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CURSO ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL QUESTÕES COMENTADAS DA ESAF PROFESSORA: CLAUDIA KOZLOWSKI

CONJUNÇÕES e PERÍODOS

Olá, pessoal

Hoje nosso assunto será a função e o emprego das conjunções e a formação de períodos compostos.

Ao lado das preposições, esses elementos são responsáveis por estabelecer o nexo entre os vocábulos de uma oração e entre as orações, períodos e parágrafos em um texto.

Por questões didáticas, iremos alterar a nossa forma de apresentação.

Como o assunto é grande, para não corrermos o risco de deixar de fora alguma conjunção, apresentaremos nessa primeira parte os conceitos para, em seguida, resolvermos as questões de prova.

CONJUNÇÕES

São vocábulos de função estritamente gramatical, utilizados para o estabelecimento da relação entre dois termos na mesma oração ou entre duas orações, que formam um período composto.

Período Simples – apresenta a oração absoluta.

Período Composto – apresenta mais de uma oração, que podem estar em coordenação (independentes) ou em subordinação (uma exerce função sintática na outra – relação de dependência).

As conjunções podem ser usadas em orações coordenadas (conjunções coordenativas) ou subordinadas (conjunções subordinativas).

Primeiro conceito importante: não se classifica uma oração somente pela conjunção introduzida por ela. Deve-se observar o valor que essa conjunção emprega ao período para, somente então, classificá-la.

Oração Absoluta – é a oração que forma um período simples. Há somente uma oração no período.

Orações Coordenadas – são orações independentes entre si. Não exercem função sintática umas nas outras. Chamam-se assindéticas as orações que não são introduzidas por conjunção. As que recebem conjunção coordenativa se chamam sindéticas (síndeto = ligação).

As conjunções coordenativas podem ser aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas.

Orações Subordinadas – são orações que, como o nome já diz, se subordinam, ou seja, exercem função sintática em outra oração. Por isso, falamos em oração principal e oração subordinada. Essa função sintática pode ser própria de um substantivo (oração subordinada substantiva), de um adjetivo (oração subordinada adjetiva) ou de um advérbio (oração subordinada adverbial):

- Adjetivas do mesmo modo que os adjetivos fazem referência a substantivos (calça clara, roupa velha), os pronomes relativos se referem a substantivos presentes em orações antecedentes - são os referentes. Por isso, os pronomes relativos dão início a orações subordinadas adjetivas, que podem

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ser restritivas (restringir o conceito do substantivo) ou explicativas (explicar seu conteúdo, alcance ou conceito).

- Substantivas - As orações subordinadas substantivas (também já vimos) são iniciadas pelas conjunções integrantes. Uma boa dica para identificar uma oração subordinada substantiva (e, consequentemente, a conjunção integrante) é substituir a oração iniciada pela conjunção pelo pronome substantivo ISSO. Exemplos:

1 - “Eu quero | que você me deixe em paz.” – “Eu quero ISSO.” – Então, “que você venha” equivale a um substantivo (Eu quero sossego./Eu quero paz.) – é, portanto, uma oração subordinada substantiva. A função sintática exercida pelo substantivo é objeto direto (Eu quero isso), e por isso a oração se chama: oração subordinada substantiva objetiva direta.

2 - “É preciso | que você preste bastante atenção.– “É preciso ISSO.– “que você preste bastante atenção” é uma oração subordinada substantiva. Como o pronome exerce a função de sujeito (Isso é preciso), a oração se chama: oração subordinada substantiva subjetiva.

- Adverbiais - Finalmente, as orações subordinadas adverbiais apresentam uma conjunção adverbial, que pode expressar uma das seguintes circunstâncias: causa, comparação, concessão, condição, consecução, conformidade, finalidade, proporcionalidade, temporalidade.

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS:

ADITIVAS – possuem a função de adicionar termos ou orações de mesma função gramatical – e, nem, não só mas também (séries aditivas enfáticas)

ADVERSATIVAS – estabelecem uma relação de contraste entre os termos ou orações – mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto, porém, enquanto

ALTERNATIVAS – unem orações independentes (coordenadas), indicando sucessão de fatos que se negam entre si ou que são mutuamente excludentes (a ocorrência de um exclui a do outro) – ou, ora, nem, quer, seja (repetidos ou não)

CONCLUSIVAS – exprimem conclusão em relação à(s) oração(ões) anterior(es) – pois (no meio da oração subordinada), portanto, logo, por isso, assim, por conseguinte

EXPLICATIVAS – a oração subordinada explica o conteúdo da oração principal – pois (no início da oração subordinada), porque, que, porquanto

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS:

INTEGRANTES são apenas duas (graças a Deus!) – que e se iniciam orações subordinadas substantivas e exercem funções sintáticas próprias dos substantivos – sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito, agente da passiva etc.

ADVERBIAIS iniciam orações subordinadas adverbiais.

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CAUSAIS – a oração exprime causa em relação a outra oração – porque, pois, que, uma vez que, já que, porquanto, desde que, como, visto que, por isso que

COMPARATIVAS – subordinam uma oração a outra por meio de comparação ou confronto de idéias – que, do que (antecedidas por expressões mais, menor, melhor, pior etc), (tal) qual, assim como , bem como

CONCESSIVAS – apresentam idéias opostas às da oração principal – embora, apesar de, mesmo que, ainda que, posto que, conquanto, mesmo quando, por mais que

CONDICIONAIS – indicam condição para que o fato expresso na oração principal se realize ou ocorra - se, caso, exceto se, salvo se, desde que, contanto que, sem que, a menos que, a não ser que

CONSECUTIVAS – apresentam a consequência para um fato exposto na oração principal – (tanto/tamanho(a)/ tão) que, de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que

CONFORMATIVAS – expressam conformidade em relação ao fato da oração principal – conforme, segundo, consoante, como (no sentido de conforme)

FINAIS – apresentam a finalidade dos atos contidos na oração principal – a fim de (que), para que, porque, que

PROPORCIONAIS – expressam simultaneidade e proporcionalidade dos fatos contidos na oração subordinada em relação aos fatos da oração principal – à proporção que, à medida que, quanto mais (tanto), quanto menos (mais/menos)

TEMPORAIS – indicam o tempo/momento da ocorrência do fato expresso na oração principal – quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas, toda vez que, mal, sempre que

Para a prova, duas providências são necessárias: a memorização do significado de algumas dessas conjunções (especialmente as sublinhadas, que não estão no nosso linguajar cotidiano); análise do contexto para que identifique a circunstância expressa pela oração subordinada. Não basta memorizar essa lista (aliás, essa providência é infrutífera). Útil é compreender as circunstâncias em que devam ser empregadas.

Vamos, agora, à prática.

QUESTÕES DE PROVA DA ESAF

1 - (ESAF/ANEEL – Técnico/2006 - adaptada)

A classe média está mudando. Essa classe média é herdeira da porção Bélgica da

Belíndia (mistura de Bélgica e Índia, expressão usada na década de 70 para explicar

a desigualdade no Brasil). Ela antes tinha acesso ao sistema financeiro habitacional,

a universidades públicas, à expansão de empresas estatais cheias de ofertas de trabalho e à indexação, que reajustava o dinheiro nos bancos. Na década de 90, essas facilidades acabaram e a classe média passou a ter mais gastos. É como se ela

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tivesse viajado sempre de executiva e agora tivesse de andar de econômica. Em compensação, existe uma população que era de baixa renda e ascendeu.

(Adaptado de Ricardo Neves, Correio Braziliense, 22 de fevereiro de 2006)

Julgue as afirmações a respeito do texto como verdadeiras (V) ou falsas (F), para marcar, a seguir, a opção correta.

I - As duas orações coordenadas que seguem a expressão “Na década de 90” (l.8), expressam, semanticamente, uma relação que também pode ser escrita em apenas uma oração: com o fim dessas facilidades, a classe média passou a ter mais gastos.

II - A conjunção “e”(l.7) coordena duas orações que, semanticamente, expressam

um

contraste; por isso equivale a mas.

III

- O conectivo “Em compensação” (l.12) está empregado com valor adversativo,

pois introduz um período sintático que, semanticamente, contradiz o que afirma a primeira oração do texto.

a) V / F / F

b) V / F / V

c) F / V / F

d) F / F / V

e) V / V / F

Gabarito: E

Comentário.

I – VERDADEIRA

Em função da relação de CAUSA e CONSEQUËNCIA entre as duas orações,

poderíamos formar apenas um período, desde que fosse incluída a estrutura “com o

fim dessas facilidades”, que expressa o primeiro sentido.

II - VERDADEIRA

A passagem em análise é “É como se ela tivesse viajado sempre de executiva e

agora tivesse de andar de econômica.”.

O valor dessa conjunção é adversativo, exatamente como afirma o examinador:

sempre andou de executiva MAS AGORA tivesse de andar de econômica.

Tendo em mente o valor da conjunção (e não aquela “decoreba” inútil), você acerta

a questão.

Um bom exemplo de emprego da conjunção “e” com valor adversativo quem nos dá

é o grupo Skank:

Te ver e não te querer

É improvável, impossível

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Pela lógica, se o rapaz visse a moça, a quereria, mas isso não acontece na hipótese aventada pelo autor. Por isso, o valor desse “e” é o mesmo da conjunção “mas” (Te ver mas não te querer é improvável, impossível).

Como veremos na próxima questão, o conceito de conjunção “e” com valor adversativo já há algum tempo vem sendo explorado pela ESAF.

III - FALSA

O período iniciado por “Em compensação” não contradiz de forma alguma a

afirmação da primeira oração do texto: “A classe média está mudando.”.

Pelo contrário - ele traz uma informação a mais: não é só a classe média que está mudando; existe uma classe baixa que ascendeu.

Por esse motivo, a assertiva está INCORRETA.

A ordem correta é V / V / F e o gabarito é a letra E.

2 - (ESAF/Ministério das Relações Exteriores - Assistente de Chancelaria/2002)

Assinale a opção em que ao menos um dos conectivos propostos para preencher a lacuna provoca incoerência textual ou erro gramatical.

(a) visto como uma promessa que

(b) há algo bloqueando o

Brasil. Acho que é uma combinação de fatores como o sistema político e o modo de

(c) é

muito freqüente o brasileiro eleger políticos por seu nível de popularidade, sem avaliar seus programas e ações. É um país muito importante para a economia

mundial,

um desafio

trabalhar do cidadão, pouco engajado nos problemas da sociedade,

O Brasil é um país grande, diversificado parece nunca se realizar. O potencial existe,

(d)

sermos sempre decepcionados. É,

(e),

delicado entender por que as coisas não acontecem rapidamente no Brasil.

(Michel Porter, Veja, 5/12/2001, com adaptações)

a) e / mas

b) entretanto / mas

c) já que / pois

d) embora / apesar de

e) contudo / portanto

Gabarito: D

Comentário.

Mudança ortográfica: não há trema em “frequente”.

Excelente questão antiga, motivo que nos leva a incluí-la nesse material.

Em outras palavras, a passagem em que se encontra a lacuna (d) seria:

Apesar da importância do país na economia mundial, nós, brasileiros, sempre sofremos decepções (nem me fale nisso

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Esse valor adversativo tanto pode ser apresentado pela conjunção “embora” quanto pela apesar de.

Contudo, as conjunções embora e apesar de, a despeito de estarem situadas no mesmo campo semântico, levam o verbo a conjugações verbais distintas. O problema foi de conjugação verbal. Enquanto a conjunção ‘apesar de’ exige o verbo no infinitivo (sermos), ‘embora’ leva a flexão verbal ao subjuntivo (sejamos).

Provocou, portanto, erro de natureza gramatical (conjugação verbal) o emprego da conjunção “embora” na passagem.

Em relação às demais opções:

a) Não me canso de lembrar que o valor da conjunção deve ser verificado na

construção. No primeiro período do texto, a idéia adversativa (que tanto pode ser apresentada pela conjunção e quanto por mas) reside na oposição entre os adjetivos “grande” e “diversificado” e o fato de ser “uma promessa que parece nunca se realizar”. Assim, essa conjunção e tem valor adversativo, como nos exemplos que vimos anteriormente. Logo, qualquer das duas conjunções poderia ser empregada nessa lacuna.

b) Na segunda lacuna, as duas opções empregam valor adversativo ao período:

entretanto / mas.

c) Na terceira, justifica-se o pouco engajamento do cidadão ao fato de ele não

avaliar os programas e as ações dos políticos e, com isso, elege-os de acordo com

sua popularidade. Assim, tanto pode ser usada a conjunção já que como pois, de valor explicativo.

e) No último período, pode-se apresentar uma conclusão, com o emprego da

conjunção “portanto” ou estabelecer uma idéia contrária ao fato de ser um país tão importante, a partir do emprego da conjunção “contudo”. Alteram-se os sentidos, mas mantém-se a correção gramatical.

