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Livro Branco das Superindenizações

O livro Branco das Superindenizações, contendo informações sobre mais de 70 processos judiciais movidos por donos de terras desapropriadas contra o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foi divulgado dia 30/9/99 pelo Ministério da Política Fundiária e Agricultura Familiar. As chamadas superindenizações da reforma agrária, somadas, alcançam mais de R$ 7 bilhões, dinheiro suficiente para assentar 300 mil famílias.Os dois primeiros exemplares da publicação foram entregues pelo ministro Raul Jungmann ao presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, e ao vice-presidente da Câmara Federal, Deputado Heráclito Fortes.

Apresentação
Tomamos a iniciativa de trazer ao conhecimento da população um tema que tem representado elevadíssimo ônus para os cofres públicos e, por conseqüência, à sociedade como um todo. Trata-se da elevação, artificial e exorbitante, dos valores pagos a título de indenização aos proprietários de terras desapropriadas por interesse social para fins de reforma agrária. A coleção de casos que apresentamos aqui, e que são apenas uma amostra, chegam a oito bilhões de reais em valores atualizados. O artifício da elevação exponencial dos preços das terras desapropriadas ocorre quase que invariavelmente por meio de ações judiciais, em processos que se arrastam por anos nas diversas instâncias do Poder Judiciário. Nos cálculos judiciais foram incluídas, ao longo dos anos, alegadas perdas com produção agropecuária não realizada, cujos lucros cessantes são atualizados monetariamente e capitalizados. Isso ocorre a despeito de serem as terras desapropriadas pelo Incra, por definição, improdutivas. O mesmo acontece com as avaliações das benfeitorias dos imóveis desapropriados, sejam elas reprodutivas ou não, assim como com a absurda indenização da cobertura vegetal nativa. Nas desapropriações que sofreram ação judicial, o custo dos remanescentes pagos como indenização imposta pelas sentenças alcançaram 14 vezes o valor do laudo inicial de Incra na região Sudeste. Na região Centro Oeste esta relação também é alta - chegando a 12 vezes (v. tabela abaixo). Desse modo, o custo das terras obtidas para a reforma agrária é basicamente determinado pelo sistema judicial, que acolhe ações em aproximadamente 50% de todas as desapropriações.

Fatores de multiplicação, decorrentes de sentença judicial, do custo inicial das desapropriações Região Centro Oeste Nordeste Norte Sudoeste Sul Multiplicador 11,97 4,93 9,09 14,64 1,20

Brasil 5,01 Fonte: "Custo Social da Reforma Agrária" - Shigeo Shiki, Henrique Dantas Neder e Paulo Henrique Rangel Teixeira (Convênio FAO/Incra)

O Gabinete do Ministro de Política Fundiária e Agricultura Familiar e o Incra, com integral apoio do presidente Fernando Henrique Cardoso, têm enfrentado sistematicamente, a partir da edição da Medida Provisória 1.577/97, estas distorções que, se não corrigidas, comprometerão irremediavelmente o programa de reforma agrária. A atuação dos procuradores do Incra, seja

por meio de ação rescisória ou de recursos nas ações de desapropriação, resultou, por exemplo, que, em 1997, de uma dívida total de R$ 415,9 milhões, a União teve que pagar apenas R$ 260,4 milhões. No ano seguinte, esse número foi reduzido para R$ 55,7 milhões. Recentemente, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, finalmente acatou as alegações feitas pelos advogados do Incra em ação rescisória contra os ex-proprietários do imóvel Fazendas Reunidas, situado no município de Promissão (SP) e desapropriado para fins de reforma agrária em 1987. Os antigos proprietários recorreram à Justiça para elevar o valor da desapropriação dos R$ 25.811.260,00 inicialmente arbitrados pelo Incra para R$ 385.502.876,00, valor que, atualizado, já beira R$ 1 bilhão. O TRF paulista, atendendo à demanda do Incra, determinou a realização nova perícia no imóvel. Como este, contam-se dezenas de outros casos. Dois fatores contribuíram para que essas distorções se repetissem continuadamente. Um deles, felizmente vencido, foi a inflação, que criava uma ilusão monetária na qual todos os valores eram relativizados ao extremo. As atualizações monetárias das indenizações inicialmente propostas, adicionadas aos demais ressarcimentos, resultavam em valores elevadíssimos. O fator tempo contribuía para corromper ainda mais estes cálculos: de um lado, acreditava-se que a inflação terminaria por corroer os excessos; por outro, abusava-se da correção monetária. O segundo fator persiste, constituindo uma tradição: a Justiça brasileira, fundamentada no direito à propriedade previsto na Carta Magna, tende, historicamente, a decidir em favor do proprietário sempre que entenda que esse direito está sendo ou possa vir a ser ameaçado. A Constituição Brasileira, neste aspecto, é pouco específica, mas determina claramente que a terra deverá cumprir sua "função social", sem o que se torna passível de ser desapropriada "mediante prévia e justa indenização". Ainda em relação a estes dois fatores, deve-se lembrar que, no período inflacionário, investir na terra era considerado como alternativa das mais seguras para o dono de capital. A terra era tida como reserva de valor extremamente segura e de grande liquidez. As decisões da Justiça tendiam, então, a reforçar o direito a este investimento, ainda que em detrimento da previsão constitucional da função social da terra. Assim sendo, o custo de obtenção de terras para a reforma agrária tem sido basicamente determinado pela Justiça. Os preços pagos após os processos judiciais atingem, em média, 5,01 vezes o valor inicialmente proposto pelo Incra. Esta diferença seria significativamente maior não fosse a permanente disposição da autarquia de contestar firmemente todo e qualquer excesso cometido pela perícia judicial. Todos os estudos demonstram que a desapropriação, em vez de punir o latifúndio improdutivo, tem trazido benefícios a seus proprietários que, ao contestar na Justiça os valores definidos pelo Incra, são quase sempre indenizados com valores significativamente mais altos do que os praticados no mercado. Mesmo os proprietários que não recorrem à Justiça obtêm ganhos na indenização graças à legislação que obriga o pagamento de benfeitorias pelo seu valor de reposição. No dia 27 de setembro último, a "Folha de S. Paulo" denunciou, em manchete de primeira página, que um fazendeiro do Pará pagou R$ 22,3 mil para que 1.500 famílias de sem-terra invadissem sua fazenda de forma a induzir a desapropriação pelo Incra. O resultado é calculado: uma vez recebida a indenização arbitrada pelo Incra, o fazendeiro entrará na Justiça numa tentativa de multiplicar esse valor. Para se ter uma idéia do representam as superindenizações, basta dizer que, em apenas quatro processos judiciais em análise, a União pode ser condenada a pagar nada menos que R$ 1,7 bilhão, o que representa todo o orçamento da reforma agrária para este ano. No entanto, o Incra, por seus advogados, luta judicialmente no sentido de diminuir essa quantia para R$ 170 milhões, ou seja, apenas 10% do total. Para que isso realmente ocorra, porém, é necessário que não se fique apenas na ação dos procuradores do Incra. É preciso que a legislação seja mudada, senão o ralo pelo qual o dinheiro público escoa jamais será fechado.

