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Tecnologias da Informação e da Comunicação

Pedagogia
Prof.ª Cristina Barroco Massei Fernandes

Cristina Barroco Massei Fernandes

Tecnologias da Informação e da Comunicação
Educação a Distância

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

1 2 4 4 4 5 6 6 7 8 8 8 8 8 9 11 14 16 18 19

1 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8 2.9 2.10 2.11 3 4 5 6 7 8

O QUE SÃO TECNOLOGIAS E MÍDIAS? AS NOVAS TERMINOLOGIAS
TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO (TIC) MULTIMÍDIA HIPERTEXTO TELEMÁTICA CIBERESPAÇO CIBERCULTURA LETRAMENTO DIGITAL AVATAR HIPERLINK VÍRUS EDUCOMUNICAÇÃO

REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DAS TIC NA EDUCAÇÃO O QUE DIFERENCIA UMA NOVA OU VELHA TECNOLOGIA? SABER UTILIZAR A TECNOLOGIA É O MESMO QUE SABER ENSINAR COM ELA? A EDUCAÇÃO NA ERA DA INFORMÁTICA E DA COMUNICAÇÃO AS DIFERENTES MÍDIAS O RÁDIO

3

8.1 9 10 11 11.1 11.1.1 11.1.2 11.2 11.3 12

O AUDACITY

22 23 25 26 27 28 31 33 34 35 40 42

TV E VÍDEO A MÍDIA IMPRESSA A INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO
A MODALIDADE JOGO O Clic 3.0 O Facetoon PESQUISA NA INTERNET COMUNICAÇÃO

CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

.

de forma integrada ao projeto pedagógico. propiciar a reflexão sobre o papel das tecnologias da informação e comunicação na educação e identificar as novas formas de aprender e ensinar com o uso das mídias destacando uma postura de leitor/autor crítico. multimídia. na prática. impressos e informática1). hipertexto. pode e deve ocorrer de maneira bastante integrada. tanto por parte de educadores quanto por educandos. porém seu trabalho. é nossa intenção trazer questionamentos nos quais a teoria e as práticas se encontram. queremos demonstrar a evolução do conceito de tecnologia e mídias. A presença cada vez mais evidente das tecnologias na escola é um dado que nos parece indiscutível. José Manuel Moran Neste módulo trataremos das TIC. telemática. O objetivo geral desta disciplina é abordar o que são Mídias e Tecnologias e refletir sobre o papel das Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação. . das Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas relações com o fazer docente. que pedem profissionais reflexivos.1 APRESENTAÇÃO A produção científica também é impactada pelos novos ambientes de aprendizagem e ignorar suas conseqüências no fazer pedagógico é crer em sua neutralidade e prejudicar uma geração de aprendizes. TV e vídeo. ou seja. facilitando a sua apropriação como ferramentas de autoria e co-autoria. apresentar e/ou ilustrar as novas terminologias como tecnologias da informação e comunicação. O que queremos despertar aqui é a reflexão acerca das seguintes questões: Qual o seu sentido? O que diferencia uma nova ou velha tecnologia? Que opções fazemos quando escolhemos determinados recursos 1 Trataremos de cada mídia acima citada de forma separada para reafirmar características específicas. ciberespaço. oferecendo informações sobre diferentes mídias (rádio. cibercultura e letramento digital dentre outros. Em especial. reflexões intimamente vinculadas ao contexto escolar. A partir do referencial teórico disponibilizado.

todos mediados pela imagem). a intencionalidade das imagens e a presença de sinais não-verbais. Através da análise da mídia impressa queremos demonstrar suas características. estudaremos as possibilidades de trabalho quando se utiliza softwares de autoria. Apresentaremos e discutiremos acerca do papel da TV. herdarão o futuro. . Em relação ao trabalho com a informática na escola. interpretação e escrita. da qual fazem parte nossos alunos (pois possuem necessidades. contribui com o processo de aprendizagem dos alunos. caracterizando esse meio de comunicação. práticas de pesquisa dirigida na Internet e atividades de leitura. reafirmando seu caráter educativo. Eric Hoffer Olhe a sua volta e observe: como a tecnologia afeta o seu cotidiano? Que mudanças provocadas pela tecnologia afetam diretamente sua vida? Faça essa pequena reflexão antes de prosseguir a leitura. percepções e relacionamentos com a realidade. sem a presença da imagem.2 tecnológicos? Saber utilizar a tecnologia é o mesmo que saber ensinar com ela?E o que é aprender com tecnologias? Analisaremos como o rádio. vivem em um mundo que já não existe. Os que acreditam que já sabem... seus papéis. as possibilidades de adequação ao ritmo do leitor. abordaremos as formas de comunicação por meio da Internet relacionadas aos processos de ensino-aprendizagem (enfatizamos o aumento do número de projetos que se desenvolvem em Ambientes Virtuais de Aprendizagem AVAs). a linearidade do texto. suas funções e equívocos a ele relacionados. com sua linguagem específica e a forte presença da oralidade. que é a característica principal da geração icônica. 1 O QUE SÃO TECNOLOGIAS E MÍDIAS? Nesse tempo de grandes mudanças. aqueles que aprendem. nos espaços sociais e culturais (enfatizando a escola).

3 Ok.(de tékhné. a caneta causou uma revolução na prática daqueles que escreviam com tinteiro e mata-borrão. aparelhos para surdez. quando falamos em tecnologia nos referimos ao conhecimento de uma técnica. em outras palavras. em sua necessidade de defesa e posteriormente de ataque. mais baratas e cada vez mais interativas está propiciando mudanças significativas nas formas de trabalho e de lazer. que exigem algum conhecimento. A tecnologia pode ser vista. cultura. manuseio e que podem acrescentar mudanças aos meios contribuindo com sua competência natural. lápis. é corrente a ideia de que a tecnologia deve servir para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para o homem pré-histórico as ferramentas primitivas eram recursos tecnológicos avançados. A origem da palavra tecnologia provém do grego tekhno . Quando ouvimos falar em tecnologia. móveis. uma evolução na capacidade das atividades humanas. do que é real e virtual. Modificam-se as concepções de espaço e de tempo. termômetros. proporcionando assim. Pense nos óculos. mais tarde. não percebemos que utilizamos diversas tecnologias em nosso cotidiano.. destinados a especialistas. 'arte') e logía . processo de criação. Atualmente. Dessa forma. do que é tradicional e inovador. colaborativo. o homem desenvolveu técnicas como a produção de fogo e armas a partir de troncos de árvores e ossos. que amplia as capacidades do homem e leva ao aumento da qualidade de vida (pelo menos teoricamente deveria levar a esse aumento). assim. cadeiras de rodas. conhecimento sobre uma técnica e seus processos. Vamos continuar. . calculadoras etc. Tecnologia é um termo usado para atividades de domínio humano. normalmente nos vem à cabeça a ideia de artefatos tecnológicos complicados. que se desenvolveu a partir do conhecimento humano. de difícil manuseio. com ênfase no caráter cooperativo. Isso tudo é tecnologia! Para o Professor José Manuel Moran (2006): O fantástico desenvolvimento das tecnologias pessoais.(de lógos. atividade com determinado objetivo. Podemos citar exemplos simples de artefatos tecnológicos: canetas.. de comunicação com pessoas próximas e distantes. proposição'). talheres. como artefato. ou 'linguagem.

