Norma Portuguesa

Béton Partie 1: Spécification, performances, production et conformité Concrete Part 1: Specification, performance, production and conformity

NP EN 206-1 2007

Betão Parte 1: Especificação, desempenho, produção e conformidade

ICS 91.100.30 DESCRITORES Tecnologia do cimento e do betão; betões; materiais de construção; padrões de comportamento; especificações; ensaios; sistemas de classificação; condições de entrega; apresentação das mercadorias; controlo da qualidade; produção; composição; símbolos; verificação; inspecção; definições; bibliografia CORRESPONDÊNCIA Versão portuguesa da EN 206-1:2000 + A1:2004 + A2:2005

HOMOLOGAÇÃO Termo de Homologação N.º 225/2007, de 2007-06-28 A presente Norma resultou da revisão da NP EN 206-1:2005 + A2:2006 + Emenda 1:2006 + Emenda 2:2007

ELABORAÇÃO CT 104 (ATIC) 2ª EDIÇÃO Junho de 2007 CÓDIGO DE PREÇO X021

© IPQ reprodução proibida

Rua António Gião, 2 2829-513 CAPARICA

PORTUGAL

Tel. + 351-212 948 100 Fax + 351-212 948 101 E-mail: ipq@mail.ipq.pt Internet: www.ipq.pt

Preâmbulo Nacional
As duas Emendas E1:2006 e E2:2007 à NP EN 206-1:2005, homologadas pelo IPQ em 2006-06-09 e 2007-06-28, respectivamente, e que se encontram já integradas no texto desta Norma, foram necessárias pelas seguintes razões: 1 – Terem sido publicadas as Normas Europeias harmonizadas (ENh) de constituintes do betão (como as cinzas volantes, a sílica de fumo, as escórias granuladas de alto forno moídas e os agregados leves) e as revisões doutras ENh (como as dos adjuvantes e dos cimentos), sem que o Comité Europeu de Normalização (CEN) tivesse publicado uma norma que consolidasse as três publicações (EN 206-1 + A1 + A2) num único documento. Tal levou a que, logo que estas ENh foram transpostas para Normas Portuguesas e foram publicadas (ou estejam para o ser muito proximamente), tivessem que ser indicadas no Anexo Nacional (informativo) com a equivalência entre as Normas Europeias (EN) e as Nacionais (NP EN). 2 – Ser insuficiente a abordagem da durabilidade do betão na EN 206-1, como aliás a própria Norma reconhece, conduzindo a que fosse recentemente completada e actualizada com Especificações LNEC que estabelecem as metodologias adequadas tendo em conta o desenvolvimento técnico-científico mais recente. Tornou-se assim necessário integrar, no Documento Nacional de Aplicação correspondente a algumas secções da NP EN 206-1 e por elas permitido, as disposições daquelas Especificações, de forma a tornar mais eficaz a sua aplicação, esclarecendo simultaneamente as categorias da vida útil de projecto das obras em betão e a obrigação da sua fixação no projecto da obra, sem o que aquelas disposições nacionais não são aplicáveis. 3 – Ser necessário introduzir algumas correcções editoriais pontuais. Face ao acima referido a presente Norma engloba, como texto consolidado, as seguintes Normas: • NP EN 206-1:2005 (a qual inclui o A1:2004) • NP EN 206-1:2005/Emenda 1:2006 • NP EN 206-1:2005/A2:2006 • NP EN 206-1:2005/Emenda 2:2007

NORMA EUROPEIA EUROPÄISCHE NORM NORME EUROPÉENNE EUROPEAN STANDARD
ICS: 91.100.30

EN 206-1
Dezembro 2000

+ A1
Julho 2004

+ A2
Junho 2005

Substitui a ENV 206:1990 Versão portuguesa Betão Parte 1: Especificação, desempenho, produção e conformidade

Beton Teil 1: Festlegung, Eigenschaften, Herstellung und Konformität

Béton Partie 1: Spécification, performances, production et conformité

Concrete Part 1: Specification, performance, production and conformity

A presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN 206-1:2000 + A1:2004 + A2:2005, e tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade. Esta Norma Europeia e as suas Emendas A1 + A2 foram ratificadas pelo CEN em 2000-05-12, 2003-10-22 e 2005-05-12, respectivamente. Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define as condições de adopção desta Norma Europeia e das suas Emendas, como norma nacional, sem qualquer modificação. Podem ser obtidas listas actualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN. A presente Norma Europeia existe nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma versão noutra língua, obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua nacional, e notificada ao Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Republica Checa, Suécia e Suíça.

CEN
Comité Europeu de Normalização Europäisches Komitee für Normung Comité Européen de Normalisation European Committee for Standardization Secretariado Central: rue de Stassart 36, B-1050 Bruxelas © 2000 Direitos de reprodução reservados aos membros do CEN Ref. nº EN 206-1:2000 + A1:2004 + A2:2005 Pt

NP EN 206-1 2007
p. 4 de 84

Índice

Página 2 8 9 10 12 12 14 15 15 19 20 20 21 25 27 27 28 33 35 37 38 38 39 40 41

Preâmbulo Nacional ................................................................................................................................ Preâmbulo da EN 206-1:2000 ................................................................................................................. Preâmbulo da Emenda A1:2004 à EN 206-1:2000................................................................................ Preâmbulo da Emenda A2:2005 à EN 206-1:2000................................................................................ Introdução ................................................................................................................................................ 1 Objectivo e campo de aplicação........................................................................................................... 2 Referências normativas ........................................................................................................................ 3 Definições, símbolos e abreviaturas .................................................................................................... 3.1 Termos e definições............................................................................................................................. 3.2 Símbolos e abreviaturas....................................................................................................................... 4 Classificação .......................................................................................................................................... 4.1 Classes de exposição relacionadas com acções ambientais................................................................. 4.2 Betão fresco ......................................................................................................................................... 4.3 Betão endurecido ................................................................................................................................. 5 Requisitos para o betão e métodos de verificação.............................................................................. 5.1 Requisitos básicos para os materiais constituintes .............................................................................. 5.2 Requisitos básicos para a composição de betão................................................................................... 5.3 Requisitos relacionados com as classes de exposição ......................................................................... 5.4 Requisitos para o betão fresco ............................................................................................................. 5.5 Requisitos para o betão endurecido ..................................................................................................... 6 Especificação do betão.......................................................................................................................... 6.1 Generalidades ...................................................................................................................................... 6.2 Especificação do betão de comportamento especificado..................................................................... 6.3 Especificação do betão de composição prescrita................................................................................. 6.4 Especificação do betão de composição prescrita em norma................................................................

...................... 9...................................................................................................................................................................................................................... 9....... 9........................................................... 8............................................................. 8 Controlo da conformidade e critérios de conformidade ..... 7............................ 7............................. 10.................................................................................... 9 Controlo da produção .................... 7............................... fiscalização e certificação do controlo da produção....................................... 42 42 42 43 44 44 44 44 45 51 51 52 52 52 53 54 54 54 55 56 56 61 61 61 61 ......................................................................................................3 Controlo da conformidade do betão de composição prescrita.......................................................................................................................................1 Informação do utilizador do betão para o produtor ..........................4 Ensaios .................................................................................NP EN 206-1 2007 p...... 9........ 8...................................................................................3 Guia de remessa do betão pronto...... 7............................................................1 Generalidades ........................................................................................2 Informação do produtor do betão para o utilizador ........... 11 Designação para o betão de comportamento especificado......1 Generalidades ............ 10 Avaliação da conformidade ........................................................................2 Avaliação......................................2 Sistemas de controlo da produção ............................................................................................................5 Consistência na entrega ...........................5 Composição do betão e ensaios iniciais ........................ 9..................................................................................................................2 Controlo da conformidade do betão de comportamento especificado .................................................................. 9.................................................... 8................................................................................8 Amassadura do betão...... 7...................................................... 9........................................ equipamento e instalações ...................................................................3 Registos e outros documentos ..........................................................................7 Doseamento dos materiais constituintes............ 8........................... 9............................................................9 Procedimentos para o controlo da produção ........................................................1 Generalidades ....................................................................................................................................................................................................4 Informação na entrega para betão fabricado no local..............................6 Pessoal..... 5 de 84 7 Entrega do betão fresco ....................................................... 9..................4 Acções em caso de não-conformidade do produto......................... 10..... incluindo de composição prescrita em norma...............................

...........3.................................................................................................................................. DNA 5............................................................................ Anexo C (normativo) Disposições para a avaliação...... Anexo E (informativo) Recomendações sobre a aplicação do conceito de desempenho equivalente do betão ..........................2 – Valores limites para a composição do betão ...3........................................... DNA 5.....................................................................4................................................................................................................................................................. Anexo Nacional (informativo) Correspondência entre documentos normativos europeus e nacionais ...............6............ Anexo H (informativo) Disposições adicionais para betão de alta resistência.....................................................................................................1 – Generalidades.................................3 – Métodos de especificação do betão baseados no desempenho ........2 – Dosagem de cimento e razão água/cimento .....................................2 – Informação do produtor do betão para o utilizador................................... Documento Nacional de Aplicação...................................................................................2.............2 – Equipamento de dosagem ...........................................7 – Teor de cloretos........... DNA 7..........................3 – Conceito de desempenho equivalente do betão...........2...........................1..................................................................................................................... DNA 9.............................................................................................................2..................1 – Classes de exposição ambiental relacionadas com acções ambientais....... Anexo F (informativo) Valores limite recomendados para a composição do betão.................. DNA 5........................... DNA 5............................. DNA 5.............................3........................... DNA 5...................................................... 6 de 84 Anexo A (normativo) Ensaios iniciais ......... Anexo B (normativo) Ensaio de identidade para a resistência à compressão . DNA 5.......... Anexo D (informativo) Bibliografia..............NP EN 206-1 2007 p...........................................................................................2.................1 – Generalidades................ 63 65 67 70 71 72 73 76 78 80 82 82 82 82 82 82 83 83 83 84 84 84 84 .................................................................................................. DNA 4.................................2............................................................................3................................. fiscalização e certificação do controlo da produção ..................4 – Resistência à reacção álcalis-sílica................................ DNA 5.....................................................................................................5............................ DNA 5.................. Anexo J (informativo) Métodos de especificação do betão baseados no desempenho que considerem a durabilidade........1 – Generalidades..............5............................ Anexo K (informativo) Famílias de betões .....................

NP EN 206-1 2007 p. se relevantes Quadro 21 – Tolerâncias para o doseamento dos materiais constituintes Quadro 22 – Controlo dos materiais constituintes Quadro 23 – Controlo do equipamento Quadro 24 – Controlo dos procedimentos de produção e das propriedades do betão . as normas dos materiais constituintes e as normas de ensaio Índice dos quadros Quadro 1 – Classes de exposição Quadro 2 – Valores limite das classes de exposição para o ataque químico proveniente de solos naturais e de águas nele contidas Quadro 3 – Classes de abaixamento Quadro 4 – Classes Vêbê Quadro 5 – Classes de compactação Quadro 6 – Classes de espalhamento Quadro 7 – Classes de resistência à compressão para betão de massa volúmica normal e para betão pesado Quadro 8 – Classes de resistência à compressão para betão leve Quadro 9 – Classes de massa volúmica do betão leve Quadro 10 – Máximo teor de cloretos do betão Quadro 11 – Tolerâncias para valores pretendidos da consistência Quadro 12 – Desenvolvimento da resistência do betão a 20 ºC Quadro 13 – Frequência mínima de amostragem para avaliação da conformidade Quadro 14 – Critérios de conformidade para a resistência à compressão Quadro 15 – Critério de confirmação para os membros da família Quadro 16 – Critérios de conformidade para a resistência à tracção por compressão diametral Quadro 17 – Critérios de conformidade para outras propriedades além da resistência Quadro 18 – Critérios de conformidade para a consistência Quadro 19 – Número aceitável de não-conformidades para os critérios de conformidade aplicáveis a outras propriedades além da resistência Quadro 20 – Registos e outros documentos. 7 de 84 Índice das figuras Figura 1.Relações entre a EN 206-1 e as normas para a concepção e para a execução.

Itália. Países Baixos. a data de anulação (dow) das Normas Nacionais divergentes coincidirá com a data em que as normas a seguir indicadas. produção. Por esta razão. adições. Reino Unido. 8 de 84 Preâmbulo da EN 206-1:2000 A presente Norma foi elaborada pelo Comité Técnico CEN/TC 104 ”Concrete and related products”. mas elas não estarão todas disponíveis como Normas Europeias à data da publicação da presente Norma. França. Em particular. . Áustria. conforme os casos. seja por por adopção. a presente Norma deve ser implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha. reconsideração dos requisitos de cura. Grécia. o produtor e o utilizador. Finlândia. De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC. Irlanda. bem como as normas de ensaio correspondentes. reconsideração da exactidão dos instrumentos de pesagem. identificação da partilha das responsabilidades técnicas entre o especificador. A presente Norma só pode ser utilizada em associação com as normas de produto. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). cujo secretariado é assegurado pelo DIN. disposições relativas ao controlo da conformidade. A presente Norma Europeia. extensão das classes de resistência. consideração das adições na determinação da razão água/cimento e da dosagem de cimento. o mais tardar até Junho de 2001 e as normas nacionais divergentes devem ser anuladas o mais tardar até Dezembro de 2003. Portugal. seja por por publicação de um texto idêntico. ou com as especificações equivalentes. Os aspectos relacionados com a execução foram. aos critérios da conformidade e aos ensaios de identidade. Espanha. Noruega. Suécia e Suiça. Bélgica. relativas aos materiais constituintes (cimento. adjuvantes e água de amassadura) e com os métodos de ensaio do betão correspondentes. anula e substitui a Pré-Norma Europeia ENV 206:1990 “Betão – Comportamento.NP EN 206-1 2007 p. colocação e critérios de conformidade” que serviu de base à preparação da presente Norma. agregados. República Checa. A presente Norma Europeia substitui a ENV 206:1990. Luxemburgo. A esta Norma Europeia deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional. requisitos para a durabilidade. principalmente no que respeita às condições ambientais. Islândia. ou tiverem o estatuto requerido pela presente Norma. O contexto em que a presente Norma funciona é ilustrado na Figura 1. em conjunto com secções da ENV 13670-1* (Execução de Estruturas de Betão). a preparação da presente Norma deu lugar à revisão dos seguintes pontos: extensão do sistema de classificação do betão. Estas normas de produto e de ensaio estão em preparação no CEN. disposições para a avaliação da conformidade. em geral. classes de resistência para o betão leve. transferidos para a ENV 13670-1* ou outras normas relevantes. ficarem disponíveis e em vigor como Normas Europeias ou Normas ISO. Dinamarca.

Irlanda. Húngria. B e C são normativos. seja por adopção. J e K são informativos.NP EN 206-1 2007 p. República Checa. e as normas nacionais divergentes devem ser anuladas o mais tardar em Janeiro de 2005. Suécia e Suíça. Noruega. Grécia. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). Lituânia. De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC. Islândia. Estónia. a presente Norma deve ser implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Áustria.Definitions and requirements EN 450* Fly ash for concrete . As emendas e correcções foram integradas no texto desta Norma. specifications and conformity criteria . mortar and grout . Malta. cujo secretariado é assegurado pelo DIN. requirements and quality control EN 13263* Sílica fume for concrete . Itália. Esta Emenda cobre matérias para as quais foi identificada pelo CEN/TC 104 “Concrete and related products”. Letónia.Part 2: Concrete admixtures .Specification for sampling.Definitions. Chipre. A numeração e os títulos nesta Emenda correspondem aos da EN 206-1 a que as emendas e correcções se aplicam**. França. Dinamarca. Preâmbulo da Emenda A1:2004 à EN 206-1:2000 Esta Emenda A1 à Norma Europeia EN 206-1:2000 foi elaborada pelo Comité Técnico CEN/TC 104 “Concrete and related products”. Portugal. A esta Emenda à Norma Europeia EN 206-1:2000 deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional. H.Part 1: Common cements EN 12620* Aggregates for concrete EN 13055-1* Light-weight aggregates . E. as mixing water for concrete EN 934-2* Admixtures for concrete. Reino Unido. Polónia.Definitions. Bélgica. testing and assessing the suitability of water. Espanha. a necessidade de emendas ou correcções à EN 206-1:2000. seja por publicação de um texto idêntico. Os Anexos D. Países Baixos. including water recovered from processes in the concrete industry. Luxemburgo. o mais tardar em Janeiro de 2005.Composition. Eslováquia. F.Part 1: Light-weight aggregates for concrete and mortar EN 1008* Mixing water for concrete . 9 de 84 EN 197-1* Cement . ** . Finlândia. Eslovénia. G. requirements and conformity control Os Anexos A.

Grécia. A esta Emenda à Norma Europeia EN 206-1:2000 deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional. Noruega. Islândia. Estónia. Eslovénia. Malta. Portugal. a presente Norma deve ser implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Áustria. Letónia. República Checa. Irlanda. Dinamarca.NP EN 206-1 2007 p. De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC. o mais tardar em Dezembro de 2005. Lituânia. EN 206-1:2000/A2:2005. Reino Unido. A numeração e os títulos do presente documento correspondem aos da EN 206-1 para os quais as emendas e as correcções se aplicam**. seja por publicação de um texto idêntico. Este documento cobre matérias em relação às quais o CEN/TC 104 “Concrete and related products” identificou ser necessário introduzir emendas ou correcções. . cujo secretariado é assgurado pelo DIN. Luxemburgo. Itália. Espanha. ** Nota Nacional: As emendas e correcções foram integradas no texto desta Norma. seja por adopção. 10 de 84 Preâmbulo da Emenda A2:2005 à EN 206-1:2000 Este documento. Países Baixos. Chipre. foi elaborado pelo Comité Técnico CEN/TC 104 “Concrete and related products”. Polónia. França. Finlândia. Húngria. Eslováquia. Bélgica. e as normas nacionais divergentes devem ser anuladas o mais tardar em Dezembro de 2005. Suécia e Suíça.

Relações entre a EN 206-1 e as normas para a concepção e para a execução..NP EN 206-1 2007 p. as normas dos materiais constituintes e as normas de ensaio . Normas dos produtos prefabricados de betão EN 1992 (Eurocódigo 2) Projecto de estruturas de betão EN 206-1 Betão ENV 13670-1 Execução de estruturas de betão EN 12350 Ensaios do betão fresco EN 12390 Ensaios do betão endurecido EN 197 Cimento EN 450 Cinzas volantes para betão EN 13263 Sílica de fumo para betão EN 934-2 Adjuvantes para betão EN 12620 Agregados para betão EN 13055-1 Agregados leves EN 1008 Água de amassadura para betão EN 12878 Pigmentos EN 13791 Avaliação da resistência do betão nas estruturas EN 12504 Ensaios do betão nas estruturas Figura 1.. 11 de 84 ESTRUTURA EM BETÃO EN .

O betão pode ser amassado no local. Onde tais soluções gerais não foram possíveis. Quando às partes intervenientes forem atribuídas responsabilidades. o CEN/TC 104 concluiu que estes métodos não estão ainda suficientemente desenvolvidos para serem considerados na presente Norma. para o produtor e para o utilizador. secção 6. a presente Norma permite a continuação e o desenvolvimento de tais práticas válidas no local de utilização do betão. pode haver diferentes entidades a especificar requisitos. nas várias fases do projecto e da construção. Nos termos da presente Norma Europeia. as secções relevantes autorizam a aplicação das normas nacionais ou das disposições válidas no local de utilização do betão. como uma abordagem alternativa à baseada na prescrição. o empreiteiro que projecta e constrói). No caso do betão pronto.. Por exemplo. o comprador do betão fresco é o especificador e tem que fornecer a especificação ao produtor. O utilizador é responsável pela colocação do betão na estrutura. Para isso. .e. no uso corrente. Durante o desenvolvimento da presente Norma Europeia. secções 8 e 9. Noutros documentos. Na prática.NP EN 206-1 2007 p. a presente Norma não fornecerá regras para o seu uso. Outros subprodutos de processos industriais.e. estas são de natureza técnica. o empreiteiro. o especificador é responsável pela especificação do betão. e o produtor é responsável pelo controlo da conformidade e da produção. A presente Norma especifica requisitos para: . Enquanto não estiverem disponíveis especificações europeias para estes materiais. a menos que seja declarado o contrário.. A presente Norma abrange também a necessária troca de informação entre as diferentes partes intervenientes. Por outro lado. tais como Relatórios CEN. O CEN/TC 104 continuará a desenvolver a nível Europeu métodos baseados no desempenho para a avaliação da durabilidade. assim como qualquer outro requisito adicional. foi considerada uma abordagem baseada no desempenho para a especificação da durabilidade. etc. 12 de 84 Introdução A presente Norma Europeia destina-se a ser aplicada na Europa em diferentes condições climatéricas e geográficas. são. o especificador.. até chegar ao produtor.os materiais constituintes do betão. A presente Norma Europeia contém regras para o uso de materiais constituintes que estão abrangidos por Normas Europeias. mas reconheceu que alguns Membros do CEN adquiriram confiança em ensaios e critérios locais. o projectista. o subempreiteiro para as betonagens. reportando antes para normas nacionais ou disposições válidas no local de utilização do betão. este conjunto de requisitos é considerado como a "especificação". baseados na experiência local. Os assuntos contratuais não são abordados. materiais reciclados. Cada um é responsável por transmitir os requisitos especificados. outras notas e notas de rodapé são informativas. o cliente. ao interveniente seguinte na cadeia. 1 Objectivo e campo de aplicação A presente Norma Europeia aplica-se ao betão destinado a estruturas betonadas no local. Para contemplar estas situações foram introduzidas classes para as propriedades do betão. p. Por esta razão. são dadas explicações e orientações adicionais para a aplicação da presente Norma. o produtor e o utilizador podem ser a mesma entidade (p. com diferentes níveis de protecção e tendo em conta tradições e experiências regionais bem estabelecidas. estruturas prefabricadas e produtos estruturais prefabricados para edifícios e estruturas de engenharia civil. Porém. As notas e as notas de rodapé dos quadros da presente Norma são normativas. betão pronto ou betão produzido numa fábrica de prefabricados de betão. fez-se uma revisão dos métodos de especificação do betão baseados no desempenho e dos métodos de ensaio. A presente Norma Europeia define tarefas para o especificador.

