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Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires.

Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC


GESTÃO INTEGRADA DA QUALIDADE; MEIO AMBIENTE, SEGURANÇA E
SAÚDE NO TRABALHO E RESPONSABILIDADE SOCIAL

ROSÂNGELA FÁTIMA ARREGOLÃO


THAIS ANTONIA PIRES SALLA

ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE TRABALHADORES E SUA RELAÇÃO


COM OS SISTEMAS DE GESTÃO E CERTIFICAÇÃO.

Trabalho de conclusão de curso


apresentado ao Centro Universitário
Senac – Campus Jundiaí, como
exigência parcial para obtenção do
título de especialista em Gestão
Integrada da Qualidade; Meio
Ambiente, Segurança e Saúde no
Trabalho e Responsabilidade Social.

Orientadores:
Profa. Ms. Liamar Mayer de Paula
Prof. Esp. Paulo Eduardo Bittencourt
Neumann

Jundiaí
2012
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires.
Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

A774a Arregolão, Rosângela Fátima


Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com
os sistemas de gestão e certificação / Rosângela Fátima Arregolão,
Thais Antonia Pires Salla – Jundiaí, 2012.
56 f

Orientadores: Profa. Ms. Liamar Mayer de Paula e Prof. Esp.


Paulo Eduardo Bittencourt Neumann.
Trabalho de Conclusão de Curso (Gestão Integrada da Qualidade,
Meio Ambiente, Segurança e Saúde no Trabalho e Responsabilidade
Social) – Senac Jundiaí, 2012.

1. Saúde do trabalho 2. Qualidade de vida 3. Sistemas de


gestão 4. Sistemas de Certificação I. Paula, Liamar Mayer de
(Orient.) II. Neumann, Paulo Eduardo Bittencourt (Orient.) III.
Salla, Thais Antonia Pires IV. Título.
CDD
363.11
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires.
Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

EPÍGRAFE

Quando o homem não aprende, pelo silencioso processo educacional, a


manifestar suas potencialidades, suas capacidades, suas riquezas, suas
habilidades, além de embotar essas possibilidades, de alienar-se, de tornar-se
estranho a si mesmo, priva o mundo ao seu redor da parte da contribuição que
lhe compete para dar mais qualidade a esse mesmo mundo, para que ele passe
da barbárie para a civilização.

Sérgio José Schirato.


Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires.
Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

RESUMO

A adoção, a implantação e consolidação, por parte das empresas, de Sistemas de


Gestão tem sido uma tendência mundial. A integração dos Sistemas de Gestão de
Saúde e Segurança, Sistemas de Gestão da Qualidade, Sistemas de Gestão
Ambiental e Sistemas de Gestão em Responsabilidade Social tem sido uma
ferramenta cada vez mais importante para a melhoria do desempenho financeiro,
operacional e social das organizações. Torna-se um objetivo cada vez maior
associar a evolução dos sistemas de gestão com o reconhecimento do potencial
humano como o elemento motriz de toda política de gestão. É à luz dessa
abordagem mais humanista que buscou-se verificar se existe relação entre a
Qualidade de Vida (QV) do trabalhador e os modelos de gestão e de certificação
que sua empresa adota. Para isso utilizou- se a ferramenta abreviada para a
análise da QV do World Health Organization Quality of Life Assessment
(WHOQOL- Bref) que avalia a percepção do indivíduo de sua posição em relação
a sua inserção sócio- cultural e aos valores que adota para sua vida. A ferramenta
pré composta por 26 perguntas que fornecem escores para quatro domínios:
físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente. A ferramenta foi aplicada
juntamente a um questionário que avaliou dados como a idade dos participantes,
o segmento econômico de atuação, a existência de sistemas de gestão e de
certificação nas empresas de 80 participantes. Após a coleta de dados a amostra
foi subdividida em grupos devidamente classificados: subgrupo 1: participantes
que trabalham em empresas com sistemas de gestão, certificados ou não;
subgrupo 2: participantes que trabalham em empresas sem sistemas de gestão e
sem certificação; subgrupo 3: participantes que trabalham em empresas com
sistemas de gestão e com certificação nesses sistemas; subgrupo 4: participantes
que trabalham em empresas com ou sem sistemas de gestão, mas sem
certificação; subgrupo 5: participantes que trabalham em empresas com sistema
de gestão da qualidade e certificadas ISO 9001. subgrupo 6: participantes que
trabalham em empresas com sistema de gestão ambiental e certificadas ISO
14001; subgrupo 7: participantes que trabalham em empresas com sistema de
gestão em responsabilidade social e certificadas SA 8000; subgrupo 8:
participantes que trabalham em empresas com sistema de gestão em saúde e
segurança do trabalho e certificadas OHSAS 18001.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires.
Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

Não se pode observar relação direta entre a Qualidade de Vida dos


Trabalhadores (QVT) com a existência de sistemas de gestão ou com a
certificação dessas. Os resultados revelam a necessidade de novos estudos
voltados para a associação da QVT com os sistemas de gestão adotados pelas
empresas e suas respectivas certificações.

Palavras Chave: saúde do trabalho; qualidade de vida; Sistemas de gestão;


Sistemas de Certificação.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires.
Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

ABSTRACT

Management Systems’s adoption, implementation and consolidation have been a


worldwide trend. Integrate Safety and Health management systems,
Environmental management systems and Social Responsibility management
systems had been an increasingly important tool for financial performance,
operational and social organization’s improvement. Management systems
associated with human approach have been an increasingly goal.Recognize the
human approach as the production maker of all the management policy have been
an increasingly goal. In the light of this more humanistic approach it has been tried
to determine if a relationship between the Worker´s Quality of Life (WQL) and his
company´s models of management and certifying exists. For this, the abbreviated
assessment for the analysis of the WQL of the World Health Organization Quality
of Life (WHOQOL-Bref) was used to measure the individual's perception of their
position in relation to their socio-cultural and the values that he adopts for his life.
This assessment consists of 26 questions that provide scores for four domains:
physical, psychological, social relationships and environment. The assessment
was applied along with a questionnaire that evaluated some data such as age of
participants, the economic sector of activity, the existence of management
systems and certification companies in 80 participants. After data collection the
sample was subdivided into groups properly classified: group 1: Participants who
work in companies with management systems, certified or not, subgroup 2:
Participants who work in companies without management and without certification;
subgroup 3: participants who work for companies with management systems and
certification in these systems; subgroup 4: participants who work for companies
with or without management systems, but without certification; subgroup 5:
participants who work for companies with quality management system and
certified ISO 9001. 6 subgroup: participants who work for companies with
environmental management system and ISO 14001 certified; subgroup 7:
participants who work for companies with management system on social
responsibility and SA 8000 certified; 8 subgroup: participants who work for
companies with management system health and safety and OHSAS 18001
certified. The direct relationship between WQL with the existence of management
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires.
Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

systems or the relationship between WQL and the company´s certification was not
found. The results reveal studies on the association of WQL with the management
systems adopted by companies and their respective certifications are required.

