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Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Educação de Santarém Educação e Comunicação Multimédia 

Instituto Politécnico de Santarém

Escola Superior de Educação de Santarém

Educação e Comunicação Multimédia

Ética e Deontologia da Comunicação

Multimédia  Ética e Deontologia da Comunicação Tipologia dos Valores Docente: Discentes: Ramiro

Tipologia dos Valores

Ética e Deontologia da Comunicação Tipologia dos Valores Docente: Discentes: Ramiro Marques 110233021

Docente:

Discentes:

Ramiro Marques

110233021

Bruna Lopes;

110233028

Santarém, Janeiro de 2013

Rui Borges

Índice Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Educação de Santarém Ética e Deontologia da

Índice

Instituto Politécnico de Santarém

Escola Superior de Educação de Santarém

Ética e Deontologia da Comunicação

Introdução….……………………………….………………………………

………… . … ……….2 Definição de

………….… ……….2

Definição de Valor…………………………………………

……………………………………

4

Quais são as fontes dos valores?

5

Como se captam os valores?

5

Tipo de Valores…………………………………………

Escala de valores………………………………………

…………………………………….…….6

…………………

………………………

6

Valores Absolutos e Relativos………………………………………………….…….……….…… 7

Hierarquização dos Valores………………………………………………………….………………8

Polaridade dos Valores………………………

………………………….…………………….…….8

Conclusão………………

…………………………………………….…………….……………….9

9 Professor: Ramiro Marques 1º Semestre – 2012/2013
9 Professor: Ramiro Marques 1º Semestre – 2012/2013

Professor: Ramiro Marques 1º Semestre 2012/2013

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Introdução Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Educação de Santarém Ética e Deontologia da

Introdução

Instituto Politécnico de Santarém

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Ética e Deontologia da Comunicação

de Santarém Ética e Deontologia da Comunicação No âmbito na Unidade Curricular Ética e Deontologia da

No âmbito na Unidade Curricular Ética e Deontologia da Comunicação, do curso

Educação e Comunicação Multimédia, da Escola Superior de Educação de Santarém,

foi proposto há turma de segundo ano a elaboração de um trabalho que podia ser

realizado a pares ou em grupo.

Os temas de trabalho foram propostos pelo Docente Ramiro Marques, posteriormente

cada um decidia o seu.

Assim os discentes, Bruna Codinha e Rui Borges, decidiram fazer um trabalho acerca

da

Tipologia dos Valores.

O

que se entende por um valor é aquilo pelo qual as coisas têm o carácter de bens, quer

dizer pelo qual elas são valiosas.

Ao longo deste trabalho vão estar presentes temáticas como:

Quais são as fontes dos valores;

Como se captam os valores;

Tipo de Valores;

Escala de valores;

Valores Absolutos e Relativos;

Hierarquização dos Valores;

Polaridade dos Valores.

Hierarquização dos Valores;  Polaridade dos Valores. Professor: Ramiro Marques 1º Semestre – 2012/2013
Hierarquização dos Valores;  Polaridade dos Valores. Professor: Ramiro Marques 1º Semestre – 2012/2013

Professor: Ramiro Marques 1º Semestre 2012/2013

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Definição de Valor

Ética e Deontologia da Comunicação Definição de Valor “ Um valor é a qualidade abstracta e

Um valor é a qualidade abstracta e secundária de um objecto, estado ou situação que,

ao satisfazer uma necessidade de um sujeito, suscita nele interesse ou aversão por essa

qualidade.

O valor radica no objecto, mas sem o interesse de um sujeito, o objecto deixaria de ter

valor. Os valores ideais são ideias consistentes e objectivas do mundo racional

humano. 1

O conceito de valor tem sido investigado e conceituado em diferentes áreas do

conhecimento.

A abordagem Filosófica descreve que um valor nem é subjectivo nem objectivo

na sua totalidade. Estes são as normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou

mantidos por indivíduos, classe ou sociedade.

Já as Ciências Económicas, o valor tem uma interpretação predominantemente

material.