2. televisão. com a capacidade de lidar cada vez com mais pessoas e com um volume de informações que cresce e se renova a cada momento. salvá-la. Por exemplo: num trabalho com TIC uma equipe pode fazer uma pesquisa.2 Multimídia . Mesmo havendo. como rádio. A mídia também pode ser classificada como: mídia impressa. a designação mídia é usada para suporte e veiculação da informação (rádio. entre outros. televisão.1 Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) A terminologia TIC envolve a obtenção (pesquisar). E esse é apenas um exemplo.. a informática e as tecnologias da comunicação. é resultado da junção das tecnologias de informação. uma “mixagem” entre elas. cada vez mais. mídia digital. cujos correspondentes em latim são "media" e "medium". modificar) e a divulgação (publicar) da informação por meios eletrônicos e digitais. para que utilizem seus recursos e potencialidades educacionais. encontramos em nosso cotidiano. o armazenamento (salvar).. fitas de videocassete. transformá-la numa apresentação e publicá-la na Internet. CD-ROM. foram incorporados termos que precisam ser compreendidos pelos educadores. literalmente "mídia" é o plural da palavra "meio".4 Passemos agora para mais um conceito. mídia eletrônica. telefone e computadores. o processamento (interagir. relativas às telecomunicações e mídia eletrônica. Veja como se organizam os programas de rádio: rádio. várias classificações para as mídias. filmadora. Atualmente. 2 AS NOVAS TERMINOLOGIAS Ao ensino de hoje. 2. didaticamente. DVDs). telefone e Internet interligados chamando o ouvinte a participar. respectivamente. jornal) e para registro de informação (máquina fotográfica.

vídeos. Qualquer artigo da Wikipédia pode ser copiado e modificado. animações. baseada em WIKI (software colaborativo) e escrita por voluntários. e para a fácil publicação. criar um plano de trabalho e não perder o rumo determinado. Os hipertextos. mas somos chamados a seguir um ou outro caminho. com mais informações (textos. a tecnologias com suporte digital para criar. como os hiperlinks. links). quando realizamos uma pesquisa. portanto. e que possuem palavras que dão acesso a uma nova página. 2 A Wikipédia é uma enciclopédia on-line livre. manipular. . atualização e pesquisa de informação. outras marcas. fotografia. podemos dizer que aqueles textos que encontramos na Internet. armazenar e pesquisar conteúdos. simplesmente. construir seus próprios caminhos.3 Hipertexto É um sistema para a visualização de informação cujos documentos contêm referências internas para outros documentos (chamadas de hiperlinks ou. Não se trata mais de um texto. em geral. com pelo menos um tipo de mídia dinâmico (vídeo. (Fonte: Wikipédia) Assim. (Fonte: Wikipédia2) Ou seja. dependendo de nosso foco de leitura. controlada por computador. diferentes formas de mostrar que um botão está ou não ativado. vídeos. sons. gráfico). O termo Multimídia refere-se. 2. não viramos as páginas como num livro. ícones. num projeto multimídia podemos usar texto e animações e/ou fotografias e áudio. imagens. animação). colaborativa. áudio. contam com a presença de imagens. Uma desvantagem do hipertexto é que se o leitor não se concentrar no foco da sua pesquisa. entre outros. de pelo menos um tipo de mídia estático (texto. desde que os direitos de cópia e modificação sejam preservados. O hipertexto traz a libertação do usuário da linearidade estabelecida pelas mídias unidirecionais.5 É a combinação. gráficos. que se pode ler na direção desejada. as barras de rolamento. pode enveredar por tantos links que perderá o objetivo inicial da busca. áudios) são hipertextos. interesse ou conhecimentos prévios. mas de uma imensa superposição de textos. Isso também é uma habilidade que se deve trabalhar com os alunos: navegar.

se considerarmos que uma das características principais da rede mundial de computadores é ser um "conjunto de computadores ligados mundialmente através de vários sistemas de telecomunicação". o armazenamento e a comunicação de grandes quantidades de dados (nos formatos texto. Esse fenômeno se deve .6 Por outro lado. tratamento e transmissão da informação. 2.5 Ciberespaço É o ambiente criado de forma virtual. o leitor é autor de seus caminhos de leitura. cabo.) e da informática (computadores. informática e telecomunicações. pois seu alcance não é limitado ou previsível.4 Telemática Telemática é o conjunto de tecnologias da informação e da comunicação resultante da junção entre os recursos das telecomunicações (telefonia. ao enveredar por tantos links. 2. fibras ópticas etc. Descobertas interessantes ocorrem numa pesquisa na qual a fonte de informação é um hipertexto. aplicados aos sistemas de comunicação e sistemas embarcados e que se caracteriza pelo estudo das técnicas para geração. Uma nova demanda para a escola: já é um desafio trabalhar com os alunos a leitura de textos lineares com compreensão (além da simples decodificação). entre usuários localizados em qualquer ponto do Planeta. A telemática pode ser definida como a área do conhecimento humano que reúne um conjunto e o produto da adequada combinação das tecnologias associadas à eletrônica. satélite. a compressão. em curto prazo de tempo. muito mais se deve desenvolver para construir a competência de ler nesse novo gênero que se apresenta. imagem e som). na qual estão preservadas as características de ambas. através do uso dos meios de comunicação modernos. que possibilitou o processamento. o leitor pode aprender muito mais a respeito de assuntos correlacionados do que se estivesse preso a uma leitura linear. (Fonte: Wikipédia) Assim. destacando-se entre eles a Internet. a telemática encontra na Internet a sua representação máxima. periféricos. softwares e sistemas de redes). porém apresentando novos produtos derivados destas.

e. podemos criar uma comunidade que pretende salvar o planeta ou disseminar ideias racistas. de outro. sem grandes preocupações. Jornal). Rádio. A "universalidade" sem "totalidade" segue uma linha interativa de comunicação. possibilitando a "todos" navegantes da grande "rede" participar democraticamente num modelo interativo de "todos para todos". interativa. textos ou imagens. com a mesma facilidade. . consolidando a ideia de uma "aldeia global" profetizada por McLuhan na década de 60. as informações aparecem em forma de sons.6 Cibercultura A Cibercultura provém de um espaço de comunicação mais flexível que o produzido nas mídias convencionais (TV. A manipulação e a troca dessas informações é o que chamamos “navegar”.7 ao fato de. (Fonte: Wikipédia) No ciberespaço. haver a possibilidade de pessoas e equipamentos trocarem informações das mais variadas formas. Nas mídias convencionais. com um processo de comunicação "universal" sem "totalidade". (Fonte: Wikipédia) A cibercultura apresenta um paradoxo: com a possibilidade de entrada e navegação na rede (uma vez que todos podem alimentá-la sem qualquer intermediário ou censura) temos o acesso fácil a uma infinidade de informações e a criação de redes colaborativas nas quais todos podem contribuir acrescentando dados. o sistema hierárquico de produção e distribuição da informação segue um modelo pouco flexível fundado no modelo um-todos. muitas vezes. Pierre Lévy coloca o ciberespaço como uma grande rede interconectada mundialmente. nos meios de comunicação modernos. ou “mundo da Internet”. O ciberespaço dissemina uma nova cultura pelo globo: a cibercultura. 2. este ambiente comunicacional emerge com a potência que comporta o discurso democrático em sua gênese. Já no ciberespaço a relação com o outro se desdobra no contexto do todos-todos. temos um leitor-autor. Navegação na Internet é um processo que acontece de forma aberta. por um lado. a impossibilidade de se determinar. nesse sentido. que através de “cliques” reorganiza o que está posto. podemos “inventar” dados a respeito de um assunto e publicá-los como verdades absolutas. Uma maneira interativa de contribuir com novos conceitos e postulados. a credibilidade e as intenções da fonte alimentadora da informação.

2. 2. comunicação e publicação de projetos. periféricos (disquetes. áudios. de comunicação e de publicação). seu uso deve ser equilibrado. produzindo a cada leitura um novo texto. escolhendo percursos. implementação e avaliação de processos.7 Letramento digital É a compreensão das utilidades da Internet como ferramenta pedagógica (sendo elas: de busca. programas e produtos destinados a criar e a fortalecer . projetos de pesquisa ou outros objetivos).8 Avatar É um personagem virtual assumido pelo participante de uma comunidade virtual (seja para participar de jogos on line. relacionadas à pesquisa.9 Hiperlink É a ligação entre textos. O uso da Internet na escola precisa ter sempre objetivos claramente definidos no projeto pedagógico vigente.8 Daí a importância de se orientar os alunos ao fazer uma pesquisa na Internet. Um avatar pode ter a forma humana ou não. a fonte de pesquisa também deve passar por um critério de seleção.11 Educomunicação Refere-se ao conjunto das ações de planejamento. pode ter movimentos controlados pelo computador e interagir com outros personagens. 2. Sua intenção é sempre a de destruir e atrapalhar o funcionamento de computadores. Possibilita que o leitor navegue livremente pelos textos. Pode dar acesso a um mesmo documento. 2. pen drives) e redes. imagens.10 Vírus É um programa de computador produzido para se auto instalar em outros programas e multiplicar-se indefinidamente. como instrumento cognitivo. onde ela realmente faça a diferença. animações. 2. a outros documentos ou ainda a endereços na Internet.

