Você está na página 1de 20

ESTATUTO DA ADVOCACIA E DA OAB

Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994
Dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem
dos Advogados do Brasil – OAB.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
TÍTULO I
DA ADVOCACIA
CAPÍTULO I
DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA1
Art. 1º São atividades privativas de advocacia:
I – a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;2
II – as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
§ 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em
qualquer instância ou tribunal.
§ 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser
admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados.3
§ 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.4
Art. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça.5
§ 1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social.
§ 2º No processo judicial, o advogado contribui, na postulação de decisão favorável ao seu
constituinte, ao convencimento do julgador, e seus atos constituem múnus público.
§ 3º No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, nos
limites desta Lei.6
Art. 3º O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de
advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil – OAB.7
§ 1º Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao regime desta Lei, além do regime
próprio a que se subordinem, os integrantes da Advocacia-Geral da União, da Procuradoria da
Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas entidades de administração
indireta e fundacional.8
§ 2º O estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode praticar os atos previstos no art. 1º,
na forma do Regulamento Geral, em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste.9
Art. 4º São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB,
sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas.

Publicada no Diário Oficial de 5 de julho de 1994, Seção 1, p. 10093/10099.
Ver Provimento n. 66/1988 e art. 5o do Regulamento Geral.
2
Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127.
3
Ver anexo: STF - ADI 1194. Ver art. 2o do Regulamento Geral e Provimento n. 49/1981.
4
Ver Provimento n. 94/2000.
5
Ver Provimento n. 97/2002 e art. 133 da Constituição da República.
6
Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127.
7
Ver Provimento 91/2000.
8
Ver Lei n. 9.527/1997. Ver Título I, Capítulo V, do Estatuto. Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1552.
9
Ver arts. 37 e seguintes do Regulamento Geral.
1

Parágrafo único. São também nulos os atos praticados por advogado impedido – no âmbito do
impedimento – suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a
advocacia.
Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato.
§ 1º O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la
no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período.
§ 2º A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais, em
qualquer juízo ou instância, salvo os que exijam poderes especiais.10
§ 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os dez dias seguintes à
notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do término
desse prazo.
CAPÍTULO II
DOS DIREITOS DO ADVOGADO11
Art. 6º Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do
Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos.
Parágrafo único. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem
dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da
advocacia e condições adequadas a seu desempenho.
Art. 7º São direitos do advogado:
I – exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional;
II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de
trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas
ao exercício da advocacia;12
III – comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração,
quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares,
ainda que considerados incomunicáveis;
IV – ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao
exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais
casos, a comunicação expressa à seccional da OAB;13
V – não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de EstadoMaior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua falta,
em prisão domiciliar;14
VI – ingressar livremente:
a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada
aos magistrados;
b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços
notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e
independentemente da presença de seus titulares;
c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público
onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade
profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente
qualquer servidor ou empregado;
d) em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou
perante a qual este deve comparecer, desde que munido de poderes especiais;

10

Ver art. 6o do Regulamento Geral.
Ver arts. 15 e seguintes do Regulamento Geral e Provimento n. 48/1981.
12
Ver Lei n. 11.767/2008.
13
Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127.
14
Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127.
11

18 § 3º O advogado somente poderá ser preso em flagrante. pelos excessos que cometer. podendo copiar peças e tomar apontamentos. contra a inobservância de preceito de lei. mesmo sem procuração. 19 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127. 18 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127. ou da Administração Pública em geral. proferido de ofício.19 § 4º O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar. não constituindo injúria. pelo prazo de dez dias. por motivo de exercício da profissão. XI – reclamar. em juízo. bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas. mediante comunicação protocolizada em juízo. tribunal ou autoridade. 18 e 19 do Regulamento Geral. VIII – dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho. assegurada a obtenção de cópias. XII – falar. tribunais. 16 . em caso de crime inafiançável. XVI – retirar autos de processos findos. para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos. difamação ou desacato puníveis qualquer manifestação de sua parte. quando ofendido no exercício da profissão ou em razão dela. 17 Ver Provimento n. ainda que conclusos à autoridade. 2) quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no cartório. IX – sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo. delegacias de polícia e presídios. pelo prazo de quinze minutos. ao advogado que houver deixado de devolver os respectivos autos no prazo legal. pela ordem. ou retirá-los pelos prazos legais. 3) até o encerramento do processo. secretaria ou repartição. perante qualquer juízo. XVII – ser publicamente desagravado. no exercício de sua atividade. sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB. Ver arts. 8/1964. independentemente de horário previamente marcado ou outra condição. documentos ou afirmações que influam no julgamento. XV – ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza. nas sessões de julgamento. reconhecida pela autoridade em despacho motivado. § 2º O advogado tem imunidade profissional.VII – permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso anterior. com uso e controle assegurados à OAB. salvo se prazo maior for concedido. tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo. XIV – examinar em qualquer repartição policial. independentemente de licença. em cartório ou na repartição competente. e só o fizer depois de intimado. em todos os juizados. em juízo ou fora dele. quando não estejam sujeitos a sigilo. sentado ou em pé. podendo tomar apontamentos. observado o disposto no inciso IV deste artigo. após o voto do relator. verbalmente ou por escrito. mesmo sem procuração. salas especiais permanentes para os advogados. em instância judicial ou administrativa. em qualquer juízo ou tribunal. fóruns. ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado.15 X – usar da palavra.20 15 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127. autos de flagrante e de inquérito. regulamento ou regimento. autos de processos findos ou em andamento. observando-se a ordem de chegada. mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte. findos ou em andamento.16 XVIII – usar os símbolos privativos da profissão de advogado. após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva presidir a ele. em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo. mesmo sem procuração.17 XIX – recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar. XIII – examinar. XX – retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial. mediante representação ou a requerimento da parte interessada. bem como sobre fato que constitua sigilo profissional. mediante intervenção sumária. § 1º Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI: 1) aos processos sob regime de segredo de justiça.

