“ ÁGUA “ FONTE DA VIDA

1.

INTRODUÇÃO

A água encontra-se disponível na natureza sob várias formas e é uma das substâncias mais comuns, cobrindo cerca de 70% da superfície do planeta. É encontrada principalmente no estado líquido, constituindo um recurso natural renovável por meio de ciclo. Cerca de 97,4% da água do planeta está presente nos oceanos e mares, 2% está armazenada nas geleiras e apenas 1% está disponível para o uso, armazenada nos lençóis subterrâneos, lagos, rios e na atmosfera. A água é essencial à vida, o que significa que todos os organismos vivos, incluindo o homem, dependem dela para sobrevivência. Mas é fundamental que os recursos hídricos apresentem condições físicas e químicas adequadas para utilização pelos organismos. Disponibilidade de água significa que ela esteja presente, não somente em quantidade adequada em uma dada região, mas também que sua qualidade seja satisfatória para suprir as necessidades de um determinado conjunto de seres vivos. Através dos séculos, a complexidade dos usos múltiplos da água pelo homem aumentou e produziu enorme conjunto de degradação e poluição. Por outro lado, os usos excessivos e as retiradas permanentes para diversas finalidades têm diminuído muito a disponibilidade de água e produzindo inúmeros problemas de escassez.

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O desenvolvimento industrial, o crescimento demográfico e a ocupação do solo de forma intensa e acelerada vêm provocando o comprometimento dos recursos hídricos disponíveis para consumo humano, recreação e outras atividades, aumentando consideravelmente o risco de doenças de transmissão hídrica. Um dos grandes problemas ambientais da atualidade é a qualidade da água, que tem sido intensamente deteriorada em países desenvolvidos e em desenvolvimento, apresentando, desta forma, um risco potencial de

comprometimento à saúde e ao bem-estar do homem. Certamente, o melhor método de assegurar água adequada para consumo consiste no desenvolvimento de políticas de proteção, evitando as contaminações que podem ocorrer e a exposição das pessoas a riscos de doenças. A qualidade de vida dos seres humanos está diretamente ligada à água, pois ela é utilizada para o funcionamento adequado de seu organismo, preparo de alimentos, higiene de pessoas e utensílios. A água usada para abastecimento doméstico deve apresentar características sanitárias e toxicológicas adequadas, deve estar isenta de organismos patogênicos e de substâncias tóxicas, para prevenir danos à saúde e favorecer o bem estar das pessoas. As doenças transmitidas pela água são responsáveis por mais da metade das internações hospitalares no Brasil e por quase a metade das mortes de crianças até um ano de idade.

2. OBJETIVO

O ensaio Presuntivo e Confirmativo realizado tem por objetivo analisar, detectar e quantificar a presença/ausência do grupo Coliforme, sejam eles Totais ou Termotolerantes (Fecais) em uma determinada amostra, utilizando-se da Técnica dos Tubos Múltiplos e quantificação pelo NMP Número Mais Provável. As águas de abastecimento apresentam o risco de serem poluídas por águas residuárias e excretas de origem humana ou animal, podendo, desta forma, conter organismos patogênicos, tornando-se assim um veículo de transmissão de doenças.
2

Por isso, impõe-se a necessidade de exames rotineiros das mesmas, para determinar seu grau de segurança do ponto de vista bacteriológico. Embora já existam métodos desenvolvidos para detecção de vários organismos patogênicos de veiculação hídrica, os mesmos não são aplicados na rotina devido ao alto custo e necessidade de pessoal especializado. Além disso, uma vez que o lançamento de organismos patogênicos nos esgotos é intermitente e está na dependência das condições de saúde da população, é possível que, em determinadas ocasiões, não se detectem esses organismos na água, porém sua ausência não indica que a mesma seja segura. Para a avaliação das condições sanitárias de uma água, utilizam-se bactérias do grupo coliforme, que atuam como indicadores de poluição fecal, pois estão sempre presentes no trato intestinal humano e de outros animais de sangue quente, sendo eliminadas em grandes números pelas fezes. A presença de coliformes na água indica poluição, com o risco potencial da presença de organismos patogênicos, e sua ausência é evidência de uma água bacteriologicamente potável, uma vez que são mais resistentes na água que as bactérias patogênicas de origem intestinal. Como o grupo dos coliformes totais incluí gêneros que não são de origem exclusivamente fecal, isto limita sua aplicação como indicador específico de contaminação fecal. O reconhecimento deste fato levou ao desenvolvimento de métodos de enumeração de um subgrupo de coliformes denominados coliformes fecais (coliformes termotolerantes), os quais são diferenciados dos coliformes totais pela sua capacidade de fermentar a lactose em temperatura elevada (44,50C). Embora a utilização dos coliformes fecais, em substituição aos totais, tenha determinado uma melhoria significativa na detecção da contaminação fecal, logo se tornou evidente a existência de outros coliformes

