UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO PROJETO DE FINAL DE CURSO

VIABILIDADE TÉCNICA DA ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA INTEGRADA A EDIFICAÇÕES NA CIDADE DO RECIFE

por

EDMAR PENALVA DA SILVA JÚNIOR

Recife, Junho de 2009

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

VIABILIDADE TÉCNICA DA ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA INTEGRADA A EDIFICAÇÕES NA CIDADE DO RECIFE

por EDMAR PENALVA DA SILVA JÚNIOR

Monografia apresentada ao curso de Engenharia Elétrica da Universidade de Pernambuco, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Engenheiro Eletricista.

ORIENTADOR: José Bione de Melo Filho, Dr.

Recife, Junho de 2009.

© Edmar Penalva da Silva Júnior, 2009

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO - UPE ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

No dia 26 de Junho de 2009, às 10h50min, reuniu-se para deliberar a defesa de Monografia de Conclusão de Curso de Engenharia Eletrotécnica, do aluno EDMAR PENALVA DA SILVA JÚNIOR, orientado pelo professor JOSÉ BIONE DE MELO FILHO, sob título VIABILIDADE TÉCNICA DA ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA INTEGRADA A EDIFICAÇÕES NA CIDADE DO RECIFE, a banca composta pelos professores:

1. JOSÉ BIONE DE MELO FILHO 2. CARLOS JOSÉ CALDAS SALVIANO Após a apresentação da monografia esta foi julgada e APROVADA, sendo-lhe atribuída nota 8,5 (OITO E MEIO).

Recife, 26 de JUNHO de 2009.

__________________________________________________________________________ Prof. Osglay Izídio Professor da disciplina Projeto de Final de Curso

__________________________________________________________________________ Prof. José Bione de Melo Filho Professor Orientador

__________________________________________________________________________ Prof. Carlos José Caldas Salviano Professor Convidado

Dedico este trabalho às pessoas mais importantes de minha vida, meus pais, Edmar Penalva e Maria Eliane e a minha irmã, Allyde Amorim.

AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por ter me dado serenidade para solucionar os problemas realmente difíceis. à Luciana Pontes. aconselhado-me dizendo que uma monografia era apenas uma monografia. aos meus amigos e colegas da Politécnica. A Antônio Franklim. Osglay por ter explicado que provar o que uma coisa não é. por ter ajudado em diversos aspectos normativos do trabalho e a Charles Alves. por ser minha companheira e sempre me escutar com atenção. à Fábio Rocha por ser meu amigo menos ausente. Aos meus amigos Robson Pacífico Guimarães. ao Prof. . pela indicação do livro do Ricardo Rüther. Ao meu professor orientador José Bione. por ter encontrado tempo para discutir comigo todos os tópicos desse trabalho. sempre dizendo que estava feliz por mim. Ingrid Rodrigues. é tão válido quanto provar o que uma coisa é. minha amiga inseparável. por sua contribuição inestimável.

" (Frijof Capra) . flexibilidade e diversidade. reciclagem. parceria."Sustentabilidade é a conseqüência de um complexo padrão de organização que apresenta cinco características básicas: interdependência.

apresenta um payback estimado de apenas 6 anos caso fosse implantado um sistema de 320 kW de potência instalada. Isto devido ao fato de a utilização do sistema atuar de forma significativa. Palavras-chave: viabilidade. Na região efetuou-se um levantamento dos índices de radiação solar e das áreas a serem implantados os SFCR (Sistemas Fotovoltaicos Conectados a Rede). Recife. A partir dos custos estimados com a implantação dos SFCR nas edificações e da economia de energia proporcionada pelo uso de tais sistemas.Resumo da Monografia apresentada ao curso de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica de Pernambuco. comerciais e públicas na cidade do Recife. Por outro lado. Houve a confirmação de que o estado atual da tecnologia na região remete a um tempo de retorno médio de 18 a 20 anos para prédios residenciais. constatou-se no estudo que edificações enquadradas na tarifação horosazonal verde. foi efetuado um pré-dimensionamento para as edificações. demonstrando seus respectivos potenciais de geração elétrica. reduzindo a potência demandada pela edificação no período diurno. foram calculados os paybacks correspondentes para cada unidade consumidora. VIABILIDADE DA ENERGIA SOLAR ATRAVÉS DA CONVERSÃO FOTOVOLTAICA PARA EDIFICAÇÕES DA ZONA URBANA DO RECIFE Edmar Penalva da Silva Júnior Junho / 2009 Orientador: José Bione de Melo Filho. como o Hospital da Restauração. Dr. Número de Páginas: 89 O presente trabalho aborda a viabilidade técnica da implantação dos sistemas fotovoltaicos conectados a rede elétrica quando empregados em edificações residenciais. Área de Concentração: Fontes Alternativas de Energia. v . energia fotovoltaica.

demonstrating its respective potential to generate power. Dr. the correspondent paybacks for each consumer unit have been calculated. Recife. it has been demonstrated that in edifications fitting the “horosazonal verde” tariffing. Number of Pages: 89 The present research approaches a technical viability on the implementation of the photovoltaic systems connected to a power network on residential. and the resultant saved resources on power due to usage of such systems. Whereas. in the case it is implanted (using) a system of 320kW of installed potency. TECHNICAL VIABILITY OF SOLAR ENERGY THROUGH FOTOVOLTAIC CONVERSION FOR EDIFICATIONS IN RECIFE URBAN ZONE Edmar Penalva da Silva Júnior August / 2009 Supervisor: José Bione de Melo Filho. Area of Concentration: Renewable Energy. Keywords: viability. In the site where a survey was carried out on both levels of radiation and areas to implant the PSCPN (photovoltaic system connected to the power network). vi . such as ‘Hospital da Restauração’ the payback is estimated in 6 years. was made a pre-measurement of the systems to the edifications. Based on both the estimated costs with the implementation of the PSCN on the edifications. This has confirmed that current technological state in the area has an average time of return between 18 and 20 years in residential buildings. energy photovoltaic. commercial and public edifications in the city of Recife. This happens due to the usage of the system act reducing the power demanded by the edification during daytime.Abstract of Dissertation presented to UPE.

............. – Vista aérea do CATE.............. Vista aérea.........8 Figura 5...................2 Figura 3.......2 kWp ....1 kWp ............6 Figura 2...7 Figura 5......... Alemanha.................1 Figura 5...............8a Figura 2....... Detalhe de sua construção................. – SFCR em San Francisco....................1 e níveis de radiação global diária para a cidade do Recife..... Potência máxima de saída (uso contínuo) de 1000W..............LISTA DE FIGURAS Figura 2. eficiência 90%..............................2 Figura 4........ – Consumo de edificação comercial num dia útil..............................................5b Figura 2...................................1a Figura 2......... – Ota City................... ...................5 Figura 3................ – Esquema de um módulo fotovoltaico....... modelo ProSine 1000i....2 Figura 5. no caso...... – Solar Ark.......................................................2 Figura 2.................................................................... – Evolução da produção de módulos solares.......................9 – Parque Solar da Bavária....... – SFCR em Oakland...................................... – Folha de dados para módulo de 120-130Wp......... – Radiação solar diária média para os meses do ano............ – Esquema elétrico de um SFCR............. num dia útil............................................. – Irradiação média diária para o mês de Julho (inverno)..................... – Curvas diárias de irradiação solar em função das horas do dia........ – Módulo solar flexível de a-Si (silício amorfo) .... Califórnia.......... – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Castelo Del Mar no ano 2008.............. Alemanha.............. Japão ............. Japão....... – Variabilidade da irradiação diário ao longo do mês de Julho (inverno) – Painéis FV integrados a diferentes lay-outs de telhados................. – Painel solar empregando tecnologia de p-Si (silício policristalino)..5 Figura 5.......3 Figura 2..... – Painel solar empregando tecnologia de a-Si (silício amorfo).....4 Figura 4....... – Projeção de sombra sobre o teto de edificação. – Exemplos de painéis solares fotovoltaicos de c-Si de várias potências comercialmente disponíveis............. fabricante: Xantrex....7 Figura 2................. Perspectiva frontal........................................................................ – Curva de carga de um prédio público empregando um sistema hipotético de geração fotovoltaica........................... – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Castelinho no ano 2008.. 6 6 7 7 7 8 8 8 10 10 10 14 15 16 17 17 18 19 20 21 21 22 23 24 25 26 27 28 28 28 30 31 vii ........ Japão......................................................................3 Figura 4....................................... – Centro de Eventos da UFSC com SFCR de 1... – Detalhe do telhado do LABSOLAR com sistema FV de 2....4 Figura 2.......4 Figura 3................................... Detalhe lateral da estrutura com 5000 painéis solares e capacidade de geração de 630 kWp ....................7 Figura 4........5a Figura 2....4 Figura 5..................... – Solar Ark.6 Figura 5......... o HR................1 Figura 3......1 Figura 4...... – Consumo de hospital público........... – Consumo de edificação residencial num dia útil................................................... – Programa RADIASOL 2............3 Figura 3.................6 Figura 3..........2130kWp... – Inversor de tensão de onda senoidal pura............3 Figura 5.......1b Figura 2.......5 Figura 5......................................8b Figura 3...................... Califórnia........... – Parque Solar da Bavária........

.................................... – Curva de carga do Bompreço para um dia útil...10c Figura 5...... – Valores presentes líquidos em função das taxas de desconto.......... Sistemas com várias combinações de arranjo e um único inversor centralizado (do inglês................. 32 32 32 32 43 44 46 47 viii .................. – Vista aérea de um bairro de Recife......... curva estimada do gerador fotovoltaico e curva de carga do HR após a instalação do SFCR.......10a Figura 5........................ – Conceitos básicos de projeto para SFCR....... Sistemas com uma única combinação arranjo-inversor centralizada................................... curva estimada de geração fotovoltaica e curva de carga do HR após a instalação do SFCR........ – Conceitos básicos de projeto para SFCR..2 Figura 6........4 – Conceitos básicos de projeto para SFCR........Figura 5.3 Figura 6...............10d Figura 6....... mult-string-configuration)......... – Conceitos básicos de projeto para SFCR.......1 Figura 6............... Módulos CA........ – Curva de carga do HR para um dia útil.................... stringconfiguration)....................................................................................... Sistemas com várias combinações arranjo-inversor descentralizadas (do inglês...............10b Figura 5..........................................

....................................3 – Demonstração de rendimento do edifício Tupy........................ Tabela 3..... Tabela 6..........2 – Dimensões aproximadas das áreas de teto disponíveis para instalação de painéis FV. Tabela 5.............................LISTA DE TABELAS Tabela 2.........................................................2 – Tabela 4..8 – Demonstração de faturamento de um dia útil do Bompreço sem a implantação de sistema fotovoltaico..............1 – Consumo médio mensal e diário unidade da consumidora Castelo Del Mar no ano 2008.... Tabela 2...............................5 – Demonstração de rendimento do edifício Santa Maria................................7 – Demonstração de faturamento de um dia útil do HR com o emprego de gerador fotovoltaico................. 4 4 11 11 15 19 22 23 37 40 41 42 42 43 44 44 45 45 ix ......................................................... Tabela 4..................................................4 – Demonstração de rendimento do edifício Acaiaca.................................................2 – PV power capacity in reporting IEA PVPS countries as of the end of 2007………………………………………………………………………........................ Tabela 4.............................4 – Sistemas Conectados à Rede em implantação no Brasil...........1 – Cumulative installed PV power as of the end of 2005...2 – Consumo médio mensal e diário da unidade consumidora Castelo Del Mar no ano 2008................................3 – Sistemas Conectados à Rede instalados no Brasil..1997 a 2006.................. Tabela 6............ Tabela 6......................................................1 – Radiação diária (kWh/m²) em média mensal ao longo de todo o ano para inclinação de 10º. Tabela 2................................................................................ Tabela 3......1 – Potencial de geração elétrica das áreas de teto disponíveis para instalação de painéis FV e custos totais estimados dos investimentos......................9 – Demonstração de faturamento de um dia útil do Bompreço com o emprego de gerador fotovoltaico................................................................................... Tabela 6.............................2 – Evolução da Tarifa Média Total de Energia Elétrica Por Regiões . Tabela 6........................... Tabela 6... Tabela 6.1 – Proventos estimados com a energia evitada e paybacks correspondentes das edificações...........................................................6 – Demonstração de faturamento de um dia útil do HR sem a implantação de sistema fotovoltaico..... Tabela 6................. Tabela 2.................................................................. Tabela 6..................................................................................................

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica APs – Auto Produtores a-Si .Photovoltaic Power Systems Programme IEE/USP – Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo x .Baixa Tensão CA .Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação IEA-PVPS – International Energy Agengy .Cu(InGa)Se2 CIS .Telureto de cádmio CELPE – Companhia Energética de Pernambuco CEMIG – Companhia Energética de Mina Gerais CENPES – Centro de Pesquisas da Petrobrás CEPEL – Centro de Pesquisas de Energia Elétrica CHESF – Companhia Hidroelétrica do Vale do São Francisco CIGS .Disseleneto de cobre e índio .Silício amorfo hidrogenado AT .Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social CRESESB – Centro de Referência para Energia Solar e Eólica c-Si .Alta Tensão BIPV – Building Integrated Potovoltaics BOS .CuInSe2 CO2 – Dióxido de Carbono COBEI – Comitê Brasileiro de Eletricidade COFINS .Corrente Alternada CATE – Centro de Aplicação de Tecnologias Eficientes CB-Solar – Centro Brasileiro para Desenvolvimento de Energia Solar Fotovoltaica CC.Gerenciamento pelo lado da demanda Grupo FAE/UFPE – Grupo de Pesquisas em Fontes Alternativas do Depto de Energia Nuclear HR .Silício cristalino da Universidade Federal de Pernambuco DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos FV – Fotovoltaico GESTE – Grupo de Estudos Térmicos e Energéticos da Escola de Engenharia da UFRGS GLD .Balance of Systems BT .Corrente Contínua CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica CdTe .Disseleneto de cobre (gálio) e índio .Hospital da Restauração ICMS .

correspondente ao excedente de demanda de potência reativa UFERp e UFERfp .Watt pico xi .Demanda de potência ativa reprimida (kW).Quilowatt-hora LEED – Leadership in Energy and Environmental Design LES – Laboratório de Energia Solar LSF – Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos NBR 5410 – Norma Brasileira para Instalações de Baixa Tensão NT-Solar/PUCRS – Núcleo Tecnológico de Energia Solar da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul ONS – Operador Nacional do Sistema PIEs – Produtores Independente de Energia PIS .Sistema Fotovoltaico Conectado a Rede T&D .Transmissão e Distribuição THV – Tarifa Horosazonal Verde UFDR .Programa de Integração Social PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica p-Si .Montantes de energia ativa (kWh) reprimido correspondente ao excedente de consumo de energia reativa ponta e fora ponta respectivamente.Silício policristalino SFV – Sistema Fotovoltaico SFCR . UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul USGBC – US Green Building Council VPL .Valor Presente Líquido Wp .kWh .

