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2011

Lógica e Álgebra de Boole

Capítulo I

ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES

Marcos J. Bastos Figueiredo

FANESE

Lógica e Álgebra de Boole Capítulo I ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES Marcos J. Bastos Figueiredo FANESE
2011 Lógica e Álgebra de Boole Capítulo I ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES Marcos J. Bastos Figueiredo FANESE

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u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Capítulo I – ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES

Objetivos do Capítulo:

Após o estudo deste capítulo, você será capaz de:

Identificar proposições simples e compostas.

 

Determinar o valor lógico de uma proposição.

Construir tabelas-verdade.

 

Usar os símbolos formais da lógica proposicional.

 

Criar uma linguagem simbólica através do uso de proposições e dos conectivos lógicos.

Classificar

as

proposições

em

Tautologia,

Contradição

e

Contingência.

 

Reconhecer implicações e equivalências lógicas.

 

Realizar a negação dos conectivos lógicos.

Determinar as proposições associadas ao Condicional.

 

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1. O QUE É LÓGICA?

O uso da lógica, de forma corriqueira, está, geralmente, relacionado à

racionalidade e à coerência. Associa-se, freqüentemente, lógica apenas à

Matemática, não se percebendo sua relação e aplicabilidade com as demais ciências.

Podemos relacionar a lógica com a “correção do pensamento”, pois uma das suas preocupações é determinar quais operações são válidas e quais não são, fazendo análises das formas e leis do pensamento. Como filosofia, ela procura saber por que pensamos assim e não de outro jeito. Com arte ou técnica, ela nos ensina a usar corretamente as leis do pensamento.

Poderíamos dizer, também, que a lógica é a “arte de pensar bem”, que é a “ciência das formas do pensamento”, visto que, a forma mais complexa do pensamento é o raciocínio e, a lógica, estuda a “correção do raciocínio”.

Podemos ainda dizer, que a lógica tem em vista a “ordem da razão”. Isso dá a entender que a nossa razão pode funcionar de forma desordenada.

Por isso, a lógica estuda e ensina a colocar “ordem no pensamento”. Desenvolvida inicialmente por Aristóteles em 330 a.C., a lógica ou raciocínio lógico é expresso fundamentalmente por designações e proposições que exprimem juízo falso ou verdadeiro.

e, o pensamento lógico

A lógica

geralmente é criativo e inovador.

fundamenta

os

raciocínios, as

ações

1.1– LÓGICA PROPOSICIONAL

FRASE é o elemento de comunicação que relaciona palavras entre si de modo a estabelecer uma mensagem com sentido completo.

As frases podem ser de vários tipos:

a) Declarativa Ex.: O sol é uma estrela. JONOFON é professor de Raciocínio Lógico. Eduardo Ubirajara é professor de Sociologia.

b) Interrogativa Ex.: Onde você mora? Onde você estuda? Aonde você vai?

c) Exclamativa Ex.: Parabéns! Feliz Natal! Feliz Páscoa!

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d) Imperativa Ex.: Leia aquele livro. Escreva uma poesia.

No caso da frase imperativa, por não possuir sujeito determinado, não podemos utilizar em lógica, uma vez que, não é uma frase declarativa.

A linguagem natural (ou formal) nem sempre é clara e precisa, sendo muito comum a ocorrência de ambigüidades que geram dúvidas sobre o significado do que se está falando.

Por isso, uns dos objetivos da lógica é estabelecer uma linguagem formal, através da qual se pode expressar com clareza e precisão a emissão de juízo, verdadeiro ou falso para determinadas frases.

PROPOSIÇÃO : é uma frase declarativa (com sujeito e predicado) à qual pode ser atribuído sem ambigüidade, um dos valores lógicos verdadeiro (V) ou falso (F).

Não se pode atribuir um valor verdadeiro ou falso, às demais frases como as interrogativas, as exclamativas e as imperativas, embora elas também expressem juízos.

Somente às frases declarativas, podem-se atribuir valores de verdadeiro ou falso, o que ocorre quando a frase é, respectivamente, confirmada ou negada.

Para efeito de classificar as proposições em Verdadeiras ou Falsas, e desenvolver a teoria de modo consistente, a Lógica Matemática obedece às seguintes leis do pensamento:

I) PRINCÍPIO da NÃO-CONTRADIÇÃO – Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa simultaneamente.

II) PRINCÍPIO do TERCEIRO EXCLUÍDO – Toda proposição ou é verdadeira ou é falsa, não havendo nunca um meio termo.

Pelos dois princípios anteriores temos que: Toda proposição tem um, e somente um dos valores lógicos, verdade ou falsidade. Por este motivo, chamamos a Lógica Matemática de bivalente.

Exemplos:

1) São proposições:

a) 3 + 4 = 7 (Verdadeiro)

b) 5 > 8 (Falso)

c) O Brasil é penta campeão de futebol masculino. (Verdadeiro)

d) A Terra gira em torno do Sol. (Verdadeiro)

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e) O Japão fica na Europa. (Falso)

f) O Brasil fica na América do Sul. (Verdadeiro)

g) A lua é de queijo. (Falso)

2) Não são proposições:

a) 3 + 5

b) Você foi aprovado em Lógica?

c) A sopa de cebola.

d) Feche a porta.

e) Preste atenção ao semáforo!

f) Abra a janela!

