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Exmo. Sr. Dr.

Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Agravo de Instrumento 0233357-07.2011.9.26.0000 Relator: Des. Flávio Abramovici Comarca de São Paulo, 2a Câmara de Direito Privado Adnan Ibrahim Abdul Hadi, por seu procurador infra-assinado, nos autos da Ação Ordinária processo 004.01.004773-9, Agravo de Instrumento 0233357-07.20 11.9.26.0000, Embargos de Declaração 0233357-07.2011.8.26.0000/50000, em face de Emp Empreendimentos Imobiliários Limitada, irresignado, data venia, com o acórdão de fls. 265 a 267, e ainda contra o venerando Acórdão que rejeitou os Embargos de Declaração de fls. 276 e 277 vem, respeitosamente, interpor o presente RECURSO ESPECIAL para o egrégio SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, ante as seguintes e fundamentadas razões. Requer, pois, admitido e processado o tempestivo recurso, se dig ne V. Exa. determinar a remessa dos autos ao Tribunal ad quem, a fim de que nova decisão seja proferida. Nestes termos, pede deferimento. São Paulo, 26 de abril de 2012 Adauto Vilas Boas Conde OAB SP 160061

RECORRENTE: Adnan Ibrahim Abdul Hadi

RECORRIDO: Emp Empreendimentos Imobiliários Limitada

Razões de Recorrente Egrégio Superior Tribunal de Justiça Colenda Turma

Eméritos Ministros

DATA MAXIMA VENIA, merece reforma o Acórdão prolatado pela 2a Câmara d e Direito Privado no Agravo de Instrumento 0233357-07.2011.9.26.0000, Embargos d e Declaração 0233357-07.2011.8.26.0000/50000, do Tribunal de Justiça do Estado de São Pa ulo, da lavra do Desembargador Flávio Abramovici, que rejeitou os Embargos de Decl aração interpostos pelo ora Recorrente, objetivando, que fosse sanada omissão do Acórdão e m questão, sendo que esse laborou em erro, quando em seu voto no Agravo interposto pela ora Recorrida deu provimento ao Agravo e rejeitados os embargos, sendo seg uido pelos demais componentes da Câmara, que contrariou lei federal e deu interpre tação divergente à mesma. DOS PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS E INTRÍNSECOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL 6 da Lei Embargos em vista tra o v. O presente recurso é tempestivo, considerando o disposto no art. 2 n.º 8.038/90, haja vista o constante no art. 538 do CPC, que dispõe que os de Declaração interrompem o prazo para interposição de outros recursos e tendo que a ora Recorrente, interpôs, tempestivamente, Embargos Declaratórios con Acórdão, consoante permissivo do art. 536 do CPC.

O recorrente é beneficiário da Justiça Gratuita, pelo que pede sejam c oncedidos os benefícios da Justiça Gratuita neste recurso, juntando atestado de pobr eza. A interposição do presente recurso subsume-se à observância dos requisit os exigidos pela Lei Processual Civil. O provimento ao agravo ora recorrido ofendeu o artigo 467 do Códig o de Processo Civil: "Denomina-se coisa julgada material a eficácia, que torna imu tável e indiscutível a sentença, não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário." Cabível é o presente recurso, fundamentado no art. 105, inc. III, le tras "a" e "c" da Constituição Federal, face à contrariedade e negativa de vigência de l ei federal, haja vista que a causa em tela foi decidida em última instância por Trib unal Estadual. É oportuno expor que quanto à extensão do juízo de admissibilidade, assi m se pronuncia NELSON LUIZ PINTO (in, Recurso Especial para o Superior Tribunal de Justiça. SP: Malheiros, 1992, p. 165): " Não tem, pois o Presidente do Tribunal a quo, competência para apreciar se a decisão recorrida violou, efetivamente ou não, Lei Federal ou tratado. Assim, o seu juízo d e admissibilidade se deve limitar, neste caso, à análise dos aspectos formais e da p lausibilidade ou razoabilidade da alegação de ofensa à Lei Federal, sem, entretanto, a dentrar ou adiantar qualquer apreciação de seu mérito".

DA EXPOSIÇÃO DOS FATOS E DO DIREITO A aquisição da casa própria Em 18 de outubro de 1994 o recorrente prometeu comprar à recorrida dois apartamentos contíguos com entrada de R$ 17.348,58 e 99 pagamentos de 1.308,

58. A inadimplência Pouco durou o sonho da casa própria, problema grave de doença em famíl ia forçou o recorrente a interromper o pagamento das prestações avençadas, já havia pago a quase totalidade do preço quando o mal os abateu. Valor pago até inadimplência de 128% da avaliação. Segundo a própria recorrida, o recorrente até o momento da inadimplênc ia havia pago (fls.129 dos autos) R$ 136.997,95 ou seja 92,75% do preço avençado e 1 28% da avaliaçã (fls. 283) Ajuizamento da ação Aos 9 de fevereiro de 2001 os recorridos ajuizaram Ação de Rescisão Co ntratual c/c Perdas e Danos e Reintegração de Posse. A sentença Aos 15 de abril de 2002, foi exarada a respeitável sentença: "Ante o exposto, julgo procedente em parte o pedido e declaro rescindido o compr omisso de compra e venda (fls.19/25) firmado entre as partes e determino a reint egração do autor na posse dos apartamentos nos 21 e 22 do Edifício Priscila, Rua Portão Preto, no 164, São Paulo, SP, mediante a devolução dos valores pagos, menos a indenização por ocupação na base de 1% (hum por cento) do valor de mercado do imóel, a ser apurado em liquidação de sentença. Diante da sucumbência parcial, cada parte arcará com metade da s custa processuais e com os honorários de seu respectivos patronos" Um por cento do valor do imóvel A sentença, determinando a indenização de 1% do valor do imóvel, atingiu a função do Estado em promover Justiça, já que o recorrido havia pago 128% da avaliação e 9 2,75% do preço avençado. Juízo determina reintegração de posse A meritíssima Juiza que assumiu o processo determinou a reintegração d a posse. Agravo interposto à época pelo ora recorrente Em 14 de junho de 2004 o ora recorrente interpôs Agravo de Instrum ento 359.326-4/6-00, 10a Câmara de Direito Privado, pleiteando que a reintegração some nte se verificasse após o recebimento pelos então agravantes dos valores estipulados na sentença, determinando o acõrdão que "Nas circunstância, a existência ou não de saldo favorável aos adquirente-agravantes dev e ser solucionada previamente, haja vista o comando da sentença, que condiciona a transferência da posse à devolução respectiva, se for o caso." dando assim provimento parcial ao agravo. Homologação do cálculo Ás fls. 414 foram homologados os cálculos que determinada que a devo lução deveria descontar 1% do valor do imóvel.

que conheçam o presente Recurso reconhecendo a ofensa à coisa julgada. agravo de instrumento 359. Exa s. esperando que seja conhecido e provido o presente Recurso para os fins de ser anulado o julgamento que rejeitou os Embargos de Declaração. com o desconto na devolução d os valores pagos de 1% do valor do imóvel.. 26 de abril de 2012 Adauto Vilas Boas Conde OAB SP 160061 DECLARAÇÃO Eu. em ofensa à co isa julgada. para o fim de garantir a aplicação do direito positivo na sua exatidão. para que outra dec isão seja prolatada com o esclarecimento da omissão. A recorrente embargou o acõrdão em razão de que "Afrontando fato já deci dido por este mesmo tribunal. a ora Agravante tirou novo Agravo com a mesma causa julgar do anter ior" Rejeição do embargo Sem a análise do pedido da recorrente o embargo foi rejeitado. e. invocando os doutos suplementos dos CULTOS JULGA DORES. São Paulo. Do pedido Ante o exposto.Recorrida não se opõe ao cálculo homologado. . por ser da mais cristalina . ou se assim não entenderem V. Agravo da ora recorrida sob o mesmo tema já discutido e decidido em agravo da ora recorrente A recorrida agravou a execução que em sua decisão contrariou descisão an teriormente proferida pelo mesmo tribunal. responsabilizando-me integralmente pe lo conteúdo da presente declaração. reform ando o Acórdão recorrido. Adnan Ibrahim Abdul Hadi declaro que não posso arcar com as custas deste proce sso sem o sacrifício próprio e de minha família. imperiosa e lídima. ou seja.4/6-00. o respeito pela lei federal citada. Embargos propostos pela ora recorrente. com o provimento do present e Recurso nos termos do requerido nas presentes Razões. A recorrida não se opôs em tempo hábil à homologação do cálculo que determino que da devolução seria descontado 1% do valor imóvel.326. São Paulo. dando se prosseguimento aos autos. concordando dessa forma com a h omologação.

DECLARAÇÃO Eu. São Paulo.DECLARAÇÃO Eu. Adnan Ibrahim Abdul Hadi declaro que não posso arcar com as custas deste proce sso sem o sacrifício próprio e de minha família. responsabilizando-me integralmente pe lo conteúdo da presente declaração. Adnan Ibrahim Abdul Hadi declaro que não posso arcar com as custas deste proce sso sem o sacrifício próprio e de minha família. São Paulo. responsabilizando-me integralmente pe lo conteúdo da presente declaração. DECLARAÇÃO Eu. Adnan Ibrahim Abdul Hadi declaro que não posso arcar com as custas deste proce sso sem o sacrifício próprio e de minha família. São Paulo. . responsabilizando-me integralmente pe lo conteúdo da presente declaração.

0000. admitido e processado o tempestivo recurso.20 11.8.2011. deter minar a remessa dos autos ao Tribunal ad quem. 265 a 267.EXMO. SR.26. DR. ante as seguintes e fundamentadas razões. pois. respeitosa mente.004773-9. Requer. por seu procurador infra-assinado.9.01. 10 de julho de 2007. alínea d da Constituição Federal. em face de Emp Empreendimentos Imobiliários Limitada.26. 2a Câmara de Direito Privado Adman Ibrahim Abdul Hadi. com fundamento no permissivo contido no artigo 102. irresignado.0000/50000. nos autos da Ação Ordinária processo 004. e com o acórdão nos Embargos de Declaração de fls. RECORRENTE: UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU RECORRIDOS: ÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇ ORIGEM: 3ª CÂMARA CÍVEL . se digne V. interpor o presente RECURSO EXTRAORDINÁRIO para o excelso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Embargos de Declaração 0233357-07. data venia.0000 Relator: Des. pede deferimento. Flávio Abramovici Comarca de São Paulo. inciso III.26.TJMG RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COLENDA TURMA JULGADORA: INSIGNES MINISTROS. 276 e 277 vem. Nestes termos.2011. Agravo de Instrumento 0233357-07. Belo Horizonte MG. Exa.9. AAAAAAAAAAAAAAAA OAB/MG QQQQ EXCELSO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PELO RECORRENTE Em que pese a cultura e o notório saber jurídico dos ilustres componentes da 3ª Câmara Cív . com o acórdão de fls. DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agavo de Instrumento 0233357-07. a fim de que nova decisão seja prof erida.

O juízo de primeiro grau julgou procedente o pedido para declarar competente para exigir o ISSQN o Município de Itabira. em razão do disposto na alínea d do inciso III. impõe-se a reforma do v. Acórdão re corrido. que dispõe sobre conflito de competência em matéria tributária. cabendo-lhe: III . pela LC nº 116/2003. o artigo 102.julgar. vez que a legislação belo horizo ntina está de acordo com o estabelecido no artigo 3º da Lei complementar nº 116/2003. após a emenda 45/2004. ora Recorrente. interpôs embargos de declaração contra o acórdão proferido pelo Egrégio Tribunal de Justiça que declarou competente o Município de Itabira competente para exigir da demandante o ISSQN. mediante recurso extraordinário. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. do art. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. ambos se declararam competentes para exigir o ISSQN sobre os serviços prestados pela autor a. pré-que stionando a matéria. se pronunciasse a respeito do confronto da norma do Município d e Itabira (artigo 49-A da lei 3404/97). pelas razões de fato e de direito aduzidas a seguir. decisão que foi confirmada pelo Tribunal a qu o. inciso III pa ssou a ter a seguinte redação: Art. que foram proferidos com base no decreto-lei 406/68.01 da Lista an exa à LC 116/2003. afim de que o mesmo. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. No entanto. entr etanto. tendo ambos em sua fundamentação utilizado precedentes do Colendo Superior Tribun al de Justiça. precipuamente. EXPOSIÇÃO DO FATO E DO DIREITO ÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇ ajuizou a presente ação de consignação em pagamento em razão de tanto o UUUUUUUUU estarem lhe cobrando ISSQN por prestação de serviços listado no item 14. Sustenta que seu estabelecimento é localizado no Município de Belo Horizonte. .el do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. 102. a guarda da Consti tuição. as causas decididas em única ou última instância. Diz que em consulta administrativa feita aos Municípios da presente lide. Compete ao Supremo Tribunal Federal. com base no artigo 49-A da lei municipal nº 3404/97 o Município Itabira passou a exigir dos tomadores de serviços localizados em seu território a retenção e rec olhimento do ISSQN incidente sobre o serviço prestado. O município de Belo Horizonte. e que por isso recolhia o tributo em questão nesta capital. revogado. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição. que determina a retenção do ISSQN na fonte s obre os serviços prestados em seu território. e o artigo 3º e 4º da LC nº 116/2003. Eis o motivo do presente Recurso Extraordinário. nos termos do comando estampado no inciso I do artigo 146 da CF. 102 da Carta da República. mas os emba rgos foram rejeitados. PRELIMINARMENTE DO CABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nos termos da Constituição Federal.

