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Tópicos para a prova de Direito Penal II Aplicação da Pena: Atividade exclusivamente judicial; ato discricionário juridicamente vinculado: o juiz

está preso aos parâmetros aos parâmetros que a lei estabelece. Pressuposto da pena: culpabilidade. Inimputável: medida de segurança. Semi-imputável: Pena ou medida de segurança. Art. 68 - A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art. 59 deste Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes; por último, as causas de diminuição e de aumento. Regras básicas (dosimetria da pena): Antes de tudo o juiz deve verificar se o crime é simples ou qualificado partindo do limite mínimo e sempre justificando cada operação para depois aplicar o sistema trifásico para a fixação da pena. Na primeira fase o juiz fixa a pena base considerando as circunstâncias judiciais do art. 59; na segunda fase analisará as circunstâncias agravantes e atenuante e na terceira fase as causas de aumento e diminuição de pena. As duas últimas podem existir ou não. FIXAÇÃO DA PENA (sistema trifásico): 1º) circunstâncias judiciais (critérios do artigo 59); 2º) atenuantes e agravantes; 3º) causas de diminuição e de aumento de pena. * O desrespeito ao sistema trifásico de aplicação da pena e a ausência de fundamentação em cada etapa geram a anulação da sentença. Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: * Conseqüências das condições judiciais: I - as penas aplicáveis dentre as cominadas II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade; IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS: Culpabilidade: maior ou menor grau de culpabilidade (não se trata aqui de pressuposto para a aplicação da pena); Antecedentes: tanto os bons como os maus (ver adiante); Conduta social: comportamento na sociedade (trabalho, família, vizinhança, escola, etc.); Personalidade: índole, perfil psicológico e moral; Motivos do crime: Precedentes psicológicos que levaram ao cometimento do crime. ***Não são consideradas aqui as qualificadoras, agravantes, atenuantes, causas de aumento e diminuição de pena, que são circunstâncias legais (evitando bis in idem); Comportamento da vítima: não se trata de compensação de culpas (vedada), mas de situação que pode abrandar a aplicação da pena. Para Alberto Silva Franco, a reforma da Parte Geral do Código Penal pela Lei 7.209/84, embora acolhendo o sistema trifásico, foi além: criou uma quarta fase, ou seja, a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos ou pela pena pecuniária. Sistema adotado pelo Brasil para a aplicação da pena de multa é o sistema bifásico: Na primeira fase o juiz fixa o número de dias-multa considerando a gravidade do delito; na segunda fixa o valor de cada diamulta considerando a situação econômica do réu.

descendente.coage ou induz outrem à execução material do crime. g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo. maior de 60 (sessenta) anos. mas atenua. as atenuantes e agravantes genéricas e causas de aumento e diminuição de pena genéricas e específicas. antes do julgamento. d) com emprego de veneno. evitar-lhe ou minorar-lhe as conseqüências. 61 . III .ser o agente menor de. III . ofício. ou com violência contra a mulher na forma da lei específica. 61 e 62). ou de que podia resultar perigo comum. a impunidade ou vantagem de outro crime. de coabitação ou de hospitalidade. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. l) em estado de embriaguez preordenada. tais como o “motivo torpe” (qualificadora) e o “motivo de relevante valor moral” (privilégio) no homicídio doloso. i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade. inundação ou qualquer calamidade pública. h) contra criança. ministério ou profissão. II .são os dados que se agregam ao tipo fundamental para o fim de aumentar ou diminuir a quantidade da pena. enfermo ou mulher grávida. .A pena será ainda agravada em relação ao agente que: I .art.a reincidência.São circunstâncias que sempre agravam a pena. integrando o tipo fundamental. Art. ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido. 62 . de emboscada.CIRCUNSTÂNCIA MAIS IMPORTANTE). 65 e 66). ou maior de 70 anos. pode ser considerada como circunstância judicial do art.o desconhecimento da lei. reparado o dano. c) à traição. objetiva e subjetivamente.São circunstâncias que sempre atenuam a pena: I . fogo. Art. logo após o crime. Art. b) para facilitar ou assegurar a execução. ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes. II . mediante paga ou promessa de recompensa. na data do fato21 (menoridade relativa .Elementares são fatores que compõem a estrutura da figura típica. naufrágio. 65 .executa o crime. j) em ocasião de incêndio. não isenta de pena.ter o agente cometido o crime: a) por motivo fútil ou torpe. irmão ou cônjuge. explosivo. e alcançadas pela atividade judicial. As atenuantes são previstas exemplificativamente na Parte Geral ( arts. Circunstâncias judiciais são as relacionadas ao crime.instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade ou não-punível em virtude de condição ou qualidade pessoal. 59. ou nele participa. é diferente do arrependimento eficaz que evita o resultado.promove. quando não constituem ou qualificam o crime: I . IV . II . por sua espontânea vontade e com eficiência. 59 do CP. na data da sentença. As agravantes genéricas são previstas taxativamente na Parte Geral do Código Penal (arts. e) contra ascendente. ou mediante dissimulação. ou de desgraça particular do ofendido. ou ter. b) procurado. a ocultação. f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas. Circunstâncias estão ao redor do crime e não alteram as sua existência. São as qualificadoras. Se não estiver prevista. Circunstâncias legais são as previstas no Código Penal e pela legislação penal especial.ter o agente: a) cometido o crime por motivo de relevante valor social (interesse público) ou moral (interesse subjetivo).

