Trigésima Bienal

Material educativo

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AbsAlon 01/02

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Absalon Célula n. 3 (protótipo) · 1992 · instalação na Ferme du Buisson, Noisiel (1995) madeira, papelão, tinta de dispersão branca, tecido, tubos de néon · 202 × 410 × 280 cm cortesia: KW Institute for Contemporary Art, Berlim

A obra de Absalon é um manifesto poderoso de solidão, de confinamento no ser como defesa perante um mundo que parece não oferecer nada além de espaços de superexposição e de publicidade: um mundo exclusivamente público, que não deixa nada para a intimidade, para o ser em si mesmo.
Luis Pérez-Oramas

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AlejAndro CesArCo 01/02

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Alejandro Cesarco Índice (uma leitura) · 2009 c-print, A-Z em dez páginas · 76,2 × 60,9 cm

Índice (uma leitura) aborda timidamente a ideia do que constitui um índice, qual a sua relação com a leitura, a escrita, a memória, a história e o esquecimento.
Alejandro Cesarco

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AlejAndro CesArCo 02/02

indd 5 26/07/12 18:42 Alfredo CortinA 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 6 26/07/12 18:42 Alfredo CortinA 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo Alfredo Cortina Petare. ponte da Ferrovia Central negativo · 6 × 6 cm coleção: particular Alfredo Cortina fotografou uma única modelo durante toda sua carreira: a esposa dele.

indd 7 26/07/12 18:42 Ali KAzmA 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Milan”. obviamente.Trigésima Bienal Material educativo Ali Kazma Taxidermista · 2009 · produzido por Fondation d’Entreprise Hermes. Paris vídeo de um canal com som · 10′ cortesia do artista Taxidermist [Taxidermista] (2010) leva adiante [minha] pesquisa com uma reflexão sobre o processo de embalsamação. A história dessa técnica é muito rica e fascinante e nela podemos encontrar nossa relação geralmente confusa e contraditória com a morte. bem como.indd 8 26/07/12 18:42 Ali KAzmA 02/02 . com seu oposto: a vida. “Ali Kazma Solo Show at Francesca Minini. C24 Gallery (site) 30a-material_educativo-fichas-artistas.

indd 9 26/07/12 18:43 AllAn KAprow 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

segurando a respiração e expirando. O artista se interessa pelo sentimento das pessoas. fazendo respiração boca a boca durante um minuto ou expirando em sacos de plástico para trocar seu ar com o do parceiro. devem monitorar e modificar a pulsação e a respiração do seu companheiro: durante repouso e após exercício. Zurique © Patrimônio de Allan Kaprow Em pares. Nesta.indd 10 26/07/12 18:43 AllAn KAprow 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo Allan Kaprow Pedaço de tempo · 1975 filme p&b em um canal. pelo que cada um sente ao se colocar em uma situação inusitada. 30a-material_educativo-fichas-artistas. pessoas são convidadas a participar de uma das mais de quarenta ações propostas por Allan Kaprow. som · 28′50″ cortesia: Hauser & Wirth.

indd 11 26/07/12 18:43 AnnA oppermAnn 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Stuttgart (2007) instalação · dimensões variáveis cortesia: patrimônio de Anna Oppermann (Galerie Barbara Thumm. Anna Oppermann. Ensembles 1968-1992 30a-material_educativo-fichas-artistas. É impossível atacar um problema sem levar em consideração que cada problema está ligado a outras áreas de problemas.Trigésima Bienal Material educativo Anna Oppermann Ser diferente (“De alguma forma. Berlim) Em algum lugar deste mundo...”) · 1970-1986 · detalhe da instalação em Württembergischer Kunstverein. a complexidade ainda deve ser avaliada.indd 12 26/07/12 18:43 AnnA oppermAnn 02/02 . ela é tão diferente.

indd 13 26/07/12 18:43 Arthur bispo do rosário 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

alumínio.d. linha. papelão. Arthur Bispo do Rosário 30a-material_educativo-fichas-artistas. Sou orientado pelas vozes para fazer desta maneira.Trigésima Bienal Material educativo Arthur Bispo do Rosário Canecas · s. plástico · 110 × 47 × 18 cm coleção: Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Não sou artista.indd 14 26/07/12 18:43 Arthur bispo do rosário 02/02 .

indd 15 26/07/12 18:43 AthAnAsios ArgiAnAs 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

) apoio: The Elephant Trust. aço maciço.indd 16 26/07/12 18:43 AthAnAsios ArgiAnAs 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo Athanasios Argianas Máquina de música 19 (o comprimento de um fio de seu cabelo. pátina preta · 220 × 300 × 500 cm (aprox. em vez de ser escutada em casa. Athanasios Argianas 30a-material_educativo-fichas-artistas. para ser mostrada. “Exponho” a música que é feita para funcionar como uma espécie de texto. Londres Sou também um músico. da largura de seus braços estendidos) · 2010 gravura fotográfica em chapa de bronze.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 17 26/07/12 18:43 August sAnder 01/02 .

As diversas classes sociais e profissões são representadas a partir das imagens específicas de seus personagens. 30a-material_educativo-fichas-artistas. assim como outras imagens deste fotógrafo.Trigésima Bienal Material educativo August Sander Estudante ginasial · 1926 impressão em gelatina de prata cortesia: Julian Sander A imagem do estudante alemão típico faz parte do livro Face of Our Time [A face de nosso tempo](1929). criando um panorama da sociedade alemã. O livro. foi censurado pelo regime nazista.indd 18 26/07/12 18:43 August sAnder 02/02 .

indd 19 26/07/12 18:43 bAs jAn Ader 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

e falarei de coisas que são verdadeiras às vezes. Westkapelle.Trigésima Bienal Material educativo Bas Jan Ader Queda interrompida (Geométrica).21 cm cortesia: Bas Jan Ader State. A montanha falará de coisas que são necessárias e sempre verdadeiras. Holanda · 1971 fotografia colorida · 41. Mary Sue Ader-Andersen.28 × 29. Bas Jan Ader 30a-material_educativo-fichas-artistas. Patrick Painter Editions Quero fazer uma peça em que vou até os Alpes e converso com uma montanha.acidentalmente.indd 20 26/07/12 18:43 bAs jAn Ader 02/02 .

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benet rossell 01/02

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Benet Rossell Cerimoniais · 1973 16 mm, cor cortesia: Museu d’Art Contemporani de Barcelona

Entrei em contato com linguagens cujos códigos me eram inteiramente desconhecidos, linguagens sem códigos para mim. Achei-as fascinantes e era muito provável que fossem a origem da linguagem que venho cultivando ao longo de minha trajetória artística, que vem de uma multiplicidade de signos, ícones, micrografias, caligramas ou benigramas sem código, irrepetida e irrepetível.
Benet Rossell

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bernArd frize 01/02

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Bernard Frize Senso · 2009 acrílico e resina sobre tela · 235,5 × 235,5 cm

Em princípio, posso dizer que se estou fazendo pinturas, então tenho de me aproximar o máximo possível do que os materiais e seus usos me sugerem. E tentar dizer o que eles me permitem fazer.
Bernard Frize

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bernArd frize 02/02

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 25 26/07/12 18:44 bernArdo ortiz 01/02 .

Trigésima Bienal Material educativo Bernardo Ortiz Sem título · 2010 guache sobre papel · 25 × 35 cm cortesia do artista Pode-se dizer que há uma escrita sobre a arte. Bernardo Ortiz 30a-material_educativo-fichas-artistas. uma arte diante da escrita ou uma arte sob a escrita. uma escrita na arte. uma escrita da arte. uma arte na escrita.indd 26 26/07/12 18:44 bernArdo ortiz 02/02 . uma arte da escrita. Mas também pode-se dizer que há uma arte sobre a escrita. uma escrita diante da arte ou uma escrita sob a arte.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 27 26/07/12 18:44 bruno munAri 01/02 .

Pouco interesse se tem pelo papel. […] O objetivo dessa experimentação foi verificar se é possível utilizar como linguagem visual o material com que se faz um livro. por todos os elementos com que se realiza o livro como objeto. Todos os direitos reservados Maurizio Corraini SRL.indd 28 26/07/12 18:44 bruno munAri 02/02 . pela encadernação. o que vem à cabeça são textos. Das coisas nascem as coisas 30a-material_educativo-fichas-artistas. histórico. pela cor da tinta. quando se pensa em livros. filosófico.Trigésima Bienal Material educativo Bruno Munari Livro ilegível MN1 · 1984 © Bruno Munari. Bruno Munari.. ensaístico etc. impressos sobre as páginas. Normalmente. de vários gêneros: literário.

indd 29 26/07/12 18:44 ChArlotte posenensKe 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

“Statement” 30a-material_educativo-fichas-artistas. Charlotte Posenenske. objetivo. Main Faço séries porque não quero fazer peças únicas para indivíduos. e porque isso é econômico.indd 30 26/07/12 18:44 ChArlotte posenensKe 02/02 . a fim de ter elementos combináveis dentro de um sistema.Trigésima Bienal Material educativo Charlotte Posenenske Sem título · 1989 · Da série: Tubos Quadrados DW cartão ondulado cortesia: Bukhard Brunn foto: Bukhard Brunninstalação na estação central de Frankfurt. de fazer algo que seja repetível.

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ChristiAn VinCK 01/02

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Christian Vinck 1937 ervas daninhas · 2008-2009 caneta esferográfica sobre papel · 17,4 × 21 cm

Dizem que a pintura é de outra época, mas para mim a pintura é infinita e nunca deixa de me assombrar. […] Pintar para lançar relatos, como fazer pinturas do Velho Oeste para recordar histórias esquecidas.
Christian Vinck

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CiudAd AbiertA 01/02

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Ciudad Abierta Ref: Taller de Amereida, trimestre 1 2010. Ciudad Abierta. CL ame 10 176. Archivo Histórico José Vial Armstrong. e[ad] Escuela de Arquitectura y Diseño PUCV.