Smith propõe uma análise de um valor como a habilidade intrínseca de um produto

oferecer alguma utilidade funcional.

Na visão da sociologia, embora a sociologia não seja uma ciência valorativa, ela

reconhece os valores como factos sociais.

1 Autor: Quintana Cabanas

os valores como factos sociais. 1 Autor: Quintana Cabanas Professor: Ramiro Marques 1º Semestre – 2012/2013
os valores como factos sociais. 1 Autor: Quintana Cabanas Professor: Ramiro Marques 1º Semestre – 2012/2013

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de Santarém Ética e Deontologia da Comunicação  No campo da Análise, os valores podem surgir

No campo da Análise, os valores podem surgir como um estatuto fundamental

na explicação da estabilidade e coerência das sociedades ou das mudanças

sociais, ou podem surgir como “reflexos fenómenos” das infra-estruturas da sociedade.

O valor exprime uma relação entre as necessidades do indivíduo (respirar, comer,

viver, posse, reproduzir, prazer, domínio, relacionar, comparar) e a capacidade das

coisas e de seus derivados, objectos ou serviços, em as satisfazer.

É na apreciação desta relação que se explica a existência de uma hierarquia de valores,

segundo a urgência/prioridade das necessidades e a capacidade dos mesmos objectos

para as satisfazerem, diferenciadas no espaço e no tempo.

Quais são as fontes dos valores?

As fontes de valores são as necessidades humanas, umas racionais e outras

sensitivas.

Aos valores que nascem das necessidades humanas racionais, chamamos de valores

racionais.

Aos valores que nascem das necessidades humanas sensitivas chamamos valores vitais.

Só os primeiros podem aspirar à universalidade. Os restantes são produto dos contextos

e das condições. São, portanto, relativos.

Como se captam os valores?

Marciano Vidal responde que é de quatro formas:

1. Conaturalidade, vivendo num ambiente onde esses valores são apreciados;

2. Através do exemplo;

3. Por recusa, como reacção contra os valores desprezíveis;

4. Pela razão e cognição, mediante processo lógicos e discursivos.

Quintana Cabanas afirma que é através da inteligência e do sentimento. É necessário

que o sujeito faça uso não só da cognição mas também das emoções.

faça uso não só da cognição mas também das emoções. Professor: Ramiro Marques 1º Semestre –
faça uso não só da cognição mas também das emoções. Professor: Ramiro Marques 1º Semestre –

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Tipo de Valores

Ética e Deontologia da Comunicação Tipo de Valores Os valores não são nem simples ideias que

Os valores não são nem simples ideias que adquirimos, mas conceitos que traduzem as

nossas preferências. Existe uma enorme diversidade de valores.

Podemos agrupá-los quanto à sua natureza de seguinte forma:

Valores Éticos são os que se referem às normas ou critérios de conduta que

afectam todas as áreas da nossa actividade.

Exemplo: Solidariedade, Verdade, Lealdade.

Valores Estéticos são os valores de expressão.

Exemplo: Harmonia, Sublime, Trágico.

Valores Religiosos são os que dizem respeito à relação do homem com a

transcendência.

Exemplo: Sagrado, Pureza, Santidade, Perfeição.

Valores Políticos, são acima de tudo a Justiça, a Igualdade, Imparcialidade,

Cidadania e Liberdade.

Valores Vitais, Saúde e a Força.

Escala de valores

Aristóteles faz a seguinte escala de valores:

Em primeiro lugar vêm os valores que são dignos da felicidade;

Depois os que são dignos de admiração;

De seguida, os que são dignos de amor;

de admiração;  De seguida, os que são dignos de amor; Professor: Ramiro Marques 1º Semestre
de admiração;  De seguida, os que são dignos de amor; Professor: Ramiro Marques 1º Semestre

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de Santarém Ética e Deontologia da Comunicação  Por último, o honorável, o belo e tudo

Por último, o honorável, o belo e tudo o que não é mau.

Max Scheler divide os valores em sensíveis e espirituais.