betão de espuma.as limitações à composição do betão. Outras Normas Europeias para produtos específicos.betão para estradas e outras áreas com tráfego. . podem ser aplicadas as disposições válidas no local de utilização do betão. para além do ar introduzido. A presente Norma não abrange requisitos relacionados com a saúde e segurança para a protecção dos trabalhadores durante a produção e a entrega do betão. . ou noutras Normas Europeias específicas.betão para estruturas de armazenamento de substâncias poluentes..a especificação do betão. betão projectado).betão refractário. . 13 de 84 . .e. A presente Norma Europeia aplica-se ao betão compactado desde que este não tenha. . p.betão para estruturas de armazenamento de resíduos líquidos e gasosos. . ..betão com massa volúmica inferior a 800 kg/m3.a entrega do betão fresco.técnicas especiais (p.betão projectado.NP EN 206-1 2007 p.e.e. podem ser requeridos requisitos adicionais ou diferentes como.betão com a máxima dimensão do agregado inferior ou igual a 4 mm (argamassa). .e. . .1. uma quantidade apreciável de ar ocluído. .e. betão pesado e betão leve. . fibras) ou com materiais constituintes não referidos em 5.betão pré-misturado a seco.betão para estradas e outras áreas com tráfego. . p. produtos prefabricados..betão poroso (betão sem finos).as propriedades de betão fresco e endurecido e a sua verificação. barragens). para: ..os critérios de conformidade e a avaliação da conformidade. Estão em preparação Normas Europeias para: . NOTA: Enquanto estas normas não estiverem disponíveis. .os procedimentos de controlo da produção. .betão para estruturas em grandes massas (p.. ou para processos no âmbito da presente Norma podem exigir ou permitir alterações à presente Norma. A presente Norma aplica-se ao betão de massa volúmica normal. .betão fabricado com outros materiais (p. . A presente Norma não se aplica a: .betão celular. . Noutras partes da presente Norma.

as mixing water for concrete Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 3: Determination of loose bulk density and voids Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 6: Determination of particle density and water absorption Testing fresh concrete – Part 1: Sampling Testing fresh concrete – Part 2: Slump test Testing fresh concrete – Part 3: Vebe test Testing fresh concrete – Part 4: Degree of compactability Testing fresh concrete – Part 5: Flow table test Testing fresh concrete – Part 6: Density Testing fresh concrete – Part 7: Air content of fresh concrete – Pressure methods Testing hardened concrete – Part 1: Shape. requirements and quality control Tests for geometrical properties of aggregates – Part 1: Determination of particle size distribution – Sieving method Admixtures for concrete. aplica-se a última edição da norma a que se faz referência (incluindo emendas). disposições de outras normas. por referência datada ou não. Estas referências normativas são citadas nos locais adequados do texto e as respectivas normas são a seguir enumeradas. podem aplicar-se as disposições válidas no local de utilização do betão** até que a Norma Europeia esteja disponível. secção DNA 2. No caso de haver referência a um projecto de Norma Europeia. Relativamente às referências datadas.NP EN 206-1 2007 p. 14 de 84 2 Referências normativas Esta Norma Europeia inclui.Part 1: Composition. including water recovered from processes in the concrete industry. . as emendas ou posteriores revisões de qualquer uma dessas normas só se aplicam à presente Norma Europeia se nela forem integradas através de emenda ou revisão. EN 196-2* EN 197-1 * Methods of testing cement – Part 2: Chemical analysis of cement Cement . specifications and conformity criteria for common cements Fly ash for concrete – Definitions. Ver Anexo Nacional NA (informativo). mortar and grout – Part 2: Concrete admixtures – Definitions and requirements Mixing water for concrete – Specification for sampling. dimensions and other requirements for test specimens and moulds Testing hardened concrete – Part 2: Making and curing specimens for strength tests Testing hardened concrete – Part 3: Compressive strength of test specimens Testing hardened concrete – Part 6: Tensile splitting strength of test specimens Testing hardened concrete – Part 7: Density of hardened concrete Aggregates for concrete EN 450* EN 933-1* EN 934-2* EN 1008* EN 1097-3* EN 1097-6* EN 12350-1* EN 12350-2* EN 12350-3* EN 12350-4* EN 12350-5* EN 12350-6* EN 12350-7* EN 12390-1* EN 12390-2* EN 12390-3* EN 12390-6* EN 12390-7* EN 12620* ** * Ver Documento Nacional de Aplicação. Relativamente às referências não datadas. testing and assessing the suitability of water.

1.1 betão Material formado pela mistura de cimento.1 Termos e definições Para os fins da presente Norma.2 betão fresco Betão completamente misturado e ainda em condições de poder ser compactado pelo método escolhido.1. requirements and conformity control Water quality – Determination of aggressive carbon dioxide content Metrological aspects of non-automatic weighing instruments Sampling schemes for inspection by attributes – Part 1: Sampling schemes indexed by acceptance quality limit (AQL) for lot-by-lot inspection Sampling procedures and charts for inspection by variables by percent nonconforming Surface active agents – Determination of pH of aqueous solutions – Potentiometric method Water quality – Determination of ammonium – Part 1: Manual spectrometric method Water quality – Determination of ammonium – Part 2: Automated spectrometric method Water quality – Determination of calcium and magnesium – Atomic absorption spectrometric method Assessment of water. aplicam-se os seguintes termos e definições: 3. . 3.NP EN 206-1 2007 p. símbolos e abreviaturas 3. soil and gases for their aggressiveness to concrete – Part 2: Collection and examination of water and soil samples Test method for air content of freshly mixed concrete by the volumetric method Measuring systems for liquids (Organisation Internationale de Métrologie Légale) Directive of the Council of 20 June 1990 for the harmonisation of the regulations of the Member States concerning non-automatic weighing equipment 3 Definições. 15 de 84 EN 12878 EN 13055-1* prEN 13263:1998* prEN 13577:1999 EN 45501:1992 ISO 2859-1:1999 ISO 3951:1994 ISO 4316 ISO 7150-1 ISO 7150-2 ISO 7980 DIN 4030-2 ASTM C 173 OIML R 117 Directive 90/384/EEC * Pigments for colouring of building materials based on cement and/or lime – Specifications and methods of test Lightweight aggregates – Part 1: Lightweight aggregates for concrete. com ou sem a incorporação de adjuvantes e adições. agregados grossos e finos e água. que desenvolve as suas propriedades por hidratação do cimento. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). mortar and grout Silica fume for concrete – Definitions.

3. 3. 3. 3. no caso de betão leve.1. superior ou igual a 800 kg/m3 mas não excedendo 2000 kg/m3. No âmbito desta Norma é também betão pronto: .5 betão pronto Betão entregue num estado fresco por uma pessoa ou entidade que não é o utilizador.1.1. superior a 2600 kg/m3.1.9 betão pesado Betão com massa volúmica.1. após secagem em estufa.10 betão de elevada resistência Betão com classe de resistência à compressão superior a C50/60. 3.1.o betão produzido fora do local de construção pelo utilizador. superior a 2000 kg/m3 mas não excedendo 2600 kg/m3. Este betão é produzido utilizando parcial ou totalmente agregado leve.13 betão de composição prescrita em norma Betão de composição prescrita cuja composição se encontra estabelecida numa norma válida no local de utilização do betão.1.1. 3. que é responsável por fornecer um betão com a composição especificada. 16 de 84 3.14 família de betões Grupo de composições de betão. . mas não pelo utilizador.o betão produzido no local de construção. que é responsável por fornecer um betão que satisfaça aquelas propriedades e características. após secagem em estufa. 3.1.3 betão endurecido Betão no estado sólido e que desenvolveu uma certa resistência. para as quais se encontra estabelecida e documentada uma correlação fiável entre as propriedades relevantes.8 betão leve Betão com massa volúmica.11 betão de comportamento especificado Betão cujas propriedades requeridas e características adicionais são especificadas ao produtor. . 3.4 betão fabricado no local Betão produzido no local da obra pelo utilizador do betão para o seu próprio uso. 3. e a LC50/55. nos casos de betão normal ou de betão pesado.1. após secagem em estufa.7 betão de massa volúmica normal (betão normal) Betão com massa volúmica. 3.NP EN 206-1 2007 p.1.1.12 betão de composição prescrita Betão cuja composição e materiais constituintes são especificados ao produtor.6 produto prefabricado de betão Produto de betão cuja moldagem e cura são feitas num lugar diferente do da utilização. 3.

17 equipamento agitador Equipamento geralmente montado em chassi automotor. quando determinada de acordo com a EN 1097-6*. para modificar as propriedades do betão fresco ou endurecido. capaz de manter o betão fresco num estado homogéneo durante o transporte. camião basculante ou contentores de transporte.e. . ocupa o volume de um metro cúbico.adições pozolânicas ou hidráulicas latentes (tipo II). quando compactado segundo o procedimento estabelecido na EN 12350-6*. 3. no sentido dado pela definição 3.23 adição Material finamente dividido utilizado no betão com a finalidade de lhe melhorar certas propriedades ou alcançar propriedades especiais. 3..1. após secagem em estufa.adições quase inertes (tipo I). artificiais ou reciclados de materiais previamente usados na construção. durante o processo de mistura do betão.21 entrega Processo de fornecimento do betão fresco pelo produtor.19 amassadura Quantidade de betão fresco produzido num ciclo de operações de uma betoneira ou a quantidade descarregada durante 1 min por uma betoneira de funcionamento contínuo.1. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). p.1.1.1.16 auto-betoneira Misturadora de betão montada num chassi automotor.17.20 carga Quantidade de betão transportada num veículo. . 3. capaz de misturar e entregar um betão homogéneo.1.1.1.1.22 adjuvante Material adicionado.1. 3.24 agregado Material mineral granular adequado para utilização no betão. 17 de 84 3.1. maior que 2000 kg/m3 e menor que 3000 kg/m3.NP EN 206-1 2007 p. em pequenas quantidades em relação à massa de cimento. 3. 3. 3. 3. Esta Norma considera dois tipos de adições inorgânicas: . Os agregados podem ser naturais. 3. composta por uma ou mais amassaduras. 3.15 metro cúbico de betão Quantidade de betão fresco que.1.18 equipamento não agitador Equipamento usado para transportar betão sem agitação.25 agregado de massa volúmica normal (agregado normal) Agregado com massa volúmica.

35 local (local da construção) Área onde o trabalho de construção é realizado. quando determinada de acordo com a EN 1097-6*.29 dosagem total de água Soma da quantidade de água introduzida na betoneira com a água presente no interior e na superfície dos agregados. 3. em massa.1. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).1. 3. 3. menor ou igual que 1200 kg/m3. menor ou igual que 2000 kg/m3. quando determinada de acordo com a EN 1097-6*. normalmente através do uso de um agente tensioactivo. entre a dosagem efectiva de água e a dosagem de cimento no betão fresco.33 ar introduzido Bolhas de ar microscópicas. após secagem em estufa. .1. após secagem em estufa.26 agregado leve Agregado de origem mineral com massa volúmica.32 resistência característica Valor da resistência abaixo do qual se espera que ocorra 5 % da população de todos os possíveis resultados da resistência. relativos ao volume de betão em consideração. 3.1. mantém a sua resistência e estabilidade mesmo debaixo de água.1. quando misturado com água.36 especificação Compilação final de requisitos técnicos documentados dados ao produtor em termos de desempenho ou de composição. nos adjuvantes e nas adições usadas sob a forma de suspensão e com a resultante do gelo adicionado ou do aquecimento a vapor. 3.30 dosagem efectiva de água Diferença entre a quantidade total de água presente no betão fresco e a quantidade de água absorvida pelos agregados. intencionalmente introduzidas no betão durante a amassadura. 3. depois de endurecer.31 razão água/cimento Razão.NP EN 206-1 2007 p.1.37 especificador Pessoa ou entidade responsável pela especificação do betão fresco e endurecido. 3.1.1.34 ar ocluído Vazios de ar que não foram intencionalmente introduzidos no betão. 3. 3. após secagem em estufa.27 agregado pesado Agregado com massa volúmica. maior ou igual que 3000 kg/m3. 3. apresentam-se usualmente com a forma esférica ou aproximadamente esférica e com um diâmetro situado entre os 10 µm e os 300 µm.1.1. quando determinada de acordo com a EN 1097-3*.28 cimento (ligante hidráulico) Material inorgânico finamente moído que. forma uma pasta que faz presa e endurece por meio de reacções e processos de hidratação e que.1. 18 de 84 3.1. 3. ou uma baridade.

nos estados fresco e endurecido. 3.43 ensaio de conformidade Ensaio executado pelo produtor para avaliar a conformidade do betão. nas armaduras ou noutras peças de metal embebidas no betão.42 ensaio de identidade Ensaio para determinar se amassaduras ou cargas específicas provêem de uma população conforme..38 produtor Pessoa ou entidade que produz betão fresco..1.41 ensaio inicial Ensaio ou ensaios realizados antes do início da produção. 3.1. 3.1. XF. e não consideradas como cargas no projecto da estrutura. 3.44 avaliação da conformidade Exame sistemático para verificar se o produto satisfaz os requisitos especificados... de modo a satisfazer. 19 de 84 3.1. 3.1... XS.. 3. de que os requisitos especificados foram satisfeitos... 3.2 Símbolos e abreviaturas X0 XC.. desde que haja adequada manutenção. 3. XD.45 acções ambientais Acções químicas e físicas às quais o betão se encontra exposto..40 vida útil Período de tempo durante o qual o desempenho do betão na estrutura se mantem a um nível compatível com a satisfação dos requisitos de desempenho da estrutura.1. através do exame de evidências objectivas.46 verificação Confirmação..NP EN 206-1 2007 p.... XA. todos os requisitos especificados..1. 3. para determinar qual deve ser a composição de um novo betão ou dos betões de uma nova família de betões. Classe de exposição para a ausência de risco de corrosão ou ataque Classes de exposição para o risco de corrosão induzida por carbonatação Classes de exposição para o risco de corrosão induzida por cloretos não provenientes da água do mar Classes de exposição para o risco de corrosão induzida por cloretos da água do mar Classes de exposição para o ataque pelo gelo/degelo Classes de exposição para o ataque químico S1 a S5 Classes de consistência expressas pelo valor do abaixamento V0 a V4 Classes de consistência expressas pelo tempo Vêbê C0 a C4 Classes de consistência expressas pelo grau de compactabilidade F1 a F6 Classes de consistência expressas pelo diâmetro do espalhamento C. com efeitos no betão. /.39 utilizador Pessoa ou entidade que utiliza betão fresco na execução de uma construção ou de um elemento.1.1. Classes de resistência à compressão do betão corrente e do betão pesado .

tais como o uso de aço inoxidável ou outro metal resistente à corrosão e o uso de revestimentos protectores do betão ou das armaduras. pelo que as condições ambientais às quais está sujeito podem assim ter que ser expressas como uma combinação de classes de exposição...... 20 de 84 LC. O betão pode encontrar-se sujeito a mais que uma das acções descritas no Quadro 1. /. Tipo de cimento de acordo com a EN 197 4 Classificação 4..NP EN 206-1 2007 p.1 Classes de exposição relacionadas com acções ambientais As acções ambientais são organizadas em classes de exposição no Quadro 1. ** Ver Documento Nacional de Aplicação.cyl fck. Os exemplos dados são informativos.cube fc.cube fcm fcm. NOTA: A selecção das classes de exposição depende das disposições válidas no local de utilização do betão** .j fci ftk ftm fti D.. secção DNA 4. Classes de resistência à compressão do betão leve fck.cyl fc. .1. Dmax σ sn AQL a/c k n e m Resistência característica à compressão do betão determinada em cilindros Resistência à compressão do betão determinada em cilindros Resistência característica à compressão do betão determinada em cubos Resistência à compressão do betão determinada em cubos Resistência média à compressão do betão Resistência média à compressão do betão com a idade de (j) dias Resultado individual do ensaio de resistência à compressão do betão Resistência característica à tracção por compressão diametral do betão Resistência média à tracção por compressão diametral do betão Resultado individual do ensaio de resistência à tracção por compressão diametral do betão Classe de massa volúmica do betão leve Máxima dimensão do agregado mais grosso Estimativa do desvio-padrão duma população Desvio padrão de n resultados consecutivos Nível de qualidade aceitável (ver ISO 2859-1) Razão água/cimento Factor que tem em conta a actividade de uma adição do tipo II Número Divisão de verificação do instrumento de pesagem Carga exercida no instrumento de pesagem CEM. Esta classificação das acções ambientais não exclui a consideração de condições especiais existentes no local de utilização do betão ou a aplicação de medidas de protecção..

Superfícies de betão sujeitas ao contacto com a água. armado ou contendo outros metais embebidos. Em casos especiais.1 Classes de consistência Quando a consistência do betão for classificada. Superfícies de betão sujeitas a longos períodos de contacto com água. Betão no interior de edifícios com moderada ou elevada humidade do ar. 5 ou 6. Muitas fundações. 4. a consistência pode ser especificada por um determinado valor pretendido.e. pode ser adequada a classificação do ambiente circunvizinho. em muitos casos. betão com baixa dosagem de água. Betão no exterior protegido da chuva. as condições deste betão podem considerar-se semelhantes às condições de humidade do ambiente circunvizinho. Nestes casos. 21 de 84 Para um dado componente estrutural. XC1 Seco ou permanentemente húmido XC2 Húmido. raramente seco XC3 Moderadamente húmido XC4 Ciclicamente húmido e seco Betão no interior de edifícios com baixa humidade do ar. p.NP EN 206-1 2007 p. concebido especialmente para ser compactado através de processos especiais. excepto ao gelo/degelo. a consistência não é classificada. à abrasão ou ao ataque químico.2. aplicam-se os Quadros 3. diferentes superfícies do betão podem estar sujeitas a acções ambientais diferentes. Para betão com consistência terra húmida. caso exista uma barreira entre o betão e o seu ambiente. NOTA: As classes de consistência dos Quadros 3 a 6 não são directamente relacionáveis. se encontrar exposto ao ar e à humidade. 4. Betão permanentemente submerso em água. fora do âmbito da classe XC2 (continua) . Tal pode não ser aplicável. Para betão armado ou com metais embebidos: Betão no interior de edifícios com muito baixa humidade do ar ambiente muito seco. mas.2 Betão fresco 4. a exposição ambiental deve ser classificada como se segue: NOTA: As condições de humidade são as do betão de recobrimento das armaduras ou de outros metais embebidos.. 2 Corrosão induzida por carbonatação Quando o betão. Quadro 1 – Classes de exposição Designação da classe X0 Descrição do ambiente Exemplos informativos onde podem ocorrer as classes de exposição 1 Sem risco de corrosão ou ataque Para betão não armado e sem metais embebidos: todas as exposições.

Betão exposto a águas industriais contendo cloretos Partes de pontes expostas a salpicos de água contendo cloretos. se encontrar exposto a um significativo ataque por ciclos de gelo/degelo. com produtos Estradas e tabuleiros de pontes expostos a descongelantes produtos descongelantes. contendo cloretos. armado ou contendo outros metais embebidos. raramente seco XD3 Ciclicamente húmido e seco Superfícies de betão expostas a cloretos transportados pelo ar Piscinas. de rebentação ou de salpicos Partes de estruturas marítimas 5 Ataque pelo gelo/degelo com ou sem produtos descongelantes Quando o betão. incluindo sais descongelantes. XD1 XD2 Moderadamente húmido Húmido. a exposição ambiental deve ser classificada como se segue: XS1 Ar transportando sais marinhos mas sem Estruturas na zona costeira ou na sua contacto directo com a água do mar proximidade XS2 Submersão permanente Partes de estruturas marítimas XS3 Zonas de marés. com Superfícies verticais de betão de estruturas produtos descongelantes rodoviárias expostas ao gelo e a produtos descongelantes transportados pelo ar XF3 Fortemente saturado. a exposição ambiental deve ser classificada como se segue: NOTA: No que respeita às condições de humidade ver também a secção 2 deste Quadro. 22 de 84 Quadro 1 – Classes de exposição (continuação) Designação da classe Descrição do ambiente Exemplos informativos onde podem ocorrer as classes de exposição 3 Corrosão induzida por cloretos não provenientes da água do mar Quando o betão armado ou contendo outros metais embebidos se encontrar em contacto com água.NP EN 206-1 2007 p. sem Superfícies verticais de betão expostas à chuva produtos descongelantes e ao gelo XF2 Moderadamente saturado de água. enquanto húmido. Superfícies de betão expostas ao gelo e a salpicos de água contendo produtos descongelantes. se encontrar em contacto com cloretos provenientes da água do mar ou exposto ao ar transportando sais marinhos. Lajes de parques de estacionamento de automóveis 4 Corrosão induzida por cloretos da água do mar Quando o betão. que não água do mar. Zona das estruturas marítimas expostas à rebentação e ao gelo (continua) . a exposição ambiental deve ser classificada como se segue: XF1 Moderadamente saturado de água. Pavimentos. sem produtos Superfícies horizontais de betão expostas à descongelantes chuva e ao gelo XF4 Fortemente saturado.

A classificação da água do mar depende da localização geográfica. de acordo com o Quadro 2 Moderadamente agressivo. . Descrição do ambiente Exemplos informativos onde podem ocorrer as classes de exposição XA1 XA2 XA3 Ligeiramente agressivo. . de acordo com o Quadro 2 . aplicando-se assim a classificação válida no local de utilização do betão. de acordo com o Quadro 2 Fortemente agressivo. conforme indicado no Quadro 2.NP EN 206-1 2007 p. . 23 de 84 Quadro 1 – Classes de exposição (continuação) Designação da classe 6 Ataque químico Quando o betão se encontrar exposto ao ataque químico proveniente de solos naturais e de águas subterrâneas. a exposição ambiental deve ser classificada como estabelecido abaixo.água ou solos poluídos quimicamente.valores fora dos limites do Quadro 2. NOTA: Pode ser necessário um estudo especial para estabelecer condições de exposição relevantes quando há: .outros agentes químicos agressivos.grande velocidade de água em conjunto com os agentes químicos do Quadro 2.

pode usar-se a extracção aquosa. têm como base o solo e a água nele contida.5 > 100 até à saturação > 60 e ≤ 100 > 3000 até à saturação > 12000 e ≤ 24000 Mg2+ mg/l Solos SO 2− total a) mg/kg 4 Acidez ml/kg Não encontrado na prática a) Os solos argilosos com uma permeabilidade abaixo de 10-5 m/s podem ser colocados numa classe mais baixa. . em alternativa. c) O limite de 3000 mg/kg deve ser reduzido para 2000 mg/kg. abaixo classificados. o ambiente deve ser classificado na classe imediatamente superior. A classe é determinada pelo valor mais elevado para qualquer característica química.0 e < 4.5 e ≤ 6. Ver nota da secção 5. b) O método de ensaio prescreve a extracção do SO 4 através de ácido clorídrico.NP EN 206-1 2007 p.5 prEN 13577:1999* ≥ 15 e ≤ 40 ISO 7150-1 ou ISO 7150-2 ISO 7980 EN 196-2 b) DIN 4030-2 ≥ 15 e ≤ 30 ≥ 300 e ≤ 1000 ≥ 2000 e ≤ 3000 c) > 200 Baumann Gully ≥ 4.5 > 40 e ≤ 100 > 30 e ≤ 60 > 1000 e ≤ 3000 > 3000 c) e ≤ 12000 ≥ 4. Característica Método de ensaio XA1 XA2 XA3 química de referência Águas EN 196-2* ≥ 200 e ≤ 600 > 600 e ≤ 3000 > 3000 e ≤ 6000 SO 2− mg/l 4 pH CO2 agressivo mg/l NH+ mg/l 4 ISO 4316 ≥ 5. a menos que um estudo especial para este caso específico prove que não é necessário. 24 de 84 Quadro 2 – Valores limite das classes de exposição para o ataque químico proveniente de solos naturais e de águas neles contidas Os ambientes com agressividade química.4. Quando duas ou mais características agressivas conduzirem à mesma classe. 2− Quadro 3 – Classes de abaixamento Classe S1 S2 S3 S4 S5 1) Abaixamento em mm 10 a 40 50 a 90 100 a 150 160 a 210 ≥ 220 Quadro 4 – Classes Vêbê Classe Tempo Vêbê em V0 1) V1 V2 V3 V4 1) ≥ 31 30 a 21 20 a 11 10 a 6 5a3 * 1) Ver Anexo Nacional NA (informativo).1. com temperaturas do solo ou da água entre os 5 ºC e os 25 ºC e com velocidades da água suficientemente lentas que possam ser consideradas próximas das condições estáticas. caso exista risco de acumulação de iões sulfato no betão devido a ciclos de secagem e molhagem ou à absorção capilar.5 e < 5. se houver experiência no local de utilização do betão.

