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ESTUDO SETORIAL CAJUCULTURA

2005

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Índice
1 – INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 3 1.1.– Um breve histórico do Setor ......................................................................... 3 1.2.– O Cajueiro ...................................................................................................... 6 1.3.– Características do Cajueiro .......................................................................... 8 1.3.1 - Composição ................................................................................................. 8 1.3.2 - A Palavra Caju............................................................................................. 8 1.3.3 - As flores do cajueiro.................................................................................. 10 1.3.4 - O fruto do cajueiro – a castanhas............................................................ 10 1.3.5 - Características do cajueiro comum ......................................................... 10 1.3.6 - Características do cajueiro precoce ........................................................ 10 1.3.7 - Composições da amêndoa e do pedúnculo do caju.............................. 11 2 – PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO................................................................ 12 3 – O MERCADO........................................................................................................ 13 4 – USOS DO CAJUEIRO........................................................................................... 15 4.1.– A Árvore........................................................................................................ 15 4.2.– As folhas ....................................................................................................... 15 4.3.– A madeira ..................................................................................................... 15 4.4.– O Pendúculo................................................................................................. 15 4.5.– A Castanha - Amêndoa............................................................................... 16 4.6.– O Mesocarpo do fruto.................................................................................. 16 5 – CLIMA/SOLOS PARA O CAJUEIRO .................................................................. 16 5.1 – O Clima ......................................................................................................... 16 5.2 – O Solos ......................................................................................................... 17 5.3 – A Propagação do Cajueiro/Mudas ............................................................. 17 5.4 – A Formação de Pomar ................................................................................ 19 5.5 – Tratos Culturais/Adubações ....................................................................... 20 6 – PRAGAS ............................................................................................................... 22 7 – DOENÇAS ............................................................................................................ 24 8 – COLHEITA/BENEFICIAMENTO/ARMAZENAMENTO .................................... 25 9 – ESTATÍSTICAS DA CAJULCUTURA................................................................. 26 10 – ÁREA PLANTADA DE CAJUEIRO NO ESTADO DO CEARÁ........................ 30 11 - O PROGRAMA DE CAJUCULTURA DO SEBRAE NO CEARÁ ...................... 31 11.1 – Objetivo Geral ............................................................................................ 31 11.2 – Objetivo Específico.................................................................................... 31 11.3 - Público-Alvo ................................................................................................ 32 11.4 - Municípios atendidos ................................................................................. 33 12– DESAFIOS DA CAJUCULTURA CEARENSE ................................................... 34 13 – ENTIDADES PARCEIRAS................................................................................. 36 13.1 - Com Participação Financeira .................................................................... 36 13.2 - Com Apoio Institucional ............................................................................. 38 14 – FICHA TÉCNICA DOS PROJETOS ................................................................... 41 BIBLIOGRADIA ........................................................................................................ 43

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1 – INTRODUÇÃO

1.1.– Um breve histórico do Setor

O cajueiro já estava aqui, no Nordeste brasileiro, quando chegaram os primeiros colonizadores portugueses, que daqui espalharam suas sementes por seus domínios na África e na Ásia. Sendo uma planta xerófila e de grande rusticidade, o cajueiro é uma excelente alternativa econômica para o longo período de estiagem anual que caracteriza a região. Sua colheita ocorre exatamente nesta época, gerando empregos e renda quando escasseiam as oportunidades nas áreas não irrigáveis. A cajucultura foi fortemente incentivada nas últimas décadas do século XX. Nos anos 70, pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que financiou a implantação de grandes plantacions. Nos anos 80, a Sudene foi substituída pelo IBDF-Fiset (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-Fundo Setorial de Investimentos) que, à guisa de reflorestamento, ampliou a área plantada com o financiamento de projetos de porte médio. Desta forma, os cerca de 649 mil hectares de cajueirais cultivados no Nordeste, dos quais aproximadamente 360 mil no Ceará, são distribuídos de maneira quase uniforme entre pequenos, médios e grandes produtores.É falácia alardear-se que 80% da produção de castanha de caju têm origem na pequena propriedade. Embora o Ceará seja o maior produtor da região, com aproximadamente 55% da safra, é importante ressaltar que o Piauí e o Rio Grande do Norte, com 21% e 16%, respectivamente. O Estado do Maranhão e, mais recentemente, a Bahia vêm adotando uma agressiva política de incentivo a cajucultura o que, em face de suas condições favoráveis, permitem a antevisão de um significativo crescimento de suas produções. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) reconheceu a importância da cultura e instalou, em 1987, no município de Pacajus, no Ceará, o Centro Nacional de Pesquisa de Caju (CNPC), na esteira da campanha liderada pela Associação Comercial do Ceará com a implantação

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do Centro Nacional de Agroindústria Tropical da Embrapa e a reconhecida participação da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Ceará (EPACE), extinta em 1998, foram desenvolvidas intensivas pesquisas que redundaram nas várias gerações de clones do cajueiro anão precoce, de elevada qualidade genética e de expressiva produtividade, 1.200 quilos por hectare/ano em regiões de sequeiro. Recentemente, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), dentro de sua campanha de desenvolver as cadeias produtivas, em íntima ligação com a iniciativa privada, iniciou a instalação da Plataforma do Caju. Após workshops realizados em alguns Estados produtores, como Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia, obteve-se um diagnóstico, que ensejou a elaboração e o início de implantação de programas que permitirão, uma vez executados, a superação dos principais gargalos existentes em todos os elos da cadeia. O diagnóstico mostrou que o elo mais frágil dessa cadeia é o setor primário, em conseqüência da baixa produtividade dos cajueirais; além dos aviltados preços pagos aos produtores, que geram crescente desestímulo. Lamentavelmente, quando se buscava, num esforço conjunto, fortalecer os elos da cadeia produtiva, a revogação da Portaria nº 02, de 22.12.1992, que proibia a exportação de castanha in natura, turba o entendimento perseguido. A concentração das indústrias beneficiadoras no Ceará, oito das 11 ainda em funcionamento, deu origem a uma tentativa de transformar em estadual um problema que é regional, com reflexos na política nacional para o setor. Na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a ordem de prioridade é a prevalência do nacional sobre o regional e deste sobre o estadual, tese da qual compartilha a Federação da Agricultura do Estado do Ceará (FAEC). Com a edição da Portaria nº 06/02, de 24.07.02, foi liberada a exportação de 1.150 toneladas ao preço de US$ 0,45/kg, o que acabou elevando o preço interno de R$ 0,70 para R$ 1,20. A safra estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2002 é de 198.500 toneladas, enquanto a capacidade de processamento das indústrias em funcionamento é de cerca de 150 mil toneladas. Manter um excedente exportável de 50 mil toneladas no 4

o que os torna ainda mais desestimulados e vulneráveis aos preços praticados pelas indústrias. contra 29% e 6% da africana . Desentendimentos episódicos não devem influenciar a busca permanente de harmonia na cadeia produtiva. 5 .mercado interno trará duas inevitáveis conseqüências: o aviltamento do preço do produto neste mercado e o não ingresso dos dólares tão necessários ao equilíbrio da balança Este excedente significará um excesso de oferta.nunca mereceu um trabalho conjunto dos dois setores com o objetivo de se estabelecerem preços diferenciados em função da qualidade do produto. que poderá manter aviltados os preços pagos aos produtores.19% de rentabilidade e 25% de umidade. A baixíssima qualidade da castanha .

