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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Manual do Formador
Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Manual do Formador

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

Manual do Formador

ÍNDICE S S E E G G U U R R A A N N

ÍNDICE

SSEEGGUURRAANNÇÇAA,, HHIIGGIIEENNEE EE SSAAÚÚDDEE NNOO TTRRAABBAALLHHOO

Introdução

3

1º Módulo - A Actividade Laboral e os Riscos Profissionais

4

2º Módulo - Acidente de Trabalho e Doença Profissional

5

3º Módulo - Enquadramento Legal e Organização dos Serviços da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

6

4º Módulo - A Importância da SHST na Actividade do Comércio

7

5º Módulo - Prevenção de Incêndios e Protecção Contra o Fogo

8

6º Módulo - Riscos Eléctricos

9

7º Módulo - Riscos Ambientais

10

8º Módulo - Riscos Ergonómicos

11

9º Módulo - Riscos Químicos

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10º Módulo - Riscos Mecânicos

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11º Módulo - Organização dos Locais de Trabalho

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Ficha Técnica

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MANUAL DO FORMADOR

SSEEGGUURRAANNÇÇAA,, HHIIGGIIEENNEE EE SSAAÚÚDDEE NNOO TTRRAABBAALLHHOO

INTRODUÇÃO

D E E N N O O T T R R A A B B A

O presente Manual tem por objectivo proporcionar um guia de trabalho para o profissional

da formação orientar a acção e respectivas sessões em sala, tendo presentes a natureza do público-alvo, a matéria e os objectivos pedagógicos.

Tratando-se, meramente, de uma de múltiplas possibilidades de concepção e planeamento de acções de formação sobre a temática da SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO, propõe-se em cada sessão a apresentação da componente teórica do programa a partir do recurso a um conjunto de diapositivos concebidos em powerpoint e a respectiva prática através da resolução de exercícios de aplicação.

Apresenta-se, ainda para alguns temas textos de apoio, tendo como objectivo enriquecer

a exposição do formador e proporcionar a este e aos formandos material de consulta adicional.

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1º MÓDULO - A ACTIVIDADE LABORAL E OS RISCOS PROFISSIONAIS

OBJECTIVOS

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Distinguir as noções de perigo e risco;

• Conhecer as consequências das agressões decorrentes das condições de trabalho sobre a saúde física e psíquica dos trabalhadores;

• Distinguir os diferentes tipos de risco.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se a o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 1".

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A A Ú Ú D D E E N N O O T T R R

2º MÓDULO - ACIDENTE DE TRABALHO E DOENÇA PROFISSIONAL

OBJECTIVOS

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Distinguir os conceitos de Acidente de Trabalho e de Doença Profissional;

• Conhecer os principais requisitos relativos à reparação dos acidentes de trabalho constantes no Decreto-Lei nº 100/97, de 13 de Setembro;

• Saber caracterizar as doenças profissionais como determina o Decreto-Lei nº 248/99, de 2 de Julho;

• Conhecer o conceito de contaminante;

• Conhecer as principais doenças profissionais que decorrem da actividade no sector do comércio.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 2", bem como ao Texto de Apoio nº 1, igualmente incluído no CDROM.

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Para a exploração prática deste módulo aconselha-se o recurso aos Exercícios de Aplicação nº 1 e nº 2 contidos neste CDROM.

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3º MÓDULO - ENQUADRAMENTO LEGAL E ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DA SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

OBJECTIVOS

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Conhecer o normativo nacional que enquadra a SHST (Decreto-lei nº 441/91, de 14 de Novembro);

• Adquirir os conceitos de:

• Segurança do Trabalho;

• Higiene do Trabalho;

• Saúde no Trabalho.

• Saber definir:

• Obrigações do empregador;

• Obrigações do trabalhador;

• Princípios Gerais de Prevenção.

• Conhecer o regime de organização e funcionamento das actividades de SHST;

• Descrever os requisitos e tipos de organização dos serviços de SHST.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 3".

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Para a exploração prática deste módulo aconselha-se o recurso ao Exercício de Aplicação nº 3 contido neste CDROM.

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A A Ú Ú D D E E N N O O T T R R

4º MÓDULO - A IMPORTÂNCIA DA SHST NA ACTIVIDADE DO COMÉRCIO

OBJECTIVOS

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Conhecer a importância da implementação de um sistema de SHST no sucesso do desempenho das empresas.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 4".

