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A DINÂMICA ATMOSFÉRICA E A VARIABILIDADE LESTE/OESTE NA PRIMAVERA DE 2009 NO CENTRO SUL DO BRASIL

VICTOR DA ASSUNÇÃO BORSATO 1

Resumo: O Centro Sul do Brasil é transpassado pelo trópico de Capricórnio e ao sul dessa linha tem-se o clima subtropical e ao norte o tropical típico. Além da configuração do relevo, da posição geográfica, o clima dessa grande região é o resultado da atuação dos sistemas atmosféricos de baixa e alta pressão. A dinâmica das massas de ar gera os sistemas frontais, responsáveis pela maior porcentagem das chuvas no sul da região. Estudou-se a dinâmica atmosférica no Centro Sul do Brasil na estação da primavera de 2009, tomando como referência as estações climatológicas de Cáceres no Mato Grosso e Caparaó em Minas Gerais. Portanto, no sentido oeste/leste. A primavera é marcada pelo retorno das chuvas na região Centro Oeste do Brasil e por isso é importante conhecer a dinâmica atmosférica e a gêneses da chuva. Os resultados da pesquisa mostraram que as massas de ar de baixa pressão dominam o tempo no interior do continente. À medida que se avança a partir de Cáceres em direção ao oceano, ou seja, para leste, as suas participações decrescem em conseqüência do aumento da participação da massa Polar atlântica e da Tropical atlântica, ambas de alta pressão. O mesmo ocorre com as gêneses das chuvas convectivas e frontal. Enquanto na estação de Cáceres predominam as convectivas em Caparaó as frontais. Palavras chave - Climatologia dinâmica. Primavera, Sistemas atmosféricos. THE ATMOSPHERIC DYNAMICS AND THE EAST/WEST VARIABILITY IN THE SPRING OF 2009, IN THE SOUTH-CENTRAL BRAZIL. Abstract: The South-Central Brazil is crossed by the Tropic of Capricorn and, by the south of this line, it has a subtropical climate while the typical tropical climate dominate its north. Besides the relief configuration and the geographical location, the climate of this vast region is the result of the performance of low and high atmospheric pressure systems. The air masses dynamics create the frontal systems, responsible for the largest part of the rainfall in the southern region. The atmospheric dynamics in the South-Central Brazil were studied in the springtime of 2009, taking into account the weather stations of Caceres in Mato Grosso and Caparao in Minas Gerais. Therefore, in the western/eastern direction. The spring is characterized by the return of the rains in the Midwest region of Brazil and is therefore important to understand the atmospheric dynamics and genesis of the rain. The research results showed that the low pressure air masses dominate the weather in the inner continent. As one moves from Caceres toward the ocean, or east, their share decline as a result of increased participation of the Polar Atlantic and Tropical Atlantic masses, both of high pressure. The same occurs with the frontal and convective rainfall genesis. While at the Caceres station the convective one rules, in Caparao the frontals predominate. Keywords - Dynamic Climatology, Spring, Weather systems.

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,Geógrafo, Prof. Adjunto, Depto. Geografia, FECILCAM, Campo Mourão - PR, e Coordenador do Curso de Geografia daFAFIJAN, Jandaia do Sul. victorborsato@yahoo.com.br.

que frequentemente avança a partir do sul do continente e impões suas características. Por isso uma linha não indica a delimitação fixa. Os sistemas frontais são responsáveis pela maior porcentagem das chuvas no sul da região e decresce na mesma medida que a latitude diminui. (MONTEIRO 1971.INTRODUÇÃO: O Centro Sul do Brasil é transpassado pelo trópico de Capricórnio. neste artigo apresentam-se os resultados obtidos na estação da primavera. assim como da posição geográfica e principalmente da dinâmica dos sistemas atmosféricos de baixa pressão que se originam no interior do continente e os de alta pressão. Os sistemas de baixa pressão que atuam no Centro Sul do Brasil são as massas de ar Tropical continental e a Equatorial continental. Principalmente a massa Polar atlântica. Embora os tipos climáticos se configurem pela interação entres os fatores locais e os da circulação da atmosfera. orientação e altitude. Fez-se o estudo da dinâmica atmosférica para ano de 2008. . Essa estação é marcada pelo retorno das chuvas de verão na região e por isso é importante conhecer a dinâmica atmosférica e a gêneses das chuvas. uma mais e outra menos úmida. SANT’ANNA NETO (1995) estudou a variabilidade pluvial no estado de São Paulo no período de 100 anos (1888 – 1993) e concluiu que o clima apresenta periodicidades. Neste trabalho se estudou a dinâmica atmosférica e climática no Centro Sul do Brasil e para ampliar a compreensão de como se dá a espacialização e a dinâmica tomou-se como referência duas estações climatológicas. sob o domínio do clima subtropical. Goiás e Minas Geral apresentam se sob o domínio do clima tropical. BOIN 2000). Essa subtropicalidade é consequência também do relevo. às vezes chega ao sul da Amazônia causando o fenômeno da friagem. Por essa razão. É sabido que durante o inverno as massas polares avançam a partir do Sul do Brasil e pelo interior do continente. Esta é uma das linhas que delimitam as zonas climáticas da Terra. e que a pluviosidade tem apresentado tendência de aumento. É sabido que os estados do Mato Grosso. É importante considerar-se que os sistemas frontais têm importante participação nos tipos de tempo e são conseqüências da dinâmica dos sistemas de alta pressão em convergência com os de baixas. já os estados do Paraná. Embora. o Centro Sul do Brasil encontra se sobre uma zona de transição climática. Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. anticiclonal e migratória. O Brasil é um país de dimensões continentais e por isso atuam vários sistemas atmosféricos e os principais estudos priorizam a espacialização latitudinal e são raros os que consideram a espacialização no sentido leste-oeste. a de Cáceres no Mato Grosso e a de Caparaó em Minas Gerais.