podemos nos comunicar individualmente. no entanto. mas isso faz com que nos vejamos cada vez menos. vão sendo alterados. afetando a forma como nos comunicamos. através de e-mails muitas pessoas conseguem expressar-se melhor. predomina o virtual no lugar do real. aprendemos e ensinamos. Nunca nos comunicamos com tantas pessoas. coisas que . com características e contradições que vão gradativamente influenciando o nosso dia a dia.de um curso organizado na modalidade EAD). Podemos estudar a distância. e seu objetivo. entre outros nomes. marcas de expressão que dizem mais que palavras. educomunicação e mídia-educação. com todas as suas vantagens e desvantagens. assim como a nomenclatura: educação pela comunicação. Vivemos na Era da Informação. No nosso caso (participantes – alunos e professores . destinados a ampliar os espaços de expressão na sociedade através de uma gestão democrática dos recursos da comunicação.9 ecossistemas comunicativos abertos. o desenvolvimento humano na sua dimensão social. As propostas para unir as duas áreas de conhecimento – a comunicação e a educação – são variadas. ‘elemento básico da coesão social e da identidade nacional’. de diferentes lugares do mundo e ao mesmo tempo. trabalhamos. nos relacionamos com os demais. que permite olhares e sorrisos. Sua missão é criar vínculos sociais entre as pessoas. Jacques Delors Dentre os muitos desafios que se colocam para a educação atual. 3 REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DAS TIC NA EDUCAÇÃO Espera-se que a educação contribua para o desenvolvimento do querer viver juntos. perdemos a chance daquele relacionamento próximo. contar impressões e colocar suas dúvidas. podemos destacar: compreender as diferentes formas de representação e comunicação propiciadas pelas tecnologias disponíveis na escola e criar dinâmicas que permitam estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem características das mídias. Aos poucos nossos hábitos e atividades cotidianas. democráticos e participativos.

enquanto professores provêm de uma civilização pré-icônica. A metodologia que está por trás de seu uso é que dá o tom ao trabalho (seja de uma proposta mais tradicional a mais interacionista). os alunos são excelentes parceiros dos professores. onde apenas os mais falantes participam. Ensinar e aprender. desenvolver projetos ou trazer novos olhares para os trabalhos em andamento. quando se quer despertar-lhes o interesse para iniciar estudos temáticos. sozinhas. Podemos dizer que os alunos são de uma civilização icônica (possuem necessidades. mas implicam em modificar o que fazemos. o rádio. transmitindo conhecimentos. . não é raro encontrarmos projetos nos quais realmente existe a parceria entre educador (que tem o conhecimento formal e científico) e educandos (que “dominam” os recursos da máquina). a construir modelos diferentes dos que conhecemos até agora. ideias.10 não fariam pessoalmente. em organizar ações de pesquisa e de comunicação que permitam a professores e alunos continuar aprendendo. não se reduzem a estar um tempo numa sala de aula. Para tanto. a televisão. Nesse último aspecto. comentando seus trabalhos e estabelecendo um diálogo virtual. o vídeo. embora propiciem novas formas de lidar com a informação. As relações nunca estiveram tão equilibradas. do que acontece numa sala de aula presencial. de produzir conhecimento e de estabelecer comunicação entre as pessoas. a Internet. As opções tecnológicas com as quais a escola conte. A mídia impressa. a hipermídia são ótimos recursos para mobilizar os alunos em torno de algumas questões. permitindo conexões entre pessoas. a romper paradigmas. novas mensagens. conceitos. crenças e valores. com muitos alunos. todos mediados pela imagem). características dos ambientes virtuais de aprendizagem. é importante conhecer quais os objetivos pedagógicos das atividades e quais as características principais das mídias disponíveis. nos obriga a repensar o ensinar e o aprender. não garantem mudanças na educação. com o tempo de aula pré-estabelecido. acessando páginas na Internet. possibilidades de orientação a distância. nos dias de hoje. onde encontram textos. Educar numa sociedade em que as mudanças são muito rápidas e profundas. Temos muito mais chance de atender aos alunos individualmente. percepções e relacionamentos com a realidade.

(EDUCAREDE. como o rádio. podemos afirmar que as tecnologias são mais utilizadas para ilustrar o conteúdo do professor do que para criar novos desafios didáticos. 2006) 4 O QUE DIFERENCIA UMA NOVA OU VELHA TECNOLOGIA? Segundo Juliane Corrêa (2003). Para McLuhan. no artefato em si mesmo. O atributo de velho ou novo não está no produto. • orientar a publicação de trabalhos. e uma nova tecnologia pode ser considerada velha porque não modifica em nada as relações dos sujeitos envolvidos. Analisando a prática em nossas escolas. trabalhar em parceria com os alunos implica em que cada um cumpra o seu papel e cabe ao professor-mediador: • selecionar fontes de pesquisa. o que se estabelece na sala de aula ou laboratório de informática são atividades múltiplas e simultâneas. computador. pode ser uma inovação em determinados contextos sociais. • atribuir-lhes significados. hoje. Como vivíamos antes sem celular. Internet? .11 Quando trabalhamos na cultura das mídias. • refletir criticamente sobre as informações encontradas. mas depende da significação do humano. uma velha tecnologia dos centros urbanos. • qualificar a comunicação digital entre alunos. algumas tarefas não podem ser desprezadas. Quando mantemos o esquema de informação EMISSOR -> RECEPTOR persistimos com a principal característica de “velha tecnologia”: há um detentor do conhecimento e aqueles que devem recebê-lo. ou na cronologia das invenções. do uso que fazemos dele. • contribuir para que os alunos identifiquem o que é relevante. como muitas vezes ocorre com o datashow na sala de aula. nas quais diálogo e troca de informações são enfatizados. as tecnologias se tornam invisíveis à medida que se tornam familiares. Mesmo com a horizontalização das relações.

o bem ou o mal dependem do uso que faremos dela. Enfim. temos duas posições que nele se sustentam. de total aversão ao uso das tecnologias de informação e comunicação. ao artefato. sociais. e desconsidera a tecnologia como uma extensão da percepção humana. como detentora de processos cognitivos. que dita a necessidade de termos equipamentos mais potentes e mais velozes) as novidades surgem a todo o momento e cada vez mais somos convencidos de que necessitamos delas. as opções tecnológicas que fazemos retratam um modo de ver e de querer estar no mundo. considerando que a máquina irá substituir o homem ou promoverá o distanciamento. Num processo de naturalização. mas estamos partindo do mesmo paradigma que nutre o endeusamento da tecnologia. de total endeusamento da máquina como possibilidade de resolver todos os problemas educacionais. quando adotamos uma posição de recusa às inovações. Muitas vezes. Podemos escrever poesias ou . Infelizmente não é a máquina que oprime o homem. de se posicionar a favor da inclusão ou da exclusão social. que é um recurso tecnológico e já foi. de querer ou não estar em relação com o outro. pensamos desenvolver uma análise critica das relações sociais. incorporamos formas de trabalho sem perceber a utilização que fazemos das tecnologias e sem ter consciência de nossas opções tecnológicas. simbólicos. Vamos analisar o uso da caneta esferográfica. Quando falamos que com as inovações tecnológicas estamos aprofundando os processos de exclusão social. a perda das relações afetivas. ou seja. Como já disse. mas o homem que usa a máquina para oprimir o homem. o valor da tecnologia não está nela em si mesma. Como ramificação desse paradigma. o bem ou o mal que podem causar.12 Na sociedade da informação e da globalização (fortemente marcada pelo determinismo tecnológico. ou seja. ao consumo de novas possibilidades. considerada uma inovação tecnológica. estamos dizendo que o uso. em um determinado momento histórico. e a posição tecnofílica. mas depende do uso que dela fazemos. ambas as posições atribuem às máquinas aquilo que diz respeito ao humano. A visão tecnofóbica. Esse determinismo tecnológico restringe a compreensão da tecnologia à máquina.

nos comunicar com o mundo. a questão que se propõe agora é a da aprendizagem construída em torno da rede (a Internet). o mesmo paradigma educacional pelo qual fomos formados. enfim. do lugar social que ocupamos. (CORRÊA. registro e atribuindo novos sentidos ao que se aprende na escola. aquilo que chamaríamos de uma visão crítica. Tal análise serve para o uso dos diversos recursos tecnológicos. O que produzimos é mediado pela caneta. mas o conteúdo e o processo pelo qual escrevemos depende da nossa história de vida. pois já aparecia na metodologia do educador francês Freinet em 1923. compreender a tecnologia para além do mero artefato. de nossas competências. apresentações em quadro-negro ou PowerPoint até a Internet. Na maioria das vezes. de nossos afetos e desafetos. sem trocar nossas práticas educativas. Ou seja. Devemos construir uma nova articulação entre tecnologia e educação. Não basta trocar de suporte. ou deixar a folha vazia tanto com uma caneta simples e barata quanto com uma caneta de ouro.13 uma sentença de morte. por si mesmas. desde o uso de transparências. na interação entre educador e educando e na sua relação com o conhecimento. 2003). a partir de seu caráter colaborativo. remodelando o “velho” em novos artefatos. pois estaremos apenas apresentando uma fachada de modernidade. da forma como conseguimos nos expressar. dependem de uma proposta educativa que as utilize enquanto mediação para uma determinada prática educativa. pois. como utilizar todos esses recursos que temos à mão para chegar ao que Pierre Lévy chama de inteligência coletiva? Podemos analisar as comunidades virtuais que. educativas. Esse caráter colaborativo não é uma novidade. quando ele trabalhava a . Lembrando que as tecnologias que favorecem o acesso à informação e aos canais de comunicação não são. recuperando sua dimensão humana e social. para isso. podem gerar mudanças nos processos de ensino e aprendizagem. potencializando estratégias de cooperação. apesar do desgaste da palavra “crítica”. Assim como os revolucionários do século XX buscavam repensar o pensamento filosófico e político do século. por meio desses recursos reproduzimos as mesmas atitudes.

