Segurança Pública

5 de julho de 2012

em 212 municípios. independentemente destas serem usuárias ou não dos seus programas e ações. pesquisas e estudos realizados por seus técnicos.ipea. Regulação e Infraestrutura Carlos Eduardo Fernandez da Silveira Diretor de Estudos e Políticas Sociais Jorge Abrahão de Castro Chefe de Gabinete Fábio de Sá e Silva Assessor-chefe de Imprensa e Comunicação.gov. abrangendo todas as unidades da federação.Governo Federal Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Ministro Wellington Moreira Franco Fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.ipea. Equipe Responsável Elaboração Almir de Oliveira Júnior . o Ipea fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais – possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro – e disponibiliza. A partir desta 2ª edição. Substituto João Cláudio Garcia Rodrigues Lima URL: http://www. das Instituições e da Democracia Alexandre de Ávila Gomide Diretora de Estudos e Políticas Macroeconômicas.br/ouvidoria O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) é uma pesquisa domiciliar e presencial que visa captar a percepção das famílias acerca das políticas públicas implementadas pelo Estado. a pesquisa passa a ser realizada em 3.br Ouvidoria: http://www. Substituto Cláudio Roberto Amitrano Diretor de Estudos e Políticas Regionais. Presidenta Interina Vanessa Petrelli Corrêa Diretor de Desenvolvimento Institucional Geová Parente Farias Diretora de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais Luciana Acioly da Silva Diretor de Estudos e Políticas do Estado.Coordenação Rafael Augusto da Costa Alencar Formatação Final Assessoria Técnica da Presidência (Astec) Assessoria de Imprensa e Comunicação (Ascom) 2 .775 domicílios.gov. para a sociedade. Passa também a ser utilizado o método de amostragem probabilística de modo a garantir uma margem de erro de 5% a um nível de significância de 95% para o Brasil e para as cinco grandes regiões. Urbanas e Ambientais Francisco de Assis Costa Diretor de Políticas Setoriais de Inovação.

4% Total 100.0% 100. Da primeira vez.1% 73. expressaram o grau de medo em relação a serem vítimas dos seguintes eventos: assalto à mão armada. declarou o mesmo. as polícias militar e civil dos estados e as polícias federais. distribuídos de forma representativa para todas as regiões do país. arrombamento da residência e agressão física. I.0% 100.4% 42. Essa seção não só traz a avaliação de vários itens gerais ligados às polícias e seus serviços. Por fim.799 questionários. assassinato. responderam sobre qual seu grau de confiança nas instituições policiais.0% 68.5% 14.5% 11. foi feita uma aferição da percepção sobre os atendimentos realizados.4% 0. o fator medo é um indicador que afeta a qualidade de vida da população.4% 21. emitiram percepções sobre a atuação das organizações policiais.3% 18.0% 100.5% 11.1% 1. afirmou ter muito medo de ser vítima de assalto à mão armada. Trata-se de uma pesquisa dedicada às percepções da população brasileira em relação a essa área e seus principais órgãos. dentre outras variáveis.888 questionários com 22 perguntas. Sensação de insegurança no Brasil O primeiro bloco de questões teve por objetivo avaliar a sensação de insegurança dos respondentes. arrombamento da residência e agressão física. mantendo a mesma representatividade estatística e praticamente o mesmo foco de pesquisa2.9% 6. onde uma parcela bem menor.4% 69. 3 .9% 0.2% 62. como também aborda questões inéditas no âmbito do SIPS. Os entrevistados responderam a quatro seções de perguntas.9% 25.3% A maioria dos entrevistados.4% 0. foram aplicados 2. Em terceiro. Em segundo lugar. assassinato.0% 20. Há contraste com a região Sul do país.4%. pela percepção do nível da ameaça de que tais eventos violentos realmente venham a ocorrer.Introdução1 O Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea) publicou em 2010 o primeiro relatório da pesquisa referente ao Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre segurança pública. Tabela 1 – Medo de assalto à mão armada (regiões e Brasil) Muito medo Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.1% 7.8% 59.0% 26.0% 100.3%. de 42. com perguntas direcionadas apenas aos entrevistados que já passaram pela experiência de um contato com a polícia. 2012 Medo de assalto à mão armada Um pouco Nenhum de medo medo NS/NR 20. 62. O Nordeste apresenta a proporção mais acentuada de respondentes com muito medo: 73. Os entrevistados expressaram o grau de medo em relação a serem vítimas de assalto à mão armada. Mesmo dotado de um alto grau de subjetividade. referentes à atratividade da carreira policial como opção profissional e à formação dos policiais.6% 0.0% 100. Em primeiro lugar.0% 38. O atual levantamento foi feito com 3.2%. influenciado. além de serem coletadas informações sobre a eventual ocorrência de problemas na interação com agentes policiais.

