1

1) TEORIA GERAL DO ESTADO O Estado é uma entidade relativamente recente na história universal. Falar em Direito Constitucional é, antes de tudo, falar de Estado. Estado é uma sociedade politicamente organizada, dotada de território, de um povo e com objetivos determinados. Quem primeiro tratou desta realidade, com este sentido, foi Maquiavel, em 1513 – livro O príncipe – “os Estados são principados ou são repúblicas”. Antes de 1513 já existiam organizações da sociedade, ex.: Aristóteles já o fazia. Estado não é sinônimo de país – é o componente espacial do Estado. O nome do nosso Estado é República Federativa do Brasil; já o nome do país é Brasil. Alguns Estados possuem o mesmo nome do país. Estado não é sinônimo de nação – é o conjunto de pessoas ligadas pela a mesma origem, pela mesma história, pela mesma religião, pela mesma língua ou idioma. Para os EUA, por ex., Estado é igual à nação (origem anglo-saxônica). Adotamos uma cultura românico-germânica. Estado não é sinônimo de pátria – pátria não é um conceito jurídico (é um sentimento, “terra que amamos”). A CF se vale de conceitos não jurídicos.

1.1) ELEMENTOS CONSTITUTIVOS OU ESTRUTURAIS DO ESTADO A doutrina identifica 4 elementos: • • • • Poder Território Povo Objetivos

1.1.1) Poder É a capacidade, possibilidade de imposição de vontade sobre a vontade de terceiros.

2 • Possibilidade de imposição de violência legitima (coercibilidade obrigatoriedade)– exemplo busca e apreensão – decorre do poder político que emana do Estado Existem várias formas de imposição de poder. O Estado exerce um poder político. Nada mais significa do que a imposição da violência legítima. O Estado exerce tal poder para que seus membros não voltem à barbárie. A violência legítima é chamada também de obrigatoriedade, coercibilidade. A palavra “poder” possui vários significados na CF • 1º sentido – Poder significando povo, soberania popular; art. 1º, parágrafo único, da CF – Todo poder emana do povo – logo, vivemos numa democracia (dominação do povo). Quer dizer soberania popular. Se todo poder emanasse de Deus, viveríamos numa teocracia. Se todo poder emanasse de uma determinada classe social, viveríamos numa oligarquia. Vivemos numa democracia semi-direta/representativa – em regra, o povo, que é o titular do poder, exerce-o através de representantes eleitos. Exceções: o povo exerce o poder diretamente em determinadas situações: a) tribunal do júri (art. 5º, XXXVIII, da CF); b) ação popular (art. 5º, LXXIII, da CF); c) iniciativa popular (art. 61, parágrafo 2º, da CF); d) consulta popular (art. 14 da CF) – ela é o gênero, dividindo-se em referendo e plebiscito. Há quem define a democracia em participativa – o povo, titular do poder, participa da organização do Estado (ex.: conselho municipal de segurança, de saúde etc.); 2º sentido – Poder como órgão (Executivo, Legislativo e Judiciário). Adotamos a organização de Montesquieu; tecnicamente, é incorreto falar em divisão tripartite de poder (o poder é uno); artigo 2º da CF. Poder no sentido de órgão. Pode com P maiúsculo. 3º sentido – poder significando função – função jurisdicional (art. 92 da CF), executiva (art. 76 da CF) e legislativa (art. 44 da CF).

Há quem denomine povo de soberania nacional.

1.1.2) Território

3 É o componente espacial do Estado. É a porção da terra sobre a qual o Estado exerce a sua jurisdição. Existem duas espécies de territórios: • Território em sentido restrito/real/propriamente dito – é a porção circunscrita pelas fronteiras nacionais. Dentro dele, há o solo, subsolo, mar territorial, espaço aéreo nacional e plataforma continental. o Mar territorial nacional – a lei 8617/93 define mar territorial. A lei define que mar territorial é equivalente a 12 milhas náuticas (cada milha tem 1852 metros). Exercemos sobre ela nossa soberania, jurisdição. Depois das 12 milhas, a lei faz referência à zona contígua – são 12 milhas marítimas/náuticas (12 + 12). A lei ainda faz referência a mais 188 milhas da zona economicamente explorável (a partir das 12 milhas do mar territorial – 12 + 188) – na verdade, ela começa depois dos 12 primeiras milhas, incluindo a zona contígua. Na zona contígua, o Estado pode exercer o seu poder de polícia para proteger o seu território, fiscalização aduaneira, exercer fiscalização sanitária e de emigração. Na zona econômica, o Estado tem a preferência na exploração econômica. o Espaço aéreo nacional – há um costume que o espaço aéreo é nacional até onde as naves civis e militares podem voar. Acima disso, o espaço é sideral, para uso de fins científicos. Não há uma definição legal. o Plataforma continental – art. 20 da CF. É um bem da União. È o solo e subsolo do mar territorial. • Território ficto/por ficção/por extensão – são determinadas situações jurídicas que a lei equipara a território: o Embarcação pública nacional onde quer que esteja o Embarcação particular nacional no mar territorial nacional e no mar internacional o Aeronave pública nacional onde quer que esteja o Aeronave particular nacional nacional e internacional no espaço aéreo

4 OBS.1: extensão. representação diplomática não é território por

OBS.2: Passagem inocente – a mesma lei que conceitua mar territorial conceitua a passagem inocente – art. 3º. Ex.: navio que vem da França com destino ao Uruguai; acabará passando pelo Brasil de forma inocente. Um sujeito cometendo um crime dentro deste navio, a jurisdição nacional brasileira não será competente para julgar tal crime – em regra.

1.1.3) Povo Vem definido no art. 12 da CF. O conceito de estrangeiro é dado por exclusão (os que não forem nacionais).
Art. 12. São brasileiros: I - natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007) II - naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

Povo não é sinônimo de habitantes, população (são conceitos demográficos, geográficos etc.). Dentro do conceito de população há o povo, mais estrangeiros, mais apátridas. Existem dois sentidos de cidadão: a) cidadão em sentido restrito – o nacional que exerce direitos políticos (art. 12 + art. 14 da CF); b) cidadão em sentido lato – toda pessoa humana que possuem direitos e obrigações.

5 1.1.4) Objetivos Sinônimo de finalidades. Para que serve o Estado? O Estado é dotado de algumas finalidades, mas a busca do bem comum é o maior objetivo do Estado.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação

Uma Constituição que traça objetivos é uma constituição dirigente/compromissária.

1.2) DIVISÃO ESPACIAL DO ESTADO O Estado pode ser considerado por 3 aspectos, perspectivas: a) forma de Estado; b) forma de Governo; c) sistema ou regime de Governo.

1.2.1) Forma de Estado Dentro de um determinado território, quantas pessoas jurídicas com capacidade jurídica existem? Quantos centros que manifestam poder existem? Ex.: dentro do Estado do Uruguai, há apenas uma pessoa política que emana poder, que pode editar leis – é um Estado unitário. Dentro do território do Brasil, há 3 pessoas políticas emanando poder e cada uma com legislativo próprio (UF, Est., Munic.) – é um Estado composto. Falar em forma de Estado é fazer referência à pessoa jurídica com legislativo próprio. O Estado composto pode ser de 2 espécies: a) confederação; b) federação. Histórico da origem dos EUA: 1776 – independência das 13 colônias da Inglaterra; 1777 – tratado com finalidade militar em que estes 13 estados lutariam em conjunto contra a Inglaterra; 1787 – mudaram de uma confederação para uma federação

6 • Diferenças entre confederação e federação

CONFEDERAÇÃO • Nasce através de um tratado internacional As unidades parciais tem direito de secessão/separação As unidades soberania parciais tem

FEDERAÇÃO • • • Nasce a constituição partir de uma


Não possui o direito de separação As unidades parciais são dotadas de autonomia

OBS.1: Unidade parcial é a denominação da parte na forma de Estado. Ela recebe vários denominações, ex.: Suíça chama de cantão, Argentina chama de província; alguns países chamam de departamento, Brasil chama de Estados-Membros (desde 1891 – 1ª constituição republicana). OBS.2: há diferenças entre o processo histórico de formação do Estado, ex.: os EUA é uma federação por agregação/centrípeta (eram 13 estados independentes que se uniram). O Brasil é uma federação por desagregação/centrífuga (os estados-membros foram criados após a criação do Estado brasileiro). Os EUA possuem maior autonomia em função da maneira de formação do seu Estado.

B) Características da federação Existem várias características da federação: • Indissolubilidade do vínculo – as unidades parciais não têm direito de separação – art. 1º da CF. Há instrumentos de proteção desta indissolubilidade do vínculo: o Intervenção federal – art. 34 da CF; o Direito Penal – art. 109, IV, da CF – fala em crime político, previsto na Lei 7170/83 (só cabe ROC diretamente ao STF como recurso – art. 102, II, “b”, da CF);

A forma de Estado é um núcleo eterno. da CF – 60. 32 da CF e Municípios – art. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos.de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação. se a aristocracia fosse viciada. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. aristocracia – governo de mais de 1. art. • • Existência de um tribunal competente para guardar a CF – STF. parágrafo 4º. teríamos a oligarquia. 21 e 22 da CF. poucos. 25 da CF. • Divisão constitucional de competência – só existe federação se existir tal divisão constitucional de competência. intangível da CF – cláusula pétrea – art. Estados – art. existiria a tirania. DF – art. teríamos a demagogia.C. Participação das unidades parciais na formulação da vontade geral – diz respeito aos Senadores Federais.2. 29 e 30 da CF. A Constituição poderá ser emendada mediante • Art. Art. 60. pela maioria relativa de seus membros.: compete à União. república – governo de muitos. 1. caput. ex. 1º A República Federativa do Brasil. se a república fosse viciada. 60. da CF – constituição superrígida. porém. 102. III. Própria existência da CF – só há que se falar em Federação se existir uma Constituição. que são representantes dos Estados-Membros e do DF. proposta: III .7 Art. Os Deputados Federais são representantes do povo. Se a monarquia fosse viciada. art. cada uma delas. da CF.2) Forma de Governo De que maneira o poder é exercido dentro de um território? No ano de 340 a. manifestando-se. Aristóteles disse que existia 3 formas de Governo: monarquia – governo de 1 só. .

8 Em 1513. dois sistemas: presidencialismo e A) Diferenças entre o presidencialismo e o parlamentarismo Presidencialismo Parlamentarismo • • Uma única autoridade exerce a função executiva – art. há parlamentarismo. Na república. • • Uma ou mais autoridades exercendo a função executiva. temporária. A forma de governo não é cláusula pétrea. responsável. da CF. VII. Há o executivo monocrático – uma única autoridade exerce a função de Chefe de Estado e Chefe de Governo. Há o executivo dual – as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo são desempenhadas por autoridades . 34. 76 da CF. vitalícia.3) Sistema ou regime de governo De que maneira se relaciona o Executivo e o Legislativo? Em regra. o poder é exercido de maneira: • • • eletiva. É princípio constitucional sensível em sede Estadual – art. Maquiavel disse existir apenas 2 formas de governo: Monarquia ou República.2. irresponsável. o poder é exercido de maneira: • • • hereditária. Na monarquia. • ESTUDAR SOBRE ISSO 1.

ex. não interessa a forma do Estado adotado pelo nosso país.: art. OBS.: Reino Unido.02. • ESTUDAR SOBRE ISSO 18.1: O Brasil já foi parlamentarista de setembro de 1961 até fevereiro de 1963. • OBS. Israel.2: O sistema ou regime de governo não é uma cláusula pétrea.: Itália. manifesta-se em nome da unidade nacional. Ex. França. o que interessa é que exerçamos uma soberania. em nome da República Federativa do Brasil (o Presidente da República fala em nome de todos nós). convenções e atos internacionais sujeitos a referendo do Congresso Nacional. Na ordem internacional. . VIII. Republicano – o Presidente exerce a função de Chefe de Estado e o Primeiro Ministro exercendo o papel de Chefe de Governo. 84.2009 B) Atribuições do Presidente da República B.9 • Existe independência política do Executivo em relação ao Legislativo. O mandato do chefe do Executivo pode ser reduzido pelo Legislativo • Existem 2 espécies de parlamentarismo: • Monárquico constitucional – o Rei exerce a função de Chefe de Estado e o Primeiro Ministro exercendo papel de Chefe de Governo. • • Existe dependência política do Executivo em relação ao Legislativo. ex.1) Chefe de Estado – O Presidente da República fala. O mandato do chefe do Executivo é determinado distintas. da CF – celebrar tratados.

em seu art. e sim um decreto legislativo. O Congresso Nacional deve aprovar o tratado internacional (referendar) – art. celebra um tratado internacional – não está produzindo efeitos ainda. Se o tratado internacional tiver por objeto a pesca de bacalhau entre o Brasil e Paraguai (matéria não . Assim. 2. Ele também exerce a chefia superior da Administração Pública Federal. com que faz que adotemos um dualismo jurídico – existem duas ordens jurídicas: a nacional e a internacional. nossa CF não adota o princípio da recepção automática (em alguns Estados. da CF.3) RECEPÇÃO DOS TRATADOS INTERNACIONAIS Questiona-se a natureza jurídica dos tratados internacionais. I.3. I. 4. 49. O Presidente da República. Em nosso Estado. Tal unidade de funções numa única autoridade não acontece no parlamentarismo – há duas ou mais autoridades exercendo a função executiva.2) Chefe de Governo – O Presidente da República fala em nome da União Federal (pessoa jurídica de Direito Público interno). 1. 1. faz referencia à independência nacional. 3.1) Forma internacional de recepção da norma de direito Segue-se um procedimento: 1. ex. A CF. a norma só produz efeitos se ela for recepcionada de acordo com o que determina a CF. Promulgação do tratado através de um decreto do Poder Executivo. a norma de direito internacional produz efeitos imediatos dentro de seus territórios. o CN aprova o tratado através de um decreto legislativo – regra – dualismo mitigado/abrandado – a CF não exige lei para a aprovação do tratado internacional. Uma norma de direito internacional não produz efeitos imediatos dentro do território nacional.: Portugal).10 B. 4º. no exercício de Chefe de Estado.

: A EC 45/2004 trouxe matéria nova. que produz "efeito paralisante" da eficácia da norma inferior (Gilmar Mendes). Não a revoga (tecnicamente). FLÁVIA PIOVESAN. desde que conflitante com o DIDH. sua validade). será equivalente à emenda constitucional.11 relacionada a direitos humanos). Em ambas as hipóteses. por ex.: Pacto San Jose da Costa Rica. b. OBS.343-SP e . a doutrina não é pacífica a respeito dessa natureza jurídica. 2ª posição) Existe quem defenda que possua natureza de norma constitucional – LUIZ FLÁVIO GOMES. 1ª posição) Existe quem defenda que tal tratado seja uma norma supraconstitucional (acima da Constituição) – BIDART CAMPOS. O ***STF entende que aqueles tratados internacionais sobre direitos humanos. Pouco importa se o direito ordinário é precedente ou posterior ao tratado. apenas paralisa o seu efeito prático (ou seja: sua validade). No caso da prisão civil do depositário infiel.. Alguns votos (no STF) chegaram a mencionar a palavra revogação (cf.Quando há conflito entre a lei ordinária e o tratado internacional de direitos humanos. ostentará o status de lei ordinária. Assim. são normas supralegais (abaixo da CF e acima da lei ordinária). O tratado possui "eficácia paralisante" da norma ordinária em sentido contrário. vale o tratado (que conta com primazia. hoje não é mais possível a prisão do depositário infiel. Os tratados de direitos humanos não referendados com o quórum de 3/5 serão considerados normas supralegais. afasta-se a sua aplicabilidade (sua validade). todas as normas internas (anteriores ou posteriores à CADH) perderam sua eficácia prática (isto é. 5. 3ª posição) Existe quem defenda que seja norma infraconstitucional (mesma natureza de lei ordinária) – o antigo STF (até pouco tempo atrás). LFG . a. RE 466. anteriores à EC 45/04 – ex. desde que este seja mais favorável. seja em razão do princípio pro homine). A incompatibilidade vertical material descendente (entre o DIDH e o direito interno) resolve-se em favor da norma hierarquicamente superior (norma internacional). CELSO ALBUQUERQUE DE MELLO. c. seja em razão da sua posição hierárquica superior. dizendo que se o tratado internacional sobre direitos humanos for aprovado com quorum de 3/5. Se o tratado internacional tiver por objeto direitos humanos.

São eles: (a) hierárquico: norma superior revoga a inferior. (c) posterioridade ou critério cronológico: lei posterior revoga a anterior. Ou seja: em princípio vale a regra constitucional (superior).343-SP e no HC 87. salvo disposição em sentido contrário).785. uma norma nova não pode retroceder ou diminuir direitos conquistados em norma anterior (fala-se aqui em efeito cliquê da lei anterior mais protetiva). Situação diversa: e quando os tratados internacionais conflitam com a Constituição brasileira. logo. o que acontece quando a incompatibilidade vertical material (ascendente) ocorrer entre o DIDH e a CF? Qual norma prepondera? Como podemos dirimir esse conflito? Há três clássicos critérios de solução das antinomias normativas. equivale a isso). especificando um direito ou garantia ou ampliando o seu exercício). Sepúlveda Pertence (assim como voto do Min. Tecnicamente não é bem isso (na prática. (b) princípio "pro homine" (que conduz ao diálogo entre as várias fontes normativas). isto é. Min. No que diz respeito aos primeiros (tratados de direitos humanos) uma outra fundamental distinção foi feita (por ele): (a) o tratado não restringe nem elimina qualquer direito ou garantia previsto na CF brasileira (explicita-o ou amplia o seu exercício). (b) o tratado conflita com a CF (o tratado restringe ou suprime ou impõe modificação gravosa ou elimina um direito ou garantia constitucional).585-TO) o Min.585-TO). a validade da norma internacional é indiscutível (porque ela está complementando a CF.). equivale a ter sido revogada. Essa é a regra geral.12 HC 87.g. entretanto. No seu (didático) voto (HC 87. que fica excepcionada quando a norma internacional é mais favorável. Os segundos não (valem como lei ordinária. (b) especialidade: lei especial derroga a lei geral. em regra. As fontes dialogam (ou seja: admitem duas lógicas). Quando o tratado é mais protetivo (que o direito interno). A norma inválida não pode ter eficácia (aplicabilidade). Os primeiros contariam (de acordo com sua visão – NÃO É O QUE PREDOMINA – COMO JÁ DITO: PODEM SER SUPRALEGAIS OU CONSTITUCIONAIS) com status constitucional.585-TO). em detrimento da regra internacional (inferior). Celso de Mello no RE 466. v. O conflito entre normas de direitos humanos. Celso de Mello dividiu o Direito Internacional em dois blocos: (a) tratados de direitos humanos e (b) outros tratados internacionais (mercantil. segue também o critério da hierarquia. destacando-se: (a) o da vedação do retrocesso. Por quê? Porque em matéria de direitos humanos o critério da hierarquia não é absoluto e deve ser conjugado com outros critérios. Todas as normas internacionais que especificam ou ampliam o exercício de um direito ou . ou seja. Nesse sentido: RHC 79. rel.

5º. aparecem dois outros: (a) inadimplemento voluntário e (b) inescusável de obrigação alimentícia. prerrogativas. Na segunda hipótese (o tratado restringe ou suprime ou impõe modificação gravosa ou elimina um direito ou garantia constitucional ou. é um conceito em crise. Ou seja: sempre deve ter incidência a norma mais favorável. Celso de Mello) a primazia da CF. Ele dizia que a Constituição refletia os fatores reais de poder de uma sociedade. Como se vê. Aplica-se sempre a norma mais favorável ao exercício do direito ou da garantia. prevendo os seus conflitos.13 garantia constitucional passam a compor (de acordo com a visão do Min. Eis um exemplo: prisão civil do alimentante. Note-se que a exigência feita diz respeito à autoridade judiciária competente. existindo diversos sentidos para o seu entendimento. Na Constituição brasileira (art. LXI). 7º. A Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art. além desse requisito (que vem contemplado no inc. competências. nesse ponto. Na verdade. Celso de Mello) o chamado "bloco de constitucionalidade" (que é a somatória daquilo que se adiciona à Constituição. LXVII). em razão dos seus valores e princípios). garantias. Em todas as sociedades há interesses que se chocam. deveres e encargos. é mais aberto ou mais flexível que o direito interno) ficou proclamada (no voto do Min. pois até hoje os estudiosos não chegaram a um consenso ao seu respeito. 7) diz que ninguém deve ser detido por dívidas e que este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar. A Constituição deve refletir o que é a sociedade. Se ela não refletir o que é a sociedade (não refletir tais . Nessa parte ela prepondera sobre a Convenção Americana. No que diz respeito à prisão do depositário infiel. consistindo na lei fundamental da sociedade. SENTIDOS TRADICIONAIS DE CONSTITUIÇÃO Sentido sociológico de constituição Quem fez o estudo deste sentido foi FERDINAND LASSALE. mais favorável ao ius libertatis). CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO UADI – Traduz-se por um conjunto de normas jurídicas que estatuem direitos. ainda. a CF brasileira é muito mais exigente (logo. inc. é a Convenção que prepondera sobre a Constituição brasileira.

Norma positivada suprema . É uma norma que faz duas coisas: a) a Constituição é a norma que estrutura o Estado (sé é República. caracterizando-a como fruto da vontade racional do homem e não das leis naturais. está a Constituição. as outras normas que estão na Constituição. cuja função é servir de fundamento lógico transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva. Para este autor. positivada. Sentido político de constituição Quem fez o estudo deste sentido foi CARL SMITH. Quanto mais alto estiver a lei. A concepção de KELSEN toma a palavra constituição em dois sentidos: • Lógico-jurídico – Constituição significa norma fundamental hipotética. Monarquia. mas não são Constituição – materialmente. lei nacional no seu mais alto grau. Sentido jurídico de constituição Quem fez o estudo deste sentido foi HANS KELSEN. Estão na Constituição. Jurídico-positiva – Equivale à norma positiva suprema.14 fatores reais). etc. KELSEN aloca constituição no mundo do dever ser e não no mundo ser. fora estas duas. são leis constitucionais. Só é constituição aquela que reflita a sociedade. não são constitucionais. Presidencialista. No topo desta pirâmide.). Sua preocupação era entender o que era o Direito. A Constituição teria outro objetivo: é a decisão política fundamental de um povo/do titular do poder constituinte. ela não passa de uma folha de papel. mais ela vale. conjunto de normas que regula a criação de outras normas. b) Constituição é norma que assegura um rol de direitos fundamentais. isoladamente. • PLANO LÓGICO-JURÍDICO PLANO JURÍDICO-POSITIVO • • Norma fundamental hipotética Plano do suposto • • Norma posta. Todas as normas jurídicas de um país estão dentro de uma pirâmide.

Povo Território. Constituição positivista . Circular. etc. É a constituição concebida à luz dos princípios do direito natural. No meio da pirâmide estão as leis (todas as espécies normativas primárias – LC. OBS. 5º. LDel. MP.: O parâmetro de constitucionalidade ganha novo colorido com a EC 45/2004 ao estabelecer. só é constitucional o que estiver inserido na Carta Maior. Ordem de Serviço. Princípio da Supremacia da Constituição – fundamenta que a Constituição vale mais do que as outras leis. Portaria. OUTROS SENTIDOS DE CONSTITUIÇÃO Constituição jusnaturalista VICTOR CATHREIN. O Brasil adotou o sentido formal. quais sejam (já vistos no ponto 1): • • • • Soberania. Finalidade. Instrução Normativa.). ou seja. e em baixo. principalmente no que concerne aos direitos humanos fundamentais. os regulamentos (Decreto. Res. parágrafo 3º. desde que observados os requisitos formais. LO. Dec Leg). A Constituição deve trazer em si os elementos integrantes (componentes ou constitutivos) do Estado.15 • Fundamento lógicotranscendental da validade da Constituição Jurídico-positiva. no art. a possibilidade de tratados internacionais sobre direitos humanos possuírem equivalência com as emendas constitucionais.

. são aquelas que consagram normas assecuratórias da identidade genética do ser humano. dos fins políticos. Constituição é o conjunto de normas emanadas do poder do Estado. GRIMM. Também chamadas de constituições biológicas. salvaguardando biodireitos e biobens. É o inverso da constituição-garantia ou constituição-quadro. A cada passo da evolução socialista. os estágios das relações de poder. Constituição biomédica JOÃO CARLOS SIMÕES GONÇALVES LOUREIRO. É a expressão das idéias fortes e duradouras. prescreve e registra a organização política estabelecida. Constituição estruturalista A constituição não será apenas certo número de preceitos cristalizados em artigos e parágrafos. em sentido amplo. que conforme a doutrina soviética.é aquela que almejar garantir a liberdade limitando o poder. um conjunto orgânico e sistemático de caráter normativo. visando reger o processo de criação. condicionada pela infra-estrutura econômica. ao ensino. Constituição institucionalista SANTI ROMANO. Constituição marxista KARL MARX.16 JELLINEK. existiria uma nova constituição para auscultar as necessidades sociais. desenvolvimento e utilização de novas tecnologias científicas. e sim uma unidade estrutural. Visam assegurar a dignidade da pessoa humana. Constituição culturalista STEIN. É o caso da constituição-balanço. É o produto do fato cultural (conjunto de normas constitucionais referentes à educação. A constituição é o produto da supra-estrutura ideológica. sob inspiração de um pensamento diretor. ao desporto. com vistas a cumprir programas de ordem social (lembra a própria acepção sociológica de constituição). é dizer. o direito à cultura). as quais visam tutelar.

tão-só. é aquela em que as suas normas equivalem a leis processuais. constitucionais. processual ou instrumental. Constituição instrumental Chamada também de constituição formal. Constituição empresarial Designa. num período histórico determinado. Constituição suave É aquela que não contém exageros (não fazem promessas baseadas na demagogia política). Seu objetivo é definir competências. o conjunto de normas cujo conteúdo estabelece a organização jurídica de uma dada comunidade.17 Constituição compromissória É aquela que reflete a pluralidade das forças públicas e sociais. o conjunto de normas que deverão reger a vida em comunidade. Constituição como estatuto do poder . é fruto de conflitos profundos. do tom persuasivo do discurso político. oriunda de compromissos exemplifica as cartas compromissórias. A CF de 188. Constituição em branco É aquela que não consagra limitações explícitas ao poder de reforma constitucional. do jogo de interesses. Constituição oral É aquela em que o chefe supremo de um povo proclama de viva voz. para limitar a ação dos Poderes Públicos.

EFICÁCIA CONSTITUCIONAL É a capacidade das normas supremas do Estado produzirem efeitos. é o Judiciário que aplica a carta maior ao caso concreto. limitadas por essência. segunda certa idéia de direito. mas a sua aptidão técnica para produzir efeitos jurídicos. A eficácia normativa é um atributo in fieri. APLICABILIDADE CONSTITUCIONAIS E EFICÁCIA DAS NORMAS APLICABILIDADE CONSTITUCIONAL É a possibilidade de incidência da norma constitucional no caso concreto. aplicam normas gerais. ao fazer leis.18 A constituição equivale a um mecanismo para legitimar o poder soberano. aplica normas constitucionais. ou seja. O Legislativo. Aplicável. como veremos. contudo. ao ditar atos administrativos. . ao expedir decretos. uma vez que. pois. consagram o dever do legislador de regulá-las. Efetivamente. Esses efeitos variam em grau e profundidade. o administrador ou o servidor público. de toda e qualquer norma constitucional. possuem um mínimo de eficácia. aplicam norma geral. simples particulares. Até as normas programáticas. prevalecente no seio da sociedade. intrínseco. também aplica a constituição. o Executivo. é o preceito da carta maior capaz de produzir efeitos jurídicos. simples Não se busca aqui o sucesso da carta magna. Por isso que não existe na constituição norma “não jurídica”. quando celebram contratos ou fazem testamento. EFICÁCIA NORMATIVA DAS CONSTITUIÇÕES Eficácia normativa ou técnico-jurídica é a possibilidade de aplicação da norma constitucional.

são aquelas normas da Constituição que. pois faz prevalecer os fatos sociais e os valores positivos inseridos nas constituições. Sem eficácia social a vontade da constituição não se realiza. portanto. estão aptas a produzir todos os seus efeitos. ela continua eficaz? R. a constituição não for aplicada pelo Judiciário. É o . cumprindo-se na prática.19 O mínimo de eficácia é a possibilidade de todo e qualquer preceito constitucional produzir. Norma constitucional efetiva. independentemente de norma integrativa infraconstitucional. porque seus comandos perdem a importância. sociologicamente falando. Mediante a eficácia social. tampouco obedecida pelos seus destinatários. correspondendo aos fatores reais do poder que regem a sociedade. concretamente. efeitos normativos. CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS SEGUNDO JOSÉ AFONSO DA SILVA (mais conhecida) Normas constitucionais de eficácia plena Normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade direta. E se. o texto maior concretiza-se no seio da sociedade. da ótica normativa. seguida e aplicada. Uma norma constitucional não se realiza (efetividade) se inexistir a mínima chance de ser aplicada (eficácia normativa). imediata e integral.: Sim. O que se busca com a eficácia social é o sucesso da constituição. ela continua produzindo efeitos normativos ou técnico-jurídicos. Mesmo inefetiva. no momento em que esta entra em vigor. Não têm a necessidade de ser integradas. Note-se que a efetividade depende da eficácia jurídica para materializar-se. regulamentada pelo Legislativo. é aquela obedecida. EFICÁCIA SOCIAL DAS CONSTITUIÇÕES Eficácia social ou sociológica é a incidência concreta e regular das normas constitucionais sobre os acontecimentos da vida. sob pena de não ter vigência. seguida pelo Executivo. É o mesmo que efetividade.

não só através de lei infraconstitucional. imediata. também. a decretação do estado de defesa ou de sítio.: art. 19. pois não consegue se aplicar a quase nada (possuem baixa carga normativa). Possui aplicabilidade indireta. porém. poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência. limitando diversos direitos (arts. e exige lei. precisando de uma lei integrativa infraconstitucional. 20. Ela se aplica de forma direta. desde que ocorram certos pressupostos de fato. profissão ou ofício. quando da promulgação da nova Constituição. resto. da CF – é livre o exercício de qualquer trabalho. ela é igual à plena. no momento em que a Constituição é promulgada. têm aplicabilidade direta e imediata. Ela permite lei. §1º e 139 da CF/88). pela incidência de normas da própria constituição. da CF. Tal norma pedirá por lei (vindo da expressão “nos termos da lei”). em outras situações. por exemplo. e admite lei. porém. Exs. admite que a lei reduza os seus efeitos. XIII. 136. como. gera alguns efeitos. .20 que a doutrina norte-americana chamou de normas auto-aplicáveis. são aquelas normas que. 5º. Ela depende de lei e a exige. Normas constitucionais de eficácia contida Também chamadas de normas constitucionais de eficácia prospectiva . Ela não depende de lei. De Enquanto não materializado o fator de restrição. mesmo que mínimos – o que já se chamou logo acima de mínima eficácia. de imediato. mas. 21. produzir todos os seus efeitos. A norma de eficácia limitada que não é regulamentada não gera efeito no caso concreto. mediata ou diferida. Embora tenham condições de. Maior exemplo em provas é o art. Seria igual à plena. a norma tem eficácia plena. Norma muito abstrata dependerá de lei. A restrição de referidas normas constitucionais pode se concretizar. 2º. Normas constitucionais de eficácia limitada Também chamadas de normas constitucionais de eficácia diferida. art. mas possivelmente não integral. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos.

ex. art. visando a realização de fins sociais. um programa a ser seguido. ao mesmo tempo. De princípio ou conteúdo institutivo – ela determina por lei a criação de um órgão. A) Espécies de normas de eficácia limitada • De princípio ou conteúdo programático – ela fixa um caminho que a norma deve seguir. 2) aponta o sentido que a norma deve seguir – ela indica o programa a ser seguido. art. também.21 Assim. a competência que a modifica. os efeitos que ela gera são: 1) Determina a elaboração de uma lei – determina que o legislador legisle. que pode ser impugnada por ADIn por omissão ou Mandado de Injunção (ex: a Lei de greve dos funcionários públicos). sob pena. . para que o legislador ordinário os estruture em definitivo. • PODER CONSTITUINTE CONCEITO E FINALIDADE É o poder de fazer Constituição. 196 – direito à saúde. UADI – Poder constituinte é a potência que faz a constituição. exs. 215 – direito à cultura etc. reforma e.: a seguridade social deve ser gerida pelo INSS. mutação das cartas políticas. e. 3) tem o efeito paralisante – ela revoga a legislação inferior incompatível e torna inconstitucional a legislação posterior compatível. 205 – direito à educação. nos termos da lei.: art.. São aquelas através das quais o legislador constituinte traça esquemas gerais de estruturação e atribuições de órgãos. entidades ou institutos. de incidir em inconstitucionalidade por omissão. a ser implementado pelo Estado. A finalidade do poder constituinte é atuar nas etapas de criação.

Deve-se a ele a noção primeira do poder constituinte. E faz sentido. porque é a própria lei. superioridade. as idéias desenvolvidas pelo Abade Emmanuel Joseph Sieyès (1748-1836). bastaria examinar as leis constitucionais que regulam a organização e as funções do corpo legislativo. O ordenamento compõe-se de normas jurídicas situadas em planos distintos. SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO Quando se fala em supremacia das constituições. sendo sua vontade sempre legal. administrativos e jurisdicionais como os atos praticados por particulares submetem-se à supremacia da . Tanto os atos legislativos. formando um escalonamento de diferentes níveis e no nível mais elevado do Direito Positivo está a CF. só existindo acima dela o direito natural. Ele parte do princípio de que a ordem jurídica é estabelecida pela própria Nação. Por isso. Tal idéia de supremacia advém da constatação de que a constituição é soberana dentro do ordenamento. tal qual concebida em sua feição clássica. é a origem de tudo. a Nação existe antes de tudo. Consequência: não se admite agressões à sua magnitude. todas as demais leis e atos normativos a ela devem adequar-se. dizendo que só a Nação tem o direito de fazer uma Constituição. porque supremacia constitucional é o vínculo de subordinação dos atos públicos e privados à constituição de um Estado. que é o parâmetro. no período do movimento político-cultural do constitucionalismo. destacando-se. à época. não se devendo socorrer à burguesia. a lei fundamental do Estado. hegemonia. pensamos em preeminência.22 Pode-se considerar a expressão mais elevada do fenômeno político do poder NATUREZA DO PODER CONSTITUINTE – CONCEPÇÃO CLÁSSICA: A TEORIA DE EMMANUEL JOSEPH SIEYÈS A teoria do poder constituinte. Dizia que para se ter uma idéia das leis positivas. aparece com o desenvolvimento da Revolução Francesa (1789). Sieyès atuou na constituinte da Revolução Francesa. Para ele.

do mesmo modo que os privados. leis ordinárias. Princípio da hierarquia – os atos públicos e privados submetemse à gradação do ordenamento jurídico em suas diversas camadas (no topo da pirâmide encontra-se a CF. Supremacia formal da constituição É a particular relação de superioridade em que se encontram submetidos os atos públicos e privados de um ordenamento. administrativos e jurisdicionais. decretos legislativos e resoluções sobreponham-se à sua magnitude. . leis complementares. A CF de 1988 apóia-se no primado da rigidez. apresentando a supremacia formal. Princípio da força normativa da constituição – as normas constitucionais possuem uma força interna que influencia o entendimento das leis comuns e dos atos públicos e privados. Princípio da defesa da constituição – no momento que a supremacia constitucional confere superioridade hierárquica às normas constitucionais. Princípio da rigidez constitucional – a constituição. Princípio da razoabilidade – os atos públicos e privados devem ser praticados com base nos fins estatuídos nas constituições. torna-se responsável pela guarda da constituição. não permitindo que emendas constitucionais. leis delegadas. do bom senso. à luz da racionalidade. Reflexos da supremacia constitucional na ordem jurídica Princípio da adequação ou da simetria – os atos legislativos. situada no vértice do ordenamento jurídico. seria impossível distinguir as leis comuns das leis constitucionais.23 Constituiçao. Do contrário. do sentimento de justiça e da prudência. não permite que confundamos o ato de elaboração das leis comuns com o procedimento solene e dificultoso utilizado para a sua reforma. devem ser simétricos com relação ao texto maior. medidas provisórias. É da essência da rigidez a supremacia formal das constituições. logo todas as leis devem a ela obediência). da lógica. que esparge sua força normativa em todos os segmentos do ordenamento jurídico.

possuem a supremacia material. erigidos para esse fim. Daí dizer que a supremacia formal é exclusivamente das constituições rígidas. A consciência constitucional gera uma espécie de acatamento que faz com que os poderes públicos e os particulares sujeitem suas condutas às normas constitucionais. as relações sociais. As constituições flexíveis e as histórico-costumeiras. que se encontra conectada com aquele fenômeno que os alemães chamaram de vontade de constituição – é o elemento subjetivo pelo qual a força normativa se concretiza (presente nas constituições dotadas da supremacia material . A consciência constitucional. Neles. Supremacia material ou substancial da constituição É a que decorre de uma consciência constitucional. as normas supremas do Estado se concretizam.24 Consequência: por encontrar-se no topo da estrutura hierárquica do ordenamento brasileiro. por ex. Por seu intermédio. a CF determina a validade dos atos públicos e privados. regulando. Já nos textos constitucionais rígidos ocorre o inverso. Só que na supremacia constitucional essa consciência é muito mais sociológica do que propriamente técnico-jurídica. no plano da vida. O dever de acatamento aos seus preceitos não vem registrado num texto escrito. Tanto a supremacia material como a formal sujeitam-se ao influxo da força normativa da constituição. Supremacia constituição constitucional e força normativa da Força normativa da constituição é a energia vital que lhe confere efetividade ou eficácia social. responsável pela estabilidade da ordem jurídica. deflui do fator sociológico. nesse caso. Tal consciência também é encontrada nos textos dotados de supremacia formal.. a consciência de que se deve acatar os seus princípios e preceitos brota de documentos solenes e cerimoniosos. Todos os Poderes e competências governamentais só serão legítimos na proporção de sua autoridade. políticas e econômicas de acordo com o amadurecimento da consciência constitucional.

responsável pelas mutações constitucionais. culturais. Os `utros são poderes constituídos (derivado e o decorrente). não há falar em efetividade das normas constitucionais. MICHEL TEMMER – poder constituinte é só o originário. derivado e decorrente. Sem vontade de constituição.que entendem que o derivado é subdivido em: de reforma (revisão) e decorrente. éticos. Poder constituinte secundário/derivado jurídico que reformula a Constituição Federal. UADI o classifica da seguinte forma: • Poder constituinte originário – poder de fato que estabelece a constituição. Poder constituinte difuso – poder de fato. apresentada em graus: poder constituinte de 1º grau. Há autores – ALEXANDRE DE MORAES . Não existe outro. – poder • • Poder constituinte decorrente – poder jurídico que elabora e modifica as constituições dos Estados-Membros. Hoje em dia a matéria é apresentada de outra forma. FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DO PODER CONSTITUINTE São as diversas maneiras pelas quais ele se expressa.). sociais. 2º grau e 3º grau. conseguir adaptar o texto maior a esses fatores naturais.25 ou supremacia formal). primogênito. Ela depende de uma série de condicionantes naturais (fatores políticos. tem uma face formal e outra material. • PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO É o poder de fazer uma nova constituição. então a força normativa da constituição se realizará. genuíno. . contudo. de primeiro grau. Sinônimos: fundacional. econômicos. religiosos etc. A doutrina majoritária classifica em 3 tipos de poder constituinte: poder constituinte originário. Se o intérprete. trata-se de uma espécie do gênero poder constituinte secundário.