despertando interesse público. uma vez que se choca c om a clareza do preceito do Dec. (alínea "d" do inciso III. Caso haja norma de outro Município disciplinando de forma diferente a questão. as causas decididas em única ou última instância. Uma causa é provida de repercussão geral quando há interesse geral pelo seu desfecho. interesse público e não somente dos envolvidos naquele litígio. DA REPERCUSSÃO GERAL Preliminarmente. 11. os antigos julgados do STJ perdem em muito sua valia. posto que quem é c ompetente para dizer o direito no presente caso é o Supremo Tribunal Federal. bem como do arti go 4 da lei nº 8275/2003 do Município de Belo Horizonte. o ora Recorrente vem demonstrar que a questão discutida no s autos possui repercussão geral apta a ensejar a admissibilidade do apelo extraor dinário por este colendo Supremo Tribunal Federal. porque. face o que competirá ao STF soluciona r o impasse afeto à constitucionalidade do preceito". com comprometimento da segurança e estabilid . No entanto. Destarte. Com relação à abrangência da repercussão geral. de outro lado ofende o princípio da legalidade. mediante recurso extraordi nário. como se sustentou acima. do a rtigo 102 da CF). aquilo que terá o sentido de relevância e que trancensde o interesse subjetivo das partes na solução da questão. Numa única palavra. como é o cas o do presente Recurso Extraordinário. e m especial o artigo 49-A da lei 3404/97. No momento em que o julgamento daquele recurso deixar de afetar apenas as partes do processo. de 19 de dezembro de 2006. cabe trazermos o entendimento de autores d e renomada sobre o significado da referida expressão. tem aquela causa repercussão geral. há a legislação federal determinando que. o Supremo Tribunal Federal julgará mediante Re curso Extraordinário de quem será a competência exacional. A legislação de Belo Horizonte está de acordo com a referida norma complementar. Assim. Antes de tudo pode se inferi r que tem repercussão geral aquilo que tem transcedência. A últi ma palavra será da Excelcia Corte. atendendo aos preceitos legais instituídos pela Lei nº. quando houver transcendência Antônio Álvares da Silva . harmonizando com o princípio da autonomia municipal (competência para a exigibilidade de seus próprios impostos).Assim. quando a decisão recorrida julgar válida lei local contestada em face de lei federal. julgou válida esta norma local em detrime nto do artigo 3º e artigo 4º da Lei complementar federal nº 116/2003. mas também uma gama de pessoas fora dele.-lei 406/68. nos traz as seguintes lições: Transcendência jurídica é "o desrespeito patente aos direitos humanos fundamentais ou aos interesses coletivos indisponíveis. a competência para exigir o ISSQN é do Município onde se localiza o estabeleci mento prestador de serviço. afora as 22 exceções do artigo 3º da LC nº 1 6/2003. que escreveu sobre a Transcendência no Processo do Trabalho . José Eduardo Soares Melo coloca bem a questão: " A jurisprudência firmada prlo STJ incorre em antinomia constitucional. o Egrégio Tribunal mineiro ao julgar válida a legislação do Município de Itabira.418. ou seja. com a Emenda Constitucional nº 45/2004 o Supr emo Tribunal Federal recebeu a competência para julgar. s e de um lado prestigia o princípio da territorialidade da tributação.

8%). definir se o município competente para ex igir o ISSQN é aquele onde o exercício é efetivamente prestado ou onde se localiza o e stabelecimento prestador do serviço é matéria que merece uma decisão definitiva do Supre mo Tribunal Federal. a competência tributária. uma ve z que versam sobre relações jurídicas de trato sucessivo semelhantes.104). Neste diapasão. Entre os processos de recurs o extraordinário. A transcendência econômica é "a ressonância de vulto da causa em relação a entidade de direi to público ou economia mista. por se tratar de matéria.]". homogêneas. . política e econômica . 2005. em regra. por exemplo.ade das relações jurídicas. bem como a organização das finanças do Município para manter os serviços públicos essenciais que mantém e presta.8%). se subsistisse. a definição de qual o Município será o competente p ra exigir o ISSQN. e Luiz Rodrigues Wambier. e numerosas. com o é o caso.. toda questão envolvendo direito tributário. o sistema fina nceiro da habitação ou a privatização de serviços públicos essenciais. repetitiva onde a lide é sempre a mesma. (Breves comentários à a sistemática processual civil. os quais pedimos vênia para novamente transcrever: (i) repercussão geral jurídica: a definição da noção de um instituto básico do nosso direito. A transcendência social é "a existência de situação extraordinária de discriminação. corraboraremos com a fiança de Fredie Didier Júnior os não menos brilhan tes ensinamentos de José Miguel Garcia Medina. (iii) repercussão geral social: quando se discutissem problemas relacionados "à esco la. se é aquele onde o exercício é efetivamente prestado ou onde se loc aliza o estabelecimento prestador do serviço traz conseqüências fiscais. (ii) repercussão geral política: quando "de uma causa pudesse emergir decisão capaz de influenciar relações com Estados estrangeiros ou organismos internacionais". de responsabilidade fiscal. no segmento produtivo ou no desenvolvimento regular da atividade empresari al" . guarda uma repercussão geral implícita. ou a grave repercussão da questão na política econômica naci onal. à moradia ou mesmo à legitimidade do Ministério Público para a propositura de certas ações". de ingresso e de receita pública. vem o Direito Previden ciário (16. de compr timento do mercado de trabalho ou de perturbação notável à harmonia entre capital e trab alho .. Em seguida. pois a questão da competência do Município para exi ir o ISSQN está intimamente ligada ao pacto federativo. bem como uma das partes: uma pessoa jurídic a de direito público interno. p. e dep ois no Direito Administrativo (21. a maior incidência ocorre na área de Direito Tributário (30. por dizer de perto com um instituto básico do nosso ordenamen to jurídico. qual seja. Ademais. "de molde que aquela decisão. in casu o Município. Há repercussão geral política e jurídica. ao federalismo de cooperação e à repartição das receitas tributárias. Pode se mesmo dizer que. São Paulo: RT. administrativas. No tocante à repercussão geral econômica. É o caso das demandas de natureza previdenciária. ou out ras que envolvam o Poder Público e tenham por objeto alguma prestação pecuniária. a princípio.9%) [. tributária . A presente causa guarda pertinência com a repercussão geral jurídica." Transcendência política é "o desrespeito notório ao princípio federativo ou à harmonia dos P oderes constituídos . Teresa Arruda Alvim Wambier. (iv) repercussão geral econômica: quando se discutissem. 3ª ed. pudesse significar perigoso e releva nte precedente".

em razão do disposto na alínea d do inciso III. incumbe à parte protocolar embargos declaratórios. interpôs embargo s de declaração contra o acórdão proferido pelo Egrégio Tribunal de Justiça para que o mesmo .00. 93. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. 93. se a parte argúi determinado tema em seu apelo e o acórdão sobre ele se omite. em casos nos qu ais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o inte resse público à informação. da ampla defesa e da mot ivação das decisões judiciais. o município de Belo Horizonte. disporá sobr e o Estatuto da Magistratura. o que pas sa a constituir verdadeiro ônus processual. do Excelso STF e. PRETENSÃO D E ATENDIMENTO DO REQUISITO DO "PREQUESTIONAMENTO". sem distinção de qualquer natureza. mais recentemente. com os meios e recursos a ela i nerentes. deixou. sobre o qual se limitará o conhecimento dos recursos às instâncias superiores. observados os seguintes princípios: IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. em processo judicial ou administrativo. 102 da Carta da República. assim. ora Recorrente. Lei complementar. houve ofensa aos princípios do contraditório. TODOS DA CONSTITUIÇÃO F EDERAL Como se disse acima. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. sob pena de não conhecimento do recurso. consignado: EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. os embargos de declaração opostos pelo Recorrente foram rejeitados. O próprio Egrégio Tribunal de Justiça de Minas Gerais no julgamento da apelação cível nº 1. e fundamentadas tod as as decisões. à liberdade. à segurança e à propriedade. . e o artigo 3º e 4º da LC nº 116/2003. Dispõe o LV do artigo 5º e do inciso IX do art. Art. Assim. CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE.00 0. da lavra do Eminente Desembargador Brandão Teixeira. em determina dos atos. mas os embargos foram rejeitados.341823-3/001(1). bem como o confronto entre os mesmos. em clara ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. todos da Constituição Federal: Art. a teor das Súmulas n. Diz-se que determinada matéria foi "prequestionada" quando o Órgão julgador adotou entendimento explícito a respeito de determinado tema. em razão da questão presente causa transcender o direito subjetivo da s partes nela envolvidas e por estar demonstrada a repercussão geral no caso concr eto. pré-questionando a matéria. não te ndo o tribunal a quo enfrentado os artigos pré-questionados. às próprias partes e a seus advogados. do Eg. se pronunciasse a respeito do confronto da norma do Mu nicípio de Itabira (artigo 49-A da lei 3404/97). do art.Nestes termos. ou somente a estes. sob pena de nulidade. 282 e 356. STJ. Por isto. 93. garantindo-s e aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direi to à vida. e aos acusados em g eral são assegurados o contraditório e ampla defesa. sendo. que determina a retenção do ISSQN na fonte sobre os serviços prestados em seu território. à igualdade. o presente Recurso Extraordinário merece ser conhecido para se decidir o mérito da demanda.aos litigantes. da Súmula 211 . 5º Todos são iguais perante a lei. No entanto. DA OFENSA AO INCISO LV DO ARTIGO 5º E DO INCISO IX DO ART. nos termos seguintes: LV . podendo a lei limitar a presença.

correntemente. p. . também.268 / MG Constitucional alemã -. vol. Heidelberg. pode-se afirmar que envolve não só o dev er de tomar conhecimento (Kenntnisnahmepflicht). e que não se resume a um simples direito de manifestação no processo: Não é outra a avaliação do tema no direito constitucional comparado. Dürig/Assmann. Grundgesetz-Kommentar. vol IV.268-0. 1988.Kommentar. 1991. com forte inscursão no direito comparado . p. p. que e xige do julgador capacidade. mas também o direito de ver os se us argumentos contemplados pelo órgão incumbido de julgar (Cf. em processo jud icial ou administrativo. Grundre chte -Staatsrecht II. Nestes termos. apreensão e isenção de ânimo (Aufnahmefähigkeit und Aufnahmeb ereitschaft) para contemplar as razões apresentadas (Cf. Art. MS nº 24. Grundgesetz-Kommentar. Relator para o acórdão Min. 2) direito de manifestação (Recht auf Äusserung). 363. séria e detidamente. p. Tribun al Pleno. Art. assegurando aos litigantes. contém os seguintes direitos: 1) direito de informação (Recht auf Information). 281.BVerfGE 70. obviamente. também. Heidelberg. no 97). da Constituição. Gilmar Mendes. que corresponde exatam ente à garantia consagrada no art. guardião da ordem constitucional (Constituição. destaca o Min.268-MG: Tenho enfatizado. Cf. 103. art. Battis. in: Maunz-Dürig. Einführung in das S taatsrecht. Gusy. que a Constituição de 1988 (art . Rel. como também o de considerar. as razões apresentadas (Erwägungspflicht) (Cf. Christoph. 3) direito de ver seus argumentos considerados (Recht auf Berücksichtigung). e aos acusados em geral o contraditório e a ampla defesa. que obriga o órgão julgador a informar à parte contrária dos atos praticados no processo e sobre os elementos dele constan tes. Dürig/Assmann. in: Maunz-Dürig .364. Pieroth e Schlink. originária Minª. Gilmar Mendes. ( STF. que há muito vem a doutrina constitucional enfatizando que o direito de defesa não se resume a um simples direito de manifestação no processo. nela incluído o d ireito assegurado à parte de ver seus argumentos considerados. É da obrigação de considerar as razões apresentadas que deriva o dever de fundamentar as decisões (Decisão da Corte Constitucional -. IV. 103. 281. p. o que o constituinte pretende assegurar como bem anota Pontes de Miranda é uma pretensão à tu tela jurídica (Comentários à Constituição de 1967/69. LV) ampliou o direito de defesa. caput) há muito interpretou o alcance da garantia da defesa plena. que a pretensão à tutela jurídica. Ellen Gracie. relativamente ao direito de defesa. o direito de a parte ver seus argumentos considerados pelo órgão jurisdicional. Efetivamente.O Supremo Tribunal Federal. Ulrich. adiante. 102. 103. em 5/2/2004 grifou-se) . que assegura ao defendente a possibi lidade de manifestar-se oralmente ou por escrito sobre os elementos fáticos e jurídi cos constantes do processo. Daí afirmar-se. Sobre o direito de ver os seus argumentos contemplados pelo órgão julgador (Recht au f Berücksichtigung). É ver o voto paradigm a do Min. Battis e Gusy. 234). 3a. IV. 218 (218). 5o LV. tomo V. Art. por outro la do. Heidel berg.BVerfGE 11. Grundrechte . Grundgesetz. j. no 85-99). vol. assinal a o Bundesverfassungsgericht que essa pretensão envolve não só o direito de manifestação e o direito de informação sobre o objeto do processo. que corresponde. ver. Gilmar Mendes no Mandado de Segurança nº 24. in: Maunz -Dürig. Dürig/Assmann . 1991. 5º. merece o acórdão a quo ser anulado. Ver. E prossegue: Assinale-se. Heidelberg.Staatsrecht II.Pieroth e Schlink. E. Apreciando o chamado "Anspruch auf rechtliches Gehör" (pretensão à tutela jurídica) no direito alemão. 288-293. Einführung in das Staatsrecht . Decisão da Corte Suprem o Tribunal Federal MS 24. ao dever do juiz ou da Administr ação de a eles conferir atenção (Beachtenspflicht). 1988. sob re o assunto. com os meios e recursos a ela inerentes. 363-364). no 97). edição.