Em algumas profissões que dependem totalmente das tecnologias. é preciso planejar. ter interesse e até saber usar a tecnologia no cotidiano não quer dizer que estejamos preparados para ensinar com o uso das mídias. Quando Perrenoud coloca as competências necessárias aos profissionais docentes em 10 grandes “famílias”. Entretanto. a aparente continuidade provoca a ruptura. ter clareza de objetivos. 2000). e aceitar a ideia de que a evolução exige que todos os professores possuam competências antes reservadas aos inovadores ou àqueles que precisavam lidar com públicos difíceis (PERRENOUD. cada vez mais se quer usar esses recursos tecnológicos. 2000). nem a multimídia. pois são atrativos para os alunos. mas também é necessário compreender que competências profissionais não se reduzem ao domínio dos conteúdos a serem ensinados. até hoje. a renovação das competências é evidente. (PERRENOUD. o “novo” não é o que faz uma prática pedagógica inovadora. Citando o mestre Paulo Freire: mais do que dar boas respostas. mas devido à transformação da visão ou das condições de exercício da profissão. nem o computador. Como podemos perceber. 5 SABER UTILIZAR A TECNOLOGIA É O MESMO QUE SABER ENSINAR COM ELA? É preciso reconhecer que a maioria dos professores possui saberes ligados às novas tecnologias. Desse ponto de vista. um bom educador deve fazer boas perguntas. discussão (troca e negociação de sentido) e impressão dos mesmos para confecção de diários de classe ou jornal escolar. utilizam-se delas no dia a dia. para isso é preciso . isto não acontece na educação escolar: nem o vídeo. Se surgissem novas competências. fizeram com que a profissão de professor mudasse.14 apresentação dos textos elaborados pelas crianças. não seria para responder a novas possibilidades técnicas. conhecer seus recursos e potencialidades educacionais. No entanto. determina: “Utilizar as novas tecnologias”. As escolas estão “interessadas” no uso das tecnologias.

inseridos na totalidade em que estamos imersos. reflexiva. Em relação à prática educativa. colaborar com a prática educativa. uma cultura que acredite no ser humano. como não pode deixar de ser. é resultado de toda a sua evolução biológica e intelectual. o momento em que vivemos requer. Inconscientemente. essencialmente. são contextualizados. quais os objetivos ao usá-lo. ainda que inconscientemente. estamos incorporando esse compartilhar conhecimentos e compatibilizar comportamentos na nossa evolução biológica e intelectual. . A evolução biológica e intelectual continua. em suas capacidades e potencialidades. construtiva. Hoje cada indivíduo pode compartilhar conhecimentos e compatibilizar comportamentos com um número surpreendente de outros indivíduos espalhados pelo planeta. É necessário conhecer as especificidades de cada recurso. Estamos. que a educação oriente-se para ganhos sociais maiores.15 formação continuada. tais como afirmar a individualidade e confiança no ser humano. inconscientemente. chegando eventualmente a atingir toda a humanidade. o que ele pode propiciar. assegurar que sua expressão possa ocorrer de diferentes formas e em diversas práticas sociais. Esse número deve crescer. Hoje dispomos de poderosíssimos instrumentos materiais e intelectuais para captar informações de uma vastíssima porção da realidade. (D’AMBRÓSIO. Comportamentos e conhecimentos estão em permanente evolução e. O salto de conhecimento para o qual o homem está se preparando para dar. processar essa informação e compartilhar o resultado desse processamento praticamente com toda a humanidade. no que ele amplia as capacidades e competências dos alunos.2000 ) chegando à civilização planetária.

traz um movimento que engloba a informação. Os tempos são de aprender e esquecer (uma vez que não conseguimos guardar tantas informações e que as verdades não são absolutas). não se pretende eliminar a figura do professor. Esse espaço está sofrendo mudanças. é marcante o surgimento e a renovação dos saberes. a comunicação e a educação. Morin descreve os conceitos de regeneração. Para Lévy vivemos a “desterritorialização temporal e espacial do saber”. ininterrupto processo de construção e reconstrução do conhecimento3. Com o advento das novas tecnologias. que é o espaço do conhecimento. hoje. as informações compartilhadas e re-editadas. para muitos indivíduos. e. É a complexidade. produção e reprodução próprios dos sistemas auto-organizados complexos. XXI buscam fazer dela um lugar de conexões. a própria casa e o mundo. provocador. Kerchhove Estamos na Era da Informação. reorganização. Aqueles que acreditam numa escola significativa e que atenda o aluno do séc. tudo isso on line e em tempo real. função que os meios de comunicação vêm exercendo com sucesso. pelo contrário. na qual: • • 3 trabalhar é produzir conhecimentos. da forte presença das Tecnologias da Informação e da Comunicação. . essa é a Era dos novos paradigmas. a escola (no sentido de detentora da informação) invade a casa do aluno. marcada pela velocidade de acontecimentos e na sua transmissão simultânea pelo globo. tratada por Morin (1977).16 6 A EDUCAÇÃO NA ERA DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO As novas tecnologias declaram sempre guerra às culturas de onde emergem. através do anel tetralógico ordem <-> desordem <-> interação <-> reorganização <-> e da relação chaos/physis/cosmos. os lugares da Educação já são: a escola. mas. torná-lo mediador. enfatizar sua importância. organizador de um universo onde os bancos de dados estão prontos para serem acessados. cada vez mais. Tratando-se do conceito de complexidade. O mundo transforma-se num “palco para o aprendizado” (CARVALHO NETO. 1997). O espaço da escola. cada vez mais. reflete a sociedade na qual está inserido. não é neutro. E nesse novo paradigma.

imaginação (simulação). na profissão. disponibiliza-os. No entanto. mas por meio de investimentos no professor. é necessária a reconfiguração do modelo educacional vigente. mas permite que o aluno se relacione com a informação interferindo. os educadores necessitam de cinco habilidades básicas: . imprimindo nela suas considerações. com habilidades para estabelecer uma formação fundada na reflexão sobre a ação.17 • • • o ciberespaço pede memória (arquivos). cresce a importância da educação. onde e porque usar a tecnologia em seus projetos e planos de aula. para Nóvoa. Almeida (2001) “essa tecnologia não é dócil” e para dominá-la. O docente que se faz necessário não é mais o especialista em áreas específicas do conhecimento. as tecnologias são apenas apoios. percepção e raciocínio. a formação não se dá por acúmulo de cursos. modificando. essa mudança pedagógica está relacionada com raízes mais profundas na educação e na emergência de novos paradigmas educacionais. a educação a distância permite aprendizagens personalizadas e em rede. pesquisador e parceiro na construção do conhecimento. faz-se necessário que o professor saiba decidir quando. O professor vai então atuar como propositor de desafios. Assim como Perrenoud (1999) coloca como uma competência saber escolher quando trabalhar em grupo e quando não trabalhar. Essa sociedade pede um professor com formação permanente (FREIRE) ou formação continuada (NÓVOA). mas aquele que está apto a lidar com as incertezas. seus saberes e seus projetos. Para os professores Fernando José de Almeida e Maria Elizabeth B. meios. mas elas nos permitem realizar atividades de aprendizagem de formas diferentes às de antes. • • há maior reconhecimento das experiências adquiridas e saberes não-acadêmicos. que indica caminhos. na sua experiência. produzindo e compartilhando mensagens.