3% 34.8% dos entrevistados declarando ter muito medo quanto ao arrombamento de suas residências.2% Nenhum medo 14.2% 0.0% 100.3% 25.2% 60.4% Um pouco de medo 15.8% 42.9% 14. essa porcentagem sobe para 72.3% 0.4% 61. O contraste entre as duas regiões permanece quando se considera o medo de arrombamento de residência e agressão.6% 0.0% 100.7%). a região Sul é onde a população se considera mais tranquila.3% NS/NR Total 100.6% 23.3% Nenhum medo 10.4% 0.9% no Nordeste.4% 72. 4 .8%) e Centro-Oeste (70.4% 35.0% 100.7% 73.4% 26.0% 100.0% 100.0% 8.1% dos respondentes afirmam ter muito medo de serem assassinados.6% Um pouco de medo 18.4% 72. Tabela 3 – Medo de arrombamento da residência (regiões e Brasil) Medo de arrombamento residencial Muito medo Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.9% 69. Norte (72.7% 8.0% 100.1% 12.4%).0% Quando se trata do medo de assassinato.7% 28.1% 62.0% 4.Tabela 2 – Medo de assassinato (regiões e Brasil) Medo de assassinato Muito medo Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.7% 1.8% 56.0% 100.1% 14.0% 23. a região Sudeste apresenta uma proporção bem maior da população com muito medo em comparação com a região Sul (42. Com 56.0% 100. mas consideravelmente menor em relação às regiões Nordeste (73.6% 20.9% 15.0% Deve-se também chamar atenção para o fato de que a região Sudeste mantém uma posição intermediária no que diz respeito ao grau de medo com relação a todos os tipos de crime considerados.4% 7. Enquanto 39.0% 100.2% 0.0% 100.0% 0. 2012 70. como pode ser observado nas tabelas seguintes.5% 22.3% NS/NR Total 100. 2012 70.2% 1.0% 0.9% 39.9% 21.5% 18.2% 19.4%).

com a legitimidade oriunda da confiança da população nela depositada.5% Nenhum medo 7. 70% das mulheres apresentam muito temor quanto a um possível arrombamento de suas residências.0% 100.8% 8.7% das mulheres temem muito serem vítimas de uma agressão física ao estar nas ruas.3% das mulheres têm muito medo de serem assassinadas.5% Um pouco de medo 21. a metade (50.3%) está na mesma situação.3% 25.4% Total 100.0% 100.0% 100. O mesmo padrão observado anteriormente se mantém.8% 32.3% Um pouco de medo 19.6% 18.4% 0. por sua vez. 5 .5% 54.4% 22.5% 19.5% sentem muito medo de sofrerem uma agressão física.9% NS/NR 0.4% 0. sente muito medo de assalto à mão armada.2% 50. 26.8% 29. Essa é a tendência presente em todas as perguntas dessa parte da pesquisa: 71.3% 0.3% 0. Finalmente. Na região Sul.5% 0. contra 51.5% do total de entrevistados disse ter muito medo.5% 30.3% 71.9% ter um pouco de medo.0% 100.3% 39. enquanto 18.8% 16.7% 10.5% 0. 2012 Feminino Masculino 72. observa-se uma diferença acentuada no grau de medo sentido por elas.7%. como ilustra a tabela abaixo: Tabela 5 – Medo de assalto à mão armada por sexo (Brasil) Medo de assalto à mão armada Muito medo Sexo BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea. enquanto essa parcela é de 42.2%.9% 11. pois na condição de portadora de um mandato que lhe permite utilizar a força física cada instituição policial deve atuar dentro da legalidade.7% dos homens.5% 20.0% Ao serem perguntados sobre o medo de sofrerem alguma agressão em via pública.9% Nenhum medo 24. No caso dos homens.7% 66.3% 26. 54.2% 49.0% 100.0% 100. contra 50.2% afirmaram não ter nenhum medo de que isso aconteça.0% 29. Confiança nas instituições policiais brasileiras Os entrevistados responderam sobre qual seu grau de confiança nas instituições policiais. apenas 29. II. 64.3% entre os entrevistados do sexo masculino.2% 1.3% 62.Tabela 4 – Medo de agressão (regiões e Brasil) Medo de sofrer agressão Muito medo Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea. pois a região Nordeste apresenta uma porcentagem de entrevistados com muito medo bem acima da média nacional: 71.0% 100. Quando a variável medo é analisada em suas diferenças entre homens e mulheres. 2012 53. A confiança é uma das variáveis fundamentais nesta pesquisa.4% Total 100.2% NS/NR 0. 72.0% A grande maioria das mulheres.9% dos homens.