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Para a exploração prática deste módulo aconselha-se o recurso ao Exercício de Aplicação nº 4 contido neste CDROM.

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MÓDULO

-

PREVENÇÃO

DE

INCÊNDIOS

E

PROTECÇÃO

CONTRA

O

 

FOGO

OBJECTIVOS

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Definir o conceito de fogo e identificar os elementos em presença;

• Conhecer os mecanismos de extinção do fogo;

• Caracterizar as classes de fogo;

• Conhecer os diferentes tipos de agentes extintores;

• Conhecer as principais regras de combate ao incêndio.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 5".

Poderão ser apresentadas as fotografias, contidas neste CDROM e identificadas como "Extintores", como exemplos de colocação de extintores.

Recomenda-se, ainda, a projecção vídeo do filme "Como usar extintores de incêndio" (disponível no IDICT).

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Para a exploração prática deste módulo aconselha-se o recurso ao Exercício de Aplicação nº 5 contido neste CDROM.

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6º MÓDULO - RISCOS ELÉCTRICOS

OBJECTIVOS

A A L L H H O O 6º MÓDULO - RISCOS ELÉCTRICOS O BJECTIVOS No

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

•Caracterizar a corrente eléctrica;

•Identificar os efeitos da corrente eléctrica no corpo humano;

•Conhecer as principais medidas para o controlo dos riscos eléctricos.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 6".

Recomenda-se, ainda, a projecção vídeo do filme "Morte em baixa tensão" e do filme "A segurança eléctrica" (ambos disponíveis no IDICT).

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Para a exploração prática deste módulo aconselha-se o recurso ao Exercício de Aplicação nº 6 contido neste CDROM.

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7º MÓDULO - RISCOS AMBIENTAIS

OBJECTIVOS

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Identificar a iluminação e o ruído como potenciais factores de riscos ambientais;

• Adquirir noções da função visual;

• Caracterizar os diferentes tipos de iluminação;

• Identificar o risco para a saúde de uma iluminação inadequada;

• Conhecer a legislação aplicável ao ruído nos locais de trabalho;

• Caracterizar o ruído excessivo;

• Identificar os efeitos do ruído excessivo quer no ouvido humano quer noutros órgãos.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 7" bem como ao Texto de Apoio nº 2, igualmente incluído no CDROM.

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Para a exploração prática deste módulo aconselha-se o recurso aos Exercícios de Aplicação nº 7 e nº 8 contidos neste CDROM.

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8º MÓDULO - RISCOS ERGONÓMICOS

OBJECTIVOS

A L L H H O O 8º MÓDULO - RISCOS ERGONÓMICOS O BJECTIVOS No final

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Identificar os principais factores desencadeadores de riscos ergonómicos;

• Conhecer a legislação aplicável à movimentação manual de cargas;

• Enumerar as regras básicas da movimentação manual de cargas;

• Conhecer a legislação aplicável ao trabalho com ecrãs de visualização;

• Identificar os principais riscos e as respectivas medidas de controlo no trabalho com ecrãs de visualização;

• Identificar a adopção de posturas incorrectas como factor de risco;

• Enumerar as regras básicas para uma correcta postura.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 8".

Para efeitos de demonstração, recomenda-se o recursos aos vídeos (disponíveis no IDICT): "O que é fundamental para levantar pesos com segurança", "A leveza do levantamento" e "Segurança no trabalho com equipamentos dotados de visor".

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Para a exploração prática deste módulo aconselha-se o recurso aos Exercícios de Aplicação nº 9, nº 10 e nº 11 contidos neste CDROM.

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9º MÓDULO - RISCOS QUÍMICOS

OBJECTIVOS

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Adquirir noções de contaminação por produtos químicos;

• Identificar as vias de entrada dos diferentes contaminantes;

• Caracterizar os factores que influenciam a toxicidade de uma substância;

• Conhecer o conceito de dose de um contaminante;

• Identificar os efeitos dos tóxicos no organismo;

• Conhecer as regras básicas da rotulagem e do manuseamento de produtos perigosos.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 9" bem como ao Texto de Apoio nº 3, igualmente incluído no CDROM.

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Para a exploração prática deste módulo aconselha-se o recurso ao Exercício de Aplicação nº 12 contido neste CDROM.

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10º MÓDULO - RISCOS MECÂNICOS

OBJECTIVOS

A A L L H H O O 10º MÓDULO - RISCOS MECÂNICOS O BJECTIVOS No

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Conhecer as regras da movimentação mecânica de cargas;

• Enumerar as medidas de protecção na utilização de máquinas.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 10" bem como ao Texto de Apoio nº 4, igualmente incluído no CDROM.