embora trabalhos sobre a pluviosidade precedam Monteiro. Minas Gerais. Somente esse fato já justifica a alternância de estação chuvosa e não chuvosa. e tão pouco a variabilidade espacial. antes de atingirem o Centro Oeste. onde se verificarão a sucessão dos sistemas atmosféricos e o qual é mais habitual. através da análise rítmica. O Sudeste do Brasil experimenta a ação dos sistemas frontais intensos nos setores sudeste e litoral e. salvo raras exceções. juntamente com o Paraná e o Mato Grosso do Sul são trasnpassado pelo trópico de Capricórnio. Com relação aos sistemas atmosféricos que atuam nessa região. metodologia desenvolvida por ele. O objetivo principal da pesquisa é quantificar os sistemas atmosféricos através do estudo da dinâmica das massas de ar e a gêneses das chuvas em Cáceres no Mato Grosso e em Caparaó. o Sudeste é caracterizado pela atuação de sistemas que associam características de sistemas tropicais com sistemas típicos de latitudes médias. O Sudeste devido à sua localização latitudinal caracteriza-se por ser a região de transição entre os climas quentes de latitudes baixas e os mesotérmicos do tipo temperado das latitudes médias (NIMER: 1979). O Estado de São Paulo. deslocam-se para o Atlântico. no noroeste e norte. Por outro lado. uma estação (MONTEIRO: 1971). prevalecem os de alta. Mas não explica a gênese das chuvas. MONTEIRO (1976). assim como a gêneses das chuvas. a região Centro Oeste do Brasil apresenta duas estações bem definidas: verão quente e úmido e inverno com temperaturas branda e baixa pluviosidade. É interessante estudar uma estação numa escala temporal diária. A grande maioria dos estudos que abordam a climatologia dinâmica adotou o ano padrão. BOIN (2000) estudou as chuvas e a erosão na região Oeste do Estado de São Paulo. onde empregou o método da análise rítmica. MONTEIRO (1971) caracterizou as gêneses das chuvas e a dinâmica das massas de ar. Para o CPTEC-INPE (2009). Nos meses mais quentes. Considerando que os sistemas frontais avançam pelo território brasileiro a partir do Sul do Brasil. e nos meses mais frios. há predomínio das massas de ar de baixa pressão.A dinâmica das massas de ar que atuam no Sul e Sudeste do Brasil já foram caracterizada a partir dos estudos de MONTEIRO (1969). apresentam climas tropical e subtropical. esporadicamente. eles também já são conhecidos. TARIFA (1973) também deu a sua contribuição em: “Sucessão dos tipos de tempo e a variação do Balanço hídrico no extremo Oeste Paulista”. SCHRODER (1956) analisou a distribuição das chuvas no Estado de São Paulo no período de 1941 a 1951. Por essa razão. as excepcionalidades ou ainda. A dinâmica das massas de ar que atuam no Centro-Sul do Brasil já foram suficientemente estudas e caracterizadas. um curto período do ano. A comparação e a quantificação dos sistemas e da gênese das chuvas nas duas .