termotolerantes além de E.coli (principalmente Klebsiella), os quais, por não serem de origem exclusivamente fecal, comprometiam a especificidade deste subgrupo para a finalidade proposta. Em decorrência disto, as tendências atuais se direcionam para a detecção específica de E. Coli, que é o único componente do grupo coliforme de origem exclusivamente fecal.

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2 COLIFORMES TOTAIS Grupo de bactérias constituído por bacilos· Gram-negativos. tem sido utilizado preferencialmente a fator 10 de diluição. uniformemente distribuídas na amostra. DEFINIÇÕES 3.Como o grupo dos coliformes totais inclui gêneros que não são de origem exclusivamente fecal. 3.5°C). Através de sucessivas diluições da amostra. Consiste na inoculação de volumes decrescentes da amostra em meio de cultura adequado ao crescimento dos microrganismos pesquisados.1 ORGANISMOS PATOGÊNICOS Organismos patogênicos são aqueles que transmitem doenças pela ingestão ou contato com água contaminada. 4 . sendo inoculados múltiplos e submúltiplos de 1 mL da amostra. 3. O reconhecimento deste fato levou ao desenvolvimento de métodos de enumeração de um subgrupo de coliformes denominados coliformes fecais (coliformes termotolerantes). oxidase-negativos. parasitas e protozoários. Esta técnica é baseada no princípio de que as bactérias presentes em uma amostra podem ser separadas por agitação. isto limita sua aplicação como indicador específico de contaminação fecal. como: bactérias. são obtidos inóculos. Para análises de águas. através da aplicação de cálculos de probabilidade. resultando em uma suspensão de células bacterianas. cuja semeadura fornece resultados negativos em pelo menos um tubo da séria em que os mesmos foram inoculados e a combinação de resultados positivos e negativos permite a obtenção de uma estimativa da densidade das bactérias pesquisadas. usando séries de 5 tubos para cada volume a ser inoculado. A determinação do Número Mais Provável (NMP) de coliformes em uma amostra é efetuada a partir de aplicação da técnica de tubos múltiplos. os quais são diferenciados dos coliformes totais pela sua capacidade de fermentar a lactose em temperatura elevada (44. aeróbios ou anaeróbios facultativos. sendo cada volume inoculado em uma série de tubos. vírus. não formadores de esporos.

3 COLIFORMES FECAIS (TERMOTOLERANTES) São os coliformes capazes de se desenvolver e fermentar a lactose com produção de ácido e gás a temperatura de 44.4 ESCHERICHIA COLI Bactéria do grupo coliforme que fermenta a lactose e manitol.O.5 CALDO LACTOSADO(COM PÚRPURA DE BROMOCRESOL-C. 3.20C em 24 horas. No caso da técnica de tubos múltiplos. comp r o d u ç ã o d e á c i d o e g á s a 4 4 . não hidrolisa a ureia e apresenta atividade das enzimas ß-galactosidase e ß-glucoronidase. sendo que alguns coliformes do gênero Klebsiella apresentam também essa capacidade. 5 . O grupo inclui os seguintes gêneros: Escherichia. no qual as concentrações de lactose e peptona fornecem condições ótimas para o crescimento de bactérias do grupo coliforme.L. O principal componente deste grupo é Escherichia coli. com propriedades similares de inibição de crescimento. 3.) (CONCENTRAÇÃO SIMPLES) Meio de enriquecimento. 2 º C e m 2 4 h o r a s p r o d u z i n d o l a p a r t i r d o t r i p t o f a n o oxidase negativa. 3.5 +. são considerados coliformes os organismos que fermentam a lactose com produção de gás a 35 0C.capazes de crescer na presença de sais biliares ou outros com postos ativos de superfície (surfactantes). 5 ± 0 . Citrobacter. Enterobacter e Klebsiella. e que fermentam a lactose com produção de ácido e gás a 350C em 24-48 horas. sendo considerado o mais específico indicador de contaminação fecal recente e de eventual presença de organismos patogênicos.