Em relação ao imposto previsto no inciso III.serviços de qualquer natureza. crédito. 10. b) obrigação. Também a Constituição da República estabelece as matérias que devam ser reguladas por lei complementar: Art. III . Cabe à lei complementar: I . até a entrada em vigor da Lei Complementar 116/03.. não compreendidos no art. II. especialmente sobre : a) definição de tributos e de suas espécies. em relação aos impostos discriminad os nesta Constituição. 8º. a dos respectivos fatos geradores. 12. por empresa ou profissional autônomo. . definidos em lei complementar .. recepcionada como complementar que disciplinava as normas gerais do IS SQN.omissis. ao repartir a competência tributária dos entes federativos. os Esta dos. t em como fato gerador a prestação. §3º. cabe à lei complementar: I fixar as suas alíquotas máximas II excluir da sua incidência exportações de serviços prestados para o exterior. DA LEI COMPLEMENTAR Nº 116/2003 A Constituição Federal.. .. dispõe : Art 156. as caus as decididas em única ou última instância. em matéria tributária. O ARTI GO 49-A DA LEI Nº 3404/97 DO MUNICÍPIO DE ITABIRA EM CONFRONTO COM O ARTIGO 3º DA LC 1 16/2003 Como se sustentou acima. . o Distrito Federal e os Municípios. Contribuinte é o prestador do serviço. Destaque-se que os demais artigos aqui sustentados servem única e exclusivamente p ara fundamentar a tese do recorrente.. prescrição e decadência tributários. bases de cálculo e contribui ntes. bem como.dispor sobre conflitos de competência.. mediante recurso extraordinário.DO MÉRITO DO JULGAMENTO DE VALIDADE DE LEI LOCAL CONTESTADA EM FACE DE LEI FEDERAL.regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. II . II . Considera-se local da prestação do serviço: . 146. Art. Veja mos alguns artigos daquele diploma legal: Art. A legislação. com a Emenda Constitucional nº 45/2004 o Supremo Tribunal Federal recebeu a competência para julgar. é o Decreto-lei 406/68. entre a União. Art. de competência dos Municípios. O imposto. c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades co operativas. lançamento. do artigo 102 da CF). Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I . 155.estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária. com ou sem est abelecimento fixo. se serviço constante da lista anexa. (alínea "d" do inciso III.omissis III . quando a decisão recorrida julgar válida lei lo cal contestada em face de lei federal. sobre serviços de qualquer natureza.

alínea "a". o eg. alínea "a". No entanto. se antes a Lei Complementar previa apenas uma hipótese de exceção (no cas o de serviço de construção civil). 102. Antes de tudo. o pagamento do IS S obedecia aos seguintes critérios: a regra geral (art. no caso de construção civil. Assim e neste contexto. 12 do DecretoLei n. no País. 12. Apenas no caso de construção civil o local da prestação de serviços determinava a pessoa jurídica de direito interno competente para exigir o ISSQN. no presente caso. por ser ali a fonte de movimento econômico. A legislação tributária dos Estados. o imposto era devido para a prefeitura do local onde estivesse a obra. na falta de estabelecimento. ou do que disponham esta ou outra s leis de normas gerais expedidas pela União. que dis põe. Destarte. Veja bem. Sendo assim. o local onde se efetuar a prestação . ao revogar o art. segunda parte) dispunha que.406/68. 12 do Decreto-Lei supra citado foi revogado pela Lei Compleme ntar 116/2003. Na época de vigência do referido dispositivo legal. De fato. 12. 3º da Lei Complementar 116/2003. a norma recepcionada como lei complementar é clara ao distinguir quando o local da prestação de serviço é determinante para configurar o sujeito ativo da obrigação tributária. Nos demais ti pos de prestação de serviços a competência é do município onde está estabelecido ou domicilia o o prestador dos serviços tributados. que anteriorm ente era dirigida apenas à construção civil. Ocorre que. fora dos respectivos territórios. 3º da mencionada Lei Complementar revogou o art. e não a todo e qualquer serviço. justamente em razão da intensa discussão travada perante o Judiciário b rasileiro no tocante à definição acerca de qual o Município competente para a cobrança do imposto: aquele onde a empresa é sediada ou o do local da prestação dos serviços. como entendia o mesmo Tribunal Superior. não se pode utilizar como fundamento. em 2003. agora existem 22 (vinte e dois) casos excepcionais.a) o do estabelecimento prestador ou. 12. o ISS ser ia pago ao Município em que estivesse o domicílio do prestador e. e estabeleceu. independentemente de o serviço ser de construção civil ou não. do Distrito Federal e dos Municípios vigo ra. o legislador aumentou as h ipóteses de exceção à regra de que o imposto deveria ser pago no local do estabeleciment o do prestador do serviço. Isto porque o art. nos limites em que lhe reconheçam extra territorialidade os convênios de que participem. calha transcrever o artigo 102 do Código Tributário Nacional. nos termos da legislação anterior (Decreto-Lei 406/1968). exceções em 22 (vinte e duas) hipóteses em que o imposto será devido no local da prestação do serviço. a regr a excepcional (art. já que a intenção do legislador. alínea "b") dizia que. os julgados até en tão proferidos pelo colendo Superior Tribunal de Justiça. o do domicílio do prestador. 12 do Decreto-Lei 406/1968 foi aplicar a regra. a regra subsidiária (art. a questão deve ser examinada a luz da Lei Complementar 116/2003 . a questão da extraterritorialidade foi reconhecida pelo artigo 3º da LC nº 116/20 . STJ consolidou sua jurispr udência no sentido de que a expressão constante da alínea "a" do Decreto supra-referid o deveria ser entendida como o local onde o serviço é prestado. em se tratando de mandado de segurança preventivo. na falta de um estabelecimento prestador. especificamente. Assim. finalmente. in verbis: Art. para os quais firmou-se a competência para o recolhimento do imposto ao Município d o local onde os serviços são prestados. b) no caso de construção civil. às 22 (vinte e duas) hipóteses previstas no a rt. o art. com a edição da Lei Complementar 116. primeira par te) era a de que o imposto deveria ser recolhido ao Município em que se encontrava o estabelecimento do prestador do serviço.

posto que norma geral de direito tributário. 156. Mais uma vez. dispor que. Basta lermos o inciso II. com regra geral. II . figurando o estabelecimento prestador (elemento subjetivo) como elemento de conexão entre o f ato tributário e o ordenamento jurídico do Município (.em seu caráter material (âmbito de incidência do ISSQN) como critério único a determinar o Município competente para instituir e arrecadar o referi do imposto. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I . para quem toda norma é dotada de extraterritorialidade. Repete-se tal dispositivo legal: Art 156. como defender que lei comple mentar não possa. Alfredo Augusto Becker . Ora.. Em relação ao imposto previsto no inciso III. para evitar conflitos de competência. Fábio Clasen de Moura coloca a questão em seus devidos termos: . II.. e que a não incidência depende de lei complementar.serviços de qualquer natureza. coisas e fatos com uma dada legislação.omissis. Privilegiou. a própria Constituição Federal prevê que no ISSQN o princípio da territorialidade não é plicado com exclusividade.. A prevalecer a tese contrária estaríamos diante de um IMPOSTO SOBRE A TOMAÇÃO DE SERVIÇOS . cabe à lei complementar: I fixar as suas alíquotas máximas II excluir da sua incidência exportações de serviços prestados para o exterior.. considera-se o l ocal da prestação de serviço o do estabelecimento do prestador. Até porque contribuinte é o prestador de serviços e não o tomador. o referido Princípio em seu aspecto formal (âmbito de eficácia da norma) ao considerar a incidência do imposto municipal em razão do estabel ecimento prestador ou do domicílio do prestador conexão subjetiva . do § 3º. A Lei Complementar 116/2003 utilizou-se de um critério de conexão subjetivo (regra g eral) e outro objetivo (exceção). para dispor sobre conflito de competência em matéria t ributária de ISS.03. ou seja. ressaltando que a realidade contemporânea demonstrou a falsidade da tese. O critério de conexão estabelece um vínculo entre pessoas. A novel legislação brasileira considerou irrelevante o princípio da territorialidade d as leis conexão objetiva . nos termos do artigo supra transc rito. não compreendidos no art. §3º. Ora. O que ocorre é a ampliação do aspecto espacial da norma para viabilizar a localização e in cidência sobre eventos ocorridos ainda que fora de seu âmbito de eficácia. . definidos em lei complementar .omissis III . se a própria Carta Magna prevê a possibilidade de extra territorialidade do ISS QN.) em detrimento de elemento o bjetivo baseado unicamente no território do Município. 155. no lo cal onde se tomará as providências administrativas referentes à constituição e exigibilida de do crédito.. c lassifica como fundamento óbvio a crença no princípio da territorialidade real da forma até aqui esposado. Ele prevê a possibilidade de lei complementar excluir da incidência do ISSQN os serviços export ados para o exterior. do art.

. E o que é estabelecimento prestador para fins do artigo 3º e 4º da LC 116/2003? Acerca da matéria doutrina BERNARDO RIBEIRO DE MORAES : . o organismo econômico aparelhado para o exercício desta (Tratado de Direito Comercia l. e agora p ela Lei complementar nº 116/2003. ou seja. E. É cediço e incontroverso que estabelecimento é unidade econômica. cumpre ao le gislador complementar. mas. 15). o local da ati vidade (aspecto espacial da norma jurídica tributária) e a execução do serviço (aspecto ma terial da norma jurídica tributária). 6º. p. prosseguindo na preciosa lição. o Município onde se situa o estabelecimento prestador de serviços (aspecto espa cial da norma jurídica tributária e elemento de conexão subjetivo constitucionalmente prestigiado art. Os critérios adotados pelo legislador complementar encontram seus fundamentos de v alidade na própria Constituição Federal.naqu ele espaço (o estabelecimento) . o estabelecimento é o promotor das ações ou movimentos da empresa. no lídimo exercício de suas competências. verifica-se o local de sua prestação através da existência ou não de m ESTABELECIMENTO PRESTADOR. pela técnica adotada pelo Decreto-lei nº 406/68 . ou se na sede do estabelecimento prestador do serviço. assevera: Estabelecimento é o complexo de meios idôneos. pre tendam tributar concorrentemente a mesma operação de prestação de serviço . 1919. expressando de forma mais enfática a men legis . materiais ou imateriais.. b) o critério em razão do domicílio prest ador do serviço. Segundo a abalizada doutrina de AIRES BARRETO .naquele espaço (local da prestação do serviço) a obrigação tributária. Estabelecimento . II do Ato Complementar nº 36/67 . V. E. inexiste estabele . ao estatuir normas gerais. inciso II) com a prestação do serviço (aspecto material da nor ma jurídica tributária e elemento de conexão objetivo). 156. pois relaciona . § 3º.que se afastou do critério puramente formal previsto no art. não é a empresa: é o seu É um locus onde ela baseia sua ação .. produtora de bens ou da prestação de serviços. (. na lição de Carvalho de Mendonça . pelos quais o prestador do serviço explora determinada atividade ou.ISS. Rio. Destarte. ou seja. em havendo dois critérios de conexão constitucionalmente prestigiados e aplicáveis quando da ocorrência de prestações de serviços dento do território nacional.a obrigação tributária.. para dirimir conflitos de competência tributária vislumbram-se três critérios: a) o critério e m razão do estabelecimento prestador de serviço. para considerar nascida .Ora. do estabelecimento prestador do serviço. se no local onde o s erviço é prestado. Sem essa mani festação do exercício de atividades ou esse núcleo de ocupações habituais. sim. Não se trata de um estabelecimento qualquer do presta dor. para considerar nascida .. no tocante aos serviços presta dos. DA CARACTERIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO O "punctum saliens" sobre o qual se debela a autora diz respeito à competência do En te para a arrecadação do "Imposto Sobre Serviços" .) O essencial para a caracterização do estabelecimento é essa manifestação material e. Enquanto a empresa é a at ividade organizadora. c) o critério em razão do local da prestação do serviço. que a pessoa se situa no espaço em que exista um centro de ocupação habitual. no tocante às exceções ao caput do artigo 3º da LC 116/2003 relaciona. vol. dispor sobre fato gerador da o brigação de forma a evitar os chamados conflitos de competência.Prestado o serviço. afastar a po ssibilidade de que duas municipalidades.

Por extensão. para as hipóteses expressamente previstas. que o ISSQN é devido onde se situa o estabelecimento prestad or dos serviços. a Lei Complementar 116/2003 adotou um sistema misto para a incidência do ISS. no local onde se manifesta materialmente o exercício da empresa. Inciso II da CF). Acontece que o Município de Itabira exige o referido imposto indevidamente.. A toda evidência. como dito acima. elegendo 22 (vinte e duas) exceções à regra geral da competência do Município onde se localiza o estabelecimento prestador para cobrar o ISSQN.. em sua peça vestibular. § 3º. Estabelecimento prestador. 3º da LC nº 116/2003.. a circulação dos referidos serviços. afirma a competência deste Município para lhe cobra r tributos referentes a sua prestação de serviços.LOCAL DO ESTABELECIMENTO DA EMPRESA PRESTADORA . Se o fat o gerador do ISS é a prestação dos serviços definidos em lei complementar. que somente previa uma hipótese de exceção à regra. para fins de incidência de ISSQN. a própria Constituição Federal mitigou o princípio da territor ialidade da lei. o estabelecimento prestador somente pode ser aquele que participe dessa circulação de bem imaterial (serviços). nos autos da Apelação Cível nº 1. do estabelecimento do tomador ou do intermed iário. é o estabelecimento prestador do serviço tributado pelo ISS. Assim.MANDADO DE SEGURANÇA .. assim ementou o acórdão que tratou da matéria: EMENTA: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO . o mesmo a (Estabelecer mais sufixo mento) é o nome que se dá à casa de negócios que se encontra em um ponto fixo. o estabelecimento que tenha uma função instrumental apta a sa tisfazer a necessidade econômica da empresa. ou melhor. não há recusa do Município de Belo Horizonte em receber o ISSQN da empresa. já qu e a mesma.0188. posto que ao estabelecer a retenção de impostos com a substituição tributária não levou em conside ração as exceções do caput do art. não é em todas as situações de prestação de serviços que lei municipal pode estab lecer responsabilidade tributária de o tomador reter o tributo na fonte. a palavra estabelecimento passa a indicar o próprio local o u prédio onde a empresa exerce habitualmente a sua atividade econômica. 156. evidentemente. publicado em 01/04/2005. ao co ntrário da legislação anterior . ora c onsiderando devido o imposto no local do estabelecimento prestador. COLETA E ENTREGA DE DOCUMENTOS E LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS .cimento.SERVIÇOS DE TRANSPO RTE DE CARGAS. ademais. Em artigo publicado na Revista Estudos Jurídicos (IOB no 1300 utor elucida o conceito de estabelecimento prestador: 13/07-82). e não qualquer estabelecimento do contribuinte ou tomador do serviço. ao prestigiar o princípio da extr aterritorialidade da lei (art. no local do domicílio do prestador. ora considerando devido o imposto no local da prestação do serviço. além de ser estabelecim ento da empresa. Como ressalta Ives Gandra da Silva Martins . Ademais. pois.SERVIÇO DE ARMAZENAMENT .03. ou na falta do estabelecimento. A referida norma reafirmou a vontade da lei em acabar com o conflito de competênci a em matéria de ISSQN. A JURISPRUDÊNCIA FIRMADA SOBRE A MATÉRIA O Desembargador Dorival Guimarães Pereira. mas só nos casos não colhidos pelas exceções do artigo 3º da referida lei complementar federal.INCIDÊNCIA D O ISSQN . a que se refere a lei. Vale dizer.017631 -0/001(1). ou melhor. mas ligada ao serviço vendido.ISS . Será pre stador.

julgou. a denegação da segurança se impõe. LAMBERTO SANT´ANA.COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO ONDE OS SERVIÇOS SÃO PRESTADOS . segundo o qual: "TRIBUTÁRIO .0024. 3º da Lei Complementar 116/2003.ISS . para o fi m de reformar o acórdão recorrido e declarar sua competência para exigir o ISSQN da de mandante. 3º DA LEI COMPLEMENTAR 116/2003. 3º da LC nº 116/2003. assim já se posicionou este eg.º 1. 01. equivoca damente. nas quais o imposto será devido no local da respectiva prestação.04. demonstrado o cabimento do apelo extremo. "DJ" 30. j. 10 de julho de 2007.04. Des. em que o imposto será devido no local da prestação do serviço.748504-4/001(1) da lavra do Emine nte Kildare Carvalho. Assim. Logo. deixou consignado: Neste mesmo sentido.02. O ISS somente será devido no local da prestação do serviço.INTELIGÊNCIA DO ART. o objeto social da atividade da autora (cláusula quarta de seu contrato social) não se enquadra nas hipóteses que excepcionam a regra geral de que o ISSQN é d evido ao Município onde se localiza o estabelecimento prestador de serviço.02.APLICAÇÃO DO ART. É o quantum satis. afrontando. evidente fica que. cuja publicação se deu em 30/04/2004: EMENTA: TRIBUTÁRIO . a legislação de Itabira. assim. Seu objeto social coincide com o disposto no item 14. o acórdão da Apelação Cível nº 1. nas hipóteses previstas nos in cisos I a XXII do art. ao declarar a competência do Município de Itabira para exigir o ISSQN da demandante. Termos em que pede deferimento Belo Horizonte MG. . O ISS somente será devido no local da prestação do serviço. 3º DA LEI COMPLEMENTAR 116/ 2003. conhecerão e darão provimento ao presente recurso extraordinário.O DE CARGA . nas hipóteses previstas nos incisos I a XXII do art. invertendo-se os ônus sucumbenciais.2004. prejudicados os recursos de apelação" (3ª CC.PRESTAÇÃO DO SERVIÇO EFETIVADA EM LOCAL DIVERSO DO TERRITÓRIO DO ESTAB ELECIMENTO PRESTADOR . a legislação federal. em especial o artigo 49-A da lei 340 4/97. reforma-se sentença. a denegação da segurança se impõe Em reexame necessário. com exceção das vinte e duas hipóteses previstas nos incisos constantes da Lei de Regência.COMPETÊNCIA . Apelação Cível n. l.02 da lista anexa à L C 116/2003 e o mesmo item na lista anexa à Lei Municipal 8725/2003 de Belo Horizon te. reforma-se a se nça.EXCEÇÃO .2004). Se o objeto social do pres tador de serviço não se enquadra nas exceções.COMPETÊNCIA . o ISS deve ser recolhido no local do estabelecimento do prestador do serviço. em que o imposto será devido no local da pr estação do serviço. Em reexame necessário. Como se vê. 3º DA LEI COMPLEMENTAR 116/2003.APLICAÇÃO DO ART. No mesmo sentido.0024. enquanto s eu estabelecimento se encontra no Município de Belo Horizonte e o objeto social de sua atividade não se encontra nas exceções do art. que o acórdão ora hostilizado. confia o Recorrente qu e V. no caso em apreço.01 e 14. Se o objeto social d o prestador de serviço não se enquadra nas exceções.ISS . Com o regra geral. prejudicados os recursos de apelação.PRESTAÇÃO DO SERVIÇO EFETIVADA EM LOCAL DIVERSO DO TERRITÓRIO DO ESTABELECIMENTO PRESTADOR .748504-4/001. 3º da Lei Complementar 116/2003. PEDIDO Ante o exposto. Sodalício. Exas. válida lei local em face de lei federal.

sobre a re lativização da garantia da coisa julgada. Mérito julgado Tendo em vista que o Supremo. 11 de abril de 2011 Plenário Virtual reafirma jurisprudência para relativizar garantia da coisa julgada anterior a 1988 Por unanimidade. entendeu não ser necessária nova apreciação pelo Plenário do STF. o Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu r epercussão geral em tema discutido no Recurso Extraordinário (RE) 600658. firmou entendimento de não ser absoluta a garantia da coisa julgada. continua a ministra. de questões com repercussão g eral nas hipóteses de reafirmação de jurisprudência dominante do Supremo (artigo 323-A*) . Por maioria. ministra Ellen Gracie. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). o Supremo assentou não ser absoluta a garantia da coisa julgada e afastou tal incidên cia no caso da aplicação do artigo 17. no julgamento do RE 146331. possibilitando o julgamento monocrático deste recurso e. ao caso foi aplicada norma do Regimento Interno da Corte (R ISTF) que prevê o julgamento de mérito. Quanto à questão relativa à vinculação ao salário-mínimo. no julgamento do RE 146331. Conforme o RE. o processo encontra-se em fase de execução e a controvérsia rest ringe-se a divergências quanto aos cálculos de diferenças relativas à gratificação. a aplicação dessa orientação pelos tribuna is de origem e pelas Turmas Recursais. O caso O recurso foi interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região que en tendeu ser incabível a reabertura do debate acerca dos critérios de cálculos. entendimento sedimentado na Súmula Vinculante 4 (salvo nos casos previstos na . vencidos os ministros Marco A urélio e Ayres Britto. o Plenário da te reconheceu a inconstitucionalidade da vinculação de qualquer vantagem ao salário-míni mo. A questão versa sobre o pagamento aos servidores do extinto INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) da gratificação de produtividade por unidade de serviço. ainda.DDDDDDDDDDDDDDDDDD OAB/MG. a relatora do caso. Segundo a ministra Ellen Gracie.XXXXXX Notícias STF Imprimir Segunda-feira. em abril de 2007. por meio eletrônico.

político. os processo s relacionados ao mesmo tema. quando a questão constitucional nele versada não oferecer repercu ssão geral. do Regimento Interno do STF. conforme precedente do Plenário já citado. a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento I nterno do Supremo Tribunal Federal. ou não. certamente. ela manifestou-se pela ratificação da jurisprudência do Supremo sobre o assunto discutido no recurso extraordinário e pela existência de re percussão geral da matéria. será considerada a existência. RISTF com alteração pela Emenda Regimental nº 42/2010. 543-B. por meio da Emenda Regimental nº 42. entendo que. Além desse dispositivo que permite o julgamento de mérito. 543-A. O Supremo Tribunal Federal. de questões r levantes do ponto de vista econômico. EC/CG * Artigo 323-A O julgamento de mérito de questões com repercussão geral. do ADCT. Para Ellen Gracie. de 2006). A ministra Ellen Gracie entendeu não ser necessária nova apreciação pelo Plenário desta Co rte. a aplicação dessa orientação pelos tri bunais de origem. Desse modo. de 2006). por meio eletrônico. do citado artigo 543-B***. com fundamento n o parágrafo 3º. alcança as situações jurídicas cobertas pela coisa julgada. caput. por prevenção. ainda. os tribunais de origem e as Turmas Recursais podem.Constituição. *** Art.418.Para efeito da repercussão geral. (Incluído pela Lei nº 11. que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. É que o assunto alcança. social ou jurídico. nem ser substituído por decisão judicial) e r atificado no RE 603451. com aprovação do texto pelos ministr os da Corte em sessão administrativa. segundo o qual. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntic a controvérsia. desde logo. e. de 2006). Aplicação imediata Ela verificou que a matéria já se encontra pacificada no âmbito do STF. aplicar a citada orientação anteriormente fir mada por este Supremo Tribunal Federal . a fim de que sejam observadas as disposições do artigo 543-B do CPC. político. nos termos do parágrafo 1º do artigo 543-A* * do Código de Processo Civil. . em decisão irrecorrível.418. também poderá ser realizado por meio eletrônico. nos termos do artigo 3 25. observado o disposto neste artigo. grande número de inte ressados na solução do impasse quanto à aplicação do artigo 17 do ADCT em face da coisa ju lgada . ressaltou a relatora. ** Art. o salário-mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vanta gem de servidor público ou de empregado. possibilitando o julgamento monocrático deste recurso. no sentido de que artigo 17****. não conhecerá do rec urso extraordinário. a questão contida no presente RE apresenta relevância do ponto de vista econômico. (Incluído p ela Lei nº 11. nos casos de reafirmação de juri sprudência dominante da Corte. Dessa forma. ao relator do recurso paradigma. Modificação regimental O artigo 323-A foi introduzido ao Regimento Interno do Supremo no dia 2 de dezem bro de 2010. explica.418. após o reconhecimento de repercus são geral. serão distribuídos. de que stões com repercussão geral nas hipóteses de reafirmação de jurisprudência dominante do STF foi acrescentado o artigo 325-A. (Incluído pela Lei nº 11. social e jurídico. com o reconhecime nto da existência da repercussão geral e havendo entendimento consolidado da matéria. § 1º . nos termos deste artigo.

Julgado o mérito do recurso extraordinário. da moralidade. A segunda afirmação há de prevalecer. de 2006). vem consagrada no artigo 5º . a título de indeni zação. não se admitindo. da re alidade dos fatos. a efetuar o pagamento do valor da inde nização a um criminoso confesso? Em homenagem à estabilidade e segurança das relações jurídic s. que poderão declará-los prejudicados ou retratar-se.§ 3º . que não pode se sobrepor aos princípios da legalidade. Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais. em dadas circunstâncias. cita-se o caso prático em que o autor da ação confessa. seria possível relativizar a coisa julgada em prol de outros princípios constitucionais. Os vencimentos. a remuneração. tais como o da Justiça e legitimidade das decisões. . como o da Justiça. . ter cometido fraude contra a seguradora para obter. Os efeitos da coisa julgada não podem ser absolutos. A questão posta em discussão e que atormenta a doutrina e a jurisprudência é saber se os efeitos da sentença estariam indefinidamente projetados para o futuro. de forma a bsoluta. legal. Como se observa. as vantagens e os adicionais.AD CT Processos relacionados RE 600658 Flexbilização da coisa julgada A doutrina conceitua a coisa julgada como a imutabilidade da sentença e seus efeit os. jamais poderá sobrepor aos princípios de maior hierarquia esculpidos na Constituição Federal. Seria justo. XXXVI da Constituição Federal e disciplinada pelos artigos 467 e seguintes do Código de Processo Civil. sistematicamente assegurar a eternização de injustiças. a doutrina de Cândido Rangel Dinamarco ensina com proprieda de que não é lícito entrincheirar-se comodamente detrás da barreira da coisa julgada e. mesmo transita da em julgado. em que é permitido ao julgador. sem dúvida. diante de afronta a outro princípi o fundamental do direito. de fraudes ou de inconstitucionalidades. moralidade. imoral. de absurdos. (Incluído pela Lei nº 11. Dada a essa importância s cial. por sentença transitada em julgado. a sentença injusta. o valor constante na apólice. 17. A título de ilustração. via instr umental. não esteja contaminada por desvios graves q ue afrontem o ideal de Justiça. Das lições do ministro José Delgado discorrendo acerca dos efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais extraem-se qu e a coisa julgada é uma entidade definida e regrada pelo direito formal. das condições impostas pela natureza ao homem e às regras postas na Constituição. neste caso. viciada por erros graves q ue afrontam o ideal de Justiça e transformam a realidade dos fatos. razoabilidade e de vedação ao enriquecimento ilícito. como o da vedação ao enriquecimento sem causa. Sobre o tema. invocação de direito adquirido ou percepção de excesso a qualquer título. Há situações. Há certos valores consagrados c onstitucionalmente que devem prevalecer. apenas na fase de cumprimento de sentença. rediscutir a matéria objeto da coisa julgada e relativizar os seus efeitos. lícito e razoável compelir a segu radora. seria prudente o autor obter lucros do seu próprio crime? É lógico que não. ****Art.418. ou se. indispensável à estabilidade e segurança jurídica das relações. indecente. devendo a segurança jurídica imposta pela coisa julgada imperar quando o ato que a gerou. legalidade. a expressão sentencial. em nome desta. os recursos sobrestados serão apreciado s pelos Tribunais. bem como o s proventos de aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a Con stituição serão imediatamente reduzidos aos limites dela decorrentes.