cajuína. Até o início da década de 50. As primeiras tentativas para estabelecer plantios de 6 .2. Existe no País uma tradição de aproveitamento do pedúnculo ou falso-fruto do cajueiro que reside na transformação em produtos variados como sucos. Brasil. e Amazônia do cajueiro precoce. antes das quatro primeiras décadas do século XX. cristalizado. doces diversos (compota. e nem mesmo na cearense.1. contudo adapta-se melhor às condições ecológicas do litoral do Nordeste. o litoral nordestino é tido como centro de origem e dispersão do cajueiro comum. Internamente o Brasil consome pedúnculos do fruto. durante alguns séculos. ameixa. a produção de castanha (fruto verdadeiro) era essencialmente extrativa. não teve destaque na economia nordestina. sorvetes. massa). ficou restrita ao consumo local. amêndoa da castanha e líquido da castanha. a partir de 1985 destacaram-se a Índia. América Central. a comercialização da safra (1986) tem início 3 a 4 meses antes da colheita (castanha crua e pedúnculo). refrigerantes gaseificados e aguardente. geléias. mel. licor. distinguindo-se o Ceará como o maior produtor. a exploração do cajueiro com finalidade econômica. Ásia. Piauí e Rio Grandes do Norte. Moçambique.– O Cajueiro Segundos estudiosos a origem brasileira do cajueiro é um fato. nas zonas produtoras. Há relatos de alguns desses produtos que datam do século XVII. O cajueiro é encontrado praticamente em todos os estados brasileiros. Apesar do Brasil ser o berço do cajueiro e de as missões colonizadoras encontrarem o indígena brasileiro utilizando essa espécie para diversos fins. Tanzânia e Quênia como principais produtores de castanhas no mundo. África. Ceará (principalmente) e Rio Grande do Norte foram os maiores exportadores. A planta está difundida pela América do Sul. A espécie que é cultivada principalmente nos estados do Nordeste. No Brasil a quase totalidade da produção de castanhas situa-se nos estados do Ceará. O Brasil exporta liquido da castanha (LCC) (quase toda a produção) e amêndoa da castanha (ACC) também quase a totalidade da sua produção.

1998). n. Essa metodologia. em 1983.Levi de Moura Barros. Fonte: "Cajueiro Anão Precoce . embora simples e de ganhos genéticos esperados reduzidos. e CCP 09 e CCP 1001. que são ainda os principais clones comerciais disponíveis. seguida do controle anual da produção nas plantas selecionadas. permitiu o lançamento comercial dos clones CCP 06 e CCP 76. então pertencente ao Ministério da Agricultura. 7 . em 1987. é hoje considerada o marco histórico do melhoramento genético dessa espécie. Posteriormente. o governo federal instalou uma coleção de matrizes de cajueiro para pesquisa agronômica. Nesse município.cajueiro com fins comerciais foram efetuadas no município de Pacajus. João Rodrigues de Paiva e José Jaime Vasconcelos Cavalcanti (Artigo publicado na revista Biotecnologia. em 1956. Constou de uma seleção fenotípica individual. O melhoramento utilizado no cajueiro anão precoce no Brasil teve início em 1965 no Campo Experimental de Pacajus. 6. no Ceará. a introdução de plantas de cajueiro anão precoce nesse campo experimental. originadas de uma população natural do município cearense de Maranguape. no Campo Experimental de Pacajus.Melhoramento genético: estratégias e perspectivas" .

Cashew Kernel Espanhol • • Marañon. Mereke ( Venezuela) Acayouba ( Argentina) Italiano • Anacardio. Pajuil ( Porto Rico. nuez de marañon ( Equador) Cajuil. Peru. anacardier (francês). cajou. Anacardier.3.2 . Cashew nut. Colômbia. Dicotyledoneae. O cajueiro precoce é também conhecido como cajueiro anão. que significa pomo amarelo.3. Português • Caju. em línguas estrangeiras é conhecido como marañom (espanhol). Noix de cajou (França) Darcassou (Senegal. noci di Anacardio Holandês • Acajou. Kaschu 8 .3. Costa Rica. Castanha de Caju. Cachou. cajueiro-anão-precoce. El Salvador) • • Merey.A Palavra Caju Parece vir do termo "Acâi-ou" (língua tupi). Maçã de Caju Francês • • Cajou. Cajueiro.1. pé de Caju.Vejamos uma coletânea dos nomes que são dados ao cajueiro nos mais diferentes idiomas dos países onde é encontrado.1 . var. L. anacardio (italiana). cashew apple. México.– Características do Cajueiro 1.Composição O cajueiro pertence à família Anacardiaceae. cashew (inglês). gênero Anacardium. 1. L. cajueiro-do-ceará. cajueiro-do-ceará-de-seis-meses. nanum (cajueiro precoce). Acajou. Cuba. Costa do Marfim) Inglês • Cashew. cashew tree. espécies Anacardium occidentale. Panamá. (cajueiro comum) e – supostamente – Anacardium occidentale.

Korosho (Suahili) Bibbo. de ramificação baixa e porte médio cuja copa atinge. Jambu-erang (Sumatra) Boa-frangi (fruta de Portugal . Congo) Mkanju.• • Alemão Acajuban. altura média de cinco a oito metros e diâmetro médio (envergadura) entre 12 e 14m. Esta família compreende cerca de 60 a 70 gêneros e 400 a 600 espécies. Bibs (Somália) Cajoutier. kanjus (Malásia) Jambu-gajus. Janggus. Kaschunuss Dialetos Africanos • • • • Kazuwa. Malgaxe) Dialetos Asiáticos • • • • • • Kajus. Kasul.Molucas) Kaju (estados do norte da Índia) Caju-gaha. pertence ao gênero Anacardium da família Anacardiacea. Biologia Floral O cajueiro é uma planta andromonóica. Jambu-mèdè. Morfologia O cajueiro é uma planta perene. Cadjú. 9 . Mabida. no tipo comum. Taxonomia O cajueiro. Kachui (Filipinas). com flores masculinas (estaminadas) e hermafroditas numa mesma panícula. Tazwa. Diboto (Zaire. Paranji-handi (noz de Portugal) . Jambu-monyet (Java) Gaju. gajus. Kasui. Mahabibo (Rep. denominado Anacardium occidentale.(Estados do sul da Índia e Ceilão) • Kasoy.

. copa compacta (em torno de 7 metros de envergadura). 1.. é rico em suco e tem formato variado (cilíndrico. produz em torno de 43kg. mesocarpo (que contém o LCC) e o endocarpo – e pela amêndoa (que abriga o embrião) comestível. a 500g.3 . A polinização é predominantemente cruzada. de cor amarela ou vermelha. A frutificação dá-se na época seca decorrendo 60-65 dias da floração à frutificação completa. estabiliza a produção no 8º ano de vida. alongado). ereta. copa ereta. 1.1.Características do cajueiro precoce Planta de porte baixo (4 a 6m. propagado por enxertia ou estaquia ou alporquia entra em floração aos seis meses.. piriforme.3.. De castanha 10 .6 . de cor branca (crua). de castanhas por safra (10. compacta a esparramada. O LCC é uma resina líquida (cáustica).000 frutos). inicia floração um mês antes do que a do cajueiro comum.0 a 100Kg. A parte carnosa ligada ao fruto é o pedúnculo floral hipertrofiado chamado hipocarpo ou pseudo fruto.As flores do cajueiro São masculinas e hermafroditas situadas na mesma inflorescência. 1.4 .Características do cajueiro comum Planta de porte alto (6 a 12 metros) excepcionalmente 15 e 20 metros (terrenos férteis).O fruto do cajueiro – a castanhas É um aquênio reniforme constituído pelo pericarpo – formado pelo epicarpo.5 . a 20m. as masculinas abrem-se às 06:00 horas (até as 16:00 horas) e as hermafroditas às 10:00 horas (até as 12:00 horas). peso do pedúnculo 20g.3. o peso da castanha de 3 a 33g.). a floração dura 4 a 5 meses e a planta vive 35 anos. floração que dura 6 a 7 meses. contendo óleo. A primeira floração dá-se entre 3º e 5º ano de vida.. envergadura 10m.3. peso do pedúnculo varia de 20 a 160g.3. a 13g. Produz 1. O peso do fruto varia de 3g. A receptividade do órgão reprodutor feminino existe desde 24 horas antes até as 48 horas depois da abertura da flor.

