FACULDADE CAPIXABA DE NOVA VENÉCIA CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

DILCILENE APARECIDA NEVES SANTOS GILCÉLIA GLÓRIA DE ASSIS LUIZ GUSTAVO FERREIRA ALVES

O PAPEL DA ÉTICA NA VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL

NOVA VENÉCIA 2009

DILCILENE APARECIDA NEVES SANTOS GILCÉLIA GLÓRIA DE ASSIS LUIZ GUSTAVO FERREIRA ALVES

O PAPEL DA ÉTICA NA VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Capixaba de Nova Venécia, como requisito parcial para a obtenção do titulo de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientadora: Giulianna Bergamin Barlez Salvador.

NOVA VENÉCIA 2009

Catalogação na fonte elaborada pela “Biblioteca Pe. Carlos Furbetta”/UNIVEN

S2373p
Santos, Dilcilene Aparecida Neves O Papel da ética na valorização do profissional contábil / Dilcilene Aparecida Neves Santos, Gilcélia Glória de Assis, Luiz Gustavo Ferreira Alves - Nova Venécia: UNIVEN / Faculdade Capixaba de Nova Venécia, 2009.
53f. : enc. Orientador: Giulianna Bergamin Barlez Salvador Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Ciências Contábeis) UNIVEN / Faculdade Capixaba de Nova Venécia, 2009.

1. Ética profissional 2. Ética na contabilidade I. Assis, Gilcélia Glória de II. Alves, Luiz Gustavo Ferreira III. Salvador, Giulianna Bergamin Barlez IV. UNIVEN / Faculdade Capixaba de Nova Venécia V. Título.

CDD. 174

DILCILENE APARECIDA NEVES SANTOS GILCÉLIA GLÓRIA DE ASSIS LUIZ GUSTAVO FERREIRA ALVES

O PAPEL DA ÉTICA NA VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL

Monografia apresentada ao Programa de Graduação em Ciências Contábeis da Faculdade Capixaba de Nova Venécia, como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Ciências Contábeis. Aprovada em 27 de novembro de 2009

COMISSÃO EXAMINADORA

____________________________________________ Profª Giulianna Bergamin Barlez Salvador Faculdade Capixaba de Nova Venécia Orientadora

_____________________________________________ Profº Adalto Ezídio Faculdade Capixaba de Nova Venécia

_____________________________________________ Profº Marcio Bassetti Faculdade Capixaba de Nova Venécia

Dedicamos esta conquista a Deus, pois nos deu discernimento para alcançarmos este êxito. Às pessoas que amamos, em especial aos nossos pais e familiares que souberam compreender nossas ausências.

.Agradecemos primeiramente a Deus. que nos fortaleceu para alcançarmos este objetivo e a todos que contribuíram direta ou indiretamente para concretização deste trabalho.

seja de forma individual ou coletiva. deve ser entendido de forma ampla. Nesta visão quando refere-se à ética profissional. passando por todas as atividades de atuação. ele ignora as chances de sofrer penalidades. nas entidades sem fins lucrativos ou quaisquer outros organismos que envolvam o trabalho ou outras ocupações. No aspecto profissional não pode ser diferente. familiar. através de uma classe profissional ou de toda uma sociedade. Embora o ser humano. nas empresas. Penalidades. é preciso que sejam consideradas as normas de condutas. observados os princípios contábeis e éticos.RESUMO O comportamento ético deverá prevalecer independentemente da conduta ser no campo pessoal. E o comportamento ético. Profissional contábil. PALAVRAS-CHAVES: Ética. é o melhor caminho para se conseguir sucesso no âmbito profissional. sem dúvida. . entretanto. como regra. tenha uma parcela de egoísmo na busca dos seus interesses. ou em qualquer outra situação.

.......................6...1 1....................................................................................... 14 2 2............. INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS.......................................... SANÇÕES E PENALIDADES ÀS INFIDELIDADE DOS CONTADOES ....2 1..................4 1......................................1 1...........................................9.................................................... IMPORTANCIA DA ÉTICA NA CONTABILIDADE.............................9.......................................... CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA...................1........5 INTRODUÇÃO......................... CASOS PRÁTICOS DE SANÇÕES E PENALIDADES.........1 REFERENCIAL TEÓRICO......................................................SUMÁRIO 1 1..................................................2 OMISSÃO DE RECEITA........... 11 POSSIBILIDADE DE TRATAMENTO E ANÁLISE DOS DADOS... 20 ÉTICA PROFISSIONAL............................... 23 2.......1................6 2.........1 1................................................................... CÓDIGO DE ÉTICA DO CONTABILISTA...........6...........................4 1.....................................................1 SONEGAÇÃO FISCAL............1 2.......... 09 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TEMA................................................................................... 16 ORIGEM DA CONTABILIDADE........................ 16 19 A CONTABILIDADE NO BRASIL......... HIPÓTESES.................. OBJETIVOS ESPECÍFICOS..........................3 1............................................3 2........................ 33 2..... FATORES QUE LEVAM O CONTADOR A INFRINGIR O CÓDIGO DE ÉTICA....................................4 2................................. OBJETIVO GERAL.................5..................7 2.................................... METODOLOGIA.........................4.......................8 2.............................3 1..............................................................................6.... 17 ORIGEM DA ÉTICA E SUA EVOLUÇÃO...................... 30 31 33 34 23 26 28 CONDUTA ÉTICA DO PROFISSIONAL CONTÁBIL............................6...................................4............2 2..................................................................... 09 10 10 11 11 11 12 12 13 14 14 OBJETIVOS............5 1.........2 1................................................1 2.. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA.............................5 2............................. FONTES PARA COLETA DE DADOS...................................................... ..............9............2 1...............................................6 1................ ÉTICA..... DELIMITAÇÃO DO TEMA...................9 2....6.......................................................... TÉCNICA PARA COLETA DE DADOS.......1........................... 21 A PROFISSÃO CONTÁBIL...........................................................................1 2......................................................................

..................................... 2......... 35 35 36 3 3....1...................................................................................................................5 ETIQUETA FALSA.................2 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES.............................................................................................9...... 38 CONCLUSÃO..............................................2... ANEXO B – CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO.4 EMISSÃO DE DECORE POR PREÇO ESPECIAL.......................... RECOMENDAÇÕES......................................................................................................... 2.....1...............................1 3.......... 41 ANEXOS ANEXO A – CODIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO CONTABILISTA............... 44 53 ........... 34 2.................1..10 CÓDIGO CIVIL E A RESPONSABILIDADE DO CONTADOR................................................................................ 38 40 4 REFERÊNCIAS..3 FRAUDE............9.9..........................

é possível afirmar que o papel da ética na classe. mas também. mas também as penalidades impostas aos mesmos. Tendo em vista da importante ferramenta que é o Código de Ética Profissional. De uma forma objetiva procurou se mostrar a importância não só para o profissional em contabilidade. A intenção é a de apontar os principais deveres e virtudes necessárias aos profissionais em contabilidade. procurar conscientizar seus clientes da importância de se seguir os princípios éticos que norteiam a vida social e as profissões. sua importância. os prejuízos que poderá causar se desconhecê-la. as dificuldades que afetam o comportamento.1 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TEMA Há uma necessidade evidente dos contadores conhecerem a importância do código de ética profissional. o contador deverá ter conhecimento e segurança sobre o Código de Ética Profissional do Contabilista. pois é este o mecanismo que promoverá todo engrandecimento no desempenho de seu trabalho. é fundamental para a sobrevivência . para que estes façam uma reflexão constante de seu real papel na sociedade brasileira. da experiência vivida. da análise da prática e de propostas construídas cada vez mais coletivamente. Busca-se de alguma forma contribuir com os usuários e profissionais de contabilidade.9 1 INTRODUÇÃO O papel da ética na valorização do profissional contábil estabelece um canal permanente de reflexões no qual o conhecimento produzido seja fruto de um conhecimento da teoria. no sentido de melhor esclarecer as principais dúvidas relacionadas à ética. que é não só o de fechar balanço. Atualmente ao iniciar a carreira profissional. o ambiente que desempenha. 1. para que com isso não venha a cometer infrações ilícitas.

concentra-se em descrever o Papel da Ética na Valorização do Profissional Contábil.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Diante do trabalho em estudo procura-se responder a seguinte questão: Quais os principais fatores que levam o profissional contábil a infringir o Código de Ética. honradez para não cometer erros que venham denegrir a imagem do contador que é peça fundamental para a sobrevivência das empresas. Diante a abrangência do tema em estudo. tenacidade.10 do bom contador atualmente.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA Atualmente pelo desenvolvimento global fica cada vez mais explícita a necessidade de um profissional na área contábil. a fim de explorá-lo melhor torna-se necessário delimitá-lo. Com o objetivo de atender os pressupostos mencionados acima o trabalho tem como foco descrever e identificar as normas e sansões. 1. . o trabalho em estudo. perante as mudanças introduzidas pelo desenvolvimento econômico e as dificuldades que um profissional contábil se depara no desempenhar de suas funções. apontando suas necessidades. sua importância e suas penalidades. a fim de relatar as vantagens de seguir fielmente ao código. 1. subsidiando as tomadas de decisões. no entanto percebe-se a necessidade de melhor informar o contador da importância da qualificação a da ética profissional. que venha influenciar nas organizações de forma equilibrada e ética desempenhando um trabalho na qual a sociedade reconheça a perseverança. Portanto.