6% Não confia 22.2% 4. Contudo.4% 20.5% 15. Tabela 7 – Confiança na Polícia Militar (Regiões e Brasil) Grau de confiança na Polícia Militar Confia muito Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea. apenas 31. escolaridade e renda.5% 41.4% 40.6% 6.7% 40.2% 23.0% 10.1% 0. como pode ser observado na tabela abaixo: 6 . Contudo. verificou-se uma variação no grau de confiança nas polícias quando se compara as regiões do país.4% 0.5% 8. Em oposição.6% 39.1% As polícias federais contam com um maior grau de confiança por parte da população: 50. Além disso.0% 100. No outro extremo da escala.6% Confia pouco 40.5% para Polícia Militar.0% 100.5% 10.2% 3. quando consideramos as respostas que indicam nenhuma confiança.9% 5.1% dos entrevistados confia ou confia muito nas suas Polícias Militares.6% 31.7% 0.2% NS/NR 0.6% 0.2% 0. enquanto cerca de 20% não confiam nas polícias estaduais.2% Não confia 21.8% 5.6% 20. 2012 10.3% 31.2% 6.3% 31.Tabela 6 – Confiança nas instituições policiais (Brasil) Confia muito Polícia Militar Polícia Civil Polícia Federal Polícia Rodoviária Federal Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea. e 28.4% 31. 2012 6. apenas 12% dos entrevistados do Sul declararam não ter nenhuma confiança na Polícia Militar.9% Confia 31.5% 20.6% 14. Essas porcentagens de confiança nas polícias variam muito pouco por sexo.6% para Polícia Civil e 37.0% 100.3% Confia pouco 38.7% 40. à avaliação da Militar.6% 40. no caso da Polícia Federal o padrão é outro. a população da região Sul parece ser a mais confiante nas suas polícias militares. cor da pele.3% 46.5% Total 100.1% 28. pois é a única região na qual a soma daqueles que confiam ou confiam muito chegou à casa dos 40%. A avaliação de confiança na Polícia Civil segue um padrão muito semelhante.0% 38.0% 100. aproximadamente 15% dos entrevistados afirmam não confiar nas instituições federais.4% 4. As porcentagens equivalentes para as organizações estaduais são 38.2% ainda afirmam não confiar nem um pouco nelas.0% 100.0% 21.3% 35.9% dos entrevistados confiam ou confiam muito na Polícia Federal e 49.5% 1. por região.4% NS/NR 1.9% 12.0% Na região Norte.5% confiam ou confiam muito na Polícia Rodoviária Federal.2% Confia 27.4% 33.3% 32.

0% 44.9% 11.2% Confia 30.1% 10.0% 100.4% 31.8% 5. Já em contraste com as demais regiões.2% 1.1% 39.2% Total 100.6% 3.1% 10.4% 1.0% 100.7% 47.6% 45.8% 23.6% Não confia 26. os entrevistados opinaram sobre algumas questões ligadas a cada uma das polícias e seus serviços.0% 100.1% 29.0% 44.8% confiam ou confiam muito na instituição.3% 2.9% 23.0% 100. e apenas 43.3% 34.9% 2.5% 30. no Nordeste: de 57. o que pode ser ilustrado com essa tabela referente à confiança nas Polícias Militares: Tabela 9 – Confiança na Polícia Militar por idade (Brasil) Grau de confiança na Polícia Militar Confia muito faixasidade 18 a 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos 45 a 54 anos 55 a 64 anos + de 64 anos BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.2% entre os mais idosos da amostra.4% 45.6% 14.5% 37.0% Note-se que na região Centro-Oeste mais de 60% dos entrevistados confiam ou confiam muito na Polícia Federal.4% Confia pouco 23.7% entre os mais jovens.2%.1% 0.1% 6.0% 1.6% 26.3% Confia pouco 38.0% 42. no Sudeste dois em cada 10 entrevistados não confiam de forma alguma na Polícia Federal.7% 4.5% 9.0% 100.2% 21.8% 40.5% Total 100. com 65 anos ou mais.0% 100.7% 40.2% 0.5% Confia 40.7% 20.9% afirmam não confiar na Polícia Militar.0% Entre os mais jovens. as respostas também são diferenciadas.5% 7. II.7% 16.1% entre os mais velhos. 2012 3.0% 100. 26.6% 36.0% 100.1% 32.0% 100.2% 14. 2012 21.4% NS/NR 0. acima da média nacional.6% 10. O mesmo acontece com a proporção de entrevistados que afirmam confiar muito na Polícia Militar: apenas 3.4% 7. A porcentagem dos que desconfiam totalmente das instituições policiais diminui com a idade.0% 100. Essa porcentagem vai diminuindo à medida que cresce a faixa etária.7% 18.0% 28.8% 22.1% 7. Dependendo da faixa etária dos entrevistados. na faixa de 18 a 24 anos.Tabela 8 – Confiança na Polícia Federal (Regiões e Brasil) Grau de confiança na Polícia Federal Confia muito Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.9% 32.1% 0.0% 100. chegando a 10. Isso permite avaliar a percepção da população 7 .6% 6. até chegar a 14.5% 19. enquanto esse grau de confiança também é alto.5% NS/NR 3.1% 12.8% 31.7% 36.4% Não confia 12. Percepções sobre as organizações policiais no Brasil Na terceira parte da pesquisa.6% 4.

