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FILOSOFIA RELIGIOSA DO MESSIAS:

DEUS AO REINO DO CÉU NA TERRA

DEUS

VOLUME 1

2010

FILOSOFIA RELIGIOSA DO MESSIAS:

DEUS AO REINO DO CÉU NA TERRA

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Significado.

PREFÁCIO

“Filosofia Religiosa do Messias: Deus ao Reino do Céu na Terra” é uma coleção que sistematiza o ensinamento de Meishu- Sama conforme ordenação e estrutura da evolução do Ser Supremo até o Paraíso Terrestre.

Alicerce.

O que serve de fundamento para esta coletânea é o próprio Meishu-Sama com seus ensinamentos. Isso se dá em virtude da convicção e certeza neste trecho de seu ensinamento “Quem é o Salvador” que transmite o seguinte conhecimento:

“A palavra Messias, ou seja, Salvador, é muito usada no mundo inteiro, sem distinção de tempo e de lugar, tanto no Ocidente

Devo confessar que não gosto de afirmar

que sou o Salvador, mas por outro lado também não posso dizer que não o seja.” Antes de prosseguir se faz considerações sobre o Messias. Porém, tendo em vista que a coleção no seu volume 4 intitulado “Messias” aborda amplamente sobre o Salvador, aqui se leva em conta a fim de apenas evitar limitações do que se quer dizer com Salvador. Uma primeira é que Salvador não é salvador como um salva-vidas, isto é, um nadador que socorre os banhistas em casos de afogamento, nem como um cirurgião que trata as vítima de acidente com hemorragias internas. Uma segunda é que Salvador não se resume a salvar vida, pois o homem não é apenas um ser biológico. Como o homem também é um ser lógico, racional, psicológico, social, ecológico, cultural, antropológico, moral, político, espiritual, então Salvador é aquele que também protege e ampara: a lógica; a razão; a mente; a convivência; as relações essenciais entre os seres

como no Oriente. (

)

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vivos e o meio ambiente; os padrões civilizatórios; a natureza com suas classes, raças, gênero, cor e idade; as regras de conduta desejáveis num grupo social; a cidadania; o imaterial como, por exemplo, cuidar da doença com acompanhamento da saúde que não tem existência sensível, e principalmente a alma na sua ascenção para o céu.

Bibliografia.

O ensinamento de Meishu-Sama, diante do que foi obtido, consta de cinquenta obras: dezoito traduzidos pela Igreja Messiânica Mundial do Brasil (os primeiros sob a convenção de duas letras maiúsculas), quatorze pelo Templo da Luz do Oriente (próximos convencionados com três letras maiúsculas) e dezessete pelo Toho no Hikari/MOA (estes com cinco letras maiúsculas), anotados respectivamente conforme indicado ao lado.

A Chave da Difusão

CD

A Criação da Civilização

CC

A Nova Civilização de 3/3

NC

A Outra Face da Doença

FD

Alicerce do Paraíso

AP

Coletânea do Alicerce do Paraíso

CA

Gotas de Luz

GL

Luz do Oriente

LO

Material de Estudos

ME

O

Evangelho do Paraíso

EP

O

Pão Nosso de Cada Dia

PN

Os Novos Tempos

NT

Perguntas e Respostas

PR

Reminiscências de Meishu-Sama

RM

Seleções de Ensinamentos

SE

Terapia Espiritual

TE

Tornemo-nos Dignos do Amor de Deus

TD

Universalismo

UN

A

Criação da Civilização

ACC

Agricultura Pura

AAP

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Coletânea de Salmos

CSA

Mistérios da Grande Natureza

MGN

Orações

ORA

Salmos de Meishu-Sama

SMS

Seguindo Meishu-Sama Coletânea de Ensinamentos

SMS

Ensinamentos de Meishu-Sama (oito fascículos)

EMF

O Caminho da Felicidade Ensinamentos de Meishu-Sama

OCF

A Arte do Johrei I

AJ1

A Arte do Johrei II Evangelhos do Céu

AJ2

Iniciação

ECI

Sabedoria

ECS

Reino Divino

ECR

A

Luta entre o Bem e o Mal – Crises na IMM

LBMCI

Deus, Kyushu e Purificação da IMM

DKPIG

Divino Mistério

DIVMI

Escritos Sagrados

ESCSA

Estudos sobre Johrei – Generalidades

ESJGE

Estudos sobre Johrei – Particularidades

ESJPA

Livro de Oração

LDORA

Manual de Estudos

MNEST

Manual do Bu-IN

MBUIN

Manual do Novo Líder que Vive para Meishu-Sama

MLVMS

Ofudessaki – Igreja Tenrikyo

TENRI

Ofudessaki – Oomoto

OOMOT

Ohikari, Ingresso na Igreja, Culto e Dedicação

OIICD

Sobre Arte

SARTE

Sobre Deuses

DEUSE

Terapia da Purificação Mokiti Okada

TDPMO

Vida Eterna: Vivendo para a Criação da Civilização

VEVCC

Wassurena

WASSU

Entre os problemas existentes a respeito se tem as tradicionais que se referem as escritas estrangeiras, como a de uniformidade nas traduções (Bossatsu ou Bosatsu?) e eventual

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compreensão de quem traduz (Izunome-no-Ookami, Izunome- no-Kami ou Izunome-no-Mikoto? Amaterassu Oomikami ou Amaterassu Ookami?). As de quase sempre no tocante aos

escritos religiosos, como vir a não se ter acesso por: a) medidas de zelo, como proteger pessoas de determinados saberes que as fariam se afastar da Messiânica, como a informação de que todo remédio é nocivo; b) determinação de poder, como o de não possibilitar acesso ao conhecimento; c) falta de prioridade, como

o do não alcançar o real valor dos ensinamentos. Registra-se que são empregados livros que possam ampliar o campo de conhecimentos a respeito, pois segundo Meishu-Sama: “Todos os messiânicos sabem que até achamos muito útil o contato com outras religiões, porque, através das pesquisas, estamos ampliando nosso campo de conhecimentos. Por conseguinte, se acharem uma religião melhor que a Igreja Messiânica Mundial, podem converter-se a ela a qualquer momento. Isso jamais constituirá um pecado. Para o verdadeiro Deus, o importante é a pessoa ser salva e tornar-se feliz.”

Ordenação.

Deus, Mundo e Homem.

Os messiânicos seguem a educação espiritualista, isto é, admissão da existência de Deus, do espírito e do Mundo Espiritual, bem como do reconhecimento da presença do homem com sua missão. Eles têm como princípios:

Deus é o Criador do Universo e Seu Governante. Ele é espírito e vive na camada mais alta do Mundo Espiritual. Mundo no âmbito do planeta Terra, do seu satélite a Lua,

e do regente de seu sistema o Sol, subdivide-se em dois mundos

idênticos: Espiritual e Material. Porém, como além do Mundo Material já ser algo de bastante estudo, enquanto o Mundo Espiritual ser bem desconhecido e muito determinante já que o

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Mundo Espiritual precede o Mundo Material, então, o objeto do Mundo será apenas o Mundo Espiritual. Para se dar um pouco mais a idéia de tal opção pela precedência, aponta-se que todo acontecimento ocorre primeiramente no Mundo Espiritual e depois é que se reflete no Mundo Material. Fazendo uma comparação é como se o Mundo Espiritual fosse o filme e o Mundo Material, a tela de projeção. Quando o ser humano movimenta os braços ou as pernas, por exemplo, a vontade, invisível aos olhos, é que age primeiro e, pelo seu comando os membros se movimentam. Analogamente o Mundo Espiritual representa a vontade, e o Mundo Material, os membros. Homem é o instrumento de Deus para servir ao bem- estar da humanidade, condicionando a ele todas as demais criaturas e coisas.

Messias, Religião e Cultura.

Os messiânicos crêem que: “no presente, quando o mundo vagueia em tão caótica situação, Deus enviou o Mestre Meishu-Sama, fundador da Igreja Messiânica Mundial, com a suprema missão de realizar o Seu sagrado objetivo de salvar toda a humanidade [no sentido de todos os homens que alcancem níveis espirituais elevados].”. Eles têm observado que, quando as pessoas analisam a Religião [não a instituição igreja, sinagoga, mesquita etc.], não compreendem o ponto mais importante que é a sua posição [espiritual]. Não entendem que a Religião está acima de qualquer outro valor porque ela foi criada por Deus. As demais áreas de conhecimento, como a Filosofia, a Moral e a Ciência, ocupam uma posição inferior e não tem força suficiente para resolver o problema crucial de se alcançar a felicidade. Certamente, os intelectuais têm consciência do fato, mas na verdade, enquanto o consenso geral tomar como padrão as religiões tradicionais, o problema continuará sem solução. Dessa forma, não é possível prever quando se concretizarão a

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felicidade do ser humano, sendo muito sombrias as condições da sociedade atual. Todavia, neste mundo resignado, apareceu a Igreja Messiânica Mundial como Ultra-Religião, com enorme poder salvador.

A peculiaridade desta Igreja é que, através de princípios

religiosos, ela formula conceitos inéditos sobre a Teologia, Agronomia, Arte, Medicina, Pedagogia, bem como a Filosofia, a Moral e a Ciência, dando-lhes novas interpretações. Além disso, aponta os defeitos da cultura contemporânea, ensina como deve ser a nova cultura e indica o caminho para a criação da nova civilização mundial. Por conseguinte, pode-se realmente dizer que ela está acima da conceituação de uma simples religião. Um exemplo a respeito é a predominância de só serem apenas conhecidos o Mundo Atmosférico e o Mundo Material; desconhecendo-se a existência do Mundo Espiritual, que a ciência da matéria não conseguiu detectar. A cultura atual formou-se com o progresso obtido naqueles dois mundos, razão pela qual ela abrange apenas dois terços. Na realidade, porém, justamente o terço considerado inexistente, é mais importante que os outros dois juntos, constituindo a fonte da força fundamental. Ignorando-se a sua existência, jamais surgirá a civilização perfeita. O fato do homem, apesar do considerável avanço da cultura baseada apenas naqueles dois terços, não conseguir realizar o seu maior desejo - a felicidade - comprova

muito bem o que se está afirmando.

Johrei, Agricultura e Belo.

O método para obtenção da saúde - o Johrei - que é a

vida da Igreja Messiânica Mundial, e a Agricultura Natural, são meios utilizados para materializar o Reino do Céu na Terra, isto é, efetivar um mundo de perfeita Verdade, Bem e Belo.

Independentemente de tais métodos, é de extrema urgência elevar o espírito das pessoas através do Belo, pois, o Paraíso Terrestre é o Mundo do Belo. Desta forma, Johrei, Agricultura

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[no caso Agricultura Natural] e Belo é o novo projeto da Messiânica colocado em prática.

Governo, Economia e Ideologia.

O fundador da Igreja Messiânica Mundial chega a afirmar, em 25 de janeiro de 1949, que com relação ao Direito, a Política, Administração, Economia e Ideologia, ele sabia das coisas que iriam acontecer até daqui a um século. Sabia principalmente o erro em que está baseada a cultura atual e ficava impaciente quando pensava que se a incorreção fosse logo corrigida, a humanidade seria salva e a felicidade reinaria no mundo. Nada, porém, podia ser feito enquanto não chegasse o tempo certo. Assim, seguindo a ordem Divina, apenas apontava o problema da doença e os erros da agricultura, questões fundamentais para a construção do Paraíso Terrestre. Passado mais de meio século [2010], tomara que o tempo certo tenha chegado e Meishu-Sama esteja próximo de poder ficar completamente sossegado porque em breve reparos serão feitos de modo a não se repetir situações como essa:

“Apesar de haver uma estreita relação entre Religião e Política, é estranho que isso não tenha despertado muito interesse”. [a ponto dos políticos externarem visão materialista e egoísta].

Saúde, Prosperidade e Paz.

Não há dúvida de que ‘Paraíso Terrestre’ é uma expressão que se refere ao mundo ideal, onde não existe doença, pobreza nem conflito. Daí a razão por que o fundador aconselhava os fiéis a criarem uma vida sem sofrimentos, que é a Vontade do Altíssimo. Enquanto o homem não conseguir eliminar os três grandes males - doença, pobreza e conflito - não poderá ser salvo. Isso era impossível na Era das Trevas, mas hoje é possível alcançar os três maiores bens: Saúde, Prosperidade e Paz.

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Felicidade, Cidade e Paraíso.

O objetivo final de todas as religiões é o mesmo; não há uma sequer que não deseje o Paraíso [Reino do Céu] na Terra, ou melhor, a concretização do Mundo Ideal Divino, onde na cidade todas as criaturas sejam felizes. Mas o que é preciso para que esse mundo se concretize?

Estrutura.

Constituição.

“A partir de agora, o Mundo de Miroku será construído no Mundo Material. Portanto, no Mundo Material todas as

coisas serão regidas pelo número três, ou seja, Miroku (3-6-9).

Todas as coisas são divididas em três níveis. Assim, matéria e

espírito somados equivalem a seis. Quando se completa a trilogia, temos nove, daí o termo 3-6-9.” “Toda estrutura terá três níveis que, subdivididas, serão seis, subdividindo-se novamente, serão nove. Isto é, 369, que significa Miroku.”; “3, 6

e 9, cuja soma é 18, esta é a situação real do mundo.” Deste modo, os três níveis são: Plano Superior (PS), Plano Intermediário (PI) e Plano Inferior (Pi). A primeira subdivisão será os seis: PS do PS e Pi do PS; PS do PI e Pi do PI; PS do Pi e Pi do Pi.

A segunda subdivisão será os nove: PS do PS, PI do PS e Pi do PS; PS do PI, PI do PI e Pi do PI; PS do Pi, PI do Pi e Pi do Pi. Assim, materializar o Reino do Céu na Terra, concretizar o Mundo Ideal Divino ou edificar o Mundo de Miroku no Mundo Material significa o mesmo que Paraíso Terrestre, isto é, a regência de PS do Mundo Divino e PS do Mundo Espiritual no Mundo Material. Aqui, neste trabalho, cada um dos níveis com dois patamares, e cada um destes com degraus: o primeiro patamar,

com um degrau; o segundo, com dois.

) (

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Níveis.

Tendo em vista que se trata de uma estrutura evolutiva,

ao se levar em conta o ano em que foi escrito o ensinamento se nota a existência de orientações dadas por Meishu-Sama em épocas diferentes aparentando controvérsia. Umas destas como provável polêmica se deve à aproximação da Era do Dia, onde situações anteriormente possíveis não serão mais permitidas, por exemplo: “Sua maneira de pensar constitui um grande erro, porque precisam ser salvas também as pessoas que nada entendem dos Ensinamentos.” e, quatro anos mais tarde, “A partir de agora, não se pode perder tempo com quem não conseguir entender os assuntos relacionados a fé.” No que se refere a estrutura deste trabalho se considera este outro exemplo: em 11 de março de 1950, o fundador diz

[para] salvar toda a humanidade.”, e,

que “Deus [o] enviou (

três anos mais tarde, em 15 de outubro de 1953, diria que “Até hoje, tinha-se como princípio salvar todos os seres vivos, mas na Igreja Messiânica Mundial o essencial é a construção do Paraíso Terrestre.” A partir daí se pode supor que missão (construção) é uma etapa posterior a salvação. Ao se conjeturar, com certa obviedade, que fundamentação é sempre algo anterior, pode-se admitir os níveis, nessa ordem crescente: Fundamentação, Salvação e Missão.

)

Patamares.

Basta observar os seis em itálicos referentes a ordenação que foram mencionados anteriormente para se depreender os seis patamares: Princípios, Ultra-Religião, Colunas, Poderes, Bens e Fins. Caso não esteja claro, prestar atenção no que está escrito no ponto a seguir que explicita tais patamares.

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Degraus.

Extraí-se dos seis pontos e do parâmetro os dizeres “cada um dos níveis com dois patamares, e cada um destes com degraus: o primeiro patamar, com um degrau; o segundo, com dois” o seguinte:

“Fundamentação” com “Princípios” e “Ultra-Religião”. “Princípios” com “Deus, Mundo e Homem”; “Ultra-Religião” com “Messias e Religião” e “Cultura”. “Salvação” com “Colunas” e “Poderes”. “Colunas” com “Johrei, Agricultura e Belo”; “Poderes” com “Governo e Economia” e “Ideologia”. “Missão” com “Bens” e “Fins”. “Bens” com “Saúde, Prosperidade, Paz”; “Fins” com “Felicidade e Cidade” e “Paraíso”.

Visualizando-se a estrutura:

Prosperidade, Paz”; “Fins” com “Felicidade e Cidade” e “Paraíso”. Visualizando-se a estrutura: 14

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Conteúdo.

Deus, Mundo, Homem, Messias, Religião, Cultura, Johrei, Agricultura, Belo, Governo, Economia, Ideologia, Saúde, Prosperidade, Paz, Felicidade, Cidade e Paraíso. Escolhidos dessa forma, não há proporcionalidade de número de páginas entre estes dezoitos elementos dos degraus. O exemplo mais extremado é o conteúdo Saúde ser 20 vezes maior do que o conteúdo Felicidade.

Objetivo.

Procurar contribuir com os que estudam e praticam os ensinamentos de Meishu-Sama visando se tornar um homem dos novos tempos, ou seja, com os que almejam ser um mamehito.

“O ser humano deve aspirar constantemente ao progresso e à evolução. Particularmente o praticante da fé. As pessoas em geral ter-me-ão por antiquado e retrógrado quando toco em assuntos relativos à fé ou religião. Com efeito, não negarei que os religiosos e crentes convencionais são assim. Contudo, no nosso caso é exatamente o oposto. Antes devemos fazer por ser o oposto. Mirem-se na Natureza! Sem um instante de descanso sequer, nova e novamente ela progride e evolui sem parar. Vejam! O número de seres humanos aumenta ano a ano. Novas glebas de solo são desbravadas sobre o globo terrestre. Não há nada que se retraia, desde os meios de transportes até as construções. As ervas e as árvores também crescem em direção ao céu. Não há uma única que o faça voltada para baixo. Um princípio universal ordena que o ser humano siga o exemplo de progresso e avanço empreendido por toda a Criação. Também eu esforço-me, sem frouxidão, visando progredir e avançar ao máximo: este ano mais do que o passado,

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o corrente mês melhor que o ido. Se, todavia, restringirmo-nos à área material do desenvolvimento empresarial e profissional ou à subida de estatuto social, seremos criaturas superficiais, desprovidas de lastro, como plantas aquáticas sem raízes que flutuam ao sabor das águas. O progresso e evolução espirituais são imprescindíveis. Em resumo, refiro-me à evolução da personalidade. Com tal intenção, há que levar o nosso eu a crescer, passo a passo, pacientemente. Escusa apressar-se. Que seja apenas um pouco. Haveremos de nos transformar em indivíduos dignos, mercê do longo tempo fluído. Melhor, só a vontade de assim praticar já faz de nós indivíduos dignos. Faremos jus, dessa maneira, à confiança alheia, tudo nos correrá maravilhosamente e seremos felizes. Ao ouvirem dizer-me isto, talvez os jovens de hoje possam julgar que o meu discurso está gasto, lembrando uma moral fora de moda. Mas nada há de gasto nele. Quem for capaz disto, este sim merece ser chamado homem da nova geração. Eu, que tomo o presente ponto de vista por princípio, não consigo evitar o considerar muita gente antiquada. Em nada progridem, sempre com as mesmas idéias e conversas, não se lhes notando um mínimo que seja de mudança para melhor. Não sinto um pingo de graça quando me encontro com semelhantes pessoas. Falam só de coisas banais. Sobre assuntos que versem sobre religião, política, filosofia ou artes, nem um pio. A maior parte dos que anda por aí são assim. Longe de mim recriminá- los, mas quer-me parecer que pelo menos os fiéis da Ordem da Salvação Mundial [da Igreja Messiânica Mundial, ou melhor, do Messias] não admiram semelhantes tipos e que estes são raros entre nós. Temos sempre o cuidado de procurar ser homens dos novos tempos, pois, como é sabido, a nossa Instituição, a fim de salvar a humanidade inteira neste momento de mudança, precisa despertá-la do sono da velha civilização equivocada e edificar um novo mundo ideal. É neste sentido que afirmo a necessidade de sermos homens civilizados do século XXI.”

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Cooperar no crescimento espiritual.

“A Messiânica [comunidade de fiéis que acreditam que Meishu-Sama é o Messias] se esforça para elevar o indivíduo a um nível superior de consciência.”

Ajudar na pesquisa a Verdade.

“Aprender por aprender é estudo morto, enquanto aprender algo para ser utilizado na sociedade é estudo vivo. O estudo para pesquisar a Verdade é diferente, e muito importante.”

Auxiliar no conhecimento sobre a Fé Messiânica.

“O novo método consiste em transmitir explicações orais sobre a Igreja, procurando mostrar que se trata de uma religião realmente fora do comum. Entretanto, para que nos compreendam, é necessário nós próprios termos profundo conhecimento sobre a Fé que professamos [convicção em Meishu-Sama]. Só assim faremos com que os nossos ouvintes, conscientes de que a Igreja Messiânica Mundial é de fato uma grande religião, tenham vontade de ingressar nela. Haverá muitas oportunidades em que nos farão perguntas às quais teremos de responder com bastante clareza, pois, do contrário, as pessoas não ficarão satisfeitas. Por mais difícil que seja a pergunta, precisamos dar uma resposta que elas aceitem. Devemos ter o máximo de cuidado para não lhes responder de forma evasiva, por falta de conhecimento. Quando as pessoas vão se aprofundando muito, às vezes nós nos esquivamos, dando uma resposta qualquer, o que não deve acontecer de maneira nenhuma.”

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Apoiar encaminhamento de pessoas à Igreja do Messias.

“Significa que o bem vai vencendo e o mal perdendo. Isso quer dizer que a Igreja Messiânica Mundial vai se expandindo. Não há motivos para que uma religião tão boa e tão maravilhosa que fique na lengalenga. Precisa crescer bastante. Entretanto, o crescimento ser demorado mostra que o mal está segurando. Por isso, entendendo isso, sentindo isso, tornando-se fiel e mesmo pensando que é preciso fazer com que as pessoas se tornem fiéis também, as pessoas ainda ficam no lero-lero, porque, de um lado, existem espíritos que atrapalham. Os espíritos que atrapalham irão enfraquecendo cada vez mais daqui para frente e então as coisas irão normalmente.”

Participar em prol da transparência religiosa.

“Devem acautelar-se principalmente quando houver o

mínimo de segredo que seja. Se uma religião disser, por

exemplo: ‘Isso não pode ser dito aos outros, mas

certeza de que ela é herética. A religião correta e autêntica é a própria imagem da clareza, sem nenhum indício de sigilo ou mistério.”

podem ter

’,

Colaborar na preparação do elemento humano para dedicar na Obra Divina.

“Deus só tem preparado os atores, os Seus instrumentos, que, na verdade, são cada um dos leitores. Quando, porém, chegar à época da grande purificação, haverá tanto trabalho a ser executado – como as explicações destes Ensinamentos e da canalização do Johrei - que, com certeza, faltará gente preparada para tão imensa tarefa.”

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Revolucionar o mundo por meio da cultura.

“A Igreja Messiânica Mundial não é uma religião; se explicarmos em poucas palavras, ela é a Cultura Revolucionária Mundial. Só que nas atividades, a melhor maneira de agir é fazer como Religião. Tanto os métodos como os resultados são os melhores. Ou seja, para mostrar a todos a existência do espírito, que é a parte fundamental das coisas, não existe outro caminho a não ser a religião. Por isso, nós utilizamos a forma religião, ou seja, tendo como centro a religião, temos os milagres de cura de doenças através do Johrei, para mostrar às pessoas a existência do espírito. Realmente esta é a melhor forma de fazer isto. Quer dizer, não há outra maneira a não ser esta. Como na cabeça das pessoas da atualidade a cura de doenças tem o mesmo significado que milagre, estamos lançando agora um novo livro intitulado "Coletânea de milagres da Igreja Messiânica". Este também é um método para mostrar a existência do espírito. Assim, à medida que as pessoas vão tomando conta disso, a Cultura Revolucionária também vai ganhando corpo. E como a base principal é a Medicina, a "Medicina Revolucionária" proposta por nós será o maior destaque disso tudo.”

Mostrar como elaborar o projeto para construção do Mundo Ideal.

“Remontando às origens, é óbvio que só existe um deus verdadeiro, isto é, DEUS. Até hoje, contudo, cada religião se considera mais elevada que as demais, havendo, também, certa dose de discriminação entre elas. Dessa forma, é impossível promover-se a união de todas. Apesar disso, o objetivo final de todas as religiões é o mesmo; não há uma sequer que não deseje o Céu ou o Paraíso neste mundo, ou melhor, a concretização do Mundo Ideal, um mundo onde todas as criaturas sejam felizes. Mas o que é preciso para que esse mundo se concretize?

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É preciso que surja uma religião universal, que englobe o mundo inteiro. Deverá ter as características de uma Ultra- Religião, ser tão grandiosa que toda a humanidade possa crer nela incondicionalmente. Não quero dizer que essa religião seja a Igreja Sekai Kyussei Kyo [Igreja Messiânica Mundial], mas a missão de nossa Igreja é ensinar o meio que possibilitará a realização do Mundo Ideal, ou seja, mostrar como elaborar o plano, o projeto para a construção desse mundo. Na medida em que aumentar, em cada país, o número de intelectos conscientes disso, estaremos marchando passo a passo para atingir nosso objetivo.”

Importância.

Filosofia Religiosa do Messias.

“Tanto os espiritualistas como os materialistas desejam um mundo de paz e felicidade, mas isso não passa de um ideal, porque a realidade que nos cerca é bem diferente. Assim, os intelectuais vivem cercados por um mar de dúvidas, batendo a cabeça contra as paredes. Entre eles, existem os que procuram a Religião, a Filosofia e outros meios para decifrar esse enigma.” “Os filósofos e os pensadores em geral, embora, sejam semelhantes aos demais seres humanos, já possuem um estado superior de consciência. Quer dizer: sua alma se encontra numa posição mais elevada.” [já a alma dos que não se esforçam para ter uma visão geral e nem pensam se encontram numa posição menos elevada]. “Há um trecho na Bíblia que diz que seria pregado o Evangelho do Paraíso ao mundo inteiro e depois viria o fim. Que quer dizer isso? Acredito firmemente que essa missão será cumprida pelos meus Ensinamentos.” e “Como se trata de um Ensinamento novo, que não pertence exclusivamente nem à religião, nem à filosofia, posso dizer, numa explicação meio forçada, que é uma filosofia religiosa.” [note que não é uma

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ou

substantivo (adjetivo)].

religião

filosófica,

seja,

filosofia

(religião)

é

que

é

o

A seguir se oferece idéias que talvez possibilite aumento de compreensão sobre o que são essas áreas de conhecimento como religião, filosofia e filosofia religiosa, bem como ciência e ultra-religião.

Uma primeira idéia é que em termos da essência, a ordem do mais particular para o mais universal é a seguinte:

pedagogo, cientista, filósofo, filósofo religioso, religioso e ultra- religioso. O ultra-religioso seria o ultra-sábio que se ocuparia da ultra-religião com inteligência divina; o religioso seria o sábio da religião com inteligência sagrada; o filósofo religioso, o filósofo, o cientista e o pedagogo seriam os pensadores, respectivamente, da filosofia religiosa, filosofia, ciência e pedagogia com inteligência superior em diversos graus; as pessoas de baixa escolaridade seria simplesmente opinador e fazedor do cotidiano com inteligência inferior que pode ir da calculista, ardilosa e satânica. Por exemplo, a ordem do mais universal para o mais particular na educação (que pode ser montessoriana, piagetiana etc.) seria: ultra-religião da educação, religião da educação, filosofia religiosa da educação, filosofia da educação, ciência da educação e “achismo” da educação. Uma segunda idéia é sobre a avaliação dos ensinamentos do Messias em termos de ciência, filosofia, filosofia religiosa, religião e ultra-religião segundo os parâmetros “insight” e “instrução” e notas entre 0 e 1 sendo a seguinte:

e ultra-religião segundo os parâmetros “insight” e “instrução” e notas entre 0 e 1 sendo a

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Só que o saber proveniente de insight e instrução não tem o mesmo resultado, para fixar o que se está querendo afirmar, supõe-se o quadro modificado baixo:

está querendo afirmar, supõe-se o quadro modificado baixo: Donde o saber visto como a soma do

Donde o saber visto como a soma do insight com instrução implicaria grosso modo:

a soma do insight com instrução implicaria grosso modo: Obviamente que os números acima servem apenas

Obviamente que os números acima servem apenas para fixar noção, pois como se pode observar é que nem toda filosofia religiosa é a do Messias, como exemplo se tem no oriente a filosofia religiosa taoísta, e no ocidente a filosofia religiosa cristã. Também se expõe idéias que talvez proporcione acréscimo de entendimento sobre ensinamento. Em primeiro lugar que o sufixo “mento” é utilizado na formação de um substantivo derivado de verbo para indicar ação, quer seja em resultado (efeito) ou em instrumento (ato). É o caso, por exemplo, da palavra “entendimento” expressa no parágrafo anterior, donde:

“entendimento” expressa no parágrafo anterior, donde: É claro que este último tem como substantivo

É claro que este último tem como substantivo “aprendizado” e não “aprendemento”, porém para facilitar o acréscimo de entendimento sobre ensinamento se permite tal flexibilidade. O ensinamento pode ser visualizado mais como ensino, ou seja, transmissão de conhecimentos, do que por doutrina,

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isto é, conjunto de idéias a serem transmitidas. Deste modo, em geral como ensino é implementado por aula, enquanto que como doutrina, é feito por discursos moralizadores do gênero sermão e pregação. Mas, também existem outros como o estudo, a palestra e a apresentação. No processo de ensino-aprendizagem, como a aula, se tem como produto o conhecimento e como forças produtivas desde ensinamento e aprendemento até instrumento (como livro e didática). Ou seja, em termos esquemáticos:

(como livro e didática). Ou seja, em termos esquemáticos: No processo de pregação se pode ter

No processo de pregação se pode ter tem como produto a crença de uma fé e o pastor e o crente ou fiel, bem como também um mestre e um discípulo, um ministro e um membro da Igreja. No caso dos livros existem vários tipos como o literário, o didático, o científico, o filosófico, o filosófico-religioso, o religioso e o ultra-religioso. Nesta coleção se pode dizer que os livros são filosófico-religioso sobre ultra-religião.

Deus ao Reino dos Céu na Terra.

“Cremos que, desde o início da Criação, Deus objetivou estabelecer o [Reino do] Céu na Terra e tem atuado continuamente para a concretização desse objetivo. Com tal propósito, fez do ser humano o Seu instrumento para servir ao bem-estar da humanidade, condicionando a ele todas as demais criaturas e coisas. Cremos, portanto, que a história humana do passado constitui estágios preparatórios, degraus para se alcançar o Céu na Terra.” “A missão da nossa Igreja é tirar as pessoas das torturas do Inferno e conduzi-las ao Céu, transformando a sociedade num paraíso. Para que o homem seja conduzido ao Céu, é necessário que ele próprio se eleve, tornando-se um ente

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celestial, a fim de que, por sua vez, possa salvar o seu semelhante. Isso significa [no sentido metafórico] pendurar a escada do Céu até o Inferno [base está no céu] e estender as mãos para puxar o homem, degrau por degrau. É nesse ponto que nossa religião difere das demais, sendo antes o seu oposto.” “O termo ‘Paraíso Terrestre’ vem da Bíblia. No budismo, é referido como ‘Mundo de Miroku’ e, no Mundo Ocidental, como ‘Utopia’. Naturalmente, todos significam a mesma coisa, ou seja, o mundo ideal [Reino do Céu na Terra].”

Sistematização do Ensinamento de Meishu-Sama.

“A Bíblia também foi escrita pelos discípulos. O que estão querendo saber é da competência de vocês. Eu escrevo de acordo com o tempo. Organizar compete a vocês.” O autor deste trabalho, como discípulo de Meishu-Sama, assumindo esta sistematização do ensinamento do Mestre, elaborou uma estrutura e ordenação da evolução do Ser Supremo até o Paraíso Terrestre.

Metodologia.

Regra geral.

Pauta-se por extrair os trechos dos ensinamentos de Meishu-Sama condizentes com os conteúdos e arranjá-los logicamente. Isso, por um lado, pode acarretar no mínimo um certo incômodo em se perder a totalidade do ensinamento, por outro lado, pode trazer uma adequada comodidade em se ganhar a reunião de assuntos afins.

Regularidades particulares.

Há circunstâncias em que a forma de encadeamento e/ou de raciocínio segue em muito a visão e compreensão do autor.

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Há tempo presente em que o autor oferece alguns conhecimentos que acredita embasar alguns destes trechos, o que poderia facilitar o entendimento do leitor. Há ocasiões raras em que repara palavras dos trechos traduzidos na crença de que se estaria mantendo a coerência entre eles. Há momentos de esforço em se por entre colchetes o oferecimento de conhecimentos e reparos de palavras. Empregos destes critérios já podem ser visto neste Prefácio como na Bibliografia que vem a seguir, e visto neste volume como na Introdução e no ponto “Luz” do item “2.1. Espírito do Espírito composto de Luz e Calor” pertinente ao tópico “2. Significado”. Os trechos de ensinamentos de Meishu-Sama não é a visão após Mokiti Okada ter recebido em 1950 esse nome religioso de “Meishu-Sama”, mas sim a iluminação de Mokiti Okada no decorrer da sua vida. O que fica de acordo com trechos anteriores a 1950 de suas conversas com interlocutores, os tradutores o mencionarem nesses trechos como Meishu- Sama.