muitas vezes.” (fonte: Wikipédia) Assim. além da formação múltipla em Educação: 1. celulares. Rádio Digital.18 • domínio de conteúdos. necessitamos de um professor que. há várias mídias presentes no ambiente escolar e ensinamos com elas.tem consciência de que a educação multicultural e de massa situa-se para além da aquisição restrita do saber escolar. 2. . a Filosofia. entre outros. • sabedoria para trabalhar em grupo. mas parte dela. como a Internet.. livros. “O conceito de mídia digital se baseia na utilização de tecnologia digital em comunicação através das mídias. folhetos.. mesmo que. outdoors. como podemos perceber. as Matemáticas. comparadas e reconstruídas. as Artes. 3. Os veículos de mídia eletrônica são a televisão.Compreende a riqueza das mídias como portadoras de informação e de representações do mundo a serem analisadas. o cinema. por Mídia Digital nos referimos a qualquer veículo de comunicação que faça uso desta tecnologia. Trabalhando com projetos educomunicativos (educação em parceria com os meios de comunicação de massa). • trabalho articulado e cooperativo com as diferentes áreas do conhecimento. • clareza dos problemas que estão resolvendo.. como as Ciências.Não despreza a cultura midiática que os jovens trazem. a História. o rádio. TV Digital. • desenvolvimento de uma prática pedagógica reflexiva.. revistas. 7 AS DIFERENTES MÍDIAS Os veículos da mídia impressa são jornais. não tenhamos consciência disso.

pelo contrário.. Esperados e desejados.Compreende que assistir a TV não é uma atitude passiva e o educador pode auxiliar a articular e conferir sentido.Aceita que o que se aprende na escola se prolonga e se articula com o cotidiano. mas editadas por fatores individuais e sociais. o estudo de diferentes linguagens e das condições sociais de produção. nem o tempo. 8 O RÁDIO “A emissão radiofônica é dotada de uma força de ruptura – potência de choque e de penetração – que abre o caminho da voz à sua mensagem. perceber que as mensagens midiáticas não são cópias da realidade. nem a vontade de se preparar para a escuta.Aceita não ter mais o monopólio da transmissão do saber e da verdade: não é “expert”. (Portal Salesianas on line) Aprender a aprender com os meios de comunicação social. 9.19 4.Sabe introduzir as mídias de maneira a possibilitar analisá-las do triplo ponto de vista: econômico e ético de quem as produz. o livro. apodera-se do ouvinte indefeso que não tem nem a ocasião. 6. envolve construções. um programa de rádio ou de TV.Aceita a inserção de outras modalidades de apropriação da realidade como as emoções provocadas pelas mídias. há que se organizar e promover para que aconteçam. escolhas. do ponto de vista da audiência que lhes dá sentido. 7..Aceita novas relações no contexto escolar. 8. a análise crítica de documentos ou filmes. Esse aprender fazendo pode ser um jornal impresso ou eletrônico. 5. sendo o educando (a) o centro da atenção. da maneira como são construídas as mensagens. não dispõe de um corpo de conhecimentos. o jornal e o cinema não se apoderam do destinatário com a violência de uma emissão radiofônica. a informação pertence igualmente a todos. Esta irrompe na intimidade do lar com uma total falta de discrição e de tacto. E essas aprendizagens não se fazem espontaneamente. . através da observação do real e da construção do pensamento rigoroso ou científico.

O rádio evoluiu seguindo pautas comerciais e políticas. É imediatamente reconhecido como meio de comunicação eficiente. professor e antropólogo. com o retorno à democracia. Um pouco da história do rádio: O rádio nasce num período de efervescência mundial. indiferentes ou distraídas. já acreditava no poder de levar educação e cultura ao povo brasileiro ao trazer para o Brasil uma surpreendente .. Criam-se novas formas de comunicação com o ouvinte. O ouvinte pode agora escutar a audição de seu interesse. no entanto. Le Journal et l’Actualité.o rádio. Anualmente. a gerência da opinião percorreu os meios de comunicação.. Surgem novas emissoras. segmenta-se o público. Muda a tecnologia. vamos levantar as potencialidades do primeiro grande meio de comunicação de massas . a venda de aparelhos de rádio supera em muito a de aparelhos de TV. também o número de ouvintes/hora. (SCHEIMBERG. nomeadamente nas vantagens e nas virtualidades da televisão e da Internet. Mudam estruturas. limitado apenas pela potência da emissora. 1997) Roquette Pinto. o silêncio e o reconhecimento.” Roger Clausse. A informação através das ondas consegue um alcance imediato. É o meio de maior cobertura e diversificação. Desde fins do século XIX. extraordinário.20 rasga. modalidades e gêneros. (. impiedosa.) Em nosso país.. em especial nos países altamente industrializados. Muito mais do que os conhecidos até aquele momento. seja qual for o lugar onde se encontre. produz-se um notável crescimento que segue o mesmo processo que em outras partes do globo. 1971 Estamos num tempo em que muito se discute acerca da globalização da informação e da comunicação e em que muitas discussões se centram nas novas tecnologias. encontra o caminho em almas desarmadas. Os desenvolvimentos tecnológicos e os novos formatos e estilos atraem e retêm a atenção da audiência.

com um computador ou com um estúdio propriamente dito. O trabalho com o rádio pode ser ampliado nas escolas com a participação da Informática Educativa. argumentação. nos diferentes gêneros. repórteres. Sem que haja necessidade de equipamentos caros ou sofisticados5. no desenvolvimento de projetos educativos dentro dos espaços escolares. graças ao seu alcance.. 4 O termo rádio escolar diz respeito a possibilidade de utilização dos recursos da mídia rádio.21 novidade tecnológica: o rádio. . Assim. organização. 5 . mas também no processo pedagógico dentro da sala de aula. . onde se percebe claramente que ler ou ouvir. pesquisadores. operadores do equipamento disponível.Qual o tipo de programa que será produzido? Boletins informativos (que dão boas vindas aos alunos na entrada. criando condições para que a comunicação esteja presente não só na atuação protagonista da criança e do adolescente. já podemos iniciar um trabalho que tanto pode envolver uma classe. baseando-se numa postura teórica e ética. desenvolvido pelo professor. um grupo de classes ou uma escola inteira. a proposta educativa radiofônica deve fazer parte de um projeto educacional mais amplo. dão recados. Nosso objetivo principal ao apresentar a ideia de rádio escolar4 é propiciar embasamento para a construção da prática comunicativa por meio de projetos. colaborando no processo de aquisição das competências leitora e escritora. escrever ou falar exigem diferentes habilidades. programas musicais. podemos passar para o planejamento: . culturais ou mistos.). Partindo de um gravador de mão (tipo repórter).Como? Reuniões de pauta para construção do programa possibilitam desenvolver diálogo. que anunciam o cardápio do recreio. pois o rádio oferece imensas possibilidades. Nesse contexto alunos e professores passam da condição de consumidores. visando à melhoria da educação. através da ação de criar programas de rádio.. para a categoria de produtores de mídia.Quem fará o quê? Os alunos podem se dividir entre locutores. produtores. Naquela época já se percebia o potencial educativo do rádio como forma de propagar o saber. Definida a amplitude do projeto. diante do grande índice de analfabetismo da época. Isso permite que estudantes e professores exercitem um olhar crítico em relação aos conteúdos veiculados pelas diversas mídias.

net.Por quê? A gravação do programa e sua edição são momentos onde o professor mediador pode fazer suas intervenções. Recursos do Audacity: • importação e exportação de áudio (músicas. • desfazer ilimitados para qualquer passo (caso você tenha apagado um trecho errado do programa. • remoção de ruídos. muito popular entre os podcasters6 pela sua grande disponibilidade em múltiplas plataformas.e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê). A palavra "podcasting" é uma junção de iPod . • facilidade de uso.22 . desenvolver-se. aumentar sua auto-estima.Avaliação: a apresentação do programa é apenas o resultado final de um processo bastante rico de aquisição de conhecimentos. 8. Audacity é um software livre de edição digital de áudio. vozes. Disponível através do site http://audacity. vídeo e/ou fotos pela Internet que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. • edição simplificada de trechos do programa com Cortar. Colar e Apagar. enfatizando o caráter pedagógico da ação e levando o aluno a confrontar hipóteses. o Audacity possui a seguinte imagem: Podcasting é uma forma de publicação de programas de áudio. assim todo o processo pode ser avaliado. basta desfazer a ação).1 O Audacity Apresentamos aqui uma sugestão de software que pode auxiliar o grupo interessado em produzir rádio na escola com o auxílio de um computador. suporte e o principal: é gratuito. Copiar. • gravação e reprodução de sons. (Fonte: Wikipédia) 6 .sourceforge. outros sons). ampliar vocabulário. .um aparelho que toca arquivos digitais em MP3 .