NP EN 206-1 2007 p. podem ser utilizados valores de resistência intermédios aos dados nos Quadros 7 e 8. 25 de 84 Quadro 5 – Classes de compactação Classe C0 1) C1 C2 C3 C4a a) Quadro 6 – Classes de espalhamento Classe F1 1) F2 F3 F4 F5 F6 1) Diâmetro de espalhamento em mm ≤ 340 350 a 410 420 a 480 490 a 550 560 a 620 ≥ 630 Grau de compactabilidade ≥ 1. Para a classificação utiliza-se a resistência característica aos 28 dias obtida a partir de provetes cilíndricos de 150 mm de diâmetro por 300 mm de altura (fck. Ver Anexo Nacional NA (informativo).4.cyl) ou a partir de provetes cúbicos de 150 mm de aresta (fck.3 Betão endurecido 4.2.26 1.25 a 1. . aplica-se o Quadro 7 para betão de massa volúmica normal e betão pesado ou o Quadro 8 para betão leve.1. NOTA: Em casos especiais e quando permitido pela norma de projecto relevante. NOTA: D é a abertura do maior peneiro que define a dimensão do agregado de acordo com a EN 12620*.10 a 1.04 Aplica-se sómente ao betão leve 4. 4.46 1. Quadro 7 – Classes de resistência à compressão para betão de massa volúmica normal e para betão pesado Classe de Resistência característica Resistência característica resistência à mínima em cilindros fck.3.45 a 1.1 Classes de resistência à compressão Quando o betão for classificado em relação à sua resistência à compressão.2 Classes relacionadas com a máxima dimensão do agregado Quando o betão for classificado em relação à máxima dimensão do agregado.cube). deve usar-se para a classificação a máxima dimensão do agregado mais grosso (Dmax) do betão.04 < 1.11 1.cube (N/mm2) (N/mm2) compressão C8/10 8 10 C12/15 12 15 C16/20 16 20 C20/25 20 25 C25/30 25 30 C30/37 30 37 C35/45 35 45 C40/50 40 50 (continua) 1) * Ver nota da secção 5.cyl mínima em cubos fck.

cyl mínima em cubos fck.cyl mínima em cubos a) fck.cube (N/mm2) compressão (N/mm2) LC8/9 8 9 LC12/13 12 13 LC16/18 16 18 LC20/22 20 22 LC25/28 25 28 LC30/33 30 33 LC35/38 35 38 LC40/44 40 44 LC45/50 45 50 LC50/55 50 55 LC55/60 55 60 LC60/66 60 66 LC70/77 70 77 LC80/88 80 88 a) Podem ser usados outros valores. 26 de 84 Quadro 7 – Classes de resistência à compressão para betão de massa volúmica normal e para betão pesado (continuação) Classe de Resistência característica Resistência característica resistência à mínima em cilindros fck. desde que a relação entre estes e a resistência dos cilindros de referência esteja estabelecida com suficiente exactidão e esteja documentada.cube (N/mm2) (N/mm2) compressão C45/55 45 55 C50/60 50 60 C55/67 55 67 C60/75 60 75 C70/85 70 85 C80/95 80 95 C90/105 90 105 C100/115 100 115 Quadro 8 – Classes de resistência à compressão para betão leve Classe de Resistência característica Resistência característica resistência à mínima em cilindros fck. .NP EN 206-1 2007 p.

Até que estas disposições para agregados reciclados sejam estabelecidas em especificações técnicas europeias.0 > 1800 e ≤ 2000 NOTA: A massa volúmica do betão leve pode também ser especificada através de um valor pretendido. NOTA: Caso não exista Norma Europeia para um determinado material constituinte que se refira especificamente ao uso deste material como constituinte do betão de acordo com a EN 206-1.1.2 Cimento A aptidão geral está estabelecida para os cimentos conformes com a EN 197-1*. Ver Anexo Nacional NA (informativo).1.1 Generalidades Os materiais constituintes não devem conter substâncias nocivas em quantidades que possam ser prejudiciais à durabilidade do betão ou causar corrosão das armaduras e devem ser adequados ao uso previsto para o betão. o estabelecimento da sua aptidão pode resultar de: . ou caso exista uma Norma Europeia que não abranja o produto específico ou caso o constituinte divirja significativamente da Norma Europeia.NP EN 206-1 2007 p. ** * Ver Documento Nacional de Aplicação. que se refiram especificamente ao uso do material como constituinte do betão conforme com a EN 206-1.1.0 ≥ 800 e ≤ 1000 D1. secção DNA 5. NOTA: Nestas normas ainda não se encontram incluídas disposições para agregados reciclados. ** .2 > 1000 e ≤ 1200 D1.1.1 Requisitos básicos para os materiais constituintes 5. Só devem ser utilizados no betão conforme com a EN 206-1 constituintes cuja aptidão para a aplicação específica se encontre estabelecida.2 Classes de massa volúmica do betão leve Quando o betão leve for classificado em relação à sua massa volúmica.1. 27 de 84 4.agregados leves conformes com a EN 13055-1*.3 Agregados A aptidão geral está estabelecida para: .uma Aprovação Técnica Europeia que refira especificamente a utilização do material constituinte no betão conforme com a EN 206-1. 5. . . 5 Requisitos para o betão e métodos de verificação 5. aplica-se o Quadro 9.1.4 > 1200 e ≤ 1400 D1.agregados normais e pesados conformes com a EN 12620*. Quadro 9 – Classes de massa volúmica do betão leve Classe de massa volúmica Massa volúmica (kg/m3) D1.3.uma norma nacional relevante ou disposições válidas no local de utilização do betão . tal não implica aptidão em todas as situações e em todas as composições de betão. Quando a aptidão geral de um material como constituinte do betão se encontrar estabelecida.8 > 1600 e ≤ 1800 D2. 5. que a aptidão deverá ser estabelecida de acordo com a nota de 5.1.6 > 1400 e ≤ 1600 D1.

1.NP EN 206-1 2007 p.adições em pó desde que não sejam levadas em conta para a determinação da dosagem de cimento e da razão água/cimento. a composição é limitada a: . A aptidão geral como adições do tipo II.23.5 Adjuvantes A aptidão geral está estabelecida para os adjuvantes conformes com a EN 934-2*.23. protecção contra a corrosão do aço embebido.adjuvantes com excepção de adjuvantes introdutores de ar. qualquer diferença na qualidade do betão. 5. Quando não se encontrar definido na especificação. resistência. cura e qualquer outro tratamento adicional deverão ser levados em conta antes do betão ser especificado (ver a ENV 13670-1* ou outras normas relevantes). 5. pigmentos conformes com a EN 12878. Assim.1 Generalidades A composição do betão e os materiais constituintes para betões de comportamento especificado ou de composição prescrita devem ser escolhidos (ver 6.1) de forma a satisfazer os requisitos especificados para o betão fresco e endurecido. incluindo a consistência. . 28 de 84 5. entre o betão da estrutura e o dos provetes de ensaio normalizados.agregados naturais de massa volúmica normal.cinzas volantes conformes com a EN 450*.1.6 Adições (incluindo fíleres minerais e pigmentos) A aptidão geral como adições do tipo I. Para betão de composição prescrita em norma.2.1. colocação. está estabelecida para: . .1 -1) *. será adequadamente coberta pelo factor de segurança parcial do material (ver ENV 1992 . compactação. para além dos requisitos da presente Norma. . tendo em conta o processo de produção e o método previsto para a execução das obras em betão. durabilidade. está estabelecida para: fíleres conformes com a EN 12620*.2 Requisitos básicos para a composição de betão 5. ver 3. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). NOTA 2: As propriedades requeridas ao betão na estrutura apenas são geralmente alcançadas se no local de utilização forem cumpridos certos procedimentos na aplicação do betão fresco. ver 3.1.sílica de fumo conforme com o prEN 13263:1998*. 5. massa volúmica. os requisitos para o transporte.1. Muitos destes requisitos são com frequência interdependentes. a menos que seja especificado o contrário.4 Água de amassadura A aptidão está estabelecida para a água de amassadura e para a água recuperada da produção de betão conformes com a EN 1008*. . o produtor deve seleccionar os tipos e as classes de materiais constituintes entre os de aptidão estabelecida para as condições ambientais especificadas. Se todos estes requisitos forem satisfeitos. NOTA 1: O betão deverá ser formulado de forma a minimizar a segregação e a exsudação do betão fresco.

3. 29 de 84 . achatamento.3 Uso de agregados 5.quaisquer requisitos para agregados à vista ou para agregados em betão com acabamento especial.as condições ambientais às quais o betão ficará exposto. eles devem ser do mesmo tipo do agregado principal. . só devem ser usados em betões com classes de resistência à compressão ≤ C12/15.2. conformes com a EN 12620*. . devem ser seleccionados tendo em conta: . p. prescrito em A. 5.2 Selecção do cimento O cimento deve ser seleccionado entre os que têm a aptidão estabelecida.1 Generalidades O tipo de agregado. A máxima dimensão do agregado mais grosso (Dmax) deve ser escolhida tendo em conta a espessura de recobrimento das armaduras e a largura mínima da secção. . .a utilização final do betão. . resistência à abrasão.5. tendo em conta: . 5.as dimensões da estrutura (desenvolvimento de calor). a granulometria e as categorias. NOTA 3: Disposições válidas no local de utilização do betão podem listar os tipos e classes de materiais constituintes com aptidão estabelecida para o ambiente local. teor de finos.a reactividade potencial dos agregados com os álcalis dos constituintes. Quando a quantidade dos agregados recuperados for superior a 5 %. resistência ao gelo/degelo.3 Agregados recuperados Os agregados recuperados da água de lavagem ou do betão fresco podem ser usados como agregados para betão. .3.a utilização final do betão.2. ser separados numa fracção grossa e numa fracção fina e conformes com a EN 12620*. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).2.1).a execução da obra. .2 Agregados de granulometria extensa Os agregados de granulometria extensa..a execução da obra.composições que cumpram o critério de aceitação para os ensaios iniciais.as condições ambientais às quais a estrutura ficará exposta (ver 4.NP EN 206-1 2007 p.3.e. tratamento com calor).e. . Os agregados recuperados não separados em fracções não devem ser utilizados em quantidades superiores a 5 % do total dos agregados.2. 5. .2. 5.as condições de cura (p.

p. secção DNA 5. Quando se pretenderem utilizar outros conceitos como.2.na substituição do termo "razão água/cimento" (definido em 3. secção DNA 5. No Relatório CEN CR 1901 é apresentado um levantamento das medidas que são válidas em diferentes países europeus.5.2.. para além da resistência.5. Ver Documento Nacional de Aplicação.3. NOTA 2: O estabelecimento da aptidão pode resultar de: – uma Aprovação Técnica Europeia que se refira especificamente ao uso da adição no betão conforme com a EN 206-1.3. o conceito de desempenho equivalente do betão (ver 5.no requisito da dosagem mínima de cimento (ver 5. 5.5.1 Generalidades As quantidades das adições do tipo I e do tipo II a utilizar no betão devem ser objecto de ensaios iniciais (ver Anexo A).2 Conceito do factor-k 5.2).5 Uso de adições 5. Ver Documento Nacional de Aplicação. desde que a aptidão para tal se encontre estabelecida. a sua aptidão deve ser estabelecida.5. 30 de 84 5. – uma norma nacional relevante ou disposições válidas no local de utilização do betão***.2. NOTA 1: Deverá ser tida em conta a influência de grandes quantidades de adições nas outras propriedades. a aptidão do conceito do factor-k encontra-se estabelecida para as cinzas volantes e para a sílica de fumo (ver 5.5. que se refiram especificamente ao uso da adição no betão conforme com a EN 206-1.2. 5. usando procedimentos com aptidão estabelecida**. modificações das regras do conceito do factor-k.2.2.4 Resistência à reacção álcalis-sílica Quando os agregados contiverem variedades de sílica susceptíveis de ataque pelos álcalis (Na2O e K2O provenientes do cimento ou de outras fontes) e o betão se encontrar exposto à humidade. NOTA: Deverão ser tomadas medidas apropriadas face à origem geológica dos agregados tendo em conta uma experiência de longa duração e com a combinação do cimento e dos agregados em questão.2.5. valores mais elevados do factor-k do que os definidos em 5. ** *** . Neste sentido.2 e 5.NP EN 206-1 2007 p.5. outras adições (inclusive do tipo I) ou combinações de adições.1 Generalidades O conceito do factor-k permite ter em conta as adições do tipo II: .2. .2.3).3.2.e.3.4 Uso de água recuperada A água recuperada da produção do betão deve ser utilizada de acordo com as condições especificadas na EN 1008*.1. As adições do tipo II podem ser consideradas na composição do betão relativamente à dosagem de cimento e à razão água/cimento.4.2. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).2.2).5. devem ser levadas a cabo acções para prevenir a ocorrência da reacção álcalis-sílica.2.2. 5.2.31) por "razão água/(cimento+k×adição)".1.

o valor em excesso não deve ser tido em conta para o conceito do factor-k.2) pode ser reduzida de uma quantidade máxima correspondente a k × (dosagem mínima de cimento . NOTA: No caso das classes de exposição XA2 e XA3 e quando a substância agressiva for o ião sulfato.4 A dosagem mínima de cimento requerida pela classe de exposição relevante (ver 5. O conceito do factor-k pode ser aplicado a cinzas volantes ou à sílica de fumo com outros tipos de cimento e a outras adições se a aptidão se encontrar estabelecida. 5. A mínima dosagem de cimento não deve ser reduzida em mais do que 30 kg/m3 no betão a usar nas classes de exposição para as quais a mínima dosagem de cimento é ≤ 300 kg/m3. nem para a dosagem mínima de cimento.2.11 em massa. o conceito do factor-k não é recomendado para betões que contenham uma combinação de cinzas volantes com cimento CEM I resistente aos sulfatos.2. .2).5 CEM I 42. mas a quantidade (cimento + cinzas volantes) não deve ser inferior à dosagem mínima de cimento requerida.5 e superiores k = 0.2. onde k = 1.2. A aplicação do conceito do factor-k às cinzas volantes conformes com a EN 450* ou à sílica de fumo conforme com o prEN 13263:1998 em conjunto com cimento do tipo CEM I conforme com a EN 197-1* é apresentada nas secções seguintes. 5.0).NP EN 206-1 2007 p.2 Conceito do factor-k para cinzas volantes conformes com a EN 450* Quando se usar o conceito do factor-k.3.200) kg/m3.2 k = 0. o valor em excesso não deve ser considerado para o cálculo da razão água/(cimento + k × cinzas volantes). os valores do factor-k são os seguintes: CEM I 32. Se for usada uma maior quantidade de sílica de fumo. Para betões fabricados com cimento CEM I conforme com a EN 197-1.2.0 para razão água/cimento especificada > 0.33 em massa. os valores do factor-k são os seguintes: para razão água/cimento especificada ≤ 0.0 (excepto nas classes XC e XF. A quantidade (cimento + k × sílica de fumo) não deve ser inferior à mínima dosagem de cimento requerida pela classe de exposição relevante (ver 5.3 Conceito do factor-k para sílica de fumo conforme com o prEN 13263: 1998 A quantidade máxima de sílica de fumo a ter em conta na razão água/cimento e na dosagem de cimento deve satisfazer o seguinte requisito: sílica de fumo/cimento ≤ 0.3.45 k = 2. Para betões fabricados com cimento CEM I conforme com a EN 197-1*. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). conforme 5.45 k = 2.3.5. a quantidade máxima de cinzas volantes a ter em conta deve satisfazer o seguinte requisito: cinzas volantes/cimento ≤ 0. Se for usada uma quantidade maior de cinzas volantes. 31 de 84 O valor do factor-k a utilizar depende da adição em consideração.5.

32 de 84 5.2).NP EN 206-1 2007 p.2. Quando o betão é produzido de acordo com estes procedimentos. para os quais a origem de produção e as suas características se encontram claramente definidas e documentadas.2. se ficarem satisfeitas as disposições anteriores. ** Ver Documento Nacional de Aplicação. Se a quantidade total de adjuvantes líquidos exceder 3 l/m3 de betão.5. C3 ou ≥ F4 deverão ser fabricados com recurso a adjuvantes super-plastificantes. deve ser sujeito a uma avaliação contínua que tenha em conta as variações no cimento e na adição. expresso em percentagem de iões cloreto por massa de cimento. o betão tem um desempenho equivalente ao de um betão de referência que satisfaça os requisitos para a classe de exposição relevante (ver 5.7 Teor de cloretos O teor de cloretos de um betão. a menos que a influência de uma maior dosagem no desempenho e na durabilidade do betão se encontre estabelecida. o conceito de desempenho equivalente do betão permite alterações aos requisitos desta Norma quanto à mínima dosagem de cimento e à máxima razão água/cimento.2. O cloreto de cálcio e os adjuvantes à base de cloretos não devem ser adicionados ao betão com armaduras de aço. secção DNA 5. 5.3. não deve exceder o valor dado no Quadro 10 para a classe seleccionada. .5. o seu teor de água deve ser considerado no cálculo da razão água/cimento. De acordo com os requisitos de 5. 5.3. deve ser demonstrado que. O Anexo E estabelece os princípios para a avaliação do conceito de desempenho equivalente do betão.6 Uso de adjuvantes A quantidade total de adjuvantes. a sua compatibilidade deve ser verificada quando da realização dos ensaios iniciais.1)**. aço de pré-esforço ou com qualquer outro tipo de metal embebido. O uso de adjuvantes em quantidades inferiores a 2 g/kg de cimento só é permitido se estes forem dispersos numa parte da água de amassadura. especialmente no que respeita à sua reacção às acções ambientais e à sua durabilidade. se utilizados. NOTA: Os betões com consistência ≥ S4. não deve exceder a dosagem máxima recomendada pelo produtor nem ultrapassar 50 g de adjuvantes (como fornecidos) por kg de cimento.1.5. Quando for usado mais do que um adjuvante. Fica estabelecida a aptidão do conceito de desempenho equivalente do betão (ver Nota 2 em 5.3 Conceito de desempenho equivalente do betão Quando for utilizada uma combinação de uma adição específica com um cimento específico. V4.2.2.2.5.

2. Para a determinação do teor de cloretos de um betão deve calcular-se a soma das contribuições dos materiais constituintes.0 % 0. Quando for necessário especificar uma temperatura mínima diferente ou uma temperatura máxima para o betão fresco.20 Máximo teor de Cl– por massa de cimento b) 1. Quando forem utilizadas adições do tipo II e quando estas forem consideradas para a dosagem de cimento. para cada um dos materiais constituintes.3). secção DNA 5.1. 33 de 84 Quadro 10 – Máximo teor de cloretos do betão Utilização do betão Sem armaduras de aço ou outros metais embebidos. para cada um dos materiais constituintes.3 Requisitos relacionados com as classes de exposição 5.0 Cl 0. NOTA: O último método é particularmente aplicável a agregados dragados do mar e para aqueles casos onde não existe um valor máximo declarado ou normalizado.20 % Para um uso específico do betão. no teor de cloretos calculado mensalmente a partir da média das últimas 25 determinações mais 1. Ver Documento Nacional de Aplicação. 5. 5.20 % 0.20 Cl 0.40 Cl 0.NP EN 206-1 2007 p. a classe a aplicar depende das disposições válidas no local de utilização do betão **.3.7. no teor máximo de cloretos permitido na respectiva norma ou no teor declarado pelo produtor.3. ** (+) Ver Documento Nacional de Aplicação. estas devem ser especificadas com tolerâncias. Qualquer requisito relativo ao arrefecimento ou ao aquecimento artificial do betão antes da entrega deve ser acordado entre o produtor e o utilizador.10 Cl 0.10 % 0. .1 Generalidades Os requisitos para o betão resistir às acções ambientais são dados em termos de valores limite para a composição e de propriedades estabelecidas para o betão (ver 5.3. com excepção de dispositivos de elevação resistentes à corrosão Com armaduras de aço ou outros metais embebidos Com aço de pré-esforço a) b) Classe do teor de cloretos a) Cl 1. Os requisitos devem ter em conta a vida útil pretendida para a estrutura de betão(+). podem resultar de métodos de especificação baseados no desempenho (ver 5. em alternativa. o teor de cloretos é expresso em percentagem de iões cloreto por massa de cimento mais massa total das adições consideradas. secção DNA 5. usando um.2) ou. – cálculo baseado.64 vezes o respectivo desvio-padrão. dos seguintes métodos: – cálculo baseado.2. ou uma combinação.3.8 Temperatura do betão A temperatura do betão fresco não deve ser inferior a 5 ºC na altura da entrega.40 % 0.

quando for utilizado cimento CEM I. Ver Anexo Nacional NA (informativo). . podem ser necessários requisitos menos onerosos ou mais severos. o betão tenha o recobrimento das armaduras mínimo requerido para a condição ambiental relevante.mínima classe de resistência à compressão do betão (opcional).2 Valores-limite para a composição do betão Na ausência de Normas Europeias para ensaios do desempenho do betão e devido a diferentes experiências de longa duração. ENV 1992-1*. pelo menos.mínimo teor de ar do betão. NOTA 3: As disposições válidas no local de utilização do betão** deverão incluir os requisitos para uma vida útil de. deve presumir-se que o betão da estrutura satisfaz os requisitos de durabilidade para a utilização pretendida nas condições ambientais específicas. desde que: .. Para uma vida útil menor ou maior.. Nestes casos. seja feita a manutenção prevista. de acordo com a norma de projecto relevante. p.NP EN 206-1 2007 p. e quando relevante . . compactado e curado. NOTA 1: Devido à falta de experiência sobre como a classificação das acções ambientais no betão reflecte diferenças locais na mesma classe de exposição nominal.o betão seja devidamente colocado.. secção DNA 5. deverão ser feitos estudos especiais pelo especificador para um determinado local ou por disposições nacionais em geral**.2. a resistência à compressão do betão em classes como especificado no Quadro 7 para o betão normal e para o betão pesado e no Quadro 8 para o betão leve. 50 anos nas condições previstas de manutenção. ou para composições de betão específicas ou para requisitos específicos de protecção contra a corrosão relativos ao betão de recobrimento das armaduras (p. no caso de espessuras de recobrimento menores que as especificadas para protecção contra a corrosão. ** * Ver Documento Nacional de Aplicação. tenha sido seleccionada a classe de exposição apropriada. a máxima razão água/cimento deverá ser dada em incrementos de 0. No Anexo F (informativo) é feita uma recomendação para a escolha dos valores limite para a composição do betão e das suas propriedades. Os requisitos para cada classe de exposição devem ser especificados em termos de: .mínima dosagem de cimento.e.máxima razão água/cimento.tipos e classes de materiais constituintes permitidos. a mínima dosagem de cimento em incrementos de 20 kg/m3. . os requisitos para o método de especificação da resistência às acções ambientais são estabelecidos nesta Norma em termos de propriedades do betão e de limites para a sua composição.05. NOTA 2: Nas disposições válidas no local de utilização do betão**. face ao uso previsto.3. Se o betão estiver em conformidade com os valores limite. nas partes relevantes da ENV 1992-1*).3. os valores específicos daqueles requisitos para as classes de exposição aplicáveis são dados em disposições válidas no local de utilização do betão**. de acordo com a ENV 13670-1* ou outras normas relevantes. . 34 de 84 5.e.e. p.