Palavras e frases empregadas muitas vezes não serão explicadas logo em seguida, elas só serão melhor compreendidas mais adiante, como, por exemplo, “vontade-pensamento” e “Luz que saí da Bola de Fogo existente no seu ventre”. O que é perfeitamente compreensível para não impedir a fluidez do

texto, portanto, diante de certa incompreensão procure registrar e prosseguir, caso não sane a dificuldade preste a atenção no próximo ponto. No tocante a tradução talvez valha a consideração de se fazer uma analogia com a advertência de Meishu-Sama: “A Bíblia

foi traduzida do hebraico para o inglês e depois para o

) (

japonês e por isso também deve ter pontos que não têm o sentido perfeito.” Com isso, se aproveita para registrar que cada conteúdo desta coleção compreende tópicos, e que cada um deles é composto por itens, e estes por sua vez por pontos. Estas

25

subdivisões podem não existir, como um item não ter pontos, bem como podem continuar, como um ponto ter uma subdivisão ou mais. Registra-se também que em cada volume desta coleção se apresenta no final uma síntese do conteúdo abordado em termos de tópicos, itens, pontos e se mais tiver. No volume 18,

último desta coleção, se apresenta no final uma síntese de todos

os volumes.

Método da “Dúvida com Busca”.

Para o leitor se recomenda que siga este processo de aprendizagem disposto por Meishu-Sama:

“Procure entender o sentido profundo da fé e das leis espirituais ao ler e estudar os meus ensinamentos. Tente aprender a fazer perguntas sob orientação dos ministros, pois

que os ministros perguntam aos mais velhos por sua vez. Esse é

o caminho para você crescer em consciência.” “Aquele que

sempre tem dúvidas é pessoa progressista, e seu futuro é brilhante.”. “Só a sinceridade é capaz de resolver os problemas dos indivíduos, do país e do mundo.” “Para sabermos se uma pessoa age com sinceridade ou não, temos um meio muito simples: ver

se ela respeita seus compromissos.”. ““Eu ensino uma coisa, mas a compreensão do que falei vai depender do nível espiritual de quem ouve”. Um homem de certa altura poderá compreender de certa maneira; uma pessoa de menor nível poderá interpretar de outra. As pessoas aprendem com palestras, aulas, lendo, etc., porém a melhor maneira de aprender as coisas mais importantes é aprender de tudo em qualquer circunstância. É isso que chamamos de Kyudoshin, isto é, um esforço incansável na procura do caminho verdadeiro ou sabedoria verdadeira. Kyu significa desejar, procurar. Do significa caminho,

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e Shin significa coração. Em outras palavras: o coração que deseja procurar o caminho certo.

O valor dos religiosos, seja de que religião for, depende

do tamanho do seu Kyudoshin. Quem tem Kyudoshin desenvolve, quem não tem, não adianta ter o melhor mestre do

mundo, que não vai para frente; e quem tem Kyudoshin pode ter

o pior mestre que se desenvolve. Tudo o que vê, ouve, todas as suas faltas e tudo o que se passa em volta, é aprendizagem, aprimoramento. Quem tem Kyudoshin está alerta a todos os acontecimentos e como sempre tem o objetivo de se aprimorar,

então todas as coisas que olha, ouve e lê, procura saber ligar com o seu aprimoramento e pensa o que vai aprender com o que está acontecendo. Encontrará mestres em todos os lugares

e em todas as pessoas. Para conseguir aprender qualquer coisa com facilidade,

precisamos estar como famintos. Geralmente, escolhemos o que

é mais gostoso e ficamos satisfeitos. Porém, não devemos

escolher a comida, precisamos saber comer de tudo. Saber saborear todas as comidas, assim também as coisas agradáveis e desagradáveis (acontecimentos). Para isso, precisamos ficar com fome, para ter vontade de comer e dar valor ao que comemos. O difícil é a pessoa chegar a um estado de “fome espiritual”. Estando com a barriga cheia, mesmo querendo comer, não dá,

porque não conseguiremos digerir.

A natureza é sábia em sua função. Pessoa que pensa que

já sabe tudo, que é perfeita, significa que é igual a quem está

empanturrada e que não consegue digerir. Quanto mais a pessoa se torna humilde e tem Kyudoshin, mais rapidamente consegue digerir, pois está ansiosa por comer mais, não fica acomodada. O corpo material chega a um ponto em que a pessoa não precisa comer mais, porém o corpo espiritual não cansa. Deve crescer sempre e, para isso, deve ficar em “estado de fome”, para querer alimento espiritual.

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A presunção atrapalha a vinda de novos alimentos (conhecimentos) para nos fortalecer. Quem tem Kyudoshin pode falhar à vontade, não devendo ter medo de errar. Precisamos ter medo de não experimentar, de não praticar. Não devemos ter vergonha de tentar fazer. Primeiro, tendo objetivo, procurando fazer a coisa certa e tendo Kyudoshin, se falhar, não se preocupe, Deus perdoará, mesmo que a falha seja grande. Deus dará outra oportunidade. Mas se fugir da oportunidade para experimentar, Deus nunca mais dará outra oportunidade.”. “Na verdade, o certo seria pagar o aluguel de um mês até o final do mês anterior e não no final do mês vencido. Desta forma, significa que a casa está sendo emprestada e empréstimo é algo ilusório, não verdadeiro.” Este último, no caso de um curso, o certo [para um aluno] seria preparar o estudo de uma aula até o final da aula anterior, ou seja, ao se ir a uma aula de número x entregar nesta as dúvidas da próxima aula, isto é, da aula de número x+1, e ter a oportunidade de ver suas dúvidas entregues na aula de número x-1 ser respondidas nesta aula de número x.

Esperança nessa disciplina.

Pelo caráter inovador em relação aos volumes desta coleção se espera pelos menos ter conseguido seguir o Mestre que apregoa:

“A pessoa que nunca desiste e tem uma forte determinação para realizar o seu trabalho, mesmo que aconteça falha ou seja ridicularizado pelos outros, certamente crescerá bastante.” “Além disso, para Deus não há segredo. E também, são coisas que podem ser ditas a qualquer um, a qualquer hora. Sendo pessoas que possuem a Inteligência da Percepção Verdadeira, sem dúvida, poderão também entender o âmago de minhas palavras. As que chegarem a esse nível, entenderão tal qual fora explanado; as menos evoluídas entenderão mais ou

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menos a metade, e as ainda menos evoluídas, apenas um terço ou um quinto.” “Embora a perfeição na Terra talvez ainda esteja acima do alcance do ser humano, o empenho sincero e honesto para atingí-lo é a postura correta que expressa a verdadeira aspiração religiosa.” Todavia, a expectativa dos volumes desta coleção não é de que ela seja uma obra-mestra, mas sim de que seja uma produção principiante que com sua imperfeição provoque o aperfeiçoamento que encaminhe ao saber. Pois, quem contesta vai ter que explicar o por que da sua objeção. Talvez se esteja próximo ao fim da ilusão, imaginação e mentira, e ao início do esclarecimento, realidade e verdade.

Finalização.

O autor deste material de estudo, relembrando a

orientação de Meishu-Sama “O que estão querendo saber é da

competência de vocês. (

falhar, não se preocupe, Deus perdoará, mesmo que a falha seja grande. Deus dará outra oportunidade. Mas se fugir da oportunidade para experimentar, Deus nunca mais dará outra

oportunidade.” e reafirmando que sem nenhum interesse comercial e muito menos promocional, só espera ter tido permissão e proteção de Deus, do Messias e de seus Antepassados no cumprir do objetivo deste trabalho.

se

)

Organizar compete a vocês.” “(

)

Charles Guimarães Filho

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DEUS

INTRODUÇÃO

Tópicos do volume.

Deus

compreende

sete

tópicos:

Manifestação;

Significado; Importância, Propósitos, Atributos, Métodos e Leis.

Obediente à Meishu-Sama.

Que ensina “A partir de agora, cabe à humanidade procurar saber quem é Deus e conscientizar-se de Sua existência.”

A humanidade e a procura.

A humanidade talvez tenha nascido mesmo no centro da África e a sua experiência de nômade mostraria que sua caminhada para o sul seria paralisada pelos Oceanos Atlântico e Índico e que pelo norte conseguiria rumar pela Europa e Ásia chegando ao Ártico e o estreito de Bhering que levaria as Américas. Uns foram se fixando no meio do caminho e outros, quando voltavam os encontravam, e nesse processo surgiu um sentimento humano de vínculo com algo maior do que o ser humano a Terra e a Natureza, os ciclos e a fertilidade. Nesse sentido, a adoração à Mãe Terra estabeleceu-se, mais tarde passou à Pai do Céu, e o resultado foi o desenvolvimento da cultura, em particular da religião.

As religiões e os mitos.

Mas, no transcurso não existiu uma única religião, e sim inúmeras religiões. Na Eurásia despontaram as religiões antigas sumeriana e babilônica da Mesopotâmia, taoísmo e

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confucionismo da China. Nos demais continentes apareceram às

religiões primitivas como o rastafári da Etiópia, o vodu do Caribe e os cultos afro-brasileiros como a umbanda do Brasil. As religiões têm mostrado que as crenças, com freqüência, compartilham noções sobre a origem do universo (cosmogonia), imagens do mundo (cosmologia) e expectativas do futuro (escatologia) amparadas por mitos, ou seja, por signos que transmitem verdades profundas acerca da existência humana e/ou da realidade sobrenatural, embora invoquem causas de um tipo científica ou historicamente inverificáveis. Alguns mitos que se repetem.

a) o mito da criação do homem pelo barro, por uma força

divina – ao contrário do que muitos crêem tal concepção não é exclusiva da mitologia judaico-cristã com Jeová, pode-se encontrá-la na mitologia de um povo africano denominado ioruba com Oxalá, bem como na mitologia grega.

b) o mito do dilúvio, tanto na mitologia inca com deus Viracocha que teria ordenado aos homens que vivessem em paz/ordem/respeito, mas a desobediência humana teria levado

o deus a despejar sobre os homens uma inundação, bem como na mais antiga narrativa escrita - “Epopéia de Gilgamesh” - que é um texto mesopotâmico, corresponde à história de Noé no Antigo Testamento;

c) o mito do jardim do éden (local onde o homem vivia feliz

sem precisar viver à custa de seu trabalho) semelhante à Idade de Ouro da mitologia grega (onde o deus Crono, apesar de violento, presidia uma raça de homens que também não precisava labutar, pois a terra, mesmo não sendo cultivada, produzia fartamente o necessário à sobrevivência humana); d) a concepção da figura feminina como elemento essencial na questão da ‘queda’ do elemento masculino – conceito encontrado tanto na narração do ‘pecado original’ (Adão e Eva), descrito na mitologia judaica, quanto na mitologia grega, onde Zeus teria criado uma criatura irresistivelmente encantadora (Pandora) que causaria a desgraça dos homens;

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e) mitologia do salvador na figura de Moisés, semelhante à

Obaluayé atirada a um rio por sua mãe (Nana Buruku) e

resgatada por Yemója, bem como muitos cristãos esperam pela segunda vinda de Jesus, os muçulmanos falam do mandhi - imã escondido que aparecerá no fim do mundo - e o hinduísmo afirma a vinda de um próximo avatar do deus Vishnu;

f) a idéia do julgamento dos homens pelos deuses se

encontra em várias civilizações, como judaico-cristã (os homens seriam julgados por Javé/Jeová, sendo os justos levados ao céu e os injustos jogados ao inferno) e mitologia grega (onde os mortos seriam julgados de acordo com a sua vida passada e, conforme seus erros eram postos em diferentes lugares). Um exemplo de ser mitológico banal aos brasileiros é São Jorge que tem certa semelhança com o chefe guerreiro comum aos britânicos, o lendário Rei Artur. O santo sintetiza várias mitologias como a grega, cristã, céltica, germânica e africana, numa única figura poderosa. A devoção nele, o rito, precede o mito que se originou nas atuais Síria ou Turquia pelo século II depois de Cristo. Embora, ele seja um santo que não possui raízes históricas, mas sua imagem de guerreiro perfeito é tão forte que cruzou barreiras culturais e foi abraçado pelo sincretismo afro-brasileiro. No Rio de Janeiro e em Recife, para o Candomblé e a Umbanda, ele é Ogum, na Bahia ele é Santo Antônio.

Panteísmo, politeísmo e monoteísmo.

A antiga humanidade na busca de conhecer quem é Deus, em linhas gerais, iniciou pelo panteísmo, passou pelo politeísmo e encerrou com o monoteísmo. O panteísmo é pertinente as mais antigas religiões, remontando a pré-história onde tinham predominância absoluta, e também eram presentes em muitos dos povos silvícolas das Américas, África e Oceania. Para esta visão, Deus é tudo, é o próprio mundo, tudo está interligado num equilíbrio

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ecossistêmico e místico. Crê-se em espíritos e geralmente em reencarnação, é comum também o culto aos antepassados. Procura-se manter a harmonia com a natureza, e o mundo comumente é tido como eterno. O politeísmo surge num estágio posterior de desenvolvimento social, tendo sido predominantes na Idade Antiga em todo o velho mundo, e mesmo nas civilizações mais avançadas das Américas pré-colombianas. Deus é plural, diversos deuses criaram, regem e destroem o mundo. Relacionam-se de forma tensa com os seres humanos, não raro é hostil. As lendas dos deuses se assemelham aos dramas humanos, havendo contos dos mais diversos tipos. O monoteísmo é o mais recente, surgindo a partir do último milênio a.C. e predominando da Idade Média até a atualidade. Deus é um, um Ser transcendente que criou o mundo e o ser humano, há uma relação paternal entre criador e criaturas. Na maioria dos casos um semi-deus se rebela contra o criador trazendo males sobre todos os seres. Messias são enviados para conduzir os povos, profetiza-se um evento renovador violento no final dos tempos, onde a ordem será restaurada pela divindade.

Dificuldade de saber quem é Deus Supremo e qual a mitologia básica.

No meio de religiões politeístas, às vezes ocorria de um deus passar a ser supremo, como foi o caso de Zeus, na mitologia grega, de Marduque, na mitologia babilônica, e do Rá, na egípcia, ou de apenas um deles passar a ser adorado, como foi o caso de Javé, na judaica. Outras ocorrências realçaram Alá, Olorum e Guaraci nas mitologias islâmica, candomblé e tupi, respectivamente. No entanto, nenhum desses deuses passou por unanimidade a ser supremo em relação aos demais e muito

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menos nenhuma dessas mitologias foi aceita como a que transmitisse as verdades profundas. A tentativa de encontrar Deus Supremo e mitologia guia pode encaminhar a pesquisa aos locais mais férteis de nascimento de religiões significativas, que segundo na história das religiões do mundo, é a Índia com hinduísmo, jainismo, sikismo e budismo, e o Oriente Médio com judaísmo, zoroastrismo, cristianismo e islamismo. Pode também orientar a investigação para as religiões significativas que se concentram na sua terra natal de origem como o judaísmo na Ásia Ocidental (Israel), o hinduísmo na Ásia Central (Índia) e o xintoísmo na Ásia Oriental (Japão). Ou então as que se espalham como o budismo com forte presença na Ásia Oriental e Central, o cristianismo em todo mundo inclusive nas Américas, e o islamismo na Ásia Ocidental e África. Todavia, como o alicerce dessa coleção, como já foi expresso no prefácio, são os ensinamentos de Meishu-Sama, então é natural que eles sejam a bússola. Porém, diante de trechos e poema de Meishu-Sama que seguem já se pode perceber que procurar saber quem é Deus não é uma tarefa das mais simples. “No que foi lido agora falou-se em Deus que não é Deus e eu acho isso interessante.” “Por isso Cristo também não disse: “Eu sou Deus.”” “Sakyamuni e Jesus também não sabiam da Providência Divina do Deus Izunome que guardavam em suas mãos.” “Deus Dragão Izunome. Ele estava escondido.” Deus Miroku Oomikami, manifesta-se Munido da Força da Trilogia Fogo, Água e Terra. Deus Miroku Oomikami, Manifesta Sua Grandiosa Força Para a construção do Paraíso Terrestre. Deus Miroku Oomikami, Desce, silenciosamente, a este mundo, Sem se fazer perceber.”

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Vislumbre de superação.

Contudo, como foi mencionado, na metodologia exposta no prefácio, que se iria correr risco de errar, se emprega, nesta obra, um sistema ortográfico especial no sentido das diferenças entre três grafias, a saber: "DEUS", "Deus" e "deus". Logo a seguir se dá uma panorâmica a respeito, só à medida que se vai continuando a exposição é que se oferece detalhamentos indispensáveis que possam responder às indagações naturais que deverão surgir. Aliás, um procedimento que já foi comunicado que se iria empregar. "DEUS", com maiúsculas, refere-se exclusivamente ao Supremo Deus do Mundo Divino e Suas manifestações no Plano Superior [a rigor inclusive até no Plano Inferior] do Mundo Divino. Exemplos: Miroku Oomikami [também Supremo Deus ou Deus Supremo] que é uma expressão de DEUS do Mundo Divino; Miroku San-E, representação de DEUS do Mundo da Luz Divina, ou simplesmente, DEUS da Luz Divina. Sobre Miroku Oomikami pode ser notado com a declaração de Nidai-Sama – a esposa de Meishu-Sama e Segunda Lider Espiritual da Igreja Messiânica Mundial [que sujeito ao sistema ortográfico que acabou de ser estabelecido]:

“Deus [DEUS] — conforme o próprio Meishu-Sama acreditava e nos indicou - é Miroku Oomikami. Por isso, crendo nele, podemos edificar uma fé eterna. Ela nos orientou que o objeto de fé da Sekai Kyussei Kyo (Igreja Messiânica Mundial) é este "Deus [DEUS indicado por] Miroku Oomikami", o Deus [DEUS Miroku Oomikami] manifestado do Supremo Deus. [DEUS]”. "Deus", com inicial maiúscula, ao Supremo Deus do Mundo Espiritual e Suas governanças no Plano Superior [a rigor inclusive até o Plano Inferior] do Mundo Espiritual. Exemplos:

Ookuninushi-no-Mikoto que foi uma encarnação do Deus do Mundo Espiritual; Enma Daio, revelação do Deus do Mundo Astral (ou seja, governante do mundo das emoções e desejos entre o mundo físico e o mundo mental, local para onde vai

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geralmente o ser humano após a morte), isto é, um Kakuryo-no- Ookami; Kannon de Mil Braços, exteriorização do Deus do Mundo da Luz Espiritual [ou simplesmente, Deus da Luz Espiritual]; Buda, Cristo e Kannon são, respectivamente, expressões de Deus da Terra espiritual, Lua Espiritual e Sol Espiritual. "deus" com letras minúsculas, ao Supremo Deus do Mundo Material até os deuses comuns que estão fora da esfera da existência humana, ou seja, os Kami’s. Exemplos, sem rigor, de encarnações de deus do Mundo Material: Sakyamuni, materialização de Buda; Jesus de Nazaré, incorporação de Cristo; Kanzeon-Bossatsu, grosso modo, uma personalização de Kannon. Neste trabalho se vai considerar mais os deuses coletivos que de alguma forma interagem com o povo e com os quais o povo se sente mais próximo, isto é, os Mikoto’s, acompanhados por “no” ou “no-” que são termos usados para expressar posse ou adjetivo, como exemplo: deus do Sol e deus Jesus. Eis o que diz Meishu-Sama: “O ser humano mais elevado é chamado de Mikoto (tipo b) normalmente coloca-se esse título após a morte. Mikoto (tipo a) é colocado no ser humano que, em vida, tinha posição. Fica acima de Mikoto (tipo b). [Exemplo: Sussanao-no- Mikoto]. Quando um deus nasce sob a forma humana também usa Mikoto (tipo a) [Exemplo: Izanagui-no-Mikoto]”. Tentando reescrever os trechos e poema de Meishu- Sama assinalados anteriormente com as grafias que foram apontadas:

“No que foi lido agora falou-se em Deus que não é DEUS e eu acho isso interessante.” “Por isso [Jesus] Cristo também não disse: “Eu sou DEUS” [porque “Eu sou Deus].”” No poema em vez de “Deus Miroku Oomikami” é “DEUS Miroku Oomikami”, pois Miroku Oomikami é DEUS. No que se refere aos trechos “Deus Izunome” e “Deus Dragão Izunome” é mais complicado devido a compreensão do

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que são os dragões, um dos primeiros mitos criados pela humanidade, uma das criaturas presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações. São representados como animais de grandes dimensões [ameaça a vida humana naquela época, hoje se sabe que o animal mais perigoso para o ser humano é o mosquito], normalmente de aspecto reptiliano (semelhantes a imensas serpentes ou largatos devido às cobras serem o segundo animal que mais tira vida do ser humano e os crocodilos o quinto, existem ainda hoje o chamado crocodilo da terra que são os dragões de Komodo), muitas vezes com asas [capacidade de alcançar com rapidez], plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo [capacidade de matar]. Apesar de serem presença comum no folclore de povos tão distantes como chineses ou europeus, os dragões assumem, em cada cultura, uma função e uma simbologia diferentes, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força (como dragão dourado), ou simplesmente feras destruidoras (como o dragão vermelho). Em geral, acredita-se que os dragões possam ter surgido da observação pelos povos antigos de fósseis de dinossauros e outras grandes criaturas, como elefantes, hipopótamos e baleias tomados por eles como ossos de dragões. No folclore brasileiro existe o Boitatá, uma cobra gigantesca que cospe fogo e defende as matas daqueles que as incendeiam. Uma outra complicação se deve a Izunome, conforme foi mencionado na Bibliografia, ser escrito como Izunome-no- Ookami, Izunome-no-Kami e Izunome-no-Mikoto. Assim, como é também complexo o caso de Kunitokotati por poder ser escrito como Kunitokotati-no-Ookami [Meishu-Sama diz: “Ookami - trata-se do Supremo Deus e quando se fala só Kami é um deus

Um deus como Kunitokotati-no-Mikoto pode ser

comum. (

chamado de Ookami.”, ou seja, Kunitokotati Ookami = Kunitokotati-no-Ookami = Grande Kunitokotati-no-Mikoto = Ookunitokotati-no-Mikoto] e por ser escrito Kunitokotati-no- Mikoto.

)

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A questão se torna mais complexa por Izunome e Kunitokotati serem fortemente relacionados entre si e podem ser vistos como DEUS = Izunome-no-Ookami = Kunitokotati-no-Ookami, Deus = Izunome-no-Kami = Kunitokotati-no-Kami, deus = Izunome- no-Mikoto = Kunitokotati-no-Mikoto. No entanto, este rigor não é empregado, e assim os nomes usados indistintamente para DEUS, Deus e deus são apenas Izunome-no-Kami e Kunitokotati-no-Mikoto, o entendimento fica por conta de saber fazer a leitura do contexto em que eles estão sendo empregados. “Interlocutor: Qual a relação entre Kunitokotati-no- Mikoto e Izunome no Kami? Meishu-Sama: Em suma, [Izunome-no-Kami] seria descendente de Kunitokotati-no-Mikoto. E, em termos de posição, Izunome-no-Kami seria [até certo ano] superior [a Kunitokotati-no-Mikoto].” Conforme já foi afirmado no ponto “Regularidades particulares” da Metodologia explicitada no Prefácio, esta resposta de Meishu-Sama não será bem compreendida agora, só mais adiante. Observando-se o que foi dito neste ponto “Vislumbre de superação” se pode concluir que houve uma iluminação inicial de quem é DEUS e que a mitologia necessária é a japonesa, para faciltar o desenvolvimento se passa uma idéia dos períodos históricos, raças e imperadores do Japão.

Períodos da história japonesa.

Eles são assim designados: Jommon ou Jimmu (até 300

a.C.), Yayoi (300 a.C. – 300 d.C.), Yamato (300 – 710), Nara (710 – 794), Heian (794 – 1185), Kamakura (1185 – 1333) Muromachi (1336 – 1573), Azuchi Momoyama (1573 – 1603), Edo (1603 – 1867), Meiji (1868 – 1912), Taisho (1912 – 1926), Showa (1926-

1989) e Heisei (1989 -

).

41

42

42

A ocupação do Japão por grupos humanos remonta ao

Paleolítico, portanto, a data oficialmente mais aceita para a primeira presença humana no arquipélago é de 35.000 a.C. O período Jommon é o nome da primeira fase da

civilização japonesa. Com o fim da última era glacial, já surgiria a cultura Jommon por volta de 11 mil anos a.C., onde existem monumentos mais antigos do mundo. Os cientistas confirmam que esses monumentos encontrados submersos na costa do Japão é a evidência de que pode ter existido uma civilização desconhecida, anterior a Idade da Pedra. A primeira cultura cerâmica e civilização a se desenvolver no Japão foi o povo nômade Jommon que não desenvolveu a agricultura ou criação de animais. Os ancestrais dos Jommon ocuparam o arquipélago japonês desde o final da quarta glaciação, antes de oito mil anos a.C. De acordo com a mitologia japonesa se associa a família imperial japonesa à deusa solar Amaterassu Oomikami que teria como bisneto o primeiro imperador (Jimmu Tenno) no ano de 660 a.C., que reinaria até 585 a.C. Ele nasceu em 711 a.C.

O período Yayoi se deu com a cultura nômade Yayoi que

substituiu a cultura Jommon, vinda de Kyushu trazendo o cultivo do arroz, as ferramentas de metal e a confecção de roupas.

O período Yamato [por muito tempo a época Yamato foi

tida como o momento de surgimento de uma dinastia milenar:

de acordo com a tradição mítica, o primeiro imperador japonês teria sido Jimmu Tenno. Por isso, Meishu-Sama diz: “A oração Amatsu-Norito remonta a uma época anterior à de Jimmu, o primeiro imperador do Japão. Foi escrita por um “deus” da linhagem de Amaterassu Oomikami, adorado pelo clã Yamato.”] é que surge o primeiro governo centralizado na atual região da planície de Nara responsável pela adoção de conhecimentos avançados das sociedades asiáticas vizinhas, por construções grandiosas e pela unificação de grande parte do arquipélago do Japão. Assim, o Japão foi unificado pela primeira vez no século IV pelo Povo Yamato e logo empreendeu a conquista da península da Coréia no final do século. O imperador Ojin foi o primeiro

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monarca reconhecido pelos historiadores. Nos séculos seguintes a competição por cargos no governo enfraqueceu gradativamente o domínio japonês sobre a Coréia até o século VI. Em 552, o budismo foi introduzido no país, pelo imperador

Shotoku, trazido da Coréia servindo como arma política contra o crescente poder dos sacerdotes, o que resultou num estado relativamente centralizado.

O período Nara tem suas premissas com a morte do

imperador Shotoku em 622, em 710, a capital japonesa foi transferida de Asuka para Nara, réplica da capital chinesa da época, dando início a um novo período da história japonesa no

qual a cultura e a tecnologia chinesa tiveram maior influência e o budismo difundiu-se com a criação de templos por parte do imperador nas principais prefeituras. Atualmente Nara fica ao lado de Quioto na região de Kansai.

O período Heian, a capital seria transferida para Quioto, e

se daria o rompimento entre o imperador Kammu e os monges budistas. A partir daí se estabeleceria a escrita japonesa e uma nova literatura. É nesse período de paz que surge a classe dos samurais como guarda da corte. O período Muromachi, durante o século XVI que comerciantes e missionários portugueses chegaram ao Japão pela primeira vez, dando início a um intenso período de trocas culturais e comerciais. No Japão, os portugueses praticaram o

comércio e a evangelização. Os Missionários, principalmente os Padres da Companhia de Jesus, levaram a cabo um intenso trabalho de missionação e em cerca de 100 anos de presença Portuguesa no Japão a comunidade Cristã no país chegou a ascender a cerca de um milhão de Católicos.

O período Momoyama, camponês guerreiro Toyotomi

Hideyoshi (1536-1598), herói regente que deu continuidade ao governo de Nobunaga e unificou o país em 1590.

O período Edo, depois da morte de Hideyoshi, Tokugawa

Ieyasu como regente aproveitou-se de sua posição para ganhar apoio político e militar. Quando a oposição deu início a uma

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guerra, ele a venceu em 1603. Tokugawa fundou um novo xogunato com capital em Edo e expulsou os portugueses e restantes estrangeiros. O 110 imperador foi Go-Koomyo (1633-

1654). Esta política deixou o país isolado por 250 anos até a chegada de navios americanos em 1854, exigindo a abertura do país ao comércio e revelar o atraso do xogunato.

O período Meiji reestabeleceu o poder centralizado do

imperador em 1868, quando teve início um período de desenvolvimento econômico e de expansionismo ao qual se seguiram as vitórias nas guerras sino-japonesa (1894-1895) e russo-japonesa (1904-1905). O período Taisho com a conquista da Coréia. A dificuldade de ser reconhecido como equivalente na Sociedade das Nações, o racismo, a proibição de imigração para os Estados Unidos, Austrália, Canadá, e outros países em 1924 e a crise econômica na década de 1920 e o isolamento comercial imposto por Estados Unidos levaram o Japão ao afastamento do Ocidente e o surgimento de movimentos radicais ultranacionalistas de direita. O período Showa, os militares utilizaram-se do assassinato do primeiro-ministro em 1932 para conquistar o poder. Em 1936 o Japão aliou-se à Alemanha e mais tarde à Italia na Segunda Guerra Mundial, invadiu a Manchúria, e atacou a base dos Estados Unidos da América em Pearl Harbor. Somente

reconheceu a sua derrota na guerra após os bombardeamentos

atômicos de Hiroshima e Nakasaki e foi ocupado pelos Estados Unidos até 1952, as ilhas de Okinawa até 1972.

O período Heisei se dá com falecimento do imperador

Hirohito (1989) e início do imperador Akihito.

Raças japonesas.

Assim como existem raças para as ordens esotéricas, também existe para Meishu-Sama três tipos de raças: Amarela (Sol), Branca (Lua) e Negra (Solo). A raça do Sol tem três níveis:

45

superior é o Dourado (povo japonês), o inferior é o Amarelo (chinês) e o mediano é o Amarelo-Azulado (coreano). Meishu-Sama ensina que “As quatro raças do Japão no sentido espiritual” são:

“1. Linhagem [Dourada] do Deus [deus] Izunome. Linhagem da Deusa [deusa] Amaterassu Oomikami. [cunhada de

Izunome], [Linhagem do Japão]. Deuses [deuses] do Sol. Raça Yamato (essa raça representa 1% na população da Japão);

2. Linhagem [Amarela] do Deus [deus] Ninigi-no-Mikoto

[neto de Amaterassu e pai de Jommon]. Linhagem do Deus [deus] Hankoshin-no-Ukei. [Linhagem da Índia-China]. Descendentes diretos do Sol. Raça Tenson (essa raça é a maior dentro da população do Japão); 3. Linhagem do [Amarelo-Azulado] do Deus [deus] Sussanao-no-Mikoto. Linhagem do Deus [deus] Ookuninushi-no-

Mikoto (filho de Sussanao). [Linhagem da Coréia]. Raça Izumo (é a segunda maior raça, depois da raça Tenson);

4. Linhagem Caucasóide. Essa raça atravessou a Mongólia

e a Manchúria e, através da Coréia do Norte, chegaram ao arquipélago japonês nas proximidades da província de Aomori (nordeste do Japão). Depois eles foram, pouco a pouco, se espalhando ilha adentro, chegando até à região de Kinki (atual região de Quioto); São conhecidos como "ladrões de terras". (Representa a menor parcela dentro da população japonesa).” Ele aponta a grandiosidade da raça Yamato:

“Para se entender a "grandiosidade" do japonês, basta explicar tendo como ponto de partida o Deus Supremo. Como é uma coisa "inédita", dizemos que isso é muito interessante. Só que, depois de entendermos isso, vamos ver que os verdadeiros japoneses que possuem esta grandiosidade são poucos, ou seja, exatamente 1% da população japonesa. Durante longo tempo (mais ou menos 3.000 anos) eles vieram sendo oprimidos e imobilizados, mas a partir de agora, através da Igreja Messiânica, todos eles vão retornar.”

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"A maior parte do povo Yamato se tornou povo da cidade. A diferença mais clara se nota quando se comparam as obras de arte chinesas com as japonesas. As da China não são tão delicadas."

Imperadores do Japão.

Eles não são simplesmente governantes como soberanos de um império, mas sim sumos sacerdotes mediadores entre os homens e a divindade, bem como nos 2.600 anos de trono imperial do Japão foram ao todo 125 monarcas da linha de

sucessão nunca interrompida e que o último atual existente é Akihito. Meishu-Sama afirma que “O xintoísmo do Japão é da

linhagem do Imperador Jimmu (

linhagem de Izumo [linhagem de Sussanao-no-Mikoto]”. [alternância de imperador para ditador militar (xogum) que ocorreu durante o século XII até 1863 com três xogunatos: 1185-

1333, Kamakura; 1338-1573, Ashikaga; 1603-1868, Tokugawa]. Após se ter dado uma idéia dos períodos históricos, raças e imperadores do Japão se desenvolve a mitologia necessária que é a japonesa.

Posteriormente a isso é da

)

Mitologia japonesa.

