O implante coclear é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia, também conhecido como ouvido biônico, que estimula eletricamente as fibras

nervosas remanescentes, permitindo a transmissão do sinal elétrico para o nervo auditivo, afim de ser decodificado pelo córtex cerebral. O funcionamento do implante coclear difere do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). O AASI amplifica o som e o implante coclear fornece impulsos elétricos para estimulação das fibras neurais remanescentes em diferentes regiões da cóclea, possibilitando ao usuário, a capacidade de perceber o som. Atualmente existem no mundo, mais de 60.000 usuários de implante coclear.

IMPLANTE COCLEAR (Componente Externo e Interno)

Com a evolução tecnológica, os implantes cocleares atuais já são considerados de 3ª geração. Com isso, são considerados candidatos ao uso do dispositivo de Implante Coclear, crianças a partir dos 12 meses de idade e adultos que apresentam deficiência auditiva neurossensorial bilateral de grau severo e profundo e que não obtiveram benefícios com o uso de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual. A avaliação dos pacientes candidatos ao Implante Coclear é realizada por meio de uma equipe interdisciplinar, composta por médicos otologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e outros. No entanto, os resultados variam de individuo para individuo, em função de uma série de fatores, entre eles, memória auditiva, estado da cóclea, motivação e dedicação e programas educacionais e/ou de reabilitação. Candidatos que poderão apresentar um melhor benefício com o uso do implante coclear: idade acima de 18 anos, com deficiência auditiva neurossensorial pós - lingual bilateral severa ou profunda; que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), ou seja, apresentarem escores inferiores a 40% em testes de reconhecimento de sentenças do dia a dia; tempo de surdez ser inferior a metade da idade do candidato (em deficiências auditivas progressivas não há limite de tempo); deficiência auditiva pré-lingual tem benefício limitado e só é indicado em pacientes com fluência da linguagem oral e com compreensão desta limitação; apresentarem adequação psicológica e motivação para o uso do Implante Coclear. idade até 17 anos, com deficiência auditiva neurossensorial bilateral severa ou profunda; preferencialmente indica-se o Implante Coclear em deficiência auditiva pré -lingual até os 6 anos de idade. Salienta-se que a idade ideal é a partir de 1 ano; adaptação prévia de AASI e (re)habilitação auditiva intensiva para verificar se há benefício deste dispositivo principalmente nas deficiências auditivas severas; apresentarem incapacidade de reconhecimento de palavras em "conjunto aberto"; serem provenientes de famílias adequadas e motivadas para o uso do Implante Coclear;

O implante coclear consiste em dois tipos de componentes, interno e externo. Para melhor compreensão será descrito separadamente. O componente interno é inserido no ouvido interno através do ato cirúrgico e é composto por uma antena interna com um imã, um receptor estimulador e um cabo com filamento de múltiplos eletrodos envolvido por um tubo de silicone fino e flexível. O componente externo é constituído por um microfone direcional, um processador de fala, uma antena transmissora e dois cabos. A sensação auditiva ocorre em frações de segundos. Todo o processo inicia-se no momento em que o microfone presente no componente externo capta o sinal acústico e o transmite para o processador de fala, por meio de um cabo. O processador de fala seleciona e codifica os elementos da fala, que serão reenviados pelos cabos para a antena transmissora (um anel recoberto de plástico, com cerca de 3mm de diâmetro) onde será analisado e codificado em impulsos elétricos. Por meio de radiofreqüência, as informações são transmitidas através da pele (transcutaneamente), as quais serão captadas pelo receptor estimulador interno, que está sob a pele. O receptor estimulador contém um “chip” que converte os códigos em sinais eletrônicos e libera os impulsos elétricos para os eletrodos intracocleares específicos, programados separadamente para transmitir sinais elétricos, que variam em intensidade e freqüência, para fibras nervosas específicas nas várias regiões da cóclea. Após a interpretação da informação no cérebro, o usuário de Implante Coclear é capaz de experimentar sensação de audição. Quanto maior o número de eletrodos implantados, melhores serão as possibilidades de percepção dos sons. Entre os implantes cocleares multicanais de gerações mais avançadas utilizados nos principais centros internacionais dedicados ao tratamento da surdez estão: Nucleus 24, desenvolvido na Austrália pela Cochlear Corporation; Combi 40+, desenvolvido na Áustria pela Med-EL; e Clarion, desenvolvido nos Estados Unidos pela Advanced Bionics. Os modelos diferem entre o número e configuração dos eletrodos, disponibilidade de telemetria e telemetria de respostas neurais (NRT), localização do microfone externo, design e tecnologia do processador de fala, estratégia de comunicação de fala, número e tipos de estimulação e sistema de programação. A Cochlear Corporation iniciou-se no mercado com o modelo Nucleus 22. Posteriormente, foram lançados os modelos Nucleus 24, Nucleus 24 M, Nucleus 24K, Nucleus 24 Contour e recentemente o Nucleus 3. Com os avanços tecnológicos, foi possível a miniaturização do processador de fala, como o uso do processador de fala modelos ESPrint e ESPrint 3G (retroauricular) .

Nucleus® 24 Contour

ESprint 3G

Sprint Nucleus®

A Med-EL inseriu-se no mercado com o modelo C 40 e em função dos avanços tecnológicos, estão disponíveis atualmente os modelos C40 S, C40+, também permitindo o uso de dispositivos externos retroauriculares.

Med-EL®Combi 40+

Med-EL® Tempo +

Med-EL® Tempo +

E a Advanced Bionics iniciou com o modelo Bipolar Enhaced, posteriormente foi lançado o modelo Hifocus e com avanços tecnológicos lançaram o modelo HiRes 90K.

HiRes 90K

Platinum

HiRes Auria

Cuidados necessários para obter o funcionamento adequado do Implante Coclear, relacionadas aos aspectos ambientais:

Os usuários de Implante Coclear devem evitar a aproximação direta à monitores de televisão, computadores e forno de microondas quando os mesmos encontram-se em funcionamento, uma vez que a radiação eletromagnética presente nestes equipamentos pode ser capaz de alterar a função do circuito eletrônico do Implante Coclear e ocasionar alteração na qualidade do som e falha no envio da estimulação.

No momento em que os usuários de Implante Coclear passam com o dispositivo em funcionamento entre as barras de sistemas de Vigilância Eletrônica, presentes na grande maioria de lojas e supermercados, pode ocorrer uma sensação sonora distorcida. É aconselhável que o usuário desligue o processador de fala no momento em que ocorre a aproximação do sistema. Épouco provável que o Implante Coclear dispare o alarme presente nos sistemas de vigilância eletrônica.

Os materiais presentes no IC são capazes de ativar o sistema de detectores de metais. Assim sendo, o usuário deve apresentar a carteira de identificação do Implante Coclear fornecida pelo fabricante e entregue após a cirurgia.

Como solicitado para qualquer equipamento eletrônico, o processador de fala do Implante Coclear deve ser desligado durante o pouso e decolagem de aeronaves.

A eletricidade estática é definida como o acúmulo de carga elétrica em uma pessoa ou objeto, capaz de criar um campo magnético. Níveis elevados de eletricidade estática podem danificar dispositivos eletrônicos, inclusive o Implante Coclear. Os Implantes Cocleares apresentam um circuito protetor contra este tipo de eletricidade, oferecendo um alto grau de proteção. No entanto alguns cuidados devem ser tomados: Colocação de tela protetora para o monitor do computador Retirar o processador de fala no momento em que as crianças usuárias de Implante Coclear estão em contato com piscina de bolinha e escorregador de plástico.

A utilização de ultrasom terapêutico está contra-indicada (proibida) em regiões próximas ao Implante Coclear. O ultrasom diagnóstico não oferece riscos aos usuários de Implante Coclear. No entanto, para a realização de qualquer procedimento que não seja considerado de rotina, é aconselhável que o usuário ou seus familiares, entrem em contato com a equipe do Programa de Implante Coclear.

As doses de radiação utilizadas na radiologia médica não oferecem riscos aos usuários de Implante Coclear. No entanto, durante o procedimento, o componente externo do dispositivo deve permanecer desligado.

A utilização de luz ultravioleta em clínicas odontológicas e camas solares não oferecem riscos aos usuários de Implante Coclear.

A utilização de bisturi elétrico ou eletrocautério em cirurgias está proibida em usuários de Implante Coclear. Para maiores informações, é aconselhável que o cirurgião entre em contato com a equipe de Implante Coclear.

Está proibido aos usuários de Implante Coclear tanto a realização da ressonância magnética, bem como a entrada em salas em que este procedimento é realizado. Em indivíduos usuários do sistema Nucleus 24, em situações em que se faz de extrema necessidade a realização deste procedimento, existe a possibilidade de remoção do magneto interno por meio de uma pequena cirurgia. 1) Os Implantes Cocleares caracterizam-se como próteses computadorizadas, inseridas cirurgicamente na cóclea. Desta maneira, é correto afirmar que:

o sinal acústico deve ser captado pelo microfone do equipamento e codificado em sinais elétricos pelo processador de fala. Befi-Lopes. No entanto. b) O Implante Coclear é capaz de fornecer amplificação sonora aos indivíduos portadores de deficiência auditiva neurossensorial de grau profundo. Estude melhor como funciona o implante. capaz de beneficiar o desenvolvimento da audição e da linguagem.P. transmitidos aos eletrodos intracocleares.A. Um sistema de transmissão faz-se necessário para que os sinais decodificados sejam enviados ao componente interno do dispositivo e desta maneira. Para que a informação advinda do IC possa ser interpretada pelo córtex cerebral. 2) Em relação ao funcionamento do implante coclear. Literatura sugerida para resolver melhor esta questão: BEVILACQUA.. um processador de sinal para a conversão do sinal acústico em sinal elétrico e um sistema de transmissão capaz de enviar esses sinais para o eletrodo ou feixe de eletrodos inseridos na cóclea. A.. D. Estude novamente o funcionamento do implante coclear. Implante Coclear. fornecendo impulsos elétricos para a estimulação direta das fibras neurais remanescentes da cóclea.a) Este dispositivo de sofisticada tecnologia tem como o objetivo substituir parcialmente as funções do Órgão de Corti. Estude novamente a diferença do implante coclear e o aparelho de amplificação sonora. propiciando ao usuário a sensação de audição. S. MARTINHO. L. c) O implante coclear caracteriza-se como um poderoso e efetivo recurso utilizado na cura da surdez.). O que ocorre no caso do implante é que este é um recurso eletrônico para o deficiente auditivo.medel. a surdez permanece. In Ferreria. COSTA..com. Vale a pela estudar novamente a diferença entre o implante coclear e o aparelho de amplificação sonora. b)um microfone para captação do som e um processador de sinal para a conversão do sinal acústico em sinal elétrico. Os impulsos elétricos gerados pelos dispositivos do implante coclear não amplificam o som. M. Para mais informações. Para que todo o sistema funcione. faz-se necessário: a) um microfone para captação do som..com. este dispositivo é constituído por dois componentes: um interno e outro externo. (org. d)O benefício mais relevante proporcionado pelo implante coclear é a possibilidade de amplificação dos sons de fala de freqüências altas.C. LMONGI.M. consulte: www.cochlear.F. Tratado de . A estimulação elétrica de diferentes regiões da cóclea fornecida pelo IC permite ao usuário o reconhecimento dos sons de fala com mais facilidade. e www. O.C.