o requisito especificado aplica-se no momento em que o betão é utilizado ou. deve utilizar-se um dos seguintes métodos: .métodos específicos. Neste caso. p.diâmetro do espalhamento: ≥ 10 mm e ≤ 210 mm.ensaio de compactabilidade. No Anexo J (informativo) é dada orientação para a utilização de um método alternativo de especificação do betão baseado no desempenho que considere a durabilidade. no momento da entrega. as tolerâncias correspondentes são as apresentadas no Quadro 11. 5.NP EN 206-1 2007 p. ** * Ver Documento Nacional de Aplicação.4.e. ≤ 30 s e > 5 s.tempo Vêbê: . 35 de 84 5. degradação do betão num ensaio ao gelo-degelo.ensaio Vêbê. de acordo com a EN 12350-3*.04 e < 1. .: betão de consistência terra-húmida).ensaio de espalhamento. no caso de se tratar de betão pronto. .3. ≥ 1.1 Consistência Quando for necessário determinar a consistência do betão. de acordo com a EN 12350-5*. de acordo com a EN 12350-4*. Ver Anexo Nacional NA (informativo). > 340 mm e ≤ 620 mm.grau de compactabilidade: . a acordar entre o especificador e o produtor.abaixamento: . .. de acordo com a EN 12350-2*.1. para o betão destinado a aplicações especiais (ex.4 Requisitos para o betão fresco 5. ou em casos especiais. Quando for necessário determinar a consistência do betão. Se o betão for entregue por camião betoneira ou por equipamento agitador. A amostra pontual deve ser colhida após a descarga de aproximadamente 0.3.46.3 m3. A consistência pode ser especificada através da referência a uma classe de consistência de acordo com 4. é recomendada a utilização dos ensaios indicados para: . secção DNA 5.ensaio de abaixamento.3 Métodos de especificação do betão baseados no desempenho Os requisitos relacionados com as classes de exposição podem ser estabelecidos utilizando métodos de especificação do betão baseados no desempenho que considerem a durabilidade e ser especificados em termos de parâmetros relacionados com o desempenho.2. por um valor pretendido. de acordo com a EN 12350-1*. NOTA: Devido à falta de sensibilidade dos métodos de ensaio para além de certos valores da consistência. . a consistência pode ser medida usando uma amostra pontual obtida a partir da descarga inicial.3. A aplicação deste método alternativo depende das disposições válidas no local de utilização do betão**. .

Quando for requerido que a determinação da dosagem de cimento. esta deve ser calculada com base na dosagem de cimento determinada e na dosagem efectiva de água (para adjuvantes líquidos ver 5. NOTA 2: Ver Relatório CEN CR 13902 – “Determination of the water/cement ratio of fresh concrete”.26 ± 0. o método de ensaio e as tolerâncias devem ser acordados entre o especificador e o produtor. NOTA 1: Para agregados leves finos. de água ou de adições.25 a 1. 36 de 84 Quadro 11 – Tolerâncias para valores pretendidos da consistência Abaixamento Valor pretendido em mm Tolerância em mm Tempo Vêbê Valor pretendido em s Tolerância em s Grau de compactabilidade Valor pretendido Tolerância Diâmetro do espalhamento Valor pretendido em mm Tolerância em mm 5. secção DNA 5.4.6). da dosagem de adição ou da razão água/cimento do betão fresco seja feita por análise.02.05 Quando a mínima dosagem de cimento for substituída pela mínima dosagem (cimento + adição) ou a razão água/cimento for substituída pela razão água/(cimento + k x adição) ou pela razão água/(cimento + adição) (ver 5.2. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).2. os valores do registo de produção relacionados com a instrução da amassadura. o método deve ser aplicado com as devidas alterações.10 ± 0. ** . O valor a considerar para a absorção de água dos agregados leves grossos no betão fresco deve ser o valor obtido ao fim de uma hora. quando não for utilizado equipamento que permita o seu registo. Nenhum valor individual da determinação da razão água/cimento deve ultrapassar o valor limite em mais do que 0. devem tomar-se como dosagens os valores registados pelo sistema de doseamento ou. Ver Documento Nacional de Aplicação.2 Dosagem de cimento e razão água/cimento Quando for necessário determinar a dosagem de cimento.4. A absorção de água de agregados normais e pesados.5). o método de ensaio e os critérios deverão seguir as disposições válidas no local de utilização do betão**. deve ser determinada de acordo com a EN 1097-6*. ≤ 40 ± 10 ≥ 11 ±3 ≥ 1.10 50 a 90 ± 20 10 a 6 ±2 1.2. com base no método descrito no Anexo C da EN 1097-6* utilizando o agregado com o grau de humidade no momento do seu emprego em vez do agregado depois de seco em estufa.NP EN 206-1 2007 p.11 ± 0. Quando for necessário determinar a razão água/cimento do betão.08 todos os valores ± 30 ≥ 100 ± 30 ≤5 ±1 ≤ 1.

5. a resistência à compressão é determinada em provetes com 28 dias. assim como outros métodos de cura. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). pode ser necessário especificar a resistência à compressão a idades menores ou maiores que os 28 dias (p. A escolha da utilização de provetes cúbicos ou cilíndricos para a avaliação da resistência à compressão deve ser declarada pelo produtor em devido tempo antes da entrega do betão.: tratamento com calor). esta deve ser obtida em ensaios de cubos de 150 mm de aresta ou de cilindros de 150 mm/300 mm conformes com a EN 12390-1*.e. 5. e de acordo com a ASTM C 173 para o betão leve. Em casos particulares.e. elementos estruturais maciços de grandes dimensões). o método de ensaio deve ser modificado ou a resistência à compressão avaliada na estrutura ou elemento estrutural existentes. . em betão da classe de consistência C0.4. p.1. como definida na EN 12620*. O teor de ar é especificado através de um valor mínimo. Se for expectável que o ensaio de resistência à compressão dê valores não representativos.. A máxima dimensão do agregado mais grosso. este deve ser medido de acordo com a EN 12350-7* para o betão normal e para o betão pesado. Para avaliar a resistência.e.3 Teor de ar Quando for necessário determinar o teor de ar do betão. Se for utilizado um método diferente. ver Quadros 7 e 8. esta deve ser medida de acordo com a EN 933-1*.5.4 Máxima dimensão do agregado Quando for necessário determinar a máxima dimensão do agregado mais grosso do betão fresco.1.5.cube quando se utilizarem provetes cúbicos e como fc. A não ser que seja especificado de forma diferente.. ou após conservação sob condições especiais (p. fabricados e curados de acordo com a EN 12390-2*. desde que as correlações com os métodos normalizados tenham sido estabelecidas com exactidão suficiente e se encontrem documentadas. A resistência característica do betão deve ser igual ou superior à mínima resistência à compressão característica requerida para a classe de resistência à compressão especificada.cyl quando se utilizarem provetes cilíndricos. não deve ser superior à especificada. a partir de amostras colhidas segundo a EN 12350-1*.5 Requisitos para o betão endurecido 5. de acordo com a EN 12390-3*. ou mais seco que S1 ou em betão tratado a vácuo.NP EN 206-1 2007 p. esta deve ser expressa como fc. este deve ser previamente acordado entre o especificador e o produtor. podem ser utilizados provetes moldados com outras dimensões.4.1 Resistência 5. 5.2 Resistência à compressão Quando for necessário determinar a resistência à compressão. O limite superior do teor de ar é o valor mínimo especificado acrescido de 4 %. 5.1 Generalidades Quando for necessário determinar a resistência. 37 de 84 5.

5. * 3) Decisão da Comissão de 9 de Setembro de 1994 (94/611/CEE) publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias n.3 Resistência à penetração da água Quando for necessário determinar a resistência à penetração da água em provetes. Para o betão pesado.1 Generalidades O especificador do betão deve assegurar que todos os requisitos relevantes. a massa volúmica seca deve ser superior a 2000 kg/m3 e não exceder 2600 kg/m3. Quando for necessário determinar a massa volúmica seca. A não ser que seja especificado de forma diferente.5.3. a resistência à tracção por compressão diametral é determinada em provetes ensaiados aos 28 dias.1. O especificador deve também especificar todo e qualquer requisito para as propriedades do betão que sejam necessárias para o transporte após a entrega. adjuvantes de acordo com 5. 38 de 84 NOTA: A avaliação da resistência na estrutura ou no elemento estrutural deverá ser baseada no prEN 13791:1999. 5. se encontram na especificação fornecida ao produtor.6 ou outros materiais constituintes de origem inorgânica de acordo com 5. 5.5. ver Quadro 9. Quando a massa volúmica for especificada através de um valor pretendido. esta deve ser medida de acordo com a EN 12390-6*. para 2) Quando se determinar a resistência à flexão. a massa volúmica seca deve encontrar-se dentro dos limites da classe especificada. Para o betão leve. . betão leve ou betão pesado (ver definições) de acordo com a massa volúmica seca (após secagem em estufa). a resistência à penetração da água pode ser especificada indirectamente através de valores limite para a composição do betão.1. 5.4 Reacção ao fogo O betão constituído por agregados de origem natural de acordo com 5.5. a norma de ensaio apropriada é a EN 12390-5. A resistência característica à tracção por compressão diametral do betão deve ser igual ou superior ao valor especificado para esta resistência.2 Massa volúmica O betão pode ser definido como betão normal.3 Resistência à tracção por compressão diametral 2 Quando for necessário determinar a resistência à tracção por compressão diametral do betão. referentes às propriedades do betão.1. adições de acordo com 5. o método e o critério de conformidade devem ser acordados entre o especificador e o produtor.1. a massa volúmica seca deve ser superior a 2600 kg/m3.2.3) 6 Especificação do betão 6. Para o betão normal. Na ausência de um método de ensaio acordado. Neste caso. aplica-se a tolerância de ± 100 kg/m3.NP EN 206-1 2007 p. cimento de acordo com 5.5.1. ela deve ser medida seguindo a EN 12390-7*.1. está classificado como Euroclasse A e não necessita de ser ensaiado. pode usar-se a mesma abordagem. Ver Anexo Nacional NA (informativo). 5.1. L241/25 de 9 de Setembro de 1994.

as dimensões da estrutura (desenvolvimento de calor). tanto no estado fresco como no estado endurecido. resultante das classes de exposição.. p.1) e para a composição do betão (ver 5. O especificador deve manter e actualizar a documentação de apoio que relacione a composição prescrita com o desempenho pretendido. .as acções ambientais às quais a estrutura ficará exposta. máxima dimensão do agregado mais grosso. compactação. NOTA 2: Para betão de composição prescrita. . . para a obtenção de um acabamento arquitectónico). ver 9.. 6. e dos requisitos adicionais dados em 6. .2 Especificação do betão de comportamento especificado 6.3. A especificação do comportamento ou a prescrição da composição do betão deve resultar de ensaios iniciais (ver Anexo A) ou de informação acumulada por uma experiência de longa duração com um betão comparável. b) classe de resistência à compressão. O especificador deve ter em consideração o seguinte: .1 Generalidades A especificação do betão de comportamento especificado deve ser feita por intermédio dos requisitos fundamentais dados em 6. tendo em consideração os requisitos básicos para os materiais constituintes (ver 5.2. Quando necessário.5 (ver 6.qualquer requisito para agregados expostos ou acabamento superficial.5.2. a indicar em todos os casos.2) ou como betão de composição prescrita indicando a composição (ver 6.e. 6. O betão deve ser especificado como betão de comportamento especificado tendo como referência a classificação dada na secção 4 e os requisitos dados em 5.2 e 5.3.e. a avaliação da conformidade baseia-se exclusivamente no cumprimento da composição especificada e não no desempenho pretendido pelo especificador. estas responsabilidades cabem ao organismo nacional de normalização. a especificação deve incluir qualquer requisito especial (p.a utilização do betão fresco e endurecido.qualquer requisito relacionado com o recobrimento das armaduras ou com a largura mínima da secção.3 a 5. cura ou outro tratamento adicional. 39 de 84 a colocação.quaisquer restrições à utilização de materiais constituintes com aptidão estabelecida. No caso de betão de composição prescrita. .as condições de cura. a indicar quando requeridos. c) classes de exposição (ver secção 11 para designação abreviada).2).3).e.2. NOTA 1: As disposições válidas no local de utilização do betão podem conter requisitos para alguns destes aspectos. No caso de betão de composição prescrita em norma.2. As abreviaturas a utilizar na especificação são apresentadas na secção 11. o especificador é responsável por assegurar que a prescrição cumpre os requisitos gerais da EN 206-1 e que a composição prescrita tem a capacidade de alcançar o desempenho pretendido para o betão. .2. .NP EN 206-1 2007 p. p.2 Requisitos fundamentais A especificação deve incluir: a) um requisito de conformidade com a EN 206-1.

. compactação.2.requisitos para a temperatura do betão fresco.3).4) a composição de betão que minimize a reacção deletéria álcalis-sílica. para betão pesado: g) massa volúmica pretendida.5. posteriores à entrega.2. para betão leve: f) classe de massa volúmica ou massa volúmica pretendida. cimento com baixo calor de hidratação).desenvolvimento de calor durante a hidratação.2. valor pretendido para a consistência.3. .. e) classe de teor de cloretos de acordo com o Quadro 10.. para betão pronto e betão fabricado no local: h) classe de consistência ou.2. em casos especiais.resistência à tracção por compressão diametral (ver 5.resistência à abrasão.8. e dos requisitos adicionais dados em 6.3.3). o especificador deve tomar em consideração possíveis perdas de ar durante a bombagem. NOTA 2: Antes de especificar o teor de ar do betão no momento da entrega.1.e.3.3 Especificação do betão de composição prescrita 6. Adicionalmente.características requeridas para a resistência ao ataque pelo gelo/degelo (p.3 Requisitos adicionais++ Podem especificar-se os seguintes aspectos através de requisitos de desempenho e de métodos de ensaio.e.NP EN 206-1 2007 p. a indicar em todos os casos.tipos ou classes especiais de agregados. Adicionalmente.3. ..resistência à penetração de água. 6. a indicar quando requeridos.outros requisitos técnicos (por ex. requisitos relacionadas com a obtenção de um acabamento particular ou com um método especial de colocação). colocação.endurecimento retardado. . quando diferente da especificada em 5. Adicionalmente. teor de ar. 6. . deverão ser estabelecidos os métodos de ensaio. 40 de 84 d) máxima dimensão do agregado mais grosso. ver 5. é da responsabilidade do especificador (ver 5. .desenvolvimento da resistência (ver Quadro 12). .4. o plano de amostragem e os critérios de conformidade a utilizar na produção do betão. quando apropriados: . . .1 Generalidades O betão de composição prescrita deve ser especificado através dos requisitos fundamentais dados em 6. . etc. NOTA 1: Nestes casos.tipos ou classes especiais de cimento (p. . ++ Nota Nacional (informativa): Ao especificar os requisitos adicionais.3.

g) tipo e quantidade de adjuvantes ou adições. se utilizados. no caso de betão leve ou pesado. através de uma classe ou. ou de todos os constituintes do betão. Para restrições na composição do betão de composição prescrita em norma.outros requisitos técnicos.02 a qualquer valor limite requerido.2. de um valor pretendido. b) dosagem de cimento.classes de exposição X0 e XC1. . ver 5.3 Requisitos adicionais A especificação pode incluir: . . conforme o caso. O betão de composição prescrita em norma deve ser utilizado apenas para: . e) tipo.3.4 Especificação do betão de composição prescrita em norma O betão de composição prescrita em norma deve ser especificado citando: . se utilizados. 6.8.3.betão normal para estruturas em betão simples ou armado. h) as origens dos adjuvantes ou adições.as origens de alguns. a massa volúmica máxima ou mínima dos agregados.a designação do betão naquela norma. .requisitos para a temperatura do betão fresco.NP EN 206-1 2007 p. categorias e teor máximo de cloretos dos agregados. em substituição das características impossíveis de definir por outros meios. a menos que as disposições válidas no local de utilização do betão permitam a classe C20/25.classes de resistência à compressão especificadas no projecto ≤ C16/20. a menos que as disposições válidas no local de utilização do betão permitam outras classes de exposição.2 Requisitos fundamentais A especificação deve incluir: a) requisito de conformidade com a EN 206-1. quando diferentes do estabelecido em 5. e do cimento.a norma válida no local de utilização do betão. 41 de 84 6. em substituição das características impossíveis de definir por outros meios. . f) máxima dimensão do agregado mais grosso e quaisquer limitações para a granulometria. . em casos especiais. . indicando os requisitos relevantes. NOTA: O valor especificado para a razão a/c (valor pretendido) deverá ser inferior em 0.1. d) razão a/c ou consistência. .requisitos adicionais para agregados. c) tipo e classe de resistência do cimento.2. 6.

2 Informação do produtor do betão para o utilizador 4) O utilizador pode requerer informação sobre a composição do betão. tamanho.a data. classes de consistência. tipo (equipamento agitador/não agitador). quando solicitada. Tal informação deve ser dada pelo produtor. se solicitada antes da entrega.limitações dos veículos de entrega. EN 12390-1*. dosagens e outra informação relevante. p. 42 de 84 7 Entrega do betão fresco 7..NP EN 206-1 2007 p. A razão de resistências. Para o betão de comportamento especificado. .e. resultantes do controlo de produção ou de ensaios iniciais. a seguinte informação: a) tipo e classe de resistência do cimento e tipo de agregados.28). tipo e dosagem aproximada de adições. e) desenvolvimento da resistência. para permitir uma colocação e cura apropriadas do betão fresco.. é a razão entre a resistência à compressão média aos 2 dias (fcm. assim como para estimar o desenvolvimento da resistência. 7. determinada a partir de ensaios iniciais ou baseada no desempenho conhecido de um betão com uma composição comparável.1 Informação do utilizador do betão para o produtor 4) O utilizador deve acordar com o produtor: . curados e ensaiados de acordo com a EN 12350-1*. no qual são dados pormenores acerca das classes de resistência. . pode também ser facultada por referência ao catálogo das composições do betão do produtor. moldados. informar o produtor acerca de: . indicador do desenvolvimento da resistência. quando solicitada. no caso de betão fabricado no local ou de produtos prefabricados de betão. p. .transporte especial no local. No caso do betão pronto. a hora e a cadência da entrega. f) origens dos materiais constituintes. Para os ensaios iniciais. deve ser dada. 4) Esta Norma não requer que a informação seja dada num formato específico. a informação sobre o desenvolvimento da resistência do betão pode ser dada sob a forma indicada no Quadro 12 ou por uma curva de desenvolvimento da resistência a 20 °C entre os 2 e os 28 dias. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). o produtor e o utilizador do betão podem ser a mesma entidade. quando apropriado.e. se utilizados. e. c) razão água/cimento pretendida. os provetes para determinação da resistência devem ser colhidos.2) e a resistência à compressão média aos 28 dias (fcm. altura ou peso bruto. pois este dependerá da relação entre o produtor e o utilizador. Para a determinação da duração da cura. a informação. p. d) resultados dos ensaios anteriores relevantes do betão. EN 12390-2* e EN 12390-3*. b) tipo de adjuvantes.e.métodos especiais de colocação..

. .data e hora da amassadura. . a guia de remessa deve fornecer pormenores sobre o seguinte: a) para betão de comportamento especificado: . número de código.2. p. em metros cúbicos. . i.matrícula ou identificação do veículo. . a seguinte informação: . . ** Ver Documento Nacional de Aplicação. . o produtor deve entregar ao utilizador uma guia de remessa por cada carga de betão. .nome e localização da obra. .nome e logotipo do organismo de certificação.classes de exposição ambiental. 7.28 ≥ 0. pelo menos.15 O produtor deve informar o utilizador relativamente aos riscos de saúde que podem ocorrer durante o manuseamento do betão fresco. Adicionalmente. secção DNA 7.5 ≥ 0..3 a < 0.classe de resistência.limites da composição do betão. 43 de 84 Quadro 12 – Desenvolvimento da resistência do betão a 20 °C Desenvolvimento da resistência Rápido Médio Lento Muito lento Estimativa da razão de resistências fcm. número da encomenda. .NP EN 206-1 2007 p. .nome da central de betão pronto. se aplicável. .nome do cliente. .declaração de conformidade com referência às especificações e à EN 206-1.pormenores ou referências a especificações. na qual deve constar.número de série da guia de remessa.15 a < 0. se especificados.5 ≥ 0.classe de teor de cloretos. .3 < 0.classe de consistência ou valor pretendido. do primeiro contacto entre o cimento e a água. .e.quantidade de betão entregue.hora de chegada do betão ao local da construção.3 Guia de remessa do betão pronto No momento da entrega. . de acordo com as disposições válidas no local de utilização do betão fresco**.e.2 / fcm.hora do início da descarga. .hora do fim da descarga.