somente uma delas. caput. in fine. até o recebimento da denúncia ou da queixa. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro.) Art.reclusão. e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto. em qualquer caso. As penas aplicam-se. 157. na Parte Especial (exemplo: arts. art. ou depois de havê-la. etc). poderá diminuí-la de um sexto a um terço. aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou. 155. ATENUANTES INOMINADAS: Art. ou a mais grave. 21. 121.reclusão. consoante o disposto no artigo anterior Art. e multa. reparado o dano ou restituída a coisa. se não o provocou. ou em cumprimento de ordem de autoridade superior. Art.Subtrair coisa móvel alheia. se iguais. isenta de pena. Coação física irresistível: exclui a conduta (fato atípico). 155. anterior ou posterior ao crime. mediante grave ameaça ou violência a pessoa. reduzido à impossibilidade de resistência: Pena . Coação moral resistível (vencível): não exclui a culpa. embora não prevista expressamente em lei. maneira de execução e outras semelhantes. 71 . idênticos ou não.c) cometido o crime sob coação a que podia resistir. arts.) e também na legislação especial ( por exemplo: Lei 11. aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes. 40. se evitável. 16 . 70. se idênticas.O desconhecimento da lei é inescusável.º 2º. ATENÇÃO : A presença de agravantes e atenuantes não autorizam o juiz fixar a pena acima do máximo ou abaixo do mínimo legal e aplicam-se na segunda fase da dosimetria da pena. se o crime é praticado durante o repouso noturno. § 2º . 70 . d) confessado espontaneamente. obrigatórias ou facultativas. para si ou para outrem. 71. mas aumentada. 33. Art. lugar. em qualquer caso. provocada por ato injusto da vítima.A pena poderá ser ainda atenuada em razão de circunstância relevante. Art.343/2006 – Drogas. 155 . O erro sobre a ilicitude do fato. coisa alheia móvel: Pena . obrigatórias ou facultativas situam-se na Parte Geral ( exemplo: arts. na Parte Especial ( exemplo: art. de um sexto a dois terços.Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. § 1º. 73 e 74). As causas de aumento de pena. e na legislação especial ( Lei 11. pratica dois ou mais crimes. mediante mais de uma ação ou omissão.§ 2º. de um a quatro anos. de quatro a dez anos. confissão voluntária sem sugestão de terceiros. de um sexto até metade. etc. O artigo 65 é exemplificativo (não se esgota). estão previstas na Parte Geral (ex. mediante uma só ação ou omissão. se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos.).Quando o agente. ou sob a influência de violenta emoção. 16.). aumentada. § 1º . a autoria do crime. § 4º. mas atenua a pena.§ 1º.343/2006. se inevitável.Quando o agente. e multa. 66 . Coação moral resistível: exclui a culpabilidade isentando de pena.Subtrair.A pena aumenta-se de um terço até metade: As causas de diminuição de pena. perante a autoridade. etc. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. entretanto. pelas condições de tempo. Art.A pena aumenta-se de um terço. por qualquer meio. a pena será reduzida de um a dois terços.Drogas. ATENÇÃO: A presença de causas de aumento e diminuição de pena autorizam o juiz a fixar a pena acima do máximo e abaixo do mínimo previsto em lei. . etc. cumulativamente. para si ou para outrem. por ato voluntário do agente. se diversas. art. etc. 157 . 21 .