Keywords: occupational health, quality of life; management systems; certification


systems.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires.
Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

LISTA DE TABELAS

1. Certificações ISO 9001 no final de 2008, Países com maior número de


certificações ....................................................................................................... 27

2. Certificações ISO 14001 no final de 2008, Países com maior número de


certificações ........................................................................................................ 28

3. Certificações SA 8000 até 30/9/2009. Países com maior número de


certificações ........................................................................................................ 29
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires.
Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Resultado da análise dos domínios da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão, certificadas
ou não................................................................................................................... 36

Figura 2 - Resultado da Análise das facetas da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão, certificadas
ou não....................................................................................................................37

Figura 3 - Resultado da Análise dos domínios da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas sem sistemas de gestão e sem
certificação............................................................................................................ 38

Figura 4 - Resultado da Análise das facetas da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas sem sistemas de gestão e sem
certificação.............................................................................................................39

Figura 5 - Resultado da Análise dos domínios da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão e com
certificação nesses sistemas................................................................................ 40

Figura 6 - Resultado da Análise das facetas da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão e com
certificação nesses sistemas.................................................................................41

Figura 7 - Resultado da Análise dos domínios da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com ou sem sistemas de gestão, mas
sem certificação.................................................................................................... 42

Figura 8 - Resultado da Análise das facetas da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com ou sem sistemas de gestão, mas
sem certificação.................................................................................................... 43

Figura 9 - Resultado da Análise dos domínios e da Auto – avaliação da qualidade


de vida da ferramenta WHOQOL entre os Subgrupos 1, 2, 3 e 4.........................44

Figura 10 - Resultado da Análise dos domínios da ferramenta WHOQOL e da Auto


– avaliação da qualidade de vida entre os Subgrupos 5, 6, 7 e 8............... 45
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Análise da qualidade de vida de trabalhadores e sua relação com os sistemas de gestão e certificação.

LISTA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


EVENT Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho
INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
IPAQ Índice de Capacidade para o Trabalho
ISO International Organization for Standartization
ISSL Inventário de Sistemas de Estresse de Lipp
OHSAS Occupational Health and Safety Assessment Series
OMS Organização Mundial da Saúde
OMT Organização Mundial do Trabalho
QVT Qualidade de Vida dos Trabalhadores
SA Sistema Ambiental
SAI Social Accountability Internacional
SER Responsabilidade Social Empresarial
SGA Sistema de Gestão ambiental
SGI Sistema de Gestão Integrada
SGI Sistema de Gestão Integrada
SGQ Sistema de Gestão de Qualidade
SGT Sistma de Gestão do Trabalho
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e sua relação com os sistemas de gestão e certificação. – Jundiaí, 2012. 56 f.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.............................................................................................13
1.1 Justificativa..................................................................................................16
1.2 Objetivo........................................................................................................17
2. SAÚDE NO TRABALHO..............................................................................18
2.1 Uma crônica visual......................................................................................18
2.2 Liberdade e seus impactos..........................................................................21
3. GESTÃO INTEGRADA - FERROVIA & NAVEGAÇÃO...............................23
4. SISTEMA DE GESTÃO...............................................................................25
4.1 Integração do sistema do sistema de gestão..............................................26
5. QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR..............................................30
5.1 Ferramentas de análise de QVT..................................................................31
6. METODOLOGIA..........................................................................................34
7. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS..........................................35
8. CONCLUSÃO..............................................................................................48
9. REFERÊNCIAS...........................................................................................49
ANEXO I......................................................................................................53
ANEXO II.....................................................................................................54
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e sua relação com os sistemas de gestão e certificação. – Jundiaí, 2012. 56 f.

1. INTRODUÇÃO

Mudanças substanciais no panorama político, social e econômico são


observadas de forma intensa em todo o mundo atual, decorrente do advento e da
impulsão contínua da globalização. Desta forma, vários países têm buscado
defender seus interesses no fortalecimento de suas economias, juntamente às
comunidades empresariais internas (Chaib, 2005). O cenário extremamente
competitivo tem imputado às organizações a necessidade de modernização de
seus processos e a incessante procura por novas ferramentas que possam trazer
reais vantagens competitivas.

Ante a este cenário, o setor produtivo brasileiro vem sofrendo


reestruturações, que tem como fenômenos marcantes a adoção, a implantação
e/ou consolidação, por parte das empresas, de Sistemas de Gestão (Xavier,
1995). Desta forma, os Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança (SGSS), os
Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ), os Sistemas de Gestão Ambiental
(SGA) e os Sistemas de Gestão em Responsabilidade Social (SGRS) surgem
como ferramentas cada vez mais importantes para a melhoria do desempenho
financeiro, operacional e social das organizações (Chaib, 2005). A International
Organization for Standadization (ISO) organização internacional com sede na
Suíça, foi fundada em 1947, no pós- guerra, com objetivos de desenvolvimento de
normas técnicas para aplicação mundial, facilitar a coordenação internacional e a
unificação dos padrões industriais (Correia, Mélo, Medeiros, 2006; Ribeiro Neto,
Tavares e Hoffmann, 2008). No Brasil, uma instituição voltada para a
normatização surge em decorrência da necessidade da indústria de tecnologia do
concreto em 1940, com a criação da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), associação esta que participou ativamente da fundação da ISO em 1947
(Ribeiro Neto, Tavares e Hoffmann, 2008).

Historicamente ligados ao incremento da indústria militar durante a


segunda metade do século XX, os processos de normalização e requisitos, antes
limitados às características dos produtos, materiais, serviços ou técnicas de
inspeção são estendidos às práticas gerenciais, incluindo elementos do processo
produtivo. Nesse contexto, originam-se as primeiras normas internacionais de
garantia da qualidade e após a criação de mais de 8 mil normas internacionais,
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e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

em 1987 a ISO atribuiu a série 9000, futura presença nas citações publicitárias e
constante na mídia organizacional (Neto, Tavares e Hoffmann, 2008).

As criações posteriores das normas de gestão ambiental (série 14000) e de


responsabilidade social (SA 8000) ocorreram respectivamente em 1996 e 1997,
esta última sob responsabilidade da instituição norte americana Social
Accountability International (SAI). A Occupational Health and Safety Assessment
Series (OHSAS), série de avaliação da segurança e saúde ocupacional foi
publicada pela associação de organismos certificadores e normalizadores em
1999 (Ribeiro Neto, Tavares e Hoffmann, 2008).

Segundo Oliveira e Pinheiro (2010) sistemas certificáveis de gestão tem


sido uma opção cada vez mais utilizada pelas organizações como forma de
equacionarem demandas ambientais, padronizarem o processo produtivo,
reduzirem os custos da produção e também melhorarem sua imagem.

Estudos comprovam que a internacionalização dos processos gerada pela


disseminação das normas ISO está historicamente ligada à globalização dos
negócios, à crescente conscientização dos consumidores, à melhoria da
qualidade de vida dos colaboradores, à disseminação da educação ambiental. Os
padrões permitem prever que exigências futuras dos consumidores atuais em
relação à preservação ambiental, à responsabilidade social e à qualidade de vida
deverão se intensificar (FARONI et al, 2010).

Para Moretti, Sautter e Azevedo (2008) as normas internacionais de caráter


voluntário auxiliam as organizações a equilibrar interesses econômico-financeiros
com os impactos gerados por suas atividades, sejam impactos gerados ao meio
ambiente ou conseqüências diretas para a saúde e segurança de seus
colaboradores.