3 - (ESAF/ATA MF/2009)

Analise a proposição quanto aos elementos linguísticos e semânticos do texto.

Feliz aniversário, Darwin!

2. Charles Darwin completaria hoje 200 anos, não fosse

pela seleção natural. Ela, afinal, é a maior responsável

4. pelo barroco processo de desenvolvimento que leva

os organismos complexos inexoravelmente à morte

6. – conceito que não se aplica muito a bactérias e

arqueobactérias, seres que se reproduzem gerando

8. clones de si próprios, partilham identidades com

a transferência horizontal de genes e podem ficar

10. milênios em vida suspensa (no gelo, por exemplo).

A contribuição de Darwin para a ciência e para a história,

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12. porém, continua viva, e muito viva, exatamente com a

ideia de seleção natural. Só por isso ele já merece os

14. parabéns. Feliz aniversário, Darwin.

(Marcelo Leite, em: http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2009-02-08)

- O conetivo adversativo “porém”(.11) se opõe, no contexto, à ideia de que a contribuição de Darwin para a história e para a ciência foi pequena.

ITEM ERRADO

Comentário.

Agora, a banca inovou. Em vez de se ater ao significado da conjunção, resolveu explorar o valor deste conectivo no texto, a partir das ideias apresentadas pelo autor.

A conjunção adversativa foi usada para contrapor a informação de que continua viva

a contribuição de Darwin à ciência e à história ao fato de que o cientista já se

encontra morto, e não em relação à grandeza dessa contribuição.

4 - (ESAF/AFRE MG/2005)

1. Santo Agostinho (354-430), um dos grandes formuladores

do catolicismo, uniu a teologia à filosofia. Sua

contribuição para o estudo das taxas de juros, ainda

que involuntária, foi tremenda. Em suas Confissões, o

5. bispo de Hipona, filho de Santa Mônica, conta que,

ainda adolescente, clamou a Deus que lhe concedesse

a castidade e a continência e fez uma ressalva

– ansiava por essa graça, mas não de imediato. Ele

admitiu que receava perder a concupiscência natural

10. da puberdade. A atitude de Santo Agostinho traduz

impecavelmente a urgência do ser humano em viver

o aqui e agora. Essa atitude alia-se ao desejo de

adiar quanto puder a dor e arcar com as conseqüências

do desfrute presente – sejam elas de ordem

15. financeira ou de saúde. É justamente essa urgência

que explica a predisposição das pessoas, empresas

e países a pagar altas taxas de juros para usufruir o

mais rápido possível seu objeto de desejo.

(Viver agora, pagar depois, (Fragmento). In: Economia e Negócios, Revista Veja, 30/03/2005, p.90)

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Analise a proposição a seguir, com base no texto acima.

7)

poderia ser substituída, mantendo-se a coerência textual, pela conjunção ”mas”

- Dada a relação de sentido que se estabelece no período, a conjunção “e” (l

precedida de vírgula.

ITEM CERTO

Comentário.

Na passagem “

ainda adolescente, clamou a Deus que lhe concedesse a castidade

e a continência e fez uma ressalva - ansiava por essa graça, mas não de imediato.”, notamos o valor contrário da segunda oração em relação à primeira (Santo Agostinho fez uma súplica a Deus, mas com uma ressalva).

Percebeu como essa conjunção “e” com valor adversativo vem caindo em prova?

O segredo para acertar a questão é ler atentamente e, se for preciso, verificar a

possibilidade de emprego de uma conjunção adversativa “clássica”, como “mas”.

5 - (ESAF/Técnico IPEA/2004) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical, de coesão ou de coerência textual.

É relevante(1) o fato de que (2), na idade de ouro do capitalismo, nos 25 anos do pós-guerra, entre os países industrializados, de cada (3) dez empregos criados, seis o (4) eram no setor público. Essa informação não deve surpreender, não obstante (5) a principal característica do estado de bem-estar social é a existência de um serviço público de qualidade e em quantidade suficiente.

(Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho)

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

Gabarito: E

Comentário.

Acordo ortográfico: não houve mudança em relação à grafia de “bem-estar” e “pós-guerra”, que continuam com hífen.

A conjunção “não obstante” tem valor adversativo, equivalente a “no entanto”,

contudo”, “entretanto”.

O uso inadequado de uma conjunção prejudica a coesão textual e prejudica o nexo

do texto. Além disso, ainda que cabível, teria havido emprego inadequado do verbo,

SER a

existência de um

que deveria estar no infinitivo (“

não

obstante a principal característica

”).

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A segunda oração do período (“a principal característica do estado de bem-estar

social é a existência de um serviço público de qualidade e em quantidade suficiente”)

apresenta valor explicativo em relação à primeira (“Essa informação não deve surpreender”). Por isso, deve-se usar uma conjunção coordenativa explicativa, como porque, pois. A oração é explicativa (e não causal) por trazer uma explicação para a afirmação da oração assindética (sem conjunção).

Na próxima questão, veremos a diferença entre as conjunções causais e as explicativas.

Nessa questão, por exemplo, bastava que você percebesse que, na lacuna, não caberia a conjunção não obstante, concorda?

Mas isso só iria acontecer se você não tivesse caído na armadilha da ESAF e marcado o item (4) como errado. Ele está CERTO. Vejamos.

O segmento é: “entre os países industrializados, de cada (3) dez empregos criados,

seis o (4) eram no setor público”.

Esse “o” (sem flexão alguma) deve ter sido objeto de MUITAS dúvidas. Algumas pessoas podem ter pensado que o pronome fazia referência a “empregos” e, por isso, deveria ser “os”, e não “o”.

Mas, se eu já adiantei que essa opção está correta, por que será que o pronome “o” não se flexionou?

Lembra-se do termo vicário, citado na aula sobre pronomes (“Há muito tempo eu planejo sair de férias e vou fazê-lo no meio desse ano.”)?

é esse o caso. Esse pronome demonstrativo o está substituindo a ideia

“empregos eram criados”. Veja como fica a troca: “de cada dez empregos criados, seis eram criados no setor público”. Assim como os pronomes “isso, isto, aquilo”, esse pronome demonstrativo na função vicária também não varia – permanece

neutro, sem flexão de gênero ou número.

Mais um bom exemplo para compreensão do termo vicário: “Eu prometi a mim mesma que seria rica e famosa e vou sê-lo (vou ser rica e famosa).”. Mesmo sendo os adjetivos femininos (rica, famosa), o pronome vicário continuaria sendo “o” (neutro, ou seja, no masculino singular). Por isso, está correto o pronome “o” do item (4).

Pois é

6 - (ESAF/ANEEL TÉCNICO/2006)

De fato, os jovens têm motivos para se sentirem inseguros. Começam a vida profissional assombrados pelos altos índices de desemprego. Quase a metade dos desempregados nos grandes centros no Brasil é jovem. Além da falta de experiência, há o despreparo mesmo. Grande parte tem baixa escolaridade. O mercado de trabalho ajuda a perpetuar a desigualdade. Muitos jovens deixam de estudar para trabalhar. Mas a disputa é acirrada também entre os mais bem-preparados. A grande oferta de mão-de-obra resulta em um processo cruel de avaliação, com testes de conhecimentos e de raciocínio lógico, redação, dinâmicas de grupo, entrevistas. E não é só. O jovem deve demonstrar habilidades que muitas vezes nem teve tempo de saber se possui ou de descobrir como adquiri-las. Como o conhecimento hoje fica obsoleto muito rápido, a qualificação e o potencial comportamental é que definem um bom candidato, e não só o preparo técnico.

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(Adaptado de ISTOÉ 5/10/2005)

Analise a proposição abaixo a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto.

- A relação de sentidos entre os dois primeiros períodos sintáticos do texto permite subentender uma idéia explicativa, expressa pela conjunção Pois, antes de “Começam” (l.2).

ITEM CERTO

Comentário.

Acordo Ortográfico: Segundo o novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, registra-se SEM HÍFEN a palavra “mão de obra” e não há trema em “linguísticas”.

O fato de que “[os jovens] começam a vida profissional assombrados pelos altos

índices de desemprego” é a justificativa (explicação) para a afirmação de que “têm motivos para se sentirem inseguros”.

Está correta a assertiva.

É muito tênue a linha divisória entre oração subordinada causal e a oração coordenada explicativa.

Algumas dicas, colhidas aqui e ali, podem ajudar na classificação da oração. Compilei-as aqui e vamos analisá-las, uma a uma:

I – na explicativa, normalmente há uma pausa, marcada no texto por uma vírgula

antes da conjunção; no entanto, se a oração principal for extensa, também é possível o emprego da vírgula antes da conjunção causal (ou seja, essa dica não ajuda muito );

II – após orações no imperativo, as orações são explicativas: “Não venha, pois não

estarei sozinha.” (essa dica funciona mesmo, pena que não nessa questão!);

III – se for possível a troca do “porque” pelo “que”, a oração é explicativa. Comparemos: “Não gostava muito de estudar, porque a família não deu um bom exemplo.” – não posso substituir pelo que = é causal. / “É bom você vir logo, porque não estou com muita paciência.” – posso substituir pelo que = é explicativa. (na minha opinião, essa dica merece nota 7 – muitas vezes funciona mas pode furar, como ocorre aqui );

IV – enquanto a oração coordenada explicativa é independente da oração assindética, a oração subordinada causal exerce a função sintática de adjunto adverbial na oração principal. (Apesar de ser somente o conceito do que é uma oração coordenada ou subordinada, essa dica nos ajuda a resolver a questão. Se não fossem coordenadas, não seria possível a separação em duas orações, como se apresenta a forma original do texto.).

7 – (ESAF/Analista IRB/2004)

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1 os resultados

são lentos e incertos. Além disso, por genial que seja um cientista, não é possível produzir conhecimento sozinho. Há o contexto de criação, a comunidade científica

se

nacional e internacional

expõem métodos e técnicas desenvolvidas em prol do saber. De maneira marcante

há a formação de discípulos,

4 iniciação científica, quando o estudante

Fazer pesquisa é ofício que exige dedicação e paciência,

2

se discutem os resultados e

3

ainda está nos cursos de graduação, ao doutorado e pós-

doutorado objeto de estudo.

é sumamente relevante o debate de idéias em favor do

, 5

(Adaptado de Roseli Fischmann, Ciência, democracia e direitos,Correio Braziliense,

26/01/2004)

Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.

1

2

3

4

5

a) já que

de que

para a qual

da

Por todas elas

b) pois

com quem

em que

para a

Tais níveis

c) porque

na qual

para a qual

desde a

Em todos esses níveis

d) porquanto

a que

da qual

com a

Naquelas

e) vez que

onde

de que

pela

Em certos níveis

Gabarito: C

Comentário.

Iremos comentar cada uma das lacunas.

Acordo ortográfico: não há alteração na grafia de “pós-doutorado”, mas a palavra “ideias” não mais recebe acento agudo.

1ª) Devemos empregar uma conjunção causal pois a segunda oração (subordinada) apresenta o motivo de ser necessário ter dedicação e paciência ao fazer pesquisas. Todas as sugestões são válidas.

2ª) Podemos entender “comunidade” como um grupo de pessoas ou, por interpretação extensiva, algum local onde elas se encontram.

Por isso, seriam válidas as preposições “com” - com ela se discutem os resultados (considerando a primeira acepção) – ou “em” - nela se discutem os resultados (de acordo com a segunda).

Não se empregam as preposições:

- “de”: haveria alteração semântica com o emprego dessa preposição: “não se discutem resultados da comunidade” - os resultados são do cientista, e não da comunidade;

-“a”: a regência do verbo discutir não admite essa preposição; aceitam-se as preposições em, sobre, com e de (esta última em outro sentido, já mencionado acima).

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Restam as opções b, c e e.

3ª) “Métodos e técnicas desenvolvidas em prol do saber são expostos à / para a comunidade”. Como a preposição para é dissílaba, devemos usar o pronome relativo

“a

qual” – para a qual. Na acepção de “lugar” para “comunidade científica”, aceita-

se

a preposição em – em que. Não é cabível a preposição de.

Restam, agora, b e c.

4ª) O que irá determinar o preenchimento desta lacuna é a expressão subsequente “ao doutorado e pós-doutorado”. Percebe-se assim, uma enumeração que teve início em “iniciação científica”. A preposição que irá estabelecer essa sequência lógica é “de” ou “desde” – “desde a / da iniciação científica, quando o estudante ainda está nos cursos de graduação (oração explicativa), ao / até o doutorado e pós- doutorado”. Como a alternativa a (que sugere para esta lacuna a forma “da”) já foi eliminada, restou somente a opção c.