268 – 77 3) A indicação do implante coclear em crianças deve ser realizada de maneira criteriosa por uma equipe interdisciplinar..medel. AMANTINI..C. p. 751-761 Visite: www. São Paulo. 2004.Fonoaudiologia. 2. os sinais elétricos serão enviados por meio do sistema de transmissão para o feixe de eletrodos. são considerados candidatos preferenciais ao uso do IC: a) Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau profundo a partir dos 12 meses de idade.. para que o impacto da privação sensorial nos primeiros anos de vida seja minimizado por meio da utilização da estimulação elétrica advinda do IC.. In: Campos CAH. A. In: Campos. Estude novamente o funcionamento do implante coclear e seus componentes externos. Tratado de Otorrinolaringologia. COSTA. Estude melhor os critérios de indicação do implante coclear. Literatura sugerida para esta questão: BEVILACQUA. R. C. 2003. D. M. São Paulo. v.C.. H.F. O. b)Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau profundo a partir dos 24 meses de idade. Ol.com c) um processador de sinal para a conversão do sinal acústico em sinal elétrico e um sistema de transmissão capaz de enviar esses sinais para o eletrodo ou feixe de eletrodos inseridos na cóclea. editores. A. B. As informações acústicas captadas pelo microfone do equipamento necessitam ser codificadas em sinais elétricos pelo processador de fala para que serem transmitidas e processadas pelo receptor-emissor interno. Na população infantil atualmente. C. MARTINHO. As informações acústicas devem ser captadas pelo microfone do equipamento para serem codificadas em sinais elétricos pelo processador de fala. Implante coclear em crianças. MORET ALM. O. M. Literatura sugerida para esta resolver melhor esta questão: BEVILACQUA MC. A partir deste momento. Literatura sugerida para resolver melhor esta questão: COSTA. A indicação cirúrgica do IC em crianças portadores de deficiência auditiva neurossensorial de grau profundo deve ocorrer o mais precocemente possível.. Implante . Os impulsos elétricos processados pelo receptor-emissor interno serão enviados a eletrodos intracocleares específicos. C. Tratado de Otorrinolaringologia. (Org.). COSTA AO. Costa HOO. São Paulo: Roca. p. H. BEVILACQUA. LÂMONICA NETO. A. O. 278-289 d)um microfone para captação do som e um sistema de transmissão capaz de enviar os sinais decodificados para o feixe de eletrodos inseridos na cóclea.. 2003. p. Costa. Implante coclear em adultos.A.

Befi-Lopes. Literatura sugerida para esta questão: BEVILACQUA MC. A estimulação bipolar é caracterizada como o modo de estimulação capaz de concentrar grande parte da energia em uma região específica da cóclea. São Paulo: Roca.M. capazes de minimizar o impacto da deficiência auditiva no desenvolvimento da criança. Implante coclear em crianças. (org. S. 2004. COSTA AO. editores.P. Literatura sugerida para esta questão: BEVILACQUA MC. o fonoaudiólogo deverá determinar os ajustes necessários para que o processador de fala seja capaz de converter de maneira efetiva a informação acústica em uma área dinâmica de corrente elétrica adequada para cada eletrodo. MORET ALM. 268 – 77 4) Durante o mapeamento e balanceamento dos eletrodos. L. 751-761 c) Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau severo a partir dos 36 meses de idade. Com relação aos modos de estimulação. LMONGI. 2003.Coclear. é correto afirmar: a) No modo monopolar eletrodos isolados e selecionados no feixe de eletrodos intracocleares são ativados e um eletrodo de referência é colocado de maneira extracoclear. In: Campos CAH. 268 – 77 d)Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau profundo que não realizaram testes com aparelho de amplificação sonora individual. Costa HOO. A estreita relação existente entre o tempo de privação sensorial e os possíveis resultados obtidos com o uso do IC deve ser considerada. editores. A indicação cirúrgica do IC deverá ocorrer após um período de testes com dispositivos eletrônicos auxiliares. A escolha do modo de estimulação dos eletrodos corresponde à localização do eletrodo indiferente (referência) em relação ao eletrodo ativo (estimulado).). Costa HOO.. São Paulo: Roca. Tratado de Otorrinolaringologia.. 2003. Implante coclear em crianças. . COSTA AO. Tratado de Fonoaudiologia. p. p. Em crianças portadoras de deficiência auditiva neurossensorial de grau severo. a indicação cirúrgica deverá ocorrer após o período de validação da efetividade do uso do AASI para o desenvolvimento das habilidades de audição e linguagem. D. São Paulo. In: Campos CAH. Na deficiência auditiva severa a indicação cirúrgica pode ser realizada a partir dos 24 meses de idade. Tratado de Otorrinolaringologia. Estude novamente as características do modo de estimulação bipolar. In Ferreria. MORET ALM. p. b) No modo bipolar eletrodos isolados e selecionados no feixe de eletrodos intracocleares são ativados e um eletrodo de referência é colocado de maneira extracoclear. não sendo necessário tempo de uso de AASI demasiadamente longo.

ou seja. Vale a pena revisar o referente aos parâmetros utilizados na programação do IC. requerendo desta maneira um maior nível de corrente elétrica. 1998 – Tese de Livre Docência. A utilização do eletrodo referência localizado de maneira extracoclear no modo de estimulação monopolar. Faculdade de Odontologia de Bauru – Universidade de São Paulo . a diferenciação entre contatos elétricos e locais de estimulação deve ser realizada. Para a compreensão das propriedades eletrônicas relacionadas ao funcionamento do IC. Literatura sugerida para esta questão: BEVILACQUA MC. em paralelo. d) No modo monopolar um sinal diferente é enviado para um par de eletrodos situados em regiões próximas. que são liberados. . 1998 – Tese de Livre Docência. d) número de eletrodos ativados ao longo do feixe de eletrodos. Estude novamente as características do modo de estimulação monopolar. No modo de estimulação monopolar o eletrodo ativo. representa: a) o número de filtros independentes de informação do sinal.c) No modo monopolar eletrodos isolados e selecionados no feixe de eletrodos intracocleares são ativados e um eletrodo de referência é colocado de maneira extracoclear. na qual uma quantidade menor de corrente elétrica pode ser utilizada. Bauru.Implante Coclear Multicanal: uma alternativa na habilitação de crianças surdas. Consulte o tópico referente aos parâmetros utilizados na programação do IC. a escolha do número de canais utilizados. b) a maneira pela qual o eletrodo referência encontra-se localizado em relação ao eletrodo estimulado. no ouvido interno. Literatura sugerida para esta questão: BEVILACQUA MC. A determinação do número de canais a ser utilizado na programação do IC define o local (região) em que ocorrerá a estimulação. é selecionado no feixe de eletrodos intracocleares enquanto que o eletrodo indiferente (referência) encontra-se localizado de maneira extracoclear. Bauru. Faculdade de Odontologia de Bauru – Universidade de São Paulo 5) Na programação do IC. aquele que será estimulado.Implante Coclear Multicanal: uma alternativa na habilitação de crianças surdas. . possibilita uma estimulação mais difusa. c) quantidade de contatos elétricos inseridos na cóclea O número de contatos elétricos deve ser diferenciado do número de canais utilizados na programação do IC.

751-761. Tratado de Otorrinolaringologia.. Literatura sugerida para esta questão: BEVILACQUA MC. LÂMONICA NETO.. Tratado de Otorrinolaringologia. Implante Coclear. serão processados ou codificados em sinais elétricos influencia os resultados obtidos na avaliação de medidas psicofísicas. A. 2.com. 7) Os resultados encontrados em usuários de implante coclear recebem interferência de diversos fatores e isto pode justificar a variabilidade dos resultados entre a população implantada. o envolvimento a família. b) O nível C representa o limiar de desconforto do usuário para estimulação elétrica. Existe uma variação dos níveis T e C. O.C. principalmente no primeiro uso do dispositivo. diferentes ajustes e parâmetros podem ser modificados utilizados na programação do dispositivo.P.medel. para o registro de medidas psicofísicas. In: Campos CAH. medidas psicofísicas devem ser registradas por meio de técnicas subjetivas e objetivas. (org. p. H.cochlear. D. captados pelo microfone.com.).A.. D. A. MORET ALM. é correto afirmar: a) O nível T representa o limiar de estimulação elétrica e é definido como o nível mínimo de estimulação elétrica necessária para eliciar uma sensação auditiva. ou comportamentais. S.M. O. BEVILACQUA. O. A. C. In Ferreria. No que se refere às técnicas subjetivas. Assim sendo. consulte: www. C. LMONGI. (Org. é correto afirmar que: a) A etiologia da surdez. A maneira pela qual os sinais acústicos de entrada. Tratado de Fonoaudiologia... B. Para mais informações. c) Os níveis T e C permanecem fixos durante todo o acompanhamento para mapeamento e balanceamento dos eletrodos. AMANTINI. COSTA. 2003. In: Campos.. 2004. Befi-Lopes. o tempo de privação sensorial.). De acordo com o tempo de uso do IC. Ol. R. H. p. São Paulo. 268 – 77 d)Os níveis T e C não se modificam diante de mudanças na estratégia de codificação da fala. Implante coclear em adultos. Costa. Costa HOO. L.F. Literatura sugerida para esta questão: COSTA. 278-289 BEVILACQUA. São Paulo. editores.C... C. MARTINHO. A área dinâmica para a utilização da estimulação elétrica em usuários de IC deve estar compreendida entre o menor nível de estimulação capaz de causar uma sensação auditiva e o nível de maior conforto do estimulo elétrico para o paciente. além dos recursos existentes para o processo de (re) habilitação na . M. 2003. São Paulo: Roca. p. e www. COSTA AO.. M.6) Na programação do processador de fala. v. Implante coclear em crianças.

sendo que aspectos anatômicos e fisiológicos dos candidatos ao IC determinam inicialmente a indicação do IC. e adquirindo a linguagem oral por meio da via auditiva. O que é implante coclear? Para que você saiba o que é e como funciona o implante coclear é importante que voce conheça como é e como funciona o ouvido normal. aumentando seus conhecimentos. 1) Os sons alcançam o OUVIDO EXTERNO. a estimulação elétrica advinda do IC é capaz de contribuir para o desenvolvimento das habilidades auditivas na população implantada. os estudos por imagem possibilitam a avaliação da permeabilidade para a inserção total ou parcial dos eletrodos e o diagnóstico de malformações ou patologias que impeçam o procedimento cirúrgico. não se faz necessário acompanhamento terapêutico fonoaudiológico.cirúrgica dos candidatos ao IC. d)Após a ativação dos eletrodos do IC. cada uma com uma função específica: 1-Ouvido externo: é a parte visível. 2-Orelha média: é composta pela membrana do tímpano e por 3 pequenos ossos (martelo. que contém as células com pequenos pelinhos (cílios) que transformam a vibração em sinais elétricos sensoriais da audição (células ciliadas). 4. uma vez que por si só.cidade de origem caracterizam-se como fatores determinantes para a indicação do IC. bigorna e estribo).Nervo auditivo: os impulsos elétricos são transmitidos ao nervo auditivo. seguidos dos aspectos psicosociais. b)Os resultados obtidos nos estudos por imagem (ressonância magnética e tomogragia computadorizada) caracterizam-se como fatores secundários durante o processo de indicação cirúrgica do IC. constituída pela orelha e pelo canal do ouvido. O SISTEMA AUDITIVO: O ouvido é constituído de várias partes. A avaliação dos candidatos é multifatorial. e daí conduzidos até o cérebro. Os usuários de IC necessitam aprender a ouvir com o dispositivo e à integrar a audição nas diversas situações do seu cotidiano.. No momento da avaliação pré. c) O nível sócio econômico do candidato ao IC caracteriza-se como fator determinante no início do processo de indicação cirúrgica do IC. O MECANISMO DA AUDIÇÃO: O ouvido transforma os sons em sinais elétricos que o cérebro é capaz de entender.. suas experiências de vida. 3-Orelha interna: formada pela cóclea. . onde serão interpretados.