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11º MÓDULO - ORGANIZAÇÃO DOS LOCAIS DE TRABALHO

OBJECTIVOS

No final do módulo os formandos deverão estar aptos a:

• Enumerar as medidas a adoptar para a execução segura das actividades de arrumação e limpeza;

• Descodificar a sinalização de segurança presente nos locais de trabalho;

• Conhecer as técnicas da armazenagem.

AUXILIARES PEDAGÓGICOS

Para o desenvolvimento deste módulo aconselha-se o recurso à apresentação powerpoint contida neste CDROM e identificada como "Módulo 11".

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Para a exploração prática deste módulo aconselha-se o recurso ao Exercício de Aplicação nº 13 contido neste CDROM.

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FICHA TÉCNICA

Título: Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

Autoria: Margarida Espiga

Edição: CECOA

Coordenação: Cristina Dimas

Design e Composição: Altura Data Publishing

Dimas Design e Composição: Altura Data Publishing Produção apoiada pelo Programa Operacional Emprego,

Produção apoiada pelo Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), co- financiado pelo Estado Português e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

MANUAL DO FORMADOR

através do Fundo Social Europeu. MANUAL DO FORMADOR Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social União
através do Fundo Social Europeu. MANUAL DO FORMADOR Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social União

Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social

União Europeia Fundo Social Europeu

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Exercícios de Aplicação
Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Exercícios de Aplicação

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

Exercícios de Aplicação

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 1

Os riscos decorrentes das operações efectuadas pelos trabalhadores podem estar na origem de:

A. Acidentes;

B. Doenças profissionais;

C. Acidentes de trabalho;

D. Todas.

Numa loja, um trabalhador, tem o espaço à sua volta desarrumado e sujo com materiais e produtos que utilizou e que foi atirando para o chão.

Um seu colega, ao passar escorregou e caiu, tendo sido levado ao hospital por ter dores muito fortes num braço. Felizmente, as suspeitas de fractura do braço não se confirmaram, tendo-lhe sido, apenas, receitados comprimidos, gelo e repouso.

À luz da Lei n.º 100/97, de 13 de Setembro, diga quem é o responsável pelo ocorrido:

A. O trabalhador que caiu, porque devia ter olhado para o caminho que pisava;

B. O trabalhador sentado à bancada de trabalho, por ter sido negligente quanto à arrumação e limpeza do seu espaço de trabalho;

C.A entidade patronal, por permitir que as condições de trabalho, no que diz respeito à organização e limpeza, se tivessem degradado;

D.Todos os intervenientes.

Ainda segundo o mesmo diploma legal, considera-se acidente de trabalho aquele que ocorre no:

A. Local de trabalho;

B. Tempo de trabalho;

C.Local ou tempo de trabalho;

D.Local e tempo de trabalho;

E. Em qualquer das situações referidas em A, B, C e D.

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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 2

R R A A B B A A L L H H O O EXERCÍCIO DE

Escolha a/s condição/ões necessária/s para que uma doença possa ser considerada Doença Profissional:

A. Ter sido provocada pelo trabalho e conste da Lista de Doenças Profissionais;

B. Ter sido provocada pelo trabalho ou conste da Lista de Doenças Profissionais;

C. O médico de família ter classificado essa doença como doença do trabalho;

D. Qualquer das anteriores.

A dose de uma substância tóxica depende de:

Os contaminantes do ambiente de trabalho quando ultrapassam determinada dose podem prejudicar a saúde dos trabalhadores. Diga que nome se dá a essa dose:

A. Dose limite;

B. Dose admissível;

C. Dose suportável;

D. Dose nula.

A exposição dos trabalhadores a certos contaminantes, quando é ultrapassada essa dose, pode desencadear uma intoxicação grave e de manifestação imediata.

No entanto, para outros contaminantes, a intoxicação, embora também muito grave, não se manifesta imediatamente, podendo o trabalhador estar exposto a esses contaminantes durante muito tempo (meses, anos) até começar a se sentir doente.

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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Complete a seguinte frase:

"A Toxicologia dá a estes últimos contaminantes o nome de tóxicos

".