...................................................................................................................................... 26 5..............................................................................3 Japão .............................................................................................................................4 Cálculos de Custos dos Sistemas ........................................... 31 5...................1 Módulos Fotovoltaicos ...........................1 Potencial de Energia Solar ........................... 44 6.... ix Lista de Abreviaturas e Siglas ........2 Estados Unidos.........................................1........................2 Viabilidade dos SFCR para o HR e Bompreço.......................................... 5 2......................................................................................................... 3 2................................. 25 5................2 Payback .................................2.............................................. ................ vii Lista de Tabelas ...........................3 Cálculos de VPL ...............................3 Medição de Energia.......................1 Alemanha ............ 33 5.......................................................1 Edificações Autosuficientes........2 Inversores CC/CA ................................................................................... v Abstract...... 18 4 Consumo de Energia nas Edificações...................................................................................................................................................................................................... 3 2...............2...................................................................................................................................................... Comerciais e Públicos ........... vi Lista de Figuras ..................... 42 6.............................................................. 47 6..............................3 Dimensionamento .. 26 5.................................................2 Potencial de Área de Coberta das Edificações ....... 38 6................................................................................... 40 6. 13 3............................................................4 Benefícios e Impactos Indiretos...............2.......... 13 3.. 34 5..... 51 xii ..........................................................................................................................................1 Panorama Mundial ............................................................................................................................................................................................................................................................................1 Legislação e Normas Vigentes..................................... 39 6............................................................2 Cenário Brasileiro ....... 7 2..........................................................2............1...SUMÁRIO Resumo.......................... 9 3 Levantamento de Potencialidade Energética na Cidade do Recife.........................................................................................1.............................................................................2 Equipamentos ................. 1 2 Estado da Arte dos Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede................... 36 6 Análise Econômica ..............................................2............ x 1 Introdução....... 24 5................................. 6 2................................................................................................1 Cálculo de Energia Economizada .............................. 48 7 Conclusões e Recomendações ........ 20 5 Utilização dos SFCR nos Prédios Residenciais............................................................................................................

.............................................................................. 60 Apêndice C – Demonstrativo dos Fluxos de Caixa das Edificações ao Longo de 20 anos63 Apêndice D – Demonstrativo dos Valores Presentes Líquidos....... 51 Apêndices ....................................... 67 8 Referência Bibliográficas....... 51 7....7.............. 52 Apêndice A – Gráficos de Consumo e Médias Diárias das Edificações ...................1 Conclusões............................................................................ 53 Apêndice B – Gráficos de Consumo versus Geração Fotovoltaica para as Edificações........................ 73 xiii .....................................................2 Recomendações para Trabalhos Futuros........................................................................................................................................................

Quase todas as fontes de energia – hidráulica. O problema da demanda de energia poderia ser revolvido se houvesse o aproveitamento de uma pequena parcela dessa energia que a Terra recebe naturalmente. a ciência tenta solucionar o problema do equilíbrio entre desenvolvimento versus sustentabilidade do meio ambiente. Atualmente existem no país projetos executados em prédios públicos urbanos que fazem o uso de painéis fotovoltaicos conectados à rede elétrica de distribuição (SFCR). essa energia já é bem difundida. cuja eficiência média é da ordem de 0. Apesar disso. eólica.dia. esse tipo de energia é pouco explorada no nosso planeta (0. não gera resíduos nem ruído. Esta energia vem sendo aproveitada de modo crescente. biomassa. A vida em nosso planeta está baseada no processo de fotossíntese.1 Introdução O agravamento da situação climática no globo terrestre. No Brasil.9 Wh/m². O Sol envia em torno de 1018 kWh à Terra. sendo encontrada com mais freqüência em sistemas de telecomunicações. com uso de coletores solares para aproveitamento térmico. apresentando grande potencial à exploração. combustíveis fósseis e energia dos oceanos – são formas indiretas da energia solar. associada a uma diminuição de recursos naturais não renováveis. bombeamento de água e na eletrificação de áreas rurais mais remotas. porém 1 . houve um crescimento bastante significativo.2% [1]. e até no abastecimento de cidades. que fica em torno de 10 mil vezes o consumo energético mundial [2]. além de ser abundante e gratuita.3 a 5. particularmente o petróleo. Particularmente em Pernambuco a irradiação solar varia na faixa entre 5. podendo essa radiação incidente ser convertida em energia térmica para aquecimento de fluidos e ambientes e para geração de potência mecânica ou elétrica. impulsionaram a busca por fontes alternativas de energia. onde nos últimos anos. sendo utilizada na alimentação elétrica de residências. isto é. Nesse contexto. Em países como Alemanha. Estados Unidos e Japão. um processo de conversão de baixa eficiência. edificações comerciais e industriais. A energia solar é uma fonte renovável e diária. uns dos maiores índices de radiação solar são observados na Região Nordeste.01%). com o emprego de novas tecnologias para geração de energia. não polui. Porém ainda bastante tímida é sua aplicação como fonte de energia elétrica.

tem como base o desenvolvimento sustentável. As perspectivas sobre o crescimento do uso dessa tecnologia nos próximos anos é real. como é o caso do PROINFA e o interesse por parte de algumas autoridades em sancionar leis que estimulam o emprego de painéis solares em residências. e pode vir a gerar mudanças significativas nas relações sócio-econômicas. porém já existem programas de incentivo ao uso de fontes renováveis de energia. O custo elevado dos sistemas fotovoltaicos tem sido um entrave para a sua disseminação no Brasil. 2 . permite a diminuição do consumo de energia elétrica nessas instalações.ainda são de cunho experimental. Esse tipo de arranjo se mostra bastante atrativo do ponto de vista que não se faz o uso de acumuladores (baterias) o que geralmente encarece e muito o sistema como um todo. atua como uma fonte de geração descentralizada. tanto no Brasil como mundo. e em alguns casos pode chegar a aliviar a carga nos alimentadores de distribuição da concessionária em determinados períodos do dia. Seu emprego além de diversificar a matriz energética nacional.

1 podemos observar a potência total instalada estimada dos sistemas fotovoltaicos no mundo em 2005. Pode-se constatar que a potência dos sistemas fotovoltaicos distribuídos conectados à rede dobrou de valor e que os sistemas centralizados aumentaram em 7 vezes a sua potência instalada. como: telecomunicações. 3 . • Grid-connected centralized (sistemas centralizados ligados à rede): sistemas que fornecem exclusivamente energia elétrica à rede. observamos a potência instalada em 2007. ajuda à navegação aérea. Na tabela 2.2 Estado da Arte dos Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede 2. • Off-grid non-domestic (sistemas isolados não domésticos): sistemas que fornecem energia elétrica a serviços. isto num intervalo de 2 anos.2. tais bombeamento de água. para onde a energia em excesso é enviada. A AIE organiza os dados que publica de acordo com a seguinte classificação para os sistemas fotovoltaicos: • Off-grid domestic (sistemas isolados domésticos): sistemas que fornecem energia elétrica para iluminação. • Grid-connected distributed (sistemas distribuídos ligados à rede): sistemas que fornecem energia elétrica a edifícios (comerciais e industriais) ou outras cargas que também estão ligadas à rede. E comparativamente na tabela 2. refrigeração e outras pequenas cargas em locais isolados.1 Panorama Mundial A situação dos sistemas fotovoltaicos no mundo pode ser avaliada através de dados estatísticos publicados pela Agência Internacional de Energia (AIE) [IEA-PVPS].

827.300 7.450 410 2.200 210.776 6.3 2.8 0.416 160.022.254 1.908 853 4.200 1.819 120.1 – Potência Fotovoltaica instalada até o final de 2005.963 5.044 5.000 1.300 7.019 1.884 88.560 27.480 50.800 632.900 208.000 8.400 7.178 40 0 18.000 479.560 3.023 4 14.685 0 16.280 2.559 39.713 NãoDistribuído Centralizado doméstico 38.403 6.000 202.746 2.000 1.000 175 51.061 1.47 1.18 0.917 Fonte: IEA-PVPS website.750 53.694 4.000 27.951 2.377 2.32 0.54 0.733 15.000 100 285 29.000 1.224 14.756 2.2 – Potência Fotovoltaica instalada até o final de 2007.900 1.121 3.242 4.894 77.800 2.252 3.93 0.000 70 225 2.895 19.844 6.000 3.7 0.000 2.6 0.000 1.200 4 .135.900 23.15 0.059 65 16.392 6.800 289.183 30 1.13 0.3 0.266 983 4.org Tabela 2.66 17.4 0.601 20.841 3.153 24.200 31.918.32 0.833 42.Tabela 2.200 52.581 2.721 1.701 25.331.903 9.862 3.021 5.17 3.092.487 4.810 8.476 4.039.232 12.973 1.700 37.775 36.035 1.868 1.100.240 2.666 420 1.306 3.950 635.429.088 3.491 27.500 32.700 1.58 0.199 3.300 1.190 2.12 1.600 5.620 0 11 14 83.075 655. Acumulado gridconnected Capacidade FV [kW] GridSistemas Total Total connected FV instalado instalado instalados Sistemas Sistemas per capita em 2005 Instalados FV [kW] [W/Capita] em 2005 [kW] [kW] País Acumulado off-grid Capacidade FV [kW] Doméstico AUS AUT CAN CHE DEU DNK ESP FRA GBR ISR ITA JPN KOR MEX NLD NOR SWE USA Estimado total NãoDistribuído Centralizado doméstico 8.500 6.454 1.099 300 0 44.2 0.846 65 30.200 3.105 6.967 0 33.500 287.878 688 8.090 1.421.073 6.97 2.000 30. http://www.930 320 21.3 1.1 3.400.500 132 0 676 14.860 1.291 6.028 1.300 7.567 2 6.148 85.676 0 82.1 1.800 377 75 0 7.980 2.877 809 210 11 14 1.870 6.116 5.000 75.299 3.868 150 1.8 4.810 500 70.0 1.711 612 3.500 1.62 - 8.919 43.961 2.768 33.000 125 490.276 311.697 362 371 103.iea-pvps.800 15.400 13.732 158 6.900 2.909 1.9 46.2 3.500 3.355 0 2.881 6.64 11.200 1.650 0 69.021 14.350 633 254 0 4.000 219.800 41.605 324 14.395 42.487 513 1.52 3.909 3.851 1.280 2.330 15.000 320 18.010 22.880 60.960 15.862.31 0.6 15.917 6.953 0 10.500 1.992 17.7 1.353 1. GridSistemas connected Total Total FV Sistemas instalado instalado instalados Instalados Sistemas per capita em 2005 em 2005 FV [kW] [W/Capita] [kW] [kW] País Acumulado off-grid Capacidade FV [kW] Acumulado gridconnected Capacidade FV [kW] Doméstico AUS AUT CAN CHE DEU DNK ESP FRA GBR ISR ITA JPN KOR MEX NLD NOR PRT SWE 27.020 2.719 1.050 29.584 210 5.1 15.49 1.400 7.000 360 20.244 5.043 227 697 9.696.040 2.232 18.776 400 35.050 1.7 12.650 15.000 133.823.600 57.237 100.547 0 0 70.690 0 625.

500 2.835 40.1. com mais de 55.778 Fonte: IEA-PVPS website.000 telhados solares – Act on Granting Priority to Renewable Energy Sources).8 - 206. Por isso.USA Estimated total 134.500 7. Alemanha. (b) Figura 2.000 6.1-a e 2.557 830.500 2.org 2. (a) Vista aérea [Fonte: www. O país ainda detém um dos maiores sistemas fotovoltaicos conectado à rede do mundo.power-technology.158. foi homenageado e comemorado por diversos grupos ambientalistas [5].000 265.019.972 465.1-b).todoarquitectura.1 Alemanha Percursora da implantação de SFCR no mundo.500 1. (a) 5 .000 396. Isto devido ao fato de possuir uma política de incentivo que concede prioridade às fontes renováveis de energia (conhecido como projeto dos 100. cobrindo uma área de 26 hectares.638 151.com].iea-pvps. seria necessário plantar mais de 8000 hectares de plantas para absorver a quantidade de CO2 emitida.com] e (b) detalhe de sua construção [Fonte: www. Se a energia gerada pelo parque solar de Bavária fosse produzida através de usinas termelétricas.840.129. Tornou-se em 2004 o país com maior número de instalações fotovoltaicas em um ano [3]. a Alemanha possui hoje a maior potência instalada de sistemas solares.257. . 2.1 – Parque Solar da Bavária. http://www. viabilizando o investimento em torno de 4 anos [4]. As residências alemãs que possuem integradas painéis fotovoltaicos ainda vendem a sua energia excedente para a concessionária local.732 2.000 módulos solares e potência instalada de pico de 10 MW.368 191. na Bavária (ver Fig.

Destas.2 Estados Unidos A quantidade de sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica nos EUA cresce praticamente 57% a cada ano. [6] Os sistemas fotovoltaicos instalados nos EUA desde 1988 são capazes de fornecer energia elétrica para mais de 250.aondevamos.3 – SFCR em Oakland.eng.3. por exemplo. devido à política de incentivo do governo criando programas e buscando parcerias privadas.000 veículos).2. que tem como principais objetivos [5]: • • Disseminar a utilização dos SFCR em todos os estados. Figura 2.cooperativecommunityenergy. O Estado de Nova York. possui um projeto de lei que incentiva o uso de células fotovoltaicas e sistemas que injetam geração excedente na rede. O governo federal americano lançou o programa “1 milhão de telhados fotovoltaicos”. Califórnia.com] 6 .000 novos empregos até 2010). [Fonte: www.000 residências americanas. Califórnia. • • Geração de empregos (70.br] Figura 2. Reduzir a emissão de gás carbônico proveniente de sistemas geradores de energia (estima-se que até 2010 a quantidade evitada de emissão de CO2 seja equivalente a que é produzida por 850. 4.2 e 2.000 situam-se somente no estado da Califórnia. Ainda como parte desses esforços para viabilizar tais sistemas. [Fonte: www. como pode ser observado nas Figuras 2.2 – SFCR em San Francisco. Tornar a indústria da energia solar no país mais competitiva.1. algumas indústrias recebem subsídios para desenvolver sistemas interativos com relógios medidores que reagem à demanda e às mudanças nos preços de eletricidade.

4 pode-se verificar a evolução da produção.2.4 – Evolução da produção de módulos solares [Fonte: Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede Elétrica de Distribuição. no mesmo período).6. entre 1996 e 1998 foram investidos 457 milhões de dólares.5 e 2. Alemanha. O programa de financiamento de eletricidade solar no Japão tem sido intenso ao longo dos últimos anos. bem mais do que os EUA. de módulos solares fabricados no Japão. 24 e 36 milhões. Enquanto em 2003. existe um programa nacional de incentivo à indústria solar através de redução fiscal e a da atribuição de subsídios (50% para instalação de sistemas solares em edifícios públicos e 33% para aplicações privadas). alguns exemplos de construções no Japão onde tanto edifícios como residências fazem o uso da tecnologia fotovoltaica. Na Figura 2. O aumento da procura e o investimento na indústria levou a um aumento da produção em aproximadamente 15 MW em 1993 para os atuais 127 MW (44% da produção mundial) [9]. EUA e no resto do mundo. Pode-se observar nas Figuras 2. A título de exemplo. Figura 2. Desde 1994. 7 .1. nos EUA houve um acréscimo de 38 MW e na Alemanha 120 MW. por exemplo. 105.3 Japão O Japão é o país que mais investe. Bruno Gerude]. as instalações japonesas cresceram 200 MW [5]. Europa. França e Itália juntos (respectivamente 185. em MW. Cerca de 50 % de todos os módulos solares utilizados no mundo são de fabricação japonesa. A cada ano o número de SFCR instalados no Japão supera o dos outros países. mais lucra e mais utiliza os sistemas fotovoltaicos.