8% 8.0% 100.9% 36.3% 9. Abaixo a mesma questão apenas com o recorte regional: 8 .4% daqueles que não são brancos concorda. por cor da pele do entrevistado (Brasil) A PM atende a emergências de forma rápida e eficiente Concorda Discorda plenamente Concorda Discorda plenamente NS/NR Cor Agregada Branca Não branca BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.0% 100.2% 4.6% 38.8% dos entrevistados de cor branca.0% 100.2% 33. 2012 7. Tabela 10 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: A Polícia Militar atende a emergências (via telefone 190) de forma rápida e eficiente (Regiões Brasil) A PM atende emergências de forma rápida e eficiente Concorda plenamente Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.4% 40.em relação a como cada tipo de organização policial tem desempenhado o seu papel no campo da segurança pública.6%.1% 13.7% 4.4% 28.9% 39.2% 30.9% 37.0% 16. contra 41. 54.2% Discorda 35. respectivamente. Por outro lado.2% 9. na região Sul 42. as polícias militares são lentas ou ineficientes no atendimento de emergências pelo 190.2% 3. Os não brancos que discordam da afirmação somam 56%.9% 37. que as polícias militares atendem de forma rápida e eficiente. em oposição a 49.8% 23. 2012 4.9% 40. como pode ser visto na tabela abaixo: Tabela 11 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: A Polícia Militar atende a emergências (via telefone 190) de forma rápida e eficiente.4% dos brancos.9% 40.3%).4% 8.5% dentre os que não são brancos responderam negativamente.6% 5.4% 5.6% 45.0% 100.2%).9% Concorda 30.0% 39. A questão racial parece interferir na avaliação.0% 33.3% concordam que o atendimento da PM via 190 é rápido e eficiente.0% 100.8% NS/NR 9.3% 4.0% 15.2% 13.0% Apenas 35.5% 4. em alguma medida.7% Total 100.6% 8. seguida da região Sudeste (40.7% Total 100.0% 100.8% 8.0% 100.6% 8. sendo que no Norte e Nordeste ultrapassa consideravelmente a média nacional: 62.7% 12.5% Discorda plenamente 16.6 e 57.3% dos entrevistados.0% Para 53. Apenas na região Sul essa porcentagem equivale a menos de 50% dos respondentes (48.5% 12.2% 9. o que aconteceu entre 47. Quando perguntados se os policiais militares são respeitosos ao executarem abordagens nas ruas.6% 8.7% 17.2% dos brancos.2% 37.

3% 3.2% 5.2% 2.0% 100. que a Polícia Civil registra queixas e denúncias de forma atenciosa e eficiente. conforme mostra a seguinte tabela: Tabela 13 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: A Polícia Civil registra as queixas e denúncias feitas pelas pessoas de forma atenciosa e eficiente (Regiões e Brasil) A PC registra queixas e denúncias de forma atenciosa e eficiente Concorda Discorda plenamente Concorda Discorda plenamente NS/NR Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.0% 100.8% 12.9% 27.8% 31.8% 5. 2012 4.8% 3.9% 4.5% 39.9% 38. apenas 6. em alguma medida.2% 10. pois 58.7%. contra 11.0% 13.Tabela 12 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: A Polícia Militar aborda as pessoas de forma respeitosa nas ruas (Regiões e Brasil) A PM aborda as pessoas de forma respeitosa na rua Concorda Discorda plenamente Concorda Discorda plenamente NS/NR Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea. Já na região Norte se faz a pior avaliação.8% que discordam na região Norte.0% 100.7% 53. Também apresenta a menor porcentagem de respondentes que discordaram totalmente disso.0% 100.9% dos entrevistados concordam ou concordam totalmente com a afirmação de que os policiais militares abordam as pessoas de forma respeitosa nas ruas.5% 45.0% A região Sul desponta.0% 100.9% 11.7% 34.9% 6. assim como no Sudeste.9% 3.0% 100. 2012 5.2% 32. apenas 7.5% 37.4% 8.4% 3.0% 100. mais de 10 pontos percentuais acima da média nacional (51.2% 13.0% 7.0% 100.0% 33.0% 100.5% 11.4% 9.3% 6.0% 42.5% 37.1% 8. Na região Norte tem-se uma percepção bem mais negativa.2% 3. com uma avaliação mais positiva.3% Total 100. comparativamente.7% 38.3% 49.0% Mais uma vez a população da região Sul faz uma melhor avaliação das suas organizações policiais.4% no Sudeste discordam completamente que o serviço da Polícia Civil seja rápido e eficiente.8% 7.4% 3.6% 29. pois 52.1% 14.9% concordam com a afirmação.5% 28.3% 7. Contudo. mais uma vez. pois 62% consideram a abordagem policial geralmente desrespeitosa.8% 11.2% 3. enquanto a média nacional é 48. Esse tipo de percepção apresenta variação por faixas etárias.5%).2%.7% 48.0% Total 100. pois apenas 45.3% 44. Também se perguntou aos entrevistados sobre a qualidade do atendimento realizado pelas polícias civis.5% 42.6% 35. 9 .0% 100.7% 34.9% 3.8% 6.4% 9.2% 12.8% 41.7% 6.4% 40.8% 4.5% 17.6% dos entrevistados concordam.2% 39.