Assinale em que tipo de substâncias estes tóxicos aparecem:

A. Solventes (diluentes) de vernizes;

B. Colas;

C. Insecticidas de madeiras;

D. Soldas de estanho;

E. Tintas metálicas;

F. Pigmentos;

G. Componentes (ligantes) do cimento.

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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 3

R R A A B B A A L L H H O O EXERCÍCIO DE

Descrever a importância do decreto-lei nº 441/91, como diploma enquadrador da SHST no normativo nacional.

Explicitar as obrigações do empregador e do trabalhador.

Realçar a importância dos Princípios Gerais de Prevenção, como os pilares de um sistema de SHST.

A protecção colectiva é prioritária em relação à protecção individual.

A. Verdadeiro

B. Falso.

Indicar as modalidades de organização dos serviços de SHST.

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 4

ACTIVIDADE EM GRUPO

Trabalho escrito, em que cada formando desempenha o papel de um trabalhador do Sector do Comércio, na área(s) de actividade do grupo e formandos.

Dever-se-ão simular situações, com custos pessoais e materiais, decorrentes da não implementação da SHST.

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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 5

R R A A B B A A L L H H O O EXERCÍCIO DE

Onde devem ser, sempre, colocados, pelo menos, os extintores?

Em determinadas situações deverão ser colocados vários extintores. Dê exemplos de características do local de trabalho a ter em conta para a determinação do número de extintores a colocar.

Refira quais as classes de fogo e quais os materiais que lhes dão origem.

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 6

Qual é a sensibilidade, em ampères, que deve dispor um quadro eléctrico para evitar o risco de electrocussão?

Qual o símbolo de protecção do risco eléctrico que afixado na placa de características de uma máquina eléctrica, a dispensa de possuir condutor “terra”?

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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 7

R R A A B B A A L L H H O O EXERCÍCIO DE

Entre a iluminação natural e a iluminação artificial qual a que melhor se adapta à visão do ser humano?

O que é necessário para que uma iluminação possa ser classificada de adequada?

Quais são os equipamentos que medem a iluminância?

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 8

Existe regulamentação para os níveis de ruído elevado nos locais de trabalho?

Qual a metodologia que deve seguir a protecção dos efeitos nocivos do ruído elevado, a que podem estar sujeitos os trabalhadores?

Para 8 horas de trabalho diário, qual é o valor máximo de ruído a que pode estar sujeito um trabalhador sem ser obrigado a utilizar protecção auricular?

Refira a partir de que nível sonoro contínuo há risco de surdez profissional:

A. 80 dB

B. 82 dB

C. 85 dB

D. 90 dB

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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 9

R R A A B B A A L L H H O O EXERCÍCIO DE

Diga se as figuras seguintes apresentam posturas correctas ou incorrectas, na movimentação normal de cargas.

seguintes apresentam posturas correctas ou incorrectas, na movimentação normal de cargas. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 11
seguintes apresentam posturas correctas ou incorrectas, na movimentação normal de cargas. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 11

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

seguintes apresentam posturas correctas ou incorrectas, na movimentação normal de cargas. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 11
seguintes apresentam posturas correctas ou incorrectas, na movimentação normal de cargas. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 11
seguintes apresentam posturas correctas ou incorrectas, na movimentação normal de cargas. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 11
seguintes apresentam posturas correctas ou incorrectas, na movimentação normal de cargas. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 11

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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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A A Ú Ú D D E E N N O O T T R R

As figuras seguintes ilustram posturas e situações incorrectas para a movimentação manual de cargas.

A. Verdadeiro;

B. Falso.

e situações incorrectas para a movimentação manual de cargas. A. Verdadeiro; B. Falso. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
e situações incorrectas para a movimentação manual de cargas. A. Verdadeiro; B. Falso. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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As fotografias mostram movimentações sem efeito de cargas com risco. Refira quais as principais lesões a que estas trabalhadoras estão sujeitas.

risco. Refira quais as principais lesões a que estas trabalhadoras estão sujeitas. 1 4 EXERCÍCIOS DE
risco. Refira quais as principais lesões a que estas trabalhadoras estão sujeitas. 1 4 EXERCÍCIOS DE

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 10

Qual é a altura a que deve estar colocado um ecrã de visualização?

Qual a altura a que deve estar colocado um teclado?

Quais devem ser as dimensões da cadeira de um trabalhador?

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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 11

R R A A B B A A L L H H O O EXERCÍCIO DE

Treinar os formandos na adopção de posturas correctas.