[Fonte: www.2130kWp. atendendo a 1. Japão (a) Detalhe lateral da estrutura com 5000 painéis solares e capacidade de geração de 630 kWp e (b) sua perspectiva frontal.com] Figura 2.800 GW de painéis fotovoltaicos no mundo. O relatório da Geração Solar ainda aponta que o setor fotovoltaico será também o responsável pelo crescimento de economias locais. instalação e manutenção dos painéis. estima-se que estejam instalados mais de 1. Em 2030. ou 14% da demanda global.inhabitat.my] O Greenpeace em conjunto com a Associação Européia da Indústria Fotovoltaica.5 – Solar Ark.(a) (b) Figura 2. 8 . O número de empregados no setor. trabalhando na fabricação.600 terawatts/hora de eletricidade por ano.3 bilhões de pessoas em áreas cobertas por sistemas elétricos e outros 3 bilhões de pessoas em áreas rurais sem acesso a eletricidade.6 – Ota City. Japão . produziu um relatório onde os números confirmam o impressionante crescimento da energia solar no mundo e seu enorme potencial energético. [Fonte: www.net. Essa capacidade deve gerar 2. pode crescer dos atuais 120 mil para 10 milhões no mundo em 2030 [12].mbipv.

2.2 Cenário Brasileiro

Os sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica tendem a ser vistos no Brasil ainda como solução pouco realista, devido aos custos ainda serem altos quando comparados com a geração convencional, tornando-os inviáveis e conseqüentemente escassos. Esta realidade decorre do desnível cambial e do peso de sobretaxas públicas e privadas no processo de importação e da ausência de uma política nacional mais eficiente de incentivo.
“A energia solar fotovoltaica hoje vive o ciclo vicioso: cara porque se produz pouco e se produz pouco porque não há demanda, isto por ser cara”. (RÜTHER, R. 2004)

Porém desde 1997 e mais recentemente no âmbito do Programa CELESC de Pesquisa e Desenvolvimento, a Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC) e o Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (LABSOLAR / UFSC), em paralelo com outras instituições como o LSF - Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos - (Universidade de São Paulo) e o LES - Laboratório de Energia Solar (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) vêm empreendendo esforços no sentido de desenvolver pesquisas científicas, experiências e testes na área de sistemas fotovoltaicos interligados às redes elétricas públicas, bem como na divulgação e disseminação desta tecnologia para o setor elétrico brasileiro e para o público em geral. Neste contexto, foram projetados e instalados alguns SFCR na UFSC em Florianópolis (Figura 2.8-a e 2.8-b). Em 2002 foi inaugurado no CEPEL o maior sistema fotovoltaico conectado à rede no Brasil, instalado no prédio do Centro de Aplicação de Tecnologias Eficientes (CATE). Este sistema, construído com recursos do CRESESB, supre uma parcela do consumo de energia elétrica do edifício. O CATE (Figura 2.7) é um modelo de edificação energeticamente eficiente constituído por 204 módulos fotovoltaicos, sendo 17 deles em série e 12 em paralelo perfazendo uma potência instalada de 16,32 kWp. Esses módulos de silício monocristalino são considerados os mais modernos módulos comercialmente disponíveis na atualidade e têm eficiência nominal na faixa de 16 a 17% [13].

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Figura 2.7 – Vista aérea do CATE. [Fonte: II Simpósio Nacional de Energia Solar Fotovoltaica, Roberto Zilles]

(a)

(b)

Figura 2.8 – (a) Centro de Eventos da UFSC com SFCR de 1.1 kWp e (b) detalhe do telhado do LABSOLAR com sistema FV de 2.2 kWp [Fonte: VII ENCAC, Isabel Salamoni, Ricardo Rüther]

As tabelas 2.3 e 2.4 mostram, respectivamente, a distribuição dos SFCR no Brasil atualmente. Ainda há previsão de que novos sistemas sejam implantados a exemplo do novo prédio do Centro de Informações do CRESESB, vencedor do prêmio PROCEL 2007, que está projetado para possuir um sistema com potência instalada de 4kWp e irá atender a um consumo total anual de 24.769kWh, correspondendo a 79,8kWh/m2. [16]

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Tabela 2.3 – Sistemas Conectados à Rede instalados no Brasil. [Fonte: II Simpósio Nacional de Energia Solar Fotovoltaica, Roberto Zilles]

Tabela 2.4 – Sistemas Conectados à Rede em implantação no Brasil. [Fonte: II Simpósio Nacional de Energia Solar Fotovoltaica, Roberto Zilles]

A tecnologia dos SFCR no país tem ampliado o horizonte e vem englobando mais áreas a seu favor. Um exemplo disso está na arquitetura que não diferente do resto do mundo, segue uma tendência de utilização dos módulos fotovoltaicos como substituição a coberturas convencionais, possibilitando um design audacioso e inovador, ao mesmo tempo em que permite a geração de energia de uma forma limpa, essas edificações com sistemas fotovoltaicos integrados são denominadas de BIPV (do inglês, Building Integrated Photovoltaic)

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Os impactos da implantação dos SFCR não se encontram restritos a autoprodução de energia, para consumo in loco, mas a eficácia dessas unidades atuando em conjunto pode também formar centros de geração distribuídos, e em alguns estudos têm demonstrado que alimentadores de redes locais, podem se beneficiar com a ejeção de energia gerada pela implementação de uma planta FV.
Apesar da energia solar ainda não ser competitiva, a paridade com a tarifa elétrica, acontecerá dentro de 10 a 12 anos. O que o consumidor pagará de tarifa elétrica na sua casa daqui a 10 ou 12 anos, considerando que o preço da energia sobe 5% ao ano, será equivalente ao custo para produzir energia a partir de painéis fotovoltaicos. E em cidades com mais sol, como Salvador (BA), Recife (PE) e Natal (RN), essa paridade elétrica pode ocorrer em oito anos. (ZILLES, Roberto. 2008)

A perspectiva de uma matriz energética hidrelétrica-solar é bastante atrativa. Pois durante o dia há a produção de energia elétrica a partir da conversão da energia solar, economizando o recurso energético hídrico, utilizando-o no período noturno ou com pouca radiação solar (dias nublados). Além disso, os períodos de seca são compensados por elevados valores de radiação solar e a produção de energia elétrica no local em que é utilizada, evita as perdas energéticas envolvidas na transmissão e distribuição. No Brasil os investimentos nesta área estão em pleno crescimento, porém ainda não atingiram os níveis desejados. Atualmente a célula solar mais eficiente (17%) no País foi desenvolvida pela equipe do Núcleo Tecnológico de Energia Solar (NT-Solar) da PUCRS, em convênio com o Laboratório de Microeletrônica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Cabe observar que o NT-Solar, sede do Centro Brasileiro para Desenvolvimento de Energia Solar Fotovoltaica, CB-Solar, está desenvolvendo vários processos de fabricação de células solares e módulos fotovoltaicos em nível pré- industrial e de laboratório. [17]

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3. residenciais e comerciais de regiões distintas da cidade. Neste contexto escolheu-se Recife para o estudo que se propõe. será restrita a implantação de painéis FV nos telhados. A amostragem composta de: prédios públicos. não só pelos fatores geográficos favoráveis. um espaço urbano cada vez mais restrito e onde a utilização dos telhados das edificações existentes na cidade é uma forma de aproveitar áreas físicas inutilizadas e. países que investem em larga escala nessa tecnologia. índices de radiação que superam em cerca de 23% e 40% os das cidades mais ensolaradas do Japão e da Alemanha respectivamente. o azimute também é função da curva de carga diária e caso haja intenção de compensar o pico ao final do dia. A cidade do Recife situando-se no Hemisfério Sul. ecologicamente corretos. além do comportamento da insolação durante o dia. que servirão para uma análise posterior da estimativa de suprimento energético do SFCR em função das áreas calculadas. O ângulo de inclinação deve ser similar ao da latitude local e também está em função da curva de carga anual do sistema elétrico. Esse estudo também mostra tendência do mercado mobiliário de beneficiar-se do conceito de “prédios verdes”. convém ajustar a inclinação dos módulos solares.9 kWh/m²/dia.3 a 5. a partir da retirada de uma amostra de 9 edificações existentes no Recife. para um sistema de captação solar fixo. Entretanto. mas por ser uma cidade que apresenta como as demais.1 Potencial de Energia Solar A orientação da edificação definida em função das condições de insolação visa o aproveitamento da radiação solar para geração de energia fotovoltaica. Caso seja prevista uma compensação ao sistema brasileiro elétrico interligado que enfrenta secas durante o inverno. priorizando tal época. pode haver desvio da direção Norte para a Oeste. considera-se ótima a orientação para o Norte. torná-las eficientes do ponto de vista energético com a instalação dos painéis fotovoltaicos. A primeira etapa do estudo faz um levantamento do potencial solar na cidade e uma introdução sobre dimensionamento do sistema de captação solar fixo para a instalação na edificação.3 Levantamento de Potencialidade Energética na Cidade do Recife Como foi citado anteriormente a radiação incidente na cidade do Recife está situada em torno de 5. será mostrado um levantamento feito das áreas de cobertas de edificações. Inclinações menores que 10° não são 13 . Na seqüência. isto é.

considerando os azimutes como sendo 0º: 14 . Além disso. pois projeções que encubram os módulos FV causam a diminuição da eficiência do sistema.recomendadas por afetarem o efeito de autolimpeza causado pela chuva.1 e níveis de radiação global diária para a cidade do Recife Nas figuras 3. Tendo em vista o melhor desempenho do sistema de captação e devido a latitude local de Recife ser de aproximadamente 8 º. A partir do software também foi executada uma simulação da radiação em função da inclinação de 10º dos painéis para instalações onde o teto é plano conforme pode indica a tabela 3. envolve o estudo do sombreamento projetado por montanhas. O sombreamento parcial deve ser reduzido aos períodos de baixa radiação. desenvolvido pelo GESTE – Grupo de Estudos Térmicos e Energéticos da escola de engenharia da UFRGS. O software apesar de não conter na sua base de dados a cidade do Recife (latitude 08º 04’ 03” e longitude 34º 55’ 00”) [21] . edifícios vizinhos ou porções do próprio edifício sobre os módulos FV.1. pisos ou paredes requerem análise especializada [20]. respectivamente pode-se observar a radiação total diária para cada mês do ano incidente no plano inclinado e suas curvas diárias respectivamente. locais com especificidades como reflexões em espelhos de água. os valores de longitude não afetam o cálculo da radiação solar e o campo de latitude pode ser alterado de forma a se obter os níveis de radiação solar para a cidade do Recife. O trabalho se restringirá a análise do sombreamento por estruturas anexas ao telhado da própria edificação. De acordo com o programa. A radiação solar incidente no Recife foi levantada a partir do software.1 – Programa RADIASOL 2. contempla a cidade de Olinda.2. árvores. adotaremos para o estudo o ângulo de inclinação de 10º. Figura 3. conforme pode ser observada na figura 3. devem ser instalados diodos de by-pass para evitar bloqueio à corrente elétrica produzida por todo o sistema. portanto inferior a recomendada.1. Outro ponto importante para análise e que visa a otimização do sistema.1 e 3. caso contrário.

foi gerada a figura 3.kWh/m²s 1000 900 800 700 600 500 400 300 200 100 0 4:30 6:30 8:30 10:30 12:30 14:30 16:30 18:30 20:30 Horas do Dia Figura 3.1.1 – Radiação diária (kWh/m²) em média mensal ao longo de todo o ano para inclinação de 10º.2 – Curvas diárias de irradiação solar em função das horas do dia.3: 15 . De acordo com os dados da tabela 3. JAN FEV M AR ABR M AI JU N JU L AGO SET OU T N OV DEZ Tabela 3.

Figura 3. proporcional a potência em kWh injetada na rede pelo sistema fotovoltaico. é interessante a partir do momento em que a concessionária de energia cede abatimentos na conta de energia do cliente. criando assim um sistema de créditos de energia. isto é. 16 .2. que os picos de geração ocorrerão por volta das 10h30min às 13h30min da manhã. de acordo com Colle e Pereira (1996). fora do horário de maior pico de consumo para as residências. observa-se que o período compreendido entre os meses de junho a julho. a média anual do desvio percentual da variabilidade da radiação global incidente no plano horizontal para Recife foi de 15 a 20%.5 respectivamente onde as mesmas ilustram a irradiação média diária e a variabilidade da irradiação diária respectivamente para o mês de julho na cidade do Recife e Florianópolis. correspondente ao inverno na região.4 e 3. que a implantação de painéis fotovoltaicos em diversos casos é viável tecnicamente. Porém. pode-se observar nas figuras 3. onde esta última cidade tem demonstrado por experiências.3 – Radiação solar diária média para os meses do ano. Contudo. mesmo o sistema de geração estando submetido a períodos de índices baixos como demonstrados. é o período que mais compromete a geração fotovoltaica. Mediante os resultados obtidos na realização destas simulações. Porém essa possibilidade de geração que ocorre no horário fora ponta. Observa-se por outro lado. na figura 3. para fins comparativos.

Figura 3. [Fonte: Edifícios Solares Fotovoltaicos.5 – Variabilidade da irradiação diário ao longo do mês de Julho (inverno). Ricardo Rüther] 17 . Ricardo Rüther] Figura 3.4 – Irradiação média diária para o mês de Julho (inverno). [Fonte: Edifícios Solares Fotovoltaicos.

entidade dos EUA responsável pela certificação LEED . a falta de planejamento da integração dos painéis ao prédio. [23] O emprego dos painéis solares fotovoltaicos nos telhados pode ser realizado tanto em remodelações como em novas construções. nas chamadas construções “verdes”.2 Potencial de Área de Coberta das Edificações O aproveitamento das áreas de telhados. são em média 20% a 25% mais baixos que os dos imóveis convencionais. De acordo com estudos do US Green Building Council (USGBC).Leadership in Energy and Environmental Design. e o melhor aproveitamento dos espaços urbanos. 18 . até então inutilizadas. Figura 3. a edificação no contexto de sustentabilidade e eficiência energética. para a instalação dos SFCR. podem ser usadas para a instalação dos módulos FV. como apresentado na figura 3.6 – Painéis FV integrados a diferentes lay-outs de telhados. visto que não apresentam área física dedicada. pode inviabilizar o seu emprego. onde partes da estrutura da edificação comprometem a única área no prédio onde se obtém uma captação máxima de radiação pelos módulos. segundo a entidade ambiental Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. critério mundial mais utilizado atualmente. desde a concepção quando projeto. os valores das taxas condominiais dos prédios verdes. Edificações que implantam sistemas de sustentabilidade internos apresentam dentre outros resultados. Com isto. agrega-se flexibilidade a tecnologia e além da economia de energia com a geração elétrica. A sustentabilidade é uma tendência entre administradores de condomínios sejam eles residenciais ou comerciais. Inserindo então. pois há variação da produtividade do painel com o posicionamento.3. com geração elétrica dos módulos solares.7. uma redução de 30% no consumo de energia. oferecem diversas vantagens dentre as quais podemos destacar a economia de energia. onde o maior número de créditos para edifícios que desejam obter uma certificação desse tipo é dado pela categoria energia. Contudo. Isto pode ser observado na figura 3. [24] Diversas configurações de telhados. inclinação do telhado e com a interferência de estruturas que venham a causar sombras no teto.6. uma vez que a área necessária já está ocupada pela edificação.

