Você está na página 1de 24

UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO UNICID

DIREITO DO TRABALHO

AMANDA NOGUEIRA DA COSTA 8º PERÍODO A SALA: 210

CA: 19052747 DIREITO-DIURNO

Índice 12345678Teorias contratuais História do Direito do Trabalho no Brasil Relações de emprego e outras figuras Trabalho autônomo Trabalho eventual Trabalho avulso Trabalho temporário Bibliografia

capaz de defender os homens contra a invasão dos estrangeiros e contra as injúrias alheias. entretanto um estado de licença. sendo todos iguais e independentes. numa vida pastoral e fácil. ensina a todos os homens. que. que causou a miséria de uns e a riqueza excessiva de outros. Depois. com a condição de que vós transferireis a ele vosso direito e autorizareis todos seus atos da mesma maneira. Isto é algo mais que consentimento ou concórdia. sendo regido por uma lei natural que obriga a cada um. os princípios segundo os quais se poderiam organizar um pequeno Estado poderoso e prospero na persuasão de que o homem só foi feliz na época em que vivia sem problemas. que. possam reduzir suas vontades a uma vontade. e que cada um considere como próprio e se reconheça a si mesmo como autor de qualquer coisa que faça ou promova quem representa sua pessoa. Isto equivale dizer: eleger um homem ou uma assembleia de homens que represente sua personalidade. e seus juízos. naquelas coisas que concernem à paz e à segurança comuns. que . que se confunde com esta lei. sua santidade.de Hobbes . "é um estado de perfeita liberdade". é conferir todo o poder e fortaleza a um homem ou a uma assembleia de homens. por pluralidade de votos. o que. nenhum deve criar obstáculo a outro em sua vida. leva-se a percepção da diferença evidente entre os dois. Ao contrário.TEORIAS CONTRATUAIS São três as principais teorias contratualistas.é um estado de ódio e de destruição. assegurando-lhes de tal sorte que por sua própria atividade e pelos frutos da terra possam nutrir-se e viver satisfeitos. para Locke: "quando os homens vivem juntos e conforme a razão. O terceiro contratualista foi Jean-Jacques Rousseau (1712/1778): Rousseau distende em bases puramente teóricas. ocupado com os negócios materiais de existência e com as afeições da família. se acham propriamente em estado de natureza. a multidão assim unida em uma pessoa se denomina comunidade (Estado). é uma unidade real de tudo isso em uma e a mesma pessoa. em meio a pequenos grupos. instituída por pacto de cada homem com os demais. Pois. sem ser. O primeiro contratualista foi Thomas Hobbes (1588/1679): Para Hobbes o único caminho para constituir um poder comum. em forma tal como se cada um dissesse a todos: autorizo e transfiro a este homem ou assembleia de homens meu direito de governar-me a mim mesmo. o homem inventou: a propriedade. submetem suas vontades cada um à vontade daquele. sem ter sobre a terra superior comum que tenha autoridade para julgá-los. o luxo. Feito isso. Daí. ademais. se querem bem consultá-la. segundo ele. quando começou a refletir. sua liberdade e seus bens. e a razão. o estado de guerra . O segundo foi John Locke (1632/1704): Locke refuta as ideias de Hobbes e faz apologia a Revolução de 1688 e começa aludindo ao estado de natureza que.

As normas do Direito do Trabalho brasileiro estão regidas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). o povo tem o direito de substituí-lo.688/1941 (lei das contravenções . Não há direito divino da Coroa. Dessa forma. dentre outras). ou Direito Laboral. que é uma soma da vontade manifestada pela maioria dos indivíduos. DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL Direito do Trabalho. sim. Na sociedade atual. o Estado Convencional resulta da vontade geral. conquistados através dos avanços sociopolíticos democráticos conquistados pelo trabalhador. preserva-se como essencial ao reconhecimento de direitos. total e incontrastável. que criou a ambição. manter algum tipo de atividade laborativa. as inquietações de espírito. Ainda que. Segundo Rousseau. 59 do decreto-lei nº 3. Direito do Trabalho no Brasil se refere ao modo como o Estado brasileiro regula as relações de Trabalho e as normas e conceitos importantes para o entendimento das mesmas. ilimitável. embora sempre presente na História. Rousseau sustenta assim. pela Constituição Federal e por várias Leis Esparsas (como a lei que define o trabalho do estagiário. A nação (povo organizado) é superior ao rei. emergiu no mundo contemporâneo como um instrumento hábil ao exercício privado da liberdade e da vontade entre indivíduos. já que o art. mas. a instrução. No direito trabalhista o contrato é considerado o ajuste tácito ou expresso. e só é suportável enquanto justo. pois destinava-se unicamente aos escravos dos quais não se distinguiam os servos na chamada sociedade pré-industrial. o direito de revolução.criou os vícios. se reconheça a limitação à liberdade. necessariamente. é o conjunto de normas jurídicas que regem as relações entre empregados e empregadores. e os direitos resultantes da condição jurídica dos trabalhadores. direito legal decorrente da soberania popular. O Governo é instituído para promover o bem comum. correspondente à relação de emprego. Não correspondendo ele com os anseios populares que determinaram a sua organização. sob pena de caracterizar-se infração contravencional. refazendo o contrato. todo ser humano deve. EVOLUÇÃO HISTÓRICA Inicialmente o trabalho era tido como punição. A soberania popular é ilimitada.