distante a mais de 1. A B Figura 01 . Uma característica importante desta região é o do período seco (de 5 a 7 meses) estendendo-se geralmente de abril a setembro. atravessado pelas principais zonas de pressão da Terra. Para BOIN (2000) nesse setor do Estado do Mato Grosso.A “A” mostra as grandes zonas climáticas do Brasil e a “B” a localização das duas cidades estudadas. principalmente a convecção. O Continente Sul Americano caracteriza-se pela sua grande extensão latitudinal. portanto.estações climatológicas podem auxiliar na explicação têmpora espacial da dinâmica dos tipos de tempo na região na estação do ano estudada. bem como um aumento na variabilidade interanual das chuvas. gerando acúmulo de energia e potencializando as interações termodinâmicas entre superfícies (líquidas. vegetação) e atmosfera. Estado de Mato.500 km do Oceano Atlântico Sul (Figura 01). . LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO: A área de e estudo abrange uma grande região. lhe permitem a recepção de uma imensa quantidade de radiação solar. até o das baixas subpolares (BOIN 2000). desde o sistema de convergência dos alísios (ZCIT) com os enclaves de “doldruns”. A forma do continente sul-americano. (BOIN 2000). o principal norteador do clima é o efeito da continentalidade. um fator importante no controle climático é o exercido pelo relevo. que inicia em Cáceres. solo. Por isso. com sua maior largura e extensão territorial localizada na faixa tropical e equatorial. passando pelas altas subtropicais. bem como por uma participação maior dos sistemas Extratropicais. bem individualizadas em duas grandes células semifixas e permanentes sobre os oceanos.

MIL 2010) e das imagens de satélite (CPTEC.INPE 2010). PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A circulação na escala sinótica é uma grandeza espacial que vai de centenas a milhares de quilômetros quadrados (INMET: 2006). As isóbaras são. são representados pelas isóbaras. assim como da chuva acumulada nas 24 horas do dia. foram utilizadas as cartas sinóticas da Marinha do Brasil. que é mantido. corrigidos para a temperatura de O °C e ao nível do mar. para a pressão atmosférica e para os sistemas atuantes nas estações climatológicas e quantificadas em horas. Neste trabalho. FERREIRA: 1989). linhas que unem os pontos de igual pressão. máxima e mínima. geralmente. Utilizou-se também os dados da pressão atmosférica. VAREJÃO-SILVA: 2000. para que esses dois fatores não interfiram na sua representação. Também sob atuação desse sistema. massa Tropical continental (mTc). massa Tropical atlântica (mTa).Sul: ZCAS. Isso caracteriza a dinâmica dos campos ou sistemas barométricos que. Ela apresenta uma orientação Noroeste-Sudeste que é observado tanto nos dados climatológicos de precipitação. Esses dados foram organizados a partir das planilhas disponibilizados no site do INMET (INMET 2009). plotadas a partir dos dados da pressão atmosférica. quanto nas imagens de satélites meteorológicos. 2000). (SANT’ANNA NETO. Nesse regime tropical. Esses dados foram processados e obtiveram-se médias dos sistemas atmosféricos na estação da primavera e a porcentagem de atuação de cada sistema. na estação chuvosa. e imagens de satélites no canal infravermelho do CPTEC-INPE. da direção do vento das temperaturas média. Sistema Frontal (SF). massa Polar atlântica (mPa). na escala diária. 12 horas TMG. Os sistemas atmosféricos considerados para o trabalho foram aqueles que atuaram no CentroSul do Brasil. foram elaboradas tabelas em planilhas mensais com colunas para a pluviosidade.As regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil são caracterizadas por um verão úmido e quente e por um inverno seco e ameno. As planilhas foram elaboradas no “software” Microsoft Excel. ocorreram as chuvas. da umidade relativa. interpretadas como frontal ou convectivas. o principal fenômeno observado é o da Zona de Convergência do Atlântico . A caracterização da dinâmica climática dessa área se deu pela análise rítmica (MONTEIRO: 1971 e BORSATO et al 2004) e pelo estudo das massas de ar e nos tipos de tempo . pela interação entre a convecção tropical e a convergência associada à Frente Polar Atlântica. Para essa identificação e quantificação. ou seja. massa Equatorial continental (mEc) (VIANELLO: 2000. nas cartas. Os sistemas atmosféricos foram identificados e interpretados a partir da leitura das cartas sinóticas (MAR.