por esse crime. bons ou ruins. representa um antecedente negativo no aspecto criminal. Antes de iniciar a dosimetria da pena (antes da primeira fase) o juiz deve verificar se o crime é simples ou qualificado. seja finalmente pelo fato de o novo crime ter sido cometido antes da condenação definitiva por outro delito. com trânsito em julgado. Isto porque uma anotação criminal não surge imotivadamente na vida de alguém. por qualquer crime. Esta posição restou consolidada na Súmula 444 do STJ: “ É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena –base”. também circunstância judicial prevista ano art. por motivo de contravenção. Penal Crime Resultado Reincidente Reincidente Reincidente Primário .Penal Crime Contrav. é dizer. Penal (no Brasil) Contrav. 63 . ou de ação penal. em curso ou arquivados. no País ou no estrangeiro. 64. depois de transitar em julgado a sentença que. b) Ficta. a condenação. ainda que estivessem em curso. Infração penal anterior Crime Contrav.Art. Elevam os limites mínimo e máximo. do CP. I). em andamento ou com a pretensão punitiva julgada improcedente por insuficiência de provas.688/1941-Lei das Contravenções Penais: Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma contravenção depois de passar em julgado a sentença que o tenha condenado. e. uma vez que só se considera o réu culpado após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. o agente não pode ser prejudicado pela simples existência de inquéritos policiais. No STJ prevalece o entendimento de que responder a processo criminal não significa ter maus antecedentes. Crime e contravenção (relação para fins de reincidência): Estabelece o art. Espécies de reincidência: a) Real. O que são maus antecedentes? O STF. (c) prática de novo crime.Antecedentes são os dados atinentes à vida pregressa do réu na seara criminal. 59. Todos os acontecimentos que não são os indicados na folha de antecedentes devem ser analisados no âmbito da conduta social. 64. isto é. mesmo sem condenação transitada em julgado. efetivamente. a tendência do STF é mudar sua jurisprudência. no plano histórico sempre entendeu que inquéritos policiais e ações penais contidas nas folha de antecedentes do réu poderiam caracterizar maus antecedentes. seja pela condenação anterior ter sido por crime militar próprio ou político ( art. Contudo. própria ou verdadeira: Não é necessário que o agente tenha cumprido. seja pelo decurso do prazo de cinco anos após a extinção da pena ( art. Penal Infração penal posterior Crime Contrav. Além disso. caput. imprópria. cometido no Brasil ou em outro país. Reincidência. no Brasil ou no estrangeiro. Qualificadoras: Só estão previstas na parte especial do Código Penal. b) condenação definitiva. quando existente. pois ultimamente tem decidido que maus antecedentes são unicamente as condenações definitivas que não caracterizam reincidência. Dizem respeito a todos os fatos e acontecimentos que envolvem o seu passado criminal. II). Requisitos: a) um crime. o tenha condenado por crime anterior. ou no Brasil. falsa ou presumida: Basta a simples existência da condenação para que haja reincidência. 7º do Decreto-lei 3.Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime.