7 – Projeção de sombra sobre o teto de edificação. apresenta um déficit na produtividade de energia. A dimensão da área construída da edificação e a sua disponibilidade para implantação dos módulos FV estão ligadas diretamente ao potencial de geração elétrica que esta estrutura poderá alcançar. é uma parte da estrutura do prédio muito susceptível a sombras provocadas por outras estruturas próximas e por refletâncias do chão. Tipo de Cliente Residencial Residencial Residencial Residencial Residencial Comercial Residencial Público Comercial Nome do Prédio Castelo Del Mar Castelinho Tupy Cozumel Acaiaca Santa Maria Porto Seguro Hospital da Restauração Bompreço Bairro Boa Viagem Boa Viagem Boa Viagem Boa Viagem Boa Viagem Boa Viagem Boa Viagem Derby Santo Amaro Área Coberta 377 m² 377 m² 460 m² 300 m² 517 m² 2. pois o sistema é colocado na vertical chegando a reduzir em 50% a produção de energia.2: Tabela 3. Tendo em vista esse aspecto.Figura 3. A fachada apesar de constituir a maior área da edificação para a instalação dos painéis FV. as áreas aproximadas de teto das amostras foram levantadas e agrupadas conforme dados da tabela 3.330 m² 970 m² 19 .2 – Dimensões aproximadas das áreas de teto disponíveis para instalação de painéis FV. Além disso.100 m² 280 m² 2.

2% da energia elétrica consumida no país. sazonalidade. sendo o setor residencial responsável por 21.9% e 8. Pode-se ainda dizer.9%. juntas. comerciais e públicas. o setor comercial e público por 13. observa-se que o pico de demanda em um prédio residencial não ocorre de forma significativa somente à noite. O acompanhamento da curva de carga de algumas edificações durante o dia. comerciais e residenciais) na carga total.4 Consumo de Energia nas Edificações As edificações residenciais.1. são responsáveis por 44.1 – Consumo de edificação residencial num dia útil A partir do gráfico 4. Devido a complexidade de se levantar o tipo de equipamento que influi nessas cargas. respectivamente [25]. foi necessário para determinar em quais períodos ocorrem os picos de consumo e qual a demanda máxima de energia do consumidor em questão.1.2 e 4. mas sim durante todo o dia.4%. como pode ser observado nas figuras 4. A composição da carga de um sistema elétrico é afetada de forma significativa pela economia da região. 10 9 Consumo (kW) as 8 7 6 5 4 3 2 1 0 00:00 01:30 03:00 04:30 06:00 07:30 09:00 10:30 12:00 13:30 15:00 16:30 18:00 19:30 21:00 22:30 kW Horas do dia Figura 4. exportando a energia para a 20 . Dessa forma o estudo será restrito apenas em analisar as curvas de carga em algumas edificações e médias mensais de outras. Pois a partir daí pode-ser verificar como o SFCR pode beneficiar a instalação que coincide o consumo com as horas geração.3. cultura. respectivamente. o que favorece a sincronicidade da geração e consumo. dependendo de sua potência. que um SFCR beneficia essa edificação. costumes e pela segmentação dos consumidores (industriais. 4.

edificações desse tipo. no caso. exatamente no horário de maior disponibilidade solar. Em geral.Consumo de edificação comercial num dia útil 21 .3 .2 – Consumo de hospital público. apresentam curvas bastante similares podendo variar os valores quantitativos de demanda. num dia útil kW kvar As curvas de carga tanto do hospital quanto do prédio comercial. os picos tendem a ocorrer nos mesmos intervalos. mostram vários picos de demanda registrados durante o dia.concessionária. 500 450 Consumo (kW) sd 400 350 300 250 200 150 100 50 0 00:00 01:30 03:00 04:30 06:00 07:30 09:00 10:30 12:00 13:30 15:00 16:30 18:00 19:30 21:00 22:30 kW kvar H oras do D ia Figura 4. o HR. no entanto. nos períodos onde o consumo é reduzido (por exemplo de 07:30h às 09:00h) e reduzindo os gastos com energia nos períodos onde a carga é mais elevada. 1200 Consumo (kW) dfs 1000 800 600 400 200 0 00:00 01:15 02:30 03:45 05:00 06:15 07:30 08:45 10:00 11:15 12:30 13:45 15:00 16:15 17:30 18:45 20:00 21:15 22:30 23:45 Horas do Dia Figura 4.

2180 com memória de massa instalados pela CELPE em alguns consumidores cativos.7 353. num estudo a ser mostrado posteriormente. 13000 12500 12000 kWh 11500 11000 10500 10000 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Mês Figura 4.7 371. De posse dessas medições individuais foram gerados alguns gráficos. Tabela 4. no período de um ano.1 353.4 375.1 22 . Por outro lado.4 414.1 e 4.6 400. os dados possibilitaram ainda a montagem de quadros da média mensal e diária por consumidor.357 12. Estes dados tanto serviram como base.4 e 4.4 – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Castelo Del Mar no ano 2008.5 respectivamente e nas tabelas 4.1 366. a conclusão sobre em quais períodos os gastos com energia elétrica são mais elevados.423 10. conforme pode ser observado nas figuras 4.Os dados de curva de carga. utilizando-se medidores ELO.423 11. figuras de 1 a 7 e suas respectivas tabelas.644 11.947 11. para traçar gráficos de consumo versus potencial de geração de cada edificação.439 11. Demais ilustrações podem ser visualizadas no apêndice. Permitindo conseqüentemente.439 11. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Média Consumo Dias de diária médio consumo/mês (kWh/dia) (kWh) 11.2. consumo médio diário e médio mensal de energia elétrica foram obtidos.152 10.029 12. como também na geração de gráficos que evidenciam em quais períodos do ano o consumo é mais acentuado.1 – Consumo médio mensal e diário unidade consumidora Castelo Del Mar no ano 2008.947 31 29 31 30 31 30 31 31 30 31 369 394.6 367.

Tabela 4.747 31 29 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 30 378.1 395.2 403.767 12.8 414.833 11.5 392.3 412.259 11.1 367.8 384.9 376 14000 12000 10000 kWh 8000 6000 4000 2000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Mês ' Figura 4.9 347.824 10.0 385 23 .Nov Dez Média 10.972 11.808 10. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Média Consumo Dias de diária médio consumo/mês (kWh/dia) (kWh) 11.414 11.726 11.931 11.947 12.505 12.5 – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Castelinho no ano 2008.824 11.505 12.398 10.8 353.463 30 31 30 360.4 416.8 380.2 – Consumo médio mensal e diário unidade consumidora Castelo Del Mar no ano 2008.7 360.

são aqueles cuja instalação está motivada pela injeção de energia elétrica na rede. observado na figura 5.2. ou seja.. nem reguladores. Comerciais e Públicos Os sistemas fotovoltaicos conectados a rede. já que esses últimos são utilizados no controle de carga e descarga dos acumuladores. adaptado] 24 . com o intuito de venda da produção de energia elétrica gerada na edificação. inversor de tensão. Manual del Proyectista.1 – Esquema elétrico de um SFCR [Junta Castilla y León – Energia Solar Fotovoltaica. Nesse tipo de sistema não há necessidade do uso de baterias. sendo então composto basicamente pelo gerador fotovoltaico.1.5 Utilização dos SFCR nos Prédios Residenciais. sistema de medição de energia e proteções. ou ainda como forma de geração complementar ao sistema elétrico. Figura 5. ou como forma de redução de consumo conforme exemplificado na figura 5.

Porém.63/93 dispõe sobre os níveis tarifários e a extinção da remuneração garantida.A configuração desse sistema tende a ser fortemente influenciado pelo arranjo dos inversores utilizados e dos padrões de conexão local. estabelece os requisitos necessários à obtenção de registro ou autorização para a implantação. ampliação ou repotenciação de centrais geradoras de fontes alternativas de energia.655/98 regulamenta o Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e define regras de organização do Operador Nacional do Sistema (ONS). 5. enquadra tais sistemas no contexto da legislação energética brasileira em função de algumas leis como segue: a lei 8. A resolução 112/1999.074/95 estabelece normas para a outorga e prorrogação de concessões e permissões. o decreto 2. Nesse contexto as 25 . 2004] 1200 1000 800 Potência (kW) kW Gerados 600 kW Consumidos Pós SFV 400 200 0 0:00 1:30 3:00 4:30 6:00 7:30 9:00 10:30 12:00 13:30 15:00 16:30 18:00 19:30 21:00 22:30 Horas Figura 5. a interação desses sistemas com a rede elétrica tem sofrido influências também por parte das políticas de incentivo o que tem ocasionado o surgimento de várias formas de se computar os fluxos para efeito de faturamento ou não. e o decreto 2.1 Legislação e Normas Vigentes Atualmente no Brasil não existe uma norma ou legislação específica que trate dos SFCR porém a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL órgão público responsável por regular o mercado de energia elétrica. a lei 8.987/95 dispõe sobre o regime de concessão e permissão de serviços público. a lei 9. Fonte: Autor.003/96 regulamenta a produção de energia elétrica de Produtores Independente de Energia (PIEs) e Auto Produtores (APs). de 18 de Maio de 1999.2 – Curva de carga de um prédio público empregando um gerador fotovoltaico hipotético. [ZILLES. incluindo as centrais geradoras fotovoltaicas.

é um elemento fundamental de qualquer sistema solar fotovoltaico. A CE-82. através da Comissão de Estudos CE-82. Figura 5. [RÜTHER.2. mostrado na figura 5. modificado] Contudo.1 Módulos Fotovoltaicos O módulo ou painel fotovoltaico. 2004.01-011). Na área de normatização. as instalações dos SFCR devem obedecer às normas técnicas específicas para instalações de baixa tensão (NBR 5410).2 Equipamentos 5. a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O seu encapsulamento e vedação hermética minimizam a corrosão e provém rigidez mecânica.3 – Esquema de um módulo fotovoltaico.1 (Sistemas de Conversão Fotovoltaica de Energia Solar) do Comitê Brasileiro de Eletricidade (COBEI) vem se empenhando no sentindo de elaborar normas técnica referentes aos sistemas SCFR. pois toda instalação que trabalhe com tensões superiores a 48V deve utilizar materiais e equipamentos homologados. E nesse contexto devem satisfazer os requisitos de segurança dos usuários da edificação. 26 .instalações solares fotovoltaicas integradas a edificações urbanas e interligadas à rede elétrica pública se caracterizam como APs.1 vem preparando normas no que diz respeito a proteções contra sobretenções em sistemas fotovoltaicos (projeto de norma ABNT 03:082. permite a isolação elétrica da tensão gerada e proteção a danos mecânicos. Tem como missão captar energia solar incidente e gerar uma corrente elétrica. podendo também se caracterizar como PIEs. proteção dos contatos elétricos da umidade do ar.3. 5.

Sobre as tecnologias fotovoltaicas comercialmente disponíveis em termos de aplicações terrestres. conforme figura 5.5). comprometendo a geração de energia. limitando-se a lavagem com água de sua cobertura com o intuito de evitar acúmulo de poeira. Ricardo Rüther] O recorde de eficiência para células de c-Si individuais em laboratório é atualmente de 27. O c-Si é a tecnologia fotovoltaica mais tradicional e a única dentre as mencionadas acima que faz uso de lâminas cristalinas (diâmetro ~ 10 cm tipicamente) relativamente espessas (espessura 300-400 µ m). o silício amorfo hidrogenado (aSi:H ou simplesmente a-Si. Depositando-se sobre os módulos. Os melhores painéis disponíveis no mercado porém.O custo com a manutenção dos painéis é mínima. bastante próximo do máximo rendimento teórico. têm eficiência entre 14 a 16% (diferenças entre a eficiência da melhor célula de laboratório e painéis comerciais incluem perdas de interconexão entre células no painel. 2007].5% [VILELA. [Fonte: Panorama Atual da Utilização da Energia Solar Fotovoltaica. o que representa uma maior limitação em termo de redução de custos de produção.4 – Exemplos de painéis solares fotovoltaicos de c-Si. a sujeira reduz a eficiência de todo o sistema. 27 . o telureto de cádmio (CdTe) e os compostos relacionado ao disseleneto de cobre (gálio) e índio (CUInSe2 ou CIS e Cu(InGa) Se2 ou CIGS). 2004] Figura 5. porém a inclinação mínima de 10° favorece o aparecimento do efeito autolimpante quando o painel está sujeito a chuvas.4) ou monocristalino. área ativa do painel e rendimento do processo produtivo). ou incrustações por substâncias orgânicas provenientes das fezes de aves. observado na figura 5. destacam-se por ordem decrescente de maturidade e utilização o silício cristalino (c-Si. [RÜTHER. devido a exposição ao tempo.

já que a perfeição cristalina é menor que no caso do c-Si e o processamento mais simples.1993]. Para aplicações fotovoltaicas apresentam baixo custos de produção decorrentes das quantidades diminutas de material envolvido.6. [Fonte: Planejamento e Produção de Eletricidade.6 – Painel solar empregando p-Si. Pedro Lourenço] Figura 5.O silício policristalino (p-Si). apresenta menor eficiência de conversão. O material de partida é o mesmo que para o m-Si. a diferença entre p-Si e c-Si é pouco significativa. observado na figura 5. do elevado grau de automação dos processos de produção e seu baixo custo de capital [Rüther & Livingstone. tendo também um mais baixo custo de produção. [RÜTHER. filmes finos com espessura da ordem de 1 µ m. que é fundido e posteriormente solidificado direcionalmente. no contorno dos quais se concentram os defeitos que tornam este material menos eficiente do que o m-Si em termos de conversão fotovoltaica. Os processamentos posteriores até se obter um painel fotovoltaico são semelhantes aos utilizados no caso do m-Si.5 – Painel solar empregando a-Si. Em termos de custo final por potência (R$/Wp). [Fonte: Planejamento e Produção de Eletricidade. 2004] Figura 5. Pedro Lourenço] Figura 5. em torno de 12% para células e 11% para os módulos.7 – Módulo solar flexível de a-Si. das pequenas quantidades de energia envolvidas em sua produção. o que resulta num cristal com grande quantidade de grãos ou cristais. Pedro Lourenço] Todas as outras tecnologias estão baseadas em películas delgadas. Essa tecnologia é inerentemente menos eficiente por estarem no início de seu desenvolvimento e 28 . [Fonte: Planejamento e Produção de Eletricidade. no entanto.

o comportamento elétrico de um módulo varia com as seguintes condições: 29 . Calculada medindo a corrente entre os bornes do painel quando se provoca um curto-circuito (V=0). Ruther et. Os parâmetros elétricos que caracterizam os módulos fotovoltaicos encontrados comercialmente (como pode ser observado na figura 5. • • • Tensão nominal (Vn): É o valor da tensão na qual trabalha o painel e indica se o módulo é adequado ou não para uma determinada utilização. Potência máxima (Wp): Valor correspondente a maior potência que o módulo pode fornecer sob condições padrão de medida. com incidência normal e espectro radiante AM 1. temperatura de 25°C. Ao contrário de outras tecnologias fotovoltaicas. Contudo. em que o aumento da temperatura ambiente provoca perdas na performance dos módulos fotovoltaicos. é nelas que reside o grande potencial de redução de custos que essa tecnologia detém.000 W/m². substituindo materiais de cobertura de telhados em instalações integradas ao ambiente construído. o que significa que se necessita de aproximadamente o dobro da área em módulos solares de filmes finos para obter a mesma potência instalada com painéis de c-Si. inquebráveis. para módulos comercialmente disponíveis.1993: Rüther et al. Sua versatilidade faz com que seja integrado a soluções arquitetônicas diversas.8) são: • Intensidade de curto-circuito (Isc): É a corrente máxima que se pode obter de um painel. leves e transparentes todos comercialmente disponíveis. Tensão de circuito aberto (Voc): Valor máximo da tensão sem circulação de corrente pelos seus terminais (I=0). A intensidade de curto-circuito de um módulo é igual ao de uma célula multiplicada pelo número de filas conectadas em paralelo. definidas pelos seguintes valores: radiação de 1. o a-Si não apresenta redução na potência com o aumento da temperatura de operação [Rüther & Livingstone.tem seu rendimento ao redor de 7 a 10%..7). • Eficiência do módulo: É a relação entre a potência elétrica produzida pelo módulo e a radiação incidente sobre o mesmo. 2003.2004]. dependendo também das diversas tecnologias das células Não obstante.. CIS e CIGs. O painel de a-Si representante da tecnologia de filmes finos e que não agride o meio ambiente como os seus concorrentes diretos o CdTe. uma vantagem nas aplicações em países de climas quentes como o Brasil. Ainda como diferencial ele apresenta módulos flexíveis (como observado na figura 5.5.al.