Esquema das principais estruturas que compõem o ouvido. que transformam as vibrações em impulsos elétricos. que vibram e amplificam o som como um sistema de alavancas. Assim o implante é que estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea e o nervo leva estes sinais para o cérebro. uma antena transmissora e um microfone. Na unidade interna temos o receptor estimulador interno. Este feixe de eletrodos se conecta a um receptor (decodificador) que ficará localizado na região atrás da orelha. A unidade interna É implantada cirurgicamente dentro o ouvido do paciente. É um aparelho muito sofisticado que foi uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. principalmente os elementos da fala. implantado por baixo da pele. 6) Em seguida. Quais são as partes do que compõem o implante coclear? O implante coclear é composto por duas partes: uma unidade interna e outra externa. é um aparelho eletrônico de alta complexidade tecnológica. O receptor estimulador contém um "chip" que converte os códigos em sinais eletrônicos e libera os impulsos elétricos para os eletrodos intracocleares estimulando diretamente as fibras no nervo . que vibra. 4) As vibrações do TÍMPANO chegam até três pequenos ossos do OUVIDO MÉDIO (martelo. que tem sido utilizado nos últimos anos para restaurar a função da audição nos pacientes portadores de surdez profunda que não se beneficiam do uso de próteses auditivas convencionais.. que está sob a pele. que os percebe como sons. A partir da antena transmissora o sinal é transmitido através da pele por meio de radiofreqüência e chega até a unidade interna.. O processador de fala seleciona e analisa os elementos sonoros. atingem as CÉLULAS RECEPTORAS. e os codifica em impulsos elétricos que serão transmitidos através de um a cabo até a antena transmissora. Já existe há alguns anos e hoje mais de 100. O IMPLANTE COCLEAR O implante coclear.2) Passam pelo CONDUTO AUDITIVO EXTERNO (canal do ouvido)...000 pessoas no mundo já o estão usando. O microfone capta o som do meio ambiente e o transmite ao processador de fala. bigorna e estribo). Trata-se de um equipamento eletrônico computadorizado que substitui totalmente o ouvido de pessoas que tem surdez total ou quase total. 7) Estes impulsos caminham através do NERVO AUDITIVO até o cérebro. 5) As vibrações aplificadas são conduzidas aos líquidos do OUVIDO INTERNO (cóclea). Esta unidade possui um feixe de eletrodos que será posicionado dentro da cóclea (órgão da audição com formato de caracol). A unidade externa A unidade externa é constituída por um processador de fala. A antena transmissora possui um imã que serve para fixá-lo magneticamente junto a antena da unidade interna ( que também possui um imã). Junto ao receptor fica a antena e o imã que servem para fixar a unidade externa e captar os sinais elétricos. 3) E atingem o TÍMPANO.. ou mais popularmente conhecido como ouvido biônico. A unidade externa é a parte do implante que fica aparente e pode ser de dois tipos: retroauricular ou tipo caixa..

porém são inferiores aos pacientes implantados até 2 anos. Critérios básicos de indicação do implante coclear: Pacientes pós-linguais: Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI). Nós dividimos os pacientes em dois grupos que apresentam indicação e resultados diferentes. piores serão os resultados. sendo que quanto mais precocemente o paciente é implantado. que fez uso de prótese auditiva. porém os resultados dependerão de outros fatores como o grau de desenvolvimento da linguagem já adquirida e do trabalho de estimulação auditiva prévia. que nós denominamos de pacientes póslinguais. A partir dos 5 anos os pacientes também podem ser implantados. melhores serão os resultados. um fonoaudiólogo e um psicólogo (todos os membros da equipe têm que ter especialização em implante coclear). que nós denominamos de pacientes pré-linguais. a idade ideal é até 2 anos de idade. porém quanto maior o tempo de surdez. ou seja. PACIENTES QUE SE BENEFICIAM COM O IMPLANTE COCLEAR O paciente candidato ao implante coclear é aquele que possui surdez severa a profunda bilateral. com reabilitação fonoaudiológica efetiva há pelo menos 3 meses (crianças de 0 a 18 meses) ou desde a realização do diagnóstico (crianças maiores de 18 meses). O médico avalia se a causa que levou a surdez permite que seja realizado o implante coclear. como uso de prótese auditiva e capacidade de realização de leitura orofacial e linguagem de sinais. que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI). Existem aqueles pacientes que ouviam e por algum motivo perderam a audição. Desse modo. E existem também aqueles pacientes que são surdos desde o nascimento ou perderam a audição muito cedo antes mesmo de aprenderem a falar.Esta estimulação é percebida pelo nosso cérebro como som. ETAPAS A SEREM SEGUIDAS ATÉ A REALIZAÇÃO DO IMPLANTE COCLEAR. mas não obteve resposta satisfatória (resultados mínimos satisfatórios). A avaliação do paciente candidato ao implante coclear é um processo complexo e pode ser demorado pois existem etapas que devem ser obrigatoriamente seguidas e cumpridas em todos os pacientes. tipo e a gravidade da surdez. o paciente recupera parte da audição e pode voltar a se comunicar com as pessoas. Entre 2 e 5 anos os resultados também podem ser bons. Pacientes pré-linguais: Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo. para que seja conseguido o melhor resultado possível em benefício do paciente. Nas crianças. A equipe é composta por um médico otorrinolaringologista. Avaliação médica Inicialmente o paciente deve ser avaliado pelo otorrinolaringologista para o diagnóstico da causa.auditivo. . Neste grupo a idade do paciente é importante. Não existe limite de tempo para a realização do implante coclear neste grupo. apresentarem escores inferiores a 50% em testes de reconhecimento de sentenças com o uso da melhor protetização bilateral possível. O implante coclear é um processo complexo que exige a atuação conjunta de um equipe multidisciplinar (vários profissionais de especialidades diferentes) para que se alcance o sucesso do tratamento.

o paciente estará entubado e inconsciente e não sentirá nada durante todo procedimento. se aceita o fato de viver com uma prótese implantada dentro da cabeça. pois nós acreditamos que uma relação de confiança mútua entre o paciente e a equipe seja fundamental.em pacientes já alfabetizados) e receptiva (realização efetiva de leitura orofacial. -Treinamento auditivo (melhorando muitas vezes o desempenho do paciente com prótese convencional. Avaliação fonoaudiológica A próxima etapa é a avaliação pela fonoaudióloga. . pois o paciente deve ser avaliado como um todo e não apenas a audição. -Avaliação da adaptação do paciente com a prótese auditiva convencional: temos que ter certeza que uma prótese convencional já não seria suficiente para atender a necessidade do paciente. 1) O corte (incisão): A cirurgia é realizada toda atrás da orelha e um pequeno corte na pele de aproximadamente 4 cm. É importante que o psicólogo avalie se o paciente está preparado para ser submetido a uma cirurgia. assim como exercícios que prepararão o paciente para receber o implante coclear.Também é importante que seja estudada a existência de outras doenças. ou o resultado final com implante) . -Avaliação de linguagem emissiva (fala. se os familiares estão motivados e apóiam esta decisão (nós consideramos o apoio e a participação da família fundamentais). Audiometria em campo com uso de AASI BERA Emissões otoacústicas Tomografia computadorizada e Ressonância magnética. esta avaliação é composta por: -Avaliação do grau de surdez: temos que ter certeza que a surdez é mesmo profunda. No final do processo pré cirúrgico o paciente é submetido a avaliação pré operatória para que seja avaliada todos os possíveis riscos cirúrgicos e a cirurgia seja realizada da forma mais segura possível. e posterior retorno para avaliação.Terapia de estimulação de linguagem Avaliação psicológica È muito importante que sejam avaliados os aspectos psicológicos do paciente e das pessoas que convivem com ele no dia a dia. Devemos avaliar também o grau de expectativa do paciente e se ele tem consciência dos resultados que podem ser atingidos. que realizará uma série de testes auditivos e de linguagem. O paciente tem que estar ciente de tudo o que está acontecendo e a equipe deve expor tudo de uma forma clara e sincera. ou seja. Quando algum destes aspectos não é satisfatoriamente atendido o paciente pode ser encaminhado para reabilitação fonoaudiológica por período determinado. uso de língua de sinais e escrita). A avaliação da fonoaudióloga pode ser demorada e depende muito de cada caso e da motivação do paciente. É realizado sob anestesia geral. uso de língua de sinais e escrita . Neste período poderá ser necessário: -Treinamento em leitura orofacial para crianças maiores e adultos: Este treinamento é essencial na fase pré implante e muda muito o resultado final quando bem realizado. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO A colocação da unidade interna é realizada através de uma cirurgia que tem duração aproximada de 2 horas. EXAMES QUE GERALMENTE SÃO REALIZADOS Audiometria completa.

Hoje em são complicações extremamente raras. Esta complicação apesar de possível é muito rara e geralmente melhora após algumas semanas de tratamento. Cuidados que devem ser tomados no pós operatório Não lavar a cabeça por 3 dias. -Paralisia facial: é a complicação mais temida. Não deixar de tomar corretamente a medicação prescrita pelo médico e não deixar de comparecer ao retorno pós operatório. Os riscos próprios do procedimento são pouco frequentes. 4) No final da cirurgia fecha-se a pele com pontos e um curativo compressivo é colocado no local. -Infecção e necrose da pele: é devido ao fato de se colocar uma prótese sob a pele. hoje em dia são muito mais raras se realizados em bons hospitais. Abaixo listamos em ordem de freqüência: -Insucesso na colocação do implante coclear: pode ocorrer se houver alterações anatômicas no ouvido do paciente.2) Colocação dos eletrodos: É realizado uma abertura na cóclea (órgão da audição com formato de caracol) e os eletrodos são inseridos dentro da cóclea perfazendo uma volta completa em seu interior. O curativo com faixa por 24 horas e os pontos serão retirados em 2 semanas. . -Meningite e fístula liquórica: Foram complicações que ocorreram no início dos implantes cocleares. Dormir com o ouvido operado para o lado de cima por 14 dias. Não fazer esforço físico ou tomar sol por 30 dias. Rotina pós-operatória Na maioria dos casos o paciente recebe alta no dia seguinte da cirurgia. mas é uma complicação transitória que melhora rapidamente em poucas semanas. mas podem ocorrer. mas com o desenvolvimento da medicina. Possíveis riscos da cirurgia Primeiramente existem os riscos que existem em todas as cirurgias com anestesia geral. Não existem restrições à alimentação. Depois inicia-se o processo de programação e adaptação do paciente ao implante coclear com consultas com a fonoaudióloga. -Tontura: Pode ocorrer porque o órgão que faz agente escutar também é responsável pelo equilíbrio. Para evitar esta complicação é utilizado um aparelho chamado monitor de nervo facial que diminui o risco desta complicação. Pode ocorrer porque o nervo que faz a mímica da face passa muito próximo do local da cirurgia. Após 3 dias pode lavar a cabeça mas deve-se tomar cuidado pra não deixar entrar água dentro do ouvido operado protegendo-o com um tampão até o retorno com o cirurgião. Se fizer uso de prótese auditiva no outro ouvido pode colocá-la logo no primeiro dia após a cirurgia. A ativação do implante coclear ocorre 30 a 40 dias após o procedimento. se ocorrer pode ser tratada se diagnosticada rapidamente. 3) Fixação do processador interno: o processador interno é colocado embaixo do couro cabeludo atrás da orelha (o paciente sentirá uma pequena elevação no local). Essas avaliações no início serão semanais e depois quinzenais e mensais. seja por um defeito congênito (de nascença) ou por seqüelas de infecção ou fraturas.