As proposições classificam-se em: simples ou atômicas e compostas ou moleculares.

SIMPLES ou atômicas: são aquelas que não contém nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma.

minúsculas

Indicaremos,

em

geral,

tais

proposições,

por

letras

(utilizaremos a porção do alfabeto a partir da letra p).

Exemplos:

p: O número 11 é impar.

q: O número 16 é um quadrado perfeito.

r: O México fica na América do Norte.

COMPOSTAS

pela

combinação de duas ou mais proposições simples, relacionadas pelos conectivos lógicos.

As proposições compostas são, geralmente, representadas por letras maiúsculas do nosso alfabeto.

ou

moleculares:

são

aquelas

formadas

Exemplos:

P:

Q: Se Jô Soares é gordo, então é inteligente.

R: Mariana é bonita e Játila é inteligente.

1 + 2 = 3

se, e somente se, 2 ≠ 1.

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S: Sempre que chove, o trânsito fica congestionado.

T: Ana sente dor de estômago ou dor de cabeça.

1.2 - CONECTIVOS LÓGICOS

São palavras ou expressões usadas para formar novas proposições a partir de outras.

Os conectivos lógicos usuais em Lógica são:

Notação

Conectivo

 

Denominação

 

não

~ ou

┐ ou

'

Negação

 

E

 

Λ

 

Conjunção

 

Ou

 

V

 

Disjunção Inclusiva ou Disjunção

ou

ou

 

V

 

Disjunção Exclusiva

se,

então

 

Condicional

se, e somente se

Bicondicional

1.2.1-VALOR LÓGICO

O valor lógico de uma proposição é a verdade (V) se a proposição for

verdadeira e é a falsidade (F) se a proposição for falsa.

Notação: V(p) indica o valor lógico da proposição p

V(p) = V ou V(p) = F

O valor lógico de uma proposição composta depende exclusivamente dos

valores lógicos das suas proposições e dos conectivos lógicos que as ligam.

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1.2.2 - TABELA-VERDADE

O valor lógico de uma proposição composta depende dos valores lógicos das

proposições componentes, e se determina por um algoritmo chamado tabela-verdade, no qual figuram todos os possíveis valores lógicos da proposição composta, correspondentes a todas as possíveis atribuições dos valores lógicos das proposições simples componentes. É uma maneira prática de dispor organizadamente os valores lógicos envolvidos em uma proposição composta.

Para a proposição simples (p), tem-se:

P
P
V
V
F
F

Tabela-verdade

O

número de linhas distintas de uma tabela-verdade é dado por 2 n , onde n é

o

número de proposições e 2 representa o número de valores lógicos possíveis

(V ou F).

Proposição composta por 2 proposições simples (p, q).

p

q

V

V

4 Linhas

V

F

F

V

F

F

Proposição composta por 3 proposições simples (p, q, r).

p

q

r

V

V

V

V

V

F

V

F

V

 

8 Linhas

V

F

F

F

V

V

F

V

F

F

F

V

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F

F

F

2.0 – OPERACÕES LOGICAS SOBRE PROPOSICÕES

Quando raciocinamos, efetuamos operações sobre proposições, que obedecem às regras de um cálculo, chamado Cálculo Proposicional que é semelhante ao da Aritmética sobre números.

Veremos, a seguir, as operações lógicas fundamentais.

2.1 – OPERAÇÃO NEGAÇÃO: “NÃO” ( ~ )

Definição:

Chama-se negação de uma proposição p, a proposição, denotada por “ ~ p ” , lê-se “não p”, cujo valor lógico é a verdade (V) quando é falsa e a falsidade (F) quando é verdadeira.

Observação: podemos representar a negação também por: ┐p ou p’

Se V(p) = V então V( p’) = F

Se V(q) = F então V( ┐q) = V

Logo, a negação de uma proposição, apresenta valor lógico oposto ao da proposição dada.

A tabela-verdade da operação negação é:

Observações:

p ~p V F F V
p
~p
V F
F V

1) A proposição ~ (~ p) é equivalente à proposição p.

2) A negação de uma negação significa fazer uma afirmação.

Exemplos:

1) Dada a proposição:

p: “O Sol é um planeta”. A sua negação é:

~p: O Sol não é um planeta;

p’: É falso que o Sol é um planeta;

┐p: Não é verdade que o Sol é um planeta.

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2) Dada a proposição:

q: “A Terra é plana”. A sua negação é:

~ q: A Terra não é plana;

┐q: É falso que a Terra é plana;

q': Não é verdade que a Terra é plana.

2.2 – OPERAÇÃO CONJUNÇÃO: ¨E¨ (Λ)

Definição:

Chama-se conjunção de duas proposições p e q, a proposição denotada por “ p ^ q ” , cujo valor lógico é a verdade quando p e q são verdadeiras e a falsidade nos demais casos.

Notação: p Λ q (lê-se: p e q)

Usam-se, freqüentemente, na linguagem natural, outras formas para indicar uma conjunção, tais como:

Exemplos:

mas;

também;

além disso.

P: Renata é chata e Simone é linda.

Q: Renata é gente fina, mas Adriana é chata.

R: Paulo é médico, além disso é árbitro de futebol.

S: A colheita não foi boa, também não há água suficiente.