. . . não é permitida qualquer adição de água ou de adjuvantes na entrega. da compactação.tipo e classe de resistência do cimento. b) para betão de composição prescrita: . Em casos especiais. registada na guia de remessa. Para o caso de se voltar a amassar. .1 Generalidades O controlo da conformidade inclui o conjunto de acções e de decisões a implementar de acordo com as regras de conformidade previamente adoptadas para verificar a conformidade do betão com as especificações. A entidade que autorizou a adição é responsável pelas consequências daí decorrentes e deverá ser identificada na guia de remessa. a informação a fornecer deve seguir as disposições da norma relevante. No caso de betão de composição prescrita em norma.. 7. dependendo.2 ou 8. 44 de 84 . com o objectivo de atingir a consistência pretendida.e. podem ser adicionados água ou adjuvantes sob a responsabilidade do produtor. se especificados.no caso de betão leve ou de betão pesado: classe de massa volúmica ou massa volúmica pretendida. se requerido. Para .3. dosagem de cimento e. O controlo da conformidade é uma parte integrante do controlo da produção (ver secção 9). desde que os limites permitidos pela especificação não sejam excedidos e que a adição de adjuvantes esteja incluída na formulação do betão. 7. NOTA: As propriedades do betão utilizadas para o controlo da conformidade são as que são medidas por meio de ensaios apropriados usando procedimentos normalizados. A quantidade suplementar de água ou de adjuvantes adicionados na auto-betoneira deve ser. tal deve ser previamente acordado. Estas disposições também se aplicam ao betão para produtos prefabricados. tipo de adjuvante. Os valores reais das propriedades do betão na estrutura podem diferir dos determinados pelos ensaios.propriedades especiais.4 Informação na entrega para betão fabricado no local Informação adequada. a amassadura ou carga deverá ser registada como " não-conforme" na guia de remessa. p. quando existirem vários tipos de betão ou quando a entidade responsável pela produção do betão for diferente da entidade responsável pela sua colocação.5 Consistência na entrega Em geral. nos casos de grandes estaleiros. 8 Controlo da conformidade e critérios de conformidade 8.tipo de adjuvantes e de adições. ver 9. a menos que a norma específica do produto tenha um conjunto equivalente de disposições.razão a/c ou consistência.8.3 para a guia de remessa. NOTA: Se no local forem adicionados ao betão numa auto-betoneira mais água ou adjuvantes do que é permitido pela especificação. Se o especificador requerer uma maior frequência de amostragem.máxima dimensão do agregado mais grosso. em todos os casos.máxima dimensão do agregado mais grosso.pormenores da composição. da colocação. se especificados. p. das dimensões da estrutura. como especificado. . em termos de classe ou de um valor pretendido. também é importante para o betão fabricado no local. .e. O plano de amostragem e de ensaio e os critérios de conformidade devem ser conformes com os procedimentos dados em 8. . como a requerida em 7.NP EN 206-1 2007 p. se requeridas. da cura e das condições climatéricas.

8. Adicionalmente.4). A não-conformidade pode conduzir a acções posteriores no local da produção e no local da construção (ver 8. tem que se confirmar que cada elemento pertence à família (ver 8. NOTA: No Anexo K dão-se orientações para a selecção da família de betões. Os betões leves com agregados de semelhança comprovada podem ser agrupados na sua própria família. a amostragem e os ensaios devem ser efectuados sobre as composições individuais do betão ou sobre famílias de betões adequadamente estabelecidas (ver 3. A produção contínua é atingida quando são obtidos. O local de amostragem para os ensaios de conformidade deve ser escolhido de modo que as propriedades relevantes e a composição do betão não variem significativamente entre o local da amostragem e o local da entrega. Quando os ensaios para o controlo da produção forem os mesmos que os requeridos para o controlo da conformidade. pelo menos. No plano de amostragem e de ensaio e nos critérios de conformidade para composições individuais de betão ou para as famílias de betões. as amostras devem ser colhidas no local da entrega. A conformidade ou a não-conformidade é avaliada face aos critérios de conformidade.2.1. 35 resultados de ensaios num período que não exceda os 12 meses. . No caso de se usarem famílias de betões. 45 de 84 propriedades não cobertas por estas secções. os métodos de ensaio e os critérios de conformidade devem ser acordados entre o produtor e o especificador.14).1. As correlações devem ser verificadas em cada período de avaliação e quando existam variações significativas nas condições de produção. o plano de amostragem e de ensaio. faz-se distinção entre a produção inicial e a produção contínua. Para a avaliação da conformidade o produtor pode também usar outros resultados de ensaio sobre o betão entregue.1 Controlo da conformidade da resistência à compressão 8.1.2 Controlo da conformidade do betão de comportamento especificado 8.NP EN 206-1 2007 p. selecciona-se um betão de referência que pode ser o betão mais produzido ou um betão a meio da família. deve ser permitido que sejam considerados para a avaliação da conformidade. com base nos resultados originais (não transpostos) dos ensaios da resistência à compressão. Estabelecem-se correlações entre cada composição individual e o betão de referência da família. para que seja possível a transposição dos resultados dos ensaios de resistência à compressão de cada betão da família para o betão de referência. a menos que tenha sido acordado de outro modo. No relatório CEN CR 13901 são dadas informações mais pormenorizadas sobre a aplicação do conceito de família de betões.1 Generalidades Para o betão normal e o betão pesado das classes de resistência C8/10 a C55/67 ou para o betão leve das classes LC8/9 a LC55/60. Quando os ensaios de conformidade forem aplicados a uma família de betões.2. O conceito de família de betões não deve ser aplicado a betões de classes de resistência superiores. A produção inicial cobre o período da produção até que estejam disponíveis os primeiros 35 resultados de ensaios.2. como determinado pelo produtor. quando da avaliação da conformidade da família.3). No caso do betão leve produzido com agregados não saturados. Os betões leves não devem ser incluídos nas famílias de betões normais. o produtor deve fazer o controlo de todos os elementos da família e a amostragem deve ser efectuada sobre todas as composições dos betões produzidos no seio da família.

O resultado do ensaio deve ser obtido a partir de um provete individual ou da média dos resultados de ensaio de dois ou mais provetes fabricados de uma amostra e ensaiados com a mesma idade. 8.2. 46 de 84 Se tiver sido suspensa a produção de uma composição individual de betão. O produtor pode adoptar. sendo permitida a amostragem antes da adição de plastificantes ou de superplastificantes para ajuste da consistência (ver 7. conforme o caso.. para a produção contínua. que o plastificante ou superplastificante a adicionar.1. A frequência mínima de amostragem e de ensaio do betão deve estar de acordo com o Quadro 13. através de ensaios iniciais. durante um período superior a 12 meses. as amostras devem ser colhidas após qualquer adição de água ou de adjuvantes ao betão sob a responsabilidade do produtor. o produtor deve adoptar os critérios e o plano de amostragem e de ensaio estabelecidos para a produção inicial. tomando-se o valor que conduza a um maior número de amostras para produção inicial ou contínua.1. a conformidade será avaliada em provetes ensaiados na idade especificada. estes resultados devem ser desprezados a menos que uma investigação revele que existe uma razão aceitável que justifique a eliminação de um valor de ensaio individual. Quando for necessário verificar se um determinado volume de betão pertence a uma população avaliada como conforme quanto aos requisitos da resistência característica. na quantidade a utilizar.e. não tem qualquer efeito negativo na resistência do betão. A amostragem deve incidir sobre cada família de betões (ver 3. Quando de uma amostra são fabricados dois ou mais provetes e o intervalo de variação dos resultados individuais do ensaio é maior que 15 % da média. p. ou de uma família de betões. . os critérios e o plano de amostragem e de ensaio estabelecidos para a produção inicial Se a resistência é especificada para uma idade diferente.14) produzida sob condições consideradas uniformes.2 Plano de amostragem e de ensaio As amostras de betão devem ser seleccionadas aleatoriamente e colhidas de acordo com a EN 12350-1*.NP EN 206-1 2007 p. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). esta verificação deve ser efectuada de acordo com o Anexo B.1. Não obstante os requisitos de amostragem estabelecidos em 8.5) desde que tenha sido provado. se existirem dúvidas acerca da qualidade de uma amassadura ou de uma carga ou em casos especiais requeridos pelas especificações de projecto.

NP EN 206-1 2007
p. 47 de 84 Quadro 13 – Frequência mínima de amostragem para avaliação da conformidade Frequência mínima de amostragem Primeiros 50 m Produção subsequente aos primeiros 50 m3 a) Produção de produção Betão com controlo da Betão sem controlo da produção certificado produção certificado 3 Inicial (até se obterem, pelo 1/200 m ou 3 amostras 1/150 m3 ou menos, 35 resultados) 2/semana de produção 1/dia de produção Contínua b) (quando estiverem 1/400 m3 ou disponíveis, pelo menos, 35 1/semana de produção resultados)
3

a) A amostragem deve ser distribuída pela produção e não deve ser mais de 1 amostra por cada 25 m3. b) Quando o desvio padrão dos últimos 15 resultados for superior a 1,37 σ, a frequência de amostragem deve ser incrementada para a requerida para a produção inicial nos próximos 35 resultados de ensaio.

8.2.1.3 Critérios de conformidade da resistência à compressão A avaliação da conformidade deve basear-se nos resultados dos ensaios obtidos durante um período de avaliação que não deve exceder os últimos doze meses. A conformidade da resistência à compressão do betão é avaliada em provetes ensaiados aos 28 dias 5), de acordo com 5.5.1.2 para: – grupos de "n" resultados de ensaios consecutivos, com ou sem sobreposição, fcm (critério 1); – cada resultado individual de ensaio fci (critério 2).
NOTA: Os critérios de conformidade foram desenvolvidos com base em resultados sem sobreposição. A aplicação dos critérios aos resultados dos ensaios com sobreposição aumenta o risco de rejeição.

A conformidade é confirmada se forem satisfeitos ambos os critérios do Quadro 14 tanto para a produção inicial como para a produção contínua. Quando a conformidade for avaliada tendo como base uma família de betões, o critério 1 aplica-se ao betão de referência, tendo em conta todos os resultados transpostos dos ensaios da família; o critério 2 aplica-se aos resultados originais dos ensaios. Quadro 14 – Critérios de conformidade para a resistência à compressão Número "n" de resultados de ensaios da resistência à compressão no grupo 3 ≥ 15 Critério 2 Qualquer resultado Média dos “n” resultados (fcm) individual de ensaio (fci) N/mm2 N/mm2 ≥ fck + 4 ≥ fck – 4 ≥ fck + 1,48 σ ≥ fck – 4 Critério 1

Produção Inicial Contínua

Para confirmar que cada membro individual pertence à família, deve verificar-se se a média de todos os resultados não transpostos (fcm) de um membro da família satisfaz o critério 3, apresentado no Quadro 15. Qualquer betão que falhe este critério deve ser retirado da família e a sua conformidade avaliada individualmente.

5)

Se a resistência for especificada para uma idade diferente, a conformidade é avaliada em provetes ensaiados à idade especificada.

NP EN 206-1 2007
p. 48 de 84 Quadro 15 – Critério de confirmação para os membros da família Número "n" de resultados de ensaio da resistência à compressão de um dado betão da família 2 3 4 5 6 Critério 3 Média dos “n” resultados (fcm) de um dado betão da família N/mm2 ≥ fck – 1,0 ≥ fck + 1,0 ≥ fck + 2,0 ≥ fck + 2,5 ≥ fck + 3,0

Inicialmente, o desvio padrão deve ser calculado a partir de, pelo menos, 35 resultados consecutivos obtidos num período superior a 3 meses e que anteceda o período de produção em que se pretende verificar a conformidade. Este valor deve ser considerado como a estimativa do desvio padrão (σ) da população. A validade do valor adoptado tem que ser verificada durante a produção subsequente. São permitidos dois métodos para a verificação da estimativa do valor de σ, devendo ser previamente escolhido o método a utilizar: – Método 1 O valor inicial do desvio padrão pode ser aplicado no período subsequente durante o qual se pretende verificar a conformidade, desde que o desvio padrão dos últimos 15 resultados (s15) não divirja significativamente do desvio padrão adoptado. Isto é considerado válido desde que: 0,63 σ ≤ s15 ≤ 1,37 σ Quando o valor de s15 estiver fora destes limites, deve-se determinar uma nova estimativa de σ a partir dos últimos 35 resultados de ensaio disponíveis. – Método 2 O novo valor de σ pode ser estimado a partir de um sistema contínuo, adoptando-se este valor. A sensibilidade do sistema deve ser, pelo menos, igual à do método 1. A nova estimativa de σ deve ser aplicada no período de avaliação seguinte. 8.2.2 Controlo da conformidade da resistência à tracção por compressão diametral 6) 8.2.2.1 Generalidades Aplica-se a secção 8.2.1.1, mas não é aplicável o conceito de família de betões. Cada composição de betão deve ser avaliada separadamente. 8.2.2.2 Plano de amostragem e de ensaio Aplica-se a secção 8.2.1.2.

6)

Quando a resistência à flexão é especificada, pode usar-se a mesma abordagem.

NP EN 206-1 2007
p. 49 de 84 8.2.2.3 Critério de conformidade da resistência à tracção por compressão diametral Quando for especificada a resistência do betão à tracção por compressão diametral, a avaliação da conformidade deve ser baseada nos resultados dos ensaios efectuados durante um período de avaliação que não deve exceder os últimos 12 meses. A conformidade da resistência do betão à tracção por compressão diametral é avaliada a partir de provetes ensaiados aos 28 dias, a menos que seja especificada outra idade de acordo com 5.5.1.3 para: – grupos de "n" resultados de ensaios consecutivos, com ou sem sobreposição, ftm (critério 1); – cada resultado individual de ensaio, fti (critério 2). A conformidade com a resistência característica à tracção por compressão diametral (ftk) é confirmada se os resultados dos ensaios satisfizerem ambos os critérios do Quadro 16, tanto para a produção inicial como para a produção contínua. Devem-se aplicar, de modo semelhante, as disposições dadas na secção 8.2.1.3 para o desvio padrão. Quadro 16 – Critérios de conformidade para a resistência à tracção por compressão diametral Produção Inicial Contínua Número "n" de resultados no grupo 3 ≥ 15 Critério 1 Média dos “n” resultados de ensaio (ftm) em N/mm2 ≥ ftk + 0,5 ≥ ftk + 1,48 σ Critério 2 Qualquer resultado individual de ensaio (fti) em N/mm2 ≥ ftk – 0,5 ≥ ftk – 0,5

8.2.3 Controlo da conformidade de outras propriedades que não a resistência 8.2.3.1 Plano de amostragem e de ensaio As amostras de betão devem ser seleccionadas aleatoriamente e colhidas de acordo com a EN 12350-1*. A amostragem deve incidir sobre cada família de betões produzida sob condições consideradas uniformes. O número mínimo de amostras e os métodos de ensaio devem estar de acordo com os Quadros 17 e 18. 8.2.3.2 Critérios de conformidade para outras propriedades que não a resistência Quando forem especificadas outras propriedades do betão para além da resistência, a avaliação da conformidade deve ser efectuada sobre a produção corrente considerando um período de avaliação que não deve exceder os últimos 12 meses. A conformidade do betão baseia-se na contagem do número total de resultados obtidos durante o período de avaliação fora dos valores limite, limites da classe ou tolerâncias de um valor pretendido especificados e na comparação desse total com o número máximo permitido (controlo por atributos). A conformidade com a propriedade requerida é confirmada se: – o número total de resultados de ensaios fora dos valores limite, dos limites da classe ou das tolerâncias de um valor pretendido que foram especificados, conforme apropriado, não for maior que o valor aceitável dos Quadros 19a ou 19b como referido nos Quadros 17 e 18. Em alternativa, no caso de AQL = 4 %, o

*

Ver Anexo Nacional NA (informativo)

NP EN 206-1 2007
p. 50 de 84 requisito pode ser baseado no controlo por variáveis de acordo com a ISO 3951:1994 Quadro II-A (AQL = 4 %) onde o valor de aceitação se relaciona com o Quadro 19a; – todos os resultados individuais de ensaio estão dentro dos desvios máximos permitidos nos Quadros 17 ou 18. Quadro 17 – Critérios de conformidade para outras propriedades além da resistência
Método de ensaio ou Propriedade método de determinação EN 12390-7* EN 12390-7* Ver 5.4.2 Ver 5.4.2 Número mínimo de amostras ou de determinações Número aceitável Desvio máximo permitido dos resultados individuais de ensaio relativamente aos limites da classe especificada ou à tolerância sobre o valor pretendido especificado Valor inferior Massa volúmica do betão pesado Massa volúmica do betão leve Razão água/cimento Dosagem de cimento Teor de ar no betão fresco com ar incorporado Teor de cloretos do betão Como no Quadro 13 para a resistência à compressão Como no Quadro 13 para a resistência à compressão 1 determinação por dia 1 determinação por dia Ver Quadro 19a Ver Quadro 19a Ver Quadro 19a Ver Quadro 19a Ver Quadro 19a 0 - 30 kg/m3 - 30 kg/m3 Sem limite a) - 10 kg/m3 - 0,5 % em valor absoluto Valor superior Sem limite a) + 30 kg/m3 + 0,02 Sem limite a) + 1,0 % em valor absoluto

1 amostra/dia de produção EN 12350-7* para betão normal e pesado estabilizada e ASTM C 173 para betão leve Ver 5.2.7 A determinação deve ser feita para cada composição de betão e deve repetir-se no caso de aumento do teor de cloretos de qualquer dos constituintes

Sem limite a)

Não são permitidos valores superiores

a)

A menos que sejam especificados limites.

Quadro 18 - Critérios de conformidade para a consistência
Método de ensaio Número mínimo de amostras ou de determinações Cada amassadura; Para entregas em viatura, cada carga i) frequência de acordo com o Quadro 13 para a resistência à compressão ii) quando se medir o teor de ar iii) em caso de dúvida após a inspecção visual -Ver Quadro 19b Ver Quadro 19b Ver Quadro 19b Ver Quadro 19b -- 10 mm - 20 mm b) -2s - 4 s b) - 0,03 - 0,05
b)

Número aceitável de nãoconformidades

Desvio máximo permitidoa) dos resultados individuais de ensaio relativamente aos limites da classe especificada ou à tolerância sobre o valor pretendido especificado Valor inferior Valor superior -+ 20 mm + 30 mm b) +4s + 6 s b) + 0,05 + 0,07 b) + 30 mm + 40 mm
b)

Inspecção visual Abaixamento Tempo Vêbê Grau de compactabilidade Espalhamento

Comparação da aparência com a aparência normal do betão com a consistência especificada EN 12350-2* EN 12350-3* EN 12350-4* EN 12350-5
*

- 20 mm - 30 mm

a) Quando não existir limite superior ou inferior para a classe de consistência relevante, estes desvios não se aplicam. b) Só aplicáveis para o ensaio da consistência da descarga inicial da auto-betoneira (ver 5.4.1).

*

Ver Anexo Nacional NA (informativo).

49 4 50 .64 5 65 . aplicam-se os parágrafos relevantes de 8. Quadro 19b AQL = 15 % Número de resultados Número aceitável de ensaio 1-2 0 3-4 1 5-7 2 8 .2.100 21 8. os métodos de ensaio e os limites de conformidade devem ser previamente acordados entre o utilizador e o produtor. As quantidades de cimento. e. quando relevante.conferir os resultados dos ensaios e.o tipo e a classe de resistência do cimento.os tipos de agregados.31 2 32 . tendo em conta os limites acima referidos e a exactidão dos métodos de ensaio.79 6 80 .39 3 40 .as origens dos constituintes do betão. se especificadas.4 Acções em caso de não-conformidade do produto Em caso de não-conformidade. da razão água/cimento.3 e o Quadro 18. se inválidos. se especificadas.19 5 20 . 8.NP EN 206-1 2007 p. incluindo de composição prescrita em norma Cada amassadura de um betão de composição prescrita deve ser avaliada quanto à conformidade da dosagem de cimento.o tipo de adjuvante ou de adição.94 7 95 . A conformidade deve ser avaliada por comparação do registo de produção e dos documento de entrega dos constituintes com os requisitos especificados para: . como indicadas no registo de produção ou impressas no registo de amassadura. de adjuvantes e de adições. Quando for necessário avaliar a conformidade da consistência. o produtor deve executar as seguintes acções: . máxima dimensão e proporções dos agregados. No caso de betão de composição prescrita em norma. de agregados (de cada fracção especificada). agir de forma a eliminar os erros. . as tolerâncias equivalentes podem ser dadas na norma relevante.12 3 13 . .04.79 14 80 . . da dosagem dos adjuvantes ou de adições. 51 de 84 Quadros 19a e 19b – Número aceitável de não-conformidades para os critérios de conformidade aplicáveis a outras propriedades além da resistência Quadro 19a AQL = 4 % Número de resultados Número aceitável de ensaio 1 .12 0 13 .19 1 20 .31 7 32 . .49 10 50 . Quando for necessário avaliar a conformidade da composição através da análise do betão fresco. devem encontrar-se dentro das tolerâncias dadas no Quadro 21 e o valor da razão água/cimento não deve diferir do valor especificado em mais do que ± 0.3 Controlo da conformidade do betão de composição prescrita.100 8 Quando o número de resultados de ensaio exce-der os 100. os números aceitáveis podem ser retirados do Quadro II-A da ISO 2859-1:1999. se for o caso.