na primavera de 2009 não houve a configuração desse sistema. Eventualmente a massa Tropical pacífica atua em território brasileiro. BORSATO e BORSATO 2008). representados pela mTc. Estes através do programa computacional: “RITMOANALISE” (BORSATO et al 2004. gera uma faixa de convergência que desestabilizam a atmosfera. A mPa ao avançar na retaguarda do SF desloca-se para o interior do Atlântico e depois de dois ou três dias é assimilada ou ocorre a fusão com a mTa. Os dados foram sintetizados em histogramas e a partir deles se analisaram o comportamento da dinâmica atmosférica e se quantificaram as porcentagens da participação dos sistemas atmosféricos nos tipos de tempo e a gêneses da chuva. contribuindo com a pluviosidade. Confeccionaram-se os histogramas com os resultados. ANÁLISES DOS RESULTADOS: O clima do Centro Sul do Brasil é comandado basicamente por quatro massas de ar. diferença . procedeu-se à análise e a interpretação dos resultados.1 mm. a Equatorial continental. Os sistemas de baixa pressão. Nas duas estações climatológicas estudadas as chuvas foram abundantes. principalmente a partir do mês de novembro é comum a manifestação da ZCAS.(PEDELABORDE: 1970). dados obtidos nas estações climatológicas de Cáceres e na de Caparaó (INMET 2009). BORSATO (2009) estudou a participação da ZCAS na gênese da chuva em Viçosa MG nos meses de novembro e dezembro de 2008 e apurou que para esses dois meses 50% da chuva foi registrada durante a configuração da ZCAS. Na estação da primavera. se ampliam rapidamente depois da passagem dos sistemas frontais e da mPa. foram somadas as horas de atuação para cada sistema e calculada a sua porcentagem para a estação da primavera.5 mm e Caparaó 465. Na estação de verão a mTc e mEc se ampliam e passam a dominar os tipos tempo no Centro Oeste do Brasil e as vezes. considerando que é a estação do retorno das chuvas. atua também no Sudeste. A partir dos dados organizados nas planilhas. a Tropical atlântica. No período mais quente. Como a mTc se originam no interior do continente (depressão do Chaco). Cáceres recebeu 387. Também se elaboraram os gráficos da análise rítmica. que se estende de outubro a abril predomina nessa região a atuação dos sistemas de baixa pressão e nos demais meses do ano há uma alternância entre os sistemas de alta e de baixa pressão (BORSATO 2006 e 2006a). De posse dos dados e gráficos. a Tropical continental e Polar atlântica. sua participação se amplia a partir do interior do continente. Os avanços dos sistemas de alta em contrastes com a baixa pressão da mTc ou da mEc que se caracteriza também pela elevada umidade relativa.

As temperaturas são elevadas durante o período de atuação em função da baixa nebulosidade proporcionada por esse anticiclone. A sua participação foi de 23. Em Cáceres 30% das foram chuvas frontais e 70% convectivas. enquanto Cáceres é dominado pela mEc. Esse mesmo sistema perde sua importância à medida que se desloca para o leste. Caparaó como esta mais próxima do Atlântico teve uma participação de 18.6% em Caparaó e não se verificou atuação em Cáceres nessa estação. O estudo da dinâmica atmosférica e a análise rítmica mostraram que as maiores diferenças se verificam nas gêneses das chuvas. disponibilizam-se as figura 02. Apenas uma crista avança pelo interior do território a partir da costa brasileira e por essa razão à medida que se avança para o interior do continente a sua participação diminui.de 77. 05. são também os responsáveis pelas chuvas convectivas. Com relação à análise rítmica do período. frequentemente seguem a trajetória da mPa. Embora a estação é marcada pelo retorno das chuvas. sudoeste/nordeste e por isso Caparaó é frequentemente invadido pelo SF. oscilando na latitude de – 20º a – 40º. pelo interior do continente sulamericano. Pela soma do tempo de atuação nas duas estações climatológicas analisada a mPa foi o terceiro sistema atmosférico em importância.7% do tempo cronológico em Caparaó. 03.6 mm. Caparaó recebeu 73. na costa brasileira. Esse sistema anticiclonal avança a partir do Sul do Brasil e nos meses mais frio a trajetória é geralmente. Os sistemas frontais.7% (Figura 02).5% de chuvas frontais e 26. ele atuou em apenas 2.3% do tempo cronológico ao longo da primavera. Esses dois sistemas (mEc e mTc) são de baixa pressão e seus centros de origem encontram-se no interior do continente. O estudo da dinâmica atmosférica mostrou o que na estação climatológica de Cáceres a mEc dominou o tempo atmosférico em 58. Como são autoexplicativos. em Caparaó o tempo de atuação caiu para 27. razão pela qual há mais chuva frontal naquela localidade.7%. principalmente pelas chuvas orográficas da Zona da Mata. Esse sistema arrasta umidade oceânica para o interior e também é responsável. Por outro lado. Na estação da primavera a trajetória mais freqüente foi a oceânica e por isso o tempo de atuação em Cáceres foi de apenas 10. O segundo sistema em importância pelo tempo de atuação foi a mTc que em Cáceres atuou em 28. 04.7%. A maior janela sem registro foi de 10 dias em Cáceres e de 6 em Caparaó.5% convectivas. Essa ampla diferença é explicada pela dinâmica dos sistemas atmosféricos que atuaram nessa estação. as quais mostram em gráfico as sínteses da análise para as duas estações climatológicas. optou-se em suprimir a descrição interpretativa das interações . 06 e 07. Por isso. A mTa também é um sistema de alta pressão e como o centro dela esta semi-fixo no interior do Atlântico. nesta foi bem distribuída.8% do tempo cronológico.