A conjunção de duas proposições (p Λ q) é verdadeira se, e somente se, cada componente for verdadeira.

p

q

p

Λ

q

V

V

V

V

F

F

F

V

F

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A tabela-verdade da operação

Conjunção é:

Exercício resolvido:

1)

Dadas as proposições:

F

F

F

p: O presidente Getúlio Vargas era gaúcho.

q: O presidente Tancredo Neves era carioca.

Determine o valor lógico da proposição p^q .

Solução:

O valor lógico de cada proposição é: V(p)= V e V(q)=F

Através da tabela-verdade da conjunção, tem-se:

p

q

p ^q

V

V

V

V

F

F

F

V

F

F

F

F

Então, a proposição p^q será a falsidade, pois a conjunção somente é verdadeira, quando ambas as proposições forem verdadeiras.

2.3 – OPERAÇÃO DISJUNÇÃO:

2.3.1 – Disjunção Inclusiva: ¨OU¨ (v)

Definição:

Chama-se disjunção inclusiva ou simplesmente disjunção de duas proposições

p e q, a proposição denotada por “ p v q “ , cujo valor lógico é a falsidade(F),

quando o valor lógico das proposições p e q forem falsos e, a verdade(V),

quando pelo menos uma das proposições for verdadeira.

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Notação: p v q (lê-se: p ou q).

A disjunção de duas proposições (p v q) é falsa se, e somente se, todas as componentes forem falsas.

A tabela-verdade da disjunção

inclusiva é:

Exemplos:

p

Q

p v q

V

V

V

V

F

V

F

V

V

F

F

F

P: Renata é chata ou Simone é linda.

Q: Renata é feia ou Simone é chata.

Exercício resolvido:

1) Dadas as proposições:

p: Aécio Neves é governador do Estado de Santa Catarina.

q: José Serra é governador do Estado do Rio de Janeiro.

Determinar o valor lógico da proposição: p v ~q

Solução:

O valor lógico de cada proposição é: V(p)= F , V(q)=F e V(~q)=V

Através da tabela-verdade da disjunção, temos:

p

q

~q

p v ~q

V

V

F

V

V

F

V

V

F

V

F

F

F

F

V

V

Então, a proposição p v ~q será a verdade, pois a disjunção somente é falsa quando ambas as proposições são falsas.

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2.3.2 - Disjunção Exclusiva:¨ OU

OU

¨

( V )

Definição:

Chama-se disjunção exclusiva de duas proposições p e q , a proposição

denotada por “ p

valores lógicos das proposições p e q são ambos falsos ou ambos verdadeiros, e a verdade(V) nos demais casos.

Na linguagem normal a palavra “ou” tem dois sentidos, assim, por exemplo, consideremos as seguintes proposições:

q ”, cujo valor lógico é a falsidade(F), quando os

v

P: JONOFON é médico ou professor.

Q: Mário de Oliveira é carioca ou mineiro.

A proposição P indica que pelo menos uma das proposições:

JONOFON é médico“ ou “JONOFON é professor” é verdadeira, podendo ser ambas verdadeiras.

Ou seja:

“JONOFON é médico e professor”.

Na proposição Q, se está a precisar que uma e somente uma das proposições ¨Mário de Oliveira é carioca” ou “Mário de Oliveira é mineiro” é verdadeira, pois não é possível ambas serem verdadeiras.

Ou seja:

“Mário de Oliveira é carioca e mineiro”.

Na proposição P diz-se que “ou” é inclusiva, enquanto que, na proposição Q, diz-se que “ou” é exclusivo.

Em Lógica Matemática, usa-se, habitualmente, o símbolo “v” para “ou” inclusivo e “V” para “ou” exclusivo.

Assim sendo, a proposição P é uma disjunção inclusiva ou apenas disjunção (v), ao passo que a proposição “Q” é uma disjunção exclusiva ( V ).

De modo geral, chama-se disjunção exclusiva de duas proposições “p e q”, a proposição denotada p V q , que se lê:¨ ou p ou q ¨ ou ¨p ou q¨, mas não ambos.

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A tabela-verdade da Disjunção Exclusiva é:

p

q

p V q

V

V

F

V

F

V

F

V

V

F

F

F

A disjunção exclusiva de duas proposições p V q é falsa(F), se e somente se,

todos os componentes forem falsos ou verdadeiros, ou seja V(p)= V(q)= V ou F.

Exemplos:

P: Ou lógica é fácil ou Artur não gosta de lógica.

Q: Ou Ana é filha de Alice ou Érica é filha de Elisa.

R: Alberto é alemão ou espanhol, mas não ambos.

A proposição p V q

≡ (p v q) ^ ~ (p ^ q)

Fazendo a= p v q e b= ~(p ^ q) , através da tabela-verdade, temos:

p

q

p V q

p v q

p Λ q

~ (p Λ q)

 

a Λ b

V

V

F

V

V

F

F

V

F

V

V

F

V

V

F

V

V

V

F

V

V

F

F

F

F

F

V

F

 

.

.

iguais

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Logo:

p V q ( p v q) ^ ~(p ^ q)

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2.4 – OPERAÇÃO CONDICIONAL:

¨SE

ENTÃO

¨ (

)

Definição:

Chama-se proposição Condicional de duas proposições p e q, a proposição

composta denotada por “p q “ , cujo valor lógico é a falsidade(F), quando

p é verdadeira e q é falsa e, nos demais casos, é a verdade(V).