5ª Constituição 1964.“nasceu” o Brasil – declaração da independência 1824.1 (7ª Constituição?) Formalmente era uma Emenda. que convocou uma Assembléia Constituinte para 1988.Constituição atual. 1934.15 de novembro 1891.Contra-revolução que se opunha àquele rompimento constitucional – Revolução constitucionalista de 1932. 1985 – País é redemocratizado. 1946. . 1988 – 8ª Constituição .1ª Constituição (do Império) – Poderes: Legislativo. b) quando há um rompimento constitucional – país era uma democracia. Histórico das Constituições 1822. José Sarney. Judiciário e Moderador.26 Existem 2 momentos em que se precisa de uma constituição: a) país acaba de nascer. por ex.Emenda Constitucional N. mas materialmente era uma Constituição.Revolução de Getúlio Vargas. deverá então elaborar uma Constituição. Discute-se se é uma nova Constituição.Usaram do Ato Institucional – Em 1967 começa a endurecer o regime militar. 1889.4ª Constituição – Ditadura de Vargas – Estado Novo – Constituição Polaca. Foi eleito um Presidente Civil. Instaurou o Estado Laico.2ª Constituição (1ª da República).Golpe Militar – derrubada de João Goulart – Regime Ditatorial 1967. Executivo.1964-69.6ª Constituição . 1930.Proclamação da República . sofre uma revolução e se torna uma ditadura.3ª Constituição – Governo de Getúlio Vargas – estabelecia vários mecanismos de participação popular. declarou a sua independência. que faleceu. tomando o poder 1932. 1937. tomando posse o Vice. Tancredo Neves. quando se editou o AI5 *1969.

sujeito aos desígnios do Direito. no parágrafo único do art. e sim metajurídico. Não é um poder jurídico. se está com um grupo revolucionário. preconiza: “Todo o poder emana do povo. em declarações preambulares ou em disposições genéricas. De modo geral. Pode ser um ditador. propaganda universal. nos termos desta Constituição”. No Preâmbulo afirma: “Nós. reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático”. secreto. as constituições não consagram normas para aferir a titularidade do poder constituinte originário. É o caso dos líderes religiosos. déspotas. Há dois tipos de exercício: 1º) Exercício autocrático – o agente do poder constituinte originário é o representante das forças oligárquicas da sociedade. mas também deputados eleitos pelo voto direto. este escreverá.27 Natureza O Poder constituinte originário é um poder de fato – sua natureza é fática. uso da máquina administrativa. exceto de modo subentendido. que fazem a constituição. social. Se o povo está com o poder. que remontam à teoria da soberania popular. . Exercício Depende. que manipula a maioria através dos métodos de dominação das massas (força física. grupos militares. dentre outros detentores do poder econômico. E. racial ou religioso. É um poder preexistente à ordem jurídica.). sendo desnecessário haver preceitos normativos para regulamentá-lo. aristocratas. Posta-se acima do plano legislativo. é ele que escreve. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. monarcas. 1º. . do poder econômico etc. É o caso da nossa Constituição. extrajurídico. O que prevalece é a vontade da minoria. O poder constituinte originário não tem como referencial nenhuma norma jurídica que o precedeu. político. representantes do povo brasileiro. Quem exerce o Poder Constituinte é quem tem o poder Titularidade O titular do poder constituinte originário é o povo. ditadores. universal e periódico.

Formas de exercício. impondo de maneira unilateral suas vontades. no texto maior – ex. As leis anteriores à Constituição só terão validade se obedeceram á Carta Maior. • • • Características do Poder Constituinte Originário A) Poder de fato – faz-se uma Constituição e pronto. com absoluta liberdade de expressão. 1937 e 1967.: carta Francesa de 1946. estatutos. mediante voto. em clima de consenso. Pode ele violar direito adquirido.: cartas brasileiras de 1824. Aqui. nessa modalidade de exercício. elaboram a constituição – exs. déspotas.28 2º) Exercício democrático – prevalecem o pensamento livre e a soberania popular. ou não. Referendo popular – a Assembléia Constituinte submete aos eleitores um projeto de constituição para que. inexiste o debate democrático – exs. 1946 e 1988. o poder constituinte originário é protagonizado pela maioria que escolhe os seus representantes eleitos. . Outorga – os autocratas. pelo povo. C) Ilimitado – é poder em estado bruto. É um poder de fato e não de direito – não se embasa em Direito algum. com o direito de voto – expressão máxima da cidadania -. O Direito começa a partir dele. exercitam o poder constituinte originário por meio de atos institucionais. B) Inicial – ele que começa a vida política do país. manifestação ou exteriorização do poder originário: • Aclamação – a multidão se reúne e decide o que deve constar. ditadores. seja aprovado ou reprovado – ex. que se expressa pelo sufrágio universal. Assembléia ou convenção constituinte – os representante eleitos.: constituições das cidades-estado gregas do século V. 1934.: as Constituições brasileiras de 1891.

D) Incondicional – não encontra condicionamentos ao seu exercício. econômicas e culturais dominantes na sociedade. É juridicamente ilimitado e livre de toda e qualquer formalidade. como veremos a seguir. sociais. portanto. Limites ideológicos – exteriorizam-se através das crenças. é especial Limites extrajurídicos Para os jusnaturalistas. das exigências do bem comum. A coisa julgada provoca (causa) o direito adquirido – é a causa do direito adquirido. 17 do ADCT – proibição de alegação de direito adquirido face à CF de 1988 – quem ganhava acima do teto no setor público teve o seu salário reduzido. da influência dos grupos de pressão. bem como pelos valores ideológicos de que são seus portadores. Daí esses autores enfatizam que o PCOriginário se limita pelas estruturas políticas. vista até agora (o Brasil adota a corrente positivista!) Alguns autores reconhecem a existência de limites extrajurídicos. STF – o direito adquirido é o efeito de algo. o direito natural limita o poder constituinte originário. na vertente formal. diferente da corrente positivista – doutrina majoritária. E) Especial (UADI) – Não elabora leis comuns. Mas no campo material. Sua função. por ex. é juridicamente ilimitado. mas somente a constituição.. 17 do ADCT também trata da coisa julgada. O PCOriginário.: Art. Assim. O poder constituinte originário pode também violar a coisa julgada (ver próximo tópico – limites extrajurídicos do poder constituinte originário). o art. da opinião pública. Tais limitações. como a vida. nenhum poder é completamente inicial. autônomo e incondicionado etc. da experiência dos valores. Constituem a . suprajurídicos ou metajurídicos para o poder constituinte derivado.29 OBS. vedações ou proibições situam-se fora do campo jurídicos-positivo. como do ato jurídico perfeito. muito além das fronteiras do Direito Positivo.

cumpre ao poder derivado modificar a forma plasmada quando da elaboração genuína do texto básico. É o poder de fazer Emendas Constitucionais.: não se poderia transformar o Brasil num estado unitário. Limites heterônomos: condicionam o exercício do poder constituinte originário às normas de Direito Internacional (ex. sempre buscando os fins supremos. São chamados de substanciais porque condicionam a matéria a ser inclusa nas constituições pelo poder fundacional do Estado. a educação.: proibir a liberdade de crença). sem os quais o ato de criação constitucional se desconfiguraria em suas linhas-mestras. como a família. recriando e inovando a ordem jurídica.: uma constituição não poderá ser criada ao arrepio dos preceitos reguladores de suas relações internacionais).30 tradução das principais idéias e pensamentos que devem nortear o exercício do PCOriginário. Responsável pela função renovadora das constituições. pela consagração de institutos sociologicamente reconhecidos pela comunidade. Proporcionam uma amplitude de sentido para o poder constituinte. mesmo com o advento de uma nova constituição). Subdivide-se em: • Limites transcendentes: objetivam impedir a decretação de normas constitucionais que estabeleçam o arbítrio em detrimento das liberdades públicas (ex. Limites substanciais – Estabelecem os parâmetros para o poder constituinte originário plasmar o conteúdo dos princípios e preceitos constitucionais. Limites imanentes: idéia de direito. presente na sociedade num dado momento histórico (ex.. • • PODER CONSTITUINTE DERIVADO É o poder de alterar a constituição. Limites institucionais – fornecem ao poder constituinte idéias reguladoras de situações sociais. Natureza jurídica . a propriedade etc.

logo. 60 da CF. pois a eficácia do art. pelas Mesas da Câmara e do Senado. pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional. e revisão são espécies EMENDA do gênero reforma E ESTUDAR DIFERENCA REVISAO CONSTITUCIONAL ENTRE CONSTITUCIONAL Emenda constitucional – é o recurso instituído pelo poder constituinte originário para realizar modificações em pontos específicos e localizados do texto maior (reforma de menor extensão) – prevista no art. A CF de 88 também a previu no art. O procedimento revisional não poderá ser utilizado novamente. Já o seu exercício vem demarcado na CF. Características do Poder Constituinte Derivado A) Poder jurídico – tudo a respeito dele está na lei. Pode ser utilizada (apenas uma única vez) em 1994. . os agentes da competência reformadora são os deputados e senadores. no que resultou na aprovação de 6 Emendas Constitucionais de revisão. sendo essa a sua natureza. em sessão unicameral. No Brasil. objetivando mudar a constituição amplamente. promulgar as emendas constitucionais. contados da promulgação do Texto Supremo. Revisão constitucional – é um recurso instituído pelo poder constituinte originário. baseia-se num ordenamento jurídico já existente Titularidade e exercício A titularidade do poder reformador pertence ao povo.31 É um poder de direito – um fato jurídico. Reforma constitucional Emenda constitucional. O poder reformador é uma competência intermediária entre o poder constituinte originário e o poder legislativo comum. 3º do ADCT esvaiu-se. 3º da ADCT. Ela não é originário. Trata-se de uma reforma de maior amplitude. a revisão deveria realizar-se após 5 anos. Segundo tal dispositivo. cumprindo às Casas do CN.

“tender a abolir” tais matérias (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO entende que as cláusulas pétreas podem ser alteradas).voto direto. Estão no art. de modo direito ou indireto. logo. aos seus desígnios. Se por acaso o Presidente da Câmara dos Deputados por em pauta a discussão de alguma das matérias. 60. via emenda constitucional. Qualquer parlamentar pode impetrar mandado de segurança no STF para impedir a discussão da emenda – rara hipótese de controle de constitucionalidade preventivo judicial. matéria que reforce tais cláusulas pétreas. D) Subordinado – haure sua força na obra do poder constituinte originário. ou seja. Limites do poder constituinte reformador Tais proibições ou condicionamentos servem para balizar a competência reformadora das constituições. São insuscetíveis de reforma. III.separação de poderes. secreto. sujeitando-se. tal discussão pode ser obstruída até por via judicial. . Por isso. uma eficácia total ou absoluta. IV. pode-se acrescer. universal e periódico. Contêm elas uma força paralisante de toda a legislação que vier a contrariá-las. Não é a mudança que está proibida. Trata-se de cláusulas de inamovibilidade Não se pode nem discutir tais matérias. 4º da CF. 1) Limites materiais: são matérias que não podem ser suprimidas da CF enquanto ela existir.forma federativa de Estado. SABER O QUE ALEXANDRE DE MORAES PENSA SOBRE CLAUSULAS PETREAS. parág. II. As cláusulas pétreas possuem uma supereficácia. SE NÃO PODEM NEM SER MODIFICADAS SE NOVOS DIREITOS INDIVIDUAIS TORNAM-SE PETREAS TB ETC ETC O que está proibido na norma é a supressão.32 B) Não-inicial – ele não inicia o ordenamento jurídico de um Estado C) Secundário – não existe por si próprio. completamente.direitos e garantias individuais. É preciso que haja uma constituição para prevê-lo. é uma competência prevista na carta magna. São as cláusulas pétreas (significa “duro como pedra”): I.

ou seja. Forma de governo republicana é princípio constitucional sensível a ser obedecido pelos os Estados-Membros. o voto era indireto. quiseram com a CF de 1988 expurgar do ordenamento jurídico institutos da época militar. secreto. Estados e Municípios .núcleos autônomos de poder. dos 70 anos em diante é facultativo. e não a modalidade. é que tal matéria nova esteja integrada nesta categoria de direito imodificável – o que importa é o conteúdo.voto direto. para estes. obriga-se o tempo futuro a não-modificar tais matérias essenciais hoje que. Se foi criado um novo direito.: voto obrigatório – dos 0 aos 16 anos é proibido. 01-09-2008 Cláusulas pétreas: I. deu a categoria de direito. Para concursos: estrategicamente.forma de estado (FEDERALISMO) – divisão de União. e no lugar. 16 aos 18 anos é facultativo. OBS. Voto universal significa dizer que todos votam. universal e periódico – voto direto é o do eleitor votando diretamente no candidato de sua escolha – não se admite intermediário. pois. na CF de 1967. podendo ser posteriormente suprimido novamente via emenda constitucional (para estes. assim. são criados tributos únicos federais – inconstitucional.: extinção dos tributos estaduais e municipais. ex. estabelecer cláusula pétrea é muito grave. assim. não se podendo retirar a autonomia destes entes. daqui a anos. NÃO ENTENDI!!!!! . OBS. Mas o voto obrigatório não é cláusula pétrea. No regime anterior. II. Há no Brasil uma hipótese de eleição indireta – eleição para Presidente da República no caso de dupla vacância nos 2 últimos anos do mandato presidencial. Outra parte da doutrina entende que não é cláusula pétrea. poderão ser inúteis para o ordenamento jurídico).: Forma de governo (REPUBLICA) e Sistema de Governo (PRESIDENCIALISMO) – não são cláusulas pétreas. Impede-se a tendência a abolir tais núcleos de poderes.33 ***Parte da doutrina entende que o novo direito individual trazido pela EC é cláusula pétrea (o constituinte. 18 aos 70 anos é obrigatório. Voto periódico significa dizer que as eleições ocorrem de tempos em tempos. deve-se adotar a primeira corrente. o voto é predominantemente obrigatório quanto ao critério etário. este não pode ser revogado).

vagando é o Presidente do Supremo Tribunal Federal. assume o Vice-Presidente da República. Mas o que predomina é que a cláusula pétrea protege os direitos fundamentais. Só terminam o mandato o Presidente e o Vice-Presidente da República. A cláusula pétrea veda o exercício de função atípica por um dos Poderes. criada por uma fundamentalidade material – os direitos fundamentais definem estruturas básicas de direito (traz o fundamento dos outros direitos) – e uma . O STF chegou a seguinte conclusão: a cláusula pétrea não protege só os direitos individuais. ADIn 939 – tratava da IPMF – ofendia ou não o princípio da anterioridade tributária. Será convocada em 30 dias – o próprio Congresso Nacional escolherá o Presidente da República para acabar o mandato vago –mandato tampão. protegido pela cláusula pétrea. b) coletivos. Os fundamentais possuem várias espécies: a) direitos individuais. não importa onde está o direito. assume o Presidente da Câmara dos Deputados. ela protege direitos de determinada categoria. entenderam que o princípio da anterioridade tributária é um direito fundamental. chega-se a conclusão que a cláusula pétrea só protege a espécie “direitos individuais”. logo. Executivo e Judiciário. e) políticos. o Poder Constituinte Originário a criou. pois. As que existem são permitidas porque o Poder Constituinte Originário as criaram. mas existem tais direitos em vários locais da CF. e não somente uma artigo. IV. Direito fundamental: Canotilho dizia que os direitos fundamentais possuem uma fundamentalidade. Os poderes. OBS. deve-se fazer uma interpretação ampliativa.34 Vacância na Presidência da República – O chefe do Executivo é o Presidente da República. Uma interpretação literal realizada.: A CF de 1988 foi o primeiro Texto Supremo brasileiro a incluir o princípio da separação dos Poderes dentre as cláusulas pétreas. Direito individual é um tipo de direito fundamental. exercem funções atípicas (ex: Executivo legisla. vagando. Assim. assume o Presidente do Senado Federal. III. d) nacionalidade. expedindo Medida Provisória e Lei Delegada). Direito individual e direito fundamental não são a mesma coisa. Tal hipótese de mandato também será usada quando ocorrer a dupla vacância nos dois primeiros anos do mandato presidencial – caso em que haverá eleição direta – convocada em 90 dias.Direitos e garantias individuais – no art. c) sociais. todavia. vagando. Tal cláusula pétrea protege uma categoria de direitos. como o 5º. vagando.Separação de Poderes – independência entre o Legislativo. 5º é o lugar que mais traz direitos e garantias individuais. Há rigor. Só existe tal função atípica. Tal eleição indireta só ocorre se a dupla vacância ocorrer nos 2 últimos anos do mandato presidencial. Os outros apenas assumem a Presidência e convocam eleições.

Legislatura é o período de 4 anos do Congresso Nacional. 5º o art. 60 deve continuar vigorando. da CF – se a matéria da emenda foi rejeitada numa sessão legislativa. que coincide com o mandato do Deputado Federal. está logicamente protegendo o seu próprio texto. e não somente a guerra. revogar a própria cláusula pétrea (revogar o art. OBS. 4) Limites implícitos. para garantir o art. Outro exemplo é o de não poder revogar o procedimento de fazer emenda constitucional – posição do o STF. 2) Limites circunstanciais: são momentos que proíbem Emendas Constitucionais – art.: proibição à dupla revisão – é revogar um artigo que protege a cláusula pétrea e. 60 para depois revogar o art.). OBS. 60 proíbe a revogação do art. isso porque. por ex. possuem rigidez – processo de elaboração mais dificultoso do que os outros direitos – são irrevogáveis. Estes não estão fixado na Constituição. 3) Limites procedimentais: é um obstáculo no processo de alteração da Constituição. A sessão legislativa é divida em 2 períodos legislativos. 60 da CF. pois. e que os não-fundamentais não possuem: eles estão na CF ou são reconhecidos pela CF. todos da CF. São 3 momentos: Estado de Sítio. Ex. da CF. 57 da CF – 2 de fevereiro a 17 julho e 1º de agosto a 22 de dezembro – EC 50 de 2006. Há um limite procedimental explícito: art. 5º. só poderá ser apresentada novamente na próxima sessão legislativa. parág 1º. parág 5º. Art. mas decorrem da interpretação do texto constitucional. indiretos ou inerentes: todos os outros são fixados no art. 60.35 fundamentalidade formal – é a couraça que tais direitos possuem. Estes 3 institutos são chamados de sincopes constitucionais (mais adiante serão estudados). Quando o art. posteriormente. Estado de Defesa e Intervenção Federal. tácitos. PODER CONSTITUINTE DECORRENTE . nos momentos instabilidade institucional o país não se encontra em clima de tranquilidade para realizar reformas em sua Lei Maior. 60. Ele decorre da própria rigidez constitucional – ela é mais difícil de mudar do que a lei – limite procedimental implícito.: Sessão legislativa é um ano do Congresso Nacional. proibindo-se assim a sua revogação. 5º. Todas as características não pertencem a qualquer outro direito conceituado como não-fundamental.: O que proíbe a emenda é o Estado de Sítio durante a guerra.

o processo legislativo. Art. • A organização principiológica da Polícia Federal vale para todas as Polícias dos Estados-Membros. deverão observar os limites fixados no art. ao elaborarem as suas constituições e leis. da CF.. Os Estados-membros. d) prestação de contas da administração pública. • Princípios constitucionais estabelecidos (organizatórios) – funcionam como balizas reguladoras da capacidade de auto-organização dos Estados. mas não significa que ele possa fazer qualquer coisa.que princípios seriam esses? R. c) autonomia municipal.podem ser extraídos da interpretação do conjunto de normas centrais.: • Princípios constitucionais sensíveis – PONTES DE MIRANDA – também chamados de princípios apontados ou enumerados. 1º até mesmo os do art. 37) – limite que os Estados possuem ao legislarem e criarem as suas Constituições – princípio da simetria ou da parametricidade. com a forma de investidura em cargos eletivos.36 É o poder de o Estado fazer a sua Constituição (Constituição Estadual). 34. os preceitos ligados à Administração Pública etc. IV a-e. direta e indireta. sob pena de ser decretada a interdição federal nos Estados pela a União: Art. exceto para: VII . dispersas no Texto Supremo de 1988 Princípios constitucionais extensíveis – são aqueles que integram a estrutura da federação brasileira. por exemplo. os orçamentos. Deve-se observar os princípios da Constituição Federal* (todos eles. A autonomia do Estado envolve o direito de fazer a sua própria lei livremente.assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana. sistema representativo e regime democrático.. obedecendo a CF. Quem escolhe o Chefe da PF é o . *. b) direitos da pessoa humana. 25 da CF – Os Estados se regem pelas leis e constituições que adotarem. desde os do art. relacionandose. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal. 34.

Promulgada a Constituição do Estado. obedecidos os princípios desta.:Não. os estrangeiros (os que não são nacionais). Significa dizer que o mais alto diploma normativo do Município advém de um órgão legislativo comum: a Câmara dos Vereadores. 11 do ADCT. fez questão de frisar que são obra da Câmara Municipal. 29 da CF. em dois turnos de discussão e votação. com o interstício mínimo de dez dias. ao se referir às leis orgânicas. caberá à Câmara Municipal. votar a Lei Orgânica respectiva. UADI – lendo o art. no prazo de seis meses. denominado nacionalidade. quem escolhe o Chefe da Polícia Civil de um Estado é o Governador através do Secretário de Justiça. OBS. Parágrafo único. O Município reger-se-á por lei orgânica. e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal. E. ou seja. respeitado o disposto na Constituição Federal e na Constituição Estadual. bem como às Constituições dos Estados-membros. Ao estrangeiro falta este vínculo político-jurídico denominado nacionalidade.2: Existe um poder constituinte “municipal”? R. • ESTUDAR A DIVISAO DO PODER (ORIGINARIO. elaborará a Constituição do Estado. na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: Art. não de uma Assembléia Constituinte.1: ADIn – o STF decidiu por 6 a 5 que o princípio foi mantido quando o Estado de São Paulo estipulou que o Governador de Estado só pode escolher o PGE dentre os Procuradores Federais. é aquilo que a CF denomina de nacionais. OBS. Art.37 Presidente da República através do Ministro da Justiça. votada em dois turnos. oriundas do poder constituinte decorrente. contado da promulgação da Constituição Federal. . no prazo de um ano. DERIVADO E DECORRENTE) SEGUNDO ALEXANDRE DE MORAES 2) NACIONALIDADE Povo é a pessoa humana ligada a um determinado Estado por um vínculo político-jurídico. Exclui-se. Cada Assembléia Legislativa. e o AGU é escolhido pelo Presidente da República dentre qualquer pessoa – não fere o princípio da simetria – a escolha pelo chefe do Executivo foi mantida. Povo. 29 da CF. assim. à CF. que a promulgará. ele se reporta à obra do poder constituinte originário. com poderes constituintes. atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. portanto.

DA SILVA – A cidadania qualifica os participantes da vida do Estado. Cidadania – tem por pressuposto a nacionalidade (é mais ampla que a cidadania).1) ESPÉCIES DE NACIONALIDADE Existem.1. 2. nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a um determinado Estado. secundária (de 2º grau.38 Assim. nacionalidade nata). por aquisição. • • • 2.2) Nacionalidade secundária . de 1º grau. na nossa CF.1) Nacionalidade originária É aquela que resulta de um fato natural e involuntário denominado nascimento. por naturalização). fazendo com que este indivíduo passe a integrar o povo daquele Estado e. ladeadas pela mesma língua. caracterizando-se como a titularidade de direitos políticos de votar e ser votado. População – conjunto de residentes no território. tradições. duas espécies de nacionalidade: originária e secundária. atributo político decorrente do direito de participar no governo e direito de ser ouvido pela representação política. é atributo das pessoas integradas na sociedade estatal. costumes. Nacionalidade – vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a um determinado Estado. A doutrina denomina de outras formas: originária (primária. JOSÉ A.1. desfrute de direitos e submeta-se a obrigações. cultura. Definições correlatas • • Povo – conjunto de pessoas que fazem parte do Estado. 2. sejam eles nacionais ou estrangeiros (bem como os apátridas ou heimatlos). adquirida. adquirindo uma mesma identidade sociocultural (só os brasileiros natos e naturalizados). por conseqüência. Nação – conjunto de pessoas nascidas em um território.

diferentemente dos Estados de imigração (que importam nacionais) adotam. . Ex.3) NACIONALIDADE SECUNDÁRIA Ela pode ser tácita ou expressa. é que os Estados de emigração (exportam nacionais pra outros Estados).1) Nacionalidade secundária expressa Ela pode ser de 2 tipos: • Ordinária – reparte-se em 4 tipos: o Todos os estrangeiros. O que interessa para a aquisição da nacionalidade é o sangue. 2. a ascendência.o que importa para a definição e aquisição da nacionalidade é o local do nascimento. em regra o critério de solo (querem que os filhos dos estrangeiros.2. em regra. menos os originários de países de língua portuguesa. que aqui nasçam. um ato jurídico e voluntário denominado 2. tenham a nacionalidade originária do país da onde estão no momento).2. segundo a doutrina.1) Critério de solo Encontra-se também com a denominação territorialidade ou ius soli . em regra.2) CRITÉRIOS ORIGINÁRIA DETERMINANTES DA NACIONALIDADE 2.: Estados europeus. adotam o critério de sangue (querem manter como nacionais os filhos de seus nacionais). pouco importando o local onde o indivíduo nasceu O que leva um Estado a adotar um critério de solo ou de sangue. 2. a filiação. BRASIL –SOLO 2. Alemanha).3.39 Resulta de naturalização.2) Critério de sangue Denominado também de ius sanguini. Espanha. adotam o critério de sangue (Itália.

UNESCO. não interessará. já que este o autorizou a trabalhar neste organismo). a sua esposa tem um filho – este será brasileiro nato (se será boliviano também. OBS. há um outro componente importante: + critério funcional (deve qualquer um dos pais estar a serviço da República Federativa do Brasil). Não interessará a nacionalidade dos país estrangeiro. desde o início. São brasileiros: I .40 o Todos os estrangeiros originários portuguesa. está no art. b) os nascidos no estrangeiro. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil – direito de sangue + critério funcional Nesta alínea b. Ex. pois o boliviano está a serviço de um organismo internacional (indiretamente. 12 da CF 2. . desde que estes não estejam a serviço de seu país – direito de solo “Nascidos na República Federativa do Brasil” – deve-se entender os nascidos no território da República Federativa do Brasil – direito de solo/ius soli. Est. e aqui sua esposa tem um filho – não será brasileiro. pois não se sabe sobre a Constituição da Bolívia). DF e Municípios) e Administração Pública direta e indireta.1: República Federativa do Brasil – pessoa jurídica com capacidade política (UF. ele está a serviço de seu país. e nasce o filho aqui – será brasileiro nato (nenhum dos dois estava a serviço de seu país de origem). de pai brasileiro ou mãe brasileira.3: Boliviano vem ao Brasil a serviço da Bolívia e aqui nasce o seu filho – será estrangeiro. Ex. ainda que de pais estrangeiros. TPI.2: Boliviano no Brasil a serviço da Argentina (não está de férias).4) ART. 12 DA CF – ROL DOS NACIONAIS Art. 12. Exceção: desde que um dos pais esteja a serviço de seu país de origem. menos os portugueses o Portugueses o Legais – Lei 6815/80 – Estatuto do Estrangeiro • Extraordinária de língua Todo este quadro. Aqui.NACIONALIDADE ORIGINÁRIA a) os nascidos na República Federativa do Brasil . INTERPOL.4: Boliviano a serviço da ONU. FMI – organismos internacionais.natos: . ***Ex.1: Boliviano vem ao Brasil e está de férias. Ex. e sim estrangeiro.

seu filho se tornou um heimatlos (sem pátria).: filhos de italiano – critério de sangue – nascidos no Brasil – critério de territorialidade). Como na Itália se adota o critério de sangue. A exceção foi a grande naturalização de 1891 – tivemos a 1ª Constituição da República. de 2007) Tal alínea já foi modificada 2 vezes.naturalizados: NACIONALIDADE SECUNDÁRIA Há a nacionalidade secundária expressa e a tácita (como já elencado). não estava a serviço do Brasil. trazia esta exceção. depois de atingida a maioridade. Se não fizesse no prazo . poderia. em regra. II . e no Brasil o critério de solo. depois de atingir a maioridade. sua esposa (não italiana) teve um filho. OBS. no futuro. A nacionalidade tácita é uma exceção. Apátrida/sem pátria/heimatlos – quando há um conflito negativo de nacionalidade. Hoje. e lá. c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira.41 OBS. OBS.: Ronaldo. havia muitos estrangeiros. e só quem pode se manifestar é o filho nascido no estrangeiro (condição personalíssima). A CF estaria diante de um conflito de princípios constitucionais. 2ª corrente – NOVELINO – será brasileiro naturalizado. e. pela nacionalidade brasileira. 2ª possibilidade: a qualquer tempo venha a residir no Brasil e. a naturalização depende de manifestação de vontade. jogando futebol na Itália.2: CBF – quem joga pelo Brasil na Copa do Mundo. Assim. Ocorre na confusão dos dois critérios: critério de solo e critério de sangue. em seu art.: O estrangeiro. O Estado brasileiro queria incorporar tais estrangeiros ao seu território. pois.3: Adoção de criança no exterior por quem esteja a serviço do Brasil – 1ª corrente – a CF veda qualquer tratamento diferenciado entre filho de sangue e filho adotivo – será brasileiro nato. parágrafo 4º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54. todo estrangeiro que estivesse no território nacional na data da promulgação desta constituição. opte pela nacionalidade brasileira – trata-se da nacionalidade potestativa – depende da manifestação da vontade.. em qualquer tempo. sendo considerada brasileiro nato. por ex. não está a serviço da República Federativa do Brasil. ferindo a segurança nacional). a qualquer tempo. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. Na época. dependendo das regras de seu país. ser Presidente da República. 69. devendo ser valorizado a nacionalidade originária (uma criança francesa adotada por brasileiros a serviço do Brasil. deveria se dirigir a uma repartição pública e dar sua manifestação de querer continuar estrangeiro. poderá ser enquadrado na categoria de polipátrida (multinacionalidade – ex. Ex. Não há uma posição adotada pelo STF. abrem-se duas possibilidades: 1ª possibilidade: o filho é registrado em repartição competente brasileira no estrangeiro (consulados e embaixadas).

112 do EE) – alguns: 1. 2. Ter condições para a sua manutenção no território nacional. esta é a primeira espécie de nacionalidade secundária. como visto. 3. A expressa é dividida em ordinária e extraordinária. 5. o naturalizando terá direito público e certo a ela – ato de concessão vinculado. na forma da lei. Capacidade civil. expedirá o certificado de naturalização. formando um procedimento administrativo para fins de naturalização (existe uma delegacia própria da PF para isso). A diferença entre essas duas subespécies é que. ele passaria a ser brasileiro naturalizado. adquiram a nacionalidade brasileira (I)*. Saber ler e escrever no idioma nacional. Ex. por delegação do Presidente da República. Por mais que os requisitos estejam . Isto irá a Brasília. ele não tem direito líquido e certo à naturalização – o ato de concessão é discricionário. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral (II)**. protocolando tais documentos. nos seus arts.42 de 6 meses. menos os originários de países de língua portuguesa – Lei 6815/80 – Estatuto do Estrangeiro – define. deverá preencher determinados requisitos (art. O Ministro da Justiça. a ordinária não cria direito público subjetivo ao naturalizando. 112 e seguintes. 4. 12: a) os que. A ORDINÁRIA. A extraordinária cria direito público subjetivo ao naturalizando. requisitando a carteira de identidade do estrangeiro na Polícia Federal. subdivide-se – alíneas do inciso II do art. Por mais que o naturalizando preencha os requisitos. Ter boa saúde – há decisões nos Tribunais Superiores entendendo que tal alínea não foi recepcionada pela CF de 1988. tacitamente.: Italiano entrando no Brasil. já que fere o princípio da dignidade da pessoa humana. a partir da promulgação. (I)* Todos os estrangeiros. Para que ele se naturalize brasileiro. Ele preencherá tal requisito e irá até à Polícia Federal e fará um pedido de naturalização. Se os requisitos estiverem presentes. Permanência no território nacional pelo prazo mínimo de 4 anos – residência contínua. e aqui deseja morar.

Príncipe. Guiné-Bissau. 2º) ele pode se naturalizar brasileiro (item II já visto). e. (II)** Todos os originários de língua portuguesa. se abre mão de sua nacionalidade anterior). ele será considerado brasileiro naturalizado. Moçambique. O MJustiça remeterá o certificado de naturalização ao Juiz Federal do Estado em que o pedido foi feito (logo. a própria CF faz referência a dois requisitos: 2. não é a simples expedição do certificado que convolará o estrangeiro em nacional). residência por 1 ano ininterrupto. que ostenta tal qualidade. a partir daí. idoneidade moral. e nela deverá comparecer o Procurador da República. 3927 de 2001). (III)*** Portugueses – quase nacionais – sem deixar de ser português (portanto. abrem-se dois caminhos: 1º) este mencionado: quase-nacional. Em relação a laços existentes. Concordando o Procurador da República. o juiz entrega o certificado ao estrangeiro. Depois da entrega. . sendo brasileiro. Timor. regularizando sua situação. Quanto aos portugueses.3: Pode ser votado? R: Somente pode ser candidato a determinados cargos. estrangeiro).43 presentes. ele pode exercer os direitos inerentes aos brasileiros naturalizados – parágrafo 1º do art. o brasileiro só pode ser votado em eleições locais (municipais). Em Portugal. deverá ir ao cartório de registro de pessoas físicas.1: português. sendo renovado em 22 de abril do ano 2000 – 500 anos de descobrimento do Brasil (Dec. OBS. menos os portugueses – Angola. Na audiência. também só poderá ser eleito nestas eleições. logo. no Brasil. o juiz fará umas perguntas ao estrangeiro naturalizando (sabe escrever em idioma nacional. poderá votar? R: Vota! Há uma resolução do TSE tratando do assunto e o decreto também prevê tal possibilidade (se ficar no Brasil pelo prazo de 3 anos). Açores. ler no idioma nacional. 3. Cabo Verde. OBS.2: poderá ser servidor público? R: Pode! OBS. Goa. Macau. 12 da CF. O juiz federal marcará uma audiência. o ato será discricionário. Tal reciprocidade existe desde 1972.

Quanto à residência ininterrupta. São duas situações e de difícil ocorrência: 1. pois há que distinguir entre residência contínua e permanência contínua (AG 32074/DF). entende o STF que A ausência temporária não significa que a residência não foi contínua. Radicação precoce – os nascidos no estrangeiro. até 2 anos após atingir a maioridade. 12 da CF: b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. Por isso que tal forma é mais incidente. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. inequivocamente.5) DIFERENÇAS NATURALIZADOS ENTRE BRASILEIROS NATOS E Regra: a CF veda o tratamento diferenciado entre brasileiros natos e naturalizados. Não precisa falar no idioma nacional nem escrever no idioma nacional. Para preservar a nacionalidade brasileira. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. que hajam sido admitidos no Brasil durante os primeiros 5 anos de vida estabelecidos definitivamente no território nacional. de 1994) Deve-se lembrar que tal ato é vinculado. 2. A naturalização secundária EXTRAORDINÁRIA/QUINZENÁRIA tem previsão na alínea “b” do inciso II do art. façam curso superior em estabelecimento nacional e requeiram até um ano depois da formatura. Em razão de colação de grau em curso superior – os nascidos no estrangeiro que. e elas só podem estar previstas na Constituição. 2. . residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos (I) e sem condenação penal (II). vindo residir no país antes de atingida a maioridade.44 (IV) Legais – estão no Estatuto do Estrangeiro. Há exceções. deverão manifestar-se por ela.