Na verdade. deletar espaços vazios entre as falas.23 É recomendável que primeiro façam toda a parte de voz e só depois da edição. há pessoas – ou programas feitos por pessoas que se comunicam conosco. entre outras opções. inserir fundo musical e outros efeitos sonoros. das mídias. de forma visível ou virtual. em tempo real (on line) ou não. podemos enfatizar o que diz a professora Ana Aranha: Oferecer aos alunos a possibilidade de serem comunicadores inverte a sua habitual condição de receptores de informação na sala de aula e. da tela do computador há comunicação entre pessoas. Por trás dos livros. é importante que tomem consciência de que aquela é a sua rádio e que o que for bem ou mal feito é da sua responsabilidade. Nesse contexto. normalmente. 2007) 9 TV E VÍDEO Sempre estamos nos comunicando. Direta ou indiretamente. (ARANHA. José Manoel Moran . Na edição da voz podemos tirar trechos onde gaguejaram. Por trás das máquinas. da televisão. da tela de cinema. inserir falas onde for necessário. isso é tomado como um desafio.

24 É tão comum em nosso cotidiano assistir televisão que nos parece praticamente inimaginável viver sem ela e isso ocorre em todos os segmentos da população. podemos assistir um determinado programa e gravar outro. Nesse cenário destacam-se os estudos a respeito das mediações do pesquisador Jesus Martín-Barbero. voluntariamente. O receptor foi considerado passivo. de forma barata e prática. a TV tradicionalmente esteve identificada como reforçadora do status quo. podemos ter mais de um canal na tela simultaneamente. podemos escolher simplesmente assistir um programa. TV e rádio. aumentar. Pesquisas atuais7 questionam tal posicionamento. sinalizando que a recepção (público) não pode ter seu papel reduzido à reprodução acrítica. As tecnologias de comunicação permitem cada vez mais escolhas. Há necessidade. podemos escolher uma narrativa na língua estrangeira ou nativa. A televisão e o rádio mesmo quando só querem entreter. valores. vivenciais e culturais. aquela que veiculava a ideologia da classe dominante. Com a televisão e o vídeo. entre outras opções No entanto. podemos assistir e gravar o que assistimos. vão disseminando ideias. portanto. Eles educam informalmente. Aqui. atingem cerca de noventa e cinco por cento da população. A televisão se constitui numa fonte de informação e também num meio de preencher as horas de lazer. não queremos nos limitar a essa ideia de que a recepção é passiva face à influência da televisão ou do vídeo. emoções. Por algum tempo pensou-se que o público não poderia fazer uma leitura crítica sobre as informações veiculadas pela mídia. Isto quer dizer que o significado que cada um atribui às informações e opiniões veiculadas pela televisão. de promover debates e reflexões sobre a importância dos meios de comunicação na vida do cidadão e na sua utilização na escola. continuamente. começamos pela escolha entre vários canais. . podemos não estar assistindo nenhum e gravar. O sentido não é dado de 7 Essa maneira de se conceber o processo de comunicação na qual se admite o papel efetivo do receptor tem sido reconhecida como anunciadora de um novo paradigma para o estudo da comunicação. impotente diante da força desta imposição ideológica. Os meios de comunicação. sabem como se comunicar com a população. das mais simples às mais complexas. é resultado das mediações pessoais. por exemplo. captar suas ansiedades e desejos. diminuir ou eliminar som e/ou imagem.

10 A MÍDIA IMPRESSA O leitor de jornais. voltar a elas. considerando que não somos meros consumidores de informação. as molduras. 1995). questionando o papel dos produtos da tecnologia. apresentado em uma distribuição espacial intencional. já ordenada. diferente do ouvinte do rádio ou do telespectador da TV. Isto possibilita movimento. somos capazes de utilizar nossa dimensão criativa. tampouco voltar a ela nem deixá-la para outro momento. à direita ou à esquerda). subtítulos. sua localização (na parte superior ou inferior da página. O lugar da informação no jornal. gráficos. como agentes reflexivos. Para a educação estes novos estudos possuem um valor especial. O leitor de jornal pode observar suas páginas como um todo. Cabe ao educador estabelecer junto ao educando tal reflexão. espaços em branco. tem frente a si um material estático. construída pela interatividade entre o que foi produzido e a recepção (BARBERO. revistas. além de selecionada. mas resulta da negociação de sentido. anúncios. folhear e voltar atrás ou pular partes e passar a outras seções quantas vezes desejar. notas. tipo de letra. Entender a recepção em sua dimensão crítica é assumir o papel de sujeito que cada um de nós possui.25 fora para dentro. ao receber uma informação. na medida em que nos ajudam a pensar o relacionamento do usuário com a tecnologia para além de um receptáculo sem criatividade. O ouvinte não pode escolher nem estabelecer prioridades ou ordenar a seqüência da informação. ler e reler uma mesma página. são indicadores da importância que é dada ao conteúdo da informação. fotos. livros. os títulos. o espaço que ocupa. deter-se e ler um artigo ou um título e reler as partes que lhe interessam no momento em que deseje. mas não o ouvinte de uma audição de rádio. Assim. sua única possibilidade consiste . Prepara-se o leitor para o que vem pela frente. a quem a informação chega. olhá-las como uma foto.

. links para sua versão digital. até a data. 11 A INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO A informática é a última. Com uma foto bem colocada elevamos a postura de alguém que queremos exaltar ou destacamos alguma cena que diminua ou ridicularize aquele que não nos é simpático. ainda se dá preferência à versão impressa. Construímos sentidos por meio da presença simultânea de palavras e imagens. desenhos explicativos. (SCHEIMBERG.26 em usar o dial para escolher e mudar ou não de programa. onde podemos encontrar um vasto material fotográfico em jornais e revistas a respeito desse tema. A mídia impressa também está mudando em decorrência das mídias digitais.. as palavras e as imagens podem ter direções diferentes. sem que haja erro de edição. É realmente pela divergência gerada que o editor procura criar novos espaços para significação do que foi escrito. a respeito da edição de uma informação. recheados de boxes. mesmo existindo versões que estão disponíveis na íntegra na Internet. Temos como exemplo recorrente o que acontece na época das eleições. que constroem seus textos no formato dos hipertextos. Lembramos que certas vezes. mapas. dessas grandes invenções que têm ritmado . estilo Mangá). É comum encontrarmos revistas e jornais que possuem e divulgam suas versões on line. 1997) Sabemos também o quanto a seleção de imagens pode ser importante para a construção de sentidos. Assim. é preciso pensar a mídia impressa na perspectiva de articulação das linguagens. sejam as mais procuradas e isso tudo convivendo com consumidores que têm acesso às notícias sem nenhum custo quando acessam os portais de conteúdo na Internet. já podemos encontrar as versões “tradicionais” convivendo com as inovações (vide a Turma da Mônica Jovem. tanto de jornais como de revistas. Os gibis também mudaram para atender a essa nova demanda. A velocidade da informação e a correria do dia a dia fazem com que as versões mais resumidas e de menor custo. Em relação aos livros.