9º Para inscrição como estagiário é necessário:27 I – preencher os requisitos mencionados nos incisos I. sendo obrigatório o estudo deste Estatuto e do Código de Ética e Disciplina.24 V – não exercer atividade incompatível com a advocacia. VI. II – diploma ou certidão de graduação em direito. no exercício da profissão ou de cargo ou função de órgão da OAB. 23 Ver arts. devidamente revalidado. o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido. 88. III – título de eleitor e quitação do serviço militar. § 2º A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize seu curso jurídico.583.§ 5º No caso de ofensa a inscrito na OAB. pelos Conselhos da OAB. V.22 CAPÍTULO III DA INSCRIÇÃO23 Art. II. Art. vedada a utilização dos documentos. VII – prestar compromisso perante o Conselho. bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. pode ser mantido pelas respectivas instituições de ensino superior. 11. do Estatuto e arts. obtido em instituição estrangeira. 144/2011. 22 Ver Lei n. em qualquer hipótese. 20 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127.Recurso Extraordinário nº 603. III.25 § 2º O estrangeiro ou brasileiro. salvo reabilitação judicial. realizado nos últimos anos do curso jurídico. sendo. a ser cumprido na presença de representante da OAB. 8º. VI – idoneidade moral. 21 . em procedimento que observe os termos do processo disciplinar. 58. 24 Ver anexo: decisão do STF .767/2008. § 1º O estágio profissional de advocacia. 25 Ver Provimento n. § 4º Não atende ao requisito de idoneidade moral aquele que tiver sido condenado por crime infamante.767/2008. 8º Para inscrição como advogado é necessário: I – capacidade civil. 26 Ver Provimentos n. 20 e seguintes do Regulamento Geral. IV – aprovação em Exame de Ordem.21 § 7º A ressalva constante do § 6º deste artigo não se estende a clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou co-autores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade. específico e pormenorizado. § 1º O Exame de Ordem é regulamentado em provimento do Conselho Federal da OAB. quando não graduado em direito no Brasil. a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste artigo. § 6º Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado. além de atender aos demais requisitos previstos neste artigo. suscitada por qualquer pessoa. II – ter sido admitido em estágio profissional de advocacia. 27 e seguintes do Regulamento Geral. 91/2000. obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada. deve ser declarada mediante decisão que obtenha no mínimo dois terços dos votos de todos os membros do conselho competente. deve fazer prova do título de graduação. art. em decisão motivada. e 112 do Regulamento Geral. órgãos jurídicos e escritórios de advocacia credenciados pela OAB. se brasileiro. Ver Lei n. ou por setores. com duração de dois anos.26 § 3º A inidoneidade moral. 27 Ver arts. sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator. das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado. 11. expedindo mandado de busca e apreensão. 37/1969 e n. VI e VII do art.

32 28 Ver arts. II – sofrer penalidade de exclusão. o domicílio da pessoa física do advogado. na forma do Regulamento Geral. 30 Ver Provimento n. 8º.30 § 4º O Conselho Seccional deve suspender o pedido de transferência ou inscrição suplementar. na forma prevista no Regulamento Geral. para fins de aprendizagem. Art. É obrigatória a indicação do nome e do número de inscrição em todos os documentos assinados pelo advogado. Parágrafo único. Art. do Estatuto e arts. § 4º O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira se inscrever na Ordem. 11. Cancela-se a inscrição do profissional que: I – assim o requerer.28 § 1º Considera-se domicílio profissional a sede principal da atividade de advocacia.29 § 3º No caso de mudança efetiva de domicílio profissional para outra unidade federativa. Art. deve o advogado requerer a transferência de sua inscrição para o Conselho Seccional correspondente. § 2º Além da principal. por motivo justificado. no exercício de sua atividade. é de uso obrigatório no exercício da atividade de advogado ou de estagiário e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais. atividade incompatível com o exercício da advocacia. 94/2000. V. A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território pretende estabelecer o seu domicílio profissional. § 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição – que não restaura o número de inscrição anterior – deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I. considerando-se habitualidade a intervenção judicial que exceder de cinco causas por ano. 20 e seguintes do Regulamento Geral. 32 Ver Provimento n. atividade incompatível com a advocacia. o novo pedido de inscrição também deve ser acompanhado de provas de reabilitação. X. o cancelamento deve ser promovido. III – falecer. 14. O documento de identidade profissional. 31 Ver art. 10. § 3º Na hipótese do inciso II deste artigo. 13. IV – passar a exercer. II – passar a exercer. vedada a inscrição na OAB. o advogado deve promover a inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão. na dúvida. Ver art. Licencia-se o profissional que: I – assim o requerer.§ 3º O aluno de curso jurídico que exerça atividade incompatível com a advocacia pode freqüentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior. 29 . V – perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição. sem indicação expressa do nome e do número de inscrição dos advogados que o integrem ou o número de registro da sociedade de advogados na OAB. § 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II. ao verificar a existência de vício ou ilegalidade na inscrição principal. 5º do Regulamento Geral e Provimento n. É vedado anunciar ou divulgar qualquer atividade relacionada com o exercício da advocacia ou o uso da expressão “escritório de advocacia”. prevalecendo. III e IV. de ofício. III – sofrer doença mental considerada curável. em caráter temporário. em caráter definitivo.31 Art. 45/1978. pelo Conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa. 54. Art. VI e VII do art. 32 a 36 do Regulamento Geral. contra ela representando ao Conselho Federal. 42/1978. 12.

§ 1º A sociedade de advogados adquire personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede. 112/2006.CAPÍTULO IV DA SOCIEDADE DE ADVOGADOS33 Art. sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte. nos cartórios de registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas comerciais. hospedagem e alimentação. 95/2000 e n. 94/2000. aguardando ou executando ordens. 37 e seguintes do Regulamento Geral. que incluam sócio não inscrito como advogado ou totalmente proibido de advogar. o sócio responde subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados aos clientes por ação ou omissão no exercício da advocacia. no exercício da profissão. ficando os sócios obrigados a inscrição suplementar. Art. desde que prevista tal possibilidade no ato constitutivo. . que realizem atividades estranhas à advocacia. § 6º Os advogados sócios de uma mesma sociedade profissional não podem representar em juízo clientes de interesses opostos. que adotem denominação de fantasia. não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais. 12 do Regulamento Geral. Os advogados podem reunir-se em sociedade civil de prestação de serviço de advocacia. A relação de emprego. nem podem funcionar. considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador. no que couber. Além da sociedade. O advogado empregado não está obrigado à prestação de serviços profissionais de interesse pessoal dos empregadores. sem prejuízo da responsabilidade disciplinar em que possa incorrer. Art. § 2º O licenciamento do sócio para exercer atividade incompatível com a advocacia em caráter temporário deve ser averbado no registro da sociedade. 15. entre outras finalidades.35 § 1º Para efeitos deste artigo. na forma disciplinada nesta Lei e no Regulamento Geral. Não são admitidas a registro. 35 Ver art. de sociedade que inclua. salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de dedicação exclusiva. a atividade de advocacia. 34 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1552. podendo permanecer o de sócio falecido. as sociedades de advogados que apresentem forma ou características mercantis. § 1º A razão social deve ter. não alterando sua constituição. na qualidade de advogado. pelo menos. 91/2000. n. no seu escritório ou em atividades externas. n. um advogado responsável pela sociedade. § 3º É proibido o registro. 19. 24-B. n. 24-A. 17. CAPÍTULO V34 DO ADVOGADO EMPREGADO Art. 18. § 4º Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados. o nome de. não retira a isenção técnica nem reduz a independência profissional inerentes à advocacia. fora da relação de emprego. 69/89. 16. Provimentos n. § 2º Aplica-se à sociedade de advogados o Código de Ética e Disciplina. obrigatoriamente. 20. Art. Parágrafo único. com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional. § 3º As procurações devem ser outorgadas individualmente aos advogados e indicar a sociedade de que façam parte. 33 Ver arts. Art. A jornada de trabalho do advogado empregado. salvo se ajustado em acordo ou convenção coletiva de trabalho. § 5º O ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e arquivado junto ao Conselho Seccional onde se instalar. O salário mínimo profissional do advogado será fixado em sentença normativa.