0 5.0. no máximo.0 5.9 +. mL . aquecer. ARMAZENAMENTO: O meio preparado poderá ser estocado à temperatura ambiente. permitindo um bom desenvolvimento de bactérias do grupo coliforme. durante 15 minutos. contendo em seu interior tubos de Durharn invertidos. agitando frequentemente. tomando cuidado para que não seja atingida a temperatura de ebulição. g. até a completa dissolução do meio.0 10. seja de 10 mL. Em tubos de ensaio de 16 mm x 150 mm.0 1000 g. g.FÓRMULA: INGREDIENTES EXTRADO DE CARNE PEPTONA LACTOSE ÁGUA DESTILADA pH FINAL 6. g.0133 1000 g. urna semana.0 0.2 a 25oC QTDE 3. 3.2 +.6 CALDO LACTOSADO COM VERDE BRILHANTE E BILE A 2% (CLVBB) Meio seletivo.0 20. em que ocorre inibição de bactérias Gram-positivas e de bactérias esporuladas fermentadoras da lactose. mL PREPARO: Pesar 13.0 g do meio desidratado (Caldo Lactosado e 0.01 g de púrpura de bromocresol e acrescentar 1 000 mL de água destilada fria. distribuir volumes adequados para que o volume final.0. durante. g. após esterilização. g. em local limpo e livre de poeira. FÓRMULA: INGREDIENTES PEPTONA LACTOSE BILE DE BOI DESITRADA VERDE BRILHANTE ÁGUA DESTILADA pH FINAL 7.2 a 25ºC 6 QTDE 10. Tamponar e esterilizar em autoclave a 121oC.

ARMAZENAMENTO: O meio preparado poderá ser estocado à temperatura ambiente. g. FÓRMULA: INGREDIENTES TRIPTOSE OU TRIPTICASE LACTOSE MISTURA SAIS BILIARES FOSFATO DIPOTÁSSICO ((K2HP04) p. Distribuir volumes de 10 mL em tubos de ensaio de 16 mm x 150 mm. no máximo.5 4. mL 7 .20C permite a seleção dos coliformes de origem fecal (coliformes termotolerantes).5 5. Tamponar e esterilizar em autoclave a 121°C.9 +.7 MEIO EC Meio seletivo para detecção de coliformes fecais.0 1. g. to mando cuidado para que não seja atingida a temperatura de ebulição.5 ± O.0 5. agitando frequentemente. g. até a completa dissolução do meio.0 1000 g. durante. aquecer. uma semana.a FOSFATO MONOPOTÁSSICO CLORETO DE SODIO ÁGUA DESTILADA pH FINAL 6. 3. g. durante 15 minutos.2 a 25oC QTDE 20.0 g do meio desidratado Caldo lactosado com verde brilhante e bile a 2% e acrescentar 1000 mL de água destilada fria.0. em que os sais biliares inibem o crescimento de formas esporuladas e de Gram-positivas e cuja incubação a 44. em local limpo e livre de poeira. g. contendo em seu interior tubos de Durharn invertidos.0 1.PREPARO: Pesar 40.

5 +0. até a completa dissolução do meio. durante.PREPARO: Pesar 37. em tubos de ensaio de12 mm x 120 mm.1 g ao serem pesados 150 g. aquecer. Tamponar e esterilizar em autoclave a 121oC. sendo recomendada a troca semanal dessa água para evitar a proliferação de fungos e outros microrganismos. em local cal limpo e livre de poeira. Distribuir volumes de 5 rnL. durante 15 minutos ARMAZENAMENTO: O meio preparado poderá ser estocado à temperatura ambiente. calculada a partir da combinação de resultados positivos e negativos.1 BALANÇA Com sensibilidade de. obtidos através da aplicação da técnica de tubos múltiplos.2 BANHO-MARIA Equipado com termostato e agitador de baixa velocidade para promover a circulação da água e manter a temperatura uniforme (44. O nível de água no banho-maria deve ser mantido acima do nível do meio de cultura nos tubos de ensaio imersos para incubação. 3. no máximo. 4. 0. 4. EQUIPAMENTOS & VIDRARIAS 4. contendo em seu interior tubos de Durham invertidos. tomando cuidado para que não seja atingida a temperatura de ebulição. no mínimo.0 g do meio EC desidratado e acrescentar 1 000 mL de água destilada fria.20C) em todos os pontos. agitando frequentemente.9 NÚMERO MAIS PROVÁVEL (NMP) É a estimativa da densidade de bactérias em uma amostra. 8 . uma semana.

