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IV ENCONTRO IBERO-AMERICANO DE COLETIVOS ESCOLARES E REDES DE PROFESSORES QUE FAZEM INVESTIGAÇÃO NA SUA ESCOLA

FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES MEDIADA PELA UNIVERSIDADE: UM


COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO REGIONAL DA EDUCAÇÃO

Maria Selma Grosch


Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Linha de trabalho: Formação docente continuada

A formação continuada: parcerias e competências no desenvolvimento da educação


regional

A Universidade, na perspectiva de se consolidar como instância mediadora da formação


humana, tem na formação inicial e continuada dos educadores a responsabilidade no sentido de
situar-se como catalizadora das expectativas e necessidades prementes que emergem do local de
trabalho e atuação destes profissionais: a Escola; na articulação com as políticas da instância
regional: a Coordenadoria Regional de Educação e na interpretação das políticas e pressupostos das
medidas educacionais em nível nacional o Ministério da Educação, socializando e discutindo as
premissas que fundamentam as políticas públicas que norteam a formação destes profissionais.

Histórico da parceria da Universidade com a GEREI/ Blumenau

A Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina, a partir de 1999, implantou o


Programa de Capacitação Descentralizada, plano que previa a disponibilização de recursos
financeiros a serem gerenciados pelos diretores-gestores na Escola, administrando a capacitação de
professores, de forma autônoma.
Com a descentralização dos recursos a serem administrados pelos gestores, diretamente na
Unidade Escolar, o planejamento da capacitação, desde a idealização, o estudo das necessidades
emergenciais, a contratação de docentes para a formação continuada, passa a ser de
responsabilidade dos gestores escolares.
A partir das novas políticas de descentralização de recursos, iniciou-se um processo de
constituição da autonomia da Escola, no sentido de criar mecanismos de discussão do grupo de
professores em sua respectiva Unidade Escolar acerca das suas necessidades de atualização e
qualificação docente, constituindo-se, sem dúvida, num avanço no processo de formação dos
educadores e conseqüentemente, em condições mais concretas para a reflexão da prática
pedagógica.
A Universidade Regional de Blumenau- FURB tem se constituído, por sua vez, na principal
instância formadora de professores, mantendo cursos de Pedagogia e Licenciaturas, nos quais se dá
a formação inicial em nível superior destes profissionais. Por outro lado, também os professores
universitários que atuam nestes cursos têm sido chamados a contribuir no programa de capacitação
descentralizada, fazendo a sua inserção na Escola, como docentes. Neste sentido surgiu uma nova
problemática: os professores eram convidados, de acordo com as necessidades da Escola, porém de
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forma individualizada, sem a articulação desses saberes e competências, veiculados por diversos
profissionais, numa mesma Instituição Escolar.
Atentos a esta problemática, observou-se por parte de um grupo de professores da
Universidade a possibilidade de constituir uma parceria Universidade, Coordenadoria Regional e
Escolas, com o objetivo de, num programa de extensão, oferecer assessoria e consultoria nos
projetos de capacitação, na intenção de marcar presença como um elemento catalizador e articulador
das necessidades e perspectivas da escola pública estadual.
No ano de 2001, iniciou-se a coordenação do processo, colocando-se a Universidade de
portas abertas para receber os gestores que estivessem interessados em estabelecer o vínculo de
parceria, trazendo seus projetos de formação, desvelando as suas expectativas, contando mais tarde
com outros profissionais que assumiram a responsabilidade de analisar e interpretar as necessidades
das Escolas, passando a contactar com os professores habilitados para discutir determinadas
temáticas e na Escola, mediar a discussão e reflexão sobre as problemáticas locais,
institucionalizando assim as condições mínimas necessárias a uma assessoria na reflexão teórico-
prática da formação docente nas respectivas Unidades Escolares.
No entanto, após o estabelecimento desta parceria entre a Universidade Regional de
Blumenau, a Coordenadoria Regional de Educação e as Unidades Escolares e lançadas as bases de
um processo que apenas se inicia, surgiu a necessidade de sistematizar um processo de
acompanhamento que pudesse levantar dados significativos acerca desta parceria e da modalidade
de formação, criando condições para uma análise reflexiva sobre os resultados efetivos do programa
de formação continuada na atuação concreta dos educadores em sua prática pedagógica, no
cotidiano escolar.