Ela se baseia no pensamento xintoísta que descreve sobre o começo do mundo, a Trindade primordial dos DEUSES e a criação do Japão. Sobre o começo. A Criação se baseia de que o mundo era um ovo. Não existia nem céu nem terra, nem claro nem escuro. Aos poucos, do conteúdo desse ovo, o que era claro e puro foi subindo, tornando-se o céu. E o que era escuro, turvo e pesado foi afundando e tornou-se a terra. Sobre a Trindade primordial dos DEUSES. O primeiro DEUS que surgiu foi o Amenominakanushi-no-Kami, DEUS

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Mestre do Centro Celestial. Em segundo lugar, surgiram os DEUSES da geração de vida, Takamimushi-no-Mikoto (DEUS com qualidade yang) e Kamimushi-no-Mikoto (DEUS com qualidade yin).

Os deuses que habitam Takamagahara (Campo Celestial) se dividem em três tamanhos, os deuses gigantes, os deuses semi-gigantes e os deuses de tamanho natural, isto é, do tamanho dos humanos. Sobre a criação do Japão. Os irmãos Izanagui-no-Mikoto e Izanami-no-Mikoto, deuses gigantes, recebem a ordem dos deuses superiores para criarem o Japão. Nesse momento, a terra era uma massa oceânica viscosa. Os dois deuses vão até a ponte que une o céu e a terra, e dali, Izanagui mergulha a lança sagrada formando a Ilha Onokoro. Izanagui e Izanami olham para aquela ilha e decidem descer sobre ela. Eles se tornam os primeiros deuses a descerem na terra. Nesse momento eles decidem criar um país e primeiramente constroem uma coluna muito alta no meio da ilha [Monte Fuji], que serviria para os deuses descerem do céu para a terra. Izanagui e Izanami circundam a coluna sagrada, cada um na direção oposta e assim se tornam marido e mulher. Da união deles nascem vários deuses que criam o restante do Japão e controlam e protegem o povo que habita essa terra. Além dos deuses das terras, de Izanagui e Izanami também nasceram os deuses da montanha, do rio, do mar, da árvore, da grama, do vento, do grão, etc., criando assim um mundo rico e fértil. Quando Izanami deu à luz ao deus do fogo Kagutsuchi, foi morta queimada pelo filho durante o parto. De tanto querer rever a esposa, Izanagui vai adentrando a escura terra dos mortos atrás de Izanami, quando chega ao quarto dela fica chocado ao ver o corpo todo apodrecido de sua então belíssima esposa. Espantada com a repentina luz da lanterna do marido, Izanami acorda e fica furiosa ao saber que ele a viu daquela forma, toda podre e cheia de vermes saindo de seu corpo. Izanagui, espantado e com medo, foge correndo.

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Enraivecida e envergonhada grita do outro lado que despovoará o mundo dos vivos matando mil pessoas por dia e Izanagui replica-lhe que a cada mil pessoas mortas, outras mil e quinhentas serão criadas. Nesse divórcio entre o casal divino estabelece-se a noção de vida e morte. Depois de voltar da terra dos mortos, Izanagui passa por um ritual para se purificar, pois a terra dos mortos é considerada um lugar sujo. Durante o ritual que acontece na água salgada do mar, nascem vários deuses de Izanagui. No fim da purificação, quando ele pensa em lavar o rosto, primeiro lava o olho esquerdo e dali nasce Amaterassu Oomikami, deusa do sol. Depois, ao lavar o olho direito, nasce dali Tsukuyomi-no-Mikoto, deusa da lua. Em seguida, ao lavar o nariz, nasce Sussanao-no- Mikoto, deus da tempestade. Izanagui ficou muito contente em ter criado três deuses tão poderosos e ordenou que Amaterassu governasse o Takamagahara, o céu, Tsukuyomi a noite e Sussanao os oceanos. Porém, como o oceano fica em baixo, Sussanao se revoltou contra o pai considerando o seu poder inferior aos de suas irmãs. Para se rebelar, o irmão mais novo vivia do jeito que queria, sem querer saber do trabalho de governar os oceanos. Assim, ele deixou a barba crescer até o peito e passava dia e noite chorando e atormentando o pai dizendo que queria descer até a terra dos mortos para ver a mãe. Izanagui decide expulsar o filho mais novo para a terra dos mortos por causa de seu mau comportamento. Com o pretexto de se despedir de sua irmã mais velha, Sussanao vai até o céu. Amaterassu, já preparada para se defender, vestida de guerreiro, fica furiosa e grita “que história é essa de você vir até aqui sem a minha permissão?!” Sussanao ignora a sua irmã e se instala no céu, pratica todo tipo de atos violentos como devastar a agricultura e, no fim, acaba matando uma tecelã que confecciona as roupas sagradas para os rituais de Amaterassu.

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A deusa do sol, irada com os atos de seu irmão mais

novo, se esconde dentro de uma caverna, deixando o mundo sem luz. Os outros deuses que viviam em Takamagahara [ou melhor, Taka ama hara] se reúnem para discutir o que fazer para tirar a deusa do sol da caverna e devolver vida ao mundo, que sem o sol, se tornou um mundo só de noite e escuridão. Os deuses planejam uma festa com dança muito divertida. Todos os deuses caem na gargalhada e riem sem parar, parecendo se divertir muito. Amaterassu, de dentro da caverna, ouve-os e, curiosa para saber do que tanto eles riem, decide abrir a porta de rocha da caverna. Nesse momento, o deus da força física, pega a mão da deusa do sol e tira-a de dentro da caverna para fora. Para que ela nunca mais torne a se esconder dentro da caverna, fecham para sempre a porta da caverna com uma corda sagrada, entoando um mantra mágico. Assim o mundo voltou a receber a luz do sol e o povo voltou a trabalhar nas suas terras como antes. No entanto, essa mitologia japonesa, é reparada através da iluminação de Meishu-Sama.

Sua relação com outras mitologias em diferentes partes do mundo.

O conceito do ovo cósmico existe nas mitologias hindu,

chinesa, egípcia e finlandesa são alguns exemplos. Todas elas basicamente retratam o estado do caos do universo, o zero, o nada, um estado unificado onde todas as coisas estão auto- contidas, não manifestas. O que acontece em seguida, a separação entre o céu e a terra (conceito de dualidade e polarização) a partir desse ovo único também se mostra comum entre essas mitologias. A trindade existe em diversas mitologias como no hinduísmo (Brahama-Vixnu-Shiva), no antigo Egito (Osíris-Ísis- Hórus), no cristianismo (Pai do Céu-Filho-Espírito Santo).

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Amenominakanushi no Kami da Trindade primordial não sendo visto em sua plenitude foi compreendido como equivalente ao Gayomardo da mitologia persa, à prima matéria da Alquimia, ao Adam Kadmon (Adão místico e secreto) do misticismo judaico, o Antropos da idéia gnóstica e ao P’an Ku chinês. Todos estes possuem um corpo humano enorme. “Poder-se-ia dizer que todo conhecimento adquirido do mundo exterior é antropomórfico.” Takamimushi-no-Mikoto [ou Takami-Mussubi, ou ainda, mais tarde, na oração Amatsu-Norito, como Kamurogui-no- Mikoto] e Kamimushi-no-Mikoto [ou Kamumi-Mussubi, ou ainda, mais tarde, na oração Amatsu-Norito, como Kamuromi-no- Mikoto] - representam o ato de gerar vida através da união dos opostos. É esse o significado de Mushi. Takamimusuhi-no- Mikoto é a parte yang desse aspecto, pertencendo ao céu, à linhagem espiritual, e Kamimusuhi-no-Mikoto é a parte yin do mesmo aspecto, pertencendo a terra, à linhagem material. Eles ainda não chegam a ser o masculino e feminino, porém já são uma duplicidade de um único aspecto, um passo adiante do homem cósmico primordial andrógino, por representarem a geração de vida, a própria idéia do manifestar-se [já Izanagui e Izanami, cada um na direção oposta, e assim se tornam marido e mulher]. Pode-se comparar os diferentes tamanhos desses deuses com os níveis psíquicos dos seres humanos. Os deuses gigantes são aqueles que estão numa esfera inalcançável, grandes e distantes demais para serem apreendidos na sua totalidade. Eles também não interagem com a vida cotidiana dos humanos, mas protegem os habitantes do Japão à distância. Geralmente não são esses os deuses cultuados nos templos xintoístas, justamente por eles estarem presentes apenas no inconsciente do povo japonês. Os deuses semi-gigantes, por sua vez, estariam relacionados à alma humana e à sombra, que ainda são conteúdos do inconsciente, porém bastante manifestos e

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vividos. Eles são os deuses do sol, da lua e da tempestade (sombra).

E por último, os deuses de tamanho natural são aqueles

que se pode relacionar com o ego e a persona, ligados à vida em sociedade dos humanos. São deuses que governam elementos tanto da sociedade quanto da natureza diretamente ligados à vida cotidiana dos japoneses da época. Controlam os elementos como o rio ou a árvore, estando assim acima deles, capazes de controlar o nosso ego com tamanha facilidade. O casal Izanagui e Izanami é a duplicidade de deuses criadores da nação Japão. Além de representar o feminino e o masculino, significa que é uma energia que atinge o limiar da consciência. É o nascimento da nação Japão que sai do inconsciente que, ao atravessar a Ponte Sagrada Flutuante, os dois deuses cumprem como sua maior missão, manifestando-o na consciência do povo japonês. Vê-se no mito do casal uma semelhança com o de Adão e Lilith da mitologia judaica. Izanami tem várias outras colegas pelo mundo além de Lilith. Ela representa qualidades muito semelhantes à Nanã da mitologia Yorubá. Há semelhanças de Izanagui com Oxalá. A fuga de Izanagui do mundo dos mortos encontra fortes semelhanças com o mito de Orfeu da mitologia grega que também vai em busca de sua amada Eurídice descendo até o mundo subterrâneo dos mortos.

O mito de Amaterassu Oomikami, a deusa do sol, que se

esconde e o mundo se torna escuro é talvez o mais famoso e popular da mitologia japonesa. Também é considerado um mito muito importante para a consagração dessa deusa como a origem da família imperial japonesa. Amaterassu Oomikami significa a grande deusa (o grande deus) que brilha do alto do céu.

Antigamente, no inicio do Império, o Japão não possuía o alfabeto. Para documentar os acontecimentos da corte, havia um oficial encarregado de guardar tudo na memória. Aquele

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cargo era transmitido de pai para filho, para que os fatos sucedidos pudessem ser rememorados com exatidão. No ano 712, quando a grafia chinesa foi adotada no Japão, Oo-no-Yassumaro fez com que todos os acontecimentos memorizados por Hieda-no Are fossem transcritos, compilando assim os três volumes de Kojiki, o primeiro livro da história do Japão. Naquela obra encontram-se documentadas a mitologia sobre a criação do arquipélago nipônico e as primeiras crônicas da “Terra dos Deuses”, como também as lendas das conquistas do Império Yamato. Mais tarde, em 720, o Príncipe Toneri convocou um grupo de estudiosos que compilaram o Nihon- shoki, em 30 volumes, baseando-se no Kojiki e acrescentando alguns dados colhidos em várias regiões do país. Além desses dois clássicos, foram escritas e compiladas muitas obras célebres; entre elas, o Manyô-shu, em 20 volumes, na qual se encontram milhares de poesias japonesas de estilo “waka”, de 31 sílabas. Os autores dos versos pertenciam às diversas classes sociais, desde o Imperador até o simples lavrador. Por isso, pode-se considerar o Manyô-shu como uma verdadeira antologia em todos os sentidos. Assim, a mitologia japonesa foi organizada em forma de literatura durante o século VII em um livro chamado “Kojiki (Escritas sobre assuntos antigos)”, considerado o livro mais antigo do Japão. Depois ela foi reescrita no “Nihon Shoki (Primeiras crônicas japonesas)”, o segundo livro mais antigo do Japão, mais completo do que o “Kojiki” e escrito ao longo do século VIII. Os dois livros retratam não apenas as mitologias como também o que é considerado a continuação dessa mitologia, as histórias dos primeiros imperadores do Japão. Amaterassu Oomikami, deusa do sol, era, antes da organização dos mitos no livro Kojiki, venerado como um deus masculino, um deus guerreiro corajoso e forte. Isto corresponde com a maioria das mitologias que consideram o sol como tendo uma qualidade masculina, em contraposição com a lua feminina. Porém, no final do século VII quando Kojiki foi escrito, o

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Imperador Tenmu havia conquistado o trono ao vencer uma grande guerra e estava empenhado em manter o Japão estável, sem confrontos internos. Quem o aconselhava na política era a sua talentosa e inteligente esposa, a Imperatriz Uno no Himemiko, que se tornou ela própria a Imperadora Genmei após a morte de seu marido. Essas são as razões pelas quais Amaterassu Oomikami se transformou de deus guerreiro do sol à deusa corajosa e também generosa do sol, uma deusa com aspectos de uma sacerdotisa. Neste mito, encontra-se um paralelo entre a Amaterassu deusa do sol japonesa e Deméter, a deusa da fertilidade da mitologia grega. Deméter ficou enfurecida quando sua amada filha Perséfone foi raptada por Hades para o seu reino subterrâneo e decidiu não voltar para o Olimpo enquanto sua filha não lhe fosse devolvida. Tornou a terra infértil, os grãos não germinaram, matando o gado e a população que ficaram sem comida e sofreram de fome e doenças. Zeus pediu a Hades que devolvesse Perséfone para reparar a situação na terra. Hades concordou, mas fez Perséfone comer um bago de romã, prendendo-a no reino subterrâneo para sempre, já que quem come a comida de um determinado local passa a fazer parte daquele lugar para sempre. Com isso, Perséfone passaria um período do ano com a mãe e outro com Hades. O período em que a filha de Deméter sai do subterrâneo passa a ser primavera, quando os grãos brotam, saindo também da terra. O outro período é o da semeadura de outono, quando os grãos são enterrados assim como Perséfone volta para debaixo da terra no reino de seu marido. Embora os enredos sejam um pouco diferentes, os dois mitos falam sobre o símbolo contínuo de morte e ressurreição. O mito japonês simboliza a importância do sol como doador de vida, mas também o fato de que esse sol também morre e renasce. O pensamento xintoísta ensina que é preciso viver com alegria (os deuses se divertindo e rindo) e com espírito comunitário (o reaparecimento de Amaterassu é fruto da união

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dos atos de deuses) para que o sol, que se escondeu no inverno, reapareça na primavera. Em japonês, para designar uma pessoa alegre, se usa a expressão “pessoa clara, luminosa”, uma qualidade tida como importante pelo xintoísmo. Existe no Japão uma importante cerimônia chamada Chinkonsai que acontece no solstício de inverno. Esta cerimônia, que acontece nos importantes templos xintoístas ligados à família real, tem o significado de aumentar o poder enfraquecido do imperador, que é considerado descendente direto da deusa do sol, ou mesmo de renovar o seu poder, assim como o sol antigo morre e nasce um novo sol nesse dia do solstício de inverno. Apesar de o povo japonês ter uma imagem fechada para

o ocidente, com tradições milenares próprias, na realidade é um povo totalmente feito de misturas e influências. O Japão é uma

ilha e recebeu, durante séculos, influências, culturas, mitologias

e povos de todos os lados. Somente na era Edo, durante 240

anos (de 1616 a 1858) permaneceu isolado proibindo qualquer contato com estrangeiros exceto alguns grupos holandeses e chineses, mas fora esse período, o Japão era e continua sendo uma esponja que absorve o mundo. O que o torna único é que seu povo tem um enorme talento em absorver o que vem de fora e transformá-lo em algo autêntico, introjetando a sua alma. É curioso observar como os povos antigos tinham visões semelhantes em relação ao mundo e como as representações

simbólicas podem se misturar tanto entre povos tão distintos quanto os nagôs e os japoneses.

Sua fundamentação no xintoísmo.

A religião xintoísta fica no Japão, país localizado na Ásia, continente que pode ser dividido em oriental (Japão, Coréia do Norte, Coréia do Sul e China), central (entre outros o Vietnam, Tailândia, Mianmar e Índia), ocidental (Irã, Iraque, Israel, Arábia Saudita etc.), setentrional (Rússia) e meridional (Indonésia). No qual nasceram as religiões mais antigas, consistentes e

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importantes do mundo como o xintoísmo no Japão, o hinduísmo (budismo) na Índia e o judaísmo (cristianismo) em Israel (e o islamismo na Arábia Saudita). O xintoísmo começou a se formar em 982 a.C. (três mil anos atrás em 2012), o hinduísmo por volta de 1.500 a.C. (há mais de 3.500 anos) e o judaísmo em 1.800 a.C. (há 3.800 anos). Já o budismo no século VI a.C. (2.600), cristianismo (2.000) e islamismo no século VII (1.300). São religiões que revelaram DEUS com nomes diversos como Ookunitokotati-no-Mikoto no xintoísmo [mais precisamente, num ramo seu: Oomoto], Jeová no judaísmo-cristianismo e Alá no islamismo. O hinduísmo é tido como politeísta, e o budismo como panteísta. As principais religiões no Japão são: xintoísmo (51,3%), budismo (38,3%) e cristianismo (1,2%). Estes dois últimos como não têm sua origem no país do sol nascente é conveniente considerar que o budismo veio pela China a partir de 67 d.C. até chegar ao Japão em 552 d.C. e que o cristianismo só entrou em 1542 d.C. A mais antiga religião existente no Japão originalmente não tinha nome, doutrinas ou dogmas era um conjunto de ritos e mitos que explicavam a origem do mundo, do Japão e da família imperial. Os protagonistas desses mitos eram os Kami, segundo ensinam, eram deuses ou energias divinas que habitam todas as coisas e se sucedem por gerações, desde a criação do mundo. Recebeu essa religião o nome de xintoísmo (nome produzido no século VI a partir da palavra chinesa “shen” (ser divino) e “tao” (caminho), ou seja, caminho dos deuses) para se distinguir do budismo que era da Índia. Segundo os mitos do xintoísmo, os deuses criaram o Japão e o seu povo. Até meados do século XX, os japoneses adoravam o imperador, como um descendente direto de Amaterassu Oomikami, a deusa do Sol e mais importante divindade da religião. Em 1868, o governo japonês instituiu o xintoísmo como religião oficial do país. Porém, depois da derrota japonesa na II Guerra Mundial (1939- 1945), o imperador Hiroito renunciou ao caráter divino atribuído

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à realeza, e a nova Constituição do país passou a defender a liberdade de religião. Além dos Kami, como Izunome-no-Kami e Kakuryo-no- Kami (Deus do Mundo Astral que governa este mundo e que salva o espírito, julgando-o de acordo com o Bem ou o Mal praticado por alguém em sua vida terrena), se tem os Mikoto. Entre estes os deuses antigos anteriores aos imperadores japoneses vide Izanagui-no-Mikoto, Izanami-no-Mikoto, Izunome-no-Mikoto, Amaterassu-no-Mikoto, Susanao-no- Mikoto, bem como os primeiros 28 imperadores com exceção do primeiro que foi Jimmu Tenno (esta palavra Tenno quer dizer divino soberano imperador). Os acrescentados com “Oo” são manifestações de DEUS como Izunome-no-Ookami e Miroku Oomikami. Casos especiais de profundo respeito são Sesson = Mikami = Senhor e os com o sufixo Sama como Kyoshu-Sama, Nidai-Sama e Meishu-Sama. Os engrandecidos ao nome deus como Kami-Sama (que é o Deus para o xintoísmo = DEUS Grande Kunitokotati = Kunitokotati-no- Ookami) e Kannon-Sama (que é o Deus para o oriente = Deus Izunome-no-Kami, donde, Kannon = Izunome-no-Kami). O que torna a aguçar a compreensão da resposta de Meishu-Sama a pergunta “Qual a relação entre Kunitokotati-no-Mikoto e Izunome no Kami?”. Antes de se divulgar a iluminação sobre DEUS se registra alguns conhecimentos passados por Meishu-Sama para facilitar o entendimento desta declaração e inspiração.

Eras, “sen’nin” e a divisão espiritual.

Era da Noite / Era do Dia são ciclos de vida do Universo – longos ou curtos – determinados por ocorrências marcantes que variam de acordo com as circunstâncias. Partindo-se da noção noite / dia correspondente a doze horas em cada um desses períodos, dá para entender melhor. Então, noites e dias, no sentido mais amplo, podem ocorrer, alternadamente,

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correspondendo a ciclos de dez, cem, mil ou três mil anos. Assim, os períodos em que reinam o Sol Espiritual, o Fogo, a paz, a prosperidade e a saúde correspondem ao Dia e épocas com predominância da Lua Espiritual, Água, de guerras, discórdias e ocorrências de muitas doenças e sofrimentos equivale à Noite. [note que Sol Espiritual = Fogo; Lua Espiritual = Água; bem como também se tem Terra Espiritual = Terra, para se evitar confusão entre elemento Terra e astro Terra se designa às vezes o elemento Terra por Solo. A transição da Era da Noite para a Era do Dia se processará em três escalas: do Mundo Divino para o Mundo Espiritual (1881-1931), do Mundo Espiritual para o Mundo Material (1931-1961) e no próprio Mundo Material (1961-2021). Os dias determinantes destes anos foram: 04/02/1881, o Mundo Espiritual começou a sair da Era da Noite ao receber o espírito de Meishu-Sama que desceu do Mundo Divino a fim de nascer no Mundo Material em 23/12/1882; 15/06/1931, o Mundo Espiritual entrou na Era do Dia; 15/06/1951, o Mundo Material deu o primeiro passo para entrar na derradeira fase da transição para o Mundo do Dia [= Mundo da Luz, ou melhor, Mundo da Luz Divina]; 15/06/1961, Mundo Material entra na primeira fase da transição para o Mundo do Dia; 15/06/1991, segunda fase; 04/02/1954, início do Juízo Final. “Pela ordem, a transição da Noite para o Dia começou no reino de Yuguen [reino ainda mais rarefeito e elevado do que o Mundo Espiritual, parte do Mundo Divino] refletindo-se a seguir no Mundo Espiritual e, posteriormente, no Mundo Material. A primeira transição ocorreu no mundo de Yuguen em 1881. A segunda transição ocorreu no Mundo Espiritual em 1931. A próxima transição, o início da grande mudança no Mundo Material, já está iminente [1961]. Em suma, estamos no alvorecer de um novo dia, aguardando o levantar do Sol no Céu Oriental.” “Há algum tempo venho anunciando que o Mundo Espiritual, que até agora se encontrava na Era da Noite,

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finalmente está entrando na Era do Dia. (

)

Como eu [Meishu-

Sama] já disse anteriormente, tendo o dia 15 de junho de 1931 como ponto de partida, vem se operando gradativamente a mudança para o Dia, com a grande e decisiva ação purificadora ocorrendo no final [1991-2021]. Evidentemente, ela [mudança

para o Dia] se processará em três escalas: do Mundo Divino para

o

Mundo Espiritual [1881-1931] e deste [Mundo Espiritual] para

o

Mundo Material [1931-1961], que então [o Mundo Material] se

tornará verdadeiramente Mundo do Dia [após passar: 1961- 2021]. Esse será o Mundo da Luz. Com respeito ao tempo, em 15 de junho deste ano [1951] o Mundo Material deu o primeiro passo para entrar na derradeira fase da transição para o Mundo do Dia [1961].” “[Em 27/03/1954] Dessa forma, o Mundo Espiritual, em grande parte, está quase que totalmente transformado no Mundo de Miroku e daqui em diante irá se refletir no Mundo

Material [1961].” [num trajeto com início ou entrada e término ou saída se pode reconhecer que está começando a terminar ou

a sair quando se cumpre a metade do tempo ou do trajeto

quando se alcança a metade. Como de 1881 quando o sol começa no Mundo Espiritual até 2.021 quando a Era do Dia começa no Mundo Material, ou seja, um período de 140 anos se tem como metade 70 o que se tem o ano de 1951]. Como já foi dito, a data de 15 de junho de 1931 marcou

a divisa, no Mundo Espiritual, da gradual passagem para a Era

do Dia. No final desse processo [1961], haverá a grande e decisiva ação purificadora. A mudança se processara em três etapas: primeiramente no reino divino [1881-1931], a seguir no reino espiritual [1931-1961] e, finalmente, no reino material [1961-2021]. No devido tempo, surgirá o verdadeiro Dia [2021], isto é, o Mundo da Luz. Em 15 de junho deste ano (1951), o Dia finalmente entrou no limiar da última etapa, isto é, no Mundo Material. Nos próximos dez anos (1961), será estabelecida a base do Reino dos Céus na Terra, isto é, do Mundo da Luz.

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Antes de qualquer coisa, qual é a época da grande transição? Ela iniciou-se em 15 de junho de 1931 e vai até o dia 15 de junho de 1961. A primeira fase corresponde a esses trinta anos. Pensando em termos da mentalidade humana, trinta anos são um período muito longo. Entretanto, em se tratando da Providência Divina no Universo, eles representam um breve instante. Esses trinta anos não têm no Mundo Material, uma mudança súbita. Ela vai avançando pouco a pouco e, somando- se aos períodos anteriores e posteriores que entremeiam esses trinta anos, significa que são usados mais de sessenta anos. Isso acontece porque se necessita de um tempo de preparação e de organização da pós-transição.” [nesse intervalar de 1931 até 1961 se tem entre outros 1931, 1941, 1951 [e/ou 1952] e 1961, donde: 1931 – 60 = 1871, Era Meiji, colisão das civilizações oriental e ocidental, isto é, o Sol começa a surgir; 1941 – 60 = 1881, Meishu-Sama está para vir ao mundo; 1951 – 60 = 1891, Kunitokotati-no-Mikoto está para se manifestar em Nao Deguchi; 1931 + 60 = 1991, Mundo Material entra na primeira fase da transição para o Mundo do Dia; 1951 + 60 = 2011 [1952 + 60 = 2012, onde em 1952 houve um aumento da temperatura da Terra, e em 2012 há uma crença de que está para ocorrer no mundo alguma coisa marcante, talvez uma purificação proveniente de tal aumento que seja um marco para a nova cultura]; 1961 + 60 = 2021, está para se entrar na Era do Dia]. Considerando a identidade entre Mundo Espiritual e Mundo Material e não levando em conta o Mundo Divino se pode afirmar que a Era da Noite se deu de 1069 a.C. a 15 de junho de 1931, enquanto a Era do Dia se dará de 2021 a 5021. Por enquanto se está na Transição da Era da Noite Para a Era do Dia que vai de 15 de junho de 1931 a 15 de junho de 2021. Passando para os “sen’nin” que são um exemplo de longevidade oriundos da Era do Dia ou mais próximos desta, eis o que Meishu-Sama diz a respeito:

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Quando o Criador criou o ser humano, determinou

claramente a sua longevidade. Entre outras coisas, isso também me foi mostrado por Deus [DEUS]: o homem deveria viver um

desde que os

homens não tivessem incorrido em erro.”. “Tempos atrás, eu fiz uma pesquisa sobre os “sem’nin” e cheguei à conclusão de que eles existem realmente. Os “sem’nin” certamente são originários da Coréia. A respeito da idade dos “se’'nin”, li que o recorde foi oitocentos anos, atingido por uma só pessoa, sendo que algumas atingiram de quinhentos a seiscentos anos; para os “sem’nin”, morrer entre duzentos e trezentos anos era morte precoce. Certa vez eu vi a árvore genealógica da família Takeshiuti-no-sukune, onde constava que a pessoa de vida mais longa dessa família viveu trezentos e quarenta e nove anos; alguns viveram mais de trezentos; na faixa dos duzentos havia mais de dez. Chegando à época moderna, a idade diminuiu: no final da Era Tokugawa, mantinha- se na faixa dos cem; na Era Meji, estava entre noventa e oitenta anos. Eu acharia interessante pesquisarem o fenômeno.”. “Analisando a nossa história nesse aspecto, desde o primeiro Imperador Jimmu (660-585 A.C.) até o décimo segundo Imperador Keiko (71-130 D.C.), muitos imperadores completaram mais de cem anos de vida. Entretanto a partir do século VI, a longevidade japonesa começou a encurtar.”

mínimo de 120 e um máximo de 600 anos. (

)

O Supremo Deus se divide espiritualmente:

A partícula do espírito é a divisão do espírito. No ser humano ela não ocorre, mas Deus [DEUS] divide o espírito em quantas partes desejar. Nos templos, em caso de se assentar um mesmo deus em diversos lugares chamam isso de partícula do espírito de Deus [DEUS], mas na verdade também há deuses que são da linhagem direta ou de linhagens próximas.”

61

Iluminação sobre DEUS.

Isso é o que feito pela revelação de Meishu-Sama a seguir, segundo a interpretação do autor deste trabalho.

Observação: os trechos de ensinamentos de Meishu-Sama entre aspas não vão mais continuar sendo destacados em itálicos para não sobrecarregar o texto com esta fonte ou não ocasionar destaques preferenciais indevidos, isso porque boa parte do que vem a seguir é de Meishu-Sama e nem sempre se encontra entre aspas.

62

1. Manifestação

ÍNDICE

67

1.1 Supremo Deus, Miroku Oomikami, Ookunitokotati, Jeová, Pai do Céu, Alá e

67

1.2 Kannon (oriundo de Kunitokotati)

69

1.3 Buda (oriundo de Izunome) e Sakyamuni (de Wakahimeguimi)

84

1.4 Cristo (oriundo de Michael) e Jesus (de Sussanao)

87

1.5 Na Era da Noite (Budista e Cristã)

91

1.6 Na Transição da Era da Noite para a Era do Dia (Kannon)

110

1.7 Na Era do Dia (Messias)

125

2. Significado

155

2.1 Espírito do Espírito composto de Luz e Calor, que cria o Universo

155

2.2 Todo Grande Universo

185

2.3 Ser absoluto que se transforma em deuses, sendo o Supremo deles

188

2.4 Ente eterno, infinito, imutável, onisciente, onipresente e onipotente

191

2.5 Mente plena de Sabedoria, Amor e Força

195

2.6 Grande Espírito da Palavra que movimenta o cosmos

208

2.7 Princípio de Tudo, ocupando a camada espiritual mais elevada

212

2.8 Caminho Perfeito

217

2.9 Justiça

218

2.10 Vontade universal

225

3. Importância

229

3.1 Autor e governador do Universo

229

3.2 Afirmador do mundo e da existência

229

3.3 Tranqüilizador quanto ao passado e futuro

231

3.4 Determinador da mudança de vida e das crenças superiores

231

3.5 Planejador e construtor do paraíso na Terra

231

3.6 Orientador do homem verdadeiro, bondoso e belo

231

3.7 Lutador contra Satanás e os demônios

233

3.8 Curador das doenças

233

3.9 Erradicador das mortes antinaturais

235

3.10 Encaminhador da felicidade

235

63

4.

Propósitos

239

5.

4.1 Buscar que se viva com entusiasmo num mundo de êxito

239

4.2 Elaborar a construção de uma nova cultura

239

4.3 Projetar o desenvolvimento do Johrei, Agricultura Natural e Belo

240

4.4 Salvar o indivíduo e a sociedade, através do homem

244

4.5 Imperar saúde, prosperidade e paz

248

4.6 Edificar mundo sublime de Verdade, Bem e Belo

252

Atributos

259

5.1

Propriedade focada de liberdade e ira

259

5.2

Característica de outorgar missão, procurar orientar e refrear

os negligentes

259

5.3

Predicado de trabalhar pelo paraíso terrestre e atuar para

salvar os que estão no inferno

264

5.4

Traço de destruir a superstição científica pelo pensamento

espiritualista

266

5.5

Aspecto de oferecer alegria quando confia e de preparar

acontecimentos

267

5.6

Cunho de conceder provações, purificações,

aprofundamentos e soluções

269

5.7

Sinal de agraciar as criaturas com vigor e testar força de

vontade

271

5.8

Marca de facultar graça à medida que haja servir e

recompensar os fidedignos

272

5.9

Perfil de fonte de proteção e desapego, desde que o homem

faça a sua parte

273

5.10

Particularidade de ajudar os justos, impedir solidão e gostar

da humildade

277

5.11

Singularidade de determinar respostas verdadeiras e exigir

sinceridade

278

5.12

Inconfundível em ser atencioso com os atenciosos

279

5.13

Privativo de maior dos sofredores com destruição da

humanidade

279

.514

Distintivo de ficar contente quando alguém se entrega a

verdadeira dedicação

280

5.15

Próprio de enfraquecer a vitalidade humana através de remédios

280

5.16

Representativo de indicar medicina correta e mostrar que não se devem tomar remédios

280

64

5.17

Individualidade de revelar e levar ao conhecimento

281

5.18 Personalidade de abrir caminho para os de soonem forte

283

5.19 Típico de passar qualificação divina aos que não se deixa vencer pela perversidade

285

5.20 Exclusivo de ser único com autoridade para censurar os homens

285

5.21 Específico em punir as divindades, tirar vida humana e eliminar animal desnecessário

285

5.22 Faculdade de reger a Era do Dia

287

5.23 Peculiaridade de missão explicita

287

5.24 Característico de desconsentimento manifesto

293

6. Métodos

297

6.1 Ateísmo

297

6.2 Transição nos mundos

297

6.3 Coisa útil da cultura noturna

298

6.4 Mensageiro

298

6.5 Religião

299

6.6 Divisão da Igreja

301

6.7 Situação equivocada

303

6.8 Ensinamento

304

6.9 Doença

306

6.10 Auto-recuperação

308

6.11 Johrei

308

6.12 Agricultura Natural

310

6.13 Solo Sagrado

311

6.14 Altar

313

6.15 Oração

314

6.16 Gratidão

315

6.17 Difusão mundial

317

6.18 Modelo

318

6.19 Espírito Primordial e Yukon

318

6.20 Mal

322

6.21 Espírito Guardião

325

6.22 Pessoa

325

6.23 Transe

327

6.24 Reencarnação

327

6.25 Fé inabalável

328

6.26 Milagre

329

6.27 Aprimoramento

333

6.28 Altruísmo

333

65

6.29

Desapego

339

6.30 Makoto

336

6.31 Ponto vital

337

6.32 Antepassado

338

7. Leis

341

7.1

Impõe regras regedoras de todos os processos, mutações, situações e conhecimentos

341

7.2

Invioláveis e imutáveis até pelo Criador

341

7.3

Removedoras de impurezas

342

7.4

Necessárias para se viver construtivamente

344

7.5

Indicativas de liberdade mental e boa vontade como elementos essenciais ao progresso

344

7.6

Obedecidas trazem recompensas

345

7.7

Compreendidas onde se está infringindo-as, por meio do Johrei e ensinamentos

346

7.8

Lei do Espírito Precede a Matéria

347

7.9

Lei de Identidade Espírito e Matéria

352

7.10

Lei de Causa e Efeito

354

7.11

Lei da Ordem

359

7.12

Lei da Purificação

378

7.13

Lei da Inversão

388

7.14

Lei da Grande Natureza

388

Síntese

395

66

1. MANIFESTAÇÃO

Meishu-Sama ensina que:

“O Supremo Deus não tem um corpo, mas tem os deuses de sua expressão [personificação]. Nada, nos assuntos de Deus [DEUS], pode ser pensado de forma definida. Tudo é flexível e desimpedido.” [como exige sinceridade e emprega o método da situação equivocada]. “Por isso, é um Deus [DEUS] encarnado. Pode-se pensar assim. Há casos em que Deus [DEUS] encosta, mas isso não tem continuidade, e ao terminar o que era necessário, Ele vai embora. E por isso é diferente do caso em que Ele [DEUS] nasceu de verdade.” Assim, manifestação quer dizer personificação, uma palavra com dois significados: expressão (representação, revelação, exteriorização) e encarnação (materialização, incorporação, personalização). Por exemplo, DEUS Miroku Oomikami se exterioriza por meio do seu representante o Deus Kakuryo-no-Kami, enquanto o Deus Amaterassu Oomikami se personaliza ao ter surgido uma vez neste mundo com um corpo humano, carnal.