Tais autores ressaltam ainda algumas motivações das organizações para


as certificações como, por exemplo: a entrada no mercado internacional, a
padronização de procedimentos para operações internas, a economia de recursos
e redução de desperdícios para o gerenciamento corporativo, a melhoria na
imagem corporativa para efeitos de mercado e o aumento da consciência
ambiental, de saúde e segurança e responsabilidade social de seus fornecedores.
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e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Segundo Oliveira e Serra (2010), as organizações precisam adotar


mudanças contínuas que permitam operar e gerir seus negócios. Embora o
objetivo principal das mesmas ainda seja o lucro, as questões ambientais tem se
tornado cada vez mais importantes em função do aumento da conscientização do
consumidor em como os produtos e serviços são produzidos e como afetam o
meio ambiente. Para estes autores, são benefícios gerados pela certificação a
redução de custos na contratação de seguros, aumento na atratividade de
investidores, facilidade de acesso a empréstimos e motivação dos colaboradores
para atingirem seus objetivos.

Já para Oliveira e Pinheiro (2010) defendem as certificações promovem


modelos de gestão às organizações que viabilizam e suportam inovações
tecnológicas, contribuem com o desenvolvimento sustentável, garantem o
aumento da competitividade e conseqüente lucratividade. Os mesmos sustentam
que a abertura de mercados domésticos e internacionais, o aumento da
satisfação dos consumidores, a possibilidade de cumprimento à legislação
específica de cada país, a redução dos desperdícios, a melhoria no desempenho
da organização como um todo são vantagens geradas pela adesão a um sistema
de gestão.

Para Gonzalez e Martines (2007) os sistemas de gestão como processos


de inovação incremental, focada e contínua que envolve toda a organização,
sempre com o objetivo comum de melhoria contínua e um nível pró- ativo que
busca níveis de desempenho que vão além das expectativas do cliente. Assim
como Correia, Mélo e Medeiros (2006) evidenciam a necessidade de melhorar os
processos decorrentes das exigências dos clientes, bem como em função da
satisfação total dos mesmos.

De forma ainda mais abrangente, Brendler e Brandli (2011) defendem a


integração de sistemas de gestão, mais especificamente Sitema de Gestão da
Qualidade (SGQ) e Sistema de Gestão Ambiental (SGA), como forma de reduzir
custos e ganhar competitividade no mercado mundial. Tais autores confirmam
uma tendência mundial cada vez maior dentro das organizações que passam a
utilizar o Sistema de Gestão Integrado (SGI) como forma de facilitar o
gerenciamento no ambiente globalizado e competitivo.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 16
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

À luz dos benefícios evidenciados cientificamente pela normalização dos


sistemas de gestão, bem como pelo aumento significativo das empresas
certificadas atualmente no Brasil Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e
Tecnologia (INMETRO, 2012) poder-se-á analisar quais as contribuições dos
sistemas de gestão, apoiados nos processos de certificações ISO (Qualidade,
Saúde e Segurança do Trabalhador e Meio Ambiente) e compará-las à qualidade
de vida de seus colaboradores.

1.1 Justificativa

A escolha dessa temática decorre de questionamentos feitos durante a


explanação dos sistemas de gestão da qualidade, de responsabilidade social, do
meio ambiente e de saúde e segurança do trabalho.
Independentemente do foco de atuação desses sistemas de gestão, todos
possuem a gestão do risco como ponto em comum. Gerir de forma a resguardar a
instituição, seja pela qualidade de seu produto, seja pela preocupação e
compromisso ambiental, seja pelo respeito à legislação trabalhista e pela saúde
do trabalhador, seja pelo compromisso empresarial com a sociedade pode
garantir maior rentabilidade, redução de custos, melhor visibilidade e
competitividade no mercado e produtividade da organização.
Entender a complexidade da gestão do risco dentro das organizações
remete a abordagem do empregado como a força motriz de todo o modelo de
gestão. Privilegiar o indivíduo e considerá-lo como diferencial para o sucesso de
um modelo de gestão são pontos que ficam evidentes na medida em que o
reconhecimento do potencial humano é colocado como o elemento central da
gestão das organizações.
Trata-se então de uma abordagem mais humana de todo o processo
produtivo na qual missão, visão e valores da empresa são claramente definidos e
onde o indivíduo se reconhece como parte integrante da política de gestão. Trata-
se de uma abordagem contemporânea do gestor que privilegia tanto o sistema de
gestão como a ação individual de seu colaborador para o sucesso desse sistema.
São essas questões que envolvem a liberação do potencial humano como
fator decisivo para a expectativa de uma maior capacidade produtiva da empresa
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 17
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

e sua relação com os sistemas de gestão que levam o presente estudo a


questionar se existe relação entre a qualidade de vida do trabalhador e o modelo
de gestão que sua empresa adota.

1.2 Objetivo

Verificar as relações entre a qualidade de vida dos trabalhadores de


empresas com sistemas de gestão e dos trabalhadores de empresas sem
sistemas de gestão.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 18
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

2. SAÚDE NO TRABALHO

O trabalho na construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré aponta o


sentido no que diz respeito a diversos fatores e situações em torno da qualidade,
da saúde, das condições de habitação, alojamentos, segurança, e os
procedimentos oferecidos aos operários.

2.1 Uma crônica visual

De acordo com Hardman (2005), basta olhar as imagens mudas que


pedem um texto para desifrá-las. Ao observá-las, encontram-se os sinais das
condições precárias e o descaso com os primitivos e os homens que vinham de
outros países para
oferecerem
suas mãos para o
trabalho pesado.

A história é
remota, e aqui muito
resumida - mas através
das fotos como descreve
o autor Hardman (2005)
feitas por Dana Merrill, um
Foto 1, Dana Merrill
artesão de imagens que
traduziu sensivelmente as dificuldades e as condições físicas e morais desses
homens, mostram perfeitamente o descaminho, a negligência, a indiferença, o
descumprimento das leis trabalhistas já existentes, e também, o derrame de
verbas públicas investidas no esforço ilimitado dos homens, na destruição das
terras, nas devastações da mata; investimento em muitas mortes de homens e
animais durante todo o período da construção.

Hardman (2005), descreve que o número talhado na borda do colete na


foto do hindu anônimo, é o registro da dignidade à hospitalidade, e mostra as más
condições de acolhimento que se encontravam os estrangeiros em nosso reino.
Dana Merrill, mostra a ruína do empreendimento moderno, sempre focada na
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 19
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

produção e o trabalho, era uma crônica visual em plena Amazônia brasileira, e em


suas mais diversas formas de manifestações; ele combinava gosto pessoal e
visão histórica; mostrava o espetáculo do capitalismo na selva.

Foto 2, Dana Merrill

O hindu nos olha com ar sóbrio e decidido. Como se tivesse por certo
sua história a contar. Entre seu turbante, brincos e colete de linho escuro
riscado, pode-se perguntar por que e como teria chegado ao inferno
verde. (HARDMAN, 2005, p. 11)

Segundo Souto (2003), os obstáculos confrontam a medicina do trabalho,


uma especialidade não pode ater a promoção e a prevenção da saúde de
trabalhadores se envolvendo em especulação econômica e envolvimento com a
política, onde a segurança dos trabalhadores ainda é um valor sem qualificação e
quantificação.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 20
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Daí por diante, Saúde no trabalho: uma revolução em andamento é uma


visão panorâmica sobre um ideário que nos fala de mudanças e de
esperanças, mas também de iniciativas malogradas e de sacrifícios,
como um apelo de incentivo a uma luta em permanente andamento, por
uma idéia concebida pela razão, que as gerações passadas nos enviam
para criação do amanhã. (SOUTO, 2003, p. 9)

O homem é o
único protagonista
desta história do começo ao
fim, do qual, é também
responsável por destruir,
construir e destruir -
esquecendo todo transtorno,
sofrimentos, mortes; uma
Foto 3, Dana Merrill
fixação na imensidão da
selva verde.