escreve Amador Paes de Almeida. surgem novos métodos de produção. no Direito do Trabalho. de modo gradativo. laissez faire’. Outros vão mais longe e entenderem que a livre manifestação das vontades foi substituída.penais ) estabelece pena de detenção de 15 dias a 3 meses para os que se entregam à ociosidade sem meios que lhes assegurem a sobrevivência. portanto. Esse intervencionismo faz alguns defenderem uma natureza jurídica mista (ou seja. passaria a intervir nas relações entre patrões e empregados. enfatizando a coletivização do direito. O descontentamento dos obreiros dá inicio aos primeiros movimentos sociais.” NATUREZA JURÍDICA O tema da classificação do direito do trabalho brasileiro não é ponto pacífico entre os doutrinadores. como a igreja católica (Rerum Novarum de Leão XIII ) e os socialistas ( do socialismo utópico de Proudhon ao materialismo histórico de Marx e Engels). caráter de Direito Público. sobretudo. quando começam as greves. entre fins do século XIX e inicio do século XX. elo mais fraco da relação. uma vez que se trata da relação entre partes privadas: patrão e empregado. de Direito parcialmente Privado e simultaneamente parcialmente Público) para este ramo do direito que mescla tanto de normas públicas quanto privadas. a que se acrescentará o papel o papel fundamental de forças absolutamente antagônicas. culminariam por levar ao abandono do individualismo. acarretando a dispensa de centenas de trabalhadores. na própria posição do Estado que. o Direito do Trabalho tem hoje várias regras cogentes (de caráter público) visando a garantir os direitos mínimos do trabalhador ante o empregador. substituindo-se pelo Estado Intervencionista. Essas regras públicas existem em virtude da doutrina do intervencionismo básico do Estado que busca proteger o empregado. premido. De qualquer modo. fatalmente. Finalmente. sintetizado na célebre formula ‘Laissez aller. Frise-se que a revolução industrial em tema diz respeito à segunda revolução industrial ocorrida. há também uma corrente que liga o Direito do Trabalho ao Direito Social. Porém. A corrente majoritária entende que ele faz parte do Direito Privado. Com a Revolução Industrial. a tese de que este ramo do . violentamente reprimidas pelo poder público. pela vontade do Estado e esse teria.”. pelos conflitos sociais. Na expressão de Amador Paes de Almeida: “Os conflitos sociais. “esta nova concepção do trabalho haveria de refletir-se.

por exemplo. a tarefa de catalogar as fontes do direito em cada um dos campos acima não é simples. As fontes formais. aqui tem relevo especial a pressão dos trabalhadores em busca de melhores condições de emprego. Na prática. não há dúvida quanto ao caráter de Direito privado desse ramo do Direito. FONTES Fontes jurídicas são fatores que dão origem às normas e princípios norteadores de um ramo do direito. ideológicos. b) leis. Ao contrário. de um acordo coletivo entre empregadores e sindicatos. c) decretos. As fontes formais heterônomas são impostas por terceiros. As fontes materiais geralmente são tidas como os fatores pré-jurídicos (sociais. e) convenção coletiva. têm caráter eminentemente jurídico. por exemplo. Uma primeira divisão que pode ser feita é entre as fontes materiais e as fontes formais do Direito do Trabalho. quando se fala em regras que disciplinam a relação havida entre empregado e empregador. uma vez que se trata de particulares. ainda que contenha regras de ordem pública. com o Direito de família. quando se trata de regras que impõe determinado comportamento do empregador face ao Estado. f) acordo coletivo. como acontece. políticos…) que influenciam a elaboração da norma. deve-se inicialmente identificar o conjunto de regras que compõem o Direito do Trabalho. Assim. por sua vez. As fontes formais são classificadas de pelo menos duas formas. leis e súmulas vinculantes do STF. Já fontes formais autônomas vêm das decisões dos próprios implicados na relação jurídica que então se estabelece. há vários exemplos de figuras jurídicas de classificação controversa. Esse é o caso. para depois definir a sua natureza.direito seria parte do Direito Privado permanece sendo a que prevalece no direito brasileiro. por exemplo). . d) sentença normativa e arbitragem de dissídios coletivos. inclusive prevendo sanções administrativas para os casos de inobservância (multa. a natureza será de Direito Público. enquanto uma medida provisória seria uma fonte formal nacional. desse modo um tratado internacional ou uma convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) são fontes formais internacionais. temos. Essas fontes formais possuem a seguinte hierarquia: a) Constituição. g)costume. Em primeiro lugar temos a divisão das fontes formais entre fontes heterônomas e fontes autônomas. geralmente o Estado. por exemplo: Constituição. Na opinião do Professor José Cairo Júnior. Também há a separação entre fontes nacionais e fontes internacionais.