89 – órgão do Conselho da República – é um colegiado que assessora o Presidente da República Art. salvo nos casos previstos nesta Constituição. 12. 12. § 2º .02.2) Exercício de função – art.os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados.2009 2. . podem ser brasileiro naturalizado. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República.o Presidente do Senado Federal. Presidente da República 2. o motivo é a linha sucessória da Presidência da República. V . 89. Titular de carreira diplomática 7.os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal. cabo.45 Art. Vice-Presidente da República 3. II . Ministro do STF – todos devem ser brasileiros natos. 6. Até estes.o Vice-Presidente da República.5. 2. pois não é oficial das Forças Armadas 8. VII Art.5. III . parágrafo 3º Tais cargos são privativos de brasileiros natos em razão da segurança nacional e linha sucessória do Presidente da República.o Ministro da Justiça. Presidente do Senado Federal 5.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados.1) Exercício de cargos – art. VI . 89. Ministro de Estado e Defesa 27. IV . Presidente da Câmara dos Deputados 4.o Presidente da Câmara dos Deputados. Oficial das Forças Armadas – sargento. e dele participam: I . 1.

de 2002) Se o brasileiro tiver menos de 10 anos de naturalização. 222. brasileiros natos. correrá o risco de dificultar a propagação da cultura nacional.5.46 VII . LI Regra: brasileiro nato não pode ser extraditado – não há exceção.: não se está falando de estrangeiros. o Presidente do Senado Federal. Se ele está há menos de 10 anos. é necessária a existência de uma lei regulamentando o art. deportação. Dentre os membros deste colegiado. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36.seis cidadãos brasileiros natos. com mais de trinta e cinco anos de idade. precisa ser integrada por uma norma subconstitucional. Outros brasileiros natos podem participar deste conselho. ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. todos com mandato de três anos. dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados. em caso de crime comum. expulsão e entrega . 222 Art. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos. há 6 membros que devem ser. 2. vedada a recondução. da CF – tal lei ainda não existe. salvo o naturalizado. ainda – norma constitucional de eficácia limitada. sendo dois nomeados pelo Presidente da República. necessariamente. OBS. 5º. LI. b) envolvimento em tráfico ilícito de drogas a qualquer momento. Isto ocorre em razão da propagação da cultura nacional. Existem decisões do STF a respeito disso – o brasileiro naturalizado que praticar tráfico ilícito de drogas não pode ser extraditado. Nesta segunda permissão constitucional. (*) A CF. 5º.. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. tal aquisição desta propriedade será nula. A) Extradição.3) Propriedade – art. 2.nenhum brasileiro será extraditado. e as empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens possuem o dever de isto propalar. na forma da lei(*). LI . e sim de brasileiros natos e naturalizados. O brasileiro naturalizado pode ser extraditado em duas situações: a) prática de crime comum antes da naturalização.5. como por ex. praticado antes da naturalização. aqui.4) Extradição – art.

contudo. o estrangeiro comete um crime dentro do território nacional. resolver sobre a conveniência e a oportunidade da expulsão ou de sua revogação. b) quando o estrangeiro tiver: I. que ele seja expulso antes do término do cumprimento da pena – é a exceção. é preso. ou que tenha filho brasileiro.47 A. de fato ou de direito. Por fim. e sim ilícito civil. A prisão para fins de expulsão se baseia num inquérito para fins de expulsão do estrangeiro – instaurado pela Polícia Federal.1) Expulsão – está prevista no Estatuto do Estrangeiro – Lei 6815 de 1980. após 1988. impede a expulsão. . portanto. todavia. Ele não comete ilícito penal. Brasileiros natos e naturalizados não podem ser expulsos. o Estatuto do Estrangeiro. quem decreta a prisão para fins de expulsão é uma autoridade judiciária.cônjuge brasileiro do qual não esteja divorciado ou separado. ao contrário do que ocorre com a extradição. ficando. por decreto. não constituindo impedimento à expulsão a adoção ou reconhecimento de filho brasileiro supervenientes ao fato que a motivar. desde que haja tratado internacional entre o Brasil e o país estrangeiro. esteja sob sua guarda e dele dependa economicamente. Em regra. cumpre a pena. Existindo filhos sob a guarda do expulsado impede a sua expulsão? R: Súmula 1 do STF – sim. através de HC. dependente da economia paterna. 75 veda a expulsão do estrangeiro nas seguintes hipóteses: a) se implicar extradição inadmitida pela lei brasileira. II. e depois é expulso. Antes da CF de 1988. é processado e condenado. Só o estrangeiro pode ser expulso. É possível.2) Deportação – o estrangeiro (não cabe deportação de nacional) entra do território nacional e viola uma regra administrativa. comprovadamente. É permitida a regularização de sua situação. e desde que o casamento tenha sido celebrado há mais de 5 anos. prescinde de provocação da autoridade estrangeira.filho brasileiro que. Súmula nº 1 é vedada a expulsão de estrangeiro casado com brasileira. era o Ministro da Justiça que decretava a prisão para fins de expulsão. Hoje. Cabe exclusivamente ao Presidente da República. A. o ato expulsório sujeito ao controle de constitucionalidade e legalidade pelo Judiciário. em seu art. A expulsão.

Na extradição passiva. 2. consubstanciando verdadeira saída compulsória do estrangeiro. proceder-se-á à sua expulsão. Não se procederá à deportação se implicar extradição inadmitida pela lei brasileira. mas. zelando pela sua regularidade procedimental. O pedido de extradição deverá ser feito pelo Estado estrangeiro por via diplomática ao Presidente da República.3) Extradição – existem 2 espécies de extradição: 1. que encaminhará o pedido ao STF para pronunciar sobre a legalidade e procedência do pedido. desde que não resolva sua pendência administrativa. não sendo ela exeqüível ou quando existirem indícios sérios de periculosidade ou indesejabilidade do estrangeiro.princípio da dupla tipicidade. um estrangeiro comete um crime fora do território nacional e para cá foge. . A. Tal mandado pode ser uma prisão definitiva ou uma prisão processual. para o país de sua nacionalidade ou de procedência. A Polícia Federal descobre que tal cidadão estrangeiro está em território nacional. Este mandado de prisão é remetido a todos os Estados através da INTERPOL (organismo internacional onde há representantes das várias agências policiais da maioria dos países). requerendo a prisão para fins de extradição (só este tribunal que decreta a prisão para fins de extradição). Extradição ativa – é a requerida pela República Federativa do Brasil a outro Estado estrangeiro a entrega de um indivíduo. e remete tal informação ao STF. É expedido um mandado de prisão internacional pelo o Estado em que o indivíduo cometeu o crime. 2ª regra – o Brasil só extraditará se o fato que fundamenta a extradição for também crime aqui . A Polícia Federal ofertará prazo para que ele saia do território nacional de forma voluntária.48 Ela está ligada aos casos de entrada ou estada irregular de estrangeiro. Regras: 1ª regra – só será extraditado se existir tratado internacional entre os Estados ou houver a promessa de que ele será ratificado. É um dos institutos da Cooperação Jurídica Internacional. Será a estudada aqui. ou para outra que consinta em recebê-lo. Extradição passiva – um Estado estrangeiro requer à República Federativa do Brasil a entrega de um indivíduo. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado.

8ª regra – não pode extraditar se a lei brasileira impuser ao crime a pena de prisão igual ou inferior a 1 ano. LII. já estiver prescrito. 5ª regra – só extraditamos portugueses para Portugal. da CF. Se o cidadão for condenado a um desses tipos de prisão.: é possível a prática de crime comum com motivação política – pode ser extraditado. Devem existir os mesmos elementos normativos do tipo. perante Tribunal ou Juízo de exceção. segundo suas leis. OBS. Na extradição. 7ª regra – se o Brasil for competente. A.4) Entrega – é um instituto criado pelo Estatuto de Roma que criou o TPI – Tribunal Penal internacional – foi constitucionalizado pela EC 45/2004. e de outro lado. há uma relação entre dois estados (soberanias). elementos objetivos e subjetivos. Súmula 421 do STF – não impede a extradição a circunstância de ser o extraditando casado com brasileira ou ter filho – diferentemente da expulsão. organismo internacional (TPI). de um lado. 9ª regra – não pode extraditar se o extraditando estiver a responder a processo ou já houver sido condenado ou absolvido no Brasil pelo mesmo fato em que se fundar o pedido. A diferença da entrega com a extradição. 3ª regra – não haverá extradição se o crime. é que naquela há. o Brasil solicitará a comutação para a pena de 30 anos (máximo de pena privativa de liberdade no Brasil). não haverá extradição. para julgar o crime imputado ao extraditando. de acordo com a legislação nacional. um estado estrangeiro. 4ª regra – princípio da comutação – no Brasil não existe pena de morte. pena de prisão perpétua.49 Se for contravenção penal. não poderá extraditar. no Estado requerente. 5º. 10ª regra – não pode extraditar se o extraditando houver de responder. 6ª regra – não extraditamos em razão da prática de crime político ou de opinião – art. Nacionais natos podem ser entregues ao TPI (posição .

2ª exceção – se a aquisição da nacionalidade estrangeira decorrer de imposição de estado estrangeiro para o exercício de direitos civis. outra nacionalidade. Não há decisão do STF a respeito da entrega de brasileiros natos. perderá a nacionalidade brasileira. OBS.50 de FRANCISCO RESEK) – TPI não é estado estrangeiro – princípio da especialidade ou da complementariedade – o TPI só julgará se a jurisdição nacional falhar. de acordo com a legislação local espanhola.5) Perda da condição de nacional – art. for nacionalidade originária (ocorre muitos nos casos de brasileiros naturalizados italianos natos – conflito positivo de nacionalidade – polipatria/dupla-cidadania/dupla nacionalidade). Exceções: quando que o brasileiro adquire outra nacionalidade e não perde a brasileira? R: 1ª exceção – se adquirir outra nacionalidade. no STF. 2. Dará a aula em março. da CF . e esta. pois o entendimento pode estar mudando. no Brasil. depois de um julgamento. Art.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: . de acordo com a lei estrangeira. ESTUDAR A DECISAO 2. Atividade nociva ao interesse nacional – não há nenhuma regra jurídica. 12. que defina o que seja tal expressão. parágrafo 4º Só o brasileiro naturalizado pode perder a condição de nacional em razão da prática de atividades nocivas ao interesse nacional. pois.: Quem decide ao final sobre extradição? R: Professor não dará tal matéria. já agendado.: jogadores de futebol na Espanha – muitos deles adquirem a nacionalidade originária. Só poderá ser brasileiro naturalizado novamente através de ação rescisória. 12. 415 do CPC. no prazo previsto na legislação processual civil – art. Sendo condenado.5. § 4º. O brasileiro nato não perderá a condição de nacional se praticar atividade nociva ao interesse nacional. OBS. é um caso de nacionalidade originária. voluntariamente. O MPF ajuizará uma ação na JF. o brasileiro naturalizado passará a ser estrangeiro novamente.6) PERDA DA NACIONALIDADE Regra: todo brasileiro que adquire.

sob pena de contrariedade ao texto constitucional. ALEXANDRE DE MORAES – entende que a reaquisição só se dará através do procedimento de naturalização. não tendo efeito retroativo. PEDRO LENZA entende que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrariar os dispositivos constitucionais e. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. pela norma estrangeira. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.1) Reaquisição da nacionalidade brasileira Cancelada a naturalização por sentença judicial. • DEPENDE DA REFERENCIA DO CONCURSO 3) DIVISÃO ORGÂNICA DE PODERES DIFERENCA ENTRE SOBERANIA E AUTONOMIA . ainda. seria possível readquiri-las? • Cancelamento de naturalização – não poderá readquirila.adquirir outra nacionalidade. JOSÉ AFONSO DA SILVA – a reaquisição da nacionalidade opera a partir do decreto que a conceder. a não ser através de ação rescisória. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado. ou perdida a nacionalidade (primária ou secundária) em decorrência da aquisição de outra nacionalidade fora dos permissivos constitucionais. naturalizado. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil.6. de 1994) a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira.tiver cancelada sua naturalização. de 1994) 2. agora. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. 36 da Lei 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial.51 I . nunca através de um novo processo de naturalização. voltará a ser brasileiro nato. tornando-se. mas o readquirente recupera a condição que perdera: se era brasileiro nato. inclusive o ex-brasileiro nato. Aquisição de outra nacionalidade – o art. de 1994) b) de imposição de naturalização. ao brasileiro residente em estado estrangeiro. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. II . retomará essa qualidade. por sentença judicial. salvo no casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. se era naturalizado.

manifesta-se exercendo 3 atribuições: ele cria uma norma geral. Aristóteles disse que. Assim. 1690 – John Locke – Segundo tratado do governo civil. Segunda acepção de poder: poder significando órgão – cada órgão exercendo uma função – executivo. no livro denominado Política. Aristóteles contribuiu no sentido de identificar o exercício de três funções estatais distintas. príncipes. Os órgãos são. escreveu O Príncipe) – Idade Média. Primeira acepção de poder: poder como soberania popular – todo poder emana do povo. vários pensadores passaram a rediscutir a tese elaborada por Aristóteles. descritas na Constituição.52 3. cuja eficácia é assegurada pelo Poder que a embasa. O poder não se triparte. em conseqüência. isso porque o poder é uno e indivisível. Fica assim até o ano de 1513 (Maquiavel. Terceira acepção de poder: poder como função – a função constitui. legislativo e judiciário. apesar de exercidas por um único órgão. um modo particular e caracterizado de o Estado manifestar a sua vontade. 476 d. aconteceu a Queda do Império Romano no Ocidente em razão das invasões dos bárbaros. . igreja.C. 1789 – Revolução Francesa – até este período. Surgiram vários centros que exerciam poder: senhores feudais. ao exercer o poder. surge o Estado Absoluto – primeiro momento do que se denomina de Estado Moderno.C. O poder é uno e indivisível. Assim. Após essa época. o soberano que detinha o poder. descrevia a concentração do exercício de tais funções na figura de uma única pessoa. 340 a. O poder é um só. reis. pois. os instrumentos de que se vale o Estado para exercitar suas funções.1) INTRODUÇÃO A maioria dos autores critica a imprecisão da utilização da expressão “tripartição de poderes”. 1748 – Montesquieu . aquele ser dentro de uma sociedade.O Espírito das Leis: Divisão orgânica de Montesquieu (que na verdade adveio de Aristóteles) e direitos e garantias do cidadão – são as máximas do Estado de Direito/Fundamentos do Estado de Direito. manifestando-se através de órgãos que exercem funções. ele aplica esta norma e resolve os conflitos que surgiram através da aplicação da norma – Em decorrência do momento histórico de sua teorização. corporações de ofícios. aconteceu o nascimento do Estado-Nação na Europa – unificação dos vários centros que manifestam poder em apenas um ser.

2. só que de maneira abrandada. ao lado dessas atribuições. menos a de 1824. 52. exposta por Montesquieu. Ao lado desta função típica. inerentes e ínsitas à sua natureza.1) Legislativo O que faz o órgão legislativo? R: O Legislativo possui duas atribuições que são típicas. foi adotada por grande parte dos Estados modernos. Os parlamentos europeus surgiram com a atribuição de fiscalizar quem exercia o poder. autônomos e independentes entre si. 58 da CF). o legislativo também julga (art. além do exercício de funções típicas (predominantes). 3.) – art. Os parlamentos só passaram a inovar na ordem jurídica após 1789. criando. cada órgão exerce. 59 da CF. parágrafo único. Cada função corresponderia a um órgão. exerce atribuições atípicas/secundárias.53 Todas as nossas Constituições. da CF) – julgar o Presidente da República por prática de crime de responsabilidade. adotaram a divisão orgânica de Montesquieu. 51 e 52 da CF. outras duas funções atípicas (de natureza típica dos outros dois órgãos). são básicas/primárias. por ex. o que denominamos genericamente como lei – art. Esta fiscalização se dá de 2 maneiras: 1ª) fiscalização político-administrativa (desempenhada pelas Comissões – art. O legislativo. diante das realidades sociais e históricas. Desta forma. A Constituição de 1824 adotou a Teoria do Poder Moderador (ou 4º poder) – Benjamin Constant escreveu um livro sobre o assunto. se passou a permitir uma maior interpenetração entre os poderes. . dizendo que tais funções estariam intimamente conectadas a três órgãos distintos. Isto porque. São 2: o legislativo administra seus assuntos internos (quem promove o concurso para analista do Senado Federal é o próprio Legislativo. não mais se concentrando nas mãos únicas do soberano. atenuando a teoria que pregava uma separação pura e absoluta dos mesmos. Montesquieu inovou. e não o de inovar na ordem jurídica. 3. também. com a Revolução Francesa. O Legislativo inova a ordem jurídica.2) ATRIBUIÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS DOS ÓRGÃOS QUE EXERCEM PARCELA DA SOBERANIA DO ESTADO A teoria da tripartição dos poderes. o Legislativo também fiscaliza. 2ª) fiscalização econômico-financeira (auxiliado pelos Tribunais de Contas).

não existe o bicameralismo de equilíbrio (existe o bicameralismo aristocrático). e vice-versa. . A definição.: o Judiciário elege os seus órgãos diretivos próprios. recursos administrativos. a classificação em funções típicas e atípicas tem por objetivo garantir a independência de um órgão em relação a outro – ausência de subordinação entre os Poderes. “poder” será tratado como sentido de “função”. processo administrativo disciplinar. Há também as funções atípicas do Judiciário: 1º) Administra os seus assuntos internos – auto-governo dos tribunais. 3. administrando a coisa pública – função típica. As funções atípicas/secundárias do Executivo são: 1º) “legislar” –é exceção ao princípio da indelegabilidade – lei delegada não é exemplo de função atípica. e 2º) julgar.54 3. exemplos desta função: decretos e MP ´s. 2º) Senado Federal – representantes dos Estados-Membros e do DF. por ex. ex. O legislativo da União é bicameral – há duas casas: 1º) Câmara dos Deputados – representantes do povo.3) PODER LEGISLATIVO É exercido pelo Congresso Nacional. Outra função típica do Judiciário é a defesa de direitos fundamentais. 2º) “Legisla”.3) Judiciário O que faz o órgão judiciário? R: Ele aplica a lei ao caso concreto.2) Executivo O que faz o órgão executivo? R: Ele aplica a lei ao caso concreto. existe a Câmara Baixa e a Câmara Alta – esta vale mais do que a outra em determinados momentos. resolvendo o conflito com a força definitiva – função típica.: regulamento interno dos tribunais. ex. ex.: processo licitatório. Daqui para frente. O nosso bicameralismo é de equilíbrio ou de equivalência (ambas as casas possuem a mesma importância/equivalência). Lá. ele regulamenta os seus assuntos internos. Na Inglaterra. 3. Nosso bicameralismo é do tipo federativo – é uma conseqüência da forma de Estado adotado pela CF/88 – Federação – uma das características da federação é a participação dos Estados-Membros na formulação da vontade geral. O SF não é mais importante que a CD. controle de constitucionalidade. súmulas vinculantes. substituindo a vontade das partes.2.2. resolver os conflitos entre os Poderes.

02 de fevereiro ----. Senado e depois Câmara Lei ordinária ou Lei complementar.2) Legislatura É o lapso temporal de 4 anos. E) Poder legislativo investido do poder constituinte derivado reformador Através de Emenda Constitucional – art. C) Congresso Nacional – art. Manifesta-se através de um decreto legislativo. D) Câmara e depois Senado. 49 da CF Sem a participação do Chefe do Executivo. 3.3.3) Teoria das maiorias .1) Formas de manifestação do legislativo da União MUITO RUIM ESTUDAR A) Só a Câmara dos Deputados – art. Manifesta-se através de resolução – da mesma forma a CD – quando se manifestar sozinha – via resolução. tem 1 ano. nem o Presidente da República. então. que corresponde ao mandato do Deputado Federal. Cada legislatura se divide em 4 sessões legislativas – cada uma. 3. B) Só o Senado Federal – art. 60 da CF – SEM A PARTICIPAÇÃO DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. com a participação do Chefe do Executivo.55 3.17 de julho (primeiro período) – RECESSO PARLAMENTAR – 1º de agosto ----. 52 da CF.22 de dezembro (segundo período).3. 51 da CF Não há o SF.3.

: 50 membros da casa hipotética estão presentes – não dá para iniciar a votação. **Casa hipotética  casa com 100 membros**: A) Maioria absoluta Ela é fixa. Se a maioria absoluta não estiver presente. Ex. 47. Há hoje. Salvo disposição constitucional em contrário. a maioria absoluta será de 51 membros (não é a mesma coisa que dizer que é metade da casa mais um). ela dependerá do número de parlamentares presentes naquela sessão. presente a maioria absoluta de seus membros. Toda deliberação deliberativa. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. 47. No exemplo hipotético. em regra. EXISTE ALGUMA? EXISTE LEI COMPLEMENTAR B) Maioria relativa Ela é variável. 69. deve ser tomada em maioria simples de votos. não se altera.56 Os colegiados se manifestam através de maioria de votos. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. Ela é a regra. Não há manifestação legislativa se não tiver. Art. a presença da maioria absoluta dos membros – não terá quorum para deliberação. presente a maioria absoluta de seus membros. C) Maioria qualificada . Ex. 65 parlamentares presentes – há quorum: 33 parlamentares terão de votar favoravelmente (32. não haverá votação. no Brasil. 513 deputados federais e 81 senadores.5 + o primeiro número inteiro). É o primeiro número inteiro acima da metade dos membros da casa legislativa.: 49 parlamentares presentes – não há quorum para deliberação. Art. – é exceção. logo. a maioria absoluta de votos. deve vir expressamente prevista na CF. Art. É qualquer maioria desde que se faça presente. ao menos. votação. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. ao menos. Salvo disposição constitucional em contrário.

ela é superior à maioria absoluta de votos.4) Deputados federais Há 513 Deputados federais. Ex. Eles participarão das votações no lugar dos Senadores quando este não puder estar presente no Senado. multiplicará por 3 = 24 Deputados Estaduais. Nenhum Estado pode ter menos de 8 deputados federais.: O numero dos Deputados Federais repercute no número de Deputados Estaduais –3x o número de Deputados Federais. na próxima eleição. ex. mas o seu número levará em conta a população (inclui apátridas. 45 da CF. Amapá. nem superior a 70 deputados federais. 3/5 (art. Ex.3. 52. Cada Senador é eleito com 2 suplentes. São Paulo => 70 Deputados. estrangeiros) daquela unidade federada. Cada Senador exerce mandato de 8 anos (2 legislaturas). Após 12 Deputados Federais. Eles são representantes do povo – art.: 2/3 dos votos (art.: Acre. SÃO PAULO ENTAO TEM 12*3+ 58 = 94 Cada Deputado Federal exerce um mandato de 4 anos (é a legislatura).57 Ela se expressa através de uma fração. É uma distorção da democracia – crítica de alguns quanto à existência dos suplentes. parágrafo único. 3. OBS. Se tivermos Territórios. Ex.3. 3. cada um terá 4 deputados federais. Se Territórios forem criados.5) Senadores São representantes dos Estados Membros e do DF.: Estado que tenha 8 DFederais. Eles representam o povo.: Estado com 15 DFederais = 36 +3 (15 -12) => 39 Deputados Estaduais. Cada Estado + o DF terá 3 Senadores. 3. eles não terão Senadores. 60 da CF). Em regra. há 54 senadores (2/3). A CF trata os Estados Membros de forma igualitária. Rondônia => 8 Deputados. até 12. da CF).6) Sistemas eleitorais . A renovação no Senado se fará de forma alternada: em uma eleição há 27 senadores (1/3). somar-se-á 36 + o número acima de 12.3.

cada partido político só pode lançar um candidato em disputa. o candidato não obteve tal numero de votos. teve 100 votos válidos (subtrair-se-á os . A CF exige que o candidato eleito alcance. O sistema proporcional é adotado nas seguintes eleições: • • • Deputados Federais. Na CF/88 há 2 sistemas eleitorais: • • Sistema eleitoral majoritário. No sistema majoritário. terá segundo turno. O sistema majoritário é adotado nas seguintes eleições: • • • • Presidente. cada partido político pode lançar mais de um candidato por cargo em disputa. No sistema proporcional valoriza-se o partido político pelo qual o candidato está concorrendo às eleições. Ex. A diferença entre eles é que. Governadores e Prefeitos de Municípios com mais de 200 mil eleitores (e não habitantes).: numa eleição de Presidente. Deputados Estaduais. Prefeitos. Sistema eleitoral proporcional. Vereadores. O sistema majoritário possui 2 espécies: • Majoritário absoluto (ou com segundo turno de votação) – eleição para Presidente. no mínimo.58 São regras que definem quais são os eleitos e como eles serão eleitos. Senadores. no sistema eleitoral majoritário se dará mais valor ao candidato registrado num partido político com mais votos. Se num primeiro turno de votação. No sistema proporcional. Governadores. a maioria absoluta dos votos válidos.

• Majoritário simples – eleição para Senador e Prefeito de Municípios com menos de 200 mil eleitores. O partido “B” recebeu 200 mil => terá direito a 2 deputados federais. 2ª etapa – cociente eleitoral – divide-se o numero de votos válidos ofertados pelo número das cadeiras em disputa.59 brancos e nulos) – art. A diferença é que não terá segundo turno de votação. 5ª etapa – técnica de divisão das sobras. • • Ex. Todavia. 3.: eleição para deputado federal: 1 milhão de votos válidos. da CF. 77. parágrafo 2º. Nem sempre o mais votado será o eleito. O candidato “A” obteve 35 votos dos 100. O partido “A” recebeu 300 mil votos desse 1 milhão => terá direito a 3 deputados federais (300 mil/100mil = 3). Num Estado com 10 cadeiras de deputados federais. O partido “C” obteve 70 mil votos válidos => não terá nenhum deputado federal (não alcançou o cociente de 100 mil). 100 mil será o cociente eleitoral. 3ª etapa – cociente partidário – divide-se o número de votos válidos ofertados ao partido político pelo cociente eleitoral.7) Mesas .3. Etapas para a definição dos eleitos no sistema eleitoral proporcional: estão descritas no Código Eleitoral: • • • 1ª etapa – buscar o número de votos válidos (subtrai os em branco e os nulos). No sistema eleitoral proporcional busca-se fortalecer o partido político. está votando no partido). 4ª etapa – os eleitos dentro de cada partido. é possível votar somente no partido político – voto de legenda. Terá segundo turno entre os candidatos “A” e “B”. É possível neste sistema votar no candidato (automaticamente. “B” obteve 36 e “C” obteve 29 votos.

(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50. exercem cargo de 2 anos. No legislativo da União há 3 mesas: • • • Mesa da Câmara dos Deputados – composta só por deputados Mesa do Senado Federal – composta só por senadores Mesa do Congresso Nacional – composta por senadores e deputados federais.60 É o órgão de direção de um colegiado. é Presidente do Congresso Nacional. Pode o atual presidente da Câmara ser eleito à 2º Vice-presidente da Câmara na próxima eleição. 1º Secretário 2º Secretário 3º Secretário 4º Secretário O Presidente do Senado Federal. 1º Vice-presidente. vedada a reeleição para o mesmo cargo na eleição seguinte – art. para mandato de 2 (dois) anos. para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas. de 2006) . parágrafo 4º. Cada mesa possui: • • • • • • • Presidente. no primeiro ano da legislatura. automaticamente. Tais cargos estão nos Regimentos internos. O 1º Vice-Presidente do CN é o 1º Vice da Câmara. Todos que exercem cargos na mesa. vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente. e assim segue. o 2º Vicepresidente é 2º vice-presidente do Senado. Os demais cargos da mesa do Congresso Nacional são exercidos por deputados federais e senadores que ocupam estes cargos nas mesas da câmara de do senado. 57. de forma alternada. A mesa é encarregada da direção administrativa daquela casa. 2º Vice-presidente. a partir de 1º de fevereiro. da CF. § 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias.

garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. 5º. sem distinção de qualquer natureza. Se a lei for criada em desobediência a tal processo legislativo.61 A importância de ser presidente da Câmara e do Senado é que estão na linha sucessória do Presidente da República.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE OU DA LIBERDADE DE AÇÃO Tudo é permitido. obedecidas por ocasião da criação da lei. nos termos seguintes: II . A) Espécies de processo legislativo • • • Processo legislativo ordinário ou comum. II. 59 da CF decorre do art. desde que não seja proibido! Só a lei pode proibir que determinada pessoa desempenhe determinada ação. e os demais cargos serão exercidos. § 5º .8) Processo Legislativo Cabe ao Legislativo inovar a ordem jurídica – função típica do Poder Legislativo. Devido processo legislativo constitucional é um conjunto de fases. Processo legislativo sumário. etapas previstas na CF que devem ser seguidas.ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. . As mesas da Câmara e do Senado possuem legitimidade para proporem ADIn.3. da CF. Mesa do Congresso não tem legitimidade para propor ADIn. a CF não se contenta com qualquer espécie de lei. à liberdade. 5º Todos são iguais perante a lei. Todavia. Art. à segurança e à propriedade. esta lei será inconstitucional. Processo legislativo especial. A Emenda à CF é promulgada pelas mesas da CD e do Senado. à igualdade. O art.A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal. Exige lei criada em obediência ao devido processo legislativo constitucional. A. 3. alternadamente. sob pena de inconstitucionalidade.1) Processo legislativo ordinário ou comum . pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

61. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. Deve ser obedecido pelos projetos de lei ordinária ou lei complementar. inicia sua tramitação na Câmara dos Deputados – casa iniciadora. . 2º) projeto de lei apresentado por comissão do senado – casos em que o Senado Federal será a casa iniciadora.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I . capacidade legislativa. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. A lei complementar seguiria um rito diferenciado. Exceções: 1º) projeto de lei apresentado por senador. em razão do quorum de votação – posição minoritária. aos Tribunais Superiores. OBS. Deve-se responder a tal pergunta para saber o que significa: Quem pode apresentar projeto de lei? R: Art. ao Supremo Tribunal Federal. competência legiferante. Iniciativa Há várias denominações: disposição.62 É a base. *Espécies de iniciativa: a) iniciativa privativa/reservada – a CF determina que. Depois de votado na CD. apenas um legitimado pode apresentar projetos de leis sobre determinados temas. 61. Art. Todo projeto de lei. o projeto irá para o Senado Federal – casa revisora.disponham sobre: a) criação de cargos. da CF § 1º . 61 da CF. em regra.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. especial. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. proposição. parágrafo 1º. I) Etapas do processo legislativo ordinário ou comum 1. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração.: Para ALEXANDRE DE MORAES. só o projeto de lei ordinária deve seguir o processo legislativo comum. Art. ao Presidente da República. II .

63 b) organização administrativa e judiciária. o cidadão participativa/direta. provimento de cargos. a futura lei será inconstitucional. Debate na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) – existe uma na Câmara e uma no Senado. promoções. do Distrito Federal e dos Territórios. c) iniciativa popular – art. Lei complementar. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. portanto. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. está exercendo a democracia 2.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. c) servidores públicos da União e Territórios. 93. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. observado o disposto no art. geral. 61. provimento de cargos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. comum. A iniciativa é. 84. seu regime jurídico. de 1998) Outro exemplo é o art. observados os seguintes princípios: Se outro legitimado apresentar tal projeto de competência do legitimado reservado. Tal debate ocorre nas duas casas. reforma e transferência para a reserva. Há 3 momentos de debate: 1. um por cento do eleitorado nacional. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. b) iniciativa comum – a CF não reserva a nenhum dos legitimados a iniciativa do tema. distribuído pelo menos por cinco Estados. estabilidade e aposentadoria. VI. Todo . 93 da CF Art. parágrafo 2º da CF § 2º . Assim. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 18. no mínimo. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. Debate ou discussão É interessante que o parlamento debata o projeto de lei. matéria tributária e orçamentária. de 2001) f) militares das Forças Armadas. de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União. remuneração. estabilidade. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. seu regime jurídico.

Debate na Comissão Temática ou Material – existe uma em cada Casa – o projeto será aprimorado pelas comissões temáticas através de audiências públicas.64 projeto de lei. o sancionará. para LC  51 membros devem votar favoravelmente. o projeto será arquivado. 40 membros estão presentes => não terá votação. Se comparecerem 60 membros na sessão => terá votação => para LO  31 membros devem votar favoravelmente. o Presidente da República terá 15 dias para sancionar ou vetar. Após votado no Senado. obrigatoriamente. 4. Se for um projeto de lei complementar. 2. Art. Ela faz uma controle preventivo de constitucionalidade. *Sanção – é a aquiescência (concordância) do Chefe do Executivo com os termos do projeto. 47 da CF). a CF exige maioria simples (art.: casa hipotética com 100 membros. Debate e discussão no plenário da casa legislativa – Tais debatem ocorrem na Câmara e no Senado. Protocolado o projeto. Ela dará um parecer sobre a constitucionalidade do projeto de lei. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República. 66. O parecer da CCJ é terminativo – se a CCJ entender que o projeto é inconstitucional. a CF exige maioria absoluta (art. Votação ou aprovação Se for um projeto de lei ordinária. deve ser debatido pela CCJ. Sanção ou veto O que justifica a participação do Chefe do Poder Executivo no processo legislativo? R: Mecanismo de controle do Executivo em relação ao Legislativo. 3. aquiescendo. Ex. 69 da CF). 3. que. . o projeto será remetido à Presidência da República para protocolo.

de parágrafo. veto parcial – a contrariedade do Chefe do Executivo se revela a partes do projeto. 61. e cada uma se reparte em 2 subespécies: Veto quanto ao conteúdo: • conteúdo político – o projeto é constitucional.2009 . ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. no todo ou em parte. no prazo de quinze dias úteis. contados da data do recebimento.O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo. mas não é oportuno ou conveniente para aquele momento histórico – falta interesse político para a sanção daquele projeto – conteúdo jurídico – o Presidente entende que o projeto é inconstitucional – controle preventivo de constitucionalidade. da CF § 2º . Ele não pode vetar expressões – art. § 1º. Veto quanto à extensão: • • veto total – a contrariedade do Chefe do Poder Executivo se revela em relação a todo o projeto. e comunicará. inconstitucional ou contrário ao interesse público. da CF . criando direitos. dentro de quarenta e oito horas. 2º) Não existe veto absoluto – todo veto é relativo – ele PODE ser derrubado pelo Congresso Nacional. Existem 2 espécies de veto. vetá-lo-á total ou parcialmente. #Tácita – é o silêncio do Presidente da República nos 15 dias úteis – silêncio qualificado do Presidente. de inciso ou de alínea.65 Existem 2 espécies de sanção: #Expressa – é a editada num prazo de 15 dias úteis. • Art. O Presidente só pode vetar parcialmente o artigo inteiro ou o parágrafo inteiro ou o inciso inteiro ou a alínea inteira. *Veto – é a discordância do Chefe do Executivo com os termos do projeto. parágrafo 2º.Se o Presidente da República considerar o projeto. 06.03. Há duas regras sobre o veto: 1º) Não existe veto tácito – todo veto deve ser expresso e trazer os motivos do veto. 61.

todavia. 6. o vice-presidente do Senado a promulgará. § 4º. diferentemente do Presidente da República. ou seja. Promulgação é o ato que atesta a existência da lei. 5. ele remeterá o projeto ao Presidente da República para que promulgue a lei (e não o projeto de lei). por ex. O veto é relativo. O projeto de lei possui um objeto. ele pode ser afastado pelo Congresso Nacional. rabos da lei. Com a promulgação.66 OBS. Art. O STF. a votação é por casa. O veto se dá em sessão conjunta do CN por maioria absoluta (tira-se a maioria absoluta da Câmara e a maioria absoluta do Senado Federal). já temos uma lei. concedendo benefícios aos peritos da Polícia Federal – é a introdução em um projeto de lei de um tema que nada tem haver com o seu todo. em controle de constitucionalidade. Se este também não a promulgar. 66. Publicação . menos Medida Provisória COMO FUNCIONA NA MEDIDA PROVISORIA ESTUDAR. em escrutínio secreto. o Presidente do Senado a promulgará em até 48 horas. em separado. Promulgação O Presidente da República tem até 48 horas para promulgar a lei. Como se derruba o veto? R: Quem derruba é o Congresso Nacional em sessão conjunta.O veto será apreciado em sessão conjunta. Um parlamentar vem e introduz um artigo neste projeto de lei. caldas legais. pode entender inconstitucional apenas uma palavra do artigo – princípio da parcelaridade. Se o CN derrubou o veto. Qual a diferença entre sessão conjunta e unicameral do Congresso Nacional? R: Sessão conjunta – a reunião se faz no mesmo instante. cultivo de soja no semi-árido do nordeste. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. haverá o sobrestamento da pauta (paralisação de todas as deliberações) até que o CN se manifesta sobre o veto. Se ele não promulgá-la. dentro de trinta dias a contar de seu recebimento. da CF . e não mais um projeto. O CN tem um prazo de até 30 dias para se manifestar sobre a derrubada do veto.: Por que existe o veto parcial? R: Para evitar o contrabando legislativo. Sessão unicameral – tem-se a reunião no mesmo instante e a votação se faz em uma única casa (a maioria desta sessão é dada por 513 + 81 = 594 parlamentares).. Se em até 30 dias o CN não se manifestar.

3) Processo legislativo especial Ele não segue a regra. ninguém pode alegar que desconheça aquela lei.O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. dando. Existem vários na realidade. A. Só existem as espécies legislativas previstas no art. o Senado terá 45 dias para deliberar sobre o projeto de lei. Mas se o Senado emendar o projeto. 64. Após isso. menos Medida Provisória. . a parte que sofreu a emenda será remetida novamente à Câmara. da CF . Se nesse prazo a Câmara não deliberar sobre o projeto de lei. O projeto começará a tramitar na Câmara dos Deputados. 59 da CF – são de reprodução obrigatória em sede estadual.: JOSÉ AFONSO DA SILVA reúne estas 6 fases em 3: I) fase iniciativa. foi criado em 1988). O poder constituinte originário possui características: a) ele é ilimitado juridicamente – em tese. II) fase constitutiva (divida em duas: por deliberação legislativa [debate e votação] e por deliberação executiva [sanção ou veto]). seguirá o processo legislativo ordinário ou comum). Art. para deliberar em 10 dias. OBS. Total de prazo do processo legislativo sumário: 100 dias. 1. que não seja lei ordinária ou lei complementar (se for uma dessas duas. nascimento a um Estado (no nosso caso. Não existe apenas um processo legislativo especial. poderá fazer tudo. III) fase complementar [promulgação e publicação].2) Processo legislativo sumário É reduzido. respeitado vacatio legis.67 É o ato que marca a obrigatoriedade da lei. tendo até 45 dias para deliberar. § 1º. É aquele em que o Chefe do Poder Executivo solicita urgência nos projetos de lei de sua iniciativa. 59 da CF. Existe um para cada espécie normativa prevista no art. mas não pode ser imodificável. como seqüência. a pauta será trancada. Processo legislativo especial de elaboração de emenda à CF Há o poder constituinte originário – é aquele que cria uma constituição. A. A partir da publicação. é diferente. sob pena de inconstitucionalidade. b) o poder constituinte originário sabe que a constituição pode ser eterna.

Limites: • Limite procedimental/formal – nada mais significa do que o processo legislativo especial de elaboração de emenda constitucional. O poder constituinte originário é ilimitado juridicamente. JOSÉ AFONSO DA SILVA diz que é possível uma PEC de iniciativa popular (interpretação conjunta do art. . Segundo legitimado – Presidente da República (Vice-presidente. Um parlamentar sozinho não poderá. 1º. iniciará a deliberação no Senado). poderá também apresentar. 60.Iniciativa – quem pode apresentar proposta de emenda? Primeiro legitimado .No mínimo. Somente estes 3 são os legitimados para apresentarem proposta de emenda. Limite circunstancial Limite material • • Limite formal/procedimental Fases do processo legislativo especial de emenda: I. O PCOriginário delega a um dos poderes constituídos a força de alterar a constituição – Poder Constituinte derivado reformador. no exercício de presidente. O STF já entendeu constitucional que algumas CEst permitam que os cidadãos apresentem propostas de emendas às próprias constituições estaduais – não é o que prevalece para o âmbito federal. neste caso. art. quer dizer que nossa Constituição é do tipo rígida. parágrafo único e art. Já o poder constituinte derivado reformador é limitado juridicamente. 61.68 O poder constituinte originário cria 3 poderes (órgãos) constituídos: legislativo. a deliberação se iniciará no próprio Senado (já que os senadores são os representantes dos Estadosmembros). 1/3 dos deputados ou senadores. Se o rito é especial. Começará a deliberação na Câmara dos Deputados se a iniciativa for de 1/3 dos deputados ou do Presidente da República (1/3 dos senadores. parágrafo 2º. Terceiro legitimado – mais da metade das assembléias legislativas – Resolução do Senado Federal diz que. apenas nesta hipótese). todos da CF). executivo e judiciário.

69

II- Debate e discussão – uma comissão especial deverá analisar a PEC.

III- Votação ou aprovação – a proposta de emenda deve ser debatida e votada em 2 turnos na Câmara e em 2 turnos no Senado. A maioria de aprovação é de 3/5 dos votos em cada turno de votação.