Figura 5. conseqüentemente diminuições na potência. A potência do painel pode chegar a diminuir.solarterra.br] 30 .8 – Folha de dados para módulo de 120-130Wp.• • Aumentos da temperatura ambiente ocasionarão uma diminuição da tensão de circuito aberto. aproximadamente.5% a cada 1° acima de 25° que aumente a temperatura do módulo. [Fonte: www. Aumentos da irradiação solar produzirão aumentos da intensidade de curto-circuito.com. 0. e portanto aumentos da potência. [27].

eficiência 90%. Possuem distorção em torno de 20% e eficiência de 85%. 2.5. • O Inversor de onda senoidal modificada é semelhante ao anterior. Sistemas com várias combinações de arranjo e um único inversor centralizado (do inglês.10 e são classificados como: 1. correspondente. Esses arranjos podem ser visualizados na figura 5. string-configuration).2 Inversores CC/CA O inversor é um sistema que transforma a energia contínua (CC) gerada pelos painéis fotovoltaicos em alternada (CA).9 – Inversor de tensão de onda senoidal pura. Sistemas com uma única combinação arranjo-inversor centralizada . fabricante: Xantrex. Módulos CA. Potência máxima de saída (uso contínuo) de 1000W. Figura 5.9) utilizado em sistemas ligados a rede elétrica. sendo ele a interface de conexão entre o SFV e a rede elétrica. modelo ProSine 1000i. porém não produz energia com a mesma qualidade e desta maneira não é aceito pela concessionária de energia e seu uso fica restrito para os sistemas independentes e de custo inferior. 4. 31 . Sistemas com várias combinações arranjo-inversor descentralizadas (do inglês. Existem diversas topologias envolvendo o emprego de inversores nos sistemas fotovoltaicos. 3. Aproximam-se da forma de onda fornecida pelas concessionárias de energia e possuem eficiências maiores que 90% e distorções harmônicas inferiores a 5%. Existem dois tipos básicos de inversores: • Inversor de onda senoidal (conforme figura 5. mult-string-configuration). sendo elas compostas de um estágio ou por vários estágios de inversão.2.

(c) Módulos CA. (d) Sistemas com várias combinações de arranjo e um único inversor centralizado (do inglês. 2004): (a) Sistemas com uma única combinação arranjo-inversor centralizada. Sendo assim. Distorção harmônica na faixa de operação com carga.1 vezes o valor nominal da tensão e freqüência entre 59 e 61 Hz). Fator de potência (superior a 0. Taxa de distorção harmônica individual. Critérios de operação e proteção: Critérios de desconexão do inversor.9). Os principais critérios de interface com a rede que devem ser checados com a concessionária são: • • • • • • • • • • Regulação de tensão e freqüência (0. essas instalações se situam em uma faixa de potência de 20 . recai sobre sua responsabilidade a qualidade de energia fornecida. (b) Sistemas com várias combinações arranjo-inversor descentralizadas (do inglês. 2004).85 e 1. a última deverá estar acessível e o SFCR deverá satisfazer uma série de exigências para conectar-se. Figura 5.. Proteção quanto à operação isolada. Taxa de distorção harmônica de tensão total.Sistemas com uma única configuração arranjo-inversor centralizada são comumente usadas em instalações fotovoltaicas de grande escala (grandes centrais).10 – Conceitos básicos de projeto para SFCR (Abella et al. mult-string-configuration). a tratativa com a concessionária de energia elétrica local faz-se imprescindível quando da conexão de sistemas de geração distribuída pois. De acordo com Zilles e Macedo (2004). Taxa de distorção harmônica de corrente total. Critérios de conexão do inversor.400 kW (Abella. 32 . string-configuration).

Porém. Ao final do mês corrente. o atendimento dos picos de demanda localizadas e o fato de poder adiar investimentos em subestações de transformação e em capacidade adicional para transmissão (HOFF et al. como a redução de perdas nas suas linhas de T&D. Do lado da concessionária. Essa característica permite o usuário obter os benefícios das fontes renováveis sem ter de se preocupar se está usando energia ao mesmo tempo em que seu sistema está gerando. se faz 33 . 5. Essa configuração também elimina os custos referentes à análise de engenharia necessária na implementação de grandes sistemas (ZILLES & MACÊDO. nos locais onde já existe uma regulamentação elaborada ou uma negociação entre proprietário e concessionária de energia elétrica.net metering). No caso de gerar mais energia que a necessária. a concessionária pode pagar esse excedente ao preço do custo evitado (GREEN & WAN. sendo usado o mesmo medidor bidirecional tradicionalmente adotado nas instalações consumidoras residenciais e comerciais. Isto é possível porque permite ao consumidor usar a rede elétrica para “armazenar” o excedente de energia e utilizá-la quando necessário. 2004). STARRS & WENGER. a configuração Net Metering substitui a maior complexidade e custos necessários para satisfazer as exigências de interconexão existentes nos SFCR de maior porte. Esse tipo de sistema permite ao consumidor. 1998). Ou seja. SFCR de pequeno porte usam o sistema Net Metering para reduzir os custos de conexão cobrados pelas concessionárias. Tal sistema tem sido o mais adotado nas instalações européias e norte-americanas. Em algumas regiões dos Estados Unidos. pois na ocorrência de uma falta. 1998). HOFF et al. o valor de sua fatura será dado pela diferença líquida sujeita a tarifação normal.O uso de um transformador de potência instalado em conjunto com os inversores de tensão é uma solução de segurança que pode ser adotada a fim de deixar o sistema isolado galvanicamente. do que foi consumido menos o que foi gerado. a experiência norte-americana demonstrou os benefícios da geração distribuída nas economias da empresa.. 1996b. compensar o seu consumo de eletricidade com a sua geração fotovoltaica.. esse item adicional termina onerando o custo final do sistema [23]. o fornecimento de energia à rede elétrica (ponto de conexão) é geralmente realizado através de um medidor que permite o fluxo de potência em ambos os sentidos (do Inglês .2.3 Medição de Energia Nos SFCR. 1996a. independente dos períodos que ambos aconteceram. ele impede que o fluxo de potência circule na direção rede-painéis. danificando os painéis e o inversor.

Dados climatológicos: Radiação disponível. Não sendo o intuito criar um sistema autônomo e sim de geração com fins de redução do consumo de energia. quando as tarifas de importação e exportação são distintas. considerando o rendimento do painel com tecnologia de silício policristalino sendo 16%. no capítulo 2 e capítulo 4 do presente trabalho. Ainda no esquema 5. há ausência de incentivos fiscais a esse tipo de geração de energia. Parâmetros funcionais: Características físicas e elétricas do módulo fotovoltaico. onde o único retorno é redução do consumo interno da edificação onde o sistema está instalado. a configuração de medição que mais se adéqua a cidade do Recife. Epfv – Eficiência do painel (%). A – Área total disponível para instalação dos módulos. monitorar o quanto de energia está fluindo para a rede.1. obtivemos a potência estimada do sistema fotovoltaico que poderia ser instalado no telhado de cada edificação estudada.1. 5. visto que tanto na cidade como no resto do país. Como o estudo tem como ponto de partida avaliar o potencial de geração fotovoltaico.necessária a instalação de dois ou três medidores. A partir da Equação 1. Pgfv = Atotal xE pfv Onde: Pgfv – Potência total do sistema instalado (kW). Para o estudo desenvolvido neste trabalho. Todos esses pontos estão expostos respectivamente no apêndice A. está exposta na figura 5. (1) 34 . é necessário conhecer uma série de dados: • • • Condições de uso: Consumo/Demanda Energética.3 Dimensionamento Antes de realizar o dimensionamento de uma instalação solar fotovoltaica. enquanto o medidor bidirecional faz o balanço entre o que flui da edificação para a rede elétrica e da rede para edificação. observa-se o medidor particular permitindo o proprietário da instalação. suprimiram-se então os dados de consumo/demanda das edificações para os cálculos efetuados nesta análise. através da área de teto disponível em cada edificação para a instalação dos painéis. E serviram como base para o desenvolvimento dos cálculos aqui demonstrados.

Porém. o rendimento médio dos inversores CC/CA de onda senoidal pura. correspondente a 5. Pgfv – Potência total do sistema instalado (kW). (2) HSP – Número de Horas com Pico Solar em média diária a uma intensidade de 1. Supôs-se a instalação dos painéis com um ângulo de inclinação igual a 8 o (em relação ao plano horizontal) e com um desvio azimutal em relação ao norte de 0°. dado em horas. pois no caso de paradas 35 .000 W/m². A quantidade de inversor CC/CA dependerá do tipo de configuração da topologia escolhida e/ou potência do equipamento utilizado.Para a realização do cálculo da energia diária a ser gerada pelo sistema. Pgfv Pmfv (3) Pgfv – Potência nominal total do sistema instalado (W).1. η CC / CA – Rendimento do inversor de corrente contínua para corrente alternada. em torno de 90%. fornecido pelo programa Radiasol 2. Pmfv – Potência nominal de cada painel escolhido (W). Observa-se que a quantidade de painéis que compõem o gerador é dada pela equação 3 e será parte importante no estudo econômico detalhado no capítulo 5: N pfv = Na qual: Npfv – Número de módulos necessários. tais como. E a média anual de irradiação no plano inclinado para a cidade de Recife. no se refere aos cálculos apresentados neste trabalho. é equivalente a energia total diária sobre a superfície do gerador em kWh/m². restringe-se a topologia do tipo string-configuration conforme apresentado anteriormente na figura 5. devido a sua flexibilidade operativa.674 kWh/m2 por dia. onde se fez necessário assumir e conhecer algumas condições iniciais.10. utilizando-se a equação 2. E g = Pgfv xHSPxηCC / CA Onde: Eg – Energia produzida pelo gerador fotovoltaico (kWh/dia).

a um custo de R$ 14. estrutura de fixação. 5. Inversores modelo GT 5. proteções. onde fica evidenciado o potencial de geração de cada edificação estudada. o valor percentual do BOS fica em torno de 10%. desconsiderando custos com frete.695. aplicadas a equação 5. Para este levantamento considerou-se: painéis fotovoltaicos do tipo policristalino. No que condiz ao BOS. No entanto de forma estimativa.0 da Xantrex. ou seja 13R$/Wp na data de realização do estudo. No que condiz a potência dos inversores.00. modelo KC130TM de potência 130W a um custo de R$ 1. etc. Por outro lado há também dificuldades técnicas em se levantar cada encaminhamento dos cabos nas instalações estudadas devido as suas configurações diferenciadas.) Não será abordado neste trabalho um dimensionamento dos mesmos devido a pouca significância frente aos custos totais de implantação do sistema. Pinv – Potência nominal de cada inversor escolhido (W). não prejudicaria todo o sistema de geração. por fim podese observar na equação 4 que o cálculo do número de equipamentos é função da potência do gerador e do inversor : N inv = Onde: Ninv – Número de inversores necessários. Pgfv Pinv (4) Pgfv – Potência nominal total do sistema instalado (W).00. que designa todos os componentes complementares de um sistema solar fotovoltaico (cabos. 36 .4 Cálculos de Custos dos Sistemas A partir do conjunto de equações de 1 a 4. pois de acordo com Rüther (2004) os custos com painéis ficam aproximadamente em 60% do sistema. Csist ( R$) = 1. do inglês Balance of Systems. de acordo com Rüther.para manutenção ou falha em um inversor. obteve-se de forma estimada o custo total para cada sistema. enquanto os custos com inversores e instalação ficam com 15% cada. impostos ou taxas.1. conectores. dando também continuidade no suprimento.265 * ( N pfv * Ppfv + N inv * Pinv ) (5) Montou-se a tabela 5.840.

Energia Custo total média total do Produzida / Coberta Instalada Investimento mês (m²) (kW) (R$) (kWh/mês) Área de Potência 377 370 460 300 517 2.10 830.680.286.95 Nome do Prédio Castelo Del Mar Castelinho Tupy Cozumel Acaiaca Santa Maria Porto Seguro Hospital da Restauração Bompreço A partir das equações 1 e 2. onde se nota a presença de alguns edifícios onde os sistemas ocasionariam a autonomia energética das edificações.682.071. dependendo para isto da tratativa estabelecida com a CELPE.32 59.907.25 5.091 7. 37 .572.669.000 970 60. como no caso dos edifícios Tupy.20 73.018.72 336 44.1 – Potencial de geração elétrica das áreas de teto disponíveis para instalação de painéis FV e custos totais estimados dos investimentos.233 12. Tabela 5. dos custos totais do investimento.170.304.100 280 2.Foram excluídos.38 1.176 23.314.631 6.2 9. Os proventos com a energia gerada superariam os custos de seu consumo. obteve-se ainda as energias médias produzidas mensalmente pelos SFCRs das edificações versus seus respectivos consumos mensais.6 48 82.30 716.387 1.779. Acaiaca e Santa Maria.50 1.95 1.450.10 2. sendo possível a exportação do excedente gerado. possíveis abatimentos normalmente utilizados em transações comercias que envolvem grandes montantes e fretes.8 320 155.921 11.751 56.089 8.465 50.615.00 5.950.978. estas estão demonstradas no Apêndice B.

sendo provável que os resultados reais sejam diferentes dos previstos. De acordo com Florencio (2008).6 Análise Econômica Com base nos dados apresentados anteriormente. sob determinadas condições. como melhoria da imagem. 4. Qualquer previsão apresenta um grau de incerteza. Só há relevância nas diferenças entre alternativas. 38 . 5. gerando uma conseqüente redução dos custos de R$/Wp. A análise do investimento irá basear-se nos preços dos componentes da instalação. a análise econômica faz-se imprescindível para se entender a viabilidade de implantação dos sistemas fotovoltaicos nas edificações estudadas. etc. já que isso levaria à igualdade entre elas. nos custos com energia gasta nas edificações e da geração de energia elétrica pelo SFCR. Os critérios para decisões de investimento devem considerar o valor do dinheiro no tempo. 3. Todas as decisões são tomadas a partir de alternativas. Considerar efeitos não monetários das alternativas. 2. vantagem estratégica. o que não invalida a estimativa. A disseminação dos SFCR se encontra ainda bastante comprometida devido à falta de políticas que possam subsidiar a implantação da tecnologia. criação de novas oportunidades de negócios. não sendo necessários resultados futuros comuns a todas as alternativas. e a alternativa não é viável senão houver recursos e não for possível obter outras fontes de financiamento. pois se baseia no fluxo de caixa futuro. alguns princípios de avaliação de investimento e que serviram de base para o estudo são: 1.