4.5. devendo esse controle ser efetuado com frequência mínima mensal. deve-se observar a substituição por vapor de todo o ar existente na câmara e a operação total desse equipamento deve durar no máximo uma hora.1 AUTOCLAVE É normalmente operada a uma pressão de 103. sendo recomendável que a temperatura de esterilização seja atingida em até 30 minutos. Nota: A densidade de bactérias heterotróficas na água recém destilada deve ser inferior a 1 000 unidades formadoras de colônias por mL UFC/mL) e a 10000 UFC/mL na água destilada armazenada. em seu interior.4 EQUIPAMENTOS PARA ESTERILIZAÇÃO 4.4.05 kgf/cm 2 ou 15 lb/pol2 ). cuja condutividade deve ser inferior a 2 µS/cm a 250C e o pH estar na faixa de 5.3 DESTILADOR DE ÁGUA OU APARELHO PARA DESIONIZAÇÃO Devem produzir água não tóxica. produzindo.4. livre de substâncias que impeçam ou interfiram na multiplicação bacteriana. uma temperatura de 121.5 a 7.393 Pa (1. Em seu funcionamento.60C ao nível do mar. 9 .

86 ou pH = 9.5. 4.100C) durante o período de esterilização (mínimo de 2 horas).4.3 INCUBADORA BACTERIOLÓGICA TERMOSTATIZADA Deve manter a temperatura na faixa de 35 +. pH = 6. 10 .1 unidade de pH e sua calibração deve ser feita pelo menos duas vezes ao dia.0. duas soluçõestampão padrões (pH = 4.18).4 MEDIDOR DE PH Deve fornecer exatidão mínima de 0. com. 4.2 ESTUFA DE ESTERILIZAÇÃO Deve manter a temperatura de (170 +.5 VIDRARIAS 4. com capacidade adequada para o preparo de meios de cultura.50C e a umidade relativa entre 75 e 85% e ser colocada.0.em um local onde a temperatura permaneça na faixa de 16 a 270C.4.1 BALÕES De borossilicato ou vidro neutro.4.4. no mínimo. 4.

deixando um espaço suficiente para permitir uma boa homogeneização quando se fizer a agitação. com tampas que permitam boa vedação e sejam livres de substâncias tóxicas solúveis. ou plástico autoclavável. com diâmetro não inferior a 40% do diâmetro de tubo de ensaio em cujo interior serão utilizados.5. 4.2 FRASCOS PARA ÁGUA DE DILUIÇÃO De vidro neutro.5%.3 FRASCO PARA COLETA DE AMOSTRA De vidro neutro ou plástico autoclavável atóxico.5. 11 .4 PIPETAS Devem ser de borossilicato. com capacidade mínima de 125 mL.5. 4. 4. devem ter volume suficiente para conter 90 +.4. para 5 mL e 10 mL. e com bocal para tampão de algodão. boca larga e tampa a prova de vazamento. com graduação de 1/10 e erro de calibração inferior a 2.5 TUBOS DE DURHAM De borossilicato ou vidro neutro.2 mL de água de diluição. borossilicato. tipo Mohr.

6.5 mm de diâmetro e 7-8 em de comprimento. Nota: Usualmente são empregados tubos de ensaio de 18 mm x 180 mm.1 ALÇAS DE INOCULAÇÃO Fio de níquel-cromo. com um aro de 3 mm de diâmetro em uma das extremidades.6 OUTROS MATERIAIS 4. com capacidade adequada para conter o meio de cultura e o inóculo da amostra. 4.5 mm e de 5 mm x 4 mm. platina-irídio ou platina. 12 . com 0. 4. 16 mm x 150 mm e de 12 mm x 120 mm.Nota: Usualmente são empregados tubos de Durham de 7 mm x 4. sendo a outra fixada a um cabo metálico (cabo de Kolle).6 TUBOS DE ENSAIO De borossilicato ou vidro neutro.5.

estojos de alumínio ou aço inoxidável de tamanho adequado.4. 4.4 ESTANTES De tamanho adequado para colocação dos tubos de ensaio empregados na análise. as pipetas podem ser embrulhadas individualmente em papel Kraft para esterilização.2 BICO DE BUNSEN Devem ter funcionamento adequado.3 CAIXAS OU CESTAS DE AÇO INOXIDÁVEL Para esterilização de materiais.6. Opcionalmente. 4. de modo a produzir combustão completa.5 ESTOJO PARA PIPETAS Usar.6.6. 4. para acondicionamento e esterilização das pipetas. 13 .6.