1.1. Supremo Deus, Miroku Oomikami, Ookunitokotati, Jeová, Pai do Céu, Alá e etc.

Na última Era do Dia, houve materialização de Supremo Deus, Miroku Oomikami e Ookunitokotati-no-Mikoto através de Kunitokotati-no-Mikoto, já na última Era da Noite houve representação com encobrimento, ocultação, como Izunome-no- Kami [não como Izunome-no-Mikoto]. Meishu-Sama instrui sobre outros exemplos de ocultação, como as manchas solares e o ponto central da circunferência da Cultura espiritualizada:

67

“Era mundo da noite, por isso o Supremo Deus estava oculto. Isto é, o Deus [DEUS] da Linhagem do fogo (Sol) estava escondido.” Ele explicita o que se quer dizer com fogo e Sol:

“A cada dia, a cada mês, no Mundo Espiritual, está ocorrendo transformações. Isto é realmente, muito interessante. Só posso falar sobre a parte fundamental que são as manchas solares e a origem do Poder. As manchas solares são o centro do poder que domina o universo. É dali que surge o poder.

E o ponto central () são as manchas solares. Isso é

fantástico. ( Os cientistas também estão pesquisando as manchas solares desde antigamente, mas por estar longe demais certamente não compreenderão. Certa vez, vi pelo telescópio do Museu Científico a existência de várias manchas, grandes e pequenas. A união dessas manchas forma o ponto central (), por mais que pensem os cientistas certamente não conseguirão entender o que são as manchas.

A Era do Dia significa a ocorrência de transformações das

manchas. O calor do Sol é uma energia emanada das manchas solares. O poder do fogo é muito maior nas manchas que estão em outras partes do Sol; é algo realmente misterioso.

E o representante [representado] das manchas é o

Supremo Deus. ( ) Só que, em breve as pessoas começaram a ter o desejo de entender Deus [DEUS], a todo custo, e, quando isto ocorrer não haverá problema algum.” “Por isso como eu estou escrevendo agora - sobre a Cultura do () até agora só existia a circunferência. Mas o ponto do centro é a origem. No mundo de até agora, não era manifestado o Poder do Senhor [DEUS]. Isto é, o Supremo Deus que em termos humanos é o pai - não havia surgido. Somente os gerentes. Por isso, “Deus” de até agora, eram gerentes de Deus [DEUS]. Tanto o Jesus como o

68

Sakyamuni eram gerentes [ou seja, deuses, antes de serem Cristo ou Buda, ou Deuses, quando Cristo e Buda, mas não DEUS]. Jesus dizia: “Pai do Céu; e Pai do Céu significa Supremo Deus. Portanto, o importante centro estava totalmente escondido. Só se via a circunferência e só podia se ver até esse ponto. Mas a Igreja Messiânica possui o Poder do Supremo Deus. Trata-se do ponto do centro.” Houve outras revelações como Zeus, Marduque, Rá, Olorum, Guaraci, bem como pode ser acrescida de outras como Jeová, Tao, Buda e Alá. “A busca será sempre [envolvendo] o Supremo Deus seja Ele [DEUS] denominado Jeová, Tao, Buda ou Alá. À vista, no decurso dos tempos, Deus [DEUS] enviou para cada povo ou doutrina religiosa representante especial: Cristo [Jesus], [Buda] Gautama, Maomé e outros sábios iluminados. Cada um deles possuía um grau específico de espiritualidade. A essência de todos os ensinamentos difundidos por esses mestres, entretanto, é sempre a mesma.” “Por esse motivo, o que os fundadores das religiões vieram fazendo, até hoje, era completamente diferente, e por isso, mesmo o Jesus Cristo adotou a forma de fazer pedidos ao Pai do Céu, isto é a Jeová, ao Zeus, a Deus [DEUS] etc.” Assim, se pode dizer que Jesus, Sakyamuni [príncipe Sidharta Gautama] e Maomé são manifestações físicas representantes de Jeová/Pai do Céu, Buda e Alá, respectivamente. Estes por sua vez, são manifestações não físicas que expressam DEUS (Jeová/Pai do Céu e Alá) e Deus (Buda).

1.2. Kannon (oriundo de Kunitokotati).

Kannon, em termos resumidos, é a denominação de uma divindade com 33 formas [nesse sentido semelhante a Nossa Senhora só que], tanto masculina quanto feminina, que, ao observar todas as leis regentes do Universo, salva livremente os

69

povos. Dessa forma, então, ao se dizer seu nome, vem imediatamente em socorro daquele que o pronunciou e, dependendo do pedido de auxílio que lhe foi solicitado, manifesta-se sob diferentes formas. Foi reverenciado desde os mais remotos tempos, especialmente no Oriente, e sempre se mostra pronto a responder, de imediato, às necessidades do ser humano, a qualquer tempo, em qualquer parte do mundo. Oriundo da Índia, em sâncristo era chamado de Avalokiteswara, traduzido na China por Kanzeon, e no Japão, talvez pela semelhança como algo se tirando as letras “e” e “z”, tem-se simplesmente a palavra Kannon [agora se pode entender porque foi dito que Kanzeon-Bossatsu, a grosso modo, uma personificação de Kannon, pois Kanzeon = Kannon]. Uma de suas denominações é Senju Sengan Kannon que é uma das formas de manifestação Kannon de Mil Braços (Senju) e de Mil Olhos (Sengan). Para ampliar o conhecimento sobre as origens de Kannon se vai até o Japão das sete épocas (gerações) dos Deuses do Céu e cinco épocas (gerações) dos Deuses da Terra, em termos do xintoísmo, da linhagem de Amatsu (céu = Plano Superior do Mundo Espiritual) e linhagem de Kunitsu (país = Plano Intermediário do Mundo Espiritual que corresponde ao Mundo Material). Nessa época em que o povo japonês pertencia à linhagem do céu, Kunitokotati-no-Mikoto era cultuado como o Deus ancestral da humanidade e governante da Terra (Kunitokotati-no-Mikoto = Deus do Mundo Espiritual). Ele era a incorporação do DEUS Ookunitokotati-no-Mikoto, ou melhor, a primeira materialização de Deus [DEUS] no mundo. Assim, considera-se que o início das coisas se deu na Era dos Deuses, mas não foi uma época tão remota assim, um pouco antes de 1069 a.C., na fase final da última Era do Dia, praticamente quando o Xintoísmo começou a se formar. Meishu-Sama ensina:

“A propósito da véspera do início da primavera no antigo calendário do Japão, consta que antigamente o mundo era

70

governado por um deus chamado Kunitokotati-no-Mikoto. Como se trata de um tempo muito antigo, embora se fale mundo, não sabe se era realmente o mundo todo ou não, mas com certeza, um grande território centralizado no Japão, esse deus governava uma vasta área. Também se fala em deuses, mas na verdade tratava-se de homens, que, na época, eram espiritualmente muito elevados. Kunitokotati-no-Mikoto era muito severo no sentido de muito justo e poderoso por só permitir realizar aquilo que era extremamente correto, sempre foi temido pelas entidades negativas. Dizem que numerosos deuses não suportando mais tamanha rigorosidade entraram em acordo e resolveram aprisioná-lo na noite da véspera do início de uma primavera, achando que só assim teriam sossego. Quem o aprisionou foi o líder dos deuses, o deus Amanowakahiko-no-Kami [um deus não condescendente, com caráter de ir contra tudo, uma incorporação de Satanás]. Num local situado na direção do nordeste, para que não mais aparecesse no mundo. Pelo fato de ter sido aprisionado no nordeste, ele passou a ser chamado deus Dourado do Ushitora (nordeste). E chamavam essa direção de Kimon (Portão do Diabo), e o desgraçavam e odiavam. Se o ser humano faz coisas erradas, acaba não gostando de divindades corretas como ele e por isso as coisas ficam assim. Então, faziam diversas coisas dizendo que é para afastar o Kimon. Na noite do Setsubun, comemorado em 03 de fevereiro, pela convenção milenar é a véspera do início da Primavera, vários templos xintoístas e budistas jogam feijão de soja torrado dizendo “se o feijão der flores, poderás sair, caso contrário, ficarás preso para sempre” ou “que a fortuna fique dentro e o demônio fora.” ou ainda “felicidade para dentro, diabo para fora”. Essa cerimônia tem como objetivo evitar os infortúnios provocados pelos espíritos malignos. Entretanto, tal pensamento está incorreto. “A entidade considerada demônio é, de fato, a grandiosa e importantíssima divindade chamada Kunitokotati- no-Mikoto.”

71

“Interlocutor: Ouvi dizer que a figura original de Kannon é Kunitokotati-no-Mikoto e gostaria que nos ensinasse sobre essa relação entre eles. Meishu-Sama: Kunitokotati-no-Mikoto é um Deus muito rigoroso e justo [na essência é DEUS, porém ao nível de Deus do Mundo Espiritual], não permite nenhuma falha, e há muito tempo nasceu sob forma humana e depois da morte se tornou Enma Daio [Deus do Mundo Astral]. Enma Daio rege as punições, é bastante severo e salva os que se transformaram em espírito, retirando-lhes as impurezas. É assim que ele salva o inferno, sabe? E no mundo búdico [quando veio o budismo] ele surgiu como Kannon.” [Miroku Oomikami = Ookunitokotati-no-Mikoto se materializa em Kunitokotati-no-Mikoto = Deus do Mundo Espiritual, que após sua morte é representado em Enma Daio [Deus do Mundo Astral], mais tarde é personalizado como o encoberto Kannon Izunome-no-Kami, o oculto Deus no mundo búdico]. Assim, se pode entender que “O Poder Kannon tem origem no Poder de Kunitokotati-no-Mikoto [Poder de DEUS].” e “Kannon é o Deus Izunome, é a personificação do Deus [DEUS] Miroku ([DEUS] Miroku Oomikami).” Uma vez um Ministro da Messiânica perguntou a Meishu- Sama “a relação entre Kunitokotati [visto como 10], Kannon- Sama [Izunome, visto como 8]] e ele (Meishu-Sama) [visto como 18]”. O que ele respondeu: “Na verdade, não existe. Os três são

do

iguais.

executor, de um modo semelhante ao que acontece com os

atores. Conforme a circunstancia, podem representar o vilão, o bom, o homem, a mulher, ou qualquer outra personagem. Só que no caso de Deus, é um mal para o bem. Eu também sou bastante odiado. Pelos farmacêuticos, médicos, sou odiado porque os contradigo. Comparando-me a um malvado sou um super-malvado.”

de

Kunitokotati-no-Mikoto só irá entrar em cena no Mundo

Dependendo

do

cenário,

muda

apenas

o

papel

DEUS

Ookunitokotati-no-Mikoto

com

o

papel

72

Material cerca de três mil anos depois; já com o papel de Kannon [mais precisamente Kanjizai-Bossatsu] foi apenas cerca de quinhentos anos depois do aprisionamento, nos inícios da Era da Noite. No entanto, entre Kunitokotati-no-Mikoto e Kannon se teve Izunome-no-Kami que não consta nem mesmo no Kojiki. Meishu-Sama afirma que “Para salvar é preciso o Deus da Lua e o Deus do Sol juntos. A luz surge da perfeita união do Sol e da Lua. Tanto o Sol como a Lua possuem luz, mas o verdadeiro poder da luz só surge com a perfeita união de ambas.” [Deus do Sol Espiritual < Deus do Sol Espiritual x Deus da Lua Espiritual < Deus do Sol Espiritual x Deus da Lua Espiritual x Deus da Terra Espiritual, portanto, Deus da Luz Solar < Deus da

Luz Espiritual < Deus da Luz Divina, daí, Luz Solar < Luz Espiritual

< Luz Divina, donde, Fogo < Fogo x Água < Fogo x Água x Terra.

Valendo que Terra < Fogo x Água, se tem “deus da Luz Material”

< Deus da Luz Espiritual < DEUS da Luz Divina, daí, Luz Material <

Luz Espiritual < Luz Divina]. Com estes três últimos parágrafos se pode compreender melhor a resposta de Meishu-Sama de que Izunome-no-Kami seria descendente de Kunitokotati-no-Mikoto e que em termos de posição [até 01/05/1951] Izunome-no-Kami seria superior a Kunitokotati-no-Mikoti. De fato, Kunitokotati-no-Mikoto é personalizado como Izunome-no-Kami, bem como Izunome-no-Kami = Kannon-Sama

= Deus da Luz Espiritual = Deus do Sol Espiritual x Deus da Lua Espiritual é superior a Kunitokotati-no-Mikoto = Kami-Sama (apenas visto como um deus restrito ao xintoísmo japonês, um deus do Mundo Material ou no máximo o Deus do Sol Espiritual

= Amaterassu Oomikami). Depois de 01/05/1951, Kunitokotati-

no-Mikoto = Deus do Sol Espiritual x Deus da Lua Espiritual x Deus da Terra Espiritual passa a ter um poder de luz de maior atuação do que o de Izunome-no-Kami = Deus do Sol Espiritual x

Deus da Lua Espiritual. Assim, Terra < Água < Fogo < Fogo x Água

< Fogo x Água x Terra.

73

Existem casos em que os [respeitosos e subordinados do Supremo Deus, ou seja, os] súditos de Deus [DEUS] da linhagem

direta ou colateral ou de linhagens próximas se fazem presente fisicamente no planeta Terra. Nestes casos não são DEUS e nem

a sua manifestação logo abaixo, Takamimushi-no-Kami ou no-

Mikoto, o D+, da linhagem espiritual, e nem o da distante, Kamumimushi-no-Kami ou no-Mikoto, o D-, da linhagem material. Mas sim da linhagem dos deuses Izanagui-no-Mikoto e Amaterassu Oomikami, que já apareceram uma vez neste mundo com um corpo humano e por isso foram sagrados dividindo as unhas e cabelos. A mitologia japonesa reparada através da iluminação de Meishu-Sama é a seguinte:

“No Japão, conta-se a história de Izanagui-no-Mikoto e de Izanami-no-Mikoto. Estes dois deuses, de cima da ponte flutuante dos Céus, empunhando uma espada, mexeram algo

semelhante a espuma, e daí surgiram as ilhas e os continentes. Essa deve ter sido a causa do Dilúvio. De acordo com a tese xintoísta, houve ação da maré alta e da maré baixa. A maré baixa

é

o recuo das águas, e Izanagui-no-Mikoto encarregou-se disso.

O

nascimento das ilhas e das nações significa que se jogou fora a

água do Dilúvio, fazendo emergir aquilo que estava submerso. Penso que essa ocorrência corresponde à época do Dilúvio.” “Havia cinco irmãos, de sexo masculino e feminino, nascidos dos deuses lzanagui-no-Mikoto e Izanami-no-Mikoto. O primogênito chamava-se Izunome-Tenno; o segundo filho, Amaterassu-Tenno; o terceiro filho, Kan-Sussanao-no-Mikoto [ou simplesmente, Sussanao-no-Mikoto]; a primogenita Wakahimeguimi-no-Mikoto [também chamado de Tsukuyomi- no-Mikoto], e a segunda filha Hatsuwakahime-no-Mikoto. O deus lzanagui-no-Mikoto fez, primeiro, Izunome-no- Mikoto (lzunome-Tenno) governar o Japão. Depois, deu essa incumbência ao imperador Amaterassu-Tenno e, a seguir, à esposa deste, a imperatriz Amaterassu-Koogoo. Sussanao-no- Mikoto, desde o inicio, foi incumbido de governar a Coréia.”

74

Assim há três mil anos, o deus Izunome-no-Kami [escondido, o DEUS Izunome-no-Ookami], pertinente à raça Yamato, da linhagem do Sol, era a mais alta posição no Japão, conhecido por Izunome-no-Mikoto [Izunome um deus que interage com o povo e com o qual o povo se sente mais próximo] ou Izunome-Tenno [divino soberano imperador Izunome]. O mencionado por Meishu-Sama se refere à relevância deste deus:

“A oração Amatsu-Norito remonta a uma época anterior à de Jimmu, o primeiro imperador do Japão. Foi escrita por um “deus” da linhagem de Amaterassu Oomikami, adorado pelo clã Yamato.” Assim, Izunome foi um deus imperador da raça Yamato adorado por ela que escreveu a Amatsu Norito. “Nessa época, vieram os deuses da Coréia, chefiados por Sussanao-no-Mikoto. O fato de Sussanao não ser chamado de Tenno, talvez tenha haver com o que conta a mitologia japonesa dele ter se revoltado contra o pai Izanagui, considerando o seu poder inferior aos de suas irmãs Amaterassu-Koogoo (a rigor, esposa do irmão) e Wakahimeguimi-no-Mikoto (Tsukuyomi-no- Mikoto). Sussanao veio para se apossar da posição de Izunome- Tenno. Este ao ver seu país invadido, mas não desejando dar início a uma guerra, e percebendo o risco de vida que corria, abandonou, apressadamente, seu trono, e, disfarçado, conseguiu escapar secretamente do Japão e fugir para a Índia, via China.” A razão da fuga de Izunome é explicada por Meishu-

Sama:

"O povo Yamato era uma etnia relativamente nova e extremamente pacifista, que jamais guerreava. Por isso, foi conquistado a milhares de anos através do poder militar. Nesta linhagem espiritual, são muito raros, desde antigamente, os que se tornam militares, generais, e mesmo que os houvesse, todos apreciavam a arte. Este povo é superior na arte, havendo muitos deles entre os artistas famosos. A Imperatriz Koomyo (1633- 1654), o Imperador Ojin (270-310), o samurai lendário Yoshitsune (1159–1189), o Príncipe Shotoku (574-622), Korin

75

Ogata (1658-1716), o Bonzo Saigyo (1118-1190) e demais artistas famosos eram todos da linhagem espiritual do povo Yamato. O povo japonês tem no futuro a missão de alegrar o

mundo através da cultura pacífica. Por isso, foi obrigado por Deus [DEUS] a cessar, de uma vez por todas, as guerras. Até agora ele foi um povo arruaceiro e se dedicou exclusivamente em aumentar o seu território através de lutas.” “Interlocutor: Será que existe relação entre a Imperatriz Koomyo, o Príncipe Shotoku e Kannon?" Meishu-Sama: Muita [pois, a imperatriz e o príncipe são encarnações de Kannon]. A Imperatriz Koomyo era encarnação de Kannon [uma das 33 formas que não Kannon de Mil Braços] e

o Príncipe Shotoku era encarnação de Senju Kannon [Kannon de

Mil Braços]. Senju Kannon é uma parte do Grande Mestre [isso porque Meishu-Sama foi o Príncipe Shotoku, e também encarnação de Kannon de Mil Braços]. [Meishu-Sama foi encarnação de Koomyo-Nyorai, bem como se supõe ter sido também da Imperatriz Koomyo e do pintor Korin Ogata ou Ogata Korin].

O Príncipe teve grande atuação no aspecto da arte,

política e legislação, mas no aspecto da salvação, sua atuação foi pequena. Ele não foi um grande homem religioso. Mesmo agora existem pessoas que o adoram, como as da associação chamada

Taishi-kai, mas não há quem o reverencie como deus.”

A Era dos Samurais foi a era em que o Japão foi

governado pela força militar. Os samurais são descendentes do deus Sussanao-o-no-Mikoto. Este deus foi deposto pelo Imperador Jimmu, que foi o primeiro imperador do Japão, na época do deus Ookuninushi-no-Mikoto (filho do deus Sussanao- o-no-Mikoto). Segundo a tradição japonesa, o Imperador Jimmu

é um descendente da deusa Amaterassu Oomikami. Só que ele

não é da linhagem direta da deusa Amaterassu Oomikami, mas mesmo assim o tratam como um descendente. Na verdade, o descendente [ascendente] direto dela foi confinado em algum lugar, e o indireto [o bisneto descendente dela] acabou se

76

tornando o Imperador Jimmu, que é da linhagem do Sol [mas, chinesa e não japonesa] ao passo que o deus Sussano-o-no- Mikoto é da linhagem da Lua. Assim, decidido a derrotar a linhagem do Sol, os descendentes da linhagem da Lua começaram as brigas, dando origem às guerras internas do Japão, terminando com o Shogun Ieyassu Tokugawa, que era um descendente direto do deus Sussanao-o-no-Mikoto. Assim, foi preciso, mais uma vez, os descendentes da linhagem do Sol retomarem ao poder, e isso aconteceu com a chegada da Era Meiji, com a restauração da Monarquia. E o mais importante e grande colaborador para isso foram os Estados Unidos. Graças aos Estados Unidos, o Japão teve que abrir as suas portas para o Mundo, saindo do estado de isolamento nacional, derrubando assim a dinastia do Shogun Tokugawa. Foi dessa maneira que novamente o poder de governo passou para as mãos do Imperador descendente da linhagem do Sol. Há mais de 2.600 anos atrás, na época do nascimento do Buda, Izunome-Tenno, em forma de Kanjizai-Bossatsu [reencarnação de Izunome-Tenno ou o próprio devido à longevidade de oriundos da Era do Dia ou mais próximos desta] instalou-se no Monte Hodaraka na Índia [em sâncristo Kanjizai era chamado de Avalokiteswara]. Encerrando sua providência na Índia, pretendia voltar ao Japão, chegou até o sul da China, onde faleceu. Neste país foi modificado para Kanzeon, e no Japão, por Kannon. A razão pela qual Izunome-no-Kami se tornou Kanzeon- Bossatsu [“O deus Kanzeon-Bossatsu é, originariamente, deus Izunome-no-Kami.”] foi, sem dúvida, a violência e a pressão do deus Sussanao-no-Mikoto. Porém, o motivo do nome se deve a seguinte história:

“Sussanao-no-Mikoto, desde o inicio, foi incumbido de governar a Coréia. Destinaram-lhe como esposa, naturalmente, uma princesa coreana [chamada Kushinada]. Os irmãos dele começaram a chamá-la de Otooto-Hime (Princesa do Irmão Mais

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Novo). Abreviando ainda mais, passaram a chamá-la de Oto- Hime (Princesa do Som). Desde que seu marido saiu numa viagem sem destino, Otooto-Hime teve, naturalmente, uma vida solitária. Nessa época um jovem chamado Tarô, nascido no Japão, na região de Shinshu, que gostava muito de pescar, sempre ia para o alto-mar, saindo da praia situada nas imediações de Hokuriku. Certo dia, ele defrontou-se com uma grande tempestade e, com muito esforço, conseguiu se salvar, chegando a uma praia da Coréia. Neste país, os japoneses eram alvo da curiosidade de todos. Por esse motivo, é lógico que Oto- Hime não podia deixar de convidá-lo para ir ao seu palácio, onde a entrada de homens era vedada. Talvez por não suportar a solidão, Oto-Hime, que na época era como se fosse rainha, quando se encontrou com Tarô apaixonou-se à primeira vista por ele ser muito bonito. Não conseguindo resistir, arranjou um pretexto para que o jovem pudesse permanecer no palácio. Sua paixão por Tarô foi se tornando cada ver mais ardente e, assim, ela ficava junto dele dia e noite. Um dia o povo tomou conhecimento disso. Como as críticas foram aumentando, a princesa viu-se forçada a romper o romance. Enchendo uma caixa com maravilhosos tesouros, Oto- Hime deu-a de presente a Tarô e providenciou para que ele retornasse ao seu país. Quando Oto-Hime era como se fosse a rainha da Coréia, tanto o Japão como a China foram dominados por esse país, e pode-se dizer que até a parte leste da Índia estava sob influência coreana. Naturalmente, isso aconteceu porque Sussanao-no- Mikoto, durante certo tempo, teve um poder grandioso, que se expressa pela frase "capaz de derrubar até mesmo uma ave voando". Além do mais, a deusa Oto-Hime era uma mulher de personalidade forte, que suplantava até mesmo os homens. Justamente na época em que encerrara sua Providência na índia e pretendia voltar ao Japão, Kanjizai-Bossatsu chegou até o sul da China. Sabendo que no Japão ainda pairava uma

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atmosfera de perigo, resolveu ficar naquela região por algum tempo. Ficou contemplando o mundo de Oto-Hime, razão pela qual denominou-se Kanzeon. Pois, lendo-se de trás para a frente,

o termo Kanzeon significa "contemplar o mundo de Oto-Hime". Quando Kanzeon propagou os seus ensinamentos aos povos do sul da China, como era a atuação de um Bossatsu de elevada virtude, os povos vizinhos, sentindo uma espécie de amor filial por ele, procuravam-no e reuniam-se à sua volta. Desde então, a Fé Kannon finalmente se estendeu por toda a China. Entretanto, com idade avançada e tendo concluído sua Providência, Kanzeon acabou falecendo naquele país. O fato de, ainda hoje, toda a China, isto é, a Manchúria, a Mongólia e até a região do Tibete terem uma fé inabalável em Kannon, encerra um profundo significado. É lamentável não ter restado no sul da China nenhum vestígio da passagem de Kannon. A razão disso é que aquela região foi assolada pela guerra várias vezes, o que, inevitavelmente, fez desaparecerem esses vestígios.” Mas, como ficou o Trono do Imperador depois da partida do Deus Izunome-no-Kami, ou seja, após o abandono deste como Deus do Sol? Diante da vacância do poder, o imperador Amaterassu-Tenno, irmão mais novo de lzunome-no-Kami, um deus do Sol pertencente a raça Yamato, seria o ocupante natural. Só que sem qualquer motivo, ele veio a falecer repentinamente. Assim, sem outra alternativa, sua esposa, a imperatriz Amaterassu-Koogoo, foi indicada para ocupar o trono.

É por esse motivo que, ainda hoje, o deus Amaterassu apesar de

ser deus do Sol, é venerado como deusa. Por tal razão também é conhecido por Tensho Kotaijin porque Tensho (quer dizer Amaterassu como divindade feminina, e Kotaijin, como masculina). Ousando se vai dizer que Amaterassu Oomikami ou Tensho Kotaijin é o deus do Sol Espiritual, algo semelhante à diferença entre os deuses egípcios Amon-Rá e Aton, onde Amon- Rá (Amon = espírito do Sol, e Rá = grande deus único, donde, o deus do Sol Espiritual do monoteísmo egípcio) e Aton (o deus do Sol Físico, também do monoteísmo egípcio).

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“Amaterassu Oomikami, no Japão, é considerado o Deus mais elevado, mas não é o Supremo Deus [DEUS]. É o Deus do Sol [Espiritual]. [pois,] O Universo não é constituído apenas pelo Sol. Existe a Lua, a Terra, e o Supremo Deus controla tudo.” [Supremo Deus é o irmão mais velho de Amaterassu Oomikami, ou seja, Izunome-no-Kami, isto é, Izunome-no-Ookami. No entanto, sem muito rigor, vêem Amaterassu Oomikami como Izunome-no-Kami e assim como DEUS].” Porém, Meishu-Sama deixa bem claro em 18/05/1948:

“Antigamente não podia falar sobre o Izunome no Ookami. Portanto, não havia uma clara referência. Tensho Kotaijin é Deus do Sol [Deus Tensho Kotaijin = Deus do Sol Espiritual, assim Tensho Kotaijin = Sol Espiritual = Fogo] e a sua posição é superior [por ser Fogo > Água > Terra], mas a sua atuação é limitada [Por ser Fogo < Fogo x Água < Fogo x Água x Terra]. Izunome-no-Ookami [Izunome-no-Kami] é Fogo e Água [Fogo x Água = Sol Espiritual x Lua Espiritual] e, no mundo búdico ele é Kannon [Kannon de Mil Braços]. Somando-se [produzindo- se] nele a atuação da Terra transforma-se em Miroku [Miroku Kannon = Fogo x Água x Terra = Sol Espiritual x Lua Espiritual x Terra Espiritual]. Tensho Kotaijin é o primeiro Poder. Izunome- no-Ookami [Izunome-no-Kami] é o segundo e Miroku Oomikami [como Miroku Kannon] é o terceiro, pela formação da trilogia torna-se completo.” Assim, a ordem de poder de atuação de Luz é Amaterassu Oomikami < Izunome-no-Kami < Miroku Kannon, isto é, Luz Solar Espiritual (= Fogo) < Luz Espiritual (= Fogo x Água) < Luz Divina (= Fogo x Água x Terra). Fazendo-se uma analogia com sistema ortográfico especial no sentido das diferenças entre três grafias DEUS, Deus e deus com UNIVERSO, Universo e universo se pode dizer que:

UNIVERSO = Mundo Divino; Universo pode ser desde a parte do Mundo Divino designada por Mundo da Luz Divina (= Mundo do Fogo x Água x Terra), passando pelo Mundo Espiritual, indo até o Mundo Astral, mundo búdico; universo pode ser desde a parte

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do Mundo Espiritual designada por Mundo da Luz Espiritual (= Mundo do Fogo x Água) até o Mundo Material ou qualquer parte deste. Dito isto, se pode sintetizar os últimos parágrafos do seguinte modo: deus do universo < Deus do universo < Deus do Universo < DEUS do Universo < DEUS do UNIVERSO. [Trono do Imperador depois da partida do Deus Izunome- no-Kami] Sussanao-no-Mikoto, após a morte de sua mãe Izanami-no-Mikoto, ambicionando usurpar o poder e governar o Japão, pela sua excessiva precipitação, não escolheu os meios para alcançar seu objetivo e implantou uma política de força. Em conseqüência, o povo ficou numa situação caótica, chegando a uma condição de total ingovernabilidade. Isso desagradou ao seu pai o deus Izanagui-no-Mikoto, e a repreensão que este lhe deu foi inevitável. O comportamento de Sussanao-no-Mikoto deveu-se igualmente ao fato de ser ele um deus de linhagem coreana. Como, posteriormente, ele não se arrependeu, continuando com o mesmo comportamento, sem alternativa, foi decidido que seria expulso do Japão. No "Koji-ki" (Registros de histórias antigas do Japão), consta o seguinte:

“Devido ao seu mau comportamento e a sua desastrosa administração, o deus Sussanao-no-Mikoto foi repreendido pelo deus lzanagui-no-Mikoto e mandado para o Mundo Espiritual. Como sua mãe, a deusa lzanami-no-Mikoto, encontrava-se lá, ele planejou ficar com ela, em reclusão, até ser perdoado. Antes de partir para o Mundo Espiritual, foi ao Céu [do Mundo Material], despedir-se de sua irmã mais velha [da sua cunhada], a deusa Amaterassu Oomikami. Sobre isso, o "Koji-ki" registra:

"O deus Sussanao-no-Mikoto, fazendo estremecer as montanhas e rios, tentou subir ao Céu. Ao saber disso, a deusa Amaterassu Oomikami ficou deveras assustada, desconfiando que seu irmão [cunhado] mais novo vinha para atacá-la. Quando ele chegou ao Céu e se encontrou com a irmã [cunhada], sentiu algo de anormal no comportamento dela. Disse-lhe, então:

"Parece que você, minha irmã [cunhada], está suspeitando de

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mim, mas não tenho nenhum pensamento vil. Sou inocente, e vou lhe apresentar uma prova." Assim dizendo, Sussanao-no- Mikoto desembainhou a espada e mergulhou-a na água do poço Manai. Nesse momento, nasceram três deusas: Itikishima-Hime- no-Mikoto, Okitsu-Hime-no-Mikoto e Taguiri-Hime-no-Mikoto. Amaterassu Oomikami retrucou: "Eu também vou lhe mostrar a pureza do meu sentimento. “Dizendo isso tirou o colar pendurado ao peito, sacudiu-o igualmente na água. Aí nasceram cinco deuses masculinos: Ameno-Oshihomimi-no-Mikoto, Ameno-Hohi-no-Mikoto, Amatsu-Hikone-no-Mikoto, Ikutsu- Hikone-no-Mikoto e Kumano-Kussubi-no-Mikoto." Naturalmente, isso é uma metáfora. Na realidade, Sussanao-no-Mikoto chamou suas três filhas, e Amaterassu Oomikami, seus cinco vassalos. Os dois, tendo cinco homens e três mulheres como testemunhas, tentaram firmar um compromisso. Esse compromisso tinha como ponto de referência o lago Biwa-ko situada em Oomi, na atual Província de Shiga-ken, também denominado lago Shiga-no-ko ou, como referido acima, Ama-no-Manai. A parte leste ficaria sob o domínio da deusa Amaterassu Oomikami, e a parte oeste, sob o domínio do deus Sussanao-no-Mikoto. [Buda e Kannon no leste e Cristo no oeste]. Foi firmado assim, o compromisso que, nos termos atuais, seria um tratado de paz. Esse compromisso é conhecido pelo nome de Compromisso de Yassuga-hara. Ainda hoje existe uma vila chamada Yassuga-hara à margem direita do lago Biwa-ko o que leva a crer que o compromisso foi firmado nesse local. Durante um curto período, houve momentos de tranqüilidade. Contudo, o deus Sussanao-no-Mikoto, como sempre, não conseguia manter-se em reclusão, e por esse motivo teve sua expulsão consumada. De acordo com o Kojiki, Sussanao-no-Mikoto, que é pai de Ookuninushi-no-Mikoto, desceu a montanha Soshimori, da Coréia, sendo, portanto, uma divindade coreana. Ele, também, matou a enorme cobra Yamatano Orochi, no alto (próximo à

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nascente) do rio Hi, localizado no Izumo, e salvou a princesa Kushinada, tendo-a recebido depois como esposa e construído para ela um grande palácio chamado Suga, onde hoje está o Templo do Izumo. Consta, também, na mitologia, que, ao entrar pela primeira vez nesse palácio, Sussanao sentiu o frescor do ambiente e achou-o muito agradável; por isso, denominou-o Suganomiya. O casal viveu aí um intenso amor num clima de muita harmonia. Tamanha felicidade levou Sussanao a fazer, em homenagem à sua esposa, um poema seguindo a estrutura silábica (5-7/ 5-7 / 7), cujo conteúdo vem a seguir:

“Surgiram nuvens Formando uma cerca de oito voltas. Oito voltas de nuvens cercam o palácio real.” Esse poema marca o início das composições com 31 sílabas que vão dar origem ao Waka (estilo de poema tipicamente japonês), tendo sido, então, Sussanao-no-Mikoto o primeiro compositor nesse estilo. Falando ainda sobre a origem de Sussanao-no-Mikoto, segundo o Kojiki, há três gerações identificadas com o mesmo nome: Kan Sussanao-no (pai), Haya-Susanoo-no (filho) e Takehaya-Sussanao-no (neto). Após essas gerações é que nasceu Ookuninushi-no-Mikoto. Grande importância tem, ainda, a correlação desses fatos com o ritual do Templo de Izumo, onde uma lamparina permanece ininterruptamente acesa, sendo sempre substituída antes que se apague. É uma cerimônia que já dura há mais de 2.000 anos. Essa simbologia remete, provavelmente, à não interrupção da linha sangüínea de Sussanao, até o dia em que possa recuperar o governo do Japão novamente. Quando a última Era do Dia termina [1069 a.C.] vem a Era da Noite, o xintoísmo em 982 a.C., a época dos deuses da Terra, o primeiro imperador Jimmu Tenno em 660 a.C., descendente de Amaterassu Oomikami. Porém, enquanto isso, ainda na Era do

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Dia, na Índia, o espírito de Wakahimeguimi-no-Mikoto (irmã de Sussanao e Izunome) estava encarnado em Zenzai Doji.