Réu reincidente que reparou os danos: pelo CP deve preponderar a circunstância subjetiva ( reincidência). Concurso entre circunstâncias agravantes e atenuantes-Por força do art. a menoridade é fator preponderante. Agravante não articulada na denúncia ou queixa: sem problema. 68. uma anula o efeito da outra. A acusação não precisa descrever uma agravante na peça acusatória. outra da Parte Especial O juiz aplicará os dois aumentos ( embora a hipótese seja raríssima) O juiz poderá aplicar a causa que mais aumente ( art. Menoridade (relativa): É a circunstância que mais prepondera. parágrafo único. mesmo que não tenha sido narrada na denúncia ou queixa. entendendo-se como tais as que resultam dos motivos determinantes do crime. a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes. Por quê? Porque o agente nessa etapa (entre dezoito e vinte e um anos) conta com personalidade em desenvolvimento. . 67 do CP preponderam as subjetivas ( personalidade. No que diz respeito às agravantes ao se exige a correlação entre a acusação e a sentença. temos: Concurso entre causas de aumento Ambas da Parte Geral Ambas da Parte Especial **Uma da Parte Geral. E se as circunstâncias se equivalem? Uma anula o efeito da outra. utiliza-se apenas uma qualificadora e as outra funcionarão como circunstâncias judiciais ou agravantes. parágrafo único. Pode o juiz considerar uma agravante comprovada nos autos. da personalidade do agente e da reincidência. pois as judiciais se encontram na primeira fase e as legais na segunda e terceira fase. do CP) O juiz aplicará as duas diminuições ** Primeiro incide a causa específica e depois a genérica sobre a pena já aumentada ou diminuída. 67 . Concurso entre causas de diminuição Ambas da Parte Geral Ambas da Parte Especial **Uma da Parte Geral. Mas a razoabilidade de cada caso concreto é que define efetivamente a pena. O que mais vale é a razoabilidade. Art. Como regra geral.Concurso entre circunstâncias judiciais e circunstâncias legais: NÃO há conflito. portanto. ou seja.No concurso de agravantes e atenuantes. Em relação ao concurso entre causas de aumento e diminuição de pena. De qualquer modo. Concurso entre qualificadoras: Só será mudado os limites um única vez. motivos e reincidência). o juiz está livre para valorar tudo isso em caso concreto. 68. outra da Parte Especial O juiz aplicará as duas diminuições O juiz poderá aplicar a causa que mais diminua (art. do CP) O juiz aplicará os dois aumentos ** Primeiro incide a causa específica e depois a genérica sobre a pena já aumentada ou diminuída. Se temos então uma circunstância agravante objetiva e uma atenuante.

A intenção do legislador. uma pena privativa de liberdade. é retirar o benefício daquele que. o condenado cumprirá simultaneamente as que forem compatíveis entre si e sucessivamente as demais. salientando-se que não há mais pena de prisão para o sujeito nessa situação. Se as penas cumuladas forem de reclusão e detenção: Cumpre-se primeiramente a pena de reclusão. por um dos crimes. O concurso material pode ser homogêneo (prática de crimes idênticos) ou heterogêneo (prática de crimes não idênticos). ao mesmo tempo em que se estabelece outra. deve ser punido pela soma das penas privativas de liberdade em que haja incorrido. Pena privativa de liberdade somada com restritiva de direitos: É possível desde que tenha sido concedida a suspensão condicional da pena privativa de liberdade. de um sexto até metade. para os demais será incabível a substituição de que trata o art. não suspensa. na segunda parte do art. pouco importando quantos delitos vai praticar. nessa hipótese. se idênticas.Concurso Material de crimes: Quando o agente. sucessivamente. mediante mais de uma ação ou omissão. § 1º . Concurso formal imperfeito: Entretanto. ou por uma delas. pratica dois ou mais crimes. do CP. se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos. conforme Lei 11. Dá-se o concurso formal homogêneo quando os crimes forem idênticos e heterogêneo quando os delitos forem não idênticos. Art. na mesma sentença. deve ser punido pela pena mais grave. ou seja. §§ 1º e 2º. consoante o disposto no artigo anterior. quando ao agente tiver sido aplicada pena privativa de liberdade.343/2006]. mediante uma só ação ou omissão. Nesse caso. não será possível a substituição por pena restritiva de direitos. 70 está previsto o concurso formal imperfeito: as penas devem ser aplicadas cumulativamente se a conduta única é dolosa e os delitos concorrentes resultam de desígnios autônomos.Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos. o agente tem em mente uma só conduta.Na hipótese deste artigo. somente uma delas. o agente pratica duas ou mais infrações penais por meio de uma única conduta. tendo por fim deliberado e direto atingir dois ou mais bens jurídicos. Não é cabível. 69. se iguais. pratica dois ou mais crimes. Parágrafo único . 69 . entretanto. Art. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção.Quando o agente. 155.Quando o agente. são executadas simultaneamente. do CP. Ex.Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. idênticos ou não. de prestação de serviços a comunidade. aquela. mas aumentada. da Lei de Drogas [ atual art. quando o juiz reconhecer o concurso material. aumentada de um sexto até a metade. a fixação de uma pena em regime fechado. 69 deste Código Concurso formal perfeito e imperfeito. Na primeira. Tradicional exemplo nos fornece Basileu Garcia: se o agente . É perfeitamente possível cumprir as condições de um sursis. idênticos ou não. caso não seja possível o sursis para um dos crimes em concurso material. Então. 44 deste Código. mediante uma só ação ou omissão. O art. § 2º . executa-se primeiro. cumulativamente. Concurso formal: quando o agente. por ocasião da aplicação da pena. e 16. prevê-se o concurso formal perfeito. com uma restritiva de direitos. provoca dois ou mais resultados típicos. mediante mais de uma ação ou omissão. estabelece a viabilidade de se cumular. em qualquer caso. 70 . por isso recebe a pena do mais grave com o aumento determinado pelo legislador. Pena restritiva de direitos com outra restritiva de direitos: Se compatíveis. O art. 70 divide-se em duas partes. caso contrário. aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou. cometer crimes com uma só ação ou omissão. As penas aplicam-se. com suspensão condicional da pena ou mesmo regime aberto (prisão albergue domiciliar). por outro lado. pratica dois ou mais crimes. comprimidos psicotrópicos quando realiza faxina (concurso forma dos arts. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. o preso subtrai para si. 28. ao mesmo tempo em que o condenado efetua o pagamento da prestação pecuniária.

aumentada. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie. Crimes da mesma espécie: A doutrina e a jurisprudência se dividem sobre o assunto. caso seja mais favorável que o formal. se idênticas. Ex. mediante mais de uma ação ou omissão.Nos crimes dolosos. Crime continuado comum: Art. 70. 71 . se diversas. contra vítimas diferentes. os antecedentes. Prescrição no concurso: o prazo prescricional deve ser contado separadamente para cada uma das infrações penais. Se o réu está respondendo por homicídio doloso e lesões culposas. É a posição amplamente dominante no âmbito jurisprudencial. de um sexto a dois terços. Reclama-se também a unidade de desígnio.No caso de concurso de crimes. aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes. proporcionando inúmeras divergências. Art. Parágrafo único . Os crimes precisam possuir a mesma estrutura jurídica. cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. 119 . ou a mais grave. pelas condições de tempo.enfileira várias pessoas e com um único tiro. bem como os motivos e as circunstâncias. valendo-se da regra do art. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro. 71 do CP. a conduta social e a personalidade do agente. amplamente consolidada pelo Superior Tribunal de Justiça. ou a mais grave. do CP. Por isso. a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um. É a forma mais polêmica de concurso de crimes. privilegiada ou qualificada. poderá o juiz. maneira de execução e outras semelhantes. embora previstos no art. aumentar a pena de um só dos crimes.Quando o agente. até o triplo. lugar. Se fosse aplicada a pena seguindo a regra do concurso material. de arma potente. a pena ficaria em 6 anos de reclusão e 2 meses de detenção. Concurso material favorável ou benéfico: Determina o parágrafo único do art. roubo e latrocínio. 70 e do art. desde a natureza jurídica até a conceituação de cada um dos requisitos que o compõem. seja na forma simples. já que o concurso formal é um benefício ao réu. Crime continuado: Quando o agente. b) Teoria objetiva pura ou puramente objetiva: Basta a presença dos requisitos objetivos elencados pelo art. 71. formando o crime continuado. a) Para uma primeira posição. Mas não bastam. resultando em 7 anos. isoladamente. 157 do CP (são crimes do mesmo gênero). em concurso formal. Crime continuado e unidade de desígnios (TEORIAS): a) Teoria objetivo-subjetiva: Não basta a presença dos requisitos objetivos previstos no art. observadas as regras do parágrafo único do art. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. pois agiu com desígnios autônomos. consegue matá-las ao mesmo tempo. maneira de execução semelhantes cria-se uma suposição de que os subseqüentes são uma continuação do primeiro. deve ser aplicada a pena como se fosse concurso material. caput. considerando a culpabilidade. sito é.pelo homicídio simples-acrescida de 1/6. Nesse sentido. Crime continuado específico: Crime praticado sem violência ou grave ameaça à pessoa. 75 deste Código. são somadas as penas. crimes da mesma espécie são aqueles tipificados pelo mesmo dispositivo legal. não merece o concurso formal. se diversas. consumados ou tentados. . mediante mais de uma ação ou omissão. em condições de tempo. se idênticas. ou seja. os vários crimes resultam de plano previamente elaborado pelo agente. Portanto. a pena mínima seria de 6 anos. lugar. não são crimes da mesma espécie. devem ser idênticos os bens tutelados. em qualquer caso. 70 ser imperiosa a aplicação do concurso material.