. 9 Controlo da produção 9. No prEN 13791:1999 são dadas orientações para a avaliação da resistência na estrutura ou nos elementos estruturais. Inclui: . Estes requisitos devem ser considerados tendo em conta o tipo e volume da produção. de acordo com a EN 12504-2* ou com o prEN 12504-4:1999.produção do betão.utilização dos resultados dos ensaios efectuados sobre os materiais constituintes. quando relevante. 9.formulação do betão. por exemplo. Os requisitos para outros aspectos do controlo da produção são indicados nas secções seguintes. .inspecções e ensaios. dos procedimentos de controlo de produção relevantes. . . NOTA: A secção 9 tem em conta os princípios da EN ISO 9001*.e. o produtor tem que agir apenas no caso de ter autorizado esta adição. podem ser requeridos ensaios adicionais sobre carotes extraídas da estrutura ou dos elementos estruturais.2 Sistemas de controlo da produção A responsabilidade.se existir a confirmação de uma não-conformidade com a especificação que não foi óbvia na altura da entrega. as obras. NOTA: Se o produtor tomou conhecimento da não-conformidade do betão ou se os resultados dos ensaios de conformidade não cumprirem os requisitos. p. Podem ser necessários requisitos adicionais para atender a circunstâncias especiais no local da produção ou a requisitos específicos para determinadas estruturas ou elementos estruturais. pela direcção. . o equipamento.se se confirmar a não-conformidade.controlo da conformidade.selecção de materiais. . notificar o especificador e o utilizador para evitar quaisquer danos consequentes. . através da repetição dos ensaios. ou uma combinação de ensaios sobre carotes com ensaios não destrutivos na estrutura ou nos elementos estruturais..1 Generalidades Todo o betão deve ser sujeito ao controlo da produção sob a responsabilidade do produtor. para o qual são dadas regras na secção 8.inspecção do equipamento usado no transporte do betão fresco. .NP EN 206-1 2007 p. 52 de 84 . implementar acções correctivas incluindo uma revisão. o betão fresco e endurecido e o equipamento. . a autoridade e a relação mútua entre todo o pessoal que dirige.5). efectua e verifica o trabalho que influi na qualidade do betão devem ser definidas num sistema de controlo da produção documentado (manual do controlo da produção). de acordo com a EN 12504-1*. particularmente no que diz respeito ao pessoal que precisa * Ver Anexo Nacional NA (informativo). Se a não-conformidade do betão resultar da adição de água ou adjuvantes no local (ver 7. os procedimentos e as regras usadas no local de produção e de utilização do betão. O controlo da produção compreende todas as medidas necessárias para manter as propriedades do betão em conformidade com os requisitos especificados.registar as acções relativas aos pontos acima referidos.

se conhecida Consistência (método usado e resultados) Massa volúmica. 23 e 24. pelo menos. a não ser que obrigações legais exijam um período mais longo. Quadro 20 – Registos e outros documentos. estes procedimentos e instruções devem ser estabelecidos respeitando os requisitos de controlo estabelecidos nos Quadros 22. Estes registos devem ser conservados. pelo menos. p. se requerida Teor de ar. a não ser que obrigações legais exijam um período mais longo. pelo menos de dois em dois anos. para o betão pronto Adicionalmente. padrão de rotura anormal do provete) Conformidade / não-conformidade com as especificações Nome do cliente Local da obra. 53 de 84 de autonomia e autoridade dentro da organização para minimizar o risco de betão não conforme e para identificar e registar qualquer problema de qualidade. As frequências pretendidas para os ensaios e inspecções efectuadas pelo produtor devem estar documentadas. O sistema de controlo da produção deve incluir procedimentos e instruções adequadamente documentados. Os registos de tais revisões devem ser conservados. agregados. se requerida Data dos ensaios Códigos e idades dos provetes Resultados dos ensaios da massa volúmica e da resistência Notas especiais (p.. ver Quadro 20. para o betão prefabricado . 9. durante 3 anos. adjuvantes. Os resultados dos ensaios e das inspecções devem ser registados.. dosagem de cimento) Razão água/cimento Teor de cloretos Código do membro da família Data e local da amostragem Localização na estrutura.. durante 3 anos.e.3 Registos e outros documentos Devem ser registados todos os dados relevantes do controlo da produção. local da construção Números e datas das guias de remessa relativas aos ensaios Guias de remessa Podem ser requeridos dados adicionais ou diferentes pela norma de produto relevante Ensaios do betão fresco Ensaios do betão endurecido Avaliação da conformidade Adicionalmente.e. Quando relevante. se requerida Temperatura do betão. O sistema de controlo da produção deve ser revisto pela direcção do produtor. se requerido Volume da amassadura ou da carga ensaiada Números e códigos dos provetes a ensaiar Razão água/cimento.e. se relevantes Assunto Requisitos especificados Cimentos. para assegurar a aptidão e eficácia do sistema.NP EN 206-1 2007 p. adições Ensaios da água de amassadura (não requeridos para a água potável) Ensaios dos materiais constituintes Composição do betão Registos e outros documentos Especificação contratual ou resumo dos requisitos Nome dos fornecedores e da origem Data e local da amostragem Resultados dos ensaios Data e resultados dos ensaios Descrição do betão Registos das pesagens dos constituintes por amassadura ou carga (p.

2 Equipamentos e instalações 9.6. de formação e de experiência para as diferentes tarefas. 9. devem ser executados ensaios iniciais para verificar se o betão tem as propriedades especificadas ou o desempenho pretendido com uma margem adequada (ver Anexo A).NP EN 206-1 2007 p. por mistura ou contaminação.2.6 Pessoal. A relação segura ou a correlação deve ser avaliada quanto à sua validade. 54 de 84 9.e.6.1 Pessoal Os conhecimentos. p. a formação e a experiência do pessoal envolvido na produção e no controlo da produção devem ser adequados ao tipo de betão. Novas composições de betão obtidas por interpolação entre composições de betão conhecidas ou por extrapolações da resistência à compressão que não excedam os 5 N/mm2 satisfazem. não é necessária a realização dos ensaios iniciais pelo produtor. betão leve. e que a conformidade com a norma respectiva se mantenha. os ensaios iniciais não são requeridos. Esta avaliação deve ser feita separadamente para cada local de produção que opera em condições diferentes.e. Os compartimentos de armazenamento devem ser claramente identificados de modo a evitar erros na utilização dos materiais constituintes.4 Ensaios Os ensaios devem ser executados de acordo com os métodos de ensaio estabelecidos nesta Norma (métodos de ensaio de referência). por acção do clima. . podendo ser usados outros métodos de ensaio se tiver sido estabelecida uma correlação ou uma relação segura entre os resultados destes métodos de ensaio e os dos métodos de referência. A formulação do betão e as correspondentes correlações devem ser revistas quando houver uma alteração significativa dos materiais constituintes.5 Composição do betão e ensaios iniciais No caso duma nova composição de betão.1 Armazenamento de materiais Os materiais constituintes devem ser armazenados e manuseados de forma que as suas propriedades não se alterem significativamente. há requisitos especiais relativos ao nível de conhecimentos. p. os requisitos dos ensaios iniciais. a menos que a relação esteja especificada em normas nacionais ou em disposições válidas no local de utilização. Todas as composições de betão devem ser revistas periodicamente para garantir que ainda estão conformes com os requisitos. a intervalos apropriados.6. Quando houver experiência de longa duração com um betão ou família de betões semelhantes. equipamento e instalações 9. No caso dum betão de composição prescrita ou dum betão de composição prescrita em norma. 9. betão de elevada resistência. tendo em conta as alterações nas propriedades dos materiais constituintes e os resultados dos ensaios de conformidade das composições de betão. Devem ser mantidos registos apropriados da formação e da experiência do pessoal envolvido na produção e no controlo da produção. 9. NOTA: Em alguns países.. em princípio.

2. ** Ver documento Nacional de Aplicação DNA 9. 9.2. 9.6.2. equipamentos e correspondentes instruções de utilização devem estar disponíveis. em pilhas. as tolerâncias do Quadro 21 aplicam-se à carga. p.7 possam ser atingidas e mantidas. Devem existir equipamentos para a recolha de amostras representativas. Os equipamentos de ensaio relevantes devem encontrar-se calibrados quando da realização dos ensaios e o produtor deve ter operacional um programa de calibração. As auto-betoneira e os equipamentos agitadores devem estar equipados de forma que o betão seja entregue num estado homogéneo. 55 de 84 Devem ser tidas em conta as instruções especiais dos fornecedores dos materiais constituintes.2. Quando certo número de amassaduras são misturadas ou voltadas a misturar num camião betoneira. 9. se no local e sob responsabilidade do produtor forem adicionados água ou adjuvantes. quando > 5 % da massa de cimento Adjuvantes e adições quando ≤ 5 % da massa de cimento ± 3 % da quantidade requerida ± 5 % da quantidade requerida NOTA: A tolerância é a diferença entre o valor pretendido e o valor medido.2 Equipamento de dosagem O desempenho do equipamento de dosagem deve ser tal que. A exactidão do equipamento de pesagem deve estar conforme com os requisitos válidos no local da produção do betão **.6.6. A tolerância de doseamento dos materiais constituintes não deve exceder os limites estabelecidos no Quadro 21 para quantidades de betão iguais ou superiores a 1 m3.3 Betoneiras As betoneiras devem ser capazes de assegurar uma distribuição uniforme dos materiais constituintes e uma consistência uniforme do betão dentro do tempo de amassadura e para a capacidade de mistura. .2. Além disso.6. Quadro 21 – Tolerâncias para o doseamento dos materiais constituintes Material constituinte Tolerância Cimento Água Total dos agregados Adições.NP EN 206-1 2007 p. os materiais constituintes e o betão. quando requerido para a realização das inspecções e ensaios sobre o equipamento. silos e contentores.4 Equipamento de ensaio Todas as instalações.7 Doseamento dos materiais constituintes No local de doseamento do betão deve estar documentada e disponível uma instrução de doseamento. sob condições correntes de operação. 9.e. pormenorizando o tipo e quantidade dos materiais constituintes. as tolerâncias estabelecidas em 9. as auto-betoneiras devem possuir equipamentos de fornecimento e de medição adequados.

A água de amassadura. os procedimentos de produção e o betão devem ser controlados quanto à sua conformidade com as especificações e com os requisitos da presente Norma. As propriedades do betão de comportamento especificado devem ser controladas em relação aos requisitos especificados no Quadro 24. a medição do teor de água dos agregados) estão em boas condições de funcionamento e satisfazem os requisitos da presente Norma.2. reamassadura numa auto-betoneira) deve ser prolongado até que a absorção de água dos agregados e subsequente expulsão do ar dos agregados leves. Para betão leve com agregados não saturados. que podem ser adicionados após esse processo.3 e continuar até o betão ter uma aparência uniforme. 9. 9. a duração da reamassadura após o processo principal de amassadura e após a adição do adjuvante não deverá ser inferior a 1 min/m3. A composição do betão fresco não deve ser alterada depois de sair da betoneira.com o mínimo de 5 min. o período desde a amassadura inicial até ao fim da última amassadura (p.e. Se tal não for o caso.6. O controlo do equipamento deve assegurar que as instalações de armazenamento. o betão deve voltar a ser amassado até que o adjuvante fique completamente disperso na amassadura ou na carga e se tenha tornado totalmente eficaz. deverá o produtor do betão verificar a conformidade dos materiais com as normas relevantes. NOTA: Este Quadro está baseado na hipótese de que existe um adequado controlo da produção pelo produtor dos materiais constituintes nos locais onde os materiais são produzidos e que os materiais constituintes são entregues com uma declaração ou um certificado de conformidade com a especificação relevante. A frequência das inspecções e dos ensaios do equipamento (enquanto em utilização) é dada no Quadro 23. a betoneira e os dispositivos de controlo (p. os adjuvantes e as adições líquidas podem ser doseados em massa ou em volume. A central. os agregados leves. 56 de 84 Os cimentos. são permitidos outros métodos se a tolerância do doseamento requerida puder ser obtida e se tal facto estiver documentado. com excepção dos superplastificantes ou dos redutores de água. o equipamento e os meios de transporte devem estar sujeitos a um plano de manutenção e devem ser mantidos em condições de funcionamento eficiente de forma a que as propriedades e a quantidade de betão não sejam afectadas.8 Amassadura do betão A mistura dos materiais constituintes deve ser feita numa betoneira de acordo com 9.NP EN 206-1 2007 p. As betoneiras não devem ser carregadas para além da sua capacidade nominal de amassadura.e. NOTA: Numa auto-betoneira. o equipamento. devem ser adicionados durante o processo de amassadura. Os adjuvantes.9 Procedimentos para o controlo da produção Os materiais constituintes. . quando utilizados. O controlo deve permitir a detecção de alterações significativas com influência sobre as propriedades e a tomada de acções correctivas adequadas.. os agregados e as adições em pó devem ser doseados em massa. não tenha qualquer impacto negativo significativo nas propriedades do betão endurecido. Os tipos e a frequência das inspecções e dos ensaios dos materiais constituintes devem ser os estabelecidos no Quadro 22. o equipamento de pesagem e de medição volumétrica. Neste último caso.

forma e impurezas Frequência mínima Cada entrega 2 Agregados Cada entrega 3 4 5 6 7 8 9 10 Cada entrega. Se a entrega é por correia transportadora. impurezas Em caso de dúvida. após a inspecção visual. após a inspecção visual. ver 5.e. periodicamente em função das condições locais ou de entrega Primeira entrega de nova origem quando o Análise granulométrica de Avaliar a conformidade com a fornecedor não disponibiliza esta informação. massa volúmica. segundo a EN 1097-6 Em caso de dúvida Medir a baridade Ensaio segundo a EN Controlo Primeira entrega de nova origem quando o adicional dos 1097-3 * fornecedor não disponibiliza esta informação. Periodicamente. . infravermelhos Adições em Assegurar que o fornecimento está Cada entrega Inspecção da guia de d c conforme o pedido e é da origem remessa antes da pó correcta descarga Determinação da perda ao fogo das cinzas volantes Identificar alterações no teor de carbono que possam afectar o betão com ar introduzido Cada entrega para ser utilizada em betão com ar introduzido quando o produtor não disponibiliza esta informação 11 (continua) * Ver Anexo Nacional NA (informativo). em função das condições e locais ou de entrega Avaliar a presença e a quantidade Primeira entrega de nova origem quando o Determinação de de impurezas fornecedor não disponibiliza esta informação. Periodicamente. acordo com a EN 933-1* norma ou outra granulometria acordada Em caso de dúvida. em função das condições e locais ou de entrega Avaliar a dosagem efectiva de Primeira entrega de nova origem quando o Determinação da água do betão.4. em função das condições e pesados locais ou de entrega Adjuvantesc Inspecção da guia de Assegurar que o fornecimento está Cada entrega remessa e da etiqueta do conforme o pedido e está adequad damente marcado contentor antes da descarga Em caso de dúvida Identificação segundo a Comparar com os dados do fabricante EN 934-2*.. d antes da remessa descarga Inspecção do agregado antes da descarga Objectivo Assegurar que o fornecimento está conforme o pedido e é da origem correcta Assegurar que o fornecimento está conforme o pedido e é da origem correcta Comparar com a aparência normal no que respeita à granulometria. leves ou Periodicamente.2 fornecedor não disponibiliza esta absorção de água. p. agregados Em caso de dúvida. após a inspecção visual. * informação. 57 de 84 Quadro 22 – Controlo dos materiais constituintes Material constituinte 1 Cimentos a Inspecção / ensaio Inspecção da guia de remessa d antes da descarga Inspecção da guia de b.NP EN 206-1 2007 p.

Em caso de dúvida Primeira utilização do dia para cada adjuvante Quando da instalação. Em caso de dúvida (continua) * Ver Anexo Nacional NA (informativo). Não é necessário quando o controlo da produção do agregado está certificado. Recomenda-se que sejam colhidas e armazenadas amostras de cada entrega.NP EN 206-1 2007 p.3.6. Periodicamente a após instalação. Em caso de dúvida 4 5 Doseadores de adjuvantes (incluindo os montados nos camiões betoneira) Inspecção visual do funcionamento Verificação da exactidão da dosagem Assegurar que o equipamento está limpo e funciona correctamente Evitar dosagens erradas 6 Contador de água Verificação da exactidão da medição Assegurar que a exactidão está de acordo com 9.2.2. secção 5. Ver Documento Nacional de Aplicação. etc Equipamento de pesagem Inspecção/ensaio Inspecção visual Objectivo Assegurar conformidade com os requisitos Assegurar que o equipamento de pesagem está limpo e funciona correctamente Assegurar que a exactidão está de acordo com 9. contentores. ** . A guia de remessa deve conter ou ser acompanhada de uma declaração ou certificado de conformidade como requerido na norma ou especificação relevante. A guia de remessa ou a ficha técnica do produto devem também conter informação sobre o teor máximo de cloretos e devem possuir uma classificação respeitante às reacções álcalis-sílica de acordo com as disposições válidas no local de utilização do betão**. 58 de 84 Quadro 22 – Controlo dos materiais constituintes (continuação) Material constituinte Adições em suspensão c Inspecção / ensaio Inspecção da guia de d remessa antes da descarga Determinação da massa volúmica Ensaio segundo a EN 1008* Objectivo Assegurar que o fornecimento está conforme o pedido e é da origem correcta Assegurar a uniformidade Frequência mínima Cada entrega 12 13 14 Água Cada entrega e periodicamente durante a produção do betão Assegurar que a água não tem Quando é usada pela primeira vez uma nova constituintes nocivos se a água não fonte de água não potável.2. para ensaio em caso de dúvida. b c d e Quadro 23 – Controlo do equipamento Equipamento 1 Pilhas de armazenamento.2 Frequência mínima Uma vez por semana 2 Inspecção visual do funcionamento Verificação da exactidão da pesagem Diariamente 3 Quando da instalação.6. Periodicamente a após instalação. Periodicamente a em função das disposições nacionais. for potável Em caso de dúvida a Recomenda-se que sejam colhidas e armazenadas amostras.2 Quando da instalação. uma vez por semana e de cada tipo de cimento.4.

quando especificadas. Determinar a massa seca do ensaio de secagem ou equiva. 59 de 84 Quadro 23 – Controlo do equipamento (continuação) Equipamento 7 Inspecção/ensaio Objectivo Frequência mínima Quando da instalação. no caso de dosagem automática. 7 e 9 a 14). o transporte até ao local de descarga e a entrega. a sua consistência e a sua temperatura. 6. da sua sensibilidade durante o uso e das condições de produção da central. com a massa registada Verificar a conformidade Periodicamente a) Para os equipamentos de ensaio da resistência. No caso dum aumento no teor de cloretos dos constituintes (continua) . Quadro 24 – Controlo dos procedimentos de produção e das propriedades do betão Tipo de ensaio 1 Propriedades do betão de comportamento especificado Teor de humidade dos agregados finos Teor de humidade dos agregados grossos Dosagem de água do betão fresco Teor de cloretos do betão Inspecção/ ensaio Ensaios iniciais (ver Anexo A) Objectivo Provar que as propriedades especificadas são satisfeitas com uma margem adequada pela composição proposta Sistema de medição contínua. Em caso de dúvida Diariamente Equipamento para Comparação da quantidade Assegurar a exactidão medição contínua real com a leitura do aparelho do teor de humidade dos agregados finos Sistema de dosagem Sistema de dosagem Inspecção visual Assegurar o funcionamento correcto do equipamento de dosagem 8 9 Comparação (por um método Assegurar a exactidão do sistema de Quando da instalação. A composição do betão de composição prescrita. podendo ser necessária uma frequência maior ou menor dependendo das condições locais e atmosféricas Dependendo das condições locais e atmosféricas 4 5 Verificar a quantidade de a água adicionada Determinação inicial por cálculo Fornecer o valor para a razão água/cimento Assegurar que o máximo teor de cloretos não é excedido Cada amassadura Quando se realizam ensaios iniciais. sistema de dosagem) da massa Em caso de dúvida real dos constituintes com a massa pretendida e.NP EN 206-1 2007 p.agregado e a água a adicionar lente Ensaio de secagem ou equivalente Determinar a massa seca do agregado e a água a adicionar Frequência mínima Antes do uso de uma nova composição de betão 2 3 Se não for contínua. Periodicamente a após instalação. adequado em função do dosagem de acordo com o Quadro 21 Periodicamente a após instalação. devem ser controladas em relação aos requisitos especificados no Quadro 24 (linhas 2 a 4. diariamente. O controlo deve incluir a produção. pelo menos uma vez por ano Periodicamente a) 10 Equipamentos de Calibração segundo as ensaio normas nacionais ou EN relevantes Betoneiras (incluindo autobetoneiras) Inspecção visual 11 Verificar o desgaste do equipamento de amassadura a) A frequência depende do tipo de equipamento.

especificado ASTM C 173 para o betão leve Medir a temperatura Temperatura do betão fresco Massa volúmica do betão fresco Supervisionar a amassadura do betão leve e do betão pesado e controlar a massa volúmica Verificar a dosagem de cimento e fornecer o valor para a razão água/cimento Verificar a dosagem de adições e fornecer o valor para a razão água/cimento (ver 5. dependendo da situação.cada amassadura ou carga quando a temperatura está perto do limite Ensaio segundo a EN 12390.2) Verificar a dosagem de adjuvantes Avaliar o cumprimento da razão água/cimento especificada Avaliar o cumprimento do teor de ar especificado Cada amassadura Cada amassadura Cada amassadura Diariamente.4. Quando a temperatura for especificada: . b) * Ver Anexo Nacional NA (informativo). Em caso de dúvida após inspecção visual Diariamente 8 9 10 11 12 13 14 Determinação da massa volúmica segundo a EN * 12350-6 Dosagem de Verificar a massa de cimento cimento do betão da amassadura a) fresco Verificar a massa de adições Dosagem de adições do betão da amassadura a) fresco Dosagem de Verificar a massa ou volume adjuvantes do de adjuvantes da amassadura a) betão fresco Por cálculo ou por ensaio. 60 de 84 Quadro 24 – Controlo dos procedimentos de produção e das propriedades do betão (continuação) Tipo de ensaio 6 7 Consistência Objectivo Comparar com a aparência normal Determinação da consistência Avaliar o cumprimento dos va* * segundo a EN 12350-2 . 7 para o betão normal e para quando o betão pesado. lores especificados da consis* * tência e verificar possíveis -4 ou –5 variações da dosagem de água Inspecção/ ensaio Inspecção visual Frequência mínima Cada amassadura Quando a consistência for especificada. Quando se determina o teor de ar. -3 . registar a quantidade doseada no registo da produção. frequência igual à do controlo da conformidade. .2 betão fresco Ensaio segundo a EN 12350Teor de ar do * betão fresco. ver Razão água/cimento do 5. Pode também ser ensaiado em condições saturadas.2. . quando especificado Para betões com ar introduzido: primeiras amassaduras ou cargas de cada dia de produção até que os valores estabilizem 15 Massa volúmica do betão leve ou do betão pesado endurecido Em caso de dúvida. frequência igual à do Quadro 13 para a resistência à compressão.periodicamente. desde que esteja estabelecida uma relação segura com a massa volúmica seca.1 Quando não é usado equipamento de registo e as tolerâncias da dosagem são excedidas para a amassadura ou carga.NP EN 206-1 2007 p.4.1 e 8. frequência igual à da 7 resistência à compressão Avaliar o cumprimento da temperatura mínima de 5 ºC ou do limite especificado 16 Ensaio de Ensaio segundo a EN resistência à 12390-3 * b) compressão em provetes de betão moldados a) Avaliar o cumprimento da resistência especificada Quando a resistência for especificada. ver 8.Avaliar o cumprimento da massa Quando a massa volúmica for * b) volúmica especificada especificada.

.classe de resistência à compressão: classe de resistência como definida nos Quadros 7 ou 8. Se o contrato definir requisitos especiais para o betão.e. 11 Designação para o betão de comportamento especificado Quando se pretender indicar de uma forma abreviada as características essenciais do betão de comportamento especificado.1 Generalidades O produtor é responsável pela avaliação da conformidade dos requisitos especificados para o betão. p.5). fiscalização e certificação estabelecidas no Anexo C.e.4). Para produtos prefabricados de betão. Para a abreviatura do nome do país podem ser adicionadas mais informações sobre as disposições. . b) controlo da produção (ver secção 9). que o controlo da produção deve ser avaliado e fiscalizado por um organismo de inspecção reconhecido e depois certificado por um organismo de certificação reconhecido. utilização limitada e classe de resistência baixa (ver 6.NP EN 206-1 2007 p.para os valores limite de acordo com a classe de exposição: a designação da classe do Quadro 1. do tipo de produção e da margem de segurança da composição do betão. aplicam-se as disposições para a avaliação. p. por contrato ou disposições válidas no local de utilização do betão. é recomendável a inspecção e a certificação do controlo da produção por organismos de inspecção e de certificação reconhecidos. deve aplicar-se o seguinte formato: . o produtor deve executar as seguintes tarefas: a) ensaios iniciais. seguida da abreviatura do nome do país7) que estabeleceu os valores limite. depende do nível dos requisitos de desempenho para o betão. a composição e as propriedades do betão ou outro conjunto de requisitos. Em geral.2 Avaliação.. O Anexo H dá alguma orientação.5 e Anexo A). requerem-se conhecimentos e experiência especiais. C25/30. XD2(F) quando se aplicam as disposições francesas. 61 de 84 Podem ser necessários requisitos adicionais para o controlo da produção de alguns betões. o controlo da produção deve incluir acções apropriadas para além das definidas nos Quadros 22 a 24. as acções previstas nos Quadros 22 a 24 podem ser adaptadas às condições do local de produção específico e ser substituídas por acções que forneçam um nível de controlo equivalente. Com esta finalidade. A recomendação para inspeccionar o controlo da produção e certificar a sua conformidade. 10 Avaliação da conformidade 10. Estes aspectos não estão definidos na presente Norma. . Para a produção de betão de alta resistência. quando requeridos (ver 9.referência à presente Norma Europeia: EN 206-1. Em casos especiais. Tal não é considerado necessário para o betão de composição prescrita em norma com uma elevada margem de segurança na composição (ver Anexo A. os requisitos e as disposições para a avaliação de conformidade são dadas nas especificações técnicas relevantes (normas de produto e aprovações técnicas). por organismos de inspecção e de certificação reconhecidos. fiscalização e certificação do controlo da produção Quando for requerido. incluindo o controlo da conformidade (ver secção 8). da sua utilização pretendida.. 7) De acordo com o código internacionalmente reconhecido para os veículos automóveis. 10.