Segundo Hardman (2005), existem várias fases da construção da ferrovia


Madeira-Mamoré; uma delas conta que num impulso visionário e a preocupação
com a saúde dos trabalhadores surgiu o primeiro e espetacular hospital de
Candelária na selva e conseqüentemente o surgimento impensado da cidade
Porto Velho em Rondônia.

As questões são discretas e mostram claramente a realidade da qualidade,


da saúde, e segurança dos operários no seu trabalho, traduzindo também todo o
impacto ambiental.

De acordo com Souto (2004), o Brasil era visto como o país das doenças
epidêmicas, que afetaram na época a economia e sua imagem, tanto para
receber estrangeiros para trabalhar, tanto para o comércio e a exportação. As
dificuldades eram as doenças tropicais desconhecidas; a beribéri, doença
causada pela carência de vitamina B1, caracterizada por distúrbios digestivos,
edemas e perturbações nervosas, conhecida também pela avitaminose B1; junto,
a malária, a disenteria e a pneumonia.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 21
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Diariamente chegava ao hospital da Candelária uma locomotiva puxada por


um vagão-ambulância com doentes provenientes das febres.

(...) para os patrocinadores desse projeto, cada quilometro vencido


significava ter chegado mais perto dos céus; para os operários que
construíam essas torres de Babel, contudo, cada dormente a fixar era
como transpor mais um degrau do inferno. (HARDMAN, 2005, p. 142)

Estima-se que morriam em média um trabalhador por dia em virtude


dessas doenças. As mortes não foram só por doenças tropicais e malaria; muitas,
foram por ataques de animais selvagens e por índios que defediam suas terras;
as mortes traduziam também por muitos acidentes de trabalho, por
desaparecimento na mata, e homens que fugiam do trabalho insano - todas,
somaria umas seis mil mortes.

Segundo Otávio (2007) e Rïver (2012), existem divergências entre autores


e variações entre os números de trabalhadores e mortes na construção da
estrada de ferro Madeira Mamoré; uns falam que durante os 5 anos de
construção, trabalharam 22 mil homens, e morreram seis mil; outros, dizem que
trabalharam 34 mil homens, e que durante esse período mantia-se 4.350 homens
por mês, e que morreram mais de 16 mil.

2.2 liberdade e seus impactos

A importância representada pela sociedade das trocas desiguais chamava


a atenção. A marca da violência e da destruição mostrou a modernização
industrial e a relação técnica com o trabalho na selva, bem como seus impactos
psico-sociais.

De acordo com o autor Souto (2003), as mudanças culturais, as ambições,


a religião, os padrões sociais de vida das pessoas e das coletividades humanas,
fez com que os dados biológicos levassem a interpretações difereciadas.

(...) a saúde nos leva a uma interpretação de que cada período da


história da humanidade teve sua própria maneira de vê-la, o que também
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 22
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

pode significar que saúde perfeita é um ideal muito variável, que nunca
será plenamente alcançado, (...) (SOUTO, 2003, p. 14)

Otávio (2007)1, afirma que o processo da cadeia produtiva, a preparação


das pélas de látex para seu embarque, pudesse assim considerar o início da
história da Madeira-Mamoré - todos os esforços concentrados, os rastros
contínuos da destruição, como que as almas dispersas pudessem ganhar sentido
e devolver a vida.

1
“Nada, porém, é mais significativo do que a relação da ferrovia com o boom da borracha”.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 23
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

3. GESTÃO INTEGRADA - FERROVIA & NAVEGAÇÃO

Hardman (2005) relata


que o engenheiro ferroviário Foto 4, Dana Merrill

brasileiro e membro da
Província do Amazonas João
Martins da Silva Coutinho, foi
encarregado para um estudo
minucioso e viável da
navegação e colonização da
área, iniciando a viagem no
dia 1° de julho de 1861, apresentando um relatório no dia 3 de outubro deste
mesmo ano, onde destacou em seu projeto a importância geopolítica e

Foto 5, Dana Merril


econômica. Desse relatório surgiram
as intenções do sistema integrado,
juntando o sistema de navegação
com o ferroviário.

Segundo Hardman (2005),


com a ferrovia e a navegação a
vapor, o mercado mundial ganhou o
ilimitado comércio e a liberdade encantada da humanidade.

Liberdade encantada, esforço ilimitado, descaso, negligência, impactos


sociais e ambientais, saúde, hostilidade, derrame de verbas públicas, homens
mortos, e descaminho da raça humana, confrontaram com o sepultamento futuro
da história das locomotivas.

Em 1972 foi desativada definitivamente a estrada de ferro Madeira


Mamoré, a data foi marcada por uma melancólica saudação de apitos de velhas
locomotivas, conforme descrevem os autores Otávio (2012) e Rïver (2011); entre
1980 a 1990, o processo de decadência envoluiu para a destruição, resultado da
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 24
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

combinação do descaso e o vandalismo - roubos e vendas de peças e loteamento


de terrenos na linha da estrada de ferro, vandalismo disperso e desorganizado,
comercializaram trilhos e dormentes. Na Estação de Porto Velho em Rondônia,
com os seus galpões e oficinas, tornos, máquinas de solda e formas para
moldagem de peças, tudo importado, foram tomados pela ferrugem; locomotivas e
vagões foram empurrados, jogados para o seputamento ao fundo do Rio Madeira.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 25
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

4. SISTEMA DE GESTÃO

O Sistema de Gestão Integrada é a combinação de processos,


procedimentos e práticas adotadas por uma organização, para implementar suas
políticas e atingir seus objetivos de forma mais eficiente do que por meio de
múltiplos sistemas de gestão. Direcionado para processos é a gestão que permite
integrar de forma mais eficiente, nas operações do dia-a-dia das empresas, os
aspectos e objetivos da qualidade, do desempenho ambiental, da segurança e
saúde ocupacional e da responsabilidade social.

A leitura que é feita por Ribeiro Neto, Tavares e Hoffmam (2010) As normas
de sistemas de gestão integram à economia mundial. A ISO 9001 é globalmente
aceita em todas as situações em que seja preciso assegurar qualidade no
fornecimento de bens e serviços. Também assumem relevância global para
organizações que desejam operar em um ambiente de desenvolvimento
sustentável a ISO 14001, a OHSAS 18001 e AS 8.000.

Os objetivos básicos do sistema de gestão são o de aumentar


constantemente o valor percebido pelo cliente nos produtos ou serviços
oferecidos, o sucesso no segmento de mercado ocupado (através da
melhoria contínua dos resultados operacionais), a satisfação dos
funcionários com a organização e da própria sociedade com a
contribuição social da empresa e o respeito ao meio ambiente.
(VITERBO JÚNIOR, 1998, p. 15)

Ribeiro Neto, Tavares e Hoffmam (2010) defende ainda que a redução de


custos de seguros, redução de barreiras comerciais, adoção de melhores
práticas, a melhoria do desempenho e da imagem são fatores presentes no
sistema de gestão integrada.

Cita ainda, Ribeiro Neto, Tavares e Hoffmam (2010) benefícios na área


econômica e social como: Aos consumidores, aos fornecedores, aos acionistas,
aos empregados, aos governos e para a sociedade.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 26
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

4.1 Integração dos sistemas de gestão

Labodová (2003), propõe a forma de integração verificada em empresas


européias:

Implementação seqüencial de sistemas individuais – qualidade, meio


ambiente e saúde e segurança – são combinados, formando o SGI.