existe uma parcela maior da população que está convicta na eficiência do poder de investigação das polícias civis nessas duas regiões (8. o que não acontece nas camadas com 45 anos ou mais. há a tendência de se perceber o trabalho da Polícia Civil como menos eficiente nos estratos etários mais jovens.3% 3.7% 35.9% respectivamente).2% 37.8% 15.7% 37.5% 9.5% 13.2% 53.7% 8.0% 4.9% 8.5% 6.8% 7.6% 39. Nas faixas até 44 anos. quando o assunto é investigação criminal.1% 11.0% Segundo os dados. comparativamente às demais regiões do país.1% 8.2% 3.9% 38.2% 10.2% 31.5% 44.4% 9.8% 9.4% 32. 2012 8. Entre os mais velhos.0% 100.8% 7.9% 2.Tabela 14 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: A Polícia Civil registra as queixas e denúncias feitas pelas pessoas de forma atenciosa e eficiente.0% 100.5% 9.8% 3. por faixa etária (Brasil) A PC registra queixas e denúncias de forma atenciosa e eficiente Concorda Discorda plenamente Concorda Discorda plenamente NS/NR faixasidade 18 a 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos 45 a 54 anos 55 a 64 anos + de 64 anos BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.7% 32. As populações das regiões Sul e Sudeste mostraram. 10 .5% 15.3% 2.6% 44.0% 11.0% 100.0% 100. Contudo.0% 100.2% 7. 2012 4. de uma forma geral.8% 41.4% Concorda 31.9% 46.8% 40.0% 37.2% 4. diferenças são constatadas entre as regiões: Tabela 15 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: A Polícia Civil realiza investigações sobre crimes de forma rápida e eficiente (Regiões e Brasil) A PC realiza investigações sobre crimes de forma rápida e eficiente Concorda plenamente Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.0% 9.0% 8.9% 36.7% 10.0% Aqui há um ponto de inflexão nos dados. Quando perguntado se as polícias civis efetuam investigações sobre crimes de forma rápida e eficiente. Por outro lado.0% Discorda 35.4% 45.0% 100.3% 3.9 e 4.3% 39.0% NS/NR 7. também é importante notar que no Centro-Oeste e no Norte há uma concentração um pouco maior de respostas na categoria “concordo plenamente”. apenas 27.0% 100.9% 3. percepções mais positivas sobre os trabalhos das polícias.7% 6.0% 100.1% Discorda plenamente 16.6% 34.3% discordam da eficiência da Polícia Civil nesses casos.4% 39. ou seja.0% 100.9% 4.5% 23.9% 39.9% 40. a proporção dos que discordam de alguma maneira que o serviço de registrar queixas e denúncias é sempre superior a 40%.9% 29.5% Total 100. cerca da metade dos entrevistados de todas as regiões considera que o trabalho de investigação das polícias civis não é eficiente. com 65 anos ou mais.9% 12.0% Total 100.0% 100.3% 13.0% 100.4% 4.1% 3.

5% 17. Foi perguntado aos entrevistados como percebem o trabalho desempenhado pela Polícia Federal. 2012 20.2% 24.7% 5.0% 100.9% 9. Tabela 16 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: A Polícia Federal realiza o seu trabalho de forma rápida e eficiente (Regiões e Brasil) A PF realiza o seu trabalho com competência e eficiência Concorda plenamente Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.5% 11. a população da região Centro-Oeste também possui uma percepção mais positiva: Tabela 17 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: A Polícia Rodoviária Federal realiza o seu trabalho de forma rápida e eficiente (Regiões e Brasil) A PRF realiza o seu trabalho com competência e eficiência Concorda Discorda plenamente Concorda Discorda plenamente NS/NR Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.0% 100.2% 13.2% 52. mostrando uma percepção um pouco mais negativa sobre o trabalho desempenhado pela Polícia Rodoviária Federal.6% Concorda 52.0% A região Centro-Oeste ganha destaque por ter a maior parcela de entrevistados que concorda plenamente com a afirmação de que o trabalho da Polícia Federal é rápido e eficiente (20.4% 5.9% 7.0% 100.5% 53.0% 100.5% 48.2% 3.4% 3.0% 48.0% 100.2% Discorda 15.6% 28.7% 9.8% 62.0% 1.0% 100. Foram feitas perguntas para aferir a percepção sobre 11 . sendo a única região onde aqueles que discordam passam de 30% (com 32.0% 2.7% 6.6% 4.1% 11.5% Total 100.4% 23.7% 26. da mesma frase.2% NS/NR 7.6% 7.5% 56.3% 9.6% 7. No caso do trabalho desenvolvido pela Polícia Rodoviária Federal.9% 53.9% 4.4% 15.7% 55.1% de discordância sobre a eficiência da corporação).0% 4. contra apenas 19.6% 17.6% Discorda plenamente 4.5% 6.5% 14.4% 27.2% 3. tem-se 74.7% 6. juntamente com região Norte (com 34.0% 100.2% 16.0% 100.9% de respondentes que discordam.1% Total 100.6% 5.6% na região Centro-Oeste). contra apenas 18.2% 23. No Sudeste há a maior concentração de respondentes que discordam da eficiência da Polícia Federal.4% 9.0% 100.45%).7% 24.7% 64. que não passa de 4.2% 5.8% 9.7% 3.0% 100. em alguma medida.5% 8.5%.5% 60.8%.6% no Sul.2% 51. Mais uma vez é no Sudeste que se encontra a maior discordância (34.0% 10.5% 10.1% 7. Os entrevistados também opinaram sobre questões diversas ligadas às polícias e seus serviços de uma forma geral.A pesquisa também contemplou a percepção quanto aos serviços desempenhados pelas organizações policiais federais.7% no Sudeste ou 5. 2012 18.2%).0% Ao agregar os respondentes da região Centro-Oeste que declararam que concordam ou concordam plenamente com a afirmação de que a Polícia Rodoviária Federal realiza seu trabalho de forma rápida e eficiente.