35 10.7 .) Fósforo (mg. sabor e consistência do pedúnculo do fruto sendo conhecidos como caju amarelo. forma./ano/árvore. caju maçã./100g.Composições da amêndoa e do pedúnculo do caju Tabela 01. o que ao lado do poder de exportação consolida o valor da Cajucultura para o Ceará 11 .4 0. O período de maior intensidade de frutificação (Ceará) é de setembro a novembro. No cajueiro os tipos se diferenciam quanto a cor. 1./100g) Açúcares totais (%) Extrato etereo (%) Vitamina A (U.) Brix Tanino (%) Ácido ascórbico (mg.2 27.) Fonte: EMBRAPA Amêndoa crua 2 20./100g. tamanho./100g) Ferro (mg. No cajueiro precoce destacam-se os clones CCP06 (pedúnculo amarelo). caju branco.2 165 490 5 49 - Pedúnculo fresco 86 0.7 0.5 33. CCP76 (avermelhado). caju vermelho. CC09 (amarelado). caju travoso. é sensível à doença mofo preto.Composição da amêndoa e do pedúnculo Componente Umidade (%) Proteína bruta (%) Fibra bruta (%) Carboidratos totais (%) Cálcio (mg.8 A análise da composição da amêndoa e do pedúnculo do Caju evidenciam o elevado conteúdo nutricional para consumo humano.35 10.9 1. caju manteiga. entre outros.I.7 14.3.37 200 8. Embrapa 50 (amarelo) e Embrapa 51 (vermelho) CCP1001 (vermelho). caju banana.

o que permite a obtenção. portanto.000 ha. considerada muito baixa em relação ao potencial produtivo da espécie. A castanha do caju produzida no nordeste provém. sobretudo de grandes e médios proprietários.0 kg de castanhas por planta no quinto ano. através de utilização de material genético superior. Perspectivas promissoras. sendo. cerca de 160.000 toneladas de castanhas “in natura”. os quais independem de financiamentos não-institucionais e tem poder de barganha. em anos de normalidade climática. 12 . menos vulneráveis as condições dos intermediários.0 a 7. a uma produtividade de 240 kg/ha. traduz—se nos resultados de pesquisa conduzida pela EPACE com clones de cajueiro anão precoce. portanto. correspondendo. no que concerne ao aumento de produtividade. A baixa produtividade por hectare dos três maiores produtores da região pode ser conseqüência do adensamento dos plantios racionais.2 – PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO A área ocupada com a cajucultura no nordeste esta estimada em torno de 660. Considerando os espaçamentos recomendados para o cajueiro anão precoce a produtividade já obtida por estes clones varia de 712 a 832 kg de castanha por hectare (quinto ano). os quais revelam produções de 4. o que parece contribuir para a proliferação de pragas e doenças.

sendo que no final da comercialização (jan-fev) e onde. O comportamento anual dos preços da castanha de caju não segue as características gerais dos demais produtos agrícolas. A influência exercida sobre os níveis de preços da castanha “in natura”. isto é. Os produtores que participam deste fluxo são predominantemente grandes e médios proprietários. na época da comercialização. licores etc. No entanto. Além do mercado interno o Brasil exporta a castanha e LCC para os Estados Unidos. pelo comércio internacional. doces. Este canal e responsável por grande parte da castanha negociada pelos pequenos produtores. Este canal se configura como um meio termo entre o 10 e o 30 fluxo. onde é excluída a participação dos intermediários. Desse modo a ACC tem sua entrada franca nos principais mercados e livre de barreiras alfandegárias. é originária da demanda externa por ACC (Amêndoa da Castanha do Caju) e LCC (Líquido da Castanha do Caju). geralmente. Produtores. a comercialização de seus derivados (sucos. eventualmente. O terceiro: fluxo é mais complexo. Até mesmo no mercado interno (Centro-Sul) há restrições semelhantes. os preços detêm a se elevar. Ao contrário. Quanto ao pedúnculo. o entrave que persiste a exportação do suco de caju é o teor de conservantes que ainda é inaceitável pelos exigentes mercados americano e europeu. pois é nele que os pequenos e grandes intermediários estão presentes.) restringe-se ao mercado interno. como o México e a União Soviética. O segundo: fluxo já inclui três agentes. 13 . atacadistas e indústrias. é possível que. pequenos produtores também participem deste fluxo. A amêndoa de castanha do caju (ACC) é exportada em sua quase totalidade sem casca e semitorrada. o que a caracteriza para efeito de legislação do comércio internacional como produto básico.3 – O MERCADO São três os principais canais de comercialização da castanha do caju: O primeiro: fluxo compreende a castanha que e vendida diretamente às indústrias de beneficiamento. Países da Europa. Oriente e outros Países. ocorrem os picos de preços elevados.

• O beneficiamento do caju apresenta-se como uma alternativa para o investimento onde se espera não somente benefícios econômicos.. etapas de processamento e beneficiamento até a colocação dos sub-produtos no mercado. desde a renovação da plantação. como potencialidades para investimento devem ser enumeradas: • trata-se de uma atividade que tem relação direta com a cultura do caju. • só de acordo com o tamanho da área plantada e o não aproveitamento do apontam o grande potencial (matéria-prima abundante) para o caju (fruto) pode deduzir o alto índice de produção e perda. vegetação nativa e de grande produção local e compreende todo o ciclo produtivo. passando por todo o processo de aproveitamento da castanha. doces. desde a colheita (coleta). tendo em vista que somente os mais tradicionais compradores (EUA. Estes dados por si processamento e beneficiamento. Quanto a esta atividade. etc. colheita. refrigerantes. manutenção dos pomares. até a produção efetiva dos sub-produtos: cajuína. suco. mas também. polpa. • além do processamento/beneficiamento do caju (fruto) a agroindústria também investe no beneficiamento da castanha de caju. 14 . Reino Unido) absorvem 87% do total exportado pelo Brasil. no campo social com a geração de emprego e renda através da alocação de mão-de-obra nas várias etapas do processo de produção.A demanda do LCC é bem mais concentrada do que a pela ACC. configurando não somente numa alternativa para o investimento (agregação de valor) como uma necessidade para o aproveitamento do fruto que hoje apresenta índice de perda preocupante do ponto de vista econômico e social.

com o sumo produz-se suco concentrado. esmagado produz suco refrescante – a cajuada -. Apesar disso só é utilizada para lenha e carvão (infelizmente). cajuína (suco clarificado).4 – USOS DO CAJUEIRO 4. Ao natural o pedúnculo é consumido fresco (inteiro cortado em rodelas. A casca do tronco é adstringente. licor. aguardente. vinho. revessa.– A madeira Cor rósea.o maturi – prepara-se guisados e fritadas apetitosos.4.– O Pendúculo Rico em vitamina C é utilizado na alimentação do homem e de animais (bagaço da indústria). 4. Com o suco fermentado (artesanalmente) fabrica-se as bebidas (mococoró e cauim).2. Processado (em ações artesanais ou industriais) produz compotas. rica em tanino. é resistente à água do mar sendo usada para fabricação de cavername de barcos.– As folhas Novas servem para curtume e sua infusão (20% de folhas) é tida como medicinal (escorbuto infantil e angina de bismuto). em massa). 15 . . 4. vinagre. doces (cristalizados. redes em linhas de pesca). que recebe bem o verniz. acompanhando feijoadas e tira-gosto de cachaça). dura. geléia.3.– A Árvore Espécie vegetal para florestamentos havendo registros do seu uso como árvore ornamental e para sombreamento. própria para o curtume.1. ainda a casca contém substância tintorial vermelho-escuro (tinge roupas. 4. caju-passa (ameixa). mel-de-caju. com pedúnculo + castanha jovem. Cortes no tronco deixam sair resina medicinal (expectorante) e de uso no preparo da cajuína a da jeropiga.