Os sistemas são separados e, para suas diferentes especificidades


(qualidade, saúde, segurança do trabalho e meio ambiente), apenas os formatos
quanto à numeração, terminologia e organização são semelhantes.

Contendo cada um dos sistemas independentes a estrutura:


- Representantes da administração;
- Programas de treinamento;
- Conjuntos de documentos;
- Programas de controle de documentos e dados;
- Instruções de trabalho;
- Sistemas de gestão de registros;
- Sistemas de calibração;
- Programas de auditoria interna;
- Controles de procedimentos para não-conformidades;
- Programas de ações corretivos e preventivos;
- Reuniões para análise crítica pela administração.

Segundo Soler (2002), o principal argumento que tem compelido as


empresas a integrar os processos de qualidade, meio ambiente e de segurança e
saúde no trabalho é o efeito positivo que um SGI pode ter sobre os funcionários.
A sinergia gerada pelo SGI tem levado as organizações a atingir melhores níveis
de desempenho, a um custo global muito menor.

Visto que ainda não há uma norma ou guia específico para implementação
de SGI, a mesma deve ser baseada no atendimento aos requisitos específicos
das normas ISO 9001, ISO 14001 e pelos guias (ou diretrizes) BS 8800 e
OHSAS 18001. Além disso, é importante salientar que não existe organismo
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 27
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

credenciador que tenha estabelecido procedimentos permitindo a emissão de


certificados baseados em SGI. Os requisitos devem, portanto, contemplar os
seguintes elementos:
• Análise crítica inicial;
• Política integrada de qualidade, meio ambiente, segurança e saúde no trabalho;
• Planejamento, implementação e operação;
• Verificação e ações corretivas.

Muitas empresas têm verificado a possibilidade de integração dos


Sistemas de Gestão contemplando também a Responsabilidade Social, através
da norma SA 8000. Pode-se citar, como exemplo, a Petrobrás, nas áreas de
abastecimento e em suas refinarias.

A certificação ocorre de forma independente por segmento, como afirma


Ribeiro Neto, Tavares e Hoffmam (2010)2, a ISO 9001 é, seguramente, uma das
normas mais conhecidas do mundo. Uma pesquisa mundial, efetuada pela
própria ISO, mostrou que no final de 2008, mais de 982 mil certificados de
conformidade com a ISO 9001 haviam sido emitidos para organizações de 175
países, representando um incremento de 3% em relação ao ano anterior.

Certificações ISO 9001 no final de 2008.


Tabela1
Países com maior número de certificações
Posição País Número de certificados ISO 9001
1 China 224 616
2 Itália 118 309
3 Espanha 68 730
4 Japão 62 746
5 Alemanha 48 324
6 Reino Unido 41 150
7 Índia 37 958
8 Estados Unidos 32 400
9 França 23 837
10 Coréia 23 036
11 Rússia 16 051
12 Brasil 14 539

2
O Brasil ocupa a 12ª posição ranking mundial.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 28
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Fonte João Batista M. Ribeiro Neto, José da Cunha Travares Silvana Carvalho
Hoffmann Sistemas de Gestão integrados 2ª Edição 2010 página 45.

No entanto na gestão ambiental como mostra Ribeiro Neto, Tavares e


Hoffmam (2010)3, segundo pesquisa publicada pela ISO Survey 2008, até o final
de 2008 foram emitidos 188.815 certificados de conformidade, abrangendo 155
países e representando um incremento de 18% em relação ao número de
certificações do ano anterior.

Certificações ISO 14001 no final de 2008.


Tabela2
Países com maior número de certificações
Posição País Número de certificados ISO 14001
1 China 39.195
2 Japão 35.573
3 Espanha 16.443
4 Itália 12.922
5 Reino Unido 9.455
6 Rep. da Coréia 7.133
7 Alemanha 5.709
8 Estados Unidos 4.974
9 Suécia 4.478
10 França 4.382
16 Brasil 1.669

Já na certificação em responsabilidade social, Ribeiro Neto, Tavares e


Hoffmam (2010)4, até 30/09/2009, existiam 2.093 empresas certificadas,
contemplando um total de 1.150.644 empregados, distribuídos em 64 países.

Certificações SA 8000 até 30/9/2009.


Tabela3
Países com maior número de certificações
Posição País Número de certificados SA 8000
1 Itália 881
2 Índia 429
3 China 242

3
O Brasil ocupa a 16ª posição ranking mundial.
4
O Brasil ocupa a 4ª posição ranking mundial de número de certificados emitidos.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 29
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

4 Brasil 102
5 Paquistão 91
6 Vietnã 46
7 Romênia 35
8 Espanha 24
9 Portugal 23
10 Tailândia 21
Fonte: João Batista M. Ribeiro Neto, José da Cunha Travares Silvana Carvalho
Hoffmann Sistemas de Gestão integrados 2ª Edição 2010, página 204 e 205.
Página 85.

5. QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR

A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) pontua-se no atual panorama


empresarial como objeto de reflexão. É tida como uma preocupação do
homem desde o início dos tempos, ou desde a concepção do trabalho como
meio de sobrevivência. Amparada por diferentes conceitos, a qualidade de
vida apresenta diversas definições, advindas de áreas da psicologia, da
sociologia, da medicina e áreas afins (FRANÇA JR. e PILATTI, 2004).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) trata o conceito de qualidade


de vida como um construtor abrangente que refere à percepção do indivíduo
sobre sua posição na vida, no contexto de sua cultura e no sistema de
valores em que vive e em relação às suas expectativas, padrões e
preocupações (The WHOQOL Group, 1996). Já Arellano, 2008 defende que a
qualidade de vida é um conceito subjetivo que envolve o bem-estar no
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 30
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

domínio social, saúde no domínio da medicina, e satisfação no domínio


psicológico. Uma vida de qualidade pode ser determinada pelo equilíbrio de
forças internas e externas, sendo, portanto, o reflexo de como o homem
interage com o meio externo, como o influencia e como é influenciado pelo
mesmo.

Historicamente aliada ao pós-guerra, a QVT foi parte integrante do


Plano Marshall para a reconstrução da Europa e acompanhou a história do
trabalho no mundo. Na década de 1960 caracterizou-se pelos aspectos de
reação individual do trabalhador às experiências de trabalho. Na década de
1970, a Organização Mundial do Trabalho (OMT) começou a fomentar
programas pela busca de melhorias nos ambientes de trabalho com
objetivos de satisfação e produtividade. Já na década de 1980, a QVT
tornou-se um conceito mais globalizado com associações a programas de
qualidade total e produtividade (AURELLANO, 2008).