1.3.

Wakahimeguimi).

Buda

(oriundo

de

Izunome)

e

Sakyamuni

(de

Naquela época, o deus Danjizai-tem-shin (Mahésvara) era o centro de veneração na Índia, assim como o deus Amaterassu Oomikami no Japão. Enfim não há erro em dizer que o bramanismo predominava na sociedade indiana. Os deuses do Japão [como os filhos de Izanagui e Izanami] foram para a índia e se personificaram em budas, o chefe desses budas personificados era o deus lzunome-no-Kami, que ao ter propagado uma doutrina que serviria de base para a fundação do Budismo, nesse sentido, foi ele quem fundou o budismo, e se tornou o buda mais oculto. Meishu-Sama: “Kannon fará uso do meu corpo para a grande obra de salvar a humanidade e que, há mais de 2.600 anos atrás, na época do nascimento do Buda, ele, em forma de Kanjizai-Bossatsu instalou-se no Monte Hodaraka na Índia, onde passou a viver pacificamente e apontou o caminho da salvação, esclareceu as relações de afinidades com Deus, sendo, estas, assuntos muito interessantes e, com a chegada do tempo oportuno quero esclarecê-los.” E isso foi feito como consta no sutra "Higue-kyoo":

"Kanjizai-Bossatsu instalou-se no topo da Montanha Hodaraka e, sentando-se sobre as ervas macias desse local, acompanhado de vinte e oito discípulos, iniciou a sua pregação.” [mesmo número de discípulos que menos de três mil anos depois, Meishu-Sama seria acompanhado na subida ao Monte Nogokiri no dia 15/06/1931, seriam estes os mesmos?] Nessa ocasião quem estava lá era a Wakahimeguimi-no- Mikoto [irmã de Izunome-no-Kami], ou melhor, uma de suas reencarnações: o Zenzai-Dooji, mais tarde conhecido por Shaku- Son, Shaka-Muni-Nyorai, Príncipe herdeiro Shitta, Sidharta

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Gautama, Buda Sakyamuni, salvador do Mundo Material. [Meishu-Sama diz: “Por isso se fala que Sakyamuni é uma mulher transviada. E por isso é mulher.”] O jovem Shaku-Son (566/486 a.C.) que, na época, ainda era chamado de Zenzai-Dooji, emocionou-se ao ouvir aquele sermão magnífico de Kanjizai- Bossatsu e com isso mudou sua maneira de pensar. Renunciou à posição de príncipe herdeiro e tomou a importante decisão de se afastar do mundo profano que, naquele tempo estava na mais completa desordem. Imediatamente, penetrou no interior da montanha "Dantoku-zan" e sentou-se sobre uma pedra, debaixo de uma figueira. Assim, firmemente decidido, entrou em compenetrada concentração para, devotadamente, alcançar a Suprema Iluminação. Há várias versões sobre a duração desse aprimoramento espiritual, mas foram sete anos. Ao término desse período, ele deixou a montanha e empenhou-se, como Shaka-Muni-Nyorai, na divulgação do budismo. Portanto, não resta dúvida de que o verdadeiro fundador do budismo foi Izunome-no-Kami do Japão. Bem antes do século VI a.C., o bramanismo já havia alcançado o auge da prosperidade na India, que, até então era denominada País do Senhor da Lua. No bramanismo, não havia propriamente uma doutrina. Através de práticas ascéticas, procurava-se a Verdade do Universo. As pinturas a as esculturas de Rakan, que existem até hoje, mostram essas práticas. Como se pode observar nessas figuras, o praticante subia, por exemplo, numa árvore e, construindo algo parecido com um ninho de passarinho, ali permanecia sentado, em silêncio. Havia ainda, aqueles que colocavam uma espécie de torre em miniatura sobre a palma da mão, ficavam com o braço suspenso e imóvel por vários anos. Quase todos ficavam em posição de "zazen" (sentados, com pernas cruzadas, em meditação profunda) e com as palmas das mãos abertas e juntas à sua frente, na altura do peito. Hoje, as pessoas que vêem essas figuras acham estranhas. Mas existiam práticas ainda mais drásticas, em que a pessoa praticava o "zazen" sentada sobre

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uma tábua cheia de pregos. As pontas dos pregos perfuravam- lhe as nádegas, causando, hemorragia e dores incalculáveis. Suportar esses sofrimentos era um aprimoramento, o que, nos dias de hoje, é algo realmente inconcebível. Mesmo Daruma- Daishi (Bodhidharma) praticou o "zazen" por longos nove anos, voltado para a parede. Essa prática, por ter sido uma meditação constante, foi indubitavelmente extraordinária. Há uma estória interessante a respeito de Daruma-Daishi. Quando completou o nono ano de seu aprimoramento em posição voltada para a parede, certa noite, sem querer, ele olhou para a lua cheia. Nesse momento sentiu a luz da lua penetrar profundamente em seu peito e, de súbito, obteve grande iluminação. Dizem que sua alegria foi algo indescritível. A partir de então como se tivesse alcançado o Estado de Suprema Iluminação, começou a dar respostas categóricas, por mais difíceis que fossem as perguntas Assim, na época, como asceta proeminente, Daruma-Daishi foi alvo do respeito e adoração de um grande número de pessoas. Meishu-Sama conta:

“Naquele tempo, entretanto, inesperadamente surgiu Shaka-Muni-Nyorai. O príncipe herdeiro Shitta, após o aprimoramento que realizou, tornou-se "Supremo Iluminado" e deixou a montanha onde fez o aprimoramento. Ele tomou consciência da verdade dos Mundos Espiritual e Material e, com ardente e profundo sentimento de misericórdia fez o voto de salvar a tudo e a todos. Para tal, inicialmente apresentou no mundo o método de obter a Iluminação através da leitura dos sutras.

Dessa forma é lógico que tenha havido uma grande repercussão na sociedade daquela época. E, foi com razão que o povo ficou contente, pois, até então, a prática ascética brâmane era considerada única. Por ser a leitura do sutra um aprimoramento fácil de se realizar e que substituía a ascese, o povo idolatrou a virtude de Shaku-Son. A cada dia, a cada mês, aumentava o número de pessoas que se convertiam ao budismo.

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É compreensível, portanto, que Shaku-Son como salvador da India, tenha se tornado alvo de adoração do povo. Em conseqüência disso, a Índia, na sua totalidade, veio a ser a terra do budismo. Essa é a origem do budismo. A partir de então, a influência do esplendoroso bramanismo foi, gradativamente decaindo e estagnando. Mesmo assim, ele não se extinguiu totalmente. Ainda hoje, uma parte continua ativa, e os seus ascetas têm manifestado consideráveis milagres.”

1.4. Cristo (oriundo de Michael) e Jesus (de Sussanao).

Entre os discípulos de Shaku-Son havia um que se destacava, chamado Hoozo-Bossatsu [reencarnação de Sussanao-no-Mikoto]. Ele se separou temporariamente de Shaku-Son e foi aprimorar-se em outro lugar. Após concluir o aprimoramento procurou Shaku-Son e disse: "Desta vez, escolhi um local a oeste da Índia, onde, como Solo Sagrado, erigi o santuário Guion Shoja o qual denominei "Gokuraku-Joodo" (Paraíso Purificado). O objetivo é que, doravante, o mestre me envie as pessoas que obtiveram qualificação de buda através dos seus ensinamentos. Farei com que elas vivam nesse Paraíso Purificado, que denominei, também "Jakko-joodo" (Paraíso de Luz Serena); ali, pelo resto de suas vidas, poderão viver na situação de êxtase." Assim ele confirmou o compromisso de Yassuga-hara no lago Biwa-ko assumido com Amaterassu Oomikami no Japão em reencarnação passada. “Joodo” quer dizer “paraíso” e "Jakkoo" significa luz serena: logicamente, trata-se da luz da Lua. Quando Hoozo- Bossatsu partiu para o outro mundo [Mundo Espiritual], recebeu o nome búdico de Amida-Nyorai [donde sua inteligência se elevou de tieshokaku para kenjinshitsu] e, no Mundo Espiritual, realizou a salvação de todas as criaturas. Isso quer dizer que o Mundo Material será salvo por Shaku-Son [sabedoria da terra, com os sutras, em vez de penitências e ascetismos] e o Mundo Espiritual, por Amida [amor da água, com a redenção dos

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pecados]. O Mundo Divino será salvo por Kannon [força do fogo, com a purificação das máculas]. “Isso porque a origem de Buda é o nome do deus da lua Tsukuyomi-no-Mikoto. Ele é a frente de Sussanao-no-Mikoto. A lua possui a época em que brilha e a época da escuridão e quando ela brilha tem o nome de Tsukuyomi-no-Mikoto, quando se esconde torna-se Sussanao-no-Mikoto.” [Buda tem um nome quando a Lua brilha (Lua Material = Solo) que é Tsukuyomi-no- Mikoto e tem a frente (nome) de Sussanao-no-Mikoto quando a Lua se esconde (Lua Espiritual = Água)]. Em seu primeiro milênio como religião, o budismo alcançou terras mais distantes do seu local original do que o cristianismo, em um mesmo espaço de tempo. Por volta de mil anos d.C. o budismo influenciava o maior número de vidas por

causa de sua força na populosa China, Coréia, Indochina e Japão,

o cristianismo era a menos viva das três, ele estava ancorado à

civilização estagnante da Europa, suas perspectivas vieram a se transformar seis séculos depois. A partir do século XII o budismo entra em declínio definitivo [a Lua deixa de brilhar e fica escondida, quem passa a mandar é o cristianismo]. Assim, se pode concluir que o budismo foi o dominante na Era da Noite, em terra e pessoas, por mais de 1.500 anos de existência. O cristianismo por cerca de 500 anos. “Por isso, entre os fundadores do budismo de até agora,

Nitiren Shonin foi o primeiro a adotar o método do Sol e por isso

se chama Nitiren (niti - sol, dia). Até então, todos pertenciam à linhagem da Lua. Então Nitiren Shonin foi o primeiro de métodos

Dessa forma, o início da religião [búdico

do Sol no budismo. (

solar] foi há setecentos anos atrás. O fato de Nitiren Shonin ter surgido há 700 anos significa que surgiu o Sol no mundo búdico.

O Mundo Espiritual é constituído de diversos níveis e o Sol surgiu

no nível acima de todos, e a partir da Era Meiji, o Sol finalmente

começa a surgir. Já escrevi que Tokugawa era da linhagem de Sussanao- no-Mikoto e ele é da linhagem da Lua. Por isso, o fato de se ter

)

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entrado na Era Meiji, significa que o mundo começou a clarear [espiritualmente]. Depois, vem a Era Taisho e, chegando à Era Showa, finalmente surge o Sol no Mundo Material [15/06/1951]. Surgir o Sol significa nascer o Sol. E, nascer o Sol, significa frutificar. Nasce o fruto. Por isso, podemos entender muito bem que tudo tende a correr exatamente de acordo com o programa de Deus.” Em termos do Universo formado por Sol [Céu, Deus], Lua [homem, espírito] e Terra [solo, matéria]. A ordem na Era da Noite é Terra, Lua e Sol, ou seja, Solo, Água e Fogo, em termos dos Deuses seria Sakyamuni, Amida e Kannon, em termos numéricos, 7, 6 e 5. Meishu-Sama diz: “Esses três santos deveriam, na verdade, estar dispostos na seguinte ordem: Sol, Lua e Terra”, donde, a ordem na Era do Dia é Sol, Lua e Terra, ou seja, Fogo, Água e Solo, de modo que na Era do Dia a ordem posicional-criacional dos astros coincide com a ordem de poder de atuação deles, isto é, Sol > Lua > Terra coincide com Fogo > Água > Solo. Cristo também tem o significado de “iluminado” como Buda, mas, também de "ungido" e "sábio". Buda e Cristo não são nomes individuais, como julga a maioria, e sim cargos ou funções da Hierarquia Espiritual, ou então dignidades ou graus a que podem chegar - tanto no Oriente como no Ocidente - aqueles que se sujeitarem a uma Iniciação integral, capaz de lhes afirmar uma autoridade espiritual muito superior à dos homens vulgares. Se deveria especificar: Sidharta, o Buda; Jesus, o Cristo, na razão das iniciações oriental e ocidental. Assim, Buda (fundador) e Sidharta (ou Sakyamuni) seriam seres distintos, assim como Cristo e Jesus também. Jesus seria um alto iniciado que pertence à humanidade atual. Cristo, contudo, seria um iniciado de uma outra onda de vida anterior, que são os atuais arcanjos (como Michael ou Miguel). Diferentemente dos judeus, muçulmanos e testemunhas de Jeová, o Arcanjo Michael não tem natureza angélica, e sim divina, sendo o próprio Cristo que veio com esse “nome de

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guerra” fazendo um desafio a Satanás que, desde o princípio, sempre desejou estar acima dos anjos e ser igual ao Criador. Houve então uma batalha no céu: Michael e seus Anjos guerrearam contra o Dragão Vermelho. Este batalhou, juntamente com seus Anjos [Demônios], mas foi derrotado, e não se encontrou mais um lugar para eles no céu. Como Cristo nunca teve a experiência de construir um corpo físico, foi outorgada a Jesus - que teve encarnações anteriores - a missão de preparar um corpo físico que seria usado por Cristo no momento do batismo. [Cristo incorporou em Jesus a partir do seu batismo pela água nas margens do rio Jordão por São João Batista que foi uma reencarnação de Jeroboão I por volta de 750 a.C. Este foi o primeiro rei de Israel após a divisão do anterior reino de Israel em novos dois reinos:

Judá no sul e Israel no norte. Ele procurou impedir que os seus súditos tivessem que se deslocar ao Templo de Jerusalém, capital do Reino de Judá, para adoração. Fez assim, por temer que isso pudesse promover a reunificação dos reinos. Para isso, mandou erigir dois santuários com bezerros de ouro no seu reino, em Dã, no norte do país, e outro, em Betel, no sul. Seus pecados foram suficientes para provocar a ira de Deus, e foi por causa deles que a sua família e o seu reino foram destruídos]. Meishu-Sama ensina que: “O termo, como disse agora, Cristo tem esse sentido e por isso não se trata de Jesus. Cristo surgiu bem antes de Jesus, portanto quando se fala na segunda vinda, significa aquele é quem virá. Jesus é filho que nasceu entre José e Maria. É uma História inventada o fato de que ela foi fecundada pelo Espírito Divino. Não existe uma tolice dessas.”

1.5. Na Era da Noite (Budista e Cristã).

Algumas cargos, funções ou entidades do Budismo no

Japão:

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# Enma Daio – o significado de seu nome é "Grande rei

demônio”. Segundo o budismo, após a morte de uma pessoa, de 7 em 7 dias ela é julgada por um dos 10 deuses no mundo dos

espíritos budista até que se complete o julgamento. Enma Daio é

o quinto deus a julgar, fazendo-o no trigésimo quinto dia após a morte. No budismo japonês ele é o único juiz dos mortos. Tendo sido um dos governantes do Mundo Astral. No Xintoísmo se teve Izanami-no-Mikoto como outro governante. # Bossatsu (pronúncia japonesa correspondente a "Bodhisattva", em sânscrito) - denomina o "ser humano que procura a iluminação" (satori). Historicamente, a idéia de Bossatsu desenvolveu-se ao lado do budismo mahayana (daijo), há mais ou menos dois mil anos. Enquanto o pensamento

budista mais vertical (shojo) limitava a denominação de Bossatsu apenas à vida de Sakyamuni em reencarnações anteriores, o budismo mahayana começou a usá-la para se referir a todos aqueles que procuram a iluminação (mente iluminada), como exemplo se tem Kanzeon-Bossatsu.

# Nyorai - denominação de um "Buda Perfeito" ou de

"Iluminado de alto grau" - aquele que já atingiu a verdade absoluta, como é o caso de Koomyo-Nyorai [(Koomyo = Luz de Deus; Nyorai = aquele que veio), donde, "Aquele que veio com a

Luz de Deus"; um "iluminado perfeito"; "alguém que já conheceu

a verdade absoluta"].

# Buda – significa “desperto” e “iluminado”, é um título

dado aqeles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. "A verdadeira natureza dos fenômenos", aqui, quer dizer o entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais. Tornando-se consciente dessas características da realidade, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a irrealização, o descontentamento, o sofrimento. Do ponto de vista da doutrina budista clássica, a palavra "Buda" denota não apenas um mestre religioso que

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viveu em uma época em particular, mas toda uma categoria de seres iluminados que alcançaram tal realização espiritual. Pode- se fazer uma analogia com a designação "Presidente da República" que se refere não apenas a um homem, mas a todos aqueles que sucessivamente ocuparam o cargo. As escrituras budistas tradicionais mencionam pelo menos 24 Budas que surgiram no passado, em épocas diferentes. Atualmente, as referências ao Buda referem-se em geral a Sidharta Gautama, mestre religioso e fundador do Budismo. Ele seria, portanto, o último Buda de uma linhagem de antecessores cuja história se perdeu no tempo. Assim, a distinção entre Bossatsu, Nyorai e Buda é que o primeiro procura a iluminação, o segundo veio com ela e o terceiro a alcançou. # Amida - divindade lunar que, durante a Era da Noite, chefiou o Reino Espiritual, localizado no sentido Oeste. Segundo uma concepção milenar, como o Sol nasce ao Leste e morre no Oeste, de forma idêntica, após a morte, o espírito humano encaminha-se ao Joodo (Reino Purificado), para ser salvo por Amida.

# Miroku - palavra usada pelos japoneses para designar o "DEUS vivo", com individualidade e forma humanas; corresponde à "manifestação concreta de DEUS", a qual, por sua vez, vai possibilitar o estabelecimento do Reino do Céu na Terra. Este mestre esperado pelas principais religiões possui diversos nomes. Os judeus esperam-no como Messias (nome de Deus depois de ter nascido como ser humano). Os cristãos conhecem- no como o Cristo [Segunda Vinda]. Os hindus aguardam a chegada de Krishna. Os budistas esperam Buda Maitreya (o Buda do futuro). No Japão, além de simplesmente Miroku, tem o reunido com o expoente indiano-chinês Kannon, ou seja, Miroku Kannon (= Miroku San-E), e com o expoente japonês Oomikami, isto é, Miroku Oomikami, bem como tem também Ooshin- Miroku;

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# Ooshin-Miroku (Ooshin = adaptar-se; Miroku [Oomikami] = DEUS) – significa "DEUS que, para a realização do trabalho de salvação da humanidade, manifesta-se segundo as circunstâncias, conforme as necessidades de tempo e espaço", o que esclarece porque Ele se apresenta em milhares de formas diferentes e também ser chamado de Miroku Flexível. Se aparecer no Oriente, será oriental; no Ocidente, ocidental. Dessa forma, pode vir a satisfazer ao desejo de todos os povos, em qualquer nível. Mas Sua essência (= DEUS), no entanto, não muda, apenas a forma como se manifesta é que varia, inclusive entre Miroku Kannon e Miroku Oomikami, ou mais amplamente entre Kannon (Izunome-no-Kami) e DEUS, mais especificamente pode ser Deus do Mundo Astral, Deus do Mundo Espiritual ou DEUS da Luz Divina. Mas, enfim, Ooshin-Miroku é a exteriorização do DEUS do Mundo do Movimento Livre e Desimpedido [ou DEUS da Ação Livre e Desimpedida]; Cristianismo no Japão:

Para o oeste, no Ocidente, se tem o personagem histórico Jesus Cristo da Santíssima Trindade, mais exatamente, o Filho do Pai do Céu, o Filho de Deus. Nesse caso, Jesus não seria o Messias porque não foi Jeová que nasceu como ser humano. Era da Noite é o Mundo de Buda mais o Mundo de Cristo, enquanto A Era do Dia é o Mundo de DEUS da Luz Divina ou do Universo [Miroku Kannon = Miroku San-E = Meishu-Sama], de DEUS do Mundo Divino ou do UNIVERSO [Messias = Meshia- Sama = Guce-no-Mikami = Miroku Oomikami], que inicia na Transição da Era da Noite para a Era do Dia conforme descrito na oração Zenguen Sanji elaborada por Meishu-Sama que diz:

“Meditemos com reverência no Senhor Kanzeon Bossatsu que, ao descer do Céu à Terra em Kannon de Mil Braços, transformou-se a seguir em Ooshin-Miroku [Miroku Flexível] e posteriormente em Messias.” O que está relacionado com o budismo e com Izunome-no-Kami.

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“O budismo é a Lua, e esta é a luz da noite. Por isso, uma

vez que Kanzeon-Bossatsu é Buda, sua atuação é da Lua da Noite

e ele não conseguia manifestar o Poder absoluto, devido à

época. Conseqüentemente, uma vez que finalmente será o Mundo do Dia, a atuação de Buda se apaga aqui e vira a atuação de Deus [governanças no Plano Superior do Mundo Espiritual não é de Buda, do Mundo de Buda, do mundo búdico, mas sim de Deus Kannon = Izunome-no-Kami, do Mundo da Luz

Espiritual]. E é natural que esse, como já disse, é o motivo de termos nos tornado Igreja Messiânica Mundial [do DEUS Messias]. Mesmo que a atuação seja a de Deus [ou DEUS], como já disse acima, é diferente do xintoísmo existente desde a Antigüidade no Japão [a Última Era do Dia, o Mundo de DEUS]. Uma vez que o xintoísmo é algo limitado, sendo uma religião do povo japonês, hoje, quando tudo se tornou mundial, ele perdeu

o sentido, e foi por esse motivo que ele enfraqueceu após o

término da Segunda Guerra Mundial. Por isso, o Supremo Deus não discrimina povo e nem país. Ele salva toda a humanidade de modo que cheguemos a uma época muito grata. Então é preciso

ter um nome adequado. Sendo assim, o nome da Igreja Messiânica Mundial é o mais adequado, mas como ela é soletrada em ideogramas japoneses é muito oriental e sem graça. E por isso, colocamos a leitura Messias. Com isso, juntando tanto o Oriente como o Ocidente, é mundial. E especialmente a palavra Messias se liga a Cristo, sendo ótima como denominação do apreço dos povos civilizados. E ouve-se dizer que Messias e Juízo Final têm uma ligação íntima e inseparável [ambos nascem em 1954] e é profundamente significativo que tenha o mesmo sentido do Fim da Noite e do Início do Dia que pregamos. Se Kanzeon-Bossatsu toma a atuação de Deus [Izunome], que diferenças ocorrem? É um assunto do maior interesse para os fiéis. Como sempre digo, a salvação indiscriminada para o bem e o mal passa a não sê-lo e bem e mal [ficam] separados

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claramente. Isso significa que a proteção do bem fica ainda maior e o mal, diferentemente do que acontecia até agora será punido rigorosamente. Devemos avançar bem consciente disso.

E para tanto, devemos ler os Ensinamentos o máximo possível. Uma vez que Deus [Izunome = Kannon e não Buda ou Cristo] vai construir o Paraíso Terrestre de perfeita Verdade, Bem e Belo que é o seu ideal, Ele precisa corrigir de uma vez por todas as pessoas de coração impuro.” Em 12/04/1954:

“Finalmente entraremos [em 1961] no verdadeiro Paraíso Terrestre, na esfera do “Mundo de Miroku” [no sentido do Mundo Espiritual estar quase que totalmente transformado nesta esfera e que daqui em diante irá se refletir no Mundo Material]. Daqui para frente as verdades vão surgir uma após outra, portanto entraremos finalmente no palco verdadeiro.” “Até agora, o mundo era vazio, nele ainda não havia entrado a alma. Não possuía o conteúdo, que é a parte mais importante. Sakyamuni disse algo muito inteligente. Que “este mundo é provisório”. E realmente é um mundo provisório. Não é verdadeiro. É algo aproveitável para o momento. No livro “Criação da Civilização” já lido em outra ocasião explico isso dizendo que “até agora tudo era provisório. Não era verdadeiro”. Sakyamuni disse: “O budismo é a Verdade aparente”. Verdade aparente é como a verdade, não a verdadeira, é a provisória e não a autêntica. No budismo usa-se

a expressão Jisso Shin’nyo (aspecto real da verdade aparente),

mas isso é sem nexo. O certo é “Shin’nyo Jisso”. Jisso se refere àquilo que contém de fato a alma. Então primeiro surge o

Shin’nyo (verdade aparente) e depois que ela termina toma o Jisso (aspecto real). Depois que o mundo de Buda terminar, o mundo vira o mundo do aspecto real, o Mundo de Deus [governanças no Plano Superior do Mundo Espiritual é de Izunome-no-Kami para cima].

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No Ensinamento da Oomoto está escrito: “Até agora era

o Mundo de Buda, mas saibam que o Poder Búdico é diferente

de Poder Divino”. Assim, até agora, era o Poder Búdico, o Poder da Lua.

Agora é o Poder Divino, o Poder de Deus [Izunome]. E Deus (Kami) é constituído de ka e mi que respectivamente são

Fogo (5) e Água (3). Por isso, significa Vertical e Horizontal e conseqüentemente o Poder Verdadeiro [Izunome-no-Kami = 8]. Portanto, o Poder Búdico não era um poder verdadeiro [Cristo =

ligando-se vertical e horizontalmente vai

mostrar isso para o mundo. Deus é sempre e somente (?) (10). [Deus do Mundo Espiritual = 10]. O (?) do emblema também tem esse significado.” “O mais importante na personificação é que os budas são

todos personificações de Deus [por exemplo, o Buda Sakyamuni

é uma representação do Buda Original que, por sua vez, é uma

expressão ou materialização do Deus Izunome] e durante o Mundo da Noite, o mundo era de Buda e todos os deuses foram personificados em budas. Amaterassu Ookami [Oomikami] em Daihi Nyorai; Tsukuyomi-no-Mikoto [quando se esconde torna- se Sussanao-no-Mikoto] em Amida Nyorai; Wakahimeguimi-no- Mikoto em Sakyamuni. Portanto, a extinção do budismo significa que os budas irão retornar à qualificação divina original [por exemplo, Amaterassu Oomikami é Miroku do Sol Espiritual].”

“O objetivo com que vou a Quioto desta vez tem um significado um pouco diferente. O mundo búdico começou a mudar bastante, ou seja, aproxima-se o momento da “destruição do budismo”. É o próprio Sakyamuni, criador do budismo quem diz que o Buda (budismo) será destruído, e por isso não há erro. E o momento dessa “destruição do budismo” já está bem diante dos nossos olhos. E por isso no momento, diversos budas eminentes do mundo búdico tem o intenso desejo de serem salvos. Esse é o primeiro objetivo.” “E mais uma coisa. “Se não eliminar o pecado agora, ele restará para sempre”. O pecado de natureza leve se apaga com o

6 e Sakyamuni = 7]. (

)

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surgir da Era do Dia, mas quase não existem pessoas com pecados leves, todos são pesados. São como vocês que recebem Johrei, mas possuem toxinas aos montes, não é só um tiquinho assim.

“As pessoas com pecados de natureza pesada não conseguem eliminar eternamente”. É preciso nesse momento banhar-se logo na luz e ser salvo e por isso estão impacientes e apressados. Isso porque o Mundo Espiritual está para se tornar dia rapidamente. Portanto, as pessoas que tomaram conhecimento disso estão bem, mas aquelas que não sabem são realmente coitadas. E uma coisa interessante que mandarei ler depois, é que dentre os diversos deuses dragões tem um que diz: “Eu tenho a função de destruir e me empenharei nisso.” Aqui ao falar em destruição não se refere ao mal. Refere-se a uma limpeza. A limpeza é que é a destruição, As coisas ruins serão destruídas, será feita uma arrumação, é esse o sentido. No momento da limpeza geral, aquilo que estiver quebrado e o que não tiver mais utilidade será destruído e jogado no monte de lixo; existe um deus dragão com essa função. Sou o deus dragão [recordar do que foi dito: “Deus Dragão Izunome. Ele estava escondido.”] com a função de destruir e, portanto farei isso de corpo e alma. Dessa forma virá o tempo da destruição. De que maneira ocorrerá a destruição é um mistério. Agora a bomba de hidrogênio está sendo um problema e creio que será de grande utilidade. Se não fosse feita uma coisa como aquela talvez não pudesse ser feita a limpeza da Terra. De qualquer maneira, para se salvar dessa grande limpeza é preciso receber Luz [ou seja, Luz Espiritual = Fogo x Água, e não apenas Água x Terra do mundo búdico] e acabar com as impurezas, por isso as pessoas que se tornaram membros da Igreja Messiânica; essa felicidade é uma coisa grandiosa. Isso também compreenderão aos poucos. Portanto, o fato de [Jesus] Cristo, Maomé e outros terem se salvado é como

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falei anteriormente sobre aquela senhora, enquanto lhe ministrava Johrei, [Jesus] Cristo e outros acabaram sendo salvos. Portanto seja como for, os espíritos estão provando quanto o Johrei é esplêndido.” “Outro dia, o presidente Eisenhower, creio que foi no dia primeiro desse mês, fez uma declaração: “a bomba de hidrogênio é realmente perigosa. Entretanto, conforme o objetivo com que a pessoa utiliza pode se tornar uma coisa perigosa, mas também não há necessidade de temer tanto”, disse isso se dirigindo ao mundo. É realmente como ele disse. Se utilizar como arma será um enorme terror como foi falado anteriormente. Quantos danos causarão a humanidade, não se trata apenas disso, é algo tão terrível que se pode dizer que é a extinção quase total da humanidade. Entretanto, não há problema se não for utilizada como armamento de guerra. E ao utilizar como um instrumento de guerra, entre o bem e o mal se acaba utilizando para o mal, por isso proporciona desgraças à humanidade. O bom seria utilizar para o bem. Então, se não for para utilizar para o mal é só retirar o pensamento, a concepção de mal do homem. Entretanto, não se consegue retirar totalmente, basta que o lado do bem vença o mal. Como sempre digo, o ideal é que a proporção do bem para o mal seja de 6 para 4. É o controle sobre o mal. Dá medo porque não se tem esse poder de controle. Isto é, ao invés de dizer que a bomba de hidrogênio é terrível, mais terrível é não poder controlar o mal do homem. Como fazer para adquirir o poder de transformar o mal em bem. Aí reside o valor, a vida da religião. Portanto, ao invés de fortalecer o mal, é necessária uma força que enfraqueça o mal. Essa é a missão da religião. Porém, não apareceu uma religião com esse poder. Por não ter surgido essa religião que o mal não foi cortado, ao contrário, fez o máximo e aí se desenvolveu a bomba de hidrogênio, tornando-se um perigo. Se não tiver o poder de enfraquecer o mal, a função da religião começa aqui, a se tornar um sério problema.