Após a decisão judicial. o Incra faz a avaliação do imóvel com base em critérios definidos pela Lei n. Além disso. 2. em TDAs. pelo Congresso Nacional. da Medida Provisória nº 1. mais uma vez dê sua colaboração a essa causa que. Caso recorra. são conferidas as medidas do imóvel. neste ponto. o juiz fixa a indenização. já contribui. Como surgem as superindenizações de terras . As desapropriações são contestadas por meio de demanda judicial. Há ainda a possibilidade de o Incra recorrer dos valores definidos pela perícia. esperamos que o Congresso Nacional. a especificação dos casos em que podem ser cobrados os juros de mora. a eliminação do pagamento de cobertura vegetal nativa e a determinação de maior rigor nas avaliações. do expurgo de inflação e os juros de mora. o Incra deposita os TDAs para pagamento da terra nua e o valor em dinheiro correspondente às benfeitorias. Além disso. para elevar significativamente o custo do imóvel . Por tudo isso.º 8. As mudanças que ela propõe incluem a obrigatoriedade do perito ser engenheiro agrônomo. 4. A indenização deve ser calculada com base no valor de mercado. no entanto.o que se aplica também às indenizações não contestadas. A tradição de se calcular as benfeitorias tendo como parâmetro de cálculo o seu valor de reposição. Nela são definidos os novos valores da terra nua e das benfeitorias. o Incra deve depositar desde logo. 3. além de social. Ao proferir a sentença. que elaboram novo laudo e fixam ou não novos valores que. o valor da terra nua.901-30/99. com freqüência. Se o proprietário aceitar esses valores. 1. Depois da exposição de motivos e do decreto de desapropriação baixado pelo presidente da República. tem também um forte sentido econômico.º 1. que não tem negado apoio às iniciativas do Governo no sentido de apressar. são significativamente mais elevados do que os estabelecidos pelo Incra. a variação da moeda. melhorar e baratear a reforma agrária. são emitidos precatórios para os pagamentos dos valores em moeda. Estas avaliações são feitas por peritos nomeados pela Justiça. Para ajuizamento das ações de desapropriação. emitem-se os Títulos da Dívida Agrária (TDAs). É um recurso que pode ser utilizado para reduzir o custo da indenização. recebe-os. a vedação de juros em cascata.629/93 e pela Medida Provisória n.901-30/99.Um considerável avanço na correção de tais distorções será obtido com a conversão em lei. definidos os juros compensatórios. pode levantar 80% deles. Raul Jungmann Ministro de Política Fundiária e Agricultura Familiar A Desapropriação Enumeramos a seguir os passos necessários ao desenvolvimento do processo de desapropriação de terras e as principais causas preliminares que fazem com que as indenizações sejam artificialmente elevadas. Impõe ainda que o Incra monte um banco de dados com informações sobre o mercado de terras para orientar as avaliações. especialmente editada para pôr um freio às superindenizações. Em todos os casos. sendo que as benfeitorias devem ser pagas em dinheiro.

no entanto. Tem sido cada vez maior. trata-se de um dos principais artifícios usados para elevar o valor das indenizações. os advogados do Incra podem ainda devolvê-lo com um arrazoado demonstrando falhas e erros no cálculo apresentado contestação normalmente aceita pelo juiz. Para tanto. ou cobertura florística. expurgos inflacionários de 70% são reduzidos. a convergência de opiniões em direção à interpretação de que tal avaliação é esdrúxula. Quando recebem da Justiça um precatório tornando o pagamento obrigatório. expurgos inflacionários (nas ações anteriores ao Plano Real) e até indenização de cobertura vegetal nativa . No processo de execução da dívida. para até 6%.O governo federal baseia sua ação contra a cobrança de valores extorsivos no princípio constitucional da justa indenização. o Ministério de Política Fundiária propõe que eles sejam vinculados à utilização maior ou menor da terra. para o que chamam de terra nua. foi sugerida a aplicação do índice GUT (Grau de Utilização da Terra). mas os advogados do Incra buscam reduzi-los para 2%. dois exemplos (Ceará e Maranhão) das avaliações em separado da terra nua e de sua vegetação. O proprietário recorre à Justiça quando discorda desse valor. A terra e a sua vegetação são componentes que não podem ser colocados isoladamente. Nos gráficos que seguem. leva-se em conta a existência de suas pequenas culturas. que determina uma nova perícia.o que a medida provisória n. seus advogados voltam a debater. o Incra contesta os cálculos e ainda propõe uma ação rescisória com pedido de liminar suspendendo o pagamento. Qualquer valor que ultrapasse este limite é considerado enriquecimento sem causa e prejuízo do patrimônio público. Assim. os peritos calculam. já que eles se referem a valores que deixaram de ser auferidos em razão da desapropriação. Ainda que o imóvel seja improdutivo com relação à sua potencialidade. Ele varia entre zero e 80 . O valor do imóvel é estipulado com base em avaliação administrativa.5% 1% 2% 3% 4% 5% . Os juros compensatórios aplicados a toda indenização definida judicialmente foram reduzidos de 12% para 6% e. o que significa estipular um valor que permita ao proprietário adquirir outro imóvel semelhante ao desapropriado. correspondem. os honorários advocatícios são usualmente fixados em 6%. agora. interpõe recurso judicial onde couber. Ainda a propósito dos juros compensatórios. E assim são vistos pelo mercado. reduzem significativamente os valores dos precatórios por indenizações pagos aos proprietários de imóveis rurais improdutivos. Na instância final.o que ocorre até mesmo em áreas do semi-árido nordestino. honorários advocatícios. No novo cálculo entrarão juros. na argumentação. As ações que movidas pelo Governo Federal para contestar esses percentuais. A primeira providência do juiz é solicitar uma perícia no imóvel e é a partir daí que o seu preço começa a ser inflado.º 1. os juros compensatórios seriam aplicados de acordo com a seguinte variação: Acima de zero e até 15 GUT Acima de 15 e até 30 GUT Acima de 30 e até 40 GUT Acima de 40 e até 50 GUT Acima de 50 e até 60 GUT Acima de 60 e até 70 GUT 0. valores próximos aos de mercado e a ele acrescem o suposto valor de sua vegetação . ao valor de mercado do imóvel. somada às parcelas referentes a benfeitorias. O governo federal tem se insurgido contra toda e qualquer avaliação que considere excessiva. portanto. Leve-se em conta que a parcela de valor atribuída à terra nua. aproximadamente. para 40%. apela em caso de sentença contrária. a indenização de cobertura vegetal nativa não é considerada legal ou justa. passível de desapropriação. Para tanto. já que são indissociáveis.901-30/99 veda.limite abaixo do qual a terra é considerada improdutiva e. A propósito da cobertura vegetal nativa.

e. Deve-se levar em conta que os decretos de desapropriação foram recorde em 98.Acima de 70 GUT 6% Variações gritantes entre as avaliações dos peritos judiciais também ocorrem em função dos diferentes métodos utilizados. Em 1997. Terceira Região.4 milhões. e o do custo de reposição. com área de 17. por meio de seu corpo de procuradores. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define três graus de precisão para as vistorias: a) precisão expedita.7 milhões. b) precisão normal. No ano passado foram assentadas pelo Incra mais de 100 mil famílias. usado para avaliar as benfeitorias do imóvel a ser desapropriado. Segundo os procuradores do Incra. a grande maioria delas em terras desapropriadas para fim de reforma agrária. razão pela qual defende-se que a avaliação pelo nível de precisão rigorosa se torne regra a seguir. Porque é fato que as benfeitorias não agregam valor ao imóvel na mesma razão do seu custo de reposição. os procuradores do Incra obtiveram uma vitória histórica. ainda que parcial: por oito votos a um. . Em 1998. o comparativo. ou seja. em sua totalidade.9 milhões. estabelecendo sistema de pesos que podem aferir estatisticamente a importância das benfeitorias no valor do imóvel. com a intensificação da ação dos procuradores do Incra e apesar das falhas na legislação em vigor. Histórico As iniciativas dos procuradores do Incra na contestação dos cálculos e nas ações rescisórias para que prevaleça no Judiciário a justa indenização das terras desapropriadas para fins de reforma agrária. como ocorre quando a avaliação é realizada pelo método do custo de reposição. na pesquisa de valores de imóveis usados como referência. Sugere-se. em substituição. E até na utilização de um mesmo método. o Incra. a previsão para pagamento de precatórios por indenização de imóveis desapropriados era de R$ 415. o número e o valor do precatórios despencaram: no orçamento do Incra eles foram estimados em R$ 55. As duas primeiras são as mais usuais e conduzem a resultados menos aproximados. estão previstas no orçamento do Incra indenizações por terras desapropriadas no valor de R$ 40. a tendência é esse número cair ainda mais no futuro. levaram o erário a uma economia de dinheiro público bastante significativa. acatou a ação rescisória promovida pelos advogados do Incra contra os ex-proprietários do imóvel Fazendas Reunidas. c) precisão rigorosa. a utilização apenas do método comparativo do imóvel.575 hectares.8 milhões. sendo este valor executado integralmente. Propõe-se também que se abandone a prática de realizar avaliação de imóveis rurais por dois métodos. Ao final do mesmo ano. o Tribunal Regional Federal de São Paulo. reverteu este valor quase que à metade: foram pagos em precatórios R$ 260. que é a razão de ser de um imóvel rural. Exemplos de Superindenizações De R$ 25 milhões para quase R$ 1 bilhão Fazendas Reunidas No dia 1º de setembro/99. Para este ano de 1999. por ser óbvio que elas estão a serviço da produção. por causa do manuseio de orçamentos quase sempre presumidos.

