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Relatório de Aula Prática de Termodinâmica Experimento nº7 Determinação da variação da entalpia de vaporização

Relatório de Aula Prática de Termodinâmica Experimento nº7 Determinação da variação da entalpia de vaporização da água “Calibração de Termopares e Determinação de Temperaturas”

Letícia Mancia Élida Rodrigues Maurício Tsuchyia

Aveiro, novembro de 2012.

1. Introdução

Para cada substância pura em equilíbrio existe uma relação entre pressão, volume e

temperatura

A esta relação chama-se equação de estado (térmica). Todos os estados de equilíbrio de um sistema encontram-se sobre uma determinada superfície, descrita pela equação de estado, no diagrama P-V-T.Uma substância apresenta-se em diferentes fases no diagrama P-V-T, que é por isso também chamado diagrama de fases.

f (T,v,P) = 0.

por isso também chamado diagrama de fases. f (T,v,P) = 0. A figura acima representa o

A figura acima representa o diagrama Pressão-Temperatura (resultante da projeção do diagrama P-V-T no plano P-T) para uma substância pura, estando indicadas as regiões de estabilidade das diferentes fases. Há regiões do diagrama de fases em que mais do que uma fase podem Coexistir: são as regiões de equilíbrio ou de coexistência de fases. As regiões de equilíbrio de fases aparecem neste diagrama P-T como linhas ou curvas de equilíbrio, para as quais a pressão depende exclusivamente da temperatura P(T). Os declives (dP/dT) das curvas de equilíbrio são dados pela equação (diferencial) de Clausius- Clapeyron:

dados pela equação (diferencial) de Clausius- Clapeyron: em que transformação) e a variação de volume entre

em que

transformação) e a variação de volume entre as duas fases envolvidas no equilíbrio. A linha de equilíbrio líquido-vapor L-V, linha de vaporização, dá-nos as condições P-T em que as fases vapor e a fase líquida estão em equilíbrio.

que as fases vapor e a fase líquida estão em equilíbrio. h e v são, respectivamente,

h e

as fases vapor e a fase líquida estão em equilíbrio. h e v são, respectivamente, a

v são, respectivamente, a variação de entalpia (ou o calor latente de

Assumindo que o vapor se comporta como gás ideal e que o volume específico do líquido é desprezável em relação ao volume específico do vapor, podemos integrar a equação diferencial de Clausius-Clapeyron e obter:

a equação diferencial de Clausius-Clapeyron e obter: Onde: -D, é uma constante de integração - h

Onde:

-D, é uma constante de integração

-
-

h , é a variação da entalpia de vaporização

-R, é a constante dos gases perfeitos -T, é a temperatura absoluta -P é a pressão de vapor à temperatura T (100ºC).

2. Procedimentos Experimentais

Seguindo as instruções do guia de trabalhos experimentais II (página 12), montamos o equipamento da seguinte forma:

II (página 12), montamos o equipamento da seguinte forma: Eexercemos as seguintes etapas após a montagem

Eexercemos as seguintes etapas após a montagem experimental:

1º - Aquecemos o sistema até a água entrar em ebulição (T em cerca de 100°C); 2º- Deixamos o sistema ebulir para que todo o ar saísse do sistema. (conservamos o líquido em fervura a 100° C cerca de 60 segundos com a torneira do sistema aberta). 3°- Interrompemos a passagem de vapor fechando a torneira do tubo, em seguida, retiramos o aquecimento do sistema. 4°- Aguardamos até que a temperatura iniciou um decaimento, grau a grau e anotamos os valores de (T, P e t) respectivamente, temperatura, pressão e tempo para cada intervalo de 1°C marcados no termômetro.

3. O que devemos fazer e Resultados

3. O que devemos fazer e Resultados Trace a curva pressão de vapor – temperatura P-T,

Trace a curva pressão de vapor – temperatura P-T, com os dados obtidos experimentalmente.

Pressão (kPa)

Temperatura (°C)

101,60

100

98,10

99

94,20

98

90,80

97

87,90

96

84,50

95

82,00

94

79,10

93

76,20

92

73,70

91

70,80

90

68,80

89

66,40

88

64,50

87

62,50

86

60,50

85

92 73,70 91 70,80 90 68,80 89 66,40 88 64,50 87 62,50 86 60,50 85

Represente graficamente ln P em função de 1/T.Faça a análise do gráfico anterior e seleccione a região, deste, onde seja válida a

Represente graficamente ln P em função de 1/T. Faça a análise do gráfico anterior e seleccione

Faça a análise do gráfico anterior e seleccione a região, deste, onde seja válida a equação de Clausius-ClapeyronRepresente graficamente ln P em função de 1/T. Analisando o gráfico através do Origin, obtemos a

Analisando o gráfico através do Origin, obtemos a seguinte regressão linear

através do Origin, obtemos a seguinte regressão linear Sabemos que a área onde a Equação de

Sabemos que a área onde a Equação de Clausius-Clapeyron é valida onde possuímos uma função linear.

Analisando os dados do gráfico temos que:

O coeficiente angular (m) é -4.644,801 (obtido através de software)  

O

coeficiente angular (m) é -4.644,801 (obtido através de software)

 

Sua incerteza é dada pela equação:

 
 
 
 
 
 
 

Temos então o valor de

-4.644,801

-4.644,801

.
.
O coeficiente linear (b) é 17,061 (obtido através de software)  

O

coeficiente linear (b) é 17,061 (obtido através de software)

 

Sua incerteza é dada pela equação:

 
 
 
 
 
0,144
0,144

0,144

 

Temos então o valor de

Temos então o valor de 17,061±0,144.

17,061±0,144.

 

Podemos assim associar a seguinte equação

 
 
 
17,061±0,144
17,061±0,144

17,061±0,144

 
Determine o valor experimental da variação da entalpia de vaporização respectivo erro, e compare-o com

Determine o valor experimental da variação da entalpia de vaporização respectivo erro, e compare-o com o valor tabelado.

o valor experimental da variação da entalpia de vaporização respectivo erro, e compare-o com o valor

h e

vaporização respectivo erro, e compare-o com o valor tabelado. h e Linearizando a equação acima temos

Linearizando a equação acima temos que:

E que:

vaporização respectivo erro, e compare-o com o valor tabelado. h e Linearizando a equação acima temos

Temos que:

J.mol-1
J.mol-1

O valor tabelado para a entalpia de vaporização da água a 100°C é aproximadamente = 40.660 J.mol-1.

Podemos considerar a fonte de erro como sendo por flutuações nas condições ambientais, mudanças não previsíveis na temperatura, voltagem da linha, correntes de ar, vibrações, erro humano e etc.