mesmo havendo contrato escrito. 21. 14 e 111 do Regulamento Geral. tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte. 58.ADI n. acrescidas do adicional de vinte e cinco por cento. § 3º Salvo estipulação em contrário. pertencem ao advogado. § 2º Na falta de estipulação ou de acordo. se assim lhe convier. Art. 36 Ver anexo: STF . insolvência civil e liquidação extrajudicial. § 3º É nula qualquer disposição. 38 Ver art. concordata. o juiz deve determinar que lhe sejam pagos diretamente. no caso de impossibilidade da Defensoria Pública no local da prestação de serviço. salvo se este provar que já os pagou.39 § 4º O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária. em remuneração compatível com o trabalho e o valor econômico da questão. regulamento ou convenção individual ou coletiva que retire do advogado o direito ao recebimento dos honorários de sucumbência.§ 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal. os honorários são fixados por arbitramento judicial. 1194. § 4º Se o advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório. ou pessoa por este representada. Art.37 CAPÍTULO VI DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS38 Art. aos fixados por arbitramento judicial e aos de sucumbência. do Estatuto e arts. e pagos pelo Estado.ADI n. 39 Ver anexo: STF . quer os concedidos por sentença. concurso de credores. cláusula. segundo tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB. Nas causas em que for parte o empregador. os honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. proporcionais ao trabalho realizado. são recebidos por seus sucessores ou representantes legais. 1194. não lhe prejudica os honorários. 1194. Os honorários de sucumbência. Ver anexo: STF . podendo requerer que o precatório. Art. tem direito aos honorários fixados pelo juiz. por arbitramento ou sucumbência. 22. 37 . percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados são partilhados entre ele e a empregadora. um terço dos honorários é devido no início do serviço. 23. 24. seja expedido em seu favor. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos honorários convencionados. § 1º O advogado. § 2º Na hipótese de falecimento ou incapacidade civil do advogado. § 1º A execução dos honorários pode ser promovida nos mesmos autos da ação em que tenha atuado o advogado. quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado.36 Parágrafo único. salvo aquiescência do profissional. quando necessário. outro terço até a decisão de primeira instância e o restante no final. na forma estabelecida em acordo. quer os convencionados. § 5º O disposto neste artigo não se aplica quando se tratar de mandato outorgado por advogado para defesa em processo oriundo de ato ou omissão praticada no exercício da profissão. § 3º As horas trabalhadas no período das vinte horas de um dia até as cinco horas do dia seguinte são remuneradas como noturnas. por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte. A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito que o estipular são títulos executivos e constituem crédito privilegiado na falência. Os honorários incluídos na condenação. os honorários de sucumbência. não podendo ser inferiores aos estabelecidos na tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB.ADI n. V.

ou de terceiros por conta dele (art. 8º do Regulamento Geral. II – do trânsito em julgado da decisão que os fixar. arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais. IV – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro. Art. contado o prazo: I – do vencimento do contrato. do Ministério Público. A advocacia é incompatível. 43 Ver Provimento n. V – da renúncia ou revogação do mandato. Art.43 VI – militares de qualquer natureza. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de advogado. 11.415/2006 . indireta e fundacional são exclusivamente legitimados para o exercício da advocacia vinculada à função que exerçam. Art. A incompatibilidade determina a proibição total. 25. 44 Ver parágrafo único do art. Lei n. 42 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127. Prescreve em cinco anos a ação de prestação de contas pelas quantias recebidas pelo advogado de seu cliente. CAPÍTULO VII DAS INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS41 Art.40 Art. a juízo do Conselho competente da OAB. 26. XXI).902/2009.art. dos juizados especiais. Defensores – Gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da Administração Pública direta. § 2º Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão relevante sobre interesses de terceiro. 28. e o impedimento. juízes classistas. durante o período da investidura. não pode cobrar honorários sem a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento. bem como a administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico. Art. 34. 30. na ativa. 62/1988. a proibição parcial do exercício da advocacia. bem como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta ou indireta. 62/1988. da justiça de paz. em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público. § 1º A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de exercê-lo temporariamente. São impedidos de exercer a advocacia:44 40 Ver Lei 11. dos tribunais e conselhos de contas. V – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza.42 III – ocupantes de cargos ou funções de direção em órgãos da Administração Pública direta ou indireta. 41 . II – membros de órgãos do Poder Judiciário. 2º do Regulamento Geral. VIII – ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras. III – da ultimação do serviço extrajudicial. 29. inclusive privadas. Ver art. VII – ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento.Art. art. IV – da desistência ou transação. 25-A. Advogados – Gerais. se houver. com reserva de poderes. Os Procuradores – Gerais. 27. 8º do Regulamento Geral e Provimento n. mesmo em causa própria. 21. com as seguintes atividades: I – chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais. O advogado substabelecido.

Em caso de lide temerária. no exercício da profissão. sigilo profissional. ou em que não tenha colaborado. e Resolução n. mediante participação nos honorários a receber. 83/96 e n. sociedades de economia mista. O advogado obriga-se a cumprir rigorosamente os deveres consignados no Código de Ética e Disciplina. entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. com ou sem a intervenção de terceiros. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos. 34. 24-A e 24-B do Regulamento Geral. § 2º Nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer autoridade. IV – angariar ou captar causas. indireta ou fundacional. o que será apurado em ação própria. ainda. fundações públicas. Parágrafo único. o outro profissional e. Art. por ato próprio. VI – advogar contra literal disposição de lei. a anulação ou a nulidade do processo em que funcione. o cliente. contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora. proibidos ou impedidos. § 1º O advogado. o dever de assistência jurídica. o advogado será solidariamente responsável com seu cliente. empresas públicas. 01/2011-SCA. O advogado é responsável pelos atos que. Parágrafo único. n. ou facilitar. o seu exercício aos não inscritos. no exercício profissional. em seus diferentes níveis. CAPÍTULO IX DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES46 Art. deve manter independência em qualquer circunstância.I – os servidores da administração direta. 46 . o dever geral de urbanidade e os respectivos procedimentos disciplinares. II – manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta Lei. Ver Código de Ética e Disciplina. Parágrafo único. quando impedido de fazê-lo. 47 Ver arts. interesse confiado ao seu patrocínio. 112/2006. 94/2000. 33. V – assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para fim extrajudicial que não tenha feito. a recusa do patrocínio. 94/2000. X – acarretar. VIII – estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência do advogado contrário. Constitui infração disciplinar: I – exercer a profissão. CAPÍTULO VIII DA ÉTICA DO ADVOGADO45 Art. O Código de Ética e Disciplina regula os deveres do advogado para com a comunidade. Art. IX – prejudicar. Provimentos n. conscientemente. n. 31. 91/2000. desde que coligado com este para lesar a parte contrária. contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público. presumindo-se a boa-fé quando fundamentado na inconstitucionalidade. e Provimentos n. O advogado deve proceder de forma que o torne merecedor de respeito e que contribua para o prestígio da classe e da advocacia. praticar com dolo ou culpa. deve deter o advogado no exercício da profissão. a publicidade. 45 Ver Código de Ética e Disciplina e Provimento n. 32. nem de incorrer em impopularidade. na injustiça da lei ou em pronunciamento judicial anterior. 69/89. sem justa causa. II – os membros do Poder Legislativo. por qualquer meio. por culpa grave. VII – violar. 47 III – valer-se de agenciador de causas. 94/2000 e n.