18646/kWh para consumo ponta e fora ponta úmida respectivamente. T – Tarifa em R$/kWh a ser paga à concessionária. dada em kW. um custo de R$ 2. Em ambos os preços encontram-se inclusos o ICMS e PIS/COFINS. a energia economizada durante um ano. dado em kWh.11654/kWh e R$ 0. e são baseados na tabela de tarifação da CELPE. (7) 39 . como no caso do Bompreço e do HR.1 Cálculo de Energia Economizada Para efeitos de cálculo considerou-se para todas as edificações residenciais. e que o horário fora ponta compreende as horas que não se encontram neste intervalo. considerando que o período de ponta está compreendido entre 17h30min h às 20h30min. para os consumidores enquadrados na tarifação convencional. dado em R$. a tarifa convencional pra consumidores de BT. corresponderá a equação 6: C econ1 = E g x T Onde: Cecon1 – Valor total estimado economizado a uma tarifa de custo T. dada em R$. dado em kWh. durante um dia útil.50757 o kWh e para os consumidores de AT enquadrados na tarifa horo-sazonal verde (THV). dada em R$. D – Demanda. TCP – Tarifa de consumo ponta. CFP – Consumo no horário fora ponta. como sendo R$ 0. Eg – Energia produzida pelo SFCR da edificação e que deixará de ser comprada. (6) Para consumidores enquadrados na tarifação horosazonal-verde (THV). CP – Consumo no horário ponta. TCFP – Tarifa de consumo fora ponta. dado em R$. é dado por: Consumo sem sistema fotovoltaico( R$) − Consumo após instalação do sistema fotovoltaico( R$). Pode-se dizer que o custo economizado por consumidores deste tipo. Portanto. onde ambos os consumos podem ser calculados usando: C fatura = C p x TC P + C fp x TC FP + D x TD Onde: Cfaturado – Valor total faturado. dada em kWh/ano.6.93567 o kW. e demanda de R$ 21.

765. dará o custo economizado por ano.30 716. Esse custo diário médio. também conhecido como payback.978. obteve-se os seguintes resultados expostos na tabela 6.117.7 19 18. Tabela 6.3 18.170.450.1 – Proventos estimados com a energia evitada e paybacks correspondentes das edificações.334. multiplicado por 365 dias.38 67.15 308.314.TD – Tarifa de demanda.95 Proventos com a Energia Anual Fotogerada (R$) 55.1.38 1. Tem-se o valor economizado com energia ou o custo evitado com a instalação do sistema. e o valor da fatura da mesma edificação usando um SFCR hipotético.907.53 550. onde os fluxos de caixa positivos recuperem os fluxos de caixa negativos. 7 e 8. maior é seu tempo de retorno. conforme mostrado nas equações 6.071.328.054.10 2. Custo total do Investimento (R$) 1.91 1.615.4 5.550.572. TRS = Custo do investimento Custo economizado / ano (8) Efetuando-se os cálculos de custo economizado e de payback.362.10 830.384. Quanto maior o valor do custo de investimento no projeto.669.50 1.779.286.30 41.682. dada em R$. 6.90 73.3 18.680. para as edificações estudadas.25 5.018.00 5.32 54.950.486.7 17.033. A diferença entre o valor da fatura de energia de uma edificação comum.304. sendo normalmente expressos em anos. sem SFCR.85 44.9 17.95 1.69 19.5 4.2 Payback Tempo de retorno simples (TRS): mede o prazo necessário para recuperar o investimento realizado.9 Nome do Prédio Castelo Del Mar Castelinho Tupy Cozumel Acaiaca Santa Maria Porto Seguro Hospital da Restauração Bompreço Payback (anos) 40 .

equivalente a 0.3.Com o aumento crescente do preço do quilowatt/hora. Onde através de um levantamento elaborado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos). ficam em torno de 18 a 19 anos. conforme indicado na tabela 6. 2007]. pois a tendência nesse caso é que se busquem fontes mais rentáveis de investimento com tempos de retorno em torno de no máximo 5 a 10 anos.1997 a 2006 Taxa Acumulada Norte 273.27% O payback é uma função que depende de variáveis como o preço do painel e a tarifa de energia. Tabela 6. Os paybacks demonstrados.14% 9. feito para todas as classes de consumidores. N° 58.73% Regiões Fonte: Aneel Elaboração: DIEESE .32% Sudeste 214. o que geralmente levam a inviabilidade do projeto. 41 .Evolução da Tarifa Média Total de Energia Elétrica Por Regiões . Nota Técnica. correspondendo 78% do preço praticado pela Enersul. desde 1997. para os prédios residenciais.Rede Eletricitários Taxa Média Anual 14.08% 12. Embora valha ressaltar que para tais cálculos foram desconsiderados a tendência de aumento das tarifas com o passar dos anos como pode ser observado na figura tabela 6.2 . Acredita-se na viabilidade da energia para o setor residencial nos próximos 6 anos. Somente para a região Nordeste as tarifas aumentaram 232.43364 R$/kWh [DIEESE.76% 12. em comparação com as perspectivas de queda dos preços dos painéis fotovoltaicos. tida como a concessionária responsável pelo maior preço praticado.2. na data do estudo. como uma das que possui o preço do quilowatt mais caro.28% Centro-Oeste 165. O mesmo levantamento aponta ainda a tarifa residencial da CELPE em 11° lugar.O payback calculado e exposto na tabela 6. aponta as regiões Norte e Nordeste como as que apresentaram as maiores variações na tarifa média total.1 reflete o lado da construtora ou de um único investidor que venha a arcar com os custos totais do sistema.91% 10.52% Sul 157.21% Nordeste 232.32%. entre as 33 concessionárias analisadas.

Caso a energia excedente não fosse negociada para exportação. Esse problema se observa também para os edifícios Tupy e Santa Maria.950.1 pode-se citar 3 (três) casos em especial.1 Edificações Autosuficientes Ainda de acordo com a tabela 6.9 anos.28. 6. Acaiaca e Santa Maria. considerando-se um investimento aproximado de R$ 1. Dessa forma.3 – Valores médios de custo/preço na fabricação de módulos fotovoltaicos.2.921. seria inviável e desnecessário implantar um sistema que ocupasse toda uma área de 517 m². Isto pode ser observado respectivamente nas tabelas 6.3 anos.6. 6. caso contrário. faria com que o tempo de retorno fosse de 17.4.5 e 6. A possibilidade de exportação do excedente de energia gerada no caso do edifício Acaiaca. donde se pode concluir que o dimensionamento do SFCR em função da área de teto. o que tornaria o tempo de retorno maior que o tempo de vida útil do painel estimado entre 20 e 25 anos. 42 .945. dos edifícios Tupy. onde a implantação dos SFCR proporcionariam o atendimento total da carga do prédio além de favorecer a exportação do excedente de energia gerado para a rede elétrica.Tabela 6. bastando então que o sistema seja dimensionado de forma a evitar somente os custos com energia do prédio e não mais atuando como exportador de energia. pois o custo evitado seria apenas de R$ 29.11. José Bione de Melo Filho.314.25 e sendo o custo evitado com energia no ano de R$ 75. esse tempo se elevaria para 43. Fonte: II Congresso Brasileiro de Energia Solar e III Conferência Regional Latino-Americana da ISES. efetua-se o dimensionamento em função da potência consumida pela edificação. é válido quando há possibilidade de exportação.

43 .4 – Demonstração de rendimento do edifício Tupy.5 – Demonstração de rendimento do edifício Acaiaca. Tabela 6.Tabela 6.

1200 1000 .2.1 nota-se que os paybacks para o Hospital da Restauração e o Bompreço foram de 5.6 – Demonstração de rendimento do edifício Santa Maria.2 Viabilidade dos SFCR para o HR e Bompreço Analisando-se os dados da tabela 6.7 a 6. 44 . curva estimada de geração fotovoltaica (traço azul escuro) e curva de carga do HR após a instalação do SFCR (traço laranja).2. A geração fotovoltaica ocasionou a redução da demanda máxima.1 – Curva de carga do HR para um dia útil (traço magenta).7 e 5 anos. e do consumo fora ponta o que implicou numa redução conseqüente dos custos com energia elétrica como pode ser observado nas tabelas 6. P nc (kW otê ia ) 800 600 400 200 0 0 0 :0 1 5 :1 2 0 :3 3 5 :4 5 0 :0 6 5 :1 7 0 :3 8 5 :4 1 :0 0 0 1 :1 1 5 1 :3 2 0 1 :4 3 5 1 :0 5 0 1 :1 6 5 1 :3 7 0 1 :4 8 5 2 :0 0 0 2 :1 1 5 2 :3 2 0 2 :4 3 5 kW G erados kW C nsum o idos C a de C urv arga pós SFV H oras Figura 6.1 e 6.10. devido a coincidência dos períodos de alto consumo e de geração ocorrerem durante o dia. respectivamente. como pode ser observado nas figuras 6. 6.Tabela 6. Isto.

34 Importe total c/ PIS/ICMS 56.95 0.93567 20.47 Não foram contemplados nos cálculos expostos nas tabelas 6.469.8 – Demonstração de faturamento de um dia útil do HR com o emprego de gerador fotovoltaico.40 0.609. o que proporcionaria ao mês um custo evitado de R$ 86.7 e 6.18646 12.215.53 no ano.351.71 reais. Sem SFV Tarifa A4 VERDE Total R$ Consumo Ponta (kWh) 10. Excedentes de demanda de potência reativa – UFDR (kW).110.8 é equivalente a uma economia diária de R$ 2.7 – Demonstração de faturamento de um dia útil do HR sem a implantação de sistema fotovoltaico.2 – Curva de carga do Bompreço para um dia útil (traço magenta).92 2.93567 21.10 os montantes de energia ativa (kWh) reprimido.414.7 a 6.11654 22.599.18646 11.033. Pós SFV Tarifa A4 VERDE Total R$ Consumo Ponta (kWh) 10.560. e Demanda de ultrapassagem (kW).165.83 Tabela 6. correspondente ao excedente de consumo de energia reativa ponta e fora ponta respectivamente .91 Importe total c/ PIS/ICMS 53.456. 600 500 .48 Consumo Fora Ponta (kWh) 59.328. curva estimada do gerador fotovoltaico (traço azul escuro) e curva de carga do HR após a instalação. Potência (kW) 400 300 200 100 0 10:00 11:15 12:30 13:45 15:00 16:15 17:30 18:45 20:00 21:15 22:30 23:45 0:00 1:15 2:30 3:45 5:00 6:15 7:30 8:45 kW Gerados kW Consumidos Curv de Carga pós SFV a Horas Figura 6.11654 22.17 Demanda Faturada (kW) 995 21.197.36 reais.38 2.816.870.UFERp e UFERfp.032.32 Consumo Fora Ponta (kWh) 65. Pode-se observar que a diferença no importe total de energia entre as tabelas 6. perfazendo um total de R$ 1.Tabela 6. 45 .08 Demanda Faturada (kW) 922 21.

18646 6.034.11654 11.02 Tabela 6.84 Importe total c/ PIS/ICMS 28.768.788.96 Consumo Fora Ponta (kWh) 37.18646 6.399.10 é equivalente a uma economia diária de R$ 1.569.9 e 6.92 Consumo Ponta (kWh) 2.529.52 Importe total c/ PIS/ICMS 29.944.69 no ano. Pós SFV Tarifa A4 VERDE Total R$ 5.14 reais.93567 11.12 Pode-se observar que a diferença no importe total de energia entre as tabelas 6.238. 46 .93567 10.39 Consumo Ponta (kWh) 2.065.555. Sem SFV Tarifa A4 VERDE Total R$ 5.897.21 34.16 0.90 reais.765.758.11654 11.16 Consumo Fora Ponta (kWh) 0.10 – Demonstração de faturamento de um dia útil do Bompreço com o emprego de gerador fotovoltaico.07 459 Demanda Faturada (kW) 21.244. perfazendo um total de R$ 550.55 Demanda Faturada (kW) 503 21.9 – Demonstração de faturamento de um dia útil do Bompreço sem a implantação de sistema fotovoltaico. o que proporcionaria ao mês um custo evitado de R$ 45.414.Tabela 6.

como a poupança ou título do governo. Entretanto as viabilidades dos demais projetos se encontraram comprometidos demonstrando VPL negativos. descontando-se uma taxa que corresponde ao custo de capital. Sendo o primeiro uma série de recebimentos e desembolsos que ocorrem em momentos distintos e o último correspondente ao espelhamento de todos os fluxos positivos futuros para o valor atual. pois estes não reconhecem o valor do dinheiro no tempo. Esta taxa representa a taxa que o investidor pode obter em um mercado sem risco. que podem ser encontradas no Apêndice C e D.6. considerando o valor do dinheiro no tempo. também conhecida de custo de oportunidade ou taxa mínima de atratividade. Se o valor do VPL for positivo ou nulo. A fim de testar para quais taxas de desconto os projetos se tornariam mais atraentes. CFt (1 + r ) t (9) r – taxa de desconto refletindo o custo de capital ou o risco inerente aos fluxos de caixas estimados.3 Cálculos de VPL Para analisar de forma menos simplista os TRS. usando a equação 9. Fez-se necessário o estudo do fluxo de caixa dos projetos de investimentos e em seguida o cálculo do valor presente líquido (VPL). foram executadas iterações. CFt – Fluxo de caixa do projeto no período t. 47 . donde foi gerada a figura 6. respectivamente: t =n t =0 VPL = ∑ Σ Onde. a alternativa é atrativa ou indiferente. n = vida útil do projeto.3. podendo ser constatado novamente que tanto o HR quanto o edifício do Bompreço são viáveis até uma taxa entre 15 e 17%.

