1- O autor expõe no início do texto o que chama de “O Grande Debate Educacional Hoje” caracterizando diferentes visões sobre a atividade

de educar. Descreva sinteticamente essas visões com suas palavras. O autor nomeia de “O Grande Debate Educacional” as duas visões sobre a educação: “Civil Democrática” e a “Produtivista”. A primeira tem por objetivo educacional formar para a cidadania, tendo como foco as classes desprivilegiadas, em que o educando seja protagonista de forma que conhecendo e exercendo seus direitos possa ter autonomia de pensamento e agir socialmente e politicamente com princípios éticos a fim de construir uma sociedade igualitária. A segunda visão tem por objetivo formar o educando para o mercado competitivo e, por isso, é necessário investimento (capital humano) em sua formação para que ocupe os melhores cargos disponíveis neste mercado competitivo; seguindo assim às leis do mercado de trabalho. 2- Para o autor, ambas as visões aproximam-se da idéia de educação como um bem comum, mas com argumentos diferentes. Identifique os argumentos de cada visão. Ambas as visões tem como bem comum a melhoria da sociedade. No entanto, a visão civil democrática argumenta que a atuação do indivíduo na sociedade, na política e na produtividade deve ser pautada em princípios éticos a fim de promover a igualdade social no sentido que o resultado do seu trabalho seja dividido entre todos os componentes da sociedade. Enquanto a visão produtivista pensa a melhoria da sociedade de forma individual, pois pressupõe que a produtividade do indivíduo faz parte do produto social que não é dividido – considera injusto porque conseguiu chegar a um patamar no mercado de trabalho que muitos não chegaram e, como a competitividade é a palavra de ordem, cabe a si colher os frutos do seu trabalho e não reparti-lo com quem não ficou para trás no mercado de trabalho – , mas que ao aumentar a produtividade social contribui para a melhoria da sociedade como um todo. 3- Descreva as principais críticas dos ideólogos do neoliberalismo à intervenção do Estado na sociedade, segundo o autor. Como essas críticas rebatem na oferta da educação? As principais críticas dos ideólogos do neoliberalismo à intervenção do Estado na sociedade resultam na visão produtivista da educação: - Paternalismo: serviços sociais como auxílio aos desempregados, às mães solteiras etc são vistos como incentivos aos beneficiários continuarem em tal situação. A educação, por exemplo. É vista como

micro-eletrônica e telemática que exige habilidades especiais nos postos de trabalho que só os elevados níveis de escolaridade são capazes de oferecer. Na Educação.Quais são os principais fatores históricos que contribuíram para a crise dos anos dourados do capitalismo? Como os governos centrais respondem à crise? A crise dos “anos dourados do capitalismo” aconteceu nos anos 70 e o fato fundamental foi a crise do petróleo que acarretou uma série de fatores: baixas taxas de produtividade. Os trabalhadores sem a qualificação exigida pelo mercado passam a depender de empresas de prestação de serviço que se multiplicam e desde as que atuam no serviço terceirizado . pois não apresenta incentivo aos educandos que são passivos diante da má qualidade de ensino. social e econômica da população. . estimulando diretores e professores a trabalhar para formar ganhadores e serem avaliados conforme o resultado colhido pelo educando quando inserido no mercado de trabalho competitivo e na vida social.paternalista no sentido de ser gratuita. 4. A crise fiscal do Estado seria resultado dessas “mazelas”. Defendem que a escola seja submetida às leis que regem o mercado de trabalho. Por isso. 5. déficits nas contas públicas e crise do Estado de bem-estar-social. a crítica recai sobre a escola. desemprego. . fundamentam que a livre concorrência é o melhor meio de promover a eficiência escolar.Quais as características da Terceira Revolução Industrial e qual seu impacto sobre o trabalho? A Terceira Revolução Industrial caracteriza-se pela aplicação da tecnologia: informática. Grande quantidade de postos de trabalho foi suprimida pelo computador o que acarretou numa mudança das relações de trabalho. Os governos responderam com cortes de verbas para os serviços sociais e ou restrição de recursos agravando a crise política.Ineficiência: Falta de estímulo aos funcionários que compõem os aparelhos de prestação de serviços sociais compromete a eficiência do serviço prestado além de desperdiçar recursos financeiros empregados. Os ideólogos neoliberais propõem que as escolas estejam sujeitas às regras do mercado competitivo do trabalho. os neoliberais propõem a reforma do ensino escolar para melhorar a qualidade e baixar seus custos tanto para o indivíduo quanto para o Estado.Corporativismo: profissionais dos serviços sociais do Estado que. interessados em aumentar seus recursos orçamentários pressionam para ampliação dos aparelhos em que atuam.

No contexto da Terceira Revolução Industrial. que é para todos. A escola pública hoje. Esta pode oferecer contribuições para a reforma do ensino no sentido de descentralizar o sistema de ensino e incentivar as vocações educacionais que hoje não são possíveis de se realizarem.junto a grandes empresas até aquelas relativamente comerciais. A massificação da escola não foi reformulada para atender esta clientela. não se adaptou à nova realidade que é a universalização do ensino e continua trabalhando para uma minoria com currículos e didáticas que interessam somente a classe média. qual é a essência da crise do sistema escolar? Quais são seus principais desafios? A essência da crise escolar está “na alienação do ensino escolar das novas características tanto do mercado de trabalho como do panorama político e social”. mas faz críticas principalmente da sua posição defensiva e incentiva a ação ofensiva que é marcante na visão produtivista. O autor chama a atenção para ambas as visões que debatem a reforma educacional no Brasil: defende a visão civil democrática. resultando do crescimento do trabalho informal e no crescimento da exclusão social. . 6. O trabalho remunerado com carteira assinado e direitos trabalhistas vão desaparecendo para a grande maioria dos trabalhadores sem qualificação exigida pela Era da Informática e da Informação.

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