Razões para a formação continuada numa ação reflexiva

Constatamos no processo de acompanhamento e avaliação que a formação continuada dos


profissionais da educação precisa ser acompanhada de estudos, de reflexão e de contínuas mudanças
e renovações, e nesse sentido buscamos respaldo em (LÜDKE:1996), enfatizando a necessidade de
oportunizar aos professores condições de discutirem suas práticas pedagógicas diferenciadas à luz
de concepções teóricas que possam consolidar estas mesmas práticas, possibilitando, através dos
encontros de professores, uma leitura crítica da prática docente no cotidiano escolar, instigando os
professores a descrever e reescrever seu diário de procedimentos, analisando com o suporte da
literatura específica e da reflexão coletiva.
Foi possível perceber, através de uma análise da experiência, a necessidade da construção e
contínuo estudo do projeto político pedagógico na Escola, em que se privilegie a competência
técnica e o compromisso profissional da docência, na interação pedagógica. E, fundamentalmente,
que se estabeleça no grupo de professores relações de cordialidade e familiaridade no gosto pelo
estudo, respeito à diversidade, às limitações e potencialidades do outro, como elemento co-
participante e constitutivo do grupo e o reconhecimento da necessidade de fundamentos teóricos na
sua formação, acerca da interação pedagógica, fundamental para a comunicação docente. E nesse
sentido buscamos respaldo nas concepções de Paulo Freire:
(...) Quem será capaz de comprometer-se? Somente um ser que é capaz de sair do seu contexto, de
distanciar-se dele para ficar com ele: capaz de admirá-lo, para, objetivando-o, transformá-lo e transformando-o,
saber-se transformado pela sua própria criação; um ser que é e está sendo no tempo que é seu, um ser histórico.
Somente este é capaz, por tudo isto, de comprometer-se. (FREIRE:1979)
Segundo (GADOTTI: 1985), o essencial na formação do professor para uma competente
atuação em sala de aula não é o que ele aprende, porém, tudo o que ele pode aprender. A
comunicação docente pode estabelecer-se sem recursos pedagógicos ou apesar deles, mas é através
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desta comunicação docente que a relação professor-aluno torna-se de fato educadora, portanto
mediadora e transformadora da sociedade.

Limites e possibilidades na formação continuada

Na observação do cotidiano escolar, na perspectiva dos estudos etnográficos embasados nos


estudos de (ANDRÉ:1995) e no acompanhamento dos estágios de Prática de Ensino, nos
deparamos com as dificuldades de se construir a práxis do cotidiano escolar, numa relação dialética
da teoria e prática. Há uma intenção dos professores de estudar, participar da dinâmica de
transformação da prática escolar. Contudo, o processo é lento e muitas vezes contraditório. O
avanço, se percebe, é contínuo; o esforço é grande em superar as próprias limitações e as impostas
pelo sistema. No entanto é necessário criar mecanismos para superar a dicotomia entre a teoria e a
prática, especialmente na formação inicial, quando é possível rever concepções pedagógicas nos
estágios de prática escolar, na perspectiva de pesquisa-ação. O professor precisa desenvolver-se
como um pesquisador de sua ação, refletindo sobre a prática, com apoio da escola e instâncias
superiores, nas relações que ocorrem no campo interativo da aula propriamente dita.
Percebemos, no processo de formação continuada dos professores, a dificuldade de se
construir a disciplina do estudo. Há uma resistência à leitura de textos teóricos, bem como à
interpretação, estudo e reflexão sobre os mesmos. De modo geral os professores preferem mais falar
sobre as questões e dificuldades do dia-a-dia, falando também dos problemas da escola, dos seus
alunos, da família dos alunos e de sua ansiedade quanto à implantação de novos projetos, sem ter o
embasamento teórico, como suporte para estas discussões.
A partir desta constatação, vimos a necessidade de insistirmos na formação continuada e
sistemática com os professores, na perspectiva de pesquisa sobre os desdobramentos da formação
continuada no cotidiano da prática pedagógica. A princípio parece haver a necessidade de, nos Dias
de Estudos na escola, fomentar questionamentos dirigidos sobre os textos lidos, abordando de
forma incisiva a reflexão sobre a disciplina do estudo, a fim de que se forme o hábito e o gosto pela
busca das respostas às suas dúvidas, nos pressupostos teóricos, sem esperar respostas prontas ou
sugestões de encaminhamentos metodológicos, que venham supostamente solucionar os problemas
levantados. Nesse sentido ANDRÉ (1997) enfatiza que o estudo do cotidiano escolar é fundamental
para se compreender o papel socializador que a escola desempenha na construção de saberes
acadêmicos ou na veiculação de crenças e valores e, além disso tudo, é preciso um interesse
especial em ampliar o conhecimento já disponível, o que vai exigir do grupo uma atitude humilde e
constante de busca e de possibilidades de novas descobertas.