umidade relativa. a sua passagem foi rápida e a mPa que avançou na retaguarda causou uma ligeira queda na temperatura e aumento da pressão. consiste na interpretação da seqüência sobreposta dos elementos fundamentais do tempo. o primeiro da estação e no seguinte. O Instituto disponibiliza no seu site os dados dos últimos 90 dias (INMET 2009).entre os elementos e os sistemas atuantes no período e apresentar os resultados mais expressivos. O segundo SF atuou em Cáceres no dia 28 e 29. A análise rítmica para MONTEIRO (1971). Como os dados são repassados das estações para o INMET por telefone e na seqüência disponibilizados na rede e somente no final de cada mês os mapas são enviados para o Instituto é possível haver erros nos dados disponibilizados. Ao se analisar os gráficos da análise rítmica notam-se falhas. (Figura 03 e 04) . principalmente na temperatura. nebulosidade. como: temperatura. A falta de alguns dados desses elementos são consequência da quebra de instrumentos nas estações. dia 24 a mPa bordejou a região. A estação da primavera iniciou no dia 23 de outubro e em Cáceres atuava um sistema frontal. em Caparaó no dia 29. associado à mTc. O mesmo SF atuou em Caparaó nos dias 23. vento e precipitação de um local determinado e da circulação atmosférica observadas nas cartas sinóticas. Os dados dos elementos do tempo foram aqueles disponibilizados pelo INMET logo depois de recebê-los das estações. a mPa avançou par o interior do Atlântico no dia seguinte. 24 e 25. pressão atmosférica. Figura 02 – Porcentagem da atuação dos sistemas atmosféricos na estação da Primavera – 2009 na cidade de Cáceres Mato Grosso e Caparaó em Minas Gerais.

16. Esse sistema não atuou em Cáceres. Esse sistema avançou pelo oceano e por isso a atuação se limitou à Caparaó. 04. priorizou-se a análise dos sistemas frontais. as legendas apresentam os seguintes sistemas atmosféricos: Sistema Frontal (SF) massa Polar atlântica (mPa). massa Equatorial continental (mEC) e as vezes aparece. . 21. O sétimos sistema frontal seguiu a rota oceânica e a exemplo do anterior não atuou em Cáceres. somente em Caparaó. Para descrever o tempo de atuação e a evolução de todos os sistemas que atuaram nas duas cidades faz-se necessário um espaço bem maior. 28 e 29 de novembro e somente em Caparaó. O quinto sistema atuou em Cáceres nos dias 12 e 13 e em Caparaó nos dias 14. 03. 19. 10 e 11 de novembro. 18. Somente o décimo SF bordeja Cáceres no dia 12 de dezembro. Os sistemas que atuaram no período estão representados nas figuras 02. O último sistema frontal atuou somente em Caparaó nos dias 16 e 17. 05 e 06. por isso. principalmente. Verifica-se que a mediada que o verão se aproxima. Esses dois sistemas são os responsáveis pelas chuvas convectivas (Figuras 05 e 06) O oitavo SF atuou nos dias 16 e 17. O nono sistema frontal atuou nos dias 27. 17. os sistemas frontais e a mPa dão lugar aos sistemas continentais (mTc e mEc) (Figuras 07 e 08). O Sexto SF atuou apenas em Caparaó e novamente em frontólise sobre a região (do dia 17 aos 19). 22 e 23. As figuras 04 e 05 mostram que enquanto em Caparaó o sistema frontal e amPa atuam. em Cáceres permaneceu sobre a mEc. 20. Esse mesmo sistema atuou nos dias 9. massa Tropical atlântica (mTa). massa Tropical continental (mTc). em Cáceres a mTc e principalmente a mEc prevalecem. Esse longo tempo de atuação foi em função do estágio de frontólise sobre a região. A mPa avançou para o Atlântico e por isso não houve grandes oscilações na temperatura na região estudada. principalmente em Cáceres a alta da Bolívia (AB). Ele atuou nos dias 9.O terceiro SF atuou em Caparaó a partir do dia 3 de outubro e permaneceu semi-estacionário até o dia 5. 10 e 11 em Caparaó. O quarto SF da estação atou em Caparaó nos dias 8. 9 e 10 de setembro e em Cáceres somente no dia 8.

