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AULA 06 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA – Técnico TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE

Olá pessoal!

O nosso curso está chegando ao fim. Estamos na nossa penúltima aula e espero que ele esteja sendo útil para vocês.

As dúvidas devem ser postadas no fórum e as sugestões podem ser encaminhas para o meu mail cesar.frade@pontodosconcursos.com.br

César Frade

JULHO/2012

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31. Avaliação de Empresas

Existem inúmeras formas de avaliar o valor de uma empresa, mas todas elas são, razoavelmente, complexas. Em praticamente todas as metodologias utilizadas há um certo nível de subjetividade por parte do avaliador. Até porque não há a possibilidade de se avaliar corretamente, tendo em vista que não se pode considerar apenas os ativos de uma empresa mas também a marca e o possível fluxo de caixa futuro, além da necessidade de se atribuir uma taxa de desconto ao fluxo.

Como não falarmos em subjetividade se o investidor comprará a empresa com base em uma prospecção futura de receita e custo, da investida de novos competidores no mercado, do valor residual do empreendimento, entre outros itens importantes.

Segundo Assaf:

“A definição do valor de uma empresa é uma tarefa complexa, exigindo uma coerência e rigor conceituais na formulação do modelo de cálculo. Existem diversos modelos de avaliação, embutindo todos eles certos pressupostos e níveis variados de subjetividade. O estudo dos modelos envolve uma crítica aos métodos patrimoniais baseados no princípio de custo, abordando desde o custo histórico até o corrente corrigido. Pelo maior rigor conceitual e coerência com a moderna teoria de Finanças, a prioridade é dada aos modelos de avaliação baseados no Fluxo de Caixa Descontado (FDC).”

32. Avaliação pelo Método de Múltiplos de Mercado

Esse método consiste em avaliar uma empresa com base no valor de outras que possuem suas ações listadas na Bolsa de Valores.

Segundo Assaf:

“Um dos problemas desse método é que diferentes momentos de vendas implicam diferentes avaliações, e ainda que as características

AULA 06 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA – Técnico TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE de mercado em que atua cada empresa implicam diferentes potenciais de riqueza futuros.”

A avaliação de uma empresa por parte dos investidores leva em consideração o retorno esperado e o grau de aversão ao risco dos investidores.

33. Avaliação pelo Método do Fluxo de Caixa Descontado

A mensuração dos benefícios esperados para o caixa da empresa, os riscos associados à sua área de atuação, além do retorno esperado pelos investidores são os principais componentes a serem considerados na avaliação de uma empresa.

Lembre-se que estamos falando de estimativas futuras e várias delas não tem como ser previstas. Imagine uma situação em que uma empresa desenvolve um projeto que tende a ser revolucionário no mercado. Não sabemos quanto tempo os concorrentes precisarão para responder a essa nova tecnologia, nem se eles estariam desenvolvendo uma ainda mais revolucionária.

Pense em smartphone. Existem várias empresas no mercado e a cada dia elas lançam um novo produto, uma nova tecnologia e com mais utilidades. É complicado pensar que uma determinada empresa irá lançar um produto e usufruir de sua tecnologia, sozinha no mercado por muito tempo. Se isso fosse possível sem a reação dos concorrentes seria bem provável que o valor da empresa aumentasse bastante.

Esse método de cálculo estudado com detalhes nas aulas anteriores (aula 5 – análise de investimentos – parte II) apresenta um bom rigor técnico e deixa a subjetividade para a prospecção dos fluxos futuros.

Segundo Assaf:

“No método do FCD estão incorporados os três princípios gerais fundamentais discutidos anteriormente para se estabelecer um critério ótimo de decisão de investimento:

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a) a avaliação do investimento é processada com base nos fluxos de caixa de natureza operacional;

b) o risco é incorporado na avaliação econômica de investimento, respeitadas as preferências do investidor com relação ao conflito risco-retorno;

c) a decisão identifica, ainda, o valor presente do ativo com base na taxa de desconto apropriada a remunerar os proprietários de capital.”