Reflexo de transformações que ficaram ainda mais evidentes desde a


década de 1990 até os dias atuais, as organizações buscam alternativas de
natureza estrutural e tecnológica e são cobradas pelo reflexo da
globalização tanto em seu nível organizacional como social. Outrora ligado
a lucratividade, outrora ligado a qualidade de seus produtos, o diferencial
competitivo das organizações atualmente faz uso dos benefícios que a QVT
pode gerar. As necessidades de captar, absorver e responder às demandas
de um ambiente mais produtivo colocou a QVT como estratégia para a
adaptação das empresas em um ambiente competitivo sustentável, à
medida que a noção de que o ambiente de trabalho pode influenciar
positivamente às pessoas envolvidas no processo (OLIVEIRA et. al, 2008)

Aspecto importante considerado por Trierwelier e Silva (2007) é a


mudança de paradigma em que a QVT passa de uma preocupação da saúde
e segurança do trabalhador no ambiente de trabalho para um status de
estratégia empresarial. Aspecto este também apoiado por Oliveira E
Limongi-França (2005) na medida em que defendem que as demandas de
produtividade e capacidade produtiva exigem mais iniciativa, inovação e
conhecimento das pessoas, ou seja, exigem mais dos funcionários que
sentem cada vez mais as pressões do ambiente de trabalho. Segundo as
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 31
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

autoras, por esses motivos a QVT passa a ser uma preocupação cada vez
mais presente nas organizações. Para Mancini et al (2004) a proximidade
entre QVT e Responsabilidade Social Empresarial (RSE) é cada vez maior. A
RSE tem como objetivos comprometer a empresa com a adoção de um
padrão ético de comportamento que contribua com o desenvolvimento
econômico da mesma. Desta forma, aliar os conceitos e práticas abordados
e desenvolvidos tanto para a QVT como para a RSE tem proporcionado cada
vez mais a inserção dentro do mercado competitivo e tem se revelado uma
tendência dentro de instituições que buscam seu espaço dentro de um
mundo empresarial globalizado.

5.1 Ferramentas de análise de QVT

Ferramentas de análise da qualidade de vida são utilizadas com


frequência e têm auxiliado na condução de pesquisas sobre o assunto em
campos diversos. Já na década de 1970, o modelo de Hackman e Oldham era
utilizado como ferramenta de análise da qualidade de vida tendo como base o
componente motivacional para sua classificação (PEDROSO e PILATTI, 2009). Já
na década de 1990 foram traduzidos no Brasil o questionário SF-36 e o
questionário WHOQOL. O primeiro, com sua tradução realizada pela
Universidade Federal de São Paulo, corresponde a um questionário formado por
36 perguntas, distribuídas em oito componentes: capacidade funcional, aspectos
físicos, dor, estado geral da saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos
emocionais e saúde mental (ARELLANO, 2008). O World Health Organization
Quality of Life Assessment (WHOQOL), por sua vez, é um instrumento de
qualidade de vida desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e
avalia a percepção do indivíduo de sua posição em relação a sua inserção sócio-
cultural e aos valores que adota para sua vida. Foi desenvolvido no Brasil pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ARELLANO, 2008).
Ainda sobre a ferramenta WHOQOL, é importante descrever seus
domínios e seus subdomínios ou facetas:

Quadro 1: Domínios e facetas do WHOQOL


DOMÍNIOS FACETAS
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 32
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Domínio I- Físico Dor e desconforto


Energia e Fadiga
Sono e descanso
Domínio II- Psicológico Sentimentos positivos
Pensar, aprender, memória e concentração.
Autoestima
Imagem corporal e aparência
Sentimentos negativos
Domínio III- Nível de Independência Mobilidade
Atividades da vida cotidiana
Dependência de medicação e de
tratamentos
Capacidade de trabalho
Domínio IV- Relações Sociais Relações pessoais
Apoio social
Atividade sexual
Domínio V- Meio Ambiente Segurança física e proteção
Ambiente no lar
Recursos financeiros
Cuidados de saúde e sociais:
disponibilidade e quantidade
Oportunidades de adquirir novas
informações e habilidades
Participação e oportunidades de recreação
e lazer
Ambiente físico
Transporte
Domínio VI- Aspectos espirituais/ crenças Espiritualidade, religião, crenças pessoais.
pessoais
Não se deve deixar de mencionar que as ferramentas disponíveis para a
análise da qualidade de vida são inúmeras e podem ser específicas como a
Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho (EVENT), o Inventário de
Sintomas de Estresse de Lipp (ISSL), o Índice de Capacidade para o Trabalho, o
Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), o teste de Fagerström entre
outros. Contudo, devido a sua abordagem multifatorial, a ferramenta WHOQOL foi
escolhida para o desenvolvimento desse trabalho.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 33
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

6. METODOLOGIA

A ferramenta WHOQOL possui duas versões: WHOQOL- 100, constituído


de 100 questões que permitem avaliar detalhadamente cada faceta individual
relacionada a qualidade de vida e WHOQOL - bref, composto por 26 perguntas
que fornecem escores para quatro domínios, físico, psicológico, relações sociais e
meio ambiente (FLECK, 2000).
Ao proporcionar uma avaliação muito detalhada das facetas que o
compõe, a ferramenta WHOQOL- 100 pode ser muito extensa para alguns tipos
de aplicação. Dessa forma, a ferramenta WHOQOL - bref foi escolhida como
instrumento para o estudo uma vez que é composta de 26 perguntas, duas delas
referentes à qualidade de vida geral e 24 perguntas que correspondem a cada
faceta do instrumento original.
A ferramenta foi aplicada a alunos e alunas pós- graduandos. A amostra
foi composta apenas pelos que estivessem empregados e que tivessem
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 34
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

trabalhando nas duas últimas semanas. Indivíduos em férias e que não exerciam
atividade remunerada no período foram excluídos da pesquisa.
Foram coletadas informações pessoais dos participantes que fizeram
parte da amostra conforme Anexo I. Os participantes não precisaram se identificar
nominalmente para responder ao questionário. A seguir, cada participante foi
orientado individualmente ao preenchimento do questionário WHOQOL, conforme
Anexo II. O cálculo dos escores e da estatística descritiva do WHOQOL- bref foi
realizada a partir do software Microsoft Excel, seguindo a sintaxe proposta pelo
Grupo WHOQOL e com base no estudo de Gutierrez, Pedroso, Picinin e Pilatti,
2010.

7. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A amostra foi composta de 80 participantes, com idade entre 22 e 55


anos, sendo 46 homens e 34 mulheres. O setor administrativo corresponde ao
setor de trabalho de 48,75 % da amostra, o setor de segurança do trabalho
corresponde a 11,25 % da amostra, o percentual restante da amostra, divide-se
entre trabalhos de manutenção, controle da qualidade, meio ambiente,
consultoria, engenharia de transporte, tecnologia da informação, saúde e
educação.
Dentre os participantes, 81,25% referem que a empresa onde trabalham
possui algum sistema de gestão (qualidade, meio ambiente, segurança e saúde
do trabalho ou responsabilidade social). Das empresas com sistema de gestão
implantados, 81,54 % possuem tal sistema de gestão certificado (ISO 9001, ISO
14001, OHSAS 18001 ou SA 8000).
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 35
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Os questionários foram agrupados em diferentes subgrupos e analisados


de forma distinta de acordo com as seguintes divisões:
 Subgrupo 1: Participantes que trabalham em empresas com sistemas
de gestão, certificados ou não;
 Subgrupo 2: Participantes que trabalham em empresas sem sistemas
de gestão e sem certificação;
 Subgrupo 3: Participantes que trabalham em empresas com sistemas
de gestão e com certificação nesses sistemas;
 Subgrupo 4: Participantes que trabalham em empresas com ou sem
sistemas de gestão, mas sem certificação.
 Subgrupo 5: Participantes que trabalham em empresas com sistema de
gestão da qualidade e certificadas ISO 9001.
 Subgrupo 6: Participantes que trabalham em empresas com sistema de
gestão ambiental e certificadas ISO 14001;
 Subgrupo 7: Participantes que trabalham em empresas com sistema de
gestão em responsabilidade social e certificadas SA 8000;
 Subgrupo 8: Participantes que trabalham em empresas com sistema de
gestão em saúde e segurança do trabalho e certificadas OHSAS
18001.