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 12

Todos os tipos de empoeiramento são prejudiciais à saúde, embora nem todos apresentem a mesma gravidade. A partir de que dimensões, as poeiras apresentam risco de chegarem aos alvéolos pulmonares:

A. Superiores a 0,5 μ ; B. Inferiores a 0,5 μ ; C.Inferiores a 1,5 μ ; D.Todas.

Nota: μμ ou mícron, que é a milionésima parte do milímetro.

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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO Nº 13

• Motivar

os

formandos

para

a

gestão

correcta

do

Armazém,

Motivar os formandos para a gestão correcta do Armazém, realçando a simplificação do trabalho que uma

realçando

a

simplificação do trabalho que uma boa armazenagem determina.

• Dar exemplos de situações de risco no armazenamento de produtos. A figura seguinte ilustra um equipamento de trabalho desadequado e uma postura arriscada:

A figura seguinte ilustra um equipamento de trabalho desadequado e uma postura arriscada: EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Título: Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

Autoria: Margarida Espiga

Edição: CECOA

Coordenação: Cristina Dimas

Design e Composição: Altura Data Publishing

Produção apoiada pelo Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), co- financiado pelo Estado Português e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

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pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu. 2 0 Ministério do Trabalho e da Solidariedade
pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu. 2 0 Ministério do Trabalho e da Solidariedade

Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social

União Europeia Fundo Social Europeu

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Textos de Apoio
Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Textos de Apoio

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

Textos de Apoio

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TEXTO DE APOIO Nº 1

As condições inseguras relativas ao processo produtivo são designadas por riscos de operação. Estão nestes casos, os riscos associados à movimentação de cargas, ao trabalho em altura, etc. As condições inseguras relativas ao ambiente de trabalho são designadas, normalmente, por riscos ambientais. Estão nestes casos, as atmosferas ruidosas, com gases tóxicos, com poeiras nocivas, etc.

O conjunto de métodos e técnicas utilizados para a prevenção e controlo dos riscos de

operação é normalmente integrado na disciplina "Segurança do Trabalho".

Resumidamente, e de um modo genérico, a Segurança do Trabalho dedica-se à prevenção de acidentes do trabalho.

O conjunto de metodologias não médicas destinadas ao controlo dos agentes físicos,

químicos e biológicos presentes nos componentes materiais do trabalho e susceptíveis de

causar danos aos trabalhadores é, normalmente, integrado na disciplina "Higiene do Trabalho".

Poder-se-á então dizer que:

A HIGIENE DO TRABALHO integra um conjunto de metodologias não médicas necessárias à prevenção das doenças profissionais, tendo como principal campo de acção o controlo dos agentes físicos, químicos e biológicos presentes nos componentes materiais do trabalho. Esta abordagem assenta, fundamentalmente, em técnicas e medidas que incidem sobre o ambiente de trabalho.

in Acordo de Concertação Estratégica (1996-1999)

Segundo a American Industrial Hygiene Association a Higiene do Trabalho é a "ciência e

a arte dedicadas ao reconhecimento, avaliação e controlo dos factores ambientais

gerados no (ou pelo) trabalho e que podem causar doença, alteração da saúde e bem- estar ou desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou nos cidadãos da comunidade envolvente".

Se tivermos presente a complexidade dos factores que podem influenciar o equilíbrio dinâmico, já referenciado, no que diz respeito ao ambiente de trabalho, fácil será concluir

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A A Ú Ú D D E E N N O O T T R R

que a Higiene do Trabalho faz apelo a um conjunto de ciências, como sejam a Epidemiologia, a Toxicologia, a Bioquímica, a Engenharia, etc. A Higiene do Trabalho requer daquelas ciências cooperação estreita, no sentido de identificar, avaliar e controlar os riscos de ambiente de trabalho, tendo como objectivo principal aumentar o bem-estar físico, psíquico e social e, simultaneamente, contribuir para a Produtividade e Qualidade do Trabalho.

A Medicina tem no âmbito daquela multidisciplinaridade, uma acção biunívoca, no sentido em que, introduz no sistema, dados sobre o reflexo na saúde humana, dos ambientes de trabalho nocivos e recebe as consequências da possível inoperacionalidade da Higiene do Trabalho, na medida em que tenta tratar ou controlar as Doenças Profissionais.

Segundo o Decreto-Regulamentar nº 12/80, entende-se por:

DOENÇA PROFISSIONAL a doença provocada pelo trabalho ou estado patológico derivado da acção continuada de uma causa que tenha a sua origem no trabalho ou no meio laboral em que o trabalhador presta os seus serviços e que conste da Lista de Doenças Profissionais elaborada pela Comissão Nacional de Revisão da Lista de Doenças Profissionais.

