Multímetro Minipa ET-2110

Foram realizadas 20 medições de tensão e corrente, registradas em um intervalo de 30 segundos entre uma medição e outra, método utilizado para minimizar os erros entre as medições.

Para a segunda montagem, foram substituídos os 3 resistores de 100 ± 5%

Ω (¼ W) por um resistor de 3,3 ± 5% KΩ (¼ W), conforme demonstra a figura 6,

sendo realizadas novamente as medidas de tensão e corrente padrão do circuito com o multímetro Agilent 34410A. Logo após foram realizadas as 20 medições de tensão e corrente seguindo o mesmo procedimento utilizado para o primeiro circuito, onde estes valores foram disposto em uma tabela para avaliação dos valores medidos.

Figura 4 - Multímetro Minipa ET-2030 Figura 5 - Multímetro Minipa ET-2110 Foram realizadas 20 medições

Figura 6 - Único resistor

6

RESULTADOS

Após

realizadas

as medições e

os

cálculos, foi feita

uma análise dos

resultados obtidos em cada esquema de montagem, de acordo com o material teórico disponibilizado em aula. Foram calculados os valores da incerteza das medições padrão, realizadas pelo multímetro digital Agilent 34410A/11A.

Corrente elétrica no circuito 1 (33Ω):

6 RESULTADOS Após realizadas as medições e os cálculos, foi feita uma análise dos resultados obtidos

Tensão na fonte no circuito 1 (33Ω):

6 RESULTADOS Após realizadas as medições e os cálculos, foi feita uma análise dos resultados obtidos

Tensão no diodo no circuito 1 (33Ω):

6 RESULTADOS Após realizadas as medições e os cálculos, foi feita uma análise dos resultados obtidos

Tensão no resistor no circuito 1 (33Ω):

6 RESULTADOS Após realizadas as medições e os cálculos, foi feita uma análise dos resultados obtidos

Corrente no circuito 2 (3,3KΩ):

Corrente no circuito 2 (3,3KΩ): Tensão na fonte no circuito 2 (3,3KΩ): Tensão no diodo no

Tensão na fonte no circuito 2 (3,3KΩ):

Corrente no circuito 2 (3,3KΩ): Tensão na fonte no circuito 2 (3,3KΩ): Tensão no diodo no

Tensão no diodo no circuito 2 (3,3KΩ):

Corrente no circuito 2 (3,3KΩ): Tensão na fonte no circuito 2 (3,3KΩ): Tensão no diodo no

Tensão na resistor no circuito 2 (3,3KΩ):

Corrente no circuito 2 (3,3KΩ): Tensão na fonte no circuito 2 (3,3KΩ): Tensão no diodo no

Com base nos dados levantados (tabelas 1 e 2) estimou-se a incerteza para as grandezas elétricas medidas.

TABELA 1 - Medições realizados no circuito com a associação de resistores

 

Corrente na fonte

Tensão na fonte

Tensão no diodo

Tensão nos resistores

Medida

(mA)

(V)

(V)

(V)

Padrão

129,2700

5,06810

0,793400

3,994100

1

121,0

5,06

0,791

3.98

2

121,9

5,06

0,791

3,98

3

121,5

5,06

0,792

3,96

4

121,5

5,06

0,792

3,98

5

121,9

5,06

0,792

3,98

6

122,0

5,06

0,792

3,99

7

122,4

5,06

0,791

4,00

8

122,4

5,06

0,791

4,00

9

122,4

5,06

0,791

4,00

10

122,5

5,06

0,792

4,00

11

122,5

5,06

0,790

4,00

12

122,4

5,06

0,791

4,00

13

122,5

5,06

0,791

4,01

14

122,6

5,06

0,789

4,01

15

122,4

5,06

0,788

4,00

16

122,7

5,06

0,788

4,00

17

122,5

5,06

0,789

4,01

18

123,1

5,06

0,789

3,97

19

121,7

5,06

0,789

3,98

20

121,9

5,06

0,791

3,99

Média

122,2

5,06

0,791

3,99

Desvio

       

Padrão

0,5

  • 0 0,001

0,01

Desvio Médio

0,4

 
  • 0 0,001

0,01

Quando é utilizado o desvio padrão para o cálculo da incerteza, é possível afirmar com 68,27% de certeza que o valor verdadeiro de cada grandeza se encontra no intervalo estipulado pela média ± desvio padrão. O valor verdadeiro da corrente elétrica no circuito 1, com a resistência equivalente a 33Ω, se encontra no intervalo 122,2 ± 0,5 mA. O valor verdadeiro da tensão na fonte é de 5,06 V. O valor verdadeiro da tensão no diodo se encontra no intervalo 0,791 ± 0,001 V. E o valor verdadeiro da tensão medida na associação de resistores se encontra no intervalo 3,99 ± 0,01 V. Lembrando que todos os valores acima são com 68,27% de certeza.