média e mínima. 23/out mTc/mEc .Sistema Atmosférico 1002 1005 1008 100 990 993 996 999 10 15 20 25 20 40 60 80 10 15 20 25 30 35 40 0 5 0 5 Direção dos Ventos 36 18 13 0 14 0 18 18 23 5 0 36 0 36 18 18 0 36 36 0 0 36 0 36 36 0 0 0 36 0 36 Precipitação (mm) Umidade (%) Pressão (hPa) Temperatura (oC) 23/set SF/mTc 24/set mPa 25/set mPa/mEc 26/set mTc/mEc 27/set mTc/mEc 28/set SF/mPa 29/set mPa 30/set mPa 1/out mPa 2/out mPa/mEc 3/out mEc 4/out mTc/mEc 5/out mTc/mEc 6/out mTc 7/out 8/out 9/out mPa/mTc SF/mPa Cáceres . temperatura máxima (série incompleta).MT ( Primavera / 2009 ) Dias mPa 10/out mTc 11/out mTc 12/out SFmTc 13/out SF/mEc 14/out mTc 15/out mTc 16/out mTc 17/out mTc/mEc 18/out mEc 19/out mEc 20/out mEc 21/out mTc/mEc 22/out SF/mEc Figura 03 – Dados diários da pressão atmosférica. direção do vento e os sistemas atmosféricos atuantes em Cáceres MT. precipitação. do dia 23 de setembro a 23 de outubro de 2009. umidade relativa.

MG ( Primavera / 2009 ) Dias 8/out SF/mEc 9/out SF 10/out SF/mPa 11/out mPa 12/out mTc 13/out mTc 14/out SF 15/out mTa 16/out SF 17/out SF/mEc 18/out SF 19/out SF/mEc 20/out mEc 21/out SF 22/out SF/mEc Figura 04 – Dados diários da pressão atmosférica. do dia 23 de setembro a 23 de outubro de 2009.Sistema Atmosférico 100 916 918 920 922 924 926 928 14 21 28 35 42 20 40 60 80 12 16 20 24 28 32 36 0 7 0 8 Direção dos Ventos 5 0 32 27 32 36 36 27 0 32 27 0 0 36 5 32 14 18 32 36 36 36 36 36 0 36 36 36 18 0 0 Precipitação (mm) Umidade (%) Pressão (hPa) Temperatura (oC) 23/set SF/mEc 24/set SF 25/set SF/mPa 26/set mPa 27/set mTa 28/set mTa 29/set SF 30/set mPa/mEc 1/out mPa 2/out mPa 3/out SF/mPa 4/out SF 5/out SF/mEc 6/out mTa/mEc 7/out mTa/mEc Caparaó . média e mínima. umidade relativa. 23/out SF/mEc . temperatura máxima. direção do vento e os sistemas atmosféricos atuantes em Caparaó MG. precipitação.

do dia 24 de outubro a 23 de novembro de 2009. umidade relativa. temperatura máxima (série incompleta). 23/nov mTc/mEc . direção do vento e os sistemas atmosféricos atuantes em Cáceres MT. precipitação. média e mínima.Sistema Atmosférico 100 991 992 993 994 995 996 997 998 14 21 28 35 42 20 40 60 80 16 20 24 28 32 36 40 0 7 0 Direção dos Ventos 0 0 0 5 5 23 0 5 0 32 36 36 36 5 5 32 5 5 5 36 36 5 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Precipitação (mm) Umidade (%) Pressão (hPa) Temperatura (oC) 24/out mTc/mEc 25/out mEc 26/out mEc 27/out mEc 28/out mTc/mEc 29/out mEc 30/out mTc 31/out mTc 1/nov mTc 2/nov mTc 3/nov mTc/mEc 4/nov mEc/AB 5/nov mEc 6/nov mTc/mEc 7/nov mTc/mEc Cáceres MT ( Primavera / 2009 ) Dias 8/nov mEc/AB 9/nov mEc/AB 10/nov mTc/mEc 11/nov mEc 12/nov mEc 13/nov mEc 14/nov mTc/mEc 15/nov mTc/mEc 16/nov mEc 17/nov mEc/AB 18/nov mEc 19/nov mEc 20/nov mEc 21/nov mTc/mEc 22/nov mTc/mEc Figura 05 – Dados diários da pressão atmosférica.

umidade relativa. precipitação.Sistema Atmosférico 100 914 916 918 920 922 924 12 24 36 48 60 72 20 40 60 80 12 16 20 24 28 32 36 0 0 Direção dos Ventos 0 27 5 27 32 0 0 27 18 0 32 32 27 23 32 36 0 32 23 23 27 0 32 32 36 23 0 23 36 32 36 Precipitação (mm) Umidade (%) Pressão (hPa) Temperatura (oC) 23/out SF/mEc 24/out mPa/mEc 25/out mEc 26/out mEc 27/out SF/mEc 28/out SF/mEc 29/out SF/mEc 30/out mTc/mEc 31/out mTc 1/nov mEc 2/nov mEc 3/nov mEc 4/nov mEc 5/nov mTa/mEc 6/nov mTa/mEc Caparaó . temperatura máxima e mínima.MG ( Primavera / 2009 ) Dias 7/nov mTa 8/nov mEc 9/nov SF/mEc 10/nov SF 11/nov SF/mEc 12/nov mEc 13/nov mTa/mEc 14/nov mTa/mEc 15/nov mEc 16/nov SF/mEc 17/nov SF 18/nov mPa 19/nov mPa/mEc 20/nov mTa/mEc 21/nov mTa/mEc Figura 06 Dados diários da pressão atmosférica. 22/nov mTa . direção do vento e os sistemas atmosféricos atuantes em Caparaó MG. do dia 23 de outubro a 22 de novembro de 2009.