000. As demais curvas situadas na parte inferir do gráfico correspondem as demais edificações residenciais com VPLs negativos.00 -10.3 pode-se observar que as curvas situadas na parte superior do gráfico correspondem às edificações do HR (traço azul escuro) e Bompreço (traço azul claro). conseqüentemente.00 10.4 Benefícios e Impactos Indiretos São difíceis de serem mensurados os benefícios e os impactos que atuam em segundo plano quando implantado os SFCR. Elas presentam VPLs positivos. a redução do consumo com conseqüente redução do valor da conta de energia.000. Surgimento de novos postos de trabalho. sendo atrativo do ponto de vista de viabilidade do projeto.000.000.000.15.00 . O aproveitamento do potencial energético solar disponível. tais como: Impactos Socioambientais esperados: • • • Do lado do consumidor. Pela figura 6. 6. introduzindo na população o desenvolvimento sustentável.3 – Valores presentes líquidos em função das taxas de desconto.000.000.000. 5.000. que podem ser gerados com o desenvolvimento da indústria local e da mão-de-obra qualificada requerida.000. 49% 48 . inviáveis economicamente.00 Taxas (% ) VPL Acaiaca VPL Castelo VPL Porto Seguro VPL T upy VPL Bompreço VPL Castelinho VPL Cozumel VPL Santa Maria VPL HR Figura 6.00 VPL (R $) - 1% 3% 5% 7% 9% 11% 13% 15% 17% 19% 21% 23% 25% 27% 29% 31% 33% 35% 37% 39% 41% 43% 45% 47% -5.

Minimização das perdas por transmissão e distribuição de energia. partindo do pressuposto que o consumidor também passará a desenvolver o papel de gerador. principalmente nos horários durante o dia. através do gerenciamento pelo lado da demanda (GLD).4 – Vista aérea de um bairro de Recife. 121. 2003). equivalente a 4 quadras contendo 12 edificações entre residências e prédios comercias de 120m² cada. caso fosse utilizadas para a implantação de sistemas fotovoltaicos com eficiência média de 14%.. Ginn et al. poderia gerar ou evitar. Estima-se que caso 5760 m² de parte da área urbana em Recife.31. [Fonte: Google Earth] 49 . Surgimento de mais produtores independentes de energia (PIEs). • • • Alívio da carga em alimentadores.122.514 kWh de energia por mês.Impactos Técnico-econômicos esperados: • Alterações nas relações do consumidor cativo e a concessionária. 2007. Edifícios solares fotovoltaicos têm capacidade de oferecer suporte kvar a pontos críticos da rede de distribuição (melhoria na qualidade de energia) (Backer. Implicando num custo evitado com energia de R$ 740. Figura 6. áreas que teoricamente encontram-se inutilizadas.

E mesmo necessitando de um investimento inicial entre 10% a 50% a mais do que se investiria de prédio convencional. mas por consumirem menos energia. 50 . não só pelos raros incentivos governamentais ou por preocupação como meio ambiente. em 20 anos seu valor de mercado aumenta cerca de 20% acima da variação média do setor imobiliário de determinada região.Ainda de acordo com o Green Building Council (GBD) Brasil os prédios verdes ganham mercado.

com tempos de retorno entre 5 a 6 anos. mas representaria uma transição no modo vida da sociedade moderna.1 Conclusões Observou-se a partir das curvas de carga dos diferentes clientes residenciais. Devido a uma série de fatores como: o avanço crescente na eficiência das células fotovoltaicas. Isto devido. tende a ir além da simples economia de energia. que o enquadramento na THV desses consumidores pode levar a viabilidade de implantação dos SFCR. gerando tanto visibilidade frente à população sobre o uso da energia solar como também agregando valor ao imóvel. horário no qual a disponibilidade solar é maior. Ficou demonstrado em uma análise mais aprofundada da curva de carga diária do HR e do Bompreço. que como um todo. 51 . A viabilidade da tecnologia fotovoltaica é função de uma série de fatores que podem levar ao deslanche ou não da tecnologia no país. E sua popularização incorpora benefícios indiretos associados. dos aumentos sucessivos das tarifas convencionais de energia.7 Conclusões e Recomendações 7. diminuindo o tempo de retorno do investimento.quanto na viabilidade econômica apoiada nas diferenças de custos das tarifações. há perspectivas para essa fatia de mercado viabilizar-se nos próximos 8 anos.2 Recomendações para Trabalhos Futuros Alguns assuntos abordados no trabalho devem ser aprofundados com um maior detalhamento tanto no dimensionamento dos sistemas fotovoltaicos .que procurou se distanciar de questões como desvios azimutais das edificações e de sombreamento de estruturas contidas nas mesmas sobre os painéis fotovoltaicos . 2. Fazer um levantamento das medições de energia em cada unidade consumidora de um prédio residencial. pode-se sugerir: 1. Entre os possíveis trabalhos futuros que possam ser desenvolvidos.00 o kW e dos custos com energia no período fora ponta. E apesar do tempo de retorno médio para tais edificações ficarem em torno de 18 anos. Mostrar através de uma análise em software os impactos da geração solar fotovoltaica em alimentadores urbanos. a fim de mostrar que a viabilidade para tais consumidores é menor que 20 anos. A necessidade de viabilizar a energia fotovoltaica é de suma importância frente às necessidades de se buscar fontes de geração de energia limpas que não agravem a situação climática atual do globo terrestre. elevando o potencial de geração elétrica. a redução expressiva nas demandas diárias dessas instalações que apresentam valores de tarifação em torno de R$ 22. 3. vários picos de consumo de energia durante o dia. Estudar os possíveis impactos no mercado de energia com a inserção dos SFCRs caso haja uma viabilização da tecnologia na região. 7. e das certificações geradas no ramo da construção civil que beneficiam prédios com selos "verdes".

Apêndices 52 .

542 2. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Média Consumo Dias de diária médio consumo/mês (kWh/dia) (kWh) 2.Apêndice A – Gráficos de Consumo e Médias Diárias das Edificações 3000 2500 2000 kWh .9 87.9 83 53 .624 2.3 72.275 2.0 82.788 2.6 75.4 84.7 85.8 78.419 2.7 82.788 2.9 89.6 79.521 2.562 2.562 2.516 31 29 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 30 89.398 2.255 2. 1500 1000 500 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Mês '' Figura 1 – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Tupy no ano 2008.460 2.0 81. Tabela 1 – Consumo médio mensal e diário unidade consumidora Tupy no ano 2008.

6 225.5 350.9 249. 6000 4000 2000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez M ês ' Figura 2 – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Cozumel no ano 2008.5 267.302 10.5 221.200 8.250 10.277 8.635 31 29 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 30 252.5 242.12000 10000 8000 kWh .867 7.5 283 54 . Tabela 2 – Consumo médio mensal e diário unidade consumidora Cozumel no ano 2008.326 10. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Média Consumo Dias de diária médio consumo/mês (kWh/dia) (kWh) 7.865 8.8 341.6 264.7 352.1 377.738 6.9 250.277 7.841 7.916 11.765 6.

674 5.674 4.6 162.0 175.817 5.612 4.797 4.3 175. Tabela 3 – Consumo médio mensal e diário unidade consumidora Acaiaca no ano 2008.268 4.8 155.207 5.0 157.084 4. 4800 4600 4400 4200 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Mês ' Figura 3 – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Acaiaca no ano 2008. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Média Consumo Dias de diária médio consumo/mês (kWh/dia) (kWh) 5.6 154.043 4.8 160.916 31 29 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 30 165.7 160.5400 5200 5000 kWh .3 148.735 4.961 4.125 5.8 150.7 161 55 .8 168.

594 9.5 334.255 10.5806 319.12000 10000 8000 kWh .270 9.986 31 29 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 30 294.717 10.1 338.1 331. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Média Consumo Dias de diária médio consumo/mês (kWh/dia) (kWh) 9.024 9.655 10.5 329.209 10.301 11.2 343.162 9.132 9. Tabela 4 – Consumo médio mensal e diário unidade consumidora Santa Maria no ano 2008.8 311.024 10.3 319.4 360.485 10.1 327 56 .3 334.1 313. 6000 4000 2000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez M ês ' Figura 4 – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Santa Maria no ano 2008.

654 10.9 344 57 .490 31 29 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 30 305.1 352.0 361.1 312.1 329.1 334.870 11.239 10. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Média Consumo Dias de diária médio consumo/mês (kWh/dia) (kWh) 9.471 10.1 390.5 375.5 338.715 11.51 353.2 325.916 9. 8000 6000 4000 2000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Mês ' Figura 5 – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Porto Seguro no ano 2008.024 9.778 10.485 9.14000 12000 10000 kWh .686 10. Tabela 5 – Consumo médio mensal e diário unidade consumidora Porto Seguro no ano 2008.9 350.193 10.854 11.

28 321.72 313.18 10.607.72 319709.827. Tabela 6 – Consumo médio mensal e diário unidade consumidora Bompreço no ano 2008.380.43 9.826.05 9.80 10.00 305.251.304. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Média Consumo Demanda Dias de diária Máxima consumo/mês médio (kWh/dia) (kW) (kWh) 273.313.50 9.258.248.807.513.798.855.27 11.138 58 .96 304032.22 10.00 309.58 10371.446.68 269.154.20 348.39 11.48 295637.9 10.786.00 9.76 307752.208.528.28 10.52 480 551 534 520 516 522 520 522 522 480 490 512 31 29 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 30 8.854.76 306.319 491.16 345.400000 350000 300000 250000 kWh 200000 150000 100000 50000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez M ês ' Figura 6 – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora Bompreço no ano 2008.

221.559 1298 1321 1359 1329 1298 1236 1187 1160 1175 1217 1195 1321 1.126.54 21.96 629.03 20.906. 500000 400000 300000 200000 100000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez M ês ' Figura 7 – Variação do consumo médio mensal da unidade consumidora HR no ano 2008.204.873.686.333.961.72 634.653.217.74 619.25 21.500. Tabela 7 – Consumo médio mensal e diário unidade consumidora Bompreço no ano 2008.419.44 621.727.588.080.984.62 20.05 19.76 595.80 552.558.985.258 31 29 31 30 31 30 31 31 30 31 30 31 30 21.79 19.800000 700000 600000 kWh .064.55 59 .00 18.989.54 619.03 21.57 20.48 623.24 20.321.598.532.08 669. Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Média Consumo Demanda diária Máxima médio Dias de (kW) consumo/mês (kWh/dia) (kWh) 674.761.04 560.587.48 606.77 20.88 645.67 18.

000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez C onsum M o édio Geração Fotovoltaica Mês Figura 2 – Simulação do consumo versus geração fotovoltaica. Gerador com potência de 155.Apêndice B – Gráficos de Consumo versus Geração Fotovoltaica para as Edificações 400.000 50.000 2. 16.000 350. Gerador com potência de 82. 60 .2 kW.000 0 Jan C onsum o Geração Fotovoltaica ' Fev M ar A br M ai Jun Jul A go Set O ut Nov Dez Mês Figura 1 – Simulação do consumo versus geração fotovoltaica.000 4. kWh 10.000 kWh .000 14. para o Bompreço no ano 2008.000 6.72 kW. 250. para o Acaiaca no ano 2008.000 150.000 100.000 300.000 8.000 .000 12.000 200.

000 12.000 .32 kW. Gerador com potência de 60. 14.14. para o Castelo Del Mar no ano 2008. kWh 8.000 2.000 2. para o Castelinho no ano 2008.000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez C onsum M o édio Geração Fotovoltaica Mês Figura 3 – Simulação do consumo versus geração fotovoltaica.000 12. kWh 8. Gerador com potência de 59.000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez C onsum M o édio Geração Fotovoltaica Mês Figura 4 – Simulação do consumo versus geração fotovoltaica.000 10. 61 .000 .2 kW.000 4.000 10.000 6.000 4.000 6.

000 100.000 0 Jan C onsum M o édio Geração Fotovoltaica Fev M ar Abr M ai Jun Jul Ago Set Out N ov D ez Mês Figura 6 – Simulação do consumo versus geração fotovoltaica. para o Cozumel no ano 2008. 800.000 600. h 500.12. 62 . h 6.000 700. Gerador com potência de 48 kW.000 10.000 0 Jan C onsum M o édio Geração Fotovoltaica Fev M ar Abr M ai Jun Jul Ago Set Out N ov D ez Mês Figura 5 – Simulação do consumo versus geração fotovoltaica.000 4. para o HR no ano 2008.000 kW . Gerador com potência de 320 kW.000 kW .000 400.000 8.000 200.000 2.000 300.

000 30.000 4.000 20.000 2.000 10. Gerador com potência de 336 kW.000 .000 0 Jan Fev Mar Abr Mai C onsum M o édio Geração Fotovoltaica Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Mês Figura 8 – Simulação do consumo versus geração fotovoltaica.000 12.14.000 6. para o Cozumel no ano 2008.8 kW. kWh 8.000 .000 50. 63 . kWh 40. 60.000 10.000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez C onsum M o édio Geração Fotovoltaica Mês Figura 7 – Simulação do consumo versus geração fotovoltaica. para o Santa Maria no ano 2008. Gerador com potência de 44.

000 10. para o Tupy no ano 2008.000 6.000 4.000 2. Gerador com potência de 73.6 kW.000 kWh .000 12. 8.000 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez C onsum M o édio Geração Fotovoltaica Mês Figura 9 – Simulação do consumo versus geração fotovoltaica.14. 64 .

362.334.271.91 41.90 44.735.615.117.72 1.28 75.19 593.28 75.28 75.921.91 65 63 .978.00 1.721.362.921.799.071.78 572.639.79 631.94 529.81 406.275.07 692.38 54.054.89 935.035.429.054.94 264.38 964.75 346.43 683.362.38 54.921.28 75.01 41.85 54.117.162.90 44.91 41.38 54.61 302.41 1.80 654.10 522.054.28 551.334.32 55.921.921.460.49 351.45 1.246.91 41.91 41.38 54.624.19 420.17 1.34 783.797.547.362.374.403.921.272.00 566.615.32 830.91 41.90 44.31 55.95 403.332.71 258.334.51 555.083.95 1.117.28 75.281.38 1.23 479.155.14 462.319.011.47 469.28 75.978.06 707.90 44.28 75.539.269.09 634.40 849.91 41.921.334.32 55.90 44.06 257.90 44.68 327.482.921.362.32 55.60 742.57 475.117.909.334.167.32 583.76 738.921.17 296.009.362.264.52 Fluxo Cozumel 830.45 746.634.054.506.117.00 675.20 855.362.91 41.334.03 223.38 54.334.91 41.38 54.90 44.484.56 428.32 55.773.28 75.362.868.947.12 175.978.054.32 55.13 181.097.69 638.91 41.334.334.214.594.875.314.270.704.73 905.38 54.015.334.695.90 44.822.054.940.334.649.117.445.718.90 Fluxo (acm) Fluxo Porto Seguro Fluxo (acm) 716.450.32 55.334.38 75.054.91 170.28 75.38 54.90 44.088.996.32 55.808.32 55.238.278.334.362.31 99.44 312.84 305.681.32 55.91 41.82 801.334.054.860.054.096.600.314.38 54.38 54.937.117.05 960.117.28 75.921.054.117.054.11 628.921.84 240.28 1.91 41.934.91 41.170.054.32 55.612.117.117.00 1.28 75.68 203.921.324.153.95 1.91 41.931.40 390.209.362.054.362.90 44.28 75.086.90 44.38 54.388.603.08 794.362.695.917.30 434.921.38 54.117.32 55.90 44.609.32 55.944.923.921.813.450.362.742.28 75.20 478.90 44.50 716.018.054.32 55.018.57 909.334.81 366.28 75.81 214.70 698.Apêndice C – Demonstrativo dos Fluxos de Caixa das Edificações ao Longo de 20 anos Tabela 1 METÓDO: VPL Ano Fluxo Acaiaca 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Fluxo (acm) Fluxo Castelino Fluxo (acm) Fluxo Castelo Fluxo (acm) 1.32 55.054.91 41.38 510.90 44.38 54.38 54.22 140.560.358.62 859.117.40 251.50 44.00 786.184.921.606.170.90 610.50 346.362.117.071.852.362.117.46 517.758.66 387.