7% 42.0% 100.6% 38.2%) e Sul.5% 5.3%). a atratividade da carreira policial e a qualidade da formação policial.2% 4. 63.questões como se a polícia zela pelos direitos dos cidadãos ou se atua de forma discriminatória.9% 5.7% dos brasileiros concordam ou concordam plenamente com ela.5% 23.0% 100.0% 40.8% 18. enquanto o Centro-Oeste aparece com a maior proporção dos que discordam plenamente (18.0% 9.0% 100.8% 10.0% 100. por sua vez.1% 24.8%) são as que apresentam maiores índices de concordância com essa afirmação. As regiões Sul (36%) e Sudeste (34.1% 3.6%) fica atrás apenas da região Norte (63.3% 7.3% 10.7% 6.9% 3.6% 33.6% 3.2% 30. em alguma medida.1% 34.4% 42.1% 3.0% 100.5% 6.4% Total 100.8% 3.0% 3.3% 2.2% 41.0% 100.0% 100.8% 9.8% 4.1% 9.5% 42. para complementar essa sondagem foram feitas perguntas sobre as causas da criminalidade.3% 7. são as que apresentam maiores percentuais de discordância em relação à suposta forma preconceituosa dos policiais.5% das pessoas acreditam.0% 100. 12 .5% 41.4% 25.3% 18. 2012 35. que os policiais tratam as pessoas com preconceito.7% 7. Observa-se que o Sul é a região do país com menor porcentagem dos que discordam plenamente (4%).0% 5.1% 22.9% Total 100. 41. As regiões Centro-Oeste (70%).3% 42. Tabela 19 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: Os policiais no Brasil tratam as pessoas com preconceito (Regiões e Brasil)3 Os policiais no Brasil tratam as pessoas com preconceito Concorda Discorda plenamente Concorda Discorda plenamente NS/NR Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea. as principais dificuldades enfrentadas pelas polícias.6% 6.6% 27.4% 17.7% 43. Além disso. a região Centro-Oeste (59.9% 18.5% 38. Quando consideradas as respostas “discorda” e “discorda plenamente”.0% 100.4% 52.3% 2. Nordeste (66.3% 5.1%).0% Apresentados à afirmação de que os policiais respeitam os direitos dos cidadãos.4% 4. etc. 2012 4.9%) e Norte (66. Tabela 18 – Grau de concordância com a seguinte afirmação: Os policiais no Brasil respeitam os direitos dos cidadãos (Regiões e Brasil) Os policiais no Brasil respeitam os direitos dos cidadãos Concorda Discorda plenamente Concorda Discorda plenamente NS/NR Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.7% 29.0% 100.5% 43.5% 29.4% 39.4% 18.9% 6.5% 43.2% 4.0% No Brasil.3% 33.

8% 19.8% 9.2% 23.3% 20.9% 27. Nas regiões Centro-Oeste e Norte.8% 15.3% Corrupção dos políticos 12.8% 7.8% 3.1% 9.6% 13.9% 3.6% 0.1% 1.0% 1.7% Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.8% 6.4% 4.6% 18.9% e 18.0% 1.0% 8.7% Quando perguntados sobre a principal causa da criminalidade do Brasil.1% 12.1% 6.4% 4.8% 0.8% 2.8% 18.6% Corrupção dentro das polícias 6. as respostas mais frequentes entre os brasileiros foram “desigualdade social” (23.6% 0.Tabela 20 – Principal causa da criminalidade na percepção dos entrevistados (Regiões e Brasil) CENTRO-OESTE Pobreza 13.9% Falta de investimento em educação 24.3% SUDESTE 9.9% 5.1% 13.6% SUL 10.1% NORTE 13.4% 3.1% 0.4% 17.8%) e “falta de investimento em educação” (20.4% 0.6% 8. respectivamente.5% 5.0% 3.4% 21.8% 9.9% 9. onde 7.6% 0.8% 24.3% 3.2% 8.8% 6.4% Falta de investimento nas polícias 5.1% 0.2% 1.8% e 18.2% 5.6% 4.1% 19.9% 1.0% 11.9% 15.9% 14.8% dos respondentes elegeram como principal causa da criminalidade.2% 12.0% 8.3% 9.4% 4.0% 1.7%) foram as respostas mais frequentes.7% 5. a “falta de investimento nas polícias” e “corrupção dentro das polícias”.6% 3.3% SUDESTE 11.2% BRASIL 12.6% 4.3% 11.4% BRASIL 8.2% e 12.8% 20.0% 16.4% 18.8% 23. 2012 CENTRO-OESTE 4.8% 8.7% 14.2% 1.4% NORDESTE 11.6% Aumento do tráfico de drogas 16.7% 18.9% 2.1% 11.2% 8.1% 10. em nenhuma região.6% 12.4% 0. Tabela 21 – Principal dificuldade que policiais enfrentam para realizar o seu trabalho na percepção dos entrevistados (Regiões e Brasil) Violência dos criminosos Aumento do tráfico de drogas Aumento da criminalidade Falta de preparo dos policiais Falhas da justiça Falta de programas para prevenir a criminalidade Baixos salários pagos aos policiais Grau de corrupção dentro das polícias Falta de investimento nas polícias Falta de apoio por parte da população Falta de apoio por parte dos políticos Outra NS/NR Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.6% 11.1% 2.5% 5.0% NORTE 3.9% 0. As respostas relacionadas à atividade policial foram mais frequentes no Norte.0% 9.9% 7.7% O tráfico de drogas é apontado como a principal dificuldade que os policiais enfrentam para realizar seu trabalho no Brasil.9% 7.3% 19. ficando à frente do tráfico de drogas.7% 13.1% 3.7% Outra 1.2% 22.2% 0.1% 0.9% 10.2% 0.8% 18. a falta de preparo dos policiais (14.2% 13.7% SUL 7. Vale destacar que a falta de investimentos nas polícias e os baixos salários pagos aos policiais são respostas que.7% nas respectivas regiões) e as falhas na justiça (18.5%). 2012 NORDESTE 13. 13 .0% 18.6% 14.9% 5.9% 9.5% 3.9% NS/NR 0.8% 6.8% 13.4% 18.4% 3.0% Desigualdade social 18.4% 13.9% 5.7% 4.5% 11. sendo essa resposta escolhida por 18% do total de respondentes.9% 0.3% 12.8% 1. figuram entre as três primeiras respostas mais frequentes.3% 7.5% 9.

