Você está na página 1de 6
Trabalho de Física (parte 2) – 2 Trimestre Grupo: Karen dos Anjos (22B), Gabriel Lopes (22A),

Trabalho de Física (parte 2) 2 Trimestre

Trabalho de Física (parte 2) – 2 Trimestre Grupo: Karen dos Anjos (22B), Gabriel Lopes (22A),

Grupo: Karen dos Anjos (22B), Gabriel Lopes (22A), Isadora Brandão (22B), Izabelle Costa (22B) e Pryscilla Abib(22B).

Trabalho de Física (parte 2) – 2 Trimestre Grupo: Karen dos Anjos (22B), Gabriel Lopes (22A),

Professor: Beto Pimentel Cap/UFRJ 2 Ano do Ensino Médio

Trabalho de Física (parte 2) – 2 Trimestre Grupo: Karen dos Anjos (22B), Gabriel Lopes (22A),

DISTÂNCIA FOCAL DE UMA LENTE:

A lente, um dispositivo óptico muito utilizado no cotidiano, é composta por um meio transparente e limitada por duas superfícies esféricas, ou uma esférica e outra plana. Suas propriedades, muito semelhantes a dos espelhos esféricos, não são definidas pelo tipo de material usado, mas sim pela curvatura de suas faces ou de uma delas. Para determinarmos a imagem fornecida por uma lente delgada (pouco espessa), é necessário compreendermos o conceito de foco, que é de fundamental importância para a obtenção da mesma. Diferentemente dos espelhos esféricos, as lentes possuem dois focos principais distintos, o foco imagem (F i ) e o foco objeto (F o ). O F i é o ponto onde se forma a imagem de um objeto que se encontra muito distante em relação à lente, no infinito, e que seus raios chegam paralelos ao eixo principal. O F o é o ponto do eixo principal onde se obtém uma imagem no infinito, ou seja, posicionando o objeto no F o a imagem produzida é imprópria. Em lentes delgadas a distância dos dois focos à lente é igual. Há dois tipos de lentes, as convergentes e as divergentes. As imagens fornecidas pela lente convergente possuem semelhanças com as do espelho côncavo e as da lente divergente com as do espelho convexo. Portanto, os focos dessas lentes são diferentes, sendo os da divergente virtuais. Nas lentes convergentes, o F i é o ponto onde os raios refratados, que chegam paralelos ao eixo principal de um objeto no infinito, convergem e nas lentes divergentes, é onde os prolongamentos desses raios refratados, que se tornam divergentes, se encontram. O F o, nas lentes convergentes, é onde se deve botar o objeto para que o feixe, que chega divergente à lente, saia paralelo ao eixo principal e, nas lentes divergentes, é o ponto onde se cruzam os prolongamentos dos raios de um feixe que chega convergente à lente, pois apenas dessa forma os raios refratados podem sair paralelos ao eixo principal.

 DISTÂNCIA FOCAL DE UMA LENTE: A lente, um dispositivo óptico muito utilizado no cotidiano, é
Neste trabalho, buscamos a medição experimental da distância focal de uma lente convergente, analisando nossas dificuldades,

Neste trabalho, buscamos a medição experimental da distância focal de uma lente convergente, analisando nossas dificuldades, erros e possíveis aperfeiçoamentos e, comparando a medida obtida experimentalmente com um resultado, de certa forma mais exato, vindo do resultado dos valores na Equação dos fabricantes de lentes "simplificada". Para isso, necessitamos construir uma lente biconvexa com Líquido X dentro. E então, utilizamos os seguintes materiais:

Garrafa pet: Recortamos duas calotas da parte curva da garrafa; Cola quente: Para juntar as duas calotas; Cola de silicone: Para gerar a impermeabilidade da lente depois de ter colocado a cola quente; Seringa: Para colocar a água e Líquido X na lente, porque as calotas não se juntaram perfeitamente, tendo algumas pequenas aberturas onde colocamos a agulha da seringa; Papel cartão, grampeador e massa de modelar: Para fixar a lente, o papel cartão segurava a lente grampeando e a massinha apoiava; Vela: Para ver a imagem real e invertida projetada em uma cartolina branca.

Antes de começarmos o trabalho, questionamos que imagem formaria. Concluímos, então, que por ser uma lente biconvexa, ela projeta os raios em um anteparo, se o objeto não estiver antes do foco. Questionamos também, sobretudo, se a imagem seria ampliada ou não, dependendo de onde colocarmos o objeto. Além disso, concluímos que para vermos a imagem no anteparo, ela teria que ser real e invertida. Em seguida, a partir dos materiais citados, construímos uma lente de diâmetro 5,2cm e espessura 1,0cm para projetar uma imagem real e invertida de uma vela sobre um aparato branco. Depois medimos a distância focal da lente a vela (p) e a distância

entre a lente e o anteparo branco (p’). Então substituímos os valores na equação dos pontos conjugados 1/f = 1/p’ + 1/p e encontramos os seguintes resultados que estão

mostrados na tabela abaixo:

p

p’

f

19,5cm

11cm

7,03cm

9cm

20cm

6,2cm

13 cm

15cm

6,96cm

Utilizando essas informações, fizemos uma média aritmética das distâncias focais obtidas, tendo como resultado f = 6,73. Também pela aplicação da equação dos fabricantes de lente: f = (e²/8e + d²/8e) x (1/n-1), achamos a resposta de 12,84 como distância focal de nossa lente. Encontramos diversas dificuldades na realização do trabalho, inicialmente, usamos uma parede de cor roxa como anteparo. Pensamos que isso poderia influenciar na nossa visão da imagem. Com isso, para superar esse problema, colocamos uma cartolina branca colada com durex na parede o que gerou uma imagem mais nítida. Na prática, o processo de construção da lente não foi trivial. Cortar duas calotas com raios iguais não foi possível, tendo ambas com estes semelhantes. Outra dificuldade foi colar as duas calotas com a cola quente e de silicone, únicas por nós utilizados. Imaginamos, portanto, que além das calotas não terem sido geradas perfeitamente iguais, elas tenham sido deslocadas no processo de colagem no uso da cola quente, não conseguindo conciliar o centro delas. A refração que a luz sofre ao passar pelo plástico pode ter influenciado na medição da distância focal. Ademais disto, a determinação da imagem para ver se ela estava em sua nitidez máxima foi uma questão pensada. Para comprovar se a lente não estava vazando, usamos água, pois poderia ocorrer perda de líquido X e, só depois, colocamo-lo, por isso podem ter restado algumas gotas de água, podendo alterar a refração e a imagem. Ao analisarmos a distância focal da lente obtida por veículo de experimentação, notamos que não se aproximou muito do valor determinado na Equação dos fabricantes de lentes. Isso ocorreu, muito possivelmente devido às dificuldades enfrentadas por nós na medição prática. Os detalhes pequenos que foram ocorrendo durante a medição, influenciaram no que chamaríamos de "distância focal exata".

Infelizmente, não tivemos muito que aperfeiçoar em nosso trabalho devido à dificuldade de construir a lente. De certa forma, buscamos fazer aquilo que melhor pudemos em cada situação. Cortar as calotas perfeitamente iguais é difícil sem equipamento melhores, usando uma tesoura e uma lixa apenas. No caso das calotas deslocadas, quando percebemos esta possibilidade, já havíamos terminado a medição, sem ter como refazer, pois não tínhamos material nem tempo, além de estarmos contando com uma possibilidade. Com efeito, apreciamos as imagens reais e invertidas que vimos. Podemos dizer que nos vislumbramos ao ver, por exemplo, uma rua com árvores coloridas e pessoas, projetada em uma parede, fato visto assim que terminamos de construir nossa lente.

Bibliografia:

Livro “Termologia e Óptica Física” 2ª Edição. De Luiz Alberto Guimarães e Marcelo

Fonte Boa. Editora Galera.