Matematicamente, podemos expressar o valor de uma empresa com três fórmulas distintas. Na primeira delas, podemos estar analisando a expansão de uma empresa ou um projeto específico, de forma que ele possui uma data para acabar, sendo composto por um número finito de fluxos de caixa. O desconto será efetuado pela taxa determinada pelo WACC.

Sendo:

Valor da Empresa =

N

j = 1

FC

j

(

1 + i

)

j

FC j : Fluxo de Caixa Operacional no período j i: taxa de desconto determinada pelo WACC

Caso estejamos estimando o preço de uma empresa como um todo que tenha um Fluxo Caixa Operacional Constante, usaríamos a seguinte fórmula:

Valor da Empresa =

FC

i

Se considerarmos que o fluxo de caixa cresce anualmente a uma taxa constante g, teríamos:

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Valor da Empresa =

FC

1

i- g

Sendo:

FC 1 : o fluxo de caixa operacional do período 1;

i: a taxa de desconto representada pelo WACC; e

g: a taxa de crescimento do fluxo de caixa operacional

34. Elaboração de Fluxo de Caixa de Projeto

Já vimos praticamente tudo sobre a elaboração de um fluxo de caixa de projetos. Vamos agora, desenvolver um com base em dados de produção e custo.

Suponha que um investidor está interessado em estudar a viabilidade de um projeto de uma fábrica de vuvuzelas 1 tupiniquins para a próxima Copa do Mundo.

Para isso ele contrata um consultor, pelo preço de R$15.000,00, para avaliar a viabilidade do projeto. O projeto terá duração de 3 anos e venderá 50.000 unidades por ano. O preço no ano I será de R$ 25,00 por unidade, no ano II será de R$30,00 e de R$15,00 no ano III. O custo variável médio é fixo nos três anos e igual a R$10,00 e o custo fixo anual é da ordem de R$200.000,00. Sabe-se que a taxa mínima de atratividade é da ordem de 25% ao ano. E o valor investido é de R$500.000,00 com maquinário. No final do período, o maquinário não terá valor residual.

A primeira discussão nesse item tem a ver com o trabalho do consultor. Você

concorda que independentemente do fato de o projeto ser recomendado ou não pelo consultor, o valor de R$15.000,00 deve ser pago. Portanto, esse custo tem a definição de custo afundado e não deve entrar no cálculo da

viabilidade ou não do projeto.

1 Para quem não sabe, isso é uma espécie de corneta muito utilizada na África do Sul e que faz um barulho enorme.

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TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE Vou falar com vocês como foi gerada essa Tabela

Vou falar com vocês como foi gerada essa Tabela acima. A quantidade e o preço a cada ano estão nos dados. A receita total é o produto do preço pela quantidade. O custo variável total é o produto da quantidade pelo custo variável médio (dado). O fluxo de caixa é o somatório da receita total com o custo variável total, custo fixo e investimento.

Com base nessa tabela, temos a geração do fluxo de caixa e sabendo que a taxa mínima de atratividade 2 é igual a 25% ao ano, devemos calcular o Valor Presente Líquido do projeto, descontando-o a taxa de 25% para sabermos se há ou não viabilidade do mesmo. Portanto, temos:

VPL

VPL

VPL

=

500.000

= −

=

500.000

477.600

+

+

550.000

800.000

50.000

(

1,25

)

1

440.000

1,25

512.000

(

)

2

(

1,25

)

3

25.600

+

+

+

+

Como o Valor Presente Líquido deu positivo, o consultor poderia recomendar a aceitação do projeto. E poderia ainda informar que para aqueles dados apresentados pelo empresário, um investimento de até R$977.600,00 faria com que o investimento desse uma rentabilidade mínima de 25% ao ano.

2 É a menor taxa que o investidor está interessado em ganhar para colocar seus recursos em um projeto como esse.