do dia 24 de novembro a 23 de dezembro de 2009. 31 .Sistema Atmosférico 1000 100 990 992 994 996 998 10 20 30 40 50 60 20 40 60 80 16 20 24 28 32 36 40 0 0 Direção dos Ventos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Precipitação (mm) Umidade (%) Pressão (hPa) Temperatura (oC) 24/nov mEc 25/nov mEc/AB 26/nov mEc 27/nov mEc 28/nov mEc 29/nov mTc/mEc 30/nov mEc 1/dez mTc/mEc 2/dez mTc/mEc 3/dez mEc 4/dez SF/mEc 5/dez mTc 6/dez mTc/mEc 7/dez mEc/AB 8/dez mTc/mEc Cáceres . precipitação.MT ( Primavera / 2009 ) Dias 9/dez mEc/AB 10/dez mEc 11/dez mTc/mEc 12/dez SF/mEc 13/dez mEc/AB 14/dez mEc 15/dez mTc 16/dez mTc/mEc 17/dez mEc 18/dez mEc 19/dez mEc 20/dez mEc 21/dez mEc 22/dez mEc/AB 23/dez mEc/AB Figura 07 – Dados diários da pressão atmosférica. temperatura máxima e mínima. umidade relativa. direção do vento e os sistemas atmosféricos atuantes em Cáceres MT.

Sistema Atmosférico 100 914 916 918 920 922 924 12 24 36 48 60 72 20 40 60 80 12 16 20 24 28 32 36 0 0 Direção dos Ventos 0 27 5 27 32 0 0 27 18 0 32 32 27 23 32 36 0 32 23 23 27 0 32 32 36 23 0 23 36 32 36 Precipitação (mm) Umidade (%) Pressão (hPa) Temperatura (oC) 23/out SF/mEc 24/out mPa/mEc 25/out mEc 26/out mEc 27/out SF/mEc 28/out SF/mEc 29/out SF/mEc 30/out mTc/mEc 31/out mTc 1/nov mEc 2/nov mEc 3/nov mEc 4/nov mEc 5/nov mTa/mEc 6/nov mTa/mEc Caparaó . 22/nov mTa . do dia 24 de novembro a 23 de dezembro de 2009. direção do vento e os sistemas atmosféricos atuantes em Caparaó MG. umidade relativa. temperatura máxima e mínima. precipitação.MG ( Primavera / 2009 ) Dias 7/nov mTa 8/nov mEc 9/nov SF/mEc 10/nov SF 11/nov SF/mEc 12/nov mEc 13/nov mTa/mEc 14/nov mTa/mEc 15/nov mEc 16/nov SF/mEc 17/nov SF 18/nov mPa 19/nov mPa/mEc 20/nov mTa/mEc 21/nov mTa/mEc Figura 08 – Dados diários da pressão atmosférica.

ou seja.2% do tempo cronológico.4%.2009) pode ser considerada climatologicamente normal. A mTa raramente atinge a longitude de Cáceres. a maioria dos episódios frontogênicos já se encontram sobre o litoral. os histogramas da análise rítmica (Figuras 03. O estudo da participação dos sistemas atmosféricos mostrou que em Cáceres a SF atuou em 2. A mPa.1% do tempo cronológico em Cáceres. 04. Em climatologia o esperado são os dados dos elementos do tempo oscilando dentro do desvio padrão. Em Caparaó atuaram em apenas 30. Essa porcentagem para Cáceres foi exclusivamente da mPa. Em Cáceres 70% convectivas e 30% frontais. 07 e 08) mostraram a participação dos sistemas atmosféricos e a distribuição pluviométrica.5% foram frontais e 26.6% em Caparaó.A estação (primavera . BORSATO (2006) estudou a gênese da chuva em Porto Rico no Paraná e verificou que nos meses de verão e nos anos em que o volume de chuva na região for maior do que o esperado a participação das chuvas frontais é maior. Por outro lado a mTa e mPa. Quando esses parâmetros são extrapolados tem-se um ano ou estação anômala. 73. Os SF avançam a partir do Sul e seguem na direção sudoeste nordeste e na altura do trópico. Do total de chuva registrado na estação climatológica de Caparaó. indica uma situação de El NIÑO sobre o Pacífico Equatorial. em Caparaó a participação subiu para 24. Todos os sistemas atmosféricos que atuam no Centro Sul do Brasil atuaram nas duas localidades e o mais importante foi a duração cronológica e a intensidade. A explicação para essa diferença na gênese da chuva está na dinâmica atmosférica. Também não se registrou onda de frio severo na região. ou ainda. As grandes áreas homogêneas da Amazônia e do Pantanal na porção central do continente são os principais elementos naturais que dão origem aos sistemas de baixa pressão atmosférica (mTc e mEc) e contribuí significativamente com a elevação da temperatura e com as convecções do ar. em torno das normais climatológicas. 05. . verificou-se que a participação dos sistemas frontais aumenta de importância à medida que se aproxima do Atlântico. sistema atmosférico anticiclonal que avançam na retaguarda dos SF participou em 10. com 42. sistemas anticiclonais atuaram mais intensamente em Caparaó.7%. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar da regularidade na distribuição e na altura das chuvas.5% convectivas.3% contra 10. em Cáceres e 23. 06. Por isso sua participação no tempo diminui para o interior do continente.7%. Esses dois sistemas de baixa pressão atuaram em 87. Embora o CPTEC-INPE (2009).7% em Cáceres. razão principal das abundantes chuvas convectivas na região. Com relação às precipitações. não houve desvios além do esperado para o período.