.. Cl 0. . 62 de 84 .2.NP EN 206-1 2007 p.e.máximo teor de cloretos: a classe definida no Quadro 10.20.2.máxima dimensão do agregado mais grosso: o valor Dmax como definido em 4. Dmax 22.. .massa volúmica: a designação da classe como definida no Quadro 9 ou o valor pretendido. p. p. D1. p..e.8.consistência: a classe como definida em 4.e.2. .1 ou o valor pretendido e o respectivo método.

2 Responsável pelos ensaios iniciais Os ensaios iniciais devem ser da responsabilidade do produtor no caso do betão de comportamento especificado.3 Frequência dos ensaios iniciais Os ensaios iniciais devem ser executados antes da utilização de um novo betão ou de uma nova família de betões. O resultado do ensaio inicial do betão é a média das resistências das amassaduras ou cargas. A resistência de uma amassadura ou carga deve ser a média dos resultados dos ensaios dos respectivos provetes. ou se for tratado com calor. 5. Os ensaios iniciais devem demonstrar que um betão satisfaz todos os requisitos especificados para o betão fresco e endurecido.2.2.1 Generalidades Este Anexo pormenoriza os ensaios iniciais indicados em 5. devem ser feitas pelo menos três amassaduras e ensaiados pelo menos três provetes de cada uma delas. A.5. Os resultados dos ensaios iniciais devem ser documentados pelo organismo de normalização responsável. Quando forem efectuados ensaios iniciais para uma família de betões. A.4 Condições de ensaio Em geral. Os ensaios iniciais devem ser repetidos se houver uma alteração significativa nos materiais constituintes ou nos requisitos especificados nos quais se basearam os ensaios prévios.1 e 9. 6. É necessário um número significativamente maior de ensaios para definir a composição de um betão de composição prescrita em norma. Neste caso.1.5. os ensaios iniciais devem ser executados sobre betão fresco com uma temperatura entre 15 ºC e 22 ºC. Quando o produtor ou o especificador puder demonstrar que uma composição é adequada com base em resultados de ensaios prévios ou numa experiência de longa duração. Para os ensaios iniciais de um dado betão. do especificador no caso do betão de composição prescrita e do organismo de normalização no caso do betão de composição prescrita em norma. deverá o produtor ser disso informado de forma a poder considerar os eventuais efeitos sobre as propriedades do betão e a necessidade de ensaios complementares.NP EN 206-1 2007 p. NOTA: Se a colocação do betão no local for feita sob condições térmicas muito diferentes.1. . pode efectuar-se apenas uma amassadura por betão. Devem ser registados o tempo entre a amassadura e o ensaio de consistência e os resultados dos ensaios. tal pode ser considerado como uma alternativa aos ensaios iniciais. de modo a abranger todos os materiais constituintes permitidos que se prevê possam ser utilizados a nível nacional. A. 63 de 84 Anexo A (normativo) Ensaios iniciais A. o número de betões a amostrar deve abranger a gama de composições da família.

5 Critérios para aceitação dos ensaios iniciais Para avaliar as propriedades do betão.2. O critério para a aceitação dos ensaios iniciais para o betão de composição prescrita em norma é: fcm ≥ fck + 12 A consistência do betão deve estar dentro dos limites da classe de consistência no momento em que se espera que o betão seja colocado ou. no caso de betão pronto. em particular as do betão fresco. dos materiais constituintes e da informação anterior disponível sobre a variação dos ensaios. Esta margem deve ser pelo menos a necessária para satisfazer os critérios de conformidade da secção 8. 6 N/mm2 a 12 N/mm2 dependendo das instalações de produção. A resistência à compressão do betão com a composição a utilizar no caso real deve exceder o valor de fck dos Quadros 7 ou 8 com uma margem adequada. Convém que a margem seja cerca de duas vezes o desvio padrão esperado. entregue. Para outras propriedades especificadas. 64 de 84 A. . o que significa uma margem de. devem ser tidas em consideração as diferenças entre o tipo de betoneira e os procedimentos de amassadura utilizados durante os ensaios iniciais e os utilizados durante a produção real. pelo menos.NP EN 206-1 2007 p. o betão deve satisfazer os valores especificados com uma margem apropriada.1.

. betão fornecido para cada piso dum edifício ou grupo de vigas / lajes ou pilares / paredes de um piso ou de um edifício ou partes semelhantes de outras estruturas. Presume-se que o betão pertence à população conforme se ambos os critérios do Quadro B. os resultados não devem ser considerados. O resultado do ensaio deve ser a média dos resultados de dois ou mais provetes duma amostra e ensaiados à mesma idade.1.e. como se apresenta no Quadro B.1.NP EN 206-1 2007 p. Os ensaios de identidade indicam.. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).1 forem satisfeitos pelos “n” resultados dos ensaios de resistência de amostras colhidas do volume de betão em causa. A resistência à compressão dos provetes deve ser determinada de acordo com a EN 12390-3*.2. através da avaliação da conformidade feita pelo produtor se um determinado volume de betão pertence à mesma população que foi verificada como conforme em relação à resistência característica.3 Critérios de identidade para a resistência à compressão B.: – – – amassadura ou carga em caso de dúvida quanto à sua qualidade.2 Plano de amostragem e ensaio Quando se pretender efectuar ensaios de identidade. Se o intervalo de variação dos resultados individuais de ensaio for superior a 15 % da sua média. Os provetes devem ser preparados e curados de acordo com a EN 12390-2*.3.1 Generalidades Este Anexo pormenoriza os ensaios de identidade como referido em 8. B. mas não mais de 400 m3. 65 de 84 Anexo B (normativo) Ensaio de identidade para a resistência à compressão B. p. B. Deve ser definido o número de amostras a retirar do volume de betão em causa. betão entregue num local durante uma semana.1. a menos que um estudo revele uma razão aceitável que justifique a eliminação de um determinado resultado individual de ensaio. As amostras devem ser colhidas das diferentes amassaduras ou cargas de acordo com a EN 12350-1*.1 Betão com certificação do controlo da produção A identidade do betão é avaliada com base em cada resultado individual de ensaio da resistência à compressão e na média de “n” resultados discretos sem sobreposição. deve ser definido o volume de betão em causa.

2 Betão sem certificação do controlo da produção Devem extrair-se pelo menos 3 amostras do volume de betão em causa. Presume-se que o betão pertence a uma população conforme se os critérios de conformidade estabelecidos em 8.NP EN 206-1 2007 p. 66 de 84 Quadro B.3 e no Quadro 14 para a produção inicial forem satisfeitos.1 – Critérios de identidade para a resistência à compressão Número “n” de resultados de ensaio da resistência à compressão do volume de betão em causa 1 2-4 5-6 Critério 1 Média de “n” resultados (fcm) N/mm 2 Critério 2 Qualquer resultado individual (fci) N/mm2 ≥ fck .3.1.4 ≥ fck .4 ≥ fck . a probabilidade de rejeitar um volume de betão conforme é de 1 %.1.4 Não aplicável ≥ fck + 1 ≥ fck + 2 NOTA: Com os critérios de identidade do Quadro B. .2. B.

C. A inspecção inicial pretende determinar se as condições.os conhecimentos. especialmente quanto ao equipamento no local de produção.a existência de documentos essenciais para as inspecções da central. 67 de 84 Anexo C (normativo) Disposições para a avaliação.o manual do controlo da produção do produtor e avaliar as disposições deste. o produtor deve provar a correlação ou a relação segura entre os ensaios directos e indirectos. pelo menos: . . . Todos os factos relevantes encontrados na inspecção inicial.1 Generalidades Este Anexo contém as disposições para a avaliação. em particular se está conforme com os requisitos do controlo da produção da secção 9 e se tem em consideração os requisitos desta Norma.se os ensaios iniciais são realizados de acordo com o Anexo A desta Norma e se foram objecto de um relatório elaborado de forma adequada. a formação e a experiência do pessoal ligado à produção e ao controlo da produção.se todos os meios e equipamentos estão disponíveis para efectuar os controlos e ensaios necessários ao equipamento. fiscalização e certificação do controlo da produção C. o organismo de inspecção deve realizar ensaios pontuais em paralelo com os do produtor. se eles estão nos locais apropriados e se o pessoal relevante tem acesso a eles. Se a unidade de produção passar na inspecção inicial feita pelo organismo de inspecção. ao sistema de controlo da produção e à avaliação do sistema.2. desde que o laboratório de ensaios do produtor esteja acreditado e sob fiscalização dum organismo de acreditação. quando tal for requerido para o controlo da produção (ver secção 9). em termos de pessoal e de equipamento. . devem ser documentados no relatório de avaliação. são adequadas para uma correcta produção e para o correspondente controlo da produção. de modo a satisfazer o organismo de inspecção. este deve emitir um relatório de avaliação que documente que o controlo da produção cumpre com a secção 9 da presente Norma. . Para garantir a confiança nos resultados do controlo da produção. Este relatório deve ser entregue ao produtor e ao organismo de certificação reconhecido. Se forem realizados ensaios indirectos ou se a conformidade da resistência for baseada nos resultados transpostos do conceito de família de betões. Tais ensaios podem ser substituídos por uma fiscalização pormenorizada dos dados e do sistema de controlo do produtor.1 Avaliação inicial do controlo da produção O organismo de inspecção reconhecido deve fazer uma inspecção inicial à central de betão e ao seu controlo de produção.NP EN 206-1 2007 p. fiscalização e certificação do controlo da produção por um organismo reconhecido. aos materiais constituintes e ao betão. .2 Atribuições do organismo de inspecção C. O organismo de inspecção deve verificar.

o organismo de inspecção deve avaliar pelo menos: .os procedimentos de produção.2. Os betões de comportamento especificado devem ser ensaiados quanto às propriedades especificadas.1). tendo em conta as circunstâncias particulares.os dados registados. o relatório da avaliação da inspecção inicial é utilizado como referência do controlo da produção aceite. C. Para tal. O produtor é responsável pela manutenção do sistema de controlo da produção.se os equipamentos de ensaio foram mantidos e calibrados como previsto. da certificação do controlo da produção (ver C.e. que será entregue ao produtor e ao organismo de certificação. em circunstâncias especiais. resistência. de amostragem e de ensaio.se os ensaios ou procedimentos requeridos foram conduzidos com a frequência apropriada.as acções levadas a efeito relacionadas com as não-conformidades. . p. . durante a inspecção de rotina. o produtor deve notificar o organismo de inspecção das alterações. desde que o laboratório de ensaios do produtor esteja acreditado e sob fiscalização dum organismo de acreditação. no sistema de controlo da produção ou no manual de controlo da produção. Os resultados da inspecção de rotina devem ser documentados num relatório. duas vezes por ano. . . . o qual pode requerer uma nova inspecção. Quando forem feitas alterações significativas nas instalações da produção. Durante a inspecção de rotina. por uma fiscalização pormenorizada dos dados da produção e do sistema de controlo. Para o betão de composição prescrita os ensaios devem cobrir somente a consistência e a composição.os resultados dos ensaios referentes ao controlo da produção durante o período da inspecção. pelo menos.3. com base neste relatório. colher amostras pontuais da produção em curso para ensaio.NP EN 206-1 2007 p.2. .2 Fiscalização contínua do controlo da produção C. O organismo de inspecção deve fixar para cada unidade de produção a frequência adequada com que convém realizar os ensaios do betão.1 Inspecção de rotina O objectivo principal da inspecção de rotina pelo organismo de inspecção é verificar se os requisitos iniciais para a produção e para o controlo da produção aceite estão a ser cumpridos. Periodicamente. o organismo de inspecção deve examinar a relação segura entre os ensaios directos e indirectos e as relações entre os elementos de uma família de betões. excepto se o sistema de verificação ou de certificação definir condições para o aumento ou diminuição desta frequência. 68 de 84 NOTA: O organismo de certificação reconhecido decidirá. Tais ensaios podem ser substituídos.. o organismo de inspecção deve. As inspecções de rotina devem ser realizadas. quando aplicável. a colheita não deve ser previamente anunciada.as guias de remessa e as declarações de conformidade. . consistência. Para tal. . Deve ser feita uma comparação entre os resultados dos ensaios de rotina feitos pelo produtor e os resultados dos ensaios feitos pelo organismo de inspecção. Para garantir a confiança na amostragem e nos ensaios do controlo da produção feitos pelo produtor.2.se os equipamentos de produção foram verificados e mantidos como previsto.

o tipo e a data da inspecção extraordinária dependem da situação em causa.2. o organismo de certificação deve requerer ao produtor que corrija os defeitos dentro de um período relativamente curto. . NOTA: Após a suspensão ou cancelamento do certificado do controlo da produção. o organismo de certificação pode considerar não ser necessária uma inspecção extraordinária e pode aceitar evidência documental em como a não-conformidade foi rectificada.na composição especificada.quando forem detectadas graves discrepâncias durante uma inspecção de rotina (re-inspecção). o produtor não pode continuar a fazer referência ao certificado.e. o organismo de certificação deve suspender ou cancelar sem demora o certificado de conformidade do controlo da produção. 69 de 84 C.2.NP EN 206-1 2007 p. . O âmbito.quando a produção tiver sido interrompida por um período superior a seis meses. Tal evidência deve ser confirmada na próxima inspecção de rotina. . .se requerido pelo organismo de certificação. devido a alterações nas condições de produção. Se os resultados da inspecção extraordinária não forem satisfatórios ou se os ensaios adicionais não verificarem os critérios estabelecidos. C. .2 Inspecções extraordinárias É necessária uma inspecção extraordinária: .nos limites básicos da composição. No caso de outras não-conformidades.na massa volúmica.3 Atribuições do organismo de certificação C.1 Certificação do controlo da produção O organismo de certificação deve certificar o controlo da produção com base num relatório do organismo de inspecção que afirme que a unidade de produção passou na avaliação inicial do controlo da produção feita pelo organismo de inspecção. O organismo de certificação deve decidir sobre a continuação da validade do certificado com base nos relatórios da fiscalização contínua do controlo da produção. . C. se especificada para o betão pesado e leve de comportamento especificado. .4).a pedido do produtor. devem fazer-se uma inspecção extraordinária e ensaios adicionais no caso de nãoconformidade: . .3.3.2 Medidas em caso de não-conformidade Se o organismo de inspecção identificar não-conformidades com a especificação ou se tiverem sido encontrados defeitos no processo de produção ou no controlo da produção sem que o produtor tenha reagido adequadamente e em tempo útil (ver 8. Se for apropriado. As acções do produtor devem ser verificadas pelo organismo de inspecção..na razão água/cimento.na resistência. com a devida justificação. no caso do betão de composição prescrita. p.

SR 90/1-1990.Part 5: Flexural strength of test specimens. prEN 12504-3:1999 Testing concrete in structures . .Taking. prEN 13791:1999 Assessment of concrete compressive strength in structures or in structural elements.Part 1-1: General rules and rules for buildings. CR 13901 The use of the concept of concrete families for production and conformity control of concrete. EN 12390-5* Testing hardened concrete .Part 3: Determination of pull-out force. prEN 12504-4:1998 Testing concrete in structures . production installation and servicing [ISO 9001:1994].Part 4: Compressive strength . 70 de 84 Anexo D (informativo) Bibliografia ENV 1992-1-1* Eurocode 2: Design of concrete structures . EN 12390-4* Testing hardened concrete . EN 12504-1* Testing concrete in structures . ENV 13670-1* Execution of concrete structures . examining and testing in compression. High strength concrete – State of the art report.Part 4: Determination of ultrasonic pulse velocity.Part 2: Non-destructive testing . EN 12390-8* Testing hardened concrete .NP EN 206-1 2007 p.Specification for compression testing machines.Part 1: Common rules.Determination of rebound number. CR 13902 Determination of water/cement ratio of fresh concrete. EN 12504-2* Testing concrete in structures . * Ver Anexo Nacional NA (informativo). CR 1901 Regional specifications for the avoidance of damaging alkali-silica reactions in concrete.Part 8: Depth of penetration of water under pressure. CEB Bulletin of Information 197 – FIP.Part 1: Cored specimens . EN ISO 9001* Quality systems – Model of quality assurance in design/development.

a razão água/(cimento + adição) não seja maior que a máxima razão água/cimento requerida em 5. tendo em consideração o efeito específico resultante da acção ambiental da classe de exposição relevante. . pelo menos.2 para a classe de exposição relevante.3.estar conforme com os requisitos de 5.5.2. pelo menos. . Os ensaios deverão evidenciar que o desempenho do betão que contém a adição seja.2. O leque das composições às quais se aplica este método deverá ser limitado de forma que: . * Ver Anexo Nacional NA (informativo).5. deverá ser utilizado um cimento CEM I.a quantidade total da adição.3. o qual deverá possuir experiência e estar acreditado para os ensaios relevantes. igual à dosagem de cimento requerida em 5. .2.3.1 e 5.2 para a classe de exposição relevante. Quando não existir nenhum cimento correspondente disponível.conter um cimento conforme com a EN 197-1* do mesmo tipo e tendo os constituintes correspondentes à combinação do cimento e da adição. Os ensaios deverão ser realizados ao mesmo tempo e no mesmo laboratório. O resultado dos ensaios deverá evidenciar um grau de fiabilidade no desempenho do betão em estudo semelhante ao do betão que contém o cimento conforme com a EN 197-1* e que está conforme com os requisitos de 5. . 71 de 84 Anexo E (informativo) Recomendações sobre a aplicação do conceito de desempenho equivalente do betão Este Anexo dá indicações pormenorizadas sobre o conceito de desempenho equivalente do betão referido em 5. O programa de ensaios deverá cubrir todos os ensaios requeridos para demonstrar que o betão que contém a adição funciona de uma maneira equivalente quando comparado com o betão de referência.3. O betão de referência deverá: .NP EN 206-1 2007 p. equivalente ao do betão de referência. incluindo a já contida como um constituinte do cimento.2 para a classe de exposição relevante.3. esteja dentro dos limites dados na EN 197-1* para um tipo de cimento correspondente permitido. para a classe de exposição relevante.a soma das dosagens de cimento e de adição seja.

55 0. deverá ser utilizado cimento de moderada ou elevada resistência aos sulfatos na classe de exposição XA2 (e quando aplicável na XA1) e cimento de elevada resistência aos sulfatos na classe de exposição XA3.0ª 4. Quadro F.50 0.45 0. As classes de resistência mínimas foram deduzidas a partir da relação entre a razão água/cimento e a classe de resistência do betão fabricado com cimento da classe de resistência 32. b 2− * Ver Anexo Nacional NA (informativo). Os valores do Quadro F.50 0.60 0. Os valores limite para a máxima razão água/cimento e para a mínima dosagem de cimento aplicam-se sempre.3. enquanto que os requisitos para a classe de resistência do betão podem ser especificados adicionalmente.2.1 – Valores limite para a composição e para as propriedades do betão Sem risco de corrosão ou ataque X0 Máxima razão A/C Mínima classe de resistência Mínima dosagem de cimento (kg/m3) Mínimo teor de ar (%) Outros requisitos __ Classes de exposição Corrosão induzida por Ambientes Ataque pelo químicos Cloretos provenientes gelo/degelo carbonatação agressivos da água do mar doutras origens XC1 XC2 XC3 XC4 XS1 XS2 XS3 XD1 XD2 XD3 XF1 XF2 XF3 XF4 XA1 XA2 XA3 0.45 0.55 0.55 0.NP EN 206-1 2007 p.0ª 4.45 C20 C25 C30 C30 C30 C35 C35 C30 C30 C35 C30 C25 C30 C30 C30 C30 C35 /25 /30 /37 /37 /37 /45 /45 /37 /37 /45 /37 /30 /37 /37 /37 /37 /45 260 280 280 300 300 320 340 300 300 320 300 300 320 340 300 320 360 __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ 4. tendo como referência um betão cuja resistência ao gelo/degelo. Os valores do Quadro F.55 0. para a classe de exposição aplicável.45 0. se encontre estabelecida.50 0.65 0.45 0. o seu desempenho deverá ser avaliado com um método de ensaio apropriado. Se o cimento estiver classificado quanto à resistência aos sulfatos. . Quando o SO4 conduzir às classes de exposição XA2 e XA3. 72 de 84 Anexo F (informativo) Valores limite recomendados para a composição do betão Este Anexo dá recomendações para a escolha dos valores limite para a composição e para as propriedades do betão em função das classes de exposição de acordo com 5.1 foram estabelecidos considerando o uso de cimento do tipo CEM I conforme com a EN 197-1* e de agregados com uma máxima dimensão do agregado mais grosso entre 20 mm e 32 mm.1 foram estabelecidos com base num tempo de vida útil pretendido para a estrutura de 50 anos.50 0. é essencial utilizar cimento resistente aos sulfatos.55 0.0ª __ __ __ C12/15 __ __ Agregados conformes com a EN 12620:2002 com suficiente resistência ao gelo/degelo Cimento resistente aos sulfatos ª Se o betão não tiver ar incorporado.5.55 0.

a não ser que os agregados sejam fornecidos com tolerâncias apertadas e com um certificado do controlo da produção 4 9a Adjuvantes a) Comparar com o valor declarado na ficha téc-nica Comparar com a massa volúmica declarada Cada fornecimento. H. em complemento das estabelecidas nos Quadros 22. NOTA: Pode obter-se informação adicional para o controlo de produção do betão de alta resistência em bibliografia reconhecida. 23 e 24. e substituem ou corrigem os requisitos equivalentes. 73 de 84 Anexo H (informativo) Disposições adicionais para betão de alta resistência Este Anexo fornece algumas recomendações para o controlo de produção do betão de alta resistência. a não ser que os no teor de carbono resultados dos ensaios do fornecimento que po-dem afectar as sejam facultados pelo fornecedor proprie-dades do betão fresco a) Recomenda-se a colheita e conservação de amostras de cada fornecimento. p. SR 90/1 – 1990. 23 e 24.e.1. a não ser que os resultados dos ensaios do fornecimento sejam facultados pelo fornecedor.2 e H.NP EN 206-1 2007 p. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).3 seguintes estão directamente relacionados com os números respectivos dos Quadros 22. Quadro H.1 Controlo dos materiais constituintes Material constituinte Agregados Inspecção / Ensaio Análise granulométrica de acordo com a EN 933-1* ou informação do fornecedor dos agregados Determinação do teor de resíduo seco Objectivo Verificar o cumprimento da granulometria acordada Frequência mínima Cada fornecimento. High strength concrete – State of the art report. CEB Bulletin of Information 197 – FIP. . Cada fornecimento 9b Determinação da massa volúmica Determinação da perda ao fogo 11 Adições em pó Identificar alterações Cada fornecimento. Os números indicativos das linhas dos Quadros H. Em caso de dúvida.