A possibilidade do registro e da reflexão

Nesta perspectiva parece-nos importante que os professores estudem a possibilidade de


registrar sobre as questões relativas ao cotidiano da sala de aula, como um diário de constatações,
para que possam posteriormente, em ocasiões de estudos, refletir sobre a prática escolar,
distanciando-se do objeto, para poder observá-lo de forma crítica.
Na abordagem dos estudos de REGO (1995), os postulados de Vygotsky parecem apontar
para a necessidade de criação de uma escola bem diferente da que conhecemos. Uma escola em que
as pessoas possam dialogar, duvidar, discutir, questionar e compartilhar saberes. É necessário que
possamos partilhar de um espaço para a transformação, para as diferenças, para o erro, para as
contradições, para a elaboração mútua e para a criatividade. Os professores necessitam constituir
espaços em que se privilegie a autonomia, onde possam pensar, alunos e professores, refletindo
sobre o próprio processo de construção de conhecimentos e ter acesso a novas informações,
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buscando refletir sobre estas informações num grupo de estudos que se reúna periodicamente na sua
instituição escolar, para a discussão desses postulados.
Nesse sentido, é necessário levantar as dificuldades para a criação do estudo sistematizado e
do registro reflexivo, ou até mesmo da produção de textos de caráter científico que viabilizem a
comunicação das experiências em seminários de formação de professores ultrapassando a discussão
do caráter empírico da prática pedagógica. As condições concretas do trabalho no magistério
público apresentam desafios na forma de impecilhos burocráticos e administrativos que podem
comprometer as intenções de superação das limitações nas interlocuções diárias dos professores.
Para o enfrentamento das questões relacionadas à organização escolar temos discutido com
os professores, nos encontros de formação continuada, sobre a possibilidade de criar o hábito do
registro sistemático das ações didáticas, dos projetos desenvolvidos em sala de aula, possibilitando
assim a comunicação e socialização das experiências bem sucedidas, e mesmo aquelas que se
revelaram ineficazes, a fim de avançar na reflexão teórico/prática que pode conter elementos
desencadeadores das discussões presenciais nos encontros de formação.
Temos acompanhado algumas iniciativas de professores que já têm sentido a necessidade de
desenvolver familiaridade com a organização de idéias de forma sistematizada, na condição de
artigos com suporte teórico, que ensaiam um modo de teorizar a própria prática, tentando encontrar
um fundamento científico para o que estão realizando cotidianamente. Essas iniciativas têm
significado para nós um avanço e o desenho de novos horizontes para o fortalecimento da parceria
entre a Universidade e a escola pública na formação continuada dos profissionais da educação.

A articulação da formação com o PPP da escola

A partir deste estudo constatamos mais uma vez que na relação educativa, principalmente no
que concerne ao planejamento efetivo da prática pedagógica, é necessário que o professor saiba
onde quer ir, quais são seus horizontes e objetivos. Nesse sentido FREIRE (1979, p.16) reafirma
que “[...] só é capaz de comprometer-se com um projeto político pedagógico quem possa sair de
seu contexto, distanciando-se dele para ficar com ele, capaz de admirá-lo, para, objetivando-o,
transformá-lo, e transformando-o, saber-se transformado pela sua própria criação [...]”, ainda
segundo Paulo Freire, “[...]um ser que é e está sendo no seu mundo, um ser histórico cultural [...]”,
este sim é capaz de comprometer-se com a mudança na prática pedagógica do cotidiano .
Neste estudo constatamos que o comprometimento do professor com a qualidade na
educação está intimamente ligado ao conhecimento sobre os fatores interacionais na comunicação
docente, oferecendo-lhe subsídios para o embasamento teórico relativo às questões didático-
pedagógica, que possibilitem a consecução de um projeto de práticas pedagógicas dialógicas e
interativas, reconhecendo o contexto político social da comunidade na qual a escola está inserida,
levando em consideração as experiências histórico-sociais dos alunos envolvidos no ato pedagógico.
Consideramos fundamental a partir deste estudo a necessidade de construirmos um projeto
político pedagógico de formação continuada que privilegie a competência técnica e o compromisso
profissional na docência, estabelecendo com os professores relações de cordialidade e familiaridade
no gosto pelo estudo e a reflexão, respeitando a diversidade, as potencialidades e limitações dos
seus colegas como elementos únicos e constitutivos do grupo, como base para a construção dos
saberes relacionados à comunicação docente e à discussão sobre as condições de trabalho na
educação.
No entanto, a possibilidade de o professor ter as condições necessárias à sua formação
continuada e constituição de um compromisso político a partir de uma formação sólida em
pressupostos teóricos não esgota as possibilidades de análise desta questão. Aqui entra um
componente fundamental, presente na ação ético-política: a vontade, a intencionalidade do gesto de
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educador. O que o educador decide fazer com o saber é extremamente importante para que sua ação
seja qualificada de competente.
Segundo MOSQUERA (1976), o professor como pessoa tem um passado histórico que não
se mede apenas pelo currículo, formação pedagógica ou instrumentalização técnica; mas também e
principalmente pelas experiências que realizou, pelas transformações que conseguiu desencadear
através de comportamento sucessivos, no transcorrer de sua história profissional.
Na concepção de Vygotsky (1989), os conceitos são entendidos como um sistema de
relações e generalização. É o grupo cultural no qual o indivíduo se desenvolve que vai lhe fornecer
o universo de significados possibilitando a formulação de conceitos e categorias entendidos por este
grupo. Nesta perspectiva a linguagem do grupo cultural no qual o professor está inserido se
desenvolve e dirige o processo de uma fundamentação conceitual que irá provocar o diálogo entre
os seus pares.