Se a mudança resultar em qualquer prejuízo para o trabalhador esta será inválida. essa forma de escolher a norma a ser aplicada se sobrepõe aos critérios tradicionalmente usados para resolver a colisão de normas no direito brasileiro. (mas pode regular o trabalho de contratados futuros). quando há dúvidas acerca de como determinada norma deve ser entendida. entre as múltiplas normas existentes no ordenamento jurídico. o princípio da primazia da realidade. o princípio continuidade da relação de emprego. O princípio da proteção: a maior parte dos princípios do direito do trabalho brasileiro visam a dar suporte ao empregado. que se divide em três: sub princípio do in dubio pro operário. (costuma-se dizer que ele é hipossuficiente). que atenta para a produção de uma igualdade material (e não somente formal) entre as partes. portanto. e sub princípio da condição mais benéfica. . deve prevalecer a interpretação legal mais favorável ao empregado. sub princípio da aplicação da norma mais favorável. aquela mais favorável ao trabalhador é a que deve ser usada. Princípio da condição mais benéfica: as condições mais favoráveis que já constaram no contrato de trabalho e no regulamento da empesa durante o tempo de serviço do empregado são sempre as que de fato valem. se aplica se surgirem dúvidas na interpretação adequada de uma lei laboral.PRINCÍPIOS O Direito do Trabalho brasileiro se vale de alguns princípios básicos que norteiam a confecção. Exemplificando: num processo trabalhista esse princípio não se aplica quando surgem dúvidas acerca da consistência das provas. O trabalhador é o elo mais fraco de relação trabalhista. O empregado recebe. Princípio da aplicação da norma mais favorável: aqui se indica que. o princípio da inalterabilidade contratual lesiva. que veremos a seguir: Princípio in dubio pro operario: estabelece que. Também temos como princípios importantes: o princípio da irrenunciabilidade de direitos. quando surge uma nova regra menos favorável. Entre eles está o princípio da proteção. e o princípio da intangibilidade salarial. No contexto do Direito do Trabalho. não o direito processual. Desse modo. interpretação e aplicação das normas trabalhistas. Deve-se observar que este princípio regula o direito material. Essa proteção se assenta na idéia de justiça distributiva. proteção jurídica especial por parte do Estado. mesmo que o empregado tenha concordado com ela. (como a escolha da lei de maior hierarquia). Esse princípio se divide em três sub princípios. ela não se aplica aos que já trabalharam sob as diretrizes anteriores. de fato. mas.

dos credores do empregado e dos credores do empregador. as cláusulas contratuais nulas dão espaço as cláusulas legais. Decorrente desse princípio temos o princípio da irredutibilidade salarial. art. . Princípio da inalterabilidade contratual lesiva: contratos não podem ser modificados de nenhuma forma que prejudique o trabalhador. naquilo que forem prejudiciais ao empregado. Princípio da primazia da realidade: em direito do trabalho. verdade real.Outros princípios importantes: Princípio da irrenunciabilidade de direitos: os direitos garantidos pelo estado ao trabalhador na CLT são irrenunciáveis. Princípio da intangibilidade salarial: há uma série de dispositivos legais que buscam proteger o salário do empregado ante possíveis interesses do empregador. estabelecido atualmente na própria CF/1988 (art. Só são permitidos contratos temporários em situações excepcionais. VI). Essa irredutibilidade não é absoluta: a Constituição permite a redução temporária de salários mediante acordo ou convenção coletiva. 7. para desconstituir o valor probandi dos documentos. Assim. portanto. Princípio da substituição automática das cláusulas nulas: As cláusulas contratuais que não observam o estatuto social legal de direitos dos trabalhador são automaticamente substituídas pelas condições de trabalho mínimas estabelecidas pela norma estatal. 468). os contratos são pactuados por prazo indeterminado.o. Essa medida visa a evitar que o poder econômico dos empregadores possa pressionar ou até coagir o trabalhador a abdicar de seus direitos. A verdade dos fatos. Mesmo que o trabalhador esteja consentindo com as alterações. prevalece sobre a verdade formal. Obviamente que nesse caso é necessário que se faça prova de tais fatos. Princípio da continuidade da relação de emprego: o pressuposto numa relação de emprego (que é o tipo mais comum de relação de trabalho) é que ela terá continuidade ao longo do tempo. os fatos concretos do dia a dia laboral prevalecem sobre o conteúdo de documentos para estabelecer os efeitos jurídicos da relação trabalhista. Em regra. Não há contrato ou acordo que possa tornar esses direitos inefetivos. indisponíveis e inderrogáveis. todas elas previstas em lei. elas serão inválidas (CLT.

O trabalho livre ganha então importância na teia social. no Rio de Janeiro. 1919 – 1ª lei de acidentes do trabalho e criação da OIT. 2º período De 1888 a 1930. regulando a preposição. com caráter individualista e regulando a relação de emprego como locação de serviços.    1891 – lei proibindo o trabalho dos menores de 12 anos. a Lei 1869/22. 1850 – Código Comercial. 1870 – Fundação da Liga Operária. estendendo-se até 1930. nesse período não há de se falar em Direito do Trabalho. que criou os tribunais Rurais.    Período escravo com pouco trabalho urbano. 1916 – Código Civil. justificam o vácuo legislativo. com a abolição da escravidão. cai em seguida a monarquia a qual dependia da mão de obra escrava. a escassez de mão de obra livre e sua reduzida importância na sociedade. 1925 – lei de férias de 15 dias anuais. com apropriação de mão de obra escrava. inicia-se a 1ª fase de formação do Direito Laboral. com a queda da escravatura.    2ª Fase A partir da Abolição. . Como por exemplo.PERIODOS DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL 1º período Da independência do Brasil à abolição da escravatura (1888). presa a políticas mercantilistas à base de agricultura. 1907 – 1ª lei sindical. Em 1888. e a Lei de Férias (15) de 1925. 1ª Fase O Brasil tratava-se de uma colônia portuguesa. a Lei Elói Chaves – 1923 – sobre caixas de pensões e Aposentadorias dos Ferroviários. iniciando-se a sua regulamentação. 1923 – lei instituindo caixa de aposentadoria e pensões dos ferroviários. o aviso prévio.