salvo nas hipóteses expressas no artigo 475-M. tem ap licação somente em casos excepcionalíssimos. pois convivem lado a lado com outros princípio s e valores constitucionais. o insti tuto da coisa julgada e a garantia de segurança jurídica das relações jurídicas não se mostr am absolutos no ordenamento jurídico. na ocorrência de erros de cálculos. quando do ajuizamento da primeira ação. nas ações de Estado em que não foi excluída expressamen te a paternidade do investigado na ação de investigação de paternidade. Ausentes estes. uma: (a) ou a decisão não ficará acobertada pela coisa julgada. ser revista pe lo próprio Estado.0000.516151-9/000 . Cumpre afirmar que a segurança jurídica é fundamental para o Estado Democrático de Direi to. ainda assim.Relator: Des. desde que presentes motivos preestabelecidos na norma jurídica. de duas . jamais poderá se sobrepor aos pilares da mo ralidade. Hipótese em que ambos os requisitos se fazem presentes ante a existência de fortes indícios de fraude no pagamento do seguro obrigatório.Julgamento: 07/03/2007 .16/03/2006. dotada de eficácia suspensiva. de forma a manter a estabilidade jurídica. Tribunal de Justiça de Minas Gera is). relevância dos fundament os da impugnação e risco de o prosseguimento da execução ensejar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação.002. (Ap n.00. o exame de DNA ainda não era disponível. en quanto garantia processual constitucional. que é o da justiça das decisões judiciais. Elias Camilo . de extrema injustiça. diante da precar iedade da prova. até mesmo mediante simples alegações incidentes no processo executivo. A Justiça do Direito Online Autor: Correio Braziliense A Coisa Julgada Inconstitucional e a Possibilidade de Relativização Abel De Bastiani[1] . Recurso provido (2007. de relatoria da ministra Denise Arruda. o STJ tem admitido a desconstituição da coisa julgada como nos cas os de superestimação do valor da justa indenização nos processos de desapropriação indireta. que autoriza a rediscussão de matéria objeto de coisa julgada.A jurisprudência brasileira não destoa desse posicionamento e vem relativizando os e feitos da coisa julgada em situações de manifesta injustiça: A teoria da relativização da coisa julgada. porém. O Superior Tribunal de Justiça tratando da matéria no julgamento do REsp 622. Carlos Eduardo Passos . enquanto fenômeno decorrente de princípio ligado ao Estado democrático de direito. também a coisa julgada se f ormará se presentes pressupostos legalmente estabelecidos. a dequadamente interpretada. quando eivada de vícios graves. Portanto. como todos os atos oriundos do Estado. Des.14ª Câmar a Cível . convive com outros princípios fundamentais igualmente pertin entes. 2. Hipótese que a priori justifica a aplicação da teoria da relativ ização da coisa julgada. e considerando que. foi enfático ao se manifestar no sentido de que a coisa julgada. Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). quais sejam. Ademais.Segunda Câmara Cível. ou em casos de grave fraude processual ou erro grosseiro. legalidade e Justiça que sustentam o regime democrático. E tal desconstituição tem sido perseguid a sem um rigor excessivo. via de regra. entre outros. a decisão poderá. qu e ocorreria em dobro. A impugnação ao cumprimento da sentença não é. Em vários julgados.405/SP . ou (b) embora suscetív el de ser atingida pela coisa julgada.02004-Agravo de Instrumento.

Como marco teórico se el enca o princípio da justiça das decisões. which arises from the constitutional guarantee of access to adjudication under article 5. Abstract: This study is an analysis of the constitutional guarantees of juridica l safety and access to justice as key to preserving the democratic state. insc ulpido no artigo 1º. o conflito somente será resolvido se essa sentença estiver de acordo com os ideais do Estado Democrático de Direito e no caso de esta contrariar as diretrizes estabelecidas pela Constituição Federal. under a constitutional vision. caput da Constituição Federal Brasileira de 1988. pois entram em embate dois valores de fundamental importância para ma nutenção do Estado Democrático de Direito. De fato. no intui to de compreender o instituto da coisa julgada e seus diversos elementos. The possibility of relativization generates g reat doctrinal divergence. XXXV of the Constitution and the principle of juridical safety. should occur by filing a lawsuit rescission except in the cases of legal Code of Civil Procedure. torna-se necessário discutir a possibilidade de relativização do instituto. constata-se a possibilidade de mitigação do instituto em casos e xcepcionalíssimos. discut indo a sua mitigação frente à realidade em constante transformação. deve ocorrer pelo ajuizamento de ação rescisória fora das hipóteses legais do Código de Pr ocesso Civil. 1 Introdução O Estado Democrático de Direito é o modelo adotado pela Constituição Federal de 1988 e p ossui como pilares fundamentais. valores que entram em conflito quando se levan ta a possibilidade de relativização da coisa julgada. sob uma visão constitucional. there is the possibility of mitigating the institute in exceptional cases in which security must give way to justice. a core element of the conce pt of democratic rule of law. heading the Federal Constit ution of 1988.Resumo: O presente estudo parte de uma análise das garantias constitucionais da ma nutenção da segurança jurídica e do acesso à justiça como elementos fundamentais à preservaçã Estado Democrático de Direito. em regra. a discussão acerca da necessidade de relativização da res iudicata é de extrem a importância. o qual decorre da garantia constitucional de acesso à prestação jurisdicional. essential to the preservation of Juridical safety in order to ensure effect ive access to a fair legal system. Contudo. seekin g to counter these values on the assumption that the formation of called thing j udged unconstitutional. prevista no artigo 5º. A possibilidade de relativização gera grande divergência doutrinária. a segurança jurídica e a garantia do acesso a uma ordem jurídica justa. Theoretical mark that lists the principle of justice of the decisions. as a rule. To conduct the study using the methods of interpretation and dialectical. Portanto. because of the importance of the values put into conf lict. XXXV da Carta Magna. dentre outros. Such an issue. em que a segurança deve ceder lugar à justiça. Thus. a fim de se garantir a efetiva pacific ação. e o princíp io da segurança jurídica. inscribe in article 1. buscando contrapor esses valores na hipótese de formação da chamada coisa julgada inconstitucional. em razão da importância dos valores postos em confl ito. a fim de arantir o acesso efetivo a uma ordem jurídica justa. di scussing the mitigation towards reality in constant transformation. a coisa julgada é instituto essencial para a preservação da segurança jurídica. verificando a possibilidade de relati vização da res iudicata. Assim. Tal impugnação. 2 Coisa julgada e sua possibilidade de relativização . Para realização da pesquisa utilizam-se os métodos hermenêutico e dialético. in order to understand the institution of res judicata and its various parts. elemento nuclear da noção de Estado Democrático de Direito. including the possibility of relativization of res judic ata. p ois visa tornar imutável a solução dada por sentença à conflito trazido para apreciação do Po er Judiciário. instrumento essencial à preservação da segurança jurídica.

como visto. Inobstante a isso.[7] Há de se considerar que o próprio objetivo da atividade jurisdicional exige a prolação d e decisões consideradas justas. e o justo possível. frente à constatação da inquietude soc ial gerada pela eventual convivência com uma situação consolidada judicialmente em des conformidade com o próprio texto constitucional [. em pacificação social. é que fez com que os juristas tentassem reaproximar o direito da ética. e nquanto o legislador ordinário não aja. a coisa julgada m aterial como expressão máxima da estabilidade quanto se fala na atividade jurisdicio nal. o que é um preço muito baixo a ser pago para restabel ecer a justiça e a isonomia. essa visa a eliminação dos confli tos. expoente entre os defensores do caráter não absoluto da coisa julgada.] .. atuando em direção à pacificação social. te m essa como muito mais do que um instituto de direito processual . o que deve ocorrer é uma a lteração legislativa a fim de incluir a hipótese nos casos taxativamente previstos. pode ser suprimido em favor de interesse que se apresente de maior relevância. utópico.[11] Complementando sua posição. o que se perde. Enfim. ainda. optou pelo segundo. o que ve m a mente é a idéia de encerramento da disputa. Mais do que isso. ainda ressalvado que essa não é uma garantia constitucional absoluta. realizável . representa agir em detrimento do próprio Estado Democrático de Direito. os operadores do direito com eçaram a repensar o tratamento de garantia absoluta dado à coisa julgada. aonde o Reich concedia poder es ao Ministério Público para solicitar a quebra nos casos em que a sentença era injus ta. Ademais. sustenta que aceitar a hipótese de relati vização. mormente porque entend e que existem meios legais para discussão da (in)constitucionalidade da decisão e qu e essa aferição deve ser efetuada no devido processo legal. assevera que nem a alegação de inconstitucionalidade da sent ença deve ser admitida para a desconsideração da coisa julgada. O autor vincula a abertura das hipóteses de quebra da res iudicata aos r egimes totalitários.[9] Desse modo. há crescente movimento em prol da relativização das garantias constitucionais . em determinadas circunstâncias. porém. pois até mesmo o direi to à vida. admitindo o caráte r de garantia constitucional desse instituto. como nenhuma outra o é. inclusive. quando se fala em eliminação dos conflitos. compreende que de pois de formada a coisa julgada material o conteúdo da sentença se torna indiscutível e em caso de a doutrina identificar casos excepcionais. em que a incerteza prevalece.[2] Dinamarco. à estabilidade das humanas. entre o justo absoluto.[10] De outra banda. vez que. a evolução do pensamento liberal que marcou o século XVIII para um mode lo de Estado mais preocupado com a coletividade[6]. element o determinante à formação do Estado Democrático de Direito. pois somente acarretará a rediscussão da s matérias perante os tribunais. à harmonia da convivência. associa à hipótes e de desconsideração. Lima. em quie tude. o que só pode ser alcançado através de uma decisão que esteja em consonância com os valores tidos como fundamentais. a noção aplicada pelo regime nazista. de ponto final na controvérsia.[4] De fato. se . afirma que com a mitigação da res iudicata. o autor exige do Poder Judiciário a toma da de providências na busca de uma solução a fim de se preservar a justiça das decisões. E é nesse c ontexto que surge a discussão acerca da relativização da coisa julgada. diz que a parcela de paz q ue se desfaz é de caráter meramente processual..[3] A proteção constitucional da res iu dicada se justifica como instrumento essencial à manutenção da segurança jurídica. ganha-se em justiça e isonomia .[5] Segundo Cunha. defendendo não ser possível ter como absoluto qualquer valor. de térmi no do processo. Mais. Nery Junior entende que o risco da existência de sentença tida como injusta é muito menor do que o criado pelo surgimento de uma porta para a insegura nça jurídica. de julgamento definitivo [8]. não atendendo aos anseios da nação.Diz-se que o sistema constitucional brasileiro. tendo. Assim.

com a criação de novo s direitos se criam novas formas de conflitos. a quebra da s egurança jurídica em prol da justiça deve ser tida como exceção. mormente porque o próprio ordenamento jurídico já possui aparatos para a correção de possíveis exageros. fazendo com que a inconstitucionalidade fuja da exceção para tornar -se a regra. deverá ceder espaço aos demais princípios fundamentais do sistema.[13] Observa-se. se demonstrarão equivoc adas. a justiça sistemática é encontrada quando se realizam os princípios fundamentais do sistema jurídico. Dess e modo. o que gerou uma crise no Poder Judiciário que perdura até hoje. pois s e entende que a justiça é um conceito muito amplo e de difícil determinação.[14] Em contraposição.[12] Há quem diga que a existência de uma sentença considerada como injusta não pode e nunca poderá ser fundamento para desconsiderar a sua imutabilidade.[17] Outra não é a visão de Dinamarco. acabariam por tornar o previsto uma cont radição em si mesmo. Além do mais. Afirma que o ordenamento deve funcionar na busca da chamada justiça sis temática. Isso porque mister se faz evitar a ocorrência de uma chamada crise de inconstitucionalidade . Naturalmente. é sabido que um direito sem segurança não atinge os ideais de justiça. visto que é necessário preservar o sentimento do justo e da conf iança nas instituições . as quais.[23] Sobre esse ponto de equilíbrio entre a segurança jurídica e as demais garantias consti . em razão do advento da Constituição Federal de 1988.m desprestigiar o instituto.[21] Por outro lado. Disso. que passa pela consagração dos valores máximos impregnados no ordenamento.[16] Delgado. porém. a insegurança tende a ser injusta por si só. adverte que essa cede quando princípios de maior hierarquia postos no ordenamento jurídico são violados pela sentença .[15] Nesta senda.[19] Mesmo porque no Brasil ocorreu uma significativa ampliação do rol de direitos fundam entais previstos no ordenamento. adverte que a justiça não pode ser encarada como um princípi o. de seus valores morais e sua crença religiosa. embora admita que a segurança jurídica deva sempre ser respeitada. o que dificulta a resolução da questão frente à dificuldade de encontrar soluções imediatas e adequadas para os novos temas. Ainda. para o qual a alegação de inse e instabilidade frente à relativização da res iudicata não surpreende. o próprio conceito de justo é extremamente mutável. visando à preservação e efetivação desses novos direitos[20] . observados critérios extraordin [18] De fato. a chamada Constituição Cidadã . se fazendo necessário alcançar um ponto de equilíbrio entre esses valores. acarretada pelo excesso de normas de difícil concretização inseridas pelo constituinte na Carta Magna. contudo. que nem s empre o que é seguro irá ser justo. Logo. fugindo do real e do possível. ainda. frente ao inúmer o rol de direitos e garantias estabelecidos pela Constituição Federal. como da dignidad e humana. em especial. pode resultar a prolação de decisões que. a mitigação só deve ocorrer em situações extraordinárias. Villas-Bôas observa que o que deve ser buscado não é a justiça material. pelas quais ingressam no sist ema jurídico. mas como um valor. Log o. diante da indefinição do conceito de (in)justiça. isso desencadeou um significativo aumento n o número de demandas propostas. localizado acima das normas. simplesmente construir uma ordem jurídica estável não significa garantir uma ordem jurídica justa. Inicialmente. dentre outros . da igualdade. quando a segurança jurídica se demonstrar como um ób ice à concretização dos escopos do processo (a pacificação através da realização da justiça s a). o que faria que as discussões sobre d eterminadas matérias se perpetuassem ad aeternum. posteriormente. aduz que a segurança jurídica deve ser vista como mais um princípio que co nviverá em tensão com os demais . em se tornando as relações sociais mais complexas.[22] Deveras. a qual deriva da compreensão de cada ser humano.

proporciona que o direito evolua diante das mutáveis exigências da sociedade. mas. Neste diapa são. verifica-se que é de extrema importância a preservação da segurança jurídica. não sendo admissível que uma decisão que atente contra a Carta Magna seja eternizada sob o pre . Portanto. a fim de evitar resulta dos desproporcionais e injustos. 3 Coisa Julgada inconstitucional A definição acerca do conceito de coisa julgada leia-se sentença[31] inconstitucional é imprescindível para análise da aplicação da chamada teoria da relativização. limitando-se e condi cionando-se. dependendo das circunstâncias a aplicação de um princípio constitucional deve ceder lugar à aplicação de outro quando esse visar proteger valor de maior relevância. com a consciência de que os princípios existem para servir à justiça e ao homem. como de atualização e evolução. Dinamarco propõe[24] [. se demonstra rá possível efetuar a quebra da coisa julgada em prol da justiça. e em se tratando de evolução. a ntes.] .. não p ra serem servidos como fetiches da ordem processual. e. Para o direito. de outro. . em caráter de exceção. sendo que os mesmos devem atuar no ordenamento jurídico completando-se.[30] Dessa forma. a interpretação do direito tem caráter constitutivo não meramente declaratório . dos ví ios ocasionados por essa mácula. fazendo ruir os pilares de sustentação do Estado Democrát ico de Direito. a sua beleza . a fim de se identificar quando será possível a mitigação. dizendo que. o seu fascínio. uma das alternativas revela-se pela aplicação do princípio da concordância prática[25]. capaz de efetivar a promessa constitucional de acesso à justiça (entendida esta como obtenção de soluções justas acesso à ordem jurídica justa). não pode dissociar-se da realidade vivida. todos os princípios têm suas características próprias.tucionais. quais os meios a serem empregados. no Estado.[26] Outra sugestão é a utilização do princípio da proporcionalidade[27] frente à ocorrência de co flito entre garantias constitucionais. A aplicação de um princípio não exige o sacrifício. a fim de se harmonizar as ideias de se gurança e justiça. p orém. nos casos em q ue a inconstitucionalidade apresenta-se flagrante. As decisões judiciais devem estar em conformidade com a Constituição Federal. garantia-síntese do sistema essa promessa é um indispensável ponto de partida para a correta compreensão global do conjunto de garantias constitucionais do processo ci vil . por completo. sua dinâmica demonstra sua f orça. baseado em valores fundamentais conflitantes [..] a interpretação sistemática e evolutiva dos princípios e garantias constitucionais do processo civil. bem como. em seu conjunto. busca uma harmonização. a fim da obtenção de um resultado justo. frente ao princípio da concordância prática e da proporcionalidade. mormente porque a et ernização da injustiça acabará por abalar a credibilidade da sociedade no Poder Judiciário e. de forma a obter a efetividade de todos eles. Afinal. vez nsere a norma estática na vida. por conseqüência. devem valer como meios de melhor proporcionar um sistema processual justo. sob pena de caracterizar verdadeiro ob stáculo ao desenvolvimento da sociedade. À luz da proporcionalidade[28]. nenhum princípio constitui um objetivo em si mesmo e todos eles. sim. a interpretação do direito não pode ser vista como uma atividade de mera aplicação. ou melhor.. Seguindo o contexto sugerido por Dinamarco.[29] O certo é que o direito deve caminhar ao lado da história.

através da atuação do juiz. não se pode rescindir o que jamais existiu. exceto do intérprete autorizado . pode-se dizer que um bom exemplo prático da formação da coisa julgada contrária à Constituição diz respeito às inúmeras ações de massa que tem abarrotado o ribunais nos últimos anos e que. defenda. essa se sujeita às diretrizes constitucionalmente estabelecidas e . Araújo adverte que a decisão que afronte preceito constitucional não pode ser compreendida como um dado prévio e absoluto. a coisa julgada material não se formará. ou seja.texto de manutenção da segurança jurídica. logo. em não o fazendo. quando e sses não repercutem.[37] Partindo dessas concepções. poss uiriam direitos e obrigações iguais. proferidas por alguém sem poder de jurisdição ou provocadas por parte sem capacidade postulatória. já teria se operado a coisa sobera namente julgada. em verdade. que receberiam soldos diferentes em razão de que sobre a sentença daquele que perdeu a causa. Complementa explicando: quando se afirma que tal sentença transitada em julgado é inconstitucional tal não é mais nada que a mera opinião do operador do direito. mas sim. qualquer sentença que atentar contra a Constituição não poderá ser consi derada válida. pelo que. da aplicação da me sma norma jurídica.[35] E em sendo a atividade jurisdicional ato de manifestação de vontade do Estado. em uma ação em que seria discutido um reajuste salarial de determinada cla sse. em alg uns casos tendo um decreto de procedência e em outros não. caracterizando a decisão pela sua inconstitucionalidade por ser aberrante de valores. para Delgado. porém. pois possui um defeito de tal monte. as que fo ram proferidas sem a citação de um dos litisconsortes e as que possuam algum defeito na formação da relação processual. a relação de compatibilidade o incompatibilidade vertical implica uma relação de caráter normativo-valorativo e não si mplesmente lógico-formal . não há nem a formação da coisa julgad a material e. é a imutabilidade dos próprios efeitos substanciais da decisão. em ép oca alguma. por vezes.[38] Em casos como o acima narrado. se uma das partes postulantes obtivesse o aumento salarial e a outra visse frustrada sua pretensão. por certo que deverá ser considerada incons titucional. como faz a maioria absoluta dos autores. uma sentença contend o o enunciado de efeitos juridicamente impossíveis é. Dessarte. a sentença sequer passa em julgado porque inexis te para o mundo jurídico. que é capaz de desfigu rá-lo . ela transita em julgado . inclusive.[39] Outrossim.[41] Há que. portanto. Isso acabaria por ferir o princípio da isonomia. partindo da ideia de que a coisa julgada material não é um efeito da sen tença. poderia haver dois colegas de trabalho que.[32] A inconstitucionalidade pode ser tida com o o estado da coisa que está em desconformidade com a Lei Maior. a utilização equivocada do termo relativização da coisa julgad a quando a decisão a ser impugnada é tida como inconstitucional. mesmo se tratando de matéria idêntica. estabelecidos em suas regras e princípios . as sentenças sequer possuiriam o pode r de transitar em julgado. Isso porque a sente nça viciada sequer existe para o mundo jurídico.[34] Percebe-se que a inconstitucionalidade reside no antagonismo e contrariedade do a to normativo inferior (legislativo ou administrativo) com os vetores da Constitu ição.[36] Entretanto. acabam por se resolver de formas diferentes. se a sentença contiver dizer de direito contrário a valor constitucionalmente relevante.[42] Já Dinamarco. identificável imediatamente por sua obviedade. tendo em vista que as decisões que preteriram as partes em relação ao restante da coletividade de sua determinada categoria. Desse modo. por ferir o pr incípio da isonomia. em tese. o que não se pode conceber. ou seja. tanto de forma su bstancial ou formal[33]. viciam a vontade jurisdicional de modo absoluto. para Wambier e Medina. Como exemplo dessa situação apresentam-se as sentenças ultra petita[40]. Assim. uma sentença desprov .

não sujeitando a sua arguição a qualquer prazo prescricional. verificada sem qualquer compromisso sério. Não sendo a decisão juridicamente possível. a princípio. em tese. nulo e. Diante da exiguidade dos casos em que se pode admitir a quebra do dogma da intangibilidade da coisa julgada é que surge a intensa discussão acerca do alargamento das hipóteses de relativização. Contra as sentenças maculadas por vício que acarrete a nulidade do ato. conclui-se que a definição de inconstitucionalidade da sentença se desenha como um problema não tão complexo. 267 e 268 [48]. sob o argumento de que essa seria nula ante à afron ta à Constituição. esta não se consolidará através da res iu icata.[46] De outra banda. por conseguinte. não há objeto de rescisão. Cramer. cons tatasse que o intuito revisional é meramente protelatório e de cunho duvidoso. mormente porque o próprio Suprem o Tribunal Federal já se manifestou em contrário.[43] Efetivamente. o vício deve ser de tal forma aberrante que se imponha so bre a autoridade da coisa julgada para desfigurá-la. em virtude disso. mesmo diante de inconstitucionalidade. Isso porque ante o caráter de excepcionalidade da quebra da imutabilidade.[45] Desse modo. não existam meios para imp ugnação da decisão. o que traria gran de risco de se cometer novas injustiças. pois se o mesmo não existe. Todavia. retirando a validade do ato. tendo por líquido e certo o direito de quebra da res iudicata quando essa proteger sentença aberrante de valor es constitucionais. nada im pediria que o Magistrado indeferisse a petição inicial se. Contudo. O entendimento da Corte Constitucional revela-se prudente. isso porque inexistindo ato ju rídico. embora inexistentes os efeitos substan ciais por ela programados . A se ntença existe desde que observadas as formalidades para sua prolação. não há o que ser rescindido.[49] Dantas defende a possibilidade de ingressar com uma ação declaratória de nulidade da s entença. pois a necessidade de sua de claração obstará que aventureiros jurídicos ajuízem um grande número de novas demandas sem l evar em conta a coisa julgada.[50] . mais que isso. observados o contraditório e a ampla defesa. o que levará à possibilidade de sua impugnação. o vício q ue torna o conteúdo contrário à Constituição acaba por prejudicar o campo da validade[44] do ato. chega-se a análise das possíveis soluções para os casos em que há formação da coisa julgada e.ida de efeitos substanciais e. tornando-o. menciona-se o caso de sentença que condena a parte a entregar um pedaço da própria carne ou prestar favores sexuais em razão de dívida. adepto da concepção de que a inconstitucionalidade torna o ato inexistente. como defendem alguns doutrinadores. por meio das Súmulas de n. Como exemplo. 4 Formas de impugnação nos casos de formação da coisa soberanamente julgada Por derradeiro. pois dependeria de novo pronu nciamento judicial. sugere o ajuizamento de ação declaratór ia de inexistência do ato. observa-se que o vício acarretado pela inconstitucionalidade da sent ença não atinge o campo da existência do ato. Além disso. escancarando o seu caráter turb ado e. tal é amplamente discutível. a sentença com o enunciado de efeitos impossíveis não será um ato jurídico inexistente. ainda que a invalidade do ato acarrete sua nulidade. levando em cont a a cognição superficial que é efetuada quando da análise desse remédio. há quem entend a que sequer é admissível o ajuizamento da ação rescisória. no caso em concreto. poderia até parecer adequado. o que. entende-se que a r es iudicata não poderá ser simplesmente desconsiderada. ante a inexistência de formação da coisa julgada pelo vício da inconstitucionalid ade.[47] Outra medida sugerida é a impetração de mandado de segurança. Porém.

Assim. apontam a possibilidade de ajuizamento de ação rescisória a qualquer tempo.[54] Aliás. Baseia-se na ideia de que não seria crível estabelecer qu e o fator tempo possa tornar imutável uma sentença que. Assim sendo . que é a defesa da ordem juríd ica como um todo. de endia que não era possível a impugnação através da ação rescisória. Portanto.Sobre a matéria. interp retando-o em favor do principal objetivo da ação rescisória. Na verdade. podendo até mesmo ser decretada de ofício pelo juiz que venha a analisar o feito em que o vício ocorreu. mas soment em casos de ocorrência de vícios insanáveis. para Araújo os casos em que a doutrina vem defendendo como possível a fl exibilização da imutabilidade dizem respeito a direitos indisponíveis e imprescritíveis. há necessidade de prévia rescisão do julgado. a proposição de ação declaratória de nulidade ou. como no caso do direito do filho em saber quem é seu pai biológico[58]. por fim. pena de promover-se o verdadeiro caos na ordem jurídica. A demais. sintetizava as possibilidades em três meios de impugnação. ao tratar da possibilidade de formação das sentenças.[56] Já. não se sujeitando a prazo decadencial ou prescricional. a fim de permitir a hipótese de rescisão sempre qu e a decisão passada em julgado violar direito reconhecido pela ordem jurídica . ou nulas de pleno direito. Ainda. que no minava de inexistentes. Nesta linha. a faculdade de resisti r à execução fundada em sentença viciada por meio de embargos e. sustentava pos sível a alegação de não consolidação da decisão como incidente em outro processo. menciona que as hipóteses trazidas por Theodoro Júnior e Faria são deveras abr angentes e permitiriam um amplo campo de revisão da coisa julgada. desconsiderando a coisa julgada.[59] Outra possibilidade seria a mudança na interpretação do já referido artigo 495 do Código d . observada a necessidade de alargamento das hipóteses l egalmente previstas.[57] Entretanto. Theodoro Júnior e Faria defendem que a inconstitucionalidade da sen tença acarreta a nulidade do ato e levantam a possibilidade de que a arguição independ a de qualquer formalidade. não pod endo a decisão anteriormente produzida ser simplesmente desconsiderada. em tese seq uer possuiria efeitos juridicamente possíveis.[53] Entretanto. mesmo. Contudo.[51] Contudo. como soluções. a concepção do autor não se limita ao inciso V.[52] Ainda. a qualquer tempo. Barbosa e Silva tece severa crítica contra a posição desses autores. arguição em sede de embargos à execução. essa ideia de necessidade de ajuizamento de ação rescisória[55] parece alcançar o r eferido ponto de equilíbrio entre a garantia da segurança jurídica e a necessidade de obtenção de um resultado justo. sustenta a vinculação do alargamento das hipóteses a esses direitos. quanto ao controle incidental por parte dos juízes. refere ser possível o ajuizamento de ação anulatória. que se reveste no instrumento hábil para revisão de decisões que adquirem autoridade de coisa julgada. conforme já visto. o que definitivamente não parece a melhor opção para o ordenament o brasileiro . Primeiro . Inicialmente. seria facultado o ajuizamento da ação rescisória. sob o argumento de que nã pode rescindir o que não existe. pois como demonstra Porto ainda que possível a mitigaçã o instituto em casos excepcionais. tal solução não é viável. Pontes de Miranda. capaz de ensejar casuísmos indesejáveis. gerado pela conseqüente ausência de estabilidade n as relações sociais . o c aminho seria o aperfeiçoamento da ação rescisória. explicando que é temerosa tama nha ampliação dos poderes do juiz dentro do modelo de Estado Democrático de Direito. a ampliação do prazo decadencial previsto para a propositura da ação rescisória. Dantas apresenta por alternativa. para os quais. levantava a possibilidade de se ingressar com nova demanda em juízo. mas defe nde que todo o rol do artigo 485 do Código de Processo Civil deve ser interpretado de forma não restritiva e a ação rescisória tenha admissão sempre que se for necessário pro teger a ordem jurídica. Porto sugere que o inciso V do artigo 485 do Código de Processo Civil deva ter uma interpretação extensiva.

A título de exemplo. no embate entre opiniões diversas.[60] Essa sugestão parece amplamente viável. em que pese a intensa discussão acerca das possibilidades de impugnação da co isa julgada considerada inconstitucional. em que as melhores alternativas podem e devem ser obtidas no dia-a-di a dos tribunais. e não da geometria ou da física. é ilógico e antijurídico que um prazo corra contra alguém. 6 Referências .[64] Tal inteligência pode e deve ser aplicada para esse confronto entre segura nça e justiça. Para tanto. sem que s eja possível. que ao contrapor o rigor dos positivistas à forma de pensar o direito dos jusnaturalistas. evidencia-se que frente à complexidade do mundo moderno as melhores sol uções somente aparecem na prática. o prazo somente p oderia correr da data em que foi possível se constatar a existência de vício capaz de tornar a sentença inconstitucional. verificando de forma empírica as soluções através da utilização do referido princípio. que este alguém tome alguma providência . nos casos excepcionais em que a inconstitucionalidade for flagrante. encontrar um legítimo ponto de equilíbrio entre a garantia constituc ional da coisa julgada e aqueles valores substanciais . juridicamente. não se exclui a utilização de outros reméd ios.[63] Com isso.[61] Contudo. contados da data do trânsito em julgado da sentença. como é o caso de anulação de negócio celebrado com coação em que o prazo decorre somente depois de essa te r cessado.[62] Tal entendimento encontra respaldo nas lições de Baptista da Silva. com a evolução do pensamento humano se constata que o pêndulo da históri a nos conduz. Isso porque as melhores soluções somente aparecem frente aos casos concretos. Dinamarco aduz que não é possível a fixação de c ritérios objetivos para solução do problema. Dinamarco reco mendável a adoção de um método de estudo indutivo. gerando uma c rise de insegurança que poderia abalar a estrutura do Estado Democrático de Direito. 5 Conclusão Portanto. inexoravelmente. mesmo porque vai ao encontro de inúmeros outro s institutos que preveem a contagem de prazo após determinada condição. ou. Assim. Além disso. a possibilidade de relativização da coisa julgada inconstitucional deve se r admitida. ainda. a partir daí. Para tanto. em casos excepcionais. do trânsito em julgado de ação que declarou lei inconstitucional pa ra as decisões nela baseadas que já ultrapassaram o período de rescindibilidade. que prevê que o prazo para propositura da ação rescisória é de dois anos . partindo dos casos particulares para alcançar um ponto comum em geral. ocasião em que se pod e refletir sobre o procedimento a ser adotado. e a atuação jurisdicional deve dar-se a fim de tornar o processo um verdadeiro instru mento de efetivação e distribuição da justiça. e pois as soluções de nossos problemas hão de ser bu scadas nessa pazientissima indagine caso per caso . embora se defenda que o instrumento adequado é o ajuizamento de ação rescisória e stendida além das hipóteses legalmente previstas. a fim de evitar um alargamento demasiado das hipóteses e retirar a confiabilidade da sociedade no Poder Judiciário. Ainda. no sentido de aproximar a ciência do Direito da his tória. a desconstituição do julgado deve ser admitida. e não apenas de mera interpretação. com base em um princípio de proporcionalid ade . em uma ação de investigação de pate rnidade. o prazo passa a correr do momento em que se teve acesso a novo laudo pe ricial. chega a conclusão de que.e Processo Civil. sendo necessário analisar a situação em concret o e. para chegar a soluções que harmonizem os interesses individuais e coletivos.

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Adriana dos. Eficácia das sentenças na jurisdição constitucional. MORAIS. São Paulo: Revista dos Tribunais. 303-329. 2001. Rio de Janeir o: Revista dos Tribunais. Pontes de. Paulo Roberto de Oliveira. José Miguel Garcia. São Paulo: Ce lso Bastos. out. Teoria processual da constituição. São Paulo: Revista dos Tribunais. Nelson. ed. Princípios do processo civil na constituição federal. Teori Albino.). Barueri: Manole. sistemas e efeit os. São Paulo: Re vista dos Tribunais. (Coleção estudo s de direito de processo Enrico Túllio Liebman. n. 2008. Marcelo de Águia. ed. 2005. p. Porto Alegre: Livraria do Advogado. Oswaldo Luiz. [2] NERY JUNIOR. Acesso à justiça e arbitragem: um caminho para a crise do judiciário. LIMA. 112. 2. LENZA. 2000. Revista da Es .. ed. MIRANDA. São Paulo: Saraiva. 2. Direito constitucional esquematizado. Lenio Luiz. [3] DINAMARCO. ago. Ciência política e teoria geral do estado. 4. São Paulo. Princípios do processo civil na constituição federal. SANTOS SILVA. São Paulo: Revista dos Tribunais. ZAVASCKI. NERY JUNIOR. 2005. 2. Cândido Rangel. Nelson. ed. Constituição e segurança jurídica: direito adquirido. 1997. 2003. O princípio da coisa julgada e o vício da incons titucionalidade. 21) 8. Bel o Horizonte: Forum. 20 09./dez. São Paulo: Revist a dos Tribunais. p. Ação rescisória atípica: Instrumento de defesa da ordem jurídica. 39. 21) 8. 2004. ROCHA. STRECK. Carmen Lúcia Antunes (Coord. 2003. Jurisdição constitucional e hermenêutica: uma nova critíca do direit o. ato jurídico perfei to e coisa julgada: estudos em homenagem a José Paulo Sepúlveda Pertence. José Luis Bolzan de. Relativizar a Coisa Julgada Material. Contribuição à teoria da coisa julgada. Teresa Arruda Alvim. p. Luiz Guilherme. Cidadania processual e relativização da coisa julgada. MARINONI. ed. WAMBIER. Rio De Janeiro: Forense. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2001. São Paulo: Revista dos Tribunais. Pedro. PALU. ______. Novas linhas do processo civil: acesso à justiça e os inst itutos fundamentais do direito processual. v. Willis Santiago. 162.ed.GUERRA FILHO. 23-32. [1] Acadêmico do curso de Direito da UPF. 1998. Revista de pro cesso. Campin as: Bookseller. (Coleção e studos de direito de processo Enrico Túllio Liebman. 2004. ano 33. Controle de constitucionalidade: conceitos. São Paulo. Sérgio Gilberto. 13. Campus Casca. 1. 2009. n. ed. 165-191. Tratado da ação rescisória: das sentenças e de outras decisões. p. 1993. 2004. Revista de Processo. v. ed. 2004. MEDINA. ______. O dogma da coisa julgada : hipóteses de relativização. PORTO. Justiça material vesus segurança jurídica: implicações no proc sso civil e aplicação dos postulados normativos para a solução do embate. VILLAS-BÔAS.

LIMA. Lenio Luiz (Org. São Paulo: Revista dos Tribunais. quando se permite a rescisão se a sentença violar literal dispos ição de lei. Em rigor. jan. [15] VILLAS-BÔAS. MORAIS. n. p. Contudo essa tímida referência não garante a unicidade. São Paulo: Revista dos Tribunais. MEDINA. v. [12] Ibid. se adotou tese razoável. José Miguel Garcia. ed. co mo teria que ser adotada. 2009. São Leopoldo: Unisinos. Contribuição à teoria da coisa julgada. 4..] Apenas em um dos incisos do ar t. s e houve à época de sua prolação vacilo jurisprudencial. p. O cerne da diferença.RS. Ação rescisória atípica: Instrumento de defesa da ordem jurídic a. [5] PORTO. 48. p. ainda que entenda que a não aplicação correta da lei acarrete a injustiça e abra a possibilidade de rescisão da sentença. ato jurídico p erfeito e coisa julgada: estudos em homenagem a José Paulo Sepúlveda Pertence. 2004. [14] ROCHA. Marcelo de Águia. São Paulo. Ciência p olítica e teoria geral do estado. 122. p. 106-108. ed . Anuário do programa de pós-graduação em direito: mes trado e doutorado. [9] Nesse ponto é mister chamar atenção para o fato de o autor. [10] Ibid. 2001. Fabiana Azevedo da. 1997. p. p. Carmen Lúcia Antunes (Coord. Streck. Rio de Janeiro: Revista dos Tribunais. 70-71. STRECK. [. qua ndo o processo de sua edição (processo quase legislativo) padeceu de defeitos graves q ue comprometem a excelência da regra editada. Porto Alegre: Livraria do Advogado. n. que congrega as taxativas hipóteses de rescisória. se coloca exatamente neste aspecto de direito próprio do cidadão a ter garantido o seu bem-estar pela ação positiva do Estado como afiançador da qualidade de vida do povo . 2003. [11] NERY JUNIOR. 25-26. 2001. 184-185.. Teresa Arruda Alvim. Teori Albino. Belo Horizonte: Forum. 485. 2. [13] BAPTISTA DA SILVA. 2006. ainda que depois tenha se pacifi cado a tese oposta a do julgado etc. 30. tanto que a jurisprudência é pacífica em não reconhecer a possibilidade da rescisória ainda que a se ntença padeça de evidente erro. [7][7] CUNHA. 22. 106-107. da maneira como posta na lei. e a da dualidade pura. a ação rescisória apenas permite o ataque a comandos concretos (sentenças). p. 2005. Princípios do processo civil na constituição federal./jun. vol. Lenio Luiz.cola Paulista de Magistratura. 2003. Leonel Severo (Org. 2. [8] ZAVASCKI. 46-59. 115. A leitura do instituto da coisa julgada frente ao constitucionalismo da pós-modernidade. [6] Essa preocupação ocorre como produto das políticas estatais adotadas após as grandes guerras e se caracteriza por ser um modelo que garante tipos mínimos de renda. 369. Coisa julgada relativa? In: ROCHA. seja também porque o curto prazo decadencial da rescisória termina por assegurar a imutabilidade definitiva dos erros de julga mento . Sérgio Gilberto. Constituição e segurança jurídica: direito adquirido. Paulo Roberto de Oliveira. Justiça material vesus segurança jurídica: implicações no . [4] WAMBIER. Revista da PGE. José Luis Bolzan de.. p. São Paulo : Revista dos Tribunais. O dogma da coisa ju lgada: hipóteses de relativização.). se o assunto é controvertido. p. se tangencia a tese da un icidade do Direito. p. O princípio da coisa julgada e o vício da i nconstitucionalidade. seja porque o qualifi cativo literal permite expressamente que decisões erradas sejam mantidas. mas como direito político. Porto Alegre.). p. entende que a ação rescisória na forma em que a conhecemos não é o remédio adequado conforme segue: A rescisória se situa a meio caminho entre a tese da unicidade.. além da crescente atitu de interventiva estatal. 2. não c omo caridade. Eficácia das sentenças na jurisdição constitucional. Ovídio A. p. 63. 168./dez..). jul.

323. p. Revista de Process o. José Afonso da. Constituição e segurança jurídica. 36. Paulo. 95. [20] Streck alerta que. o princípio da livre iniciativa foi considerado violado. p. p. para o qual a proporcionalidade não pode ser considerada princípio. no cas o em que o Supremo Tribunal Federal declarou inválida ordem judicial para a submis são do paciente ao exame de DNA. O fundamento da idéia de concordância prática decorre da inexi stência de hierarquia entre os princípios. 16. na sua inter-relação horizontal com o princípio da defesa do consumidor. 162. 309-311. [. Pontos polêmicos das ações de indenização de áreas naturais prote idas: efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais. Belo Ho rizonte: Fórum. p. José Joaquim Gomes. Direito constitucional esque matizado. [23] SILVA. Da mesma forma. n. 09. p.. ano 33. não é a proporcionalidade que foi violada. José Augusto. [22] Ibid. traz-se lição de Humberto Ávila.] passados quinze anos desde a pr omulgação da Constituição. Adriana dos. 2008. Carmen Lúcia Antun es (Coord.. p. O autor conclui. buscando-se. n. ago. São Paulo: Malheir os. ed. Lenio Luiz. Essa inefetividade põe em xeque. [18] DINAMARCO. Relativizar a Coisa Julgada Material. p. 2005. Direito constitucional e teoria da constituição. São Paulo. Curso de direito constitucional. p. [17] DELGADO. conforme segue: Com efeito. p. 14-15. ano 26. os bens jurídicos constituciona lizados deverão coexistir de forma harmônica na hipótese de eventual conflito ou conco rrência entre eles. assim. ed.ed. 7 . LENZA. [16] Ibid. Relativizar a Coisa Julgada Material. 389. evitar o sacrifício (total) de um princípio em relação a outro em choque. p. Rio De Janeiro: Forense. foi considerada violada à dignidade da pessoa human a do paciente. São Paulo: Saraiva./set. 2004. que prevê a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos da República brasileira.processo civil e aplicação dos postulados normativos para a solução do embate. . [24] DINAMARCO. Coimbra: Almedina. jul. 116. 105-106.). parcela expressiva das regras e princípios nela previstos conti nuam ineficazes. STRECK. no caso em que o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional lei estadual q ue determinava a pesagem de botijões de gás à vista do consumidor. Barueri: Manole. ato jurídico perfeito e coisa julgada: estudos em homenagem a José Paulo Sepúlveda Pertence. 103. Revista d e processo. por essa ter sido restringida de forma desnecessária e desproporcio . 15. [21] SANTOS SILVA. 13.. coletivos e sociai s) e uma prática jurídico-judiciária que. 2004. [27] Sem desejar ingressar na discussão. 2009. 2001. a eficácia das normas constitucionais exig e um redimensionamento do papel do jurista e do Poder Judiciário (em especial da J ustiça Constitucional) nesse complexo jogo de forças. [26] CANOTILHO. Pedro. por ter sido restringido de modo desnecessário e desproporcional. que deixou de ser aplicado adequadamente. Acesso à justiça e arbitragem: um caminho para a cri se do judiciário. In: ROCHA. antigas teorias acerca da Constituição e l egislação ainda povoam o povoado dos juristas. o próprio ar tigo 1º da Constituição. 1185.. reiteradamente. 2. p. 21. [19] BONAVIDES. inobstante a isso. 2005. Rigorosamente. [25] O princípio parte da idéia de unidade de Constituição. ed. (só)nega a aplicação de tais direi tos . Jurisdição constitucional e hermenêutica: uma nova critíca do di reito. Constituição e segurança jurídica: direito adquirido. já de início e sobremodo. ed. 2003. na medida em que se coloca o s eguinte paradoxo: uma Constituição rica em direitos (individuais. mas o princípio da livre iniciativa. p. 2. São Paulo.

391-393. mas o princípio da dign idade humana. Cidadania processual e relativização da coisa julgada. p. a Assembléia Legislativa de um Estado da Federação editar uma lei em uma matéria penal ou em matéria de direito civil. p. BARACHO. [.nal./dez. ed. Curitiba: Juruá.] ÀVILA. 165. 2004. [37] ARAÚJO. [36] ROCHA. Constituição & processo.ed. por isso não pode ser constitucional ou inco nstitucional. [34] DANTAS. De outra parte. 122. [32] Ibid. Com a razoabilidade dá-se o mesmo. não é a proporcionalidade que foi violada.. confrontando-os com as regras jurídicas às quais ele adere ou que lhe são impostas. Sérgio Gilberto. sob a ótica das decisões judiciais. normalidade. 2001. [31] Isso porque. evocando-se assim um conceito de o rdem filosófica. Marcelo Cunha de.. Rigorosamente. Luís Roberto. 2006.. 54-55. São Paulo: Malheiros.. p. A violação deles consiste na não-interp retação de acordo com a sua estruturação. 2006. p. ed. São Paulo: Malheiros. p. 2005. [28] Nos dizeres de Baracho. sobre inconstitucionalida de formal. São Paulo. Teoria dos princípios: da definição à aplicação dos princípios os. O ser humano antes de a gir deve calcular as vantagens e os inconvenientes de seus atos. A proporcionalida de comporta variáveis e indeterminações que não podemos negligenciar. é dela que se tratará quando for utilizado o term o inconstitucionalidade . A coisa julgada é apenas um fenômeno. 5. Essas consi derações levam ao entendimento de que os postulados normativos situam-se num plano d istinto daquelas normas cuja aplicação estruturam. São Paulo: Revista dos Tribunais. Se. Controle de constitucionalidade: conceitos. 2003. As idéias que vei culam estão contidas em conceitos com racionalidade. seja antes ou depois do trânsito em julgado . a proporcionalidade é princípio fundamental que inspira não somente a ação administrativa. p. [33] Ainda que somente interesse. p. BARBOSA E SILVA. 2. incorrerá em inconstitucionalidade por violação da competênci a da União na matéria. 26. Porém. Ensaio e discurso sobre a interpretação/aplicação do direito.. o que se verá conspurcada é a sentença. São aulo: Saraiva. O vício existente na coisa julgada inconstitucional . A proporcionalidad e pode ser interpretada através da análise de seus valores abstratos ou por meio de sua aproximação com as idéias da razão e da equidade. p. segundo Érica Barbosa e Silva: [. na sua inter-relação horizontal com os princípios da autodeterminação da per sonalidade e da universalidade da jurisdição. 3 .] a inconstitucionalidade não é da coisa julgada. 278-279. out. 24. que recai sobre a sentença. que se t raduz na inobservância da regra de competência para a edição do ato. que deixaram de ser aplicados adequada mente. BARROSO. Re vista de Processo. Coisa julgada inconstitucional: hipóteses de flexibil . tal situação pode ser definida como: A primeira possibilidade a se conside rar. haverá inconstitucionalidade formal propriament e dita se determinada espécie normativa for produzida sem a observância do processo legislativo próprio . José Alfredo de Oliveira. [29] PORTO. p. ou normas de segundo grau. [30] GRAU. que será contrária a Con stituição Federal. mas sim da sentença. 88. 84. Nesse caso. como aparenta o termo. Humberto. p. quanto ao vício de forma. necessidade. metanormas. sistemas e efeitos. ed. mas toda atividade humana. por exemplo. a inconstituci onalidade material ou substancial. n. Eros Roberto. é a denominada inconstitucionalidade orgânica. 69. São. Ivo. O princípio da coisa julgada e o vício da inconstitucionalidade. 1. Oswaldo Luiz. har monia e equilíbrio . [35] PALU. Belo Horizonte: Fórum.. Direito processual constitucio nal: aspectos contemporâneos. 2003. por isso. 112. . sem pretensão de aprofundar. como será adiante demonstrado. Ainda: a proporcionalidade jurídica é considerada como decorrente da e xigência de uma relação lógica e coerente entre dois dos vários elementos. O controle de constitucionalidade no dir eito brasileiro: exposição sistemática da doutrina e análise crítica da jurisprudência.

BARBOSA E SILVA. Tratado da ação rescisória: das sentenças e de outras decisões. José Miguel Garcia. São Paulo: ano 91. ed. 2004. Coisa julgada inconsti tucional e os instrumentos processuais para o seu controle. Constituição & processo. p. pois ainda que produza efeitos por determinado período. 94-95. p. 2007. Coisa julgada inconstitucional e os instrumentos proc essuais para o seu controle. p.29. 223. Cidadania processual e relativização da coisa julgada. [46] MARINONI. p. 706. p. p. v. [49] DANTAS. [45] FARIA. ALVIM. Arruda. São Paulo: Revista dos Tribunais. ano 33. [55] Conforme Araujo caso o cidadão seja acionado judicialmente em novo processo de conhecimento. p. Pontes de. 179-180. Súmula 268 do Supremo Tribunal Federal: Não cabe andado de segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado . [53] MIRANDA. 9. [52] BARBOSA E SILVA. entende que somente prejudicada a segunda não poderá ser a sen tença dita como inexistente. 3. [54] PORTO. Sérgio Cruz. 795. 2. 2002. mesmo porque poderá produzir efeitos. [51] FARIA. v. Revista dos Tribunai s. Ronaldo. Teresa Arruda Alvim. [48] Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal: Não cabe mandado de segurança contra ato j udicial passível de recurso ou correição . p. p. 226. [39] Ibid. 28-30. Impugnação da sentença transitada em julgado. O vício existente na coisa ju lgada inconstitucional. 237. São Paulo: Revista dos Tribunais. p. São Paulo: Revista dos Tribunais. 34. 20. 164. 226-228.ização e procedimentos para impugnação. a autor a explica que o vício da inconstitucionalidade maculará o campo da validade da sente nça. Dessarte. 37. THEODORO JÚNIOR. concedendo ou deixando de conceder expressamente mais do que tenha sido pedido . Luiz Guilherme. [42] DANTAS. inobstante reconheça a diferenciação entre existência fát ca e existência jurídica. 201. [38] DELGADO. Revista de Process o. os campos da eficácia e d a validade são independentes entre si. out. Manual do processo de conhe cimento. 2008. p. ed. [41] WAMBIER. Pontos polêmicos das ações de indenização de áreas naturais protegidas. em embargos à execução.. p. 97-100. ARENHART. 2005. ou qualquer outra ação que não sejam as constitucionalmente previstas e supra citadas. Constituição & processo. [40] Essas sentenças se caracterizam quando a decisão for além do pedido formulado pel a parte. 1998. Relativizar a Coisa Julgada Material. quedar-se-á tranqüilo de q ue a oposição da exceção da coisa julgada impedirá qualquer pronunciamento jurisdicional c ontrário. Por outro lado. O vício existente na coisa julgada inconstitucional .. Manual de direito processual civil. p. p. THEODORO JÚNIOR. 2003. [47] CRAMER. p. O dogma da coisa ju lgada: hipóteses de relativização. 1 ed. p. MEDINA. São Paulo. Humberto. 26-34. ciente dos limites da garantia da coisa julgada. C ampinas: Bookseller. 30-32. [43] DINAMARCO. p. [44] Barbosa e Silva explicita que a sentença existe desde que observadas as forma lidades legais para sua prolação e. n.557. Juliana Cordeiro de. caso se . Rio de Janeiro: Lúmen Juris. [50] Ibid. por mandado de segurança. jan.

p. Constituição & processo. da CR/88 e a impossibilidade de usucapião d e bem público dos arts. o constituinte foi explícito ao exibir sua caracterís tica de tutela imprescritível. [59] Ibid. além de sua característica patente de indisponibilidade. 220-222.] . Nota-se que o p atrimônio público.ed. Coisa julgada incons titucional. p. ainda possui a imprescritibilidade das ações que visem a sua tutela. p. 208-209. p. O dogma da coisa julgada. parágrafo único. p. ARAÚJO. 37. 2000. Teoria processual da constituição. Além dos já elencados c s de revisão criminal pro reo e da rescisão da ação de investigação de paternidade. Porto Alegre: Ser gio Antonio Fabris. 1995. Willis Santiago. 206. embora excepcion al. [60] WAMBIER. p.ja acionado em ação rescisória. em virtude de ter sido eleito o único mecanismo que. 223. . Coisa julgada inconstitucional. p. 1 40. [62] DINAMARCO.. [. ambos da CR/88. bom se questionar quais seriam os direitos passíveis de utilização da ação rescisória mesmo após seu prazo prescricional. Diferente dos outros exempl os elencados. terá plena consciência de que poderá haver modificação no est das coisas. p. [57] DANTAS. Sentença e coisa julgada: ensaios. 28. ed. Ação rescisória atípica. § 3º. 3. 96-97. [56] PORTO. [58] Exemplificando: Na prática. sendo possível ação rescisória.. 183. 70. 204. São Paul o: Celso Bastos. 1. permite uma mitigação do direito pela necessidade do autocontrole e correção de um s istema humanamente criado e aplicado . mesmo após o prazo da art. [63] BAPTISTA DA SILVA.. [61] Ibid. Relativizar a coisa julgada material. 211. no caso do erário. ao argumento da inconstituc ionalidade.. o estudo do texto constitucional nos mostra explicitamente outros exemplos: a ação de ressar cimento ao erário prevista no art. § 5º. MEDINA..ARAÚJO. [64] GUERRA FILHO. 495 do CPC. e 191. p. p.