Os sensíveis incluem os hedonísticos e os vitais.

Os espirituais incluem, por ordem crescente de importância, os estéticos, os éticos, os lógicos e os religiosos.

A

escala de Louis Lavelle, inclui três patamares:

Os valores que pertencem ao mundo (económicos e afectivos);

Os valores que permitem contemplarem o mundo (intelectuais e estéticos);

Os valores que transcendem o mundo (morais e os religiosos).

O

José Maria Mendez dá a conhecer a seguinte escala:

Valores físicos e económicos;

Valores éticos, valores estéticos;

Valores ascéticos.

Os valores éticos podem ser de três tipos:

Autodomínio (que inclui a sobriedade e a temperança);

Justiça (que inclui a equidade e a solidariedade);

Respeito (que inclui a paz e o amor à natureza).

 Respeito (que inclui a paz e o amor à natureza). Professor: Ramiro Marques 1º Semestre
 Respeito (que inclui a paz e o amor à natureza). Professor: Ramiro Marques 1º Semestre

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Valores Absolutos e Relativos

e Deontologia da Comunicação Valores Absolutos e Relativos A resposta a este tema tem enormes consequências

A resposta a este tema tem enormes consequências tanto nos juízos como na conduta.

Definir o que é absoluto e o que é relativo tem sido um desafio, tanto para a Teologia

como para a Filosofia.

Podemos dize que um valor é absoluto quando ele vale para todos os povos em todas as

épocas e lugares.

Um valor absoluto tem creditação universal, enquanto o relativo não usufruiu desse

privilégio.

Contrariamente a este, vem o relativo é contingente ou circunstancial.

Hierarquização dos Valores

Não atribuímos a todos os nossos valores a mesma importância. Na hora de

tomar uma decisão, cada um de nós, hierarquiza os valores de forma muito diversa. A

hierarquização é a propriedade que tem os valores de se subordinarem uns aos outros,

isto é, de serem uns mais valiosos que outros. As razões porque o fazemos são

múltiplas.

Polaridade dos Valores

Os nossos valores tendem a organizar-se em termos de oposições ou polaridades.

Preferimos e opomos a Verdade à Mentira, a Justiça à Injustiça, o Bem ao Mal, a beleza

à fealdade, a generosidade à mesquinhez. A palavra valor costuma apenas ser aplicada

num sentido positivo. Embora o valor seja tudo aquilo sobre o qual recai o acto de

estima positiva ou negativa. Valor é tanto o Bem, como o Mal, o Justo como Injusto.

Valor é tanto o Bem, como o Mal, o Justo como Injusto. Professor: Ramiro Marques 1º
Valor é tanto o Bem, como o Mal, o Justo como Injusto. Professor: Ramiro Marques 1º

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Conclusão Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior de Educação de Santarém Ética e Deontologia da

Conclusão

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de Santarém Ética e Deontologia da Comunicação “O homem vive, toma partido, crê numa multiplicidade de

“O homem vive, toma partido, crê numa multiplicidade de valores, hierarquiza-os e dá

assim sentido à sua existência mediante opções que ultrapassam incessantemente as

fronteiras do seu conhecimento efectivo. No homem que pensa, esta questão só pode

ser raciocinada, no sentido em que, para fazer a síntese entre aquilo que ele crê e

aquilo que ele sabe, ele só pode utilizar uma reflexão, quer prolongando o saber, quer

opondo-se a ele num esforço crítico para determinar as suas fronteiras actuais e

legitimar a hierarquização dos valores que o ultrapassam.” 2

Bibliografia

Ramiro Marques, Educar em Valores;

Webgrafia

2 Jean Piaget, Sageza e Ilusão da Filosofia

2 Jean Piaget, Sageza e Ilusão da Filosofia Professor: Ramiro Marques 1º Semestre – 2012/2013
2 Jean Piaget, Sageza e Ilusão da Filosofia Professor: Ramiro Marques 1º Semestre – 2012/2013

Professor: Ramiro Marques 1º Semestre 2012/2013

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