repouso semanal remunerado (1949). RELAÇÃO DE TRABALHO E RELAÇÃO DE EMPREGO Nesse contexto.CLT. As relações de trabalho podem se dar de muitas formas. eventual. com a Constituição de 1934 a Justiça do Trabalho. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (1966).Lei do vale-transporte. avulso. 1966.Criação da Justiça do Trabalho. 1943 . Lei de Trabalho Rural (5. reconhecimento do direito de greve (1946).Constituição Federal do Brasil. procedendo-se à sistematização das normas laborais existentes. surge a necessidade de uma disciplina das relações de trabalho. sempre que houver a contratação de uma pessoa denominada contratante.             1939 . e outras modalidades de contratação de uma pessoa para executar um serviço.214/66).Lei do repouso semanal remunerado. Diz-se que há uma relação de trabalho. A expressão relação de trabalho engloba a relação de trabalho autônomo.Lei do trabalho rural. 1990 . 1989.Leis do FGTS.3º período Da Revolução de 30 aos dias atuais. 1988 . com a Revolução e a Era Vargas. 1985 .889/73). 1962 . 1949 .Lei do 13º salário.Leis regulando a greve. 3ª Fase Inicia-se em 1930. 1964 e 1989 . . Organização da Justiça do Trabalho (1939). 1972 . Todo emprego é trabalho. São desse período: a primeira lei de indenização por despedida injusta (1935). Consolidação das Leis do Trabalho (1943).Lei do empregado doméstico. 1946. desenvolvendo-se autonomia deste novo ramo de Direito. 1973 .Lei do seguro-desemprego. Com o crescimento da industrialização. Estatuto do Trabalhador Rural (Lei 4. Gratificação Natalina (1962). mas nem todo vínculo jurídico de trabalho é um emprego. trabalho é gênero enquanto emprego é espécie. 1990 . 1976 . cria-se então.Lei do plano de alimentação do trabalhador. como Órgão do Poder Executivo.

ou seja. equivale ao contrato de trabalho. ela passa a ter jurisdição sobre qualquer relação de trabalho. e não se esgota com a própria execução. mesmo que esta não envolva subordinação jurídica. Alteridade: o serviço é prestado para outrem. 114. e remunerada. pessoal. e é contraprestada em dinheiro ou outras formas de pagamento. ou o vínculo empregatício. Com a Emenda de 2004. talvez fosse mais correto dizer que e justiça do trabalho seria a “justiça do emprego”. permanente ou constante. Subordinação jurídica: o empregado não controla a forma da prestação de serviço. A Emenda Constitucional 45 de 2004 trouxe uma modificação importante para a justiça do trabalho. e outros que sejam autônomos irão buscar seus direitos na Justiça do Trabalho. Pessoalidade: a prestação do serviço é incumbência de uma pessoa específica. assume os riscos do empreendimento. A RELAÇÃO DE EMPREGO A relação de emprego. ou seja: uma obrigação de fazer. que tornou-se agora competente para processar e julgar as ações oriundas das relações de trabalho (art. subordinada. técnicos de informática. Não-eventualidade: o serviço é prestado de forma contínua. que. I. reiterada. contínua. a Justiça Trabalhista brasileira passa a ter competência sobre as relações de trabalho em sentido amplo. CARACTERISTICA RELAÇÃO DE EMPREGO Trabalho por pessoa física: indica que o empregado não pode ser uma empresa ou outra pessoa jurídica. pois era somente das relações de emprego que esta tratava. pintores. que se insere na estrutura da atividade econômica desenvolvida pelo empregador. trabalhadores como pedreiros.A relação de emprego por sua vez corresponde a um tipo legal próprio e específico. Assim. é um fato jurídico que se configura quando alguém (empregado ou empregada) presta serviço a uma outra . da CF/1988). este sim. Agora. Onerosidade: a prestação de serviço não é gratuita. Anteriormente. cuja substituição é relevante.

estrutura da atividade econômica desenvolvida  Pessoa Física: o serviço somente é prestado por pessoa física para ser caracterizado como relação de emprego e protegido pela legislação trabalhista. mas ao mesmo tempo duplicaremos o poder aquisitivo para esses bens." Dentro dessa linha de ideias.pessoa. sem realizar trabalho em qualquer tipo de atividade econômica. cuja substituição é relevante. em carácter temporário ou permanente. de forma subordinada. física ou jurídica (empregador ou empregadora). não-eventual e onerosa. o aparecimento de desempregados em certas épocas era explicado como a resultante de um desajustamento temporário. Por isso. remunerada ou não. estando a economia sempre em equilíbrio. John Stuart Mill dizia: "Se pudermos duplicar as forças produtoras de um país. duplicaremos a oferta de bens em todos os mercados. Emprego é a função e a condição das pessoas que trabalham. As possibilidades de emprego que os sistemas econômicos podem oferecer em certo período. com as políticas de utilização dessa capacidade e com a tecnologia empregada na produção. remunerada ou não. O ajustamento (ocupação da força de trabalho desempregada) ocorreria quando os trabalhadores decidissem voluntariamente os salários mais baixos oferecidos pelos empresários. que estejam. . como também lhes permite plena integração social. pessoal. relacionamse com a capacidade de produção da economia. por determinado prazo. aceitar CARACTERÍSTICAS  Subordinação jurídica: O empregado não controla a forma da prestação de serviço. a maior parte dos países reconhece o direito ao trabalho como um dos direitos fundamentais dos cidadãos. o serviço prestado por pessoa jurídica e tutelado pelo direito civil  Pessoalidade: A prestação do serviço é incumbência de uma pessoa física específica. Os economistas clássicos entendiam que o estado de pleno emprego dos fatores de produção (entre eles o trabalho) era normal. Ter um emprego. não só constitui o principal recurso com que conta a maioria das pessoas para suprir as suas necessidades materiais. em qualquer tipo de atividade econômica. que se insere na pelo(a) empregador(a). Por desemprego entendese a condição ou situação das pessoas incluídas na faixa das "idades ativas" (em geral entre 18 e 65 anos).