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Esse investimento de R$977.600,00 é o máximo valor a ser investido para que

o VPL ainda seja positivo. Matematicamente:

550.000 800.000

+

50.000

VPL

0

X

= − +

X

X

(

)

1

+

(

1,25

512.000

)

2

+

(

1,25

)

3

+

1,25

440.000

= − +

=

25.600

977.600

Se a questão, além das premissas anteriores supor que há um imposto de

renda da ordem de 34%, teremos uma modificação nos cálculos e eles ficariam

assim:

uma modificação nos cálculos e eles ficariam assim: O lucro antes do IR é igual à

O lucro antes do IR é igual à receita total menos custo variável total menos

custo fixo. E o lucro líquido é igual ao lucro antes do IR menos o IR pago. Para

verificar a viabilidade, devemos calcular o valor presente líquido do fluxo de

caixa:

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VPL

= −

500.000

+

VPL

= −

500.000

+

X

=

145.216

363.000 528.000

+

33.000

(

1,25

)

1

290.400

+

1,25

337.920

(

)

2

(

1,25

)

3

16.896

+

+

Portanto, o VPL continua sendo positivo e o projeto deve ser recomendado.

No entanto, esse exercício ainda pode ficar mais próximo da realidade. Imagine que essa máquina seja depreciada em três anos e que não tenha valor de revenda no final do período. O fluxo de caixa seria o seguinte:

no final do período. O fluxo de caixa seria o seguinte: É interessante notar o que

É interessante notar o que ocorre com a depreciação. Quando vamos incluí-la nos cálculos, devemos fazer a retirada para que ela saia da base de cálculo do imposto de renda. No entanto, a depreciação não é um fluxo de caixa, é apenas um artifício contábil para retirar do lucro o investimento mas ao longo da vida útil do bem. Portanto, devemos somar novamente a depreciação para concluir a geração do fluxo de caixa.

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Neste novo exemplo, o Valor Presente Líquido a 25% ao ano será de:

VPL

VPL

VPL

= −

500.000

+

= −

=

+

235.520,00

500.000

419.666,67

+

+

584.666,67

+

+

50.000

(

1,25

)

1

335.733,33

1,25

374.186,67

(

)

2

(

1,25

)

3

25.600,00

Se o bem ainda tivesse um valor residual de R$250.000,00 ao final de três anos e fosse depreciado em 5 anos, teríamos o seguinte:

anos e fosse depreciado em 5 anos, teríamos o seguinte: Agora, neste fluxo, estamos depreciando o

Agora, neste fluxo, estamos depreciando o bem em 5 anos de forma linear. Portanto, ao final de 3 anos, ainda há um valor de R$200.000,00 para ser depreciado. Como a máquina foi alienada por R$250.000,00, houve um lucro contábil de R$50.000,00, valor sobre o qual deverá incidir a alíquota de 34% de imposto de renda.

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O Valor Presente Líquido a 25% ao ano é de:

VPL

VPL

VPL

= −

500.000

+

= −

=

+

322.176,00

500.000

397.000

(

1,25

)

1

317.600

+

+

562.000 283.000

+

1,25

359.680

(

)

2

+

(

1,25

)

3

144.896

35. Ponto de Equilíbrio e Margem de Contribuição

Temos que ter clara a idéia de que, independentemente daquilo que o empresário irá produzir, o custo fixo estará perdido. Logo, sempre que estamos verificando a viabilidade de um projeto, devemos sair de um ponto de prejuízo igual ao custo fixo do projeto.