8 - (ESAF/TRF/2003)

O panorama da sociedade contemporânea sugere-nos incontáveis abordagens da

ética. À medida que a modernidade — ou a pós-modernidade — avança, novas facetas surgem com a metamorfose do espírito humano e sua variedade quase infinita de ações. Mas, falar sobre ética é como tratar da epopéia humana. Na verdade, está mais para odisséia, gênero que descreve navegações acidentadas, lutas e contratempos incessantes, embates de vida e morte, ilusões de falsos valores como cantos de sereias, assédios a pessoas e a propriedades, interesses contraditórios de classes dominantes figuradas pelos deuses, ora hostis ora favoráveis. As aventuras de Ulisses sintetizam e representam o confronto de ideais nobres e de paixões mesquinhas. Não obstante, narram-se também feitos de abnegação, laços de fidelidade entre as pessoas e suas terras, lances de racionalidade e emoção, a perseverança na reconquista de valores essenciais. Os mitos clássicos são representações de vicissitudes humanas e situações éticas reais.

(Adaptado de José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, págs.17 e 18)

Em relação ao texto, assinale a opção correta.

a) Em “sugere-nos” (l.1) o pronome enclítico exerce a mesma função sintática do

“se” em “narram-se”(l.10).

b) Ao se substituir “À medida que”(l.2) por À medida em que, preservam-se as

relações semânticas originais do período.

idéia de

c) A preposição

comparação entre “novas facetas”(l.3) e “metamorfose do espírito humano”(l.3).

d) A expressão “Na verdade, está mais para odisséia”(l.5) e as informações que se

sucedem permitem a inferência de que “epopéia”(l.4) não traria a noção de

dificuldades, fracassos.

e) O período permaneceria correto se a preposição na expressão “confronto de

ideais”(l.9) fosse, sem outras alterações no período, substituída por entre.

“com”(l.3) está sendo

empregada para conferir

a

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Gabarito: D

Comentário.

Acordo ortográfico: Não há alteração na grafia de “pós-modernidade”, mas, agora, retiramos os acentos agudos de “odisseia" e “epopeia".

Enquanto ‘epopéia’(*) traz somente a idéia de uma luta, ‘odisséia’(*) indica uma série de dificuldades bem mais complexas do que em uma simples luta. Está correta, portanto, essa afirmação da letra d.

As incorreções das demais opções são:

a) Em “sugere-nos”, o pronome exerce a função sintática de objeto indireto. Para a

análise, não adianta a troca do pronome nos por “a nós”, uma vez que os pronomes ele(s), ela(s), nós e vós, quando oblíquos, são obrigatoriamente precedidos de preposição. Há duas formas de se comprovar a função direta ou indireta dos pronomes me, te, se, nos e vos: (1) trocar o pronome pelo nome (por exemplo: “sugere ao analista incontáveis abordagens da ética”) ou (2) analisar a regência do verbo (sugerir alguma coisa a alguém). Assim, verificamos que a função

sintática é de objeto indireto.

Já o pronome “se” em “narram-se também feitos de abnegação” é apassivador – o verbo narrar é transitivo direto, existe a ideia passiva (feitos são narrados) e está acompanhado do pronome “se”. Portanto, a afirmação está incorreta.

b) Excelente questão de conjunção, pois a ocorrência desse erro é muito comum no

dia a dia. Não existe a conjunção “à medida em que”; existem as conjunções “à medida que” (proporcional) e “na medida em que” (causal). Não confunda alhos com bugalhos.

Daqui a pouco você vai levar um susto com uma questão recente de prova da ESAF.

Prepare-se!!! (tchan, tchan, tchan, tchaaaaan

c) A preposição “com”, na passagem, equivale a “a partir de”: “novas facetas surgem com/a partir da metamorfose do espírito humano e sua variedade quase infinita de ações.”. É indicativa de origem e não de comparação, como se afirma.

e) Se houvesse a troca da preposição de pela preposição entre, seria necessária a

retirada da preposição de antes de “paixões mesquinhas” – “representam o confronto entre ideais nobres e de paixões mesquinhas”. Como a opção indica não ser necessária mais nenhuma alteração, está incorreta tal proposição.

[música

de suspense]

rs

)

9 - (ESAF/SEFAZ CE/2007)

Assinale a única reescritura do segmento sublinhado que, em vez de corrigi-lo, introduz erro de natureza morfossintática ao texto.

A campanha “Sua Nota Vale Dinheiro. Ganha você. Ganha o Ceará”, desenvolvida pela Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará - SEFAZ, atinge o seu primeiro ano de atividades, (a) cujo crescimento de suas estatísticas revela o sucesso da campanha. Ela premia os participantes com 0,5% do valor das operações constantes nos cupons e notas fiscais enviados e digitados na SEFAZ.

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(b) Participantes de todo Ceará tem aderido à campanha de educação tributária, (c) que objetiva a conscientizar à população acerca da importância da emissão de documentos fiscais nas compras no comércio atacadista e varejista, além de incentivar projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos.

Para se ter uma amostra do alcance da “Sua Nota”, 286 entidades, de acordo com os dados consolidados até o dia 16 de agosto, (d) procederam o cadastramento na coordenação-executiva da promoção, o que perfaz um total de 70.354 participantes indiretos e 47.297 pessoas diretamente cadastradas na SEFAZ. Números que, certamente, podem mudar (e) à medida que novos cadastramentos se forem concretizando

(Adaptado de http://www.sefaz.ce.gov.br/comunicacaosocial/sefaznot.asp#,consulta em 20/10/2006)

Reescrituras:

a) com estatísticas cujo crescimento revela o sucesso da campanha.

b) Participantes de todo o Ceará têm aderido à campanha de educação tributária

c) que objetiva conscientizar a população sobre a importância da emissão de documentos fiscais

d) procederam ao cadastramento junto à cordenação-executiva da promoção

e) à medida em que se for concretizando novos cadastramentos.

Gab. E

Comentário.

O candidato preparado (e não muito observador) não teria perdido nem trinta segundos nessa questão. Sabe por quê? Porque não existe a locução conjuntiva “à medida em que”.

Conforme já falamos, isso é um monstro criado a partir da junção de duas outras:

- À MEDIDA QUE – de valor proporcional: “À medida que estudo, aumento meus

conhecimentos.” – Há, nessa estrutura, uma ideia de progressividade: “Quanto mais estudo, mais aumento meus conhecimentos.”.

- NA MEDIDA EM QUE – de valor causal: “Na medida em que estudo, aumento

meus conhecimentos.”. Agora, a ideia é de CAUSA e EFEITO: “Aumento meus

conhecimentos porque estudo.”.

Contudo, a banca deveria ter anulado essa questão, mas infelizmente (para os bons observadores), de forma intransigente, manteve o gabarito. Será que você notou um erro de ortografia na opção D: a palavra “coordenação” recebe dois “os”, mas na opção está grafada com apenas um. Por isso, como o enunciado buscava a opção que “introduz erro de natureza morfossintática ao texto”, havia duas respostas válidas e essa questão deveria ter sido ANULADA.

Isso não ocorreu provavelmente porque esse foi um erro de digitação e a banca não deu o braço a torcer.

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Assim sendo, na hora da prova, na dúvida entre um “cordenação” e um “à medida em que”, nem pense duas vezes – marque a segunda como ERRADA e finja que não viu a primeira. Fazer o quê

Para piorar a situação da banca, vale lembrar que não existe, no VOLP e no Houaiss, registro da palavra “reescritura”, mas de “reescrita”.

Em relação ao emprego de hífen, sabemos que a regra geral é usar o sinal quando houver coincidência de vogal / consoante entre o fim do prefixo e o início do segundo elemento (micro-ondas). Contudo, essa regra encontra exceções com os prefixos “co-” (em todos os casos, registra-se sem hífen: coirmão, coautor, cooperação, coopositor, coparticipante) e, em alguns casos, com os prefixos “pré”, “pró” e “re” (mantém-se o hífen quando o segundo vocábulo mantiver sua autonomia vocabular, como em “pré-natal”, e registra-se sem hífen, mesmo havendo aquela coincidência, nos vocábulos aglutinados já consagrados: reedição, preencher, proótico).

10 – (ESAF/ANA/2009)

Em relação ao texto abaixo, analise as proposições a seguir.

O tratamento de esgotos é fundamental para qualquer programa de despoluição das águas. Em grande parte das situações, a viabilidade econômica das estações de tratamento de esgotos (ETE) é reconhecidamente reduzida, em razão dos altos investimentos iniciais necessários à sua construção e, em alguns casos, dos altos custos operacionais. Por esses motivos que mesmo os países desenvolvidos têm incentivado financeiramente os investimentos de Prestadores de Serviços em ETE, como os Estados Unidos e países da Comunidade Europeia. No Brasil, o problema de viabilidade econômica do investimento público torna-se ainda mais agudo, devido à elevada parcela de população de baixa renda. No entanto, vale ressaltar que a água de qualidade também é um fator de exclusão social, uma vez que a população de baixa renda dificilmente tem condições de comprar água de qualidade para beber ou até mesmo de pagar assistência médica para remediar as doenças de veiculação hídrica, decorrentes da ausência de saneamento básico.

(http://www.ana.gov.br/prodes/prodes.asp)

a) Mantém-se a correção gramatical do período se a conjunção “No entanto”(.9) for

substituída por qualquer uma das seguintes: Porém, Todavia, Entretanto, Contudo.

b) Estaria gramaticalmente correta a substituição de “uma vez que”(. 10) por porquanto.

ITENS CERTOS

Comentário.

a) A conjunção “no entanto” tem valor adversativo, podendo ser substituída, no

texto, por qualquer das demais apresentadas pelo examinador, de idêntico valor

semântico.

b) A conjunção “porquanto”, a despeito do pouco emprego na linguagem coloquial,

tem sido figurinha fácil nas provas da ESAF, exatamente por não ser usada pela maior parte das pessoas.

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Para você nunca mais esquecer o significado dessa conjunção, lembre-se de que PORQUANTO pode ser substituída por PORQUE. Assim como esta última, pode apresentar valor causal ou explicativo, a depender da construção em que se encontre.

A locução conjuntiva “uma vez que” apresenta valor causal e, por esse motivo, poderia ser substituída, sem prejuízo para a coerência textual, pela conjunção porquanto.

11 - (ESAF/TRF/2003)

A ciência moderna desestruturou saberes tradicionais, e seu paradigma mecanicista,

que encara o mundo natural como máquina desmontável, levou a razão humana aos limites da perplexidade, porquanto a fragmentação do conhecimento em pequenos redutos fechados se afasta progressivamente da visão do conjunto. A excessiva especialização das partes subtrai o conhecimento do todo. Daí resulta a dificuldade teórica e prática para que o espírito humano se situe no tempo e no espaço da sua existência concreta.

(José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, SãoPaulo: Senac, 2002, p. 27)

Em relação ao texto, julgue a assertiva abaixo.

- Ao se substituir a conjunção “porquanto”(l.4) pela conjunção porque, as relações sintáticas e semânticas do período são mantidas.

ITEM CERTO

Comentário.

Como vimos na questão anterior, a conjunção porquanto é equivalente à conjunção porque, seja com valor causal ou explicativo.

Daqui a pouco, veremos um método mnemônico válido para lembrar quando se emprega “porquanto” e “conquanto”, conjunções parecidas cujos significados são tão diferentes.

12 - (ESAF/Gestor Fazendário MG/2005)

A economia brasileira apresentou um bom desempenho ano passado, incentivada,

principalmente, por anterior queda nos juros e pelo crescimento das vendas do país

o

Banco Central, para combater a inflação, vem elevando seguidamente a taxa básica,

hoje situada em 19,25% ao

ganho com a

queda da inflação é pequeno, se comparado à perda no crescimento econômico. Não

se defende por meio dessa comparação, o aumento da produção a qualquer custo.

objetivo é expor a atual ineficácia do aumento dos juros sobre a

inflação. O outro motor importante para o crescimento de 2004 (as exportações brasileiras), no entanto, continua presente este ano, com ótimo desempenho.

os juros altos estão contribuindo para

no

(a)

este

ano, um desses motores está

(c)

(b)

, frear o crescimento econômico, mas não a inflação

(e)

o

(d) o

(Inflação e crescimento. Opinião.Correio Braziliense, 9 de abril de 2005, com adaptações)

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Desconsiderando o emprego de letras maiúsculas e minúsculas, assinale a opção que, ao preencher a lacuna, mantém o texto coeso, coerente e gramaticalmente correto.

a) Haja vista que

b) Apesar de

c) Entretanto

d) Embora

e) Tão pouco

Gabarito: C

Comentário.