IV- Promulgação pelas mesas das duas casas - Não há sanção de projeto de emenda – o Presidente da República não participa. O Presidente da República também não promulga emenda – as mesas das duas casas que promulgarão. Art. 60, parágrafos 2º e 3º, da CF:
§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. § 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.

OBS.: Se uma proposta de emenda for rejeitada numa sessão legislativa (UM ANO), ela não poderá ser reapresentada na mesma sessão legislativa – NÃO HÁ EXCEÇÃO!!!
§ 5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

Projeto de lei ordinária ou complementar for arquivado numa sessão legislativa => art. 67 da CF – HÁ POSSIBILIDADE DE REAPRESENTAÇÃO!!!
Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional.

Limite circunstancial A CF só pode ser alterada em momentos de paz. Em momentos de síncope constitucional (comoção intestinal), a lei fundamental não pode ser alterada. Os casos são: art. 60, parágrafo 1º, da CF • Estado de sítio

70 • • Estado de defesa Intervenção Federal

Limite material São as famosas cláusulas pétreas (de pedra). É o núcleo eterno da nossa CF. Nestas matérias, a nossa CF é superrígida. Estas matérias são imprescindíveis para que tenhamos uma paz social, uma organização social. Há duas espécies de limites materiais: • Limites materiais expressos – são os previstos no art. 60, parágrafo 4º, da CF:

§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado – forma de governo ou sistema de governo não são cláusulas pétreas. II - o voto direto (é o que não existem intermediários entre o titular do poder e aquele que exerce o poder – exceção: voto indireto – será visto posteriormente), secreto (garantia de liberdade, de independência daquele que vai votar), universal (é uma qualidade do sufrágio – não é possível o estabelecimento de distinções econômicas e pessoais entre os votantes) e periódico (é uma das características da República – temporariedade dos mandatos); NÃO E CLAUSULA PETREA A OBRIGATORIEDADE DO VOTO III - a separação dos Poderes (evita-se o arbítrio do absolutismo) IV - os direitos e garantias individuais.

OBS.: 1ª corrente – tal rol não pode ser diminuído, mas pode ser aumentado. 2ª corrente –

Limites materiais implícitos – decorrem do sistema constitucional. A doutrina identifica 3 limites: a) não existe possibilidade de proposta de emenda para revogar o art. 60 para posteriormente revogar as cláusulas pétreas; b) não é possível a modificação do titular do poder constituinte derivado reformador; c) modificação da titularidade do poder constituinte originário.

CANOTILHO diz que poderia alterar regras de modificação da CF desde que seja para mais – que fique mais rigoroso.

71

Limite temporal A doutrina afirma de forma majoritária de que a nossa CF não possui limite temporal – para provas objetivas. Ex.: CF 1824 dizia que ela só poderia ser alterada depois de 4 anos da sua publicação. Art. 3º do ADCT:
Art. 3º. A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral.

2. Processo legislativo especial de elaboração da lei delegada
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional.

Na prática, o Presidente da República se vale da MP, ao invés da LDelegada.

Diferenças sobre MP e Lei delegada A natureza jurídica dessas espécies normativas são diferentes. A MP é o exercício de uma função atípica pelo Poder Executivo. A LD é uma exceção da indelegabilidade – em regra, um poder não pode delegar suas funções típicas a outro poder. Ela só é possível se tiver expressa previsão constitucional. Vigora, portanto, o princípio da indelegalidade.

Como se edita uma lei delegada

I- Iniciativa: chama-se de iniciativa solicitadora. O chefe do Executivo deve solicitar ao CN para inovar a ordem jurídica através da Lei Delegada. O CN não pode delegar sem que o Presidente peça. O Presidente manda uma mensagem ao CN, solicitando para inovar a ordem jurídica. O CN delegará através de uma resolução*** (exceção ao decreto legislativo – meio de comunicação do CN, em regra).
§ 2º - A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.

**Limites materiais à delegação – determinadas matérias não podem ser delegadas pelo CN

Em regra.: resolução autorizativa da lei delegada pelo CN ao Presidente da República).72 § 1º . II . políticos e eleitorais. os de competência privativa da Câmara dos Deputados (art. uma defendendo existência de hierarquia e outra defendendo uma não existência (logo se verá). direitos individuais. Resolução é uma espécie normativa que tem por objetivo veicular matéria privativa da Câmara (art. cidadania. quando deveria ser decreto legislativo (ex. diretrizes orçamentárias e orçamentos. Encontra-se em regimentos internos. Processo legislativo especial de elaboração de resolução e decreto legislativo A CF não diz qual o processo legislativo da resolução. III . 51) ou do Senado Federal (art.Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional. § 3º . 52). a matéria reservada à lei complementar. nem a legislação sobre: I .Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional(art. Algumas matérias . OBS. A resolução autorizadora pode ostentar 1 de 3 caminhos possíveis: a) nega a delegação. o decreto legislativo produz efeitos externos (fora do CN). 49). Decreto legislativo é uma espécie normativa que tem por objetivo veicular matéria de competência exclusiva do Congresso Nacional (art. a carreira e a garantia de seus membros. 49 da CF). c) condiciona a delegação (autoriza mas condiciona à análise prévia do projeto de lei delegada).organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. 3. Quais as diferenças entre LO e LC? Diferença de ordem material: a CF reserva determinado campo material para a LC. A CF não segue esta conceituação doutrinária. este a fará em votação única. muito menos do decreto legislativo. 52). vedada qualquer emenda. 51) e privativa do Senado (art. Em determinados momentos. a resolução produz efeitos internos (dentro da casa legislativa). a CF refere-se à resolução.planos plurianuais.nacionalidade. Em regra.1: Existe hierarquia entre LO e LC? R: Existem 2 correntes doutrinárias. b) autoriza nos termos em que foi pedido.

LO tem aprovação por maioria simples (art. desde que sejam atendidos os requisitos da urgência e da relevância. O Brasil adota o sistema Presidencialista. Medida provisória Ato normativo com força de lei que se vale o chefe do Executivo. Assim. a LO que será usada. haverá uma inconstitucionalidade. CELSO BASTOS. da CF (doutrinadores que entendem não existir hierarquia: PEDRO LENZA. se o Presidente edita uma MP e ela não é aprovada pelo Congresso Nacional. diferentemente do que ocorre nos estados parlamentaristas – ele paga o preço político pela edição da MP não aprovada (seu mandato é reduzido) . O ***STF entende que não existe hierarquia entre LC e LO – ambas as duas espécies normativas retiram o seu fundamento de validade. OBS. No Brasil. diz que a hierarquia se dá em decorrência do quorum mais qualificado e das hipóteses taxativas de previsão da Lei Complementar (ALEXANDRE DE MORAES. MICHEL TEMER. Em regra. 69). PONTES DE MIRANDA) 19. Quem defende uma superioridade da Lei Complementar sobre a Lei Ordinária. Diferença formal: LC tem aprovação por maioria absoluta (art. MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO. o seu encaixe lógico. nada acontece com o mandato do Presidente.2009 Lei Complementar pode veicular matéria que seria de matéria da Lei Ordinária? R: Pode-se usar da LC para veicular matéria que a CF não previu como matéria de LC – é uma lei formalmente complementar – pois se usou do quorum da LC. Se outra espécie normativa for utilizada para veicular estas matérias.03. ela poderia ser alterada por lei ordinária – Questão dissertativa da AGU.: Normas sobre o devido processo legislativo constitucional são de reprodução obrigatória em sede estadual (o legislador constituinte estadual não pode inovar neste tema na elaboração de sua Constituição Estadual) – são chamadas também de normas centrais federais. 4. Se a CF nada especificar. A LO não tem um campo material reservado. 47). CELSO SPITZCOVSKY). a MP é um instrumento de Estado que adota o sistema de Governo Parlamentarista.73 só podem ser veiculadas através de LC.

Editando.74 Antecedentes históricos: O decreto-lei era o antecedente histórico da MP.MP editada em 20 de março e revoga a lei X. se passado este prazo. Ele ressurge em 1964. Com o parecer da comissão. por maioria simples. Se ele não pode esperar nem o prazo da LD. A comissão dará um parecer a respeito da constitucionalidade da Medida Provisória. e a atual constituição acaba com tal instituto. A MP pode ser emendada. Em 1946 desaparece o DL. A lei de conversão revoga a lei X. O Presidente da República edita a MP. já que o Congresso pode emendá-la. aí sim usará da Medida Provisória  esta seria a lógica. mas no Brasil não é assim que ocorre (os Presidentes vêm editando várias MP). poderá solicitar urgência (processo legislativo sumário) – art. : O Congresso Nacional. É editada a lei de conversão da MP no caso de aprovação. O CN (pelas suas casas separadamente) pode trilhar 4 caminhos: • Aprovação integral da MP sem qualquer emenda . Ele não podendo aguardar os 100 dias. A MP não pode ser aprovada por decurso de prazo. devendo ser aprovada neste prazo. a MP apenas adormeceu a lei X. Lá no CN é formada uma comissão mista. 61 e 64 da CF. Código de Processo Penal etc. indo até 1988. A MP não é um ato absoluto. Em 1937 há a previsão constitucional do DL. b) o mérito da medida provisória. Tal comissão mista é formada por Deputados Federais e Senadores. Tal parecer vai analisar 2 pontos: a) estão presentes os requisitos urgência ou relevância? . o Presidente solicitará ao Legislativo para que possa inovar o ordenamento através da Lei Delegada. os 15 últimos dias recebem a denominação de regime constitucional de urgência – . Quem promulga tal lei de conversão? R.). ela passa a vale por 60 dias. a MP será analisada primeiro na Câmara e Depois no Senado. Tal decurso de prazo significa a falta de manifestação do Congresso Nacional (a falta de deliberação do Congresso Nacional aprovava o DL). ocorre a publicação e imediatamente remete ao Congresso Nacional. terá valor durante 60 dias. Não era possível a emenda ao DL. com o golpe militar. O CN tem até 45 dias. o DL exigia: urgência ou interesse público relevante. que analisará a MP. De 1937 até 1945. Diferenças entre o DL e a MP: A MP exige dois requisitos: urgência e relevância. O DL podia ser aprovado por decurso de prazo. Getúlio Vargas se valeu do DL (Código Penal. Trâmite: O Presidente da República apresentando um projeto de lei e não podendo aguardar o processo legislativo. e a partir de então.

Este tribunal entendeu que MICHEL TEMMER está certo – MS 27931 – e não concedeu a liminar. mas deverá criar também o decreto legislativo para regular as relações pendentes.75 são os últimos 15 dias do 60.: Sobrestamento/paralisação de toda manifestação da casa legislativa. deu a este parágrafo 6º uma nova interpretação dizendo que só se sobrestam as deliberações de projetos de lei ordinária. por ex. repristina a lei X (que estava adormecida). OBS. Verificou ausência de urgência e relevância ou não aprovou o mérito da MP. Alguns partidos políticos impetraram MS no STF (INFORMATIVO 540). Parágrafo 6º do art. ***MICHEL TEMMER. – não é possível. 2) o CN está obrigado a regulamentar as situações pendentes. Qual a conseqüência do regime constitucional de urgência? R. • Aprovação da MP com emendas (OBS.: a MP deixa de produzir efeitos e perde a sua eficácia ex tunc – retroativamente (desde a sua edição) Duas conseqüências da perda retroativa da eficácia: 1) ressuscita. Rejeição expressa da MP – o CN não concorda com os termos da MP. Qual a conseqüência da rejeição expressa da MP? R. haverá a rejeição tácita da MP.Só é possível a prorrogação da MP (por mais 60 dias) se as casas não conseguirem aprovar a MP nos 60 dias. 62 da CF. a parte emendada deverá ir ao Presidente para que ele sancione ou vete.: DL não podia ser emendado) – quem pode apresentar emenda? Qualquer membro da Câmara ou do Senado e comissões especiais. Quem promulga e publica a lei de conversão da MP com emenda é o Presidente da República (a lei que converte a MP sem emenda é o próprio Congresso Nacional). como presidente da Câmara.E POSSIVEL A REEDICAO DE MP REJEITADA TECITAMENTE? • • . Não pode a emenda tratar sobre tema que não conste na MP. OBS. Pode apresentar emendas. no ano de 2009.: não é possível reedição de MP rejeitada pelo CN Rejeição tácita da MP – é a não manifestação do CN no prazo constitucionalmente estabelecido. Se a MP for emendada e o CN a aprova com emenda. É o decurso do prazo constitucional sem qualquer deliberação do CN. Contrabando legislativo de MP – emenda de MP’s por parlamentares criando cargos. Se em 120 dias não julgou a MP.: Este regime constitucional de urgência produz efeito na casa onde estiver sendo aprovada a MP.

A existência ou não dos requisitos só pode ser analisada pelo Judiciário se sua ausência for arbitrária. partidos políticos – art. A CF exclui. cidadania – art. direitos políticos. Processo Penal e Processo Civil (Processo do Trabalho está inserido em Processo Civil). art. Esta atribuição do Legislativo é desempenhada notadamente pelas Comissões. Nas Constituições Estaduais dos outros Estados não cabe MP em sede municipal. 14. AC e SC – as constituições destes Estados tratam de MP e cabe MP em lei orgânica municipal).12. 1º. É possível MP em sede Estadual (TO.9) Fiscalização político-administrativa Uma das espécies de fiscalização (que por sua vez é uma outra atribuição do Poder Legislativo). Limite material à MP: Nem todas as matérias podem ser veiculadas através de MP. tanto em relação ao mérito como em relação à existência ou não de seus requisitos. .3. • • Matéria tributária é possível ser tratada via MP. A) Comissões São organismos parlamentares com número restrito de membros que tem por objetivo apresentar. votar proposições legislativas e fiscalizar. 17. retira algumas matérias da possibilidade de veiculação através de MP: • Nacionalidade – art. Organização do Poder Judiciário e do MP. Direito Eleitoral. manifesta.76 Generalidades: É possível controle de constitucionalidade de medida provisória. 3. debater. Direito Penal.

77 A. Cada parlamentar possui conhecimento sobre uma área específica. a competência do Plenário. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa. 58. .receber petições.convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. GILMAR MENDES chama este poder da comissão de processo legislativo abreviado. IV . da CF.discutir e votar projeto de lei que dispensar. 58. independentemente da manifestação do Plenário. 2º . caput. por ex. Art. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. parágrafo 2º. formadas por Deputados Federais e por Senadores.Comissão temática ou material A CF a denomina como comissão em razão da matéria. parágrafo 1º. Isto se chama delegação interna ou imprópria. as comissões temáticas ou materiais podem aprovar projetos de lei. II .ou temporária – inicia e se encerra na mesma legislatura (art. da CF).realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. existe também uma comissão da saúde na Câmara dos Deputados e uma no Senado Federal. cabe: I . III . I. Art. I. Não é viável que todos os parlamentares deliberem sobre todos os temas. Quanto a sua duração. 58. 58. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. da CF). O objetivo da comissão temática ou material é aprimorar projetos de leis. os temas deverão estar estabelecidos nos Regimentos Internos – art. Existem comissões simples.às comissões. pois não possuem conhecimento em todas as áreas do conhecimento. as comissões podem ser permanente – aquela que ultrapassa uma legislatura (lapso de 4 anos) . Todavia. e também há as comissões mistas ou conjuntas. 58. o Legislativo é divido em comissões por matérias. reclamações. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. na forma do regimento. No Brasil. Se existe o Ministério da Saúde.1) Espécies de comissões Todas as comissões devem obediência ao princípio da representação proporcional partidária – todo organismo parlamentar deve refletir a organização daquela casa legislativa (art. O prof. Assim. formadas somente por Deputados Federais ou só por Senadores. em razão da matéria de sua competência.

na forma e nos casos previstos nesta Constituição.Durante o recesso. Será também temporária. (Redação dada pela Emenda Constituicional nº 50. na medida do possível.Comissão Parlamentar de Inquérito/CPI . existirá uma comissão que representará o parlamento da União. A comissão temática mais importante. planos nacionais. eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo.Comissão representativa ou de representação Durante o recesso do Congresso Nacional. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional. a proporcionalidade da representação partidária. O recesso será de 17/07 até 01/08. Todo projeto de lei deve passar por duas comissões no mínimo: Primeiro passará na CCJ (para analisar a sua constitucionalidade).78 V . sendo a comissão eleita pela Câmara dos Deputados e Senado Federal na última sessão legislativa ordinária do período legislativo. Depois será de 22/12 a 02/02 Art. ao Presidente da República. 57. 61 da CF Art. na Capital Federal. As comissões podem apresentar projeto de lei – art. ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. a proporcionalidade da representação popular (art. ao Supremo Tribunal Federal. II. Todavia. anualmente. quanto possível. sendo que sua composição deverá refletir. com atribuições definidas do regimento comum.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão.apreciar programas de obras. § 4º . 61. 58. de 2006) III. que possui mais relevo é a CCJ – Comissão de Constituição e Justiça. cuja composição reproduzirá. Nada impede que outra comissão delibere sobre a matéria também. O Congresso Nacional reunir-se-á. depois passará na comissão da sua área específica. Ela faz o controle preventivo de constitucionalidade. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. Ela é mista ou conjunta (é composta por Deputados e Senadores). do Senado Federal ou do Congresso Nacional. parágrafo 4º). comissão não poderá apresentar proposta de emenda constitucional. A representatividade será do Congresso Nacional. de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. aos Tribunais Superiores. VI . com atribuições definidas no regimento comum.

: Constituições Estaduais requisitos para constituir uma CPI não podem criar novos b. observa-se o denominado direito público subjetivo das minorias (1/3 é um quórum baixo. Em razão do princípio da segurança jurídica. porém. Fato determinado – são fatos específicos. 27 Senadores devem subscrever o pedido. 171 devem subscrever o pedido. Pode ser 180. No mínimo. 120 dias etc. O prazo pode ser prorrogado dentro da mesma legislatura. Ela deve iniciar o seu trabalho e terminar num prazo previsto regimentalmente (dependerá da Casa Legislativa. Devem-se subscrever os da investigação para criar uma CPI. Ex.Requisitos necessários para a constituição de uma CPI: • No mínimo 1/3 dos Deputados e/ou Senadores devem subscrever o pedido – há 513 Deputados Federais.79 a. desde que haja conexão com os fatos principais.). dever-se-á obter o mínimo de deputados e o mínimo de senadores. Prazo certo – não existe CPI permanente (da mesma forma que não existe inquérito policial permanente). Não é qualquer fato que pode ser investigado por CPI. sendo agregados àquela investigação. No caso da CPI mista (CPMI). CPI do Congresso Nacional pode investigar a corrupção da polícia civil do MS? R: Não pode! O fato determinado deve estar dentre as atribuições daquela Casa legislativa NÃO ENTENDI. não é fato determinado. No mínimo. É possível que exista uma CPI só da Câmara ou só do Senado.Poderes da CPI: . É possível que no decorrer da CPI apareçam outros fatos.: CPI do Judiciário – “Judiciário” por si só. da CF). Quanto ao quorum. este era o nome da CPI. Há 81 Senadores. não podem ser investigados). exigem-se prazos razoáveis (art. como a investigação do caso da amante do ex-presidente do Senado. Somente fatos que tenham repercussão pública poderão ser investigados por CPI (acontecimentos íntimos. pois se investigava o superfaturamento da construção do TRT de São Paulo e venda de sentenças (que são fatos determinados). 5º. por isso se fala em tal termo “minoria”). caput. • • OBS.

poderá marcar dia. determinar a condução coercitiva da testemunha. outro juiz que o investigará. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. próprios das autoridades judiciais. Se um juiz praticar crime. 3º da Lei 9034/95 é inconstitucional – permitia que o juiz investigasse em casos que envolvessem organizações criminosas. em razão do sistema processual penal acusatório. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. parágrafo 5º. CPI possui autoridade própria – pode praticar determinados atos sem necessidade de autorização judicial. ouvir testemunhas. A CF dá ao Delegado de Polícia o poder de representar? Há promotores de justiça que entendem que o Delegado de Polícia deveria representar ao MP para que este represente pela prisão do sujeito. Juiz investiga? No Brasil. CPI não pode conduzir coercitivamente – entendimento do STF. O devido processo legal exige que tenhamos juízes imparciais. mediante requerimento de um terço de seus membros. O STF já disse que juiz não investiga. ***Deve-se entender o art. Quem provoca o juiz são duas pessoas: MP e advogados (possuem capacidade postulatória – podem falar processualmente com o juiz). sendo suas conclusões. Dentre estes poderes instrutórios. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais (?). veda-se a remoção forçada de sua terra. encaminhadas ao Ministério Público.80 § 3º . em conjunto ou separadamente. 231. CPI não julga! Toda deliberação da CPI deverá ser motivada sob pena de padecer do vício de ineficácia. juiz. O CPP diz que Delegado pode representar pela prisão preventiva – por enquanto. parágrafo 3º. juiz não investiga!!! Adota-se o sistema processual penal acusatório (há a separação entre quem julga e quem acusa). Se a testemunha for membro do MP. pois. se for o caso. 58. Exceção: há possibilidade de o juiz investigar – LOMAN – Lei da Magistratura Nacional – LC 35/79. hora e local. Outra exceção é a dos casos de foro por prerrogativa de função – são investigados pelo Ministro-relator – a PF não pode fazer nada enquanto o ministro-relator não solicitar as diligências. como os de: • Notificar testemunhas. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. é o que prevalece normalmente. Este tribunal entendeu que o art. Ele deverá ser ouvido em sua aldeia – no art.As comissões parlamentares de inquérito. Se a testemunha for índio. da CF. bem como não serão obrigados a responder sobre fatos que tenham lançados em declarações processuais. Existem 2 leis que regulamentam os trabalhos da CPI – lei 1579/52 e lei . da CF assim: CPI possui poderes de instrução.

somente pode emanar do juiz. O STF entendeu que a esposa deve atender à convocação da CPMI. necessitando de autorização judicial. mas sendo cônjuge de um dos investigados. praticar determinados atos (reserva constitucional de jurisdição – determinados atos que só podem ser praticados se houver decisão judicial. não é obrigada a firmar o compromisso de dizer a verdade. de acordo com o CPP. e não de terceiros. • • Todavia. nos dias e horas marcados. inclusive daqueles a quem se haja eventualmente atribuído o exercício de ‘poderes de investigação próprios das autoridades judiciais’”). O Ministro-relator observou que. OBS. O sujeito é ouvido na CPI ostentando uma dessas 3 qualidades: convidado. este não poderá ser conduzido coercitivamente. Assim.: No caso do Mensalão. A CPI oficia diretamente às instituições financeiras e receitas federal e estadual para que tenha acesso a tais informações. mas não pode prender o investigado por falso testemunho. No entanto. CPI não pode: . por efeito de explícita determinação constante do próprio texto da Carta Política. à esfera única de decisão dos magistrados a prática de determinados atos cuja realização. a testemunha não pode se eximir da obrigação de depor. Afastar o sigilo fiscal e bancário sem a necessidade de autorização judicial. a última e a única voz para o caso. discutiu-se sobre o dever da esposa do indiciado em responder às perguntas formuladas pela CPI. Segundo CELSO DE MELLO. Quanto ao convidado. CPI de câmara dos vereadores (CPI municipal) não pode afastar tais sigilos diretamente – entendimento do STF: são muitos os municípios existentes no país e quebra de sigilo é medida de exceção.: CPI das Constituições Estaduais também pode. Nenhum dos 3 é obrigado a se auto-incriminar (direito constitucional a não auto-incriminação). • prender em flagrante: testemunhas por falso testemunho. CPI não pode (a CF não dá poder para tanto). investigado e testemunha. O juiz tem a primeira. Determinar exames e perícias.81 10001/2000. aplica-se subsidiariamente o CPP. Além das duas leis. OBS. ela deverá ‘responder a todas as perguntas que lhe forem formuladas’. mas não é obrigada a assinar o compromisso de dizer a verdade. Há um monopólio restrito de jurisdição. “o postulado da reserva constitucional de jurisdição importa em submeter.

do CP). IX. nem mesmo a entregar à autoridade policial quando solicitado (neste caso. em tema de mandado de segurança ou de habeas corpus. ofício ou profissão. Mandado de interceptação telefônica. Determinar a apreensão de passaporte. já que o juiz deve fundamentar as suas decisões – art. casa por extensão – local onde o cidadão exerce o seu trabalho. OBS. O relatório não obriga o MP = IP. este deverá dar prioridade ao material dado pela CPI. mandado de busca e apreensão. Só o juiz pode restringir a liberdade de locomoção. este pode requisitar o relatório. em conseqüência. da CF. Ela não pode gravar a conversa em tempo real (só o juiz pode mandar fazer). enquanto projeção orgânica do Poder Legislativo da União. Indo o relatório ao MP. nada mais é senão a longa manus do próprio CN ou das casas que o compõem. 150. . somente quando houver fundada suspeita). O poder geral de cautela de sentenças judiciais só pode ser exercido por juízes. Ninguém é obrigado a andar com carteira de identidade.82 • Expedir mandado de prisão. Quem decide é o colegiado – princípio da colegialidade. • • • • OBS. CPI pode apresentar projetos de leis (art. solicitando os extratos telefônicos. Constrição judicial (seqüestro. O inquérito termina com o relatório.: Toda decisão da CPI deve ser fundamentada. ao controle jurisdicional originário do STF. É de competência originária do STF processar e julgar MS e HC impetrados contra CPI´s constituídas no âmbito do Congresso Nacional ou qualquer de suas Casas – a CPI.: o que é casa? É todo espaço corporal autônomo e delimitado (casa em sentindo restrito – local onde o cidadão habita (motel. 93. sujeitando-se. que é votado pelo colegiado. desde que estejam habitados). Todavia. hipoteca legal). arresto. 61). Em sendo o caso. hotel. a CPI também termina com um relatório. Não remetendo ao MP. ela pode oficiar à companhia telefônica. desde que seja fechado ao público – art. o relatório será remetido ao MP. Impedir que o cidadão deixe o território nacional – entendimento do STF. bem como pode promover a responsabilidade política dos envolvidos. parágrafo 4º.

deveres e incompatibilidades dos parlamentares. defesa da independência parlamentar e a liberdade no exercício das atribuições constitucionais. art. não se trata de privilégios. art.3. por isso é irrenunciável. deputados estaduais e vereadores** (só na circunscrição do município).83 20.2009 3. art. bem como estar garantidos contra prisões arbitrárias.Material\ Absoluta\ real\ substancial ou inviolabilidade parlamentar: deputados federais. diversas do direito comum. 27. A prerrogativa pertence ao cargo e não ao seu titular. As aludidas prerrogativas atribuídas aos parlamentares. palavra e voto eles são invioláveis civil e penalmente. palavras e votos. seja dentro ou fora da casa . senadores. Em razão de sua opinião. na medida em que os parlamentares podem livremente expressar suas opiniões. Essa imunidade absoluta\inviolabilidade acoberta o parlamentar onde quer que ele esteja (menos vereadores). Esse conjunto de regras são notícias de prerrogativas. Essa imunidade se inicia com a posse. MICHEL TEMER – garante-se a atividade do parlamentar para garantir a instituição. É importante para o exercício da função parlamentar.03. A. imunidades. ou mesmo rivalidades políticas. A) Imunidades São prerrogativas ofertadas aos parlamentares visando a liberdade de atuação parlamentar para que eles possam ter total liberdade na atuação do seu ofício. que tem por objetivo a manutenção. 29. mas sim de prerrogativas ofertadas em razão do cargo. É um conjunto de regras previstas constitucionalmente. pois a essência da atividade parlamentar é o debate. em razão da função que exercem reforçam a democracia.10) Estatuto do congresso nacional ou estatuto do congressista Cada categoria profissional possui o seu estatuto e os congressistas também têm. 53.1) Espécies de imunidade I.

em razão da dignidade do cargo.julgados originariamente pelo STF nas infrações penais comuns que é o gênero do qual tem algumas espécies como: crime comum em sentido restrito (CP). OBS. contravenção penal. opiniões e votos não poderá ser responsabilizado por danos morais. Imune de responsabilidade civil . O deputado licenciado não possui imunidade absoluta. . Segunda posição: diz que a expulsão foi constitucional. Deputados Federais e Senadores . porém dentro da casa legislativa existe a presunção que ele está em função. 3ª corrente .2: O suplente do parlamentar não possui nenhuma imunidade. OBS. difamação e calúnia.significa que em razão de suas palavras.causa excludente de tipicidade .MAGALHÃES NORONHAcausa de irresponsabilidade penal. se não tiver não estará acobertado pela imunidade. crime doloso contra a vida. LFG e ***STF . II.causa funcional de isenção de pena. pois não está no exercício da função. pois no art. 2ª corrente . Pode? Primeira posição: a expulsão foi inconstitucional porque a imunidade garante ao parlamentar votar em que quiser. pois não são considerados no exercício do cargo. Outro motivo é que os membros dos tribunais tem mais experiência e podem decidir tecnicamente de uma forma melhor. crime militar.: No discurso de comício não tem imunidade.: quanto à natureza jurídica da imunidade penal parlamentar .causas excludente de antijuridicidade. por outro lado quando estiver fora da casa legislativa é necessário demonstrar que estava no exercício da função parlamentar. Imune de responsabilidade criminal .4 correntes mais conhecidas : 1ª corrente: NELSON HUNGRIA . OBS. pois a imunidade política está contida na imunidade cível. são julgadas originariamente por tribunais. decidiriam de forma mais justa e imparcial.1: Expulsão de membro do PT por ter votado contra os ideais do partido. pois os membros dos tribunais em razão do seu afastamento físico das disputas políticas locais. se ele se licencia o suplente assume e aí sim terá imunidade. 17 da CF há a permissão que os partidos políticos tragam em seus estatutos regras de fidelidade partidária.84 legislativa.DAMÁSIO .significa que quando estiver no exercício da função não poderá ser responsabilizado por crimes de palavra como injúria. OBS.Prerrogativa de foro: algumas autoridades. crime eleitoral.

caso o processo não tenha terminado. deputado federal). pela nova regra. ainda. instaurado o processo. sequer. PROCESSO X COMUM PROCESSO X STF PROCESSO X COMUM -------------------------------------------------------------------------------------NÃO PARLAMENTAR PARLAMENTAR NÃO PARLAMENTAR Deputados Estaduais .85 art. . devendo o processo retornar para o juiz natural. conforme a Súmula 451 do STF. como se trata de crime praticado antes da diplomação. OBS.2: delito cometido antes do exercício parlamentar – diplomando-se o réu (em caso de ser eleito. OBS. OBS. Findo o mandato. independentemente de terem praticado o crime em outro Estado afasta o critério do local do crime. Serão submetidos a julgamento perante o STF desde a expedição do diploma. Neste caso. o STF já disse que isso é constitucional. tendo sido sustado o andamento da ação. desde que o crime seja estadual. mas não findo ou.3: Delito cometido após o encerramento do mandato – mesmo que o réu já tenha sido um dia parlamentar. §1º. não havendo. Encerrado o mandato continuará o julgamento no STF? R. necessidade de ser dada ciência à Casa respectiva. pois não existe mais o exercício da função – cancelada a súmula 394 do STF. por exemplo. 53.são julgados em regra pelo Tribunal de Justiça. Assim. pois o art. §1º da CF permite. não tem foro por prerrogativa de função. Vereador: em regra. 125. não poderá alegar tal fato.: O STF entende que a competência deixa de ser dele. dará prosseguimento à ação penal. aqui se aplica a súmula 702 do STF que trata de prefeito mas que tem a mesma razão. sem qualquer interferência do Legislativo. competência por prerrogativa de função. portanto. No entanto. algumas Constituições estaduais ofertam foro por prerrogativa de função para vereadores. se for crime federal vai ser julgado pelo Tribunal Regional Federal. Critério da regionalidade: deputados estaduais serão julgados pelo tribunal do seu Estado. encerrar-se-á a competência do STF. entendendo preenchidos os requisitos. o processo deve ser remetido imediatamente ao STF que. se for crime eleitoral vai ser julgado pelo TRE.1: Praticado o crime durante o exercício do mandato. não havendo. não há mais imunidade processual para crimes praticados antes da diplomação. nesta situação. a ação criminal deverá ser processada no próprio STF.

além do oferecimento da denúncia criminal. 27. Recebida a denúncia. §2º do art. deve dar ciência à casa respectiva . o STF se manifesta sobre recebimento da denúncia.a razão é para que a casa respectiva se manifeste sobre o sobrestamento da ação penal que é feito mediante votação por maioria absoluta. o Ministro do STF poderá recebê-la sem a prévia licença da Casa parlamentar. se foi praticado após a diplomação.86 OBS. A casa respectiva vai decidir a respeito da manutenção ou não da prisão por maioria absoluta de votos. salvo prisão em flagrante por crimes inafiançáveis. supervisionado por ministro ou desembargador.: A autoridade com foro de prerrogativa de função não responde a inquérito policial. Senadores. art. o STF vai ver se o crime foi cometido antes ou depois da diplomação. Oferecida a denúncia. mas sim a inquérito judicial. III. Deputados Federais e Estaduais. Assim. de regra não podem ser presos. art.§§2º e 3º. . disciplinar ou administrativa. poderão ser instaurados inquéritos policiais e processos de natureza civil. a autoridade policial tem até 24 horas pra remeter os autos à respectiva casa sob pena de abuso de autoridade. São duas: Imunidade em razão da prisão: prisão é a subtração ou restrição da liberdade de locomoção. Os vereadores não tem essa imunidade. deputados estaduais. se for prisão pena ou sanção mediante sentença condenatória poderá ser preso. Se foi praticado antes. 53. o STF não precisa dar ciência à casa respectiva. 53 da CF. com o sobrestamento. Não tem direito ao duplo grau de jurisdição comum. não cabem os recursos ordinários. O PROCURADOR GERAL DE REPUBLICA oferta a denúncia. Inicia-se com a diplomação que é o último ato do processo eleitoral.Relativa\ processual: deputados federais e senadores. só cabe os recursos Extraordinários para o Supremo. 35 de 2001. Vereador não possui imunidade processual. Imunidade em razão do processo: EC nº. suspende-se o prazo prescricional. a partir da diplomação. o Rext e o Resp. ou seja. depois de preso. Isso vale para prisão preventiva e prisão temporária. Em casos de flagrante de crime inafiançável.

no parlamentarismo temos um executivo dual. pois a súmula 394 foi cancelada. é improrrogável. se não tiver no exercício da função é obrigado testemunhar.deputados federais e senadores não estão obrigados a testemunhar sobre fatos que souberam em razão do exercício do mandato. No presidencialismo temos o executivo monocrático em que uma única autoridade é chefe de estado e de governo. já que. administrando a coisa pública. os autos voltam para o juízo comum. 53. 3. se suspende ou não a aludida ação penal. §6º .: A Casa respectiva tem até o final da ação penal para decidir. No presidencialismo há independência entre o legislativo e o executivo. sendo assim temos um sistema de governo presidencialista. 76 da CF. na respectiva Casa representada. Essa imunidade do §6º é renunciável. O único prazo fixado é o de 45 dias contado do recebimento pela Mesa Diretora. do pedido de sustação efetuado pelo partido político. enquanto durar o mandato. de 45 dias. executivo monocrático do art. como visto.: O pedido de sustação poderá implementar-se até a decisão final da ação penal movida contra o parlamentar ou no prazo improrrogável de 45 dias contados do seu recebimento pela Mesa Diretora? R. pelo quorum da maioria absoluta de seus membros. sendo que a sustação do processo suspende a prescrição.4) PODER EXECUTIVO Aplica a lei ao caso concreto. poderá se implementar logo após a ciência dada pelo STF ou em período subseqüente.87 O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo imporrogável de 45 dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. no . no entanto há exceções: a) advogados. caso em que o STF vai ter que homologar. pelo partido. IV. tendo direito de marcar dia e hora. psicólogos. Art.Prerrogativa de testemunho: em regra todo cidadão é obrigado a testemunhar. não havendo prazo certo para tanto. Tem duas espécies de parlamentarismo: a) monárquico constitucional: rei chefe de estado e ministro é o chefe de governo. Se o STF receber a denúncia e o criminoso renunciar o mandato. O pedido de sustação. No Brasil esse órgão é exercido por uma única autoridade. Esse prazo sim. em que uma autoridade exerce função de chefe de Estado e outra de chefe de governo. a Casa terá até o trânsito em julgado da sentença final proferida na ação penal para sustá-la. não são obrigados a testemunhar sobre o que souberem em razão da função. NÃO ENTENDI ESTE INTITUTO OBS. O PGR pode pedir o arquivamento do inquérito.

em primeiro turno.Plenitude do exercício dos direitos políticos (não os ter perdido nem suspensos e não incorrer em nenhuma das causas do art. do executivo em relação ao 3. simultaneamente. na hipótese de ter obtido a maioria absoluta de votos. de 1997) § 1º . Presidente. . governadores e prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores se submetem ao segundo turno. 15 da CF. Art. no primeiro domingo de outubro.2) Normas gerais de eleição do Chefe do Poder Executivo A eleição se dá pelo sistema eleitoral majoritário. parágrafos 3º. 3. se houver. 14. far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado. 77.Alistamento eleitoral.Domicílio eleitoral na circunscrição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. e no último domingo de outubro. . . A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizarse-á. do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente.1) Requisitos para ser Presidente da República: . .Ser brasileiro nato (segurança nacional). não computados os em branco e os nulos. da CF § 3º .Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação. Art.88 parlamentarismo há dependência legislativo.Filiação partidária (não pode ter candidaturas avulsas). . .Não ser inelegível nos termos do art. concorrendo os dois candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. parágrafo 7º. em segundo turno. Não haverá segundo turno se o candidato à Presidência da República (juntamente com o Vice-Presidente) for eleito em primeiro turno. 77.4.4.Não ser inalistável nem analfabeto.A eleição do Presidente da República importará a do VicePresidente com ele registrado. . 4º e 5º.Idade mínima de 35 anos (capacidade política absoluta). .

ocorre a vacância (morte.). dentre os remanescentes.Em sentido restrito: é definitivo. condenação pela prática de crime de responsabilidade). qualificar-se-á o mais idoso. § 5º .t 82). 16/97. em segundo lugar. convocar-se-á. na primeira hipótese até o final do mandato e.Substituição: ocorre nos casos de impedimento. OBS. o de maior votação. se não acontecer a posse de pelo menos um dos dois até essa data. antes de realizado o segundo turno. A competência para declarar o cargo vago é do CN. Tem que tomar posse até o prazo de 10 dias depois do dia 1º. Somente o Vice-Presidente assumirá o cargo de forma definitiva.: Devese relembrar que o cargo também será declarado vago. dos Prefeitos e de quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos. exceto por motivos de força maior. na hipótese dos parágrafos anteriores. doença. se deixarem de assumi-lo no prazo de 10 dias contados da data fixada para a posse.89 § 4º . do Presidente da República. o VicePresidente assumirá o cargo. é temporário (férias. Os demais da lista de sucessão. A substituição tem caráter temporário. O mandato do Presidente da República é de quatro anos. tanto do Presidente como do Vice-Presidente. viagens internacionais etc. renúncia. dos Governadores de Estado e do Distrito Federal. Assim. tanto na vacância como no impedimento. os cargos serão declarados vagos.Se. ocorrer morte.3) Sucessão do presidente . 3. tendo início em 1º de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição (ar. A) Posse do presidente e do vice Tomam posse em sessão conjunta do CN no dia 1º de janeiro. desistência ou impedimento legal de candidato.Se. em decorrência da EC n. em que prestam um juramento de respeitar à CF. permitida a reeleição. sendo atualmente. A vacância nos dá uma idéia de impossibilidade definitiva para assunção do cargo. no caso de impedimento. salvo motivo de força maior.4. enquanto este durar. remanescer. para um único período subseqüente. mais de um candidato com a mesma votação. apenas podem substituir o Presidente nos casos de impedimento. . . até o dia 11.