Notação: p

q

( lê-se: Se p, então q)

Outras formas de notação são:

p somente se q; p implica q; p é condição suficiente para q; q é condição necessária para p; Sempre que p, então q; Quando p, então q.

q, se p;

A condicional p q é falsa(F) quando o antecedente(p) é verdadeiro (V) e

o conseqüente(q) é falso(F). Nas outras situações sempre será verdadeira(V).

A tabela-verdade da operação condicional é:

p

q

p

q

V

V

V

V

F

F

F

V

V

F

F

V

Exemplos:

P: Se usar roupa branca, então irá ao cinema.

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Q: Se você estudar, irá passar em Lógica Matemática.

R: Sempre que ganho um presente, fico feliz.

( Se ganho um presente, então fico feliz.)

S: Quando chove, não passeio.

(Se chove, então não passeio.)

Exercício resolvido:

(Analista Fiscal e Controle/AFC/2002)

Ou Lógica é fácil ou Artur não gosta de Lógica. Por outro lado, se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. Daí, segue-se que, se Artur gosta de Lógica, então:

a)

Se Geografia é difícil, então Lógica é difícil;

b)

Lógica é fácil e Geografia é difícil;

c)

Lógica é fácil e Geografia é fácil;

d

Lógica é difícil e Geografia é difícil;

e)

Lógica é difícil ou Geografia é fácil.

Solução:

Vamos representar as proposições simples de cada proposição composta.

Na proposição, ¨Ou Lógica é fácil ou Artur não gosta de Lógica¨, tem-se:

p: Lógica é fácil.

~p: Lógica não é fácil. ( também é correto escrever: Lógica é difícil.)

q: Artur gosta de Lógica.

~q: Artur não gosta de Lógica.

Então, na linguagem simbólica, podemos escrever: p V ~q

(1)

Na proposição ¨ Se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil ¨, tem-se:

r: Geografia é difícil.

~r:Geografia

não

é

difícil.

( também é correto escrever: Geografia é fácil.)

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Escrevendo na linguagem simbólica, temos: ~r → ~p (2)

No enunciado temos a seguinte proposição simples: ¨Artur gosta de Lógica¨, à qual, por convenção, atribuiremos valor lógico verdadeiro, logo V(q)=V e V(~q)= F

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Como V(q)= V, então podemos determinar p na proposição (1), uma vez que, devemos considerar todas as proposições compostas verdadeiras, então:

V( p V ~q ) = V

V(p)

V

V(~q) = V

V(p)

V

(F) = V

(V) V (F)

= V

Então, p somente poderá ser a verdade, pois a disjunção exclusiva somente é verdadeira quando as proposições têm valores lógicos diferentes.

Logo, se V(p)=V e V(~p)=F , da proposição (2), obtemos r, então:

V(~r → ~p) = V

V(~r) → V(~p) = V

V(~r) → (F) = V

(F) (F) = V

Então, V (~ r ) somente poderá ser falso, pois o condicional é falso quando

ocorrer (V)(F)

Os valores lógicos são: V(p)=V, V(~p)=F, V(q)=V, V(~q)=F, V( r)=V e V(~r)=F

Analisando

simbólica, tem-se:

cada

alternativa

e

transformando-as

para

a

linguagem

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a) r → ~p

(V)(F) = F

b) p ^ r

(V) ^ (V) = V

c) p ^ ~r

(V) ^ (F) = F

d) ~p ^ r

(F) ^ (V) = F

e) ~p v ~r

(F) v (F) = F

Resposta: letra b

2.5 – OPERACAO BICONDICIONAL: ¨SE, E SOMENTE SE¨ (

)

Definição:

Chama-se

proposição

Bicondicional

de

duas

proposições

p

e

q,

a

proposição denotada por “ p q “, cujo valor lógico é a verdade(V),

quando

p e q são verdadeiras ou falsas, e a falsidade(F) nos demais casos.

Notação: p

q (lê-se: p se, e somente se, q).

Outra forma de ler o bicondicional é:

p é condição necessária e suficiente para q;

q é condição necessária e suficiente para q.

A proposição bicondicional p q só é verdadeira quando V(p) = V(q), caso contrário é falsa.

A tabela-verdade da operação bicondicional é:

p q

p

q

V

V

V

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Exemplos:

V

F

F

F V

F

F F

V

P: Edson falou a verdade se, e somente se, Geraldo mentiu. Q: Jorge mentir é condição necessária e suficiente para Anália mentir.

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Exercício resolvido: (ESAF-MPU/2004)

Sabe-se que João estar feliz é condição necessária para Maria sorrir e condição suficiente para Daniela abraçar Paulo. Sabe-se, também, que Daniela abraçar Paulo é condição necessária e suficiente para Sandra abraçar Sérgio. Assim, quando Sandra não abraça Sérgio:

a) João está feliz, Maria não sorri, Daniela abraça Paulo;

b) João não está feliz, Maria sorrir, Daniela não abraça Paulo;

c) João está feliz, Maria sorri , Daniela não abraça Paulo;

d) João não está feliz, Maria não sorri , Daniela não abraça Paulo;

e) João não está feliz, Maria sorri, Daniela abraça Paulo.

Solução:

Da proposição “Sabe-se que João estar feliz é condição necessária para Maria sorrir e condição suficiente para Daniela abraçar Paulo” , vamos relacionar as proposições simples, logo:

p: João estar feliz.

q: Maria sorrir.

r: Daniela abraçar Paulo.