No terceiro período do texto, informa-se que “o Banco Central, para combater a inflação, vem elevando seguidamente a taxa básica” de juros. Na oração seguinte, iniciada pela lacuna (c), afirma-se que os juros altos não estão freando a inflação. Essas duas afirmações situam-se em campos semânticos opostos. Por isso, deve-se empregar uma conjunção adversativa, como “entretanto”.

As demais opções estão incorretas.

a) Nessa lacuna, deve-se empregar uma conjunção de valor adversativo (entretanto,

todavia, contudo), e não a locução adverbial “haja vista”, que corresponde a “considerando, tendo em vista”. Sobre a flexão desta expressão, lembramos que o vocábulo “vista” permanece invariável, enquanto que o verbo pode ficar no singular (acompanhado ou não de preposição) ou concordar com o termo subsequente (“Haja vista os resultados / Haja vista aos resultados / Hajam vista os resultados”).

b) A oração iniciada por esta lacuna irá apresentar uma explicação para a afirmação

presente no período anterior (“um desses motores está ausente”). Por isso, não pode ser empregada a conjunção “apesar de” – de valor contrário.

d) O emprego da conjunção “embora”, além de causar erro na flexão verbal do verbo

ser – “Embora o ganho ( é pequeno” (correto = seja), prejudicaria a coesão

textual em virtude da ausência de uma oração principal. O mais apropriado seria empregar expressões como “além disso”, “ademais”, de forma a introduzirem

informações adicionais à passagem anterior.

e) Não existe a conjunção “tão pouco”, mas o advérbio “tampouco”, que equivale a

“muito menos”, “menos ainda”, “também não”, impróprio para a passagem.

Vale lembrar que não é aceita pela norma culta a colocação da conjunção nem antes desse advérbio, por ele já apresentar valor de negação (“Não fui ao trabalho, tampouco à aula.”).

“Tão pouco”, combinação do advérbio de intensidade (tão) com o (também) advérbio “pouco”, remete à ideia de “pequena quantidade” – “Estou fazendo uma dieta terrível! Nunca comi tão pouco!” ou “Tenho tão pouco interesse em assistir às novelas que, nesse horário, vou estudar Português!” (Oba!!! rs

Algumas palavras podem ser classificadas como advérbios de intensidade, como adjetivos e/ou também como pronomes indefinidos: bastante, pouco, muito, menos. O que irá nos auxiliar nessa classificação é verificar se são variáveis ou invariáveis.

)

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Como vimos, os advérbios são palavras invariáveis, enquanto que os adjetivos e os pronomes se flexionam em gênero e/ou número. Veja só:

- “pouco” – advérbio (“Você tem estudado pouco”); adjetivo (“Não se aborreça

com essa coisa pouca.” – coisa pequena); pronome indefinido (“Tenho poucos livros de Direito Constitucional” – em quantidade pequena ou insuficiente).

- “bastante” – advérbio (“Você tem estudado bastante.” / “Esse volume está

bastante alto.”); adjetivo (“Tenho livros bastantes.” – livros que bastam, que são

suficientes); pronome indefinido (“Tenho bastantes livros de Direito Constitucional.”- em grande quantidade).

- “muito” - advérbio (“Você tem estudado muito.” / “Esse volume está muito

alto.”); pronome indefinido (“Tenho muitos livros de Direito Constitucional.”- em

grande quantidade).

13 - (ESAF/Oficial de Chancelaria/2002)

Além de estabelecer um parâmetro esportivo até aqui intransponível, Pelé é parte de uma outra epopéia. Sem ele, talvez o Brasil não tivesse derrotado nem o complexo de inferioridade de sua sociedade em geral nem o racismo velado que se manifestava até no futebol. Com Pelé, brasileiro e negro, foi possível vencer um e outro complexos. Nós, jornalistas brasileiros, temos uma dívida enorme com Pelé. Vários companheiros – e eu mesmo – já escapamos de situações delicadas, usando a palavra mágica “Pelé”, em países remotos nos quais a palavra Brasil não faz o menor sentido, a não ser quando associada a Pelé. Sem ele, talvez alguns de nós até poderíamos ter morrido. Não é assim que alguém marca uma época?

(Clovis Rossi, Folha de S. Paulo, 7/04/2002)

Com base nos elementos do texto acima, analise a proposição a seguir.

- A eliminação da primeira ocorrência de “nem”(l.3) e a substituição da segunda (l.4) por e mantêm a correção sintática do período.

ITEM CERTO

Comentário.

Mudança ortográfica: não há acento agudo em “epopeia".

A conjunção aditiva negativa nem significa “e não”. Por isso, sua retirada de uma oração – que já apresenta um advérbio de negação – e, em seu lugar, a colocação da conjunção “enão provocariam erro gramatical, tampouco prejuízo para a coerência textual:

Sem ele, talvez o Brasil não tivesse derrotado o complexo de inferioridade de sua sociedade em geral e o racismo velado que se manifestava até no futebol.”

Você percebeu que coisinha linda a concordância em “talvez até alguns de nós PODERÍAMOS ter morrido.”. Como o pronome indefinido está no plural, acompanhado de um pronome reto, há possibilidade de se concordar com o indefinido (alguns de nós PODERIAM ter morrido) ou fazer como o autor fez, flexionando o verbo na 1ª pessoa do plural, para dar ênfase ao fato de que ELE – o autor - poderia ter morrido também.

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14 - (ESAF/MP ENAP – SPU/2006)

Assinale a opção que não preenche corretamente a lacuna do texto.

Outra medida que promove a pequena e média empresa brasileira é a instalação pela Agência de Promoção de Exportações do Brasil – APEX de um centro de distribuição de produtos nacionais, em Miami, Estados Unidos. O centro tem espaço para armazenagem de produtos, um showroom e um escritório comercial e administrativo.

As empresas podem ficar instaladas por um período de 12 a 18 meses para a

consolidação de seus produtos no mercado,

distância entre as empresas e seus clientes estrangeiros. O próximo centro será

instalado na Alemanha no segundo semestre deste ano.

(Adaptado de Em Questão n. 288 - Brasília, 04 de março de 2005)

a idéia é reduzir a

a) uma vez que

b) porquanto

c) pois

d) conquanto

e) já que

Gabarito: D

Comentário.

ACORDO ORTOGRÁFICO: Não há mais acento agudo em “ideia”.

A ESAF simplesmente A-D-O-R-A exigir o correto emprego das conjunções PORQUANTO e CONQUANTO.

Elas são parecidas, mas possuem conceitos diametralmente diferentes.

Segure, que lá vem uma dica:

- PORQUANTO, já vimos, traz a ideia de “por causa de” – pode ser CAUSAL ou EXPLICATIVA;

- CONQUANTO começa com “con-” de CONCESSIVA, equivalente a “embora”.

Com isso, verificamos que “conquanto” não poderia ser empregado nessa passagem, uma vez que a oração a seguir apresenta ideia CAUSAL ao período.

Todas as demais conjunções possuem essa ideia, exceto a da letra D, gabarito da prova.

15 - (ESAF/MPOG - APO/2008)

Em relação ao texto abaixo, analise a afirmação a seguir.

1. As grandes empresas estatais chinesas estão

em plena temporada de compras no mercado

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internacional. O acúmulo de quase US$ 1,5 trilhão

em reservas na China não apenas mudou o jogo

5. do financeiro internacional, com mudanças de

paradigma — dinheiro chinês financiando o déficit

americano — como tem potencial para alterar o

mapa das fusões e aquisições mundiais e também

a configuração de forças em vastos setores da

10. economia. O foco da mais recente investida dos

chineses é emblemático: mineração.

A rápida, coordenada, cautelosa e surpreendente

compra de 9% do capital da anglo-australiana

Rio Tinto, a terceira maior mineradora do

15. mundo, mostra uma mudança de qualidade

no planejamento da investida no exterior das

estatais chinesas. Até a pouco tempo atrás,

havia sérias dúvidas sobre a capacidade de

arregimentação dessas empresas pelo governo

20. chinês. A imagem predominante era a de que elas

realizavam incursões esporádicas e oportunistas

em vários mercados, sem objetivos comuns. A

compra de parte do capital acionário da Rio Tinto,

entretanto, passa a mostrar um alinhamento

25. entre os interesses do Estado e os das estatais

enquanto empresas, para assegurar o suprimento

de commodities que sustente a rápida expansão

econômica. Elas entraram em uma disputa de

mercado para evitar que eventual monopolização

30. de alguns setores, como o das commodities

metálicas, traga uma indesejável elevação de

preços.

(Valor Econômico, 8/02/2008)

- O termo “entretanto” (l. 24) pode, sem prejuízo para a informação original do

período, ser substituído por qualquer um dos seguintes: porém, contudo, todavia, conquanto, porquanto.

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ITEM ERRADO

Comentário.

Tudo estava indo muito bem, até que o examinador colocou, no mesmo “patamar” das demais conjunções adversativas ou concessivas (todas apresentam ideias de oposição), a conjunção “porquanto”, que já vimos ser uma conjunção de valor causal ou explicativo.

Sabendo que “conquanto” é concessiva e “porquanto” equivale a “porque” (causal ou explicativa), você já saberia que uma não poderia substituir a outra sem que se alterasse o sentido original do texto. Por isso, a assertiva está ERRADA.

16 - (ESAF/TFC SFC/2000)

Assinale o item que não preenche a lacuna do texto com coesão e coerência.

Os historiadores dizem que a troca de e-mails, o download de fotos dos amigos ou as reservas para as férias feitas pelo computador talvez sejam divertidos, a Internet não pode ser comparada a inovações como a invenção da imprensa, o motor a vapor ou a eletricidade.

(Adaptado de Negócios Exame, p.94)

a) contudo

b) no entanto

c) entretanto

d) todavia

e) porquanto

Gabarito: E

Comentário.

Agora, a situação se inverteu.

Enquanto as conjunções “contudo”, “no entanto”, “entretanto” e “todavia” estão no campo semântico da oposição, “porquanto” tem valor causal ou explicativo. Como a ideia que se deseja empregar é a de CONTRADIÇÃO (equivale afirmar que “tudo isso é divertido, mas não pode ser comparado com outras inovações”), a conjunção PORQUANTO é a única que não seria cabível.

17 - (ESAF/SUSEP – Agente Executivo/2006)

1. A concepção moderna de Estado tem raízes no

pensamento ético de Kant e de Hegel e o apresenta

como uma realização da idéia moral, para o primeiro,

ou como a substância ética consciente de si mesma,

5. para o segundo. Para esses pensadores, o Estado

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seria o apogeu do desenvolvimento moral, substituiria

a

família, e com o direito produzido, racional, imparcial

e

justo, substituiria a consciência ética dos indivíduos,

que, embora retificadora da ação humana, se revelaria,

10. na prática, inviável, por ser incoercível.

(Oscar d’Alva e Souza Filho)

Analise a seguinte assertiva.

- O termo “embora”(l.9) pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituído por conquanto.

ITEM CERTO

Comentário.

Seria válida a troca de “embora” por “conquanto”, pois são duas conjunções subordinativas concessivas.

Com aquela regrinha mnemônica (conquanto tem “con-” de “concessiva”), o candidato mataria essa questão num piscar de olhos.

18 - (ESAF/MP ENAP – SPU/2006)

1. O Brasil tem potencial para se transformar em um

dos maiores produtores de biodiesel do mundo e

um grande exportador. Os Estados Unidos e alguns

países da Europa já são consumidores do biodiesel.

5. A União Européia definiu como meta que, até 2005,

2% dos combustíveis utilizados devem ser renováveis

e, em 2010, esse valor deverá ser de 5,75%. Como

o continente não tem área de cultivo suficiente nem

capacidade industrial instalada para atingir esses

10. patamares, surgem as oportunidades de exportação

do combustível pelo Brasil. O biodiesel ainda vai

contribuir para melhorar a qualidade do ar nas

grandes cidades pela redução do uso de combustíveis

derivados de petróleo. O uso de fontes energéticas

15. renováveis e que não poluam o meio ambiente faz

parte do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

(MDL), uma das diretrizes do Protocolo de Quioto.

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(Adaptado de Em Questão, n. 261 - Brasília, 08 de dezembro de 2004)

Analise a proposição abaixo em relação ao texto.

- Entre o período iniciado por “Como o continente

subentende-se uma relação que pode ser representada por Entretanto.

”(l.7

e 8) e o período anterior,

ITEM CERTO

Comentário.

Mudança ortográfica: não há acento agudo em “Europeia".

Ainda falando sobre as conjunções adversativas, vemos que as ideias apresentadas a partir da linha 7 se contrapõem ao que se afirma no período imediatamente anterior.