pós de fricção para indústria automotiva).Amêndoa é processada e consumida como castanha assada e salgada em coquetéis ou como tira-gosto de bebidas sofisticadas. altamente insaturado.6.– O Mesocarpo do fruto Produz a resina LCC – líquido da castanha de caju – de uso industrial (resinas fenólicas.1 – O Clima A planta exige altas temperaturas para seu desenvolvimento. mas é bastante sensível ao frio e as geadas. chocolates.4. mas nunca devem estar a velocidades acima de 7m/seg. Altitudes de até 600 m acima do nível do mar para explorações comerciais. doces. 16 . umidade relativa do ar entre 70% e 80%.5. acompanha sorvetes. A temperatura média anual deve estar em torno de 27ºC (24ºC e 28ºC) com limites entre 22ºC e 32ºC. Os ventos favorecem a polinização.– A Castanha . é de uso medicinal (propriedades anti-sépticas. pois provocam queda das flores e tombamento de plantas jovens. além de fornecer óleo. bombons. 4. umidade acima de 80% na floração/frutificação promove incidência de doenças fúngicas que reduzem a produção. Temperaturas baixas afetam negativamente a floração e a frutificação. ainda a amêndoa inteira ou quebrada ou sob forma de farinha entra no preparo de bolos. vermífugas e vesicantes). 5 – CLIMA/SOLOS PARA O CAJUEIRO 5. Chuvas requeridas entre 800 mm e 1600 mm distribuídos por 5 a 7 meses do ciclo com estação seca para floração/polinização do cajueiro.

Para armazenamento por pouco tempo usar latas fechadas e por muito tempo usar sacos de pano ou de papel. Características das sementes: devem ser retiradas de plantas sadias. com pseudofrutos grandes. solos pouco suscetíveis à erosão que permitam a mecanização. com lençol freático elevado e em solos rasos. seleciona-se ramos vigorosos e com diâmetro entre 0. areno-argilosos (argila 15-35%). Retira-se um anel de casca de 1. bem conformadas.5.0 cm de diâmetro (introduzidos em areia e vermiculita) com percentual de enraizamento variável. Após 12 meses de armazenamento não usar mais a semente. Alporquia: poda-se parcialmente a planta 4 meses antes da alporquia. são desfolhados até 50 cm abaixo da ponta. 5. pH entre 5. 17 .5 e 6. em local ventilado. Estas mudas devem ser obtidas de viveiristas idôneos e credenciados por órgãos oficiais. peso 9 a 12 g. bem drenados. vigorosas. não devem ser utilizadas para explorações comerciais. Sementes: as mudas obtidas através da semente são chamadas de "préfranco" .5. as sementes (castanhas) devem ser densas (afundarem em meio líquido). relevo plano a ligeiramente ondulado (declividade até 8%). As mudas obtidas são chamadas de "clones" e são as indicadas para formação do cajueiral comercial (pomares uniformes e produtivos). (cajueiro precoce). Enxertia: em porta-enxertos (plantas provenientes de sementes) implanta-se gemas de ramos (borbulhia) ou pedaços de ramos (garfagem) para constituir na copa produtiva do cajueiro. Obtidas as sementes devem ser colocadas em vaso com água quando se elimina as sementes que flutuarem (teste de densidade). com boa reserva de nutrientes. pesados e mal-drenados. há emissão de brotações.5 a 1.3 cm.8 e 1. altamente produtivas. (cajueiro comum) e 7 a 10 g. sem toxidez por sais solúveis. para secar ou por 5 a 6 dias à sombra. Evitar cultivo em solos compactos.2 – O Solos Devem ser profundos.5 cm de largura e aí se coloca terra com esterco (úmidos) e fixa-se com aniagem ou usa-se pó de hormônio enraizador com vermiculita.3 – A Propagação do Cajueiro/Mudas Cajueiro pode ser propagado por: Estaquia: uso de ramos com 15 cm de comprimento e 0. em seguida as castanhas são expostas ao sol por 2 dias.

x 24. planta vigorosa) para o plantio definitivo em campo. Semeia-se 1 semente por saco com a ponta para baixo (posição na planta) à uma profundidade de 3cm.. Para mudas de cajueiro anão recipientes com dimensões 20cm. (larg) x 0.água) alternadamente a cada 7 a 10 dias. para mudas pé-franco para florestamento.5 kg de superfosfato triplo e 1. por metro cúbico de substrato. de ordinário usa-se sacos de polietileno com 18 furos no terço inferior. 6 folhas verdadeiras verdes. Para plantas a serem enxertadas deverá haver ripado. Em caso de necessidade de adubação suplementar usar adubo líquido 9-6-5 (NPK) diluindo-se 40 ml do produto em 10 litros de água e aplicar 150 ml da solução por saco.Viveiro: em local ligeiramente inclinado de fácil acesso. insetos podem ser controlados por aplicações de malatiom 50 E (150ml.+2. plantas a pleno sol. com 90-100% de germinação). (espess) e para plantas para enxertia 25cm. tipo médio. e 26cm. Seis meses pós germinação a muda pé-franco estará apta (com 30-40 cm altura. x 0. Ainda para antracnose. em período seco irrigar 2 vezes/dia. pode-se usar mistura de fungicidas benomyl 50 e mancozeb 80 (1g./100l. Para controle da doença antracnose aplicar calda fungicida à base de captafol 480 (300g. Essas aplicações devem ser feitas preventivamente. Um metro cúbico de substrato é suficiente para encher 400 sacos (formato pequeno) e 134 sacos (formato grande). De ordinário deve-se preparar 20% acima do número necessário de mudas para plantio (para permitir replantios). em seguida tratadas com fungicida à base de PCNB 75 PM (dosagem 400g/100Kg de sementes). água) ou oxicloreto de cobre 50 (200-300g. após 40-45 dias da germinação. fora da sombra de qualquer árvore e longe de plantações de cajueiros. próximo à fonte de água potável. maduras. A germinação pode darse em 12 a 25 dias (sementes novas.25mm.5cm./100l. sem manchas. (alt) x 19cm. Nos primeiros 30 dias irrigar diariamente com 0. Os recipientes para mudas pé-franco devem ter as dimensões 25cm.0 kg de cloreto de potássio. esterco de curral em pó (curtido). terra superficial de mata ou barro amarelo na proporção 5:1:4 enriquecido com 2. O substrato (mistura de terra e outros) para encher os sacos pode ser composto de terra superficial arenosa. 18 . água).15mm./100l. x 37cm.5 litro de água por saco.0g/litro de água). x 35-39cm. 12 a 16 horas antes do semeio as castanhas devem ser mergulhadas em água.

No plantio com mudas abre-se espaço na cova para o torrão. os para cajueiro comum entre 5 e 6 meses. mecanicamente e de forma mista (segundo extensão da área.4 – A Formação de Pomar Preparo da área: As operações podem ser feitas manualmente. disponibilidade de mão-de-obra. corta-se saco com canivete. No plantio direto semeia-se 2 castanhas por cova a 3-6cm de profundidade calcando-se a terra com o pé para comprimir. amendoim. Consorciação: Em regiões de cerrado as culturas de soja e arroz. de água e colocar capim seco (sem sementes) ou palha em volta da muda. Espaçamento/coveamento: Para cajueiro comum de 10m x 10m até 15m x 15m (este mais próprio). coloca-se torrão no centro da cova e comprime-se a terra em volta dele. para cajueiro precoce 7m x 7m (204 plantas/ha. Covas com dimensões 30cm x 30cm x 30cm (terrenos leves) e 40cm x 40cm x 40cm (terrenos pesados). do litoral à caatinga as culturas de feijão vigna e mandioca. Cita-se ainda as lavouras de sorgo. Inicio 5.Em geral os porta-enxertos de cajueiro precoce podem ser enxertados entre 3 e 5 meses. gergelim. em dias nublados. Adubação de fundação (básica): trinta dias antes do plantio misturar 20 litros de esterco de curral em pó (bem curtido) + 500g.) ou 9m x 7m x 7m (178 plantas/ha). de cloreto de potássio à terra separada. maracujazeiro. 2 a 3 meses pós germinação desbastar deixando a planta mais vigorosa. Caso apresente-se período sem chuvas irrigar a cova duas vezes por semana com 20 litros de água. de profundidade. de superfosfato simples + 100g. Molhar a cova com 20l. Sem recomendação aplica-se o calcário na cova (fundo) cobrindo-se com um pouco de terra (na adubação básica). Em áreas já trabalhadas efetuase gradagens cruzadas aplicando-se o calcário dolomítico antes de cada (se análise de solos recomendar) a 90 dias antes do plantio incorporando-se até 20cm. Plantio: deve ser feito no início do período chuvoso. vegetação existente na área). Importante é manter distância hábil 19 . na abertura da cova separar a terra dos primeiros 10 a 15cm de altura. lançar na cova e enche-la com terra restante.