Este conceito foi completado no Decreto-Lei nº 248/99, em que são, ainda, consideradas:

DOENÇAS PROFISSIONAIS as lesões, perturbações funcionais ou doenças não incluídas na referida lista desde que sejam consequência necessária e directa da actividade exercida pelos trabalhadores e não representem normal desgaste do organismo.

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TEXTO DE APOIO Nº 2

RISCOS LIGADOS AOS PROTECTORES DE OUVIDO

 

Falta de conforto para o utente:

   

Desconforto e incómodo durante o trabalho

-

massa demasiado elevada;

Concepção ergonómica:

-

pressão demasiada;

 

- massa;

-

aumento da transpiração;

- esforço e pressão de aplicação.

 

-

estabilidade insuficiente.

 

-

- Variação da atenuação com a frequência, baixa das qualidades acústicas; - Possibilidade de substituição de protectores auriculares por tampões;

Limitação da

 

Deterioração da inteligibilidade da palavra, do reconhecimento, dos sinais, dos ruídos informativos ligados ao trabalho e da localização direccional.

capacidade de

comunicação

acústica

- Escolha após experiência auditiva.

 

-

Compatibilidade deficiente;

   

-

Falta de higiene;

 

- Qualidade dos materiais;

-

Materiais inadequados;

 

- Facilidade de manutenção;

Acidentes e perigos para a saúde

-

Arestas vivas;

 

- Possibilidade de substituição dos protectores de

-

Preensão

dos

cabelos,

do

couro

ouvidos, aplicação de tampões não reutilizáveis;

cabeludo;

- Arestas e ângulos arredondados;

 

-

Contacto

com

corpos

- Eliminação dos elementos de pressão;

incandescentes;

 

- Resistência à combustão e à fusão.

-

Contacto com chamas.

 

Alteração da função de protecção devida ao envelhecimento

 

- Ininflamabilidade, resistência às chamas;

-

Intempéries, condições ambientais, limpeza, utilização.

- Resistência do protector às agressões industriais;

- Permanência da função de protecção durante todo o período de utilização.

   

- Escolha dos protectores de ouvido, em função da natureza e da importância dos riscos e das imposições industriais:

- Respeito das indicações do fabricante (manual de

utilização);

-

 

Escolha incorrecta dos protectores de ouvidos.

- Respeito da marcação dos protectores (por exemplo:

classes de protecção, marca correspondente a uma

Utilização incorrecta dos protectores de ouvido. - Esmagamento, desgaste ou deterioração dos protectores de ouvido.

-

Insuficiente eficácia

utilização específica);

da protecção

- Escolha dos protectores em função de factores individuais ligados ao utente.

- Utilização correcta dos protectores de ouvido, com pleno conhecimento dos riscos;

 

- Respeito das indicações do fabricante.

- Conservação em bom estado;

- Controlos regulares;

- Respeito das indicações do fabricante.

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TEXTO DE APOIO Nº 3

N O O T T R R A A B B A A L L H

1. PRINCÍPIOS E DOMÍNIOS DA HIGIENE DO TRABALHO

1.1. INTRODUÇÃO

Ao longo da História, o Homem tem modificado o meio ambiente em que vive ao mesmo tempo que desenvolve mecanismos de adaptação, nem sempre ao ritmo das modificações introduzidas. Estas modificações são mais evidentes no desenvolvimento de actividades a que, normalmente, chamamos trabalho.

O organismo humano representa um sistema aberto que troca matéria e energia com o

meio ambiente através de numerosas reacções, em equilíbrio dinâmico. O desequilíbrio momentâneo ou prolongado, durante as actividades laborais, deste sistema provoca riscos profissionais que são inerentes ao ambiente e ao processo produtivo das diferentes actividades.

2. NOÇÕES DE TOXICOLOGIA

2.1. INTRODUÇÃO

no

início do século XX a Toxicologia se constituiu como ciência. O seu desenvolvimento

processou-se a par e passo com a Química moderna e a Anatomopatologia (ramo da Medicina).

Muito embora se conheçam os venenos e os seus efeitos desde a Antiguidade, só

O cruzamento dos saberes “Químico” e “Médico” faz todo o sentido se atentarmos nas

definições de Toxicologia e tóxico.