Figura 1 - Resultado da análise dos domínios da ferramenta WHOQOL aplicada a
participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão, certificadas
ou não.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 36
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

A Figura 1 apresenta a média do grau de satisfação em relação à


qualidade de vida do subgrupo 1 (participantes que trabalham em empresas com
sistemas de gestão, certificados ou não), separados por domínios. Nenhum dos
domínios teve o grau de satisfação inferior a 50%.
É importante ressaltar que o aspecto Dor e Desconforto é constituído em
sua totalidade por questões negativas, portando a leitura do grau de satisfação se
faz invertido (15, 77%).
Outras facetas que se destacam nessa amostra são Sono e Repouso com
grau de satisfação 82,69% e Autoestima com grau de satisfação de 79, 62%. A
faceta Recreação e Lazer destaca- se como a de menor grau de satisfação nesse
subgrupo com 46, 92% como se pode observar na Figura 2.

Figura 2 - Resultado da Análise das facetas da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão, certificadas ou não.
Fonte: dados do estudo.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 37
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Em paralelo foi realizada a análise dos domínios e facetas do Subgrupo 2


(participantes que trabalham em empresas sem sistemas de gestão e sem
certificação) conforme observado nas figuras 3 e 4.

Figura 3 - Resultado da Análise dos domínios da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas sem sistemas de gestão e sem certificação.

Todos os domínios Subgrupo 2 apresentam grau de satisfação superior a


50 %.
Enquanto no Subgrupo 1 a satisfação da qualidade de vida total era de
65,55 %, no Subgrupo 2 ela corresponde a 68, 65%. Pode- se observar que não
há diferença significativa então entre a percepção da qualidade de vida dos
participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão e da qualidade
de vida dos participantes que trabalham em empresas sem sistemas de gestão.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 38
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Figura 4 - Resultado da Análise das facetas da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas sem sistemas de gestão e sem certificação.

A faceta Autoestima demonstrou grau de satisfação de (85%) para o


Subgrupo 2 e foram as facetas Mobilidade e Dependência de medicação ou
tratamentos com 86, 7% que apresentaram os maiores escores nesse subgrupo.
Vale ressaltar que as perguntas da faceta dependência de medicação ou
tratamentos são negativas e desta forma sua leitura é feita de forma invertida. A
faceta Recreação e lazer apresentou o menor grau de satisfação (50%).
Para a faceta Sentimentos negativos, observou- se que os participantes do
Subgrupo 1 tem um resultado positivo em relação ao Subgrupo 2 com uma
diferença de 14, 75 % nos escores de satisfação.
Para o Subgrupo 3 (participantes que trabalham em empresas com
sistemas de gestão e com certificação nesses sistemas) os resultados gerados
foram expressos nas Figuras 5 e 6.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 39
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Figura 5 - Resultado da Análise dos domínios da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão e com certificação
nesses sistemas.

Da mesma forma apresentada nos Subgrupos 1 e 2, o Subgrupo 3


(participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão e com
certificação nesses sistemas) apresentou escores acima de 50% para os
domínios da ferramenta. Contudo, a Figura 6 revela que a faceta Recreação e
Lazer apresentou escore de 47, 64 %.
Ainda segunda a Figura 6 os escores que indicam maior satisfação em
relação à qualidade de vida nesse subgrupo foram Autoestima (83, 49%) e
Mobilidade (83, 55).
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 40
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Figura 6 - Resultado da Análise das facetas da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com sistemas de gestão e com certificação
nesses sistemas.

Para o Subgrupo 4 (participantes que trabalham em empresas com ou sem


sistemas de gestão, mas sem certificação) os resultados gerados foram
expressos nas Figuras 7 e 8.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 41
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Figura 7 - Resultado da Análise dos domínios da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com ou sem sistemas de gestão, mas sem
certificação.

Para o Subgrupo 4 (participantes que trabalham em empresas com ou sem


sistemas de gestão, mas sem certificação) os domínios mantiveram escores
acima dos 50% de satisfação.
As facetas com impacto mais positivo na satisfação desse subgrupo foram
Mobilidade (87, 04%) e Dependência de Medicação ou de Tratamentos (86, 11%).
A faceta Recreação e Lazer apresentou grau de satisfação de 50 % na qualidade
de vida dos participantes desse subgrupo.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 42
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Figura 8 - Resultado da Análise das facetas da ferramenta WHOQOL aplicada a


participantes que trabalham em empresas com ou sem sistemas de gestão, mas sem
certificação.

Ao se comparar os Subgrupos 3 e 4, ou seja, empresas com certificação e


empresas sem certificação os escores que apresentaram maior discrepância
foram Dor e Desconforto e Relações Pessoais, com diferenças de 10, 69 % e 13,
31 %, respectivamente.
Enquanto o impacto da faceta Dor e Desconforto foi mais negativo para o
Subgrupo 3 a faceta Relações Pessoais teve impacto mais negativo para o
Subgrupo 4.
De uma forma geral, os domínios da ferramenta WHOQOL e a auto –
avaliação da qualidade de vida dos participantes dos Subgrupos 1, 2, 3 e 4
comportaram- se de acordo com o observado na Figura 09.

Subgrupo 1 Subgrupo 2 Subgrupo 3 Subgrupo 4


Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 43
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Domínios
Participantes que Participantes que Participantes que
Participantes que
trabalham em trabalham em trabalham em
trabalham em
empresas com empresas com empresas com ou
empresas sem
sistemas de sistemas de gestão sem sistemas de
sistemas de gestão
gestão, certificados e com certificação gestão, mas sem
e sem certificação.
ou não. nesses sistemas. certificação.
Físico 70,44 76,19 69,20 76,85
Psicológico 67, 63 67,39 68,32 66,51
Relações
Pessoais 65,51 65,56 67,45 62,96
Ambiente 59,90 63,96 59,91 63,31
Total 65,55 68,56 65, 46 68,23

Auto –
avaliação
da 64,81 68,33 62,97 70,83
qualidade
de vida
Figura 9 - Resultado da Análise dos domínios e da Auto – avaliação da qualidade de vida
da ferramenta WHOQOL entre os Subgrupos 1, 2, 3 e 4.

Observa- se então que os domínios não apresentam discrepâncias


relevantes entre os subgrupos e que o sistema de gestão e/ou a certificação ou
não do sistema pouco influenciam na qualidade de vida dos participantes.
Entretanto, é importante ressaltar que o Subgrupo 4 foi o que apresentou o maior
escore em relação à Auto – avaliação da qualidade de vida com 70,83% e que o
Subgrupo 2 foi o que apresentou a maior escore Total para a qualidade de vida
com 68, 56%.
Dentre os Subgrupos 5, 6, 7 e 8 que referem- se aos participantes que
trabalham em empresas com certificações diversas, os resultados obtidos para os
domínios da ferramenta WHOQOL e a auto – avaliação da qualidade de vida dos
participantes comportaram- se de acordo com o observado na Figura 10.