Na linguagem simbólica, lembrando da teoria do bicondicional, tem-se:

p é condição suficiente para

r :

p → r

(1)

q é condição necessária para p:

q → p

(2)

Da proposição ¨ Sabe-se, também, que Daniela abraçar Paulo é condição necessária e suficiente para Sandra abraçar Sérgio¨, tem-se:

s: Sandra abraçar Sérgio.

~s: Sandra não abraça Sérgio.

Na linguagem simbólica, temos: r ↔ s

(3)

O enunciado fornece uma proposição simples ~s: Sandra não abraça Sérgio, à qual, por convenção, será verdadeira, então: V(~s)=V e V(s)=F

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Devemos, sempre, considerar todas as proposições compostas verdadeiras e, sendo V(s)= F , de (3), teremos r:

V( r ↔ s) = V

V(r) ↔V(s) = V

V(r) ↔ (F) = V

(F) (F) = V

Então, V(r) somente poderá ser falso, verdadeiro.

Da proposição (1), poderemos encontrar p, então:

para que o bicondicional seja

V(p → r) = V

V(p) →V(r) = V

V(p) → (F) = V

(F) (F) = V

Então, V(p) é falso, para que o condicional seja verdadeiro.

Da proposição (2), encontraremos q, logo:

V(q → p) = V

V(q) → V(p) = V

V(q) → (F) = V

V(q) = F

Os valores lógicos das proposições simples são:

p: João estar feliz;

V(p)=F

~p: João não estar feliz;

V(~p)=V

q: Maria sorrir;

V(q)=F

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~q: Maria não sorrir;

V(~q)=V

r: Daniela abraçar Paulo;

V( r)=F

~r: Daniela não abraçar Paulo;

V( ~r)=V

s: Sandra abraçar Sérgio;

V(s)=F

~s: Sandra não abraçar Sérgio.

V(~s)=V

Escrevendo as alternativas com os valores lógicos, tem-se:

a) F, V, F

b) V, F, V

c) F, F, V

d) V, V, V

e) V, F, F

Resposta: letra d

2.6 – USO DE PARÊNTESIS

É necessário o uso de parêntesis na simbolização das proposições para evitar qualquer tipo de ambigüidade.

Assim, por exemplo, a expressão p v q ^ r colocada entre parêntesis, dá lugar, às duas seguintes proposições: (a) (p v q) ^ r e (b) p v ( q ^ r) , que não têm o mesmo significado, pois na (a) temos uma conjunção e na (b) temos uma disjunção.

Analogamente, a expressão p ^

q

parêntesis, às seguintes proposições:

a) ( p ^ q) (r v s)

b) p ^ ( q (r v s))

r

v

s dá lugar, colocando-se o

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c) (p ^ ( qr)) v s

d) p ^ ( ( qr) v s)

e) ((p ^ q) r) v s

Sendo que, duas quaisquer delas, não têm o mesmo significado.

Por outro lado, em muitos casos, parêntesis podem ser suprimidos, a fim de simplificar as proposições simbolizadas, desde que, nenhuma ambigüidade venha a ocorrer.

A ordem de precedência para os conectivos é:

1) Negação: ~ 2) Conjunção: ^ 3) Disjunção: v

4) Condicional:

5) Bicondicional:

Portanto, o conectivo mais “fraco” é a negação e, o mais “forte”, é o bicondicional.

Assim, por exemplo, a proposição: pq r ^ s é uma bicondicional e

nunca uma condicional ou conjunção.

Exercícios propostos: Grupo A

25 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

1) Sejam as proposições:

p: Fernanda está doente.

q: Fernanda está com febre.

Escrever na linguagem natural, as seguintes proposições:

a)

~p

f) ~p ^ ~q

b)

p ^ q

g) ~p v q

c)

p v q

h) p ~q

d)

p ~q

i) ~~p

e)

q p

j) ( p ^ ~q) p

2)

Dadas as proposições:

p: Paulo é bonito.

q: Paulo é alto.

Escrever na linguagem simbólica, as seguintes proposições:

a)

Paulo é alto e bonito.

b)

Paulo é bonito, mas é baixo.

c)

Não é verdade que,Paulo é bonito ou baixo.

d)

Paulo nem é bonito e nem é alto.

e)

Paulo é bonito ou é feio e alto.

f)

É falso que, Paulo é feio ou que não é alto.

3)

Sejam as proposições:

p: Tiago é pobre.

q: Alfredo é feliz.

Escrever na linguagem natural, as seguintes proposições:

26 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

a)

q

p

d) ~p q

b)

p v ~q

e) ~~q

c)

~p q

f) ( ~p v q) q

4)

Dadas as proposições:

p: Ana fala inglês.

q: Ana fala francês.

r: Ana fala alemão.

Escrever na linguagem simbólica, as seguintes proposições:

a) Ana fala francês e inglês ou não fala francês nem alemão.

b) Não é verdade que, Ana fala francês e que não fala inglês.

c) É falso que, Ana fala inglês ou alemão, mas não fala francês.