5.0 mL em cada um dos tubos de caldo lactosado (série de 5 tubos). b) Procedeu-se á identificação dos tubos. sendo identificado os frascos de diluição com as respectivas diluições. o volume de 10 mL a ser inoculado e a data = 04/09/2012. c) d) Fora homogeneizado a amostra +. Fora diluída a amostra até 10-2 de acordo com a metodologia para realização da diluição em série. e) Fora homogeneizado o frasco com a amostra bruta e com uma nova pipeta fora transferido 1. PROCEDIMENTO – TÉCNICA DE TUBOS MÚLTIPLOS Procedeu-se da seguinte maneira para a realização do Ensaio: a) Identificou-se a amostra a ser analisada e fora definido os volumes da mesma a serem inoculados. sendo anotado nestes. de forma suave.25 vezes. 14 . o número da amostra. em função da procedência.

10-1 e 10-2).f) Fora repetido a operação para as diluições 10-1. 10-2. sendo 5 para cada diluição (10°. completando portanto o total de 15 tubos. 15 .

considerando como resultado positivo à acidificação do meio. durante 24 h. realizou-se a 1a leitura. i) As culturas com resultado presuntivo foram submetidas aos testes confirmativos. Fora registrado os resultados.2°C.5°C. durante 24 horas. a 44. fora retirado um inóculo da cultura positiva em caldo CL e fora transferido esse inóculo para um tubo contendo caldo lactosado com verde brilhante e bile a 2% a 35 ± 0. durante 24-48 h e para o meio E. 16 . h) Decorrido este período de incubação. em banho-maria com agitação. para a determinação de coliformes totais e para a diferenciação de coliformes fecais.5 ± 0. com ou sem produção de gás. com auxílio de uma alça de inoculação devidamente flambada.g) Após a inoculação de todos os volumes da amostra.C.5°C. sendo anotado o número de tubos com resultado positivo para cada volume inoculado. os tubos foram incubados a 35 ± 0.

17 .

C (amarelo).100 a 1 .L.10100 . mL VOLUME DECIMAIS ÍNOCULADOS (mL) 1 . sendo considerado como resultado positivo para coliformes totais a produção de gás a partir da fermentação da lactose no meio caldo lactosado com verde brilhante e bile a 2%. se houver produção de gás no meio E. QUADRO DE RESULTADOS I .100 1 . e para verificação de coliformes fecais se estão presentes.j) Após o período de 24 horas de incubação.) Nº DE TUBOS COM RESULTADOS POSITIVOS EM CADA SÉRIE DE 5 TUBOS ÍNOCULADOS COM: 1 10 1 . realizou-se as leituras.10-2 1 .10-2 4 2 2 POSITIVARAM ' 18 .10-1 1 .RESULTADO ENSAIO PRESUNTIVO A) CALDO LACTOSADO (COM PÚRPURA DE BROMOCRESOL-C. de acordo com a Tabela 3 da CETESB. Fora anotado os resultados para ser calculado o NMP a partir dos dados obtidos. em anexo. mL mL mL mL mL.10-3 4 mL.