Observe que para que comecemos a analisar um projeto, há a necessidade de que o custo variável médio que é o custo dos insumos para se produzir uma unidade do produto seja inferior ao preço. Observe que à medida que vamos aumentando a quantidade produzida, há um aumento no custo variável total mas o custo fixo, como o próprio nome diz, permanece fixo. Se o preço do bem for maior do que o custo variável médio, haverá uma quantidade tal que fará com que o produtor chegue a um equilíbrio entre a receita e a despesa. Esse ponto é chamado de “break-even” ou ponto de equilíbrio. Graficamente, podemos representá-lo da seguinte forma:

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TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE Se quisermos encontrar o ponto de equilíbrio devemos

Se quisermos encontrar o ponto de equilíbrio devemos encontrar a quantidade que faz com que a receita e o custo de igualem. Matematicamente, temos:

P Q

PE

= CF + CVMe Q

PE

Sabemos que a receita é igual ao produto do preço pela quantidade, sendo o preço dado. E o custo é a soma do custo fixo com o custo variável, sendo que o custo variável é igual ao custo variável médio multiplicado pela quantidade. Dessa forma, a quantidade seria a incógnita e a sua solução nos indicaria o ponto de equilíbrio do negócio.

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QUESTÕES PROPOSTAS

Questão 60

(Cesgranrio – Petrobrás – Administrador Júnior – 2010) – A ACME, fabricante de produtos eletrônicos de alta tecnologia, está decidindo sobre o lançamento de um novo produto, cujo ciclo esperado de vida é de 3 anos. No primeiro ano, são esperadas vendas de 500 mil unidades; no segundo ano, são esperadas vendas de 2 milhões de unidades e, no terceiro ano, 700 mil unidades. No fim do terceiro ano, a produção será descontinuada. O preço de venda do produto será R$ 80,00 por unidade. Os custos variáveis de produção (matérias-primas, mão de obra direta, etc) somam R$ 35,00 por unidade, enquanto os custos fixos (administração, aluguéis, etc) somam R$ 20 milhões por ano. O custo do capital da ACME para esse tipo de projeto é 20% ao ano. Para lançar o produto, a ACME fará, antes do início do primeiro ano, um investimento, cujo valor residual, no fim do terceiro ano, é zero. Considere que não há impostos, e que as receitas e custos ocorrem no fim de cada período. Qual o máximo investimento que a ACME pode fazer, em milhões de reais, para lançar o produto?

a) 43,54

b) 57,35

c) 65,23

d) 68,82

e) 83,00

Questão 61

(Cesgranrio – Petrobrás Biocombustível – Administrador Júnior – 2010) – O Plano Anual da empresa previa a venda de 4 mil unidades do produto, no primeiro semestre, a um preço de R$ 100,00, gerando uma receita de R$ 400 mil. No final do semestre, apenas 3 mil unidades haviam sido vendidas a R$ 80,00 cada, gerando uma receita total de R$ 240 mil. A variação de desempenho das vendas foi de R$ 160 mil, ou seja, 40% das vendas esperadas. Quanto desse mau desempenho, em percentuais, é devido à redução nos preços e quanto é devido à redução no volume, respectivamente?

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a) 20% e 80%

b) 25,5% e 74,5%

c) 27,5% e 72,5%

d) 37,5% e 62,5%

e) 42,5% e 57,5%

Questão 62

(Cesgranrio – Petrobrás Biocombustível – Administrador Júnior – 2010) – Uma indústria produz, atualmente, 50.000 unidades de um único produto. Nesse processo, são incorridos custos fixos no valor de R$ 150.000,00 e custos variáveis no valor de R$ 400.000,00. O preço unitário de venda é de R$ 28,00. Com base nessas informações, a margem de contribuição unitária, em reais, e o ponto de equilíbrio, em unidades, são respectivamente,

a) 8,00 e 18.750

b) 20,00 e 7.500

c) 20,00 e 20.000

d) 28,00 e 5.357

e) 28,00 e 6.000

Questão 63

(Cesgranrio – Eletrobrás – Administrador – 2010) – Se o preço de venda médio por unidade for igual a R$ 3,50, o custo variável por unidade for igual a R$ 1,50, e os custos operacionais fixos tiverem o valor de R$ 20.000,00, conclui- se que o ponto de equilíbrio, em unidades, é de