Exercícios propostos: Grupo B

1) Seja p: 2+1=3 e q:

Exercícios propostos: Grupo B 1) Seja p: 2+1=3 e q: =4. Determinar o valor lógico (

=4. Determinar o valor lógico ( V ou F) de cada uma

das seguintes proposições:

a) p ^ ~q

b) p v ~q

c) ~p ^ q

d) ~p ^ ~q

2) Determinar proposições:

o

valor

lógico

e) ~p v ~q f) ~(~p ^ ~q) g) p ^ (~p ^ q) h) (~p ^ q) v (p ^ ~q)

(V

ou

F)

de

cada

uma

das

seguintes

a) 1 > 0 ^ 3 + 2 = 5

b) 3 = 3 v

c) Se 10 – 2 = 7, então 3³ = 27

= 5

d) 0 > 1 ^

e) Não é verdade que, 8 é um número ímpar

f) É falso que, Salvador é a capital da Bahia

= 27 = 5 d) 0 > 1 ^ e) Não é verdade que, 8 é

= 27 = 5 d) 0 > 1 ^ e) Não é verdade que, 8 é

= 4

27 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

g) Não é verdade que, 8:1 = 9 e 8 – 1 = 6

h) É falso que, 3 : 3 = 6 ou

i) ~( 3 – 1 = 2 → 2² = 5)

j) ~( 3 . 2 = 9 ↔ 5 – 1 = 4)

~( 3 – 1 = 2 → 2² = 5) j) ~( 3 . 2 =

= 0

k) Se Aracaju é a capital do Amazonas, então Pedro Álvares Cabral descobriu a América.

3) Determinar V(p) em cada um dos seguintes casos, sabendo-se que:

a) V(p→q) = V e V(p^q)=F

b) V(p→q) = V e V(pvq)= F

c) V(p↔q) = V e V(p^q)=V

d) V(p↔q) = V e V(pvq)=V

e) V(p↔q) = F

e V(~pvq)=V

4) Determinar V(p) e V(q) em cada um dos seguintes casos, sabendo-se que:

a) V(p→q) = V

e

V (p^q) = F

b) V(p→q) = V

e

V(pvq) = F

c) V(p↔q) = V e V(p^q) = V

d) V(p↔q) = V e V(pvq) = V

e) V(p↔q) = F e V(~pvq) = V

5) Sabendo-se que os valores lógicos das proposições p, q, r e s são, respectivamente, V, V, F e F, determinar o valor lógico (V ou F) de cada uma das seguintes proposições:

a) ( r → p) v ( s → p)

b) r→ p ↔ ( ~p ↔ r)

c) ~(p^q) ↔ ~p v ~q

d) p→~q ↔(p v r) ^ r

e) (q^r) ^s → ( p ↔s)

f) ~( (pvs) ^ ( s ^ r))

2.7 – TAUTOLOGIA

Definição:

28 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Uma proposição composta é uma tautologia quando o seu valor lógico é sempre a verdade (V), quaisquer que sejam os valores lógicos das proposições componentes.

Exemplo:

Dada a proposição P: Chove ou não chove.

Sejam p:chove

Elaborando a tabela-verdade, podemos observar que, a última coluna é composta somente de V’s.

e ~p: não chove, então P: p V ~p

p

~ p

p v ~ p

V

F

V

F

V

V

Logo, p v ~ p é uma tautologia.

Exercício resolvido:

Demonstrar, através de tabela-verdade, que a proposição (p → ~q ) V q uma tautologia.

é

Solução:

Fazendo a tabela-verdade da proposição, tem-se:

p

q

~q

p → ~q

(p→~q) v q

V

V

F

F

V

V

F

V

V

V

F

V

F

V

V

F

F

V

V

V

Logo, a proposição ( p → ~q) V q é uma tautologia, pois sempre será verdadeira, independentemente dos valores lógicos de p e q.

2.8 – CONTRADIÇÃO

Definição:

29 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Uma proposição composta é uma contradição quando o seu valor lógico é sempre a falsidade (F), quaisquer que sejam os valores lógicos das proposições componentes.

Exemplo:

Dada a proposição Q: Chove e não chove .

Sejam p:chove e ~p:não chove , então Q: p ^ ~p

Fazendo a tabela-verdade, observa-se que, a última coluna é formada apenas por F’s.

p

~ p

p Λ ~ p

V

F

F

F

V

F

Logo, p Λ ~ p é uma contradição.

Exercício resolvido:

Demonstrar,

através

de

tabela-verdade,

que

a

(~p v ~q) ↔ ( p ^ q) é uma contradição.

Solução:

Elaborando a tabela-verdade, tem-se:

proposição

p

q

~p

~q

~p v ~q

p ^ q

( ~p v ~q )

↔ ( p ^ q)

V

V

F

F

F

V

F

V

F

F

V

V

F

F

F

V

V

F

V

F

F

F

F

V

V

V

F

F

Portanto, a proposição (~p v ~q) ↔ ( p^q) é uma contradição, pois sempre será falsa, independentemente dos valores lógicos de p e q.

2.9 – CONTINGÊNCIA OU INDETERMINADA

Definição:

30 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Uma proposição composta é denominada contingência ou indeterminada, quando não é uma tautologia e nem uma contradição.

Exemplo: Seja a proposição

R: Três é um número par se, e somente se, o homem é imortal.

Então, p: Três é um número par.

q: O homem é imortal.