2000. 1989 INPE-4812-TDL/359. de Rio Claro – UNESP. Universidade Federal de Uberlândia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOIN. consultado no período de 21/06 a 23/12/2009.De maneira geral. A. Geociências e Meio Ambiente. o interior da região já apresenta na primavera um predomínio das chuvas convectivas enquanto que em Caparaó prevalecem as chuvas frontais. A. BORSATO. (Doutorado) Nupélia. Tese (parcial).. Universidade Estadual Paulista. 2009 . BORSATO F.chuvas e erosões no oeste paulista: uma análise climatológica aplicada.br/satélite. In: VI Simpósio Brasileiro de Climatologia Geográfica. BORSATO. Espacial. Eixo 3.C.CD-ROM. Cachoeira Paulista.Cartas sinóticas. Julho de 2009. V. Análise Rítmica e a Variabilidade Têmpora – Espacial. V.br/html/informacoes/glossario/glossario. 2006.inpe. Aracajú – SE. Evolução Tecnológica e Climatologica. Eixo temático 8 – Clima e planejamento urbano rural . 2006 Glossário.br/html/rede_obs. 2009 disponível em http://www. tema 3 – CD-ROM. A. A Dinâmica Atmosférica e a Participação da ZCAS na Gênese da chuvas em Viçosa . FERREIRA.php consultado no período de de 23/09 a 23/12/2009.MG. H. Universidade Federal de Sergipe. no bimestre Novembro Dezembro de 2008. Tese (parcial).htm.cptec. Universidade Federal de Viçosa.inmet. . Acessado em 13-122006.. A.. BRASIL. H e SOUSA E. In: XII Simpósio Brasileiro de Climatologia Geográfica Física Aplicada e a Dinâmica da Apropriação da Natureza. Maringá. M.mil. Disponível em: http://www. A. A dinâmica atmosférica e a influência da tropicalidade no inverno de 2007 em Maringá PR – Espacial. Ministério da Ciência e Tecnologia CPTEC/INPE.html#E. Outubro 2004.– Imagens de Satélite. In: 8° Simpósio Brasileiro de Climatologia Geográfica. disponível em http://www.CD-ROM. (Doutorado) Nupélia. BORSATO F. Maringá. V. Ministério da Marinha. V. Universidade Estadual de Maringá. O estudo de uma série maior pode revelar outros resultados. 2006a. ISTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA (INMET). Eixo 5 – Técnica em Climatologia . Universidade Estadual de Maringá. O ritmo climático e episódios pluviométricos na bacia do rio Paraná no ano de 1980. V.gov. BRASIL. (Tese de Doutorado). . Embora é importante salientar que a análise foi realizada em apenas uma estação do ano e sob a influencia do EL NIÑO.inmet.gov.br/dhn/chm/meteo/prev/cartas/cartas.. A Participação dos sistemas atmosféricos atuantes na bacia do rio Paraná no período de 1980 a 2003. Consultado em 23/12/2009. BORSATO. Rio Claro: IGCE-Cp. Teoria e Metodologia em Climatologia. C. Serviço Meteorológico da Marinha. Núcleo de pós Graduação Geográfica. Ciclogêneses e ciclones extratropicais na Região Sul-Sudeste do Brasil e suas influências no tempo.mar. E. N. H. ISTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA (INMET). Agosto 2008. Disponível em http://www. BORSATO. BORSATO. BORSATO F.

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