8% 26.6% 50.7% 21.1% 27.0% 2.4% 31.5% 39.8% 7.3% 0.3% 3.4% avaliam de maneira claramente positiva a carreira policial.0% 1. enquanto na segunda 44. Ter ligado para o número 190.6% 16.0% 22.8% 4. onde 31.8% 34.3% 34.7% 11. tal como as citadas abaixo: Ter ido a uma delegacia da Polícia Civil para apresentar uma queixa.6% 2.1% 36.3% 33.0% 33. A região Centro-Oeste também é a que apresenta o maior percentual de respostas “concorda plenamente” (7.9% 18.4% Norte e Centro-Oeste são as regiões onde mais se valoriza a carreira policial como opção de trabalho para os jovens.9% 3.8% As regiões Nordeste e Centro-Oeste são as que apresentam as maiores proporções de respondentes discordando plenamente da afirmação de que os policiais recebem uma boa formação e são bem preparados.6% 11.3% 11.4% 29.6% dos entrevistados consideram a atividade policial uma péssima opção de trabalho para os jovens.3% 4.0% 1.7% 21. Na primeira.3% 3.5% dos entrevistados. onde 60.5% 38. 14 .6% 31.4% 25. a carreira é considera uma ótima opção ou uma opção muito boa por 51.8% 2.4% 44. Ter parado um policial na via pública com o objetivo de obter ajuda em uma situação de emergência.8% 25.9% 45. Tabela 23 – Se os policiais no Brasil recebem uma boa formação e são bem preparados na percepção dos entrevistados (Regiões e Brasil) Os policiais no Brasil recebem uma boa formação e são bem preparados Concorda Discorda plenamente Concorda Discorda plenamente NS/NR Região CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.8% 13. A maior discordância se encontra na região Sul.Tabela 22 – Em que medida ser policial é uma boa opção de trabalho para os jovens na percepção dos entrevistados (Regiões e Brasil) Em que medida ser policial é uma boa opção de trabalho para os jovens É uma É uma É uma opção opção péssima É uma ótima opção muito boa razoável opção NS/NR Região CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.7% 2.0% 7. V.0% 31.8% 14.9% 45.7% 3.0% 28. chamando a Polícia Militar para o atendimento de uma ocorrência. 2012 7.7% 24.5% 46.9% 37. No outro lado dessa avaliação encontra-se a região Sudeste.9% 16.5% 9.2% dos respondentes discordam da afirmação sobre a boa formação e preparação dos policiais.3% 3. Experiência anterior dos entrevistados com as instituições policiais Esta seção possui questões direcionadas aos entrevistados que já passaram por alguma experiência de um contato anterior com a polícia.8% 4.7% 34.0% 3. 2012 17.4% 34.0%).3% 42.4% 9.