adequadamente reabilitados). d) condições adequadas de reabilitação na cidade de origem. mas pode ocorrer distorção no som e desconforto para o usuário de implante. c) família adequada e motivada para o uso do implante coclear. -Radiografia simples. televisores. IMPLANTE EM CRIANÇAS O Implante Coclear em crianças. -Luz ultra violeta de clínicas odontológicas. b .278/GM Em 20 de outubro de 1999) IMPLANTE EM ADULTOS O Implante Coclear em adultos deverá seguir os seguintes critérios de indicação: a .ausência de benefício com prótese auditiva (menos de 30% de discriminação vocal em teste com sentenças). É proibido: -Realizar exame de ressonância magnética ou chegar perto da sala de exame: o implante é composto de um metal que pode ser atraído violentamente pelo aparelho de ressonância magnética podendo levar a complicações graves. -Radiação eletromagnética: monitores de computador. forno de microondas. O paciente implantado não deve praticar esportes violentos como lutas ou outras atividade com grande risco de bater a cabeça. Existem alguns modelos que permitem realizar o exame em condições muito especiais. Manter o implante desligado no pouso e na decolagem. comprovando que o paciente é mesmo implantado. b) incapacidade de reconhecimento de palavras em conjunto fechado. CRITÉRIOS DE INDICAÇÃO PARA PACIENTES SUS (Portaria nº 1. Podem alterar o funcionamento do implante coclear: -Sistema de detectores de metais: o implante coclear irá disparar toda vez que passar por estes dispositivos (geralmente estão presentes em portas de bancos e aeroportos). -Uso de bisturi elétrico: é proibido o seu uso em pacientes com implante coclear pois podem queimar a unidade interna. Podem ser realizados sem problemas: -Ultra-sonografia diagnóstica. -Sistema de vigilância de lojas: desligar o aparelho quando for passar através da porta de lojas que possuem sistema eletrônico de vigilância (são aqueles aparelhos que apitam quando alguém tenta sair com um produto sem passar pelo caixa). A proximidade deste dispositivos podem alterar a qualidade sonora ou interferir no transmissão de dados entre as unidades interna e externa. é aconselhável andar sempre com o comprovante emitido pelo fabricante. O implante coclear geralmente não dispara estes aparelhos. Por isso. mas é obrigatório avisar o seu otorrino e o radiologista sempre que for solicitado um exame de ressonância magnética. menores de 18 anos com surdez pré e pós-lingual. -Tomografia computadorizada. c . durante pelo menos três meses. Avisar o médico toda vez que for ser submetido a uma cirugia. . deverá seguir os seguintes critérios de indicação: a) experiência com prótese auditiva.adequação psicológica e motivação para o uso de implante coclear.CUIDADOS COM O SEU IMPLANTE COCLEAR O implante coclear é uma prótese e pode quebrar se sofrer um traumatismo sobre ela. -Manter o aparelho desligado o pouso e na decolagem de aeronaves: funciona como qualquer aparelho eletrônico e pode interferir nos aparelhos de controle da aeronave.pessoas com surdez neuro-sensorial profunda bilateral com código lingüístico estabelecido (casos de surdez póslingual ou de surdez pré-lingual.

não são todos os pacientes que se beneficiam do implante coclear. etiologia e médias de idade. e os indivíduos dificilmente chegam à percepção de fala sem pistas auxiliares (apoio de leitura labial. Da mesma forma.surdez pré-lingual em adolescentes e adultos não reabilitados por método oral. .6 vezes o risco das demais crianças (p=0. é capaz de compreender através de leitura labial ou LIBRAS. em geral. o desenvolvimento é muito próximo ao de uma criança normal. crianças com boa compreensão de linguagem pré-operatória tiveram risco para melhor percepção de fala 3.. Muitas vezes. com idade entre 4 e 12 anos no momento da ativação e uso efetivo do implante há 1 ano.pacientes com agenesia coclear ou do nervo coclear. escrita. Por isso a avaliação e a orientação correta são fundamentais para previsão do prognóstico e direcionamento das expectativas. Entende-se por adequado nível de desenvolvimento de linguagem a criança que. Quanto melhor é o desenvolvimento lingüístico. acredita-se que este grupo terá grande benefício com a realização precoce do implante bilateral.009). pode haver um excelente ganho auditivo porém sem modificação do padrão de comunicação. c . estudos realizados em pacientes surdos pós linguais têm demonstrado que pacientes que realizaram o implante bilateral apresentam melhores desempenhos auditivos nestas mesmas situações. seja por LIBRAS e/ou leitura orofacial. mesmo quando o paciente apresenta surdez profunda. Assim. Nos indivíduos pós-linguais em geral se obtém cerca de 80% de reconhecimento de sentenças em formato aberto. o implante pode não ser indicado.contra-indicações clínicas. sinais). sem lacunas no desenvolvimento.CRITÉRIOS DE CONTRA-INDICAÇÃO Está contra-indicado o Implante Coclear nos seguintes casos: a . os benefícios com o implante coclear já estão muito comprovados. devendo ser considerado na seleção de crianças mais velhas para o implante coclear. 2006). Atualmente. melhor é a capacidade da criança em processar os estímulos auditivos. Nas crianças implantadas ainda bebês a aprendizagem da língua oral ocorre de maneira incidental e. apesar da deficiência auditiva. Baseado na teoria da maturação das vias auditivas que apresenta o seu maior desenvolvimento até 2 anos de idade. Os estudos e o acompanhamento em longo prazo mostram que os melhores resultados com o implante coclear são em pacientes com perdas de audição pós-lingual e em crianças implantadas ainda pequenas (até 2 anos e 11 meses). Em pacientes adolescentes ou adultos com surdez pré-lingual o resultado é dependente da expectativa. portanto quanto mais velho é o indivíduo. Em um estudo com 54 crianças surdas pré-linguais implantadas. o benefício é limitado e em longo prazo. estabelecer regras lexicais e sintáticas para compreensão e expressão da língua. Em nosso país. Em crianças com idade superior a 4 anos os benefícios com o implante coclear são altamente dependentes do seu nível de desenvolvimento de linguagem e cognição. (2005) mostraram que não houve diferença significativa entre os grupos para os fatores sexo. Essa exigência é diferente em cada faixa etária. Estudos mais recentes já comprovam os benefícios do implante coclear bilateral realizado precocemente. concluíram que a compreensão de linguagem pré-operatória. por questões econômicas e sociais. b . Guedes et al. BENEFÍCIOS DO IMPLANTE COCLEAR Apesar dos amplos critérios de indicação. o que é bem razoável quando pensamos em políticas de saúde pública no qual devemos beneficiar o maior número de pacientes com os recursos limitados que dispomos. motivo pelo qual muitos centros nos EUA e Europa têm realizado a cirurgia bilateral ao mesmo tempo na mesma cirurgia. associá-los ao significado lingüístico. o SUS não contempla a realização do implante bilateral. Porém. maior domínio da língua é necessário para que ele possa ter um bom resultado com o implante coclear. é um importante fator prognóstico para percepção de fala após 1 ano. Os resultados de 877 pacientes acompanhados em centros na Espanha mostram ganho médio de 60% na percepção de fala em relação ao pré-operatório de adultos pós-linguais e de 90% de discriminação e compreensão de fala em formato aberto de crianças implantadas antes dos 03 anos de idade (Manrique et al. BENEFÍCIOS DO IMPLANTE COCLEAR BILATERAL Há muito tempo já é provado a importância da audição bilateral na localização sonora e na discriminação de sentenças principalmente quando existe mais de um interlocutor ou quando estamos num ambiente barulhento. retomada das atividades profissionais e sociais com melhora significativa na qualidade de vida e 50% de uso o telefone sem dificuldades. se o resultado será muito limitado.

naturalmente. é que manter esse aparelho é caro e nem todos os usuários tem condições de fazê-lo sem dificuldade. o resultado do implante na orelha contralateral piora drasticamente. . O implante coclear veio para ficar. mas não consegue manter o acesso a ele. outros não. não conseguiria sequer manter o aparelho funcionando. as recargas são feitas a cada 13 horas). As baterias recarregáveis custam mais de R$750 (com vida útil de dois anos e cada recarga deve ser feita a cada poucas horas. Senão. numa sala de aula em que existe outras pessoas falando dentro e fora dela. Além do próprio aparelho. sai mais de quarenta e cinco mil reais. O que muita gente não sabe. Alguns conseguem. após alguns anos do primeiro implante coclear. anos perdidos em idade escolar são extremamente prejudiciais para o desenvolvimento do aluno usuário do IC. o que leva o usuário a gastar um mínimo de R$200/mês só para que o aparelho funcione. E não é coberto nem pelo SUS nem pelos convênios. o valor delas é alto. Como já expliquei numa coluna dedicada a esse aparelho. E isso custa caro. coisa que também é cara e imprescindível. usa-se duas ou três por vez. No meu caso. É preciso essa terapia para que o usuário aprenda a ouvir através do IC e treine sua memória auditiva. disso não resta a menor dúvida. Sendo que destes 20. Porém. o que acelera o processo de adaptação ao aparelho. existe um acessório importantíssimo. é preciso que o SUS e os convênios se responsabilizem também com o pós operatório. é necessária uma manutenção regular. E isso. Alguns argumentos contra a realização do implante coclear seria o custo maior de manutenção de dois aparelhos e a possibilidade de preservar um dos ouvidos para novas tecnologias que possam se desenvolver. conforme o aparelho). Sem ajuda do SUS. o que faz com que o número de usuários do IC cresça cada vez mais. que permitem que o aparelho funcione um pouco mais do que as recarregáveis (costumam durar o dobro do tempo). Ninguém consegue de imediato e. A começar pelo funcionamento do aparelho. valor de um carro popular. Os gastos com pilhas são consideráveis. impedindo que o paciente se beneficie de novos modelos de implante se o intervalo entre o primeiro e o segundo implante for muito longo. o SISTEMA FM. não haveria a menor possibilidade de ser ouvido. gasta-se com a terapia de reabilitação auditiva. As peças podem custar até R$22000. Pelo menos uma vez por ano. pior ainda. esse valor costuma ser coberto pelo SUS e pelos convênios. sem qualquer quebra ou manutenção regular. pouco acessível para muita gente. Portanto. custam entre R$25 e R$45 (pacote com seis pilhas. como todo aparelho. Não basta bancar a cirurgia e esperar que o usuário seja o único responsável pela manutenção e gastos extras que o IC gera. muita gente vai colocar o IC para usá-lo apenas até a primeira reposição de peça e então deixar de usá-lo. muitos pais recorrem à justiça para que o governo pague. Mas. pouco acessível. muita gente que precisa do Implante para ouvir. o IC se torna um sonho distante. quanto mais repor as peças tão necessárias para o bom funcionamento do processador. Se alguma peça precisar ser reposta. nem o SUS nem os convênios cobrem. Já as baterias descartáveis.O nosso grupo tem atualmente 20 pacientes utilizando o implante coclear bilateralmente. E este aparelho também é caro e pouco acessível. Além disso. de acordo com a programação de cada usuário. Uma tortura para quem pôde vislumbrar o som. ele é fundamental para que o aluno com implante consiga acompanhar o que diz o professor. o implante ainda é uma tecnologia pouco divulgada e. O custo da cirurgia não é barato. que estão em fase escolar. Logo. Felizmente. Para consegui-lo. além de ecos e reverberações. esta tecnologia é a melhor forma de ter acesso aos sons que. 3 foram sequenciais e 17 simultâneos. Para quem tem perda profunda bilateral. especialmente para usuários crianças e adolescentes. Porém.

