Assembleia Municipal de Vila Real

Declaração de Voto

O Orçamento do Município para 2013, traduz-se no culminar de uma política demagoga e que demonstra incoerência e incompetência quanto a parte urbanística. Tal fica patente com obras como o Hotel do Parque que após 3 décadas de abandono contínua sem solução. A esta obra outras se juntaram e de acordo com este Orçamento, outras se irão juntar. Este é um Orçamento de Obras Fictícias. De Obras Faraónicas, futuros Mamarrachos de Vila Real. É assim que representam a maior parte do lado da despesa deste Orçamento: 75%. Mais: ficamos a saber que o Executivo Camarário, das duas, uma: ou é bastante mal informado ou foge à seringa. De que outra forma se justifica que membros do Executivo tenham vindo a dizer aos órgãos de comunicação social e à própria Assembleia Municipal, por diversas vezes o prazo de conclusão de determinadas obras, prazos esses que não se cumprem constantemente. O mais gravoso é o das duas obras relacionadas com o Complexo do Seixo, tendo o Presidente de Câmara afirmado à imprensa após a última Assembleia Municipal Extraordinária, que o Terminal de Transportes estaria terminado até ao final de Outubro deste ano. Ora, este Orçamento desmente tal afirmação: tem um financiamento previsto de € 1 000 000 para 2014. Esperamos igualmente que o Parque de Estacionamento não esteja concluído para funcionamento até Janeiro como afirmou recentemente o Sr. Vereador Madeira Pinto, pois nem uma palha foi mexida naquela obra. Está quase toda por fazer e parada. Desde 2010. E o que nos diz o Orçamento? Que só em Dezembro de 2013 estará concluída, estando atualmente na fase de execução 4, apesar de naquele terreno se verificar apenas terra batida e uma estrutura de betão sem escoamento da água das chuvas. Ficamos também com a impressão que todos os anos deste mandato (e provavelmente dos anteriores também), apesar destas obras não verem qualquer progresso, gasta-se continuamente com “pequenas” verbas de Financiamento Definido. Individualmente poderiam parecer valores irrisórios num Orçamento de uma Câmara, juntos não. E a justificação de que servem para manter os projetos em aberto não nos agrada e não é transparente, dado que os valores são tão díspares e desfasados com o que se realiza nestes projetos, que tal justifica a análise pelo Tribunal de Contas deste Orçamento e das contas da Câmara. Exemplos disto são o Centro de Acolhimento de Investigadores e a Ecovia Urbana. Juntam-se a estes projetos, outros que os munícipes já declaram ser contra como o Complexo do Calvário, nomeadamente quanto à nova Piscina. Recebem ainda € 150 200 do Instituto Nacional de Aviação Civil para a Modernização do Aeródromo… e gastam somente € 2 800 para tal. Tudo porque pelos vistos já estoiraram o

dinheiro a pagar dívidas do Aeródromo, que por sinal nos parecem nem sequer estão orçamentadas neste e nos passados orçamentos. É preciso relembrar que quase perdemos o Aeródromo este ano? E que os aviões nem sequer podem aterrar depois das 18 horas porque nem tem luzes de aterragem noturna? Estas obras apenas demonstram que é assim que com papas e bolos se enganam os tolos. Mais: incrementa-se as despesas de publicidade para o dobro, sendo 90% da verba para a Agência de Ecologia Urbana, nomeadamente as iniciativas de limpeza dos rios. De € 211 850, gastar € 190 665 em panfletos e t-shirts é um abuso e uma brincadeira de mau gosto, por mais positiva que seja a iniciativa de limpeza ambiental. Por último, verificamos que pediram ao abrigo do Estatuto do Direito de Oposição, que os outros partidos apresentassem propostas para este Orçamento, dando um prazo de somente 6 dias e meio para tal, e somente para cumprir calendário dado que nenhuma das propostas que o BE apresentou mereceram sequer um pedido de reunião para discussão destas. Apenas se quis cumprir calendário. Este é o último Orçamento Municipal de Manuel Martins como Presidente da Câmara Municipal e é mais do mesmo: um acenar da cenoura ao burro para ter votos em vez de trabalho sério e realista em prole da cidade e dos munícipes.

Assim merece não só nosso voto CONTRA mas de repúdio.

O deputado municipal Carlos Eduardo Ermida Santos

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