O presidente da Câmara assume e convocará eleições indiretas. Nestes dois casos. Este morrendo.Em qualquer dos casos. São eles: • • • Presidente da CAMARA DOS DEPUTADOS. ocorrerá a vacância (definitivo). Presidente do SENADO FEDERAL.4. Na eleição indireta existe intermediários entre tais pessoas. A CF divide em 2 períodos: 2 primeiros anos. . Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República. de forma definitiva. Eles não receberão 4 anos de mandato.4) Mandato do Presidente da República O mandato é de 4 anos. § 1º . ocorrerá a vacância dos cargos de Presidente e VicePresidente nos 2 primeiros anos.90 CESPE – sempre pergunta quais são as autoridades que estão na linha sucessória da Presidência. os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. Na eleição direta não existe intermediário entre aquele que exerce o poder e aquele que é o titular do poder. logo. far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. 81. pelo Congresso Nacional. serão eleitos Presidente e Vice. na forma da lei – não existe ainda tal lei. os cargos serão declarados vagos.: Morrendo o Presidente. Nestes 2 primeiros anos. já que ocorrerá eleições diretas (2 primeiros anos do mandato). Se este fato trágico ocorresse nos 2 últimos anos. nos próximos 30 dias – é a única exceção prevista na CF de eleição indireta. quem assumirá será o Vice-Presidente. Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2 últimos anos do mandato presidencial. 3.Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial. quem assumirá a presidência será o Presidente da Câmara dos Deputados. Art. Este assumirá de forma temporária num período de 90 dias. a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga. § 2º . após o impedimento do VicePresidente. Ex. receberão um mandato tampão – serão eleitos para completar o mandato daqueles que vagaram.

parágrafo único. do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. de 02/09/99) Quem presidirá o Senado. Art. o poder é exercido de maneira eletiva. A) Crime de responsabilidade praticado pelo Presidente da República Será julgado pelo Senado Federal – controle de um poder sobre o outro (mecanismos de freios e contrapesos – art. temporária e responsável (na república. todos que exercem parcela de soberania do Estado.processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade.: A diferença é a natureza jurídica da infração. I. 85 da CF. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23.4. limitando-se a condenação. Quando se fala em responsabilidade criminal. Também é chamado de impedimento/impeachement. Crime de responsabilidade – infração de natureza políticoadministrativa. funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal. está se falando de crime de responsabilidade. da CF. . da CF). 52. será o Presidente do STF – art. nestes caso. irresponsável (“o rei não erra”) e vitalícia.5) Responsabilidade política e criminal do Chefe do Executivo Por que o Chefe do Executivo é responsável pelos seus atos? R. por oito anos. Falar de forma de governo é falar sobre a forma que o poder é exercido dentro de um determinado território. 52. devem ser responsabilizados pelos seus atos). 52. Nos casos previstos nos incisos I e II. com inabilitação. o poder é exercido de maneira hereditária.: Deve-se voltar à forma de governo. Na república. as qualidades. Quando se fala em responsabilidade política. Infração penal comum – infração de natureza jurídica penal. A CF dá a notícia de que o Presidente pode ser responsabilizado politicamente e criminalmente. bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. está se falando de infração penal comum. Na monarquia. Parágrafo único. Compete privativamente ao Senado Federal: I . para o exercício de função pública. devem-se lembrar do Direito Penal. sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal.91 3. As características. à perda do cargo. Qual a diferença entre os dois? R. Faz-se referência ao art. Fala-se em 2 formas de governo: monarquia e república.

a existência da União. 85 da CF Art. OBS.92 Também poderão praticar crimes de responsabilidade: Art. O STF já disse que esta lei foi recepcionada em partes pela CF/88.o cumprimento das leis e das decisões judiciais. Há condutas previstas em lei especial – Lei 1079/50. VII . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. Compete privativamente ao Senado Federal: I . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e. contra: I .). Parágrafo único. os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público.o livre exercício do Poder Legislativo. de 02/09/99) II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal.o exercício dos direitos políticos. constituem crime de responsabilidade. que estabelecerá as normas de processo e julgamento.a probidade na administração. estão elencadas no art. 85 e desta lei são conceitos abertos – não há figuras previstas como as previstas no Direito Penal (não se exige a mesma adequação perfeita).previstos no CP (art. 52. bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. propriamente ditos) .processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade. individuais e sociais. Segundo DAMÁSIO: crimes de responsabilidade próprio (em sentido estrito. Esses crimes serão definidos em lei especial. As condutas do art. VI . 85. IV .a segurança interna do País. o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade. . V . de 2004) O Senado só poderá julgar o Presidente se houver autorização da Câmara dos Deputados – juízo de admissibilidade. especialmente. que praticadas pelo Presidente.a lei orçamentária. II . do Poder Judiciário. Trata-se de um rol exemplificativo.: A Câmara não julga! As condutas. III . do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação. Dec-lei 201/67 etc. 312 e seguintes) e em legislação especial (Lei 4898/65.

86.93 crimes de responsabilidade impróprios – infrações políticoadministrativas – não são crimes (estes seguem as regras do impeachment.: Não – art. 12 + art.1) Juízo de admissibilidade na Câmara dos Deputados – qualquer cidadão é parte legítima para denunciar o Presidente pela prática de crime de responsabilidade – lei 1079/50. II. 14 da CF). Ao final do contraditório e da ampla defesa. O PR deve ser cientificado do início do julgamento deste fato. Cidadão é tratado por esta lei. Ele é tomado por 2/3 dos Deputados Federais. 15 da Lei. A. cessará o afastamento do Presidente. . Emite-se a autorização sob a forma de uma resolução.: Não! O início do julgamento é ato vinculado (o que não quer dizer que tenha que condenar o Presidente da República). haverá uma comissão de deputados que analisará os requisitos formais da denúncia. sem prejuízo do regular prosseguimento do processo (art. Consequências do início do julgamento • Ele poderá ficar afastado de suas funções por até 180 dias – se o julgamento não estiver concluído no aludido prazo. parágrafo 1º. solicitar documentos. b) juízo de admissibilidade positivo – também é um juízo político. 14.2) Julgamento pelo Senado Federal – ele pode se recusar a julgar o Presidente? R. no sentido restrito – nacional que exerce direitos políticos (art. realização de pericias etc. Na CD. A CD pode trilhar um de dois caminhos possíveis: a) juízo de admissibilidade negativo – entende não ser oportuno que o PR seja julgado pelo SF. a CD fará um juízo de admissibilidade da acusação – juízo político (de oportunidade e conveniência) da acusação. no seu art. os outros (próprios) seguem a regra do CPP).: O Presidente que deixou o mandato pode ser denunciado por crime de responsabilidade? R. e parágrafo 2º). Na CD. A denúncia é oferecida junto à Câmara dos Deputados. com a denúncia oferecida. OBS. testemunhas são ouvidas. o Presidente da República terá o direito constitucional ao exercício do contraditório e da ampla defesa (pode constituir advogado. A.).

OBS. o STF entendeu que a renúncia ao cargo não extingue o processo quando já iniciado. ele renunciou antes do julgamento final.94 • O Senado passa a ser presidido pelo Presidente do STF Início do julgamento No Senado. por qualquer motivo. presidido pelo presidente deste tribunal. Ações penais e ações de improbidade administrativa – quem julgará será o Presidente do STF. Ele sofreu duas penas: perda do cargo e inabilitação para o serviço público por 8 anos. deixado definitivamente o cargo. não. A renúncia não impede o prosseguimento do processo. Quorum para condenação por crime de responsabilidade É de 2/3 com votação aberta. . Em São Paulo. No caso Collor. SÚMULA Nº 722 DO STF SÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA DA UNIÃO A DEFINIÇÃO DOS CRIMES DE RESPONSABILIDADE E O ESTABELECIMENTO DAS RESPECTIVAS NORMAS DE PROCESSO E JULGAMENTO. Ambas as duas possuem a mesma categoria. No caso do Collor. O STF já entendeu que tal matéria é inconstitucional – deve ser 5 + 5. A denúncia só poderá ser recebida enquanto o denunciado não tiver. Cabe a ele analisar se princípios constitucionais foram ou não respeitados. AII) Crime de responsabilidade praticado por Governadores – julgado por um tribunal misto – é composto por deputados estaduais e desembargadores do TJ. o PR afastado tem direito ao contraditório e à ampla defesa.: A decisão do SF pode ser modificada pelo Poder Judiciário? R. Não cabe ao Estado-membro legislar sobre crime de responsabilidade. são 7 deputados estaduais e mais 7 desembargadores.: No mérito. Não cabe ao Poder Judiciário modificar o mérito da decisão editada pelo SF.

no mês de março de 2009. 86. também haverá um controle político de admissibilidade. por dois terços da Câmara dos Deputados.95 AIII) Crime de responsabilidade praticado pro Prefeito – art.: Está como gênero.: Aquela autoridade que responde por crime de responsabilidade também pode ser responder por improbidade administrativa? STF entendeu numa reclamação (na sua composição antiga) que quem pode praticar crime de responsabilidade não pode responder por improbidade administrativa. 86 e 102. será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. a guarda da Constituição. Art. o Presidente da República. diz que cabe a tal tribunal tal atribuição – art. a ser realizado pela Câmara dos Deputados que autorizará ou não o recebimento da denúncia ou queixa-crime pelo STF. 102. por meio de uma de suas turmas. Art. Crime comum significa infração penal comum.processar e julgar. b) crime de responsabilidade impróprio – infração de natureza jurídica político-administrativa. Envolve: • • Crime comum em sentido restrito Crime eleitoral . não aplicou tal entendimento previsto na Recl 2138. os membros do Congresso Nacional. da CF. nas infrações penais comuns. Tal decreto 201 estabelece duas espécies de crimes de responsabilidade: a) crime de responsabilidade próprio – infração de natureza jurídica penal. nos crimes de responsabilidade. O que é infração penal comum? R. ou perante o Senado Federal. precipuamente. Da mesma forma como ocorre nos crimes de responsabilidade. O STJ vem aplicando a reclamação 2138 do STF nos seus julgados. entendendo que são duas instâncias que não se confundem. B) Crime comum praticado pelo Presidente Será julgado pelo STF. através do voto de dois terços de seus membros. Compete ao Supremo Tribunal Federal. Admitida a acusação contra o Presidente da República. ***OBS. A CF. “b”. originariamente: b) nas infrações penais comuns. O STF. Será julgado pela Câmara dos Vereadores. seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República. cabendo-lhe: I . o VicePresidente. II. em dois dispositivos. 29-A da CF e Dec 201/67.

da CF • 3º . administrativa. na vigência de seu mandato. Eleito e toma posse  não poderá ser processado durante o mandato.1: o candidato a presidente comete um crime – 15 dias antes das eleições  não poderá ser preso. ele só poderá ser processado por crimes ex oficio – art. § 4º . poderá o Presidente da República ser responsabilizado. No tocante às infrações de natureza civil. ou seja.96 • • • Crime militar Crime doloso contra a vida Contravenção penal O PR é dotado de irresponsabilidade relativa.O Presidente da República. nas infrações comuns. o Presidente da República não estará sujeito a prisão. 86. se não for reeleito. pois a imunidade (irresponsabilidade penal relativa) restringe-se apenas à persecutio criminis pela prática de ilícitos penais que não tenham sido práticos in oficio ou propter officium. não pode ser processado por atos estranhos ao exercício da função – durante o mandato. Durante o mandato. Ex.Enquanto não sobrevier sentença condenatória. que importa nas seguintes prerrogativas: • Nunca poderá ser preso – só existe uma exceção: prisão em razão de uma sentença penal condenatória com trânsito em julgado (prisão penal). Ao final do mandato. política (crimes de responsabilidade). não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. mas terá processo. fiscal ou tributária. mesmo assim. aí sim poderá o Presidente da República sofrer a persecução penal. parágrafos 3º e 3º. Ex. não cabem prisões provisórias. Ex. Quando praticados em relação à função presidencial. será processado. .2: presidente praticando homicídio  não pode ser preso.3: presidente praticando crime em razão da função (matar o presidente do BACEN por discussões sobre o trabalho)  não pode ser preso.

os membros dos . enquanto durarem os efeitos da sentença criminal condenatória. sem autorização da casa respectiva. a perda do cargo se dará por via reflexa. Presidente e parlamentares  diferenças: parlamentares podem ser presos em casos de crimes inafiançáveis. via resolução. como nos casos de crimes praticados por parlamentares). No caso de oferecimento da denúncia. “a”. Antes do STF receber. em decorrência da suspensão temporária dos direitos políticos. o presidente vira réu e será afastado do cargo por até 180 dias. a condenação aplicada será a prevista no tipo penal e não a perda do cargo (como pena principal). A CD concordando. Ao receber a denúncia. que só ocorrerá no caso de crime de responsabilidade. os Governadores dos Estados e do Distrito Federal. só em caso de sentença transitada em julgado. não podendo o STF fazer nada. Trata-se de um juízo político. STF deve esperar a CD autorizar que o STF receba ou não a denúncia contra Presidente. o STF pode analisar se realmente está. originariamente: a) nos crimes comuns. Este poderá pedir o arquivamento do inquérito judicial. que será o Relator do Inquérito Judicial – ele quem supervisionará a investigação. Julgando procedente o pedido formulado pelo PGR. da CF Art. nestes e nos de responsabilidade. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I . 105. BII) Crime comum praticado por governadores – será julgado pelo STJ – art.97 O STF recebe a petição e remete a determinado Ministro. Se o PGR entender estar o crime prescrito. só depois o STF verificará se é caso de recebimento ou não. votação aberta. desde que pegos em flagrante. deverá ofertar prazo de 15 dias ao Presidente para que ofereça a defesa preliminar. será remetido ao PGR. os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. remeterá ao STF a autorização. será dado ciência à Câmara dos Deputados (O STF NÃO PODE receber a denúncia. 105.processar e julgar. Presidente não poderá nunca ser preso. transitada em julgado. Finalizando. quórum de 2/3. I. e. No caso de crime comum. STF pode receber denúncia contra parlamentar.

98
Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais;

Envolverá: • • • • • Crime comum em sentido restrito Crime eleitoral Crime militar Crime doloso contra a vida Contravenção penal

OBS.: Vice-Governador não é julgado pelo STJ (falta de disposição legal). Substituindo o Governador, mesmo assim, não modificará competência jurisidicional. Mas em caso de vacância, assumindo o vice de forma definitiva, a competência será modificada. Em regra, será julgado pelo TJ (pode a CEstadual prever – art. 125, parágrafo 1º, da CF). OBS.: Vice-Governador praticando crime doloso contra a vida, praticando crime federal e crime eleitoral – respectivamente, será julgado pelo tribunal do júri (súmula 704 do STF), justiça federal e justiça eleitoral.

O STJ só pode receber a denúncia contra o Governador se houver a autorização da Assembléia Legislativa – juízo de admissibilidade. Quanto à competência para julgar o vice, dependerá do crime e da Constituição Estadual. Governador não é dotado de irresponsabilidade relativa. Pode ser preso em flagrante, pode ser processado por crimes estranhos às suas atribuições.

BIII) Crime comum praticado por prefeito – é julgado, em regra, pelo TJ.

Súmula 702 do STF – ler.

99 Prefeito: crime estadual (incluindo o crime doloso contra a vida – art. 29, X, da CF (maior especialidade)) – TJ; crime federal – TRF; crime eleitoral – TRE. Aqui, será aplicado o critério da regionalidade – contrário ao critério do lugar da infração (art. 69, I, do CPP).

OBS.1: Prefeito não é dotado de irresponsabilidade relativa. Só o Presidente é dotado de tal garantia. A CF diz que o prefeito deve ser julgado por um órgão colegiado (não precisa ser um órgão especial do tribunal; pode ser turma, sessão etc.). OBS.2: Não cabe recursos ordinários para aqueles dotados de foro por prerrogativa de função.

22.04.2009

OBS: A CF em nenhum momento oferta competência originária de qualquer tribunal para vereadores e vice-governador. Assim, pode A CEstadual ofertar tal garantia a estas pessoas, todavia, não poderá estabelecer competência federal. Ex.: se o vereador praticar crime estadual, será julgado no TJ (caso a CE assim estabeleceu; se praticou um crime federal, será julgado na Justiça Federal – não será julgado no TRF).

3.5) PODER JUDICIÁRIO

3.5.1) Atribuições O Poder Judiciário é um dos três poderes clássicos previstos pela doutrina e consagrado como autônomo e indepes). BANDRÉS afirma que a independência judicial constitui um direito fundamental dos cidadãos, inclusive o direito à tutela judicial e o direito ao processo e julgamento por um Tribunal independente e imparcial.

100 Qual a atribuição do Poder Judiciário? Em 1748, quando Montesquieu escreveu O Espírito das leis, neste momento o Poder Judiciário possuía uma única função: substituir a vontade das partes impondo a sua; aplica o direito ao caso concreto; resolver conflitos com força definitiva. GILMAR MENDES diz que hoje se deve fazer uma interpretação constitucionalmente adequada do art. 2º da CF – entender tal artigo com a realidade hoje existente.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

O Poder Judiciário também busca a defesa dos direitos fundamentais – ele busca fazer com que todos respeitem os direitos fundamentais e que também concretizem tais direitos (tal atribuição surge após a 2ª guerra mundial). Ele também faz o seu auto-governo – para a manutenção da independência do Poder Judiciário como órgão do estado frente ao Executivo e Legislativo. Tem-se então a: autonomia administrativa, autonomia financeira, autonomia funcional. O Poder Judiciário resolve o conflito entre os demais poderes – para evitar a hipertrofia de um deles em detrimento dos outros, para se evitar abuso de poder. O Poder Judiciário defende a supremacia da CF – controle de constitucionalidade.

3.5.2) Características da prestação jurisdicional O Poder Judiciário/juiz exerce parcela da soberania do Estado ao julgar.

A) Inércia Não existe jurisdição sem autor; não existe decisão de ofício. O juiz deve ser inerte para a manutenção de sua capacidade subjetiva – nada mais significa do que a imparcialidade. Um juiz imparcial é um direito fundamental do cidadão, garantindo um processo justo. Cabe àqueles que compõem a função essencial da justiça dar a provocação – MP e advogados – possuem capacidade postulatória. OBS.: Delegado não tem capacidade postulatória, então por que ele pode representar por prisões e buscas e apreensões? E por que o juiz pode decretar de ofício a prisão preventiva? Há quem entenda hoje, de forma minoritária, que o Delegado de Polícia não pode

eu irei resolvê-lo”.101 representar sem a anuência do MP. instaurado o processo e não proferida a decisão final no prazo de sessenta dias pela Justiça Desportiva (administrativa). aplicando a lei a um caso concreto. sem dúvida. como os demais poderes do Estado. julgar. prover. na forma prevista nessa Constituição. o lesado poderá acionar o Poder Judiciário. em determinadas situações. parágrafos 1º e 2º. O juiz pode decretar de ofício a prisão preventiva. Não se pode permitir o uso da autotutela – há exceções. Porém. Estatuto da magistratura JOSÉ HORÁRIO CINTRA GONÇALVES PEREIRA – o enorme “interesse com as atividades do Poder Judiciário decorre. posterior à CF. da CF ao prever o esgotamento das instâncias da justiça desportiva como pré-requisito para o acionamento do judiciário. Ele não pode se eximir de resolver os conflitos. A coisa julgada. pois esta é de 1941. resultante de um conflito de interesses. o Estado disse que: “qualquer conflito de interesses. assim.. Funções típicas e atípicas A função típica do Poder Judiciário é a jurisdicional. São de natureza administrativa. São de natureza legislativa a edição de normas regimentais. . B) Substutividade/Indeclinabilidade Em determinado momento histórico. ou seja. concessão de férias aos seus membros e serventuários. Quanto a isto. os cargos de juiz de carreira na respectiva jurisdição. de natureza administrativa e legislativa. O Judiciário. pois ele não é dotado de capacidade postulatória. A partir deste momento. 217. denominadas atípicas. C) Definitividade Só o Judiciário traz a estabilidade – coisa julgada – trazendo. pois compete ao Poder Judiciário elaborar seus regimentos internos. pode ser relativizada. a segurança jurídica. possui outras funções. porém. a única exceção vem prevista no art. o Estado trouxe para si o monopólio da jurisdição. já a prisão temporária é de 1989. que lhe é posto. por ex.

nas nomeações. 187 da LC 75/93. ao analisar o art. de molde a promover maior segurança jurídica tanta da sociedade quanto dos candidatos – ADI 3460/DF. A Reforma do Judiciário busca encontrar alguns instrumentos para solucionar os problemas apontados. já que “depende” de lei infraconstitucional regulando os seus vetores (é o mesmo entendimento de HUGO NIGRO MAZZILLI). Considerou-se. da Res. o art. cujo cargo inicial será o de juiz substituto. 55/2004. mediante concurso público de provas e títulos.102 do fato de a prestação (de serviço) jurisdicional não atender aos anseios da população: em razão da demora dos processos. à ordem de classificação. dos entraves burocráticos. Assim. OBS.”. caput e parágrafo único. STF – estabeleceu. de 2004) PEDRO LENZA – trata-se de norma constitucional de eficácia limitada..: ler depois a nova resolução ainda não publicada do CNJ dispondo sobre as regras de concurso para a magistratura. Enfim. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases.. também que o momento da comprovação desses requisitos deve ocorrer na data da inscrição no concurso. três anos de atividade jurídica e obedecendo-se. que os 3 anos de atividade jurídica contam-se da data da conclusão do curso de Direito. A) Ingresso na carreira I . Todavia. o plenário do STF manteve o requisito de 2 anos de bacharelado em Direito para que candidatos possam se inscrever em concurso público para o cargo de Procurador da República (a maioria declarou constitucional a expressão “há pelo menos 2 anos” do art. da falta de recursos financeiros. O CNJ regulamentou a matéria – Res 11/2006 – a comprovação deve ser no momento da inscrição definitiva. exigindo-se do bacharel em direito. com redação dada pela Res. 35/2002. da total falta de aparelhamento moderno. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. uma gama de deficiências sempre detectadas e diagnosticadas. do despreparo dos funcionários e juízes. B) Outras normas . 93 da CF mais lei complementar disporá sobre o Estatuto da Magistratura.ingresso na carreira. no mínimo. e que a expressão ‘atividade jurídica’ corresponde ao desempenho de atividades privativas da bacharel em Direito. 7º.

(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. alternadamente. conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária nacional. b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antigüidade desta. de 2004) d) na apuração de antigüidade. c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento. b . salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago. aperfeiçoamento e promoção de magistrados. ao disposto nas alíneas a . (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. § 4º. o disposto nos arts.promoção de entrância para entrância. de 2004) VIIIA a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá. por antigüidade e merecimento. de 2004) V . de 1998) VII o juiz titular residirá na respectiva comarca. retiver autos em seu poder além do prazo legal. e assegurada ampla defesa. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. 37. salvo autorização do tribunal. não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferior a cinco por cento.a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto no art. de 1998) VI . no que couber. o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros. alternadamente. apurados na última ou única entrância. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. de 2004) IV previsão de cursos oficiais de preparação. injustificadamente. e 39. de 2004) VIII o ato de remoção. conforme procedimento próprio. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores. constituindo etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação em curso oficial ou reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados. não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão. de 2004) III o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antigüidade e merecimento.o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco por cento do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. assegurada ampla defesa. em nível federal e estadual. disponibilidade e aposentadoria do magistrado. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça. obedecido.103 II . atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento. c e e do inciso II. de 2004) e) não será promovido o juiz que. XI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 40. de 2004) . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. por interesse público. em qualquer caso. repetindo-se a votação até fixarse a indicação.

sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros. na medida em . de 2004) – ver ponto 3. de 2004) XV a distribuição de processos será imediata. às próprias partes e a seus advogados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. provendo-se metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno. em todos os graus de jurisdição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. funcionando. tanto em razão do próprio titular. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. aliás. • A) Garantias institucionais do Judiciário Garantias de autonomia orgânico-administrativa: tal garantia manifesta-se na estrutura e funcionamento do órgãos. poderá ser constituído órgão especial.104 IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. de 2004) XIV os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório. e fundamentadas todas as decisões. com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros. em determinados atos. de 2004) XI nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores. de 2004) XIII o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população. de 2004) X as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública. juízes em plantão permanente. XII a atividade jurisdicional será ininterrupta. para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno. em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. nos dias em que não houver expediente forense normal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. Dividem-se em: a) garantias de autonomia orgânico-administrativa e b) garantias de autonomia financeira. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. Garantias funcionais ou de órgãos – asseguram a independência (vitaliciedade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45.3. de 2004) Garantias do Judiciário JOSÉ AFONSO DA SILVA divide tais garantias em: • Institucionais – protegem o Judiciário como um todo.5. podendo a lei limitar a presença. sob pena de nulidade. ou somente a estes. mas em favor ainda da própria instituição. previstas. como instituição. inamovibilidade e irredutibilidade de subsídios) e a imparcialidade dos membros do Poder Judiciário (vedações). sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau.

ouvidos os outros tribunais interessados. § 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias. não poderá haver a realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. aos Presidentes dos Tribunais de Justiça. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45.Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios. esta garantia divide-se em dois grupos: o primeiro engloba as garantias de independência dos órgãos judiciários e o segundo abarca as garantias de imparcialidade dos órgãos judiciários. Art. § 1º . determinou que custas e emolumentos sejam destinados exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça. sem qualquer participação dos outros poderes. os valores aprovados na lei orçamentária vigente. dentre outras atribuições. compete: I . Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. com a aprovação dos respectivos tribunais. mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais.O encaminhamento da proposta.105 que se atribuem aos tribunais a competência para: a) eleger seus órgãos diretivos.no âmbito da União. em reforço à autonomia financeira do Poder Judiciário. 99. para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. de 2004) B) Garantias funcionais Segundo JOSÉ AFONSO DA SILVA. aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. de 2004) § 5º Durante a execução orçamentária do exercício. exceto se previamente autorizadas. ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo. b) elaborar regimento interno. II . o Poder Executivo considerará. Garantia de autonomia financeira: os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. § 2º . de 2004) § 4º Se as propostas orçamentárias de que trata este artigo forem encaminhadas em desacordo com os limites estipulados na forma do § 1º. c) organizar a estrutura administrativa interna de modo geral. com a aprovação dos respectivos tribunais. licença. A EC 45/2004. como a concessão de férias. .

grau de jurisdição – regra não-absoluta – pode o magistrado ser removido (além de posto em disponibilidade e aposentado) por interesse público. por exemplo. garantindo-se. fundando-se tal decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça. assim como todos os magistrados. os • • . e nada pode contribuir com tanta firmeza para essa independência como a permanência no cargo. ou seja. ***Todos os membros dos tribunais têm a garantia da vitaliciedade. através da regra do quinto constitucional – no exato momento da posse. Mesmo que um advogado integre a carreira da magistratura. sendo-lhe asseguradas todas as garantias inerentes ao processo jurisdicional. Inamovibilidade – garante-se ao juiz a impossibilidade de remoção. a debilidade do órgão julgador resultaria em opressão e medo da influência de ações coordenadas. mediante aprovação no concurso de provas e títulos (nestes dois primeiros anos. Deve ser feita uma ressalva de que esta garantia não os exime de acompanhar as forças em operações junto às quais tenham de servir dado o caráter da justiça militar. adquirirá a vitaliciedade. de uma comarca para outra. ou mesmo sede. após 2 anos de efetivo exercício da carreira. o livre exercício das atribuições jurisdicionais. como garantia de independência e imparcialidade do órgão julgador. Irredutibilidade de subsídios – o subsídio dos magistrados não poderá ser reduzido. permitindo uma atuação mais técnica. câmara. sem seu consentimento. Ela somente é adquirida após o chamado estágio probatório. de um local para outro. assim. garantia que se consubstancia em um baluarte da justiça pública e segurança pública. A doutrina norte-americana já apontava a necessidade de permanência do magistrado no cargo.106 Garantias de independência dos órgãos judiciários: • Vitaliciedade – o magistrado (também MP e TCU) só perderá o cargo (uma vez vitaliciado) por sentença judicial transitada em julgado. independentemente da forma de acesso. tribunal. de inamovibilidade. STF – trata-se de uma garantia nominal e não real. ou seja. o juiz ocupará o cargo de juiz substituto). pois. assegurada a ampla defesa. não tendo que passar por qualquer estágio probatório. Os juízes militares gozam. O fato de os magistrados serem vitalícios permite-lhes certa liberdade de preocupação a respeito da aprovação pública.

antes de decorrido 3 anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração – quarentena de saída. ou pretexto. Receber. . auxílio ou contribuições de pessoas físicas.3) Organização do Poder Judiciário Art. • 3. 92. 92 e seguintes da CF. Ele está acima dos tribunais superiores. Garantias de imparcialidade dos órgãos judiciários Aos magistrados é vedado: • Exercer.107 magistrados não estão livres da corrosão de seus subsídios pela inflação. Ele não possui jurisdição (art. Exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou. custas ou • • • Dedicar-se à atividade político-partidária. salvo uma de magistério (Res. (CNJ*) STJ TST TSE STM São os tribunais superiores (*) – criado pela EC 45/2004 – está abaixo da CF e acima dos tribunais superiores. Receber. a qualquer título participação em processo. de funções nos Tribunais de Justiça Desportiva e em suas Comissões Disciplinares). outro cargo. da CF) – possui função administrativa. ainda que em disponibilidade. entidades públicas ou privadas. a qualquer título ou pretexto. ou função.5. STF Não é um tribunal superior. CNJ 10/2005 – veda o exercício. pelos integrantes do Poder Judiciário. ressalvadas as exceções previstas em lei. parágrafos 1º e 2º.

(*) – Justiça Militar Estadual – 1º grau – conselho de justiça (oficia de duas maneiras: juiz de direito. (Justiça Especiais) – TRE (27) Abaixo deles há os juízes eleitorais e juntas eleitorais .5. 2º grau – tribunal de justiça (em 3 Estados já existem tribunais de justiça militar – SP.108 Dá para dividir em justiça comum (STJ) e justiças especiais (TST. MG. deve exercer o cargo por 5 . assim. 12.TRT Abaixo há os juízes do trabalho. singularmente. B) Requisitos para ser ministro • • Ser brasileiro nato – art. RS). TSE e STM). Idade mínima de 35 anos (capacidade política absoluta) e máxima de 65 anos (aos 70 ele se aposentará compulsoriamente. conselho de justiça colegiado). 3. parágrafo 3º. Está na linha sucessória da Presidência da República. da CF. 101 da CF. (Justiça Comum) – TRF (são 5) TJ* (são 27) Abaixo deles há o: juízes federais e juízes estaduais.4) Supremo Tribunal Federal A) Composição São 11 os Ministros do STF – art.TRM – ainda não existem Abaixo há as juntas militares .

• Notável conhecimento jurídico – é o que dispensa prova. Notável conhecimento jurídico. 33 ministros (ele e o TSE . O que existia era o Tribunal Federal de Recursos (TFR).5. e indica os nomes e o Senado aprova por maioria absoluta de votos – sabatina – o SF questiona ao indicado.5) Superior Tribunal de Justiça Art. • O Presidente da República escolhe brasileiros que preencham estes requisitos.: Por que o SF deve aprovar os ministros do STJ e STF? R. 104 da CF. A razão da criação do STJ foi a uniformização de jurisprudência (considerado um tribunal nacional).mínimo 7 . O Presidente escolhe e o Senado aprova por maioria absoluta. Ele foi criado em 1988 (não existia antes da CF de 1988). Não é moral que ele exerça o cargo por 1 ano e se aposente como Ministro do STF). Idade mínima de 35 anos. A sociedade entende que aquele cidadão é um cultor de ciências jurídicas. Reputação ilibada/idônea. 3.: Freios e contrapesos – controle do Executivo e Legislativo sobre o Judiciário. no mínimo. . máxima de 65 anos. A) Composição No mínimo.não possuem número fixo). OBS. B) Requisitos para ser Ministro no STJ • • • • Ser brasileiro (nato ou naturalizado).109 anos. Reputação ilibada/idônea.

o STJ reduz para 3 membros. Dividiu-se o território nacional em 5 regiões: • TRF da 1ª região – fica em Brasília. TRF da 3ª região – sede na cidade de São Paulo. Minas Gerais do Sudeste. O Presidente do STJ oficia aos TJ’s e os nomes são por eles dados. . Maranhão e Piauí. Um dos ministros do STJ se aposentou e é da categoria dos TJ’s. Sede em Recife. Abrange o Estado do RJ e ES. Abrange o DF e mais 13 Estados da Federação: todos da região norte. é vinculada a categorias (diferentemente da escolha do STF): • • • 1/3 dentre desembargadores de Tribunais de Justiça. Maranhão e Piauí. a escolha é diferente. Foram criados em 1988 com a CF. No mínimo há 7 desemabrgadores. ao final. indo ao Presidente da República que escolherá um nome. 3. chegando. 1/3 dentre OAB e MP. No tocante aos membros do MP e advogados. menos Mato Grosso do Sul. TRF da 5ª região – todos os Estados do Nordeste. Abrange os Estados da região Sul. numa lista de 3 nomes. O mesmo ocorre com a OAB. do Norte: Bahia. todos do Centro-Oeste.5. aqui. de forma alternada. Abrange São Paulo e Mato Grosso do Sul. menos Bahia. 1/3 dentre desembargadores de TRF’s. remetendo ao Presidente da República para que este indique um nome ao Senado. Desta lista de 6. Idade mínima de 30 anos. TRF da 4ª região – sede em Porto Alegre.6) Tribunais Regionais Federais São 5. DF. • • • • É possível a criação de novos TRF’s. TRF da 2ª região – fica no Rio de Janeiro. O MP remete ao STJ uma lista com 6 nomes.110 A escolha do Presidente da República. indicando ao SF.

• 3 dentre ministros do STF – os 11 ministros do STF fazem uma eleição e escolhem quais dentre eles oficiarão . A justiça federal em 1º grau de jurisdição foi criada pela Lei 5010/66. São 27 ao total. a atribuição para investigar os crimes eleitorais é da Polícia Federal.111 3. • • A) Composição do TSE No mínimo. 3. • Ela é uma justiça federal especializada.8) Tribunais de Justiça Cada Estado possui o seu TJ.7) Juízes Federais Há mais ou menos 1400 juízes federais no Brasil. Não existe um quadro próprio de juízes eleitorais (ninguém faz concurso para juiz eleitoral). permitida uma única recondução por mais 2 anos.5.5. em cada seção ou subseção há uma delegacia de polícia federal.5. Assim. Idade mínima de 30 anos. 3. A seção judiciária é dividida em subseções judiciárias. Em regra. 3. Todos os da Justiça Eleitoral exercem mandato de 2 anos. OBS.: A justiça federal é dividida em seções judiciárias (e não em comarcas). 7 ministros. Ela empresta juízes comuns federais e comuns estaduais. O concurso para juiz federal é regional (cada região promove o seu concurso).9) Juízes de direito As Justiças estaduais são dividas em comarcas. No mínimo são 7 desembargadores (varia de acordo com o número de habitantes).10) Justiça Eleitoral Tais regras se aplicam a toda justiça eleitoral.5.

Ex. Será desembargador federal naquele Estado que for sede de TRF. escolhidos da seguinte forma: • • • 2 desembargadores do TJ. 1 representante da Justiça Federal – escolhido pelo TRF pode ser uma desembargador federal ou um juiz federal. por mês. um juiz de direito sendo morto porque condenou um sujeito pela prática de um crime eleitoral – competência da justiça federal. do TRE um dos dois • • C) Juiz Eleitoral É um juiz de direito (juiz estadual). 2 juízes de direito de entrância mais elevada – o TJ escolhe os juízes de direito. 2 da OAB – o STF faz uma lista de advogado e remete ao Presidente da República e escolhe 2. Tais advogados poderão continuar advogando. Somente será presidente desembargadores do TJ. Cada TRE tem 7 juízes.000.: mesário nos dias das eleições – servidor público federal por delegação. • • 2 dentre ministros do STJ – todos escolherão os 2 ministros que também oficiarão no TSE.10 + R$ 4. menos em matéria eleitoral. • • B) TRE São 27 ao todo. Ex. menos em matéria eleitoral). . 2 advogados – o TJ faz uma lista e remete ao Presidente da República e este escolherá os 2 que oficiarão no TER (podem advogar. oficiando ao Senado Federal.O ministro que trabalha nos dois tribunais ganha R$ 24.: um juiz de direito sendo morto porque brigou no trânsito – competência da justiça estadual.500. Só pode ser Presidente do TSE um dos ministros do STF.00. no exercício de uma função eleitoral (princípio da delegação – há uma competência federal que é exercida por um servidor público estadual).112 também no TSE. Um dos dois do STJ será o Corregedor-Geral Eleitoral.

Conselho especial julga apenas oficiais (menos os oficiais generais – julgados pelo STM).11) Justiça Militar Existem 2 justiças militares: JMUnião e JMEstado (única justiça especial que o Estado pode criar). pelos juízes de direito e pelos . a Justiça Militar estadual. É o próprio juiz eleitoral + 2 ou 4 cidadãos (está previsto no Código Eleitoral). 10 são militares (3 oficiais generais da marinha. Só possui competência criminal (não possui competência cível). 3. Composição do STM: compõe-se de 15 ministros. parágrafo 3º. 125. 1 juiz auditor militar 1 membro do MPM – brasileiros natos ou naturalizados). em primeiro grau. Art.Lei 1001/69 – CPM. Auditorias militares: são 12 em todo o território nacional. da CF § 3º A lei estadual poderá criar.5. Todos maiores de 35 anos. Só pode ser criada por iniciativa privativa do Tribunal de Justiça.Lei 1002/69 .CPPM). Conselho permanente: juiz auditor militar + oficiais militares (julga não oficiais e civis). constituída. A) Justiça Militar da União Ela julga os crimes militares (Dec. mediante proposta do Tribunal de Justiça.113 D) Junta eleitoral A CF não diz qual a composição da junta eleitoral. Julga os crimes militares contra as FAB praticados por militares e civis. B) Justiça Militar Estadual É a única justiça especializada que pode ser criada pelo EstadoMembro. escolhidos pelo Presidente e aprovados pelo Senado Federal. 4 do exército e 3 da aeronáutica – só brasileiros natos) e 5 são civis (3 advogados. Dec. Ela funciona de 2 maneiras (conselho permanente e conselho especial).