Num país com o 8º PIB mundial. o que leva o usuário a gastar um mínimo de R$200/mês só para que o aparelho funcione. As peças podem custar até R$22000. muita gente vai colocar o IC para usá-lo apenas até a primeira reposição de peça e então deixar de usá-lo.Num país com o 8º PIB mundial. disso não resta a menor dúvida. como todo aparelho. Para quem tem perda profunda bilateral. valor de um carro popular. E não é coberto nem pelo SUS nem pelos convênios. garantir plena acessibilidade às carências físicas e sensoriais. Porém. ele é fundamental para que o aluno com implante consiga acompanhar o que diz o professor. E isso. conforme o aparelho). existe um acessório importantíssimo. Ninguém consegue de imediato e. sai mais de quarenta e cinco mil reais. quanto mais repor as peças tão necessárias para o bom funcionamento do processador. O custo da cirurgia não é barato. pouco acessível. mas não consegue manter o acesso a ele. é necessária uma manutenção regular. esta tecnologia é a melhor forma de ter acesso aos sons que. Como já expliquei numa coluna dedicada a esse aparelho. o que acelera o processo de adaptação ao aparelho. garantir plena acessibilidade às carências físicas e sensoriais. de acordo com a programação de cada usuário. gasta-se com a terapia de reabilitação auditiva. anos perdidos em idade escolar são extremamente prejudiciais para o desenvolvimento do aluno usuário do IC. Alguns conseguem. As baterias recarregáveis custam mais de R$750 (com vida útil de dois anos e cada recarga deve ser feita a cada poucas horas. nem o SUS nem os convênios cobrem. além de ecos e reverberações. outros não. esse valor costuma ser coberto pelo SUS e pelos convênios. Logo. naturalmente. o que facilita para que o cidadão com deficiência possa vir a se tornar mais uma mão de obra qualificada para trabalhar e manter o país. Pelo menos uma vez por ano. pior ainda. Mas. as recargas são feitas a cada 13 horas). Além do próprio aparelho. o SISTEMA FM. numa sala de aula em que existe outras pessoas falando dentro e fora dela. coisa que também é cara e imprescindível. Não basta bancar a cirurgia e esperar que o usuário seja o único responsável pela manutenção e gastos extras que o IC gera. não haveria a menor possibilidade de ser ouvido. que permitem que o aparelho funcione um pouco mais do que as recarregáveis (costumam durar o dobro do tempo). deveria ser o mínimo! . muitos pais recorrem à justiça para que o governo pague. usa-se duas ou três por vez. A começar pelo funcionamento do aparelho. Senão. especialmente para usuários crianças e adolescentes. custam entre R$25 e R$45 (pacote com seis pilhas. Felizmente. pouco acessível para muita gente. não conseguiria sequer manter o aparelho funcionando. é que manter esse aparelho é caro e nem todos os usuários tem condições de fazê-lo sem dificuldade. Portanto. Uma tortura para quem pôde vislumbrar o som. Já as baterias descartáveis. o que faz com que o número de usuários do IC cresça cada vez mais. sem qualquer quebra ou manutenção regular. deveria ser o mínimo! O implante coclear veio para ficar. E isso custa caro. É preciso essa terapia para que o usuário aprenda a ouvir através do IC e treine sua memória auditiva. o que facilita para que o cidadão com deficiência possa vir a se tornar mais uma mão de obra qualificada para trabalhar e manter o país. o valor delas é alto. é preciso que o SUS e os convênios se responsabilizem também com o pós operatório. No meu caso. que estão em fase escolar. Se alguma peça precisar ser reposta. Além disso. Sem ajuda do SUS. Para consegui-lo. o implante ainda é uma tecnologia pouco divulgada e. muita gente que precisa do Implante para ouvir. O que muita gente não sabe. o IC se torna um sonho distante. E este aparelho também é caro e pouco acessível. Os gastos com pilhas são consideráveis.

o IC capta a onda sonora e transformaa em impulso elétrico estimulando diretamente o nervo coclear. usada pelo paciente conforme sua vontade. processador de fala e antena transmissora. cirurgicamente implantável. nas quais se introduz o eletrodo somente na espira basal da cóclea 5. a Disciplina de Otorrinolaringologia e a Divisão de Bioengenharia do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo visavam estimular a tecnologia nacional para oferecer aos pacientes surdos um IC de baixo custo8. Muitos foram os sistemas. levando a menores possibilidades de complicações como fístula. uma vez que definitivamente melhoram a comunicação dos indivíduos surdos. Além disso. e uma unidade interna. isto é. Em 1973. mais de 15. Atualmente. O sistema multicanal Nucleus 22 foi o primeiro implante multicanal aprovado pelo Food and Drug Administration para uso clínico em 1984. seus métodos de prevenção e alternativas de tratamento9. O IC é composto por duas unidades: uma externa. Apenas em 1977 o primeiro estudo multicêntrico apoiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) conclui que os IC são benéficos.7. Assim. Em 1990. Embora a possibilidade da estimulação elétrica do nervo auditivo tenha sido descrita em 1957 por DJOURNO E EYRES1. esse estudo deu credibilidade à tecnologia do IC. Também houve sistemas cujo eletrodo era extracoclear. proporcionando modulação vocal e tornando a fala esteticamente boa. o desenvolvimento tecnológico está permitindo ampliação de sua indicação para indivíduos com surdez severa bilateral ou até mesmo para perda neurossensorial profunda em freqüências agudas. ainda emergente4. mas o paciente apresentou rejeição 2 semanas após a cirurgia3. labirintopatia infecciosa. Esta experiência permitiu o estabelecimento das complicações cirúrgicas encontradas. particularmente quando associado à leitura labial. Este modelo evoluiu para os sistemas de transmissão por rádio-frequência (acoplamento transcutâneo) devido aos problemas infecciosos do antigo sistema10. a partir desta iniciativa. Atualmente todos os sistemas encontrados comercialmente são transcutâneos e com eletrodos multicanais intracocleares. fonoaudiólogas e psicólogas voltados para o tratamento e reabilitação do deficiente auditivo. sendo rotineiramente empregado como auxiliar na reabilitação destes pacientes em vários centros. Beneficia pacientes portadores de surdez severa e profunda bilateral que apresentam pouco ou nenhum benefício com próteses auditivas convencionais. é a melhor alternativa de tratamento para indivíduos com surdez severa ou profunda bilateral. HOUSE e URBAM relataram que já haviam realizado uma cirurgia em 1961. composto por uma equipe multidisciplinar compreendendo médicos otorrinolaringologistas. a primeira cirurgia que obteve sucesso foi realizada por DOYLE em 19622. sendo que o paciente obteve audição útil por mais de um ano. praticamente substituindo-os por completo na prática médica6. um \”plug\” retroauricular no qual se encaixava a unidade externa aos eletrodos internos.000 pessoas já foram implantadas em todo o mundo. Atualmente.INTRODUÇÃOO implante coclear (IC) é uma prótese eletrônica introduzida cirurgicamente na orelha interna. Seu uso clínico só foi reconhecido muito tempo depois. uma vez que melhora sua comunicação oral e seu convívio em sociedade. Os primeiros implantes usavam o sistêma percutâneo de acoplamento. os sistemas multicanais suplantaram os aparelhos monocanais na discriminação de freqüências sonoras e percepção da fala. que contém um receptor/estimulador e um fino cabo com eletrodos. Desde então. lesão de células e terminações nervosas intracocleares11. Embora essa prática já esteja bem estabelecida para a surdez profunda bilateral. contendo microfone. técnicas cirúrgicas e materiais utilizados para IC desde o início. formou-se o Grupo de Implante Coclear do HC-FMUSP. Ao contrário da prótese auditiva convencional. foi criado o implante coclear monocanal FMUSP-1 e. .

optamos por dividi-las em: A. Este procedimento introduz uma fina agulha pela membrana timpânica. A unidade externa é confeccionada com materiais biocompatíveis extensamente testados. de modo que suas complicações são igualmente semelhantes. A estimulação elétrica do promontório é usada por alguns grupos como um procedimento de rotina para estabelecer prognóstico do IC. D. Atualmente. lesão de cadeia ossicular e até da janela oval. Estes doentes por vezes necessitam de anestesia geral para a realização do exame. É importante lembrar que. C. formando 2 retalhos correspondentes às duas curvaturas do \”S\”. após a cirurgia. ou em \”S\”. Devem portar consigo um cartão de identificação oficial atestando o uso de prótese metálica. Este retalho pode ser realizado com incisão em \”C\”. podem ocorrer infecções da cavidade timpânica. realizada como acesso à janela redonda da cóclea. Neste estudo. médicos e pacientes devem estar bastante cientes das possíveis complicações decorrentes do ato cirúrgico propriamente dito ou de procedimentos relacionados. principalmente na ressonância magnética. utilizamos somente o retalho em \”S\” que até o momento não apresentou nenhuma complicação. formando um só retalho pediculado. trans-operatórias. a técnica cirúrgica e seus resultados são semelhantes. com formação de fístulas e iatrogenia no nervo facial em seu segmento timpânico (principalmente em crianças com o canal de Falópio deiscente). Em todos estes sistemas e marcas. pós-operatórias. porém o tipo de retalho miocutâneo varia de cirurgião para cirurgião. com exceção de sangramentos que podem ser contidos por hemostasia clássica. muitas vezes interrompendo ou nem mesmo permitindo o início do exame (30% das pessoas). B. A COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATORIAS São aquelas resultantes de métodos utilizados para o diagnóstico e indicação cirúrgica. não há complicações descritas na confecção destes retalhos. Os eletrodos são usualmente implantados na escala timpânica da cóclea pela própria janela redonda ou por uma cocleostomia realizada em seu giro basal. A abordagem é através de uma mastoidectomia. As infecções são tratadas com antimicrobianos. Os exames de imagem como a tomografia computadorizada de ossos temporais e a ressonância magnética são geralmente associados à administração do contraste. As complicações inerentes são raras. de modo a apoiá-la sobre o promontório para estimulação. perfurações timpânicas permanentes. que pode provocar reações alérgicas. . as fístulas por lesões da janela via de regra fecham-se espontaneamente e as lesões do nervo facial são tratadas com corticoterapia e acompanhadas por eletromiografia. a qual poderá acionar sistemas de segurança contra metais (aeroportos e prédios públicos por exemplo). B. freqüentemente evoluindo para recuperação espontânea. Esta prevalência é maior entre os indivíduos surdos devido a alterações psiquiátricas que o mesmo apresenta. levando-os ao rol dos riscos das complicações anestésicas. Indivíduos claustrofóbicos têm enorme dificuldade em permanecer na posição adequada para o exame. Entretanto. pacientes com IC não podem realizar ressonância magnética. pois o procedimento se assemelha a uma eletrococleografia transtimpânica. como é o caso do IC. Sobretudo na indicação de cirurgias funcionais. COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATORIAS O procedimento é realizado sob anestesia geral e tem uma duração aproximada de 2 horas de anestesia. Esta abertura tem a finalidade de expor amplamente a região retro-auricular e toda a região escamosa e petrosa do osso temporal. De um modo geral. pré-operatórias.O receptor/estimulador da unidade interna é implantado cirurgicamente em um nicho realizado no osso temporal póstero-superiormente à mastoidectomia. outras. Normalmente utiliza-se neuroleptoanalgesia idêntica à utilizada para as mastoidectomias.

COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATORIAS 1. Embora não seja absolutamente necessário. A timpanotomia posterior deve ser ampla a ponto de permitir a visualização da janela redonda pelo menos em sua metade superior. Lesão do canal de Falópio na parte medial da timpanotomia: nestes casos. ou até de anastomose. Normalmente. Infecção.1. na parte lateral da timpanotomia: nestes casos. o cirurgião deve analisar se houve ou não exposição do tecido nervoso do nervo facial. Dependendo de sua extensão. Fratura do aparelho receptor Tivemos apenas 1 caso de fratura do aparelho receptor em paciente adulto que relatou ter sido atingido pela filha durante uma brincadeira (Figura 1).2. podendo ser tratada com corticóide. pois o receptor e seus eletrodos apresentam grande durabilidade (10 anos na maioria dos casos e 15 anos ou mais em alguns casos). de modo que abordaremos aqui apenas as particularidades inerentes ao acesso para o implante coclear.Uma das etapas da cirurgia é a confecção do nicho que vai conter o módulo receptor. 1. correndo o risco de lesá-la. A forma e o tamanho do módulo receptor variam de equipamento para equipamento. A paralisia facial quando ocorre normalmente é transitória. Interrupção de funcionamento Pode ocorrer devido a um problema técnico do aparelho. Esta lesão não tem maiores consequências no momento da cirurgia a não ser um sangramento (contido por coagulação bipolar ou por utilização de substâncias hemostáticas) ou uma fístula liquórica. Esta ampliação aumenta a probabilidade de 3 tipos de complicações: 1. Referentes ao equipamento 1. Quando a unidade interna é colocada muito próxima à incisão ou o retalho músculo-cutâneo fica muito fino. essa complicação é bastante rara. Lesão do anel e da membrana timpânica. não há necessidade de interrupção da cirurgia e um enxerto de fáscia do músculo temporal deve ser colocado imediatamente de modo a fechar a perfuração resultante. O objetivo deste nicho é conter o receptor o melhor possível para evitar grandes relevos na calota craniana que possam expor o implante a riscos de traumatismo no pós-operatório. Referentes ao procedimento cirúrgico 2. hematoma ou necrose do retalho A infecção e deiscência da cicatriz cirúrgica são as complicações mais comuns da cirurgia do IC. Lesão do nervo corda do tímpano na parte lateral da timpanotomia: nestes casos. 3. 2. As complicações da mastoidectomia propriamente dita são bastante conhecidas. Felizmente. esse tipo de complicação ocorre em crianças pela maior exposição a traumatismos diretos da região cefálica. o cirurgião pode ser obrigado a expor a dura-máter quando a calota é fina. 2. também não há necessidade de interrupção da cirurgia e a conseqüência desta lesão é geralmente a sensação de gosto metálico referido pelo paciente no pós-operatório. pode ocorrer a extrusão da . avaliando a necessidade de descompressão de um segmento. C.1. preconizamos o uso de monitorização facial durante a cirurgia. O implante tem seu funcionamento interrompido. Dependendo da espessura da calota craniana óssea. esta lesão de dura-máter pode requerer sutura e curativo compressivo no pós-operatório. A unidade interna pode ser testada através de exames eletrofisiológicos. sendo necessário trocar toda a unidade interna. A abordagem à janela redonda é feita através de uma mastoidectomia clássica e timpanotomia posterior.

deixamos sempre uma fina lâmina ou uma \”ilha\” óssea sobre a dura-máter para sua proteção. A extrusão pela reação de corpo estranho ao material do IC é raríssima. os casos de paralisia nos quais o cirurgião não tem certeza de ter identificado o facial devem ser submetidos a nova exploração. Para evitá-la.5. com seu posterior desligamento. Durante a estimulação dos eletrodos. há maior probabilidade desta complicação. um retalho muito espesso impede ou dificulta a transmissão transcutânea de informação. o indivíduo deve ser submetido a nova intervenção cirúrgica com fechamento da dura-máter no local exposto. Existem alguns casos descritos de cocleostomia realizadas inadvertidamente. Eletrodo mal posicionado O eletrodo pode estar posicionado fora da cóclea. É importante lembrar que enquanto um retalho muito fino pode sofrer necrose. a correta realização do retalho músculo-cutâneo é fundamental na prevenção desta complicação. existem diversos tipos de incisão e a escolha deve ser feita de acordo com a experiência do cirurgião. . deve ser evitada quando o paciente já tem uma outra incisão retro-auricular prévia. 2. devendo ter um suprimento sanguíneo adequado e permitir boa exposição da área cirúrgica e o adequado recobrimento da unidade interna sem tensão no fechamento da pele. Para evitar essa complicação. a melhor conduta é a identificação dos eletrodos associados a esta estimulação. Portanto. apenas uma paciente apresentou extrusão da unidade interna por necrose de retalho (Figura 2). o ideal é que a borda da unidade interna fique pelo menos a 1 cm da incisão e que a espessura do retalho músculo-cutâneo tenha pelo menos 6-7 mm. Problemas no eletrodo Durante sua introdução. a possibilidade de checagem intra-operatória dos eletrodos em alguns modelos de IC tende a diminuir este tipo de complicação. Este caso foi solucionado com a realização de um novo retalho. Quando ocorre.6. A incisão em \”C\” invertido. os eletrodos podem apresentar ruptura interna ou ficarem pressionados ou enovelados ao redor de um ponto (Figura 3). Atualmente. Nestes casos. não tendo ocorrido em nenhum dos nossos casos. 2. 2. Desde que começamos a utilizar a incisão em forma de \”S\”.unidade implantável. sempre que possível. por exemplo. não foram observadas outras complicações. 2. Extrusão do receptor A extrusão do receptor geralmente é secundária à necrose ou infecção do retalho. a introdução deve ser delicada e com instrumentos que não pressionem o cabo dos eletrodos. provocando espasmos faciais de intensidade variável. resultando em mau funcionamento. já comentada anteriormente. Como a calota craniana de crianças é mais fina. Entretanto. Além disso. a checagem intra-operatória também deve ser realizada. a paralisia facial geralmente é transitória e melhora com corticoterapia.3. Como já dito anteriormente. levando em conta os critérios citados. Paralisia Facial Como já foi dito anteriormente. Fístula liquórica no nicho do receptor Essa complicação é possível quando se expõe a dura-máter da calota craniana.2. Dos 35 indivíduos operados no HC-FMUSP. sem a necessidade de retirada da unidade interna. Para evitá-la. pode ocorrer estimulação simultânea do nervo facial pelo campo elétrico gerado entre os eletrodos.4. 2. levando à introdução de eletrodos em células da cavidade timpânica.

Otite média crônica simples e colesteatomatosa São descritos casos de otite média crônica simples e colesteatomatosa em pacientes com IC. 2. pode haver saída de perilinfa pela cocleostomia. não ocorreram em nenhum dos nossos casos. 2. Migração do receptor Em crianças. 2. College Hill Press. Para evitar esta complicação. Fístula perilinfática Após a inserção do eletrodo. Outras complicações mais raras Embora descritas na literatura. Implants. as complicações desta cirurgia estão diretamente relacionadas à inexperiência do cirurgião. Por isso. via de regra relacionada à região de inserção do músculo esternocleidomastoideo. CONCLUSÃO A cirurgia do implante coclear deve ser realizada por equipe exaustivamente treinada e experiente. 1-26. Embora raras e passíveis de correção na maioria dos casos. o crescimento craniano pode levar à migração do receptor e tração do cabo de eletrodos.8. O tratamento não difere do utilizado rotineiramente. Nestes casos. . deve-se deixar o cabo com uma folga que permita esta pequena migração sem tracionar os eletrodos.9. pode-se realizar os mesmos procedimentos cirúrgicos indicados para indivíduos sem implante coclear.2. Extrusão do eletrodo Há descrição de casos de reação de corpo estranho e extrusão de eletrodos intracocleares. bem como migração de eletrodos dentro da cóclea com necessidade de modificação das estratégias de codificação. respondendo bem ao uso de analgésicos comuns. Otite média aguda e secretora Em crianças há um aumento da incidência de otite média aguda em portadores de implante coclear.7. D. 3. Meningite Resulta da propagação de infecções da cavidade timpânica através da cocleostomia. San Diego. 4. 1985. p. 1. Uma fixação eficiente da antena receptora deve ser igualmente realizada. Dor pós-operatória Ocorre raramente. A saída de líquor pela cóclea é mais rara e acontece principalmente em casos de malformações de orelha interna. sempre obliteramos a cocleostomia com pequenos pedaços de músculo ou fáscia.

Figura 2. Extrusão parcial do aparelho receptor em paciente adulto após necrose do retalho. Fratura do aparelho receptor em paciente adulto.Figura 1. Figura 3. Radiografia simples comprovando o enovelamento dos eletrodos no interior da cóclea. .

que dura em torno de 3 ponta. Há também externamente uma Antena que se prende através de u receptor-estimulador que está sob a pele na região do osso temporal. Desde as prim de implante até os dias de hoje. A Figura 1 mostra todos os componentes do Implante já adaptado ao paciente. e que na presença de um s eletricamente as terminações nervosas do nervo auditivo que se inserem nas paredes da cóclea. os bons resultados observados também colaboraram para que ela fosse indicada até para crianças bem pequenas de O implante coclear é um dispositivo implantado diretamente na cóclea. quando então o implante é acionado. Ele tem dois componentes: o eletrodos e receptor-estimulador) e o externo (processador de fala. que é o órgão da audição. que capta os sons. O fio de eletrodos que faz parte do componente iInterno é colocado na cóclea durante uma cirurgia. antena e cabos). mas que tem o mesmo objetivo de oferecer o melhor em termos de audição. microfone. O microfone fica acoplado ao processador de fFala se caixa de aparelho retro. que tem o receptor-estimulador. Outra parte do componente externo é o microfone.Info Saúde > Implante Coclear Implante Coclear Há já alguns anos. estas crianças começaram a se beneficiar também do implante coclear que tem um funcionamento comp diferente dos aparelhos auditivos. ou fica acoplado a uma caixa de aparelho retro atrás da orelha da criança e este por sua vez se conec cabo ao processador de fala que está na cintura da criança. fica sob a pele na região do osso temporal da cabeça. local em que é feita a incisão O componente externo é adaptado de 1 mês a 1 mês e meio depois da cirurgia. ocorreram muitas evoluções nas técnicas cirúrgicas e nos dispositivos eletrônicos usados. Uma pa componente externo se chama processador de fala. no peito ou nas costas da profissionais da equipe responsável pelo implante é que determinam junto com a família qual dos dois tipos de processador indicado para cada um. A fatores. ele pode ficar inserido em uma caixa como a de um aparelho auditivo do auricular ou ficar inserido em uma caixa do tamanho de um celular preso por um cinto na cintura. .

Mas com o uso do implante ela terá que reaprender a ouvir já oriundos do aparelho são diferentes dos oriundos do implante.Figura 1 A Figura 2 mostra como é o componente externo cujo processador de fala é do tipo retro-auricular. assim como garante que as regiões do cérebro respo processamento dos sinais auditivos tenham sido estimuladas. a cada três meses) até que . da linguagem oral e da fala. por isso a importância da terapia fonoaudiológica. faz-se o mapeamento dos eletrodos que estimularão as fibras do nervo auditivo dentro da có deste momento a criança já passa a escutar e faz-se necessária a terapia fonoaudiológica com ênfase no desenvolvimento da auditivas. Figura 3 Quando o implante é acionado. Figura 2 A Figura 3 mostra como é o componente externo cujo processador de fala é do tipo caixa. O fato da criança já ter sido usuária de aparelhos auditivos garante que a estimulação nervo auditivo tenham ocorrido e não tenha havido atrofia das mesmas. Os mapeamentos acontecem nos acompanhamentos que são repetidos regularmente (a cada mês.

o que se dá ao redor de um ano de uso. já que muit nos mapeamentos podem ser feitos com base nas observações que são feitas durante as sessões de terapia. temos observado que as crianças aproveitam muito bem a qualidade do som que o implante oferece e desenvolvem mais rapidamente as habilidades auditivas. em 1999. por isso é importante consultá-los para se sa detalhes. O Ministério da Saúde estabeleceu. até em t de crianças deficientes auditivas e seus pares ouvintes. são obtidos bons resultados em termo auditivas e do desenvolvimento da comunicação oral das crianças. através de uma portaria. Basicamente. Quando estes critérios são respeitados. já que previnem-se as conhecidas defasagens em termos de linguagem e. às vezes. o fato de terem usado os aparelhos lhes dá uma con mais para o aproveitamento do implante. A troca de informações entr fonoaudiólogos responsáveis pelos mapeamentos e os fonoaudiólogos terapeutas das crianças é imprescindível. São candidatas também as condições citadas acima que tenham uma família envolvida e motivada para o uso do Implante Coclear e que tenham na moram condições adequadas de reabilitação. são candidatas crianças com perdas severas (a partir de 1 ano de idade) ou profundas (a partir de 6 meses de i têm respostas ou benefício com aparelhos auditivos. mas também têm as suas particularidades. Em nossa experiência. quando a criança freqüen programa de reabilitação auditiva e quando a família se envolve com todo o processo. Os objetivos da definição dos critérios é procurar garantir que o implante seja realizado na criança que possa obter dele o m possível. . os critérios para indicação do Implante Coclear em cr centros devem seguir estes critérios. necessárias para uma boa aquisição e desenvolvimento da linguage fator tempo é um grande aliado. Para estas crianças. que valha o risco da cirurgia e o alto custo da mesma.mapeamento mais definitivo para a criança e seu limiar. que é o fato de terem tido estimulação das vias auditivas. quando o procedimento cirúrgico é realizado com sucesso.