sem registro nos assentamentos do inscrito.48 XXII – reter. determinação emanada do órgão ou autoridade da Ordem.XI – abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da renúncia. de citação doutrinária e de julgado. o estagiário. Art. II – suspensão. As sanções disciplinares consistem em: I – censura. sem justo motivo. XXI – recusar-se. em ofício reservado. b) incontinência pública e escandalosa. injustificadamente. quando presente circunstância atenuante. Parágrafo único. quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública. XXIII – deixar de pagar as contribuições. depois de regularmente notificado. documentos e alegações da parte contrária. abusivamente. por qualquer forma. 35. XII – recusar-se a prestar. sem autorização escrita deste. ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança. A censura pode ser convertida em advertência. XXIV – incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional. alegações forenses ou relativas a causas pendentes. para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa. ato excedente de sua habilitação. relacionados com o objeto do mandato. a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele. por si ou interposta pessoa. em nome do constituinte. não podendo ser objeto da publicidade a de censura. multas e preços de serviços devidos à OAB. 36. assistência jurídica. imputação a terceiro de fato definido como crime. sem expressa autorização do constituinte. 37. XXV – manter conduta incompatível com a advocacia. IV – multa. XXVI – fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na OAB. no prazo estabelecido. depois de regularmente notificado a fazê-lo. da parte contrária ou de terceiro. XIX – receber valores. Parágrafo único. bem como de depoimentos. III – exclusão. XVI – deixar de cumprir. Art. . II – violação a preceito do Código de Ética e Disciplina. XVII – prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la. A censura é aplicável nos casos de: I – infrações definidas nos incisos I a XVI e XXIX do art. não autorizado por lei. c) embriaguez ou toxicomania habituais. III – violação a preceito desta Lei. Parágrafo único. XXVIII – praticar crime infamante. XIV – deturpar o teor de dispositivo de lei. Art. desnecessária e habitualmente. quando para a infração não se tenha estabelecido sanção mais grave. XV – fazer. 70/1989. XXIX – praticar. XIII – fazer publicar na imprensa. XX – locupletar-se. XXVII – tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia. após o trânsito em julgado da decisão. Inclui-se na conduta incompatível: a) prática reiterada de jogo de azar. em matéria da competência desta. à custa do cliente ou da parte adversa. XVIII – solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para aplicação ilícita ou desonesta. A suspensão é aplicável nos casos de: 48 Ver Provimento n. 34. As sanções devem constar dos assentamentos do inscrito.

Quando a sanção disciplinar resultar da prática de crime. 40. Para a aplicação da sanção disciplinar de exclusão é necessária a manifestação favorável de dois terços dos membros do Conselho Seccional competente. . de suspensão. § 1º Aplica-se a prescrição a todo processo disciplinar paralisado por mais de três anos. variável entre o mínimo correspondente ao valor de uma anuidade e o máximo de seu décuplo. A pretensão à punibilidade das infrações disciplinares prescreve em cinco anos. Os antecedentes profissionais do inscrito. 34. sem prejuízo de serem apuradas as responsabilidades pela paralisação. II – reincidência em infração disciplinar. b) sobre o tempo de suspensão e o valor da multa aplicáveis. 41. II – infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do art. inclusive com a correção monetária. TÍTULO II DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CAPÍTULO I DOS FINS E DA ORGANIZAÇÃO49 49 Ver arts. IV – prestação de relevantes serviços à advocacia ou à causa pública. para fins de atenuação. em havendo circunstâncias agravantes. Art. Art. contados da data da constatação oficial do fato. § 2º A prescrição interrompe-se: I – pela instauração de processo disciplinar ou pela notificação válida feita diretamente ao representado. 34. Fica impedido de exercer o mandato o profissional a quem forem aplicadas as sanções disciplinares de suspensão ou exclusão. 34. II – ausência de punição disciplinar anterior. o grau de culpa por ele revelada. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer. por três vezes. Parágrafo único. § 1º A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional. as atenuantes. 42. Na aplicação das sanções disciplinares são consideradas. a suspensão perdura até que preste novas provas de habilitação. o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal. a reabilitação. 43. § 3º Na hipótese do inciso XXIV do art. pendente de despacho ou julgamento. III – exercício assíduo e proficiente de mandato ou cargo em qualquer órgão da OAB. a suspensão perdura até que satisfaça integralmente a dívida. ou a requerimento da parte interessada. A exclusão é aplicável nos casos de: I – aplicação. Parágrafo único. Art. 39. um ano após seu cumprimento. de acordo com os critérios de individualização previstos neste capítulo. 38. em todo o território nacional. Art. Art. entre outras: I – falta cometida na defesa de prerrogativa profissional. 44 e seguintes do Regulamento Geral. Art. 34. A multa. II – pela decisão condenatória recorrível de qualquer órgão julgador da OAB. pelo prazo de trinta dias a doze meses. as seguintes circunstâncias. Parágrafo único. devendo ser arquivado de ofício. é aplicável cumulativamente com a censura ou suspensão.I – infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. as circunstâncias e as conseqüências da infração são considerados para o fim de decidir: a) sobre a conveniência da aplicação cumulativa da multa e de outra sanção disciplinar. em face de provas efetivas de bom comportamento. § 2º Nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art.