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Olhando dessa forma questiona-se a existência de uma religião com esse poder. Eu respondo que existe, Existe uma. Pode parecer presunção, mas é a Igreja Messiânica Mundial. Uma religião que tira a força do mal, uma religião que controla o mal, uma religião que enfraquece o mal, não existe outra além da Igreja Messiânica. Então, de que forma essa Igreja Messiânica consegue fazer isso? Consegue com a Luz. Ou seja, uma religião que possui Luz, um Fundador ou religioso que possui Luz não apareceu até hoje na face da Terra. O fato de não ter aparecido pode ser compreendido através de que? Esse também é um assunto extremamente longo e um pouco difícil de acreditar. Entretanto, como é um fato verdadeiro eu preciso falar. Os membros da Igreja compreendem, mas a pessoa que não é [membro], ao ouvir poderá dizer: “Aquela pessoa que fala uma coisa grande daquela ou é vigarista ou está maluco”. Mas isso é verdade. E isso acontece porque, ultimamente, [Jesus] Cristo, Sakyamuni, Maomé todas as pessoas célebres vêm me pedir:

“Salve-me”.” Na introdução se havia dito que “Deus Dragão Izunome” era algo mais complicado de se entender, agora talvez seja um momento propício de se compreender:

“Os espíritos de nível elevado de superiores, mestres e bonzos que existem desde tempos antigos, bem como diz o encosto da senhora Taga, estão muito apressados no Mundo Espiritual. Isto porque à medida que o Mundo Espiritual vai se tornando claro começaram a compreender perfeitamente a “destruição do budismo”. Em geral, Buda é uma transformação de Deus [apenas Miroku da Terra Espiritual]. Isso porque enquanto o mundo se encontrasse na era de Buda [= 7] não seria possível como Deus [Izunome = 8], por isso foi mandado para que se retirasse e esperasse o tempo certo ou trabalhasse como Buda [mal comparando é como o fundador da IBM, o Sr. Thomas Watson, que cooperou com os nazistas por amor ao lucro, enquanto um grande cientista que não tivesse cooperado com

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Hitler passasse a ser um lutador contra esse nacional-socialista alemão e não tivesse tempo de se dedicar mais a ciência]. Então, o “Yatari Otome” cinco homens e três mulheres [= 8], por não gostar de ser Buda disse que seria o deus dragão e esperaria o tempo. Transformou-se em Hatidai Ryuou e esperou pelo tempo. Recebeu o nome de Sakyamuni [mas não era] e foi preso por ele [Sakyamuni]. Como é um nome indiano é estranho e difícil de memorizar. Esses deuses dragões se esconderam ao redor dos mares do Japão, ou melhor, moraram aí durante 3 mil anos aproximadamente. E agora, finalmente, com a destruição do budismo se tornarão Deus, isto é, voltarão a identidade original. [na comparação anterior, o cientista voltasse a ser cientista]. Mais uma coisa. Os deuses que trabalharam como Buda mencionado agora querem se tornar deuses rapidamente, e as pinturas e esculturas existentes em Quioto tomarão os seus devidos lugares. Estão encostados neles. E até hoje protegiam as pessoas que vinham para orar. Entretanto, dizem que protegiam, como o poder de Buda é fraca como a luz da Lua não podia conceder muita graças. Teria que ser com a luz do Deus do Sol. E a luz do Sol só pode ser irradiada quando se tornar Deus que faz esse trabalho. Portanto, “agora” é o momento de Buda se transformar em Deus [aqui se considerou a ordem Sol, Lua e Terra].

O primeiro Deus entre os oito dragões é o Deus Dragão Izunome. Ele estava escondido na lagoa Oomi Biwa. E os outros deuses dragões estavam em diversas baías perto do continente. Estavam também nos mares entre Etsugo e Sato; nas baías de Suruga e Isse, e também durante esse tempo estavam protegendo o Japão. Era esse o motivo. E agora, o fato de ter visitado todos os templos foi para avisar esses budas principais que “finalmente vocês serão salvos”; era esse o significado. Portanto, o “objetivo de Deus” se torna de várias coisas o objetivo de duas ou três coisas. E os espíritos desses budas serão

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salvos, se tornarão deuses e as pinturas e esculturas de budas ficarão vazias, dessa forma, como obras de arte, serão expostas em museus para serem apreciadas. Se não for dessa forma, o espírito que estiver habitando sofrerá muito.” [O famoso dragão-rei, Hatidai Ryuou [Dragão Dourado] composto de oito pessoas (o número oito simboliza o produto dos elementos Fogo (5) e Água (3), que pelo viés da alquimia, gera luz, o poder de Kannon, o deus da luz restrita ao Fogo e Água; lembrar que a palavra que designa Deus (“Kami”) tem a

mesma significação. “Ka” significa “fogo”; “Mi” significa “água”)]. Mas, como o Deus Dragão Izunome [Dragão Dourado = Kunitokotati-no-Mikoto] foi preso por Sakyamuni? “Porém, os budas que realizaram a salvação no Mundo Búdico até agora possuem máculas. O fato de possuir máculas é porque o Ensinamento de Buda [Sakyamuni] não era o verdadeiro, por isso, de um lado tem o mérito de ter salvado as pessoas com a compaixão, mas em troca, por outro lado fizeram muitas pessoas cometerem erros. É preciso que Deus lhes retire esse pecado.” “Seja como for, mesmo os inúmeros sacerdotes, de qualquer forma, são pessoas que não cometeram maus atos, são pessoas que divulgaram a compaixão búdica, por isso é preciso

Entretanto, agora, com a destruição do budismo

voltarão a ser o deus de antes. Daqui para frente trabalharão

salvá-los. (

)

como deus [Deus] e não poderão trabalhar mais como Buda [Miroku da Lua Espiritual].” [Kanzeon-Bossatsu = Izunome-no-

Kami, o Buda Kanzeon trabalhará como Miroku do Sol Espiritual

e o Buda Izunome como Miroku da Luz Espiritual] [“(

nunca havia surgido nesta Terra uma religião, um religioso, um fundador que possuísse a Luz Divina.”] “Por isso os discípulos de Sakyamuni na Índia e na China, budismo também existe, mas de modo geral, atualmente ele só restou no Japão. Consequentemente os ilustres bonzos do Japão existentes desde os tempos antigos foram para o Mundo Espiritual e até agora, realizaram a salvação da noite, mas

até hoje

)

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finalmente, com a chegada do tempo, essas pessoas precisam mudar o seu pensamento. Isto porque Buda é um disfarce de Deus. Buda disfarçado. Disfarça-se de Buda e, para salvar deixa de ser Buda [7], querendo fazer o trabalho de Deus [8]. Querem ser deuses, mas os budas possuem muitos

pecados. Isto porque, para falar a verdade - e isso é um assunto um pouco profundo, mas vou falar porque os presentes são todos membros. Foram os budas que criaram o pecado.

É um tipo diferente do pecado dos maus. É o pecado de

boas intenções. Isto porque o budismo de até agora estava ensinando erros, mentiras. Isso foi inevitável, mas Sakyamuni dizia: “A mentira também é um meio”, e por ter vindo ensinando mentiras o ser humano não era salvo de verdade, ou seja, não alcançava o estado de paz e iluminação. Isso acontecia porque não ensinava a verdade, mas isso foi inevitável por ser a Era da Noite.

E à medida que se entra na Era do Dia, para ensinar a

verdade, é o que eu estou escrevendo e ensinando. E, então eles querem ajudar a Igreja Messiânica. Mas se

não eliminarem o pecado de ter empregado mentiras até agora, não podem trabalhar para a Igreja Messiânica.

E por isso desejam intensamente e me dizem: “Por favor,

peço que me salve logo”. “Quero que me ajude”. “Quero trabalhar assim”. De um modo geral, os Budas estão concentrados em Quioto e Nara, cada qual em seus respectivos templos. [não esquecer período Nara, tem suas premissas com a morte do imperador Shotoku em 622, iniciando em 710 com a capital japonesa transferida de Asuka para Nara que fica ao lado de Quioto, budismo difundiu-se com a criação de templos por parte do imperador nas principais prefeituras]. Nos templos existem diversas esculturas, estátuas e pinturas e é neles que o espírito dos budas se assenta. Isto é, eles se transformam no assento deles. Por isso, para falar a

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verdade, é um desrespeito enorme apreciá-los como obras de arte. É um desperdício. Então, vou retirar o espírito dos budas que estão nas imagens.

E retirando-os daí que eles podem trabalhar. Pois são como uma casa do corpo físico dos budas.

O trabalho que vou realizar, agora em Saga é esse. Por

isso, purificando todos os pecados cometidos até agora pelos budas, eles vão se transformar em deuses e trabalhar bastante para a Igreja Messiânica. Assim, as imagens vão ficar vazias. E então não haverá problema em mostrá-las e deleitar grande número de pessoas. ( ) Dessa forma na questão de “salvar” ainda existe o cristianismo [atualmente acima do budismo]. Pela ordem, é preciso começar pelo Japão. E para começar pelo Japão, o budismo é o alvo. Depois vem o xintoísmo, mas este é

irrelevante. Seria estranho dizer que será salvo aproveitando a oportunidade, mas como não possui poder, está claro que irá ser salvo sem problemas. É preciso salvar primeiro o budismo e depois o cristianismo.

O melhor lugar para salvar o cristianismo é nos Estados

Unidos. Se os Estados Unidos for salvo, a Europa será bem mais fácil. No cristianismo existe também o protestantismo, mas ele é bem pequeno (no sentido de que tem menos da metade do catolicismo, ou seja, tem 600 milhões). O catolicismo é a questão (tem um bilhão e 300 milhões de adeptos). Por isso, em breve ele também será salvo. O livro “Salvar os Estados Unidos” não é no sentido apenas de salvar os Estados Unidos na questão da medicina, mas também da religião. ( ) Hoje, falei sobre o objetivo de minha ida à Quioto e a questão de “salvar o mundo búdico”, mas, como sempre digo, Quioto será o 7 do 5, 6, 7 [isto é, Hakone, Atami e Quioto]. À medida que o 7 for ficando pronto, a atuação irá se tornando

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verdadeiramente de “três em um”. Por isso o poder aumentará bastante. Eis porque ficou muito bom de se trabalhar.” Em setembro de 1952:

“Seja como for, terá início uma grande limpeza mundial.

A esse respeito, espíritos budistas têm encostado na esposa de um senhor chamado Taga e dizem sempre: “Peça perdão, por mim, a Meishu-Sama”. Isso é verdade. Diversos iniciadores e fundadores de seitas budistas ( )

têm aparecido dizendo que finalmente o mundo búdico vai acabar e o que fizeram até agora achando ser bom foi um grande erro. Por isso, pedindo perdão querem ter a permissão

de ajudar nesta Obra Divina do Paraíso Terrestre, na Obra Divina do Mundo do Dia. Vou colocar o artigo e respeito disso na próxima “Tijo Tengoku”. Ultimamente diversos deuses aparecem muito para comemorar e festejar. Amaterassu Oomikami também veio para comemorar. Depois foi Tsukuyomi-no-Mikoto e Izanagui-no-

E como eu estou executando o trabalho do

Mikoto etc. (

Supremo Deus, até os deuses mais eminentes como os citados vão trabalhar bastante para a Igreja Messiânica daqui para frente.

Eles têm dito muitas coisas com esse significado de modo que vai mesmo se iniciar em termos materiais. Em termos materiais significa no lado mais profundo do Mundo Material. O verdadeiro início no Mundo Material será depois de se reunirem

o 5, 6 e 7. E o primeiro estágio disso [Hakone = 5] vai se iniciar agora [terminou no dia 15 de junho de 1953]. O segundo estágio

é Atami [6]. Quando o Paraíso Terrestre de Atami for concluído será realmente em termos materiais. Como sempre digo, aqui (Terra Divina) corresponde ao Mundo Espiritual. [Hakone] É o Mundo Espiritual do Mundo Material. E Atami é o Mundo Material do Mundo Material.” Porém, em 07/04/1953:

)

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“O Budismo representa o número sete na seqüência 5-6-

7 e o elemento solo na trilogia fogo-água-solo. Além disso, acho que já devo ter falado que o Plano Divino de Quioto é o trabalho

do elemento solo, portanto lá existe muita planície e o terreno

bem extenso. O terreno tem 18 mil tsubo (60.000 m2), e 18 é a soma de 5+6+7, que é o número de Miroku. Hakone, Atami e Quioto representam, respectivamente, os números 5, 6 e 7, portanto em Quioto é que o Mundo de Miroku será completado. Daí o significado do número 18 na extensão do terreno. Por isso que quando fiquei sabendo que o terreno tinha exatamente 18 mil tsubo, logo vi que era coisa de Deus.” No entanto, não será apenas com as construções dos solos sagrados de Hakone, Atami e Quioto que se teria o estabelecimento de uma paz aqui na Terra:

“O próximo [solo sagrado] será construído na Região de Kyushu [talvez no lugar ou na proximidade de onde reinou Kunitokotati-no-Mikoto]. O tempo certo ainda não chegou, mas cedo ou tarde teremos o Solo Sagrado construído em Kyushu. E depois dele, será a vez da China, e depois Jerusalém. Ali será o último. Por isso, a ordem será sempre em direção ao Oeste. Quando o Solo Sagrado de Jerusalém for construído, teremos o começo da formação do Paraíso Terrestre do Mundo inteiro, pois, a partir disto, o mundo vai ser unificado.” [Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku são as quatro ilhas

principais, pela ordem de tamanho, respectivamente. Honshu é

a maior ilha com 230.000 quilômetros quadrados e nela

encontram-se as cidades mais importantes como Tóquio, Nara, Kyoto ou Osaka. É, ademais, o coração cultural, político e social

de Japão. Kyushu, com 41.497 quilômetros quadrados, ao oeste

de Honshu é a ilha mais meridional de Japão. Possui um clima subtropical e é ali onde nasceu a civilização japonesa. É a ilha mais próxima a Coréia e China, razão pela que foi considerada como a porta de entrada e contato com o continente asiático. Distingui-se por suas paisagens naturais, suas estações termais e seus picos vulcânicos. Registra-se que as latitudes de Jerusalém e

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Kyushu são quase que a mesma, pois Jerusalém é de 31º41 e a de Kyushu é de 33º] “No nome Nara, pelo espírito da palavra, NA é terra e RA é expansão. É igual a Gora. Nara, então, significa que a terra se expande. Pois Sakyamuni é o Miroku do Solo, não é? Pois Terra é 7. É o Miroku do 7. Por isso a construção do Paraíso Terrestre em Quioto, se dá pelo fato de que Hakone é 5, Atami é 6 e Quioto é 7, tendo esse significado de Miroku.” “O fato de ter ido essa vez para Nara é porque Nara é onde mais existem os espíritos de deuses e budas. No Japão, pode-se dizer que Nara é o local onde estão concentrados. E todos estão como deuses dragões. E esses deuses dragões que originariamente eram deuses e budas, nasceram uma vez como ser humano, e ao receber a minha Luz os pecados e máculas são retirados, por isso os deuses dragões são promovidos. Então, os deuses dragões querem muito que eu vá para isso. E por isso fui. E por isso até mesmo o tempo, misteriosamente foi bom. De manhã no momento da partida era uma chuva terrível, mas 30 minutos antes de chegar a Nara o tempo abriu e até o Sol apareceu. Terminado o meu trabalho e enquanto descansava no Hotel Nara começou a chover novamente. Os deuses dragões estavam mostrando que dessa maneira, trabalharam fervorosamente na minha recepção. Dessa forma, na palestra que fiz no auditório público de Nara reuniram 3.000 pessoas. O auditório comportou 2.000 pessoas e o restante mais de 1.000 pessoas encheram o jardim. Portanto, se chovesse seria desastroso, mas um pouco antes de começar fez Sol e o jardim secou, correndo tudo muito bem.” Em 16/06/1952: [ocorrerá uma mudança mundial quando o Solo Sagrado de Atami ficar pronto]. “Assim sendo, construir o Paraíso Terrestre é como se jogasse uma pedra num lago e formasse círculos concêntricos que vão se expandindo cada vez mais até que o mundo se transforme em Paraíso. Por isso, mesmo que seja pequeno, que seja só isso, tem um significado extremamente grande. Por isso,

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logo após o dia 15 de junho, ocorrerá juntamente uma mudança. Hakone, como sempre digo, representa o Mundo Espiritual. E Atami, o Mundo Material. Por isso, depois deste, o Paraíso Terrestre de Atami ganhará impulso. E quando o Paraíso Terrestre de Atami ficar pronto, ocorrerá uma mudança de âmbito mundial. Será uma mudança bem visível. No momento, está ocorrendo espiritualmente e por isso não se pode perceber nítida a claramente. Ocorrerá uma mudança gradativa, o que é algo infalível ( ) Entretanto, não adianta alegrarmo-nos falando apenas de coisas boas, pois como ainda não chegamos até esse nível, não podemos nos descuidar. Isto, porque, em suma, trata-se de purificação. Não apenas em forma de doenças do corpo humano, mas ocorrerá purificação do mundo. No momento, nós estamos realizando o trabalho de construção do Paraíso, mas em termos mundiais, um trabalho de grande destruição. Isto, como se pode ver nos jornais diários. Existe o aspecto em que estamos realizando planos de grandes envergaduras que nos leva a pensar: como vamos destruir. A construção e a destruição; observando-as em termos mundiais, a destruição se processará proporcionalmente à construção. É como uma flor. Juntamente com o surgimento do pistilo as pétalas vão caindo. Assim, o despetalar é a destruição e a formação do pistilo é a construção. E o pistilo vai crescendo cada vez mais. Realmente é o cair das flores e a formação dos frutos. Se observarem atentamente doravante os acontecimentos, com base nessa consciência, poderão entender de modo geral.” Em 27/03/1954:

“Outro dia, pessoas que estão tendo êxito no Mundo Material como Molotov, Eisenhower, Môtakuto, Nero e outros, esses espíritos encostaram e pedem perdão a mim pelos seus pecados, fazendo pedidos para ajudar no futuro e como aconteceu isso, essa parte sobre as pessoas do Mundo Material publicarei tudo na revista “Tijo Tengoku”, portanto, ao ler

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poderão entender. Está escrito realmente de maneira minuciosa.” “Dessa forma, o Mundo Espiritual, em grande parte, está quase que totalmente transformado no Mundo de Miroku e

daqui em diante irá se refletir no Mundo Material. O engraçado

desse meio é (

dizendo que até agora eles estavam errados. (Esses são espíritos de pessoas encarnadas. Existem espíritos de pessoas encarnadas

e de pessoas desencarnadas, e o espírito de pessoas encarnadas podem ser chamadas livremente).” “E os deuses dragões também são transformações de seres humanos. Por isso conseguem utilizar a linguagem do homem e possuem sentimentos e inteligência como o homem. E

a salvação deles consiste em fazer reencarnar na forma humana

os que caíram no Inferno. Foram para o Inferno porque acumularam pecados a essa altura, e encontrando-se com a Luz esse pecado desaparece e desaparecendo, o seu nível sobe espiritualmente. Isso significa que alcançou o nível de homem.” “O local chamado “tyukyo” é um local muito importante também para Deus. Ë o centro entre oeste e o leste e eu usei a palavra tyukyo, mas o trabalho que estou fazendo é o trabalho de Izunome e, portanto é o trabalho do leste e oeste. É o trabalho desse centro. O distintivo da Igreja Messiânica é em forma de cruz e o centro está em vermelho porque representa o

Japão, é o mundo do sol. (

Tem o significado de unir o

horizontal e o vertical. Basicamente significa unir os Estados Unidos e o Japão.” “Mais uma coisa. Em cada Templo existem várias

estátuas de Buda e [em] cada uma delas (

está encostado o

a turma de Malenkov, Molotov também estão

)

)

)

espírito de bonzos cultos e famosos que acumularam aprimoramentos no Mundo Espiritual. Mas, falar apenas que está encostado [não diz muita coisa], [mas, sim] como existem diversos [encostados] como Kannon, Sakyamuni, Amida; [porém] exemplificando [que] Sakyamuni [Buda], Amida [Cristo], Kannon,

108

Shotoku-Taishi são [todos eles, de forma direta ou indireta, seguidores de] Kannon [Izunome-no-Kami].” Buda e Amida eram hindus, mas isso tão somente em relação a Kannon. Em sua origem, eles são deuses do Japão; apenas os seus corpos espirituais é que foram para a Índia. O espírito de Buda é a deusa Wakahimeguimi-no-Mikoto, e o de Amida é o deus Kan-Sussanao-no-Mlikoto. A própria imagem de Kanzeon, sua peculiaridade são os cabelos lisos, negros e

brilhantes que é uma característica dos japoneses. Já os de Buda

e de Amida diferem totalmente: são enrolados e de cor

avermelhada. Está, pois, evidente, que ambos Nyorai são hindus. Também a coroa, o colar e outros objetos de Kannon evidenciam sua origem nobre. A cabeça encoberta por capuz mostra que sua verdadeira identidade, está oculta. Deve-se, pois, saber que o povo que tinha Daijizai-Ten como o deus principal da Índia, eram

os verdadeiros hindus. Como mais uma prova de que o budismo teve origem no Japão, há um ponto que não pode passar despercebido. Trata se da expressão "Honti Suijaku", usada freqüentemente pelos budistas. De acordo com a minha análise, "honti" significa país originário, ou seja, o Japão, e "suijaku", naturalmente, significa pregar ensinamentos. Existia, portanto, uma intenção oculta de que, no final, os ensinamentos do budismo deveriam ser difundidos em todo o Japão, terra natal de Izunome-no-Kami,

onde eles floresceram e frutificaram.

E assim aconteceu, cerca de 1200 a 1300 anos atrás, apareceu, na China, um indivíduo que também se chamava Dharma, sendo fácil confundir com o outro, da Índia. O Dharma

da China veio ao Japão na época do príncipe Shotoku, (574-622),

um registro confiável, que ele foi recebido pelo príncipe que difundiu o budismo no Japão.

109

1.6. Transição da Era da Noite para a Era do Dia (Kannon).

Ao leste, no Oriente, se tem o ser humano Kunitokotati- no-Mikoto personificação de Ookunitokotati, o Deus que teria incorporado pela primeira vez na Terra, ou seja, Kunitokotati-no- Mikoto teria sido o Messias rejeitado. Por isso que Meishu-Sama diz: “Creio que a Segunda Vinda de Cristo esperada por muitos e o aparecimento de Messias e Miroku são a mesma coisa.” Ou seja, Jeová e Ookunitokotati-no-Mikoto vão nascer no ser humano Mokiti Okada [nome de registro civil de Meishu-Sama] manifestado por Kannon que ainda constitui um disfarce de Deus.

Este item compreende três pontos: Kannon (oriental):

Miroku Oomikami, Ooshin-Miroku, Koomyo-Nyorai e Kanzeon- Bossatsu; Kannon (ocidental): Jeová, Messias, Michael e Cristo (Segunda Vinda); Kannon (mundial): Jeová, Messias, Miroku Oomikami e Kunitokotati-no-Mikoto.

Kannon (oriental): Miroku Oomikami, Ooshin-Miroku, Koomyo-Nyorai e Kanzeon-Bossatsu.

Neste ponto se tem a ordem de nível decrescente de elevação de Deus Supremo em termos de Kannon que personificaram em Mokiti Okada. Na oração Zenguen-Sanji consta: “Meditemos com reverência no Senhor Kanzeon-Bossatsu [= Sesson Bodhisattva Kannon] que, ao descer do Céu à Terra em Koomyo-Nyorai, transformou-se a seguir em Ooshin-Miroku [Deus do Mundo Astral ou Deus do Mundo Espiritual ou ainda DEUS do Mundo da Luz Divina] e posteriormente em Guce-no-Mikami [DEUS do Mundo Divino = Messias = Meshia-Sama = Miroku Oomikami]” Nota-se a hierarquia crescente: Bossatsu → Nyorai → Miroku, que leva em conta a ordem dos Kannon’s: Kannon Kanzeon [Kannon do Sol] → Kannon dos Mil Braços [Kannon do Sol x Lua] → Kannon Ooshin [Kannon da Ação Livre e

110

Desimpedida] → Kannon da Salvação do Mundo [Kannon Messias]. Não está aí incluído na oração o Kannon do Sol x Lua X Terra que é o Kannon Miroku, ou ainda, Miroku Kannon. Faz parte da crença de Meishu-Sama:

"Acreditamos que Kanzeon-Bossatsu, a partícula do Deus Supremo, sob o nome de Dai-Koomyo-Nyorai [8] ou Ooshin- Miroku [9, 10, 18 ou 20], atua de várias formas para purificar o mundo decadente e impuro e salvar os espíritos dos três mundos." "Kanzeon-Bossatsu é o nome tomado quando desceu ao mundo búdico. Ora se encarnando em 33 formas a fim de se dedicar exclusivamente à salvação das criaturas, ora se manifestando como Koomyo-Nyorai, ora se transformando em Ooshin-Miroku: atua de maneira realmente livre e desimpedida. Hoje, por ocasião do grande momento de transição do mundo, passa a manifestar sua força infinita para salvar os mundos divino, espiritual e visível. Assim, o mundo sem doença, miséria e conflito se formará, ou seja, teremos a concretização do ideal da humanidade, que é o Mundo da Luz, repleto de Verdade, Bem e Belo." Ele diz mais:

“Uma dessas ocorrências extraordinárias a mim relacionadas foi o conhecimento de que a essência de Kannon é Izunome-no-Kami. [em termos amplos, Izunome-no-Kami se manifesta desde Kanzeon-Bossatsu até Ooshin-Miroku]. Fiquei sabendo também mais estas particularidades: num determinado período, visando à salvação da humanidade, Izunome se manifestou camuflado em Kanzeon-Bossatsu [1921]; mais tarde [1934, como Koomyo-Nyorai, e em 1947, como Ooshin Miroku em termos de Miroku Kannon], retornaria ao mundo divino, para ocupar o seu trono original [DEUS Ooshin Miroku, em 1950, e DEUS Messias, em 1954, às vezes se considera desde 1950].” “Deus [DEUS] se divide espiritualmente ( Os povos orientais têm mostrado que desde os remotos tempos há deuses morando em tudo, donde, deus do poço de

111

água e à bela deusa do banheiro. São, entretanto, situações nas quais as pessoas da atualidade acham ridículo referir-se. Ignorantes, porém, parecem os que assim pensam, pois quando estas verdades se tornam conhecidas, a vida fica mais fácil e tudo corre bem, mesmo que essas divindades, por possuírem qualificação abaixo da segunda classe, não podem manifestar uma força acima de certo limite. Também já se havia comentado que Deus dá tarefas para as divindades, como a incumbência dada a Izunome-no-Kami, isto é, Kanzeon-Bossatsu, de salvar o homem.” “Nas lendas transmitidas atualmente, dizem que "o santo

que vai salvar o mundo, é o oitavo". No Budismo, considera o Shaka (Buda) como o oitavo santo, mas na verdade isso foi determinado de acordo com a conveniência do próprio Budismo. Buda não é "8". Ele é "7", ou seja, o sétimo santo. Na trilogia de Miroku (5-6-7), Buda representa o número 7. Qualquer coisa que se for dizer, Buda sempre está relacionado ao número 7. O elemento solo é representado pelo número 7, por isso Ele é o Miroku da Terra. Como eu sou o Izunome, represento o número 8. Se representarmos o nome Izunome em números, resulta em "5" e "3", que é 8.” A atuação do Izunome Ookami é assim. Izu = fogo [= Fogo

= Sol Espiritual], Mizu = água [= Água = Lua Espiritual]. (

Fogo x

Água viram Luz [= Luz Espiritual]. Durante a noite não existe o fogo verdadeiro. É a luz da Lua, não? Fala-se que o Sol possui 60 vezes mais a claridade da Lua e é por isso que mesmo cultuando Kannon, até agora só se obtinha um pouco de graças. Izu, Mizu é 5, 3. Mesmo assim ainda é insuficiente e, acrescentando-se a Força do Solo, fica Poder do Sol, Lua e Terra [ou seja, o Poder da Luz Divina, isto é, o Poder da Luz Universal]. Até agora era Miroku - duas forças [Fogo e Água]. Durante a noite, os três mundos eram praticamente Água. Eram 6, 6, 6 [Mundo Divino = 6, Mundo Espiritual = 6 e Mundo Material = 6]. Mas agora vai ficar 5, 6, 7 [Mundo Divino = 5,

)

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Mundo Espiritual = 6 e Mundo Material = 7]. O 6 do Céu desce para a Terra e acrescenta-se o poder do Solo. É o poder indestrutível. É o poder absoluto. Todas as coisas serão controladas livremente. A bola de Mani no xintoísmo é uma bola perfeita, não é? Daqui para frente, as coisas são mais misteriosas e por isso explicarei em outra oportunidade, de acordo com a época. Eu iniciei este trabalho em 1928 [embora, a Bola de Luz em seu ventre já esteja desde 1921, bem como Kanzeon- Bossatsu tenha se apossado de si desde 1926]. Fiz curas até 1934, 6 anos depois e por mais 6 anos, até 1940, fiz em Kaminogue e, por mais 6 anos até 1946 é a obra de alicerce. O meu aprimoramento terminou. Desde o ano passado, virou a época de Miroku (Sol, Lua, Terra) [desde 1947 virou a época de Miroku Kannon = Miroku San-E]. “No Budismo, existem as seguintes expressões:

"encontro dos três Miroku", "aurora do encontro dos três Miroku", "baladas dos sinos do encontro dos três Miroku". Bem, isso mostra que existem três Deuses Miroku: um que representa o Sol (Kannon), outro, a Lua (Cristo), e mais um outro que representa a Terra (Buda). Ou seja, é a trilogia do Sol, Lua e Terra. E o centro de Miroku é o Espírito Santo do Izunome [pois, de Izunome-no-Kami é que surgiu Kannon, Cristo e Buda].” “O termo "Miroku San-E" significa o encontro dos três Mirokus, ou seja, Shaka (Sakyamuni)(Buda), Amida (Cristo) e Kannon.” “Interlocutor: Qual é a relação entre Miroku Oomikami e Miroku Bossatsu, que consta no Sutra Lótus? Meishu-Sama: Miroku Bossatsu é um discípulo de Sakyamuni. Miroku Oomikami vai surgir [pela segunda vez] doravante neste mundo. A profecia de Sakyamuni que diz que Miroku Bossatsu vai surgir depois de 5.670.000.000 anos se refere à Miroku Oomikami [ou seja, 5.670.000.000 quer dizer apenas depois, e não, do encontro de 5 = Kannon, 6 = Cristo e 7 = Buda].”

113

“Do Mundo Espiritual o Poder de Miroku Oomikami atua nas pessoas por meio do meu corpo. Os três anos seguintes [1948-1951] são a obra de alicerce do Mundo Material e terminada esta obra, será mundial. [em 15/06/1951 o Mundo Material deu o primeiro passo para entrar na derradeira fase da transição para o Mundo da Luz Divina, em 15/06/1961, entra na primeira fase da transição para o Mundo do Dia, e em 15/06/1991 na segunda fase]. O amuleto com o (?) no meio no Ohikari significa que desceu do Céu para a Terra. Não está nas orações? Que Koomyo- Nyorai (fogo x água) [Fogo x Água] se manifesta em Ooshin- Miroku (Miroku Flexível) [encarnação da ação livre e desimpedida]. Ele atua de acordo com a pessoa, em termos mais abrangentes age de modo a estar de acordo com o mundo. Não adianta tentar mostrar a ostentação. É preciso agir de acordo com a sociedade em questão. Caso contrário seria tratado por louco, como aconteceu com (?). Sol, Lua e Terra também têm três níveis. Para o Mundo Material é Koomyo Nyorai e Kannon [como Kanzeon-Bossatsu]. Precisaria explicar a fundo, mas ainda não é a hora. [ousa-se em dizer que para o Mundo Espiritual é Deus desse mundo e Kakuryo-no-Kami; e para o Mundo Divino é Ooshin-Miroku e Miroku San-E]” “O grande misericordioso Kanzeon-Bossatsu humildemente, passou a ter o nome de Messias. ( )” “Mesmo sendo possuidor de um elevado Nível Divino, Kannon promove a salvação. Num nível bem inferior, como Bossatsu.” Assim se pode observar que DEUS tem os nomes de Kannon [Kannon da Salvação Mundial] e Messias assim como o Deus Kanzeon Bossatsu.