4. em que os contadores estão sujeitos. • Enumerar algumas sanções e penalidades previstas no código de ética e aos artigos pertinentes no código civil. através de normas que asseguram a competência e a qualidade dos serviços por eles oferecidos. OBJETIVOS GERAL Identificar as sanções e penalidades aplicáveis aos contadores quando estes não agem de acordo com o código de ética e civil.4 OBJETIVOS 1.11 1. buscando fazer com que o peso do Estado não inviabilize a sustentabilidade do negócio do seu empregador. 1.1.2. • Transmitir aos profissionais contábeis os princípios da ética. 1.4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Demonstrar a importância de obedecer às normas técnicas bem como as normas legais. .5 HIPÓTESES Espera-se ter como resultado a seguinte afirmativa: na maioria dos casos os principais fatores que levam o profissional contábil a infringir o código de ética são a concorrência e as mudanças de economia de mercado.

analisar e interpretar os fenômenos estudados.6. proporcionar maiores informações sobre determinado assunto. o . 42) “as pesquisas descritivas são pesquisas que tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou. Geralmente os dados são coletados pela aplicação de entrevista. facilitar a delimitação de um tema de trabalho. descritivas e explicativas. É geralmente solicitada por empresas comerciais. portanto. São finalidades de uma pesquisa exploratória. pois além de registrar. procurando a razão. com vista a torná-lo mais explícito ou a constitui hipóteses. de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado (GIL. mediante a utilização de métodos científicos“. baseados no raciocínio lógico. definir objetivos ou formular as hipóteses de uma pesquisa ou descobrir novo tipo de enfoque para o trabalho que se tem em mente. sem a interferência do pesquisador. p. o estabelecimento de informações entre variáveis”. “pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemáticos. suas causas. procura identificar seus fatores determinantes. então. 125) as pesquisas explicativas são: Um tipo de pesquisa mais complexa. A pesquisa explicativa tem por objetivo aprofundar o conhecimento da realidade.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA Segundo Andrade (2001. bastante flexível. p. institutos pedagógicos e partidos políticos. Segundo Gil (2002. registro e interpretação dos fatos do mundo físico. Seu planejamento é. Segundo Andrade (2001. p. que tem por objetivo encontrar soluções para problemas propostos. sobretudo quando bibliográfica. 2003.6 METODOLOGIA 1. Pesquisa descritiva promove estudo. 124). análise. p. 41). p. p. 80). 41) as pesquisas podem ser classificadas em exploratórias. p. questionário e observação (FERRÃO. 2002. Segundo Gil (2002. A pesquisa exploratória é o primeiro passo de todo trabalho científico. Pode se dizer que estas pesquisas tem como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descoberta de instituições. Através das pesquisas exploratórias avaliase a possibilidade de desenvolver uma boa pesquisa sobre determinado assunto (ANDRADE. As pesquisas exploratórias têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema. 121). ou seja.12 1. 2001.

Segundo Gil (2002. Boa parte dos estudos exploratórios podem ser definidos como pesquisas exploratórias.6. p. A pesquisa bibliográfica tem por finalidade. pode se afirmar que os resultados das pesquisas explicativas fundamentam a conhecimento científico. procedimentos formais. em que manipula-se e controla-se as cariáveis. 2003. ser bem estruturada e dirigida para solução de problemas. está mais sujeita a cometer erros. . nas faculdades e universidades e naqueles acervos que fazem parte dos catálogos coletivos nas bibliotecas virtuais. 61) Justifica-se a utilização da técnica de pesquisa bibliográfica. P.2 TÉCNICA PARA COLETAS DE DADOS De maneira clara e simples. há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. cujos tipos dependem do objeto do trabalho. Para a realização deste trabalho utilizou-se dos princípios da pesquisa descritiva por possuir a características e objetivos bem definidos. 1. Normalmente é realizado nas bibliotecas particulares e privadas. Contudo. 125): As pesquisas explicativas como um tipo de pesquisa mais complexa. revistas e redes eletrônicas. interpreta os fatos e identifica as suas causas. A maioria das pesquisas explicativas são experimentais. 44): A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base no material já elaborado constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho dessa natureza. por isso mesmo. pois registra.13 “porque” das coisas. p. conhecer as diferentes formas de contribuições científicas que se realizam sobre determinado assunto ou fenômeno. Para Ferrão (2003. (FERRÃO. a técnica é o instrumento utilizado para a coleta dos dados que é realizada pelas técnicas de pesquisa. Tentando responder o problema central do trabalho foram utilizadas técnicas agrupadas em documentação indireta. tendo em vista a necessidade de consultar fontes relativas ao tema abordado. buscando assim dar fundação teórica ao tema com base em materiais publicados em livros. através da pesquisa bibliográfica. analisa.

são constituídas pela literatura originada de determinadas fontes primárias e constituem-se em fontes das pesquisas bibliográficas”. dependendo do que o autor consiga fazer. É uma tarefa que demanda tempo. 1. cujo tipo depende do objeto do trabalho. 107): A coleta de dados é realizada pelas técnicas de pesquisa.6.4 INSTRUMENTO PARA A COLETA DE DADOS De acordo com Ferrão ( 2003. afirma que: Uma vez que os dados foram coletados e elaborados.6. Para apresentar a Importância do Código de Ética para o Profissional Contábil e correlações. treinamento. fez-se necessário a utilização de fontes bibliográficas cientificas acerca do assunto. 108). isto é. Esta constitui a parte central da pesquisa. que sobrevive ou se perde. pois o trabalho é estritamente bibliográfico. etc. revistas. Conforme Andrade (2001. p.6.14 1. paciência.5 POSSIBILIDADE DE TRATAMENTO E ANÁLISE DE DADOS Com relação a analise dos resultados.3 FONTES PARA COLETA DE DADOS Para a coleta de dados deste trabalho será utilizado de fontes secundárias possibilitando assim responder o problema em ápice. p. “fontes secundárias referem-se a determinadas fontes primárias. 1. a fase seguinte é de análise e de interpretação. por meio de livros.43). . a discussão e as conclusões são inúteis. o resto da pesquisa perde o sentido. a interpretação. a introdução. p. critério e atenção no registro de informação. Se o exame dos dados é falho. esforço pessoal. Ferrão (2003. Não dispôs de outros instrumentos. disciplina quanto ao tempo e local.

15 O trabalho em questão relata-se de forma qualitativa. . por descrever as normas e as vantagens da utilização do código de ética e por demonstrar fatos ocorridos com profissionais contábeis.

na Babilônia já se faziam com escritas. (ZANLUCA. ou seja. p. obra que contribuiu para inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano. não seria possível datar precisamente a época em que iniciou a história da contabilidade na sociedade. Mais tarde começou a empregar ramos de árvore assinalados para provar suas dívidas ou quitações. quando apareceu o Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas) de Frei Luca Paciolo. . Zanlunca (2009) resume a evolução da ciência contábil da seguinte forma: CONTABILIDADE DO MUNDO ANTIGO . as compras.16 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2. Há indícios de que as primeiras cidades comerciais eram dos fenícios.período que se inicia com as primeiras civilizações e vai até 1202 da Era Cristã. e outros).período que vai de 1202 da Era Cristã até 1494. quando apareceu o Liber Abaci .1 ORIGEM DA CONTABILIDADE Longa foi a trajetória e lenta evolução percorrida pela contabilidade do seu surgimento até os dias atuais. 19): Amplo era o uso dos livros na antiguidade clássica. Zanluca (2009) relata ainda que naquela época não havia o crédito. A atividade de troca e venda dos comerciantes semíticos requeria o acompanhamento das variações de seus bens quando cada transação era efetuada. CONTABILIDADE DO MUNDO MEDIEVAL . As trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato. da autoria Leonardo Fibonaci. os romanos chegavam a ter um livro de escrituração de fatos patrimoniais para cada atividade que era desenvolvida (livro de fabricação do azeite. livro dos bens patrimoniais. porque ampla era a análise dos fatos. livro da fabricação do vinho. o Pisano. Na realidade. Com o desenvolvimento do papiro (papel) e do cálamo (pena de escrever) no Egito antigo facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre negócios. enfatizando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos. vendas e trocas eram à vista. Mas as cobranças de impostos. A origem da Contabilidade está ligada a necessidade de registros do comércio. livros das despesas e receitas. embora rudimentares. De acordo com Sá (1999. publicado em 1494. 2009).

o profissional de contabilidade torna-se uma peça chave desses novos conceitos e posturas (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. quando D. da mesma forma que a economia e a administração (WIKIPEDIA. da autoria de Franscesco Villa. A internacionalização dos mercados tem provocado transformações no cenário em que a contabilidade atua. entre as mais requisitadas. 2003. 2. p. seus fenômenos e variações. estando. José. Obra marcante na história da Contabilidade. 24). Neste contexto. 2009). registrando os fatos e atos de natureza econômicofinanceira que o afetam e estudando suas consequências na dinâmica financeira. CONTABILIDADE DO MUNDO CIENTÍFICO . A Contabilidade é a ciência que tem como objeto de estudo o patrimônio das entidades. . “a contabilidade só foi reconhecida como ciência propriamente dita no início do século XIX.17 CONTABILIDADE DO MUNDO MODERNO . com o aparecimento da Obra "La Contabilità Applicatta alle Amministrazioni Private e Pubbliche" . premiada pelo governo da Áustria. O nome deriva do uso das contas contábeis. atualmente. Rei de Portugal. ou seja.1 A CONTABILIDADE NO BRASIL A partir de 1770 surge no Brasil a primeira regulamentação da profissão contábil. O Conselho Federal de Contabilidade (2003) relata que a contabilidade é considerada como uma das profissões mais antigas do homem e evoluiu-se junto com a sociedade. Por longo período sua história se confundiu com os registros patrimoniais de organizações mercantis e econômicas”. e que tem por objetivo proporcionar informações e orientações aos diversos usuários externos e internos destacando-se pelo seu papel de proteção à vida da riqueza das células sociais e pela capacidade de produzir informes qualificados sobre o comportamento patrimonial.1. De acordo com a doutrina oficial brasileira (organizada pelo Conselho Federal de Contabilidade). tanto no aspecto quantitativo quanto no qualitativo. o que se observa é uma exigência por informações claras e transparentes.período que vai de 1494 até 1840.período que se inicia em 1840 e continua até os dias de hoje. esta carta estabelece a obrigatoriedade de registro da matricula de todos os guarda-livros na junta comercial. expede a carta de Lei a todos os domínios lusitanos. a contabilidade é uma ciência social. Segundo Wikipedia (2009).