• O juiz de direito atuará sozinho quando o crime for praticado contra civil (menos os já ditos logo acima). nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares. • A JME não julga os crimes dolosos contra a vida cuja vítima seja civil (quem julgará é a justiça comum).114 Conselhos de Justiça e. cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. Nos Estados em que há TJMilitar há concurso público próprio para juiz auditor militar. cabendo ao Conselho de Justiça. • O colegiado julgará quando a vítima também for militar § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados. processar e julgar os demais crimes militares. ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes. pelo próprio Tribunal de Justiça. ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil. O Conselho de Justiça oficia de duas maneiras: juiz de direito julgando monocraticamente e o Conselho de Justiça de forma colegiada (juiz de direito + oficiais militares).12) Justiça do Trabalho . o 2º grau é o próprio Tribunal de Justiça (em 3 estados há o TJMilitar – RG. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. em segundo grau. MS e SP). os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares. • A JME não julga crime de tortura praticado por PM (é julgado pela justiça comum). • A JME não julga crime de abuso de autoridade praticado por militar (Lei 4898/65). (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45.5. sob a presidência de juiz de direito. singularmente. de 2004) 3. de 2004) O 1º grau dessa justiça é o Conselho de Justiça. Regras da Justiça Militar Estadual: • Ela nunca julga civis – só PM e corpo de bombeiro militar – súmula 53 do STJ. de 2004) § 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar. • Ela possui competência cível – advento com a EC 45/2004 (JMU não tem competência cível).

. Lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45.5. Na divisão do quinto constitucional.115 A) TST 27 ministros. a primeira metade é formada pelos mais antigos e a segunda metade é escolhida por eleição. com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros. Existem Estados que não possuem TRT’s.) XI nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores. 93. Destes 27 membros. da CF Art. 93. 25 membros. 1/5 serão escolhidos dentre membros do MP e OAB. XI. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. B) TRT São 25 tribunais. . Trata-se de uma norma bastante em si mesma – de eficácia absoluta. escolherão 6 membros – 3 OAB e 3 do MP. todos com mais de 10 anos de efetivo exercício). Até a EC 45/2004.. os membros do órgão especial eram os mais antigos do tribunal. 3. escolhidos pelo Presidente e o nome deverá ser aprovado pelo SF. deve-se escolher o número inteiro acima (no caso. poderá ser constituído órgão especial. no máximo. Em São Paulo há 2 – Campinas e Capital. C) Juízes do Trabalho Cada TRT faz o seu concurso. para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno. 11 membros e. se o número não for inteiro. provendo-se metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno.13) Órgão Especial Vem previsto no art. no mínimo. Todos devem ter mais de 35 anos. de 2004) Terá. Hoje. Com o advento desta emenda. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. houve uma democratização do órgão especial. todos togados e vitalícios (não existem mais juízes classistas). observados os seguintes princípios: (.

É composto por 15 membros. 103-A da CF. 103-B. falta o art. não podendo reformar decisão judicial. II. financeira e orçamentária prescritas na CF. I.2: É ele um órgão de controle externo no Poder Judiciário? Não.5. . 98. § 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional. de 2004) – nada fala do CNJ. da CF (juizados especiais) e o tribunal do júri (direito fundamental no cidadão – art. Nenhum dos dois estão no art.: Nesta estrutura.14) Conselho Nacional de Justiça Ele não exerce jurisdição. 92 da CF. OBS. O STF. 9 são juízes e também porque não exerce jurisdição. súmula 649: SÚMULA Nº 649 É INCONSTITUCIONAL A CRIAÇÃO. Ele foi criado pela EC 45/2004. Nos termos do art. POR CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. parágrafo 4º.116 OBS. da CF). OBS. compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes. 3. OBS.: Membro do CNJ pode cometer crime de responsabilidade. Está previsto no art. sendo julgado pelo Senado Federal – art. cabendo-lhe. pois dos 15 membros. 52. da CF. além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura.3: CNJ é constitucional? R. assim repudia qualquer atividade externa que atente contra a garantia de autogoverno dos Tribunais e a autonomia administrativa. Não é um órgão reformador e sim um órgão administrativo. DE ÓRGÃO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO DO PODER JUDICIÁRIO DO QUAL PARTICIPEM REPRESENTANTES DE OUTROS PODERES OU ENTIDADES.: STF. 5º. XXXVIII. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45.

a oposição na CDeputados considerava inaceitável a composição do Conselho Nacional da Magistratura da maneira como apresentada pela PEC. como também não conheceu a ação. mas o modelo vindicado pela oposição seria. total ou parcialmente.: STF – ADI 1289 – admite o preenchimento dos cargos de juiz com os candidatos que tenham tempo inferior a 10 anos na hipótese de inexistência de pelo menos 6 candidatos com esse requisito temporal. com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional. indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. I). elaborando uma nova constituição. fatalmente. e 115. dos Tribunais do Estados. Quinto constitucional Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais. e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada.1: Na hipótese de não existir membros do MP que preencham os requisitos constitucionais. como compor a lista sêxtupla? R. distrital ou regional federal por cinco não resultar em um número inteiro. 2º e 18 da CF. que formará lista tríplice. declarado inconstitucional pelo o STF. Trata-se de uma obrigatoriedade (previsão expressa). o arredondamento sempre deverá ser para cima. arts. O STF afastou o vicio formal de inconstitucionalidade. 94. com mais de 10 anos de carreira. se a divisão dos membros de um determinado tribunal estadual. Assim. OBS. para que a refaça. OBS.117 À época. escolherá um de seus integrantes para nomeação (CF.: STF – O Tribunal pode recusar a lista sêxtupla. A solução harmônica à CF é a devolução motivada da lista sêxtupla à corporação da qual emanada. enviando-a ao chefe do Poder Executivo que.2: E se a lista sêxtupla apresentada contiver nomes que não preencham os requisitos constitucionais? R. conforme o número de candidatos . questionando a constitucionalidade do CNJ por afronta aos arts. considerando constitucional o CNJ. além de vício formal . que encaminharão as indicações ao Tribunal respectivo. só podendo falar-se em verdadeiro controle externo através da manifestação do poder constituinte originário. do DF e Territórios e dos TRT’s será composto de membros do MP. nos 20 dias subseqüentes. Em 9/12/2004 foi ajuizada a ADI 3367 pela a AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros. a fim de darlhe verdadeira feição de controle externo. reivindicando a sua formação preponderantemente por pessoas alheias à magistratura.

no orçamento das entidades de direito público. 100. SÚMULA Nº 655 do STF A EXCEÇÃO PREVISTA NO ART. de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado. "CAPUT". Impede qualquer espécie de favorecimento. apresentados até 1º de julho. ou seja. desvinculados os precatórios da ordem cronológica dos créditos de natureza diversa. quando terão seus valores atualizados monetariamente. 100 da CF – disciplina os pagamentos devidos pela Fazenda Federal. Estadual ou Municipal. EM FAVOR DOS CRÉDITOS DE NATUREZA ALIMENTÍCIA.118 desqualificados: dissentindo a entidade de classe. Súmula 144 do STJ: Os créditos de natureza alimentícia gozam de preferência. Finalidade: assegurar a isonomia entre os credores – princípio da isonomia. a rejeição parcial ou total do tribunal competente às suas indicações. constantes de precatórios judiciários. Precatórios Art. OBS. de forma paralela. Ordem dupla de precatórios: é a regra adotada – fiel observância das requisições judiciais de pagamento de créditos de natureza alimentícia. É obrigatória a inclusão. que detém preferência e de créditos de outras naturezas. TST e STM) que terão regras próprias para sua composição.3: A regra do quinto constitucional não se aplica aos órgãos de superposição (STF e STJ) nem aos Tribunais Superiores (TSE. LIMITANDO-SE A ISENTÁ-LOS DA OBSERVÂNCIA DA ORDEM CRONOLÓGICA DOS PRECATÓRIOS DECORRENTES DE CONDENAÇÕES DE OUTRA NATUREZA. na via processual adequada. seja por razões políticas ou pessoais – princípio da impessoalidade. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. . em virtude de sentença judiciária. a ela restará questionar em juízo. NÃO DISPENSA A EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. DA CONSTITUIÇÃO. haverá uma ordem cronológica de precatórios para os créditos alimentares e outra ordem cronológica para os créditos não alimentares.

nas hipóteses de a execução de a execução ultrapassar os valores definidos. vale dizer. na forma de dispensa da expedição do precatório.Min. ELLEN GRAICE – “a desobediência judicial que autoriza a intervenção exige expressão ativa de vontade. não podendo fracioná-lo. 100. então. Sequestro de bens públicos: Não se permite determinação judicial de seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. a atuação dolosa e deliberada do Estado-membro com a finalidade de não-pagamento dos precatórios alimentares”. Parcelamento e complementação do precatório: são vedados a expedição de precatório complementar ou suplementar de valor pago. só permitindo constitucionalmente na hipótese de desrespeito da ordem cronológica de pagamentos dos precatórios. Intervenção Federal: o não-pagamento de débitos oriundos de sentenças judiciais transitadas em julgado. bem como fracionamento. constantes de precatórios judiciários.119 Exceções ao precatório: excluir-se-á da regra de expedição de precatórios os pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal (60 salários mínimos). de acordo com a sua capacidade orçamentária) deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. poderá renunciar ao crédito do valor excedente. Malgrado o entendimento de os bens públicos serem impenhoráveis. em parte. deverá cobrar todo valor. . optando pelo pagamento do saldo sem o precatório. na forma prevista no parágrafo 3º do art.456-RJ. autorizando a decretação de intervenção federal. STF . Ou o credor exeqüente abre mão da parte que exceder o valor do crédito considerado de pequeno valor e cobra-o sem a formalidade do precatório. O credor. Estadual (40 salários mínimos) ou Municipal (30 salários mínimos até que seja editada norma legal pela respectiva unidade federativa – STF – este pequeno valor tem caráter transitório e abre margem para que as entidades de direito público disponham livremente sobre a matéria. entendemos que o referido seqüestro pode se dar tanto sobre a quantia indevidamente recebida pelo credor beneficiado. repartição ou quebra do valor da execução. ou. poderá consistir em desobediência à ordem judicial. conforme entendimento do Pleno do STF no julgamento do RE 82. como sobre as rendas da Fazenda Pública infratora. a fim de que seu pagamento não se faça.

os meios de interpretação eram os mesmos (criados por SAVIGNY).1) MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO 4. A doutrina alemã foi quem criou tais métodos. FORSTHOFF parte da premissa da tese da identidade entre constituição e lei. limitada. Razões para a utilização desses métodos: os direitos fundamentais se expressam por princípios. c) elemento lógico. por terem sido desenvolvidos para o direito privado. a constituição nada mais é do que uma lei. 4. b) elemento histórico. A principal crítica deste método é que os elementos clássicos. criou-se o constitucionalismo contemporâneo – neo-constitucionalismo (mais ou menos por volta de 1950).120 27. . a constituição trata sobre todos os ramos do direito e cada norma constitucional tem uma determinada eficácia (contida.2009 – MARCELO NOVELINO 4) HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL Durante 150 anos. Segundo ele. são insuficientes para dar conta das complexidades que envolvem a interpretação constitucional. a constituição deve ser interpretada pelos mesmos elementos utilizados para a interpretação das leis não necessitando de métodos próprios.04.1. Por ser uma lei.1) Método hermenêutico clássico ou método jurídico O principal defensor deste método é ERNEST FORSTHOFF (Alemanha). É chamado de hermenêutico clássico. até meados da segunda guerra mundial. Os elementos clássicos são os desenvolvidos por SAVIGNY: a) elemento gramatical/literal. d) elemento sistemático. ideologia ou préinterpretação do intérprete. Após a segunda guerra mundial. pois se utiliza dos elementos clássicos/tradicionais de interpretação. plena).

Os próximos métodos que serão vistos parte de um raciocínio aporético (surge através de um problema a ser resolvido).1. Tal decisão será variável a cada realidade histórica). pois se baseia em tópicos. Pode-se. Ele não serve de parâmetro para o controle..1. A tese que o STF adota é a da irrelevância jurídica do preâmbulo. Chama-se de “tópico”. Também são chamados de métodos concretistas. Tal método também é chamado de método valorativo. . Este método buscará o espírito da constituição. como por ex. associar este método com o preâmbulo da constituição. Tal método leva em consideração outros fatores extraconstitucionais. Estes dois métodos partem de um raciocínio sistemático. Com isso. então. de método Há duas críticas feitas por CANOTILHO sobre tal teoria: a indeterminação e mutabilidade dos resultados (a teoria conduz a resultados variáveis. pois lá se encontra os valores supremos da constituição. a realidade social de cada momento histórico. O preâmbulo da constituição não é norma jurídica.121 4. Os valores que inspiraram a criação dessas normas são o espírito da constituição. 4.2) Método científico-espiritual Desenvolvido pelo o autor alemão RUDOLF SMEND. é chamado também integrativo (princípio do efeito integrador). Além desses nomes. de argumentação. São métodos utilizados quando existir um problema a ser resolvido (hard cases).3) Método tópico-problemático THEODOR VIEHWEG foi o responsável pela retomada deste método. tal método também é chamado de método sociológico. imprecisos. (cujo plural é topoi – são esquemas de pensamento. MARCELO NOVELINO discorda do posicionamento do STF. pontos de vista). formas de raciocínio.

É o único método que não existe uma crítica contundente. Críticas feitas a este método: a) a interpretação deve partir da norma para a solução do problema e não do problema para a norma como é feito por este método. pois normas excepcionais devem ser interpretadas restritivamente. de política constitucional entre outros). não há como utilizar o método hermenêutico-concretizador. c) pouca importância atribuída à jurisprudência.122 Estes tópicos podem ser extraídos da jurisprudência dominante. correspondência de um presidiário não pode ser violada pelo diretor do presídio em regra. o argumento que prevalecerá é o método que for mais convincente. mas o sigilo pode ser violado quando o sigilo epistolar for utilizado como escudo protetivo para prática de atividades ilícitas. Chama-se de problemático. consiste em primeiramente existir uma para aplicar. b) neste método. utilizados pelo STF: não cabe iniciativa popular de emenda constitucional. Assim. Chama-se de estruturante. 4.5) Método normativo-estruturante FRIEDRICH MULLER.4) Método hermenêutico-concretizador KONRAD HESSE. Para revelar o sentido e alcance da constituição. Crítica genérica (aplicável a todos os métodos concretistas) Enfraquecimento da força normativa e quebra da unidade da constituição. Ex. A aplicação só existe se interpretação. concretização de uma norma fala-se em HESSE. Segundo indissociáveis. pois este autor desenvolve uma estrutura de concretização da norma jurídica feita através de vários elementos (metodológicos. senso comum. c) compreensão prévia do intérprete (círculo fechado de intérpretes).1. pois o método é desenvolvido por uma teoria de argumentação ao redor de um problema. interpretação não é sinônimo de interpretação). mas . Quando se fala em aplicar a lei. há uma primazia da norma sobre o problema. doutrina majoritária. mas só se interpreta se for Elementos básicos: a) Se não houver um problema a ser resolvido. 4. dogmáticos. b) casuísmo ilimitado – cada caso sendo resolvido de determinada maneira. interpretação e aplicação são processo unitário. Não se deve falar em interpretação. a hermenêutica é quem fornecerá os elementos para a interpretação (logo.1.

PAULO BONAVIDES acrescenta um sexto método. Os elementos dogmáticos seriam a doutrina e a jurisprudência.2. um único método correto. Sua presença torna a decisão mais democrática (STF – deve o amigo da corte habilitar-se até a pauta de julgamento). 4.1) Corrente interpretativista Adota uma postura conservadora. Tal autor cria o domínio normativo – é a realidade social tratada pelo texto da norma.: a figura do animus curiae (amigos da corte) – quem tem representatividade na sociedade poderá ser amigo da corte. Crítica: enfraquecimento da força normativa e quebra da unidade.1. CANOTILHO: não existe um único método justo. . 4. um complementa o outro. mas também na sua interpretação. Todo aquele que vive uma realidade constitucional é o seu legítimo intérprete.2) INTERPRETATIVISMO E NÃO-INTERPRETATIVISMO O principal local de debate é os EUA.6) Método concretista da constituição aberta PETER HÄBERCE. pois todos eles. Críticas: enfraquecimento da força normativa e quebra da unidade da constituição. e não apenas um. mesmo partindo de premissas diferentes. Ex. O intérprete deve levar em consideração os dois. A interpretação seria um elemento da concretização. A democracia deve ser levada em consideração não apenas na elaboração da norma. 4. Através dessa estrutura a norma é concretizada. e o programa normativo – é a norma propriamente dita.123 sim em concretização da norma.

Parte de 2 pressupostos: a) princípio da supremacia da constituição – o ato do poder público só será válido se obedecer a forma e o conteúdo previsto na CF.2. Qual o seu pressuposto? R. b) princípio da . normas que devem ser aplicadas na medida exata de suas prescrições. – aplicação de uma regra.3. O princípio tem um peso relativo. compulsoriamente – a idade é 70 anos e acabou. pois sempre dependerá do caso concreto. 2ª premissa: cabe ao juiz apenas aplicar a CF. As regras são mandamentos de definição.2) Não-intepretativismo É uma postura/corrente progressista. Como se chama o procedimento de aplicação dos princípios? R.: Cada geração tem o direito de viver a constituição ao seu modo. 4.: Ponderação/balanceamento/sopesamento.124 1ª premissa: respeito absoluto ao texto e à vontade do constituinte – cabe ao Judiciário revelar simplesmente a vontade original do constituinte.1) Princípio da interpretação conforme a constituição HESSE e MULLER.3) PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO/PRINCÍPIOS INSTRUMENTAIS OU POSTULADOS NORMATIVOS Postulados normativos são normas de segundo grau que estabelecem a estrutura de aplicação de outras normas. 4. as regras obedecem à lógica do “tudo ou nada”. Enquanto os princípios obedecem à lógica do “mais ou menos”. uma hierarquia de princípios. A única resposta correta é a vontade originária do constituinte originário. não precisa discutir se com 68 anos se aposenta ou não ou se pode trabalhar até os 71 anos etc. A regra se aplica através da subsunção. Tal respeito faz com que esta corrente seja conhecida como corrente textualista. e não a modificar. originalista.: servidor público deverá se aposentar com 70 anos de idade. 4. Ex. os juízes devem desenvolver e evoluir o texto constitucional. Assim. ou seja. assim. 3ª premissa: única resposta correta. Não há como estabelecer abstratamente.

125 presunção de constitucionalidade das leis – trata-se de presunção relativa (por isso que existe controle de constitucionalidade). Diante de normas polissêmicas ou plurissignificativas, deve-se optar pela interpretação que seja compatível com a CF. Segundo o ***STF, a interpretação conforme é equivalente à declaração de nulidade sem redução de texto. Não é necessário observar a reserva de plenário, nem da interpretação conforme, nem na declaração de nulidade.

4.3.2) Princípio da unidade Nada mais é do que a interpretação sistemática. Impõe ao intérprete a harmonização das tensões e contradições entre normas constitucionais. O principal papel deste princípio é afastar uma tese alemã, defendida por OTTO BACHOF, das normas constitucionais inconstitucionais (norma constitucional originária inconstitucional) – não existe no Brasil. BACHOF comenta a idéia de KRUGER, de que existe hierarquia nas normas constitucionais. Norma originária não pode ser declarada inconstitucional – impossibilidade jurídica do pedido. Este princípio afasta a tese de hierarquia, pois todas as normas estão no mesmo nível.

4.3.3) Princípio do efeito integrador Por ser a constituição o principal elemento no processo de integração comunitário nas resoluções de problemas jurídicoconstitucionais, deve ser dada primazia aos critérios que favoreçam a integração política e social.

4.3.4) Princípio da concordância prática O princípio da unidade é usado quando há um conflito de normas abstratamente – conflito aparente de normas. O princípio da concordância prática é usado quando há um conflito de normas no caso concreto; é a colisão. Diante de uma colisão de direitos, cabe ao intérprete coordenar e combinar os bens jurídicos em conflito, realizando uma redução proporcional no âmbito de alcance de cada um deles. O intérprete não pode sacrificar um para privilegiar o outro; deve fazer tal redução proporcional de cada um deles.

126

4.3.5) Princípio da relatividade ou da convivência das liberdades públicas Não existem princípios absolutos, pois todos encontram limites em outros princípios também consagrados na CF.

4.3.6) Princípio da força normativa da constituição Não há nenhum critério de interpretação; é mais um apelo ao intérprete. Na interpretação constitucional, deve ser dada preferência às soluções densificadoras das normas que as tornem mais eficazes e permanentes. Interpretações divergentes enfraquecem a força normativa da constituição. O STF é o guardião da CF e cabe a ele dar a última palavra. Ex.: efeito transcendentes dos motivos determinantes.

4.3.7) Princípio da máxima efetividade Ele se aplica apenas aos direitos fundamentais. Tal princípio está previsto no art. 5º, parágrafo 1º, da CF – CESPE  Todos os direitos fundamentais se aplicam independentemente de qualquer condição, aplicando diretamente? R.: O art. 5º, parágrafo 1º, da CF deve ser entendido não como uma regra, mas sim como um princípio.

4.3.8) Princípio da conformidade funcional ou justeza Tem por finalidade impedir que os órgãos encarregados da interpretação constitucional cheguem a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório funcional estabelecido pela CF. Exs.: abstrativização do controle difuso de constitucionalidade.

14.05.2009

5) CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

5.1) INTRODUÇÃO

127 O que é controlar a constitucionalidade? R.: Controlar a constitucionalidade significa indagar a respeito da compatibilidade ou incompatibilidade em relação à Constituição – “a norma infraconstitucional é adequada à norma constitucional?”. Tal controle possui um objetivo: garantir a supremacia da Constituição/fazer com que a constituição seja atendida – princípio da supremacia constitucional. Quando se fala em controle de constitucionalidade há dois mundos: a) mundo do ser – a um antecedente, obrigatoriamente há uma conseqüência; o homem não consegue mudar a conseqüência de determinado antecedente. As leis do mundo do ser são imodificáveis. As leis do mundo do ser são leis naturais (leis da biologia, da química, da física etc.); b) mundo do dever-ser – regras de educação, regras de etiqueta, regras morais, regras jurídicas. Dentro deste mundo. A um antecedente, o homem, com sua inteligência liga a conseqüência ao que mais lhe interessa. Ex.: art. 121 do CP – matar alguém  1ª conseqüência: homicídio simples (pena de 6 a 20 anos); 2ª conseqüência: homicídio qualificado (pena de 12 a 30 anos); 3ª conseqüência: não ser crime por estar acobertado pela legítima defesa; 4ª conseqüência: latrocínio (pode ser que ocorreu um roubo seguido de morte). Enfim, para o mesmo antecedente, há várias conseqüências, que ocorrerá a que melhor interessar ao homem. Enquanto as regras de moral são postadas de forma horizontal (todas elas sem encontram na mesma categoria. Não há, entre elas, hierarquia), as regras jurídicas são postadas de forma vertical.

A Constituição é chamada de lei-ápice – ela encerra o sistema, encontrando-se no ápice da pirâmide normativa. Existem duas espécies de supremacia: a) supremacia formal da constituição – a CF é uma norma suprema porque decorre do poder constituinte originário e este é ilimitado juridicamente, enquanto as demais leis são decorrentes do poder constituído legislativo; b) supremacia material da constituição – a CF é o documento mais importante que nós temos; as matérias tratadas na CF são as mais importantes para a sociedade política, chamada Estado.

Todos os Estados sempre tiveram e sempre terão constituição. O movimento chamado Constitucionalismo, que surge na Europa por volta de 1789, teve um objetivo: dar aos Estados constituições escritas, o que FERDINAND LASSALE denominava de constituição “folha de papel”. Para este autor, o que mais interessava eram os fatores reais de poder.

mais dificultoso (existe uma diferença entre o processo legislativo comum e o especial). mas ela possui uma parte que é super-rígida (o que seria as cláusulas pétreas – art. Não há controle de constitucionalidade se a constituição não for do tipo rígida. b) flexível/plástica: é aquela em que a constituição se modifica.128 As duas primeiras constituições escritas foram a constituição americana de 1787 e a francesa de 1791. altera-se pelo mesmo processo legislativo de uma norma ordinária (aqui não existe diferença entre lei constitucional e lei infraconstitucional). b) organização do Estado. Naquele momento histórico.2. objetivos do Estado. ela pode ser: a) rígida – é aquela que detém um processo legislativo de alteração mais solene e burocrático. da CF). de antemão inconstitucional. direitos sociais. c) divisão orgânica de Montesquieu.1) No momento em que ele é feito/elaborado Tendo em conta o momento em que ele é feito. ele pode ser de dois tipos: • Controle preventivo de constitucionalidade – tem por objetivo impedir que a norma inacabada (portanto. assim. c) semi-rígida/semi-flexível: algumas normas se alteram através de um processo mais dificultoso. projeto de lei). mais trabalhoso. 5. tais temas mudam de importância. diferente de outras normas que podem ser modificadas atendendo ao mesmo processo legislativo da lei ordinária (a CF de 1824 foi uma constituição semi-rígida. as matérias mais importantes para a sociedades eram os seguintes: a) direitos e garantias fundamentais.2) CLASSIFICAÇÃO CONSTITUCIONALIDADE DO CONTROLE sobre controle DE de Existem várias classificações constitucionalidade no direito.: ALEXANDRE DE MORAES diz que nossa CF/88 é rígida. de acordo com a época devida. A classificação da constituição quanto a alterabilidade/mutabilidade/consistência. OBS. Havia as normas materialmente constitucionais e normas formalmente constitucionais – processo de alteração igual ao das normas infraconstitucionais). Quanto à supremacia material da constituição. . adentre no ordenamento jurídico. Há outras matérias tratadas: ordem econômica. 60. parágrafo 4º. 5.

no mundo todo. legisla sobre outra matéria.incompatível. Através de um decreto legislativo. que viola a constituição O controle preventivo se manifesta em 3 momentos: 1. pode ser feito através de 3 órgãos: 1.: França 2. da CF). Tal parecer é terminativo. Órgão misto – ex. Só o parlamento federal terá tal legitimidade. retirar dentro do ordenamento jurídico aquela norma inacabada. parágrafo 1º. o controle de constitucionalidade é feito pelo Poder Judiciário – controle jurisdicional. 2. Ela oferta um parecer a respeito da constitucionalidade daquele projeto de lei.1) lei delegada – o Presidente. em regra. Controle preventivo feito pelo Judiciário – MS impetrado por parlamentar. Só parlamentar federal pode impetrar MS discutindo preventivamente o projeto de lei que esteja em desconformidade com as regras formais e materiais de votação. além de legislar sobre a matéria delegada. sendo arquivado caso entendam não ser cabível. o controle é feito por um órgão político. na Suíça. são sustados os atos do Presidente. o controle é feito por um órgão jurisdicional. 66. Controle preventivo feito pelo Executivo – veto jurídico feito pelo Presidente da República (art. e este só serve para debater a constitucionalidade. exorbitantes do poder . 3. O controle repressivo. ex. Controle preventivo feito pelo Legislativo – feito pela CCJ (Comissão de Constituicão e Justiça). Órgão jurisdicional – o órgão que faz o controle faz parte do Poder Judiciário 3. Exceções: • Poder Legislativo – a. Tem por finalidade expulsar. Suíça. não exercendo jurisdição. Leis Locais. No Brasil.129 • Controle repressivo de constitucionalidade – é denominado também de posterior ou aposteriori. Órgão político – cria-se um órgão que não faz parte de nenhum dos poderes.

em razão disso. também chamado de controle austríaco ou europeu-continental. b) sistema concentrado. 1º motivo: Ela teve como fonte inspiradora a constituição francesa e o constitucionalismo inglês. Constituição de 1891 – teve como fonte a constituição americana de 1787. a. é também chamado de controle americano. a.130 de delegação. no Brasil. é misto – adota 2 sistemas/modelos: a) sistema difuso. .b) Presidente edita um decreto que diz mais do que deveria – exorbitou-se no poder de delegação. • Poder Executivo – há quem entenda que os chefes do Poder Executivo podem ordenar para que a Administração Pública não pratique atos entendidos por serem entendidos inconstitucionais. Estas duas manifestações pregavam a supremacia do parlamento. O sistema difuso foi sistematizado em 1803. nos EUA. 2º motivo: tal constituição adota a teoria do poder moderador – o Poder Moderador era encarregado de resolver o conflito entre os poderes. a. NO EXERCÍCIO DE SUAS ATRIBUIÇÕES. O sistema concentrado é sistematizado em 1920. entendendo ser inconstitucional.3) HISTÓRICO DO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL Constituição de 1824 – não fez qualquer referência á controle de constitucionalidade. na Áustria.c) Medida provisória – o CN pode rejeitar a MP. PODE APRECIAR A CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS E DOS ATOS DO PODER PÚBLICO. Controle difuso surgiu nesta constituição.d) TCU – pode reconhecer a inconstitucionalidade no caso concreto SÚMULA Nº 347 DO STF O TRIBUNAL DE CONTAS. 5. O controle jurisdicional. Poder o Legislativo sustar tal decreto.

ADIn Interventiva. ADPF – arguição de descumprimento de preceito fundamental.131 Dizia que qualquer juiz. diante do caso concreto. poderá reconhecer a inconstitucionalidade. – ação declaratória de . Constituição de 1967 e 1969 – não trouxe nenhuma inovação quanto ao tema. que incorporou o controle concentrado de constitucionalidade. Constituição de 1937 – conhecida como “a polaca”. qualquer tribunal. Constituição de 1988 – o controle concentrado manifesta-se através de 5 ações: • • • • • ADIn – ação direta de inconstitucionalidade. Manteve as mesmas características da constituição de 1934. c) suspensão da lei pelo Senado quando o Supremo reconhecer a inconstitucionalidade via difusa. reconhecendo ser a lei constitucional caso o supremo tribunal entendesse ser inconstitucional. Constituição de 1934 – teve como fonte a constituição alemã de 1919 (Constituição de Weimar). A mais importante é a de número 16 de 1965. Nossa constituição ficou conhecida. A fonte de inspiração foi a constituição polonesa de 1935. b) cria a ação direta de inconstitucionalidade interventiva. Constituição de 1946 – ela volta com as características da constituição de 1934. ADIn por omissão. mas o Presidente tinha a última palavra. ADECON ou ADC constitucionalidade. Manteve o controle difuso e trouxe 3 inovações: a) via tribunal – só por maioria absoluta de votos (reserva de maioria absoluta). sem a possibilidade do Presidente da República modificar a decisão do STF. Ela recebeu várias emendas constitucionais.

5. via da exceção ou da defesa. ao comentar o caso do mensalão e do mensalinho. incidental. subjetivo.3) (PEDRO LENZA) – inconstitucionalidade por ofensa ao decoro parlamentar Tal autor. diz que as leis votadas na época em que foram vendido votos para que as mesmas fossem aprovadas seriam inconstitucionais por ofensa ao decoro parlamentar. “em mais de um ponto”. concreto. “em um único local”. Todas essas ações são concretas. ex.5) SISTEMA OU MODELO DIFUSO Difuso significa “espalhado”. Ex.1: Concentrado não é sinônimo de abstrato. 5. Contrapõese ao controle concentrado – “em um único ponto”.4) ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADE 5. Ex. mas nem todas são abstrata.4.: lei que permite que somente homens podem prestar concurso para a PF – fere a isonomia entre homens e mulheres.4.132 OSB.4. desrespeita o conteúdo da constituição. tal LC será inconstitucional. 5.: quórum de maioria absoluta para a aprovação de uma LC.2) Inconstitucionalidade material/nomoestática É aquela que a lei ou ato normativo infraconstitucional viola. incidenter tantum. . se for aprovada com o quórum de maioria simples. 5.: ADIn interventiva. Concentrado significa “em um único centro”. Tal modelo também é chamado de indireto.1) formal/orgânica/nomodinâmica Inconstitucionalidade É aquela em que a lei ou ato normativo infraconstitucional viola o devido processo legislativo constitucional.

Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Órgão fracionado (turma. Art. câmara. ou ao órgão especial. ex. a outra metade é por eleição. 481.5. Parágrafo único. 5.133 5.5. estadual ou municipal.12.3) Objeto de controle Só pode ser lei ou ato normativo federal. a argüição de inconstitucionalidade.5.: STJ.). Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário.2) Competência Qualquer juiz. e sim causa de pedir. qualquer tribunal diante de um caso concreto pode reconhecer a inconstitucionalidade. O juiz pode reconhecer de ofício a inconstitucionalidade. os membros do tribunal mais antigos tinham o direito de compor o órgão especial. 5. Só pode reconhecer a constitucionalidade de uma lei – art.Tribunal ou órgão especial  só por maioria absoluta de votos. qualquer pessoa jurídica diante de um caso concreto pode provocar a declaração de inconstitucionalidade. seção) não pode reconhecer a inconstitucionalidade.1) Legitimidade Qualquer pessoa física. 97. parágrafo único. Até a EC 45/04. Hoje. (Incluído pela Lei nº 9. Art. do CPC. A alegação da inconstitucionalidade não é pedido. incidentalmente. 97 da CF .1998) O órgão especial será composto de no mínimo 11 e no máximo 25 membros (só existe tal órgão quando o tribunal tiver mais de 25 membros para tratar de matérias cabíveis ao pleno originariamente. . de 17. inclusive de ofício.756. quando já houver pronunciamento destes ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão.

ex tunc (a lei é inconstitucional desde a sua promulgação). X. o juiz deverá reconhecer incidentalmente que a lei instituidora de tal tributo é inconstitucional.4) Parâmetro ou paradigma de controle Alega-se que a lei é inconstitucional em face do quê? R. através de uma resolução.: Não. como já dito. Art. é a causa de pedir. A) Modulação dos efeitos da decisão no controle difuso . Pode o SF suspender a decisão.5. Na parte dispositiva da sentença terá a resposta ao pedido.. Preâmbulo pode ser parâmetro ou paradigma de controle? R. 52. 5. O pedido é o não pagamento do IPTU. para isso. Sim.5. logo.5) Efeitos da decisão Inter partes – entre as partes (limite subjetivo da coisa julgada). O que é bloco de constitucionalidade? R. da CF). não possuindo força normativa. O reconhecimento da inconstitucionalidade. O STF remetendo a decisão para o Senado Federal (art. a força da decisão não alcançará as outras pessoas na mesma situação (“o direito não socorre quem dorme”). pois ele se encontra no campo político. por ex.134 5. desde que não tenha sido exaurido. Compete privativamente ao Senado Federal: (.) X . Mesmo que o STF reconheça em controle difuso a inconstitucionalidade da lei. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. e a decisão inter partes passa a ser erga omnes. no todo ou em parte. em razão do efeito inter partes da decisão..: Será respondido na parte de controle concentrado. não será lá que terá a fundamentação da inconstitucionalidade.suspender a execução. 52. Ato das disposições constitucionais pode ser parâmetro de controle? R.: Normasregras e normas-princípios constitucionais (inclusive princípios constitucionais não expressos)..

135 Art. 5. até lei municipal julgada O ato do Senado é discricionário ou vinculado? R. Sim. O STF ou o PGR deve remeter a decisão ao SF para que este suspensa a execução da lei. deve apenas suspender tal parte. Senado poderá suspender inconstitucional pelo o STF. se suspender. Mas. excepcionalmente.6.: Não. 27 da Lei 9868/99 – será ensinado posteriormente. A participação do Senado Federal também se dará no controle concentrado? R. O Senado Federal suspenderá através de uma resolução.6) SISTEMA CONCENTRADO 5. STF reconhecendo a inconstitucionalidade de toda a lei. o SF.: O ato é discricionário. OBS. pode o STF modular.2: Há abstrativização do controle difuso? – posteriormente se verá. . o SF deverá suspender toda a lei ou nada suspender. Se o STF reconhecer a inconstitucionalidade de parte da lei. somente no difuso.1: O STF é obrigado a remeter a sua decisão ao Senado Federal? R. OBS.1) ADIn – ação direta de inconstitucionalidade A) Legitimidade PGR – de 1975 até 1988 – único legitimado.

7º.partido político com representação no Congresso Nacional. de 2004) I . possibilitando que especialistas em determinada área diga o seu ponto de vista quanto àquela matéria em questão). participativa. de 2004) V o Governador de Estado ou do Distrito Federal. debatendo-o  isto é o que fundamenta a existência do amigo da corte. institui o amigo da corte/colaborador do tribunal/amicus curiae – não se trata de um legitimado. VII .a Mesa da Câmara dos Deputados. a jurisprudência nos dá notícia de duas espécies de legitimados. no entanto. VIII .136 Em 1988. 19. III .confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. Espécies de legitimados: a CF não diferencia os legitimados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. e regulamenta a ADIn. a CF alargou os legitimados – democracia Art. Esta lei. IV a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal. legitimados específicos: precisam demonstrar a pertinência . IX . a sociedade deve viver a constituição.o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. II .a Mesa do Senado Federal. Tal democracia participativa – aumento do rol de legitimados – chama-se de sociedade aberta de intérpretes constitucionais (a discussão da CF não se pode ficar entre os 11 ministros do STF e o PGR. de 2004) VI . Em 1999 foi promulgada a lei 9868.o Procurador-Geral da República. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45.2009 Legitimados universais: Não precisam demonstrar a pertinência temática.05. parágrafo 2º. no art.o Presidente da República. 103.