1/3 para fora). Ainda no ano de implantação aplicar. as quantidades abaixo referem-se à aplicações por planta e por vez. ramos que crescem sem produzir flores são eliminados. Tabela 02 – Adubações em cobertura do cajueiro Ano Início das chuvas UR SS KCL 2º 3º 4º (1) Fonte: EBAPA (1988) Fim das chuvas UR SS KCL 65 220 50 85 290 65 170 445 100 65 220 50 85 290 65 170 445 100 A partir do quarto ano. As podas devem ser feitas após a colheita (safra).) da linha de plantio do cajueiro à lavoura consorciada. de cloreto de potássio no "pegamento" e no final do período chuvoso. soja e amendoim. com capinas em "coroamento" em 2 a 3 operações/ano. mistura de 55g. Nas entrelinhas roçagem no período de chuvas e gradagem superficial na estação seca. 20 . com incorporação. Para pomares de cajueiro anão indica-se as lavouras de feijão. sob projeção da copa. Ramos "ladrões". a planta deve ter. 5. Adubações anuais: é feita em cobertura. no desbate (plantio direto) ou no final do período chuvoso. Desbrota: eliminação de ramos laterais baixos (nascidos abaixo das folhas cotiledonares ou abaixo do ponto de enxertia). no ano de implantação do pomar. na projeção da copa (2/3 para dentro. ramos que crescem para baixo.0m a 1. Consórcios são viáveis até o 5º ano de vida.5m. KCL: cloreto de potássio.5 – Tratos Culturais/Adubações Manter as plantas livres da concorrência de ervas daninhas. em cobertura com incorporação. pelo menos.(1. Ur: uréia. 60% de ramos que emitam flores e que dão à copa da planta formato de meia lua. Poda de manutenção e limpeza: a de manutenção visa preservar o maior número possível de ramos produtivos favoráveis aos tratos e colheita. SS: superfosfato simples. por planta e por vez. A de limpeza é feita anualmente com eliminação de ramos doentes ou secos. de uréia e 35g.

OBS: Caso haja possibilidade pode-se aplicar 10l de esterco de curral. A partir do 5º ano os adubos podem ser lançados nas entrelinhas. com leve incorporação .no início do período chuvoso. em pó. 21 .

Lepidoptera). malatiom 50 CE. Homoptera. Pulgão: Aphis gossypii. malatiom 50 CE. com/sem asas. Nascidas dos ovos as lagartinhas penetram no tecido mole em direção ao centro do galho abrindo galerias. ambos destroem as folhas (larva mais voraz) após o período de produção. malatiom 50 CE. Causam seca e queda das folhas. 1975). Lagarta saia justa: (Cicinnus sp. na face inferior as partes atacadas ficam amareladas e depois tomam cor prateada. Entre os inseticidas indicados estão produtos à base de fenitrotiom CE 50.6 – PRAGAS Broca das pontas: Anthistarcha binocularis. monocrotofos 40. secamento das inflorescências e depreciação de frutos. paratiom metil 60 E. dimetoato 50 CE. Adulto é inseto de corpo mole. com intervalos de 10 dias. ninfas. Adulto é pequena mariposa cinza. em número de seis. (Glover. 1929 Lepidoptera. larvas são lagartas verde lodo. Desfolhadores da planta: Besouro vermelho: (Crimissa sp. Coloptera). Aphididae. cor de amarelo-claro a verde-escuro. Controle: através pulverizações a serem iniciadas no começo da floração e frutificação. Thysanoptera. de comprimento. a fêmea introduz ovos dentro da folha e deles saem formas jovens. Gelechiidae. pequeno. Adulto cor geral preta ou marrom escura com 1mm. amareladas com faixa vermelha no abdome. Controle: pulverização das inflorescências com inseticidas à base de pirimicarb 500 PM. Thripidae. a fêmea põe ovos na ponta dos galhos. Controle: pulverização com jato de calda aplicado de baixo para cima com inseticidas à base de dimetoato 50 CE. Tripes: Selenothrips rubrocinctus Giard. vive em colônias numerosas que sugam intensamente as inflorescências causando secamento delas e reduzindo a produção. carbaryl 80 PM. Adultos são vermelhos. Sugam a seiva das folhas. 22 . Meyrich. 1901. O ataque resulta em folhas e inflorescencias murchas o que afeta a produção. fenitrotiom 50 CE.

de comprimento e cor escura. malatiom 50 CE. Pode alcançar 10cm. larva (lagarta) cor verde ou alaranjada ou amarela ou marrom. fenitrotiom 50 CE. Controle: lagarta saia justa pulverização com dibrom 58 CE. destroe o limbo foliar. Lagarta verde: (Eacles sp. Besouro vermelho: paratiom metil 60 E. Lepidoptera). 23 . pode desfolhar a planta. O ataque dá-se no princípio da floração prejudicando a produção por diminuição da área foliar. Outros: lagarta verde pulverizações com carbaryl 80 PM.. triclorfom 50 S. Adulto é uma mariposa com 2cm. Lepidoptera. onde empupa. (para lagartas pequenas) e Bacillus thuringiensis 25 B (0. methidathion.5 kg/ha). de comprimento. Traça das castanhas: Anacampsis sp.. monocrotophos 40 SC. Controle: pulverização dos maturis com produtos à base de fenitrotiom CE 50. Adulto mariposa amarela.Lagartas jovens ficam agrupadas nas folhas e "maduras" cada qual envolve-se em uma folha. a forma jovem é pequena lagarta rosa claro e cabeça preta que penetra pelo maturi (inserção castanha-pedúnculo) e destroe toda a amêndoa. triclorfom 50 S.

Oídio: doença causada pelo fungo Oidium anacardii. Causa. em pulverização. frutos jovens secam e caem e pedúnculos mostram lesões necróticas. 24 . Pulverização da planta com fungicidas à base de benomyl 50. também. Amplamente disseminada. mais tarde as manchas tornam-se pardas e aparece bolor negro feltroso na página inferior. Outras pragas: larva do broto terminal. Controle: efetuar poda de limpeza e pulverizações das folhas com produtos à base de oxicloreto de cobre. iniciar tratamento no aparecimento dos sintomas. rachaduras e deformações. aparece. lagarta véu de noiva (triclorfom. folhas. recobertas pela cinza. Controle: Poda de limpeza no fim do período chuvoso e antes do início de produção de folhas. mosca branca (diazinom. inicialmente. Sob ataque intenso as folhas secam prematuramente. nos ramos são lesões pardas. captafol 480. inflorescências. torna-se severa nos anos de maior intensidade de chuvas. o viveiro. oxicloreto de cobre. alongadas e deprimidas. Folhas são alvo do ataque. Controle: aplicação. revestimento ralo brancoacinzentado e pulverulento nas áreas afetadas. na floração. bronzeadas. Há ressecamento e queda da folha. notadamente. extensas. de quinometionato. pedúnculos e frutos. A doença ataca. mancozeb. O agente ataca ramos. manchas arredondadas amareladas nas folhas com pontuações negras na face superior. Mofo preto: doença por fungo Perisporiospsella anacardii.7 – DOENÇAS Antracnose: doença por fungo Glomerella cingulata. de fungicidas à base de enxofre molhável. no seu dorso. dibrom). a cada 15 dias. O cajueiro anão é particularmente sensível à doença. Plantio de variedades resistentes. fenitrotiom) cigarrinha (monocrotophos. Em seguida aparecem manchas escuras. aparecem manchas necróticas pardoavermelhadas nas folhas deformando-as. triclorfom). de dinocap.

podridão de esclerocio (plantas jovens em viveiro) podridão de raízes (viveiros). doce em massa. mancha angular da folha (viveiro).300 Kg/ha de castanha. vinagre. película da amêndoa. esta representa 10% do peso do pseudo-fruto +castanha. fenitrotiom) ácaro amarelo e ácaro das flores (enxofre). O processamento do pseudo-fruto visa obter suco com polpa em suspensão. farinha de pedúnculo. pestaloziose. O processamento do pseudo-fruto+castanha. acondicionados em caixas de 12 kg. o cajueiro precoce pode produzir 1. creme de amêndoa. licor. de clones de porte baixo. Há descastanhamento (separação dos frutos e dos pedúnculos) e estes.300 Kg a 2. No caso de colheita só para aproveitamento do fruto colhe-se de 7 em 7 dias. copa ereta e uniforme e produção concentrada. 25 . caju em calda. geléia. caju ameixa. Criconemoides). caju cristalizado. casca da castanha. cajuina.cochonilha (paratiom metil. aguardente. mancha de filosticta (folhas). a mecanizada depende fundamentalmente. As produções de castanha variam 150 a 500 kg/ha para cajueiro comum. em seguida as castanhas são secadas ao sol por dois dias a três e armazenadas à granel sobre estrados com ventilação assegurada. LCC. O processamento da castanha visa obter a amêndoa (descasque). vinho. xarope. nematoides (Xiphinema. Outras doenças: bolor verde da amêndoa. cercosporiose. A colheita de pedúnculo + fruto deve ser feita pela manhã aproveitando frutos caídos não estragados também e frutos ao alcance das mãos (nunca os fora de alcance). são enviados para processamento (indústria). Inicio 8 – COLHEITA/BENEFICIAMENTO/ARMAZENAMENTO Colheita inteiramente manual.

431 108. era responsável pela geração de 25.063 mil de exportações em 2008.063 INDICADORES 2000 2004 Área Cultivada Total (ha) Produção Total (t) Valor Total da Produção (R$ mil) Empregos Diretos Total Exportações ACC (US$ mil) 347. A participação do Ceará na Cajucultura brasileira tem evoluído nos últimos anos.000 40.002 2008 (Projeção) Fonte: Assessoria de Desenvolvimento Institucional .531 172.148 2008 (Projeção) 427.Produção (t) de Castanha de Caju no Ceará 2000-2008 180.000 2000 2001 2002 2003 2004 2006 (Projeção) 2007 (Projeção) 47.000 120.Castanha de Caju 2006 (Projeção) 388.479 366.833 141.583 91.953 2007 (Projeção) 406.152 47.000 80.983 142.531 158.737 37.033 158.983 empregos diretos.583 ha de área cultivada e US$142. Tabela 01 .181 32.519 137.737 67. Mais importante que esta posição em 2004 são as projeções para o futuro que apontam a tendência de 37.708 25. 366.394 171.063 208.051 91.000 160.128 105.535 164. fechando em 60% em 2003.100 24.295 34.000 100. após uma queda de 48% para 25% entre 1990 e 1998.9 – ESTATÍSTICAS DA CAJULCUTURA Dados da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará – SEAGRI – mostram que a Cajucultura.535 148.738 189.128 141.933 148.Indicadores da Cajucultura Cearense .000 20.000 140. em 2004.ADINS 26 .110 mil de exportações.283 37.110 Fonte: Assessoria de Desenvolvimento Institucional – ADINS SEAGRI Gráfico 01 .935 102.002 183.000 60.063 empregos diretos e US$208.

2 4.1 22.8 363.2 547.2 699.8 11.8 19.9 102.2 Produção Área colhida 1990 107.4 14.1 201.5 18.3 1.4 5.5 23.3 215.1 75.7 3.3 114.6 6.2 267.7 25.7 4.6 47.9 106.2 106.2 19.1 13.4 612.9 342.6 147.1 6.1 5.9 127.7 22.7 18.7 3.9 68.1 83.0 10.3 143.4 673.2 24.0 4.1 13.3 36.0 2003 178.6 4.1990 a 2002) e Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA .8 1991 186.5 16.1 1.9 1996 167.7 154.8 15.4 327.6 651.7 116. área e rendimento médio: IBGE – Produção Agrícola Municipal (PAM .1 25.8 6.1 621.8 4.2 13.2 324.9 0.2 80.1 638.9 167.1 264.6 2002 164.1 10.5 45.7 21.6 1995 185.5 113.4 32.7 582. 27 .4 212.5 19.2 56.7 2000 138.9 295.4 5.4 Ano Ceará Rendimento médio Área (kg/ha) Produção colhida 184.9 5.7 128.8 43.3 0.0 644.7 141.1 130.4 10.4 264.3 18.1 32.9 194.1 40.6 3.1 1994 149.9 16.1 726.5 213.2 2001 124.1 48.7 29. área colhida e rendimento médio – 1990 a 2003 Mil toneladas e mil hectares Brasil Rio Grande do Norte Produção 23.2 33.0 3.4 87.5 665.2 67.0 3.0 112.8 5.2 19.3 4.8 Fonte: Produção.6 Área colhida Produção Produção Área colhida Piauí Bahia Área colhida 1.4 582.4 26.5 20.9 16.6 1992 108.4 18.6 305.5 155.7 142.3 247.1 12.1 320.7 347.2 116.3 47.7 10.7 117.5 1993 77.5 21.5 6.4 0.0 695.7 110.9 233.7 109.2 1998 54.9 332.3 5.8 15.12/2003).1 17.3 92.3 18.2 220.8 4.7 326.3 30.4 362.5 18.5 106.1 99.0 299.9 26.Brasil: Castanha de Caju – produção.9 99.8 128.1 4.7 52.8 26.0 4.2 33.2 77.7 Área colhida 13.7 1997 125.4 1999 145.8 680.2 327.1 5.0 192.8 107.7 4.1 191.9 13.7 288.1 237.9 30.5 317.5 Maiores Estados Produtores Maranhão Produção 2.

7 77.9 45.0 75.9 83.2 Ceará 50.5 178.2 124.1 67.0 150.8 Brasil 100.0 108.0 - 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 28 .0 107.4 48.5 54.9 185.6 125.4 200.1 167.1 13.7 80.0 149.2 22.0 52.Produção de Castanha de Caju 1999 – 2003 Mil toneladas e mil hectares 186.1 47.4 138.4 68.7 102.4 107.2 77.2 164.8 145.

67% 41.09% 40% 25.67% 60% 48.51%40.44% 29.65% 34.81% 45.43% 70% 54.Representação Ceará/Brasil na Produção de Castanha de Caju 1999 – 2003 100% 90% 80% 62.75% 53.23% 30% 20% 10% 0% 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 1990 1991 29 .83% 50% 38.02% 49.25%60.52% 43.

segundo o IBGE. o que deve nortear as ações do SEBRAE para o setor. Excluindo-se o Centro Sul e o Sertão Central como regiões de baixa densidade de área cultivada vê-se que a Cajucultura se expalha no restante do estado. as vezes de forma menos concentrada. as vezes de forma mais intensa. 30 .10 – ÁREA PLANTADA DE CAJUEIRO NO ESTADO DO CEARÁ O mapa acima evidencia as áreas do Estado do Ceará de acordo com a extensão cultivada.

produtividade.O PROGRAMA DE CAJUCULTURA DO SEBRAE NO CEARÁ O Sebrae e seus parceiros estão destinando à iniciativa um investimento social de cerca de R$ 2. melhoria da qualidade e competitividade dos produtos e derivados do caju. no sentido de melhorar as condições sócio-econômicas das populações assistidas e integrar os diversos atores envolvidos no agronegócio caju do Ceará. • •Fomentar a cultura da cooperação entre os diversos integrantes da cadeia do caju com visão para o associativismo empresarial. promovendo a qualificação e a capacitação de recursos humanos.3 milhões somente no Ceará. O presente projeto que deverá ser implantado em 10 municípios integrantes dos principais pólos da cajucultura cearense. usando mudas enxertadas e técnicas avançadas de produção. estimulando o aumento da produção e da produtividade dos setores agrícola e industrial.11 . A expectativa é envolver mais de duas mil famílias e promover o aumento da renda. desenvolvendo estratégias junto às instituições públicas e privadas. 31 . 11. estaduais e municipais. através de ações de fomento e de inovação tecnológica. •Incentivar a expansão da área de cajueiro anão precoce.1 – Objetivo Geral Fortalecer a cadeia produtiva do caju implementando ações direcionadas para o aumento da produção. 11. apoiando a atividade de difusão e transferência de tecnologia. busca contribuir para a melhoria da cadeia produtiva do caju. visando elevar a rentabilidade da cultura. melhorando a qualidade dos produtos e derivados do caju.2 – Objetivo Específico • •Transferir inovações tecnológicas aos produtores de caju. • • •Incentivar o uso da técnica de substituição de copa. • •Incentivar o uso da tecnologia mínima nos pomares de cajueiro comum de baixa produtividade.

Produtores Rurais ligados à Módulos Agroindustriais de Beneficiamento do Pedúnculo de Caju. em articulação com os agentes financeiros. • •Promover ações direcionadas para a organização da produção. O produtor selecionado deve ainda atender a um dos seguintes requisitos: • Contar com área pré-existente mínima de 15 ha de cajueiro comum.3 . dias de campo e seminários de sensibilização de comunidades de produtores.Público-Alvo Produtores Rurais ligados às Mini Fábricas de Beneficiamento de Castanha de Caju. associativismo e gestão do agronegócio. embrião de futuras associações. com vistas à obtenção do selo de certificação PIC. também. 32 . Deve. já existentes. cujas áreas estejam localizadas nos pólos da cajucultura cearense. O projeto está direcionado para os pequenos e médios produtores. 11.• •Incentivar produtores a aderirem à Produção Integrada de Caju – PIC. selecionados nos 10 (dez) municípios integrantes dos Núcleos. manifestar interesse e ser receptivo à adoção de inovações tecnológicas. • •Contribuir para viabilizar o crédito rural nos diversos segmentos da cadeia produtiva do agronegócio caju. Produtores Rurais ligados à Novas Unidades de Beneficiamento de Castanha e/ou Pedúnculo de Caju. cooperativas. empresas rurais e sindicatos rurais. • •Incentivar o uso de técnicas de manejo da cultura e de boas práticas de colheita e pós-colheita com vista à melhoria da qualidade e obtenção de preços diferenciados para os produtos do caju. estar apto a adotar tecnologia mínima e. Os produtores serão organizados em núcleos integrados de produção. • •Promover a capacitação de técnicos e produtores. através de cursos de curta duração. Produtores Rurais ligados à Centrais de seleção e classificação de Amêndoas de Caju. excursões técnicas.

Horizonte 5.Chorozinho 4.Cascavel 3. 11.Ocara Núcleo Bela Cruz 1 – Marco 2 – Bela Cruz 3 .Acaraú 4 .Morrinhos 5 – Cruz 33 .• incorporar. a seguir discriminados: Núcleo Beberibe 1. simultaneamente.Municípios atendidos As ações do projeto serão implantadas em municípios integrantes dos 04 (quatro) núcleos da cajucultura.Beberibe 2. ou implantar/expandir uma área mínima de 05 ha com cajueiro anão precoce enxertado. 05 ha de cajueiro anão precoce enxertado/substituição de copa.4 .

Baixa produtividade decorrente da heterogeneidade do material genético usado no plantio e do inadequado manejo dos pomares.12– DESAFIOS DA CAJUCULTURA CEARENSE A cadeia produtiva do caju depara-se. a saber: SETOR PRIMÁRIO Crescimento das áreas plantadas e melhoria tecnológica. atualmente desfavorável à base agrícola da cadeia produtiva. Remuneração diferenciada da produção (preços). Incremento na produção e na produtividade. a saber: . Um choque de preços e de competitividade. com o uso da tecnologia Baixos preços da castanha e reduzido valor bruto da produção. uma mudança radical nos seus diversos elos. Resistência do produtor em modernizar a atividade. de modo que o produtor venha a buscar tecnologia para produzir competitivamente. disponível. mediante a expansão do cultivo do cajueiro anão precoce enxertado. substituição de copa em cajueiros improdutivos e/ou fora dos padrões e o uso de tecnologia mínima nos pomares de cajueiro comum. em toda a cadeia da cajucultura. principalmente com vistas à obtenção de maiores rendimentos industriais. face o grande número de intermediários. Necessidade de melhorar a qualidade dos produtos do caju (castanha. Reduzido aproveitamento do pedúnculo. pedúnculo e derivados). Ajuste na política de preços e comercialização da castanha-de-caju. trará. 34 . com foco na produtividade e na qualidade. como efeito. com obstáculos que necessitam ser superados e ultrapassados. pois.

35 . Aperfeiçoamento dos processos industriais com vistas à redução de custos e obtenção de maior percentual de amêndoas inteiras de melhor qualidade. Caju (PIF-CAJU). SETOR INDUSTRIAL Consolidação dos atuais mercados e conquista de novos mercados. para Ampliação dos produtos com selo de Certificação de Produção Integrada do atendimento das exigências e dos padrões do mercado norteador de preços. pedúnculo e derivados.- Melhoria na qualidade da castanha. Superação do atual estágio de exportação de produtos semi-elaborados.

projeto. Promover reuniões de avaliação juntamente com os parceiros envolvidos. Apoiar financeiramente parte das despesas previstas no projeto. selecionar e organizar os produtores rurais em cada núcleo. direcionadas para às micro e pequenas empresas integrantes da cadeia produtivas do caju. para os participantes do Registrar as informações de interesse do projeto. trimestralmente. Elaborar propostas de financiamento de projetos produtivos e alocação de Emitir relatório físico e qualitativo. . FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO ESTADO DO CEARÁ . recursos financeiros ao projeto. Realizar a capacitação dos produtores rurais em gestão. • • • • Apoiar e participar da capacitação dos técnicos e produtores rurais. caju interessados em participar do projeto. Mobilizar. Participar das reuniões de sensibilização e negociação de parcerias. receitas e custos e associativismo. na sede da FAEC. Participar das reuniões de sensibilização e negociação de parcerias. organização e seleção dos produtores de Viabilizar as consultorias tecnológicas. 36 técnica e difusão e transferência de tecnologia.1 . administração. parte das despesas previstas. Participar e acompanhar as ações de capacitação. Acompanhar a execução das atividades do projeto. conforme Plano de Trabalho. assistência Estruturar a Unidade Operacional Técnica.13 – ENTIDADES PARCEIRAS 13.Com Participação Financeira SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS – SEBRAE/CE: • • • • • Coordenar as ações do projeto. fomento.FAEC • • • • • • • • Executar o projeto e apoiar financeiramente. Apoiar e participar da mobilização.

Mobilizar as indústrias de beneficiamento de castanha e processamento de pedúnculo. Apoiar e participar da capacitação dos técnicos e produtores rurais. avaliação. SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL – ADM. Supervisionar as ações do projeto. Participar da articulação de ações de interesse do projeto.FIEC: • • • • • Apoiar financeiramente parte das despesas previstas no projeto. conforme plano de trabalho. Apoiar ações relacionadas ao processo de comercialização da castanha-de- 37 . Coordenar e supervisionar as atividades dos engenheiros agrônomos e Avaliar o projeto com os demais parceiros. Participar das reuniões de avaliação. • caju. integrantes das equipes sediadas nos Núcleos. • Participar das reuniões de avaliação. de modo a garantir a compra de produtos de qualidade. proveniente dos beneficiários do projeto.• • • • Promover reuniões periódicas e sistemáticas de acompanhamento e Aplicar os recursos recebidos dos parceiros. técnicos agrícolas. projeto. FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO CEARÁ . Apoiar financeiramente parte das despesas previstas no projeto. Participar das reuniões de sensibilização e negociação de parcerias. Participar das reuniões de sensibilização e negociação de parcerias. REGIONAL DO CEARÁ–SENAR-AR/CE: • • • • • • Realizar a seleção e a capacitação dos técnicos e dos produtores rurais do Executar as consultorias tecnológicas.

organização e seleção dos produtores de Apoiar financeiramente parte das despesas previstas no projeto. Realizar a capacitação dos técnicos e dos produtores através de cursos em caju interessados em participar do projeto. incluindo processamento do pedúnculo. organização e seleção dos produtores de Elaborar e acompanhar junto às instituições financeiras. nos 04 (quatro) Núcleos do projeto. associativismo. Participar e apoiar ações de capacitação e difusão e transferência de tecnologias. qualidade dos produtos e derivados do caju. Apoiar as atividades de extensão rural do projeto. • • Elaborar os cadernos tecnológicos.ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DO CEARÁ . 38 . SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DO CEARÁ – SECITECE / INSTITUTO CENTEC: • • Apoiar e participar da articulação de ações de interesse do projeto. projetos de Participar das reuniões de avaliação. 13. caju interessados em participar do projeto. Participar das reuniões de avaliação.EMATERCE: • • • • • Apoiar e participar da articulação de ações de interesse do projeto. investimentos e de custeio do agronegócio do caju.2 . Apoiar e participar da mobilização.OCEC: • • • Apoiar e participar da mobilização.Com Apoio Institucional SECRETARIA DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO ESTADO DO CEARÁ SEAGRI / EMPRESA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL DO ESTADO DO CEARÁ . direcionadas para as áreas de sistemas de produção.

• Participar da capacitação das equipes técnicas. • • Participar das reuniões de acompanhamento e de avaliação do projeto. Participar da articulação de ações de interesse do projeto. • • • Participar das reuniões de acompanhamento e de avaliação do projeto.PREFEITURAS MUNICIPAIS: • • • • Acompanhar a implantação e a execução das atividades previstas no Disponibilizar espaço físico e condições administrativas para estruturação Apoiar e participar da mobilização. Colaborar com a FAEC/SENAR na seleção e organização dos produtores ASSOCIAÇÃO DOS CAJUCULTORES DO ESTADO DO CEARÁ . Colaborar com a FAEC/SENAR na seleção e organização dos produtores 39 . das equipes do projeto. SINDICATOS RURAIS: • rurais.ASCAJU: • rurais. Realizar consultorias tecnológicas junto aos produtores rurais do projeto. colheita e pós – colheita. através de consultorias técnicas e de cursos de extensão tecnológica. PIF-Caju e processamento/beneficiamento dos produtos do caju. envolvidos no projeto. EMPRESA • AGROINDÚSTRIA TROPICAL: Disponibilizar inovações tecnológicas nas áreas de produção. Participar da articulação de ações de interesse do projeto. organização e seleção dos produtores Participar das reuniões de avaliação. manejo. BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA EMBRAPA projeto.

bem como para a comercialização dos produtos do caju.BANCO DO BRASIL.BB e BANCO DO NORDESTE DO BRASIL. das excursões técnicas e dos cadernos tecnológicos do projeto. 40 .BNB • • Disponibilizar recursos financeiros para investimento e custeio do agronegócio caju. Participar da divulgação das ações.

Reuniões gerais. através da geração de ocupação e renda. Capacitação através do repasse dos conteúdos dos seguintes Programas: Gestão pela Qualidade Total e IPGNA. Produtores Rurais ligados à Centrais de seleção e classificação de Amêndoas de Caju. para melhoria do Produto Final.Integrar dos Elos da Cadeia Produtiva do Caju e das Comunidades participantes do Programa. fundamentada na cultura da cooperação e conceitos do associativismo/cooperativismo. 4 . Realização de Pesquisa e Diagnóstico Setorial. Produtores Rurais ligados à Módulos Agroindustriais de Beneficiamento do Pedúnculo de Caju. Resultado Revitalização e /ou Implantação de 41 .14 – FICHA TÉCNICA DOS PROJETOS Mini Fabricas de Beneficiamento de Castanha de Caju Público Alvo Produtores Rurais ligados às Mini Fábricas de Beneficiamento de Castanha de Caju.Viabilizar maior Acesso aos Mercados. Forma de Superação Capacitação em Sistemas Gerenciais através do Saber Empreender. Padrão de Organização Grupo Objetivo Geral Inclusão social pela via do empreendedorismo. periódicas de acompanhamento e avaliação.Ocupação de Mão de Obra Ociosa. Resultados Finalísticos Indicador 1 . Liderar e Redes Associativas. Produtores Rurais ligados à Novas Unidades de Beneficiamento de Castanha e/ou Pedúnculo de Caju. 3 . já existentes. com foco em elos da Cadeia do Caju.Estimular a Cultura Empreendedora e Associativa/Cooperativista.Implantar Sistemas de Gestão com foco na Qualidade Total e otimização de Custos de Produção. Apoiar a participação de representantes das Mini Fábricas em eventos para realização de negócios. 2 . Desafios Título 1 .

. tabular e consolidar dados coletados junto às comunidades de Produtores Rurais. 42 .Unidades de Beneficiamento de Castanha e Pedúnculo de Caju em 50% de comunidades com potencial para a atividade. Ações Ação 1 . etc.Apoiar a participação em Feiras e Eventos. até 31/12/2007. 3 . Repassar conteúdo dos produtos do SEBRAE e PARCEIROS aos produtores rurais mediante treinamentos e consultorias. Viabilizar a participação dos Produtores Rurais em feiras / eventos. 2 . 4 . 99 . 5 .Análise e avaliação de resultados Aplicação de questionários para coleta das ações e atividades implantadas pelo de informações comparativas. rodadas de negócios. até 31/12/2007.Incluídas para o processo de orçamentação. Aumentar em 25% a Renda Média dos Produtores Rurais ligados às associações/cooperativas de beneficiamento de castanha e pedúnculo de caju. Elaborar Pesquisa. através de cursos específicos e consultorias especializadas.Capacitação Gerencial. SEBRAE e PARCEIROS.. Capacitação Tecnológica dos integrantes das comunidades beneficiadas.Capacitação Tecnológica. Maior exigência por produtos com melhor qualidade.Diagnóstico Setorial.. Abertura de novos mercados e necessidade de produção em maior escala. 2 . 6 . Descrição Preenchimento de formulários para coleta de dados pessoais e institucionais. Maior Outras Ações .Renda Média do público beneficiado.Cadastrar as comunidades rurais produtoras de castanha de caju com potencial para desenvolvimento. Motivação Maior potencial organizacional e produtivo dos Produtores Rurais e Comunidades integrantes do programa.Outras ações do Siorc.

2004.Livraria Nobel S/A .gov.São Paulo -SP Secretaria de Comércio Exterior – SECEX.ce.br/ 43 .scielo.tche.Fruticultura Brasileira .br www.br/scielo.embrapa.ufpel. www.br www.php www.receptidade dos beneficiários do programa e aceitação dos atuais parceiros em continuar o apoio a essas comunidades.cnpmf. BIBLIOGRADIA PIMENTEL GOMES .seagri.

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