158. • Em 1915 é fundado o Instituto Brasileiro de Contadores Fiscais. • Na reunião seguinte. é fundado o Conselho Perpétuo. • Em 1924.295 demonstra a pressa que tinham para ver logo em funcionamento seu órgão de classe. por meio do decreto imperial nº 475. ou seja. foi determinado as condições e prazos para o registro desses profissionais. criando as condições e estabelecendo as primeiras regras. que estudar. Hoje. que cursavam três anos. logo. em 29 de outubro do mesmo ano. quem desejasse abraçar a carreira teria primeiro. É criado o curso de contabilidade. . no século XXI. onde trataram de criar uma comissão para organizar os Conselhos Regionais. • A imediata criação do Conselho Federal. é aprovada a Resolução nº3/46. um embrião do que seria. que dispões sobre a organização dos Conselhos Regionais de Contabilidade. antes era permitido a profissão para aqueles que possuia conhecimento empírico e prático. pois. é realizado o 1° Congresso Brasileiro de Contabilidade. logo após a edição do Decreto-Lei nº 9. o sistema Conselho Federal e Conselho Regional de Contabilidade. que formava dois tipos de profissionais: os guardalivros. • Em 1927. os pontos mais fortes da história da contabilidade brasileira pode ser descrita da seguinte forma: • Em 1870 acontece a primeira regulamentação brasileira da profissão contábil. • Em 11 de outubro de 1946 foi realizada pelo CRC a terceira reunião. que organizou o ensino comercial e regulamentou a profissão.18 Segundo Wikipedia (2009). • Em 1931 vem a primeira grande vitória da classe contábil: é sancionado o decreto federal nº 20.033. estabelecendo novas condições para o registro de contadores e guarda-livros. • Em 1932 é sancionado o decreto federal nº 21. que cursavam dois anos e perito-contadores.

2 ÉTICA A ética é uma diretriz pessoal e social de boa conduta. certo ou errado. 33) Independentemente da sua vontade o ser humano ao nascer integra-se a sociedade e passam então a ter um convívio ligado às demais pessoas. mas também. 2001. e atualmente. Neste sentido. não podendo assim permanecer no nível de uma simples descrição ou registro dos mesmos. tornando-se um processo evolutivo das ações e costumes do comportamento humano. 23). além de oferecerem à sociedade um serviço de qualidade. educação continuada. a ética parte dos fatos. p. através de relacionamentos. (SÁ. e moral e adquirida por meio da educação formal e da experiência da vida. que ética e “filosofia da moral” são sinônimos”.19 existe um Conselho de Contabilidade em cada unidade da Federação e no Distrito Federal. também. p. A ética é um estado de espírito é quase hereditário e vem da formação e do meio social do qual a criança teve sua personalidade moldada. Como ciência. mesmo que estes apresentem crenças e valores diferenciados. grupos ou organizações. Pode-se dizer. • As primeiras ações dos Conselhos Regionais eram direcionadas ao registro de profissionais. a ética parte . burilada para ingressar no convívio da sociedade. “ética é um ramo da filosofia que lida com o que é moralmente bom ou mau. 2. além de registrar e fiscalizar o exercício profissional. buscando descobrir os princípios gerais. Segundo Lisboa (1997. A ética das pessoas ou dos grupos não está meramente no que elas fazem costumeiramente. que se aplica a indivíduos. ou no que se obrigam a fazer. possibilitando assim conflitos na mesma. no que elas pensam que é correto fazer. alguns conselhos em parcerias com o Conselho Federal e com universidades. oferecem aos profissionais da Contabilidade condições de se qualificarem e atenderem às exigências do mercado de trabalho. que é o que popularmente denomina-se berço. A ética sendo o ramo do conhecimento tem por objetivo padronizar comportamento humano no interior da sociedade.

Não se constrói um conceito pleno sem que se pratique uma conduta também qualificada”. Segundo Chaui (2001. um tanto relativa. a Ética tem seus primeiros ensinamentos com os gregos. é uma ciência que trata dos deveres. 138). 2. “o valor profissional deve acompanhar-se de um valor ético para que exista uma integral imagem de qualidade. “dentro da linha de tempo da história ocidental. Conforme a Farias e Lima (2009) “mais tarde. 338). seja relativamente a determinada sociedade. 2009). O termo ética deriva do grego ethikos. “Pitágoras desenvolveu reflexões sobre a conduta moral. uma ciência que tem como objeto de estudo a conduta do homem perante o ser e seus semelhantes.49). para significar o estudo dos juízos de apreciação que se referem a conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal. Segundo Sá. dependendo unicamente de nós”. sendo a ética para este. p. p.20 de dados empíricos e os transcende com seus conceitos. Foi com Sócrates. tomou-se a ética como uma saber prático. chegando a língua portuguesa através do latim ethicu. a partir dos textos de Platão e Aristóteles que a ética ou filosofia moral iniciou-se”. pode ser analisada em diversas circunstâncias dentro de um ponto de vista geral pela necessidade em sua conduta e efeitos a qualificá-lo ou redimi-lo no meio em que está integrado desenvolvendo sua atividade. hipóteses e teorias (TOLEDO. portanto. A prática da ética. . (2001. seja de modo absoluto. p. ou seja.3 ORIGEM DA ÉTICA E SUA EVOLUÇÃO Conforme Fortes (2002. costumes e formas de agir com seus semelhantes”. Ainda conforme a Farias e Lima (2009). sendo este o conhecimento daquilo que só existe como consequência de nossa ação e. já com Aristóteles.

A tendência natural do ser humano é. Entende-se. em primeiro lugar. ou profissional. Os princípios éticos e morais são na realidade a base de um profissional que representa toda a classe. de qualquer erro ou imprudência sempre estão os profissionais que podem e devem ser responsabilizados. caso as conseqüências das referidas decisões.4 ÉTICA PROFISSIONAL Ética profissional é um conjunto de princípios que regem a conduta funcional e de comportamento daqueles que compõem determinada profissão. mas também quanto às regras de conduta moral. 2009). tanto quanto pessoal. defender.21 Com o passar do tempo a ética passou a trazer castigos e ficando assim indispensável para a vida na sociedade. Assim. muito além de qualquer determinação legal. seus interesses pessoais. Segundo Toledo (2009): A ética profissional existe na realização e qualidade precisa e exata do trabalho e em conformidade com os preceitos morais segregados pela sociedade em que se está inserido. estes por sua vez também são responsáveis pela delineação da missão da empresa. pois. a qual define os valores éticos que permearão a vida da entidade. pois. O exercício de uma profissão pressupõe o pleno conhecimento e o domínio de toda a sua amplitude. a ética profissional aplica ao exercício da contabilidade é a parte da moral que trata de regras de conduta do contabilista. que ética profissional é o conjunto de regras de comportamento do contabilista no exercício de suas atividades profissionais (KRAEMER. Então pode se dizer que não é admitido do ponto de vista ético que um indivíduo aceite um encargo sem ter a competência profissional para exercê-lo. Ser ético é um dever moral. . Atrás de qualquer tomada de decisão. erros e imprudências ficarem evidenciadas. distinguindo-se por seu talento e principalmente por sua moral e não pelo efeito externo que possa causar. não apenas quanto aos aspectos técnicos. já que se trata de um conjunto de princípios que disciplina a conduta do homem. 2. Ao se falar de ética nos remetemos sempre aos profissionais éticos.