No momento em que se passa a utilizar o desvio médio, é possível afirmar com 100% de certeza que o valor verdadeiro da grandeza se encontra no intervalo

estipulado pela média ± desvio médio. O valor verdadeiro da corrente elétrica no circuito se encontra no intervalo de 122,2 ± 0,4 mA. O da tensão na fonte é de 5,06 V. O da tensão no diodo se encontra no intervalo de 0,791 ± 0,001 V. E o da tensão na associação de resistores se encontra no intervalo de 3,99 ± 0,01 V.

TABELA 2 - Medições realizados no circuito com um único resistor

Medida

Corrente na fonte

Tensão na fonte

Tensão no diodo

Tensão nos resistores

(mA)

(V)

(V)

(V)

Padrão

1,360400

5,07890

0,600600

4,34370

1

1,361

5,08

0,598

4,49

2

1,362

5,09

0,597

4,49

3

1,362

5,09

0,597

4,49

4

1,362

5,09

0,598

4,49

5

1,362

5,09

0,598

4,49

6

1,362

5,09

0,598

4,49

7

1,362

5,09

0,598

4,49

8

1,362

5,09

0,598

4,49

9

1,362

5,09

0,598

4,49

10

1,362

5,09

0,597

4,49

11

1,362

5,09

0,599

4,49

12

1,362

5,09

0,599

4,49

13

1,362

5,09

0,599

4,49

14

1,362

5,09

0,599

4,49

15

1,362

5,09

0,599

4,49

16

1,362

5,09

0,600

4,49

17

1,362

5,09

0,600

4,49

18

1,362

5,09

0,600

4,49

19

1,362

5,09

0,600

4,49

20

1,362

5,09

0,600

4,49

Média

1,362

5,09

0,599

4,49

Desvio

       

Padrão

0,000

0,00

0,001

0,00

Desvio Médio

0,000

0,00

0,001

0,00

Neste caso, independente se for utilizado o desvio médio ou o desvio padrão, o resultado das medições serão os mesmos. O valor da corrente elétrica no circuito será de 1,362 mA, o da tensão na fonte será de 5,09 V, o da tensão no díodo será de 0,599 ± 0,001 V e o da tensão no resistor será de 4,49 V.

A potência máxima na associação de resistores pode ser determinada pela Equação 1. A incerteza na potência é apresentada na Equação 2 , dada então por:

(1) (2) O valor da potência dissipada pela associação de resistores considerando as incertezas e o

(1)

(1) (2) O valor da potência dissipada pela associação de resistores considerando as incertezas e o
(1) (2) O valor da potência dissipada pela associação de resistores considerando as incertezas e o

(2)

(1) (2) O valor da potência dissipada pela associação de resistores considerando as incertezas e o

O valor da potência dissipada pela associação de resistores considerando as incertezas e o critério de algarismos significativos é dado por:

(1) (2) O valor da potência dissipada pela associação de resistores considerando as incertezas e o

Para o calculo da potência utilizando a Equação 5, foi necessário calcular o valor da resistência e a incerteza relacionada a esta grandeza, utilizando do método de medição indireta, no qual o valor da grandeza a medir é obtido através da medição de outras grandezas funcionalmente associadas com a grandeza a medir. Equação 3 representa o valor calculada do circuito com associação de resistores e a equação 4 representa o calculo da incerteza.

(3) (4) O valor da resistência do circuito 1 e a incerteza associada para esta
(3)
(4)
O
valor da
resistência
do
circuito 1
e
a
incerteza
associada para esta

grandeza, considerando critério de algarismos significativos é expressa por:

(1) (2) O valor da potência dissipada pela associação de resistores considerando as incertezas e o

Calculando a potencia pela Equação 5, teremos:

(5)

(1) (2) O valor da potência dissipada pela associação de resistores considerando as incertezas e o
(1) (2) O valor da potência dissipada pela associação de resistores considerando as incertezas e o
Calculando a potência pela equação 6, teremos: (6) O valor calculado para a potência do circuito
Calculando a potência pela equação 6, teremos: (6) O valor calculado para a potência do circuito
Calculando a potência pela equação 6, teremos: (6) O valor calculado para a potência do circuito

Calculando a potência pela equação 6, teremos:

Calculando a potência pela equação 6, teremos: (6) O valor calculado para a potência do circuito

(6)