Especial: O condenado fica sujeito a condições mais brandas. IMPORTANTE: com a lei 9714/98 o instituto do sursis praticamente entro em desuso.Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. pouco importando se estão ou não previstos no mesmo tipo penal. desde que o condenado seja maior de setenta anos de idade. para informar e justificar suas atividades. II .78 § 2º): a) proibição de freqüentar determinados lugares E.o condenado não seja reincidente em crime doloso. Art. 44 deste Código. a conduta social e personalidade do agente. sem autorização do juiz E. ou razões de saúde justifiquem a suspensão. Pouco aceita pelos tribunais. os antecedentes. 2) Quantidade de pena: não superior a 2 anos (ou 4 anos se for maior de 70 anos ou enfermo). Espécies de sursis: Simples: Aquele que. 59) favoráveis ao agente. somente se verificada a impossibilidade de substituição é que se tenta aplicar a suspensão condicional da pena privativa de liberdade (até 2 anos). enquanto o condenado cumpre as condições estabelecidas pelo juiz em liberdade. durante determinado período. . ou seja. Requisitos para a concessão do sursis: Requisitos objetivos: 1) Qualidade da pena: pena privativa de liberdade. não superior a quatro anos. bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício.a culpabilidade.A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do benefício. poderá ser suspensa. por 2 (dois) a 4 (quatro) anos. § 1º .prestar serviços à comunidade ou . Espécies de sursis: há o simples (as condições são prestação de serviços à comunidade ou limitação do fim de semana) e o especial (as condições são: proibição de freqüentar determinados lugares. b) proibição de ausentar-se da comarca onde reside. por quatro a seis anos. 77 . proibição de ausentar-se da Comarca sem autorização do juiz. c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo. uma vez que é subsidiário à pena alternativa. Ex. Furto e estelionato. comparecimento mensal ao fórum para justificar as atividades). 3) Impossibilidade de substituição por pena restritiva de direitos (a suspensão condicional é subsidiária em relação à substituição). em primeiro lugar o juiz deve verificar se é caso de aplicar a restritiva de direito ou a multa em substituição à privativa de liberdade (até 4 anos( e. Suspensão Condicional da Pena: É medida de política criminal. constituindo forma alternativa de cumprimento da pena privativa de liberdade. Requisitos subjetivos: 1) Condenado não reincidente em crime doloso: doloso + doloso 2) Circunstâncias judiciais (art. o réu fica sujeito às condições do art.submeter-se à limitação de fim de semana.78 § 1º: . mensalmente.b) A outra posição sustenta serem crimes da mesma espécie aqueles que tutelam o mesmo bem jurídico.77. não superior a 2 (dois) anos. desde que: I . previstas cumulativamente (art. que fica suspensa. poderá ser suspensa.A execução da pena privativa de liberdade. preenchidos os requisitos do art. § 2o A execução da pena privativa de liberdade. III .