os empregadores domésticos e as instituições sem fins lucrativos (sindicatos.prestada em dinheiro ou outras formas de pagamento. mediante salário.º da Consolidação das Leis do Trabalho do Brasil. Empregado É a pessoa contratada para prestar serviços para um empregador. A lei confere ao empregador certas prerrogativas sobre o trabalho do empregado. entre outras. que lhe permite fixar tarefas.). impor sanções. Por outro lado. cabe ao empregador o ônus de assumir integralmente o risco do negócio. ONGs etc. o próprio Estado. que consistem no seu poder diretivo. e é contra . e o setor agropecuário. respeitados os direitos previstos em Lei e na Constituição. e não se esgota com a própria execução. reiterada. designar a realização de horas extraordinárias (nos devidos limites). Não-eventualidade: O serviço é prestado de forma contínua. fixar metas. qual seja. escolher a época da concessão das férias do empregado. numa carga horária definida. . o empregado não tem autonomia para escolher a maneira como realizará o trabalho. controlar a efetiva realização do trabalho. a indústria. Conforme conceituação do art. 2. que já foram os maiores empregadores em distintas épocas da humanidade. Onerosidade: A prestação de serviço não é gratuita. O maior empregador da atualidade é o setor de serviços. O conceito de empregado encontra-se previsto no art. rescindir unilateralmente o contrato quando lhe for conveniente. além de outros deveres previstos em lei. disponibilizar equipamentos de proteção.  SUJEITOS DA RELAÇÃO EMPREGATÍCIA Empregador É a pessoa física ou jurídica que contrata alguém para lhe prestar serviço como empregado. pagar o salário e os encargos sociais.º da Consolidação das Leis do Trabalho. permanente ou constante. o empregador pode ser uma empresa. estando sujeito às determinações do empregador. ultrapassando o comércio. O serviço necessariamente tem de ser subordinado. 3. A relação entre o empregado e o empregador é denominada relação de emprego. fornecer ao empregado todos os instrumentos a fim da realização das tarefas.

sem subordinação. c) relação de igualdade. no mandato não há subordinação pessoal. d) ausência de subordinação. a relação jurídica entre os sujeitos é tríplice: mandante. no contrato de trabalho o fim perseguido é a realização de uma atividade destinada à obtenção de um resultado intelectual ou material. II – Sociedade a) Sujeitos (sócios). já o contrato de sociedade visa à realização de determinado serviço buscando a obtenção . no contrato de sociedade a figura dos sócios aparece em patamar de igualdade. como requisito básico da sua configuração. a saber: a) sujeitos: enquanto no contrato de trabalho há a presença do empregado e empregador. cumprindo os poderes que lhe foram outorgados por este para a prática de um ato ou de diversos atos. c) prática de atos. A distinção entre o contrato de mandato e contrato de trabalho faz-se porque o mandato pode ser gratuito. e) com ou sem remuneração. com ou sem remuneração. ao contrário.OUTRAS FIGURAS I – Mandato a) representação. mandatário e terceira pessoa. quando no contrato de trabalho há subordinação. b) mandatário/mandante. O Mandato é um contrato de representação pelo qual o mandatário age em favor do mandante. No mandato. a menos que se entenda como tal o dever de agir nos limites dos poderes conferidos. havendo entre eles diferença hierárquica decorrente da subordinação. O mandato objetiva um resultado jurídico. principalmente no que toca ao poder de deliberação. O contrato de sociedade se diferencia do contrato de trabalho em dois aspectos relevantes. Por fim. b) objeto: o objeto do contrato de trabalho é a prestação de serviços subordinados pelo empregado ao empregador em troca de uma remuneração (contraprestação). b) objeto (lucro). por meio do mandatário. a criação direta de um direito em favor do mandante. no contrato de trabalho é dúplice: empregado e empregador. o contrato de trabalho é sempre oneroso.

O empreiteiro. tendo-se em vista o seu objeto. Empreitada é o contrato firmado entre aquele que tem necessidade da confecção de uma obra ou serviço e uma pessoa física ou jurídica.de lucro pelos sócios. É possível dizer. que falta no contrato de trabalho. assim. A conceituação do que seja pequeno vulto geralmente se dá em razão do valor da obra. enquanto no contrato de trabalho o sujeito empregado só será pessoa física. não há esse poder de direção sobre o trabalho de outrem. o que quer dizer que o empregador exerce um poder de direção sobre a atividade do trabalhador. Ainda quando a empreitada é executada por uma pessoa física. Na empreitada. sob uma ótica geral. onde o contratado realiza serviços que. a Justiça do Trabalho é competente para . b) remuneração (determinada ou proporcional ao serviço). também. os dois contratos não se confundem. convergindo os interesses dos sócios para o mesmo fim. enquanto o interesse do empregador é obter o trabalho do empregado em proveito dos fins do empreendimento. o sujeito empreiteiro é pessoa física ou jurídica. a affectio societatis. pessoas que entre si não mantém uma relação de subordinação. A remuneração decorrente dessa espécie de contrato pode se dar de forma global ou proporcional ao serviço executado. representa tarefas de pequeno vulto. mas de igualdade. É importante saber o conceito de empreiteiro operário ou artífice porque. pessoa física. de acordo com a CLT (art. O objeto do contrato de trabalho é fundamentalmente o trabalho subordinado. 652. III). mas um trabalhador autônomo que exerce a sua atividade profissional por sua conta. também. A distinção entre contrato de trabalho e contrato de empreitada também se faz a partir dos sujeitos e do objeto. No contrato de empreitada. a figura do pequeno empreiteiro. Entende-se por pequena empreitada o contrato onde o empreiteiro se apresenta na condição de artífice ou operário. uma vez que o seu objeto é o resultado do trabalho. a obra a ser produzida. ou seja. Temos aqui. o contrato de trabalho é um contrato de atividade. a. É discutível a coincidência de interesses no contrato de trabalho porque é sabido que o interesse do empregado é receber a remuneração. III – Empreitada a) objeto (fazer ou mandar fazer certa obra). do tempo de sua realização ou do tipo de serviço a ser executado. não é um trabalhador subordinado. um elemento fundamental do contrato de sociedade.