“Kannon, Messias, Miroku, Koomyo-Nyorai,

114

os nomes diferem mas

Deus [DEUS] é um só.” Também se pode observar que DEUS tem os nomes de Miroku [Miroku Kannon] e Koomyo-Nyorai. De fato, Fogo x Água x Terra = SE x LE x TE = Miroku Kannon = Meishu-Sama > Fogo x Água = = SE x LE = Izunome-no-Kami = Koomyo-Nyorai = Kannon de Mil Braços. E que de maneira análoga se pode deduzir algo semelhante com: Koomyo-Nyorai como Izunome-no-Kami, e Miroku como Meishu-Sama, ou seja, Izunome-no-Kami passou a ter o nome de Meishu-Sama, de modo que este mesmo sendo possuidor de um elevado nível divino promove a salvação no nível menor daquele; os nomes dos dois diferem, mas DEUS é um só.

“Kannon é o Deus Izunome, é a personificação

[expressão] do Deus [DEUS] Miroku (Miroku Oomikami).”

O Fundador que ocupava o cargo de Conselheiro desde

1947, quando foi fundada a Igreja Kannon do Japão, passou a ocupar a posição de Líder Espiritual e a aparecer no primeiro plano da Igreja. A partir desse momento começou a usar o nome de Meishu-Sama, que significa “Senhor da Luz”. “Até 02 de abril de 1950 - eu, Meishu-Sama, era chamado pelos adeptos “Dai Sensei” (= Grande Mestre). A partir dessa data, mudei, por ordem de Kannon, o meu nome para Meishu- Sama (o Senhor da Luz) denominação formada de:

Mei que corresponde ao ideograma (= a Sol e Lua respectivamente); Shu (Senhor, dono) representado pelo ideograma. Sama é apenas uma forma de tratamento respeitoso, aplicável a qualquer pessoa.” “Como diz o referido senhor, anteriormente, eu era chamado de Grão Mestre. Na época, a minha atuação era de Bossatsu de Kanzeon-Bossatsu e por isso era adequado, mas depois que virei Nyorai [Koomyo-Nyorai], mudei para o nome de Meishu (Senhor da Luz).” [devido a: Koomyo-Nyorai = Aquele que veio com a Luz de Deus; Meishu-Sama = Senhor da Luz de

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Deus, embora a rigor seja “Senhor da Luz de Deus Supremo, assim, além de SE e LE se tem a TE]. “Ao se fazer um pedido, as pessoas costumam fazê-lo a “Koomyo-Nyorai” e a “Meishu-Sama”, mas só “Meishu-Sama” é suficiente. Isto porque eu tenho a atuação de Koomyo-Nyorai Sama. Eu sou a origem e por isso basta pedir apenas à origem. ( )

Tsukuyomi-no-Mikoto também veio comemorar. Um dia publicarei na revista “Paraíso Terrestre”, mas como ainda é cedo, estou pensando em fazê-lo no Ano Novo. Para salvar é preciso o Deus da Lua e o Deus do Sol juntos. A luz surge da perfeita união do Sol e da Lua. Tanto o Sol como a Lua possuem luz, mas o verdadeiro poder da luz só surge com a perfeita união de ambas. Por isso, a Luz do Johrei que sai de mim é a Luz do Sol e da Lua juntos. O “myo” do nome Koomyo-Nyorai é constituído de (?) (sol) e (?) (lua) e, portanto a Luz do Sol e da Lua constituem o verdadeiro Poder.” “Embora isso não tenha sido para menos, pois não havia dito a verdade. Koomyo-Nyorai Sama é o meu representante Como é muito difícil eu ir toda hora na presença dos fiéis, faço com que Koomyo-Nyorai Sama seja enviando e agraciado - seja cultuado. Tenham essa intenção. (fiquem cientes) Por isso em casos corriqueiros, basta pedir a Koomyo-Nyorai Sama. E, dependendo do caso, quando for um sofrimento

insuportável ou de perigo e urgência, é bom fazer o pedido diretamente a Meishu-Sama. Pois eu, em suma, sou o fabricante. Creio que ficaria fácil de entender se pensarem que é no sentido de pedir para falar diretamente com o fabricante.” “Da mesma forma, quando Bodhisattva Kannon transforma-se em Koomyo-Nyorai, está, de fato, manifestando o ponto de cruzamento entre o vertical e o horizontal, de onde surge a verdadeira força da Luz de Deus (= poder de Kannon)

Bodhisattva Kannon, depois de transformar-

[Fogo x Água]. (

)

116

se em Koomyo-Nyorai, manifestou-se como Miroku, com um poder trino: de fogo, de água e de terra.” O número dezoito (18), com os números de 1 a 10, sem repeti-los, tem duas composições: com dois números (10+8) e com três (5+6+7) [existem outras como 3+6+9]. A primeira simboliza Miroku Kannon ou Miroku Izunome-no-Kami, pois, dez é Deus e oito é Kannon ou Izunome-no-Kami. A segunda simboliza Miroku San-E, pois, é o resultado ou encontro de Miroku do Sol Espiritual com Miroku da Lua Espiritual e com Miroku da Terra Espiritual, isto é, o encontro de Kanzeon com Cristo e com Buda, ou seja, Meishu-Sama [Miroku dos três mundos, do Paraíso Terrestre]. “Ontem, aconteceu uma coisa engraçada. No Culto da Primavera passada eu falei que os números que até agora eram 5, 6, 7 lê-se Miroku, passarão a ser 3, 6, 9 também se lê Miroku. E, os participantes do Culto ontem somaram 369 pessoas. Depois do Culto da Primavera ontem foi o primeiro Culto, por isso, o fato desse número ter aparecido aí, podemos compreender que, realmente, Deus é livre. Deus faz muito dessas coisas e esse é o lado brincalhão dele. Isto é, essa é a força de Deus. “Ele realiza qualquer coisa sem pestanejar”, é o que nos mostra. Portanto, a participação de vocês no Culto está bem determinada por Deus; hoje é fulano, essa vez será beltrano.”

Kannon (ocidental): Jeová, Messias, Michael e Cristo (Segunda Vinda).

“Cristo [Segunda Vinda] e Jeová também, Goto e Messias, Deus também, todos são nomes de Kannon do ocidente.” “Arcanjo Michael não tem natureza angélica, e sim divina, sendo o próprio Cristo.” [A tradução literal para o nome Michael é “Aquele/Quem como Deus”, pois: Mi = Aquele/Quem(?); Ka = Como; El = Deus].

117

“Michael [Cristo], Messias e Jeová são nomes das diferentes manifestações de Kannon.” “Retirando a vestimenta de Kannon

é o grande momento de

se manifestar como Messias.” “O assunto agora seria sobre Jesus e na Bíblia ele fala

diversas vezes que “vai fazer a salvação através do Espírito do Pai do Céu”. Por isso Jesus Cristo seria o filho de Jeová.”

o Deus da Igreja Messiânica, é engraçado dizer isso,

mas é o Jeová da Igreja Católica.”

“(

)

“Deus [DEUS], o Supremo Deus, é Jeová.” “Jeová desceu do céu para perdoar Os pecados cometidos por todas as divindades e budas.” “O mistério da Segunda Vinda de Cristo não será desfeito enquanto não chegar

o momento da vinda de Messias

Está programado que Cristo se tornará o Messias que surgirá no fim do mundo.” “Naquela época havia uma Igreja Cristã chamada Holyness, dirigida por um indivíduo chamado Shigueharu Nakata. Seis dirigentes dessa Igreja foram presos e, por causa de torturas e maltratos, dois deles morreram na prisão. Na

realidade, é como se tivessem sido assassinados. O Sr. Nakata também adoeceu e acabou morrendo. Qual foi a causa disso? É que eles eram partidários da “Segunda Vinda de Cristo” e eles acreditavam nisso. Diziam que a Segunda Vinda de Cristo seria no país de ouro, que no caso é o Japão. Haviam muitos partidários da Segunda Vinda de Cristo que afirmavam que ele deveria aparecer no Japão. Havia uma pessoa de Osaka que afirmava que o local de manifestação era sem dúvida, em Osaka. Acreditando que ele teria surgido em Osaka, andou até procurando o Cristo, sabe?

118

Certa pessoa da Igreja Holynes fora indagado: “Se Cristo surgisse, que, afinal, seria o mais importante: O Imperador ou o Cristo?” E ele respondeu: No Japão, o Imperador é, sem dúvida, o mais importante, mas em termos mundiais, devemos considerar o Cristo acima, pois ele salvará toda a humanidade”. Essas palavras foram motivo de punição. Naquela época, os militares do Japão acreditavam que o Imperador iria realizar o Hakko-iti-u a unificação do mundo. Portanto, a afirmação de que o Cristo é mais importante que o Imperador era uma questão muito séria. Só por isso eles tiveram que encerrar suas atividades, sabe? Parece que recentemente, eles recomeçaram

suas atividades de forma bem restrita; mas foi realmente um fato lamentável. O Sr. Nakata Shigueharu era uma pessoa admirável e o que ele dizia era correto, sabe? Entre as Igrejas Cristãs a que mais me interessou foi a Igreja Holyness. Ouvi dizer que em algum lugar foi instalada uma Igreja denominada Holyness.”

a Segunda Vinda de Cristo, a Vinda do Messias e o

Nascimento de Miroku foram previstos por grandes profetas e santos.” “O Deus Messias tão aguardado por [Jesus] Cristo, Sakyamuni, Maomé desceu do céu.” “É preciso também saber o seguinte. Desde os tempos antigos, os fundadores de religião costumam perguntar tudo a Deus, não é? Aí recebem a declaração e dizem que Deus falou determinada coisa, não? Quem ouve isso fica muito agradecido. Sente gratidão. Entretanto, eu [Meishu-Sama] não faço essas coisas. Falo de modo simples em cada circunstância e por isso minhas palavras não mostram ser merecedoras de gratidão, sabe? Por isso, as pessoas tendem a negligenciá-las e deixa escapar muita coisa. Aí, quando acontece algo, é que vão perceber que já ouviram coisa semelhante. No início, dificilmente pensam assim. Por isso existem muitas pessoas que não agem conforme o que eu digo, sabe?

“(

)

119

E isso acontece porque eu não tenho necessidade de perguntar a Deus. O Deus que está em meu ventre é o mais elevado. Pois, o que eu digo e faço é o mesmo que o próprio Deus realizá-los, sabe? Isto é a coisa direta. Entretanto, os fundadores das religiões existentes até agora eram todos indiretos. Até mesmo Jesus Cristo dizia que nasceu pelo desígnio de Jeová, que era o Pai do Céu etc., mas ele era indireto. Já o Deus que está em mim é igual a Jeová. E por isso eu não reverencio Deus. Em qualquer religião, de qualquer lugar, por ocasião dos Cultos, o fundador reverencia respeitosamente Deus, não é? Eu não faço isso. Isto porque não existe um Deus que eu deva reverenciar. Se existem deuses todos são inferiores a mim. Por isso os deuses podem até me reverenciar. É por isso que seja para escrever um talismã, eles fazem a higiene pessoal, vestem-se a rigor e o escrevem com todo respeito, mas eu, no verão, por exemplo, escrevo seminu. Eu passo por todas as coisas de modo normal seja qual for ela. Pois não há necessidade de dificultar as coisas. E é por isso que se torna possível pensar esse ponto de modo oposto. Sou visto do contrário. Sou mal-interpretado, sabe? Mas eu acho que quanto a isso não tem importância se passarem a entender aos poucos. Por isso e não me importo com mal-entendidos passageiros. Eu não falava muito sobre essas coisas porque seria como fazer as pessoas acharem que sou um deus encarnado e não gosto muito. Por isso, as pessoas freqüentemente negligenciam o que eu digo e muitos são os erros decorrentes daí, de modo que achei melhor deixar falado. Então, bem conscientes disso, poderão entender claramente se compararem as outras religiões e fundadores.

120

Um exemplo bem visível é que os milagres de Jesus são muito famosos. Mas os meus discípulos realizam de modo imenso milagres iguais aos de Jesus, não é? E existem até milagres maiores. Se tivesse tempo gostaria de lê-los, sabe? Poderíamos dizer que são mais do que simples milagres. Vou colocá-los no jornal e, como não há tempo para lê-los agora, não vou fazê-lo ( )

Por isso, este milagre, por exemplo, nem Jesus - como na

época não existia luz elétrica e outras coisas, era inevitável - mas

é um milagre superior ao de Jesus. Jesus e todos os outros casos que mencionei há pouco são um poder indireto. No meu caso é um poder direto e isso pode ser comprovado só de observar esses fatos.” “O poder que salvará as divindades e budas e todas as pessoas é o supremo poder de Messias. Messias [Kunitokotati- no-Mikoto], Cristo [Segunda Vinda] e também Miroku [Oomikami] tão esperados descerão do céu.” “Creio que a Segunda Vinda de Cristo esperada por muitos e o aparecimento de Messias [Kunitokotati-no-Mikoto] e Miroku [Oomikami] são a mesma coisa.”

Kunitokotati-no-Mikoto.

Kannon

(mundial):

Jeová,

Messias,

Miroku

Oomikami

e

“[Meishu-Sama:] Vou evitar falar sobre Kunitokotati-no- Mikoto. Como as forças aliadas estão muito atentas ao Xintoísmo do Japão, é melhor não falar sobre Kunitokotati-no- Mikoto ou Amaterassu Oomikami. O que você está indagando não tem nenhuma relação com a vida cotidiana atual. As forças

aliadas estão querendo tornar cristãos os japoneses a fim de que

o Japão não faça mais guerras. Até agora, o Xintoísmo, ligando o Amaterassu Oomikami ao Imperador, veio colaborando com a guerra. Por isso, os Estados Unidos não gostam disso. Não se simpatizam com as divindades do Xintoísmo.

121

O pensamento sobre o país divino existente até agora está errado. Não se pode pensar que só o Japão é um país divino. Deus [no caminho de DEUS Propósito] irá salvar imparcialmente a humanidade e jamais somente o Japão. Talvez tenha surgido pergunta como esta tanto na nossa Igreja como no exterior. Por isso, podemos pensar que Miroku Oomikami é Jeová, é Messias. [e não Amaterassu Oomikami e Kunitokotati-no- Mikoto, ou melhor, Ookunitokotati-no-Mikoto e Kunitokotati- no-Mikoto]” “[Meishu-Sama:] Indo desta vez a Nara, entendi que o Príncipe Shotoku é Kannon. O Príncipe fui mesmo eu. Soube disso. A porta do Palácio do Sonho se abriu bem na hora - é certeza que isso só acontece uma vez por ano - e naquele momento, o espírito de Kannon [já Kannon da Salvação Mundial?], bem, entrou em mim. E o que fiquei sabendo é que estava esperando o momento até agora. Isto porque Nara é a origem do budismo, foi dali que o budismo teve início. Por isso, e perguntando diversas coisas sobre os templos de Nara, vemos que ainda não haviam surgido religiões. A isso a filosofia budista chamou de religião primitiva, sabe? Em seguida, surgiu o budismo montanhês. E só depois é que se formou o budismo de seitas. Por isso a religião da Era Nara é centralizada de um modo geral em Kannon. Existem Amida, Sakyamuni, vários, Yakushi Nyorai [Buda dos Remédios] também é Kannon, sabe? Quase todos eram centralizados em Kannon. [com a ordem crescente:

Bodhisattva Kannon = Kanzeon-Bossatsu = Izunome-no-Mikoto (5); Amida = Cristo (6); Sakyamuni = Buda (7); Kannon dos Mil Braços = Izunome-no-Kami = Koomyo-Nyorai (8); Miroku Kannon = Miroku San-E = Izunome-no-Ookami (18); Ooshin-Miroku (talvez vá até 20) e Kannon da Salvação Mundial (36)]. Em suma, o Príncipe Shotoku é um pequeno modelo do Kannon de Mil Braços. E o que estou realizando agora é a ação do Kannon de Mil Braços. Por isso, faço diversas coisas de forma

122

ilimitada. Até agora, o Kannon da Salvação do Mundo (Messias) estava no Pavilhão do Sonho e soube que nele, o Príncipe Shotoku sempre fazia seus escritos, vivia lá como se fosse sua residência. E ele se chama Pavilhão do Sonho - o nome sonho que é interessante. Isto é com certeza, o sonho daquela época do Príncipe Shotoku finalmente está para se concretizar. Normalmente é muito difícil se colocar um nome como Sonho. Costuma-se colocar um nome mais direto, que possui algum significado, não é?

E lá está escrito Kannon da Salvação do Mundo. Nos

documentos literários, consta Kannon da Salvação do Mundo,

cuja leitura em japonês é Gusse Kannon [Guce Kannon ou Guce- no-Mikami = Messias].

E fui eu quem chamou de Messias, e por isso é bem

interessante ter ido desta vez. Existe um significado. O fato de

ter ido bem no dia em que isso já estava decidido. Pela programação, deveria ter ido no dia seguinte, mas como a atividade do dia terminou logo, ficou decidido ir até o Templo Horyu. Visitaríamos o Templo e o restante seria deixado para o seguinte. Mas se tivéssemos deixado para o dia seguinte não teríamos visto o Kannon da Salvação do Mundo (Messias). Realmente, estava decidido assim.” No entanto, o nome Kannon como DEUS desaparecerá. “Kannon é o Deus [DEUS] Izunome [Miroku Kannon], é a personificação do Deus [DEUS] Miroku (Miroku Oomikami). Consequentemente surgirá o dia em que o nome Kannon desaparecerá. No Mundo Espiritual ele praticamente já não existe.”

“Interlocutor: Sendo assim, a fé centralizada em Meishu- Sama pode ser interpretada como uma adoração centralizada no Kannon da Salvação do Mundo (Messias). Meishu-Sama: Não. O nome Kannon ainda constitui um

disfarce e por isso não surge o Poder verdadeiro. Pois é Deus

[DEUS] quem faz a Providência, sabe? (

Messias é o nome de

)

123

ser humano. Deus [DEUS], o Supremo Deus, é Jeová [na Babilônia antiga se descobriu placas, há 2.200 a.C., 300 anos

antes de Abraão que foi o primeiro patriarca da Bíblia, escritas que “Javé (Jeová) é DEUS”].” Assim, grosso modo, ocorrerá a inversão: Kunitokotati- no-Mikoto (personificação de DEUS na última Era do Dia; Primeira Abertura do Portal de Rocha do Céu) → Kannon Izunome (personificação de DEUS na última Era da Noite) → Kunitokotati-no-Mikoto (personificação de DEUS na próxima Era do Dia; Segunda Abertura do Portal de Rocha do Céu). Agora, com esse último parágrafo, se acredita poder compreender totalmente a resposta de Meishu-Sama de que Izunome-no-Kami seria descendente de Kunitokotati-no-Mikoto

e que em termos de posição [até 01/05/1951] Izunome-no-Kami

seria superior a Kunitokotati-no-Mikoti. “Existem as épocas. O Deus chamado Kunitokotati-no- Mikoto é o Criador. Na época da criação, o Grande Kunitokotati- no-Mikoto [Ookunitokotati-no-Mikoto] criou todas as coisas.” “Ushitora-no-Konjin [Kunitokotati-no-Mikoto], que é o Deus mais elevado.” “Com o surgimento do Ushitora-no-Konjin, o Mundo Espiritual clareia porque ele é uma divindade da linhagem do Fogo (Sol Espiritual/Dia) e possui uma Luz muito forte.” Em 21/08/1952:

“Tratando-se do deus do espírito do país, a abrangência é bem ampla. Quando são do nível de Amaterassu Ookami, Sussanao-no-Mikoto, possuem luz do tamanho do Japão ou da Coréia.

E a Luz que alcança o mundo todo é do Deus Messias que está em mim [que só nascerá em 1954]. E ela será para o mundo inteiro. Por isso, chamamos Igreja Messiânica e Associação Komanji. Esta é muito grandiosa, pois possui o nome do deus. Shiseisenteroso que é um nome mundial. Shiseisentenroso é

Kunitokotati-no-Mikoto. Por isso, o Deus que está comigo possui

a Luz mais forte.”

124

Mas, na Era da Noite:

“Por isso, a expressão: “Deus também está penalizado”, é no sentido de que o Ushitora-no-Konjin, que é o Deus mais

elevado, cai em nível inferior [como Kannon = Izunome-no-Kami

= Kanzeon-Bossatsu]”.

1.7. Na Era do Dia (Messias).

Uma vez falaram para Meishu-Sama que “Em seu poema

vemos escrito: “Cristo [Jesus de Nazaré], [Buda] Sakyamuni [Sidharta Gautama], Messias [Mokiti Okada como Meshia-Sama],

são

deuses [Deuses e DEUS] com aspecto humano”.” Mokiti Okada inicia seu desenvolvimento na Transição da Era da Noite para a Era do Dia desde quando a Bola de Luz se estabeleceu no seu ventre [1921], quando ele percebeu a presença de Kannon ao seu lado [1923], Kanzeon-Bossatsu

apossou-se de si [1926], sinal de ser a Luz do Oriente [1928], Dragão Dourado [Izunome-no-Kami = Kunitokotati-no-Mikoto] passa a ser seu espírito guardião [1929], Kanzeon sai de Bossatsu

e passa para o Nyorai Kannon de Mil Braços = Koomyo-Nyorai

[1934], depois com o encontro de Kannon, Cristo e Buda [ou seja, Miroku San-E = Miroku Kannon = Pai, Filho e Espírito Santo, em 1947], até o Messias [1950].

A transformação da atuação de Kanzeon-Bossatsu para Izunome-no-Kami se dá em 1934 no Plano Superior do Mundo Espiritual, no momento em que Kanzeon ao descer do Céu à Terra em Koomyo-Nyorai, ou seja, no instante da passagem de Buda Kanzeon (5) ou Kannon Kanzeon (5) para Deus Izunome (8). Já o encontro da Santíssima Trindade Kannon, Cristo e Buda se dá em 1947 no Plano Superior do Mundo Divino. Antes de tecer mais abordagens se trata um pouco mais dos postos Kannon, Buda e Cristo. A essência deles pode ser assim resumida:

Kannon

[Mokiti

Okada

antes

e

durante

Meishu-Sama],

125

Kannon (Ookunitokotati-no-Mikoto): Kunitokotati-no- Mikoto Izunome-no-Kami (reencarnação de Kunitokotai-no- Mikoto) → Kanjizai-Bossatsu → Kanzeon-Bossatsu → Mokiti Okada [Kannon do Sol Espiritual (Kanzeon-Bossatsu) → Kannon dos Mil Braços (Izunome-no-Kami) → Miroku Kannon (Meishu- Sama) → Kannon Ooshin-Miroku → Kannon da Salvação Mundial (Kunitokotati-no-Mikoto → Meshia-Sama = Messias → Miroku Oomikami)]. Buda (?, por ser religião panteísta): Kanjizai-Bossatsu (reencarnação de Izunome-no-Kami, o Buda oculto) → Zenzai Doji (reencarnação de Wakahimeguimi-no-Mikoto) → Sakyamuni. Cristo (Jeová): Michael Hoozo-Bossatsu (reencarnação de Sussanao-no-Mikoto) → Amida → Jesus. O que está escrito “Kunitokotati-no-Mikoto Izunome- no-Kami.” quer dizer que DEUS Ookunitokotati-no-Mikoto com o papel de Kunitokotati-no-Mikoto só irá entrar em cena no Mundo Material cerca de três mil anos depois; porém assumiu o novo papel de Izunome-no-Kami que foi responsável pelo surgimento de Buda, Cristo e Kannon. DEUS ficou assim com os papéis de Kunitokotati-no-Mikoto (ELE escondido no Mundo Material), Izunome-no-Kami (ELE surge no Mundo Material sem se revelar) e Jeová (ELE revelado). Já “Michael Hoozo- Bossatsu” quer dizer mais “Michael e Amida se encontram no Mundo Espiritual”. Relacionando-se os postos com as raças e os astros que compõe o universo (Sol, Lua e Terra) se tem:

1º) Miroku’s na linhagem da raça Yamato são: Miroku do Sol Espiritual = Amaterassu Oomikami; Miroku da Luz Espiritual = Izunome-no-Kami; Miroku da Luz Divina = Meishu-Sama. 2º) Miroku na linhagem da raça Izumo é Miroku da Lua Espiritual = Cristo = Amida = Sussanao-no-Mikoto = Jesus. Eis o que diz Meishu-Sama: “O Deus chamado Sussanao-no-Mikoto, como também consta em meus livros, é o ancestral da cultura material dos judeus, mas não é bem isso. Também pode se dizer

126

isso, mas o povo israelita é filho de Sussanao-no-Mikoto e ele corresponde ao povo judeu. A cultura material que temos hoje é a cultura judia. Em suma, ela foi construída por Sussanao-no- Mikoto. Então, Jesus é descendente de Sussanao-no-Mikoto. Por isso, Jesus tem por ancestral um deus que nasceu de Izanagui-

Seria muito interessante contar mais detalhes

sobre essas coisas, mas pretendo escrevê-los aos poucos.” 3º) Miroku na linhagem da raça Tenson é Miroku da Terra Espiritual = Buda = Sakyamuni [uma outra narrativa fala da vinda, bem mais tarde, muito depois de Sussanao-no-Mikoto, de outro herói pertencente à dinastia chinesa Chou, chamado Tenson Ninigi-no-Mikoto, cujo antepassado tem o nome de Banko Shinno (rei divino de Banko). Este é considerado, na China, como se fosse Amaterassu, rei da linha solar, o homem divino, também conhecido como Banko Shi. Quando Banko Shinno tomou conhecimento de que o Japão estava dominado por Sussanao-no-Mikoto, resolve reagir, mas morreu antes de conseguir o seu intento. Então, a conquista só vai ser concretizada mais tarde, por outro grande líder da terceira geração Banko Shi chamado Kamiyamato-Iwarehiko-no-Mikoto (que é o mesmo Ninigi-no-Mikoto)]. [Por isso, quando Meishu- Sama perguntado “No Ensinamento sobre as considerações espirituais, a linhagem de Banko Shinno seria da linhagem do Sol?”, ele respondeu que “Seria da sub-linhagem do Sol.”]. Os Miroku’s designando Deus vivo são: Miroku do Sol Espiritual = Kanzeon-Bossatsu; Miroku do (Sol Espiritual x Lua Espiritual) = Izunome-no-Kami = Koomyo-Nyorai; Miroku do (Sol Espiritual x Lua Espiritual x Terra Espiritual) = Miroku do Universo = Meishu-Sama; Miroku do UNIVERSO = Miroku Oomikami. Abordando-se o encontro de Kannon, Cristo e Buda se enfatiza que desde antigamente existe no budismo o termo “Miroku San-E”. Como até os dias de hoje esse termo permanecia envolto em mistério, era impossível compreender o seu significado.

no-Mikoto. (

)

127

De acordo com os ideogramas que compõem o termo "Miroku San-E", ele significa o encontro simultâneo dos três Miroku’s. Buda é Miroku da Recompensa [atuação no sentido de retribuição], Miroku da Terra [da Terra Espiritual]. Amida é Miroku da Lei [atuação do bem, não permite nenhum mal], Miroku da Lua [da Lua Espiritual]. Kannon é Miroku da Concordância [atuação de acordo com o tempo, lugar e posição espiritual de cada um], Miroku do Sol [do Sol Espiritual]. Assim:

Miroku San-E = Buda x Cristo x Kannon = Miroku da Terra Espiritual x Miroku da Lua Espirtual x Miroku do Sol Espiritual = Deus da Terra Espiritual x Deus da Lua Espiritual x Deus do Sol Espiritual = DEUS da Luz Divina = DEUS do Universo. Esses três santos (Buda, Cristo e Kannon) deveriam, na verdade, estar dispostos na seguinte ordem (Kannon, Cristo e Buda): os espíritos do Sol, Lua e Terra, ou Fogo, Água e Solo, ou ainda 5, 6 e 7. [“O número cinco representa Deus, [Céu, Mundo Espiritual do Mundo Material], o número seis representa o [Espaço Intermediário ou Mundo Atmosférico do] Mundo Material, ou seja, a Cultura da Ciência - água, e o número sete representa [Terra, o Mundo Material do Mundo Material], o Mundo Búdico – solo.”]. Somando-se esses números, o resultado é 18. A respeito do número 18, nos ensinamentos da Igreja Oomoto está escrito: “Até agora o Céu era 6, o Mundo Intermediário 6 e a Terra 6. Mas o espírito de "1%" desceu do Céu para a Terra, e o Céu se tornou 5 e a Terra 7." Trata-se pois da Previdência de Deus [DEUS] de profundo significado. Esse espírito de "1%" vem a ser o ponto central. Por esse motivo é que surgirá a sagrada época de 5, 6, 7 [Mundo de] (Miroku). Algo análogo a Santíssima Trindade com inversões, donde 7 no lugar de 5:

“A seguir, vou mostrar algo interessante. Pelo fato de Kannon ter nascido do budismo, este [o budismo] é seu o progenitor [de Kannon]. Buda, fundador do budismo, vem a ser o pai do pai [de Kannon]. Portanto, o deus Izunome-no-Kami, que gerou Buda, é pai [bisavô de Kannon] e antepassado de

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Kannon. E ainda: esse deus [Izunome-no-Kami] torna-se Kanzeon. Portanto, também a partir desse ponto, poderão compreender que Buda é a personificação de Deus, uma vez que Buda é o elemento Terra, ele realiza o trabalho de pai-genitor [de Kannon]. Amida é Lua e mulher, logo, pode-se dizer que é a mãe de Kannon. Ou seja, tanto a Terra como a Lua possuem o sentido de gerar o Sol. Essa é, também, a Verdade-Real do Universo.” “Sakyamuni e Jesus também não sabiam da Providência Divina do Deus Izunome [Kannon] que guardavam em suas mãos.” Ooshin-Miroku = Miroku Flexível parece oscilar entre Koomyo-Nyorai (8) e Miroku San-E (18), ou um pouco mais de Miroku Kannon e menos que Miroku Oomikami (36), talvez = 20:

"Kanzeon-Bossatsu, sendo descendente direto e divindade manifesta do Deus Supremo, possui a força absoluta. É a divindade que surgiu no mundo búdico. No Cântico da Boa Palavra (Zenguen Sanji), consta: "Ora se manifestando como Koomyo-Nyorai, ora se transformando em Ooshin-Miroku". Este último [Ooshin-Miroku] ainda é Buda, não sendo essa a sua natureza original [DEUS]. Futuramente, transformar-se-á no Deus do Sol, da Lua e da Terra [Deus do Sol Espiritual x Deus da Lua Espiritual x Deus da Terra Espiritual], ou seja, [Miroku San-E que é uma manifestação de] Miroku Oomikami. Atuando como Deus Miroku [Miroku Oomikami], Ele [Ooshin-Miroku] manifestará a força da trindade dos elementos Fogo, Água e Terra."

Após se ter abordado um pouco mais sobre os postos Kannon, Buda e Cristo, bem como sobre Miroku San-E e Ooshin- Miroku, se versa a respeito deste item que é sobre o Messias. Messias não é Kannon, Cristo, Buda, Koomyo-Nyorai, Kakuryo-no-Kami, Miroku do Mundo Espiritual, Miroku San-E, Ooshin-Miroku, mas sim é Kunitokotati-no-Mikoto. Não o Kunitokotati-no-Mikoto que esteja por estes postos como o de Kannon, Cristo, Buda e Koomyo-Nyorai (como Izunome-no-Kami, sendo que Cristo de forma indireta), Kakuryo-no-Kami e Miroku

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do Mundo Espiritual (como Enma-Daio), Miroku San-E e Ooshin- Miroku (como Meishu-Sama), mas sim o Kunitokotati-no-Mikoto como o Ookunitokati-no-Mikoto. Em 28/02/1948:

“Anteriormente, Kunitokotati-no-Mikoto tinha o poder do mundo nas mãos, mas na noite do solstício de primavera (setsubun, 3 de fevereiro) se transformou no Deus Dourado do Nordeste que foi preso no Kimon (nordeste). [DEUS] Kunitokotati-no-Mikoto se transforma [no Mundo Material] em [Deus] Izunome Ookami. Kunitokotati-no-Mikoto, no Mundo Espiritual, se transforma em [Deus] Enma Daio e realiza a função de punir, mas como as pessoas são muito coitadas pela sua severidade, ele fica metade Enma Daio e metade Kannon. Deus [DEUS] é rigoroso, mas Buda [Deus] é a piedade e por isso Izunome Ookami, no mundo búdico, virou Kannon [Deus que não é DEUS]. Em suma, é a misericórdia indiscriminada para o bem e para o mal. A teoria de que os budas e bossatsu’s se transformam nos deuses deixando sua terra de origem [Índia] para salvar o povo [japonês] também estava errada até agora. O sentido é que ele [Izunome Ookami] retorna ao Japão e salva os homens [e não somente os japoneses]. Em 20/09/1948:

“Interlocutor: O Mundo Espiritual é regido por Ookuninushi-no-Mikoto e o Mundo Material, por Kunitokotati- no-Mikoto. Quem rege o Mundo Divino? Meishu-Sama: Kunitokotati-no-Mikoto não rege [o Mundo Material]. Ele está realizando a Grande Purificação, mas não posso falar, além disso. O Mundo Espiritual é Ookuninushi- no-Mikoto. O Deus [DEUS] regente do Mundo Divino vai ser definido, ainda [após o falecimento de Meishu-Sama no dia 10 de fevereiro de 1955? Ou mesmo já em 15 de junho de 1950?]. Interlocutor: O Supremo Deus seria tudo isso em termos globais?