ou seja. relata ainda que o conceito profissional é a evidência. a ética profissional baseia-se em: a) responsabilidade – responder a seus deveres com respeito a si mesmo e aos outros. b) igualdade – considerar que as pessoas são iguais em direito e dignidade. à eficiência que todo profissional deve possuir para exercer bem a sua profissão. O fazer diz respeito à competência. seja de executar bem o serviço. calúnia. Cultiva o pensamento cooperativo. d) justiça – considerando-se direito e deveres. as conseqüências que irá refletir sobre terceiros. O agir se refere à conduta do profissional. Sá (2001) fala que o valor profissional deve acompanhar-se de um valor ético para que exista uma integral imagem de qualidade. ou deixando caminhos abertos para que se efetivem fraudes. Tem um profundo e inabalável respeito pelos acordos firmados. hipocrisia. . A ética é indispensável ao profissional. invariavelmente também se relaciona com outras pessoas e com o ambiente onde habita. as quais não só prejudica seu cliente e sua classe. ensejando um diferencial competitivo. o executor de serviços. das capacidades e virtudes de um ser no exercício de um trabalho habitual de qualidade superior. 2009). ético é todo profissional que tem como meta sentir-se íntegro e pleno da alegria de viver. realizando intercambio de compreensão e apoio. perante terceiros. Parte-se de uma premissa que sua racional idade operacional e mecanicista faça parte de seu comportamento. percebe-se assumir uma obrigação. injúria. O ser ético profissional. e) solidariedade – obedecendo ao princípio da interdependência entre os membros de um grupo. c) verdade – agir de acordo com a natureza daquilo que se conhece sem deturpar pela mentira. Assim. Um profissional que não se baseia nestes fatores relatados por SILVA (2003) é capaz de gerar a desconfiança da sociedade nos serviços de todos e ao transgredir os princípios da honestidade. o quanto se deve estar atento a possíveis efeitos nocivos. porque na ação humana “o fazer” e “o agir” estão interligados. como gera razão direta negativa perante a sociedade denegrindo a sua própria profissão. Convicto de que todos os demais podem se sentir assim também. ao realizar um trabalho. no uso da liberdade. seja de cumprir prazos de sua realização (TOLEDO. Segundo Handel (2000). Uma das faces que vem à mente quando se fala em ética profissional é de se ter cuidados em lidar com qualquer recurso que se encontra sob sua guarda. ao conjunto de atitudes que deve assumir no desempenho de sua profissão. A responsabilidade dentro da ética profissional denota-se pela capacidade de entendimento do direito e do dever que acompanha o exercício de qualquer atividade.22 Segundo Vieira (2009).

sendo portando. a lealdade. p. com modificações posteriores). desviar-se da prática da honestidade e dignidade. (2001. conseqüências positivas também em termos de valor de honorários. com prerrogativas e atribuições bem definidas para cada caso. Conforme Fortes (2009): A profissão contábil é uma destas atividades a que se refere a Constituição Federal e foi regulamentada por legislação federal (Decreto-Lei 9295/46. foram instituídas as duas categorias profissionais até hoje existentes: a de Contador e a de Técnico em Contabilidade. a sinceridade e um propósito firme de intransigente probidade. com o objetivo de prestar informações e orientações baseadas na explicação dos fenômenos patrimoniais. em cujo dispositivo. Tudo isto se consubstancia no respeito para com o que é de terceiros. vinculada à áreas das ciências sociais aplicadas (FORTES. tendo. Como ampliação da regulamentação profissional. empresas e instituições em geral. existem inúmeros dispositivos legais de âmbito federal. tais atos. No exercício profissional o contabilista não deve. A autoridade moral de qualquer pessoa é sem dúvida o elemento mais positivo em uma relação social ou profissional e faz a diferença no momento da contratação e prestação dos serviços profissionais. caracterizam a honestidade. 2001.5. que no exercício das suas atividades deve manter sua independência e autonomia que lhe garantirão sua liberdade profissional (FORTES. passa a requerer a fiel guarda. especialmente as resoluções emanadas do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais. 2009). p.5 A PROFISSÃO CONTÁBIL A Contabilidade fundamenta-se em princípios. dentre outras providências. tão como a tomada de . quando praticados no campo da virtude. seja o que for. 39). bem como o Código de Ética Profissional do Contabilista. ensejando o cumprimento de deveres sociais. legais. 2. como tributo à confiança que é depositada. leis e outras normas decorrentes das relações sociais entre pessoas.1 CONDUTA ÉTICA DO PROFISSIONAL CONTÁBIL Segundo Sá. A honra e o decoro representam a base da correção moral de qualquer profissional.23 2. econômicos. em hipótese nenhuma. Sá (2001) fala da contabilidade como algo que é confiado a alguém. portanto. 130) A Profissão contábil consiste em um trabalho exercido habitualmente nas células sociais.

o contador é peça fundamental para a sobrevivência das empresas. mas tendo em vista os padrões de conduta a ele imposta. o contabilista. como o que diz respeito à gestão do bem público. ela é livre. inclui também neste dizer a contabilidade. 2009). pois para muitos não é mais visto como aquele mero indivíduo responsável pelos procedimentos de calcular impostos. faz com que enobreça sua idoneidade física e jurídica por ações corretamente desenvolvidas e competentes. bem com todas demais profissões com prerrogativas e atribuições bem definidas para cada caso. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. todavia. Apresentando entendimentos de condutas que realmente nos parecem de uma lógica irrepreensível. jamais se apropriar de trabalhos. 26). quando sugerir que aquele que não sabe administrar sua casa (SÁ. Na conduta profissional. além de servir de instrumentação histórica da vida da riqueza.24 decisões administrativas. § XIII da Constituição Federal fala que é livre o exercício de qualquer trabalho. o profissional contábil passa a ajudar o gestor nas opiniões sobre o futuro das organizações. no entanto. evitar desentendimentos com o colega que vier a substituir no exercício profissional (FORTES. apresentando-os como próprios. A cada dia o papel do contador na sociedade torna-se mais relevante. 2001. O artigo 5º. A profissão do contabilista. A ética. como estudo da conduta. registrar. abster-se da aceitação de encargo profissional em substituição a colega que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão ou da classe. iniciativas ou de soluções encontradas por colegas. sendo assim. ou seja. deve observar os seguintes pontos: absterse de fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras. além da lealdade. já é percebida em Protágoras. p. . que deles não tenha participado. Ao conhecer profundamente a empresa. quando em seus ensinamentos pregava o que fazer para ser virtuoso perante terceiros. porém se delimita aos padrões da lei. desmoraliza impiedosamente a conduta inversamente empenhada com as que são de fato necessárias para convivermos entre o bem e o mal do inicio ao fim da vida. ou profissão. ofício. do CFC e do CRC. desde que permaneçam as mesmas condições que ditaram o referido procedimento. que é subdividido em contador e Técnico em contabilidade. como. auxiliando nas tomadas de decisões. em relação aos seus demais colegas de profissão. controlar fatos administrativos e escriturar livros como a maioria das pessoas pensavam.

da Organização Contábil ou da classe. em qualquer modalidade ou veículo de comunicação. como por exemplo: “seja nosso cliente e não pague imposto de renda” e fere a ética também publicar de forma imoderada. A conduta antiética pode ser caracterizada também com anúncios enganosos. Constitui infração anunciar. conteúdo que resulte na diminuição do colega. por tratar-se de uma “oferta”. como “ninguém tem o escritório tão informatizado como o nosso”. .25 O profissional contábil que não segue os padrões de comportamento a ele imposta apresenta a conduta antiética que pode ser caracterizada por desenvolvimentos de trabalhos onde este se credita de meios que venham a prejudicar atualmente ou posteriormente sua própria profissão e as de seus concorrentes. aquele que não se valoriza. O deslize também poderá ocorrer na oferta de serviços de forma promocional. mas como instrumento fundamental de conduta. não apenas pela profissão que exerce. os trabalhos desenvolvidos nos meios de circulação. condição sem a qual sua existência profissional perde o sentido e contudo provará sua importância e relevância para a sociedade. como por exemplo: “nosso escritório é melhor que outros porque temos contabilidade gerencial”. sendo sempre admitida a indicação de títulos. poderá valorizar sua profissão. como por exemplo: “em nosso escritório você ganha 3 meses de honorários de graça” ou “pague menos pelos serviços contábeis sendo nosso cliente”. Neste ato saberá aplicar os princípios éticos. Segundo Zanluca (2009). especializações. Desta forma. No exemplo citado acima o profissional ou empresa de contabilidade pode até estar cobrando honorários superiores aos seus concorrentes. serviços oferecidos. trabalhos realizados e relação de clientes. menosprezando os trabalhos executados pelos colegas daquela região ZANLUNCA (2009). Todo profissional. não como uma imposição legal ou organizacional. porém. assim como o profissional contábil que souber dar de seu valor. mas também pelo exemplo de profissionalismo e de conduta ética e moral. pode ser caracterizada como propaganda desabonadora aquela que um profissional faça comparação com outros escritórios. pois nunca conseguirá ser valorizado. certamente este fato lhe trará mais clientes em detrimento dos demais profissionais contábeis.