Semanalmente. após a instalação.NP EN 206-1 2007 p. Em caso de dúvida. Quando da primeira instalação. 74 de 84 Quadro H. Quando da instalação. Em caso de dúvida em instalações posteriores. 3a Equipamento de pesagem 5 Doseadores de adjuvantes (incluindo os montados em camiões betoneira) 6a Contador de água Inspecção / Ensaio Inspecção visual Objectivo Verificar a conformidade com os requisitos Confirmar a exactidão num ponto da escala Obter dosagens exactas Frequência mínima Diária Determinação da exactidão da pesagem Determinação da exactidão Semanal Quando da instalação. Semanalmente. após a instalação.7 7 9 Equipamento de medição contínua do teor de humidade dos agregados finos Sistema de dosagem Comparação do teor real Verificar a exactidão com a leitura do aparelho Comparação (por um método adequado em função do sistema de dosagem) da massa real dos constituintes com a massa pretendida e no caso de dosagem automática com a massa registada Verificar a exactidão do doseamento de acordo com o Quadro 21 .2 – Controlo do equipamento Equipamento 1 Pilhas de armazenamento. Semanalmente. Comparação do valor real com a leitura do aparelho Verificar a exactidão de acordo com a secção 9. após a instalação. Em caso de dúvida. Quando da instalação. Mensalmente. etc. Em caso de dúvida. após a instalação. silos.

. 75 de 84 Quadro H.Controlo dos procedimentos de produção e das propriedades do betão Tipo de ensaio 3 Teor de humidade dos agregados grossos Inspecção / Ensaio Ensaio de secagem ou equivalente Objectivo Frequência mínima Determinar a massa dos Diariamente.NP EN 206-1 2007 p.3 . agregados e a água a Dependendo das adicionar condições atmosféricas locais podem ser requeridos ensaios mais ou menos frequentes. Fornecer informação para a razão água/cimento Cada amassadura 4 Dosagem de água adicionada do betão fresco Dosagem de cimento do betão fresco Registo a) da quantidade de água adicionada Registo a) da quantidade de cimento adicionado 9 Verificar a dosagem de Cada amassadura cimento e fornecer informação para a razão água/cimento Verificar a dosagem de Cada amassadura adições 10 Dosagem de adições do betão fresco a) Registo a) da quantidade de adições adicionadas Para a produção de betão de alta resistência. recomenda-se a utilização de equipamento de pesagem com registo automático.

J.a estrutura for “especial” e requerer uma probabilidade de colapso mais reduzida. os materiais e a execução.3.for previsto construir um número significativo de estruturas ou elementos semelhantes.3.e. Esta abordagem pode ser conveniente quando: . . J. como referido em 5. a forma dos elementos e a pormenorização estrutural/arquitectónica são parâmetros importantes em todos os métodos de especificação da durabilidade. Tal método pode basear-se em experiências bem sucedidas com práticas locais em ambientes locais. possivelmente.3. são melhor tratadas com uma abordagem prescritiva. de forma quantitativa.1 Introdução Este Anexo apresenta resumidamente a abordagem e os princípios de um método de especificação do betão baseado no desempenho que considere a durabilidade. cada mecanismo de degradação relevante. em resultados obtidos com um método de ensaio de desempenho que se encontre estabelecido para o mecanismo de degradação relevante ou na utilização de modelos de previsão comprovados. p.as acções ambientais forem particularmente agressivas ou estiverem bem definidas.2. . mas tiver ocorrido uma não conformidade.for requerida uma vida útil significativamente diferente de 50 anos.a exigência quanto à mão de obra for previsivelmente elevada. o nível de durabilidade atingido depende da combinação entre o projecto. .tiver sido utilizado no projecto um método de acordo com 5. . . o tempo de vida útil do elemento ou da estrutura e os critérios que definem o fim deste tempo de vida útil.2 Definição O método baseado no desempenho considera. d) A sensibilidade da concepção do projecto.for previsto utilizar materiais constituintes novos ou diferentes. ataque por sulfatos ou abrasão.3 Aplicações e orientação geral a) Algumas acções agressivas. para a resistência do betão à acção do gelo/degelo.for previsto adoptar uma estratégia de gestão e manutenção.NP EN 206-1 2007 p. provavelmente com actualização planeada. . o sistema estrutural. c) Na prática. 76 de 84 Anexo J (informativo) Métodos de especificação do betão baseados no desempenho que considerem a durabilidade J. reacção álcalis-sílica. . . b) Os métodos de especificação baseados no desempenho são mais apropriados para a resistência à corrosão e.

c) Métodos baseados em modelos analíticos que tenham sido calibrados por comparação com dados de ensaios representativos das condições reais encontradas na prática. 77 de 84 e) A compatibilidade dos materiais. é importante definir antecipadamente.3. g) Para qualquer nível de desempenho requerido. .4 Métodos baseados no desempenho que considerem a durabilidade Ao aplicarem-se os métodos a seguir indicados. é possível obter soluções alternativas equivalentes a partir de diferentes combinações entre o projecto.NP EN 206-1 2007 p. o nível do controlo e da garantia da qualidade são parâmetros significativos para todos os métodos de especificação da durabilidade. .as condições ambientais locais.a vida útil pretendida. h) O nível de conhecimento do ambiente e do microclima local é importante para o estabelecimento da confiança nos métodos de especificação baseados no desempenho. no ambiente local específico. pelo menos o seguinte: . f) O desempenho requerido quanto à durabilidade depende da vida útil pretendida. incluem: a) O aperfeiçoamento do método indicado em 5. b) Métodos baseados em ensaios aprovados e reconhecidos.o tipo de estrutura e a sua forma. o processo de construção. Os métodos que podem assim ser utilizados. A composição do betão e os materiais constituintes deverão ser definidos de forma muito rigorosa para permitir a manutenção do nível de desempenho.2. a qualificação da mão de obra. Habitualmente será necessário admitir hipóteses e tomar decisões acerca de alguns destes aspectos para se poder utilizar o método escolhido de uma forma prática e pragmática. os materiais e os aspectos construtivos. . .o nível da execução. da manutenção planeada durante o período de serviço e das consequências de um colapso. J. de possíveis utilizações futuras da estrutura. de medidas de protecção especiais. com base numa experiência de longa duração com materiais e práticas locais e no conhecimento pormenorizado do ambiente local. que sejam representativos das condições reais e que tenham associados critérios de desempenho aprovados.

e. superplastificantes. p. retardadores de presa ou introdutores de ar. Quando houver pouca experiência na utilização do conceito de família de betões.betões com ou sem plastificantes/redutores de água. deverão ser tratados como betões individuais ou como famílias diferenciadas. britados.1. Antes da utilização do conceito de família ou da extensão das famílias acima indicadas.gama completa de classes de consistência.e. . aceleradores. Os agregados deverão ter a mesma origem geológica. . K. . Os betões com adições do tipo II. . p. sejam do mesmo tipo. adições pozolânicas ou com propriedades hidráulicas latentes.agregados de semelhança demonstrável e adições do tipo I..cimento de um tipo. ou seja. como indicado em 8..1. deverão ser colocados numa família à parte. para que a sua semelhança seja demonstrável.NP EN 206-1 2007 p. as correlações deverão ser validadas com dados anteriores da produção para provar que proporcionam um adequado e efectivo controlo da produção e da conformidade.1 Generalidades Este Anexo pormenoriza a utilização do conceito de família de betões. classe de resistência e origem. o produtor deverá ter controlo sobre todos os elementos da família. recomenda-se para a constituição de uma família o seguinte: .betões de uma gama limitada de classes de resistência. 78 de 84 Anexo K (informativo) Famílias de betões K. e tenham um desempenho semelhante no betão. Os betões com adjuvantes que possam ter uma influência importante na resistência à compressão.2 Escolha da família de betões Quando se procede à escolha da família para o controlo da produção e da conformidade.2. .

3 Fluxograma para a avaliação da qualidade de membro da família e para a conformidade de uma família de betões Aos 28 dias. em cada período de verificação se o betão em causa pertence à família. critério 3) Não Sim Para cada período de verificação. critério 2) Não Classificar a amassadura ou carga como não-conforme Remover o betão em causa da família e avaliá-lo como um betão isolado Classificar a família como nãoconforme no período de verificação em causa Sim Para cada elemento da família ensaiado. verificar se a resistência média de todos os resultados transpostos é superior ou igual à resistência característica do betão de referência adicionada de 1. critério 1) Não Sim Classificar a família como conforme no período de verificação em causa . usando o critério de confirmação (Quadro 15.48 x desvio-padrão da família (Quadro 14. verificar. 79 de 84 K.NP EN 206-1 2007 p. verificar se cada resultado é superior ou igual a (fck – 4) (Quadro 14.

especificações e critérios de conformidade para cimentos correntes Cinzas volantes para betão. Parte 7: Determinação do teor de ar. Parte 1: Definição. Parte 6: Determinação da massa volúmica e da absorção de água Eurocódigo. Parte 4: Grau de compactabilidade Ensaios do betão fresco. Parte 1: Forma. Parte 3: Método para determinação da massa volúmica e doa vazios Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. especificações e critérios de conformidade Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. 80 de 84 Anexo Nacional (informativo) Correspondência entre documentos normativos europeus e nacionais Norma Europeia (EN) EN 196-2 EN 197-1 EN 197-1:2000/A1 EN 197-1:2000/A2 EN 450-1 (substituiu a EN 450) EN 933-1 EN 934-2 EN 934-2:2001/A1 EN 934-2:2001/A2 EN 1008 Norma Nacional NP EN 196-2:2006 NP EN 197-1:2001 NP EN 197-1:2001/A1:2005 NP EN 197-1:2001/A2* NP EN 450-1:2006 NP EN 933-1:2000 NP EN 934-2* Título Métodos de ensaio de cimentos. Parte 1: Amostragem Ensaios do betão fresco. . dimensões e outros requisitos para o ensaio de provetes e para os moldes NP EN 1008:2003 EN 1097-3 NP EN 1097-3:2002 EN 1097-6 NP EN 1097-6:2003 NP EN 1990* NP EN 12350-1:2002 NP EN 12350-2:2002 NP EN 12350-3:2002 NP EN 12350-4:2002 NP EN 12350-5:2002 NP EN 12350-6:2002 NP EN 12350-7:2002 NP EN 12390-1:2003 EN 1990 EN 12350-1 EN 12350-2 EN 12350-3 EN 12350-4 EN 12350-5 EN 12350-6 EN 12350-7 EN 12390-1 (continua) * Em publicação. requisitos. ensaio e avaliação da aptidão da água. Bases para o projecto de estruturas Ensaios do betão fresco. Definições. incluindo água recuperada nos processos da indústria de betão. Parte 5: Ensaio da mesa de espalhamento Ensaios do betão fresco. Especificações para a amostragem. argamassa e caldas de injecção. Parte 6: Massa volúmica Ensaios do betão fresco. Parte 3: Ensaio Vêbê Ensaios do betão fresco. Parte 2: Ensaio de abaixamento Ensaios do betão fresco. Métodos pressiométricos Ensaios do betão endurecido.NP EN 206-1 2007 p. Parte 2: Análise química dos cimentos Cimento. Método de peneiração Adjuvantes para betão. conformidade. Parte 2: Adjuvantes para betão. Parte 1: Composição. para o fabrico de betão Ensaios para determinação das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 1: Análise granulométrica. marcação e rotulagem Água de amassadura para betão.

. Extracção. Parte 1: Regras gerais Sistemas de gestão da qualidade. Parte 4: Resistência à compressão. Parte 8: Profundidade de penetração da água sob pressão Ensaios do betão nas estruturas. argamassa e caldas de injecção. Parte 5: Resistência à flexão de provetes Ensaios do betão endurecido. Características das máquinas de ensaio Ensaios do betão endurecido. 81 de 84 (continuação) Norma Europeia (EN) EN 12390-2 EN 12390-3 EN 12390-4 EN 12390-5 EN 12390-6 EN 12390-7 EN 12390-8 EN 12504-1 EN 12504-2 EN 12620 EN 13055-1 EN 13263-1 EN 13577 (substituiu o prEN 13577) EN 15167-1 Norma Nacional NP EN 12390-2:2003 NP EN 12390-3:2003 NP EN 12390-4:2003 NP EN 12390-5:2003 NP EN 12390-6:2003 NP EN 12390-7:2003 NP EN 12390-8:2003 NP EN 12504-1:2003 NP EN 12504-2:2003 NP EN 12620:2004 NP EN 13055-1:2005 NP EN 13263-1:2007 NP EN 13577* Título Ensaios do betão endurecido. Determinação do teor de dióxido de carbono agressivo na água Escória granulada de alto forno moída para betão. Parte 1: Definições. Parte 2: Ensaio não destrutivo. Parte 1: Definições.NP EN 206-1 2007 p. Parte 1: Agregados leves para betão. Parte 1: Carotes. Parte 2: Execução e cura dos provetes para ensaios de resistência mecânica Ensaios do betão endurecido. requisitos e critérios de conformidade Ataque químico do betão. Parte 1. Parte 3: Resistência à compressão dos provetes de ensaio Ensaios do betão endurecido. especificações e critérios de conformidade Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão. Requisitos NP EN 15167-1* ENV 1992-1-1 EN 1992-1-1 ENV 13670-1 EN ISO 9001 NP ENV 1992-1-1:2002 NP EN 1992-1-1* NP ENV 13670-1:2005 NP ENV 13670-1/EMENDA 1: 2006 NP EN ISO 9001:2000 * Em publicação. exame e ensaio à compressão Ensaios do betão nas estruturas. Parte 6: Resistência à tracção por compressão de provetes Ensaios do betão endurecido. Determinação do índice esclerométrico Agregados para betão Agregados leves. Parte 7: Massa volúmica do betão endurecido Ensaios do betão endurecido.1: Regras gerais e regras para edifícios Execução de estruturas de betão. argamassas e caldas de injecção Sílica de fumo para betão.

mas estão precedidas das letras DNA. este produto tem a sua aptidão geral como adição tipo II (ver 3. tomar pelo menos uma das medidas preventivas no âmbito da composição do betão referida na E 461. DNA 5. na betoneira. Definições. de um cimento corrente conforme com a NP EN 197-1 e NP EN 197-2 e de adições conformes com os respectivos documentos normativos (ver 5. DNA 5. DNA 4.e.1) constitui uma mistura. .23) estabelecida na Norma Portuguesa: .se a obra tiver o nível de prevenção especial. é estabelecida na Especificação LNEC E 464:2005 “Betões..2. podendo dispensar-se esta indicação quando não for preciso tomar precauções ou o nível de prevenção for o normal.3.NP 4220:1993 Pozolanas para betão. Se o produtor de betão tiver que utilizar uma mistura de agregados potencialmente reactiva deve: . . 82 de 84 Documento Nacional de Aplicação Neste Documento Nacional de Aplicação estabelecem-se as especificações técnicas portuguesas que a presente Norma Europeia EN 206-1 permite sejam aplicáveis. As secções deste Documento Nacional de Aplicação têm a mesma numeração que as secções da presente Norma que permitem a aplicação das disposições válidas no local de aplicação do betão.1.se a obra tiver o nível de prevenção normal. São assim ligantes hidráulicos os cimentos e as misturas.1 – Generalidades A junção.1. DNA 5.1 – Classes de exposição ambiental relacionadas com acções ambientais Na selecção das 18 classes de exposição ambiental deve ter-se em conta a informação adicional contida na especificação LNEC E 464:2005 “Betões. Metodologia prescritiva para uma vida útil de projecto de 50 e de 100 anos face às acções ambientais”. Metodologia prescritiva para uma vida útil de projecto de 50 e de 100 anos face às acções ambientais”. para poderem ser consideradas na sua composição relativamente à dosagem de cimento e à razão água/cimento.2.1 – Generalidades Enquanto não for publicada uma Norma Europeia harmonizada para pozolanas.4 – Resistência à reacção álcalis-sílica Os procedimentos nacionais com aptidão estabelecida para prevenir reacções álcalis-agregado no betão constam da especificação LNEC E 461:2004 “Betões.2.5.1. O especificador (dono de obra ou projectista) deve indicar na especificação do betão o nível de prevenção aplicável à obra ou ao elemento estrutural de entre os 3 níveis estabelecidos na E 461.1 e DNA 5. Metodologia prescritiva para uma vida útil de projecto de 50 e de 100 anos face às acções ambientais”.3 – Conceito de desempenho equivalente do betão A aptidão do conceito de desempenho equivalente do betão está estabelecida na Especificação LNEC E 464:2005 “Betões. A aptidão das misturas para serem constituintes do betão. especificações e verificação da conformidade DNA 5. i.NP EN 206-1 2007 p.1. Metodologias para prevenir reacções expansivas internas”. tomar em conjunto com o especificador as medidas necessárias de entre as referidas na E 461.5.

DNA 5.0 Cl 0. com Cl 1.0 excepção de dispositivos de elevação resistentes à corrosão Betão com armaduras de aço ou outros metais embebidos Betão com armaduras pré-esforçadas (1) XS.. devidamente justificados. DNA 5.4 (1) Cl 0. . Metodologia prescriptiva para uma vida útil de projecto de 50 e de 100 anos face às acções ambientais”. ex.3.2 (1) Estas classes podem deixar de se aplicar se forem tomadas medidas especiais de protecção contra a corrosão.1. p. como protecção do betão ou recobrimentos.1 do Anexo F da presente Norma.7 – Teor de cloretos As classes de teor de cloretos do betão aplicáveis em Portugal são definidas no Quadro 2/DNA em função da classe de exposição ambiental.NP EN 206-1 2007 p.1. aos mínimos recobrimentos nominais das armaduras nela estabelecidos. apoios Estruturas para a agricultura e semelhantes Edifícios e outras estruturas comuns Edifícios monumentais. XD Cl 1. Exceptuam-se os requisitos para a classe de exposição ambiental X0 que continuam a ser os do Quadro F. XA Betão sem armaduras de aço ou outros metais embebidos. se o dono de obra o não tiver já feito. nas estruturas de betão armado ou pré-esforçado.2(1) Cl 0. como hospitais e teatros. disposições relacionadas com o recobrimento ou com o betão diferentes das que foram estabelecidas naquela secção 5 da E 464 ou quando a vida útil for diferente de 50 ou 100 anos. As disposições informativas da EN 206-1 para garantia da vida útil. nomeadamente as respeitantes aos valores limite da composição. nomeadamnte as constantes do Anexo F.3. são substituídas pelas disposições normativas constantes da secção 5 da Especificação LNEC E 464:2005 “Betões. este deve primeiro fixar a vida útil da obra de acordo com o estabelecido no DNA 5.1(1) Cl 0. XS e XD. no caso das exposições XC. Quadro 2/DNA – Classes de teor de cloretos do betão Utilização do betão Classes de exposição ambiental XC.3.2 – Valores limites para a composição do betão Para o projectista duma obra em betão poder estabelecer as disposições relativas à resistência às acções ambientais exigidas nos requisitos fundamentais da especificação do betão. pontes e outras estruturas de engenharia civil Na categoria 5 podem ainda incluir-se estruturas de edifícios altos ou obras de relevante importância económica ou social. às mínimas classes de resistência à compressão do betão e. XF.2.1 – Generalidades A vida útil (ver definição 3.40) das obras é especificada em 5 categorias (ver EN 1990) no Quadro seguinte: Categorias de vida útil Vida útil das obras Categoria Anos 1 10 2 10 a 25 3 15 a 30 4 50 5 100 Exemplos Estruturas temporárias Partes estruturais substituíveis. ou utilização de aço inox. devem seguir-se as disposições da secção 7 da E 464. Quando se pretenderem aplicar. 83 de 84 DNA 5.

podendo utilizar recobrimentos diferentes dos estabelecidos na E 464. são as seguintes: . DNA 7.3. se tiver fiabilidade semelhante e for devidamente justificada. e conforme for o caso indicado na mesma secção 7: .NP EN 206-1 2007 p. .Devem tomar-se precauções para evitar que o betão fresco entre em contacto com os olhos.ou se aplica ainda outra metodologia probabilística diferente desta.ou se aplica a E 465 (referida no DNA 5.3). Metodologia para estimar as propriedades de desempenho do betão que permitem satisfazer a vida útil de projecto de estruturas de betão armado ou pré-esforçado sob as exposições ambientais XC e XS ”.6.3 – Métodos de especificação do betão baseados no desempenho A metodologia para determinação das propriedades de desempenho do betão que permitam satisfazer a vida útil pretendida de estruturas de betão armado e pré-esforçado sob as acções ambientais que provocam a corrosão das armaduras é apresentada na Especificação LNEC E 465:2005 “Betões.2 – Dosagem de cimento e razão água/cimento O valor a considerar para a absorção de água dos agregados leves finos no betão fresco deve ser o valor obtido ao fim de 1 h. especificando o betão através das propriedades de desempenho relacionadas com a durabilidade. Quadro 3/DNA – Exactidão do equipamento de pesagem Posição no campo de medida da escala ou do indicador digital de 0 a 1/4 do valor máximo da escala ou do indicador digital de 1/4 ao valor máximo da escala ou do indicador digital Exactidão na instalação em operação 0.5 % 1. . eles devem ser lavados imediatamente com água limpa e deve procurar-se imediatamente tratamento médico. Se o betão fresco entrar em contacto com um destes órgãos.Deve evitar-se o contacto da pele com o betão fresco.0 % de 1/4 do valor máximo da escala ou do indicador digital 0. boca e nariz. XS ou XD. DNA 5.2 – Informação do produtor do betão para o utilizador Quando o cimento é misturado com a água. libertam-se álcalis. nomeadamente no que respeita aos riscos de saúde.3) cuja aptidão se estabelece na secção 8 da E 464.2. . as disposições nacionais quanto à segurança no manuseamento do betão fresco. nas exposições ambientais XC. DNA 5. mantendo os recobrimentos especificados.5 % 1.2 – Equipamento de dosagem A exactidão do equipamento de pesagem deve ser no mínimo a apresentada no Quadro 3/DNA. Deste modo.4. 84 de 84 Para tal. esta deve ser lavada imediatamente com água limpa. DNA 9.2.0 % da leitura feita . recorrendo a vestuário de protecção adequado.ou se aplica o conceito de desempenho equivalente (referido no DNA 5.8.3. se o betão fresco entrar em contacto com a pele.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful