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FACULDADE CAMPO REAL

ALUNO: SIMEI TONETTI 2º B DIREITO

Análise sociológica do filme "A Vila" : A Vila"("The Village") é um longa metragem produzido em 2004 por M. Night Shayamalan. Segundo a sinopse do filme , no final do século XIX existia uma vila cercada por florestas em todos os lados. Os habitantes de lá fizeram um pacto para nunca saírem da vila, pois na cidade imperava a violência e o medo, como objetivo tinha a criação da sociedade perfeita. A única ameaça a tranquilidade da vila, eram as criaturas, que as denominam como "aqueles a quem não mencionamos", seres aterrorizantes que vivem nessas florestas. A não invasão do território dessas criaturas é a única garantia de paz. O desenrolar da história se passa na zona rural da Pensilvânia em 1987, e conta a história de um pequeno povoado de Covington, formado por um grupo de 60 pessoas, rodeado por uma mata onde se acredita haver criaturas míticas e/ou melhor, dizendo monstros habitando o lugar. A narrativa ainda conta o romance de Yvi Walker, a filha do líder do vilarejo e de Lucius Hunt, um jovem corajoso e questionador. O vilarejo é formado por uma comunidade cujo regime de social é arbitrado por um "conselho de anciãos" que de forma "democrática" (uma vez que regida por um discurso de “verdade” convincente que lhe dá legitimidade) delibera, em parceria com a população, o destino da comunidade pela gestão do seu presente precavido. O principal tema das reuniões gira em torno da relação da comunidade do vilarejo com "aqueles de quem não mencionamos", que menciona as supostas "criaturas da floresta" que povoam o bosque circundante à Vila. E através dessas criaturas que os "anciãos" da Vila criaram um mecanismo de manutenção do poder simbólicopolítico sobre os demais membros elaboraram o mito de que a floresta que rodeia a Vila é habitada por seres malignos e perversos ("aqueles a quem mencionamos") a quem não se deve provocar - entrando na floresta (invadindo o seu espaço) – se estabeleceu uma relação a série de rituais (a oferta de carne num "altar" de pedra) para que os tais não se levantassem contra o vilarejo. A sustentação da “verdade” disseminada na comunidade estabelece a criação de varias regras restritiva, entre as quais: um pacto entre os habitantes e as criaturas malignos de que ninguém vai invadir o território do outro, sob pena de retaliação (método utilizado para limitar/impedir o contato com outras comunidades). Há, ainda, vários postos de vigilância para afugentar as criaturas como também para criar nos membros da comunidade uma sensação de estar sempre sendo vigiado – assim ninguém tentará fugir. As seguintes características sociológicas estão contidas no filme: - A instituição da ignorância: os jovens da Vila (nos quais nasceram na Vila já formada), não conhecem às cidades nem a civilização e vivem sob o manto escuro de um segredo. - Os uivos na floresta, todas as vezes em que a comunidade se reúne para a refeição coletiva - o que exige o sacrifício de carne no altar, na ocasião das refeições -, como que a dizer que eles são espreitadores da comunidade e inimigos de sua unidade e felicidade coletiva; -O toque do sino avisando uma ameaça de invasão que nunca se concretiza para além da morte de alguns animais; - Os locais de refúgio, em cada lar, para a ocasião - sempre iminente - da invasão das "criaturas da floresta"; - Não permitir coisa alguma com a "cor proibida" (vermelho); - O uso de uniformes de cor amarela para andar nos arredores necessários da floresta; - A demarcação do território da vila pela pintura amarela das árvores;

O medo é o elemento contínuo na filosofia de vida dos habitantes de Vila. Assim. há também uma rede subjetiva de sujeição dos próprios anciãos ao regime de sociedade por eles criados à custa do medo e mantido pela mentira amedrontadora. sendo sabida apenas pelo anciãos (que por isso são "detentores" de um poder que lhes escapa e lhes ameaça).não valem a pena o risco de atravessar a floresta.Não divulgar pensamentos próprios sem submetê-los à reunião dos anciãos. Podemos dentro do contexto do filme encontrar algumas características dos fatos sociais de Durkheim ex: . cada fala..Não violar os limites estabelecidos pela comunidade. . todos os habitantes da Vila devem aceitar viver toda a sua existência isolados do restante do universo admitido como real. se há um "discurso de verdade" encobridor da realidade e mantenedor de regime de sujeição dos jovens da Vila. Diante disso. são habitadas por pessoas "criminosas" e são "caóticas e violentas". podendo ser considerado. cada ritual é como que uma precaução para impedir a "provocação" da desgraça onipresente que paira sobre os habitantes da Vila e cuja origem é mantida em segredo. A instituição do "conselho dos anciãos" que rege a vida comunitária e se tem por guardiã de um segredo que não cabe aos jovens saberem do que se trata e que julga os atos e os pensamentos dos membros da comunidade.expressão que dita com tons negativos .a exterioridade. e por que não as ideologias marxistas uma vez que tentam construir uma sociedade perfeita. Podemos dizer que o medo e o segredo são os fios condutores de todas as relações na comunidade. uma vez que tanto a floresta é habitada por esses seres malignos como "as cidades" . a coercitividade . . pois. o mecanismo por excelência de sujeição de todos (inclusive dos anciãos) àquela forma patológica de vida social. cada gesto. o grande detentor do poder. coercitividade por que estão presas à comunidade sem poder sair (sofrem a repressão através do medo).a exterioridade por que todos vivem sob as bases de uma cultura imposta.