Você está na página 1de 2

DECRETO Nº 42.868, DE 03 DE FEVEREIRO DE 2004.

Dispõe sobre a demarcação das áreas de pesca, lazer ou recreação em municípios com orla marítima, de que trata a Lei 8676, de 14 de julho de 1988, com a redação determinada pela Lei nº 11.886, de 2 de janeiro de 2003, e pela Lei nº 12.050, de 22 de dezembro de 2003, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso da atribuição

que lhe confere o artigo 82, inciso V, da Constituição do Estado, considerando o disposto na Lei n° 8.676, de 14 de julho de 1988, com a redação determinada pela Lei n° 11.886, de 2 de janeiro de 2003, e pela Lei n° 12.050, de 22 de

dezembro de 2003; considerando a necessidade de operacionalizar a padronização da sinalização prevista pela Lei para todas as regiões do Estado, com vistas a garantir a segurança dos freqüentadores da orla marítima, lacustre e fluvial; considerando a necessidade de conjugação dos esforços do Estado e dos Municípios para a consecução do disposto na legislação estadual relativa à matéria,

DECRETA:

Art. 1° - Os municípios do Estado do Rio Grande do Sul banhados por mar, lagoas ou rios, que comportem praias ou áreas de lazer, ficam obrigados a demarcar, de modo ostensivo e com visibilidade aos freqüentadores destes locais, áreas específicas destinadas para:

I - pesca profissional ou amadora;

II - prática de desportos;

III - recreação e lazer.

Parágrafo único - Na demarcação das áreas de que trata este Decreto, os municípios atenderão ao preceito da razoabilidade, bem como às peculiaridades locais.

Art. 2° - Para o cumprimento da demarcação das áreas de uso público na orla marítima, lacustre e fluvial, de que trata este Decreto, bem como seu fiel cumprimento pelos freqüentadores destes locais, compete à Brigada Militar:

- orientar sobre o formato das placas a que se refere o artigo 1º da Lei n° 12.050, de 22 de dezembro de 2003, suas dimensões, símbolos, cores, apresentação e dizeres, remetendo os respectivos modelos e instruções aos Municípios;

I

II

- orientar sobre outros tipos de sinalização, tais como bóias, balizas, sinais luminosos

e

demais sinalizadores que atendam às exigências de diferentes situações e modalidades

desportivas;

III - fiscalizar o fiel cumprimento dos limites fixados para as respectivas utilizações,

através do exercício do seu poder de polícia.

Art. 3° - A prática da atividade de pesca em caráter amador ou profissional nas áreas de que trata este Decreto, só poderá ser realizada de acordo com a demarcação estabelecida pelos municípios, devendo obedecer ao disposto na Lei n° 12.050, de 22 de dezembro de 2003, quanto:

I

- a identificação do responsável, quando pescador profissional, pelo porte de

documento com numeração própria, endereço, filiação e tipo sangüíneo, a ser fornecido pela respectiva entidade associativa;

II - identificação do equipamento de pesca profissional, quando desacompanhado do ser

proprietário, através de etiqueta legível em que conste o nome, número da carteira de

identificação e endereço completo do proprietário.

Art. 4° - No caso de utilização diversa do estabelecido pela demarcação determinada pelos municípios, bem como do disposto no artigo 2° deste Decreto, os praticantes de pesca profissional ou amadora serão submetidos às seguintes penalidades:

I - apreensão do equipamento;

II - multa no valor equivalente a 100 (cem) UFIRs, a qual será acrescida de:

a) 50% (cinqüenta por cento), no caso da primeira reincidência;

b) 100% (cem por cento) em caso de segunda reincidência,

c) 150% (cento e cinqüenta por cento) em caso de terceira reincidência,

d) 50% (cinqüenta por cento) sucessivamente ao disposto na alínea anterior, em consideração ao número de reincidências.

Art. 5° - O equipamento de pesca que não estiver devidamente identificado, e desacompanhado do seu proprietário, será recolhido pela Brigada Militar, sendo devolvido ao proprietário que comprovar esta qualidade, bem como sendo notificado da sanção a ser aplicada, para que apresente, se desejar, defesa prévia no prazo de 15 (quinze) dias.

Art. 6° - O equipamento de pesca que estiver sendo utilizado em área diversa da estabelecida pela respectiva demarcação será apreendido pela Brigada Militar, a qual notificará pessoalmente o proprietário ou possuidor do mesmo sobre o fundamento da medida, bem como do seu direito de apresentar defesa em até 15 (quinze) dias, em procedimento administrativo inaugurado com a finalidade de apurar o cometimento de violação ao disposto nas Leis n° 8.676/88 e nº 12.050/03.

Art. 7° - O equipamento apreendido será restituído ao proprietário devidamente identificado, mediante solicitação do mesmo em até 30 (trinta) dias da data em que da notificação infração cometida. Parágrafo único - Se no prazo estabelecido no caput , já houver sido examinada defesa prévia apresentada pelo proprietário, e tendo sido imposta a sanção, a devolução do equipamento será condicionada ao pagamento da respectiva multa.

Art. 8° - Não tendo sido paga a multa no prazo de até seis meses da sua imposição definitiva, a Brigada Militar deverá encaminhar a decisão à Secretaria da Fazenda, para que esta realize os procedimentos necessários à inscrição do valor correspondente na dívida ativa do Estado.

Art. 9° - O equipamento não retirado, transcorridos seis meses desde sua apreensão, será alienado em hasta pública.

Art. 10 - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 03 de fevereiro de 2004.