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INTRODUÇÃO: Nos trabalhos de carga, descarga e enlonamento em caminhões e vagões, os acidentes de quedas

INTRODUÇÃO:

Nos trabalhos de carga, descarga e enlonamento em caminhões e vagões, os acidentes de quedas com diferença de nível são causados basicamente pelos seguintes motivos:

  • - movimentação sobre cargas irregulares.

  • - movimentação sobre superfícies impregnadas de óleos e graxas.

  • - calçados e luvas inadequados e/ou impregnados de óleos e graxas.

  • - acesso difícil e perigoso ao da carga.

  • - movimentação súbita do caminhão ou vagão.

  • - mal súbito do trabalhador. Internacionalmente, o uso dos trava-quedas com cabos retráteis é considerado a solução ideal para proteção contra quedas nessas áreas, desde que obedecidas as seguintes orientações de instalação:

    • A) TRABALHO EM LOCAL FIXO:

Quando o local é fixo, caso específico de abastecimento em caminhão-tanque adota-se a instalação do trava-queda em ponto fixo (Fig.1), obedecendo-se os seguintes critérios (Fig.2):

  • a) Fixação do trava-queda: deve ser instalado sempre acima da

cabeça do trabalhador, a uma distância de, no mínimo, 70 cm, em

um ponto com resistência superior a 1500 kg (NBR 14628).

  • b) O deslocamento horizontal do trabalhador (fig. 2), em relação ao

centro do aparelho (L), não deve ser superior a um terço da distância entre o ponto de ligação do cinturão e o solo (H).

  • c) Considerando a necessidade de proteção do trabalhador no

deslocamento desde o solo até o bocal de abastecimento sobre o tanque, as normas internacionais recomendam usar trava-queda com cabo retrátil de comprimento de, no mínimo, 7 metros.

Fig.1 Fig.2 Nota: havendo necessidade de maior deslocamento horizontal, veja o item seguinte. B) TRABALHO EM

Fig.1

Fig.2

Fig.1 Fig.2 Nota: havendo necessidade de maior deslocamento horizontal, veja o item seguinte. B) TRABALHO EM

Nota: havendo necessidade de maior deslocamento horizontal, veja o item seguinte.

B) TRABALHO EM PONTOS DIVERSOS SOBRE O CAMINHÃO:

Havendo necessidade de trabalho sobre toda a carroceria do caminhão, deve-se usar o trava-queda modelo R-10 ou R-20 com trole, movimentando-se em linha horizontal, para atender a exigência b do item anterior (Fig.3).

Fig.1 Fig.2 Nota: havendo necessidade de maior deslocamento horizontal, veja o item seguinte. B) TRABALHO EM

Fig.3

Importante: considerando a necessidade de proteção ao trabalhador no deslocamento desde o solo até o topo da carga (operação de enlonamento), as normas internacionais recomendam usar trava- queda retrátil com cabo de comprimento de, no mínimo, 7 metros. A linha horizontal pode ser rígida ou flexível, sendo, geralmente, constituída de uma das alternativas:

1- VIGA DE AÇO "I" de 4" x 2 5/8": Nessa alternativa, usa-se o trole TR-1

1- VIGA DE AÇO "I" de 4" x 2 5/8":

Nessa alternativa, usa-se o trole TR-1, com os trava-quedas R-10 ou R-20. A mobilidade dos aparelhos na linha horizontal é excelente, mesmo em trechos curvos. Em caso de queda, a força de impacto (cerca de 600 kg) é facilmente diluída em toda a estrutura.

1- VIGA DE AÇO "I" de 4" x 2 5/8": Nessa alternativa, usa-se o trole TR-1

2- TRILHO INOX GULIN:

Nesse caso usa-se um perfil "U" de 40 x 40 mm, em aço inox, com o trole TR-4. O aço inox é ideal para atmosfera industrial agressiva ou marítima. A mobilidade e a força de impacto é igual ao caso anterior.

1- VIGA DE AÇO "I" de 4" x 2 5/8": Nessa alternativa, usa-se o trole TR-1

3- CABO DE AÇO:

Usa-se cabo de aço com, no mínimo, 3/8 " de diâmetro, com trole TR-3. Essa alternativa oferece uma instalação rápida, leve e

econômica, porém, tecnicamente, não é uma boa solução. Está sendo cada vez menos usada no exterior, pelos seguintes motivos:

- O trole, pelo efeito da gravidade, tende a deslizar para o centro da catenária, aumentando o esforço do trabalhador para movimentação contrária. Para atenuar esse grave incoveniente durante o trabalho, costuma-se diminuir a folga do cabo de aço (flexa) na linha catenária, porém, tal solução acarreta altíssimas cargas instantâneas nos pontos de ancoragem do cabo, em caso de queda: os pontos de fixação do cabo de aço nas paredes de alvenaria ou tesouras, com certeza não foram projetados para resistirem a cargas instantâneas várias vezes superior a 600 kg.

REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO DA LINHA HORIZONTAL:

1) Posicionamento: deve coincidir com o eixo central longitudinal do caminhão, carreta, vagão ou aeronave. (Fig.3). 2) Comprimento da linha horizontal: deve ser sufuciente para que, em eventuais movimentações do trabalhador além da sua extremidade (L), não seja superior a um terço da altura (H) (fig.3).

econômica, porém, tecnicamente, não é uma boa solução. Está sendo cada vez menos usada no exterior,

3) Altura da instalação: a linha horizontal deve ser instalada a uma altura que garanta, em qualquer situação de trabalho, uma distância de no mínimo, 70 cm da cabeça do trabalhador. Caso não haja a distância de 70 cm, deve-se adotar duas linhas paralelas, conforme Fig.4, obedecendo o item 2.

Fig.4

4) Resistência da linha horizontal: deve suportar, em qualquer ponto, uma carga de, no mínimo, 1500 kg (NBR 14628).

5) Peso do trabalhador: deve ser de, no máximo, 100 kg, conforme NBR 11370 e 14628, da ABNT.

CUIDADOS EXTRAS PARA LINHA HORIZONTAL:

A linha horizontal deve ser projetada para nunca haver contato dos trava-quedas com pontos fixos da estrutura ou cabeça do trabalhador. A eventual colisão dos trava-quedas com pontos da estrutura amassa sua carcaça e impede a rotação do carretel interno e o bom funcionamento do aparelho. Nos casos de utilização de dois ou mais aparelhos em linha horizontal, deve-se amalisar os eventuais problemas de choque entre os aparelhos em uma mesma linha ou entre linhas paralelas, a fim de não amassar as carcaças.

TRABALHO EM TERMINAL FERROVIÁRIO DE ABASTECIMENTO:

Considerando que, em um terminal de várias linhas, as operações de abastecimento são localizadas em uma mesma linha transversal aos vagões-tanques, costuma-se utilizar uma única linha horizontal de trilho (viga "I"), conforme Fig,5.

5) Peso do trabalhador: deve ser de, no máximo, 100 kg, conforme NBR 11370 e 14628,

FIG.5

Para maiores detalhes consultar Capítulo 4 de Produtos e Informações ou assista o Vídeo de Treinamento nº 4 (duração 2 minutos).

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