A União Européia(*) definiu como meta que, até 2005, 2% dos combustíveis

utilizados devem ser renováveis e, em 2010, esse valor deverá ser de 5,75% MAS o continente não tem área de cultivo suficiente nem capacidade industrial instalada para atingir esses patamares.

Por isso, seria perfeitamente justificável o emprego de uma conjunção como “entretanto” para ligá-las.

A União Européia(*) definiu como meta que, até 2005, 2% dos combustíveis

utilizados devem ser renováveis e, em 2010, esse valor deverá ser de 5,75%, ENTRETANTO, como o continente não tem área de cultivo suficiente nem

capacidade industrial instalada para atingir esses patamares, surgem as oportunidades de exportação do combustível pelo Brasil.

A proposição está correta.

19 - (ESAF/Auditor-Fiscal do Trabalho/2006)

Uma única inovação ocorrida no século XV teve enorme influência para o progresso,

a inclusão social e a redução da pobreza. Foi a invenção do conceito de capital social pelo frei Luca Paccioli, o criador da contabilidade. Antes de Luca Paccioli, um comerciante ou produtor que não pagasse suas dívidas poderia ter todos os bens pessoais, como casa, móveis e poupança, arrestados por um juiz ou credor.

Muitos cientistas políticos e sociólogos usam o termo capital social de forma equivocada, numa tentativa deliberada de confundir o leitor.

(Adaptado de Stephen Kanitz, O capital social.Veja, 12 de abril, 2006)

Julgue o item abaixo a respeito do texto.

- Por constituir um valor oposto às informações do primeiro parágrafo, o período final do texto admite ser iniciado pelo conectivo No entanto, seguido de vírgula, fazendo-se os ajustes nas iniciais maiúsculas.

ITEM CERTO

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Comentário.

A informação de que “muitos cientistas políticos e sociólogos usam o termo capital social de forma equivocada” se contrapõe ao que definiu o criador da contabilidade, Luca Paccioli. São informações, portanto, antagônicas, podendo haver a introdução, entre os dois parágrafos, de uma conjunção adversativa, como “no entanto”.

Parece que as conjunções adversativas e concessivas têm sido a menina dos olhos dessa banca, hem? Agora, veremos outras conjunções além dessas até agora estudadas.

20 - (ESAF/ANEEL Especialista/2006)

1. A idéia é a de que a institucionalização da raça como

categoria possuidora de direitos e oportunidades

sociais, negada pelos processos de exclusão

racial, resultaria na construção jurídica de um país

5. racialmente apartado, contrário a sua suposta

vocação a-racial. Como foi possível que essa

ideologia a-racial tão decantada por especialistas

conformasse uma sociedade que é alva em todas

as suas dimensões de poder, riqueza e prestígio e

10. escura nas suas instâncias de pobreza e indigência

humana? O país real jamais amedrontou as elites

políticas e intelectuais. Elas jamais enxergaram

nele uma ameaça. O seu discurso nunca pôs em

questão a sua imperiosa necessidade de romper

15. com o exclusivismo da supremacia branca como

condição para a desracialização da sociedade.

(Adaptado de Sueli Carneiro, O medo da raça. Correio Braziliense, 24 de abril de

2006)

Analise a seguinte afirmação a respeito do emprego dos termos e expressões do texto.

- O valor semântico da conjunção em “como categoria” (l.1 e 2) é semelhante ao valor dessa conjunção em “Como foi” (l. 6) e “como condição” (l. 15 e 16): atribui causa ou razão aos substantivos a que se refere.

ITEM ERRADO

Comentário

Mudança ortográfica: não há acento agudo em “ideia".

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A conjunção “como” pode ter valor:

- comparativo: “Ele age como um bandido (age).”

- causal: “Como ele não me dava bola, parti para outro amor.”

- conformativo: “Como falei anteriormente, o valor da conjunção só pode ser definido

na construção.” (aproveito o exemplo para dar uma “alfinetada” em você

Esse vocábulo também pode ser: uma preposição acidental (classificação que faz

no sentido de “na

qualidade de” (“Como presidente da comissão, dou início aos trabalhos.”); um advérbio de interrogação (Como você pôde fazer isso comigo?); um pronome relativo

(Olhe a maneira como você fala comigo!).

Napoleão Mendes de Almeida se revirar no túmulo

rs

)

rs

),

Então, já viu que não adianta decorar – o jeito é perceber o valor da palavra na passagem.

Esse vocábulo se apresenta como preposição nas passagens de linhas 1 e 15, enquanto que, na ocorrência de linha 6, tem valor adverbial.

O

sentido, portanto, não poderia ser o mesmo, muito menos causal conforme afirma

o

examinador. Assim, está errada tal proposição.

21 - (ESAF/AFRF/2005)

Assinale a opção que preenche corretamente a seqüência de lacunas do texto, mantendo sua coerência textual e sua correção gramatical.

Tendo

sociedades humanas na história segundo graus de complexidade crescente se aproximam da civilização. Diferentes organizações sociais

desenvolvimento de sua capacidade de

e de dominar a natureza, identificando vantagens biológicas e econômicas

sucedem-se porque se superam

unidade de análise o gênero humano no tempo, Morgan dispõe

em certas formas de comportamento que são, então, instituídas organização social.

(Sylvia G. Garcia, Antropologia, modernidade, identidade. In: Tempo Social, vol. 5, no. 1 – 2, com adaptações)

a) por - as - conforme - pelo - adaptar-se - como

b) por - das - à medida que - no - adaptarem-se - em

c) como - as - na medida em que - ao - se adaptar - por

d) como - nas - conforme - até - se adaptarem - como

e) a - das - à medida que - como - adaptar-se - em

modos de

Gabarito: A

Comentário.

Mudança ortográfica: não há trema em “sequência".

Infelizmente, não pudemos eliminar “de cara” nenhuma das opções por apresentar “descalabros” como “à medida em que” - que pena! rs

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O melhor jeito de resolver questões como essa é eliminar as opções erradas,

aumentando, assim, as chances de acerto.

Nas sugestões de preenchimento da terceira lacuna, temos duas ocorrências de “conforme”, duas de “à medida que” e uma de “na medida em que”. Em relação a essas duas últimas, onde entraria uma, não poderia entrar outra, pois indicam ideias totalmente diferentes (proporcional ou causal). Poderíamos começar a resolver essa

questão pela terceira lacuna, mas, para isso, teríamos de solucionar a segunda, a fim

de

compreender o sentido da construção.

Aí,

precisamos encarar uma “pegadinha” de regência verbal.

Um candidato apressado pode se dar muito mal com o verbo DISPOR. Imediatamente ele pensa que “alguém dispõe DE alguma coisa”, sem atentar para outros sentidos que este verbo pode apresentar. Além desse, que significa “ter para seu livre uso”, outro sentido seria o de “organizar”, caso em que o verbo é TRANSITIVO DIRETO. Foi esse o emprego na passagem:

Morgan dispõe [organiza, arruma] sociedades humanas na história segundo

graus de complexidade crescente

Esse sentido é o mesmo de “O funcionário dispôs os artigos nas prateleiras superiores.”.

”.

Ficamos, pois, somente com as opções A e C, que sugerem somente o artigo “as”.

Agora, a coisa ficou mais fácil. Vejamos a próxima lacuna:

Morgan dispõe as sociedades humanas na história segundo graus de complexidade

crescente

O termo

PROPORCIONALIDADE.

Se o candidato tivesse a ideia fixa de que “conforme” somente indica

estaria num beco sem saída, pois

a opção C sugere “na medida em que”, que possui valor causal e, caso usado,

prejudicaria a coerência textual.

Além da ideia de conformidade (mais comum), esse conectivo pode indicar também proporcionalidade: “Conforme [à medida que] o tempo passa, ela fica mais bonita.”.

Assim, poderíamos preencher com “conforme” a terceira lacuna, marcar a letra A e correr para o abraço (rs

CONFORMIDADE, como em “conforme eu dizia

lacuna deve apresentar a ideia de

se aproximam da civilização.

essa

”,

que

pode

preencher

22 - (ESAF/ACE TCU/2006)

Assinale a asserção falsa acerca da estruturação lingüística e gramatical do texto abaixo.

Nem o “sim” nem o “não” venceram o referendo, e quem confiar no resultado aritmético das urnas logo perceberá a força do seu engano. O vencedor do referendo

foi

o Grande Medo. Esse Medo latente, insidioso, que a todos nos faz tão temerosos

da

arma que o alheio possa ter, quanto temerosos de não ter defesa alguma na

aflição. Se um lado ou outro aparenta vantagem na contagem das urnas, não faz

diferença. O que importa é extinguir o Grande Medo. E nem um lado nem outro poderia fazê-lo. Todos sabemos muito bem porquê.

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(Jânio de Freitas, Folha de S. Paulo, 24/10/2005 – com adaptações.)

a) Para o texto não apresentar nenhuma incorreção de ordem sintática, a

concordância do sujeito composto ligado por “nem

com o verbo no plural, tal como se fez na ocorrência do mesmo sujeito composto, na primeira linha do texto.

b) Apesar de sua posição deslocada na frase, o advérbio “logo” (l. 2) dispensa a

colocação de vírgulas em virtude de ser de pouca monta, de pouca proporção.

c) Um medo “latente, insidioso” (l.3 e 4) é um medo não manifesto, encoberto,

enganador, traiçoeiro, pérfido.

d) O trecho contido nas linhas de 4 a 5 admite a seguinte reescritura, sem que se

que nos faz a todos não só temerosos da

arma que o outro possa ter, mas também temerosos de ficarmos indefesos na angústia.”.

e) A última palavra do texto merece reparo. Há duas expressões que a substituiriam

com a devida correção gramatical: 1) por quê e 2) o porquê.

incorra em erro de linguagem:

nem” (l. 7 e 8) deve ser feita

Gabarito: A

Comentário.

Mudança ortográfica: não há trema em “linguística”.

Mais uma vez, relembramos que o valor da conjunção deve ser aferido no contexto em que se encontra. A conjunção “nem”, na primeira passagem do texto, apresenta valor aditivo, equivalente a dizer que “O ‘sim’ e o ‘não’ não venceram o referendo.” – quem venceu foi um terceiro elemento – o medo.

Já na passagem de linhas 7 e 8, tem valor alternativo – ou (qualquer dos lados) – “um lado ou outro poderia fazê-lo.” – qualquer um dos dois poderia fazê-lo. Por isso, manteve-se no singular. O valor da conjunção “nem” é, portanto, diferente em cada trecho.

Em relação aos demais itens corretos, devemos comentar:

b) na aula sobre pontuação veremos que expressões adverbiais curtas e de fácil

entendimento dispensam a colocação de vírgulas, como fez o autor no trecho de linha 2. Portanto, está correta essa proposição.

e) “porque” e “por que” recebem acento circunflexo quando tônicos. Isso ocorre em

duas situações – a primeira, quando usado na função de um substantivo – o porquê – ou, a segunda, quando interrogativo, sob a forma direta ou indireta, ao fim da oração, estando subentendida a expressão “por qual motivo”, “por qual razão”, ou sozinho – “Não veio por quê?”, “Você não veio e todos sabemos por quê” / “Você

ontem não veio. Por quê?”. A forma apresentada no texto não encontra respaldo na gramática normativa – a forma correta seria por quê.

23 - (ESAF/Auditor-Fiscal do Trabalho/2006)

No atual estágio da sociedade brasileira, se se deseja um regime democrático, não basta abolir a necessidade de bens básicos. É necessário que o processo produtivo

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seja capaz de continuar, com eficiência, a produção e a oferta de bens considerados supérfluos. Em se tratando de um compromisso democrático, uma hierarquia de prioridades deve colocar o básico sobre o supérfluo. O que deve servir como incentivo para a proposta de casar democracia, fim da apartação e eficiência econômica em geral é o fato de que o potencial econômico do país permite otimismo quanto à possibilidade de atender todas essas necessidades, dentro de uma estratégia em que o tempo não será muito longo.

(Adaptado de Cristovam Buarque, Da modernidade técnica à modernidade ética,

p.29)

Analise a proposta de alteração a seguir.

- Substituir o conectivo de valor condicional “se” (l.1) por caso, resultando em caso se não provocaria erro ao período.

ITEM ERRADO

Comentário.

Se o candidato corresse nessa hora, cairia numa pegadinha clássica da ESAF quando

o assunto é conjunção.

O problema não está na “dobradinha” caso se, uma vez que o primeiro é conjunção

e o segundo, um pronome.

Como já afirmamos, algumas conjunções, ainda que equivalentes, podem exigir conjugações verbais diferentes. É isso o que acontece com as conjunções condicionais “caso” e “se”.

É válida a troca de uma pela outra, DESDE QUE se altere a forma verbal.

Em vez de “

Cuidado, pois o examinador sugere apenas essa troca, nada afirmando sobre a mudança do verbo. Por isso, a assertiva está INCORRETA.

se se deseja

”,

poderíamos construir “

caso se DESEJE

”.

24 - (ESAF/Técnico ANEEL/2006)

Época – Qual é o grande problema brasileiro?

Ricardo Neves – Assim como a inflação foi nosso dragão tempos atrás, a informalidade é nosso câncer que está entrando em metástase. A informalidade tem três eixos. O primeiro são os direitos de propriedade. Os barracos das favelas não podem ser comercializados, não podem ser usados para conseguir crédito. O segundo é o trabalho. Estima-se que entre 55% e 60% dos trabalhadores estão na informalidade. São pessoas que não contribuem, não pagam INSS. A carga tributária fica concentrada nos 40% restantes da população. O terceiro é a informalidade na cadeia produtiva. São empresas que estão fora da lei, seja porque os tributos são altos, seja porque a burocracia é complicada.

Em relação ao texto acima, julgue a proposição abaixo.

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e 12), que ligam as orações

indicadoras das razões da informalidade na cadeia produtiva, depreende-se que tais

razões excluem-se mutuamente: ou existe uma ou existe outra.

- Pelas marcas de alternação, “seja

seja”(l.11

ITEM ERRADO

Comentário.

As conjunções alternativas podem ser, ou não, mutuamente excludentes, a depender

da construção em que são empregadas (vimos isso quando falamos sobre a conjunção “nem”). As empresas informais encontram-se nessa situação em decorrência de um dos fatores (tributos altos/burocracia complexa) ou até mesmo de ambos. Por isso, as orações iniciadas pelas conjunções alternativas não apresentam, entre si, ideias adversas ou contraditórias que justificassem a afirmação. Por isso,

está incorreta tal assertiva.

25 - (ESAF / IRB – Advogado / 2006)

Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo.

O reconhecimento

jovens no Brasil pouco ajuda para a compreensão das relações entre esse mundo e a

configuração da identidade. Ou seja, a sociabilidade tecida pela mediação dos vínculos com o mundo do trabalho, extremamente diversificado, pleno de situações

de instabilidade, tende

jovem. Tanto a fluidez, a precariedade e a indefinição das relações de trabalho no

menor força na conformação da identidade do

integra a vida dos

trabalho é um elemento

Brasil,

contribuir para o enfraquecimento do “orgulho pelo trabalho”, do provedor”.

(Marília P. Sposito, A sociabilidade juvenil e a rua: novos conflitos e ação coletiva na cidade (com adaptações) Tempo social, 165)

a) que – no qual – à – com – produzindo

b) que o – em que – a exercer – quanto – ao produzir

c) do – que – em – como – produz

d) de que o – que – a exercer – como – produzindo

e) de que – o qual – à – com – produzir

o “orgulho

os seus possíveis efeitos na auto-imagem do trabalhador podem

Gabarito: D

Comentário.

Mudança ortográfica: não há hífen em “autoimagem”.

Vamos dar agora um tiro de misericórdia na dúvida entre conjunção integrante e pronome relativo.

1ª lacuna: “O reconhecimento

trabalho é um elemento ”

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O vocábulo “reconhecimento” exige a preposição “de” para ligar-se ao termo regido:

“O reconhecimento DISSO”. Como na sequência temos uma oração, além da

preposição, iremos colocar uma CONJUNÇÃO INTEGRANTE “que”: “O reconhecimento

O artigo antes de “trabalho” pode ser usado

ou não, caso se deseje determinar a palavra ou usá-la em sentido vago.

Só com essa providência, já podemos eliminar as opções A, B e C, restando apenas DUAS (já temos 50% de chance de acertar a questão!!!).

2ª lacuna: “ trabalho é um elemento Brasil ”

O preenchimento dessa lacuna não vai nos ajudar a resolver a questão, uma vez que

tanto “que” quanto “o qual” poderiam preenchê-la. Sigamos, então.

3ª lacuna: “Ou seja, a sociabilidade tecida pela mediação dos vínculos com o mundo do trabalho, extremamente diversificado, pleno de situações de

instabilidade, tende do jovem.”

Continuamos na mesma. As duas sugestões (tende a exercer menor força / tende à menor força) seriam válidas. Vamos continuar examinando as opções.

4ª lacuna: “Tanto a fluidez, a precariedade e a indefinição das relações de

trabalho no Brasil,

do trabalhador podem contribuir para o enfraquecimento do “orgulho pelo

trabalho” ”

Agora, acabou!

Temos um daqueles casos de sujeito composto cujos núcleos são ligados por termos

em correlação, como “tanto aula sobre concordância.

O primeiro sujeito é “Tanto a fluidez, a precariedade e a indefinição das relações de

trabalho no Brasil”.

Assim, o segundo (“os seus possíveis efeitos na auto-imagem(*) do trabalhador”) somente poderia ser introduzido por “como”, conforme sugere a opção D (gabarito da prova) e não pela preposição “com”.

e afins. Falamos sobre isso na

de que (o) trabalho é um elemento

”.

integra a vida dos jovens no

menor força na conformação da identidade

os seus possíveis efeitos na auto-imagem(*)

como”,

“tanto

quanto”

Por fim, a última lacuna apresenta um verbo reduzido de gerúndio, introduzindo uma oração subordinada reduzida. Essa é a nossa deixa para vermos as questões que tratam de períodos compostos.

26 – (ESAF/ANEEL ANALISTA/2006)

A pichação é uma das expressões mais visíveis da invisibilidade humana. São mais

do que rabiscos. São uma forma de estabelecer uma relação de pertencimento com a comunidade – mesmo que por meio da agressão – e, ao mesmo tempo, de dar ao autor um sentido de auto-identidade.

(Gilberto Dimenstein, Folha de S. Paulo, 21/01/2006)

Analise a afirmação a seguir.

“de dar”,

- Os dois verbos antecedidos de preposição: “de estabelecer coordenados entre si, estão subordinados ao mesmo termo.

e

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ITEM CERTO

Comentário.

A ESAF explorou questões sobre períodos usando esquemas e gráficos. Apesar de não os ter usado nessa questão, vamos começar a nos acostumar com eles, pois nada impede que voltem a cair em prova.

Em relação à estrutura analisada, teríamos:

São uma forma

de estabelecer uma relação de pertencimento com a comunidadede estabelecer

ao mesmo tempo, de dar ao autor um sentido de auto- identidade de dar ao autor um sentido de auto- identidade

tempo, de dar ao autor um sentido de auto- identidade mesmo que por meio da agressão

mesmo que por meio da agressão

Assim, em relação à palavra “forma”, há dois termos regidos: “de estabelecer uma ”

relação

Esses dois termos estão subordinados ao mesmo

termo regente (forma) e coordenados entre si pela conjunção aditiva “e”. Está

perfeita a assertiva.

Esse “fenômeno” pode ocorrer, inclusive, com orações desenvolvidas.

Veja o seguinte exemplo:

e “de dar ao autor

”.

Espero que encontre o amor da sua vida e que seja feliz.

As orações “que encontre o amor da sua vida” e “que seja feliz” são orações subordinadas em relação à oração principal “Espero”. No entanto, entre si, são coordenadas, pois estão ligadas por uma conjunção coordenativa aditiva. Nesses casos, pode-se manter apenas a primeira conjunção integrante (Espero que encontre o amor da sua vida e seja feliz.), evitando uma repetição desnecessária.

Uma curiosidade em relação à palavra FORMA. Com a reforma ortográfica de 1971, foi eliminado o acento diferencial de “fôrma” (“ô” = recipiente) que era usado para distinguir de “forma” (“ó” = formato). Agora, com o Acordo Ortográfico de 1990, este acento volta a surgir, desta vez como FACULTATIVO, ou seja, na primeira acepção, pode ser usado ou não. Feliz deve ter ficado (no céu) Aurélio Buarque de Holanda, ferrenho defensor da grafia com acento.

27 - (ESAF/AFRF/2005)

Olhamos e não vemos. Não conseguimos olhar nada pela primeira vez. Já o primeiro olhar é preconceituoso – dá informação falsa ou verdadeira, mas sempre pré- fabricada, anterior ao ato de olhar. O economista cheio de teorias pensa que sabe o remédio para a inflação, a origem da miséria, o segredo da estabilidade e quanto desaforo a democracia agüenta. Erra como o médico, o astrônomo ou o caixa que aceita o cheque do homem elegante, de terno e cabelo com brilhantina que parece ser rico, mas é estelionatário.

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Só que no caso do economista, não é apenas o paciente que fica com dor de cabeça, ou mais um cheque sem fundo. São 10% de desempregados. Um deles acaba apontando um revólver para a sua cabeça. Nada é visto pela primeira vez. Ninguém olha atentamente como as corujas, antes de propor ou piar.

(João Sayad. A primeira vez. Revista TAM, julho de 2005, com adaptações)

Assinale o esquema que representa corretamente a estrutura sintático-semântica do período sintático retirado do texto (desconsidere a pontuação e as letras maiúsculas).

a)

(l.1

e

2)

o

primeiro olhar

b)

(l.2

e

3)

O

economista

dá informaçãoprimeiro olhar b) (l.2 e 3) O economista é preconceituoso cheio de teorias pensa que sabe

é

preconceituoso

e 3) O economista dá informação é preconceituoso cheio de teorias pensa que sabe remédio para

cheio de teorias

pensadá informação é preconceituoso cheio de teorias que sabe remédio para o c) (l.4 ) Erra

que

sabe

remédio para

o

cheio de teorias pensa que sabe remédio para o c) (l.4 ) Erra o médico como

c) (l.4

)

Erra

o

médico

como

 

o

astrônomo

Erra o médico como   o astrônomo ou o caixa que aceita o cheque do homem

ou o caixa

que aceita o cheque do homem elegante

falsa

ou verdadeira

mas

sempre

pré-

fabricada

a

inflação

a

origem da miséria

o

segredo

da

estabilidade

e quanto desaforo

d)

(l.6)

não

é

d) (l.6) não é fica com dor de cabeça

fica com dor de cabeça

apenas

o

paciente que

 

ou

mais

um

cheque

sem fundo

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e)

(l.7 e 8) São

 

Um

deles

acaba

 

um revólver

10%

de

10% de apontando  

apontando

 
10% de apontando  

desempregados

 

para a sua cabeça

Nada

é

visto

pela

primeira vez

 

Ninguém atentamente como

olha

Gabarito: A

Comentário.

Acordo ortográfico: não houve mudança na grafia de “pré-fabricada”.

Na verdade, houve uma impropriedade no gráfico da opção A, mas, por absoluta falta de outra opção válida, só restaria ao candidato assinalá-la como o gabarito.

Sobre o primeiro olhar, são feitas duas afirmações: (1) é preconceituoso; (2) dá informação. Por isso, está correta a relação estabelecida pelas setas, já que entre as duas orações há uma coordenação.

Que tipo de informação pode ser dada? Certamente, essa informação será falsa ou verdadeira. São adjetivos mutuamente excludentes, não admitindo a possibilidade de um terceiro tipo. Além disso, seja ela falsa ou verdadeira (olha a alternância aí), ela será sempre pré-fabricada. Por isso, houve um erro ao associar essa última característica como um terceiro elemento da alternância. Na verdade, para estar perfeito, esse gráfico deveria ser:

dá informação

dá informação falsa

falsa

ou verdadeira

deveria ser: dá informação falsa ou verdadeira mas sempre pré- fabricada Não tem jeito: teríamos de

mas sempre pré- fabricada

Não tem jeito: teríamos de engolir esse deslize e assinalar como correta a estrutura apresentada, pois as outras apresentam erros mais grosseiros ainda.

Na

verdade, o primeiro faz parte do primeiro bloco “O economista”. Outro erro seria indicar como quarto elemento da série relacionada ao “remédio” a estrutura “e quanto desaforo”, que deveria estar completamente independente.

b) Não há alternância ou coordenação entre “cheio de teorias” e “pensa

”.

c) A oração “que aceita o cheque do homem elegante” é uma oração subordinada

adjetiva que possui ligação somente com o elemento “o caixa” (seu antecedente). Portanto, deveria vir ao seu lado, em uma terceira coluna, da seguinte forma:

Erra como

lado, em uma terceira coluna, da seguinte forma: Erra como o médico o astrônomo ou o

o médico

o astrônomo

ou o caixa

seguinte forma: Erra como o médico o astrônomo ou o caixa que aceita o cheque do

que aceita o cheque do homem

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elegante

d) houve erro na ligação entre “ou mais um cheque sem fundo” com “o paciente”. A

estrutura correta seria:

não é apenas

“o paciente”. A estrutura correta seria: não é apenas o paciente que cabeça fica com dor

o paciente

A estrutura correta seria: não é apenas o paciente que cabeça fica com dor de ou

que

cabeça

fica

com

dor de

ou mais um cheque sem fundo

Na segunda coluna, os elementos estão relacionados a “não é apenas”, sendo alternativos sem serem excludentes.

Já a oração “que fica com dor de cabeça” é adjetiva, ligando-se somente ao seu

antecedente (paciente).

e) Nessa opção, parece que o examinador enlouqueceu e relacionou entre si orações

independentes apresentados em períodos distintos. Como dizem por aí, pirou na

batatinha rs

28 - (ESAF/ATA MF/2009)

Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.

1 tese do desacoplamento das economias emergentes

os

efeitos recessivos da paralisia do sistema globalizado de crédito, a partir da falência

4 propagaram. Ali ficou claro que Brasil, China, Índia e

outras economias em estágio equivalente de desenvolvimento não teriam condições

do Lehman Brothers,

em relação

Não levou muito tempo

2

países desenvolvidos ser destroçada, tamanha a rapidez

3

de

compensar o desaquecimento

5

Estados Unidos, União Europeia e Japão.

 

1

2

3

4

5

a) para que a

nos

de que

lhe

dos

b) da

a

para

a

pelos

c) na

em

que

o

com os

d) para a

aos

com que

se

nos

e) pela

com os

a qual

os

em

Gabarito: D

Comentário.

O candidato atento e observador levaria menos de 1 minuto para resolver essa

questão.

O conectivo a preencher a primeira lacuna denota a ideia de finalidade seria PARA

(não levou muito tempo PARA isso).

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Veja que o sujeito do predicado nominal “ser destroçada” era “(a) tese do desacoplamento das economias emergentes”. Como o verbo está no infinitivo (SER destroçada), não havia a possibilidade de emprego da conjunção integrante “que”.

Assim, a única opção válida seria D, que reúne o conectivo “para” sem a conjunção “que”.

29 - (ESAF/AFC STN/2005)

Verifique se o período a seguir foi transcrito com inteira correção gramatical.

- A última manifestação dos ativistas da soberania partilhada para a Amazônia veio- nos do francês Pascal Lamy, que defendeu, em recente conferência realizada em Genebra, segundo o qual as florestas tropicais devem ser submetidas à gestão da comunidade internacional.

ITEM ERRADO

Comentário.

Esse é o tipo de questão mais comum atualmente no que tange à formação de períodos.

Normalmente, o erro da questão é a quebra da estrutura sintática e, consequentemente, do raciocínio, prejudicando, assim, a coerência textual. É o que alguns chamam de “truncamento sintático”.

Note a seguinte passagem: “A última manifestação dos ativistas da soberania

Em

partilhada para a Amazônia veio-nos do francês Pascal Lamy, que defendeu

seguida, não se deu continuidade a esse raciocínio – defendeu o quê, cara pálida? (rs )

Simplesmente não se falou o que foi defendido.

Esse período encontra-se prejudicado sintática e semanticamente. Questão simples, que exige apenas atenção.

”.

30 - (ESAF/MF – Processo Seletivo Interno/2008)

1. Construída uma ciência ou uma teoria científica,

mesmo com os maiores cuidados para garantir a

sua objetividade, existe sempre o risco de que esse

conhecimento científico possa ser usado de maneira

5.ideologicamente implementada.

Atualmente, um dos graves problemas que enfrenta

o cientista é o emprego ideológico e técnico de sua

produção. Isto está criando grande sensibilidade

não apenas nos países desenvolvidos, mas também

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10. em países como o nosso, onde a pesquisa científica

procura um lugar de destaque, mas também enfrenta o

risco de ser ideologicamente manipulada.

Mesmo sem renunciar a nossas ideologias particulares,

podemos ignorar ou reduzir as influências ideológicas

15. para produzir resultados cientificamente objetivos.

Todos conhecemos os benefícios que acarretam ao

homem a informática, a biotecnologia e a pesquisa

nuclear. Pode-se reduzir o esforço do trabalhador,

podem ser encontradas novas técnicas de alimentação

20. e consegue-se dominar doenças graves. Contudo

essas ciências e muitas outras podem ser usadas

para informatizar a guerra, criar o desemprego através

da robotização, produzir transtornos nas espécies

biológicas e auxiliar a construção de bombas.

(Adaptado de Carlos Lungarzo. O que é ciência, p. 83-84)

Analise a opção abaixo a respeito das estruturas lingüísticas do texto.

- Preserva-se a correção textual ao se retirar a conjunção “que”(l.3), e flexionar a forma verbal “possa”(l.4) no infinitivo.

ITEM CERTO

Comentário.

Simplesmente, o que o examinador sugere é a troca de uma oração desenvolvida (iniciada pela conjunção integrante “que”) pela reduzida de infinitivo.

Em casos assim, vá ao texto e faça a troca, verificando se seria necessária mais alguma alteração no texto. Todas as mudanças necessárias devem ser sugeridas pelo examinador; caso contrário, a questão estará errada. Vamos lá.

existe sempre o risco de que esse conhecimento científico possa ser usado de maneira ideologicamente implementada.

Após as trocas, teríamos:

existe sempre o risco de esse conhecimento científico PODER ser usado de maneira ideologicamente implementada.

Note que, em atendimento à norma culta, não houve a contração da preposição “de” com o pronome demonstrativo “esse”, uma vez que o pronome faz parte do sujeito do verbo PODER. A nova construção está perfeita e a troca atendeu às prescrições gramaticais. O item está, portanto, correto.

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31 – (ESAF/MPOG – EPPGG/2009)

1. A pior fase da crise foi superada, a reação começou

e a produção brasileira deve crescer neste ano

0,8%, segundo a nova projeção do Banco Central

(BC), contida no Relatório de Inflação, uma ampla

5. análise trimestral da economia nacional e do

cenário externo. A estimativa é mais animadora

que a dos especialistas do setor privado. A

Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê

uma contração de 0,4%. No setor financeiro,

10. a bola de cristal dos economistas indicava,

no começo da semana, um PIB 0,57% menor

que o de 2008. Seria um exagero, no entanto,

qualificar como otimista a avaliação dos técnicos

do BC. A recuperação, segundo eles, dependerá

15. principalmente do consumo e o resultado poderá

ser inferior ao previsto, se as condições de

emprego piorarem e os incentivos fiscais forem

revertidos. Além disso, o investimento privado

continua baixo e deve recuperar-se lentamente,

20. porque ainda há muita capacidade ociosa nas

empresas. Quanto às exportações, continuarão

afetadas pela retração da economia internacional

e não se pode esperar do setor externo nenhuma

contribuição ao crescimento da atividade industrial.

(O Estado de S. Paulo. Editorial, 29/06/2009)

Em relação ao uso das estruturas linguísticas do texto, julgue a proposição abaixo.

- O termo “porque” (l. 20) confere ao período em que ocorre a ideia de conclusão, justificando as razões para a superação da pior fase da crise.

ITEM ERRADO

Comentário.

Não há nenhum valor conclusivo no emprego de “porque”. Seu valor é explicativo – a conjunção inicia a oração em que se apresenta a justificativa para a afirmação da

oração anterior:

porque ainda há muita capacidade ociosa nas empresas.

e

[o investimento privado] deve recuperar-se lentamente” –

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32 - (ESAF/MPOG - EPPGG/2009)

Analise a proposição a respeito das estruturas linguísticas do seguinte texto.

1. Publicidade, do latim, publicus e do verbo publicare,

é um termo originalmente vocacionado para a vida

pública, a livre e plural circulação das ideias. Portanto,

para a democracia, publicar era próprio dos reinos,

impérios, estados e, por fim, das repúblicas. Antítese

5. de segredo, a publicidade atendia aos interesses de

governantes ao informar e aos das pessoas em querer

saber dos assuntos importantes. Tal como Janus,

a divindade mitológica de duas faces, o interesse

público tanto serve ao Estado como ao cidadão e,

10. modernamente, de forma a combinar accountability,

ou responsabilização – a obrigação legal de publicar

(do Estado) – e o direito legal de saber (do cidadão).

Publicistas foram ‘ilustres homens públicos’,

difusores de grandes propostas de mudanças.

15. Grandes persuasores de ideias avançadas e

emancipatórias, faziam uso da sua capacidade de

falar, de escrever, de publicar para liderar grandes

mudanças de governos, de regimes políticos, etc.

(Discutindo Língua Portuguesa, ano 2, n. 14, com adaptações)

- Por meio da expressão “Tal como” (l. 8), o texto compara as duas faces de Janus à possibilidade de a publicidade ter tanto consequências negativas quanto positivas na vida das pessoas.

ITEM ERRADO

Comentário.

Essa questão de interpretação envolvia o emprego de uma conjunção. Seu valor é comparativo, equivalente a “assim como” ou “como”. Contudo, essa comparação ilustra o duplo papel do interesse público, que serve tanto ao cidadão quanto ao Estado, e não as consequências negativas e positivas da publicidade para a vida prática das pessoas, como sugere o examinador.

33 - (ESAF/ AUDITOR DO TESOURO MUNICIPAL NATAL / 2008)

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A linguagem da mídia é uma das mais constantes

formas de comunicação a que as pessoas têm acesso.

Com os avanços da tecnologia, a produção de notícias

escritas e faladas invade nosso cotidiano. O noticiário

5. tem um papel social e político, assim como educacional:

ao estarmos expostos a ele fazemos conexões e

tentamos entender e explicar como acontecimentos

relatados na mídia se relacionam com nossas vidas e

com a sociedade como um todo. Entretanto, notícias

10. são relatos de fatos e não o fato em si. O tratamento

de qualquer tópico, portanto, sempre dependerá de

quem o escolheu e de que ponto de vista será relatado.

Relatos, assim, não são uma representação de fatos,

mas uma construção cultural que codifica valores fixos,

15. já que os jornalistas obedecem a uma série de critérios

que determinam se um fato pode ser relatado ou não.

(Carmen Rosa Caldas-Coulthard. A imprensa britânica e a representação da América Latina: recontextualização textual e prática social)

Analise o seguinte item a respeito do emprego das estruturas lingüísticas no texto.

- O sinal de dois-pontos depois de “educacional” (l.5) introduz uma explicação; por isso poderia ser substituído por uma vírgula seguida de porque.

ITEM CERTO

Comentário.

Resolvemos encerrar a aula com esta questão por envolver aspectos tanto de conjunção quanto de pontuação (assunto da próxima aula).

Quando o examinador sugere a retirada do sinal de dois-pontos e a colocação da conjunção “porque” após uma vírgula, deixa claro que o segmento que vem após o sinal de dois-pontos apresentava aspecto de explicação, podendo ser perfeitamente substituído pela conjunção “porque”. Por ser explicativo, essa conjunção admite uma vírgula antes de si. Aliás, como vimos na questão 6 deste material, essa é uma das diferenças entre o “porque” causal e o explicativo. Se a conjunção introduzisse informações com valor de causa, a vírgula não poderia ser usada.

Assim, a nova construção seria:

O noticiário tem um papel social e político, assim como educacional, porque ao estarmos expostos a ele fazemos conexões e tentamos entender e

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explicar como acontecimentos relatados na mídia se relacionam com nossas vidas e com a sociedade como um todo.

Talvez você esteja achando necessária uma vírgula após a conjunção “porque”, mas note que a oração “ao estarmos expostos a ele” não possui nenhuma vírgula em seu encerramento, não podendo ser empregada nenhuma em sua introdução. Ou

colocamos duas vírgulas, isolando a oração (

educacional, porque, AO ESTARMOS ou não usamos nenhuma, exatamente

EXPOSTOS A ELE, fazemos conexões como ficou após as trocas. Item correto.

Por hoje é só. Na próxima aula, falaremos sobre PONTUAÇÃO (questão certa em prova). Abraço e até lá.

),

aula, falaremos sobre PONTUAÇÃO (questão certa em prova). Abraço e até lá. ” ), 40 www.pontodosconcursos.com.br

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LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS

1 - (ESAF/ANEEL – Técnico/2006 - adaptada)

A classe média está mudando. Essa classe média é herdeira da porção Bélgica da

Belíndia (mistura de Bélgica e Índia, expressão usada na década de 70 para explicar

a desigualdade no Brasil). Ela antes tinha acesso ao sistema financeiro habitacional,

a universidades públicas, à expansão de empresas estatais cheias de ofertas de

trabalho e à indexação, que reajustava o dinheiro nos bancos. Na década de 90, essas facilidades acabaram e a classe média passou a ter mais gastos. É como se ela tivesse viajado sempre de executiva e agora tivesse de andar de econômica. Em compensação, existe uma população que era de baixa renda e ascendeu.

(Adaptado de Ricardo Neves, Correio Braziliense, 22 de fevereiro de 2006)

Julgue as afirmações a respeito do texto como verdadeiras (V) ou falsas (F), para marcar, a seguir, a opção correta.

I - As duas orações coordenadas que seguem a expressão “Na década de 90” (l.8), expressam, semanticamente, uma relação que também pode ser escrita em apenas uma oração: com o fim dessas facilidades, a classe média passou a ter mais gastos.

II - A conjunção “e”(l.7) coordena duas orações que, semanticamente, expressam

um

contraste; por isso equivale a mas.

III

- O conectivo “Em compensação” (l.12) está empregado com valor adversativo,

pois introduz um período sintático que, semanticamente, contradiz o que afirma a primeira oração do texto.

a)

V / F / F

 

b)

V / F / V

c)

F / V / F

d)

F / F / V

e)

V / V / F

2

-

(ESAF/Ministério

das

Relações

Exteriores

-

Assistente

de

Chancelaria/2002)

Assinale a opção em que ao menos um dos conectivos propostos para preencher a lacuna provoca incoerência textual ou erro gramatical.

(a) visto como uma promessa que

parece nunca se realizar. O potencial existe,

O Brasil é um país grande, diversificado

(b) há algo bloqueando o

Brasil. Acho que é uma combinação de fatores como o sistema político e o modo de

trabalhar do cidadão, pouco engajado nos problemas da sociedade,

(c) é

muito freqüente o brasileiro eleger políticos por seu nível de popularidade, sem

avaliar seus programas e ações. É um país muito importante para a economia

um desafio

delicado entender por que as coisas não acontecem rapidamente no Brasil.

mundial,

(d)

sermos sempre decepcionados. É,

(e),

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(Michel Porter, Veja, 5/12/2001, com adaptações)

a)

e / mas

b)

entretanto / mas

c)

já que / pois

d)

embora / apesar de

e)

contudo / portanto

3

- (ESAF/ATA MF/2009)

Analise a proposição quanto aos elementos linguísticos e semânticos do texto.

Feliz aniversário, Darwin!

2. Charles Darwin completaria hoje 200 anos, não fosse

pela seleção natural. Ela, afinal, é a maior responsável

4. pelo barroco processo de desenvolvimento que leva

os organismos complexos inexoravelmente à morte

6. – conceito que não se aplica muito a bactérias e

arqueobactérias, seres que se reproduzem gerando

8. clones de si próprios, partilham identidades com

a transferência horizontal de genes e podem ficar

10. milênios em vida suspensa (no gelo, por exemplo).

A contribuição de Darwin para a ciência e para a história,

12. porém, continua viva, e muito viva, exatamente com a

ideia de seleção natural. Só por isso ele já merece os

14. parabéns. Feliz aniversário, Darwin.

(Marcelo Leite, em: http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2009-02-08)

- O conetivo adversativo “porém”(.11) se opõe, no contexto, à ideia de que a contribuição de Darwin para a história e para a ciência foi pequena.

4 - (ESAF/ AFRE MG / 2005)

1. Santo Agostinho (354-430), um dos grandes formuladores

do catolicismo, uniu a teologia à filosofia. Sua

contribuição para o estudo das taxas de juros, ainda

que involuntária, foi tremenda. Em suas Confissões, o

5. bispo de Hipona, filho de Santa Mônica, conta que,

ainda adolescente, clamou a Deus que lhe concedesse

a castidade e a continência e fez uma ressalva

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– ansiava por essa graça, mas não de imediato. Ele

admitiu que receava perder a concupiscência natural

10. da puberdade. A atitude de Santo Agostinho traduz

impecavelmente a urgência do ser humano em viver

o aqui e agora. Essa atitude alia-se ao desejo de

adiar quanto puder a dor e arcar com as conseqüências

do desfrute presente – sejam elas de ordem

15. financeira ou de saúde. É justamente essa urgência

que explica a predisposição das pessoas, empresas

e países a pagar altas taxas de juros para usufruir o

mais rápido possível seu objeto de desejo.

(Viver agora, pagar depois, (Fragmento). In: Economia e Negócios, Revista Veja, 30/03/2005, p.90)

Analise a proposição a seguir, com base no texto acima.

7)

poderia ser substituída, mantendo-se a coerência textual, pela conjunção ”mas” precedida de vírgula.

- Dada a relação de sentido que se estabelece no período, a conjunção “e” (l

5 - (ESAF/Técnico IPEA/ 2004)

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical, de coesão ou de coerência textual.

É relevante(1) o fato de que (2), na idade de ouro do capitalismo, nos 25 anos do

pós-guerra, entre os países industrializados, de cada (3) dez empregos criados, seis o (4) eram no setor público. Essa informação não deve surpreender, não obstante (5) a principal característica do estado de bem-estar social é a existência de um serviço público de qualidade e em quantidade suficiente.

(Adaptado de J. Carlos de Assis, A Crise da Economia enquanto Crise do Trabalho)

a)

1

b)

2

c)

3

d)

4

e)

5

6

- (ESAF/ANEEL TÉCNICO/2006)

De fato, os jovens têm motivos para se sentirem inseguros. Começam a vida profissional assombrados pelos altos índices de desemprego. Quase a metade dos desempregados nos grandes centros no Brasil é jovem. Além da falta de experiência, há o despreparo mesmo. Grande parte tem baixa escolaridade. O mercado de

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trabalho ajuda a perpetuar a desigualdade. Muitos jovens deixam de estudar para trabalhar. Mas a disputa é acirrada também entre os mais bem-preparados. A grande oferta de mão-de-obra resulta em um processo cruel de avaliação, com testes de conhecimentos e de raciocínio lógico, redação, dinâmicas de grupo, entrevistas. E não é só. O jovem deve demonstrar habilidades que muitas vezes nem teve tempo de saber se possui ou de descobrir como adquiri-las. Como o conhecimento hoje fica obsoleto muito rápido, a qualificação e o potencial comportamental é que definem um bom candidato, e não só o preparo técnico.

(Adaptado de ISTOÉ 5/10/2005)

Analise a proposição abaixo a respeito do emprego das estruturas lingüísticas do texto.

- A relação de sentidos entre os dois primeiros períodos sintáticos do texto permite subentender uma ideia explicativa, expressa pela conjunção Pois, antes de “Começam” (l.2).

7 – (ESAF/Analista IRB/2004)

1 os resultados

são lentos e incertos. Além disso, por genial que seja um cientista, não é possível produzir conhecimento sozinho. Há o contexto de criação, a comunidade científica

se

nacional e internacional

Fazer pesquisa é ofício que exige dedicação e paciência,

2

se discutem os resultados e

3

expõem métodos e técnicas desenvolvidas em prol do saber. De maneira marcante

há a formação de discípulos,

ainda está nos cursos de graduação, ao doutorado e pós-

doutorado objeto de estudo.

4 iniciação científica, quando o estudante

, 5

é sumamente relevante o debate de idéias em favor do

(Adaptado de Roseli Fischmann, Ciência, democracia e direitos,Correio Braziliense,

26/01/2004)

Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.

 

1

2

3

4

5

a)

já que

de que

para a qual

da

Por todas elas

b)

pois

com quem

em que

para a

Tais níveis

c)

porque

na qual

para a qual

desde a

Em todos esses níveis

d)

porquanto

a que

da qual

com a

Naquelas

e)

vez que

onde

de que

pela

Em certos níveis

8

- (ESAF/TRF/2003)

 

O panorama da sociedade contemporânea sugere-nos incontáveis abordagens da ética. À medida que a modernidade — ou a pós-modernidade — avança, novas facetas surgem com a metamorfose do espírito humano e sua variedade quase infinita de ações. Mas, falar sobre ética é como tratar da epopéia humana. Na verdade, está mais para odisséia, gênero que descreve navegações acidentadas,

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lutas e contratempos incessantes, embates de vida e morte, ilusões de falsos valores como cantos de sereias, assédios a pessoas e a propriedades, interesses contraditórios de classes dominantes figuradas pelos deuses, ora hostis ora favoráveis. As aventuras de Ulisses sintetizam e representam o confronto de ideais nobres e de paixões mesquinhas. Não obstante, narram-se também feitos de abnegação, laços de fidelidade entre as pessoas e suas terras, lances de racionalidade e emoção, a perseverança na reconquista de valores essenciais. Os mitos clássicos são representações de vicissitudes humanas e situações éticas reais.

(Adaptado de José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, São Paulo: Senac, 2002, págs.17 e 18)

Em relação ao texto, assinale a opção correta.

a) Em “sugere-nos” (l.1) o pronome enclítico exerce a mesma função sintática do

“se” em “narram-se”(l.10).

b) Ao se substituir “À medida que”(l.2) por À medida em que, preservam-se as

relações semânticas originais do período.

idéia de

comparação entre “novas facetas”(l.3) e “metamorfose do espírito humano”(l.3).

d) A expressão “Na verdade, está mais para odisséia”(l.5) e as informações que se

sucedem permitem a inferência de que “epopéia”(l.4) não traria a noção de dificuldades, fracassos.

c) A preposição

“com”(l.3) está sendo

empregada para conferir

a

e) O período permaneceria correto se a preposição na expressão “confronto de

ideais”(l.9) fosse, sem outras alterações no período, substituída por entre.

9 - (ESAF/SEFAZ CE/2007)

Assinale a única reescritura do segmento sublinhado que, em vez de corrigi-lo, introduz erro de natureza morfossintática ao texto.

A campanha “Sua Nota Vale Dinheiro. Ganha você. Ganha o Ceará”, desenvolvida pela Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará - SEFAZ, atinge o seu primeiro ano de atividades, (a) cujo crescimento de suas estatísticas revela o sucesso da campanha. Ela premia os participantes com 0,5% do valor das operações constantes nos cupons e notas fiscais enviados e digitados na SEFAZ.

(b) Participantes de todo Ceará tem aderido à campanha de educação tributária, (c) que objetiva a conscientizar à população acerca da importância da emissão de documentos fiscais nas compras no comércio atacadista e varejista, além de incentivar projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos.

Para se ter uma amostra do alcance da “Sua Nota”, 286 entidades, de acordo com os dados consolidados até o dia 16 de agosto, (d) procederam o cadastramento na coordenação-executiva da promoção, o que perfaz um total de 70.354 participantes indiretos e 47.297 pessoas diretamente cadastradas na SEFAZ. Números que, certamente, podem mudar (e) à medida que novos cadastramentos se forem concretizando

(Adaptado

de

http://www.sefaz.ce.gov.br/comunicacaosocial/sefaznot.asp#,consulta

em

20/10/2006)

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Reescrituras:

a) com estatísticas cujo crescimento revela o sucesso da campanha.

b) Participantes de todo o Ceará têm aderido à campanha de educação tributária

c) que objetiva conscientizar a população sobre a importância da emissão de

documentos fiscais

d)

procederam ao cadastramento junto à cordenação-executiva da promoção

e)

à medida em que se for concretizando novos cadastramentos.

10

– (ESAF/ANA/2009)

Em relação ao texto abaixo, analise as proposições a seguir.

O tratamento de esgotos é fundamental para qualquer programa de despoluição das

águas. Em grande parte das situações, a viabilidade econômica das estações de tratamento de esgotos (ETE) é reconhecidamente reduzida, em razão dos altos investimentos iniciais necessários à sua construção e, em alguns casos, dos altos custos operacionais. Por esses motivos que mesmo os países desenvolvidos têm incentivado financeiramente os investimentos de Prestadores de Serviços em ETE, como os Estados Unidos e países da Comunidade Europeia. No Brasil, o problema de viabilidade econômica do investimento público torna-se ainda mais agudo, devido à elevada parcela de população de baixa renda. No entanto, vale ressaltar que a água de qualidade também é um fator de exclusão social, uma vez que a população de baixa renda dificilmente tem condições de comprar água de qualidade para beber ou até mesmo de pagar assistência médica para remediar as doenças de veiculação hídrica, decorrentes da ausência de saneamento básico.

(http://www.ana.gov.br/prodes/prodes.asp)

a) Mantém-se a correção gramatical do período se a conjunção “No entanto”(.9) for

substituída por qualquer uma das seguintes: Porém, Todavia, Entretanto, Contudo.

b) Estaria gramaticalmente correta a substituição de “uma vez que”(. 10) por

porquanto.

11 - (ESAF/TRF/2003)

A ciência moderna desestruturou saberes tradicionais, e seu paradigma mecanicista,

que encara o mundo natural como máquina desmontável, levou a razão humana aos limites da perplexidade, porquanto a fragmentação do conhecime