“a”. parâmetro de controle: CF ADIn Estadual – art. Diferenças entre ADIn federal e estadual: ADin federal – art. VI – legitimado universal VII. da CF. I. parágrafo 2º. IV. objeto de . III – legitimado universal. • Competência STF – art. objeto de controle: lei ou ato normativo federal ou estadual. OBS. C) Objeto de controle Lei ou ato normativo federal ou estadual. de 1 deputado ou senador para ajuizar ADIn. Só existe sessão se 8 ministros estiverem presentes. Lei municipal não pode ser objeto de controle concentrado no STF. o STF entende que a ação deve prosseguir. da CF – os 11 ministros (e não as turmas) por maioria de votos  6 ministros.1: O Governador do Amapá não poderá propor ADIn contra lei do Rio Grande do Sul. I. A associação de associações poderá ajuizar ADIn – existem associações formadas por pessoa jurídicas ou físicas. Os legitimados especiais precisam de advogados. Competência do STF. “a”. Se o parlamentar sair do partido político que ajuizou a ADIn. OBS. da CF. VIII – legitimado universal IX – legitimado especial Os legitimados universais não precisam de advogados para propor ADIn – capacidade postulatória constitucional. 102.3: Confederação Sindical ou entidade de âmbito nacional – a UNE não pode ajuizar ADIn.2: O partido político precisa. V – legitimado específico. Trata-se da necessidade de comprovar o interesse na propositura da ação. 125. I. 102. no mínimo. competência do TJ. OBS.137 temática. pois a lei deste Estado não interfere no interesse do Estado do Amapá salvo se esta lei repercutir no patrimônio jurídico deste Estado. II.

pois algumas normas do ADCT possuem prazo de duração. na EC 32 o art. Leis Nem Súmula e nem súmula vinculante podem ser objeto de controle concentrado – está última possui procedimento próprio de revisão e cancelamento. só podem ser objeto de controle concentrado leis promulgadas após 5 de outubro de 1988.2: Uma norma constitucional pode ser inconstitucional? R. desde que seja uma norma não exaurida. I. 3ª) lei estadual pode ser objeto de controle concentrado no STF e no TJ. poderá . Assim. A outra não é obrigatória. como já dito. Há artigos da EC que não incorporam a CF. OBS. I. 2º não foi incorporado ao texto constitucional. da CF trata sobre a independência nacional.. O art. porque ambas as duas decorrem do poder constituinte originário – OTTO BEACHOF . Todavia. não pode ser parâmetro de controle.: Lei. 2ª) lei federal não pode ser objeto de ADIn estadual (nem de nenhuma ação do controle concentrado). Uma emenda à constituição é fruto do poder constituinte derivado reformador. Apenas pode ser parâmetro normas constitucionais (normas regras e normas princípios – inclusive princípios não expressos).: Uma norma constitucional não pode ser inconstitucional. Tratados internacionais podem ser objeto de controle concentrado. “a” está em sentido genérico (significa todas as espécies normativas do art. no art. parâmetro de controle: CE. 4º. Tal independência fundamenta o dualismo jurídico (duas ordens jurídicas). Por ex. Conclusão: 1ª) lei municipal não pode ser controle de ADIn federal no STF.1: O que é lei? R. podendo ser julgada inconstitucional. A ordem jurídica internacional só produz efeitos dentro do nosso território se for aceita conforme procedimento próprios – não vigora o princípio da recepção automática dos tratados internacionais. OBS. 102. D) Paradigma de controle Preâmbulo constitucional. 59 da CF).138 controle: lei ou ato normativo estadual ou municipal. normas advindas do poder constituinte originário não poderão ser ditas inconstitucionais. Agora. O ADCT pode ser parâmetro de controle.

O STF pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma palavra. uma expressão – princípio da parcelaridade (o que não ocorre com o veto parcial no Processo Legislativo). ex. No Brasil se adota o bloco de constitucionalidade restritivo – o STF entende que normas supraconstitucionais. tratados internacionais que tenham por objeto direitos humanos podem ostentar duas naturezas: a) se o tratado não for recepcionado com quórum de EC. pode ser parâmetro de controle difuso e concentrado. Exceção: inconstitucionalidade por arrastamento ou conseqüencial  se . suprapositivas (normas acima da CF) não podem ser parâmetro ou paradigma de controle. E) Efeitos da decisão Em regra. será equivalente à EC (será formal e materialmente constitucional) – assim. D. sendo taxado como norma supralegal (acima da lei e abaixo da CF). assim. esta decisão retroage à data de promulgação da lei. b) se o tratado for recepcionado com quórum de EC. O STF não pode reconhecer a inconstitucionalidade do que não foi pedido – princípio da congruência – e a regra. Para o STF.: Pacto de San Jose da Costa Rica – é supralegal – pode ser parâmetro de controle no sistema difuso – qualquer juiz ou qualquer tribunal pode julgar ser inconstitucional.139 ser objeto de controle concentrado – é obra do poder constituinte derivado. não será equivalente à EC. O Senado Federal não participa do controle concentrado (apenas no difuso quando for suspender a norma). Não pode ser parâmetro de controle no sistema concentrado. A decisão que reconhece a inconstitucionalidade declara a lei nula.1) Tratados internacionais sobre direitos humanos – possui controle de convencionalidade – controle de constitucionalidade com parâmetros. A norma infraconstitucional precisa ter um duplo controle – o controle de constitucionalidade e controle de convencionalidade (controle com a CF e controle com os tratados internacionais de direitos humanos). vinculante e ex tunc. erga omnes.

140 por conseqüência para declarar a norma de inconstitucional. objeto do pedido. A decisão em ADIn possui efeito dúplice – a ADIn e a ADC são ações com sinais trocados – ambivalentes – art. Consequência da decisão: a) restrição dos efeitos da decisão declaratória. Excepcionalmente. tiver que declarar a de outras normas. E. o STF permite a modulação do sistema difuso – é uma das características da chamada abstrativização do sistema difuso. OBS. . Efeito vinculante é mais amplo do que dizer ser erga omnes – o efeito vinculante obriga os demais órgãos do poder judiciário e do poder executivo. futuramente. também o fará. e sim dar outro fundamento para a declaração de inconstitucionalidade.1) Modulação ou efeitos da decisão – o STF pode dar à decisão outros efeitos.1: Cognição aberta no controle concentrado – o STF não está vinculado ao artigo dito ser inconstitucional pelo o autor da ação. Regra: erga omnes. Requisitos para a modulação dos efeitos: a) razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social. O STF.: Tal modulação aplica-se também ao controle difuso? R. O efeito vinculante não obriga o legislativo. OBS. Se o autor deseja que o judiciário diga que a lei é inconstitucional e o judiciário diz que é constitucional. pode modificar a sua orientação. 24 da lei 9868/99. b) eficácia ex nunc – a partir de seu trânsito em julgado. vinculante e ex tunc – art. 27 da Lei 9868/99. b) maioria qualificada de 2/3 dos ministros.: A regra é a de que só se aplica ao controle concentrado. inclusive no que tange aos fundamentos da decisão – caráter transcendente da decisão. é a mesma coisa que o reconhecimento da declaração de constitucionalidade da lei e viceversa. c) ou pro futuro – estabelecer uma data na qual a decisão terá efeitos ou passar a vigorar a decisão a partir de um acontecimento.

Hoje. 5º da Lei 9698/99. Tópicos sobre o amigo da corte: • • Natureza jurídica – é um terceiro especial.: quando o próprio STF já firmou o entendimento de que aquela lei é inconstitucional (o AGU não precisa insistir na constitucionalidade).: O que é inconstitucionalidade chapada? R. 7º. pela impessoalidade. O PGR obrigatoriamente deve se manifestar na ADIn. Todavia. O AGU obrigatoriamente deve fazer a defesa da presunção de constitucionalidade do objeto (da lei ou do ato normativo) – art. excepcionalmente. OBS. pela abstração. sui generis.: Utilizada pelo ministro SEPÚLVEDA PERTENCE. Não é possível a desistência da ação – ação indisponível – art.: Sempre será o AGU quem fará a defesa (mesmo se tratando de lei estadual). desde que seja leis após a CF de 1988. . parágrafo 3º. 103. 7º da lei permite a figura do amigo da corte. É um processo sem partes no sentido formal. Não é permitida a intervenção de terceiros na ADIn – art. E se o ato impugnado for estadual? R. Processo objetivo é marcado pela generalidade. Modificação do parâmetro de controle – (pegar depois!!!). o parágrafo 2º do art. Ele é um movimento pela democratização do controle concentrado – a sociedade deve discutir a constituição.141 A ADIn inaugura o que se chama de processo objetivo (o controle difuso é subjetivo). Trata-se de uma inconstitucionalidade absurda. o STF permite que o AGU deixe de fazer a defesa do ato impugnado. singular. caput. da CF. pois o processo é objetivo. da lei 9698/99. não existe litígio em relações a questões concretas. Não existe prazo decadencial ou prescricional para ajuizar ADIn. evidente. ex. F) Procedimento da ADIn Previsto na lei 9868/99.

Compete aos Municípios – art. Exceções: Excepcionalmente. Os Estados podem intervir nos seus municípios. Não cabe ação rescisória em ADIn. Poderá o amigo da corte fazer sustentação oral.2) ADIn Interventiva inconstitucionalidade interventiva – Ação Direta de Não existe hierarquia entre pessoas jurídicas com capacidade política. Só cabe embargos declaratórios. junto com o estado de sítio e estado de defesa. . Existem várias espécies de intervenções. Regra: a União não pode intervir nos Estados e estes não podem intervir nos Municípios. O que não for de competência da União e dos Municípios. A intervenção é uma das espécies de síncopes constitucionais/legalidade extraordinária/sistema constitucional de crises. Compete à União – art. Será cabível em razão da relevância da matéria e tendo em vista a representatividade do postulante. 29 e 30 da CF. será de competência dos Estados. O que existe é uma divisão constitucional de competência. Até quando poderá ser aceito o amigo da corte? Até o que relator peça pauta para o julgamento da ADIn A decisão que reconhece a (in)constitucionalidade é irrecorrível – art.142 • • • • Quem defere ou indefere o amigo da corte será o relator da ADIn – despacho irrecorrível. 5. a União poderá intervir nos Estados e municípios localizados em seus Territórios Federais (não pode a União intervir em municípios localizados em Estados).6. 21 e 22 da CF. Falar-se-á de apenas de uma de suas espécies – a ação direta de inconstitucionalidade interventiva. 26 da lei.

B) Competência Somente o STF – art.. da CF Art.05. 36. VII. Tal expressão é dada por PONTES DE MIRANDA – são aqueles percebíveis a olhos desarmados. .) III de provimento. São aqueles princípios facilmente percebidos. de 2004) C) Objeto de controle São os denominados princípios constitucionais sensíveis – art.: Os Estados-Membros podem tudo? R. da CF. VII. sob pena de intervenção do todo na parte. pelo Supremo Tribunal Federal. observados os princípios desta Constituição – Existem determinadas normas constitucionais que devem ser atendidas pelos os Estados-Membros (os princípios que devem ser observados são os previstos no art. 36.. III. da CF. 34. intervém na parte. VII. portanto. 25 da CF Art. de representação do Procurador-Geral da República. e no caso de recusa à execução de lei federal. devem ser obedecidos pelos os Estados-membros. III. 34. em nome da federação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45.2009 A) Legitimidade Somente o Procurador Geral da República – PGR – art. poder de auto-constituição e auto-organização. da CF. A decretação da intervenção dependerá: (. são princípios que não podem ser tocados pelos os Estados-Membros.143 21. 36. 34. na hipótese do art. tais últimos poderes sofrem limites e estes estão previstos no art.: Eles possuem autonomia. 25. OBS. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. Na representação interventiva existe uma crise/conflito de federativa – a União.

34. compreendida a proveniente de transferências. requisitará ao Presidente da República para que decrete a intervenção. mas se a suspensão do ato não bastar. o STF.) VII . Dentre as normas que fazem tal limite. Art. Requisição é pedido? R. poderá trilhar um de dois caminhos possíveis: 1º) determina a suspensão do ato que ensejou a intervenção (não necessariamente nomeará interventor). exceto para: (. d) prestação de contas da administração pública. recebendo o pedido. O Presidente da República.144 RAUL MACHADO HORTA dá o nome a estas normas de normas centrais federais.assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais – princípios constitucionais sensíveis: a) forma republicana. de 2000) D) Efeitos da decisão Sendo proposta. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29. e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. . De 1988 até hoje apenas uma ADIn interventiva foi ajuizada (por volta de 1989). recebendo a requisição. Tudo isso será via decreto do Poder Executivo. Tais normas centrais federais são aquelas previstas na Constituição Federal que limitam a autonomia organizativa dos Estados-Membros. OBS. direta e indireta. c) autonomia municipal. será obrigado a nomear um interventor). A forma republicana não é uma cláusula pétrea.. sistema representativo e regime democrático. Foi por ferir esta alínea que o PGR da época de 1989 ajuizou uma ADIn interventiva (a única proposta no país). mas o STF negou a ação. na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.: Requisição é determinação (não é pedido/ordem).. existem os princípios constitucionais sensíveis. mas é um princípio a ser obedecido pelos os Estados. somente a suspensão do ato bastará.: Regras sobre o devido processo legislativo constitucional devem ser obedecidas pelos os Estados-Membros. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal. b) direitos da pessoa humana. 2º) nomeará um interventor (às vezes.

§ 1º .145 OBS. 34. da CF. VI e VII. § 3º . e esta omissão será inconstitucional. dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela Assembléia Legislativa.6. Se for decretada a intervenção.: Qual a natureza jurídica da decisão do STF ao requisitar a ADIn Interventiva? R. 60. parágrafo 1º. JOSÉ AFONSO DA SILVA classifica as normas constitucionais segundo a sua eficácia nos seguintes termos: • Norma constitucional de eficácia plena/norma bastante em si mesma/norma auto-aplicável ou auto-executável: estas produzem efeitos imediatos.: Natureza jurídica político-administrativa. Lei 4335/64 – regulamenta a intervenção. 36. 35. parágrafo 3º.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. haverá uma omissão. IV. de estado de defesa ou de estado de sítio. ter-se-á uma limitação circunstancial ao Poder Constituinte Derivado Reformador – art. Trata-se de uma ação do controle concentrado mas não é abstrata (há uma caso sobre a qual recaí a ação) – lembrar que concentrado não é sinônimo de abstrato.Nos casos do art. Trata-se de uma norma de imperatividade reforçada – força normativa da constituição. da CF. Se esta lei não existir. . ou do art. pois algumas normas constitucionais necessitam de integração por uma lei ordinária ou lei complementar. ela é uma ordem).3) ADIn por omissão Inconstitucionalidade por Omissão – Ação Direta de A CF é uma norma jurídica (não é um pedido. nem um aviso. A incompatibilidade com a CF pode se dar por ação ou por omissão. nem a declaração de intenções. Existem várias espécies de normas constitucionais. Nesta hipótese de intervenção (como existe outras espécies de intervenção) não existe o controle político do Congresso Nacional – art. se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. 5. o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado. Esta última existe.

• Norma constitucional de eficácia contida: estas produzem efeitos imediatos.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade.: art. Ex. art. mas precisará fazer direito e passar na OAB.é livre o exercício de qualquer trabalho.LXXI. Esta omissão possui 2 remédios para resolver tal patologia: ADIn por omissão e Mandado de Injunção (art. Se não existir uma LO ou um LC haverá uma omissão e ela será inconstitucional – síndrome de inefetividade ( a inconstitucionalidade deriva da falta de ação).146 diretos. 5º. . da CF § 1º . Você pode ser advogado. porque elas necessitam obrigatoriamente de integração por uma lei ordinária ou lei complementar. não necessitam de normatização futuro para tenham efetiva operatividade. à soberania e à cidadania. . Portanto. B) Competência Só o STF. da CF). parágrafo 1º. 5º. Elas não precisam de lei ordinária ou lei complementar para que tenham efetiva operatividade. • Normas constitucionais de eficácia limitada/não bastante em si mesma/não auto-executáveis/não auto-executórias: elas não produzem efeitos diretos. ofício ou profissão. LXXI . imediatos. XIII. restringido. XIII . diretos.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer – seu campo de atuação pode ser reduzido. A) Legitimidade Aqueles taxativamente elencados no art. 103 do CF (são os mesmos da ADIn genérica). da CF. 5º. independentemente de normatização futura. podem tem o seu campo de atuação reduzido.

para fazê-lo em trinta dias. Art. O AGU não é citado para a ADIn por omissão. parágrafo 4º. em se tratando de órgão administrativo. § 4º A criação. de 1996) Em dezembro de 2008 o CN aprovou a EC 57. no entanto já ocorrer um caso (ADI 3682) em que o STF conferiu prazo ao Legislativo. apresentados e publicados na forma da lei. O STF deu o prazo de 180 dias para o Poder Legislativo regulamentar o parágrafo 4º.: É possível o STF conferir prazo para o legislativo? R. parágrafo 2º. sob pena de responsabilidade. OBS. Se o órgão encarregado de elaborar a norma não for Poder (órgão administrativo). este dará ciência à autoridade encarregada de regulamentar a norma constitucional. O PGR deve ser obrigatoriamente ouvido. 18. do art. não. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 15. Se o órgão competente para regulamentar a norma for Poder. 103.: Em regra. 18 da CF. farse-ão por lei estadual. o STF dará um prazo de 30 dias para regulamentar a norma constitucional. dentro do período determinado por Lei Complementar Federal (não foi criada ainda). mediante plebiscito. E) Procedimento Lei 9868/99. da CF § 2º . . a incorporação. acrescentando um artigo no ADCT.Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. D) Efeitos da decisão Em sendo reconhecida a omissão pelo o STF. É praticamente o mesmo do ADIn.147 C) Objeto da inconstitucionalidade A inconstitucionalidade se revela na falta de regulamentação de qualquer norma constitucional de eficácia limitada. e dependerão de consulta prévia. às populações dos Municípios envolvidos. o STF apenas dará ciência da inconstitucionalidade morosa. a fusão e o desmembramento de Municípios. O art. foi alterado pela EC 15 – trata da criação de municípios pelo o estado-membro. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal.

121. V). limitada pela CF). h). 105. ex tunc. Competência: competência ultraconcentrada – STF (art. LXXI. STF/JOSÉ AFONSO DA SILVA – cabe MI contra a falta de regulamentação de quaisquer direitos constitucionais (interpretação extensiva) – MI 361 . 5º. mas o STF entende que tal norma é auto-aplicável – deve seguir as regras do Mandado de Segurança. Enquanto a ADIn por omissão é regulamentada lei lei 9868/99. G) Diferenças entre ADIn por omissão e Mandado de Injunção ADIn por omissão Mandado de Injunção Legitimidade: art. mas sempre caberá ADIn por omissão quando a norma for de eficácia limitada: • • Direitos e constitucionais. da CF. 103. parágrafo 4º. A decisão tem caráter mandamental. TSE (art. I. 5º. há uma restrição do objeto de controle (a falta de regulamentação de determinadas normas constitucionais enseja o ajuizamento do MI) – nem sempre caberá MI. à soberania e à cidadania. Objeto de controle ou parâmetro: a falta de regulamentação de qualquer norma constitucional de eficácia limitada Objeto de controle ou parâmetro: art. Aqui. 12. MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO entende que cabe nos casos dos arts. Pode ser o STF (art. parágrafo 2º. o Mandado de Injunção não possui nenhuma regulamentação. O prof. 103 da CF Legitimidade: qualquer pessoa física ou jurídica (pessoas jurídicas de direito público não podem impetrar Mandado de injunção – MI 725 STF. 102. liberdades Prerrogativas inerentes à nacionalidade. q). STJ (art. Não existe prazo o ajuizamento do ADIn por omissão. 14 e 17 (excluindo os direitos sociais). da CF) Competência: depende da autoridade encarregada de regulamentar a norma constitucional (há quem entenda que a competência aqui é difusa. cabe MI em sede estadual – cabe ao TJ. I.148 Não há concessão de liminar em ADIn por omissão. F) Efeitos Erga omnes.

4) ADECON – Ação Declaratória de Constitucionalidade Esta ação não existia originariamente em 1988. Efeitos da decisão: O STF vem mudando sua posição quanto aos efeitos da decisão do MI.6. mas para todos que se encontram na mesma situação fática (decisão erga omnes). Esta tese é acolhida pelo o STF em quase todos os MI. Corrente concretista individual – o STF entende que o Judiciário pode criar a norma para o caso específico – corrente defendida por maior parte da doutrina – MI 721 (aposentadoria especial para servidores públicos) – STF a adotou. Se ocorrer o transcurso do prazo. cuja lei regulamentadora ainda não existe. • • • 5. o interessado poderá exercer o direito (o direito poderá ser exercido). Foi introduzida na nossa ordem constitucional pela a EC 03/1994. • Corrente não-concretista – o STF tomou tal decisão no MI 284. dará prazo para regulamentação em 30 dias. Corrente concretista intermediária – o STF reconhece a omissão e fixa prazo para o órgão encarregado de regulamentar a norma constitucional. MI de 708 (19/06/2007)  aplicação da legislação de greve da iniciativa privada aos servidores públicos. Corrente concretista geral – o STF entende que o poder judiciário possa suprir a omissão não apenas para o impetrante.149 Efeitos da decisão: dá ciência à entidade competente para legislar. MI 232 – foi dado tal efeito ao MI. Razão da ação: acabar com a insegurança jurídica . se for órgão administrativo. Esta ação tem por objetivo transformar a presunção relativa de constitucionalidade em presunção absoluta de constitucionalidade. O poder judiciário deve apenas reconhecer a omissão e dar ciência ao órgão elaborado de regulamentar a norma constitucional (nenhuma diferença entre os efeitos da decisão da ADIn por omissão e esta corrente).

O AGU não precisa ser citado. O PGR obrigatoriamente deve ser ouvido. Se este requisito não for cumprido. Trata-se de um procedimento quase que unilateral (não existe contraditório. Em 2004. E) Procedimento da ADECON Previsto na Lei 9868/99. É possível a concessão de provimento cautelar – suspende por 180 dias. A decisão é irrecorrível (não cabe ação rescisória). a guarda da Constituição. vinculante e ex tunc. mas não existe um requerido). Mesa do Senado e PGR. cabendo-lhe: I . precipuamente. A petição inicial deve demonstrar a existência de controvérsia jurídica relevante. Não existe intervenção de terceiros. não há que se falar em julgamento da ADECON. Compete ao Supremo Tribunal Federal. D) Efeitos da decisão Erga omnes. muito menos municipal). Art. originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. a EC 45/2004 deu a esta ação os mesmos legitimados do art. C) Objeto de controle Lei ou ato normativo federal (não cabe ADC contra lei ou ato normativo estadual. 102. existe um requerente. B) Competência STF – competência ultra-concentrada. Mesa da Câmara. 103 da CF (mesmos da ADIn).processar e julgar. .150 A) Legitimidade De 1994 (EC 03) até 2004 (EC 45) apenas 4 legitimados: Presidente. não existem partes.

decidindo sobre a matéria. 14 da CF: o Referendo – é uma confirmação de assunto já transformado em lei. o povo exercerá o poder diretamente (sem a necessidade de representantes eleitos). XXXVIII. Falar sobre direitos políticos é fazer referência à democracia. Exceções: • • Tribunal do júri – art. Só. titular do poder. 5º. No Brasil. é porque se vive numa democracia – dominação do povo (o povo que domina). O art.5) ADPF – o professor não falará (bem como também não falou sobre Medida Provisória). Somente o CN pode autorizá-lo. em regra. 1º. de certo número de eleitores ou parlamentares. da CF – o povo é quem julga. previamente aprovada pelo Congresso Nacional. através de representantes eleitos. Faz-se uma consulta ao povo para que ele ratifique ou rejeite determinado ato legislativo. Consulta popular – art. Como a CF de 1988 foi omissa quanto ao modo do seu exercício. parágrafo único. 24 da Lei 9868/99. Se todo o poder emana do povo.6. O referendo pode ser a pedido do Chefe do Executivo.: A ADIn e ADECON são ações com sinal trocado – ações ambivalente – decisões dúplices – art. o exerce. 6) DIREITOS POLÍTICOS Quem faz a polícia judiciária eleitoral é a Polícia Federal. os eleitores respondem sim ou não.151 OBS. vive-se uma democracia representativa/democracia semi-direta – é aquela em que o povo. Desse modo. nos termos desta Constituição. 5. até mesmo matéria constitucional . excepcionalmente. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. Todo o poder emana do povo. da CF está escrito: Parágrafo único.

4. 3.: Os direitos políticos fazem parte dos direitos fundamentais. Tais regras são denominadas de direitos políticos. Dos direitos políticos – art. O que são direitos políticos? R. As perguntas são diretas e o povo responde. 12. precisa-se de regras que regulamente a escolha dos representantes. da CF. 14. • • Ação Popular – art. da CF.152 pode ser referendada. constitucionais. necessita-se escolher quais serão os representantes. sim ou não.: Sufrágio é direito público subjetivo de natureza política que tem o indivíduo de participar ativa e . 5º. Os direitos fundamentais estão no Título II da CF. 2. apenas. 6º.06. 17. 61. Dos direitos sociais – art. 5º. antes de a lei ser elaborada. Lei 9709/98 – regulamenta estes dois institutos. OBS. Se se vive numa democracia representativa. Iniciativa popular – art. parágrafo 2º. previstos a partir do art.2009 O que é sufrágio? R. Dos partidos políticos – art. Da nacionalidade – art. 14 da CF. para isso. Tal título reparte-se em 4 capítulos: 1. inclusive emendas o Plebiscito – é uma consulta prévia aos eleitores sobre assuntos políticos ou institucionais. Cumpre ao Congresso Nacional formular os questionamentos. Direitos individuais e coletivos – art. 05. 5. LXXIII.: Conjunto de regras previstas na CF que regulamentam a participação do cidadão na organização do Estado.

Não podemos confundir sufrágio com voto. Existem várias classificações deste núcleo dos direitos políticos. Aqui. busca-se uma equiparação entre os nacionais e os cidadãos em sentido restrito. capacitário – leva em conta a capacidade intelectual. ex. só o titular pode exercer tal direito. • Sufrágio quanto à igualdade – pode ser: o Igual – um homem. . 81 da CF – caso de eleição indireta (já foi visto). Sufrágio também não pode ser confundido com escrutínio que é forma pela qual se exerce o direito. secreto. não existem intermediários entre o titular de direitos e os seus representantes. o Universal – não leva em conta nenhuma qualidade econômica ou intelectual para ofertar o direito de votar. o mendigo e a mulher não votavam. pois enquanto que o primeiro é um direito. No Brasil. No Brasil.: só pode votar quem tiver nível superior. Características do voto: • • Personalíssimo – ninguém pode votar por terceiros. ex. o sufrágio é universal. Pode ser censitário – levase em conta uma qualidade econômica para dar ao indivíduo o direito de votar. A cada indivíduo é ofertado o direito de um voto. o voto é o exercício do direito. o voto é igual. podendo ser aberto. um voto. na medida do possível.: A Constituição e 1824 dava o direito de votar àquele indivíduo que tivesse um patrimônio acima de “x”. denominado sufrágio: • Sufrágio quanto à extensão – pode ser de duas espécies: o Restritivo – é aquele em que se leva em conta para ofertar ao indivíduo o direito de votar uma qualidade econômica ou intelectual. Direto – em regra.153 passivamente da organização do Estado. Pela Constituição de 1891. o Desigual – a constituição oferta a determinadas pessoas o direito a dois ou mais votos. Existe uma exceção: art.

um direito público subjetivo. É o modo. ao mesmo tempo. Liberdade de votar (Livre) – Pode votar. Tecnicamente.154 • Secreto – é secreto inclusive para quem vota. anular o voto ou votar em branco. Por que o voto é secreto? R. o voto não é obrigatório. . no qual os eleitores. a maneira. encarregado de escolher os seus representantes no governo por meio do sufrágio universal. que decorre da soberania popular. Nem todos que votam podem ser votados (nem todo ativo é passivo). maiores de 18 e menores de 70 anos de idade. Tem por pressuposto a nacionalidad e (que é mais ampla que a cidadania). Só pode ser votado quem vota (só pode ser passivo quem é ativo).1) ESPÉCIES DE DIREITO POLÍTICO Regras: 1. SOBERANIA POPULAR SUFRÁGIO VOTO ESCRUTÍNIO CIDADANIA É a qualidade máxima do poder extraída da soma dos atributos de cada membro da sociedade estatal. 2.: Garantia de independência e liberdade para que a urna possa revelar a verdade da consciência do cidadão. e um dever sociopolítico. caracterizan do-se como a titularidade de direitos políticos de votar e ser votado 6. têm a obrigação de escolher os governantes.: Natureza do voto – o voto é. A urna me dá possibilidade de expressar tal liberdade. O que é obrigatório no Brasil é o comparecimento formal para votar • OBS. É o direito de votar e ser votado É o ato (instrumen to) através do qual se exercita o sufrágio. a forma através da qual se exercita o voto (público ou secreto).

o alistamento depende da manifestação de vontade do cidadão. Para ser votado é necessário o preenchimento das condições de elegibilidade.. Aquele que atinge 16 anos até a data das eleições. o cidadão não pode incorrer nas causas de inelegibilidade. 4. Repartem-se em dois tipos: A) Capacidade eleitoral ativa Direito de votar – alistabilidade. depois de 3 anos no território nacional. se ele possui uma necessidade especial que o incapacita de ir às urnas. estrangeiro).1) Direitos políticos positivos Nada mais representam do que requisitos que devem ser preenchidos para que o cidadão possa votar e ser votado. 6. Obviamente. • • . não está ele obrigado a votar (aplica-se a facultatividade dos maiores de 70 anos). deve o juiz analisar de maneira individual.155 3. logo.: E o português (quase-nacional) no Brasil? R. não poderá votar. sem deixar de ser português (portanto. mesmo assim não será obrigado a votar. por ex. Ou seja. Mas poderá votar em todas as eleições? Em razão da reciprocidade entre Brasil e Portugal. ele poderá apenas votar nas eleições municipais. Além de preencher as condições de elegibilidade. Proibido – o alistamento e o voto são vedados ao: a) estrangeiro .1. O alistamento e o voto são: • Facultativo – para os que possuem de 16 a 18 anos. OBS. o alistamento não é ex officio. A CF não define o que seja estrangeiro. desde que requeira. Obrigatório – para o cidadão que tenha de 18 a 70 anos. poderá se alistar eleitoralmente para votar no dia do seu aniversário (que será o dia das eleições). pois lá em Portugal. para os maiores de 70 anos e para os analfabetos. No Brasil. É proibida a elaboração de testes coletivos para identificar se o sujeito é analfabeto ou não. logo. definindo apenas nacionais (conceito por exclusão). O STF possui decisões adotando a tese do pensamento do possível – não pode exigir do cidadão deficiente físico mais do que ele pode ofertar. pois o alistamento e o voto são facultativos. alistando-se como eleitor.: Ele. estrangeiro também não poderá ser votado. O jovem de 17 anos. poderá exercer direitos políticos.não pode se alistar.

Não deve incorre em nenhuma das causas de perda ou suspensão de direitos políticos – art.a nacionalidade brasileira. II . Quem a . Assim. só pode ser votado brasileiro nato ou naturalizado. Além de preencher as condições de elegibilidade. para o Estado. 14. parágrafo 3º. b) conscrito – os conscritos não se alistam e não votam. da CF § 3º . Farmácia ou Enfermagem. Quem a regula é o TSE. Conscrito é o brasileiro durante o serviço militar obrigatório. tal sujeito (mesmo com 25. Só pode ser votado quem vota (como já visto). IV . Nem todos que votam podem ser votados. Senador.o pleno exercício dos direitos políticos. Odontologia. Quais são estes requisitos? – art. o cidadão não pode incorrer em nenhuma causa de inelegibilidade. 15 da CF (posteriormente se verá). B) Capacidade eleitoral passiva É o direito de ser votado (também chamada de condições de elegibilidade). é melhor que ele sirva as FAB após a conclusão do curso superior.156 o brasileiro equiparado português só pode votar nas eleições locais. existem 3 circunscrições eleitorais: a) circunscrição eleitoral nacional – há a eleição nacional  eleição de Presidente e Vice-presidente da República. Portanto. 26 anos) será considerado conscrito. Aquele cidadão que com os 17 anos faz o curso de Medicina.o domicílio eleitoral na circunscrição.o alistamento eleitoral. III . b) circunscrição eleitoral estadual – é o território do Estado  eleição de Governador e Vice. Para que o cidadão possa ser votado ele também precisa votar.São condições de elegibilidade. Em matéria eleitoral. São requisitos previstos na CF e na lei ordinária que devem ser preenchidos para que o cidadão possa receber voto/para que possa ser escolhido. após terminar a faculdade. na forma da lei: I . Deputado Federal e Estadual.

E o militar? Militar pode se filiar a partido político? R. parágrafo 2º.: Qual a diferença entre uma condição de .1. Vice e vereador. pois. Exceção: membros do MP e magistrado até 6 meses antes da eleição. VI .: Logo se verá. para que a pessoa possa se candidatar a cargo eletivo. Vice-Prefeito e juiz de paz. da Lei – a idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é verificada tendo por referencia a data da posse. d) dezoito anos para Vereador.a filiação partidária. V . pode ocorre a nãocoincidência entre domicílios civil. 11. OBS. O domicílio eleitoral na circunscrição deve ser de 1 ano antes das eleições. para a substituição.: Lei 9504/97 – estabelece normas para eleições – art. Não existe. 6. tributário e eleitoral. OBS. no Brasil.: Majoritariamente.: No Brasil. c) vinte e um anos para Deputado Federal. o cidadão deve estar filiado. OBS. o sujeito atinge a capacidade política absoluta (pode exercer qualquer cargo público). não se exige o limite de idade. candidatura avulsa (candidatar-se sem estar filiado a algum partido). Deputado Estadual ou Distrital. Aos 35 anos.2: Presidente da Câmara com 23 anos de idade pode substituir o Presidente da República nas hipóteses de vacância? R. c) circunscrição eleitoral municipal – é o território do Município  eleição para Prefeito. Quem a regula é o Juiz Eleitoral. entende-se que sim.2) Direitos políticos negativos São obstáculos que impedem total ou parcialmente que o cidadão possa ser escolhido/votado/possa exercer a capacidade eleitoral passiva.a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. Prefeito. OBS. b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. Prazo de filiação – até um ano antes das eleições. A Polícia Federal é a polícia judiciária eleitoral nestas três circunscrições eleitorais. A CF de 1988 valoriza o partido político.157 regula é o TRE.1: Da onde que se contam tais idades? R.

de 1997) . 14.na absoluta impede participar de qualquer cargo eletivo. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. as relativas podem ser previstas na CF ou na Lei Complementar – existem duas LC que relacionam as causas de inelegibilidade relativa – LC 64/90 e LC 81/94.158 elegibilidade e uma causa de inelegibilidade? R. o Lula. com a EC 16. quando se fala em causa. a CF de 1988 também proibia a reeleição. Nos EUA. pode se candidatar à presidência da República apenas em 2014. 2ª diferença . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. o cidadão que já foi Presidente duas vezes não pode se reeleger a mais nada.. Em 1997.   Conscritos Estrangeiros o Os analfabetos • Relativas o Em razão da função/por motivo funcional – as nossas Constituições sempre proibiram a reeleição e a recandidatura. Originariamente. são causas que o sujeito deve alcançar. Art. No Brasil.: Quando se fala em condições. § 5º O Presidente da República. Reparte-se em dois: A) Causas de inelegibilidades Repartem-se em duas (1ª diferença . permitiuse que os Chefes do Executivo pudessem participar de uma única reeleição subseqüente. os Governadores de Estado e do Distrito Federal.as absolutas só podem ser previstas na CF. os Prefeitos e quem os houver sucedido. na relativa impede para determinados cargos eletivos): • Absolutas – o Os inalistáveis – se eles não se alistam eles também não poderão participar como candidatos eletivos. por ex. é aquilo que o sujeito não pode incorrer.

OBS. poderá candidatar-se à reeleição por um período subseqüente.1: a filha do Governador do Paraná poderá se candidatar à Deputada Estadual de Goiás. OBS. em relação ao Presidente e seu cônjuge e parentes até o 2º grau. mas não poderia se candidatar Deputada Estadual do Paraná ou à vereadora. se sucedeu o titular. Por mais que se trate de uma causa de inelegibilidade relativa. tendo ou não sido reeleito. renunciando a 6 meses antes das eleições. é mais abrangente do que o Município do Rio de Janeiro). Somente quando sucedeu o titular é que passou a exercer o seu primeiro mandato como titular do cargo” – RE 366488. mas poderia se candidatar à Presidência da República (a União. Este é o mesmo entendimento do STF: “Vice-governador eleito duas vezes para o cargo de vice-governador. possui natureza absoluta. No segundo mandato de vice. Ex. parentes consanguíneos e afins até 2º grau do Presidente da República não podem se candidatar a nenhum cargo eletivo enquanto aquele estiver no Poder – regra. deverá se desincompatibilizar. o Indiretas/reflexas/por parentesco – cônjuge. Possibilidade de reeleger-se ao cargo de governador. logicamente.  Para cargos diversos – para o Lula desejar ser candidato a qualquer cargo eletivo que não Presidente. Governadores e Prefeitos.1: Relação homoafetiva – prefeita tem relação homoafetiva com outra mulher – esta não poderá se candidatar à vereadora desta cidade – Resolução do . teria substituído o governador. Para a reeleição.: Resolução do TSE – O Vice. Ex.2: filha do Prefeito do Rio de Janeiro não pode se candidatar à vereadora do Rio de Janeiro.159  Para o mesmo cargo – Presidente. porque o exercício da titularidade do cargo dá-se mediante eleição ou por sucessão. Certo que. tais pessoas titulares desses cargos não precisarão se desincompatibilizar. O TSE entende que o companheiro daquele que exerce cargo eletivo no Executivo também não pode se candidatar a outro cargo eletivo dentro de seu território (aplica-se a Governadores e Prefeitos dentro de seu respectivo território).: E quanto ao Vice? R. sucedeu o titular. no seu primeiro mandato de vice.

enquanto em serviço ativo. Mariza só poderia se recandidatar à Deputada Estadual desse mesmo Estado. não pode estar filiado a partidos políticos. Mariza candidata à deputada estadual de São Paulo.: em 2002 Lula foi candidato à Presidente. menos os conscritos (pois eles não podem nem se alistarem ou votarem).3: A separação judicial não afasta a causa de inexigibilidade do cônjuge. as seguintes disposições: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18. b) se já forem titulares de cargos eletivos e candidatos à reeleição. o TSE resolve o assunto aceitando que o militar autorize ao partido para que sua filiação seja feita caso queira se candidatar a algum cargo eletivo § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares. parágrafo 3º. da CF.160 TSE. de 1998)  Mais de 10 anos – com o registro da candidatura. o divórcio também não afasta a causa de inexigibilidade do cônjuge (mesmo dissolvendo o vínculo matrimonial) – mas o divórcio deve ocorrer dentro do mandato eletivo do outro cônjuge – TSE (fundamento: evitar fraudes eleitorais). Exceções: a) se o chefe do executivo se desincompatibilizar do cargo (renunciarem) até 6 meses antes das próximas eleições. Não é possível candidaturas avulsas no Brasil. em 2006 Lula foi candidato à reeleição da Presidência. ex.2: Casamento religioso também gera tal inexigibilidade. Todavia. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18. além das que vierem a ser fixadas em lei. Menos de 10 anos – com o registro da candidatura. ficará agregado/ligado/vinculado ao comando.o militar.  . O TSE veda que a mesma família exerça 3 mandatos consecutivos a um mesmo cargo (caso Garotinho). OBS. se ganhar a eleição. A CF veda a filiação de militar a partido político – art. irá para a inatividade. V. de 1998) V . aplicando-se-lhes. voltará à atividade. OBS. 142. Se perder a eleição. o Militares – regra: são os militares da FAB e militares estaduais (PM e corpo de bombeiro). Todos os militares podem ser candidatos. estará fora das forças armadas (perdendo ou ganhando as eleições).

no ato da diplomação. se eleito. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. nos termos do art. enquanto durarem seus efeitos suspensão. que proíbe que o cidadão exerça direitos políticos. V .O militar alistável é elegível. 14. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 4. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato. § 8º . 37. de 1994) B) Causas de perda ou suspensão dos direitos políticos – art. § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. VIII – perda (há divergências).incapacidade civil absoluta .improbidade administrativa. deverá afastar-se da atividade. a fim de proteger a probidade administrativa. nos termos do art. praticado pelo Poder Executivo. 15 da CF A cassação de direitos políticos não existe no Brasil (é vedada) – ato arbitrário. Lei Complementar 81/94. passará automaticamente. III .161 Art.se contar mais de dez anos de serviço. § 4º . II . 5º.condenação criminal transitada em julgado. IV . em regra.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado . O que existe é a cassação de mandato. cargo ou emprego na administração direta ou indireta.suspensão. para a inatividade. . II . cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I . É vedada a cassação de direitos políticos. de forma unilateral.perda. A CF permite a suspensão e perda de direitos políticos Art. será agregado pela autoridade superior e. 15.suspensão. o Legais – o professor não falará delas (trata-se de matéria de Direito Eleitoral)   Lei Complementar 64/90.se contar menos de dez anos de serviço.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. atendidas as seguintes condições: I .

seus direitos políticos. através de ação rescisória (a sentença que cancelou a naturalização transitou em julgado). Prisão é a subtração da liberdade de locomoção. Existem várias espécies de prisões: a) prisão-pena (ou sanção) – é aquela que decorre de uma sentença penal condenatória com trânsito em julgado. aquele que teve seus direitos políticos suspensos.Incapacidade civil absoluta Dá a idéia de que o cidadão exercia seus direitos políticos. 2) prisão temporária. teve os seus direitos políticos suspensos. para readquiri-los necessitará de uma decisão judicial ou de um ato administrativo. pois deixará de ser brasileiro. 4) prisão resultante de decisão de pronúncia. enquanto durarem seus efeitos Preso pode vota ou pode ser votado? R. III .2009 I. Sofrerá uma perda dos seus direitos políticos. consequentemente. II . mas em razão da perda da sua capacidade civil. 09. 5) prisão resultante de sentença penal condenatória sem trânsito em julgado. para readquiri-los necessitará apenas do transcurso do prazo. Só poderá votar se passar a ser brasileiro naturalizado.Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado O naturalizado praticando atividade nociva ao interesse nacional responderá processo de cancelamento de naturalização brasileira. .162 Diferenças entre perda e suspensão dos direitos políticos: 1ª) perda é sem prazo estabelecido. suspensão é com prazo estabelecido.Condenação criminal transitada em julgado.: Depende. Só readquirirá sua naturalidade brasileira e. 3) prisão preventiva. 2ª) aquele que perdeu os seus direitos políticos.06. b) prisão sem pena (sem sanção) – pode ser de natureza cível (prisão por falta de pagamento voluntário de pensão alimentícia) ou de natureza penal: 1) prisão em flagrante. Estrangeiro não vota e nem pode ser votado.