Na linguagem simbólica: p ↔ q

Elaborando a tabela-verdade, a última coluna é formada de V’s e de F’s.

p

q

p ↔ q

V

V

V

V

F

F

F

V

F

F

F

V

Logo, a proposição p ↔q , é uma contingência

Exercício resolvido:

Demonstrar, através de tabela-verdade, que a proposição ~[(p ^ q) ↔ (p v q)] é uma contingência.

Solução:

Utilizando-se da tabela-verdade temos:

p q

p^q

pv q

(p^q) ↔ ( p v q)

~[(p^q) ↔ (p v q)]

31 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

 

V

V

V

V

V

F

V

F

F

V

F

V

F

V

F

V

F

V

F

F

F

F

V

F

Portanto, a proposição ~[(p^q) ↔ (p v q)] é uma contingência, pois é composta de V’s e de F’s independentemente dos valores lógicos de p e q.

Exercícios propostos: Grupo C

1) Verificar se as seguintes proposições são tautológicas:

a) p v (p →(q ^ ~p))

b) (p → (q ^ r)) → (p→r)

c) (p ^ q) → (p v q)

d) [(p v q) ^ (p ^ s)] → p

2) Classificar as seguintes proposições em Tautologia, Contradição ou

Contingência:

a) (p v (p ^ q)) ↔ p

b) (~p ^ ~q) v (p→q)

c) ( p v ~q) ↔ ( p→~q)

d) (p→q) → ((p v r) ↔(q ^ r))

e) (p→q) v ( q ^ r)

f) ~( (p→q) → ((p→q) v r) )

2.10 – IMPLICAÇÃO e EQUIVALÊNCIA LÓGICA

2.10.1 – IMPLICAÇÃO LÓGICA

Definição:

Dadas as proposições compostas P e Q, diz-se que ocorre uma implicação lógica entre P e Q, quando a proposição condicional P → Q é uma tautologia.

32 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Notação: P Q

Exemplo: Mostrar que:

a) ( p ^q)

p

b) [ p ^ ( p → q)]

q

c) [ (p→q) ^ (q→r)] ( p → r)

d) (p→q) [ (p^r) →(q→r)]

Solução:

Através da tabela-verdade, poderemos verificar se ocorre uma tautologia, então:

a)

p

q

p^q

(p^q) →p

V

V

V

V

V

F

F

V

F

V

F

V

F

F

F

V

A proposição é uma tautologia, logo ocorre uma implicação lógica.

b)

p

q

p→q

p ^(p→q)

[p ^(p→q)]→q

33 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

V

V

V

V

V

V

F

F

F

V

F

V

V

F

V

F

F

V

F

V

A proposição é uma tautologia, então ocorre uma implicação lógica.

c)

p

q

r

p→q

q→r

(p→q) ^ (q→r)

p→r

[(p→q)^(q→r)] → (p→r)

V

V

V

V

V

V

V

V

V

V

F

V

F

F

F

V

V

F

V

F

V

F

V

V

V

F

F

F

V

F

F

V

F

V

V

V

V

V

V

V

F

V

F

V

F

F

V

V

F

F

V

V

V

V

V

V

F

F

F

V

V

V

V

V

A proposição é uma tautologia, então ocorre uma implicação lógica.

d)

p

q

r

p→q

p ^ r

q→r

(p^r) →(q→r)

(p→q) → [ (p^r)→(q→r)]

V

V

V

V

V

V

V

V

V

V

F

V

F

F

V

V

V

F

V

F

V

V

V

V

V

F

F

F

F

V

V

V

F

V

V

V

F

V

V

V

F

V

F

V

F

F

V

V

F

F

V

V

F

V

V

V

F

F

F

V

F

V

V

V

A proposição é uma tautologia, logo ocorre uma implicação lógica.

2.10.2- EQUIVALÊNCIA LÓGICA

Definição:

34 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Dadas as proposições compostas P e Q, diz-se que ocorre uma equivalência lógica, entre P e Q, quando suas tabelas-verdade forem iguais.

Notação: P ≡ Q

ou

P Q

Exemplo: Mostrar que:

a) (p →q) ^ (q→p) ≡ p ↔q

b) (p ^q) ~(~p v ~q)

Solução:

a)

p

q

p→q

q→p

p↔q

(p→q) ^(q→p)

V

V

V

V

V

V

V

F

F

V

F

F

F

V

V

F

F

F

F

F

V

V

V

V

 

iguais

A proposição é uma equivalência lógica, pois suas tabelas-verdade são iguais.

b)

p

Q

p ^q

~p

 

~q

~p v ~q

 

~( ~p v ~q)

V

V

V

F

F

F

V

V

F

F

F

V

V

F

F

V

F

V

 

F

V

F

F

F

F

V

 

V

V

F

 

↑ .

.

.

.

.

.

.

.

.

iguais

 

.

.

.

.

.

.

.

35 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

A proposição é uma equivalência lógica, pois suas tabelas-verdade são iguais.

Exercícios propostos: Grupo D

1) Demonstrar por tabelas-verdade que:

a) q (pq)

b) (p v q) p

c) ( p ~q) (pq)

d) p ^ (q ^ r) (pq)

2) Demonstrar por tabelas-verdade que:

a) p q

~p v q

b) p ^ (q ^ r ) (p ^ q) ^ r

c) p v ( q v r ) (p v q) v r

36 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

d) ~( p ^ q ) ~p v ~q

e) ~(p v q )

~p ^ ~q

f) p ^ ( q v r ) ( p ^ q ) v ( p ^ r )

g) p v ( q ^ r ) ( p v q ) ^ ( p v r )

h) p q

( pq ) ^ (qp)

3 – NEGAÇÃO DAS OPERAÇÕES LÓGICAS

3.1 – NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO

Dadas as proposições p e ~ (~ p), vamos construir suas tabelas-verdade:

p

~ p

~ (~ p)

V

F

V

F

V

F

.