A confiabilidade nas ações. nas instituições diversas. já que este é o grande responsável pela condução da riqueza de uma empresa à prosperidade.6 IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA CONTABILIDADE Uma das profissões mais antigas. No entanto. independentemente da forma ou setor que atua. a contabilidade. Conforme Toledo (2009). a seriedade e austeridade e o zelo pela imagem são norteadores éticos da profissão contábil. “a contabilidade destaca-se por seu papel de proteção à vida da riqueza das células sociais e pela capacidade de produzir informes qualificados sobre o comportamento patrimonial”. exercendo suas atividades devidamente embasadas em provas legais. pode ser decisivo no sucesso ou fracasso de sua carreira profissional. quando atuante em sua profissão. O profissional contábil adquire deveres para com a regularidade do emprego racional da riqueza nas empresas. pois toda empresa e até mesmo o mundo dos negócios estão diretamente relacionadas ao campo de atuação da contabilidade. para que os tomadores de decisões possam enfrentar os desafios do mercado. 2. Segundo Sá (2001. ao se tratar com qualquer um desses fatores. e nele possam permanecer e prosperar. assim como perante a sociedade e também como na produção de provas e opiniões sobre o comportamento do patrimônio da empresa. O objetivo do contador é de exercer suas atividades em atendimento aos Princípios Fundamentais de Contabilidade e às Normas Brasileiras. é necessário que os contadores tenham a consciência de sua responsabilidade de servir a sociedade.26 O comportamento ético do contabilista. p 131). a transparência. além de sua responsabilidade pela produção de provas e de informações qualificadas. logo necessitam obrigatoriamente de serviços contábeis. . evoluiu com a sociedade e hoje se situa entre as mais requeridas e as mais difundidas.

o desemprego. o contabilista. A profissão contábil é uma das mais expressivas dentre as profissões legalmente regulamentadas no Brasil. 131). (2001. A conduta do contabilista com relação aos colegas deve ser pautada nos princípios de consideração. públicas e demais entidades. Entre todos os profissionais. p. respeito. 2009). notadamente junto às entidades contábeis(FORTES. O contabilista está se tornando um profissional extremamente valorizado e. uma vez que. e o profissional tendo consciência que seu trabalho está dentro dos padrões éticos conseguirá levar às células sociais a eficácia e o bem-estar das nações e da comunidade em geral. portanto mais responsável. em consonância com os postulados de harmonia da classe. ao exercê-la o mesmo terá grande respeito pelo seu trabalho alcançando reconhecimento. Sendo uma profissão extremamente atuante e presente em todos os segmentos da economia. tanto contábil. “necessita. Um dos pontos abordados pelo Código de Ética Profissional do Contabilista é a relação do profissional com a classe. . considerada a imensa responsabilidade de tais tarefas”. como fiscal e financeiro. passando pelas empresas privadas. é natural que haja disputa entre os profissionais. apreço e solidariedade. deve prevalecer o espírito de solidariedade e ética (FORTES. imparcialidade e fará com que seus usuários e clientes possam ter confiança em seus serviços.27 Ainda segundo Sá. credibilidade e a confiança de seus usuários internos e externos. 2009). pois é uma peça chave que fornece ao empresário ou cliente um serviço de alto nível e qualidade já que em suas mãos está o destino da empresa. Além do Conselho Federal de Contabilidade sediado em Brasília. de uma consciência profissional que possa guiar seus trabalhos e de virtudes que possam ser parametrias. especialmente por ser uma das mais numerosas. tais como sindicatos e outras associações de contabilistas. além de outras entidades contábeis. No mercado atual a ética é uma grande influência para a valorização e crescimento da profissão contábil. Uma falha ética poderá causar a falência da instituição e com isso um grave problema social . marcos fundamentais para o desenvolvimento e continuidade de seu trabalho perante a sociedade. sendo estes. Um profissional contábil que exerce a ética terá clareza. objetividade. em todos os Estados da federação e no Distrito Federal existe um Conselho Regional de Contabilidade.

O profissional da contabilidade deve obedecer às normas técnicas bem como as normas legais sem. 2003. ou desconfia. crítica e ponderada acerca das decisões que a todo o momento tem que tomar. tolerância. que por sua vez. partindo do pressuposto dos conjuntos e valores fundamentais que o mesmo deverá adotar. p. coragem. assim como os demais profissionais.7 CÓDIGO DE ÉTICA DO CONTABILISTA Conforme Fortes (2001. dignidade. Diante das informações. o profissional contábil deverá ser ético e honesto integralmente e sempre. através de suas atitudes e valores. na qual uma base ética se torna necessária para limitar a falibilidade humana. respeito e competência para proporcionar aos usuários informações com segurança e confiabilidade. como não existe meia-honestidade. Deve sim. faz-se necessário o Contador manter uma postura vigilante. o profissional contábil deverá ter comportamento ético profissional inquestionável.28 Conforme Sá (2001). humildade. confia. principalmente no mundo dos negócios no qual o contabilista está inserido (SILVA. flexibilidade. O profissional contábil é que constrói a sua própria valorização. p. para que não fique a mercê de sansões e penalidades cabíveis este. integridade. buscando fazer com que o monstruoso peso do Estado não inviabilize a sustentabilidade do negócio do seu empregador. o leva a refletir sobre suas ações. o individuo ético é honesto ou é desonesto. sigilo. 38). 50) A exemplo das demais profissões legalmente regulamentadas e objetivando normatizar a conduta profissional. devido a um emaranhado de variáveis e também da tensão de interesses. sendo: ética. Na área contábil. a profissão contábil possui também o seu Código de Ética Profissional do . social e moral dos seus membros. implica no pensar eticamente antes de decidir. pois não existe meia-confiança. ter senso apurado para trabalhar o equilíbrio do que é melhor para o seu cliente. O Profissional precisa refletir sobre o seu papel mediante as questões de valores morais. 2. honestidade. no entanto se deixar ser engolido por elas.

p. Entretanto. Essas . c) respeitar a si mesma. de forma a assegurar a honestidade de procedimentos de seus membros dentro e fora da instituição. pode constituir uma prova legal da determinação da administração da empresa. Os profissionais contábeis devem exercem suas atividades de acordo com as normas do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais. que colocarão prova de seus valores éticos. quando adotado. p. Segundo Lisboa. b) Servir com lealdade e deligência. O Código de ética tem a missão de padronizar e formalizar o entendimento da organização empresarial em seus diversos relacionamentos e operações. nos dias atuais contador experimenta situações diferenciadas e provocadoras. Alem disso o código de ética. exigindo dele sólida formação moral e preparo psicológico. defendendo também abertamente os princípios e valores éticos aplicáveis a sua profissão. sobretudo no exercício das suas atividades e prerrogativas profissionais estabelecidas na legislação vigente (FORTES. p. Vieira (2009) relata que o código de ética pode ser entendido como uma relação das práticas de comportamento que se espera sejam observadas no exercício da profissão. impeçam ou restrinjam a aplicação plena dos princípios. O Código de ética profissional do Contabilista.29 Contabilista – CEPC. tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os profissionais da contabilidade. 61). implantado de forma correta e regularmente obedecido. o código de ética profissional possibilita que a profissão de contador declare seu propósito de: a) Cumprir as regras da sociedade. sempre vinculando o aspecto do bem. A existência do código de ética evita que os julgamentos subjetivos deturpem. da moral e da justiça. 117). que é um conjunto de normas de conduta a serem observadas pelos contabilistas nas relações profissionais com seus clientes e colegas de profissão. como fonte orientadora da conduta dos profissionais da classe contábil brasileira. (1997. Segundo Moreira (2002. 33). Suas normas visam ao bem-estar da sociedade. Além de servir como guia à ação moral. de seguir os preceitos nele refletidos. 2002. no qual o mesmo deve manter um comportamento social adequado às exigências que lhe faz a sociedade.

O contabilista não deve oferecer ou disputar serviços profissionais mediante aviltamento de honorários ou em concorrência desleal.8 FATORES QUE LEVAM O CONTADOR A INFRINGIR O CÓDIGO DE ÉTICA Os profissionais contábeis estão vivendo em uma sociedade espantosamente dinâmica. mas falam da proteção daqueles que conquistaram o direito ao exercício profissional. fere o Código de Ética Profissional do Contabilista aquele que não cumprir. não a imposições arbitrárias destas entidades sobre os profissionais. evolutiva e instável. 2. ficando sujeito às penalidades previstas nos preceitos éticos. bem como na valorização dos interesses da sociedade. no prazo estabelecido. A concorrência e a busca pela conquista do cliente no mercado são um fato comum entre todas as atividades econômicas. É cabível ao Conselho Federal e aos Conselhos Regionais de Contabilidade o poder de averiguar os procedimentos técnicos e éticos dos contabilistas. ser ético no Brasil significa muitas vezes abrir mão de dinheiro.30 normas dizem respeito. status e benefícios. Mediante tal situação torna-se necessário que os contadores não tentem burlar o código de ética devido a estas crescentes transformações. o profissional estará sujeito a penalidades previstas no Código de Ética Profissional do Contabilista. o que se vende não é um bem ou uma mercadoria e sim a qualidade e o desempenho na realização do trabalho. A disputa pelo mercado de prestação de serviços contábeis assim como nas demais atividades. determinação dos Conselhos Regionais de Contabilidade. diante deste pressuposto o contabilista tem a difícil . Segundo Toledo (2009). Segundo Fortes (2009). Para casos de disputas que provoque ofensas ao colega. que em última instância é a grande usuária dos serviços de qualquer profissão. não pode transformar-se em competição desregrada. ou seja. Na área da prestação de serviços profissionais. depois de regularmente notificado. onde as tomadas de decisões precisam ser mais ágeis e concretas devido às transformações econômicas que ocorrem no dia-a-dia. concorrência acirrada e pressão por parte de seus clientes. podendo assim aplicar ás penalidade cabíveis caso o profissional não cumpra com as exigências e ele imposta.

Contudo nesta era da globalização o contador deve tratar questões empresariais com dignidade e transparência. pois a mesma é o alicerce para exercermos uma Cidadania Plena. confiável e ética perante a sociedade. gerando como contrapartida. tem a obrigação de ter uma conduta responsável. . e o contabilista. 2003. que é responsável por levantar. torna-se fundamental a busca do conhecimento. pois gerar conhecimento será uma das maneiras de exercer a ética perante o mercado de trabalho (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Neste contexto. bom ou mal. a informação é uma das fontes mais valiosas de produção de riquezas.24). p. civis e penais pelo fato de não manter em ordem sua Contabilidade. p. como da espécie (SILVA. pois em uma sociedade onde a concorrência é cada vez maior. 2003. pois a ética não é uma abstração acadêmica mas.9 SANÇÕES E PENALIDADES ÀS INFIDELIDADES DOS CONTADORES Conforme Toledo (2009). 2003. No entanto. Acredita-se que é chegado o momento em que os profissionais de Contabilidade precisam compreender que a Ética é o caminho para o enobrecimento da profissão.31 função de ser ético em todas as suas atitudes. 37). faz-se necessário que os profissionais de contabilidade busquem a atualização constante. Necessita também de consciência e respeito aos deveres contidos no código de ética. para se ter uma atitude ética não basta ter a consciência do que é certo ou errado. p. Supõe-se que o progresso e a valorização do profissional contábil só acontecerá quando assumirem com competência a capacidade técnica e o comportamento ético adequado. O contabilista precisa ter uma consciência profissional que possa guiar seus trabalhos. Muitas são as formas em que as empresas. Lutemos para sermos éticos nas nossas relações sociais e seremos indispensáveis na sociedade em que vivemos. torna-se essencial para os futuros contabilistas a concepção de que a ética é vital no exercício profissional. e virtudes que sirvam de parâmetros para a realização de tais tarefas. Viver em um país marcado por um número tão alto de infrações éticas. um bem imensurável e contribui para a solidez da profissão contábil. de acordo com o Código de Ética Nos dias atuais. estudar e analisar tais informações.25) 2. a exemplo da corrupção. seus sócios e administradores podem ser condenados por leis comerciais. baseando-se na consciência de que é por levar as células sociais à eficácia que se consegue o bem-estar nas nações e nas comunidades em geral (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. uma das maneiras de ajudar a preservação não só das profissões.

criando assim uma situação de desconfiança pública. Caso contrário pode ser utilizada para incriminar a empresa. • Ausência de punições de ética anteriores. Além das infrações e penalidades de natureza disciplinar presentes noutras normas da profissão. As normas contábeis estipuladas pelo CRC deverão ser observadas e seguidas e aos que infringirem essas determinações expressas. As penalidades são de dois tipos: as de natureza sigilosa e as de censura pública • Natureza sigilosa: são as penalidades de advertência reservada e censura reservada • Na censura pública: são as penalidades que serão de conhecimento do público. ou até mesmo. que são aquelas legalmente previstas. No momento da aplicação das penalidades. obrigatoriamente. poderão sofrer as sanções e penalidades previstas. dependendo dos fatos poderá haver circunstâncias ditas atenuantes. administradores e contador que foram relapsos e desleixados. porém. censura reservada ou censura pública (FORTES. misturar ou confundir bens particulares do sócio e da empresa. o Código de Ética Profissional do Contabilista estabelece que a transgressão de seus preceitos constitui infração ética. Se os atos do administrador são corretos: documentação adequada. diminuição da pena. respeitado. e • Prestação de serviços relevantes à contabilidade. 2009). transações negociais dentro do objeto da empresa. o reflexo é imediato: a Contabilidade é transparente. segundo a gravidade. o limite mínimo da cominação. formado pelos conselheiros do CRC. e que acarreta. nela ficam registrados todos os atos e fatos. No campo jurídico quando alguém comete um crime. o Tribunal de Ética. A Contabilidade é a alma da empresa. sancionada. O Código de Ética . efetuar contratação de um profissional despreparado. deve considerar alguns pontos como: • Falta cometida em defesa de prerrogativa profissional. com a aplicação de uma das seguintes penalidades: advertência reservada. a critério do juiz. fazer negócios fora do objeto social. cometer desvios.32 Seja pelo motivo de não levar a sério a documentação relativa à transação operacional. O conhecimento público de desonestidade e fraudes executadas por profissionais de contabilidade é desconcertante. sócios.

em Maringá. • Aviltamento de honorários e concorrência desleal.1 CASOS PRÁTICOS DE SANÇÕES E PENALIDADES 2. Suspensão do exercício profissional. Fraudulenta na escrita ou em documentos.ONLINE. . reservada ou censura pública. um contador e um diretor do Frigorífico Canção. Advertência reservada. advertência reservada. • Apropriação indébita. • Contabilista que emite DECORE sem fixação da DHP.00 a R$ 2. 2. Multa de R$ 240.33 prevê também estas situações e na aplicação das sanções éticas são consideradas como atenuantes: falta cometida em defesa de prerrogativa profissional. censura reservada ou censura pública. • Deixar de apresentar 2a Via de DECORE emitida. em decorrência da operação batizada de Monte Éden (PARANA. • Técnico em contabilidade exercendo atividades privativas de contador sem a necessária habilitação.00 a R$ 2. Conforme Conselho Federal de Contabilidade (2003).400. • Adulteração ou manipulação. censura reservada ou censura pública. o profissional contábil que infringir o código de ética receberá os devidos enquadramentos e determinadas penalidades. 2009). • DECORE sem base legal.00. censura reservada ou censura pública. advertência reservada. • Demonstrações contábeis sem base legal Ausência de escrituração contábil. • Acobertamento a não-habilitado ou impedido. prestação de relevantes serviços à -contabilidade (FORTES. As prisões e três mandados de busca e apreensão na cidade foram pedidos pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. advertência reservada.400.9. acusados de envolvimento em um esquema de sonegação fiscal. • Exercer a profissão sem registro. como: INFRAÇÕES • Inexecução de serviços. advertência reservada. que seriam remetidos para São Paulo. • Incapacidade técnica. No local foram recolhidos vários documentos. • Retenção de livros e documentos. • Contrato de prestação de serviço • Livro Diário sem registro no órgão competente. 2009). • Exercer a profissão contábil com registro baixado ou suspenso. no norte do Paraná.1 SONEGAÇÃO FISCAL A Polícia Federal prendeu 30/06/2005. e ausência de punição ética anterior.00.9. PENALIDADES Suspensão de 6 meses a 1 ano. censura reservada ou censura pública.1. censura Suspensão do exercício profissional por prazo de até 5 anos ou multa de R$ 240. • Descumprimento de determinação expressa do CRC.

Friehling. O ministro Paulo Medina é o relator. Assim.relacionadas ao gigantesco esquema de pirâmide financeira de Madoff. entregou-se às autoridades federais e à promotoria pública. a revogação da prisão preventiva do acusado. máquinas de caça-níqueis e contrabando de componentes eletrônicos e que teria sido responsável também por diversos homicídios no Estado do Mato Grosso .envolvendo valores mobiliários e consultoria para investimentos . Alegando não haver motivos para mantê-lo preso. exceto em casos de evidente ilegalidade. a defesa apresentou habeas-corpus no STJ. compete ao órgão colegiado.9. Luiz Alberto Dondo Gonçalves. em liminar.2 OMISSÃO DE RECEITA Segundo a Central Jurídica (2009). O pedido ao STJ se deve ao fato de ele ter sido impedido de apelar em liberdade. Esse é o segundo pedido negado pelo STJ neste mês. 2. Pedido para revogar a prisão preventiva foi indeferido pelo relator de sua apelação no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 70. Acusado de ter omitido receita da empresa Indústria e Comércio de Cerais Itatiaia Ltda. confessou ser culpado das acusações de fraude financeira na última quinta-feira e deverá aguardar em um presídio federal a sua condenação. nos anos de 1998 e 1999. Ao apreciar o pedido. a Presidência do STJ entendeu que. sediado em Brasília (DF). quando seu sogro se aposentou e ele assumiu a empresa Friehling & Horowitz que contava com apenas dois sócios.9. o Comendador.34 2. ministro Edson Vidigal. Madoff por mais de uma década. contador de João Arcanjo Ribeiro.1. Estas foram as primeiras queixas registradas publicamente desde que Madoff. a análise do mérito do habeas-corpus. A defesa do contador Luiz Alberto Dondo Gonçalves – que foi preso sob acusação de que trabalharia como contador para organização criminosa que atua na exploração do jogo do bicho. ele teve pedido para revogar a sua prisão preventiva indeferido pela Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). David G.1. decisão mantida pelo colegiado.teve pedido semelhante indeferido pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). indeferiu a liminar. no momento oportuno. que poderá ser o equivalente à prisão perpétua. permanecerá preso. deixando a análise para os ministros da Sexta Turma do tribunal. foi acusado ontem de fraudes . Fontes . requerendo.3 FRAUDE De acordo com Cruzba (2009): O contador que ofereceu serviços de auditoria à companhia de Bernard L. que tornou-se o principal auditor de Madoff no início da década de 1990. condenado a quatro anos e seis meses de reclusão mais multa. O contador. operando a partir de um minúsculo escritório em Rockland County.

sem base em documentação hábil e legal. que acabou chamando a atenção do CRC. não sabia que teria algum problema. p.9.1. utilizou-a novamente para o banco do estado. 11. aprovado pela Resolução CFC no 803/96.9.4 EMISSÃO DE DECORE POR PREÇO ESPECIAL Conforme Conselho Federal de Contabilidade (2003. incisos I. As DECOREs eram tão constantes.35): O Contador José Boa Morte Silva oferecia um serviço a mais para seus clientes. 36): A Contadora Aparecida Trindade utilizou-se de etiqueta falsa e firmou declaração comprobatória de percepção de rendimentos sem base em documentação hábil e legal. Defesa: Justificou que a cliente não utilizou a DECORE. Histórico: Por firmar declaração comprobatória de percepção de rendimentos. p.5 ETIQUETA FALSA Segundo Conselho Federal de Contabilidade (2009. sendo que. 24.1. c/c art. inc. Recurso: ex officio. 2. Parecer: Comprovada a irregularidade – Censura Pública. c/c art. incisos VIII e XVII e art. Enquadramento: art. na DECORE de 2/1/01. incisos VIII do CEPC. inciso I e art 3o. 2o. embora ele tenha afirmado que agiu sozinho na fraude de pirâmide financeira. 2. VI e X. Defesa: Alegou que utilizou uma DECORE para a sua cliente e que a mesma desistiu. aprovado pela Resolução CFC no 803/96. que era a emissão de DECORE por um preço especial. Parecer: Comprovada a irregularidade – Censura Pública. 2o. 24 inciso I da Resolução CFC no 960/03.35 familiarizadas com o andamento do processo acreditam que outros casos devem vir à tona uma vez que os promotores públicos e agentes de FBI estão investigando membros da família de Madoff e seus funcionários. na época. Histórico: Por se utilizar de etiqueta DHP falsa ou falsificada. proveniente de diversas fontes e como renda de autônoma no mês de dezembro/X2. inciso I e art 3o. . Enquadramento: art. cuja beneficiária é a Fulana de Tal. CFC: Manteve a decisão do Regional. II do CEPC. da Resolução CFC no 960/03. que por meio de visita “in loco” constatou que emitia tais Declarações sem base em documentação hábil e legal.

e discipliná-lo em atos culposos que são praticados por imprudência. Com isso o direito romano era o que mandava nos cidadãos independentes criando normas de direito penal. fazendo com que o profissional tenha o amparo legal no exercício de suas funções. pode-se dizer que o direito civil é um ramo do direito privado. A responsabilidade profissional também estará inserida no âmbito legal. “o direito civil passou por uma evolução histórica. pois se trata das regras que rege as relações familiares. para que este agindo com dolo seja punido. o contabilista deve estar atento aos fatos para evitar o cometimento de falhas no desempenho de suas atividades. Com o passar do tempo aumentou a necessidade da transparência das informações prestadas pelo contador ao mercado. trata das responsabilidades civis dos contadores (prepostos).10 CÓDIGO CIVIL E A RESPONSABILIDADE DO CONTADOR Conforme Diniz (2002. tal como administrativo e processual. na Seção III .45). Ao longo dos anos os romanos criaram o direito privado. p.36 2. Como se não bastassem muitas vezes . por exemplo. é prudente que em virtude da natureza do trabalho contábil. que estão sujeitos aos direitos e obrigações. respondendo criminalmente por seus atos. respondem solidariamente quando praticarem atos que causem danos à terceiros. patrimoniais e obrigações. no que diz respeito às questões que envolvem crimes tributários e lesões patrimoniais provocadas por erros técnicos ou fraudes em documentos contábeis. que foi o mais importante”. Contudo. como os clientes. por praticar ou obteremse certos atos ilícitos. de natureza. definindo que são eles os responsáveis pelos atos relativos à escrituração contábil e fiscal praticados e ao mesmo tempo. Conforme Lunelli 2009.Do Contabilista e outros Auxiliares. Contudo o novo Código Civil veio também para deixar mais claras as responsabilidades do contador. O novo Código Civil. e em particular para os Contabilistas. Desta forma entende-se que o Código Civil são normas que a lei aplica a pessoas sem distinção. negligência ou imperícia quando tenha havido intenção proposital para atingir determinado objetivo. Assim. que se forma diante da sociedade.

p. com o que evidentemente o contabilista não poderá concordar (FORTES. 92). clientes e outros usuários da contabilidade. .37 é solicitado do profissional a prática de atos ilícitos em benefício de terceiros. 2001.

Em relação ao segundo objetivo específico. item 2. em que os contadores estão sujeitos.9 que quando os profissionais contábeis não atuam com dignidade e transparência. em virtude do descumprimento das normas pensando em atingir o benefício próprio e de outrem. na busca pela realização plena. estes sofrerão as devidas penalidades cabíveis. que acredita nos valores morais. pois é necessário estar feliz pessoalmente para conseguir ser feliz profissionalmente. tais sanções e penalidades encontram-se no capitulo 2. O primeiro objetivo específico proposto buscou verificar a importância de obedecer às normas técnicas e legais. não obstante sentirá realizado com a profissão contábil sendo um profissional ético e sempre evidenciando "A Ética na sua Profissão". item 2. na dignidade humana. assim afirmar-se que o contador ético é aquele que tem bom caráter. Todo contador deve atuar porque gosta realmente. religioso e social. . ou seja. A partir do objetivo geral que é identificar as sanções e penalidades aplicáveis aos contadores quando estes não agem de acordo com o código de ética contábil e civil. tanto pessoal como profissional.6.38 3 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES 3. o indivíduo cresce aprendendo esses princípios e através deles vai formando o seu caráter moral. item 2. buscou-se enumerar algumas sanções e penalidades previstas no código de ética e aos artigos pertinentes no código civil. pois se o homem possui caráter com certeza será um profissional ético.1 CONCLUSÃO Ser ético é está ligado diretamente aos princípios morais da sociedade. O referido objetivo foi relatado no capitulo 2.9. verificou-se de acordo com o capitulo 2. buscando fazer com que o peso do Estado não inviabilize a sustentabilidade do negócio do seu empregador. na forma como preceitua o mesmo.

verificou-se que são inúmeros os fatores que levam os profissionais a infringirem o código de ética profissional. dignidade. . ter conduta pessoal. com penalidades pesadas. pois. agindo conforme a ética. através de normas que asseguram a competência e a qualidade dos serviços por eles oferecidos. são fatores condicionantes do seu sucesso. item 2. item 2. de modo que grande parte daqueles que descumprem referidas regras se sintam atemorizados pelo Estado. a classe não perderá seu espaço perante a sociedade. Provavelmente esses profissionais julgam que o risco de ser apanhado não é significativo e. os contadores necessitam estar bem informados a cerca do que diz respeito à ética na contabilidade. honra.8. inteligentes e competentemente dirigidos. sendo necessário que estes estejam atentos e zelem pela integridade e sigilo das informações contábeis não fazendo o uso destas para beneficio próprio ou de terceiros. Diante desse quadro.5. respeitando seus concorrentes. conclui-se que o profissional contábil abdique um comportamento éticoprofissional inquestionável. competência e serenidade para que proporcione ao usuário uma informação com segurança e confiabilidade que ele merece. Mediante a hipótese levantada neste trabalho. bem como descritos no capitulo 2.39 O ultimo objetivo especifico proposto neste trabalho foi transmitir aos profissionais contábeis os princípios da ética. Portanto. Com a globalização e as inovações tecnológicas. e respondida no capítulo 2. ainda que seja.7. saber manter sigilo.1 e 2. tais como a pressão por parte de seus clientes e a concorrência. pois as mudanças são constantes no mercado de trabalho e a competitividade esta mais acirrada. Tendo em vista todos estes conhecimentos. o benefício obtido em virtude da quebra da regra é maior do que o ônus da penalidade. conclui-se que um dos caminhos que estimularia o cumprimento das regras seria estabelecer mecanismos de controle eficientes.

e que este trabalho sirva de fonte de pesquisa acadêmica para estudos futuros. Afinal trata-se de um assunto subjetivo que influencia diretamente na formação do profissional contábil. com honestidade e competência seus esforços e resultados serão revelados para chegar ao profissional que hoje exigem no meio social tanto competitivo. poucos importam com as irregularidades mediante propostas de suborno e/ou benefícios pessoais. para que não deixe um mero capricho de sua fraqueza psicológica levar a ruína sua carreira profissional ainda a percorrer. . mesmo assim.40 3. que mesmo aos poucos. pois é através deste que exercerão suas atividades tendo ciência de suas reais atitudes.2 RECOMENDAÇÕES Observou-se que a maioria dos profissionais contábeis tem plena convicção das penalidades impostas no código de ética contábil e civil. Espera-se. sendo o alicerce para o exercício do contador. recomenda-se que sejam feitos estudos mais aprofundados acerca do Código de Ética Contábil. sendo assim. mas.

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ANEXO .

ao cliente ou empregador.DOS DEVERES E DAS PROIBIÇÕES Art. antes de emitir opinião sobre qualquer caso. zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu cargo.Este Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os contabilistas. II. observada a legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores.44 ANEXO A – CODIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO CONTABILISTA CAPÍTULO I .São deveres do contabilista: I. VI. entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade. V. IV. quando no exercício profissional. inteirar-se de todas as circunstâncias.DO OBJETIVO Art. 1º . inclusive no âmbito do serviço público. comunicar. exercer a profissão com zelo. eventual circunstância adversa que possa influir na decisão daquele que lhe formular consulta ou lhe formular salário ou lhe confiar trabalho. 2º . desde logo. em documento reservado. diligência e honestidade. guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito. estendendo-se a obrigação a sócios e executores. sem prejuízo da dignidade e independência profissionais. ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes. III. logo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou empregador. renunciar às funções que exerce. CAPÍTULO II . a quem deverá notificar com 30 dias de .