a) 10.000

b) 38.000

c) 39.000

d) 42.000

e) 45.000

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Questão 64

(Cesgranrio – Eletronuclear – Engenheiro – 2010) – Uma operadora de cartão de crédito cobra juros de 144% ao ano sobre valores em atraso, sempre com capitalização mensal. Se o regime é de juros compostos, um usuário do cartão que queira quitar uma dívida de 3 meses pagará efetivamente juros de, aproximadamente,

a) 25,44%

b) 36,00%

c) 40,49%

d) 42,57%

e) 57,35%

Questão 65

(Cesgranrio – Petrobrás Distribuidora – Técnico em Administração – 2010) – Um título de R$ 4.600,00 sofrerá desconto comercial simples seis meses antes do seu vencimento. Se a taxa de desconto utilizada for de 1,5% ao mês, o valor a ser recebido por esse título, após o desconto, será, em reais, de

a) 4.140,00

b) 4.186,00

c) 4.324,00

d) 4.462,00

e) 4.531,00

Questão 66

(Cesgranrio – Banco do Brasil – 2009) – Uma empresa oferece aos seus clientes desconto de 10% para pagamento no ato da compra ou desconto de 5% para pagamento um mês após a compra. Para que as opções sejam indiferentes, a taxa de juros mensal praticada deve ser, aproximadamente,

a) 0,5%.

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b) 3,8%.

c) 4,6%.

d) 5,0%.

e) 5,6%.

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QUESTÕES RESOLVIDAS

Questão 60

(Cesgranrio – Petrobrás – Administrador Júnior – 2010) – A ACME, fabricante de produtos eletrônicos de alta tecnologia, está decidindo sobre o lançamento de um novo produto, cujo ciclo esperado de vida é de 3 anos. No primeiro ano, são esperadas vendas de 500 mil unidades; no segundo ano, são esperadas vendas de 2 milhões de unidades e, no terceiro ano, 700 mil unidades. No fim do terceiro ano, a produção será descontinuada. O preço de venda do produto será R$ 80,00 por unidade. Os custos variáveis de produção (matérias-primas, mão de obra direta, etc) somam R$ 35,00 por unidade, enquanto os custos fixos (administração, aluguéis, etc) somam R$ 20 milhões por ano. O custo do capital da ACME para esse tipo de projeto é 20% ao ano. Para lançar o produto, a ACME fará, antes do início do primeiro ano, um investimento, cujo valor residual, no fim do terceiro ano, é zero. Considere que não há impostos, e que as receitas e custos ocorrem no fim de cada período. Qual o máximo investimento que a ACME pode fazer, em milhões de reais, para lançar o produto?

a) 43,54

b) 57,35

c) 65,23

d) 68,82

e) 83,00

Resolução:

Observe que essa questão engloba vários itens da matéria. Ela coloca a produção, preço e custo em cada um dos períodos. Com esses dados podemos calcular o fluxo de caixa dos períodos 1, 2 e 3 a ser recebido pela empresa ACME.

No entanto, para que

investimento. Sabemos que quanto maior o investimento, menor será o VPL a

ela receba esses fluxos, deverá ser feito um

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uma dada taxa. Isto porque enquanto os fluxos entram com sinal positivo, os

investimentos entram com sinal negativo.

Não sei se você já notou, mas quando o VPL é zero, o investidor é indiferente

entre fazer e não fazer o investimento. Quando o VPL for positivo, ele deverá

fazer o investimento e caso seja necessário até aumentar o valor investido.

Quando o VPL for negativo, o investidor não deverá fazer o investimento,

podendo, no entanto, reduzir o valor investido com o objetivo de tornar viável

o projeto.

Vamos então aos cálculos dos fluxos de caixa dos períodos 1, 2 e 3.