mL mL mL mL mL.M. uniformemente distribuídas na amostra.P.10-2 1 .10-3 4 mL. resultando em uma suspensão de células bacterianas.10-1 1 . mL VOLUME DECIMAIS ÍNOCULADOS (mL) 1 .10-2 0 0 1 POSITIVARAM B) MEIO E.100 1 .II .10-2 1 . sendo cada volume inoculado em uma série de tubos.10-2 POSITIVARAM 6. (MEIO DETECTIVO DE COLIFORMES TERMOTOLERANTES) Nº DE TUBOS COM RESULTADOS POSITIVOS EM CADA SÉRIE DE 5 TUBOS ÍNOCULADOS COM: 1 10 1 . Consiste na inoculação de volumes decrescentes da amostra em meio de cultura adequado ao crescimento dos microrganismos pesquisados.10-1 1 .100 1 .100 a 1 . mL mL mL mL mL.10-3 4 mL.100 a 1 . MÉTODOS DE EXECUÇÃO DO TESTE TÉCNICA TUBOS MÚLTIPLOS 6.10100 .RESULTADO ENSAIO CONFIRMATIVO A) CALDO LACTOSADO VERDE BRILHANTE E BILE A 2% (TUBOS VERDES) ( MEIO DETECTIVO DE COLIFORME TOTAIS) Nº DE TUBOS COM RESULTADOS POSITIVOS EM CADA SÉRIE DE 5 TUBOS ÍNOCULADOS COM: 1 10 1 .C. mL 0 1 0 VOLUME DECIMAIS ÍNOCULADOS (mL) 1 .10100 . 19 . de coliformes em uma amostra é efetuada a partir de aplicação da técnica de tubos múltiplos.1 PRINCÍPIO DO MÉTODO A determinação do N. Esta técnica é baseada no principio de que as bactérias presentes em uma amostra podem ser separadas por agitação.

2. a partir da fermentação da lactose no meio de cultura empregado nesse ensaio. as quais são complementadas. A densidade de coliformes fecais é obtida a partir de um exame específico. que são incubados a 35 +. 6. A acidificação.2 ETAPAS DO MÉTODO O exame para determinação de coliformes totais se processa através de 2 etapas (ensaios presuntivo e confirmativo). tem sido utilizado preferencialmente o fator 10 de diluição. com púrpura de bromocresol. quando indicado. através da aplicação de cálculos de probabilidade.50C.0. usando-se séries de 5 tubos para cada volume a ser inoculado. sendo inoculados múltiplos e submúltiplos de 1 mL da amostra. durante 24-48 horas.1 ENSAIO PRESUNTIVO Consiste na inoculação de volumes determinados da amostra em séries.Através de diluições sucessivas da amostra. 20 . são obtidos inóculos. Para análises de águas. e prova presuntiva positiva para a presença de bactérias do grupo coliforme. ocorrendo um enriquecimento de organismos fermentadores da lactose. aplicação do paralelamente ao teste para confirmação de coliformes totais. 6. cuja semeadura fornece resultados negativos em pelo menos um tubo da série em que os mesmos foram inoculados e a combinação de resultados positivos e negativos permite a obtenção de uma estimativa da densidade das bactérias pesquisadas. de tubos de Caldo lauril-triptose ou Caldo lactosado. com ou sem produção de gás. de realização obrigatória para todos os tipos de amostras de água. por uma terceira etapa (exame completo).

B. A produção de gás a partir da fermentação da lactose neste meio é prova confirmativa positiva para a presença de bactérias do grupo coliforme. com púrpura de bromocresol após 24 ou 48 h a 35 +. sendo a incubação efetuada também a 35 .50C. DETECÇÃO COLIFORMES TOTAIS: DETECÇÃO DE COLIFORME FECAIS: 6. com púrpura de bromocresol incubados durante 2448 horas a 35 +.. para tubos contendo o meio E.2.V.6.L. que serão incubados durante 24 +.T. O resultado será positivo quando houver produção de gás a partir da fermentação da lactose contida no meio E. Esta etapa do exame reduz a possibilidade de ocorrência de resultados falsos-positivos.0. decorrentes da atividade de bactérias esporuladas e de bactérias Gram-positivas fermentadoras da lactose.50C) para C.2.L. 21 .0. ou C.3 ENSAIO PARA DIFERENCIAÇÃO DE COLIFORMES FECAIS Consiste na transferência de um inóculo de cada cultura com resulta do positivo em C.50C.C. durante 48 horas. com agitação e temperatura constantes.L.2oC em banho-maria.0.B.5 +.2 horas a 44.0.L.2 ENSAIO CONFIRMATIVO Consiste na transferência de cada cultura com resultado presuntivo positivo (produção de ácido com ou sem gás em C.C..

1 . em que são dados os limites de confiança de 95% para cada valor de NMP determinado. o qual é obtido através de tabelas da CETESB (em anexo).100 1 .RESULTADO ENSAIO PRESUNTIVO A) CALDO LACTOSADO (COM PÚRPURA DE BROMOCRESOL-C. 7.100 a 1 . NMP 100 NMP /mL. O NMP/100 mL será dado através da seguinte fórmula: NMP CORRESPONDENTE AO CÓDIGO X 10 MAIOR VOLUME INOCULADO I .1 .1 mL): Quando são inoculadas apenas três series de 5 tubos. RESULTADOS 7. sendo utilizados os volumes indicados na Tabela (10 mL.10-2 4 2 2 422 26 260 POSITIVARAM ' 22 .10. procura-se o código formado pelo número de tubo com resultados positivos obtidos nas três series consecutivas inoculadas. mL.10-3 2 mL.7. verificando-se valor do NMP correspondente a ele.L.1 CÁLCULO DO NÚMERO MAIS PROVÁVEL (NMP/100 ML) A densidade de coliformes é expressa como NMP Número Mais Provável de coliformes por 100 mL. 1 mL e 0.10.2 UTILIZAÇÃO DA TABELA 3 NMP DA CETESB No teste realizado foram inoculadas 3 séries de 5 tubos. mL mL mL mL VOLUME DECIMAIS ÍNOCULADOS (mL) NMP COD. sendo utilizados volumes decimais diferentes daqueles indicados na Tabela 3: Neste caso. AO CÓDIGO CÁLC.) Nº DE TUBOS COM RESULTADOS POSITIVOS EM CADA SÉRIE DE 5 TUBOS ÍNOCULADOS COM: 1 1 100 10 1 . CORRESP.

1 . AO CÓDIGO CÁLC.II .1 .10-2 0 0 1 001 2 20 POSITIVARAM 23 .100 mL 1 1 .RESULTADO ENSAIO CONFIRMATIVO A) CALDO LACTOSADO VERDE BRILHANTE E BILE A 2% (TUBOS VERDES) ( MEIO DETECTIVO DE COLIFORME TOTAIS) VOLUME DECIMAIS ÍNOCULADOS (mL) Nº DE TUBOS COM RESULTADOS POSITIVOS EM CADA SÉRIE DE 5 TUBOS ÍNOCULADOS COM: 100 10 mL. 1 .100 a 1 .10.10-3 1 mL 2 mL mL COD.10. NMP 100 NMP /mL. NMP CORRESP. mL.

das 3 séries de 5 tubos de Caldo Lactosado com púrpura de bromocresol. com ou sem produção de gás. 1 . 10-1 e 10-2) a mesma quantidade tubos contendo: 24 . conforme demonstrado no quadro disposto no item 5 j. sendo obtido os seguintes resultados positivos do Ensaio Presuntivo: 100 = 4.10. realizou-se a 1a leitura.10-2 0 1 0 010 2 20 POSITIVARAM 8. sendo inoculado do Caldo Lactosado (positivos) na mesma sequência de diluição (diluições 100. 10-1 = 2. (MEIO DETECTIVO DE COLIFORMES TERMOTOLERANTES) Nº DE TUBOS COM RESULTADOS POSITIVOS EM CADA SÉRIE DE 5 TUBOS ÍNOCULADOS COM: 100 10 mL.C. realizou-se na sequencia o Ensaio Confirmativo. 10-1 e 10-2 e decorrido o período de incubação.100 a 1 . 10-2 = 2. AO CÓDIGO CÁLC. mL.10..10-3 1 mL 2 mL mL COD. CONCLUSÃO Após realização da diluição da amostra em diluições 10 0. considerando como resultado positivo os tubos que apresentaram acidificação do meio. NMP 100 NMP /mL.100 mL 1 1 .B) MEIO E.1 . sendo considerado de baixa concentração. VOLUME DECIMAIS ÍNOCULADOS (mL) NMP CORRESP. Partindo do número de tubos com resultado positivo no Ensaio Presuntivo. e NMP = 260p/100 mL. 1 .