é vedado ao contabilista: I. VII. supervisão e fiscalização. serviços oferecidos. zelando. da Organização Contábil ou da classe. auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não decorra exclusivamente de sua prática lícita. evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia. . IV. conteúdo que resulte na diminuição do colega. alheio a sua orientação. ou facilitar. Art. manifestar. a qualquer tempo. direta ou indiretamente. VIII. por qualquer meio. a existência de impedimento para o exercício da profissão.45 antecedência. V.No desempenho de suas funções. II. 3º . sendo sempre admitida a indicação de títulos. quando impedido. em qualquer modalidade ou veículo de comunicação. III. trabalhos realizados e relação de clientes. serviços de qualquer natureza. IX. assumir. informar ao substituto sobre fatos que devam chegar ao conhecimento desse. se substituído em suas funções. exercer a profissão. seja zelando por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da Contabilidade e seu aprimoramento técnico. o seu exercício aos não habilitados ou impedidos. para que os interesses dos mesmos não sejam prejudicados. assinar documentos ou peças contábeis elaborados por outrem. contudo. a fim de habilitá-lo para o bom desempenho das funções a serem exercidas. especializações. ser solidário com movimentos de defesa da dignidade profissional seja propugnado por remuneração condigna. anunciar. com prejuízo moral ou desprestígio para a classe.

XI.46 VI. emitir referência que identifique o cliente ou empregador. XVI. comprovadamente. confiadas. XIV. manter Organização Contábil sob forma não autorizada pela legislação pertinente. aconselhar o cliente ou empregador contra disposições expressas em lei ou contra os Princípios Fundamentais de Contabilidade editados pelo Conselho Federal de Contabilidade. solicitar ou receber do cliente ou empregador qualquer vantagem que saiba para aplicação ilícita. comprovadamente confiados à sua guarda. VII. XIII. tenha tido conhecimento. valer-se de agenciador de serviços. VIII. X. mediante participação desse nos honorários a receber. comprovadamente. prejudicar. reter abusivamente livros. recusar-se a prestar contas de quantias que lhe forem. em publicação em que haja menção a trabalho que tenha realizado ou orientado. . papéis ou documentos. revelar negociações confidenciada pelo cliente ou empregador para acordo ou transação que. exercer atividade ou ligar o seu nome a empreendimentos com finalidades ilícitas. no exercício da profissão. XII. IX. com quebra de sigilo profissional. XV. concorrer para a realização de ato contrário à legislação ou destinado a fraudála ou praticar. salvo quando autorizado por eles. ato definido como crime ou contravenção. interesse confiado a sua responsabilidade profissional. culposa ou dolosamente.

XIX. XVIII. elaborar demonstrações contábeis sem observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade.O Contabilista poderá publicar relatório. assinado e sob sua responsabilidade.47 XVII. Art. depois de regularmente notificado. III. abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua convicção pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas. iludir ou tentar iludir a boa-fé do cliente. mantendo seu laudo no âmbito técnico e limitado aos quesitos propostos. II. 4º . alterando ou deturpando o exato teor de documentos. recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em face da especialização requerida. Art. renunciar à liberdade profissional. XXI. parecer ou trabalho técnicoprofissional. ou da justiça da causa em que estiver servindo. na profissão contábil. abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto de perícia. deverá: I. determinação dos Conselhos Regionais de Contabilidade. bem como fornecendo falsas informações ou elaborando peças contábeis idôneas.O Contador. assistente técnico. 5º . mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração do respectivo laudo. no prazo estabelecido. empregador ou de terceiros. não cumprir. quando perito. auditor ou árbitro. devendo evitar quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficácia e correção de seu trabalho. XX. intitular-se com categoria profissional que não possua. .

sempre que solicitado. mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em condições de exercer efeito sobre peças contábeis objeto de seu trabalho. II. abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente informado e munido de documentos. 6º .O Contabilista deve fixar previamente o valor dos serviços. 2º. VIII. considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos sobre peças contábeis observando as restrições contidas nas Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. o vulto. o tempo que será consumido para a realização do trabalho. assinalar equívocos ou divergências que encontrar no que concerne à aplicação dos Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. respeitando o disposto no inciso II do Art. a complexidade e a dificuldade do serviço a executar. VI.48 IV. VII. IX. papéis de trabalho. considerando os elementos seguintes: I. CAPÍTULO III . . a relevância.DO VALOR DOS SERVIÇOS PROFISSIONAIS Art. de preferência por contrato escrito. V. relativos e outros documentos que deram origem e orientaram a execução do seu trabalho. considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo submetido a sua apreciação. atender à Fiscalização dos Conselhos Regionais de Contabilidade e Conselho Federal de Contabilidade no sentido de colocar à disposição desses. III. a possibilidade de ficar impedido da realização de outros serviços.

10 . CAPÍTULO IV . V. mesmo na condição de empregado. 7º .DOS DEVERES EM RELAÇÃO AOS COLEGAS E À CLASSE Art. abster-se de fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras. em consonância com os postulados de harmonia da classe.O Contabilista poderá transferir o contrato de serviços a seu cargo a outro Contabilista.O Contabilista deve. apreço e solidariedade. habitual ou permanente. Art.O Contabilista poderá transferir parcialmente a execução dos serviços a seu cargo a outro Contabilista. preferencialmente por escrito. abster-se da aceitação de encargo profissional em substituição a colega que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão ou da .O espírito de solidariedade. respeito. observar as seguintes normas de conduta: I. não induz nem justifica a participação ou conivência com erro ou com atos infringentes de normas técnicas ou legais que regem o exercício da profissão. mantendo sempre como sua a responsabilidade técnica. em relação aos colegas. 8º . o local em que o serviço será prestado. com a anuência do cliente. Parágrafo Único . o resultado lícito favorável que para o contratante advirá com o serviço prestado. II. a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual.49 IV.A conduta do Contabilista com relação aos colegas deve ser pautada nos princípios de consideração. Parágrafo Único . Art.É vedado ao Contabilista oferecer ou disputar serviços profissionais mediante aviltamento de honorários ou em concorrência desleal. Art. VI. 9º .

não formular juízos depreciativos sobre a classe contábil. acatar as resoluções votadas pela classe contábil. pela dignidade profissional e pelo aperfeiçoamento de suas instituições. V. VI. zelar pelo cumprimento deste Código. 11 . inclusive quanto a honorários profissionais. VII. intelectual e material. salvo circunstâncias especiais que justifiquem a sua recusa. que deles não tenha participado. . desde que permaneçam as mesmas condições que ditaram o referido procedimento. admitindose a justa recusa. zelar pelo prestígio da classe. prestar seu concurso moral. iniciativas ou de soluções encontradas por colegas. aceitar o desempenho de cargo de dirigente nas entidades de classe. IV. evitar desentendimentos com o colega que vier a substituir no exercício profissional Art.50 classe. III. apresentando-os como próprio. com relação à classe. III. IV.O Contabilista deve. observar as seguintes normas de conduta: I. jamais utilizar-se de posição ocupada na direção de entidades de classe em benefício próprio ou para proveito pessoal. II. jamais apropriar-se de trabalho.

13 . Censura Reservada. prestação de relevantes serviços à Contabilidade. II.Na hipótese do incisa III. falta cometida em defesa de prerrogativa profissional. originariamente.Na aplicação das sanções éticas são consideradas como atenuantes: I. aos Conselhos Regionais de Contabilidade. 12. que funcionarão como Tribunais Regionais de Ética. com a aplicação de uma das seguintes penalidades: I. 12 . facultado recurso dotado de efeito suspensivo. Art. Parágrafo Único . ausência de punição ética anterior. Censura Pública.DAS PENALIDADES Art. III. Parágrafo Primeiro . segundo a gravidade.51 CAPÍTULO V . interposto no prazo de trinta dias para o Conselho Federal de Contabilidade em sua condição de Tribunal Superior de Ética.A transgressão de preceito desse Código constitui infração ética. o Tribunal Regional de Ética Profissional deverá recorrer "ex officio" de sua própria decisão (aplicação de pena de Censura Pública). II.O recurso voluntário somente será encaminhado ao Tribunal Superior de Ética se o Tribunal Regional de Ética respectivo mantiver ou reformar parcialmente a decisão. III. Parágrafo Segundo .O julgamento das questões relacionadas à transgressão de preceitos do Código de Ética incumbe. do art. (1) . Advertência Reservada. sancionada.

Quando se tratar de denúncia. (1) Art. quando atingido.O Contabilista poderá requerer desagravo público ao Conselho Regional de Contabilidade. O Conselho Regional de Contabilidade comunicará ao denunciante a instauração do processo até trinta dias após esgotado o prazo de defesa. no exercício de sua profissão.52 Parágrafo Terceiro . 14 . pública e injustamente. .

somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito. os prepostos são pessoalmente responsáveis. No exercício de suas funções.Do Contabilista e outros Auxiliares Art.406. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente. ainda que não autorizados por escrito. os mesmos efeitos como se o fossem por aquele. Art. 1. cujo instrumento pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor .177. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos. solidariamente com o preponente. e. perante terceiros. por qualquer dos prepostos encarregados de sua escrituração. Parágrafo único. pelos atos culposos. Parágrafo único.CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO LEI Nº 10. pelos atos dolosos. salvo se houver procedido de má-fé. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento. 1. DE 10 DE JANEIRO DE Seção III . praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa. perante os preponentes.53 ANEXO B .178. produzem.

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