2012 21.7% (contra 74.0% 75.2% 12.4% 51.4% 66. No caso da região Nordeste. foi considerada de forma separada da situação de contato com policiais em um atendimento para o qual foram solicitados: 15 . Tabela 24 – Proporção de entrevistados que já procuraram a polícia por algum motivo e passaram por um atendimento policial (Regiões e Brasil) Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea.4% Cerca da metade dos entrevistados já precisou procurar a polícia em alguma situação.Foi feita uma avaliação dos serviços prestados e foram coletadas informações sobre possíveis problemas ocorridos na interação com os agentes policiais. em 21.5% 11. tendo acontecido somente com 43.7% dos respondentes já procuraram a polícia.6% 10.3% 12.1% 47.7% 74.5% 11. O Centro-Oeste é a região onde os entrevistados mais tiveram problemas com policiais.7% 43. Tabela 25 – Experiência anterior com a polícia: avaliação e ocorrência de problemas ocorridos em atendimentos policiais (Regiões e Brasil) Atendimento dado por policiais Teve algum Faz uma problema com avaliação os policiais positiva Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea. esse contato com a polícia é bem mais raro. A experiência de ter sido parado por policiais.3% dos entrevistados.5% 71. enquanto os moradores da região Norte foram os que menos avaliaram o atendimento positivamente.0% 75. 12% declaram ter tido algum problema com policiais4 e 74.1% fazem uma avaliação positiva do atendimento prestado. seja em uma blitz de trânsito ou em uma batida policial na via pública.5% dos casos.7% 75.1% Dentre o total de entrevistados que já passaram por algum tipo de atendimento policial. com 66.1% para o Brasil). Essa experiência é bem mais comum entre a população do Centro-Oeste.8% 48.3% 52. onde 63. 2012 63.

Os outros delitos passaram a provocar.7% em 2010 para 54.7% 37. nas quais 26. A porcentagem da população que afirmava ter “muito medo” de assalto à mão armada diminuiu de 73. apenas a agressão física apresentou um maior índice de respostas no nível mais alto de medo.Tabela 26 – Experiência anterior com a polícia: avaliação e ocorrência de problemas ocorridos em abordagens policiais (Regiões e Brasil) Abordagem feita por policiais Teve algum Faz uma problema com avaliação os policiais positiva Região CENTROOESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL BRASIL Fonte: Pesquisa SIPS – Ipea. Com relação às percepções referentes à qualidade das interações dos policiais com a população.1% 36.1% 29. respectivamente.5% em 2012. comparada à situação de atendimento quando a polícia foi acionada pelo entrevistado. Contudo. A confiança nas instituições policiais dos estados aumentou um pouco. No último levantamento. em vez de um medo agudo.1% 13.7% para 61. a pesquisa detectou uma ocorrência apenas ligeiramente maior de problemas no contato com os policiais (com exceção do Centro-Oeste. onde a ocorrência de problemas nas abordagens é consideravelmente menor do que nos casos de atendimento). A maior proporção de avaliações positivas é detectada no Sul (43. 2012 15.6% para 62. A porcentagem da população que afirmava ter “muito medo” de arrombamento de sua residência diminuiu de 68. passando de 48. Essas porcentagens subiram.1% 10.1% da população afirmavam “confiar” e 4. 2010 e 2012: A porcentagem da população que afirmava ter “muito medo” de assassinato diminuiu de 78. a avaliação é bem menos positiva.3%. 37% deles avaliam-na de uma forma positiva. cabe destacar a sensível diminuição da sensação de medo da população. apenas 25. Considerando somente o total de respondentes que passaram por esse tipo de experiência.7%) e a menor no Centro-Oeste (29. No caso das polícias militares. para 31. Comparando os dois anos em que foi realizada a pesquisa.7% para 62.2% afirmavam “confiar muito” na Polícia Militar em 2010.2% 36. Tais resultados mostram certa melhoria no quadro da percepção sobre a segurança pública no Brasil.6% e 6%. separar claramente as situações de atendimento daquelas referentes a uma abordagem policial fez com que os atendimentos prestados pela polícia fossem 16 . respectivamente. O mesmo aconteceu com a percepção sobre as polícias civis.9% 13. Considerações finais Em comparação com o primeiro levantamento do SIPS da segurança pública no país.9% 43. Das quatro formas de violência consideradas na pesquisa. essas porcentagens passaram para 32.4% 35.1% 13.7% 11.0% Quando o assunto é a abordagem policial.6%.2% em 2012.3% e 6.1%). um grau de medo mais moderado na população.4%.1% diziam “confiar” e 4% “confiar muito” em 2010.

?” 4 Os “problemas” referem-se a situações como: ter sido ameaçado. 17 . da posição social. 3 A pergunta original do questionário foi: “De uma forma geral. enquanto em sua primeira edição foi adotada a amostragem por cotas. em que medida você concorda que os policiais no Brasil tratam as pessoas com preconceito. ofendido verbalmente ou mesmo agredido fisicamente por policiais durante ou em decorrência do atendimento solicitado pelos cidadãos. já passaram pela experiência de terem recebido um atendimento policial anteriormente. ou seja. extorquido. Além disso. da orientação sexual. efetivamente. da idade. Ver nota metodológica em http://www. comparando-se os anos de 2010 e 2012. Os dados foram coletados entre os dias 10 e 30 de março de 2012.br/portal/images/stories/PDFs/SIPS/120418_sips_metodologia. 2 A atual pesquisa utilizou a amostragem probabilística.pdf. tratam as pessoas de forma diferenciada dependendo da cor da pele. permaneceu a mesma tendência de uma percepção mais positiva das polícias por parte daqueles entrevistados que. Notas 1 Este documento foi produzido pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Almir de Oliveira Junior e pelo bolsista PNPD Rafael Alencar. etc.gov.ipea.mais bem avaliados.

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