55 e seguintes do Regulamento Geral e Provimento n. 62 do Estatuto e arts. inclusive para fins de disponibilidade e aposentadoria. 60 e seguintes do Estatuto e arts. contra qualquer pessoa que infringir as disposições ou os fins desta Lei. pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas. por constituir serviço público. relativa a crédito previsto neste artigo. 44. na íntegra ou em resumo. inclusive como assistentes. é o órgão supremo da OAB. § 3º As Subseções são partes autônomas do Conselho Seccional. O cargo de conselheiro ou de membro de diretoria de órgão da OAB é de exercício gratuito e obrigatório. devem ser publicados na imprensa oficial ou afixados no fórum. têm jurisdição sobre os respectivos territórios dos Estados-membros.51 III – as Subseções. § 4º As Caixas de Assistência dos Advogados. rendas e serviços. 63 e seguintes do Estatuto. com exclusividade. 121 e seguintes do Regulamento Geral 54 Ver arts. arts.50 § 1º A OAB não mantém com órgão da Administração Pública qualquer vínculo funcional ou hierárquico. 49. acusados ou ofendidos os inscritos na OAB. Art. e Provimento n. 115 e seguintes do Regulamento Geral. Parágrafo único. II – promover. 56 e seguintes do Estatuto e arts. a defesa. 50 Ver art. 45. 46. contribuições. 52 Ver art. do Distrito Federal e dos Territórios. 53 Ver art. § 6º Os atos conclusivos dos órgãos da OAB. quando estes contarem com mais de mil e quinhentos inscritos.Art.54 Parágrafo único. Ver arts. nos inquéritos e processos em que sejam indiciados. 89/1988. Constitui título executivo extrajudicial a certidão passada pela diretoria do Conselho competente. são criadas pelos Conselhos Seccionais.55 Art. na forma desta Lei e de seu ato constitutivo. São órgãos da OAB: I – o Conselho Federal. tem por finalidade: I – defender a Constituição. dotadas de personalidade jurídica própria. legitimidade para intervir. 47. § 2º Os Conselhos Seccionais. 55 Ver arts. 51 . 53 e 54 do Regulamento Geral. 101/2003. goza de imunidade tributária total em relação a seus bens. As autoridades mencionadas no caput deste artigo têm. a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil. 48. os direitos humanos.53 § 1º O Conselho Federal. dotados de personalidade jurídica própria. Art. Compete à OAB fixar e cobrar. O pagamento da contribuição anual à OAB isenta os inscritos nos seus quadros do pagamento obrigatório da contribuição sindical. serviço público. e pugnar pela boa aplicação das leis. dotada de personalidade jurídica e forma federativa. com sede na capital da República. dotado de personalidade jurídica própria. a representação. Art. a ordem jurídica do Estado democrático de direito. § 2º O uso da sigla “OAB” é privativo da Ordem dos Advogados do Brasil. a justiça social. considerado serviço público relevante. 50. A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB. de seus inscritos. judicial e extrajudicialmente. 46 e 105 e seguintes do Regulamento Geral. Art. preços de serviços e multas. Os Presidentes dos Conselhos e das Subseções da OAB têm legitimidade para agir. § 5º A OAB. II – os Conselhos Seccionais.52 IV – as Caixas de Assistência dos Advogados. 45 do Regulamento Geral. salvo quando reservados ou de administração interna. ainda.

§ 2º O voto é tomado por delegação. § 1º Cada delegação é formada por três conselheiros federais. ao Código de Ética e Disciplina. Para os fins desta Lei. 52.60 VI – adotar medidas para assegurar o regular funcionamento dos Conselhos Seccionais. III – velar pela dignidade. 32 a 36 do Regulamento Geral. tem apenas o voto de qualidade. Compete ao Conselho Federal: I – dar cumprimento efetivo às finalidades da OAB. com exclusividade. Os presidentes dos Conselhos Seccionais. 50. de ofício ou mediante representação. nas deliberações do Conselho. II – dos seus ex-presidentes. têm lugar reservado junto à delegação respectiva e direito somente a voz. indireta e fundacional. O Conselho Federal compõe-se: I – dos conselheiros federais. e aos Provimentos. e os Provimentos que julgar necessários. 115/2007.179/2005. § 3o Na eleição para a escolha da Diretoria do Conselho Federal. o Código de Ética e Disciplina. ao Regulamento Geral. 13 do Estatuto. 8/1964. nas sessões do Conselho Federal. o balanço e as contas dos Conselhos Seccionais. qualquer ato. Art. cartório e órgão da Administração Pública direta. 59 Ver art. em juízo ou fora dele. II – representar.65 56 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127. § 2º Os ex-presidentes têm direito apenas a voz nas sessões.59 V – editar e alterar o Regulamento Geral. onde e quando constatar grave violação desta Lei ou do Regulamento Geral. IX – julgar. e não pode ser exercido nas matérias de interesse da unidade que represente. nos casos previstos neste Estatuto e no Regulamento Geral. cada membro da delegação terá direito a 1 (um) voto.63 XI – apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria.56 CAPÍTULO II DO CONSELHO FEDERAL57 Art. do Regulamento Geral. contrário a esta Lei.64 XII – homologar ou mandar suprir relatório anual. integrantes das delegações de cada unidade federativa. § 1º O Presidente. 63 Ver art. prerrogativas e valorização da advocacia. 57 . 81 do Regulamento Geral. 80 do Regulamento Geral. 51.62 X – dispor sobre a identificação dos inscritos na OAB e sobre os respectivos símbolos privativos. 53. 62 Ver arts. os interesses coletivos ou individuais dos advogados. 51 do Regulamento Geral e Provimento n. 26/1966. Ver arts. 78 do Regulamento Geral e Provimento n. 65 Ver art. 54. 104. independência.61 VIII – cassar ou modificar. IV – representar. em grau de recurso. 62 e seguintes do Regulamento Geral e Provimento n. vedado aos membros honorários vitalícios. (NR)58 Art. 61 Ver art. Art. os advogados brasileiros nos órgãos e eventos internacionais da advocacia. 87 e seguintes do Regulamento Geral. na qualidade de membros honorários vitalícios. magistrado. 60 Ver art.Art. ouvida a autoridade ou o órgão em causa. de órgão ou autoridade da OAB. 58 Ver Lei 11. IV. arts. as questões decididas pelos Conselhos Seccionais. os Presidentes dos Conselhos da OAB e das Subseções podem requisitar cópias de peças de autos e documentos a qualquer tribunal. e Provimento n. 64 Ver art. O Conselho Federal tem sua estrutura e funcionamento definidos no Regulamento Geral da OAB. VII – intervir nos Conselhos Seccionais. 101/2003.