Calculando a potência pela equação 6, teremos: (6) O valor calculado para a potência do circuito
Calculando a potência pela equação 6, teremos: (6) O valor calculado para a potência do circuito
Calculando a potência pela equação 6, teremos: (6) O valor calculado para a potência do circuito

O valor calculado para a potência do circuito 1 e a incerteza associada para está grandeza, considerando critério de algarismos significativos é expressa por:

Calculando a potência pela equação 6, teremos: (6) O valor calculado para a potência do circuito

Após calcular a potência dissipada pelo circuito e suas incertezas, utilizando as três formulas da potência, nas quais pode-se observar que as equações 1 e 4 apresentam as mesmas incertezas para o calculo da potência, onde as respectivas equações apresentam o valor da incerteza calculada para medição.

7

DISCUSSÃO

Houve diferença entre os valores teóricos e experimentais, principalmente no que se refere a corrente resultante da associação dos três resistores de 100 Ω, pois em um instrumento ideal a resistência interna para medição de corrente deveria ser zero, porém, no multímetro utilizado para medição de corrente (ET2030) a

resistência interna é de aproximadamente 1 Ω, que equivale a aproximadamente

3,03% do valor testado, logo, este valor influencia significativamente nos valores

medidos. Para a medição do resistor de 3,3 KΩ a resistência interna do multímetro é de aproximadamente 11,1 Ω e corresponde a aproximadamente 0,33% de influência

sobre o resultado.

Outro fator observado principalmente no experimento com as resistência equivalente de 33 Ω, é que embora não tenha sido utilizado um termômetro para verificação de temperatura, que houve um aumento na temperatura do resistor devido ao Efeito Joule. Com o aumento da temperatura a resistência também é discretamente alterada. Outro ponto que foi observado pelo grupo, a demora para a estabilização dos valores nos multímetros digitais com maior precisão, que pode levar a um usuário inexperiente a tomar uma medida antes da completa estabilização do valor.

As medições envolvendo apenas um resistor, também mostraram-se menos susceptível a variações, visto que com a associação paralela de resistências, temos um somatório das tolerâncias de cada resistor.

Outro ponto a ser destacado, é as diferentes precisões dos equipamentos utilizados para a montagem. O multímetro digital Agilent Modelo 34410, teve uma pequena flutuação na medição, e aplicando as precisões contidas na documentação do aparelho, foi encontrado uma pequena variação entre o valor lido e o intervalo em que o valor verdadeiro está. O multímetros da Minipa, tanto o ET-2030 e ET-2110, apresentaram valores que após calculados o desvio padrão, média e variância, em sua grande maioria condizeram aos valores apresentados no manual de usuário dos

mesmos. Os valores que fugiram deste padrão, o grupo entendeu como erros de manipulação e/ou medição.

Em um contexto maior, a comparação entre os diferentes multímetro careceram de mais informações para resolução, visto que no momento em que foi efetuada a medida padrão os demais multímetros estavam desconectados do circuito, portanto, não permanecendo a impedância original, resultante do somatório das resistências internas do multímetro e dos valores do circuito em si.

8

CONCLUSÃO

Os valores medidos foram, quase que sem exceção, diferentes dos valores calculados, devido ao fato dos componentes dos circuitos e dos instrumentos de medição não serem ideais, fornecendo valores e tolerâncias que influenciam as medidas, distorcendo o resultado ideal. Constatou-se a importância do conhecimento da grandeza da resistência do circuito, pois devido às resistências internas dos instrumentos acabam interferindo nas medidas realizadas, podendo interferir na medição, fornecendo resultados imprecisos e incoerentes.

Os métodos e materiais utilizados neste conduziram um experimento de boa reprodutibilidade e confiável perante aos resultados obtidos.

9

REFERÊNCIAS

BALBINOT, A.; BRUSAMARELLO, V. J. Instrumentação e fundamentos de medidas. v. 1, Rio de Janeiro: LTC, 2006. p. 22-36.

BALKE, S. T. Quantitative column liquid chromatography: a survey of chemometric methods. v. 29, New York: Elsevier, 1984. p. 38-39.

Manual do multímetro da “Agilent 34410A/11A 6 ½ Digit Multimeter” disponível no endereço:

acessado em 31/08/2012.

Manual do multímetro da “Minipa 2110” disponível no endereço:

acessado em 31/08/2012.

Manual do multímetro da “Minipa 2030A” disponível no endereço:

acessado em 31/08/2012.

Documento: erros-conceitos-elementares.pdf disponível no endereço:

acessado em 02/09/2012.

Este relatório está correto de acordo com meu melhor conhecimento e é uma representação dos meus resultados em laboratório. ASSINATURAS ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________