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Uma solução para a vida .é apenas o começo Cada vez mais o avanço da tecnologia possibilita a miniaturização dos implantes auditivos. Para os pacientes este avanço possibilita maior qualidade na audibilidade e maior conforto na sua utilização. estão cada ve eficientes. Além de menores. Deficiê audi impl cocle Antes que voc compreender funcionam os cocleares voc saber as inform como funcion normal: • • • O ouv as ond trafega As on o tímp minús (marte estribo ouvido Essa v pêlos .

seja repentina ou progressiva. e um atraso de desenvolvimento. trazendo o mundo dos sons de volta à vida do usuário. você pode ver co ouvido médio (extrema direita) vibram os minúscu células sensoriais do ouvido interno (centro). . fonoaudiólogo. Pode causar os mesmos resultados em uma criança. Mas para pessoas de todas as idades. É também conhecido como "ouvido biônico". Implante coclear O implante coclear é um dispositivo eletrônico indicado para os pacientes que possuem perda auditiva profunda e que não se beneficiam da utilização dos aparelhos de amplificação sonora para aproveitamento da informação auditiva. isolamento e até depressão. psicólogo e assistente social. A sua indicação demanda a avaliação de uma equipe multidisciplinar especializada. além de afetar a capacidade de aprender e falar. Estas então convertidas em um sinal elétrico que é enviad auditivo ao cérebro (extrema esquerda). Nesta seção transversa da cóclea. Para os adultos a perda auditiva. composta pelo médico otorrinolaringologista. Entendemos que não há aproveitamento quando as habilidades de reconhecimento e discriminação da fala estão sofrendo prejuízos.sensor interno conhe e estas as vib elétric nervo • O sina o nerv ao cér interpr O processo da audição normal Quando qualquer parte deste delicado sistema é danificada. pode causar frustração. pode ocorrer uma perda auditiva. os implantes cocleares acabam com o isolamento causado pela perda auditiva.

os quais amplificam os sons. esses dispositivos implantados cirurgicamente são conectados aos ossos no ouvido médio. o implante coclear fornece impulsos elétricos a diferentes fibras nervosas.O implante coclear é um dispositivo inserido cirurgicamente na cóclea. Ao desviarem-se do canal auditivo e o ouvido médio. Os novos aparelhos auditivos ancorados no osso (baha) desviam-se do processo de audição normal para ajudar pessoas com perda auditiva severa. condutiva ou mista que não podem se beneficiar dos aparelhos auditivos normais. Para seu funcionamento adequado é necessário a realização da ativação.estimulando diversas regiões da cóclea. Em vez de meramente amplificar o som. sensorineural. Aqui você poderá encontrar algumas informações sobre este dispositivo O que é um implante coclear? O implante coclear é um dispositivo eletrônico que estimula diretamente as fibras do nervo auditivo. o órgão responsável pelo recebimento do estímulo auditivo e transmissão desta informação ao nervo auditivo e estruturas corticais. Diferentemente dos aparelhos auditivos convencionais. É imprescindível o trabalho de terapia fonoaudiológica para que a criança desenvolva as habilidades auditivas e linguísticas. os aparelhos auditivos baha criam vibrações no crânio e transmitem essas vibrações diretamente até a cóclea através de um processo chamado condução óssea direta. mapeamentos e retornos para acompanhamento. .

Os implantes cocleares funcionam melhor em pessoas com danos auditivos mais severos porque eles se desviam das partes danificadas do ouvido e enviam as informações sonoras diretamente ao nervo auditivo como sinais elétricos.A Nova geração de aparelhos auditivos ou aparelhos para surdez Os tradicionais aparelhos auditivos funcionam bem para pessoas com níveis variados de perda de audição. O receptor. que então passa os sinais para o cérebro. E o arranjo de eletrodos é um fio que corre do implante para dentro da cóclea. O microfone. Componentes e funcionamento do implante coclear O implante coclear é formado por dois dispositivos: um interno. que traduz o som em informações digitais. O sistema interno apresenta um receptor e um arranjo de eletrodos. o qual irá analisar e codificar a informação em impulsos elétricos. no osso atrás do ouvido. um pequeno dispositivo que pode ser anexado de forma imperceptível sobre o ouvido externo. um microfone e um transmissor. . O arranjo de eletrodos envia esses sinais para o nervo auditivo. O microfone capta o som e envia-os ao processador de fala. cujo tamanho é parecido com o de uma moeda. Todo o sistema funciona da seguinte maneira: 1. que é anexado ao processador de som. Os implantes cocleares podem ser usados sozinhos ou com aparelhos auditivos tradicionais em pessoas que têm perda auditiva moderada para algumas freqüências. é implantado sob a pele. O microfone capta o som e o envia para o processador de som. O transmissor é ajustado com um ímã que o prende ao receptor interno (em vez de ser preso ao couro cabeludo e ao ouvido. antena transmissora e cabos. composto pelo microfone. mas eles não podem restaurar o som para as pessoas que têm surdez profunda. O implante coclear é composto de dois sistemas principais: um externo e um interno. que transforma as informações digitais em sinais elétricos e envia esses sinais para o arranjo de eletrodos. mas uma perda auditiva mais severa em outras freqüências. processador de fala. captura os sons e os envia para o processador de som. Ele envia essas informações digitais para o receptor implantado. o sistema externo também pode ser transportado no bolso de uma camisa ou pochete). O transmissor se ajusta atrás do processador de som e se conecta ao couro cabeludo diretamente do lado externo onde o receptor interno está implantado sob a pele. O sistema externo é composto de três partes: um processador de som. inserido cirurgicamente e composto pelo receptorestimulador interno e cabo de eletrodos e um externo.

No receptor-estimulador interno os sinais serão decodificados e enviados aos eletrodos intra-cocleares. Possibilidade de realização de Ressonância Magnética (necessário requerimento da autorização prévia do fabricante) 3. permitindo o desenvolvimento das habilidades de audição e linguagem para as crianças que não possuem um aproveitamento satisfatório do uso dos aparelhos de amplificação. 1. Processadores de fala com diversas opções de compartimento de baterias.2. inseridos cirurgicamente. bem como a duração e grau da perda auditiva. Tendências tecnológicas atuais O que há de novo em termos de recursos para os dispositivos. A informação deverá percorrer a via auditiva central e atingir as estruturas corticais responsáveis pela interpretação das informações auditivas. de acordo com as possibilidades cirúrgicas de cada candidato Dispositivo Externo: 1. Altas taxas de estimulação e avanços no processamento de sinais 2. 4. O que pode interferir nos resultados do Implante Coclear? Os fatores que podem interferir nos resultados podem variar. portadores de deficiência auditiva neurossensorial de grau severo a profundo e/ou profundo bilateral. transmite a informação ao receptor-estimulador interno por rádio-frequência. Dispositivo Interno: 1. adaptável às atividades de vida diária do usuário 2. os quais não obtiveram resultados significativos com o uso do aparelho auditivo Quais são os benefícios do Implante Coclear? O Implante possibilita uma melhora significativa na percepção de sons de fala e de sons ambientais. quanto menor o tempo de privação sensorial. De uma maneira geral. Conexão direta com sistemas de FM As etapas do processo . a qual de maneira transcutânea. o usuário de implante coclear será capaz de experimentar a sensação de audição. A partir deste momento. o estado da cóclea e outras condições médicas são capazes de influenciar nos resultados do implante coclear. melhores serão os resultados. Diversidade de eletrodos. com controles e ajustes realizados por meio de 3. 3. Quem são os candidatos ao implante coclear? Adultos e crianças a partir de 1 ano de idade. controle remoto 4. 1. Tecnologia avançada. A informação é enviada à antena transmissora externa. A etiologia da deficiência auditiva e idade da implantação.

não importa qual. nesse momento em que nos sentimos tão pequenas diante da vida. CIRURGIA e . O intuito desse BLOG é informar. para verificação das características deste procedimento. por exemplo. O Implante Coclear não chega a ser o tão esperado milagre. na presença de ruído competitivo. Uma melhora significativa das habilidades auditivas na percepção dos sons da fala em situações de ruído competitivo vem sendo descrita pelos pesquisadores da área. independente de sua causa. além do mapeamento dos eletrodos. Neste momento são realizadas as orientação aos pais e/ou paciente com relação aos cuidados e funcionamento dos dispositivos externos. os usuários de Implante Coclear podem utilizar o processador de fala do implante coclear de maneira combinada à tecnologia do sistema de FM. Após esta etapa é necessário um acompanhamento periódico. as culpas e principalmente o medo.por fim e mais longa a REABILITAÇÃO (fonoterapia). Após confirmada a indicação ao IC é marcada a cirurgia que dura em média 2 horas para a . já foram implantados cerca de 1.000 usuários de Implante Coclear. que passa a fazer parte de nossas vidas por algum tempo. Nos deparamos com uma realidade que na verdade não gostaríamos que existisse. somos incluídas num mundo desconhecido e cheio de informações e tecnologias confusas pra nós que somos “meras mães”. Para que seja realizada a cirurgia de Implante Coclear o paciente passa por uma série de avaliações e procedimentos médicos. O Tratamento/cirurgia de Implante Coclear passa por 3 difíceis e importantes etapas. Cirurgia de Implante Coclear Quando descobrimos a surdez dos nossos filhos. as quais chamamos de: PRÉ IMPLANTE(seleção.Pré-cirúrgica: é a etapa na qual acontece a avaliação médica otorrinolaringológica. o diagnóstico audiológico preciso. telemetria de respostas do nervo auditivo e raio X. as dúvidas. no que se refere ao uso do implante coclear associado a esses sistemas. todas são dolorosas.500 usuários de Implante Coclear. avaliação e indicação). as perguntas. Pós-cirúrgica: é quando acontece a ativação dos eletrodos. Normalmente quando nos encontramos nessa situação buscamos um milagre. O Programa Nacional de Atenção à Saúde Auditiva do Ministério da Saúde paga esta cirurgia. Cirúrgica: diz respeito ao momento da cirurgia para inserção dos eletrodos na cóclea. avaliação e estudos por imagem. Ao final dessa etapa o paciente é informado quanto a sua indicação ao IC e se estará apto para a realização da cirurgia. psicólogos e assistente social. entramos em choque e muitas são as preocupações. Geralmente não sabemos por onde começar ou o que fazer. fonoaudiólogos. Quantos sujeitos já foram implantados? Existem mundialmente cerca de 120. com uma equipe multidisciplinar que geralmente é composta por cirurgião/otorrino. No Brasil. Em todo o processo a equipe deverá oferecer o apoio e esclarecimento ao usuário e família. Dispositivos Auxiliares e Implante Coclear Com o objetivo de minimizar as dificuldades encontradas na compreensão dos sons da fala em situações consideradas difíceis. de acordo com a idade e necessidade do paciente. a DEFICIÊNCIA. orientar e apoiar a todos que precisarem de um ponto de partida e quem sabe uma palavra amiga. mas com certeza afirmamos que ele é o mais seguro e eficaz tratamento pra deficiência auditiva. Nesta etapa também são realizados os procedimentos intra-cirúrgicos: telemetria de impedância dos eletrodos.