para. a empreitada. a mediação para realização de negócios mercantis. se o contrato de empreitada é apenas um simulacro. Cabe esclarecer também que a pessoalidade não é inerente ao contrato de empreitada. que traz em seu art.Contrato de representação comercial O trabalhador autônomo. é chamado de representante comercial autônomo. alterada pela Lei 8.886. razão pela qual admite-se seja o prestador de serviços inclusive pessoa jurídica. por conta de uma ou mais pessoas. sendo sua disciplina legal dada pela Lei 4. há que ser reconhecida a relação empregatícia. Em resumo. a exceção do art. os elementos indispensáveis ao contrato de representação comercial. da CLT. Além disso.420/92. c) o pequeno empreiteiro ou artífice não faz jus à proteção material conferida aos empregados. em seu art. a fim de se afastar um possível vínculo de emprego. “a”. Nem o será o empreiteiro que conta com o trabalho de outros. agenciando propostas ou pedidos. não se aplicando ao pequeno empreiteiro ou artífice os direitos trabalhistas conferidos aos empregados. a grande distinção entre o contrato de emprego e o contrato de empreitada é a ausência de subordinação (autonomia) que caracteriza este último.1965. sujeito passivo da prestação de serviços resultantes da representação comercial não empregatícia. isto é. 652. a expressão “ou por interposta pessoa” do conceito supramencionado. IV. dentre os quais podemos destacar: . refere-se tão somente à questão processual da competência material da Justiça do Trabalho. Traz ainda. III. 27 e alíneas. sem qualquer fiscalização de quem o pagará. transmiti-los aos representados. Com efeito. sem auxiliares. isto é. Neste sentido. merecem ser memorizadas as seguintes ideias: a) o empreiteiro (mesmo o pequeno) não é empregado. b) naturalmente. Não será empreiteiro operário ou artífice a pessoa jurídica. sem relação de emprego que desempenha em caráter não eventual. como sendo a pessoa física ou jurídica. 1º o conceito de representante comercial autônomo. e estão presentes os requisitos dos artigos 2º e 3º da CLT. praticando ou não atos relacionados com a execução dos negócios. a impossibilidade de substituição por outro. Sendo pessoa física o empreiteiro. em homenagem ao princípio da primazia da realidade. caso em que será empregador. Esse tipo de empreiteiro é uma pessoa física que executa direta e pessoalmente.12. não é da essência do contrato a infungibilidade. de 09.decidir questões movidas por empreiteiros operários ou artífices contra as pessoas para as quais fizeram a empreitada. o empreiteiro trabalha com autonomia.

c) prazo certo ou indeterminado da representação. produtividade e colaboração com a firma representada. bem como a subordinação. em determinados casos a exclusividade. g) hipótese de restrição da zona concedida com exclusividade. Paulo Emílio Ribeiro de Vilhena fala em ‘zona gris’.886/65. j) indenização devida ao Representante pela rescisão do contrato. Todavia. e) garantia total. bem como da permissibilidade ou não da representada poder negociar. b) indicação genérica ou específica dos produtos ou artigos objeto da representação. d) indicação das zonas onde será exercida.a) condições e requisitos gerais da representação. a referida disciplina legal condensou em seu texto elementos que fazem crer tratar-se de trabalho subordinado e não de representação comercial autônoma. pelo representado. a fixação e restrições de zonas de operação. conforme assevera os arts. buscar a diferenciação de ambas figuras. por prazo certo ou determinado de exclusividade de zona ou setor de zona. dever de fidelidade. diretamente. Segundo Maurício Godinho Delgado: “duas grandes pesquisas sobrelevam-se nesse contexto: a pesquisa sobre a existência (ou não) da pessoalidade e a pesquisa sobra à existência (ou não) da subordinação. Devemos. importa pesquisar se o elemento pessoalidade encontra-se presente no pacto entre o representante e representado. 27 e 28 da Lei. 34. dos valores respectivos. fora dos casos previstos no art. . portanto. i) exercício exclusivo ou não em favor do representado. h) obrigações e responsabilidade das partes. f) retribuição. admissibilidade de pagamentos periódicos. 4. naquele local. importando assim separar a relação de trabalho do representante comercial autônomo da relação de emprego do trabalhador subordinado.” Desta forma. época do pagamento e recebimento ou não. parcial. que seria uma tênue linha divisória que separa o representante comercial autônomo e o obreiro submetido ao vínculo de emprego. tais como a não-eventualidade. assemelhando o contrato de representação àquele dos artigos 482 e 483 da CLT.

em que o vendedor se obriga a entregar a coisa no domicilio do comprador. 730 do CC). incólume. organizando seu trabalho com poderes jurídicos decorrentes do contrato. no máximo. é limitado a quatro anos. regendo-se a sua responsabilidade pelas normas que disciplinam a compra e venda. caracterizando verdadeira escravidão. Poderá admitir auxiliares. Nesse caso. V. de um lugar para outro.Ausente a pessoalidade. O contrato de transporte gera. Quando celebrado sem prazo determinado. fatalmente estará afastada a relação de emprego. mas presente ela. necessário ainda se averiguar a presença concomitante da subordinação. com ampla liberdade de condução de sua atividade. a transportar. cuja obrigação é exclusivamente a de efetuar o traslado de uma coisa ou pessoa. VI. pode ser objeto de resilição unilateral. qual seja. para o transportador. obrigação de resultado. A remuneração é paga por aquele que contrata o prestador ou locador. escolhendo a clientela como bem lhe aprouver. sendo o risco e o resultado da representação decorrência lógica da direção que o representante quiser imprimir ao seu negócio. O representante comercial é trabalhador autônomo.contrato de transporte É aquele em que alguém se obriga. ajustar representação com outras empresas. como a compre e venda. apresentar-se sob firma própria. ao seu destino. Não pode haver ingerência no modus operandi nem a fixação de cotas e metas ao Representado. sem distinguir a espécie de atividade prestada pelo locador ou prestador de serviços. material ou imaterial. A relação de transporte pode apresentar-se como acessória de outro negocio jurídico. É contrato bilateral. Para evitar prestações de serviço por tempo demasiado longo. devendo ter escrita contábil. que é empresário em exercício de atividade econômica autônoma e organizada. A atividade exercida deve ser autenticamente autônoma. contratado mediante retribuição. que pode ser profissional liberal ou trabalhador braçal. o prazo de duração de um contrato. sem interferência da empresa representada. aplicando-se somente as relações não regidas pela consolidação das leis do trabalho e pelo código do consumidor. mediante retribuição. adotar formas próprias de desenvolvimento de sua atividade. pessoas ou coisas (art. se não houver exclusividade. o primeiro não se qualifica como transportador. oneroso e consensual. que se limita a receber pedidos e pagar as comissões respectivas. As regras do código civil tem caráter residual.Prestação de serviços Constitui prestação de serviço toda espécie de serviço ou trabalho licito. . a de transportar pessoa ou coisa.

caracterizar-se-á o contrato de representação autônoma. de prestação de serviço ou por qualquer relação de dependência. Nesse caso. Não se confunde com o fretamento. mas nada obriga que o conclua. em caráter não eventual e sem vínculos de dependência. em determinadas praças. obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios. quando o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada (art. nem procurador. no que couber. antevendo as partes as vantagens e os sacrifícios que dele podem advir). Não é mandatário. VIII. em regra. ser feito gratuita e desinteressadamente. no que couber. Tem a mesma natureza jurídica do contrato de comissão.886/65. Preceitua o art. Fomenta o negócio do agenciado. pelas disposições relativas ao depósito. as regras concernentes ao mandato e à comissão e as constantes de lei especial”. muitas vezes tácito. porque não efetua a conclusão dos negócios jurídicos. regido pela lei nº 4. VII. mas não o representa. No contrato de transporte quem dirige e se responsabiliza pelo deslocamento das pessoas ou coisas é o transportador.Embora tenha características próprias. O proponente pode conferir poderes ao agente para que este o represente na conclusão dos contratos. nem com ele possui vínculo trabalhista. Promove o negócio. avião. não ligada a outra em virtude de mandato. como no caso de quem dá carona a alguém). CC). comutativo (as prestações são certas e determinadas. como no atendimento do taxista ou do motorista do ônibus ao aceno do passageiro). que elabora todas as suas cláusulas). quando a coisa transladada é depositada ou guardada nos armazéns do transportador (art. não solene (não depende de forma prescrita na lei. à conta de outra. conforme as . e o de distribuição. Pode até intermediar e fazer jus a comissões. mas tal circunstâncias não o transforma em corretor nem em mandatário. que lhe dará o destino que desejar. consensual (aperfeiçoa-se com o acordo de vontades. oneroso (podendo. O agente atua como promotor de negócios em favor de uma ou mais empresas. mediante retribuição. a obrigação de promover. ônibus) ao outorgado. sendo válida a celebração verbal) e de adesão (o viajante adere ao regulamento da empresa de transporte. 721 do CC que “aplicam-se ao contrato de agência e distribuição.contrato de agência e distribuição Configura-se o contrato de agência quando uma pessoa assume.corretagem Pelo contrato de corretagem ou mediação. É contrato bilateral ou sinalagmático (gera obrigações recíprocas). rege-se. em zona determinada. CC). uma pessoa. porém. Não é corretor. 751. a realização de certos negócios. 710. em que é cedido o uso do meio de transporte (navio.

todas as modalidades contratuais lícitas admitem a corretagem. ou seja. fazendo jus a uma retribuição se este se concretizar. porque pressupõe eventual remuneração como contraprestação de seu trabalho e empenho). ou seja. IX.instruções recebidas.contrato de administração É o acordo recíproco de vontades que tem por fim gerar obrigações recíprocas entre os contratantes. Somente fará jus à comissão se houver resultado útil. o contrato administrativo ou contrato público é o instrumento dado à Administração pública para dirigir-se e atuar perante seus administrados sempre que necessite adquirir bens ou serviços dos particulares. consensual (perfeiçoa-se com o acordo de vontades). oneroso (ambos os contratantes obtêm proveito. Denomina-se comitente o que contrata a intermediação do corretor. para o corretor. aleatório (o corretor assume o risco do insucesso da aproximação) e não solene (não se exige forma especial). O contrato civil (ou privado) da Administração caracteriza-se por ser um acordo de vontade entre um particular e a Administração que submetem-se ao regime jurídico de Direito Privado uma vez que o ente administrativo encontra-se em condições análogas ao particular. Portanto. se a aproximação entre comitente e o terceiro resultar na efetivação do negócio. pagamento da comissão e realização do negócio sem o desgaste de procurar interessados. Em princípio. essa forma de contrato está praticamente extinta uma vez que a Lei nº 8. Os contratos celebrados pelo ente administrativo dividem-se em contratos administrativos e contratos civis (ou privados). acessório (prepara a conclusão de outro negócio). No primeiro ocorre a supremacia da Administração sobre o particular uma vez que busca-se a concretização de um interesse público enquanto no segundo a Administração encontra-se análoga ao particular. A retribuição será devida quando a conclusão do negócio tenha decorrido exclusivamente dessa aproximação. assim como o particular. Contudo. A corretagem é contrato bilateral (gera obrigações recíprocas). O corretor aproxima pessoas interessadas na realização de determinado negócio. segundo José dos Santos Carvalho Filho. aplicam-se a esses contratos o disposto no Código Civil. ao qual corresponde um sacrifício: para o comitente. O contrato administrativo caracteriza-se por ser um acordo de vontades entre um particular (objetivando o lucro) e a Administração que submetem-se ao . a Administração celebra contratos no intuito de alcançar objetivos de interesse público. A obrigação por este assumida é de resultado. Portanto.666/93 enquadrou todos os tipos de contratos da administração em seu regime. inclusive a matrimonial.

regime jurídico de Direito Público. TRABALHADOR AUTÔNOMO Os contratos de prestação de serviços autônomos são regidos pelo Código Civil.contrato de fornecimento Trata-se de um contrato de compra e venda que prevê a aquisição de coisas móveis. X. Pois. III. gêneros alimentícios. material escolar. como toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente. Normalmente o seu trabalho não se enquadra nas necessidades normais da empresa. em seu art. tratam-se de trabalhadores que trabalham sem qualquer tipo de subordinação. no período e nas condições ajustadas pelo próprio trabalhador.” Ou seja. O contrato de fornecimento é denominado pela Lei nº 8. representante comercial autônomo e etc. como por exemplo: material hospitalar. o trabalho é prestado na forma. equipamentos. por exemplo. ficando. contendo cláusulas exorbitantes e derrogatórias do direito comum. TRABALHADOR EVENTUAL De acordo com a definição de Sérgio Pinto Martins: “O eventual é a pessoa física contratada apenas para trabalhar em certas ocasiões específicas: trocar uma instalação elétrica. O contrato de fornecimento é classificado como ajuste de colaboração. não havendo continuidade na prestação de serviço. o trabalhador eventual é aquele que presta serviço a várias pessoas. instruído por princípios publicísticos. necessárias à realização e à manutenção dos serviços da Administração Pública.666/93. São exemplos de trabalhadores autônomos: empreiteiros. Terminado o evento. consertar o encanamento. excluídos os autônomos como já citado. . sem fixar-se a uma fonte permanente de trabalho. não se submetem ao poder de comando do empregador. o trabalhador não irá mais à empresa. 6º. O âmbito pessoal da CLT é restrito aos empregados. de “contrato de compra”. É o caso do pedreiro chamado para consertar um muro de uma fábrica de alimentos. vez que a CLT não se aplica a trabalhadores autônomos. portanto. etc.

estabelece que o prazo da contratação do trabalhador temporário para trabalhar na mesma tomadora . O trabalhador temporário não pode suprir cargos vagos. empregado da empresa tomadora de serviços. havendo desvirtuamento da lei nº 6.841/74. 12.TRABALHADOR AVULSO Assim como o eventual. o vínculo se forma diretamente com a empresa tomadora dos serviços. o trabalhador avulso se difere do empregado em virtude de ser esporádico. por sua vez. no entanto.019/74. Trata-se de um trabalhador que por força da lei nº 6. em decorrência de afastamento definitivo do titular. TRABALHADOR TEMPORÁRIO É a pessoa física contratada por empresa de trabalho temporário. É o trabalhador temporário remunerado e subordinado à empresa de trabalho temporário. que encaminha a quantidade de avulsos necessária para o serviço. 9º) e que fique constando a demanda justificadora da mãe de obra temporária. a lei exige que seja celebrado por escrito (art. faz o pagamento aos trabalhadores. o sindicato arregimenta o trabalhador avulso e o envia para a atividade necessária.019/74. O trabalhado temporário é regido pela Lei nº 6. Não é. 10 da mesma lei.019/74. (pessoa física ou jurídica urbana – art. O contrato tem que ser solene. Sendo assim. que. Assim. A administração do porto paga diretamente ao sindicato. embora. Sua única diferença está no fato de que a contratação do avulso é sempre intermediada por um sindicato. preste serviço à empresa tomadora ou cliente. O art. 4º) para a prestação de serviço destinado a atender à necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou acréscimo extraordinário de serviço. a administração do porto entra em contato com o sindicato dos portuários. contudo. Um exemplo extremamente rotineiro que podemos assinalar para configurar o avulso é o que ocorre nos portos. que foi regulamentada pelo decreto nº 73. mas sim a uma necessidade episódica. possui alguns direitos trabalhistas arrolados no art. quando há algum trabalho que necessite de outros obreiros.

ou cliente não pode ser superior a 3 meses. . salvo autorização do Ministério do Trabalho e Emprego.

.CLT Comentada. curso FMB.Direito do trabalho.Apostila de direito do trabalho . Rideel – André Luiz Paes de Almeida. . . Ed. .Direito do trabalho.CLT. Saraiva – Carlos Roberto Gonçalves.BIBLIOGRAFIA. . – Coleção didática da Proordem – Renato Saraiva. Ed.Direito das Obrigações. . .