Esta obra é baseada na praça da água em frente às torres, uma obra de aproximadamente 40 × 40 m; para o ato poético, foram elevados globos e lençóis de advertência sobre a verticalidade, junto com a leitura de um poema.
Ciudad Abierta, “Torres del agua”

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indd 35 26/07/12 18:44 dAniel steegmAnn mAngrAné 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

localizado à distância da parede falsa.Trigésima Bienal Material educativo Daniel Steegmann Mangrané Kiti Ka’aeté · 2011 colagem · 17 × 13. ilumina a imagem por trás. tornando a floresta profunda e atraente. 30a-material_educativo-fichas-artistas.5 cm Um projetor de slides.indd 36 26/07/12 18:44 dAniel steegmAnn mAngrAné 02/02 .

indd 37 26/07/12 18:44 dAVe hullfish bAiley 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

[a biblioteca] é composta de livros abandonados por um público que. Dave Hullfish Bailey. em grande parte.indd 38 26/07/12 18:44 dAVe hullfish bAiley 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo Dave Hullfish Bailey Sem título (Oeste quarta a noroeste) · Da série: Estudo de Aproximação de uma Forma Convencional. What’s Left 30a-material_educativo-fichas-artistas. também o foi. Redeterminada por Condições Predominantes · 2007/2009 Situada em uma rústica choupana sob uma grande árvore de palo verde.

indd 39 26/07/12 18:44 dAVid moreno 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Minhas imagens beiram o absurdo porque esta parece ser a única maneira de representar um estado de querer saber. página e papel · dimensões variáveis cortesia do artista Só posso dizer que quando alguém deseja saber algo.Trigésima Bienal Material educativo David Moreno Silêncio · 1995 livro encontrado. esse algo sempre parece fora de alcance (e com o tempo pode ou não ser entendido).indd 40 26/07/12 18:44 dAVid moreno 02/02 . David Moreno 30a-material_educativo-fichas-artistas.

indd 41 26/07/12 18:45 edi hirose 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

30a-material_educativo-fichas-artistas. um testemunho de sua experiência nas comunidades em que convive.Trigésima Bienal Material educativo Edi Hirose Sem título · 2004 · Da série: Projeto Pozuzo · 2004 fotografia em gelatina de prata e banho de selênio Sua obra é um registro do que viveu.indd 42 26/07/12 18:45 edi hirose 02/02 .

indd 43 26/07/12 18:45 eduArdo berliner 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

quanto daquele que observa o trabalho. O processo da pintura pede um outro tempo. Eduardo Berliner 30a-material_educativo-fichas-artistas. tanto daquele que pinta. No meu caso.Trigésima Bienal Material educativo Eduardo Berliner Janela · 2011 aquarela · 31 × 23.5 cm cortesia do artista A pintura requer uma temporalidade diferente do ritmo efêmero das imagens difundidas através da mídia. a pintura ajuda a estabelecer uma relação primordial com a fisicalidade do mundo.indd 44 26/07/12 18:45 eduArdo berliner 02/02 .

indd 45 26/07/12 18:45 eduArdo stupíA 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

indd 46 26/07/12 18:45 eduArdo stupíA 02/02 . a linha é a primeira. a mancha entendida não como matéria. Eduardo Stupía 30a-material_educativo-fichas-artistas. mas como contraste. a bidimensionalidade do plano em linha.Trigésima Bienal Material educativo Eduardo Stupía Onde Juan Diaz e os índios comeram rapidamente · 2003 tinta de impressão em tela · 190 × 190 cm coleção: Jorge y Julieta Correa Naturalmente. depois a textura.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 47 26/07/12 18:45 elAine reiCheK 01/02 .

Sigamos a linha para onde ela nos levar – talvez até algo concreto e preciso. nunca mais encontraríamos nosso caminho para fora da confusão.Trigésima Bienal Material educativo Elaine Reichek Linha é como um fio · 2008 bordados à mão em linho · 62. Georg Grosz 30a-material_educativo-fichas-artistas.3 cm cortesia da artista A linha é como o fio que Ariadne deu a Teseu antes de sua entrada nos misteriosos recônditos do labirinto: é o que nos guia em nosso encontro com o labirinto todo a nossa volta. a terra da fantasia.indd 48 26/07/12 18:45 elAine reiCheK 02/02 . talvez para o subconsciente. Sem a linha estaríamos instantaneamente perdidos.2 × 48.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 49 26/07/12 18:45 fernAnd deligny 01/02 .

só a intenção de criar as circunstâncias favoráveis para que se saiam bem e para que vivam. Fernand Deligny 30a-material_educativo-fichas-artistas. Paris: L’Arachnéen. mapa desenhado por Gisèle Durand. em 23 de julho 1977 · reproduzindo no livro Fernand Deligny. 2007. 1076.Trigésima Bienal Material educativo Fernand Deligny Linhas de errância de Janmari (criança autista). em marrom. na aldeia de Graniers. e trajetos de um adulto “próximo”.indd 50 26/07/12 18:45 fernAnd deligny 02/02 . p. em preto. tinta sobre papel vegetal · 70 × 60 cm © Editions L’Arachnéen Não tenho a intenção de educar ninguém. Œuvres.

indd 51 26/07/12 18:45 f. mArquespenteAdo 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

2) um Maori.indd 52 26/07/12 18:45 f. fios de linho e algodão. arco para a caça à borboleta em alumínio (1 e 3). f. marquespenteado 1) um Rei Shik. 3) um Sertanejo brasileiro · 2006 · Da série: Eméritos Caçadores de Borboletas desenho bordado à mão e à máquina sobre PVC. em ferro e bambu (2) · dimensões variáveis foto: Noah dos Santos Estou interessado em como as percepções da masculinidade e estigmas em torno das performances masculinas se convertem em patrimônios visuais. mArquespenteAdo 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo f. Writings. V22 Collection (site) 30a-material_educativo-fichas-artistas. marquespenteado. Também estou ávido por localizar ideias de bem e mal envolvendo o corpo masculino.

indd 53 26/07/12 18:45 fernAndo ortegA 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

5 × 29.7 cm Seus trabalhos baseiam-se em circunstâncias fortuitas e aparentemente inconsequentes. “Fernando Ortega”.Trigésima Bienal Material educativo Fernando Ortega Atalho I · 2010 impressão colorida · 44. situações efêmeras capazes de transpor buscas intelectuais com poderosas experiências sensoriais.indd 54 26/07/12 18:45 fernAndo ortegA 02/02 . Lisson Gallery (site) 30a-material_educativo-fichas-artistas.

indd 55 26/07/12 18:45 frAnz erhArd wAlther 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Franz Erhard Walther 30a-material_educativo-fichas-artistas. 30 cm de largura e aço de 1 cm. semicírculo: 1. standing site 20 mm foto: Renate Anger © Fundação Franz Erhard Walther Cada um que participe de alguma maneira deve ser responsável pelo trabalho – sem sua atividade nada seria criado. 1.indd 56 26/07/12 18:45 frAnz erhArd wAlther 02/02 .000 cm de diâmetro.585 cm de comprimento. semicírculo.585 × 30 × 2 cm.Trigésima Bienal Material educativo Franz Erhard Walther Linha reta. três direções · 1977 linha reta: 1.

indd 57 26/07/12 18:45 frAnz mon 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

indd 58 26/07/12 18:45 frAnz mon 02/02 . aconteça o que acontecer.Trigésima Bienal Material educativo Franz Mon Mortuário para dois alfabetos · 1969-1970 coleção do artista foto: Isabela Villanueva A poesia concreta para mim é poesia de princípios – há um princípio que você inventa e depois o realiza. Franz Mon 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 59 26/07/12 18:45 frédériC bruly bouAbré 01/02 .

The Universalist 30a-material_educativo-fichas-artistas. Frédéric Bruly Bouabré. luta contra o esquecimento.Trigésima Bienal Material educativo Frédéric Bruly Bouabré Ma youcouli meua. ma womeubha – Onde está o ouvido é onde está a boca · 2005 caneta esferográfica e lápis de cor sobre cartão · 34 × 24 cm Tudo o que vejo. desenho. Meu pai me disse que eu devia ser um observador.indd 60 26/07/12 18:45 frédériC bruly bouAbré 02/02 . A escrita imortaliza.

indd 61 26/07/12 18:45 gego 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

5 × 9 cm © Patrimônio Fundación Gego.5 × 9.Trigésima Bienal Material educativo Gego Bichinho 89/22 · 1989 fios de cobre. explorando desenho. fios de ferro esmaltado e peça metálica. Gustavo Navarro-Castro. Caracas Mais tarde ela passou a experimentar a conversão de planos em formas tridimensionais. colagem e escultura e sua integração em espaços arquitetônicos em provocação às convenções artísticas. Grove Art Online 30a-material_educativo-fichas-artistas. aquarela.indd 62 26/07/12 18:45 gego 02/02 . Base de resina plástica · 13. gravação.

indd 63 26/07/12 18:45 hAns eijKelboom 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

na praça Dam. entre 14h e 16h30. 30a-material_educativo-fichas-artistas.30 cortesia do artista Fotos tiradas em 7 de setembro de 2005. Holanda.indd 64 26/07/12 18:45 hAns eijKelboom 02/02 .0016. Kalverstaat . Amsterdã NL. 14.Trigésima Bienal Material educativo Hans Eijkelboom Fotonotas 7 de setembro 2005.Dam. em Amsterdã.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 65 26/07/12 18:45 hAns-peter feldmAnn 01/02 .

De modo lacônico e eufórico sua arte constantemente declara: “Tudo isso está lá fora”. Catrin Lorch. Issue 76 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 66 26/07/12 18:45 hAns-peter feldmAnn 02/02 . Tudo é permitido e a quantidade apenas gera mais quantidade. A incorporação do banal à arte por Feldmann é totalmente isenta de bravata ou grandiloquência argumentativas. “Hans-Peter Feldmann”.Trigésima Bienal Material educativo Hans-Peter Feldmann Um quilo de morangos cortesia do artista foto: Andrea Gilberti Feldmann evita explicitamente transformar a arte em comentário.

indd 67 26/07/12 18:46 hAyley tompKins 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

argila. Tem seu próprio mecanismo embutido para medir o tempo. Hayley Tompkins 30a-material_educativo-fichas-artistas. É feita para ser vista e é consciente. que depois é reconstruído ou reimaginado.Trigésima Bienal Material educativo Hayley Tompkins Artificial I · 2009 objeto encontrado. Faço esses objetos para me enredar na realidade e para expressar dúvida positiva. pensado.indd 68 26/07/12 18:46 hAyley tompKins 02/02 . guache. sentido. imaginado. fotografia · 77 × 5 × 8 cm cortesia da artista Conteúdo é algo previamente visto. A pintura é sempre um substituto.

indd 69 26/07/12 18:46 helen mirrA 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

nem fotográficos ou descritivos. Os trabalhos resultantes não são determinados por sua localização geográfica. mas mesmo assim são uma espécie insistente de fato. Järvafältet · 2011 óleo e grafite sobre linho · 155 × 155 cm cortesia da artista As impressões diretas de materiais paradigmáticos apanhados no caminho são registros direcionais horários feitos no curso de um único dia de caminhada. 26 de agosto. no rumo da minha trilha.indd 70 26/07/12 18:46 helen mirrA 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo Helen Mirra Anotação feita de hora em hora de campo direcional. Galerie Nordenhake (site) 30a-material_educativo-fichas-artistas. “Field Index 3”.

indd 71 26/07/12 18:46 horst Ademeit 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Mas como documentar uma ideia de medo de algo inapreensível? No caso de Ademeit. notícias e confinamentos.Trigésima Bienal Material educativo Horst Ademeit Sem título (4821) · 2002 técnica mista sobre fotografia polaroide · 11 × 9 cm cortesia: Galerie Susanne Zander. “Mystique and Conspiracy: the Polaroids of Horst Ademeit” 30a-material_educativo-fichas-artistas. Stephanie Buhmann. o trabalho de Ademeit envolve a mais obscura tentativa de registrar o que chamava de “raios frios” e radiação invisível.indd 72 26/07/12 18:46 horst Ademeit 02/02 . Além disso. a solução significava combinar imagens e reflexões. Colônia Ele também voltou seu enfoque ao imediatamente disponível: objetos cotidianos.

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Material educativo

Ian Hamilton Finlay A ordem do presente · 1983 · Da série: Pequena Esparta · em colaboração com Nicholas Sloan pedra cortesia: Arquivo de Ian Hamilton Finlay, Dunsyre, Escócia foto: Werner J. Hannappel

O que aconteceu é que eu senti que o caminho que eu havia traçado não poderia mais ser seguido. Era um grande mistério para mim – por que sentia que não poderia juntar as palavras do jeito que estava habituado a fazer –, mas eu achava que devia ter alguma outra maneira de juntar as palavras e isso, para mim, era a poesia concreta.
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Iñaki Bonillas Dias de campo · 2011 impressão digital em papel de algodão cortesia do artista

Em Dias de campo, Iñaki Bonillas apresenta vinte fotografias do arquivo J. R. Plaza, herdado de seu avô. As imagens da família se reunindo ao ar livre são recortadas, separando os personagens do espaço em que se encontram. Através de um procedimento técnico, Bonillas põe em questão o rompimento com as tradições, com os modos de vida e com a relação com a natureza.
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Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 77 26/07/12 18:46 jerry mArtin 01/02 .

30a-material_educativo-fichas-artistas. desenho por impressão tipográfica sobre papel · 20 × 29 cm Fotografias das performances realizadas pelos artistas do movimento acionista vienense.3 · 2010-2011 · Da série: Juízo Final · fotografia: Fest des Psycho-physischen Naturalismus. madeira.Trigésima Bienal Material educativo Jerry Martin Ressurreição da carne I.3. fazem parte da obra Ressurreição da carne I. Michel Foucault livro. Otto Mühl. impressas com caracteres tipográficos. 1963 / Livro: Historia de la locura en la época clásica.indd 78 26/07/12 18:46 jerry mArtin 02/02 .

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 79 26/07/12 18:46 Jiří Kovanda 01/02 .

indd 80 26/07/12 18:46 Jiří Kovanda 02/02 . Seu verdadeiro público é o espectador que vê os registros das ações em espaços expositivos. 30a-material_educativo-fichas-artistas.Trigésima Bienal Material educativo Jiří Kovanda Minha cor favorita · 2008 fotografia As ações de Jiří Kovanda em espaços públicos são tão sutis que podem passar despercebidas aos passantes.

indd 81 26/07/12 18:46 john zurier 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

2 × 50. John Zurier 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 82 26/07/12 18:46 john zurier 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo John Zurier Noite 46 (Kurashiki) · 2010 · Da série: Noite Têmpera sobre Tela · 76.8 cm Penso que o pintor japonês Ike No Taiga (1723-76) estava certo: o mais difícil de realizar na pintura é criar um espaço onde absolutamente nada tenha sido pintado.

indd 83 26/07/12 18:46 josé ArnAud bello 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

registradas em fotos e em seguida devolvidas ao rio. “José Arnaud Bello”. Cajarc (França) O método criado por Arnaud.Trigésima Bienal Material educativo José Arnaud Bello Esquecendo Smithson impressão de jato de tinta · 150 × 100 cm cortesia do artista. produziu Trabalhos no leito do rio. são marcadas. uma série de projetos em que algumas pedras de rio são reacomodadas. medidas. estudadas. Cali (Colômbia). Galeria OMR (site) 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 84 26/07/12 18:46 josé ArnAud bello 02/02 . Cidade do México apoio: 41 Salon Nacional de Artistas. transformadas. Maison des Arts Georges Pompidou. adaptadas. recebem intervenções de frases. a observação e adaptação da natureza. Galería OMR.

indd 85 26/07/12 18:46 juAn luis mArtínez 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

indd 86 26/07/12 18:46 juAn luis mArtínez 02/02 . 1ª ed. com um grande número de palavras fantasmas. janeiro de 1977. O novo romance. Santiago p. o passarístico é uma língua transparente e sem palavras) […] A língua dos pássaros é uma língua de signos transparentes em busca da transparência dispersa de algum significado.. (O espanhol é uma língua opaca. Mas os escutamos em espanhol. 128 Eliana Rodriguez de Martinez Os pássaros cantam em passarístico. Juan Luis Martínez 30a-material_educativo-fichas-artistas. cortesia: Martínez Martínez.Trigésima Bienal Material educativo Juan Luis Juan Luis do Chile.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 87 26/07/12 18:46 juttA Koether 01/02 .

verniz frio.Trigésima Bienal Material educativo Jutta Koether Guirlanda negra BERLIN (#1: WTF) · 2011 gesso preto e várias tintas metálicas sobre tela.indd 88 26/07/12 18:46 juttA Koether 02/02 . Zurique Aquilo por que me empenhava era uma sinergia entre as superfícies. o conteúdo dos quadros e uma arquitetura de exposição que atraíam e integravam o espectador. Jutta Koether 30a-material_educativo-fichas-artistas. suportes de metal prata · 160 × 220 cm cortesia: Galerie Francesca Pia.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 89 26/07/12 18:46 Kirsten pieroth 01/02 .

mangueira · dimensões variáveis cortesia da artista Em geral. tendo a trabalhar com as implicações culturais de objetos prefabricados e como esses objetos se transformam quando são desviados de seu destino usual.indd 90 26/07/12 18:46 Kirsten pieroth 02/02 . geralmente.Trigésima Bienal Material educativo Kirsten Pieroth Bote inflado · 2009 acordeão. têm existência paralela. a obra mantém sua identidade original. Eu altero o contexto e a estrutura existentes e. Essas leituras múltiplas do que a obra representa coexistem. Kirsten Pieroth 30a-material_educativo-fichas-artistas. ou melhor. bote.

indd 91 26/07/12 18:46 Kriwet 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Kriwet: Yester’n’Today 30a-material_educativo-fichas-artistas. Kriwet.indd 92 26/07/12 18:46 Kriwet 02/02 . Originalmente eu era um escritor e talvez seja mais escritor hoje do que naquela época. 10 partes · 60 × 60 cm (cada) Para mim. porque realmente utilizo a escrita e não apenas anoto coisas em um livro. a linguagem não é desculpa nenhuma para a forma.Trigésima Bienal Material educativo Kriwet Boletim · 1960-1963 impressão offset em papel.

indd 93 26/07/12 18:46 mArCelo Coutinho 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

algo de funcionamento intenso destinado a reter e reconduzir as várias retenções e reconduções vindas de outros algos. será uma matriz perdida para outro algo. pess. pron. 1. Marcelo Coutinho. “Arra” 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 94 26/07/12 18:46 mArCelo Coutinho 02/02 . e que. da 1ª pessoa singular. algo que balbucia através de outro algo que também balbucia. algo que é fruto de uma matriz perdida. por sua vez.Trigésima Bienal Material educativo Marcelo Coutinho Ô · 2008 filme · 25′ Arra. 3. 2.

indd 95 26/07/12 18:46 mArK morrisroe 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

7 × 40.6 cm cortesia: Fotomuseum Winterthur.Trigésima Bienal Material educativo Mark Morrisroe Estudo de figura · 1985 c-print. composição de negativos · 50. Zurique © The Estate of Mark Morrisroe As fotografias de Mark Morrisroe são como crônicas de seu dia a dia. 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 96 26/07/12 18:46 mArK morrisroe 02/02 .

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 97 26/07/12 18:47 mAryAnne AmACher 01/02 .

Maryanne Amacher 30a-material_educativo-fichas-artistas.Trigésima Bienal Material educativo Maryanne Amacher Conexões-urbanas n. Um gêmeo acústico) · 1974 · instalação no Walker Arts Center (1974). Minneapolis. em colaboração com Luis Frangelli transmissão via rádio cortesia: Maryanne Amacher Archive Minha esperança é que a divisão que existe hoje entre esses dois mundos – o da linguagem musical e o do som ambiente – um dia desapareça.indd 98 26/07/12 18:47 mAryAnne AmACher 02/02 . 9 (Não mais milhas.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 99 26/07/12 18:47 meris Angioletti 01/02 .

indd 100 26/07/12 18:47 meris Angioletti 02/02 . sua linguagem. Faber and Faber. 25 exemplares. Meris Angioletti 30a-material_educativo-fichas-artistas. Finnegans Wake. O Finnegans Wake relata o sono de alguém – o processo de ancorar a consciência adormecida. 135 × 210 mm © Cédrick Eymenier Voltei devido a pesquisas que venho realizando sobre transcrição/medição da atividade cerebral durante o sono.Trigésima Bienal Material educativo Meris Angioletti James Joyce. seguir seus ciclos e. se possível. Londres 1975 · 2008 livro.

indd 101 26/07/12 18:47 miChel Aubry 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

certos objetos (uma mesa. Seu repertório é ainda enriquecido por um interesse em vestuário militar dos vários exércitos do mundo. Le Quartier.Trigésima Bienal Material educativo Michael Aubry Roupa de operário criada por Moholy-Nagy colocada na música · 1925-2003 roupa de ensino da Bauhaus. “Michel Aubry”. uma cadeira. uma peça de vestuário) equipados com juncos podem tornar-se esculturas ‘convincentes’.indd 102 26/07/12 18:47 miChel Aubry 02/02 . Centre d’art contemporain de Quimper (site) 30a-material_educativo-fichas-artistas. 21 barras de aço inoxidável polido Michel Aubry funda seu trabalho na decifração e interpretação de formas e motivos. estrutura de ferro. cujos motivos interceptam a história da pintura. particularmente a camuflagem. Nesse sentido.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 103 26/07/12 18:47 moris 01/02 .

o que resta das relações e dos usos do espaço urbano.Trigésima Bienal Material educativo Moris Apenas eu tenho razão · 2010 colagem sobre madeira · 7 × 95 × 3 cm As instalações de Moris dialogam com as formas de sobrevivência nas grandes cidades.indd 104 26/07/12 18:47 moris 02/02 . 30a-material_educativo-fichas-artistas. São colagens que envolvem os vestígios dos habitantes.

indd 105 26/07/12 18:47 niColás pAris 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Encontrei na arte uma área na qual podia enlaçar todos meus interesses.8 cm Creio que na arte. mais que gerar resultados.Trigésima Bienal Material educativo Nicolás Paris naveespacialtierra · 2011 impressão litográfica e lápis sobre papel recortado e colado em papel · 21 × 14.indd 106 26/07/12 18:47 niColás pAris 02/02 . cabe tudo. potencializavam processos. Nicolás Paris 30a-material_educativo-fichas-artistas. Todas as minhas experiências em salas de aula. e sobretudo na arte contemporânea.

indd 107 26/07/12 18:47 nino CAis 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Trigésima Bienal Material educativo Nino Cais Sem título · 2009 fotografia · 90 × 60 cm A arte está em todo lugar. O artista acha as coisas por aí. Resta perceber isso.indd 108 26/07/12 18:47 nino CAis 02/02 . na vida. de maneira radical. Mariana Trevas (org. Nino Cais: poemas e canções 30a-material_educativo-fichas-artistas. apenas.). e tentar usar a favor. Tanto ela está que o artista não vai “beber” dentro da galeria.

indd 109 26/07/12 18:47 odires mlászho 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

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Odires Mlászho Dedilhados na esteira do sol · 2002 · Da série: Serpentina · 2002-2007 impressão de jato de tinta · 62 × 50 cm

A natureza das imagens utilizadas pelo amplo espectro de linguagens que as mídias contemporâneas utilizam sugerem, igualmente, uma ampla oportunidade de intervenções, e, assim, me valendo da vastidão deste universo inusitado e em expansão, atuo de variadas maneiras o que, para um artista, é a oportunidade mais nobre de desenvolver incontáveis modos de criar.
“Odires Mlászho”, Galeria Vermelho (site)

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Olivier Nottellet Eu penso sobre algo e depois esqueço · 2010 · instalação em Le VOG, Fontaine France (2010) pintura em parede foto do artista

Eu detesto ilusão de óptica. Não há ilusões em meu trabalho – muito pelo contrário. Tudo é mostrado. Tudo está ali diante de nossos olhos.
Olivier Nottellet

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A narrativa inventada viria a se confirmar ou não quando. assistia o início do filme. 2005 · 2005 instalação de três projetores de slide sincronizados (200 slides) · 24′ cortesia do artista. sejam ficcionais ou não.Trigésima Bienal Material educativo Pablo Pijnappel Felicitas. Em sua obra. o que fez com que se habituasse a inventar a primeira parte dos filmes. Amsterdã Pablo costumava ir ao cinema com seus pais quando pequeno.indd 114 26/07/12 18:47 pAblo pijnAppel 02/02 . 30a-material_educativo-fichas-artistas. Sempre chegavam atrasados para a sessão. narrativas pessoais se misturam a outras. após o fim da sessão. Juliette Jongma.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 115 26/07/12 18:47 pppp (produCtos peruAnos pArA pensAr) 01/02 .

Trigésima Bienal Material educativo PPPP (Productos Peruanos para Pensar) Ação na praia de água doce · 1997 · Da série: Esta Incrível Sensação Marinha! Obra de Alberto Casari e Alfredo Covarrubias.indd 116 26/07/12 18:47 pppp (produCtos peruAnos pArA pensAr) 02/02 . seu heterônimo pintor. 30a-material_educativo-fichas-artistas.

indd 117 26/07/12 18:47 riCArdo bAsbAum 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

desempenhando papéis simultâneos e ocupando mais de uma posição ao mesmo tempo. grupos.indd 118 26/07/12 18:47 riCArdo bAsbAum 02/02 . Ricardo Basbaum. Diferenças entre nós e eles 30a-material_educativo-fichas-artistas.Trigésima Bienal Material educativo Ricardo Basbaum Gostaria de participar de uma experiência artística? · 2010 cortesia do artista foto: Anna Ostoya O artista contemporâneo rompe as linhas que vão diretamente deles para nós. isto é. tornando essa conexão complexa. enfatizando entre suas características o fluxo contínuo entre indivíduos. coletivos e instituições – indo e vindo de um para outro.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 119 26/07/12 18:47 robert filliou 01/02 .

pedra.Trigésima Bienal Material educativo Robert Filliou Os capitães e marinheiros de outrora · 1980 tijolos. papel dobrado. Robert Filliou 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 120 26/07/12 18:47 robert filliou 02/02 .5 × 5 cm Arte é o que faz a vida mais bela que a arte. desenho em papel e fios · 70 × 121.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 121 26/07/12 18:47 roberto obregón 01/02 .

Gertrude Stein 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 122 26/07/12 18:47 roberto obregón 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo Roberto Obregón Dissecação real para rosa enferma · 1993 pétalas secas de rosas coladas em papel e grafite sobre papel · 34.4 cm coleção: Carolina e Fernando Eseverri foto: Isabela Eseverri A rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa.3 × 23.

indd 123 26/07/12 18:48 rodrigo brAgA 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

realizando performances que se aproximam de rituais. a cerca de 400 km de Recife.indd 124 26/07/12 18:48 rodrigo brAgA 02/02 . 30a-material_educativo-fichas-artistas. Afastado do ritmo e das demandas da vida na cidade.Trigésima Bienal Material educativo Rodrigo Braga Desejo Eremita 01 · Da série: Desejo Eremita · 2009 fotografia · 50 × 75 cm As imagens da série Desejo Eremita (2009) partem de uma residência realizada pelo artista no sertão pernambucano. em contato íntimo e criativo com a natureza. criou uma rotina particular nesse novo ambiente.

indd 125 26/07/12 18:48 runo lAgomArsino 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

30a-material_educativo-fichas-artistas. 27 fotografias em slide em projetor Kodak carrossel cortesia do artista. Copenhague. Malmö Parte da obra Contratiempos [Contratempos] (2009-10).indd 126 26/07/12 18:48 runo lAgomArsino 02/02 . Elastic. Nils Stærk. Lagomarsino encontra semelhanças com a linha que define o território sul-americano. Em uma fissura no chão da marquise do parque Ibirapuera.Trigésima Bienal Material educativo Runo Lagomarsino Contratempos · 2010 projeção em loop.

indd 127 26/07/12 18:48 sAul fletCher 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Nova York © Saul Fletcher Toda bicicleta que tive foi feita de três ou quatro bicicletas que eu juntava para fazer uma boa.7 × 12.indd 128 26/07/12 18:48 sAul fletCher 02/02 .7 cm cortesia: Anton Kern Gallery.Trigésima Bienal Material educativo Saul Fletcher Sem título n. Não gosto de nada que seja novo ou limpo. tentando fazer algo bom de algo ruim. por isso imagino que é isso que faço no trabalho. Saul Fletcher 30a-material_educativo-fichas-artistas. 01 (Autorretrato/ Máscara) · 1997 c-print · 12. Uso tudo que estiver à mão.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 129 26/07/12 18:48 sheilA hiCKs 01/02 .

Nova York © Sheila Hicks Encontrei minha voz e chão em meu trabalhinho. arquitetura e artes decorativas.Trigésima Bienal Material educativo Sheila Hicks Solferino Tacubaya · 1960 lã · 40 × 21 cm cortesia: Sikkema Jenkins & Co. Sheila Hicks: Weaving as Metaphor 30a-material_educativo-fichas-artistas. design. Sheila Hicks. Ele me possibilitou construir pontes entre arte.indd 130 26/07/12 18:48 sheilA hiCKs 02/02 ..

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 131 26/07/12 18:48 sigurdur gudmundsson 01/02 .

Sub rosa (site) 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 132 26/07/12 18:48 sigurdur gudmundsson 02/02 . “Horizontal Thoughts”.8 cm Os trabalhos fotográficos de Gudmundsson constroem certa visão poética e filosófica e retratam a existência humana de forma humorística e pungente como parte da natureza.Trigésima Bienal Material educativo Sigurdur Gudmundsson Montanha · 1980-1982 fotografia p&b · 82.8 × 104.

indd 133 26/07/12 18:48 tehChing hsieh 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Sean Kelly Gallery.Trigésima Bienal Material educativo Tehching Hsieh Performance de um ano 1980-1981. Nova York / Perfurando o relógio de ponto · 1980-1981 cortesia do artista. O público usará sua própria experiência e imaginação para abordar meu trabalho.indd 134 26/07/12 18:48 tehChing hsieh 02/02 . mas não é igual à arte em si mesma. O documento da arte é um rastro graças ao qual você pode abordar meu trabalho. me separo dele. A arte tem sua própria vida. Nova York foto: Michael Shen © 1981 Tehching Hsieh Uma vez terminado meu trabalho. Tehching Hsieh 30a-material_educativo-fichas-artistas.

indd 135 26/07/12 18:48 thiAgo CArneiro dA CunhA 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

Minha contribuição para a cultura e a natureza! 2000/2007 30a-material_educativo-fichas-artistas.Trigésima Bienal Material educativo Thiago Carneiro da Cunha Esqueleto com flores · 2011 faiança policromada · 35 × 35 × 35 cm (aprox. caveiras e nas pranchas/ totens.indd 136 26/07/12 18:48 thiAgo CArneiro dA CunhA 02/02 . Estudio Eu acho que geralmente quero tentar dizer o máximo de coisas ao mesmo tempo. […] acho que esse é um dos motivos da referência a objetos místicos que existem nos macacos.) cortesia: Galeria Fortes Vilaça. Tiago Carneiro da Cunha. Eu queria tentar chegar a objetos que funcionassem com aqueles amuletos.

indd 137 26/07/12 18:48 wAldemAr Cordeiro 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.

indd 138 26/07/12 18:48 wAldemAr Cordeiro 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo Waldemar Cordeiro Foto do Clube Esperia · 1965 fotografia p&b coleção: família Cordeiro cortesia: família Cordeiro foto: desconhecido Em 1961. 30a-material_educativo-fichas-artistas. Waldemar Cordeiro apresentou o projeto paisagístico para o clube-parque Esperia de São Paulo.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 139 26/07/12 18:48 Xu bing 01/02 .

Trigésima Bienal Material educativo Xu Bing Projeto floresta · 2005pintura de paisagem em grande escala cortesia: Xu Bing Studio Cinco paisagens de Xu Bing foram expostas junto a desenhos de alunos das escolas primárias do Quênia. 30a-material_educativo-fichas-artistas. O projeto Forest.de caráter social. gera fundos que são destinados à preservação do ecossistema do Parque Nacional Monte Quênia. que participaram de uma série de workshops ministrados pelo artista.indd 140 26/07/12 18:48 Xu bing 02/02 . educativo e artístico.

Trigésima Bienal Material educativo 30a-material_educativo-fichas-artistas.indd 141 26/07/12 18:48 yuKi KimurA 01/02 .

30a-material_educativo-fichas-artistas. vidro.Trigésima Bienal Material educativo Yuki Kimura Um gato travesso · 2009 madeira. Seu trabalho conta com circunstâncias fortuitas e aparentemente inconsequentes. situações efêmeras capazes de ligar buscas intelectuais a experiências intensamente poderosas. verniz · 30 × 50 × 62 cm “Por que estou viva aqui e agora?” é a pergunta que orienta o trabalho de Yuki Kimura.indd 142 26/07/12 18:48 yuKi KimurA 02/02 . pedra.

Giorgio Agamben · A comunidade que vem giorgio AgAmben 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo Porque o fato novo da política que vem é que ela já não será a luta pela conquista ou controle do Estado. disjunção irremediável entre as singularidades quaisquer e a organização estatal. mas a luta entre o Estado e o não Estado (a humanidade).

Trigésima Bienal Material educativo As viagens ensinam (entre outras coisas) que as palavras são como estranhas às coisas que elas nomeiam – donde uma relação de alienação bilateral atrevome a dizer entre coisas e palavras de que o viajante e em particular o turista é a vítima a qual ele mesmo expressa na confissão ingênua de sua decepção – ele só pode ficar decepcionado já que as coisas não se parecem com os nomes nem os homens com as coisas – deve refugiar-se no ato de fotografar que mumificando o presente por esse embalsamador instantâneo o aparato recortando e paralisando o real dandolhe magicamente o estatuto da imagem o dá por passado de um modo fulminante e o torna assim homogêneo à palavra – o lugar onde estou pode por fim converter-se no título da foto ( praia das bermudas junho de 58 ) giorgio AgAmben 02/02 .

Trigésima Bienal Material educativo As viagens ensinam (entre outras coisas) que as palavras são como estranhas às coisas que elas nomeiam – donde uma relação de alienação bilateral atrevome a dizer entre coisas e palavras de que o viajante e em particular o turista é a vítima a qual ele mesmo expressa na confissão ingênua de sua decepção – ele só pode ficar decepcionado já que as coisas não se parecem com os nomes nem os homens com as coisas – deve refugiar-se no ato de fotografar que mumificando o presente por esse embalsamador instantâneo o aparato recortando e paralisando o real dandolhe magicamente o estatuto da imagem o dá por passado de um modo fulminante e o torna assim homogêneo à palavra – o lugar onde estou pode por fim converter-se no título da foto ( praia das bermudas junho de 58 ) Godofredo Iommi · Amereida godofredo iommi 01/02 .

mas a luta entre o Estado e o não Estado (a humanidade). godofredo iommi 02/02 . disjunção irremediável entre as singularidades quaisquer e a organização estatal.Trigésima Bienal Material educativo Porque o fato novo da política que vem é que ela já não será a luta pela conquista ou controle do Estado.

sem que o próprio pintor jamais possa dizer. o que essa nova obra acrescenta às antigas. porque a distinção não tem sentido. o que pertence a ele e o que pertence às coisas. o que tirou dos outros e o que é seu. é entretanto guiado e orientado. Maurice Merleau-Ponty · O olho e o espírito mAuriCe merleAu-ponty 01/02 . a propósito desse mundo irrecusável a que chega por outros sentidos e do qual fala em termos de quem enxerga.Trigésima Bienal Material educativo […] Mas. Nunca se trata senão de levar mais adiante o traço do mesmo sulco já aberto. de retomar e de generalizar uma característica que já aparecera no canto de um quadro anterior ou em algum instante de sua experiência. enquanto pinta. E é por isso que o seu trabalho. ou. obscuro para si mesmo. se é ou ficou cego. é sempre a propósito das coisas visíveis.

para a pintura futura. freio e guia da pintura. com respeito à pintura. e tampouco que todos os quadros da Renascença tenham sido construídos em perspectiva: basta que o entrelaçamento funcione. a mesma função que teve. O que não significa dizer que todos os quadros. mAuriCe merleAu-ponty 02/02 . faço a aposta: o entrelaçamento bem poderia preencher. durante dois ou três séculos. deverão usar o trançado. como o fez a perspectiva. como dizia Leonardo.Trigésima Bienal Material educativo Assim. a perspectiva. como um modelo regulador. doravante.

com respeito à pintura. e tampouco que todos os quadros da Renascença tenham sido construídos em perspectiva: basta que o entrelaçamento funcione. como dizia Leonardo. a mesma função que teve. como o fez a perspectiva. a perspectiva. deverão usar o trançado. para a pintura futura. doravante. freio e guia da pintura.Trigésima Bienal Material educativo Assim. O que não significa dizer que todos os quadros. Hubert Damisch · L’origine de la perspective hubert dAmisCh 01/02 . como um modelo regulador. faço a aposta: o entrelaçamento bem poderia preencher. durante dois ou três séculos.

sem que o próprio pintor jamais possa dizer. enquanto pinta. o que essa nova obra acrescenta às antigas. é sempre a propósito das coisas visíveis. ou. o que tirou dos outros e o que é seu. E é por isso que o seu trabalho. Nunca se trata senão de levar mais adiante o traço do mesmo sulco já aberto. de retomar e de generalizar uma característica que já aparecera no canto de um quadro anterior ou em algum instante de sua experiência. se é ou ficou cego. é entretanto guiado e orientado.Trigésima Bienal Material educativo […] Mas. porque a distinção não tem sentido. hubert dAmisCh 02/02 . a propósito desse mundo irrecusável a que chega por outros sentidos e do qual fala em termos de quem enxerga. obscuro para si mesmo. o que pertence a ele e o que pertence às coisas.

Trigésima Bienal Material educativo Nicolas Poussin niColAs poussin 01/02 .

com respeito à pintura. Assim. a perspectiva. o que essa nova obra acrescenta às antigas. o que pertence a ele e o que pertence às coisas. durante dois ou três séculos. obscuro para si mesmo. freio e guia da pintura. se é ou ficou cego. como dizia Leonardo. doravante. é entretanto guiado e orientado. o que tirou dos outros e o que é seu. enquanto pinta. de retomar e de generalizar uma característica que já aparecera no canto de um quadro anterior ou em algum instante de sua experiência. para a pintura futura. é sempre a propósito das coisas visíveis. ou. niColAs poussin 02/02 . e tampouco que todos os quadros da Renascença tenham sido construídos em perspectiva: basta que o entrelaçamento funcione. Musa […] Mas. como um modelo regulador. a mesma função que teve. deverão usar o trançado. como o fez a perspectiva. faço a aposta: o entrelaçamento bem poderia preencher. a propósito desse mundo irrecusável a que chega por outros sentidos e do qual fala em termos de quem enxerga. porque a distinção não tem sentido. E é por isso que o seu trabalho. L.Trigésima Bienal Material educativo Nicolas Poussin · Himeneu travestido assistindo a uma dança em honra a Príapo · 1634-1638 óleo sobre tela · 167 × 376 cm · coleção: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) · foto: João. sem que o próprio pintor jamais possa dizer. Nunca se trata senão de levar mais adiante o traço do mesmo sulco já aberto. O que não significa dizer que todos os quadros.

Trigésima Bienal Material educativo Filóstrato filóstrAto 01/02 .

como o fez a perspectiva. PHILOSTRATUS. a perspectiva.Trigésima Bienal Material educativo Filóstrato · “PHILOSTRATUS. 1487-1490. ‘Imagines’”. com respeito à pintura. iluminura em pergaminho […] Mas. filóstrAto 02/02 . Lemnius. freio e guia da pintura. porque a distinção não tem sentido. faço a aposta: o entrelaçamento bem poderia preencher. Hungria. é sempre a propósito das coisas visíveis. ou. o que tirou dos outros e o que é seu. a mesma função que teve. Nunca se trata senão de levar mais adiante o traço do mesmo sulco já aberto. Biblioteca Nacional Széchényi. doravante. o que essa nova obra acrescenta às antigas. Flavius. se é ou ficou cego. c. é entretanto guiado e orientado. Florença. Assim. para a pintura futura. In: Philostratus Corvina. a propósito desse mundo irrecusável a que chega por outros sentidos e do qual fala em termos de quem enxerga. como dizia Leonardo. deverão usar o trançado. o que pertence a ele e o que pertence às coisas. enquanto pinta. de retomar e de generalizar uma característica que já aparecera no canto de um quadro anterior ou em algum instante de sua experiência. e tampouco que todos os quadros da Renascença tenham sido construídos em perspectiva: basta que o entrelaçamento funcione. obscuro para si mesmo. O que não significa dizer que todos os quadros. sem que o próprio pintor jamais possa dizer. como um modelo regulador. E é por isso que o seu trabalho. durante dois ou três séculos.

Trigésima Bienal Material educativo Aby Warburg Aby wArburg 01/02 .

A poesia pau-brasil é uma sala de jantar domingueira.Trigésima Bienal Material educativo Aby Warburg · Painel 39 · Outubro. um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. porque ser amado e honrado é agradável e gratificante para qualquer um.. com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas. série final © Warburg Institute.. Aby wArburg 02/02 .] E assim atraem para si pessoas não particularmente astutas. 1929 · Mnemosyne Atlas. Londres [. e ser capaz de ligar a si qualquer um é indício de certa virtude superior. No jornal anda todo o presente.

porque ser amado e honrado é agradável e gratificante para qualquer um..Trigésima Bienal Material educativo [. Giordano Bruno · Os vínculos giordAno bruno 01/02 .] E assim atraem para si pessoas não particularmente astutas.. e ser capaz de ligar a si qualquer um é indício de certa virtude superior.

com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas. um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. giordAno bruno 02/02 . No jornal anda todo o presente.Trigésima Bienal Material educativo A poesia pau-brasil é uma sala de jantar domingueira.

Trigésima Bienal Material educativo A poesia pau-brasil é uma sala de jantar domingueira. um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas. Oswald de Andrade · “Poesia pau-brasil” (manifesto) oswAld de AndrAde 01/02 . No jornal anda todo o presente.

Trigésima Bienal Material educativo [. porque ser amado e honrado é agradável e gratificante para qualquer um. oswAld de AndrAde 02/02 . e ser capaz de ligar a si qualquer um é indício de certa virtude superior..] E assim atraem para si pessoas não particularmente astutas..

Trigésima Bienal Material educativo Samuel Beckett sAmuel beCKett 01/02 .

um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal.] E assim atraem para si pessoas não particularmente astutas. No jornal anda todo o presente. e ser capaz de ligar a si qualquer um é indício de certa virtude superior. produtor: Barney Rosset.. p&b · 24′ · direção: Alan Schneider.Trigésima Bienal Material educativo Samuel Beckett · Film · 1965 35 mm. sAmuel beCKett 02/02 .. A poesia pau-brasil é uma sala de jantar domingueira. com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas. porque ser amado e honrado é agradável e gratificante para qualquer um. roteiro: Samuel Beckett cortesia: Milestone Film & Video and Evergreen Review · © Barney Rosset [.

Talvez o destino humano.Trigésima Bienal Material educativo A lua ignora que é tranquila e clara e não pode sequer saber que é lua. Ignoramos. Não há uma coisa que saiba que sua forma é rara. breve alegria e longas odisseias. a absorta e truncada oração que iniciamos. que é a areia. A rosa profunda jorge luis borges 01/02 . As peças de marfim são tão alheias ao abstrato xadrez como essa mão que as rege. a areia. seja instrumento de Outro. Em vão também o medo. a angústia. Que arco terá então lançado a seta que eu sou? Que cume pode ser a meta? Jorge Luis Borges · “Do que nada se sabe”. dar-lhe o nome de Deus não nos conforta.

Trigésima Bienal Material educativo Duas pessoas caminham pelas ruas e enchem um saco de folhas. até que fique vazio. Quando o saco está cheio. guiada pela outra. esvazia o saco folha por folha. elas percorrem de volta a trilha de folhas. jorge luis borges 02/02 . Trocando os papéis. uma delas fecha os olhos e.

elas percorrem de volta a trilha de folhas. Allan Kaprow · Fall (1995) AllAn KAprow 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo Duas pessoas caminham pelas ruas e enchem um saco de folhas. até que fique vazio. esvazia o saco folha por folha. Trocando os papéis. guiada pela outra. Quando o saco está cheio. uma delas fecha os olhos e.

Ignoramos. a areia. seja instrumento de Outro. breve alegria e longas odisseias.Trigésima Bienal Material educativo A lua ignora que é tranquila e clara e não pode sequer saber que é lua. que é a areia. a angústia. a absorta e truncada oração que iniciamos. Talvez o destino humano. Não há uma coisa que saiba que sua forma é rara. Em vão também o medo. Que arco terá então lançado a seta que eu sou? Que cume pode ser a meta? AllAn KAprow 02/02 . As peças de marfim são tão alheias ao abstrato xadrez como essa mão que as rege. dar-lhe o nome de Deus não nos conforta.

Trigésima Bienal Material educativo Édouard Manet édouArd mAnet 01/02 .

Trigésima Bienal Material educativo Édouard Manet · O piquenique sobre a relva · 1863 óleo sobre tela · 264.5 × 208 cm · © Paris. elas percorrem de volta a trilha de folhas. Quando o saco está cheio. esvazia o saco folha por folha. breve alegria e longas odisseias. Trocando os papéis. doado por Etienne Moreau-Nélaton (1906) Duas pessoas caminham pelas ruas e enchem um saco de folhas. Ignoramos. uma delas fecha os olhos e. a absorta e truncada oração que iniciamos. que é a areia. Não há uma coisa que saiba que sua forma é rara. guiada pela outra. a areia. Talvez o destino humano. dar-lhe o nome de Deus não nos conforta. seja instrumento de Outro. Musée d’Orsay. Que arco terá então lançado a seta que eu sou? Que cume pode ser a meta? édouArd mAnet 02/02 . Em vão também o medo. A lua ignora que é tranquila e clara e não pode sequer saber que é lua. a angústia. As peças de marfim são tão alheias ao abstrato xadrez como essa mão que as rege. até que fique vazio.

Trigésima Bienal Material educativo Hélio Oiticica hélio oitiCiCA 01/02 .

a areia. registro da ação Duas pessoas caminham pelas ruas e enchem um saco de folhas. guiada pela outra. no Cajú · 1979 · Rio de Janeiro. elas percorrem de volta a trilha de folhas. a angústia. Em vão também o medo. Não há uma coisa que saiba que sua forma é rara.Trigésima Bienal Material educativo Hélio Oiticica · Contra bólide devolver a Terra à Terra. que é a areia. dar-lhe o nome de Deus não nos conforta. seja instrumento de Outro. em Kleemania. Trocando os papéis. breve alegria e longas odisseias. Talvez o destino humano. até que fique vazio. a absorta e truncada oração que iniciamos. esvazia o saco folha por folha. Quando o saco está cheio. uma delas fecha os olhos e. Ignoramos. Que arco terá então lançado a seta que eu sou? Que cume pode ser a meta? hélio oitiCiCA 02/02 . A lua ignora que é tranquila e clara e não pode sequer saber que é lua. As peças de marfim são tão alheias ao abstrato xadrez como essa mão que as rege.

Trigésima Bienal Material educativo Arthur Rimbaud Arthur rimbAud 01/02 .

A lua ignora que é tranquila e clara e não pode sequer saber que é lua. uma delas fecha os olhos e. elas percorrem de volta a trilha de folhas. guiada pela outra. As peças de marfim são tão alheias ao abstrato xadrez como essa mão que as rege. Não há uma coisa que saiba que sua forma é rara. dar-lhe o nome de Deus não nos conforta. Talvez o destino humano. Ignoramos. Em vão também o medo. esvazia o saco folha por folha. Quando o saco está cheio. breve alegria e longas odisseias. a absorta e truncada oração que iniciamos. que é a areia. Que arco terá então lançado a seta que eu sou? Que cume pode ser a meta? Arthur rimbAud 02/02 . Trocando os papéis. a angústia. até que fique vazio.Trigésima Bienal Material educativo Arthur Rimbaud · Retrato de Arthur Rimbaud (1859-1891) · 1872 impressão em carvão · foto: Étienne Carjat (1828-1906) · domínio público Duas pessoas caminham pelas ruas e enchem um saco de folhas. a areia. seja instrumento de Outro.

Trigésima Bienal Material educativo Eis-me. Teria amado os homens apesar deles mesmos. o que sou? Eis o que me resta buscar. Ao cessarem de sê-lo. próximo. portanto. sozinho sobre a terra. Mas e eu mesmo. O mais sociável e o mais afetuoso dos humanos dela foi proscrito por um acordo unânime. Jean-Jacques Rousseau · Os devaneios de um caminhante solitário jeAn-jACques rousseAu 01/02 . portanto. só puderam privar-se de minha afeição. afastado deles e de tudo. amigo ou companhia que não a mim mesmo. sem outro irmão. Agora. desconhecidos. Buscaram nas sutilezas de seus ódios que tormento poderia ser mais cruel para minha alma sensível e romperam com violência todos os laços que me ligavam a eles. por fim insignificantes. são para mim estranhos. pois assim o quiseram.

Ia ao encontro… ao encontro de quê? Até então não sabia e nem o sei agora. Não me fazia perguntas: caminhava. percorrê-lo de novo (inventá-lo à medida que o percorro) e sem perceber.Trigésima Bienal Material educativo O melhor será escolher o caminho de Galta. apenas caminhava sem rumo certo. quase insensivelmente. ir até o fim – sem me preocupar em saber o que quer dizer “ir até o fim”. Quando caminhava pela vereda de Galta. passada a região das bânias e dos charcos de águas paradas. entrando na pequena praça de casas desmoronadas. já longe da estrada. jeAn-jACques rousseAu 02/02 . nem o que eu quis dizer ao escrever essa frase. precisamente no começo da minha longa caminhada. não sabia aonde ia nem me preocupava em sabê-lo. e ultrapassado o Pórtico em ruínas.

passada a região das bânias e dos charcos de águas paradas. apenas caminhava sem rumo certo. Octavio Paz · O mono gramático oCtAVio pAz 01/02 . nem o que eu quis dizer ao escrever essa frase. já longe da estrada. Quando caminhava pela vereda de Galta. precisamente no começo da minha longa caminhada. percorrê-lo de novo (inventá-lo à medida que o percorro) e sem perceber. ir até o fim – sem me preocupar em saber o que quer dizer “ir até o fim”. não sabia aonde ia nem me preocupava em sabê-lo. Ia ao encontro… ao encontro de quê? Até então não sabia e nem o sei agora. entrando na pequena praça de casas desmoronadas. e ultrapassado o Pórtico em ruínas.Trigésima Bienal Material educativo O melhor será escolher o caminho de Galta. Não me fazia perguntas: caminhava. quase insensivelmente.

são para mim estranhos. Teria amado os homens apesar deles mesmos.Trigésima Bienal Material educativo Eis-me. portanto. Buscaram nas sutilezas de seus ódios que tormento poderia ser mais cruel para minha alma sensível e romperam com violência todos os laços que me ligavam a eles. desconhecidos. sozinho sobre a terra. Agora. portanto. oCtAVio pAz 02/02 . próximo. amigo ou companhia que não a mim mesmo. O mais sociável e o mais afetuoso dos humanos dela foi proscrito por um acordo unânime. por fim insignificantes. só puderam privar-se de minha afeição. sem outro irmão. o que sou? Eis o que me resta buscar. pois assim o quiseram. Ao cessarem de sê-lo. Mas e eu mesmo. afastado deles e de tudo.

Trigésima Bienal Material educativo Charles Baudelaire ChArles bAudelAire 01/02 .

apenas caminhava sem rumo certo. quase insensivelmente. sozinho sobre a terra. não sabia aonde ia nem me preocupava em sabê-lo. 1863 impressão em carvão · foto: Étienne Carjat (1828-1906) · domínio público Eis-me. Quando caminhava pela vereda de Galta. são para mim estranhos. pois assim o quiseram. Ia ao encontro… ao encontro de quê? Até então não sabia e nem o sei agora. Ao cessarem de sê-lo. Mas e eu mesmo. O melhor será escolher o caminho de Galta. Buscaram nas sutilezas de seus ódios que tormento poderia ser mais cruel para minha alma sensível e romperam com violência todos os laços que me ligavam a eles. só puderam privar-se de minha afeição. O mais sociável e o mais afetuoso dos humanos dela foi proscrito por um acordo unânime. desconhecidos. e ultrapassado o Pórtico em ruínas. nem o que eu quis dizer ao escrever essa frase. precisamente no começo da minha longa caminhada. Teria amado os homens apesar deles mesmos. sem outro irmão. amigo ou companhia que não a mim mesmo. entrando na pequena praça de casas desmoronadas. portanto. por fim insignificantes. próximo. o que sou? Eis o que me resta buscar. passada a região das bânias e dos charcos de águas paradas. ir até o fim – sem me preocupar em saber o que quer dizer “ir até o fim”. ChArles bAudelAire 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo Charles Baudelaire · Charles Baudelaire (1821-1876) · c. afastado deles e de tudo. portanto. Agora. Não me fazia perguntas: caminhava. percorrê-lo de novo (inventá-lo à medida que o percorro) e sem perceber. já longe da estrada.

Trigésima Bienal Material educativo Pier Paolo Pasolini pier pAolo pAsolini 01/02 .

Não me fazia perguntas: caminhava. e ultrapassado o Pórtico em ruínas. portanto. Mas e eu mesmo. afastado deles e de tudo. próximo. Agora. o que sou? Eis o que me resta buscar. já longe da estrada. entrando na pequena praça de casas desmoronadas. Teria amado os homens apesar deles mesmos. Quando caminhava pela vereda de Galta. desconhecidos. cor · 98′ Eis-me.Trigésima Bienal Material educativo Pier Paolo Pasolini · Teorema · 1968 · dir. portanto. apenas caminhava sem rumo certo. sozinho sobre a terra. Ao cessarem de sê-lo. Ia ao encontro… ao encontro de quê? Até então não sabia e nem o sei agora. precisamente no começo da minha longa caminhada. só puderam privar-se de minha afeição. por fim insignificantes. sem outro irmão. ir até o fim – sem me preocupar em saber o que quer dizer “ir até o fim”. quase insensivelmente. percorrê-lo de novo (inventá-lo à medida que o percorro) e sem perceber. Buscaram nas sutilezas de seus ódios que tormento poderia ser mais cruel para minha alma sensível e romperam com violência todos os laços que me ligavam a eles. amigo ou companhia que não a mim mesmo. pier pAolo pAsolini 02/02 . O mais sociável e o mais afetuoso dos humanos dela foi proscrito por um acordo unânime. Pier Paolo Pasolini (Itália) 35 mm. O melhor será escolher o caminho de Galta. não sabia aonde ia nem me preocupava em sabê-lo. são para mim estranhos. passada a região das bânias e dos charcos de águas paradas. pois assim o quiseram. nem o que eu quis dizer ao escrever essa frase.

o futuro é o que não é apreendido. tidas como o essencial do tempo por todas as teorias.Trigésima Bienal Material educativo O que não é de forma alguma apreendido é o futuro. A relação com o futuro é a própria relação com o outro. A previsão do futuro e a projeção do futuro. o que cai sobre nós e se apodera de nós. a exterioridade do futuro é totalmente distinta da exterioridade espacial justamente pelo fato de que o futuro é uma surpresa absoluta. são apenas o presente do futuro e não o futuro autêntico. Emmanuel Levinas · Le temps et l’autre emmAnuel leVinAs 01/02 . de Bergson a Sartre. O futuro é o outro.

pelo distante. pelo longínquo. pelo ausente. emmAnuel leVinAs 02/02 .Trigésima Bienal Material educativo […] A linguagem parece sempre povoada pelo outro. ela é atormentada pela ausência.

pelo distante.Trigésima Bienal Material educativo […] A linguagem parece sempre povoada pelo outro. pelo ausente. ela é atormentada pela ausência. pelo longínquo. Michel Foucault · A arqueologia do saber miChel fouCAult 01/02 .

tidas como o essencial do tempo por todas as teorias. O futuro é o outro. o futuro é o que não é apreendido. são apenas o presente do futuro e não o futuro autêntico. a exterioridade do futuro é totalmente distinta da exterioridade espacial justamente pelo fato de que o futuro é uma surpresa absoluta.Trigésima Bienal Material educativo O que não é de forma alguma apreendido é o futuro. de Bergson a Sartre. A previsão do futuro e a projeção do futuro. o que cai sobre nós e se apodera de nós. A relação com o futuro é a própria relação com o outro. miChel fouCAult 02/02 .

A decadência. [fora] da pureza da verdade. Nicolau de Cusa · Conjectures niColAu de CusA 01/02 . Consequentemente. de [nossa] fraca apreensão resulta em que nossas afirmações sobre o verdadeiro sejam conjeturas. toda afirmação positiva humana sobre o verdadeiro é uma conjetura.Trigésima Bienal Material educativo A precisão da verdade é inacessível.

Trigésima Bienal Material educativo niColAu de CusA 02/02 .

Trigésima Bienal Material educativo O que acOntece cada vez que vOcê cOnsente? o que AConteCe CAdA Vez que VoCê Consente? 01/02 .

usadas frequentemente para falar de coisas. Para descobrir isso.Trigésima Bienal Material educativo Dicionário afetivo · quando convivemos muito com um grupo de pessoas. o que AConteCe CAdA Vez que VoCê Consente? 02/02 . Escrever uma carta. com palavras que podem ser inventadas ou não. Vocês podem deixar o dicionário na biblioteca da escola ou em algum lugar em que todos possam vê-lo. fale sem planejar e lide com o imprevisível. Como você saberia a que horas ir à aula de matemática ou quando uma aula acaba? Talvez seu corpo mandasse um aviso. Convidem as outras classes para fazer o mesmo. o que acha de fingir que todos os relógios da sala e da escola desapareceram e passar um dia inteiro sem olhar as horas? Com um colega. como o relógio. Tempo perdido · imagine um dia na escola sem horários. Selar amizades · hoje em dia. Que tal iniciar um movimento de arte postal. como uma pequena fome aparecendo quando vai chegando a hora do lanche. Mas quantas dessas pessoas com as quais nos relacionamos podemos considerar que conhecemos realmente? Pensar em possibilidades e experiências mais profundas e verdadeiras é um desafio próprio da época em que vivemos. um bilhete ou um cartão postal para compartilhar momentos do cotidiano também são alternativas. Junte-se a seus colegas e tentem identificar algumas palavras que usam em sua classe ou mesmo apenas entre alguns amigos ou grupos. Telefone e ouça a voz do outro. pessoas ou lugares muito específicos. para criar um circuito de relações de natureza mais poética? Imagens e palavras podem se combinar para troca de correspondências. Reúnam todos os verbetes e os organizem em ordem alfabética em um caderno ou algo semelhante. a quantidade de redes sociais disponíveis levam a pensar que as possibilidades de relacionamento se ampliaram. registre sua experiência e conte ao grupo como foi sua relação com o tempo sem utilizar um instrumento que o controle. acabamos por constituir uma espécie de glossário afetivo.

o que Vemos? 01/02 .Trigésima Bienal Material educativo Quando não há nada. o Que vemos? quAndo não há nAdA.

individualmente. De tempos em tempos.Trigésima Bienal Material educativo Poesia aleatória · em duas caixas. embalagens. para que as imagens sejam criadas aleatoriamente. para que possam ser recuperadas em diferentes momentos. O grupo pode definir temas: bichos. sinta o pulsar do coração. encartes. jornais. o que Vemos? 02/02 . coloque imagens de revista. utilizando ou reutilizando papéis de diferentes cores e texturas. paisagens. e conversamos com um amigo ou familiar sobre assuntos que levam a reflexões sobre nossa existência. proponha que sejam criadas colagens a partir da combinação de dois ou três recortes. os recortes devem ser sorteados. O que fazer com o saquinho? As possibilidades são infinitas. As conversas podem ser compartilhadas em um tipo de assembleia e registradas em um livro-ata. guarde uma boa quantidade de recortes especiais. “Avestruz visionário” é uma proposta inspirada nessa ideia. Hoje. feitas com a tesoura. Na outra. pois o avestruz enfia apenas a cabeça num buraco na ilusão de estar inteiramente escondido. observe a cor no interior da roupa. quAndo não há nAdA. Um a um. histórias. as caixas podem ser abertas. como se lá pudessem perceber toda a dimensão de seu corpo e ficar a sós com seus pensamentos. O que emerge da experiência? Pensamentos. Que tal eleger um lugar da escola para caminhadas de caráter filosófico? Os assuntos podem ser definidos pela turma e o local em que vão acontecer também. pessoas de nuvens. formas figurativas ou não. perceba o quente do corpo. pessoas. lembranças? Escreva-as em pequenas tiras de papel e guarde-as em um saquinho. andando pela praia ou em uma rua mais tranquila. Busque o silêncio. Em uma. É interessante analisar como bichos podem ser feitos de folhas. Avestruz visionário · as crianças pequenas adoram se esconder em lugares estreitos. paisagens de eletrodomésticos. Quando houver uma boa quantidade de recortes. Puxe a blusa que está vestindo e esconda a cabeça. plantas. para observar o que já têm e o que mais podem ter. ouça a respiração. Alameda para conversar · era comum entre os filósofos gregos caminhar enquanto conversavam e filosofavam. Respire. fazemos isso quando estamos passeando em um parque.

Trigésima Bienal Material educativo Como medir a distânCia que te separa do que voCê diz? Como medir A distânCiA que te sepArA do que VoCê diz? 01/02 .

como MASSA. como nosso corpo reage? O que acontece quando sentimos medo. invente um alfabeto de imagens. Os textos visuais não precisam ser lidos convencionalmente. definindo a quantidade de símbolos e o desenho de cada um. TIC-TAC. que é uma coletânea de fotografias dos gestos que fazem parte do modo de expressão e comunicação dos seus conterrâneos. Os alfabetos e textos podem ser trabalhados visualmente para que depois sejam exibidos e compartilhados em uma pequena exposição. a palavra será proferida: uma voz. Em pequenos grupos. várias vozes. Em um grupo de no mínimo cinco pessoas. algumas vezes. Essa palavra pode trazer uma relação com o espaço ou com o tempo. outro pequeno. até formar uma espécie de mantra. Mais do que comunicar. outro fechado. ENCONTRO. Grafe o alfabeto em cartões. Objeto sonoro · escolha uma palavra especial. há um descompasso entre o que queremos dizer e o que nosso corpo expressa. Como medir A distânCiA que te sepArA do que VoCê diz? 02/02 . Faça essa palavra se transformar em voz. Repita algumas vezes. LONGO. É importante que esses lugares tenham características diferentes – um lugar aberto. alegria ou tristeza? Observe como seu corpo se expressa e compartilhe com seus colegas. Leve a mesma proposta a outro ambiente e faça a mesma coisa. Existem sistemas que não usam letras. artista e designer italiano. de modo que todos sintam que as vozes ocuparam o espaço e o corpo. PERTO. Será que há expressões comuns a todos ou cada um tem um jeito próprio para cada coisa? Registrem em fotos ou desenhos o que concluírem. eles expressam ideias. Discuta com o grupo as diferentes experiências. para em seguida combinar os signos e criar sentidos. elaborou o livro Fale italiano: a fina arte dos gestos. Alternadamente. Uma pessoa deve se posicionar em uma extremidade e as outras na extremidade oposta. VAZIO. CURTO. mas outros símbolos que denotam imagens ou ideias abstratas. Como nosso rosto fica quando estamos animados? Quando sentimos um cheiro gostoso. criando um dicionário de gestos do grupo. um grande. Inventário de gestos · Bruno Munari.Trigésima Bienal Material educativo Alfabeto inventado · o alfabeto é constituído por um conjunto de signos com os quais escrevemos as palavras. O corpo diz muito e. defina dois lugares onde desejem propagar essa voz.

Trigésima Bienal Material educativo O que acOntece quandO vOcê anda? o que AConteCe quAndo VoCê AndA? 01/02 .

Enquanto cada um conta seu percurso. Recupere na memória um trajeto que ficou guardado. Experimente. Como cada participante do grupo percebeu o caminho percorrido? O que cada um observou? A experiência coletiva transformou o modo de ver o mesmo lugar? E o seu olhar. Os desenhos podem ser feitos em plástico transparente e os percursos dos participantes de cores diferentes. a conversa pode estar relacionada à tomada de decisões em relação ao trajeto a ser realizado. ou tantos outros caminhos. Na ida.Trigésima Bienal Material educativo Labirinto de olhares · forme um grupo de quatro ou cinco pessoas. sozinho ou acompanhado. Compartilhe com o grupo. O trajeto deverá ser decidido durante a experiência. Será que. as imagens podem ser apreciadas em maior escala. seja a pé. um desenho invisível se forma no espaço? De algum modo. mudou? Todo dia · você já experimentou desenhar os trajetos que faz diariamente? Pode ser de sua casa para a escola ou de sua casa até o trabalho. o que AConteCe quAndo VoCê AndA? 02/02 . O caminho será percorrido duas vezes. Conforme acontece a caminhada. ao desenhar esse percurso. Desta vez. os plásticos vão sendo sobrepostos para formar uma rede de histórias entrelaçadas. se já tinham passado por ali etc. esse desenho fica registrado no corpo. você escreverá um haicai. Com um novelo na mão. por todos os integrantes em comum acordo. de ônibus. Corpo no espaço · você já parou para pensar que ao ir de um lugar a outro. percorram um caminho. A forma poética de origem japonesa conta com apenas três linhas e é como um raio de inspiração: Na rua a chuva caiu o corpo transbordou Pense em um haicai que relacione o corpo e o espaço. Na volta. Faça uma pausa. o grupo pode trocar ideias sobre as escolhas feitas e o modo como cada um percebeu os lugares: acontecimentos vividos. sua relação com o caminho se transformará? Cada integrante do grupo fará um desenho. desenrole o fio do novelo de modo a desenhar o percurso. Se tiverem um retroprojetor.

Trigésima Bienal Material educativo Uma coisa significa oUtra coisa qUando mUda de lUgar? umA CoisA signifiCA outrA CoisA quAndo mudA de lugAr? 01/02 .

o grupo deve decidir o lugar para onde o objeto será levado. uma panela. realize uma assembleia com todas as classes envolvidas para compartilhar as relações que as pessoas estabeleceram com esse objeto durante a semana. ALMOXARIFADO. Cada uma delas deverá ter um representante. RIO. uma etiqueta CARRO. cada um seleciona o que gostaria de ser. como um funil. lembrando-se da importância de pertencer ao espaço. os integrantes devem contar para todos como se imaginam nesse novo corpo. na cantina. no caderno. três classes. Embaralhamento de tudo · renomeie todos os lugares e objetos da escola com etiquetas e placas sinalizadoras. uma árvore. dependendo do lugar.Trigésima Bienal Material educativo Território poético nômade · do que são constituídos os espaços? Como eles são compostos? Quais suas características? Como um objeto interfere no espaço? Como ele o caracteriza? Para essa investigação. A partir do momento que estiver no lugar estabelecido. Elemento perturbador · esta proposta envolve. demarcando o território do grupo. e o coloque na sala. que escolherá um objeto que não pertença ao universo da sala de aula. pelo menos. TRANSATLÂNTICO. no corredor. Ao escolher em que se transformará. Deixe-o ali por uma semana – os alunos devem observá-lo e fazer o diário do objeto. escolha um objeto que marque a presença do grupo em algum lugar. Depois. um piso ou um pássaro. os integrantes do grupo podem se transformar em qualquer coisa presente nesse espaço: uma cadeira. um espelho. No final do período. Como a mudança de nome muda sua relação com as coisas e o sentido que dá a elas? umA CoisA signifiCA outrA CoisA quAndo mudA de lugAr? 02/02 . Depois. Por exemplo: a placa BIBLIOTECA pode ser colocada no banheiro. no apagador. distribua as placas por diferentes espaços da escola. Enfim. como se fosse uma bandeira.

Trigésima Bienal Material educativo O que acOntece cada vez que vOcê festeja? o que AConteCe CAdA Vez que VoCê festejA? 01/02 .

papel ou plástico. Você pode usar tecido. o que há de mais importante e precioso nesse lugar onde passam tanto tempo. o que AConteCe CAdA Vez que VoCê festejA? 02/02 . Envie todos os elementos para os alunos da escola escolhida. a divisória é abaixada e os narradores revelados. Conforme os participantes forem chegando. Para finalizar a proposta. mas pelo que é importante para vocês. As pessoas vão registrando em um papel o nome da pessoa a quem pertence a voz e que não podem ver. Organize as carteiras de modo que metade fique voltada para a lousa e metade para a parede do fundo da sala. em uma caixa. para que possa olhar os dois grupos e apontar para aquele que iniciará a ação.Trigésima Bienal Material educativo Desenhar no espaço · para começar. escolha lugares que sejam conhecidos e apreciados pela turma toda – podem ser lugares próximos ou distantes. Quando receberem a caixa. pensando em como fazer uma mímica que o represente. é necessário entrar em contato com outra escola do bairro ou da cidade. É interessante revisitar o local para rever detalhes. os grupos devem apresentar os movimentos criados para que os outros descubram qual foi o lugar escolhido. Pingue-pongue · crie uma divisória na sala de aula. Se for necessário. Imagine que precisam se comunicar entre si. Os alunos da outra escola querem saber como é a sua. Um dos participantes do lado indicado falará uma frase que precisará ser complementada por um participante do outro lado. mas não falam a mesma língua. Você ficará no centro. é preciso escolher objetos ou elementos que representem bem a escola. Para contar-lhes um pouco disso. com o corpo. Essa ação pode ser realizada em pequenos grupos. tentar observá-lo de perto. A mímica pode fazer referência às características do próprio espaço. observem os materiais. esses objetos podem ser complementados com desenhos. Eles não se interessam por valores materiais. Com fotografias. Ao final da ação. tentem conhecê-los. Eles farão o mesmo. Correio afetivo · para esta ação. convide-os a ocupar os lugares de ambos os lados da sala. descobrir um pouco sobre eles. criem um painel de tudo o que receberam e o que pensaram sobre a outra escola. e cada um pode explorar um lugar em segredo. Convide-os para uma exposição conjunta ou assembleia em que possam discutir suas experiências. sua função ou ao modo como as pessoas se relacionam com ele.

Trigésima Bienal Material educativo Por que guardar? por que guArdAr? 01/02 .

será preciso um caderno ou conjunto de folhas grampeadas. Escolha um banco ou lugar em que as pessoas costumem parar para conversar ou descansar. as notas de rodapé às vezes são ignoradas. Troque ideias com seus companheiros e defina um prazo para compartilharem suas coleções. Que tal ir contra a corrente. repita-o e escreva sua nota. um fio ou barbante e um papel que possa servir de cartaz. pode fazer notas em outras páginas também. escreva algo simples. por que guArdAr? 02/02 . descrevendo em notas de rodapé seus mergulhos profundos na leitura. Notas de rodapé · ao ler um livro. não lhes pertencem mais e as histórias passam a ser dos leitores. amarre os materiais no local e os deixe lá. depois de publicados. e há quem ache que devem ser evitadas quando escrevemos. é importante estabelecer critérios e fazer escolhas. cada um deve escolher um livro que goste e selecionar um trecho ou imagem literária que tenha vontade de explorar. Com o fio. O que você gostaria de colecionar? Por quê? Para dar mais sentido a esta ação. à espera de quem quiser utilizá-los. romper as regras e tornar as notas o elemento mais importante do livro? Muitos escritores dizem que seus livros. Para isso. Experimente fazer uma coleção. no rodapé. Com um lápis. Monte uma exposição com os livros abertos ou marcadores de páginas que indiquem onde estão as inserções. recolha o caderno e discuta com seu grupo o que foi escrito ou desenhado ali.Trigésima Bienal Material educativo Memória coletiva · para esta ação. Após uma ou duas semanas. como: “registre neste caderno algo que gostaria de guardar”. Há coleções que duram muito tempo e outras são temporárias. No cartaz. que as transformam segundo suas experiências e desejos. coloque um número no texto e. lápis ou canetas coloridas. Se a turma se envolver com a proposta. Será que um desenho influenciou o outro? Será que os textos têm relação com o lugar onde o caderno foi colocado? É possível reconhecer os autores? Como o conjunto nos toca? Coleção de insignificâncias · você coleciona ou já colecionou algo? Conhece algum colecionador? Existem coleções intencionais e outras que acontecem ao longo da vida. Você e seu grupo podem materializar isso.

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