além de outros 6% ao ano a título de juros moratórios.00. já no início do processo. A condenação de R$ 445. situadas no município de Ivinhema (MS). O Incra move ação rescisória. A ação.500 hectares. visando também o não pagamento dos valores estabelecidos. os valores fossem duplicados.260. para efeito de cálculo. de 12.00 arbitrados pelo Incra para R$ 385.876. restam dúvidas quanto à cadeia dominial do imóvel. com 16.502. situado no município de Promissão. Com a sentença transitado em julgado.O imóvel. em valor atualizado. A liminar foi imposta por ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Federal. em 1º de setembro/99 o Incra obteve vitória no pedido de revisão dos valores de avaliação da fazenda. Indenização equivale a 37 imóveis idênticos Fazenda Ocoí Está suspensa por medida liminar a execução de ação que condena o Incra a pagar indenização no valor de R$ 445. equivalem a R$ 927 milhões) para R$ 24 milhões. A exorbitância da quantia conduziu à não homologação da sentença. foi desapropriado para fins de reforma agrária em 1987.639 milhões data de 3 de setembro de 1996. De acordo com o texto constitucional. Erros de avaliação Fazendas Horizonte e Escondido A Procuradoria do Incra enfrenta o desafio de reduzir o valor da condenação de R$ 564. Em valores atualizados. como terra nua e. foi acatada pelo TRF. depois. pertencia à Sociedade de Melhoramentos e Colonização (Someco S/A) e a Francisco Carlos Dorázio. na desapropriação das Fazendas Horizonte e Escondido. tendo sido desapropriado pelo Incra em 1985 para fins de reforma agrária. A ação está em poder do desembargador Fábio Prieto. Os proprietários recorreram na Justiça para elevar o valor da desapropriação dos R$ 25. Caso o Incra fosse obrigado a saldar essa dívida hoje. alegando desobediência ao artigo 184 e ao inciso 24 do artigo 5º da Constituição.580 hectares.254 milhões estipulados pela Justiça em 1997 (que. a indenização deve ser arbitrada segundo o justo valor do imóvel. tendo início a revisão do processo de desapropriação. em São Paulo. como cobertura florística. incorreriam sobre esse montante 12% de juros compensatórios. sob o número 9203079997-1. O principal erro na avaliação do imóvel foi considerar. Além disso. onde. . a superindenização está estimada em quase R$ 1 bilhão. duas vezes uma única área: primeiro. para elaboração de voto. Haverá ainda um outro julgamento depois de realizada uma nova perícia na fazenda a fim de determinar o valor definitivo da indenização. que discordou dos valores estabelecidos e porque as terras em questão localizam-se em área de fronteira. O imóvel. apontando erro de cálculo da ordem de 103%.69 milhões pela Fazenda Ocoí. que pediu vistas do processo. o Incra entrou com a ação rescisória. Isso fez com que. A ação rescisória. Tudo isso em cascata. além de vários acréscimos indevidos.811. o que não era o caso do preço escorchante reivindicado pelos ex-proprietários. tramita no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP). situada nos municípios de Foz do Iguaçu e São Miguel do Iguaçu (PR).

a execução provisória estipulou a quantia de R$ 125.415. tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região do Distrito Federal. A condenação judicial de outubro de 1995 estipulou a indenização em R$ 197. de números 2. aguardando manifestação das partes sobre o laudo pericial. Por decisão do juiz. tramita uma ação penal por falsa perícia e estelionato contra os peritos que avaliaram o imóvel em 1989. em fase de citação dos réus.º 87. Em julho de 1995.. sob os números 1997. estipula o seu valor em R$ 12 milhões. sob o n.336. alegando que os cálculos não deveriam ter sido realizados pelo Tribunal e sim em Primeira Instância.5 milhões.007852-5. valor que permitiria aos antigos proprietários adquirir 37 propriedades idênticas à desapropriada.A reavaliação do imóvel que pertencia a Santos Guglielmi e outros e que foi desapropriado em 1971.111 e 89. Castilho e Nova Independência (SP).542 hectares.0012797-7.º. tramita na 1ª Vara de Justiça Federal da Seção Judiciária de Palmas (TO). quintuplicando o valor considerado justo. de 24. atesta que houve falsificação na perícia. onde foi expedida liminar que suspende a execução. R$ 197.00. tramita no Tribunal Regional Federal da 4ª Região no Rio Grande do Sul. o Ministério Público Federal e a Advocacia Geral da União ingressaram com ação rescisória suspendendo o pagamento. o precatório complementar relativo à desapropriação da Fazenda Primavera.00 relativos à sentença judicial.457. o Incra. Precatório anulado Fazenda Primavera Avaliado em R$ 60 milhões pelo Incra. O Ministério Público e o Incra entraram com petição para redução dos valores e para anular o precatório complementar.00. situada no Município de Formoso do Araguaia (TO) aguarda manifestação das partes sobre novo laudo pericial. O processo judicial expropriatório. A ação rescisória.01. A petição foi acolhida e o processo. A ação rescisória. Concomitantemente. A avaliação do imóvel. 9732209-7.1011358-4 tramita na Vara Única de Justiça Federal da Seção Judiciária de Foz do Iguaçu (PR). que pertencia a Araguaia Companhia Industrial de Produtos Alimentícios S. mas não foi prolatada a sentença de homologação dos cálculos. tendo sido depositados. foi realizada por técnicos do Incra. tem ação rescisória tramitando na 21ª Vara de Justiça Federal da Seção Judiciária de São Paulo. 92. sob o no.6 milhões. situada nos municípios de Andradina. sob o n.015887-3 e 1997.000391-5. . Laudo da perícia judicial sob investigação Fazenda Araguaia Uma ação rescisória referente à Fazenda Araguaia. voltou à primeira instância para revisão dos cálculos. que apuraram o valor de R$ 40 milhões.A. A diferença entre essa quantia e a da condenação atualizada é de R$ 433. que integra o processo. na Caixa Econômica Federal.450 milhões. O processo judicial expropriatório.01. em fase de execução. Laudo elaborado pelo Ministério do Exército.

localizada no município de Atalaia. Expropriado quer R$ 1 milhão a mais Fazenda Santa Teresa O ex-proprietário da Fazenda Santa Teresa. implicando no pagamento do total dos valores em espécie. que tramita na Justiça Federal no Maranhão. fixado em critérios administrativos pelo Incra.91.965. Para o expropriado.639.391.0006057 tramita na 4ª Vara da Justiça Federal de Alagoas e diz respeito ao imóvel Dourada. realizou perícia no imóvel de 651 hectares e arbitrou um milhão de reais acima daquele valor. o valor do imóvel rural em questão chega a R$ 1.º 5202-87 que trata da ação de desapropriação da Fazenda Kariná. Entretanto..00.862. Valor de imóvel é multiplicado por três Fazenda Dourada O processo n. ou seja. José Aristóbulo Barbosa. O valor da indenização. Ainda não foi proferida a sentença. O processo de n. enquanto que o Incra. a perícia judicial considerou a indenização injusta.586.783. Para a Justiça. a Agropecuária Kariná Ltda.115.A.789. Com base em critérios administrativos. de n.º 97. A ex-proprietária do imóvel.00 referentes ao processo judicial n. fixando o valor de R$ 3. com base em critérios administrativos. Justiça eleva indenização em R$ 1 milhão Fazenda Boa Fé A Fazenda Boa Fé.354. A sentença ainda não foi dada. O processo. A expropriada é a Usina Brasileiro de Açúcar e Álcool S.A desapropriação do imóvel. A fazenda.701.619. desapropriado pelo Incra para fins de reforma agrária. o imóvel foi avaliado em R$ 960.0005850-6. vale R$ 438.375.50. alega na Justiça que o justo valor da indenização é de R$ 9. Uma diferença de mais de R$ 7 milhões Fazenda Kariná Os procuradores do Incra tentam economizar para os cofres públicos R$ 7. O processo é de 1997 e a sentença ainda não foi prolatada. está buscando na Justiça aumentar em mais de R$ 1 milhão o valor da indenização fixada. O imóvel Dourada possui uma área de 802 hectares e está localizado no município de Viçosa. A Fazenda Santa Teresa tem uma área de 7.º 93. tramita na 4ª Vara da Justiça Federal. que pertencia a Agroimobiliária Avanhandava S. calcula em R$ 2. a Boa Fé vale R$ 1.º 877-0. no estado de Alagoas.681. . A diferença é de mais de 7 milhões de reais. segundo os técnicos. no entanto. no estado de Alagoas.A.A.499. ainda não tem sentença e data de 1998. desapropriada no Maranhão.062.00.50. foi de R$ 707. foi desapropriada em 1997.200 hectares. três vezes mais o valor considerado pelo órgão gestor da reforma agrária.. transfigurou-se em indireta (a fazenda foi considerada produtiva pela Justiça).00. A Justiça.00. no Maranhão. sendo o expropriado o Banco do Brasil S.

pouco menos de R$ 3 bilhões.2 milhões. reivindicam pesadas indenizações na Justiça. no município de Lagoa da Confusão. com o objetivo de bloquear o resgate dos Títulos da Dívida Agrária (TDA) no valor da diferença. Condenação eleva preço de milhares para milhões Fazenda Três Barras Um caso exemplar de superindenização foi recolhido em Goiás. com decisão favorável ao Incra. em Tocantins. foi avaliada pelo Incra em R$ 26. No município de Cristalina.28% Fazenda Anonni Desapropriada em 1972 para a implantação do Projeto de Assentamento Encruzilhada Natalino. A ação dos procuradores do Incra e da Procuradoria da República. ou seja. a Fazenda Anonni teve seu valor estimado pelos proprietários. mais de 21 milhões de reais.664.289.528.55 (terra nua) e R$ 7. Depositado o dinheiro. no Rio Grande do Sul. As propriedades somam 236 mil hectares. caso a Justiça reconheça como valor correto o que foi estipulado pelo Incra. vale R$2. a fazenda. desapropriada há 18 meses. Proprietários querem R$ 3 bilhões O caso do Paraná No Paraná registram-se casos particularmente delicados no que diz respeito a indenizações de imóveis desapropriados.669.357. . Uma Ação Cautelar Inominada foi ajuizada. a Fazenda Três Barras.9 milhões a indenização reivindicada pelo ex-proprietário da Fazenda Loroty.136.Proprietários reclamam R$ 5 milhões Fazenda Paruá Japunicaua Os procuradores do Incra tentam reverter o processo n. pela área que tem 11. ou mais de 33 mil reais. em valores atualizados.00. o proprietário recorreu à Justiça. Pelos cálculos administrativos.85 bilhões e bloquear o depósito de outros R$ 39.811 hectares. Economia de R$ 14 milhões para o erário Fazenda Loroty Ação judicial proposta pelo Incra reduziu de R$ 17 milhões para R$ 2.03 (terra nua) e R$ 1.914. O ex-proprietário Walter Picanço de Abreu reclama uma indenização de R$ 7. é de R$ 4. que tramita na Justiça Federal no Maranhão. A diferença. conseguiu impedir o saque de R$ 2.451.181. onde as terras são públicas por definição constitucional. que condenou o Incra à uma indenização de R$ 19.357.442. prevendo valores absurdos para a indenização da Fazenda Paruá Japunicaua.º 3651-0. em 1997. com pedidos de liminar.891. com isso o erário teria uma economia de quase 5 milhões de reais. Os supostos proprietários de aproximadamente 300 imóveis localizados na região de fronteira. os proprietários reivindicam.00. Ou seja.86 (benfeitorias). Correção monetária de 70. localizada no município de Santa Luzia do Tidi. Em conjunto.28 (benfeitorias).

O valor foi contestado e elevado. em Conceição do Araguaia (PA). A perícia judicial determinou o valor de R$ 5. A este valor seria acrescida correção monetária de 70. foi desapropriada pelo Incra depois de avaliada em R$ 7. Este valor foi contestado pelo ex-proprietário. De R$ 811 mil para R$ 6.4 milhões.6 mil hectares.6 milhões.2 milhões. a Fazenda Pau D'Arco teve seus 13.28%. de 60 mil hectares. foi avaliada em R$ 5. resultando num total de R$ 525.54 milhões. com 12. a Fazenda Gleba Sudoeste. Sentença eleva valores Fazenda Gleba Sudoeste No Sul do Pará.3 milhões.6 milhões Fazenda Nazaré A Fazenda Nazaré. Na sentença homologada pelo juiz mais uma vez chegou-se a um meio termo: R$ 7.3 milhões . a perícia judicial reavaliou o imóvel em R$ 4 milhões. quantia acatada na sentença homologada pela Justiça. para R$ 12. enquanto que a perícia judicial arbitrou seu valor em R$ 6. foi desapropriada e sua indenização avaliada em R$ 2. A perícia judicial elevou este valor para R$ 12.3 milhões.8 milhões. Perícia judicial eleva indenização em R$ 2 milhões Fazenda Santa Teresa No município de Cumarú. no Estado do Pará. Caso os antigos proprietários não aceitem a proposta. foi avaliada em R$ 811 mil. Justiça não aceita números do Incra Fazenda Pau D´Arco No município de Guarantã (PA).2 milhões e a sentença . com 36.em R$ 308. mais precisamente no município de São Félix do Xingú.mais do que três vezes o valor definido pelo Incra. caberá ao juiz liquidar a sentença. pela perícia judicial.8 milhões. Proposta de acordo formulada pelo Incra em novembro de 1998 estabelece como "valor mínimo incontroverso" ou "valor máximo incontestável" o montante de R$ 84.9 mil hectares.1 milhões. de 43.7 milhões. Em sua sentença o juiz reduziu esse valor à metade: R$ 3.9 mil hectares.4 milhões. Sentença dobra valor do imóvel Fazenda Manah A Fazenda Manah.9 mil hectares avaliados em R$ 2. em Santana do Araguaia (PA).6 milhões. A sentença final fixou a indenização do imóvel rural em R$ 8. a Fazenda Santa Teresa.

no município de Caucaia. com 196 hectares. com valor estipulado em de R$ 325. foi avaliada pelo Incra em R$ 78. foi indenizado em R$ 1. A Fazenda Santa Bárbara. Saco da Palma. o proprietário da Fazenda Cuyabá. Outro caso extremo foi o da Fazenda Nova Esperança: o Incra avaliou o imóvel em R$ 338. o preço da Fazenda Caroba. quase o dobro do valor estipulado segundo critérios administrativos.7 mil pela perícia judicial.5 milhões. foi retomada pelo Incra e teve . Na Justiça. as terras passaram a valer R$ 6. Em Canindé do São Francisco. A Fazenda da Boa Esperança.6 milhões na avaliação judicial. com área de 2 mil hectares. Na avaliação judicial. a Justiça. de propriedade da União mas ocupada por João Claudino Fernandes. a Fazenda Colone. o valor estimado pelo Incra. o valor subiu para R$ 1. no município de Idiaroba. em Crateús. A perícia judicial aumentou esse valor para R$ 448 mil. foi recalculado para R$ 622. Recursos para evitar sangria O caso de Sergipe O Incra no estado de Sergipe aguarda decisão judicial sobre cinco recursos que interpôs contra superavaliações de fazendas desapropriadas para reforma agrária. foi avaliada em R$ 1. Avaliadas em R$ 585. avaliada em R$ 276 mil pelo Incra. em Alto Santo.988 milhões. A Fazenda São Jorge.8 mil. Porções e Burgo.7 milhão. No caso da Fazenda Baixio Nazário.28 milhão. a Fazenda Olho D'Água.5 milhão. foi avaliada pela Justiça em R$ 1.7 mil.6 milhões.judicial fixou-o em R$ 4 milhões. Mais espanto causa a indenização estipulada para o conjunto de fazendas Ilha. Benfeitorias milionárias Fazenda Colone Ocupando uma área de 11 mil hectares. No município de Morada Nova. teve a indenização final arbitrada em R$ 393.5 mil. enquanto a perícia judicial calculou o valor de R$ 2.06 milhão. A Fazenda Reunidas São Joaquim. no município de Madalena.7 mil.6 milhões pela Justiça. R$ 204.4 mil. saltou de R$ 633 mil para R$ 1. Muitos casos no Ceará Cinco grandes superavaliações O Incra registra muitos casos de superavaliação de terras desapropriadas no estado do Ceará.340 milhão. no município de Zé Doca (MA). inicialmente avaliada em R$ 2. teve sua indenização arbitrada em R$ 24. em R$ 2.4 mil.

comparados aos ofertados pelo Incra: INCRA VALOR DA TERRA NUA R$ 3.80 pelas benfeitorias.21 BENFEITORIAS R$ 751. sendo R$ 4.33 TOTAL R$ 3. a partir do trânsito em julgado da sentença e juros compensatórios de 0.109. Os valores arbitrados pelo perito oficial estão. A terra nua foi avaliada pelo Incra em R$ 3. situada em Presidente Olegário. A imissão de posse ocorreu em 19 de fevereiro de 1997. totalizando R$ 3.640.suas benfeitorias estimadas e indenizadas em R$ 2. Os expropriados contestaram a ação de desapropriação alegando.153.355. com área de 8.832. R$ 656. foi declarada de interesse social.040. para fins de reforma agrária em 3/12/96.431.207. A parcela de juros compensatórios.832. também em TDA's.096. Foram.431. Números mágicos Fazenda Santo Antônio A Fazenda Santo Antônio.88 COBERTURA FLORÍSTICA Inserido no preço da terra nua R$ 10. Minas Gerais.0015 hectares. pedindo uma indenização no valor de R$ 7.989.561.09 PERÍCIA JUDICIAL R$ 4.312.312.096. Os proprietários ajuizaram ação cautelar em que se discutia a produtividade do imóvel. .400. c) insuficiência da indenização depositada. com pagamento em dinheiro. A sentença proferida acolheu o laudo do perito oficial.680.207. e.21 e as benfeitorias em R$ 751.681.00). O processo n.80 R$ 15. já eleva o valor indenizatório em aproximadamente R$ 1.53 O laudo oficial foi impugnado pelos expropriados que pleitearam indenização de R$ 60.857.40 pela terra nua.000.109. abaixo.300.00. ainda.536.88. arbitrados honorários advocatícios no patamar de 20% sobre a diferença entre a oferta e a condenação (aproximadamente R$ 2. em síntese: a) prejudicialidade da ação de desapropriação em face da ação declaratória precedentemente proposta.040.437.09. pela cobertura florística.848.437. A ação de desapropriação do imóvel foi proposta em 13/2/97. de propriedade de Antônio Augusto Mendonça da Silva e outros. João Claudino reclamou na Justiça.536. por si só. R$ 10. Foi realizada perícia na ação de desapropriação. desde a imissão da autarquia na posse do imóvel (19/2/97). b) produtividade do imóvel.33. A perícia realizada para a referida ação concluiu que a fazenda era produtiva. reconhecendo que a propriedade seria produtiva.527.38.848.53.40 R$ 656.400.921.º 628-9 tramita na 3ª Vara da Justiça Federal do Maranhão e está em fase de execução de sentença.00.00. com pagamento em TDA's.5% ao mês. Tudo foi acrescido de juros moratórios de 0.989. a indenização foi fixada em R$ 15. dinheiro suficiente para assentar centenas de trabalhadores rurais na região. Partindo daí.000.900.00. A diferença entre os dois cálculos é de R$ 5.5% ao mês.

a correção monetária e os honorários advocatícios (fixados em 20% sobre a diferença).106.48 1.100. recursos estes ainda não julgados.798.R$ VTN Benfeitorias R$ 669. num aumento total de R$5.25 e as benfeitorias indenizáveis em R$ 37.552.43 588. de Eng.335.332.75 212.640.91 Total R$ 706.35 Inserida no valor da terra nua 4. Inserida no valor da terra nua 39. face ter o juiz vinculado a subida da apelação do Incra ao depósito da diferença entre a oferta inicial e a indenização fixada em sentença.158.647.60 As partes apelaram da sentença. Região.646.9 6. num aumento total de R$ 11. Os valores propostos pelos peritos judiciais estão abaixo comparados aos ofertados pelo Incra e com a decisão final do Juízo: Dados INCRA Oferta 1° Perito Oficial . da ordem de 400%.177. em relação àqueles apurados pelo Incra.155.26 36. excluindo-se a indenização pela cobertura florística. A ação de desapropriação do imóvel foi proposta em 24/3/95. em relação àqueles apurados pelo Incra. Uma supervalorização de 850% Fazenda Tamboril/Resfriado/Galinha A Fazenda Tamboril/Resfriado/Galinha.191.086. foi declarada de interesse social.264.9 41. que elevam este valor para R$ 16. com 7.02.Ambas as partes apelaram da sentença.496. da ordem de 850%.123. em virtude da declarada "produtividade do imóvel".781.798. de propriedade da Sociedade Agropecuária Dona Dalu.26 1. Isto sem contar os juros .722.647. 2° Perito Oficial .53 624.00.039. isto sem contar os juros compensatórios e moratórios (que só podem ser calculados no final da sentença).1793 hectares. assim como significativo acréscimo indenizatório.191. totalizando R$ 706.640. A imissão de posse ocorreu em 4/10/94.781.106. Os autos da ação expropriatória não foram ainda remetidos ao Tribunal Regional Federal da 1a.00.158. O Incra apelou pugnando pela manutenção do preço ofertado.75 200. O Incra avaliou terra nua em R$ 669.33. para fins de reforma agrária em 25/3/95.041. Os expropriados requereram a conversão dos TDA's em dinheiro. No curso do processo de desapropriação foram realizadas duas perícias.244. Os valores contidos na sentença importam em uma majoração.135.58. ato judicial este que está sendo contestado pela Procuradoria Regional da autarquia.332.94 Cobertura Florística.484.R$ Sentença .552.00 1.496.878.133.382.25 R$ 37. Os valores contidos na sentença importam em uma majoração.33 1.58 41.9 Inserida no valor da terra nua 4.R$ Assistente Técnico INCRA Del Rei Serv. situada em Santa Fé de Minas (MG).

46%.900. totalizando R$ 2.950. de 3.307. fundamentando-se em que não fora ouvido o Ministério Público Federal.972.01. com 5.008. O Incra apelou. o Incra requereu a produção de prova pericial em face da discrepância nos valores do laudo oficial. Os valores foram acrescidos de juros moratórios de 0. e mais os juros compensatórios (6% ao ano) e honorários advocatícios (10%). Os proprietários.29.00 hectares.08.16. os quais só poderiam ter valor total calculado após a sentença final. pelo perito judicial.599.00. .207. visando a realização de nova perícia ou a reforma da sentença.313. A ação de desapropriação do imóvel foi proposta em outubro de 1996 e a imissão de posse ocorreu em 6/10/96. Os valores contidos na sentença importam em uma majoração em relação àqueles apurados pelo Incra da ordem de 200. pagamento em TDA's e R$ 2. A sentença proferida. A sentença proferida foi anulada pelo TRF da 1ª Região.689.40 hectares. a empresa expropriada ajuizou ação cautelar de produção antecipada de provas.000. Na fase de saneamento do processo.81.853.00.900. sendo que com os juros compensatórios (6% ao ano) e honorários advocatícios (10%) este valor é aumentado para R$ 3. com a fixação do valor que havia estipulado.429.compensatórios e moratórios. ajuizaram ação cautelar em que se discutia a produtividade do imóvel.00 e as benfeitorias em R$ 735. então.16 para R$ 3.200. Valores majorados em 180% Fazenda Retiro D´Ália A Fazenda Retiro D'Ália.351. por R$ 6. Na apuração do Incra a terra nua foi avaliada em R$ 2. foi declarada de interesse social.693. entretanto.649. distanciando-se dos valores apurados pelo Incra e pelo perito.000. o que foi indeferido pelo juiz. localizada em Paracatu/MG. quando foi avaliado o imóvel. num aumento total de R$ 2. para fins de reforma agrária em 09/02/96.80 e as benfeitorias em R$ 160.557.96 e a imissão de posse ocorreu em 25.00 pela terra nua.380. situada no município de Lagoa Grande (MG). Aviou-se. a partir do trânsito em julgado da sentença. Ministério Público não foi ouvido Fazenda Lagoa Rica A Fazenda Lagoa Rica. foi desapropriada em 25/6/96.650.531.00 o total da condenação.20. sendo R$ 3. Realizada audiência de conciliação. de propriedade de Agropecuária Ferticentro.236.853.169.307.20 pelas benfeitorias. a correção monetária e os honorários advocatícios (fixados em 10% sobre a diferença). agravo retido contrariando esta decisão.20.351. totalizando R$ 1. de propriedade da Lagoa Rica Agropecuária. A terra nua foi avaliada pelo Incra em R$ 1. acolheu valor proposto pela própria expropriada e fixou a indenização em R$ 5. que elevam de R$ 2.20. A ação de desapropriação do imóvel foi proposta em 31.5% ao mês.96.07. no entanto. Anteriormente ao ajuizamento da ação de desapropriação. o juiz indeferiu pedido de realização de perícia.

00 (incluída no preço das benfeitorias) TOTAL R$ 273.328.000. de Waldemar Lafetá Rabelo.116.292. Em perícia realizada pela Justiça.328.069. totalizando R$ 273. ao fixar a indenização em R$ 1.34 R$ 3. com 968 hectares.95 pelas benfeitorias.4400 hectares.64 COBERTURA FLORÍSTICA Incluída no preço da terra nua R$727. com os ofertados pelo Incra: INCRA PERÍCIA JUDICIAL VALOR DA TERRA NUA R$ 219.115.82.000. foi avaliada pelo Incra em R$ 90.562.64 e as benfeitorias indenizáveis em R$ 100. num aumento total de R$ 843. num aumento total de R$ 969.34. situada no município de Montes Claros (MG).69 pela cobertura florística.117.115.12. O prazo para apelação está em curso.044.21 R$316.290.310.460. R$ 76.360.69 (incluída no preço das benfeitorias) JAZIDA MINERAL Não avaliada R$2.787. e R$ 727.240. os valores alcançados estão foram os que se vêem em comparação.240. A isso somam-se os juros compensatórios e moratórios.36 A sentença proferida acolheu.951. sendo que com os juros compensatórios e moratórios e honorários advocatícios (fixados em 20% sobre a diferença) este valor eleva-se para R$ 1.18.787. sendo R$ 312. localizada em Santa Vitória (MG).72 BENFEITORIAS R$ 53. o laudo do perito oficial. Em perícia elaborada na ação de desapropriação. no valor R$ 2.55. abaixo. os valores propostos pelo perito judicial estão abaixo comparados aos ofertados pelo Incra: DADOS INCRA PERÍCIA JUDICIAL .117.21 e as suas benfeitorias em R$ 53.00.041. da ordem de 180%. com 6 hectares. a correção monetária e os honorários advocatícios (fixados em 10% sobre a diferença).55 R$ 3.00.55. em parte. A ação de desapropriação do imóvel foi proposta em outubro de 1996. foi avaliada em R$ 219.730.60. Honorários advocatícios fixados em 20% Fazenda Lages A Fazenda Retiro Lages I. totalizando R$ 191. em relação àqueles apurados pelo Incra.643.48 pela terra nua.111. Esta decisão excluiu da desapropriação uma área de jazida mineral. R$ 843 mil a mais pelo imóvel Fazenda Morrinhos/Mucambo Firme A Fazenda Morrinhos/Mucambo Firme.244. Os valores contidos na sentença importam em uma majoração de aproximadamente 420%. com 561.360.Os valores contidos na sentença importam em uma majoração.

15 A sentença proferida acolheu o laudo do perito judicial e fixou a indenização em R$ 420. fixando-o em R$ 392. tramita na 7ª Vara da Justiça Federal.Flonibra. mas o recurso ainda aguarda julgamento.18 R$236. no entanto.85 pela terra nua e R$ 236.00 hectares) R$184. quando o valor encontrado pelo Incra é de R$ 5. A ação de desapropriação do imóvel.719 Fazenda Pipinuque O Espírito Santo é um estado atípico no que diz respeito a superindenizações. Discrepância de 18 vezes Fazenda Itaguaçu VII A ação de desapropriação da Fazenda Itaguaçu VII.82 R$420.VALOR DA TERRA NUA R$ 90.5 milhões.630 hectares.562. a partir do trânsito em julgado da sentença e os juros compensatórios de 0.914.636. quando os técnicos do Incra avaliaram as terras em R$ 310 mil.884 hectares e era de propriedade da Empreendimentos Florestais S.30 TOTAL R$191.081 . .9130 ha) BENFEITORIAS R$100. e moratórios. a correção monetária e os honorários advocatícios. O Incra apelou. estando o processo em fase de execução.00.85 (referentes a 1. de 15.362.485.443.929.33.15.443.64 (referentes a 968. o imóvel obteve a avaliação de R$ 693.58 milhões.30 pelas benfeitorias.821.730.3 milhões. sem contar os juros compensatórios.719 com relação ao valor inicialmente apurado pelo Incra. Prejuízo ao erário foi de R$ 329. Adicionem-se os juros moratórios de 0. num aumento total de R$ 229. A sentença do juiz. O erário teve um prejuízo de R$ 329.já pagos pelo Incra. O imóvel. Quase R$ 4 milhões a mais Projeto 40 a 45 As terras do Projeto 40 a 45.292. tramita na 7ª Vara da Justiça Federal. Os valores contidos na sentença importam em uma majoração da ordem de 220%.5% ao mês.A. de propriedade de Maurício Andrade Aguiar. situadas no município de Alcobaça (BA) têm valor de condenação fixado em R$ 9.485. Registra-se apenas um caso isolado: a Fazenda Pipinuque. reduziu este valor. A demanda se formou em torno da existência de madeiras de valor econômico na propriedade.929. Entregue à perícia judicial. sendo R$ 184. localizada em Andaraí (BA). Foram ainda arbitrados honorários advocatícios de 20% sobre a diferença entre a oferta e a condenação. que tem área de 3. no município de Nova Venécia. que teve seus 775 hectares avaliados pelo Incra em R$ 62.5% ao mês.. foi desapropriado pelo Incra em 1986 para fins de reforma agrária. A Justiça fixou o valor em R$ 5.

750 hectares. a Fazenda Riacho das Ostras (BA). em fase de execução. enquanto o reclamado pelo expropriado é de R$ 3. enquanto a oferta do Incra é de R$ 601.44 milhões. De R$ 601 mil para R$ 11 milhões Fazenda Porto Bonito A Fazenda Porto Bonito. situada no município de Correntina (BA). sendo que o valor estipulado pelo Incra é de R$ 340 mil.050 hectares. propriedade da Bradesco Capitalização S/A.369 milhões.2 milhões a mais Fazenda Alma Situada no município de Iguaçu (BA). de propriedade de Waldir Cavalcante Medrado e situada no município de Iaçu (BA). Diferença de R$ 8 milhões Fazenda Riacho das Ostras Situada no município de Prado.649 milhões. A diferença se acentua principalmente devido à existência de cobertura florestal. A ação tramita na 7ª Vara da Justiça Federal na Bahia. com 24. com 8. o valor reclamado.3 milhões. em 1987. O valor encontrado pelo Incra é de R$ 1 milhão. onde foi requerida extinção.688 hectares. cuja indenização é requerida pelo proprietário. em fase de execução. a Fazenda Amaralina.925 mil.77 milhão pela desapropriação.Ação de R$ 825 milhões Fazenda Amaralina O Incra desapropriou. tem ação de desapropriação tramitando na 7ª Vara da Justiça Federal. a Fazenda Alma. com 25. O proprietário requer R$ 1. com área de 3. de 2. tem ação de desapropriação contra Sérgio Roberto Ugolini tramitando na 7ª Vara da Justiça Federal na Bahia. R$ 2.000 hectares. de propriedade de Irani Castro Jordan. tem ação de desapropriação tramitando na 7ª Vara da Justiça Federal na Bahia. enquanto o apurado pelo Incra é de R$ 16. O valor reclamado pelo expropriado é de R$ 22. O valor estipulado pelo Incra é de R$ 48 milhões. de R$ 825 milhões. O montante reclamado pelo expropriado é de R$ 11. em fase de execução. Proprietário quer indenização de cobertura florestal Fazenda Sitio Novo A Fazenda Sitio Novo/Roncador. situada em Vitória da Conquista (BA). onde foi pedido arquivamento.520 hectares. Localização sob suspeita Serra e Repartimento . tem ação de desapropriação tramitando na 7ª Vara da Justiça Federal na Bahia.

enquanto que a preços de mercado o imóvel valeria R$ 5. em julho de 1992. em 1988. com 6. • • • • • . Alegria e Alto Rio Preto. a preços de mercado. no município de Colorado D'oeste: a indenização foi de R$ 35 milhões. situa-se em local fora da área agregada pelo Incra na região. e que foi destinada a atividades extrativistas. com 8 mil hectares. livrando o erário público de um prejuízo de R$ 4.048 milhões. enquanto o mercado pagaria R$ 1. como se fosse uma área urbana. que caiu então para R$ 1. de propriedade de Wilson Pereira Telles.277 hectares. enquanto o mercado pagaria R$ 8. com 5.3 milhões. no total de 33 mil hectares: a indenização determinada pela Justiça foi de R$ 30 milhões. num total de 2. o valor seria de aproximadamente R$ 1. O Incra apelou da sentença. o valor seria de R$ 2 milhões. tendo fixado a indenização não por hectare. Guarajus. no município de Jarú: a indenização determinada pela Justiça foi de R$ 11 milhões. o montante não deveria ter sido superior a R$ 50 milhões.46 milhões. no município de Ji-Paraná: a indenização foi de R$ 9 milhões. com área de 17. no que se refere à indenização. situada no município de Formosa (GO). no município de Porto Valho: a Justiça determinou uma a indenização R$ 14 milhões.Foi concedida liminar ao Incra em ação rescisória destinada a provar que foi forjada a localização do imóvel rural Serra e Repartimento. de acordo com cálculos do Incra.027 hectares.3 milhão. Gleba Quarta Cachoeira. no total de 21.261 hectares. • São Salvador. Gleba Pyrineus. Um prejuízo de R$ 200 milhões Rondônia No estado de Rondônia. enquanto que a preços de mercado.32115-7 tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Omoréd e Abaitá. Imóvel rural avaliado como urbano Fazenda São Miguel Uma sentença de 1º grau deixou de observar em profundidade a definição de imóvel rural da Fazenda São Miguel. selecionados abaixo.07 milhões. As indenizações sentenciadas pela Justiça somaram aproximadamente R$ 250 milhões. O processo de número 9301. o alegado imóvel. a preços de mercado. que foi parcialmente acolhida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Avaliado em valor correspondente a R$ 33.136 hectares havia alcançado R$ 5. enquanto que.260 hectares. a União sofreu um prejuízo da ordem de R$ 200 milhões nas indenizações pagas aos proprietários de apenas 12 imóveis rurais.6 milhão.250 milhões. com 12 mil hectares. enquanto o mercado recomendaria R$ 3 milhões.022 milhão. tendo sido solicitada nova perícia do imóvel para comprovar a sua localização. situado no Acre. no município de Porto Velho: a indenização foi de R$ 12 milhões. Santa Júlia. Com isso. mas por metro quadrado. o valor de parte do imóvel expropriado.

00 e desapropriada para fins de reforma agrária em abril de 1987. com área total de 24 mil hectares. com 7.867 hectares. Gleba Corumbiara. 175 e 167. Brejão. 170. a nulidade do decreto de desapropriação.• • • Gleba Pyrineus II. com 20. enquanto o mercado pagaria R$ 5. enquanto o mercado arbitraria R$ 2 milhões. enquanto o mercado arbitraria . a Fazenda Vila Amazônia. no município de Vilhena: a indenização foi R$ 32 milhões. Seringal União. esse valor foi aumentado para R$ 17. enquanto o valor de mercado era estimado em R$ 1. foram desapropriados para fins de reforma agrária. com 5.85 em outubro do mesmo ano. R$ 10.345 hectares.20 . apurado por critérios administrativos do Incra. por entender que estava "configurado o afastamento da finalidade legal que ensejou a sua edição". Desapropriação confirmada com indenização superestimada Fazenda Alpina No município de Teresópolis.483.3 milhões.128 hectares.854 hectares. provida no Tribunal Regional Federal.712. os imóveis rurais denominados lotes 169. O processo retornou à primeira instância que fixou a indenização em R$ 12.822.90. 172. com 6.chegou a declarar. no município de Pimenta Bueno: a indenização determinada pela Justiça foi de R$ 11 milhões. Lotes rurais têm preço recorde Amazônia Ainda no Amazonas.991. meses depois. Barão do Melaço.4 milhão. que reformou a sentença anterior. 173. 176. mediante uma indenização no valor. Seção Judiciária do Rio de Janeiro .6 milhão. então de propriedade da Agropecuária Suíça Brasileira. o mercado. em 1986.334. com 16.270 hectares de área.2 milhões. Rio de Janeiro. valor ainda sujeito a juros compensatórios.350 hectares.885 hectares. o mercado pagaria R$ 4 milhões.6ª Vara Federal. Por decisão judicial. enquanto que o valor de mercado seria de R$ 1.935. com área de 78. no município de Ji-Paraná: a indenização foi de R$ 24 milhões. foi desapropriada em 1990 a Fazenda Alpina. no município de Pimenta Bueno: contra uma indenização de R$ 24 milhões. este valor foi aumentado para R$ 9. com 41. O Incra interpôs apelação.93. foi avaliada pelo Incra em R$ 640. 168. de R$ 58.040. nos municípios de Jarú e Ariquemes: a Justiça arbitrou R$ 18 milhões. Por meio de um termo de acordo obtido na Justiça. A Justiça de primeira instância . Riberalta. no município de Cabixi: a indenização determinada pela Justiça foi de R$ 18 milhões. em janeiro de 1993. • • • Acordo não livra o erário de prejuízo Fazenda Vila Amazônia No estado do Amazonas.917.

E estaremos. o valor efetivamente devido pela autarquia corresponde a R$ 7. Esta mudança. em definitivo. no que foi acolhido em parte. Imóvel rural avaliado como urbano Fazenda São Bernardino Situada no município de Nova Iguaçu. Há. com base numa legislação falha. Assim sendo. e aguarda uma decisão favorável. pouco mais se tem a dizer com relação à necessidade de mudarmos a legislação agrária. que o proprietário da terra que não cumpre sua missão social possa continuar protelando. . principalmente. Para efeito de indenização. Por entender que o imóvel não era rural.546. a brutal sangria dos cofres públicos). a título de honorários advocatícios. visando a desconstituição do julgado.217.986. foi adotado o valor proposto pelo laudo do perito judicial. Conclusão Diante do exposto. incidindo sobre ele 10%. As duas partes interpuseram apelação contra a sentença. levando justiça e paz ao campo e. a partir do trânsito em julgado da sentença. a par de ser absolutamente necessária. que foi julgada procedente pela unanimidade da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. definitivamente. o juiz julgou improcedente o decreto desapropriatório. no entanto.pesado fardo que nos foi legado há quase 500 anos.822. parte do espólio de Giácomo Gavazzi.68. arbitrados em 10% do valor da diferença a ser apurada. fixando-se o valor da execução em R$ 14. a concretização de uma reforma agrária efetiva. uma diferença de R$ 4. indefinidamente. portanto. dando um basta à insaciável indústria das desapropriações e confirmando de uma vez por todas o fim da chamada "farra dos juros" (estancando. Rio de Janeiro. democrática e realizada dentro da lei e da ordem. mas urbano. a partir da data de imissão da posse.. assim. o que implicaria na ausência do pressuposto constitucional necessário para a desapropriação para fins de reforma agrária. foi desapropriada. Com essa conversão. é também absolutamente urgente. estaremos. juros moratórios de 6% ao ano.67. a aprovação da transformação em Lei da Medida Provisória n º 1901-30/95 é uma questão de justiça que o Congresso Nacional certamente não se recusará a atender. além de estarmos impedindo. bem como honorários advocatícios.940. Nos cálculos feitos pelo setor contábil do Incra.976. O Incra tentou embargar a execução.53 em prejuízo da União.valor que inclui juros compensatórios de 12% ao ano. A autarquia ajuizou ação rescisória. ora em tramitação no Congresso para conversão em Lei. cidadania ao camponês brasileiro . Significativas modificações na Lei Agrária estão contidas na Medida Provisória 1901-30/99. a Fazenda São Bernardino. para deduzir do montante da indenização o depósito inicial. sobretudo.vítima dessa centenária distorção que é a extremamente injusta estrutura fundiária nacional .

04 milhões 6.4 milhões 600 mil 7.28 milhões 2.2 milhão 4 milhões 1.79 mil 2.9 milhões 8.04 milhões 1.36 milhões 420.8 milhões 5.64 mil 329.4 mil 6.3 milhões 11.37 milhões 3.68 milhões 7.49 milhões 4 milhões 1.2 milhões 7.7 mil 417.3 milhões 11.84 milhões 706.78 milhão 1.92 mil 340 mil 1 bilhão 974.39 milhões 2.97 milhões 525.1 milhões 440.MA Fazenda Santa Teresa-MA Fazenda Paruá Jacunicaua-MA Fazenda Loroty-TO Fazenda Três Barras-GO Fazenda Anonni-RS Fazenda Gleba Sudoeste-PA Fazenda Santa Teresa Fazenda Nazaré – PA Fazenda Manah-PA Fazenda Pau D'Arco-PA Fazenda Santa Bárbara-CE Fazenda Olho d'Água-CE Fazenda Caroba-CE Fazenda Baixio Nazário-CE Fazenda Reunidas São Joaquim-CE Fazenda São Jorge-SE Fazenda Cuyabá-SE Fazenda Boa Esperança-SE Fazendas Ilha.14 milhões 3.49 milhão 1.43 milhão . Resfriado e Galinha-MG Fazenda Lagoa Rica-MG Fazenda Retiro d' Ália-MG Fazendas Morrinhos e Mucambo Firme-MG Fazenda Lages-MG Fazenda Pipinuque-ES Projeto 40 a 45-BA Fazenda Itaguaçu VII-BA Fazenda Amaralina-BA Fazenda Riacho das Ostras-BA Fazenda Alma-BA Fazenda Porto Bonito-BA Fazenda Sítio Novo-BA 25.36 mil 5.68 milhões 15.Quadro comparativo das diferenças nas superindenizações Imóvel/Estado Valores em R$ Incra Proprietário/Justiça Diferença Fazenda Reunidas-SP Fazendas Horizonte e Escondido-MS Fazenda Araguaia-TO Fazenda Primavera –SP Fazenda Boa Fé-AL Fazenda Dourada-AL Fazenda Kariná .06 milhão 276 mil 585.3 milhões 5.7 mil 2.45 milhões 125.19 milhões 927 milhões 923 milhões 197.19 milhões 777 milhões 5.07 milhão 3.72 milhões 5.11 mil 191.86 mil 2.62 milhões 1.54 milhões 1.7 milhões 2.52 milhões 3.08 milhões 229.5 mil 1.4 mil 117.64 milhão 1.6 milhões 78.46 milhão 2.18 milhões 4.5 milhões 1.93 mil 392.6 milhões 22 milhões 448 mil 370 mil 1.05 milhão 7.6 milhões 6.08 mil 9. Saco da Palma.44 milhões 1 milhão 601.89 milhões 17 milhões 14.81 milhões 24 milhões 40 milhões 60 milhões 707.98 milhões 1.96 mil 960.3 milhões 2.58 milhões 310 mil 48 milhões 16.5 milhão 1.43 milhões 9.15 milhões 11.5 milhões 825 milhões 22.97 milhões 1.4 milhões 3.45 milhões 157.40 milhões 6.72 mil 3.17 milhão 1.8 milhões 2.5 milhões 7.93 milhões 2.56 milhões 5.65 milhões 1.3 milhões 811 mil 2.34 milhões 325.01 milhões 2.06 milhões 438.17 milhão 273.9 milhões 33 mil 84.7 mil 2.5 milhões 65.16 milhões 5.8 mil 2.28 milhão 22 mil 393.53 milhões 2.7 mil 633 mil 204.56 milhões 969 mil 3.33 milhões 3.7 milhão 1. 29 mil 62.77 milhão 2.1 milhões 21 milhões 20.07 milhão 622. Porções e Burgo-SE Fazenda Nova Esperança-SE Fazenda Colone-MA Fazenda Santo Antônio-MG Fazendas Tamboril.4 mil 338.9 mil 24.

7 milhões 21.8 milhões 12.25 milhões 1.93 mil 7.5 bilhões 2. na região da fronteira do Estado.175 e 167MA Fazenda Alpina-RJ Fazenda Ocoí-PR * Total --------1.22 milhão 1. ------------.05 milhões 9.99 mil 58.172.8 milhões 9.3 milhões 8.04 milhões 445.82 milhões 12 milhões 440.168.32 milhões 33.2.176.36 milhões 9.21 milhões 4.7 milhões 10 milhões 22.75 milhões 7. o Paraná reúne outros casos.69 bilhões * Além da Fazenda Ocoí.7 milhões 16 milhões 20 milhões 26.46 milhões 4.5 bilhões . Omoréd e Abaitá-RO Fazendas Alegria e Alto Rio Preto-RO Gleba Pyrineus-RO Gleba Quarta Cachoeira-RO Gleba Pyryneus II-RO Seringal União-RO Fazenda Riberalta-RO Gleba Corumbiara-RO Fazenda Brejão-RO Fazenda Barão do Melaço-RO Fazenda Vila Amazônia-AM Lotes 169.170.46 milhões 5.4 milhões 7. que estão em disputa judicial.64 milhões 7.3 milhão 2 milhões 1. 172.21 milhões 433.3 milhões 2 milhões 4 milhões 5.07 milhões 11 milhões 14 milhões 35 milhões 30 milhões 9 milhões 12 milhões 24 milhões 18 milhões 18 milhões 24 milhões 32 milhões 11 milhões 17 milhões 9.Fazendaa Serra e Repartimento-AC Fazenda Sâo Miguel-GO Fazenda São Salvador-RO Fazenda Santa Júlia-RO Fazendas Guarajus.4 milhões 6.6 milhão 10.2 milhões 1.6 milhões 16.4 milhão 640.6 milhão 3 milhões 5.4 milhões 11 milhões 29.08 bilhões 33.