Postado por Implante Coclear às 23:17 Nenhum comentário: Links para esta postagem Marcadores: Informação domingo. CARINHO e muito AMOR. ainda na sala de cirurgia são realizados os primeiros testes. É feito um corte atrás da orelha e introduzido o componente interno logo abaixo da pele e seus eletrodos são inseridos dentro da cóclea. Bandeirantes. Andar. pois a cada simples atividade do cotidiano pode ser de muito aprendizado. uma hora de muita emoção e também o primeiro passo de uma caminhada longa e maravilhosa.org. após isso o paciente estará pronto a retornar para a tão esperada ATIVAÇÃO.implantecoclear. A recuperação é tranquila. o importante é dar valor a cada progresso e não desistir. A ativação do IC é um momento único para família de um deficiente auditivo. Após a ativação começa a etapa que classificamos como a mais difícil. A REABILITAÇÃO é um trabalho composto com as técnicas de uma fonoaudióloga e o amor incondicional de toda FAMILIA. É uma cirurgia simples e superficial porém não podemos deixar de citar que existem riscos que podem ocorrer em qualquer procedimento cirúrgico que necessite de anestesia. São feitos alguns testes e enfim o MUNDO DOS SONS. Ribeirão Preto – 14049-900 . pois cada CRIANÇA tem seu tempo .colocação da parte interna do equipamento.br Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp Fone (19) 3521-7491 / 3521-7477 / 3521-7524 Cidade Universitária Zeferino Vaz – Campus Unicamp – Campinas – 13083-970 Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP Fone (16) 3633-0186 / 3602-2395 Av. a mais cansativa e mais desgastante.org. 3900 – 12o. se assustam e outras ficam curiosas por não entenderem o que está acontecendo.mas que nos traz grandes momentos e muitas realizações. mas requer cuidados especiais que serão devidamente orientados pelo médico. abaixo estaremos informando a relação dos Centros/Hospitais no Brasil que trabalham com essa especialidade (SUS)/Particular. Dr.br http://www. nessa luta para uma melhor qualidade de vida para nossos filhos contra o silêncio. cada criança reage de uma maneira diferente algumas choram. 3-20 – Vila Universitária – Bauru – 17012-900 http://www.ouvidobionico. nem desanimar se esse progresso for lento. 255 – São Paulo – 05403-000 http://www. e no meio desse embaralhado de emoções o choro familiar e inevitável. ATENDIMENTO PELO SUS – REDE PÚBLICA SÃO PAULO Hospital de Reabilitação das Anomalias Crânio-Faciais – CENTRINHO/USP Fone (14) 3235-8188 / 3235-8168 Rua Sílvio Marchioni. São aproximadamente 4 semanas de recuperação em que a recomendação médica é: CUIDADOS. Éneas de Carvalho Aguiar. É então realizado o mapeamento e a programação do aparelho. as reações são imprevisíveis.usp. informação e orientação na integra do assunto Implante Coclear e como não poderia deixar de ser.br/ Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Fone (11) 3898-2210 / 3068-9855 Av.centrinho. 25 de abril de 2010 Centros de Implante Coclear no Brasil Nosso blog tem como objetivos principais a divulgação.

Hospital Santo Antonio Serviço de Otorrinolaringologia Núcleo de Reabilitação Auditiva “Dr. 783 – 2o. 355 – Vila Buarque – São Paulo – 01224-000 Escola Paulista de Medicina – UNIFESP Hospital São Paulo Fone (11) 5575-8046 Rua Borges Lagoa. 21 Vila Mariana – São Paulo – SP – 17012-900 RIO GRANDE DO SUL Hospital das Clínicas de Porto Alegre – UFRGS Fone (51) 2101-8249 / 2101-8228 Rua Ramiro Barcelos.Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo Faculdade de Ciências Médicas Fone (11) 2176-7000 Ramal 5740. andar Cj. Largo de Roma – Salvador – BA ATENDIMENTO PELA REDE PRIVADA (PARTICULAR E CONVÊNIO) CBIC .CENTRAL BRASILEIRA DE IMPLANTE COCLEAR Informação sobre o IC e relação de médicos participantes da CBIC em todo Brasil no site abaixo: http://www. 759 Tirol .Natal BAHIA OSID – Obras Sociais Irmã Dulce .ouvidobionico.org. 5741 ou 7235 Rua Jaguaribe.br Postado por Implante Coclear às 20:51 Nenhum comentário: Links para esta postagem Marcadores: Informação .Orozimbo Alves Costa FIlho” Fones (71) 3310-1232 / 3310-1684 Avenida Bonfim . 2350 – Porto Alegre – RS – 93035-903 RIO GRANDE DO NORTE Otocentro Fone (84) 3211-1236 Rua Ciro Monteiro.

desenvolvido para beneficiar pessoas com perda auditiva de grau severo/profundo. sem resultados satisfatórios. para que assim sejam possíveis melhores resultados. independente se a surdez é desde o nascimento ou se ocorreu posteriormente. . é composta por um receptor e estimulador. As marcas são: Cochlear Corporation®.sábado. Postado por Implante Coclear às 23:32 Nenhum comentário: Links para esta postagem Marcadores: Informação terça-feira. 17 de abril de 2010 O que é o Implante Coclear O Implante Coclear (IC). implantada cirurgicamente. confiável e seus resultados são satisfatórios.é um dispositivo eletrônico também conhecido por OUVIDO BIÔNICO. responsabilidade e compromentimento. que proporciona ao seu usuário a sensação auditiva muito próxima a natural. é seguro. Advanced Bionics® e Neurelec. É muito importante que já tenha sido feito a tentativa de uso de aparelhos auditivos convencionais. 13 de abril de 2010 Aparelhos Existem quatro marcas aprovadas no Brasil. MedEl®. É importante salientar que o IC é apenas o início de um tratamento que requer muita estimulação. O IC possui uma parte externa composta de microfones. O IC é eficaz tanto em crianças quanto adultos. já sua parte interna. um eletrodo de referência e um conjunto eletrodos que são inseridos dentro da cóclea. um processador de fala e o transmissor.

COCHLEAR CORPORATION Os aparelhos produzidos pela empresa australiana Cochlear Corporation® são comercializado no Brasil pela Politec® Importação e Comércio Ltda. Nucleus® 24K. MEDEL® Pulsar® CI100 . Nucleus® Freedom. Estes implantes possuem 22 canais internos de estimulação e permite a realização de telemetria neural ou NRT.Cada aparelho tem suas características e possuem algumas diferenças no formato e no material empregado. Nucleus Freedom® Este é o modelo mais avançado da Cochlear corporation e apresenta como vantagens o chip de plataforma aberta (microprocessador). Os modelos de implantes desta marca são: Nucleus® 24M. e eletrodo Softip que foi projetado para proteger as partes delicadas da cóclea durante a cirurgia. Nucleus® Double Array. Assemelham-se no fato de usarem um conjunto de eletrodos para estimular a cóclea.que permite atualizações ao longo dos anos a medida que novas tecnologias forem criadas. capacitando a verificação individual de cada eletrodo e sua resposta frente ao estímulo realizado. Nucleus® 24 contour. Nucleus® ABI(tronco cerebral).

o modelo retroauricular Auria® e o modelo tipo "caixa" Platinum®.A. o Sonata® TI100 e o Combi® 40+. . Possui 2 modelos de microprocessadores. Além do Pulsar® CI 100. ADVANCED BIONICS® HiRes® 90K O Implante coclear HiRes® 90K é produzido pela empresa norte americana Advanced Bionics®.O implante coclear PULSAR® CI100 é produzido pela empresa austríaca MED-EL®. (MXM).Possui um sistema de com 16 eletrodos e permite a realização de telemetria intra operatória. NEURELEC Os implantes cocleares produzidos pela empresa francesa Neurelec S. a MED-EL® também possui outros dois modelos. Opus 2 e o Tempo+. Esta marca possui três tipos de microprocessadores: Opus 1. são comercializados no Brasil pelo Centro Auditivo Widex Brasitom Ltda.

UFPR E-mail: rogeriohamer@hotmail.Impedanciometria . Central Regional de Implante Coclear do Paraná Otorrinolaringologia Dr.Ressonância magnética de ouvido interno tipo “FIESTA” com reconstrução da cóclea e medida da permeabilidade coclear. Atualmente.com . Rogério Hamerschmidt Coordenador Cirurgião e responsável pelo serviço de otologia e implante coclear do Hospital IPO Professor auxiliar do serviço de otorrinolaringologia do HC . compatíveis com o Digisonic® SP: o Digi®SP´K (desenvolvido para crianças de até 3 anos de idade) e o Saphyr® SP (modelo retroauricular). a Neurelec possui dois processadores de fala referentes à 4ª geração do dispositivo. . Exames realizados .Emissões otoacústicas .Audiometria tonal e vocal .O implante coclear Digisonic® SP possui 20 eletrodos/canais de estimulação e permite a realização de telemetria de impedâncias. a pesquisa dos potenciais de tronco cerebral evocados eletricamente (EABR) e a pesquisa dos limiares do reflexo estapediano evocados eletricamente (ESRT).BERA .Tomografia computadorizada de ossos temporais com cortes finos de 1mm.

Alexandre Gasperin Otoneurologia ( labirintopatias e zumbido ). IPO . Thais Lisboa Reabilitação auditiva Fga. Dr. Fernanda Pirih Otoneurologia Dr. Gislaine Wiemes Chefe do serviço de fonoaudiologia e responsável pela ativação e mapeamento dos pacientes implantados Fga. Claremilia Piffer Dra. Valéria Kutianski Reabilitação auditiva Psicologia Dra.Prof. Marcos Mocellin Professor titular e chefe do serviço de otorrinolaringologia do HC-UFPR Fonoaudiologia Fga.

Paraná . Dr.com. que não mediu esforços para que o projeto fosse implantado com sucesso no Paraná. As cirurgias têm sido feitas através dos convênios médicos que fazem a liberação do implante através de auditorias e perícias. ocorre a liberação.ipo.Bairro Água Verde Curitiba . O serviço só foi possível devido a todo o apoio da equipe da USP chefiada pelo Prof. e comprovada a indicação. hoje já com uma evolução muito satisfatório e com um desempenho de linguagem muito superior ao que apresentava antes com o uso de próteses auditivas convencionais.br A equipe de implante coclear e reabilitação auditiva foi montada após inúmeros esforços de unir os profissionais mais capacitados no Paraná no diagnóstico. reabilitação e tratamento das perdas auditivas. Dr. República Argentina.CEP 80620-010 Telefones: 41 33141500 ou 41 30134687 com secretária Aline Site : www. nº 2069 . Rogério Hamerschmidt . Estamos realizando também outros tipos de implantes como o BAHA e os implantes de ouvido médio. sendo que esse esforço foi coroado com o início do programa de implantes cocleares que aconteceu em agosto de 2007. Ricardo Ferreira Bento. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.IMPLANTE COCLEAR INSTITUTO PARANAENSE DE OTORRINOLARINGOLOGIA HOSPITAL DE CLÍNICAS – UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Av. dependendo do estudo de cada caso e da decisão final da equipe como um todo. com o nosso primeiro implante coclear numa criança de 5 anos.

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