Contudo. o ponto determinante desse trabalho é a “mediação crítica e fundamentada acerca de porque se introduzem as diversas tecnologias no ensino”. (HUMBERTO TORRE MARQUES. haja vista que se pode aprender brincando. pois acham que o aluno está “somente brincando”. como os quebra-cabeças. em função de suas características lúdicas. ao conhecimento. Assim. Não basta introduzir recursos tecnológicos para mudarmos o paradigma educacional vigente. sem a necessidade de grandes investimentos . as associações. Pierre Lévy A tecnologia deve ser empregada na escola com o objetivo de contribuir com o processo de construção do conhecimento e desenvolvimento de habilidades nos alunos. uma vez que a grande maioria já teve contato com os videogames. os jogos de estratégia. 2003) A seguir apresentaremos algumas práticas que podem ser desenvolvidas num laboratório de informática. 11. é preciso saber como uma boa escolha auxilia a aprendizagem dos alunos. os jogos de memória.27 o desenvolvimento da espécie humana. Entretanto. Os jogos de maior valor pedagógico são os que promovem habilidades cognitivas complexas. não podemos pensar somente em hardwares e softwares. ao mundo. 1997) Quando escolhemos trabalhar com uma determinada tecnologia também fazemos opções tecnológicas. principalmente. alguns pais e pedagogos não enxergam a validade pedagógica dessa modalidade de software. colocamos nosso modo de ver e de estar em relação ao outro. reorganizando sua cultura e abrindo-lhe uma nova temporalidade. isso não caracteriza um problema. as simulações.1 A modalidade jogo Esta é uma das formas mais eficazes de aproximar os alunos dos computadores da escola. (LION. e.

associações. atividades de texto. Exemplo de diretório de trabalho : c:\clic\act ou uma pasta que você tenha compartilhado na rede. por exemplo: abrir programas.. 8 Falamos de conhecimentos de Tecnologia aqueles diretamente relacionados com a máquina. trabalhar com duas janelas. recortar. textos e imagens. copiar. Salve tudo que for referente a um pacote de atividades no mesmo diretório (pasta). palavras cruzadas.1. salvar.es/recursos/clic (software livre). 11. assim pode abrir o pacote em qualquer máquina de um laboratório de informática. caça-palavras. com o uso de sons. permite a criação de pacotes de atividades para qualquer atividade curricular. Acesso através do site www. Permite criar diversos tipos de atividades: quebra-cabeças. É um software gratuito que permite ao professor a possibilidade de criar variadas atividades para seus alunos sendo também um software de autoria.1 O CLIC 3. pois é o professor (ou os próprios alunos) que alimenta o banco de palavras. formatar. em qualquer série e componente.. Sugestões: 1. dentre outras. . 2.xtec.0 O software CLIC criado por Francesc Busquest. colar.28 financeiros e que têm apresentado bons resultados no sentido da aquisição de competências leitora e escritora além dos conhecimentos de Tecnologia8. Descarregue o programa em espanhol (não há uma versão em português).

resposta escrita. basta alterar a modalidade e salvar com outro nome. Pode-se usar imagens ou textos. agujero.29 Tipos de quebra-cabeça: memória. doble. texto-figura. A mesma imagem pode servir para todos os tipos de quebra-cabeça. completa ( sem correspondência biunívoca). intercâmbio. Pode-se usar figurafigura. identificação. exploração. texto-texto. informação. . Intercâmbio: Agujero: Doble ( álbum de figurinhas): Memória: Tipos de Associações: normal ( 1 a 1).

Simples: Com a janela direita: .30 Normal : Completa: Identificação: Resposta escrita: Sopa de letras (caça-palavras): simples ou com a janela direita.

também para produção de textos. Deixar espaços ( com ajuda): Deixar espaços (sem ajuda): 11.1.br/linkshr. Está disponível no site http://sitededicas.31 Atividades de texto: deixar espaços (com ou sem ajuda). no Laboratório de Informática.uol. tendo como objetivo principal levar o aluno a pensar . identificar palavras.com. (acesso em fev/2009) A atividade aqui sugerida está voltada para alunos do Ensino Fundamental I.htm. ordenar palavras. ordenar parágrafos. identificar letras. completar texto. traços fisionômicos.2 O FACETOON Este é um programa infantil cujo objetivo é dar aos diversos personagens.

• Colar no WORD. levando-o a produzir um texto a partir da personagem criada por ele. assim trabalha-se também como fazer download de softwares livres). . • Pesquisa na sala de leitura. de livros que tratem do tema abordado pelos alunos: monstrinhos. (pode-se instalar o programa na aula de uma turma de 4° ano.. • Produzir um texto. levando-o a avançar no sentido da aquisição da base alfabética e produção de texto. Passo a passo: • Abrir o FACETOON e montar uma personagem. deixando apenas a personagem (usar a tesoura). • Leitura dos textos produzidos na classe.. Conteúdos de tecnologia: . Novos encaminhamentos: • Produção de textos coletivos. por exemplo. • Capturar a tela (usando o Print Screen no teclado). • Recortar a imagem. Proposta de trabalho: Uso do jogo para levar o aluno a pensar acerca das suas hipóteses de leitura e escrita.32 acerca das suas hipóteses de leitura e escrita. amigos imaginários.

o roteiro que deve ser seguido) Essa é uma sugestão que tem por base um trabalho mais complexo denominado Webquest. com agrupamentos produtivos) e escrita a partir da imagem. têm uma missão muito importante a cumprir. Sugestão9: • Introdução: os alunos recebem o tema e são desafiados a pesquisá-lo. Os alunos devem pesquisar e trazer “novidades” para a classe. 11.2 Pesquisas na Internet Ao apresentar a proposta de pesquisa na Internet. • uso do mouse para arrastar. de um determinado conteúdo. Devem provar que o desperdício de água trará sérias conseqüências à vida na Terra. onde o produto final ultrapassa a repetição de dados encontrados. mas a mais organizada possível para se evitar a perda do foco de pesquisa (na imensa amplitude que se constitui a rede mundial de computadores) ou o simples ato de copiar textos e colar num documento (só para entregar ao professor). 9 . salvar. cortar. Apresentar a proposta como um desafio. ampliar o conhecimento que têm a respeito do tema. é o que sugerimos a seguir. “Vocês são agentes de uma grande empresa de espionagem e estratégia.” • Tarefa: seu trabalho será apresentado para os alunos da classe ou ainda para outras turmas na escola. • Processo: (é o passo a passo. • colar. é recomendável que não se torne uma atividade “livre”. Para maiores informações consulte o site da Escola do Futuro da USP. Conteúdos e habilidades referentes à leitura e escrita: • produção de textos ( em duplas. • capturar tela.33 • localizar o ícone do programa na área de trabalho e abrir (FACETOON e Word) ou download do software. isto é.

chats. Planejem o trabalho. para organizar essa comunicação é a Netiqueta. isso facilita a identificação e a comunicação). qdo.3 Comunicação Uma atividade que desperta muito interesse nos alunos que já conseguem se comunicar por escrito é o intercâmbio entre escolas.é importante que você coloque também qual o seu pólo. 11. também. Netiqueta é o conjunto de regras que se recomenda observar na internet. Visitem sites de softwares educativos e de autoria. você. • Conclusão: apresentação do trabalho. aqui . vc. o caminho a seguir para comprovar sua tese (afirmação inicial). • assine seus textos (no nosso caso .. • cite a fonte de onde você copiou. . Elaborem uma apresentação para as classes. ou de onde buscou informações para o que está colocando na internet.34 Agrupem-se em duplas ou trios. e também para regrar condutas em situações específicas (como citar o nome do site ou autor de um texto quando é copiado e colado em outro local ). • dependendo do seu interlocutor. São recomendações para que se evitem mal-entendidos em textos presentes na internet (em e-mails. um grande número de abreviações (como pq.etc). Um conhecimento que deve ser levado em conta. evite abreviações de palavras. Dois ou mais professores agendam uma sala de bate-papo num portal educacional (preferencialmente) e seus alunos se encontram virtualmente para debater acerca de um determinado assunto ou construir colaborativamente um trabalho educativo. pelo menos.. quando. listas de discussões). ou. Alguns itens desta "modalidade virtual de etiqueta" são: • evite escrever em letras maiúsculas.no ambiente da UNISA DIGITAL . conforme a lista a seguir. tb. pois isso passa a impressão de que VOCÊ ESTÁ GRITANDO e os outros podem se sentir ofendidos. aki respectivamente: porquê.

para indicar o contexto emocional do que está sendo escrito: :-) sorriso. não me comprometa :-( tristeza :-0 gritando 8-) sorriso. Informe tudo que você deseja em uma linha só para depois dar enter..35 • em chats evite escrever uma palavra por linha. não têm nenhum estilo. não sendo arrogante ou inconveniente. Lembre-se: Quando você estiver perguntando é porque precisa de ajuda. o entorno das novas tecnologias da informação e da comunicação. • nunca repasse e-mails de corrente no estilo "envie para 7 pessoas senão você terá um grande azar". explicando o problema em totalidade e dando todos os detalhes possíveis. • evite sempre mensagens do estilo "Me ajudem por favor!". "Vou jogar essa coisa fora" e frases similares. a Internet não foi criada para isso (e é papel de todos os educadores trabalhar uma postura ética).) piscadela :-| neutro. "Socorro!". aja como tal. procure expressar-se de maneira clara e objetiva. É comum o uso de símbolos. Tente manter-se no contexto da discussão. • em fóruns e listas de discussões. 12 CONSIDERAÇÕES FINAIS O desafio é como inserir na escola um ecossistema comunicativo que contemple ao mesmo tempo: experiências culturais heterogêneas. brincadeira . chamados smileys ou emoticons. isso é muito desagradável. São divertidas sem comprometer a seriedade do assunto. o autor usa óculos. além de configurar o espaço educacional como um lugar onde o processo de aprendizagem conserve seu encanto . na verdade. Elas dão um toque pessoal às mensagens e aproximam os interlocutores. elas.

Paint. Word). Ter uma escola bem equipada ajuda. pede inicialmente que o professor saiba aonde quer chegar (trabalhar com esse gênero de textos. é preciso educação de qualidade para que os aprendizes consigam atribuir significado às informações e utilizem as tecnologias para resolver problemas de sua vida e de seu contexto. Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino fundamental deixaram evidente a necessidade de uma aproximação ao universo da comunicação. é imprescindível ressignificar as ideias de Paulo Freire10 para o mundo digital. a Lei de Diretrizes e Bases . em geral. No Brasil. pois só desta maneira terá criticidade para aprofundar seus conhecimentos e tomar atitudes frente a situações objetivas. mais do que nunca. as relações comumente estabelecidas na escola – do professor que detém o conhecimento e do aluno que veio para aprender – estão. diálogos. como ponto de partida para se obter nessa análise uma consciência libertadora. quais recursos da tecnologia servem como suporte 10 Parafraseando Freire (em Educação como Prática da Liberdade) nesta Educação há a necessidade do homem entender sua vocação ontológica. o auxílio da imagem na construção do enredo).a LDB.36 José Manuel Moran e Maria Elizabeth Almeida. Sabemos que os alunos. o homem só chegará a consciência do seu contexto e do seu tempo na relação dialética com a realidade. mas não garante sucesso e inovação pedagógica. construir uma história em quadrinhos utilizando o computador (Internet. Por exemplo. as características das tecnologias e mídias empregadas. enquanto as normas para a reforma do ensino médio estabelecem que praticamente um terço do conteúdo dos currículos que vierem a ser elaborados levem em conta a presença das tecnologias e dos meios de comunicação na sociedade e na educação. pois não basta o acesso. abriu espaços para a introdução da educação para a comunicação nos currículos. em xeque.9394/96 . A prática pedagógica precisa acompanhar as mudanças. explorar a linguagem oral. Assim. Trabalhar com projetos auxilia a integração das diferentes mídias. dominam melhor os recursos tecnológicos disponíveis na escola do que seus professores. a formação continuada dos professores é fundamental. . mas não se sabe bem como. isto é. Desta forma. desde que se tenham claros os objetivos. Todos percebem que é necessário haver mudanças. os conceitos que serão mobilizados no projeto para produzir novos conhecimentos.

. é preciso saber equilibrar seu uso para atividades em que ela realmente faça a diferença. precisamos buscar esta abertura compreensiva para encontrar – no uso da novas tecnologias – esta perspectiva humanista que não exclui o sujeito. polifônicas. com um computador e um gravador de mão. socialização. com estratégias de pintura. se o que temos como meta é que o aluno faça um desenho criativo. quais conceitos serão utilizados e que possibilitarão novas aprendizagens. Trabalhar numa escola bem equipada. rico em detalhes. mídia impressa) estaremos aproximando os campos da Cultura. Planejar com uso de tecnologia pede objetivos muito bem definidos. nos quais a escola auxilia a comunidade em que vive e estabelece contato com o mundo. Esse trabalho pede novas posturas. no qual o sujeito não tinha lugar ou era assujeitado. filmadora. cultura de paz e respeito às diversidades. sendo que a informação parte de todos os envolvidos. é preciso estar aberto ao olhar do aluno. construímos uma rádio escolar. com recursos tecnológicos modernos e em número suficiente em relação ao número de alunos que temos é desejável. da Comunicação e da Educação. fundado na racionalidade e na objetividade. aceitar novas relações no contexto escolar. sob outras condições sejam repensados os modos de subjetivação que se apresentam. que tanto contribui com as competências leitora e escritora dos alunos. que possibilitem a formação humana e a inclusão social. onde o professor não é o “expert”. gravadores. questionamentos. Podemos ter um computador (e somente um) com acesso a Internet e desenvolver trabalhos colaborativos. é preciso que nesse novo momento tecnológico. O grande desafio que se apresenta é inovar as práticas educativas cotidianas. Subjetividades nascentes. Ao inserir tecnologia num projeto. originado na sociedade contemporânea. Como educadores. quanto com sua autoestima. computadores. Se optarmos por colocar nas mãos dos alunos os recursos midiáticos que a escola possui (câmera digital. escolhas. à sua cultura midiática. o papel e o lápis são melhores recursos do que o PAINT (que tem seu uso indicado quando os objetivos são outros).37 para o trabalho. Lembrando da invasão do tecnicismo educacional da década de 1970. por exemplo. mas não é o que determina um trabalho de qualidade.

precisamos nos colocar numa atitude de busca de conhecimento que leva à compreensão de suas possibilidades. mas sim reconhecer as mudanças qualitativas. de termos clareza do que queremos alcançar quando nos propomos a educar um grupo de crianças. Parafraseamos aqui a contribuição de Freitas.1993 ) Como educadores precisamos buscar esta abertura compreensiva para reencontrar – no uso das novas tecnologias – essa perspectiva humanista que não exclui o sujeito.38 heterogêneas. a ecologia dos signos. Peço apenas que permaneçamos abertos. o quanto se faz necessário nos mantermos abertos à construção do conhecimento. Não se trata de uma postura ingênua e acrítica de passivos consumidores. Apenas dessa forma seremos capazes de desenvolver estas novas tecnologias dentro de uma perspectiva humanista. para problematizar nosso posicionamento enquanto educadores frente as TIC: Perante o novo que nos circunda e se projeta num futuro cada vez mais rápido e mais próximo. no dizer de Guattari (1990). emergindo como outros tantos territórios existenciais. receptivos em relação à novidade. Buscar assim uma postura que coloque a tecnologia a serviço dos objetivos educacionais. como vimos anteriormente. (FREITAS. na adjacência de outras alteridades subjetivas. pois a verdadeira questão não é ser contra ou a favor. (FREITAS. a nossa condição de sujeitos reflexivos. mestiças. (LÉVY. questionando o quanto as TIC poderão favorecer ou não. processadores de textos e canais eletrônicos de comunicação. precisamos adotar uma perspectiva aberta e positiva. 2002) Encerramos este trabalho. o ambiente inédito que resulta da extensão das novas redes de comunicação para a vida social e cultural. como a Internet. jovens ou adultos. mas frente aos atuais computadores. Que tentemos compreendê-la. 2002 ) Destacamos também pelas palavras de Pierre Lévy. benevolentes. para então escolhermos com autonomia o melhor meio (recurso tecnológico) para tal realização. . abertos às possíveis metamorfoses sob efeito do novo objeto. individuais ou coletivas. fazendo algumas reflexões acerca do papel das Tecnologias da Informação e da Comunicação na formação de novos educadores e educandos. mas sim. Não se trata de nos entregarmos à “tecnofobia” ou à “tecnofilia”.

2002) Concluindo. porque até mesmo os jogos jogados horas a fio no computador podem ser um passatempo repleto de operações cognitivas não aproveitadas no espaço escolar. porque os trabalhos escolares que requerem pesquisa na Internet podem se aproximar da velha e mesma cópia das enciclopédias. na qual ao lidarmos com sujeitos (agentes reflexivos) não poderemos utilizar o recurso tecnológico como mera forma de reprodução.(Barreto. . O desafio está posto: que a tecnologia em conjunto com a educação nos ajude a fazer um mundo melhor. Por um lado. implicam deslocamentos que não podem ser apagados.39 Desta forma. Por outro. na medida da sua sofisticação. Reflitamos que: As novas tecnologias. silenciados. onde nem sempre se comentam os sentidos que os alunos atribuem a eles. guardadas duas diferenças: a multiplicação das fontes de consulta e a facilitação do processo de copiar pelo recurso a teclas combinadas: Control c + Control v. destacamos a necessidade de nos perguntarmos qual é a concepção de educação que fundamenta nosso trabalho docente. A relação mais intensa dos sujeitos com os materiais precisa ser objeto de estudo sistemático. neste módulo ressaltamos a importância da aplicabilidade das TIC em consonância à nossa concepção de ensino e aprendizagem.

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