286.921.362.334.737.990.119.59 (23.28 75.12) 66 64 .334.50 17.90 44.91 Fluxo (acm) 58.28 75.21 37.010.32 Fluxo (acm) 185.91 41.265.045.921.32 55.334.908.90 44.38 Fluxo (acm) 149.91 41.730.Tabela 2 METÓDO: VPL Ano Fluxo Acaiaca 16 17 18 19 20 75.809.38 54.19 130.28 Fluxo (acm) 99.931.29 (51.563.373.054.22 (36.334.93 94.59) (50.28 75.22) (105.921.38 54.033.20) (68.57) Fluxo Castelo 55.28 75.57 24.31 (6.117.32 55.26) (203.31) (64.954.054.90 44.076.100.334.10) Fluxo Cozumel 44.887.32 55.117.11 82.597.87 74.90 Fluxo (acm) 126.55 19.921.18 (13.91 41.90 44.445.54) Fluxo Castelino 54.117.071.38 54.672.32 55.921.38 54.98) (127.054.064.054.56 40.362.49) Fluxo Porto Seguro 41.362.117.362.054.648.117.790.91 41.362.

259.18) (10.85 67.048.554.721.550.647.550.149.02) 5.00 586.85 67.44 507.30 308.66 1.937.315.204.19 1.048.972.87 586.04 1.972.972.554.100.856.550.44 305.65) (1.30 308.554.384.44 913.509.384.30 308.354.74 2.509.492.34) (762.100.384.30 5.44 67 65 .550.85 67.755.94) (2.44 710.250.87 586.860.972.44 1.30 308.89 1.55) (4.14 1.100.550.28) (5.263.246.519.30 308.862.30 308.44 1.184.287.87 Fluxo (acm) 2.87 586.329.259.100.96 1.35 1.183.85 67.03 2.031.12 2.972.972.08) (1.100.00 5.757.639.85 67.62) Fluxo Bompreço 2.095.554.479.87 586.084.52 4.878.306.899.30 308.81 4.100.50 1.947.44 643.547.50 5.550.384.87 586.87 586.108.44 980.170.658.281.554.00 2.972.56 3.85 67.81 1.384.30 308.550.550.50 1.554.85 67.318.384.86) (7.22 3.653.44 440.972.868.521.85 67.574.972.759.799.094.384.85 67.554.874.553.909.97) (5.13 1.407.87 586.87 586.456.384.580.972.63 3.87 586.800.550.70 5.554.85 67.30 308.602.26 997.74) (9.68 1.30 308.554.958.787.935.21) (1.404.259.55 67.87 586.384.554.953.384.204.250.85 1.554.87 586.348.946.100.972.384.33 2.337.42) (4.846.44 575.100.53) (4.972.87 586.797.574.135.384.690.100.416.27 1.Tabela 3 METÓDO: VPL Ano 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Fluxo Santa Maria Fluxo (acm) Fluxo Tupy Fluxo (acm) Fluxo HR Fluxo (acm) 5.384.85 67.149.529.58 1.42 1.554.554.494.972.40 410.87 586.452.348.712.30 308.021.44 845.12 1.65 1.454.30 308.73 1.115.194.654.30 308.129.53 (175.44 778.106.557.629.019.946.972.860.44 372.245.637.44 1.81 1.550.550.318.87 586.11 4.122.342.551.351.041.694.92 3.100.100.320.568.584.550.550.492.554.44 1.30) (8.974.384.100.23 355.490.628.177.757.001.85 67.100.30 308.232.384.244.41 5.550.170.00 1.550.15) (6.81) (3.554.100.79 (745.85 67.450.194.102.85 67.09) (2.100.972.68) (3.554.464.85 1.42) (6.00 4.00 308.

100.973.972.627.87 586.44 (32.27 1.89) (7.100.238.30 308.87 586.85 67.39) (16.30 308.550.972.550.984.62) (8.043.85 Fluxo (acm) Fluxo HR Fluxo (acm) (11.387.793.550.100.384.06) (12.145.550.507.426.94) Fluxo Tupy 67.85 67.057.384.100.44 102.Tabela 4 METÓDO: VPL Ano 16 17 18 19 20 Fluxo Santa Maria 308.554.755.158.83) Fluxo Bompreço 586.695.66 86.49) (8.957.957.43 1.30 308.30 308.554.87 586.110.51) (13.903.012.554.87 Fluxo (acm) (6.550.039.95 395.956.44 170.95) (15.85 67.972.30 Fluxo (acm) 1.554.972.011.856.42) 1.96 1.384.214.44 35.87 586.44 68 66 .12 1.725.76) (7.554.85 67.36 (221.800.341.36) 237.100.972.384.384.594.067.683.25 703.348.

383.682.30 - 3% 4% 5% 6% 7% 8% 215.389.400.605.672.30 5.43 .785.78 5.312.24 .3.41 .363.664.733.670.869.871.14 6.73 .858.75 .264.21 1.65 142.182.197.59 .07 9% .47 .25 67.366.475.236.431.88 3.481.566.743.92 .42 .479.63 4.058.602.09 .438.833.94 .528.96 .316.813.732.21 2.913.998.36 .512.600.391.988.42 74.007.334.24 .030.98 22.279.261.54 207.56 .644.89 .734.673.197.906.283.883.83 10.198.16 14.343.779.721.16 .73 3.264.889.228.49 69 67 .231.47 4.49 .630.917.94 12.91 .377.970.262.94 .521.623.446.37 2.803.247.08 .64 3.07 .164.264.278.12 .755.33 .651.889.74 .377.811.273.50 107.635.52 4.473.036.512.313.918.87 2.247.319.47 1.777.587.60 .357.201.714.158.015.698.00 .011.84 99.78 .461.57 .10 .954.15 4.411.056.44 720.935.942.961.52 213.430.63 .576.51 7.519.34 903.019.757.420.624.873.743.903.160.035.293.115.571.25 46.208.03 2.622.473.72 3.201.84 .412.54 .843.159.679.95 .71 246.789.841.28 3.392.987.978.985.456.868.13 5.19 .363.49 6.315.490.956.30 .346.471.189.599.26 .860.827.30 166.32 .398.001.369.85 .519.Apêndice D – Demonstrativo dos Valores Presentes Líquidos Tabela 1 TAXA aa VPL Acaiaca VPL Castelinho VPL Castelo VPL Cozumel VPL Porto Seguro VPL Santa Maria VPL Tupy VPL HR VPL Bompreço TAXA aa VPL Acaiaca VPL Castelinho VPL Castelo VPL Cozumel VPL Porto Seguro VPL Santa Maria VPL Tupy VPL HR VPL Bompreço - 1% 25.597.686.544.103.131.304.50 .485.11 .08 .575.676.59 248.044.740.358.897.38 .198.788.35 381.642.92 3.90 10% 11% 12% 13% 14% 15% 16% .65 .818.523.786.95 .895.701.88 .27 .995.127.65 .969.705.767.553.13 - 2% 103.17 3.381.41 2.461.77 .557.776.285.565.77 .874.102.543.46 .725.34 .315.178.825.43 .496.396.38 1.206.81 .493.1.33 .707.58 .706.52 1.54 4.108.809.900.799.396.655.66 3.592.558.594.65 .07 .159.979.512.478.949.04 .478.46 914.695.51 .487.24 2.83 .62 .330.436.649.508.017.801.476.152.64 72.38 .215.676.706.543.548.86 .579.35 .62 .63 .445.32 .67 .265.59 .141.918.48 3.688.80 1.34 313.86 .918.859.460.198.540.552.288.981.409.082.658.780.912.03 2.83 .117.454.905.525.40 .01 .23 1.622.58 1.08 .517.57 166.569.111.430.601.90 1.77 2.225.839.82 9.320.34 7.176.705.37 .771.51 .894.35 666.49 .431.533.109.743.214.

055.154.032.438.931.667.325.10 335.21 .231.094.524.72 .141.98 1.60 .582.55 1.511.63 .231.57 .68 1.568.917.03 .73 1.209.938.27 .959.302.695.101.80 1.316.349.94 1.29 .851.22 .716.906.12 .733.726.233.03 .874.888.603.603.373.74 543.85 4.894.801.11 .578.678.07 1.777.56 .25 .04 1.346.38 .868.788.89 2.97 1.404.92 .53 17% 18% 19% 20% 21% 382.397.065.34 .94 .292.989.987.029.108.721.52 .35 1.865.556.367.639.075.05 .26 .86 25% 26% 27% 28% 29% 30% 31% 32% 1.906.409.92 .573.801.224.371.27 1.975.314.583.116.433.081.510.20 2.795.611.265.95 .834.556.078.734.04 4.108.335.72 .29 .70 .36 .74 .775.27 .712.543.831.90 .09 1.003.86 .065.20 4.772.957.861.485.941.922.084.857.044.002.76 4.47 1.88 .862.94 .72 .789.487.19 .15 .832.208.868.431.986.681.956.555.889.949.347.08 4.840.800.84 .384.802.674.743.64 4.811.509.615.492.899.731.760.051.024.14 1.402.825.881.875.511.218.81 2.52 .38 .926.747.34 4.627.006.720.65 .855.990.562.790.565.375.94 .383.99 .764.865.523.812.688.88 .153.93 4.52 99.777.20 1.822.873.60 .83 .285.812.90 1.319.587.061.137.524.658.10 .701.34 .07 .75 .84 .486.87 .90 .528.149.946.444.955.771.045.019.741.098.638.923.591.746.938.869.961.28 .05 1.298.06 .93 4.507.01 .294.391.92 .75 .626.860.68 .334.31 1.38 1.570.991.485.092.040.60 4.53 1.394.040.017.307.725.TAXA aa VPL Acaiaca VPL Castelinho VPL Castelo VPL Cozumel VPL Porto Seguro VPL Santa Maria VPL Tupy VPL HR VPL Bompreço TAXA aa VPL Acaiaca VPL Castelinho VPL Castelo VPL Cozumel VPL Porto Seguro VPL Santa Maria VPL Tupy VPL HR VPL Bompreço 22% 23% 24% .76 .833.087.733.214.63 .677.73 .955.648.18 1.01 .858.53 .749.551.721.212.33 .49 4.499.86 .505.421.817.010.813.252.657.928.06 .519.95 .56 1.427.08 .880.03 .79 234.070.986.08 .102.974.002.706.33 .407.297.051.244.247.885.587.51 25.421.902.03 .782.30 .91 .70 1.852.560.893.312.206.005.956.813.58 2.674.16 1.01 .02 1.360.052.41 .100.749.62 4.329.588.537.847.926.35 1.42 .38 32.000.557.210.852.943.23 .74 4.22 4.68 1.18 1.489.08 .168.973.36 .844.91 4.186.454.681.91 .535.499.087.04 70 68 .69 .003.666.295.78 .893.141.95 .789.550.853.720.527.28 .824.845.43 .622.56 .27 4.

027.744.159.038.37 5.76 1.621.733.895.14 .423.913.879.255.623.945.908.139.74 .75 .06 .750.417.921.949.97 .212.150.38 3.631.826.769.611.43 5.940.415.006.934.145.833.171.919.598.818.59 1.02 1.623.890.18 .093.379.35 .733.776.95 .970.32 .35 67 71 69 .909.605.535.TAXA aa VPL Acaiaca VPL Castelinho VPL Castelo VPL Cozumel VPL Porto Seguro VPL Santa Maria VPL Tupy VPL HR VPL Bompreço TAXA aa VPL Acaiaca VPL Castelinho VPL Castelo VPL Cozumel VPL Porto Seguro VPL Santa Maria VPL Tupy VPL HR VPL Bompreço 34% 35% 36% 37% 38% 39% 40% 33% 1.943.11 1.22 1.832.513.482.01 .276.86 5.366.39 .74 1.977.891.78 .177.245.984.135.76 1.44 3.48 1.71 2.19 .41 .480.608.13 1.14 .614.939.20 .35 5.933.40 5.183.96 .335.233.628.52 1.156.115.359.758.055.984.37 .75 5.66 .502.361.186.631.204.66 .928.82 .35 1.41 1.219.355.64 1.876.595.45 41% 42% 43% 44% 45% 46% 47% 48% 1.161.696.653.97 1.71 .936.46 1.34 .47 1.216.862.454.535.184.44 .291.509.519.50 5.126.817.264.49 1.375.52 .11 .350.984.014.637.65 1.92 1.415.089.633.044.21 .625.488.43 .092.82 .93 3.27 .43 2.122.98 1.735.229.340.22 .984.747.922.13 3.834.68 .464.220.417.281.260.085.01 5.681.62 1.498.179.251.647.813.176.141.140.56 1.400.292.737.176.928.13 3.620.157.44 2.967.041.609.753.737.081.04 3.174.929.177.114.752.63 1.926.067.922.18 .900.41 .67 .925.90 .95 1.98 1.616.631.492.131.33 5.209.271.17 2.10 1.352.912.302.324.66 3.87 .136.485.52 .755.07 .135.425.701.128.956.56 1.762.64 1.211.54 .510.168.18 .249.336.567.036.632.91 .765.740.54 1.276.052.13 .535.091.731.14 1.155.619.04 1.136.309.559.059.38 .781.643.00 1.141.145.394.60 1.976.49 2.09 5.587.01 1.172.261.328.24 1.021.28 .276.50 .330.088.467.120.78 2.026.880.252.468.344.38 5.80 .771.922.30 .92 .88 .89 .869.953.118.114.713.938.767.76 1.09 .849.733.890.134.08 .141.168.194.304.468.767.60 .90 3.039.39 .941.42 1.91 5.304.79 5.881.238.23 3.82 .541.926.948.93 .761.58 1.70 5.849.537.111.233.11 .671.30 3.98 .77 .313.729.64 1.88 .629.57 .290.685.915.149.164.03 1.760.931.165.58 1.177.08 5.808.71 1.153.39 .292.782.268.400.014.041.602.968.904.397.61 .293.918.131.352.985.241.39 5.179.011.80 1.61 1.174.722.936.904.951.88 1.78 .756.125.

43 .TAXA aa VPL Acaiaca VPL Castelinho VPL Castelo VPL Cozumel VPL Porto Seguro VPL Santa Maria VPL Tupy VPL HR VPL Bompreço 50% 49% 1.637.11 .016.02 3.51 .89 1.035.584.614.448.773.317.439.659.329.65 1.899.675.381.437.209.44 3.635.92 5.77 .183.75 5.554.247.88 1.05 72 70 .65 .806.898.192.774.113.944.180.30 1.89 1.105.961.119.698.95 .14 .70 .189.958.560.946.762.

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