.

iguais

Conclusão: ~ (~ p) = p

Logo, a negação de uma negação é uma afirmação.

37 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Exemplo:

A proposição “Não é verdade que Mário não é estudioso” é logicamente equivalente à “Mário é estudioso”.

Solução:

Sejam:

p: Mário é estudioso.

~ p: Mário não é estudioso.

~(~ p): Não é verdade que Mário não é estudioso.

Então:

p = ~ ( ~p)

Portanto, a negação da negação é uma afirmação.

Logo, as proposições são equivalentes.

3.2 – NEGAÇÃO DA CONJUNÇÃO

Dadas as proposições ~ tabelas-verdade:

(p

Λ

q)

e

~

p

v

~

q, vamos construir suas

p

q

p Λ q

~(p Λ q)

~ p

~ q

~ p v ~ q

V

V

V

F

F

F

F

V

F

F

V

F

V

V

F

V

F

V

V

F

V

F

F

F

V

V

V

V

 

iguais

Logo:

~ (p Λ q) ≡ ~ p v ~ q

( 1ª Lei de DeMORGAN )

38 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Exemplo:

Provar que a proposição composta P:Não é verdade que a comida é farta e saborosa” é logicamente equivalente à proposição Q: “A comida não é farta ou não é saborosa”.

Solução:

Para comprovar a afirmação, deveremos enumerar as proposições simples:

p: a comida é farta.

q: a comida é saborosa.

~p: a comida não é farta.

~q: a comida não é saborosa.

Escrevendo a proposição composta P na linguagem simbólica, temos:

P: ~ (p ^ q)

Aplicando a

conjunção, obtemos:

Lei de DeMORGAN, pois a proposição é a negação de uma

~ (p Λ q)

~ p v ~ q

Na linguagem natural, temos:

“A comida não é farta ou não é saborosa.”

Portanto, a afirmação é verdadeira, ou seja, P ≡ Q

3.3 – NEGAÇÃO DA DISJUNÇÃO

Dadas as proposições ~(p v q) verdade:

e

~ p Λ ~ q, vamos construir suas tabelas-

p

q

p v q

~(p v q)

 

~ p

~ q

~ p Λ ~ q

V

V

V

F

F

F

F

V

F

V

F

F

V

F

F

V

V

F

V

F

F

F

F

F

V

V

V

V

 

.

.

.

.

.

.

. iguais

39 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Logo:

~(p v q) ≡ ~ p ^ ~ q

( 2ª LEI de DeMORGAN)

Exemplo:

Provar que a proposição Q: ¨Não é verdade que 2 é número par ou 3 é número ímpar ¨ é logicamente equivalente à proposição R: ¨2 não é número par e 3 não é número ímpar¨

Solução:

Enumerando as proposições simples, temos:

p: 2 é número par.

q: 3 é número ímpar.

~p: 2 não é número par.

~q: 3 não é número ímpar.

Escrevendo a proposição composta Q, na linguagem simbólica, temos:

Q: ~ ( p v q)

Aplicando a 2ª LEI de DeMORGAN, pois a proposição é a negação da disjunção, temos:

~( p v q) ≡

~p ^ ~q

Na linguagem natural,temos:

¨ 2 não é número par e 3 não é número ímpar ¨.

Logo, as proposições Q e R são equivalentes.

Exercícios resolvidos:

1) Dar a negação, em linguagem natural, de cada uma das seguintes proposições:

a) A lógica é fácil e Pedro será aprovado.

b) Maria é bonita ou não é elegante.

c) Não chove ou faz frio.

d) Não está frio ou não está chovendo.

e) O pai de Agnaldo é gaúcho ou sua mãe é alagoana.

f) Samuel estuda Medicina Veterinária,mas Rafael não estuda Engenharia Florestal.

40 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Solução:

a) Nomeando as proposições simples, temos:

p: A lógica é fácil.

~p: A lógica não é fácil.

q: Pedro será aprovado. ~q: Pedro não será aprovado.

ou ~p: A lógica é difícil.

ou

~q: Pedro será reprovado.

Escrevendo a proposição na linguagem simbólica,teremos:

( p ^ q)

Determinando a negação da proposição, obtemos:

~( p ^ q)

Agora, aplicando a LEI de DeMORGAN, temos:

~(p^q) ≡ ~p v ~q

Na linguagem natural, a proposição será:

“A lógica não é fácil ou Pedro não será aprovado”.

Também, é correto escrever na linguagem natural, da seguinte forma:

“A lógica é difícil ou Pedro será reprovado”.

b) Enumerando as proposições simples, temos:

p: Maria é bonita. ~p: Maria não é bonita. q: é elegante. ~q: não é elegante.

ou ~p: Maria é feia.

41 | C a p í t u l o

I

Á l g e b r a

d a s

P r o p o s i ç õ e s

Escrevendo na linguagem simbólica e aplicando DeMORGAN, temos:

~(p v ~q) = ~p ^ ~(~q) = ~p ^ q