O fluxo de caixa do período 1 será o seguinte:

FC

RT

CT

CT

FC

=

RT

1 1

CT

1

1 500.000 80

1 500.000 35

1 37.500.000

1 2.500.000

=

=

=

=

=

40.000.000

+

20.000.000

O fluxo de caixa do período 2 será o seguinte:

FC

RT

CT

CT

FC

2

2

2

2

2

=

RT

2

CT

2

= 2.000.000 80

=

160.000.000

= 2.000.000 35

+

20.000.000

=

=

90.000.000

70.000.000

O fluxo de caixa do período 3 será o seguinte:

FC

RT

CT

CT

FC

3

3

3

3

3

=

RT

3

CT

3

= 700.000 80

=

56.000.000

= 700.000 35

+

20.000.000

=

=

44.500.000

11.500.000

Portanto, o fluxo de caixa fica da seguinte forma:

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TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE Agora, devemos trazer os fluxos futuros para a data

Agora, devemos trazer os fluxos futuros para a data zero, descontados à taxa de 20%. O valor determinado será o máximo investimento para que o VPL continue sendo positivo, pois se o investimento for maior que o valor presente dos fluxos de caixa, o VPL do projeto será negativo e, portanto, rejeitado.

2.500.000

70.000.000 11.500.000

+

(

1,20

)

(

1,20

)

2

(

1,20

)

3

+

Investimento

=

0

Investimento

=

2.083.333.,33

+

48.611.111,11

+

6.655.092,59

Investimento

=

57.349.537,04

DICA: Não há necessidade de fazer as contas completas, pois a distância das respostas é muito grande. Faça apenas o início, o milhão e pronto. Faça assim:

2,5 dividido por 1,20 é igual a 2. 70 dividido por 1,44 é mais ou menos igual a 140 dividido por 3 que dá 47. E, por último, 11.5 dividido por 1,7 é igual a mais ou menos 6. Logo, temos 2+47+6=55.

Sendo assim, o gabarito é a letra B.

Gabarito: B

Questão 61

(Cesgranrio – Petrobrás Biocombustível – Administrador Júnior – 2010) – O Plano Anual da empresa previa a venda de 4 mil unidades do produto, no

AULA 06 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA – Técnico TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE primeiro semestre, a um preço de R$ 100,00, gerando uma receita de R$ 400 mil. No final do semestre, apenas 3 mil unidades haviam sido vendidas a R$ 80,00 cada, gerando uma receita total de R$ 240 mil. A variação de desempenho das vendas foi de R$ 160 mil, ou seja, 40% das vendas esperadas. Quanto desse mau desempenho, em percentuais, é devido à redução nos preços e quanto é devido à redução no volume, respectivamente?

a) 20% e 80%

b) 25,5% e 74,5%

c) 27,5% e 72,5%

d) 37,5% e 62,5%

e) 42,5% e 57,5%

Resolução:

Observe que uma parte da redução se deve a uma queda nas vendas. A venda caiu de 4.000 para 3.000 unidades, sendo reduzidas 1.000 unidades. Por outro lado, o preço também teve uma queda, sendo reduzido de R$100,00 para R$80,00. Entretanto, essa redução de preço incide apenas sobre a quantidade vendida, ou seja, 3.000 unidades e não o quanto se esperava vender. Dessa forma, temos que o impacto da redução da quantidade foi de:

I Q

I

Q

=

(

4000

3000

)

100

160.000

100.000

= =

160.000

0,625

=

=

1000 100

160.000

62,5%

Por outro lado, o impacto da redução do preço foi de:

I P

I

P

=

(

100

80

)

3000

160.000

60.000

= =

160.000

0,375

=

3000 20

160.000

=

37,5%

Sendo assim, o gabarito é a letra D.

Gabarito: D

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Questão 62

(Cesgranrio – Petrobrás Biocombustível – Administrador Júnior – 2010) – Uma

indústria produz, atualmente, 50.000 unidades de um único produto. Nesse

processo, são incorridos custos fixos no valor de R$ 150.000,00 e custos

variáveis no valor de R$ 400.000,00. O preço unitário de venda é de R$ 28,00.

Com base nessas informações, a margem de contribuição unitária, em reais, e

o ponto de equilíbrio, em unidades, são respectivamente,

a) 8,00 e 18.750

b) 20,00 e 7.500

c) 20,00 e 20.000

d) 28,00 e 5.357

e) 28,00 e 6.000

Resolução:

Para encontrarmos a margem de contribuição, temos duas formas. A primeira

seria pegar o custo variável médio e subtrair esse resultado do preço de venda

do bem. Outra forma seria pegar a receita total e retirar o custo variável total.

O resultado deve ser dividido pela quantidade vendida.

1

MC P

a

Forma :

=

CVMe

CVMe =

MC 28

=

400.000

50.000

= 8,00

8

=

20,00

2

=

RT

RT

a

Forma :

MC =

50.000 28,00

=

1.400.000

400.000

=

= 20,00

CV

=

1.400.000

RT

CV

1.000.000

=

 

Q

50.000

1.000.000

O ponto de equilíbrio é a quantidade vendida que cobre os custos de produção.

A partir desse ponto, o investidor passará a ter recursos sobrando, passará a

ter lucro. Observe que o custo de produção será dado pelo custo fixo mais o

AULA 06 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA – Técnico TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE

custo variável médio vezes a quantidade do ponto de equilíbrio. Logo, o ponto

de equilíbrio é:

RT

28

28

Q

PE

=

CT

Q

⋅ =

PE

Q

⋅ =

PE

400.000

50.000

+

8

Q

PE

Q

PE

+

150.000

150.000

150.000

=

20

= 7.500

Sendo assim, o gabarito é a letra B.

Gabarito: B

Questão 63

(Cesgranrio – Eletrobrás – Administrador – 2010) – Se o preço de venda médio

por unidade for igual a R$ 3,50, o custo variável por unidade for igual a R$

1,50, e os custos operacionais fixos tiverem o valor de R$ 20.000,00, conclui-

se que o ponto de equilíbrio, em unidades, é de

a) 10.000

b) 38.000

c) 39.000

d) 42.000

e) 45.000

Resolução:

Devemos encontrar a quantidade que faz com que o investidor tenha lucro

igual a zero. Para isso, temos no custo o valor do custo fixo somado ao valor

do custo variável médio vezes a quantidade. Do lado da receita teremos o

preço vezes a quantidade de equilíbrio.

AULA 06 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA – Técnico TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE

RT

3,50 Q

2,00 Q

=

CT

PE

PE

=

=

1,50 Q

20.000

PE

+

20.000

Q

PE

20.000

=

2,00

= 10.000

Portanto, se o investidor produzir 10.000 unidades, ele estará apenas pagando

seus custos. Qualquer produção acima de 10.000 unidades gerará um lucro

para o investidor.

Sendo assim, o gabarito é a letra A.

Gabarito: A

Questão 64

(Cesgranrio – Eletronuclear – Engenheiro – 2010) – Uma operadora de cartão

de crédito cobra juros de 144% ao ano sobre valores em atraso, sempre com

capitalização mensal. Se o regime é de juros compostos, um usuário do cartão

que queira quitar uma dívida de 3 meses pagará efetivamente juros de,

aproximadamente,

a) 25,44%

b) 36,00%

c) 40,49%

d) 42,57%

e) 57,35%

Resolução:

Se a taxa de juros é de 144% ao ano e a capitalização é mensal, devemos

transformar essa taxa anual na unidade da capitalização utilizando o conceito

de juros simples. Ou seja, uma taxa de 144% ao ano com capitalização mensal

é igual a uma taxa de 12% ao mês.

144% a.a. com capitalização mensal =

144%

12

= 12% a.m.

AULA 06

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA – Técnico TJDFT – Área Administrativa

PROFESSOR CÉSAR FRADE

Como temos que a achar a taxa equivalente para três meses, basta usarmos o conceito de juros compostos.

1 i

+

1 i

+

1 i

i

+

(

(

1

1,12

+

Trimestral

Trimestral

Trimestral

=

=

=

=

i

Mensal

)

3

1,4049

40,49%

Trimestral

)

3

Sendo assim, o gabarito é a letra C.

Gabarito: C

Questão 65

(Cesgranrio – Petrobrás Distribuidora – Técnico em Administração – 2010) – Um título de R$ 4.600,00 sofrerá desconto comercial simples seis meses antes do seu vencimento. Se a taxa de desconto utilizada for de 1,5% ao mês, o valor a ser recebido por esse título, após o desconto, será, em reais, de

a) 4.140,00

b) 4.186,00

c) 4.324,00

d) 4.462,00

e) 4.531,00

Resolução:

Temos um título que tem uma data de vencimento que está distante da data de hoje da ordem de 6 meses. Se o proprietário do título está interessado em antecipar o seu recebimento, terá a cobrança de uma taxa de 1,5% ao mês. Logo, o desconto será de:

D

D =

D

=

=

C

4.600,00 0,015 6

414,00

DESCONTO

n

i

AULA 06 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA – Técnico TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE

Portanto, quando o proprietário do título efetua o desconto do mesmo, receberá R$414,00 a menos que o valor de face. Logo, o valor a ser recebido é de:

VA

=

VN

D

VA

=

4.600,00

414,00

VA

=

4.186,00

 

Sendo assim, o gabarito é a letra B.

Gabarito: B

Questão 66

(Cesgranrio – Banco do Brasil – 2009) – Uma empresa oferece aos seus clientes desconto de 10% para pagamento no ato da compra ou desconto de 5% para pagamento um mês após a compra. Para que as opções sejam indiferentes, a taxa de juros mensal praticada deve ser, aproximadamente,

a) 0,5%.

b) 3,8%.

c) 4,6%.

d) 5,0%.

e) 5,6%.

Resolução:

Nessa questão, temos duas opções diferentes de pagamento de uma mesma dívida. Para resolver a questão devemos considerar que a pessoa é indiferente entre as duas opções, dado que no final a mesma dívida estará quitada mesmo usando formas diferentes de fazer.

Você deve estar se perguntando como é que vamos fazer isso se a questão não fala qual é o valor da dívida. Imagine o seguinte. Suponha que exista uma dívida de R$1.000,00 ou que você queira fazer a aquisição de um bem que custe R$1.000,00.

AULA 06

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA – Técnico TJDFT – Área Administrativa PROFESSOR CÉSAR FRADE

Se o pagamento for feito à vista, a dívida poderá ser quitado por R$900,00, ou seja, com 10% de desconto.

Se o pagamento for efetuado dentro de um mês, o cliente deverá pagar R$950,00 para quitar exatamente a mesma dívida.

Portanto, devemos igualar dois fluxos de caixa. Devemos dizer que R$900,00 na data de hoje é igual a R$950,00 dentro de um mês.

Veja o fluxo de caixa:

igual a R$950,00 dentro de um mês. Veja o fluxo de caixa: C = M (

C =

M

(

1

+

i

)

n

950,00

(

1

+

)

1

900,00 =

(

(

i

1 i

+

1 i

+

=

)

)

=

i

950,00

900,00

1,0556

=

5,56%

5,6%

Gabarito: E

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BIBLIOGRAFIA

Assaf Neto, Alexandre – Finanças Corporativas e Valor. Editora Atlas, 2003 – São Paulo.

Ross, Westerfield & Jaffe – Administração Financeira – Corporate Finance. Editora Atlas, 2007 – São Paulo

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GABARITO

60-

B

61-

D

62-

B

63-

A

64-

C

65-

B

66-

E

Galera,

Terminamos aqui mais uma aula.

Espero ter conseguido passar a vocês a ideia dessa matéria e como ela é cobrada. É uma parte muito interessante da matéria, na minha opinião.

Grande abraço,

César Frade