83 do Regulamento Geral e Legislação sobre Ensino Jurídico. competindo-lhe convocar o Conselho Federal. e nos Provimentos. § 1º São membros honorários vitalícios os seus ex-presidentes. e as normas gerais estabelecidas nesta Lei. com advogados que estejam em pleno exercício da profissão. 102/2004. XVII – participar de concursos públicos. pela maioria absoluta das delegações. no Regulamento Geral. os membros da diretoria votam como membros de suas delegações.71 CAPÍTULO III DO CONSELHO SECCIONAL72 Art. § 3º Quando presentes às sessões do Conselho Seccional. o Presidente do Conselho Federal. § 2º O Regulamento Geral define as atribuições dos membros da Diretoria e a ordem de substituição em caso de vacância. promover-lhe a administração patrimonial e dar execução às suas decisões.69 XVIII – resolver os casos omissos neste Estatuto. 72 Ver arts. no Código de Ética e Disciplina. previamente. 82 do Regulamento Geral. segundo critérios estabelecidos no Regulamento Geral. no respectivo território. reconhecimento ou credenciamento desses cursos. em todas as suas fases. Parágrafo único. 75. falta ou impedimento. nomeando-se diretoria provisória para o prazo que se fixar. Ver art. 66 Ver Provimento n. 57. somente com direito a voz em suas sessões. 55. Art.67 XV – colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos. mandado de injunção e demais ações cuja legitimação lhe seja outorgada por lei. § 1º O Presidente exerce a representação nacional e internacional da OAB. 71 Ver arts. de um Secretário-Geral Adjunto e de um Tesoureiro. 105 a 114 do Regulamento Geral. a oneração ou alienação de seus bens imóveis. O Conselho Seccional compõe-se de conselheiros em número proporcional ao de seus inscritos. 67 . § 2º O Presidente do Instituto dos Advogados local é membro honorário. o Presidente da Caixa de Assistência dos Advogados e os Presidentes das Subseções. mandado de segurança coletivo. 69 Ver art. representá-lo ativa e passivamente. A intervenção referida no inciso VII deste artigo depende de prévia aprovação por dois terços das delegações. I e 98 a 104 do Regulamento Geral.66 XIV – ajuizar ação direta de inconstitucionalidade de normas legais e atos normativos. licença. de um Vice-Presidente. cabendo ao Presidente. O Conselho Seccional exerce e observa. vedações e funções atribuídas ao Conselho Federal. para o preenchimento dos cargos nos tribunais judiciários de âmbito nacional ou interestadual. as competências.XIII – elaborar as listas constitucionalmente previstas. 52 do Regulamento Geral. vedada a inclusão de nome de membro do próprio Conselho ou de outro órgão da OAB. 68 a 73 do Regulamento Geral. 68 Ver art.68 XVI – autorizar. no que couber e no âmbito de sua competência material e territorial. Art. A diretoria do Conselho Federal é composta de um Presidente. somente com direito a voz nas sessões do Conselho. 70 Ver arts. quando tiverem abrangência nacional ou interestadual. presidi-lo. nos casos previstos na Constituição e na lei. os Conselheiros Federais integrantes da respectiva delegação.70 § 3º Nas deliberações do Conselho Federal. apenas o voto de qualidade e o direito de embargar a decisão. se esta não for unânime. têm direito a voz. e opinar. nos pedidos apresentados aos órgãos competentes para criação. ação civil pública. 56. em juízo ou fora dele. de um Secretário-Geral. garantido o amplo direito de defesa do Conselho Seccional respectivo.

111 do Regulamento Geral. XIII – definir a composição e o funcionamento do Tribunal de Ética e Disciplina. do Estatuto. alterar e receber contribuições obrigatórias. 82 Ver art. 20 a 31 do Regulamento Geral. 114 do Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina. 78 Ver arts. preços de serviços e multas. e escolher seus membros. das diretorias das Subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados. 81 Ver Provimento n. válida para todo o território estadual. arts. 55 e seguintes do Regulamento Geral e Provimento n. II e 137-D do Regulamento Geral. 24. e art. 22 e seguintes do Estatuto.80 XIV – eleger as listas.73 V – fixar a tabela de honorários. ou parte de município. 103.74 VI – realizar o Exame de Ordem. por sua diretoria. § 1º A área territorial da Subseção pode abranger um ou mais municípios. inclusive da capital do Estado. Ver arts. 80 Ver art. no âmbito de sua competência e na forma do Provimento do Conselho Federal. 113 do Regulamento Geral. 73 Ver arts. por um Conselho em número de membros fixado pelo Conselho Seccional. vedada a inclusão de membros do próprio Conselho e de qualquer órgão da OAB. 55 e seguintes do Regulamento Geral e Provimento n. critérios para o traje dos advogados. para preenchimento dos cargos nos tribunais judiciários. 102/2004. 83 Ver art. 01/2003-SCA. 84 Ver arts. 55 do Estatuto.Art.79 XI – determinar. as questões decididas por seu Presidente. com exclusividade. constitucionalmente previstas. na forma do Regimento Interno daquele. art. pelas diretorias das Subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados. 88. nela profissionalmente domiciliados. IV – fiscalizar a aplicação da receita. 99/2002. 78 X – participar da elaboração dos concursos públicos. contando com um mínimo de quinze advogados. 52 do Regulamento Geral. 76 Ver arts. a Subseção pode ser integrada. Art. também. que fixa sua área territorial e seus limites de competência e autonomia. A diretoria do Conselho Seccional tem composição idêntica e atribuições equivalentes às do Conselho Federal. 95/2000 e n. 8º. A Subseção pode ser criada pelo Conselho Seccional.77 IX – fixar. apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria. em todas as suas fases.76 VIII – manter cadastro de seus inscritos. Compete privativamente ao Conselho Seccional: I – editar seu Regimento Interno e Resoluções. nos casos previstos na Constituição e nas leis. com atribuições e composição equivalentes às da diretoria do Conselho Seccional. 101/2003. III – julgar. II. e 112 do Regulamento Geral. 77 Ver arts.75 VII – decidir os pedidos de inscrição nos quadros de advogados e estagiários. 74 .81 XV – intervir nas Subseções e na Caixa de Assistência dos Advogados. § 3º Havendo mais de cem advogados. XII – aprovar e modificar seu orçamento anual. 144/2011. pelo Tribunal de Ética e Disciplina.83 CAPÍTULO IV DA SUBSEÇÃO84 Art. no âmbito do seu território. 24-B. Resolução n. em grau de recurso. 75 Ver Provimento n. 79 Ver art. 58. Provimentos n. no exercício profissional. 24-A. 101/2003. 115 e seguintes do Regulamento Geral. II – criar as Subseções e a Caixa de Assistência dos Advogados.82 XVI – desempenhar outras atribuições previstas no Regulamento Geral. 59. § 1º. 60. § 2º A Subseção é administrada por uma diretoria.

promover a seguridade complementar. Parágrafo único. na forma do Regulamento Geral. destinada à manutenção do disposto no parágrafo anterior. § 4º A diretoria da Caixa é composta de cinco membros. 121 a 127 do Regulamento Geral. § 2º A Caixa pode. 85 Ver arts. § 1º A Caixa é criada e adquire personalidade jurídica com a aprovação e registro de seu Estatuto pelo respectivo Conselho Seccional da OAB. Ao Conselho da Subseção. com atribuições definidas no seu Regimento Interno. com personalidade jurídica própria. mediante voto de dois terços de seus membros. Art. mediante cédula única e votação direta dos advogados regularmente inscritos. CAPÍTULO VI DAS ELEIÇÕES E DOS MANDATOS87 Art. incidente sobre atos decorrentes do efetivo exercício da advocacia.§ 4º Os quantitativos referidos nos parágrafos primeiro e terceiro deste artigo podem ser ampliados. 62. pode intervir na Caixa de Assistência dos Advogados. Compete à Subseção. 63. A Caixa de Assistência dos Advogados. 9º. III – representar a OAB perante os poderes constituídos. mediante o voto de dois terços de seus membros. considerado o valor resultante após as deduções regulamentares obrigatórias. na forma do Regimento Interno deste. enquanto durar a intervenção. § 5º Cabe à Caixa a metade da receita das anuidades recebidas pelo Conselho Seccional. no âmbito de sua competência. no âmbito de seu território: I – dar cumprimento efetivo às finalidades da OAB. IV – desempenhar as atribuições previstas no Regulamento Geral ou por delegação de competência do Conselho Seccional. seu patrimônio se incorpora ao do Conselho Seccional respectivo. para julgamento pelo Tribunal de Ética e Disciplina. compete exercer as funções e atribuições do Conselho Seccional. Ver arts. designando diretoria provisória. na forma do Regimento Interno do Conselho Seccional. § 7º O Conselho Seccional. no caso de descumprimento de suas finalidades. independência e valorização da advocacia. § 3º Compete ao Conselho Seccional fixar contribuição obrigatória devida por seus inscritos. 61. dotações específicas destinadas à manutenção das Subseções. para decisão do Conselho Seccional.86 § 6º Em caso de extinção ou desativação da Caixa. instruindo e emitindo parecer prévio. quando houver. 56 e 57 do Regulamento Geral. pode intervir nas Subseções. II – velar pela dignidade. a ser referendado pelo Conselho Seccional. 87 Ver arts. e ainda: a) editar seu Regimento Interno. parágrafo único e seguintes do Regulamento Geral e Provimento n. d) receber pedido de inscrição nos quadros de advogado e estagiário. b) editar resoluções. c) instaurar e instruir processos disciplinares. § 6º O Conselho Seccional. destina-se a prestar assistência aos inscritos no Conselho Seccional a que se vincule. CAPÍTULO V DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS85 Art. 146/2011. A eleição dos membros de todos os órgãos da OAB será realizada na segunda quinzena do mês de novembro. 86 . em benefício dos advogados. § 5º Cabe ao Conselho Seccional fixar. do último ano do mandato. onde constatar grave violação desta Lei ou do Regimento Interno daquele. e fazer valer as prerrogativas do advogado. em seu orçamento.

Extinto qualquer mandato. é de comparecimento obrigatório para todos os advogados inscritos na OAB. antes do seu término. presente a metade mais 1 (um) de seus membros. cabe ao Conselho Seccional escolher o substituto. os demais integrantes da chapa deverão ser conselheiros federais eleitos. deverá ser requerido o registro da chapa completa. quando:89 I – ocorrer qualquer hipótese de cancelamento de inscrição ou de licenciamento do profissional. IV – no dia 31 de janeiro do ano seguinte ao da eleição. 67. 66. 64. em reunião presidida pelo conselheiro mais antigo. por voto secreto e para mandato de 3 (três) anos. seis Conselhos Seccionais. salvo o Conselho Federal.179/2005. 90 Ver art. Art. 89 . e de seu Conselho quando houver. não podendo ser reconduzido no mesmo período de mandato. II – o titular sofrer condenação disciplinar. a três reuniões ordinárias consecutivas de cada órgão deliberativo do Conselho ou da diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência dos Advogados.137 e 137-A do Regulamento Geral. nas hipóteses deste artigo. 65. 54 do Regulamento Geral. na forma e segundo os critérios e procedimentos estabelecidos no Regulamento Geral. § 1º A chapa para o Conselho Seccional deve ser composta dos candidatos ao Conselho e à sua Diretoria e. (NR)91 V – será considerada eleita a chapa que obtiver maioria simples dos votos dos Conselheiros Federais. junto ao Conselho Federal. Parágrafo único. sem motivo justificado. sua diretoria. Art. desde seis meses até um mês antes da eleição. no mínimo. § 2º A chapa para a Subseção deve ser composta com os candidatos à diretoria.§ 1º A eleição. 137-B do Regulamento Geral. ainda. iniciando-se em primeiro de janeiro do ano seguinte ao da eleição. obedecerá às seguintes regras:90 I – será admitido registro. Com exceção do candidato a Presidente. III – até um mês antes das eleições. à delegação ao Conselho Federal e à Diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados para eleição conjunta. não ocupar cargo exonerável ad nutum. o Conselho Federal elegerá. 11. Os conselheiros federais eleitos iniciam seus mandatos em primeiro de fevereiro do ano seguinte ao da eleição. Ver art. 137-D a 144-A do Regulamento Geral. de candidatura à presidência. (NR)92 Parágrafo único. e exercer efetivamente a profissão há mais de cinco anos.88 Art. III – o titular faltar.179/2005. 93 Ver arts. 92 Ver Lei n. Art. caso não haja suplente. 11. que tomará posse no dia 1º de fevereiro. sob pena de cancelamento da candidatura respectiva. O mandato em qualquer órgão da OAB é de três anos. Parágrafo único. 91 Ver Lei n. A eleição da Diretoria do Conselho Federal. salvo reabilitação. Consideram-se eleitos os candidatos integrantes da chapa que obtiver a maioria dos votos válidos. não ter sido condenado por infração disciplinar. § 2º O candidato deve comprovar situação regular junto à OAB. Extingue-se o mandato automaticamente. que tomará posse no dia seguinte. TÍTULO III DO PROCESSO NA OAB93 CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS 88 Ver art. II – o requerimento de registro deverá vir acompanhado do apoiamento de.

do Regulamento Geral. 70. 94 95 Ver art. só tendo acesso às suas informações as partes. pessoalmente ou por intermédio de procurador. Art. o relator se manifestar pelo indeferimento liminar da representação. Recebida a representação. para constar dos respectivos assentamentos. seus defensores e a autoridade judiciária competente. instruídos pelas Subseções ou por relatores do próprio Conselho. em caso de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia. salvo se a falta for cometida perante o Conselho Federal. a quem compete instrução do processo e o oferecimento de parecer preliminar a ser submetido ao Tribunal de Ética e Disciplina. § 2º O processo disciplinar tramita em sigilo. O processo disciplinar instaura-se de ofício ou mediante representação de qualquer autoridade ou pessoa interessada. o Presidente deve designar relator. quando o fato constituir crime ou contravenção. 72. parágrafo único. § 1º Ao representado deve ser assegurado amplo direito de defesa. Art. deve ser comunicado às autoridades competentes. A jurisdição disciplinar não exclui a comum e. Salvo disposição em contrário. este deve ser decidido pelo Presidente do Conselho Seccional. . Código de Ética e Disciplina. as regras gerais do procedimento administrativo comum e da legislação processual civil. oferecendo defesa prévia após ser notificado. § 2º A decisão condenatória irrecorrível deve ser imediatamente comunicada ao Conselho Seccional onde o representado tenha inscrição principal. Art. são de quinze dias. 154. aos demais processos. Todos os prazos necessários à manifestação de advogados. § 1º O Código de Ética e Disciplina estabelece os critérios de admissibilidade da representação e os procedimentos disciplinares. Ver Resolução n. até o seu término. o prazo se conta a partir do dia útil imediato ao da notificação do recebimento. § 2º Nos casos de publicação na imprensa oficial do ato ou da decisão. e Provimento n. após a defesa prévia. do Conselho Seccional competente. depois de ouvi-lo em sessão especial para a qual deve ser notificado a comparecer. § 3º O prazo para defesa prévia pode ser prorrogado por motivo relevante. o processo disciplinar deve ser concluído no prazo máximo de noventa dias. 73. 01/2011-SCA. ou de notificação pessoal.Art. para determinar seu arquivamento. § 3º O Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde o acusado tenha inscrição principal pode suspendê-lo preventivamente. razões finais após a instrução e defesa oral perante o Tribunal de Ética e Disciplina. O poder de punir disciplinarmente os inscritos na OAB compete exclusivamente ao Conselho Seccional em cuja base territorial tenha ocorrido a infração. nessa ordem. por ocasião do julgamento. Art. inclusive para interposição de recursos. o prazo inicia-se no primeiro dia útil seguinte. estagiários e terceiros. CAPÍTULO II DO PROCESSO DISCIPLINAR94 Art. o Presidente do Conselho ou da Subseção deve designar-lhe defensor dativo. nos processos em geral da OAB. aplicam-se subsidiariamente ao processo disciplinar as regras da legislação processual penal comum e. 69. salvo se não atender à notificação. § 1º Nos casos de comunicação por ofício reservado. 83/1996. 68. ou for revel. a juízo do relator. Neste caso. 71. podendo acompanhar o processo em todos os termos.95 § 1º Cabe ao Tribunal de Ética e Disciplina. § 2º Se. julgar os processos disciplinares. § 4º Se o representado não for encontrado.

31210-31220. 76.98 § 1º Aos servidores da OAB. 74. até a data da publicação desta Lei. quando da aposentadoria. O Regulamento Geral disciplina o cabimento de recursos específicos. correspondente a cinco vezes o valor da última remuneração. publicado no Diário da Justiça.112.99 Art. 145 a 150 do Regulamento Geral. Seção I. de 16. o Regulamento Geral. Cabe recurso ao Conselho Federal de todas as decisões definitivas proferidas pelo Conselho Seccional. no prazo de seis meses. sujeitos ao regime da Lei nº 8. 96 Ver arts. 75. exceto quando tratarem de eleições (arts. ou pela diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência dos Advogados. sendo unânimes. TÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. 98 Ver Provimento n. as normas contidas no Título II. objetivando a que o profissional suspenso ou excluído devolva os documentos de identificação. Art. § 2º Os servidores que não optarem pelo regime trabalhista serão posicionados no quadro em extinção. 78. O Conselho Seccional pode adotar as medidas administrativas e judiciais pertinentes. o Presidente do Conselho Seccional é legitimado a interpor o recurso referido neste artigo. Art. Aos servidores da OAB. quando não tenham sido unânimes ou. Parágrafo único. Cabe ao Conselho Federal da OAB. 77. contados da publicação desta Lei. o Código de Ética e Disciplina e os Provimentos. pelo menos. das delegações. CAPÍTULO III DOS RECURSOS96 Art. Art. 80. no âmbito de cada órgão julgador. no prazo de noventa dias a partir da vigência desta Lei. Art. 81. decisão do Conselho Federal ou de outro Conselho Seccional e. é concedido o direito de opção pelo regime trabalhista. 84/1996. Os Conselhos Federal e Seccionais devem promover trienalmente as respectivas Conferências. reunião do colégio de presidentes a eles vinculados. p. Parágrafo único. Além dos interessados.11. 79. ficando assegurado o pleno direito de voz e voto em suas sessões. por deliberação de dois terços. de 11 de dezembro de 1990. de suspensão preventiva decidida pelo Tribunal de Ética e Disciplina. 97 . ainda. editar o Regulamento Geral deste Estatuto. pelo Tribunal de Ética e Disciplina. aplica-se o regime trabalhista. 63 e seguintes).97 Art. por erro de julgamento ou por condenação baseada em falsa prova. 137-D a 144-A do Regulamento Geral. Todos os recursos têm efeito suspensivo. com finalidade consultiva. O Regulamento Geral foi aprovado nas sessões do Conselho Pleno de 16 de outubro e 06 de novembro de 1994. em data não coincidente com o ano eleitoral. sendo assegurado aos optantes o pagamento de indenização. assegurado o direito adquirido ao regime legal anterior.§ 5º É também permitida a revisão do processo disciplinar. Não se aplicam aos que tenham assumido originariamente o cargo de Presidente do Conselho Federal ou dos Conselhos Seccionais. contrariem esta Lei. e. periodicamente. acerca da composição desses Conselhos. Cabe recurso ao Conselho Seccional de todas as decisões proferidas por seu Presidente.94. 99 Ver arts. e de cancelamento da inscrição obtida com falsa prova.

terão início no dia seguinte ao término dos atuais mandatos.743. Os mandatos dos membros dos órgãos da OAB. inciso II. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. O Instituto dos Advogados Brasileiros e as instituições a ele filiadas têm qualidade para promover perante a OAB o que julgarem do interesse dos advogados em geral ou de qualquer dos seus membros. a Lei nº 5. de 26 de maio de 1982. de 10 de dezembro de 1973. de 18 de março de 1969. de 22 de julho de 1985. eleições. de 5 de dezembro de 1979.681. de 9 de dezembro de 1980. eleitos na primeira eleição sob a vigência desta Lei. de 23 de fevereiro de 1968. especialmente a Lei nº 4.Art.842. a Lei nº 5.346. 4 de julho de 1994.390. Aplicam-se as alterações previstas nesta Lei. 87. 85.215. a Lei nº 6. composições e atribuições dos órgãos da OAB. Art. o Decreto-lei nº 505. 84. 173º da Independência e 106º da República. a Lei nº 5. de 6 de dezembro de 1972. em até dois anos da promulgação desta Lei. Art. a Lei nº 6. devendo os Conselhos Federal e Seccionais disciplinarem os respectivos procedimentos de adaptação. do estágio de “Prática Forense e Organização Judiciária”. Revogam-se as disposições em contrário. fica dispensado do Exame da Ordem. Não se aplica o disposto no art.960. neste caso com relação ao Conselho Federal. encerrando-se em 31 de dezembro do terceiro ano do mandato e em 31 de janeiro do terceiro ano do mandato. Brasília. quanto a mandatos. § 3º. 29. ITAMAR FRANCO Alexandre de Paula Dupeyrat Martins . desde que comprove. Art. realizado junto à respectiva faculdade. 82.884. a partir do término do mandato dos atuais membros. se incluam na previsão do art. 86. de 27 de abril de 1963. na forma da legislação em vigor. com aproveitamento. o exercício e resultado do estágio profissional ou a conclusão. e na forma do Capítulo VI do Título II. mantidos os efeitos da Lei nº 7. Art. de 20 de julho de 1971. aos membros do Ministério Público que. do seu Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. na data de promulgação da Constituição. a Lei nº 5. O estagiário. desta Lei. Art. 83. 28.994. a Lei nº 6. inscrito no respectivo quadro. Parágrafo único.