Toxicologia é a ciência que se ocupa dos tóxicos, das suas propriedades, do seu modo de acção, da sua pesquisa e dos processos que permitem combater a sua acção nociva.

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Diz-se que uma substância é um tóxico quando, após penetração no organismo em dose relativamente elevada, de uma só vez ou em várias vezes próximas umas das outras ou em pequenas doses repetidas durante muito tempo, provoca de um modo passageiro ou durável, perturbações de uma ou mais funções, que podem chegar à aniquilação completa e mesmo conduzir à morte.

A noção de tóxico está normalmente associada a uma substância de origem sintética ou

natural, orgânica ou inorgânica, simples ou mistura, que actuando sobre o Homem provocam danos graves na sua saúde.

Hoje em dia a Toxicologia faz apelo a outros ramos da ciência, que vão desde a Microbiologia, à Higiene Industrial, à Biologia, à Bioquímica, etc. Este alargamento fica sobretudo, a dever-se, ao facto de, cada vez mais, se entender que a relação causa-efeito não é linear mas, pelo contrário, é influenciada por uma série de fenómenos que extravasam o conceito inicial simplista.

2.2. VIAS DE PENETRAÇÃO DOS TÓXICOS NO ORGANISMO

A penetração dos tóxicos no organismo efectua-se, regra geral, por uma das seguintes

vias:

• Via respiratória

• Via percutânea

• Via digestiva

A absorção de tóxicos pelo organismo verifica-se, muitas vezes, não apenas através de

uma destas vias, mas pode ocorrer, também, penetração por mais de uma via

simultaneamente.

VIA RESPIRATÓRIA:

É a via mais comum da penetração dos tóxicos presentes nos locais de trabalho. Os

efeitos nocivos fazem-se, muitas vezes, sentir ao nível das vias respiratórias. De outras vezes, os tóxicos, ao penetrarem por esta via, fazem repercutir os seus efeitos noutras regiões do organismo.

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A A Ú Ú D D E E N N O O T T R R

Com as profundas modificações verificadas após a Revolução Industrial, foram inúmeras as partículas tóxicas presentes nos locais de trabalho. Pela primeira vez, os trabalhadores viram-se confrontados com tóxicos, não possuindo (pelo menos por enquanto) defesas que lhes permitam conviver com eles, sem preocupação para com os seus efeitos. Por essa razão, se reveste da maior importância o estudo da toxicologia no âmbito da Higiene do Trabalho.

O aparelho respiratório é uma porta de entrada no organismo para as partículas sólidas ou líquidas, em suspensão no ar. O mesmo se passa com os gases e vapores existentes no ambiente de trabalho. Os perigos de inalação são tanto maiores quanto mais elevada for a temperatura.

 

SÓLIDO

 

LÍQUIDO

 

GASOSO

POEIRAS

   

(ex.: sílica pura cristalina)

AEROSSÓIS

GASES

FIBRAS

(ex.: insecticidas)

(ex.: cloro)

(ex.: amianto)

NEBLINAS

VAPORES

FUMOS

(ex.: açúcares)

(ex.: mercúrio)

(ex.: chumbo)

Poeiras:

partículas

esferoidais

de

pequeno

mecânica de certos materiais.

tamanho,

formadas

pela

desintegração

Fibras: partículas aciculares provenientes da desagregação mecânica e cujo comprimento excede em mais de 3 vezes o seu diâmetro.

Fumos: partículas esféricas em suspensão no ar, procedentes de uma combustão incompleta (smoke) ou resultante da sublimação de vapores, geralmente depois da volatização a altas temperaturas de metais fundidos (fumes).

Aerossóis: suspensão no ar de gotículas cujo tamanho não é visível à vista desarmada e provenientes da dispersão mecânica de líquidos.

Neblinas: suspensão no ar de gotículas visíveis e produzidas por condensação de vapor.

Gases: estado físico normal de certas substâncias, a 25º C e 760 mm Hg de pressão.

Vapores: fase gasosa de substâncias que nas condições padrão (25 C e 760 mm Hg) se encontram no estado sólido ou líquido.

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No que diz respeito às partículas, nem todas elas penetram no interior do aparelho respiratório ou, se o fazem, nem todas conseguem atingir os mesmos níveis. O aparelho respiratório tem defesas, fruto da adaptação ao longo da evolução humana, que o protegem de uma parte das partículas nocivas para a sua saúde. A eficácia das defesas naturais está directamente relacionada com a dimensão das partículas.

Assim, as partículas de diâmetro entre os 10 μ e os 15 μ ficam retidas, mecanicamente, nas vias respiratórias superiores (fossas nasais), através dos cílios vibráteis e do muco nasal; regra geral, exercem um efeito local, que podendo ser nocivo, dificilmente será tóxico.

As partículas de menores dimensões, abaixo dos 10 μ , também chamadas partículas respiráveis, penetram pelas ramificações mais finas da árvore brônquica e atingem os alvéolos pulmonares, ocasionando lesões locais muito graves e pondo mesmo em risco a vida.

DIMENSÃO ( μμm)

LOCAL

> 10

Nariz

4 - 10

Brônquios

2 - 4

Alvéolos pulmonares

VIA PERCUTÂNEA (PELE E MUCOSAS):

A pele tem, essencialmente, um papel de protecção contra os diferentes agentes agressivos (físicos, químicos e biológicos). No entanto, os poros, as glândulas sebáceas e as glândulas sudoríparas funcionam como portas de entrada naturais.

Por sua vez, a sudação facilita a penetração dos tóxicos na pele.

Também as alterações da pele (descamações, ferimentos, etc.) facilitam a entrada de tóxicos. Estas alterações, nomeadamente na pele das mãos de trabalhadores, são consequência não só da utilização de ferramentas ou equipamentos agressivos, mas também de substâncias tóxicas com as quais contactam. A absorção por feridas ou queimaduras profundas é particularmente rápida, por ausência da barreira derme- epiderme e por haver um aumento das trocas sanguíneas.

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Por outro lado, a afinidade de alguns destes agentes (lipossolúveis) para com os lípidos cutâneos (dissolvendo-se na gordura que normalmente lubrifica a pele) permite-lhes ultrapassar a barreira da pele e alcançar, ao nível da derme, a circulação geral. Estão neste caso os seguintes agentes tóxicos:

• nicotina,

• derivados nitrados e aminados aromáticos,

• solventes clorados,

• tetraetilchumbo,

• ou mesmo de derivados puramente minerais, como por exemplo, os sais de tálio.

O contacto de tóxicos com as mucosas, em virtude da sua grande vascularização, é ainda

mais perigoso do que com a pele. As mucosas dos olhos reagem energicamente com certos tóxicos, assim como a mucosa faríngea, sobretudo se está inflamada.

VIA DIGESTIVA:

Não é uma via habitual nas intoxicações relacionadas com o trabalho. No entanto, pode acontecer nas seguintes situações:

• manipulação incorrecta de produtos tóxicos (contaminação das mãos, boca, olhos);

• ingestão de alimentos erradamente guardados em locais de trabalho contaminados;

• deficiente higiene corporal, nomeadamente das mãos, após trabalhos relacionados com produtos tóxicos;

• fumar ou guardar tabaco nos locais contaminados.

A ingestão de substâncias tóxicas permite a passagem das mesmas para a corrente

sanguínea (ao nível da boca, do estômago e do intestino); por outro lado a absorção dessas substâncias, com a passagem para a circulação sanguínea, pode provocar lesões graves em órgãos afastados (rins, fígado, etc.).

O processo de absorção por via digestiva pode ser mais ou menos rápido e, em certos casos,

diferentes acções podem intervir para diminuir a toxicidade duma substância; é o que acontece com a absorção de certos tóxicos juntamente com os alimentos, com a formação de compostos insolúveis, com o aparecimento de vómitos e/ou de diarreias ocasionados por irritação da mucosa digestiva. A intervenção do fígado, transformando uma parte das substâncias antes da passagem destas para a corrente sanguínea, pode fazer diminuir a toxicidade das mesmas.

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OUTRAS VIAS: S S E E G G U U R R A A N

OUTRAS VIAS:

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As vias hipodérmicas e intravenosas são raras nas intoxicações laborais, não sendo por isso consideradas no âmbito deste Manual.

2.3. CONCENTRAÇÃO E DOSES LETAIS

2.3.1. CONCENTRAÇÃO DE UM TÓXICO

Reportando ao que os Gregos diziam na Antiga Grécia, "nada é veneno, tudo é venenoso", afirma-se, hoje em dia, que a toxicidade de uma substância ou produto no local de trabalho, depende de vários factores, nomeadamente:

• características da substância ou produto;

• trabalho executado;

• características do trabalhador exposto.

Relativamente

à

substância

ou

produto

tóxico

podem-se

enunciar

as

seguintes