O sursis suspende os efeitos da pena (efeitos primários da condenação). pois o crime de furto não se encontra em tal alínea. ele não suspende os efeitos secundários da sentença penal condenatória. diz que Art. O TSE entende que tal pessoa não pode votar e nem ser votado. O que interessa para suspender os direitos políticos é existir uma sentença condenatória transitada em julgado. poderá ser votado e votar. e. pelo prazo de 3 (três) anos. OBS. o patrimônio público. por mais que se trate de uma sentença absolutória imprópria. Não interessa o tipo de pena. o sujeito poderá votar? R. o sujeito não poderá ser votado (votar ele pode). 1º São inelegíveis: I . a fé pública. I. 1º.: Não. no art. Após o cumprimento da pena. E medida de segurança? R. após o término de sua condenação.: A sentença que aplica tal medida é a sentença penal absolutória imprópria. . após o cumprimento da pena. A LC 64/90. o mercado financeiro. O livramento condicional suspende os efeitos primários da pena (efeitos primários da condenação). Pode inclusive ser condenado à pena de multa ou restritiva de direitos.163 O único preso que não vota e não pode ser votado é o que tem contra si uma sentença penal condenatória com trânsito em julgado. com sentença transitada em julgado. ou seja. a administração pública. A CF nada fala.: Não. ele não suspende os efeitos secundários da sentença penal condenatória.2: Livramento condicional – pode votar a pessoa que esteja sob o gozo de tal benefício? R. pois após o término da pena. ocorrerá o seu término e nos 3 anos seguintes incorrerá numa causa de inelegibilidade relativa legal – apenas nestes crimes acima elencados. a prisão sanção (prisão-pena). pelo tráfico de entorpecentes e por crimes eleitorais.para qualquer cargo: e) os que forem condenados criminalmente. OBS. pois. Se a pessoa praticou um crime de furto.1: Durante o prazo do sursis (suspensão condicional da pena). pela prática de crime contra a economia popular.

§ 2º . por escusas de consciência. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei.improbidade administrativa. na forma da lei. § 4º. Em tempo de guerras não há prestação civil alternativa. Art. Esta lei diz que o condenado em improbidade administrativa terá seus direitos políticos suspensos em 3. Art.ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política.às Forças Armadas compete. Tal parágrafo foi regulamentado pela lei 8429/92 – lei de improbidade administrativa. atribuir serviço alternativo aos que. alegarem imperativo de consciência. As FAB ofertarão a esta pessoa uma prestação civil alternativo no caso de alegar que não pode guerrear. salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. após alistados. VIII Trata-se de perda dos direitos políticos Está-se diante da escusa de consciência/imperativo de consciência. sujeitos. ou 8 anos a depender do caso. 143 da CF. VIII. 5. § 4º . em tempo de paz.164 IV. Chamase de princípio da exposição de todos perante o perigo comum. a perda da função pública. nos termos do art. a outros encargos que a lei lhes atribuir. 5º. porém. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário.As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz. entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. Só perderá os direitos políticos se recusar a prestar o serviço civil alternativo. nos termos do art. O sujeito poderá não pegar em armas mais estará no palco de guerra. § 1º . da CF . V . 5º. . fixada em lei. sem prejuízo da ação penal cabível. para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. 37. na forma e gradação previstas em lei.

Existe uma conseqüência da CF tratar já na sua cara sobre tais matérias. Rel. Desta feita. O Estado é um meio para o atingimento deste fim .165 6. 16. 16 da Carta Federal. Tal princípio impede modificações casuísticas na legislação eleitoral. não se trata de uma pessoa jurídica de direito público.2) PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL Art. ADIn 353-MC/DF. STF. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. Ele adquire personalidade jurídica de acordo com a lei civil. instrumento. o partido político ostenta a natureza jurídica de direito privado. consubstanciadora do princípio da anterioridade eleitoral. foi enunciada pelo constituinte com o declarado propósito de impedir a deformação do processo eleitoral mediante alterações casuisticamente nele introduzidas. Celso de Mello – “A norma inscrita no art. A lei eleitoral passará a produzir efeitos 1 ano depois de sua vigência. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. através do qual se chega ao poder e se mantém o exercício do poder. O mais importante para a CF é o indivíduo e não o Estado. 6. Tais modificações casuísticas ofendem a democracia. O indivíduo é um fim em si mesmo. No Brasil.7) PARTIDOS POLÍTICOS É um meio.: Sim. aptas a romper a igualdade de participação dos que nele atuem como protagonistas principais: as agremiações partidárias e os próprios candidatos”. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4. 16 revela o princípio da anterioridade eleitoral. 7) TEORIA GERAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS A CF trata dos direitos fundamentais no Título II. de 1993) O art. já que as outras Constituições tratavam sobre tal matéria apenas no final do documento? R. veículo para o proselitismo de idéias políticas.

5º . e muitas vezes não sobrevive. é um sobreprincípio. O que são interesses? R. Todo remédio constitucional é uma garantia. Art. A CF não se ocupa de sinônimos. sob pena de perder a sua substância. Garantias são normas que asseguram o exercício de direitos.Direitos individuais e coletivos 2. Por que tais direitos e garantias são fundamentais? Porque sem eles a pessoa não se realiza. Logo. Os direitos e garantias fundamentais se repartem em 5 capítulos: 1. Por isso que a coisa tem preço (pode ser substituída). e garantias Não existem palavras inúteis na Constituição. A lei pode garantir o exercício de direitos sem precisar dos remédios constitucionais – sem ostentar a natureza de ação (art. direitos não são sinônimos de garantias. 6º . O indivíduo é um fim em si mesmo. 5º. VI. pré-constitucional. da CF).: Interesses são posições jurídicas necessárias à satisfação de uma necessidade. A dignidade da pessoa humana existe independentemente do Estado. tratar-se-á do gênero destas 5 espécies. Art. Assim. Art. não convive. as garantias são normas assecuratórias. Direitos são normas que declaram a existência de interesses – normas declaratórias. Não se pode confundir garantais constitucionais com remédios constitucionais. préestatal. quando se falar em direitos fundamentais. Art. 12 – Da nacionalidade 4. 17 – Dos partidos políticos Desta feita. por isso que possui dignidade. A coisa é um meio para o atingimento de um fim.166 Indivíduo é aquele que não pode ser dividido. Art. . 14 – Dos direitos políticos 5.Direitos sociais 3. Nem toda garantia é um remédio constitucional. Ele é diferente da coisa. O núcleo dos direitos fundamentais recebe o nome de dignidade da pessoa humana – não é um direito.

. pois não existia a noção do indivíduo. Daí para frente ocorreu a ruralização da sociedade. corporações de ofício. 7. livre era aquele que participava politicamente da organização do Estado. A antiguidade clássica vai até 476 d. O Estado de Direito surge com dois ideais/duas lutas: a) divisão orgânica de poder.167 Os direitos fundamentais são posições jurídicas essenciais. Aqui. Com o surgimento do cristianismo surge o primeiro resquício dos direitos fundamentais – o homem feito é feito à imagem e semelhança de Deus. O indivíduo não tinha direitos frente aquele que exercia o poder. Quais direitos o cidadão passou a ter frente àquele que exercia o poder? R. senhores feudais. b) ofertar ao cidadão direitos e garantais fundamentais. ocorreu a queda do império romano no ocidente.: Direitos fundamentais de 1ª geração – são os denominados direitos civis e políticos – representam as denominadas liberdades negativas. Ocorreu o surgimento de vários centros que passaram a manifestar poder: reis. Estes vários centros que manifestavam poder. a sociedade saiu da zona urbana e migraram para a zona rural. necessita-se fazer uma evolução dos direitos fundamentais. Surge o Estado liberal. necessárias à concretização da dignidade da pessoa humana. Até então.1) DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS COLETIVOS 7. Necessitava-se unificar o exercício do Poder. 1500 a 1789 – Vigorou o Estado Absoluto (Absolutismo). Existia uma mão invisível que resolvia os problemas sociais – ADAM SMITH – e tal mão é do mercado. príncipes – trata-se do início da idade média (476 a 1500 d. Tal Estado tem uma faceta jurídica – Estado de Direito. 1789 – ocorreu a revolução francesa.1) Desenvolvimento histórico Para se falar deles. Com medo dos bárbaros.C). o indivíduo passa a ter direitos frente àquele que exercia o poder. O Estado era o rei (O estado sou eu!).1. foram se centralizando num só ser – início do absolutismo – EstadoNação na Europa. por volta de 1500. e não do Estado. a igreja. Liberdades do indivíduo frente ao Estado nas quais nós nos contentávamos com uma omissão do Estado (o Estado se retirou das relações sociais). Após tal data.C. Significam uma inação/falta de ação do Estado. Na antiguidade clássica não existia a noção de direitos fundamentais.

6º. Os de 2ª geração se encontram no art. isto chega com a CF de 1934  tratou pela primeira vez sobre os direitos fundamentais de 2ª geração. Em 1948 – criação da ONU – declaração universal da ONU. tudo buscando a igualdade). surge o Estado constitucional democrático de direito. 5º há direitos fundamentais de 1ª e 3ª geração. mas também a igualdade  direitos fundamentais de 2ª geração (saúde. 6 da CF 7. 5º da CF .:No capítulo I do art. No Brasil. previdência social.1. Tal Estado busca os direitos fundamentais de 3ª geração – são os direitos meta-individuais/direitos coletivos. Elas deságuam em duas constituições – na Mexicana de 1917 e na Alemã de 1919 (Constituição de Weimar) – marcam o surgimento dos direitos fundamentais de 2ª geração – passagem de um estado liberal para um Estado social.2) Destinatários do art. trabalho. A partir deste manifesto. na busca da igualdade – MARX. Dimensão dá idéia de acumulação. educação. determinadas coisas faziam com que o Estado interviesse em tais relações. OBS. Geração dá idéia de superação de uma fase por outra. Com a revolução francesa  surge o Estado liberal  é um estado garantidor  prega a liberdade  direitos fundamentais de 1ª geração. Com as constituições mexicana e alemã  surge o Estado social  é um estado prestador  prega não só a liberdade. Alguns doutrinadores entendem que devemos usar a terminologia dimensões do que gerações. A nossa atual CF trata sobre os direitos fundamentais de 2ª geração no art.168 Por volta de 1848 surge o manifesto comunista. A partir desta declaração.

Parágrafo 2º. liberdade também é um direito relativo (ex.: a vida é um direito relativo (ex. . Eles não estão somente no art. do art. Não significa uniformidade. mas somos um todo a parte (cada um possui a sua individualidade). todos são limitados.: princípio da anterioridade tributária é um direito fundamental. 5º da CF.169 Todos significa universalidade (sem qualquer diferença de qualquer ordem). Aplicabilidade imediata – parágrafo 1º. Imprescritibilidade – os direitos fundamentais não se sujeitam a prazos.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. Limitabilidade – não existe direitos fundamentais absolutos.3) Características Historicidade – eles não surgem de um determinado momento. 7.: legítima defesa). Fazemos parte do todo. 5º. § 2º . Livre convivência dos direitos fundamentais – ex. da CF – norma de reenvio – cláusula aberta de recepção de outros direitos.: prisão). Estao eles espalhados por todo corpo constitucional. a lapsos temporais. Não interessa a relação do indivíduo (se é estrangeiro ou estrangeiro não residente no Brasil). Não-taxatividade – não há um rol taxativo de direitos fundamentais.: NORBERTO BOBBIO -Direito de não ser torturado seria um direito absoluto. As pessoas jurídicas também são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais. Toda pessoa física/indivíduo que se encontrar dentro do território nacional. Existe direito fundamental absoluto? R. ex. direito de não ser escravizado.1. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. 5º § 1º . do art.

170 Elas independem de normatização futura para que tenham imediata operacionalidade. 7.5) Dimensões dos direitos fundamentais A doutrina diz que existem 2 dimensões dos DF: A) Dimensão subjetiva dos DF Os DF são direitos subjetivos de defesa do indivíduo contra atos do poder público.1.1. É o que se chama de deveres fundamentais de proteção. O Estado tem a obrigação de adotar medidas positivas necessárias à proteção dos direitos fundamentais.4) Funções dos direitos fundamentais A) Função de defesa ou de liberdade Os direitos fundamentais funcionam como um muro de proteção que nos defendem da arbitrariedade do Estado. C) Função de proteção perante terceiros O Estado tem o dever de proteger os titulares dos direitos fundamentais frente à ação de terceiros.: Inconstitucional. ex. superando as desigualdades materiais. . pois o Estado tem o dever de proteger os titulares dos direitos fundamentais frente a terceiros. O Direito Penal e o Processo Penal decorrem de tais deveres fundamentais de proteção. 7.1: é constitucional ou inconstitucional descriminalizar o homicídio? R. B) Função de prestação Os direitos fundamentais devem suprir as necessidades do indivíduo.

A nossa CF também é uma constituição-dirigente ou compromissária – ela busca atingir objetivos. Precisa-se de prestações mínimas do Estado. concretizados. somos credores do Estado.eficácia horizontal dos direitos fundamentais – aplicação dos DF nas relações privadas. 5º. 5º da CF. mas. 6º da CF. a pena de morte. moradia. • Existência digna em sentido moral – direito de ter seus direitos respeitados. à igualdade. sem distinção de qualquer natureza. a CF protege 5 interesses primordialmente. educação. norte para a atuação do Estado. 5º Todos são iguais perante a lei.: saúde. sobretudo. Existe uma vida digna em sentido moral e em sentido material. – art.1. previstos no art. a CF veda. Existência digna em sentido material – necessita-se de um piso mínimo de dignidade. Ao proteger a vida. Os DF devem ser não só respeitado. – art. por isso que lesão corporal é crime. ela deve estabelecer uma vida em sentido moral (Estado Garantidor). Significa um mínimo existencial. 7.6) Direitos fundamentais em espécie No caput do art. direito de não ser menosprezado. à liberdade. trabalho etc. Em razão desta dimensão. eles devem ser respeitados nas relações privadas . Para que uma constituição seja constituição-garantia. o CF deve proteger o corpo (onde a vida se materializa).171 B) Dimensão objetiva dos DF Os DF significam pautas. à segurança e à propriedade. O STF adota tal eficácia horizontal dos DF – ele admite tal aplicação da busca dos DF nas relações particulares. . nos termos seguintes: A) Vida Significa existência. 3º da CF. como regra. ex. neste aspecto. é o direito de ter direitos etc. • Ao garantir a vida. Art. É uma existência que deve ser digna. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. Aqui.

c) separação entre o Estado e a igreja – são os estados não-confessionais. exs. Decorre do art. o Crente – aquele que tem uma religião e acredita em Deus. religiosa. auto-determinação Do caput do art. exs. Arábia Saudita. liberdade de locomoção. liberdade de crença e de culto. mas acredita em um Deus. não pode ter uma liberdade de crença e propagar a prática de crimes. o Agnóstico – não tem uma religião. Os direitos fundamentais não são absolutos. subvencioná-los. assim. a colaboração de interesse público. A CF garante a liberdade de não acreditar em nada – ceticismo. liberdade de reunião. ao Distrito Federal e aos Municípios: I . liberdade de manifestação de pensamento. Espanha. filosófica. aos Estados. 19. • • Liberdade de culto – liberdade de liturgia Liberdade do lugar do culto • . Vaticano. ressalvada. É vedado à União. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. 5º decorre várias outras liberdades. O Brasil de 1824 até 1891 tinha uma religião oficial. I. ex. etc.estabelecer cultos religiosos ou igrejas. Liberdade de crença – pode-se ser: o Ateu – não acreditar em Deus.. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida.pluralismo político. b) união entra o Estado e a igreja – são os Estados confessionais – possuem religiões oficiais. 5º. na forma da lei. leigos. Deve-se ser tolerante (ver os outros com os olhos dos outros). Ex. laicos. 5º: • Liberdade de consciência – o cidadão tem o direito de professar qualquer consciência política. VI. na forma da lei.é inviolável a liberdade de consciência e de crença. 19. 1º . O Brasil de 1891 até hoje é separado da igreja – art. Relações entre o Estado e a igreja: existem 3 espécies de relações entre o Estado e a igreja: a) fusão entre o Estado e a igreja – o Chefe de Estado é Deus ou é representante de Deus na Terra.: art. da CF Art.172 B) Liberdade É a escolha de destino. liberdade de associação. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança.: estados teocratas. A CF garante as seguintes liberdades neste inciso VI do art. da CF VI . atuais: Argentina.

173 C) Igualdade Trata-se de igualdade de condições e igualdade de oportunidades. obrigatórias ou facultativas que tenham por objetivo acabar com desigualdades históricas. buscando a estabilidade das relações jurídicas. não necessariamente será coletiva. A CF não exige que todos sejam tratados igualmente. É uma liberdade econômica. Desta segurança jurídica surgem os prazos processuais. XXXVI.nada tem haver com esta segurança aqui tratada.: a mulher se aposenta com menos tempo de trabalho do que o homem. 5º. E) Propriedade A propriedade não deixa de ser uma liberdade. 6º e art.2009 . D) Segurança É estabilidade. 12. Trata-se de segurança jurídica. identidade sexual (heterossexual e homossexual). A CF dá oportunidade de tratamento desigual. identidade de idade etc. licença maternidade muito maior do que a licença paternidade. Desta segurança decorre a trilogia da irretroatividade: direito adquirido.06. Elas ocorrem para superar a desigualdade de gênero (homens e mulheres). exemplos de superação. Aqui. coisa julgada e ato jurídico perfeito – art. ex. OBS. A segurança pública é um direito social (surge do art. 144) . prescricionais. Todos são diferentes. Só existe a propriedade individual porque adotamos o capitalismo. ela pode ser individual. Tem por objetivo criar personalidades emblemáticas. Direito à propriedade é o monopólio exclusivo sobre determinado bem. É o tratamento desigual dos desiguais na medida em que se desigualam. da CF.: Ações afirmativas/discriminações positivas – são políticas públicas ou privadas.

Ex. de propriedade como direito absoluto. Nosso art. em 1969. hoje. mas sim de um ato unilateral.: Constituições brasileiras de 1824.174 Trata-se da propriedade individual. O Presidente convocou o CN e pediu para que ele aprovasse o projeto de constituição em dois meses. (*) Não é pacífico na doutrina que estas duas tenham sido outorgadas. A propriedade deve cumprir a sua função social – não há que se falar no Brasil. Em dezembro de 1966 o Congresso Nacional estava fechado. Bens ou meios de produção – são bens inconsumíveis que são utilizados para a produção de outros bens (não está garantido no art. logo. 1º diz que adota-se a iniciativa privada. (**) Os 3 ministros militares. que vai até 1985 (eleição de Tancredo Neves e José Sarney). . É uma constituição imposta.1) Outorgada É aquela que não resulta de um processo democrático. autoritário daquele que exerce o poder. Não existem classificações certas ou erradas. pois se tratou de uma emenda constitucional que alterou toda o documento anterior.1. Deve haver limitação à utilização ao direito de propriedade. outorgaram a constituição – há quem defenda que tal documento de 1969 nem foi uma constituição. Não se pode valer do direito de propriedade de maneira egoística. sem qualquer discussão democrática. no dia 31 de março. 1967* e 1969**. inicia-se o hiato autoritário. Em 1964.1) CONSTITUIÇÃO QUANTO À ORIGEM 8. 8. Há classificações úteis ou inúteis. deve-se garantir a propriedade individual. 1937. 8) CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES Classificar significa separar elementos que tenham algo em comum em grupos diversos. sem possibilidade de emenda. 5º e sim noutros artigos).

trata-se de modalidade anacrônica (retrógrada).2. Napoleônica ou Plebiscitária Tal constituição necessário se faz a Constituição de 1937 chilena de Pinochet de é outorgada. 8.175 8. ex.1.1.2) Promulgada Está é democrática.1.: Qual a diferença entre Constituição e Carta? R. popular. 8. Ela pode decorrer de 2 tipos de colégios/colegiados: a) assembléia nacional constituinte – constituída para fazer a constituição. Por outro lado. cria a norma subconstitucional.: (ela na verdade nunca ocorreu). que teve a sua origem por uma Assembléia Nacional Constituinte. b) congresso nacional constituinte – ele tem 2 objetivos: criar uma nova constituição ao mesmo tempo em que funciona como poder constituído legislativo. sua aprovação num referendo popular. OBS.: em 1 de fevereiro de 1987 inaugurou-se a assembléia nacional constituinte e acaba em 5 de outubro de 1988 – na verdade ela foi um congresso nacional constituinte (mas é chamada de assembléia nacional constituinte – o preâmbulo constitucional fala no termo assembléia).3) Cesarista. mas para que tenha validade. imposta de maneira unilateral pelo agente revolucionário através de ato arbitrário e ilegítimo.: Constituição é o nomen juris que se dá à Lei Fundamental promulgada. 8. Ex. se concentra nas mãos de mais de um titular. Carta é o nome reservado para aquela Constituição outorgada.2) CONSTITUIÇÃO QUANTO À FORMA 8.1) Não-escrita . Por isso mesmo. dificilmente ajustando-se à noção moderna de constituição. são aquelas em que o poder constituinte originário. democrática ou popular. Constituição 1986. decorre de um debate com a sociedade.4) Pactuadas Surgem através de um pacto.

2) Escrita ou instrumental É a constituição reduzida a um texto.: os atos institucionais e as emendas constitucionais. ela tem alguns documentos escritos). É uma constituição costumeira. O que são costumes? R. consuetudinária. ex. há o controle de . Tal texto é dogmático/traz verdades daquela sociedade naquele momento histórico.3) CONSTITUIÇÃO QUANTO À ESTABILIDADE/CONSISTÊNCIA/MUTABILIDADE/ALTERABILIDADE 8. 8. 8.1) Super-rígida É aquela mais difícil de mudar do que a lei. Ex. Em 1964 ocorreu o golpe militar e naquele momento passou a vigorar vários documentos com força constitucional. ALEXANDRE DE MORAES adota tal classificação. Baseado nisso. possui um rol de cláusulas pétreas – uma parte imutável. 8.2. Ela pode ser de dois tipos: A) Legal Existem vários documentos com força constitucional.: Constituição da Inglaterra (tecnicamente.176 É a não reduzida a um documento.: São práticas reiteradas que todos obedecem por entendê-las obrigatórias. B) Codificada Existe um único documento com força constitucional. Porém.2) Rígida É constituição que diferencia normas constitucionais de normas subconstitucionais.3.3.

: A nossa constituição de 1988 é do tipo rígida (lembrar que há um núcleo imodificável – cláusulas pétreas). mais dificultoso. diferente do processo de alteração da norma subconstitucional.3.177 constitucionalidade. pois não existem diferenças entre normas constitucionais e infraconstitucionais.4) CONSTITUIÇÃO-BALANÇO . OBS. 8. São aquelas constituições que exigem para a sua modificação. exigia-se um processo mais trabalhoso. diferentemente das normas formalmente constitucionais. a CF/88 seria super-rígida.5) Imutável É a constituição inalterável. constituição plástica é a que tem aptidão de se adaptar ao futuro sem necessidade de emenda constitucional. Porém. quando se sabe que é destinado a regular a vida de uma sociedade em contínua mutação”. É a que pode ser modificada.: Constituição plástica – para PINTO FERREIRA.3. alterada da mesma maneira em que se modifica uma lei ordinária. Para RAUL MACHADO HORTA. Para a modificação de normas materialmente constitucionais. exige um processo mais solene para as normas constitucionais. é sinônimo de flexível. se a prova seguir a classificação que admite a existência das super-rígidas.3) Semi-rígida ou semi-flexível Esta constituição diferencia normas materialmente constitucionais de normas formalmente constitucionais. verdadeira relíquia histórica. que possuía um processo mais simples de modificação. CELSO BASTOS dizia que “hoje em dia já se toma como absurdo que um Texto Constitucional se pretenda perpétuo.3. A nossa constituição de 1824 era semi-flexível. OBS.4) Flexível Não se conhece concretamente nenhuma constituição dessa categoria. Não existe controle de constitucionalidade. 8. 8. 8.

Ela anuncia um ideal a ser concretizado. 8. Por isso é que a URSS. 8. limitando o poder).6.5) CONSTITUIÇÃO-GARANTIA É uma constituição que oferta proteção. SILVA . A CF de 1988 é uma constituição-garantia. A cada período há uma nova constituição que busca apagar as distorções existentes. JOSÉ A. Traz normas formalmente constitucionais. metas. SILVA – Esta Constituição-dirigente se caracteriza em conseqüência de normas programáticas (que para não caírem no vazio reclamariam a chamada inconstitucionalidade por omissão). ex. a Constituição registraria um estágio das relações de poder. garantia ao cidadão contra o abuso de poder do Estado (visa a garantir a liberdade. 3º. Abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais. A CF de 1988 é uma constituiçãodirigente.: Índia. 8. Analítica É a que trata de muitas normas que melhor estariam se estivessem em sede subconstitucional. o futuro. onde este é credor e o Estado é devedor.Segundo essa doutrina soviética. Ela faz um retrospecto do passado. 1936 e em 1977.5) CONSTITUIÇÃO-DIRIGENTE PROGRAMA) (COMPROMISSÁRIA OU É a constituição que busca atingir objetivos. . Tal constituição existia na República Socialista Soviética. de acordo com o art. JOSÉ A. Os Estados subdesenvolvidos possuem constituições prolixas. Brasil. como o fez em 1924. Cada uma de tais Constituições faria o balanço do novo estágio.6) CONSTITUIÇÃO QUANTO À EXTENSÃO 8. quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo. Ela busca o porvir.1) Prolixa.178 É a que é renovada em períodos determinados (inspirada em LASSALLE). adotaria nova Constituição. Nesta constituição há um acordo entre o Estado e o cidadão.

em dois turnos.7. OBS.1) Dogmática ou sistemática São sempre escritas. MEIRELLES TEIXEIRA – “partem de teorias . os direitos e garantias fundamentais. parágrafo 3º.6. ex.8. 8. Assim.2) Formal Será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação e não o conteúdo de suas normas. ex.2) Concisa. em cada Casa do Congresso Nacional. Veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado. os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. por 3/5 dos votos dos respectivos membros. da CF. só normas materialmente constitucionais. 8.: Constituição de 1824. 5º. desde que observadas as formalidade de aprovação (forma). em regra.: constituição americana.8) CONSTITUIÇÃO QUANTO AO MODO DE ELABORAÇÃO 8. A CF de 1988 é formal. Como se sabe. Sintética. PINTO FERREIRA diz que a Constituição Brasileira de 1891 seria Sintética.7) CONSTITUIÇÃO QUANTO AO CONTEÚDO 8. pela EC 45/2004. serão equivalentes às emendas constitucionais.: Com a introdução do art.7.1) Material Materialmente constitucional será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. Consubstanciam os dogmas estruturais e fundamentais do Estado. a organização de seus órgãos.179 8. qualquer regra nela contida terá o caráter de constitucional. passa-se a ter uma espécie de conceito misto já que a nova regra só confere a natureza de emenda constitucional (norma formalmente constitucional) aos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos (matéria). 8. Enxuta É a que possui.

Ele revela a forma de estado – Federação – cláusula pétrea. A CF de 1988 é dogmática. 8. Quanto ao conteúdo – formal (ou misto – EC 45/2004). reunindo a história e as tradições de um povo. de elaboração – Quanto à alterabilidade – rígida (dependendo do critério adotado. pode ser super-rígida). de subespécies codificada. Quanto ao modo dogmática/sistemática. de dogmas políticos. FILHO – garantia e dirigente.1) ART.1º O “À” significa um símbolo lingüístico vindo do passado. Revela também a forma republicana (forma de governo – que não é cláusula pétrea. Quanto à forma – escrita/instrumental. de planos e sistemas prévios. Não foi a CF de 1988 que criou a república federativa do Brasil. Quanto à extensão – analítica/prolixa. 8.9) CLASSIFICAÇÃO DA CF DE 1988 • • • • • • • Quanto à origem – promulgada.8. de ideologias bem declaradas. .180 preconcebidas. 9) PRINCÍPIOS FEDERAL FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO 9.2) Histórica Constitui-se através de um lento e contínuo processo de formação. Todavia. ao longo do tempo. o princípio republicano é uma cláusula pétrea – tal princípio exige alternância no Poder. MANOEL GONÇALVES F.

Na Federaçào não existe direito de separação. os Estados membros são . Só será válida se respeitar a igualdade. EST.181 Consequências do republicanismo: a) honestidade cívica – dever de ser honesto. Após a segunda guerra surge o Estado Democrático de Direito – a lei. Território não faz parte da federação. Supremo – autônomos. Tinha ele duas metas: a) divisão orgânica de poder. liberdade e a dignidade da pessoa humana. Só o Estado pode se valer de tal violência legítima. cesseção. O que é Estado Democrático de Direito? R. A constituição portuguesa fala em Estado de Direito Democrático – inverte os termos (não há divergência. b) direitos e garantias fundamentais. união indissolúvel – característica primeira da Federação. Ele matou e mandou matar conforme a lei (havia previsão legal). da CF). b. Instrumentos que protegem a indissolubilidade do vínculo: a) intervenção – art. É o todo defendendo o pacto federativo. Em 1934 ele assume o poder total na Alemanha (ele não deu golpe de estado e sim foi eleito). A união aqui é com “u”minúsculo – JOSÉ A.1. II. além de ser vigente. Poder político – é a violência legítima. Mun – fazem parte da federação – são as unidades federadas. obrigatoriedade. deve ser válida (separou-se vigência de validade).: Em 1789 surge o Estado de Direito com a Revolução Francesa. entre estas duas expressões). município é uma simples divisão territorial do Estado-Membro (não faz parte da federação). 34 da CF. 9. b) é inconstitucional qualquer obstáculo que impeça a responsabilização daquele que comete atos ilícitos. Para JAS. DA SILVA discorda entendendo ser com “u”maiúsculo – falando do Ente. na ordem interna. UF. 102. b) Direito Penal – é crime pregar contra a indissolubilidade do vínculo – Lei 7170/83 – Lei de Segurança Nacional (só cabe ROC diretamente ao STF – art.1) Soberania É o poder político. Em 1933 Hitler foi eleito na Alemanha. coercibilidade. majoritariamente. Em 1854 surge o Estado Civil Napoleônico e a partir dele Direito passou a ser sinônimo de Lei (toda lei vigente era lei válida). Este Estado de Direito se torna um estado guarda noturno/estado polícia – um Estado não-intervencionista. supremo e independente. DF.

É origem da cooperação jurídica internacional em matéria penal.1. auxílio mútuo.4) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa Significa a humanização do capitalismo – os direitos trabalhistas devem ser respeitados. Hoje. Finalidade: troca de informações.3) Dignidade da pessoa humana É o que nos diferencia da coisa. Troca de presos. Na ordem internacional não devemos obediência a nenhum outro Estado. ele se disponibiliza para outros Estados. 9. 9. São os direitos civis. Exemplos de cooperação jurídica internacional em matéria penal: • • • • Extradição. A coisa tem preço e pode ser substituída por outra da mesma qualidade. ZAFFARONI – não se pode “coisificar” o indivíduo. 9.1. o trabalho não pode ser um castigo. Tal departamento trata de tal cooperação jurídica internacional em matéria penal. . tal conceito de soberania é relativizado em razão do chamado Estado Constitucional Cooperativo – um Estado que não se fecha. Assistência judiciária penal. A PF é filiada à INTERPOL – Fica em Lyon.182 Independente – independente na ordem internacional. O Ministério da Justiça criou o DRCI – Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional. Fo criado em 2003. Homologação de sentença estrangeira.1. cooperação nas investigações. Cooperação no andamento do desenvolvimento do Estado. Cada superintendência da PF tem um representante da INTERPOL.2) Cidadania É o direito de ter direitos. na França.

sempre evitando a guerra. INCISO III – autodeterminação dos povos – cada nação deve ter o seu Estado. No HC 84424 do STF – define raça . INCISO VII – Solução pacífica dos conflitos – mediação. 2º Divisão orgânica de Montesquieu – deve-se olhar tal divisão com os olhos de 2009.Independência decorre da soberania – Há o dualismo jurídico – ordem internacional e a ordem nacional. INCISO II . proselitismo de idéias. INCISO IV – não-intervenção – o Brasil não faz guerras de conquista. INCISO I . Não aceitamos colônias. Significa aceitar o diferente. 9. políticas religiosas através da propalação do medo. INCISO VIII – Repúdio o terrorismo – foi constituído um grupo de trabalho para prevenção ao terrorismo no Brasil (Ministério das Relações Exterior. Terrorismo é a defesa.183 9. etc. somente guerras defensivas. ser tolerante. 4º São as relações da República Federativa do Brasil na ordem internacional. Há aqui um exemplo de mandado expresso de criminalização quanto à tipificação ao terrorismo (o que ainda não há) Há o repúdio ao racismo – é o domínio de uma raça sob a outra. Justiça e Gabinete de Segurança da Presidência.4) ART. 9. INCISO VI – defesa da paz – somos um estado não beligerante – não bélico. bélico. arbitragem.1.Os direitos fundamentais são os direitos humanos positivados. INCISSO V – Igualdade entre os estados – Convenção de Haia – RUI BARBOSA pregou a igualdade entre os Estados independente do seu poderia econômico. do terror.2) ART.5) Pluralismo político Não significa vários partidos políticos.

Do art. a previdência social. A SEGURANÇA. direito e responsabilidade de todos (“eu tenho responsabilidade para com o todo”). Aqui sim é segurança pública. Trata-se de dever fundamental do Estado. Busca o ato jurídico perfeito. CF/88. 6º. paz. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas (tranqüilidade. fundamental de 2ª geração. 5º tranqüilidade. 6º. A PF participa do CONARE – Comitê nacional de refugiados. obrigação do Estado. 10) SEGURANÇA PÚBLICA “Segurança” no art. paz. significa segurança jurídica. segurança) e do patrimônio. 144. Tal segurança diverge da “segurança” do art. CF/88: Art. 6º decorre o art. Exige existência de prazos processuais. a proteção à maternidade e à infância. 144. Existem atividades que não são voltadas para a Justiça Federal. o trabalho. Art. As suas atribuições são mais abrangentes que as da Justiça Federal. como a prevenção e repressão ao tráfico nacional de drogas! . na forma desta Constituição. dever do Estado (todas as pessoas jurídicas com capacidade política).184 INCISVO X – concessão de asilo político – diferença entre asilo e refúgio. a coisa julgada. o lazer. um compromisso do Estado. estabilidade. tais como os previstos no art. a saúde. decadenciais. A segurança pública. que é um direito social. de 2000) O Estado é devedor de determinadas atividades. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 26. 6o São direitos sociais a educação. o direito adquirido. a moradia. através dos seguintes órgãos: ROL TAXATIVO I- Polícia Federal. a assistência aos desamparados.

Essas atividades não se resumem a atividade policial. Estado sem crime. Ordem pública: é um estado. que visam à manutenção da ordem. . É resultado da observância das normas penais com ações preventivas e repressivas típicas. não existência de delitos. polícias militares e corpos de bombeiros militares Conceito de segurança pública: conjunto de atividades preventivas e repressivas. uma posição anti-delitual.185 IIIIIIVVPolícia Rodoviária Federal . Sociedade onde todos obedeçam às leis. Trata-se de uma política pública. Incolumidade pública: não ofensa ao patrimônio e às pessoas.exerce atividade preventiva Polícias Civis.exerce atividade preventiva Polícia Ferroviária Federal .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful