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Defensivos Agrícolas
Defensivos Agrícolas

Crescimento necessário na produção de grãos até 2020

Crescimento necessário na produção de grãos até 2020 3.4 bilhões de toneladas 3.0 2.7 2.7 2.4
3.4 bilhões de toneladas 3.0 2.7 2.7 2.4 2.5 2.1 2.3 1.9 2.2 2.0
3.4 bilhões
de toneladas
3.0
2.7
2.7
2.4
2.5
2.1
2.3
1.9
2.2
2.0

1.9

1995

2000

2005

2010

2015

2020

A Agricultura na Alimentação 1850 4 4 agricultores agricultores alimentavam alimentavam Mais Mais 1 pessoa

A Agricultura na Alimentação

1850

4 4 agricultores agricultores alimentavam alimentavam

Mais Mais

1 pessoa

1 pessoa

1900

1 1 agricultor agricultor alimentava alimentava

Mais

Mais

4 4 pessoas pessoas

1950

1 1 agricultor agricultor alimentava alimentava

Mais

Mais

10

10

pessoas pessoas

1960

1

1

agricultor agricultor alimentava alimentava

Mais

Mais

17

17 pessoas

pessoas

1970

1 agricultor alimentava

1

agricultor alimentava

Mais

Mais

33 pessoas

33

pessoas

1980

1

1

agricultor agricultor alimentava alimentava

Mais

Mais

57

57

pessoas pessoas

1990

1 1 agricultor agricultor alimentava alimentava

Mais Mais

70 pessoas

Os Solos Limitam a Agricultura Porcentagens da área mundial total 23 22 28 10 6

Os Solos Limitam a Agricultura

Porcentagens da área mundial total

23 22 28 10 6 11
23
22
28
10
6
11

muito seco

com problemas químicos

muito raso

muito úmido

permanentemente gelado

sem limitações

Apenas 11% dos solos do mundo podem ser cultivados sem

necessidade de irrigação, drenagem ou outras melhorias

(cerca de 1.6 bilhões de ha).

Fonte: ANDEF

Perdas na Produção Agrícola Mundial Perdas reais, apesar da proteção de cultivos Plantas daninhas 13,2%

Perdas na Produção Agrícola Mundial

Perdas reais,

apesar da

proteção de

cultivos

Plantas daninhas

13,2%

Pragas

15,6%

Doenças

13,3%

Produção sem

proteção

do cultivo

30,3%

30,3%

42,1%

42,1%

27,6% 27,6%

do cultivo 30,3% 30,3% 42,1% 42,1% 27,6% 27,6% Fonte: FAO Perdas evitadas pela proteção dos cultivos

Fonte: FAO

Perdas evitadas

pela proteção

dos cultivos com

produtos

fitossanitários

Plantas

daninhas

16,4%

Pragas

7,1%

Doenças

4,2%

Métodos de controle das pragas,

Métodos de controle das pragas, doenças e plantas invasoras Genético Legislativo Manejo Integrado Biológico

doenças e plantas invasoras

Métodos de controle das pragas, doenças e plantas invasoras Genético Legislativo Manejo Integrado Biológico
Métodos de controle das pragas, doenças e plantas invasoras Genético Legislativo Manejo Integrado Biológico
Métodos de controle das pragas, doenças e plantas invasoras Genético Legislativo Manejo Integrado Biológico
Métodos de controle das pragas, doenças e plantas invasoras Genético Legislativo Manejo Integrado Biológico
Genético Legislativo Manejo Integrado Biológico
Genético
Legislativo
Manejo
Integrado
Biológico
doenças e plantas invasoras Genético Legislativo Manejo Integrado Biológico Físico Cultural Químico Mecânico

Físico

Cultural

doenças e plantas invasoras Genético Legislativo Manejo Integrado Biológico Físico Cultural Químico Mecânico

Químico

Mecânico

Produtos Fitossanitários

Sinonímias:

Produtos Fitossanitários Sinonímias: Agrotóxicos Pesticidas Defensivos Agrícolas
Produtos Fitossanitários Sinonímias: Agrotóxicos Pesticidas Defensivos Agrícolas

Agrotóxicos

Pesticidas

Defensivos

Agrícolas

Definição
Definição
Definição Produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de

Produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e

beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de

florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a

composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa

de seres vivos considerados nocivos; Também: substâncias e produtos,

empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores

Uso de Agrotóxicos no Brasil
Uso de Agrotóxicos no Brasil

Brasil safra 1970/71:

cerca de 27 mil toneladas de agrotóxicos

Atualmente:

campeão mundial (10° em 2003 e 1° em 2009)

safra 2010/11 mais de 930 mil de ton de produtos (246

mil ton importados)

Brasil: mercado de mais de 8 bilhões de dólares/ano (± 20% do mercado mundial).

Nos últimos 10 anos, o mercado mundial:

cresceu 93% e no Brasil o aumento foi de 190%.

Desenvolvimento de Produto 50.000 50.000 Substâncias Substâncias são são sintetizadas sintetizadas a a cada cada
Desenvolvimento de Produto
50.000
50.000
Substâncias Substâncias são são
sintetizadas sintetizadas a a cada cada ano. ano.
500
500
São São selecionadas selecionadas como como
possíveis candidatas.
possíveis candidatas
50
50
Vão Vão para para ensaios ensaios
de campo.
de campo
2
2
São apresentadas São apresentadas
para registro.
para registro
1
1
Vai para o mercado.
Vai para o mercado
Tempo: 10 - 12 anos
Custo: 200 a 250 milhões de dólares
Comportamento e destino ambiental OC = Agrotóxico
Comportamento e destino ambiental
OC = Agrotóxico
Comportamento e destino ambiental OC = Agrotóxico

EXEMPLOS DE GRUPOS DE AGROTÓXICOS UTILIZADOS

Segundo o SINDAG (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola):
Segundo o SINDAG (Sindicato Nacional da Indústria
de Produtos para Defesa Agrícola):

Herbicidas,

Fungicidas,

Inseticidas,

Acaricidas,

Nematicidas,

Moluscicidas,

Centenas de princípios ativos e milhares de formulações comerciais no Brasil

Conforme alvo e grupo químico
Conforme alvo e grupo químico

1. Inseticidas:

possuem ação de combate a insetos, como larvas e formigas. Os

inseticidas pertencem a quatro grupos químicos principais:

a) Organofosforados: são compostos orgânicos derivados dos ácidos

fosfórico, tiofosfórico, fosfônico ou ditiofosfórico. Ex.: Dissulfoton

(lepdóptera- ex. bicho mineiro), Malathion (pulgão).

(lepdóptera- ex. bicho mineiro), Malathion (pulgão). b) Carbamatos : são derivados do ácido carbâmico. Ex.:

b) Carbamatos: são derivados do ácido carbâmico. Ex.: Aldicarb (Temik®-

praguicida), Carbaril (coleóptera)

b) Carbamatos : são derivados do ácido carbâmico. Ex.: Aldicarb (Temik®- praguicida), Carbaril (coleóptera)
Conforme alvo e grupo químico
Conforme alvo e grupo químico

1. Inseticidas:

c) Organoclorados: compostos à base de carbono, com átomos de cloro.

Derivados do clorobenzeno, do ciclo-hexano ou do ciclodieno.

Foram muito utilizados na agricultura, como inseticidas, porém, seu emprego tem sido progressivamente restringido ou mesmo proibido. Ex.: DDT, BHC, Aldrin, Heptacloro, Endossulfan (inseticida e acaricida).

Aldrin, Heptacloro, Endossulfan (inseticida e acaricida). d) Piretróides : compostos sintéticos que apresentam

d) Piretróides: compostos sintéticos que apresentam estruturas químicas

semelhantes à piretrina, substância existente nas flores do crisântemo (Pyrethrum).

Alguns desses compostos são: aletrina, resmetrina, decametrina, cipermetrina

são: aletrina, resmetrina, decametrina, cipermetrina e fenpropanato. Ex.: Permetrina (leptóptera) , Deltametrina

e fenpropanato. Ex.: Permetrina (leptóptera) , Deltametrina (díptera, coleóptera e outros)

decametrina, cipermetrina e fenpropanato. Ex.: Permetrina (leptóptera) , Deltametrina (díptera, coleóptera e outros)
Conforme alvo e grupo químico
Conforme alvo e grupo químico

2. Fungicidas:

agem no combate a fungos. Menos tóxicos ao homem que os inseticidas. Existem muitos

fungicidas no mercado. Exemplos de grupos

químicos são:

Dicarboximida: Captan, Ortocide e Merpan

Etileno-bis-ditiocarbamatos. Ex: Mancozeb

Trifenil estânico. Ex: Brestanid

Isoftalonitrila. Ex.: Clorotalonil

Conforme alvo e grupo químico
Conforme alvo e grupo químico

3. Herbicidas:

combatem plantas daninhas. Sua utilização tem sido crescente na agricultura nos

últimos 20 anos. Alguns dos principais representantes são:

Fenoxiacéticos:

» 2,4-D

- Glicina substituída:

» Glifosato (folha estreita e larga): Roundup (glicina substituída),

Bipiridílio

Paraquat (Gramoxone),

Triazinas:

» Atrazinas (pré e pós emergente)

Difenileteres:

» Blazer Sol (Acifluorfen-sódio - soja)

Sulfoniluréias

» Classic e Conquest (Chlorimuron-ethyl)

Sulfoniluréias » Classic e Conquest (Chlorimuron-ethyl) – Tiadiazina: » Bentazon (Nomes comerciais: Banir ou

Tiadiazina:

» Bentazon (Nomes comerciais: Banir ou Basagran)

Problemas causados pelo uso excessivo de agrotóxicos

Toxicidade crônica dos pesticidas aos seres humanos,

animais domésticos, e a vida selvagem.

Fitotoxicidade

Desenvolvimento de novas espécies de pragas devido

ao uso dos agrotóxicos

Desenvolvimento de resistência aos produtos químicos pelas pragas

Persistência dos agrotóxicos nos solos, sedimentos e

• Persistência dos agrotóxicos nos solos, sedimentos e água • Potencial de transporte e contaminação

água

Potencial de transporte e contaminação ambiental.

MISTURAS DE TANQUE DE

AGROTÓXICOS

Mistura de tanque:
Mistura de tanque:

Ilegal no Brasil

Mas muitos fazem

Diferentes efeitos ocorrer quando se mistura produtos químicos

Agrotóxicos ou não

Efeito aditivo:
Efeito aditivo:

o efeito da aplicação da mistura será semelhante ao da

aplicação dos produtos individualmente, ou seja, um produto não interfere na eficácia do outro;

ou seja, um produto não interfere na eficácia do outro; Efeito sinérgico: • o efeito da
Efeito sinérgico:
Efeito sinérgico:

o efeito da aplicação da mistura será superior ao da

aplicação dos produtos individualmente, ou seja, um produto melhora a eficácia do outro;

ou seja, um produto melhora a eficácia do outro; Efeito antagônico: • o efeito da aplicação
Efeito antagônico:
Efeito antagônico:

o efeito da aplicação da mistura será inferior ao da aplicação

dos produtos individualmente, ou seja, um produto piora a

eficácia do outro.

Antes de se realizar qualquer mistura:

saber se existe algum tipo de incompatibilidade

Importância do pH da calda:

pode ser um indicativo de incompatibilidade.

Ex.: produto alcalino (ex.: hidróxido de cobre) +

água = > pH da calda,

em seguida mistura um produto qualquer que seja

passível de sofrer hidrólise alcalina = redução da eficácia

deste segundo

Neste caso a correção do pH, desde que não interfira na eficácia

de nenhum dos produtos, pode ser recomendável.

Clara evidência da ocorrência de incompatibilidade:

formação de precipitados ou grumos dentro do tanque de pulverização,

Entupimento de filtros e pontas de pulverização, obstruindo-os (Figura 1).

Solução: deve-se buscar meios para substituir um dos produtos incompatíveis ou para aplicá-los de forma isolada.

• Solução: deve-se buscar meios para substituir um dos produtos incompatíveis ou para aplicá-los de forma

CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA

DOS AGROTÓXICOS

Toxicidade É a propriedade inerente à substância de causar efeito adverso à saúde. Dose Resposta

Toxicidade

É a propriedade inerente à substância de

causar efeito adverso à saúde.

Dose

Toxicidade É a propriedade inerente à substância de causar efeito adverso à saúde. Dose Resposta
Resposta

Resposta

Definições:
Definições:

DL 50 :

A dose letal de uma substância é uma medida do seu poder

mortífero.

Define-se dose letal (DL 50 ) como a concentração de uma substância química capaz de matar 50% da população de

animais testados.

Essa dose mede-se em mg de substância/kg de massa corporal do animal testado.

A dose letal depende ainda do modo de exposição ao produto

tóxico. Quanto menor for a concentração de uma substância por DL 50 , mais tóxica esta será.

CL 50 :

Mesmo conceito, mas usado para gases.

Toxicidade: Como medir • Oral DL50 DL50 • Dérmica CL50 CL50 • Inalatória Outros parâmetros:

Toxicidade: Como medir

• Oral DL50 DL50 • Dérmica CL50 CL50 • Inalatória
• Oral
DL50 DL50
• Dérmica
CL50 CL50
• Inalatória

Outros parâmetros:

Irritação cutânea.

Irritação ocular.

Toxicidade: Classificação (MS- Brasil)

DL50 Oral DL50 Dérm. CL50 Inal. (mg/kg) (mg/kg) (mg/l) Olhos Pele 1h Expos. S ólido
DL50 Oral
DL50 Dérm.
CL50 Inal.
(mg/kg)
(mg/kg)
(mg/l)
Olhos
Pele
1h Expos.
S ólido
S ólido
Opacidade da Córnea
<
<
<
<
Reversível ou não
Corrosivo
< 0.2
I I
em 7 dias. Irritação
5
20
10
40
persistente
Sem Opacidade da
5-
20-
10-
40-
Irritação
Córnea. Irritação
0.2-2
II II
S evera
50
200
100
400
Reversível em 7 dias
Sem Opacidade da
50-
200-
100-
400-
Irritação
Córnea. Irritação
2-20
III
III
Reversível em
Moderada
500
2000
1000
4000
72
horas
Sem Opacidade da
>
>
>
>
Irritação
Córnea. Irritação
> 20
IV
IV
Reversível em
Leve
500
2000
1000
4000
24
horas
Classificação Toxicológica I I II II III III IV IV Extremamente tóxico Altamente tóxico Medianamente

Classificação Toxicológica

I I II II
I I
II
II
III III
III
III
IV IV
IV
IV
Extremamente tóxico
Extremamente
tóxico
Altamente tóxico
Altamente
tóxico
Medianamente tóxico
Medianamente
tóxico
Pouco tóxico
Pouco
tóxico

Classificação toxicológica

Formulação DL 50 Oral (mg/kg) Dose capaz de matar Classe Toxicidade um adulto Algumas gotas
Formulação DL 50 Oral (mg/kg)
Dose capaz de matar
Classe
Toxicidade
um adulto
Algumas gotas
I
Extremamente tóxico
II
Altamente tóxico
1-2 col. Chá
2 col. Sopa-1 copo
III
Moderadamente tóxico
IV
Pouco tóxico
1 copo – 1 L
Classificação ambiental dos agrotóxicos:
Classificação ambiental dos agrotóxicos:

Classe I - Produto Altamente Perigoso

Classe II - Produto Muito Perigoso

Classe III - Produto Perigoso (medianamente)

Classe IV - Produto Pouco Perigoso

(medianamente) • Classe IV - Produto Pouco Perigoso Presente tanto no rótulo quanto na bula dos

Presente tanto no rótulo quanto na bula dos

agrotóxicos, assim como a toxicológica.

Os agrotóxicos entram no organismo pela pele, pelo nariz ou pela boca.

entram no organismo pela pele, pelo nariz ou pela boca. necessidade do uso de EPIs adequados.

necessidade do uso de EPIs adequados.

Assunto de aula futura

Risco / Benefício Risco Benefício Características: • Estudo Prévio. • Melhor Alternativa.

Risco / Benefício

Risco Benefício
Risco
Benefício

Características:

Estudo Prévio.

Melhor Alternativa.

Risco / Benefício Risco Benefício Características: • Estudo Prévio. • Melhor Alternativa.
Risco É a probabilidade de um evento causar efeito adverso à saúde. Risco Risco =

Risco

É a probabilidade de um evento causar

efeito adverso à saúde.

Risco Risco = = Toxicidade X Exposição Toxicidade X Exposição Alto Alta Alta Baixo Alta
Risco
Risco
=
=
Toxicidade X Exposição
Toxicidade X Exposição
Alto
Alta
Alta
Baixo
Alta
Baixa
Alto
Baixa
Alta
Baixo
Baixa
Baixa
Portanto:
Portanto:

Uso indiscriminado de defensivos no Brasil

Vários tipos de agrotóxicos quanto ao alvo

Vários tipos de agrotóxicos quanto ao grupo

químico

Diferentes classes dos defensivos

Tanto toxicológicas

Quanto ambiental