Domínios Subgrupo 5 Subgrupo 6 Subgrupo 7 Subgrupo 8


43 2 1 1
Participantes que Participantes que Participantes que Participantes que
trabalham em trabalham em trabalham em trabalham em
empresas com empresas com empresas com empresas com
sistema de gestão sistema de gestão sistema de gestão sistema de gestão
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 44
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

em saúde e
em
da qualidade e ambiental e segurança do
responsabilidade
certificadas ISO certificadas ISO trabalho e
social e certificadas
9001. 14001. certificadas OHSAS
SA 8000.
18001.
Físico 71,26 53,57 64,29 50,00
Psicológico 69,38 62,50 79,17 58,33
Relações
Pessoais 64,53 66,67 66,67 83,33
Ambiente 60,76 50,00 62,50 50,00
Total 66,36 56,25 68,27 53,85

Auto –
avaliação
da 65,00 56,25 75,00 25,00
qualidade
de vida

Figura 10 - Resultado da Análise dos domínios da ferramenta WHOQOL e da Auto –


avaliação da qualidade de vida entre os Subgrupos 5, 6, 7 e 8.

As diferenças entre os domínios e a Auto- avaliação nesses grupos foi


significativa. Entretanto, há uma diferença muito expressiva de amostras entre os
subgrupos que podem justificá-las. Cabe ressaltar que 8 participantes possuem
sistemas de gestão com outras certificações.
Observa- se a partir dos dados apresentados na Figura 09 que os domínios
não apresentam discrepâncias relevantes entre os subgrupos e que o sistema de
gestão e/ou a certificação do sistema pouco influenciam na qualidade de vida dos
participantes.
No domínio Físico o maior escore foi apresentado pelo subgrupo de
participantes das empresas sem sistemas de certificação. Já no domínio
Psicológico o maior escore obtido foi dos participantes de empresas com sistemas
de gestão certificados, resultado esse que foi observado também no domínio das
relações pessoais. Já para o domínio Ambiente foi o subgrupo formado por
participantes de empresas sem sistemas de gestão e sem certificação que
apresentou o maior escore.
Entretanto, é importante ressaltar que o Subgrupo 4 foi o que apresentou o
maior escore em relação à Auto – avaliação da qualidade de vida com 70,83% e
que o Subgrupo 2 foi o que apresentou a maior escore Total para a qualidade de
vida com 68, 56%.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 45
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Dentre os Subgrupos 5, 6, 7 e 8 que referem- se aos participantes que


trabalham em empresas com certificações diversas, os resultados obtidos para os
domínios da ferramenta WHOQOL e a Auto – avaliação da qualidade de vida dos
participantes comportaram- se de acordo com o observado na Figura 10.
As diferenças entre os domínios e a Auto- avaliação nesses grupos foi
significativa. Entretanto, há uma diferença muito expressiva de amostras entre os
subgrupos que podem justificá-las. Cabe ressaltar que 8 participantes trabalham
em empresas com sistemas de gestão com outras certificações.
De acordo com os resultados obtidos, o menor escore para Auto- avaliação
da qualidade de vida foi apresentado pelo Subgrupo 8, representado pelo único
participante da amostra que trabalhava em uma empresa com certificação ISO
18001. O mesmo participante também foi o que apresentou os menores escores
para os domínios Físico, Psicológico, Ambiente e Total.
Em contrapartida, o Subgrupo 5, representado pelos 43 participantes que
trabalhavam em empresas com certificação ISO 9001, apresentou o maior escore
do domínio Físico e o Subgrupo 7 representado pelo único participante que
trabalhava em empresas com certificação SA 8000 apresentou maior escore Total
e maior Auto – avaliação da qualidade de vida. Os participantes que trabalhavam
em empresas com certificação ISO 14001 apresentaram os menores escores
para o domínio Físico e para o domínio Ambiente, este último com a mesma
classificação do Subgrupo 8.
Tratou-se de avaliar então que a existência de sistemas de gestão ou
existência de sistemas certificados não produziram efeitos importantes na
avaliação da qualidade de vida de seus colaboradores.
Também foi observado que houve uma diferença significativa da qualidade
de vida em empresas com diferentes certificações. Embora as amostras
discrepantes possam ter comprometido os dados alcançados, deve-se pontuar
que a certificação OHSAS 18001, certificação em Saúde e Segurança do
Trabalho foi a que obteve a maior quantidade de escores baixos em relação à
qualidade de vida.
Já a certificação em responsabilidade social, SA 8000 obteve a maior
quantidade de escores altos em relação à percepção da qualidade de vida de
seus colaboradores.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 46
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

Verificar a percepção da qualidade de vida dos participantes do estudo


levou a questionamentos que vão além de quantificá-la. A presença ou não de um
sistema de gestão não indicou influência sobre a qualidade de vida de seus
colaboradores.
Implantar sistemas de gestão e/ ou certificação nas empresas faz parte de
um de um sistema de gestão pode influenciar ou não a qualidade de vida de seus
colaboradores.
Novas possibilidades de pesquisa em relação à qualidade de vida do
trabalhador podem surgir à medida que alguns dos questionamentos anteriores
são respondidos. Há mudança na qualidade de vida do colaborador após a
implantação de um sistema de gestão e/ ou certificação? Existiria maior influência
de um tipo de sistema de gestão na qualidade de vida do colaborador? A
qualidade de vida de colaboradores que possuem sistema de gestão em
determinada área é diferente da qualidade de vida de colaboradores de empresas
que possuem a certificação nessa mesma área?
O quanto o fator humano tem sido reconhecido como um determinante
importante para a condução de bons sistemas de gestão ou de certificação dentro
das empresas e o quanto a qualidade de vida dos colaboradores poderiam
influenciar na produtividade da empresa?
Expandir as possibilidades de pesquisa e associação de sistemas de
gestão ou certificação com a qualidade de vida do colaborador deve ser um
objetivo constante para futuros pesquisadores em Sistemas de Gestão
Integrados. Trata- se de criar substratos para compor uma nova proposta para a
gestão integrada: a de melhoria contínua para a Qualidade de Vida do
Trabalhador.

8. CONCLUSÃO

Não foram encontradas relações dos sistemas de gestão da


qualidade, meio ambiente, responsabilidade social e saúde e segurança do
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 47
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

trabalho com a qualidade de vida dos colaboradores; Não foram


encontradas relações entre as certificações de qualidade, meio ambiente,
responsabilidade social e saúde e segurança do trabalho das empresas com
a qualidade de vida dos colaboradores.

9. REFERÊNCIAS

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Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 51
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

ANEXO I

INFORMAÇÕES PESSOAIS DO PARTICIPANTE:

1. Idade:

2. Gênero:

( ) Masculino ( ) Feminino

3. Setor de Trabalho

( ) Produção

( ) Administrativo
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 52
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.

( ) Segurança

( ) Outro. Qual?_____________________

4. A empresa na qual trabalhou nas últimas duas semanas possui Sistema de


Gestão?

( ) Qualidade

( ) Meio Ambiente

( ) Segurança e Saúde do Trabalho

( ) Responsabilidade Social

( ) Outro. Qual? _____________________

5. A empresa na qual trabalhou nas duas últimas semanas possui Certificação?

( ) ISO 9001

( ) ISO 14001

( ) OHSAS 18001

( ) SA 8000

( ) Outra. Qual? _______________________

ANEXO II
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 53
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 54
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.
Arregolão, Rosângela Fátima. Salla, Thais Antonia Pires. Análise da qualidade de vida de trabalhadores 55
e sua relação com os sistemas de gestão e certificação – Jundiaí, 2012. 56 f.