Perspectivas de continuidade

Numa proposta para a formação do professor pesquisador sugerimos que na formação


inicial, colegial ou acadêmica, como também na formação continuada, em serviço, sejam elaborados
projetos de pesquisa na escola, com a observação e descrição de práticas educativas, de cultura das
aulas, no nível empírico, buscando a explicação dessas práticas tomando como referência o
conhecimento teórico acerca da interação pedagógica, suscitando estudos e reflexões para a
compreensão das razões implícitas nestas práticas, num nível de totalidade, buscando conhecer os
determinantes históricos, políticos e sociais do ato educativo e, finalmente, elaborando propostas
alternativas para uma nova prática escolar.
Na avaliação dos professores que participaram dos encontros de formação, é possível
perceber um sentimento de confiança depositada na parceria com a Universidade, apontando para a
necessidade de fomentar-se discussões de nível teórico sobre a práticas que acontecem na escola,
oferecendo um patamar sólido para as interlocuções entre seus pares.
Se conseguirmos efetuar esta reflexão com competência profissional, na disciplina do
estudo, estabelecendo uma relação dialética entre a teoria e a prática, o trabalho concreto da sala de
aula poderá servir como fonte de reavaliação de teorias pedagógicas, bem como para um
encaminhamento de procedimentos metodológicos que privilegiem a interação pedagógica como
elemento constitutivo da aprendizagem e desenvolvimento, sendo razão de estudos intensivos na
Universidade, através da formação inicial dos professores nas Licenciaturas.
Para o enfrentamento dessas questões, julgamos necessário que a Universidade se coloque
ao lado dos professores, partilhando de suas angústias, empenhando solidariedade, não deixando de
lado os propósitos de desenvolvimento de uma leitura crítica da prática pedagógica, porém sem cair
na tendência da denúncia pela denúncia, da crítica pela crítica, e, sobretudo, voltando-se para uma
pesquisa que não seja na escola, mas com a escola, num processo compartilhado.
A partir deste estudo é possível avaliar o significativo avanço e a solidificação do programa
de formação continuada, bem como na constituição do grupo de pesquisa e avaliação,
caracterizando-se realmente como uma aprendizagem para todos, Unidades Escolares, Gerência
Regional de Educação e Universidade. Há muito que se pesquisar, analisar, avaliar e qualificar, mas
certamente têm se revelado como uma forma consistente de aproximação da Universidade e da
Escola Pública Estadual, e isto, com certeza, pode se tornar também uma instância avaliadora dos
projetos político pedagógicos da formação inicial dos profissionais da educação, na Universidade
Regional de Blumenau-FURB.
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Referências

ANDRÉ, Marli, Eliza D. de. Etnografia da Prática Escolar .Campinas: Papirus, 1995
FREIRE, Paulo.Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
GADOTTI, Moacir. Comunicação Docente. São Paulo: Ed Loyola, 1985.
GROSCH, Maria Selma. Fundamentos da Interação Pedagógica na Dinâmica da Prática
Escolar. Orientador: Prof. Dr. Lauro Carlos Wittmann – PPGE - Universidade Regional de
Blumenau – FURB.
LÜDKE, Menga e ANDRÉ, Marli D. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas – Temas
Básicos de Educação e Ensino. São Paulo: EPU, 1986.
MOSQUERA, Juan José Moriño. O Professor como Pessoa. Porto Alegre: Ed. Sulina, 1976.
PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA, Síntese Teórica e Práticas Pedagógicas.
Florianópolis, 1998, Laboratório de Ensino à Distância, Facículos 1 a 5.
VYGOTSKY, L.S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.