o beneficiário: I .A suspensão será revogada se. se a pena for superior a dois e limitada a quatro. se a pena não for superior a dois anos. Efeitos extrapenais. por crime culposo ou por contravenção. 79do CP). b) quatro a seis. 78 deste Código. em sentença irrecorrível. Art. por quatro a seis anos. a reparação do dano. Há o principal. e específicos (art. 77. Art. por crime culposo ou contravenção. se for irrecorrivelmente condenado. tutela ou curatela.a perda em favor da União. que devem ser expressamente declarados a sentença ( perda de cargo. se frustrar o pagamento da multa. 78. Efeitos penais. uso. c) um a três.A suspensão poderá ser revogada se o condenado descumpre qualquer outra condição imposta ou é irrecorrivelmente condenado. bem como os secundários.tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime. II . no curso do prazo. que é a imposição de pena e o seu cumprimento.Etário e humanitário: Art. se descumprir as condições do art. 92) . decorrência naturais do primeiro (geração de reincidência e maus antecedentes. revogação do benefício do sursis ou o livramento condicional. III . caso se trate de contravenção. Efeitos da condenação. embora podendo fazê-lo. ou. desde que o condenado: Etário: seja maior de setenta anos de idade. 91 . função pública ou mandato eletivo: a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano. condutos de produtos e instrumentos ilícitos do crime). a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos. perda do poder familiar.São efeitos da condenação: I . etc. . ou deixar de reparar o dano à vítima. 81 .).é condenado. a execução de pena de multa ou não efetua. Art. a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos. Revogação obrigatória.frustra. 78. Provocam conseqüências fora do âmbito do Direito Penal e dividem-se em genéricos (art. Humanitário: razões de saúde justifiquem a suspensão.São também efeitos da condenação: I . Período de provas: São três possibilidades: a) dois a quatro anos. por crime doloso. § 2o A execução da pena privativa de liberdade. embora solvente. II . nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública. desde que consistam em coisas cujo fabrico. função ou emprego público e mandato eletivo. lançamento do nome do réu no rol dos culpados. ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: a) dos instrumentos do crime. §2º. Se o réu descumprir qualquer outra condição ( art. perda do direito de dirigir veículo. poderá ser suspensa. 91). 92 . São todos os efeitos provocados por uma sentença penal condenatória.descumpre a condição do § 1º do art. b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso. alienação. porte ou detenção constitua fato ilícito. Revogação facultativa. § 1º do CP. não superior a quatro anos. sem motivo justificado.a perda de cargo. dividindo-se em penais e extrapenais. Se o réu for condenado irrecorrivelmente por crime doloso. que são automáticos ( formação do título executivo para ser cobrada reparação do dano na esfera cível. § 1º .

Limite das penas e a unificação: Art. autores de fato típico e antijurídico. sem prazo máximo definido. .sujeição a tratamento ambulatorial. quando utilizado como meio para a prática de crime doloso. excepcionalmente. embora a lei tenha previsto que.Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja superior a 30 (trinta) anos. que obriga o sentenciado a comparecimento periódico ao médico para acompanhamento de sua enfermidade. Somando-se o tempo restante (15 + 20 = 35) unifica-se novamente a pena mantendo-se o limite máximo de 30 anos.O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 30 (trinta) anos. sujeitos à pena de reclusão. EX: Condenado a 50 anos tem o limite unificado em 30 anos. Medida de Segurança: É uma espécie de sanção penal destinada aos inimputáveis e. a internação será obrigatória. nos crimes dolosos. 96. não se impõe medida de segurança nem subsiste a que tenha sido imposta.Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. para esse fim.Sobrevindo condenação por fato posterior ao início do cumprimento da pena.a inabilitação para dirigir veículo. devem elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste artigo. devendo ser motivadamente declarados na sentença. desprezando-se o período já cumprido. No caso de nova condenação há nova unificação (no limite máximo de 30 anos).b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. embora não podem ser considerados criminosos. As medidas de segurança são: 1) Detentiva: I . devendo ser submetidos a internação ou a tratamento ambulatorial.a incapacidade para o exercício do pátrio poder. tutelado ou curatelado. em outro estabelecimento adequado. o período de pena já cumprido. aos semi-imputáveis. quanto as infrações sujeitas a pena de detenção. III . Parágrafo único . tutela ou curatela. § 1º . para infrações penais sujeitas a pena de reclusão. Depois de cumprido 15 anos comete novo crime e é condenado a 20 anos. pelo mínimo de 1 a 3 anos. à falta. mas sim de periculosidade. CRITICA: O juiz deveria escolher livremente entre as medidas de segurança. II . 75 . pode ser aplicada internação ou tratamento ambulatorial. cometidos contra filho. far-se-á nova unificação. § 2º . Parágrafo único . 2) Restritiva: II . desprezando-se.Extinta a punibilidade. Espécies de medida de segurança: Internação em hospital de custódia e tratamento ambulatorial. por não sofrerem o juízo de culpabilidade. Art.Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos.