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DIREITO ADMINISTRATIVO – TJDF TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA PROFESSOR ARMANDO MERCADANTE

Prezado(a) aluno(a),

AULA 3

(23/06/2012)

Nessa terceira aula será abordado o seguinte tema:

Lei 8.112/90 (2ª parte).

Qualquer dúvida utilize-se do fórum disponibilizado pelo Ponto dos Concursos.

Grande abraço e ótima aula,

Armando Mercadante armando@pontodosconcursos.com.br

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PPOONNTTOO 33 LLEEII NNºº 88 111122//9900 ((22ªª ppaarrttee))

VVeenncciimmeennttoo ee rreemmuunneerraaççããoo ((aarrtt 4400 aa 4488))

A Lei 8.112/90 em seus arts. 40 e 41 traz, respectivamente, os conceitos de vencimento e remuneração:

- Vencimento: é a retribuição pecuniária, ou seja, em dinheiro, paga pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei.

Quanto a esse ponto, peço seu cuidado com duas pegadinhas de concurso público:

1ª) o vencimento não remunera emprego público, mas sim cargo público;

2ª) a fixação de vencimento, bem como as posteriores modificações, dependem de lei específica. É o que diz o art. 37, X, CF: “a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices”.

- Remuneração:

vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.

é

o

vencimento

do

cargo

efetivo

acrescido

das

Pode estar certo(a) que o que vou dizer agora é questão de prova: nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo (art. 41, § 5 o ). A Lei 8.112/90 foi alterada e não mais diz vencimento, mas sim remuneração.

Portanto, o vencimento do servidor pode ser inferior ao salário mínimo, havendo vedação quanto à remuneração! Pegadinha de prova muito cuidado!!!

Tal conclusão também é extraída da leitura da súmula vinculante nº 15 do

EC 19/98), da

Constituição, referem-se ao total da remuneração percebida pelo

STF:

os

artigos 7º, IV,

e

39,

§

3º (redação da

servidor público”.

A referida lei também determina que o vencimento do cargo efetivo,

acrescido das vantagens de caráter permanente, é irredutível. Na realidade, esse comando já consta do art. 37, XV, CF: “o subsídio e os

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vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I”.

Observe que a regra da irredutibilidade de vencimentos não é absoluta, pois comporta exceções previstas no texto constitucional.

Quanto à isonomia de vencimentos, a redação do art. 42 da Lei 8.112/90 é bem mais elucidativa do que a do art. 37, XII, CF.

Compare os dois dispositivos:

“Art. 42. É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos três Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho”.

“Art. 37, XII. os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo”.

O que extrair desses dois artigos para a prova? Se dois servidores

desempenham funções iguais ou assemelhadas, a CF lhes assegura a isonomia

de vencimento, independentemente de trabalharem no mesmo Poder ou em

Poderes diferentes.

Qual a pegadinha de prova? A isonomia não é de remuneração, mas sim de vencimento, pois as vantagens pessoais são ressalvadas no art. 42.

Dessa forma, dois digitadores, um do Poder Executivo e outro do Legislativo,

ao desempenharem as mesmas atribuições, terão os mesmos vencimentos (eu

digo em sala que é a primeira linha do contracheque), porém, não necessariamente terão a mesma remuneração (vencimento + vantagens pecuniárias permanentes), pois um pode ter mais tempo de serviço que o outro e ter acumulado qüinqüênios, por exemplo. Ou seja, apesar de o vencimento ser o mesmo, a remuneração será diferente.

No seu art. 42, a Lei 8.112/90 trata dos limites remuneratórios dos servidores.

Ignore o caput desse artigo e estude a matéria pelo o art. 37, XI, CF:

“XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou

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de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos”.

Creio que ficará mais fácil estudar esse inciso por meio do quadro abaixo:

TETO REMUNERATÓRIO Subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal SUBTETOS Ministros do STF

União

Estados

Distrito

Federal

e

Poder

Executivo

Governador

Poder

Legislativo

Dep. Estaduais/Distritais

Poder

Judiciário

Desembargadores do TJ (limitado a 90,25%** dos subsídios dos Min. do STF)

Municípios

Prefeitos

* o teto não pode ser ultrapassado, mas pode ser igualado, significando que é legítimo que servidor receba remuneração idêntica ao subsídio dos Ministros do STF. ** esse limite também é aplicável aos membros do MP, Defensores Públicos e Procuradores.

Algumas considerações importantes sobre esses limites remuneratórios:

1) Estão abrangidas pela regra todas as espécies remuneratórias e vantagens recebidas pelos servidores, com exclusão das parcelas indenizatórias. Veja o que diz o art. 37, § 11, CF: Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.

A Lei 8.112/90 prevê como parcelas indenizatórias: diárias, ajuda de custo, transporte e auxílio moradia.

Contudo, há parcelas de caráter remuneratório que são excluídas desses limites, conforme preceitua art. 42, parágrafo único, da referida lei, a saber:

gratificação natalina; adicional pelo exercício de atividades insalubres,

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perigosas ou penosas; adicional pela prestação de serviço extraordinário; adicional noturno e adicional de férias.

Além dessas, estão fora do limite do teto remuneratório, dentre outras: abono de permanência em serviço (art. 40, §19, CF) e remuneração de magistrados e membros do MP pelo exercício de magistério.

2) Esses limites são aplicáveis à União, Estados, DF e Municípios, bem como às suas respectivas autarquias e fundações públicas. Relativamente às empresas públicas e sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, nos termos do art. 37, §9º, CF, referidos limites apenas serão aplicáveis se receberem recursos da administração direta para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.

3) Fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a 90,25% do subsídio mensal dos Ministros do STF, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores (art. 37, §12, CF);

4) No julgamento da ADIMC 3.854/DF (28.02.07), o STF considerou inconstitucional a distinção feita entre magistrados federais e magistrados estaduais. Se você verificar o quadro acima perceberá que o limite dos magistrados federais é o subsídio dos Ministros do STF, enquanto os magistrados estaduais têm como o subteto o subsídio dos Desembargadores do TJ, que por sua vez é limitado a 90,25% do subsídio dos Ministros do STF. Diante dessa decisão, não há mais aplicação do limite referido para magistrados estaduais e também para desembargadores do TJ (que afinal de contas são magistrados). Esses, portanto, não possuem mais subteto, mas apenas teto constitucional.

Ultrapassados os comentários sobre teto e subtetos constitucionais, vamos tratar especificamente de hipóteses de perda de remuneração e incidência de descontos.

Quanto à perda da remuneração, o art. 44 da Lei 8.112/90 determina que o servidor perderá:

a) a remuneração do dia em que faltar ao serviço, sem motivo justificado;

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b) a parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências justificadas, ressalvadas as concessões de que trata o art. 97 (doação de sangue, alistamento como eleitor, casamento, falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos), e saídas antecipadas, salvo na hipótese de compensação de horário, até o mês subseqüente ao da ocorrência, a ser estabelecida pela chefia imediata.

Em seu parágrafo único ressalva que as faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exercício.

Quanto aos descontos, preceitua o art. 45 que, salvo por imposição legal (ex: imposto de renda) ou mandado judicial (ex: pensão alimentícia), nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou o provento.

Cuidado para não confundir na prova o conteúdo desse art. 45 com o do art. 48 assim redigido: “o vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial”.

Preste atenção que nesse último artigo não há referência à imposição legal, mas tão somente a ordem judicial.

Além disso, mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros, a critério da administração e com reposição de custos (ex: empréstimos consignados).

As reposições (decorrem de pagamentos feitos a maior pelo Poder Público) e indenizações (quando o servidor causa prejuízo ao Poder Público, como, por exemplo, servidor que danifica veículo oficial) serão previamente comunicadas ao servidor ativo, aposentado ou ao pensionista, para pagamento, no prazo máximo de trinta dias, podendo ser parceladas, a pedido do interessado.

Algumas regras devem ser observadas para efeito reposição e indenização:

- o valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a 10% da remuneração, provento ou pensão;

- quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha, a reposição será feita imediatamente, em uma única parcela.

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- na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar, a tutela antecipada ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida, serão eles atualizados até a data da reposição.

Quando o servidor que estiver em débito com o Poder Público for demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito, sob pena de inscrição em dívida ativa para cobrança pela Procuradoria Federal.

VVaannttaaggeennss:: iinnddeenniizzaaççõõeess ((aarrtt 5511 aa 6600--EE))

No

federal: indenizações, gratificações e adicionais.

art.

49

constam

as

vantagens

pagas

para

ao

servidor

Quanto a essas vantagens, guarde as seguintes informações para sua prova:

indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito, enquanto as gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em lei.

É importante que decore quais são as indenizações: ajuda de custo, diárias, transporte e auxílio-moradia.

Vamos analisar cada uma das indenizações:

- Ajuda de custo:

É devida quando o servidor, no interesse do serviço, é deslocado para nova sede com mudança de domicílio em caráter permanente. Se o servidor requerer o deslocamento não fará jus à indenização.

Também receberá ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo em comissão, com mudança de domicílio.

Contudo, não terá direito à indenização o servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo.

Agora, caso o servidor não se apresente injustificadamente na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias ficará obrigado a devolver a ajuda de custo.

O objetivo de seu pagamento é compensar as despesas do servidor com a instalação em seu novo domicílio.

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Será calculada sobre a remuneração do servidor, não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses.

A Administração Pública, além de pagar a ajuda de custo, também arcará com

as despesas de transporte do servidor e de sua família, compreendendo passagem, bagagem e bens pessoais.

À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda

de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de

1 (um) ano, contado do óbito.

- Diárias:

Enquanto ajuda de custo é devida pelo deslocamento definitivo do servidor, a diária é devida pelo deslocamento eventual.

Diz o art. 58 que serão devidas passagens e diárias para o servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior.

As diárias são destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinárias com pousada, alimentação e locomoção urbana.

Caso o servidor receba as diárias e não se afaste da sede, por qualquer

motivo, ficará obrigado a devolvê-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias. Da mesma forma, se retornar à sede em prazo menor do que

o previsto para o seu afastamento, restituirá, no prazo de 5 dias, as diárias recebidas em excesso.

A diária

deslocamento constituir exigência permanente do cargo, hipótese em que o servidor não fará jus a diárias.

será

paga

por

dia

de

afastamento,

salvo

quando

o

Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma

região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião, constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas, ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes, cuja jurisdição e competência dos órgãos, entidades e servidores brasileiros considera-se estendida, salvo

se houver pernoite fora da sede, hipóteses em que as diárias pagas serão

sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional.

Em outras hipóteses, quando não exigir pernoite fora da sede ou quando a União custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias, será devida pela metade.

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Para facilitar o seu estudo, observe a tabela abaixo:

Afastamento

Diária

Com pernoite

Diária integral

Sem pernoite

½ diária

Com pernoite, porém União custeando as despesas

½ diária

Sem pernoite em região metropolitana, aglomeração urbana, microrregião ou áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes

Sem diária

Deslocamento é exigência permanente do cargo

Sem diária

- Indenização de Transporte:

Será devida ao servidor que tiver despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo.

- Auxílio-Moradia:

Das indenizações, é que mais dá trabalho na prova, pela quantidade de informações. Mas vamos com jeito para tirar de letra

Para que serve? Ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira.

Quando é pago? No prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor.

Quem recebe? Servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza Especial, de Ministro de Estado ou equivalentes.

Qual o período de pagamento? Dentro de cada período de 12 (doze) anos, não será concedido por prazo superior a 8 (oito) anos.

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No caso de falecimento, exoneração, colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel, o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês.

Qual o valor do auxílio moradia? A Lei 8.112/90 não precisa um valor, mas cria limites. O valor mensal do auxílio-moradia é limitado a 25% do valor do cargo em comissão, função comissionada ou cargo de Ministro de Estado ocupado.

Além disso, o valor do auxílio-moradia não poderá superar 25% da remuneração de Ministro de Estado.

De qualquer forma, independentemente do valor do cargo em comissão ou função comissionada, fica garantido a todos os que preencherem os requisitos

o ressarcimento até o valor de R$ 1.800,00.

Significa que se o servidor recebe R$5.000,00 e teve um gasto de R$1.700,00 com aluguel, esse valor será ressarcido, apesar de ser superior a 25% de sua remuneração. Pense assim: gastou R$1.800,00 recebe, independentemente do valor da remuneração. Valores acima dessa quantia devem observar os dois limites de 25% (remuneração do servidor e remuneração de Ministro de Estado).

Quais são os requisitos para recebimento? Certamente a parte mais enjoada

- não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor;

- o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional;

- o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário, promitente comprador, cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo, incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção, nos doze meses que antecederem a sua nomeação;

- nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia;

- o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre nas hipóteses do art. 58, § 3º (região metropolitana,

em relação ao local de residência ou domicílio

aglomeração, microrregião do servidor;

),

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- o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município, nos últimos doze meses, aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança, desconsiderando-se prazo inferior a sessenta dias dentro desse período; e

- o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo.

- o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006.

Sei que a matéria quando envolve a Lei 8.112/90 fica mais pesada em certos trechos, mas lembre-se que é justamente nessas partes que você tem que se esforçar para fazer diferente.

VVaannttaaggeennss:: ggrraattiiffiiccaaççõõeess ee aaddiicciioonnaaiiss ((aarrtt 6611 aa 7766--AA))

Você perceberá que essa parte da matéria é bem tranquila nas provas, apesar de ser um estudo mais monótono por envolver apenas leitura de artigos da lei.

Mas vale ponto na prova e por isso temos que cair de cabeça

De acordo com art. 61, os servidores fazem jus às seguintes retribuições, gratificações e adicionais:

retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento;

gratificação natalina;

adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas;

adicional pela prestação de serviço extraordinário;

adicional noturno;

adicional de férias;

outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho;

gratificação por encargo de curso ou concurso.

Vamos analisar cada uma delas:

1)

Assessoramento:

Retribuição

pelo

Exercício

de

Função

de

Direção,

Chefia

e

Basta saber que é paga para servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção, chefia ou assessoramento, cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial. Ou seja, é paga para servidor que ocupa cargo em comissão ou exerça função de confiança.

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2) Gratificação Natalina

É o nosso conhecido 13º salário, que será paga até o dia 20 de dezembro.

Ela é calculada com base na remuneração a que o servidor fizer jus em dezembro, correspondendo a 1/12 por mês de exercício no respectivo ano. Atenção, pois só será considerada como mês integral fração igual ou superior a 15 dias. Portanto, se o servidor trabalhou 2 meses e 14 dias, receberá 2/12 de gratificação natalina. Se trabalhou 2 meses e 15 dias, receberá 3/12.

Quando o servidor for exonerado, receberá a gratificação proporcionalmente aos meses de exercício, sendo o cálculo realizado com base na remuneração do mês em que ocorreu a exoneração.

Por fim, a gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária.

3) Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas:

Quando o servidor, no exercício de suas funções, tem contato habitual (constante) com substâncias que podem prejudicar sua saúde fará jus ao adicional de insalubridade.

Já o adicional de periculosidade é devido quando o servidor, ao exercer são funções, coloca em risco sua integridade física.

Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo dão como exemplos, respectivamente, servidores que trabalham com raios X e com redes de alta tensão.

Referidos adicionais são pagos enquanto durarem as condições ou os riscos para sua concessão. Uma vez eliminados, os respectivos pagamentos são interrompidos.

Estão previstos no art. 68:

Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo”.

Os adicionais de insalubridade e de periculosidade não são cumulativos, devendo o servidor que fizer jus aos dois optar por um deles.

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A Lei 8.112/90 destaca duas situações especiais: 1) servidoras gestantes

ou lactantes; 2) servidores que operam com raios X.

A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso.

Os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses.

Por fim, o adicional de atividade penosa, que será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem.

4) Adicional por Serviço Extraordinário:

Nossa conhecida hora extra. Muito cuidado com uma pegadinha envolvendo a Constituição Federal. Se você abrir a CF em seu art. 7º, XVI, constará que ela prevê o pagamento de adicional por serviço extraordinário no percentual de no mínimo 50% do normal. Já a Lei 8.112/90 fixou em 50% o acréscimo em relação à hora normal de trabalho.

O

serviço extraordinário só é permitido para atender a situações excepcionais

e

temporárias, respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por

jornada.

5) Adicional Noturno:

Considera-se serviço noturno aquele prestado entre 22 horas de um dia e 5 horas do dia seguinte.

O adicional noturno equivale a 25% do valor pago pela hora normal. Portanto,

se você recebe R$10,00 por hora, sua hora noturna será de R$12,50.

A hora noturna não é considerada de 60 minutos, mais sim cinqüenta e dois

minutos e trinta segundos.

Agora, suponhamos que a jornada do servidor seja de 14hs às 22hs (portanto, de 8 hs). Se ele trabalhar até as 23hs, fará jus a hora extra e adicional noturno. Ok? Como fazer o cálculo? Primeiro calcule o valor com hora-extra, para depois aplicar o adicional noturno. Portanto, se o servidor ganha R$10,00

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por hora, primeiro aplique o percentual de 50% (hora-extra), passando a hora

para R$15,00. Depois aplique o de 25% (ad. noturno) sobre esse valor. Eu uso

o seguinte macete para não errar: entre extra e noturno incide primeira a

extra, pois o e vem primeiro que o n.

6) Adicional de Férias:

É o chamado terço constitucional. É pago por ocasião das férias do servidor, correspondendo a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias.

Aqui também tem pegadinha, pois a CF

pagamento de pelo menos 1/3 a mais, enquanto a Lei 8.112 prevê 1/3.

em

seu

art.

7º,

XVII, prevê

o

Quando o servidor também recebe retribuição por exercer função de confiança

ou cargo em comissão, sobre esse valor também incidirá o 1/3 de férias.

Portanto, se ganho R$2.000,00 no cargo efeito + R$1.000,00 no cargo em comissão, o 1/3 incide sobre R$3.000,00.

7) Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso:

Juntamente com o auxílio moradia, essa gratificação é campeã de reclamação dos concurseiros. Como dizem aqui na minha querida MG, ô trem chato! (rs )

Vamos ver o que eu consigo fazer

mas temos que pelo menos tentar (rs

transformar

)

esse jiló em filé não tem jeito,

Quem recebe a gratificação por encargo de curso ou concurso?

Servidor que, em caráter eventual, desempenhe as atividades abaixo listadas sem prejuízo do exercício do seu cargo:

I - atuar como instrutor em curso de formação, de desenvolvimento ou de

treinamento regularmente instituído no âmbito da administração pública

federal;

II - participar de banca examinadora ou de comissão para exames orais, para

análise curricular, para correção de provas discursivas, para elaboração de questões de provas ou para julgamento de recursos intentados por candidatos;

III - participar da logística de preparação e de realização de concurso público

envolvendo atividades de planejamento, coordenação, supervisão, execução e avaliação de resultado, quando tais atividades não estiverem incluídas entre as suas atribuições permanentes;

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IV

- participar da aplicação, fiscalizar ou avaliar provas de exame vestibular ou

de

concurso público ou supervisionar essas atividades.

Decorar esses incisos eu não recomendo, mas vejo com bons olhos você buscar um atalho.

Faça a seguinte associação: a gratificação será paga quando o servidor estiver envolvido na organização/execução de CURSO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO, PROVAS, VESTIBULARES e CONCURSOS PÚBLICOS. Alguns alunos pensam apenas em TREINAMENTO E PROVAS, pois são palavras que já abrangem as demais.

Grave a idéia ao invés de decorar! Nessa parte, é a dica que eu lhe dou.

Qual o valor da gratificação?

Aqui você deve decorar dois percentuais: 2,2% e 1,2%.

Esses percentuais corresponde ao valor máximo da hora trabalhada e incidirão não sobre a remuneração do servidor, mas sim sobre o maior vencimento básico da administração pública federal. Olha a pegadinha de prova!

As atividades estão divididas em 4 incisos, sendo dois para cada percentual. Portanto, 2,2% para os incisos I e II (2,2%) e incisos III e IV (1,2%).

A melhor maneira de buscar um macete é usando palavras constantes dos

incisos do art. 76-A, pois a banca, nessa questão, vai cobrar é a decoreba. Obviamente que aqui não existe um método infalível, mas a associação abaixo ajuda bastante:

INSTRUTOR + PARTICIPAR DE BANCA ou COMISSÃO – 2,2%

LOGÍSTICA + APLICAÇÃO/FISCALIZAÇÃO/AVALIAÇÃO – 1,2%

A retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 horas de trabalho

anuais, salvo situação excepcional, devidamente justificada e previamente aprovada pela autoridade máxima do órgão ou entidade, que poderá autorizar o acréscimo de até 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais.

prova

relativamente a essa gratificação seria a seguinte: a Gratificação por

Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá ser utilizada

Por

fim,

se

eu

tivesse

que

apostar

numa

questão

para

a

sua

Prof. Armando Mercadante

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como base de cálculo para quaisquer outras vantagens, inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões.

((aarrtt

FFéérriiaass 7777 aa 8800))

O servidor tem direito a 30 dias de férias, que podem ser parceladas em

até

discricionária).

3 etapas,

a

seu

pedido e no interesse

da administração

(decisão

O pagamento da remuneração das férias é efetuado até 2 dias antes do seu

início e em caso de parcelamento o terço constitucional é pago quando da utilização do primeiro período.

No caso de necessidade do serviço, as férias podem ser acumuladas até o máximo de dois períodos.

Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 meses de exercício.

As faltas que o servidor teve durante o período aquisitivo não podem ser descontadas nas férias.

Quando o servidor for exonerado do seu cargo efetivo ou em comissão receberá indenização referente ao período de férias a que tiver direito e também ao período incompleto. A indenização, que será calculada com base na remuneração do mês em que foi publicado o ato exoneratório, será paga na proporção de 1/12 por mês de efetivo exercício, considerando-se mês integral fração igual ou superior a 15 dias. É o mesmo raciocínio utilizado para cálculo do 13º salário (gratificação natalina).

Servidores que operam direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozarão 20 (vinte) dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a acumulação.

Por fim, as férias só poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. O restante do período interrompido será gozado de uma só vez.

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LLiicceennççaass

((aarrtt

8811 aa 9922))

Conforme art. 81 da Lei 8.112/90 são as seguintes as licenças que podem ser concedidas para o servidor:

- por motivo de doença em pessoa da família;

- por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;

- para o serviço militar;

- para atividade política;

- para capacitação;

- para tratar de interesses particulares;

- para desempenho de mandato classista.

A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação.

1) Licença por motivo de doença em pessoa da família:

De início, tome cuidado com as pessoas que a lei considera como da família para fins da concessão dessa licença: cônjuge ou companheiro, pais, filhos, padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva às expensas e conste do assentamento funcional do servidor.

A licença, prevista no art. 83, só será concedida se presentes dois requisitos:

- a doença for comprovada mediante perícia médica oficial (exigida também

para as prorrogações), salvo se o prazo da licença for inferior a 15 dias, dentro

de um ano, hipótese que o art. 204 permite a dispensa da perícia oficial;

- se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário.

A licença, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período de 12 meses nas seguintes condições:

-

por até 60 dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor;

-

por até 90 dias, consecutivos ou não, sem remuneração.

 

O

início do interstício

de

12 meses será contado

a

partir da

data do

deferimento da primeira licença concedida.

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A soma das licenças remuneradas e das licenças não remunerada, incluídas as

respectivas prorrogações, concedidas em um mesmo período de 12 meses, não poderá ultrapassar os limites estabelecidos acima (60 e 90 dias).

Durante a licença é vedado o exercício de atividade remunerada.

2) Licença por motivo de afastamento do cônjuge:

Nos termos do art. 84, poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado (portanto, sem pedido do servidor) para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.

A licença é concedida por prazo indeterminado e sem remuneração.

Caso o cônjuge ou companheiro do servidor também seja servidor público, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo.

3) Licença para o serviço militar:

Quanto a essa licença a única informação que pode ser cobrada em prova é a constante do parágrafo único do art. 85: concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo.

4) Licença para atividade política:

Tome cuidado para não confundir licença para atividade política com afastamento para exercício de mandato eletivo. Nessa o servidor já foi eleito, enquanto na primeira ainda está em campanha política.

Conforme art. 86, o servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.

A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, tendo direito à sua remuneração por um período de três meses.

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O servidor

arrecadação ou fiscalização, se for candidato na localidade onde desempenha suas funções, será obrigatoriamente afastado do seu cargo a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral até o décimo dia seguinte ao do pleito.

que

exerça

cargo

de

direção,

chefia,

assessoramento,

5) Licença para capacitação:

Após cada 5 anos (qüinqüênio) de efetivo exercício, o servidor poderá, caso haja interesse da Administração (decisão discricionária), afastar-se por até três meses do exercício do seu cargo efetivo, com a respectiva remuneração, para participar de curso de capacitação profissional.

Os períodos de licença, de acordo com o art. 87, parágrafo único, não são

acumuláveis.

6) Licença para tratar de interesses particulares:

Prevista no art. 91, a licença para tratar de interesses particulares será

da

Administração (ato discricionário), pelo prazo de até três anos consecutivos, podendo ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do serviço.

concedida ao servidor

ocupante

de

cargo

efetivo,

a

critério

A licença só poderá ser concedida para o servidor que não mais esteja no estágio probatório.

Durante o período de licença o servidor não receberá sua remuneração.

7) Licença para o desempenho de mandato classista:

Para fins de concessão dessa licença, consideram-se os mandatos classistas exercidos nas seguintes entidades:

confederação, federação e associação de classe de âmbito nacional;

sindicato representativo da categoria;

entidade fiscalizadora da profissão.

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Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades, desde que cadastradas no Ministério competente.

Também será concedida licença para participação na gerência ou administração de sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros.

A licença será concedida sem remuneração e terá duração igual à do

mandato, podendo ser prorrogada, no caso de reeleição, e por uma única

vez.

O art. 92 indica o número de servidores que podem ser licenciados de acordo

com a quantidade de associados na entidade:

Até 5.000 associados

1 servidor

De 5.001 a 30.000 associados

2 servidores

Mais de 30.000 associados

3 servidores

AAffaassttaammeennttooss ((aarrtt 9933 aa 9966))

São afastamentos previstos nos arts. 93 a 96-A da Lei 8.112/90:

Para servir a outro órgão ou entidade;

Para exercício de mandato eletivo;

Para estudo ou missão no exterior;

Para participação em programa de pós-graduação stricto sensu no país.

1) Do afastamento para servir a outro órgão ou entidade:

Para exercer cargo em comissão ou função de confiança e nos demais casos previstos em leis específicas o servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios

A cessão far-se-á mediante portaria publicada no Diário Oficial da União.

Sendo a cessão para ocupar cargo em comissão ou função de confiança nos órgãos ou entidades dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária (quem recebe o servidor), mantido o ônus para o cedente nos demais casos. Portanto, se

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a União cede um servidor para o Estado de Minas Gerais será este quem arcará com a remuneração.

Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão, a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem.

Por fim, desde que haja autorização expressa do Presidente da República, o servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal, para fim determinado e a prazo certo.

2) Afastamento para exercício de mandato eletivo:

Ao servidor federal investido que for eleito para exercer mandato eletivo aplicam-se as seguintes regras:

- Mandato federal, estadual ou distrital: ficará afastado do seu cargo e receberá a remuneração do cargo eletivo;

- Mandato de Prefeito: será afastado do seu cargo, podendo optar entre essa remuneração e a do cargo eletivo;

- Mandato de vereador: nesse caso termos duas situações diversas:

a) se houver compatibilidade de horário: exercerá ambos os cargos, acumulando as respectivas remunerações;

b) se não houver compatibilidade de horário: será afastado do seu cargo, podendo optar entre essa remuneração e a do cargo eletivo.

Durante o seu afastamento, o servidor continuará contribuindo para a seguridade social como se estivesse em exercício.

Além disso, o servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato.

A CF, em seu art. 38, ao regular esse tema, prevê em seu inciso IV que em caso de afastamento do servidor seu tempo de serviço será contato para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento. Muita atenção aqui, pois para promoção por antiguidade o tempo é considerado.

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3) Afastamento para estudo ou missão no exterior:

Esse afastamento para o exterior está condicionado à autorização do Presidente da República, do Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e do Presidente do Supremo Tribunal Federal.

O prazo máximo de afastamento é de 4 (quatro) anos. Encerrada a missão

ou estudo, somente será permitida nova ausência do servidor se decorrido igual período.

O servidor que obtiver esse benefício não fará jus à exoneração ou licença

para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento, salvo se ressarcir o Poder Público das despesas havidas com seu afastamento.

As regras acima não se aplicam aos servidores da carreira diplomática.

O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o

Brasil participe ou remuneração.

com

o

qual coopere dar-se-á com

perda total da

4) Afastamento para participação em programa de pós-graduação stricto sensu no país:

É o tema objeto da questão adotada como referência.

Previsto no art. 96-A, trata-se de afastamento para participação em mestrado ou doutorado em instituição de ensino no País e no Exterior.

São requisitos para sua concessão:

- interesse da Administração (decisão discricionária);

- a participação no curso não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário;

- ser titular de cargo efeito no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para mestrado (macete: mestrado tem 3 sílabas) e 4 (quatro) anos para doutorado (macete: doutorado tem 4 sílabas), incluído o período de estágio probatório,

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- que o servidor não tenha se afastado por licença para tratar de

assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com fundamento nesse artigo 96-A nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação de afastamento.

No caso de pós-doutorado, além de interesse da Administração e impossibilidade de exercício simultâneo do cargo ou mediante compensação de horários:

- ser titular de cargo efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 4 (quatro) anos, incluído o período de estágio probatório;

- que o servidor não tenha se afastado por licença para tratar de

assuntos particulares, para gozo de licença capacitação ou com fundamento nesse artigo 96-A nos 4 (quatro) anos anteriores à data da solicitação de afastamento.

Os servidores terão que permanecer no exercício de suas funções após o seu retorno por um período igual ao do afastamento concedido.

Se o servidor requerer exoneração do cargo ou aposentadoria antes de ter cumprido o referido período de permanência deverá ressarcir o órgão ou entidade dos gastos com seu aperfeiçoamento.

Também deverá que ressarcir o Poder Público se não obtiver o título ou grau que justificou seu afastamento no período previsto, salvo na hipótese comprovada de força maior ou de caso fortuito, a critério do dirigente máximo do órgão ou entidade.

QQUUEESSTTÕÕEESS DDOO CCEESSPPEE CCOOMMEENNTTAADDAASS

É importante destacar que questões envolvendo legislação merecem respostas diretas e bem objetivas, sendo suficiente para algumas delas a mera referência ao dispositivo normativo.

01) (CESPE/TRE-MT/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2010) Acerca do que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e alterações em relação a vencimento, remuneração e vantagens, assinale a opção correta. a) Vencimento corresponde à retribuição pecuniária pelo exercício do cargo público efetivo, acrescida das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.

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b) Podem ser concedidas ao servidor público, além do vencimento,

gratificações e indenizações, as quais não se incorporam ao vencimento para qualquer feito.

c) Somente lei pode impor a incidência de desconto sobre remuneração ou

provento do servidor.

d) O servidor público não faz jus ao adicional pela prestação de serviço extraordinário.

e) O vencimento pode ser objeto de penhora apenas nos casos de prestação de

alimentos resultante de decisão judicial.

COMENTÁRIOS

Letra a: o conceito apresentado é de remuneração, conforme art. 41.

Letra b: de acordo com o art. 49, faltou a vantagem “adicionais”. Além disso, as indenizações não se incorporam.

Letra c: decisão judicial também pode, nos termos do art. 45, impor a incidência de desconto sobre remuneração ou provento do servidor.

Letra d: o servidor faz jus a gratificação por serviço extraordinário, conforme art. 73)

Letra e: assertiva correta, conforme art. 48, cujo texto prevê que o vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultantes de decisão judicial.

Gabarito: letra E

02) (CESPE/AGENTE PF-REGIONAL/2004) Considere a seguinte situação hipotética. Andréia, agente de polícia federal, foi removida, de ofício, de Manaus-AM para Macapá-AP, para onde se mudou com seu marido e sua filha. Um ano depois, Andréia faleceu em decorrência de ferimento recebido durante operação policial realizada no Amapá, o que fez com que sua família decidisse imediatamente retornar a Manaus. Nessa situação, o Estado deve conceder transporte ao marido e à filha de Andréia, para seu regresso a Manaus.

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COMENTÁRIOS

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Assertiva correta, conforme prevê o art. 53, §2º: “a família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 1 ano, contado do óbito”.

Gabarito: correta

03) (CESPE/Técnico Judiciário/TRT-1/2004) Ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica, o servidor fará jus a 30 dias de férias, que podem ser acumuladas até o máximo de:

a) dois anos;

c) cinco anos;

b) três anos;

d) oito anos;

e) dez anos.

COMENTÁRIOS

De acordo

com

o

art.

77:

o

servidor fará jus a trinta dias de férias, que

podem

ser

acumuladas,

até

o

máximo

de

dois períodos, no caso de

necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica”.

Gabarito: letra A

04) (CESPE/Técnico Judiciário/TRT-1/2004) Considerando o seu período de atividade profissional, o servidor que opera direta e

permanentemente com substâncias radioativas gozará férias, em dias consecutivos, da seguinte forma:

a) 50 por ano.

b) 45 por ano.

c) 40 por ano.

d) 20 por semestre.

e) 15 por semestre.

COMENTÁRIOS

De acordo com o art. 79: “o servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a acumulação”.

Gabarito: letra D

05) (CESPE/TRE-MT/Analista Judiciário/2010) Os servidores públicos podem, além do vencimento, receber como vantagens indenizações, gratificações e adicionais. As indenizações referem-se a ajuda de custo, diárias

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e indenização de transporte. O auxílio-moradia é categorizado como vantagem adicional.

COMENTÁRIOS

“Os servidores públicos podem, além do vencimento, receber como vantagens indenizações, gratificações e adicionais. As indenizações referem-se a ajuda de custo, diárias e indenização de transporte. O auxílio-moradia é categorizado como vantagem adicional”. O auxílio-moradia também é categorizado como indenização, de acordo com o art. 51.

06) (CESPE/2010/MPU/Analista Processual/2010) Assegura-se a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos três Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.

COMENTÁRIOS

A questão é praticamente o texto inserto no art. 41, §4º.

Gabarito: correta

07) (CESPE/MS/Técnico de Contabilidade/2010) Além do vencimento, poderão ser pagos ao servidor indenizações, gratificações e adicionais, sendo que as primeiras se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.

COMENTÁRIOS

Novamente o CESPE trabalhando questão de incorporação. Indenizações não se incorporam, conforme art. 49, §1º.

Gabarito: errada

08) (CESPE/TCU/Auditor/2010) A CF assegura ao servidor público o direito ao salário mínimo nacionalmente unificado, sendo considerada, para tanto, a remuneração do servidor, e não apenas o seu vencimento básico.

COMENTÁRIOS

Assertiva correta, conforme art. 41, §5º, da Lei 8.112/90.

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Gabarito: correta

09) (CESPE/PGM/Boa Vista/Procurador/2010) O chefe imediato do servidor tem a faculdade de autorizar ou não a compensação de horário. Não havendo tal compensação, o servidor perderá a parcela da remuneração correspondente ao atraso, sem que, nessa hipótese, se caracterize violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos.

COMENTÁRIOS

Assertiva correta, sendo mera aplicação do art. 44, II, da Lei 8.112/90.

Gabarito: correta

10) (CESPE/TRE/MT/Analista/2010) Podem ser pagas ao servidor, além do vencimento, indenizações, como as diárias, que se incorporam ao vencimento conforme estabelecido em lei.

foi

visto

que

as

indenizatória.

Gabarito: errada

COMENTÁRIOS

diárias não

se incorporam, pois possuem

natureza

11) (CESPE/TRE/MT/Analista/2010) O servidor que, a serviço, afastar-se da sede, em caráter eventual ou transitório, para outro ponto do território nacional fará jus a ajuda de custo destinada a indenizar as parcelas de despesas com pousada, alimentação e locomoção urbana.

COMENTÁRIOS

Fará jus a diárias, conforme já demonstrado nesse material (art. 58).

Gabarito: errada

12) (CESPE/TRE/MT/Analista/2010) O servidor pode receber simultaneamente o adicional de insalubridade e o adicional de periculosidade, desde que trabalhe com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de morte.

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COMENTÁRIOS

Deverá optar por um deles, conforme exigência do art. 68, §1º.

Gabarito: errada

13) (CESPE/TRE/MT/Analista/2010) Nada impede que o servidor exerça atividade remunerada durante o período da licença por motivo de doença em família.

COMENTÁRIOS

Há proibição expressa do art. 81, §3º.

Gabarito: errada

14) (CESPE - 2009 - TRE-MA - Técnico Judiciário - Área Administrativa) José, servidor público federal, é casado com Maria e reside em São Luís - MA. Maria foi eleita deputada federal e, por esse motivo, transferiu sua residência para Brasília. José requereu a licença por motivo de afastamento do cônjuge, para acompanhar sua esposa em Brasília. Nessa situação hipotética, a licença será por prazo

a) indeterminado e remunerada nos primeiros seis meses.

b) indeterminado e remunerada durante todo o período da licença.

c) determinado de quatro anos e sem remuneração.

d) indeterminado e sem remuneração.

e) determinado de um ano e com remuneração integral.

COMENTÁRIOS

Conforma art. 84, por prazo indeterminado e sem remuneração.

Gabarito: letra D

15) (CESPE - 2009 - TRE-MA - Técnico Judiciário - Área Administrativa) O auxílio-moradia pago pela administração pública a) é incorporado ao vencimento do servidor após 3 anos de recebimento ininterrupto. b) é incorporado ao vencimento do servidor imediatamente após ser concedido.

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c) é incorporado ao vencimento do servidor apenas quando pago em caráter

definitivo e irrevogável.

d) não é incorporado ao vencimento do servidor, por ser pago apenas em

caráter transitório.

e) não é incorporado ao vencimento do servidor, por ter caráter indenizatório.

COMENTÁRIOS

De acordo com o art. 49, I, e §1º, não é incorporado ao vencimento do servidor, por ter caráter indenizatório.

Gabarito: letra E

Data

Nº questões

Acertos

% acerto

Data

Nº questões

Acertos

% acerto

 

15

     

15

   

Data

Nº questões

Acertos

% acerto

Data

Nº questões

Acertos

% acerto

 

15

     

15

   

Data

Nº questões

Acertos

% acerto

Data

Nº questões

Acertos

% acerto

 

15

     

15

   

EEXXEERRCCÍÍCCIIOO DDEE FFIIXXAAÇÇÃÃOO SSOOBBRREE LLEEII 88 111122//9900

1) Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público e de

função pública, com valor fixado em lei.

2) Nenhum servidor receberá, a título de vencimento, importância inferior ao

salário-mínimo.

3) Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens

pecuniárias.

4) É assegurada a isonomia de remunerações para cargos de atribuições iguais

ou assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos três Poderes.

5) Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá

sobre a remuneração ou provento.

6) O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado, ou que

tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de trinta dias

para quitar o débito.

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7) O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.

8) Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I - indenizações; II - gratificações; III - adicionais.

9) As indenizações incorporam-se ao vencimento ou provento.

10) As gratificações e os adicionais não se incorporam ao vencimento ou provento.

11) As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores.

12) Nos termos da Lei 8.112/90, estas são as indenizações devidas ao servidor: I - ajuda de custo; II - diárias; III - transporte.

13) A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter exercício provisório em nova sede.

14) No caso de ajuda de custo, é vedado o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma sede.

15) Em caso de mudança de sede em caráter permanente, correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família, compreendendo passagem, bagagem e bens pessoais.

16) À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 2 (dois) anos, contado do óbito.

17) A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo exceder a importância correspondente a 2 (dois) meses.

18) Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo.

19) Será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo em comissão, com mudança de domicílio.

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20) O servidor ficará obrigado

injustificadamente, não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias.

quando,

a

restituir

a

ajuda

de

custo

21) O servidor que passar a ter exercício definitivo em outro ponto do território nacional ou do exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinárias com pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme dispuser em regulamento.

22) A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias.

23) Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o servidor não fará jus a diárias.

24) Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião, constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas, ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes, cuja jurisdição e competência dos órgãos, entidades e servidores brasileiros considera-se estendida, salvo se houver pernoite fora da sede, hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional.

25) O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 10 (dez) dias.

26) Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso.

27) Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo, conforme se dispuser em regulamento.

28) O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira, no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor.

29) Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos, a existência de imóvel funcional disponível para uso pelo servidor.

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30) Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos,

o cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente do servidor ocupar imóvel funcional;

31) Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos,

o fato de o servidor ou de seu cônjuge ou companheiro ser ou ter sido

proprietário, promitente comprador, cessionário ou promitente cessionário de

imóvel no Município aonde for exercer o cargo, incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção, nos doze meses que antecederem a sua nomeação.

32) Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos, o fato de pessoa que resida com o servidor receber a auxílio-moradia.

33) Um dos requisitos para recebimento do auxílio moradia é que o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza Especial, de Ministro de Estado ou equivalentes.

34) Não afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia o fato de o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança enquadrar-se nas hipóteses do art. 58, § 3º (região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião), em relação ao local de residência ou domicílio do servidor.

35) Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos, o fato de o servidor ter sido domiciliado ou ter residido no Município, nos últimos vinte e quatro meses, aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança, desconsiderando-se prazo inferior a sessenta dias dentro desse período.

36) Uma das condições para recebimento do auxílio-moradia é que o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo.

37) O auxílio-moradia não será concedido por prazo superior a cinco anos dentro de cada período de oito anos, ainda que o servidor mude de cargo ou de Município de exercício do cargo.

38) O valor do auxílio-moradia é limitado a cinqüenta por cento do valor do cargo em comissão ocupado pelo servidor e, em qualquer hipótese, não poderá ser superior ao auxílio-moradia recebido por Ministro de Estado.

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39) No caso de falecimento, exoneração, colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel, o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês.

40) A gratificação natalina corresponde à remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro.

41) A gratificação natalina será considerada para cálculo das vantagens pecuniárias.

42)

periculosidade.

É

possível

ao

servidor

acumular

adicionais

de

insalubridade

e

de

43) O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade não cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão.

44) A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais previstos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso.

45) O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem, nos termos, condições e limites fixados em regulamento.

46) Os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão submetidos a exames médicos a cada 3 (três) meses.

47) O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento) em relação à hora normal de trabalho.

48) O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 20(vinte) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento), computando-se cada hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos.

49) Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens, inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões.

50) O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a acumulação.

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51) As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade.

52) Licença concedida dentro de 30 (trinta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação.

53) Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, mediante comprovação por junta médica oficial.

54) A licença por motivo de doença em pessoa da família somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário.

55) Poderá ser concedida licença, sem remuneração, ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.

56) Concluído o serviço militar, o servidor terá até 60 (sessenta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo.

57) O servidor terá direito a licença, com remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.

58) O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscalização, dele será afastado, a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o décimo dia seguinte ao do pleito.

59) A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses.

60) Após cada qüinqüênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar de curso de capacitação profissional.

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61) A critério da Administração, poderá ser concedida ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio probatório, licença para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até dois anos consecutivos, sem remuneração.

62) Ao servidor investido em mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo.

63) Ao servidor investido em mandato de Prefeito ou Vereador, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;

64) O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato.

GABARITO: 1) E, 2) E, 3) E, 4) E, 5) C, 6) E, 7) C, 8) C, 9) E, 10) E, 11) C, 12) E, 13) E, 14) C, 15) C, 16) E, 17) E, 18) C, 19) C, 20) C, 21) E, 22) C, 23) C, 24) C, 25) E, 26) C, 27) C, 28) C, 29) C, 30) E, 31) C, 32) C, 33) C, 34) E, 35) E, 36) C, 37) E, 38) E, 39) C, 40) E, 41) E, 42) E, 43) E, 44) C, 45) C, 46) E, 47) E, 48) E, 49) C, 50) C, 51) C, 52) E, 53) C, 54) C, 55) C, 56) E, 57) E, 58) C, 59) C, 60) C, 61) E, 62) C, 63) C, 64) C.

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Gabarito comentado:

1) “Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público e de função pública, com valor fixado em lei”. Pelo exercício de função pública o servidor recebe retribuição. Ver arts. 40 e 62.

2) “Nenhum servidor receberá, a título de vencimento, importância inferior ao salário- mínimo”. O correto é a título de remuneração, conforme art. 41, §5º.

3) “Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias”. Faltou a palavras ”permanentes”. O correto é “vantagens pecuniárias permanentes”, conforme art. 41.

4) “É assegurada a isonomia de remunerações para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos três Poderes”. A isonomia é de vencimentos, conforme art. 41, §4º.

5) “Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento”. Ver art. 45.

6) “O servidor em débito com

o erário, que

for demitido, exonerado, ou que tiver sua

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aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de trinta dias para quitar o débito”. Ver art. 47: o prazo é de 60 dias.

7) “O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou

penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial”. Ver art.

48.

8) “Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I - indenizações; II - gratificações; III – adicionais”. Ver art. 49

9) “As indenizações incorporam-se ao vencimento ou provento”. Não se incorporam, conforme art. 49.

10) “As gratificações e os adicionais não se incorporam ao vencimento ou provento”. Incorporam-se, nos casos e condições indicados em lei, conforme art. 49, §2º.

11) “As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores”. Ver art. 50 da Lei 8.112/90 e art. 37, XIV, da CF.

12) “Nos termos da Lei 8.112/90, estas são as indenizações devidas ao servidor: I - ajuda de custo; II - diárias; III – transporte”. Faltou auxílio-moradia, conforme art. 51.

13) “A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter exercício provisório em nova sede”. O exercício será permanente na nova sede, conforme art. 53.

14) “No caso de ajuda de custo, é vedado o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma sede”. Ver art. 53.

15) “Em caso de mudança de sede em caráter permanente, correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família, compreendendo passagem, bagagem e bens pessoais”. Ver art. 53.

16) “À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 2 (dois) anos, contado do óbito”. O prazo é de 1 ano, conforme art. 43, §2º.

17) “A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo exceder a importância correspondente a 2 (dois) meses”. Importância correspondente a 3 meses, conforme art. 54.

18) “Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo”. Ver art. 55.

19) “Será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo em comissão, com mudança de domicílio”. Ver 56.

20) “O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias”. Ver art. 57.

21) “O servidor que passar a ter exercício definitivo em outro ponto do território nacional ou do exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinárias com pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme dispuser em

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regulamento”. Exercício provisório, conforme art. 58.

22) “A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias”. Ver art. 58, §1º.

23) “Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o servidor não fará jus a diárias”. Ver art. 58, §2º.

24) “Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião, constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas, ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes, cuja jurisdição e competência dos órgãos, entidades e servidores brasileiros considera-se estendida, salvo se houver pernoite fora da sede, hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional”. Ver art. 58. §3º.

25) “O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 10 (dez) dias”. O prazo é de 5 dias, conforme art. 59.

26) “Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso”. Ver art. 59, parágrafo único.

27) “Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo, conforme se dispuser em regulamento”. Ver art. 60.

28) “O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira, no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor”. Ver art. 60-A

29) “Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos, a existência de imóvel funcional disponível para uso pelo servidor”. Ver art. 60-B, I.

30) “Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos, o cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente do servidor ocupar imóvel funcional” O art. 60- B, II, apenas alcança cônjuge e companheiro do servidor.

31) “Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos, o fato de o servidor ou de seu cônjuge ou de seu companheiro ser ou ter sido proprietário, promitente comprador, cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo, incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção, nos doze meses que antecederem a sua nomeação”. Ver art. 60-B, III.

32) “Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos, o fato de pessoa que resida com o servidor receber a auxílio-moradia”. Ver art. 60-B, IV.

33) “Um dos requisitos para recebimento do auxílio moradia é que o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza Especial, de Ministro de Estado ou equivalentes”. Ver art. 60-B, V.

34) “Não afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia o fato de o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança enquadrar-se nas hipóteses do art. 58,

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§ 3º (região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião), em relação ao local de residência ou domicílio do servidor”. Ver art. 60-B, VI.

35) “Afasta o direito ao recebimento do auxílio moradia, dentre outros motivos, o fato de o servidor ter sido domiciliado ou ter residido no Município, nos últimos vinte e quatro meses, aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança, desconsiderando-se prazo inferior a sessenta dias dentro desse período”. O art. 60-B, VII prevê prazo de 12 meses.

36) “Uma das condições para recebimento do auxílio-moradia é que o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo”. Se o deslocamento originou-se desses fatos, o servidor não fará jus ao auxílio-moradia, conforme art. 60-B, I.

37) “O auxílio-moradia não será concedido por prazo superior a cinco anos dentro de cada período de oito anos, ainda que o servidor mude de cargo ou de Município de exercício do cargo”. O art. 60-C prevê que o auxílio moradia não será concedido por prazo superior a 8 anos dentro de cada período de 12 anos.

38) “O valor do auxílio-moradia é limitado a cinqüenta por cento do valor do cargo em comissão ocupado pelo servidor e, em qualquer hipótese, não poderá ser superior ao auxílio-moradia recebido por Ministro de Estado”. Na realidade, 25% do valor do cargo em comissão, da função de confiança ou do cargo de Ministro de Estado ocupado pelo servidor, conforme art. 60-D, caput. Não poderá ser superior a 25% da remuneração de Ministro de Estado, conforme art. 60-D, §1º.

39) “No caso de falecimento, exoneração, colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel, o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês”. Ver art. 60-E.

40) “A gratificação natalina corresponde à remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro”. Corresponde a 1/12 da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo ano, conforme art. 63.

41) “A gratificação natalina será considerada para cálculo das vantagens pecuniárias”. Não será considerada, conforme art. 66.

42) “É possível ao servidor acumular adicionais de insalubridade e de periculosidade”. Não é possível essa acumulação, conforme art. 68, §1º.

43) “O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade não cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão”. Cessa, conforme art. 68, §2º.

44) “A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais previstos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso”. Ver art. 69, parágrafo único.

45) “O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem, nos termos, condições e limites fixados em regulamento”. Ver art. 71.

46) “Os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão submetidos a exames médicos a cada 3 (três) meses”. A cada 6 meses, conforme art. 72, parágrafo único.

47) “O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento) em relação à hora normal de trabalho”. 50%, conforme art. 73.

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48) “O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 20(vinte) horas de um dia e 5 (cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento), computando-se cada hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos”. Ver art. 75.

49) “Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens, inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões”. Ver art. 76-A, §3º.

50) “O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a acumulação”. Ver art. 79.

51) “As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade”. Ver art. 80.

52) “Licença concedida dentro de 30 (trinta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação”. O prazo é de 60 dias, conforme art. 82.

53) “Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, mediante comprovação por junta médica oficial”. Ver art. 83.

54) “A licença por motivo de doença em pessoa da família somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário”. Ver art. 83, §1º.

55) “Poderá ser concedida licença, sem remuneração, ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo”. Ver art. 84.

56) “Concluído o serviço militar, o servidor terá até 60 (sessenta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo”. Até 30 dias de prazo, conforme art. 85, parágrafo único.

57) O servidor terá direito a licença, com remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral”. Licença sem remuneração, conforme art. 86.

58) “O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscalização, dele será afastado, a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o décimo dia seguinte ao do pleito”. Ver art. 86, §1º.

59) “A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses”. Ver art. 86, §2º.

60) “Após cada qüinqüênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar de curso de capacitação profissional”. Ver art. 87.

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61) “A critério da Administração, poderá ser concedida ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio probatório, licença para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até dois anos consecutivos, sem remuneração”. O prazo é de até 3 anos, conforme art. 91.

62) “Ao servidor investido em mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo”. Ver art. 94, I.

63) “Ao servidor investido em mandato de Prefeito ou Vereador, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração”. No caso de vereador, somente se não houve compatibilidade de horários com o exercício de seu cargo, conforme art. 94, III.

64) “O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato”. Ver art. 94,

§2º.

QUESTÕES COMENTADAS NESSA AULA

01) (CESPE/TRE-MT/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2010) Acerca do que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e alterações em relação a vencimento, remuneração e vantagens, assinale a opção correta.

a) Vencimento corresponde à retribuição pecuniária pelo exercício do cargo

público efetivo, acrescida das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.

b) Podem ser concedidas ao servidor público, além do vencimento, gratificações e indenizações, as quais não se incorporam ao vencimento para qualquer feito.

c) Somente lei pode impor a incidência de desconto sobre remuneração ou

provento do servidor.

d) O servidor público não faz jus ao adicional pela prestação de serviço

extraordinário. e) O vencimento pode ser objeto de penhora apenas nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.

02) (CESPE/AGENTE PF-REGIONAL/2004) Considere a seguinte situação hipotética. Andréia, agente de polícia federal, foi removida, de ofício, de Manaus-AM para Macapá-AP, para onde se mudou com seu marido e sua filha. Um ano depois, Andréia faleceu em decorrência de ferimento recebido durante operação policial realizada no Amapá, o que fez com que sua família decidisse imediatamente retornar a Manaus. Nessa situação, o Estado deve conceder transporte ao marido e à filha de Andréia, para seu regresso a Manaus.

03) (CESPE/Técnico Judiciário/TRT-1/2004) Ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica, o servidor fará jus a 30 dias de férias, que podem ser acumuladas até o máximo de:

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a) dois anos;

b) três anos;

c) cinco anos;

d) oito anos;

e) dez anos.

04) (CESPE/Técnico Judiciário/TRT-1/2004) Considerando o seu período de atividade profissional, o servidor que opera direta e

permanentemente com substâncias radioativas gozará férias, em dias consecutivos, da seguinte forma:

a) 50 por ano.

b) 45 por ano.

c) 40 por ano.

d) 20 por semestre.

e) 15 por semestre.

05) (CESPE/TRE-MT/Analista Judiciário/2010) Os servidores públicos podem, além do vencimento, receber como vantagens indenizações, gratificações e adicionais. As indenizações referem-se a ajuda de custo, diárias e indenização de transporte. O auxílio-moradia é categorizado como vantagem adicional.

06) (CESPE/2010/MPU/Analista Processual/2010) Assegura-se a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos três Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.

07) (CESPE/MS/Técnico de Contabilidade/2010) Além do vencimento, poderão ser pagos ao servidor indenizações, gratificações e adicionais, sendo que as primeiras se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.

08) (CESPE/TCU/Auditor/2010) A CF assegura ao servidor público o direito ao salário mínimo nacionalmente unificado, sendo considerada, para tanto, a remuneração do servidor, e não apenas o seu vencimento básico.

09) (CESPE/PGM/Boa Vista/Procurador/2010) O chefe imediato do servidor tem a faculdade de autorizar ou não a compensação de horário. Não havendo tal compensação, o servidor perderá a parcela da remuneração correspondente ao atraso, sem que, nessa hipótese, se caracterize violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos.

10) (CESPE/TRE/MT/Analista/2010) Podem ser pagas ao servidor, além do vencimento, indenizações, como as diárias, que se incorporam ao vencimento conforme estabelecido em lei.

11) (CESPE/TRE/MT/Analista/2010) O servidor que, a serviço, afastar-se da sede, em caráter eventual ou transitório, para outro ponto do território

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nacional fará jus a ajuda de custo destinada a indenizar as parcelas de despesas com pousada, alimentação e locomoção urbana.

12) (CESPE/TRE/MT/Analista/2010) O servidor pode receber simultaneamente o adicional de insalubridade e o adicional de periculosidade, desde que trabalhe com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de morte.

13) (CESPE/TRE/MT/Analista/2010) Nada impede que o servidor exerça atividade remunerada durante o período da licença por motivo de doença em família.

14) (CESPE - 2009 - TRE-MA - Técnico Judiciário - Área Administrativa) José, servidor público federal, é casado com Maria e reside em São Luís - MA. Maria foi eleita deputada federal e, por esse motivo, transferiu sua residência para Brasília. José requereu a licença por motivo de afastamento do cônjuge, para acompanhar sua esposa em Brasília. Nessa situação hipotética, a licença será por prazo

a) indeterminado e remunerada nos primeiros seis meses.

b) indeterminado e remunerada durante todo o período da licença.

c) determinado de quatro anos e sem remuneração.

d) indeterminado e sem remuneração.

e) determinado de um ano e com remuneração integral.

15) (CESPE - 2009 - TRE-MA - Técnico Judiciário - Área Administrativa) O auxílio-moradia pago pela administração pública

a) é incorporado ao vencimento do servidor após 3 anos de recebimento

ininterrupto.

b) é incorporado ao vencimento do servidor imediatamente após ser concedido.

c) é incorporado ao vencimento do servidor apenas quando pago em caráter

definitivo e irrevogável.

d) não é incorporado ao vencimento do servidor, por ser pago apenas em

caráter transitório.

e) não é incorporado ao vencimento do servidor, por ter caráter indenizatório.

Gabarito: 1) E, 2) correta, 3) A, 4) D, 5) errada, 6) correta, 7) errada, 8) correta, 9) correta, 10) errada, 11) errada, 12) errada, 13) errada, 14) D, 15) E

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Com esses exercícios da Lei 8.112/90 encerro essa minha terceira aula.

Qualquer dúvida é só fazer contato.

Grande abraço

Armando Mercadante armando@pontodosconcursos.com.br

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