Caldo Lactosado com Verde Brilhante e Bile a 2% (CLVBB) (tubos com coloração verde) para detecção dos Coliformes Totais existentes na amostra e fora calculado através da NMP (Numero Médio Provável) a quantidade de estimada de Coliformes Totais. sendo encontrado os seguintes resultados no Ensaio Confirmativo para Coliformes Totais: 100 = 0. o qual foi obtidos a amostra. sendo encontrado os seguintes resultados no Ensaio Confirmativo para Coliformes Totais: 100 = 0. devendo ser tomadas as devidas providencias para correção da condição poluidora. cujo resultado fora demonstrado no quadro disposto no Item 7. fora identificado a presença de Coliformes Totais e Fecais nas amostras e diluições. ou seja o corpo d’água está poluído e contaminado por coliformes fecais. sendo considerado de baixa concentração de Coliformes Totais. ficou evidenciado que o local onde encontra-se o Corpo D’água. a água do corpo d'água de onde fora retirada a amostra está inadequada para o consumo humano e animal. sendo considerado positivo a amostra que apresentou organismos que fermentaram a lactose com a produção de gás. cujo resultado fora demonstrado no quadro disposto no Item 7. independente do NMP apurado. 10-1 = 1. 10-2 = 0.A. a água não apresenta as condições mínimas de atender ao consumo Humano e de animais. B. e NMP = 20 p/100 mL. 25 . 10-2 = 1.2 II B. 10-1 = 0. porém quanto menor for o NMP maior é a probabilidade do processo de desinfecção ser mais simples. porém a partir do momento que fora identificado Coliformes Fecais na amostra. e NMP = 20 p/100 mL.. MEIO EC (tubos com coloração amarela) contendo sais biliares para detecção dos Coliformes Fecais existentes na amostra e fora calculado através da NMP (Numero Médio Provável) a quantidade de estimada de Coliformes Totais.2 II A. e através dos resultados apurados na qualidade bacteriológica da água (amostra). sendo considerado de baixa concentração de Coliformes Fecais. sendo considerado positivo a amostra que apresentou organismos que fermentaram a lactose com a produção de gás. Em síntese conclui-se que pela aplicação da Técnica dos Tubos Múltiplos através do Ensaio Presuntivo e Ensaio Confirmativo.

ESQUEMA SINTETIZADO DE ENSAIO PELA TÉCNICA DE TUBOS MULTIPLOS: 26 .9.

27 .

9. ESQUEMA SINTETIZADO DE ENSAIO PELA TÉCNICA DE TUBOS MULTIPLOS: 28 .

202 DE JAN/1993 ÍNDICE DE N.M.10.P = NÚMERO MAIS PROVÁVEL E LIMITES DE CONFIANÇA = 95% PARA RESULTADOS POSITIVOS OU NEGATIVOS 29 .NORMA TÉCNICA L5.CETESB . TABELA 3 .

0 0 1 2 0 0 1 1 2 0 0 1 1 2 3 0 0 1 1 2 2 0 0 1 1 1 2 2 3 3 4 0 0 0 1 1 1 2 2 2 5 TUBOS DE 0. 0 1 0 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 2 0 1 0 1 0 0 1 2 0 1 2 0 1 2 ÍNDICE DE NMP POR 100 mL. LIMITE DE CONFIANÇA INFERIOR = 95% SUPERIOR <2 2 2 4 2 4 4 6 6 4 7 7 9 9 12 8 11 11 14 14 17 13 17 17 21 26 22 26 27 33 34 23 30 40 30 50 60 50 70 90 <1 <1 <1 <1 1 1 2 2 1 2 2 3 3 5 3 4 4 6 6 7 5 7 7 9 12 9 12 12 15 16 9 10 20 10 20 30 20 30 40 10 10 13 11 15 15 18 18 17 20 21 24 25 29 24 29 29 35 35 40 38 45 46 55 63 56 65 67 77 80 86 110 140 120 150 180 170 210 250 30 . 0 0 0 0 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 TUBOS DE 1 mL.1 mL.Nº DE TUBOS QUE APRESENTAM REAÇÃO POSITIVA QUANDO UTILIZADOS: 5 TUBOS DE 10 mL.

cdcc. BIBLIOGRAFIA I.usp.USP http://www.br/ciencia/artigos/art_32/atualidades. REVISTA ELETRÔNICA Nº 32 .html 31 .NORMA TÉCNICA L5.5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 3 3 3 3 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 5 0 1 2 3 0 1 2 3 4 0 1 2 3 4 5 80 110 140 170 130 170 220 280 350 240 300 500 900 1600 ≥1600 30 40 60 80 50 70 100 120 160 100 100 200 300 600 - 250 300 360 410 390 480 560 690 820 940 1300 2000 2900 5300 - 11. CETESB . III.202 – JAN/1993 ROTEIRO AULA PRÁTICA – FT / UNICAMP ST207 SET/2012 – COLIFORMES TOTAIS E FECAIS – DETERMINAÇÃO TÉCNICA DE TUBOS MULTIPLOS II.

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