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Meishu-Sama: Sim. É. É o (??????). Esse não muda. Mas ainda não surgiu a regência [do Mundo Material] de um Deus [DEUS] com individualidade [O que sempre surge é DEUS com generalidade como Supremo Deus, Miroku Oomikami, Jeová, Pai do Céu e Alá]. Por isso, até nas religiões, nenhuma dominou o mundo.” Em 01/05/1951 [três anos seguintes a partir de

28/02/1948]:

“Interlocutor: O Primeiro céu, na constituição do Mundo Espiritual, [Deus do Mundo Espiritual e Kakuryo-no-Kami] ainda não estava [bem] formado. Meishu-Sama: Isso mesmo. Interlocutor: Qual é o trabalho de Kunitokotati-no- Mikoto, na ocasião? Meishu-Sama: É o trabalho de julgar [julgamento do Mundo Espiritual para o Mundo Material]. Ficando pronto, a atuação de Kunitokotati-no-Mikoto fica diferente. A atuação da conclusão chama-se Miroku (5, 6, 7) [início em 1947 e final em 1954 quando Kunitokotati-no-Mikoto vai surgir no Mundo Material e julgar as pessoas vivas] [Juízo Final]. Em 20/05/1951:

Interlocutor: Como é o Deus do Mundo Espiritual? Meishu-Sama: É o Deus que rege o Mundo Espiritual. Antes era o Enma Daio. É Kunitokotati-no-Mikoto. Este deus [Deus], há cerca de dezenas de anos atrás, foi designado por Ookuninushi-no-Mikoto para reger o Mundo Espiritual e atualmente está trabalhando no Mundo Material. Está me protegendo. Quando não entendo algo, pergunto a ele e ele me ensina de forma bem simples [por ser seu espírito guardião, desde 1929, e também por causa do Yukon que será visto em

6.19.]

É um deus [DEUS] de muito poder e nenhum demônio é páreo para este deus. O Poder Kannon tem origem no Poder de Kunitokotati- no-Mikoto. Ele é também o deus [DEUS] do julgamento.”

131

Em 01/07/1951:

“Outra coisa que gostaria de falar é que desta vez o Sr. Ookussa, o Sr. Matsui e o Sr. Suzuki Shogo - atual membro do congresso - creio que os senhores os conheçam bem. Eles três fizeram um tipo de turnê no nordeste. A primeira palestra foi em Ohara-cho, uma cidade do estado de Aomori, que em termos de Japão fica no extremo norte. Começaram por lá. Disseram-me que foi um sucesso. A cidade é pequena e vieram cerca de mil pessoas. Agora, Deus [DEUS] começou a divulgar de forma propriamente dita. Pois como sempre digo, o Leste e o Norte são o espírito, não é? E digo também que, se daí nos direcionarmos para o Sul e para o Oeste sempre seremos bem sucedidos. É nesse sentido. E eu vim do leste para o oeste. Escrevo muito sobre isso. O leste do Japão é Tóquio, o leste de Tóquio é Assakussa e o leste de Assakussa é Hashiba. Nasci aí e depois fui vindo cada vez mais para o Oeste. E, à medida que vim vindo para o Oeste, o meu trabalho foi crescendo. Também passei a ser conhecido socialmente. Então, para que a Messiânica seja realmente divulgada, o certo é começar pelo extremo nordeste. Aí vamos dizer assim, Deus [DEUS] irá trabalhar. Este deus é Kunitokotati-no-Mikoto, o Deus dourado do nordeste. É ele quem irá atuar. Então, seria mesmo começar do extremo nordeste. Depois, ir-se-ia cada vez mais para o oeste. Também realizaremos turnês de palestras. A divulgação será nessa ordem. Essa é a verdadeira forma de divulgação. Até agora eram coisas do alicerce.” No início da primavera de 1954, quando se aproximava a grande purificação de Meishu-Sama, ele escreveu quatro ensinamentos a seguir, ou seja, nos dias 4, 5, 6 e 7. O interessante é que eles têm muitas repetições sobre Kunitokotati-no-Mikoto. Em 04/02/1954:

“Dizem que hoje, justamente com o início da primavera (4/2), é o dia 1º do antigo calendário (o calendário lunar). Fala-se

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em dia do início da primavera e sempre acho que é cedo. Seja como for, o deste ano tem um grande significado. Ainda não posso anunciar o que é, mas ontem e hoje, aconteceram coisas maravilhosas. Um dia, falarei, mas se trata do modelo de Deus [DEUS].

Isto porque no setsubun (solstício da primavera) existe uma atividade que vem desde os tempos antigos de afastar as catástrofes do diabo como diz o ditado: “felicidade para dentro,

diabo para fora”. Por causa disso, nos templos, costuma-se jogar soja do lado de fora da casa. Entretanto, como já disse em outra oportunidade, isso é totalmente sem nexo.

O diabo é uma divindade muito eminente. É a divindade

chamada Deus Dourado do Nordeste, Kunitokotati-no-Mikoto. No salmo de hoje constava o nome de Tokotati-no-Mikoto e esse nome é uma abreviatura que usei para cantar Kunitokotati-no- Mikoto. Também incluí o nome de “Deus do Nordeste”. Assim, considera-se que o início das coisas se deu na Era dos Deuses, mas não é. Não foi uma época tão remota assim. Considera-se ainda que seja há três mil anos e nessa época já se estava no mundo dos humanos. Houve um período em que o Deus [DEUS] Kunitokotati-no-Mikoto tinha domínios em termos mundiais. Entretanto, por ser um deus muito severo e não perdoar o que estava errado - podemos sabê-lo vendo os Ensinamentos da Igreja Oomoto. Em suma, por ser rigoroso

demais, nenhum deus suportou mais e o prenderam, achando que só assim teriam sossego.

deus que o aprisionou se chama Amanowakahiko-no- considera-se que ficou aprisionado durante três mil

Kami. (

anos. E esse Deus [DEUS] incorporou em Deguti Naoko [ou Nao Deguti], fundadora da Igreja Oomoto, no ano 25 da Era Meiji, e ficou muito bravo. A sua primeira manifestação foram estas palavras:

“Chegou a época do Ushitora-no-Konjin (Deus Dourado do Nordeste), da flor da ameixeira que desabrocha ao mesmo tempo nos três mil mundos. Chegou a hora do país divino que se

O

)

133

inicia com a ameixeira e governa com o pinheiro. O Japão é o país divino. Este mundo não vai para frente se Deus [DEUS] não tomar conta. O bambu representa os países estrangeiros”. Como gritou com um vozeirão, acharam que ela estava louca e foi levada para a polícia, ficando detida de 20 a 30 dias. Esse foi o início da Igreja Oomoto. A divindade chamada Ushitora-no-Konjin foi aprisionada e o seu corpo físico não mais existe, mas o espírito foi para o Mundo Espiritual e lá é Enma Daio. Enma Daio é a divindade que julga o bem e o mal, os crimes e os pecados tem a função de julgar/punir. Só de se falar em Enma Daio todos ficaram apavorados. Mas ele, na realidade é um deus [Deus] correto e honesto. Por isso, mesmo partindo para o Mundo Espiritual, um ser humano ruim o vê com um rosto terrível. É o que afirmou um espírito. Quando se trata de uma pessoa de coração bom, o vê com um rosto muito afetuoso, bondoso e respeitoso. Isso é interessante. Por isso, nos ensinamentos da Oomoto está escrito: “O Ushitoran-no-Konjin vai surgir do nordeste como Enma deste mundo”. Enma deste mundo significa que ele vai realizar o julgamento do Mundo Espiritual para o Mundo Material. Como se diz que “vai surgir neste mundo”, ele vai surgir no Mundo Material e julgar as pessoas vivas. Consta ainda nos Ensinamentos da Oomoto: “Até agora era uma proteção oculta. Agora será uma proteção aberta. Isso significa que tudo vai tomar características materiais. E quando isso acontece? Aproximadamente no ano 25 da Era Meiji [1868 + 25 = 1892] avançou-se um degrau do Mundo Espiritual para o Mundo Material. O Mundo Espiritual também é constituído de três níveis e aproxima-se gradativamente, um nível de cada vez. [1892-1922; 1923-1953; 1954-1984. Em 1892 Kunitokotati-no-Mikoto incorpora em Nao Deguti, 1923 é notado como Kannon ao lado de Mokiti Okada, 1954 nasce em Meishu- Sama, 1984 é o início do período de desarmonia interna, que

134

levou à divisão da Igreja Messiânica Mundial em três grupos].[2014 ?]. E, terminando o último nível, surge diretamente no Mundo Material a partir de hoje. Sendo assim, hoje é o primeiro dia do Juízo Final [em 04/02/1954]. É assustador, mas isso é apavorante se temos pensamentos ruins ou se temos máculas. Se, ao contrário, nós tivermos um sentimento verdadeiramente correto, excelente, é motivo de gratidão. Até agora éramos judiados pelos maus e passaremos a não sê-lo. Por isso, para os bons, isso é ótimo. Nos mesmos Ensinamentos consta ainda: “Agora vou separar o bem e o mal”. Eu tenho escrito isso o tempo todo. Ultimamente, começaram a aparecer de modo estupendo, diversos casos de corrupção. Creio que não existem exemplos, até agora, de terem surgido tantos casos corruptos assim. Creio que isso também mostra que o referido julgamento se aproximou. Com o surgimento do Ushitora-no-Konjin, o Mundo Espiritual clareia porque ele é uma divindade da linhagem do Fogo (Sol/Dia) e possui uma Luz muito forte. Por isso, as coisas que estavam sendo escondidas, subterfugiadas, aparecem. Tornam-se visíveis. E por isso aparecem essas coisas. Outra coisa. A partir deste ano irão aumentar ainda mais as doenças. E, juntamente com isso, as toxinas medicinais vão ficando evidentes. Como já disse anteriormente, demos um passo na Era do Pavor. Com isso, a expansão da Igreja Messiânica torna-se intensa, expande-se bastante. Começamos a entrar nessa fase e por isso vale a pena trabalhar. Até agora, vivíamos pressionados, mas essa força de pressionar vai enfraquecer. Isso no sentido de que, se antes precisávamos falar 10 ou 20 vezes para que as pessoas entendessem, agora entenderão se falarmos 5 ou 6 vezes.

Entretanto, as coisas de Deus [DEUS] não aparecem de forma repentina ficando logo visíveis. Isto é, vão avançando

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quase que imperceptivelmente. Este ano, o ano que vem, o outro, e assim por diante, a cada ano vai ficando mais rápido e também mais evidente. Seja como for, é certo que a partir deste ano Deus [DEUS] apareceu no palco e por isso a Igreja Messiânica irá ser bastante conhecida mundialmente a partir deste ano. Finalmente ela subirá ao palco. Como é mesmo igual a uma peça, é a introdução. Isso consta nos Ensinamentos da Oomoto: “agora é a grande peça dos três mil mundos e por isso, existem papéis de bom e papéis de mau”. Os Ensinamentos da Oomoto são muito bem escritos. ( )

E há mais uma coisa. Como disse há pouco, se o grande general que aprisionou o Ushitora-no-Konjin é Amanowakahiko- no-Mikoto, este deus é satânico e diabólico e nada honesto. É chamado de “O contra” e distorce tudo. Como o seu grupo veio dominando o mundo o tempo todo, o sentimento humano acabou ficando deturpado dessa forma. Por isso, as coisas sempre ficam ao contrário. Se uma pessoa é elogiada dizendo que é boa, já fica desleixada e, se ao contrário, ficam estranhamente ao avesso, dizendo: “É porque me elogiam demais, não precisam dizer assim de forma tão persistente, pois eu sei muito bem”. Têm demais, essa mania. Principalmente entre os japoneses, ela é numerosa. Isso significa que são muitos os da linhagem de Amanowakahiko-no- Mikoto. Por isso está escrito nos Ensinamentos da Igreja Oomoto. A obediência/condescendência é o melhor”. Isso porque os seres humanos não são nada condescendentes. Pelo que podemos ver e ouvir, os americanos, por exemplo, são muito condescendentes. Por isso entram em acordo Os japoneses, nesse ponto são muito diferentes. Os partidos políticos anglo-saxões são só dois ou três. Seja como for, na questão de partido político, religião ou qualquer outra coisa, o Japão é o país que os possui em maior número. E isso se deve

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mesmo ao caráter dos japoneses que são do contra, não são condescendentes, não entram em acordo. Entretanto, em termos espirituais, os japoneses são mais elevados. Os mais abalizados. Por isso, mesmo na ministração de Johrei - e em breve passarão a ministrar Johrei nas pessoas do mundo inteiro - os japoneses são os que melhor curam. Pois seu espírito é o mais forte. Com isso o Japão é o país mais visado por Satanás. Por isso, se os japoneses melhorarem, o mundo inteiro irá melhorar. Ele é como a semente do mundo ( ) Por isso, no nível espiritual, os japoneses estão muito acima do normal. Os outros povos estão todos abaixo. Entretanto, o japonês que adora uma pessoa de lá acaba caindo para um nível inferior. Por isso, a expressão: “Deus [DEUS] também está penalizado”, é no sentido de que o Ushitora-no-Konjin, que é o Deus mais elevado, cai em nível inferior, e os deuses de ramificação fazem o que bem entendem, se vangloriando lá em cima.

E isso, que durou 3 mil anos, finalmente está aparecendo

através do órgão que é a Igreja Messiânica Mundial. A partir deste ano, finalmente a Igreja Messiânica Mundial começará a ser conhecida mundialmente. Deus [DEUS] traçou o plano exatamente assim e por isso pode-se saber que assim será.

E hoje é o primeiro dia. Por isso, se observarem com essa

intenção, poderão entender muito bem. E a conclusão do templo Messiânico neste ano, coincide plenamente com o fato de que vai ocorrer essa mudança, essa transição material. Como sempre digo, Atami é a parte material e por isso, as coisas vão aparecer materialmente. “Este plano [traçado por DEUS de que a Igreja Messiânica Mundial começará a ser conhecida mundialmente a partir de 04/02/1954. Lembrar que em 1955 já estava no Brasil] não deve ser anunciado e, ao mesmo tempo, não pode ser anunciado - diz Tokotati-no-Kami”.” Em 05/02/1954 (um dia depois):

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“Ontem foi o dia do início da primavera (4/2) e anteontem foi o Setsubun. Este tem muita relação com a Igreja Oomoto. A divindade que iniciou a Igreja Oomoto foi Kunitokotati-no-Mikoto. Ele é chamado de Ushitora-no-Konjin, onde foi aprisionado. Ele ficou oculto durante três mil anos e, nesse período, no Mundo Espiritual tornou-se Enma Daio. E agora, como consta nos Ensinamentos da Oomoto, “Ushitora-no-Konjin surgiu como Enma neste mundo e vai realizar a reformulação, a reconstrução do mundo”. É isso. A esse respeito, existem dois Ensinamentos da Oomoto. O primeiro, que já disse no início: “Chegou o mundo do Ushitora- no-Konjin, da flor da ameixeira que desabrocha de uma só vez nos três mil mundos”, e, o segundo: “Agora chegou o momento da soja torrada brotar e por isso, Deus [DEUS] também está contente”. No setsubun, costuma-se jogar soja pela janela, e isso é feito pelo fato de que o Deus chamado Amanowakahiko-no- Mikoto, o grande comandante dos demônios, disse na ocasião:

“Quando a soja torrada der flores, apareça novamente. Até lá vou confiná-lo de modo a não sair”. Por isso, fala-se que o fato de jogar soja tem esse significado. Não é difícil acreditar nisso. E, a esse respeito, dizendo os Ensinamentos da Oomoto: “Agora vai chegar a hora de dar flores na soja torrada” e, por isso, significa que a soja torrada deu flores. E isso começou a acontecer no ano 25 da Era Meiji. Anteontem, no dia do setsubun, aconteceu um grande mistério, um milagre para mim. É que, a partir de agora, finalmente Kunitokotati-no-Mikoto vai aparecer. “Chegou o mundo do Ushitora-no-Konjin, da flor da ameixeira que desabrocha de uma só vez nos três mil mundos”, significa que ele vai dominar o mundo. Até então, era no Mundo Espiritual, mas agora vai aparecer no Mundo Material. E o modelo disso aconteceu anteontem.

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Deus [DEUS] realiza tudo com modelos e mostra o modelo. Por isso, o modelo manifestado anteontem é algo pelo qual eu me empenhava há três anos. Ele veio se adiando e apareceu claramente anteontem. Estou contente e também acho que podemos comemorar bastante. E qual será o resultado disso? Como se trata de Enma, é o Deus do julgamento, isto é, tem a função de separar o bem do mal, de fazer prosperar o bem e decair o mal. E isso vai aparecer claramente daqui para frente. Nesse aspecto, vai mudar bastante. O mundo, e principalmente o Japão. Pois, em termos espirituais, o Japão é a origem. Por isso, em suma, o Mundo Espiritual vai clarear. Clarear significa que o elemento fogo aumenta e a partir deste ano, as doenças vão começar a aumentar pouco a pouco. E, diversos fatos ruins e segredos começam a aparecer. Ultimamente têm aparecido aqui e ali, diversos casos de corrupção, o que era raro até então. Eu acredito que isso já é um prenúncio. Assim, quando chegar determinada época, também aumentarão as doenças e parece que vai ser de uma só vez. Por isso, quando as coisas ficarem assim, como sempre digo, ficaremos muito atarefados e então, devemos estar preparados desde já. Até os fiéis, se ficarem bobeando ou não estarem de acordo com o que diz Deus [DEUS], serão repreendidos severamente. E isso já está começando a aparecer. Isso, todos os senhores sabem, não é mesmo? [“Por esse motivo, daqui para frente, a Igreja Messiânica terá esplêndidos acontecimentos. Sendo assim, os senhores também ficarão atarefados e como sempre digo, creio que é necessário arregaçar as mangas.”] No Ensinamento da Oomoto está escrito: “Quando Deus fica rigoroso, o povo se acalma”. Isso é muito interessante. Portanto, se o ser humano ficar com ostentações ou não for obediente por causa do seu egoísmo, será atingido. Isso vai ficar cada vez mais intenso. Assim, as coisas estão diferentes de antes. Especialmente porque até o fim do ano que vem [1955, quando Meishu-Sama falece], o Paraíso Terrestre de Atami será

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concluído [neste ano, o Santuário Messiânico de Atami foi consagrado e o Templo Messiânico foi terminado] e então, isso ficará evidente em termos materiais. Como ainda está em vias de conclusão, as coisas não chegaram a esse ponto, estão quase chegando. O Paraíso Terrestre de Atami também é um modelo. Deus [DEUS] mostra tudo através de modelos e por isso, precisamos estar sempre atentos a eles. Em suma, os modelos é que se desenvolvem. Assim a Igreja Oomoto tem um significado muito grande.

É a preparação do meu trabalho. Existe a expressão budista “Três sessões de Miroku” e também “O alvorecer das três

sessões de Miroku” ou “Toca o sino das três sessões de Miroku”. Miroku são três: o Miroku do Sol, o da Lua e o da Terra.

E o ponto central do Miroku é o espírito de Izunome. A

fundadora da Igreja Oomoto é o espírito de Izunome, ou seja, o vertical. Seria o pai. Deguti Onissaburo, o líder espiritual, seria o

espírito da mãe. Por isso, fala-se que existem homens femininos

e mulheres masculinas. É mulher, mas é homem, ou é homem,

mas é mulher. Assim, o espírito e a matéria são diferentes. Eu seria a pessoa que nasceu do pai, a fundadora, com a mãe, o líder espiritual. Por isso, eu sou Izunome, o centro da união do vertical e

o horizontal. A fundadora é vertical e por isso é o espírito. O líder espiritual é horizontal e por isso, é a matéria. E com a união do

espírito e matéria surge o Poder.

O Poder vem da identidade espírito e matéria. É com união do espírito e matéria que surge o Poder. Entretanto, as pessoas eminentes como Sakyamuni ou Jesus Cristo não tinham união, eram só uma das partes. Sakyamuni é vertical e Jesus Cristo horizontal. Por isso não possuíam poder.

E no poder, a questão que está em primeiro lugar é a

cura da doença. Esse poder que sai daqui (palma da mão),

invisível, um tipo de espírito, chama-se elemento Fogo. Em suma

é o poder da união do espírito e matéria. Por isso, quando se começa a entender essas coisas, tudo fica claramente

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compreensível. Até agora, mesmo as pessoas bastante eminentes não curavam as doenças fazendo assim porque não tinham poder. Isso ocorria porque o espírito e o corpo não estavam ligados. E também porque o tempo ainda era prematuro. A esse respeito, vou falar aos poucos de modo a entenderem claramente. Até agora, Deus [DEUS] não permitia que isso fosse evidenciado, mas finalmente os tempos mudaram. Por isso,

daqui para frente, aos poucos, vou explicá-las claramente. Assim entenderão melhor diversas coisas.” Em 06/02/1954 (outro dia depois):

“O setsubun (3 de fevereiro) deste ano tem um grande significado. Para mim, também aconteceu um grande milagre o qual ainda não posso revelar, mas um dia vou falar do que se trata [Segunda Abertura do Portal de Rocha do Céu] [Kunitokati- no-Mikoto passa atuar como Enma Daio no Mundo Material]. O significado do setsubun tem muita relação com a Igreja Oomoto. Num tempo bem antigo, na Era dos Deuses, não uma época vaga, mas que era habitada por seres humanos com qualificações divinas, ou melhor, algo como o Mundo do Dia da vez anterior. O Deus [DEUS] que comandava o mundo nessa época chamava Kunitokotati-no-Mikoto. Ele era um Deus muito severo

e por ter adotado a política de não permitir nada errado, grande

número de deuses - todos os deuses - não suportaram mais tanta exigência e começaram a surgir manifestações e, como resultado de movimentos que eram favoráveis à sua destituição

e seu aprisionamento, ele acabou aprisionado. Então, ele foi preso num ponto do Ushitora - entre o leste e o norte. E, para que ele não mais aparecesse no mundo, torraram soja e, na hora, lhe disseram: “Quando der flores na soja frita, pode sair”. Pois não há motivos para que soja torrada dê flores. E o aprisionaram tendo isso como condição. Assim, o tornaram um deus muito ruim.

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Isso consta no Ensinamento da Igreja Oomoto: “Dizendo que sou um deus mau, um deus da maldição, me aprisionaram”. E aí elaboraram a lenda de que no Kimon fica um deus ruim e por isso a mudança ou realização de algo para a sua direção era motivo de temor. E ensinaram as pessoas que para tudo, o Kimon era temível. E isso continua até hoje. As pessoas detestam o Kimon. Entretanto, a verdade é bem outra. Ele é um deus magnífico, muito bom. Só que por ser correto demais, acabou caindo nessa situação. Mas o fundamento de tudo isso é que na ocasião chegou o Mundo da Noite. Como Kunitokotati-no-Mikoto é um deus da linhagem do Fogo (Sol), no Mundo da Era Noite era preciso que se aposentasse. E isso, em princípio consta que são por três mil anos, segundo os Ensinamentos da Oomoto. E, como finalmente passaram-se 3 mil anos, agora, com a chegada do tempo, surge no mundo. A respeito do seu surgimento existem diversas teorias. No Ensinamento da Oomoto fala-se na grande peça dos três mil mundos. A linhagem do Deus que o aprisionou, o seu comandante era o deus chamado Amanowakahiko-no-Mikoto - fala-se muito que é amanojaku - do contra. Esse deus é o comandante e diversos deuses se filiaram ao seu partido. Na época em que foi aprisionado, aposentou-se levando poucos subordinados, mas depois de perder a vida, foi para o Mundo Espiritual e durante três mil anos ficou sendo Enma Daio. No Ensinamento da Oomoto está escrito: “Agora vou surgir como Enma deste mundo e realizar a reforma, a reconstrução do mundo”. Isso significa que ele vai realizar o julgamento. Até então, ele julgava os espíritos das pessoas que morriam, pertencentes ao Mundo Espiritual, mas agora vai julgar pessoas vivas. Isso, em suma, significa que o mal não mais será permitido. E por isso foi formada a Igreja Oomoto. Eu me tornei fiel da Igreja Oomoto e compreendi essas diversas coisas - tanto as coisas aparentes como as do lado oculto - as coisas espirituais,

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e por isso desliguei-me da Oomoto e fundei a Igreja Kannon que

se transformou na Igreja Messiânica. Bem no início dos Ensinamentos da Igreja Oomoto está escrito: “Chegou o Mundo do Ushitora-no-Konjin, da flor da ameixeira que floresce de uma só vez nos três mil mundos. Chegou a hora do país divino. Este é um mundo que precisa da proteção de Deu [DEUS]”. Flor da ameixeira que floresce de uma só vez nos três mil mundos mostra que a ameixeira é algo extremamente

importante. E o Ushitora-no-Konjin, no Mundo Espiritual é Enma Daio, e no Mundo Material é Kanzeon-Bossatsu. [“O Japão é a base espiritual. Por isso, o Monte Fuji não é só o "umbigo" do Japão, é também o umbigo de todo o planeta.

O Monte Fuji é o centro da alma do eixo terrestre. Por isso, não

se pode dizer que o Monte Fuji simplesmente tem a forma muito bonita. Assim como eu disse, ele também é portador de um

grande significado.”] Kanzeon-Bossatsu é a Princesa Flor do Irmão Mais Velho

e esta atua no Mundo Divino, é o Deus Izunome [Deus mundial].

Existe a Princesa Flor do Irmão Mais Velho e Konohanasakuya- Hime [espírito guardião do Monte Fuji]. A Princesa Flor do Irmão Mais Velho também é chamada só de Flor do Irmão Mais Velho e corresponde à ameixeira. A ameixeira floresce antes de todas e por isso é a Flor do Irmão Mais Velho. Já a Konohanasakuya-

Hime corresponde à cerejeira. Nesse caso a sua atuação é no mundo búdico e Konohanasakuya-Hime é Kannon-Sama [Kannon Izunome, um Deus apenas para o Oriente]. No Monte Fuji cultuada Konohanasakuya-Hime. Quando lá se vai, é costume adquirir o seu desenho, a qual segura um galho de cerejeira. A Konohanasakuya-Hime do Monte Fuji está assentada bem no seu topo. Fica do lado direito da entrada do topo. É o templo Kussushi e Kyutoryu-Gonguen (dragão de nove cabeças) é o guardião de Konohanasakuya-Hime. É protegida pelo dragão. Esse é o deus dragão que encostou em mim pela primeira vez.

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Então Konohanasakuya-Hime é a cerejeira e corresponde à atuação do mundo búdico. Por isso, a Princesa Flor do Irmão mais Velho corresponde à atuação do Mundo Divino. Como Konohanasakuya-Hime é da atuação do mundo búdico, surgiu inicialmente na Índia. Por isso, no budismo é a cerejeira e é por esse motivo. [Kanzeon-Bossatsu = Princesa Flor do Irmão Mais Velho = Deus Izunome, ameixeira, atuação no Mundo Divino (8); Konohanasakuya-Hime = espírito guardião do Monte Fuji = Kannon-Sama = Deus Izunome (5), cerejeira, atuação no mundo búdico (7)] Portanto o setsubun deste ano é o ponto de partida do aparecimento do Ushitora-no-Konjin surgir finalmente como Enma deste mundo. Por isso, o julgamento de agora vai ficar rigoroso. Entretanto, não vai ser assim desde o início. Deus faz as coisas devagar, ou seja, a coisa vai se desenvolvendo gradativamente. Talvez por esse motivo, começaram a surgir vários casos de corrupção ao mesmo tempo, e podemos interpretar que esse tipo de coisa seja também uma manifestação disso. O interessante é que no dia de setsubun ocorreu um grande milagre e ontem, um pequeno milagre. Isto porque um comerciante me trouxe um quadro em rolo antigo. É uma obra da era Guen, da China, e foi desenhada há cerca de 400 anos e é

a figura de Enma Daio. Seus seguidores estão ao seu redor e está muito bem desenhado, mas como o seu invólucro está danificado, vou consertá-lo e logo expô-lo no museu de belas- artes de Hakone, e esse foi um pequeno milagre. Eu nunca tinha visto um desenho de Enma. Por esse motivo, o Plano de Deus [DEUS] avançou um passo E o setsubun deste ano possui esse significado. E qual o resultado disso? Em suma é a separação do bem

e do mal. Significa que o bem vai vencendo e o mal perdendo. Isso quer dizer que a Igreja Messiânica Mundial vai se expandindo. Não há motivos para que uma religião tão boa e tão

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maravilhosa que fique no lengalenga. Precisa crescer bastante. Entretanto, o crescimento ser demorado mostra que o mal está segurando. Por isso, entendendo isso, sentindo isso, tornando-se fiel e mesmo pensando que é preciso fazer com que as pessoas se tornem fiéis também, as pessoas ainda ficam no lero-lero, porque, de um lado, existem espíritos que atrapalham. Os espíritos que atrapalham irão enfraquecendo cada vez mais daqui para frente e então as coisas irão normalmente. Esse é o significado do setsubun.” Em 07/02/1954 (mais um dia depois):

“Vou falar um pouco mais sobre o setsubun deste ano. Já falei a respeito, mas o setsubun é de uma época antiga, quando o deus chamado Kunitokotati-no-Mikoto dominava o mundo. Por se tratar dessa época, não se sabe se seria mesmo o mundo inteiro, mas em princípio, é certo que ele dominava um grande território centralizado no Japão. E os deuses eram humanos. Só que os humanos dessa época tinham o espírito bastante elevado. Essa época era aproximadamente no final do Mundo do Dia, e com o passar de longo tempo, o ser humano se maculou e se sujou por causa do Mundo da Noite e ficou com um nível espiritualmente baixo. Por isso, costuma-se falar em 7 épocas (gerações) dos Deuses do Céu e 5 épocas (gerações)dos Deuses da Terra. A Era dos deuses do Céu era a dos deuses do Céu. Em termos de xintoísmo, fala-se na linhagem de Amatsu (céu) e linhagem de Kunitsu (país). Em deus de Amatsu e deus de Kunitsu, trata-se da linhagem Ama (céu). Em geral o povo japonês é da linhagem do céu. Na época em que pertenciam à linhagem do céu, o último imperador, chamado Amaterassu é quem governava. E, como já disse em outra oportunidade, o imperador fugiu do Japão [o imperador morreu] e só a imperatriz ficou. É ela Amaterassu Ookami [Oomikami]. A coisa é assim, mas, anteriormente, o deus chamado Kunitokotati-no-Mikoto é quem governava. [com o que foi dito neste parágrafo sem os colchetes pode dar ensejo a

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Kunitokotati-no-Mikoto = Izunome-no-Kami = Amaterassu Oomikami]. Esse deus [DEUS] era muito severo, ou seja, era muito correto e muito honesto e só permitia o que fosse extremamente certo Por causa disso - isso também consta no xintoísmo - grande número de deuses entraram em acordo e o aprisionaram. E considera-se que isso tenha acontecido na noite do setsubun. Comandante dos deuses que o aprisionaram é o deus Amanowakahiko-no-Mikoto. E considera-se que foi aprisionado na direção do nordeste para não mais aparecer no mundo. E como foi aprisionado no nordeste, ficou com o nome de Ushitora-no-Konjin Kunitokotati-no-Mikoto, o Ushitora-no- Konjin. Na noite do setsubun, joga-se soja pela janela. Isso porque lhe foi dito: “quando a soja torrada florescer, pode sair. Caso contrário vou aprisioná-lo pela eternidade”. E depois, jogaram soja torrada. Considera-se que isso seria por três mil anos. Finalmente, passados três mil anos, Kunitokotati-no- Mikoto aparece novamente neste mundo. E o órgão formado para isso é a Igreja Oomoto. Por isso, nos ensinamentos da Igreja Oomoto, a fundadora proclamou: “Chegou o Mundo do Ushitora-no-Konjin, da flor da ameixeira que desabrocha de uma só vez nos três mil mundos. Chegou o Mundo Divino que se inicia com a ameixeira e governa com o pinheiro. O Japão é um país divino. Este é um mundo que precisa da proteção de Deus [DEUS]”. Ela gritou inicialmente em voz alta. E, sendo tratada como louca, foi presa pela polícia. Isso aconteceu no dia 1 o de janeiro do ano 25 da era Meiji.

Por isso, fala-se que se inicia com a ameixeira. A flor da ameixeira tem 5 pétalas. Fala-se que ela simboliza os 5 grandes continentes. Por isso, a flor da ameixeira que desabrocha de uma só vez tem o sentido de que o mundo se desenvolve de uma só vez.

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E, no setsubun deste ano, finalmente o Ushitora-no- Konjin irá aparecer. Isto é, irá aparecer depois de ter ficado oculto até agora por três mil anos. E a Igreja Oomoto foi instituída porque o Mundo Espiritual ficou assim. E agora, o Mundo Material é que ficou. Tive o aviso de que isso ficou assim neste setsubun. Um dia falarei a respeito, pois no momento não posso fazê-lo. Não poderei comentar durante aproximadamente um ano. Também é um milagre relacionado à ameixeira. É algo que vim preparando há 3 ou 4 anos. Assim, uma coisa é que virá a tona, e também, como consta no Ensinamento da Igreja Oomoto: “desta vez surgirá como Enma deste mundo”. Isto porque quando ficou oculto, foi para o Mundo Espiritual e se transformou em Enma Daio. Enma Daio é do julgamento do Mundo Espiritual. É o que aqui chamam de promotor geral, juiz do supremo tribunal. É a posição mais elevada de juiz. Mas como se fala que “surgiu como Enma deste mundo”, agora irá realizar o julgamento material. Esse é o julgamento. O interessante nisso é que no dia do início da primavera, um marchand de Quioto me trouxe a pintura de Enma Daio. Então, eu a comprei pensando: “Ah, Deus [DEUS] está querendo dizer que finalmente Kunitokotati-no-Mikoto vai atuar como Enma do Mundo Material”. É uma pintura da era Guen da China e está escrito Enra-O, mas na China, Enma Daio é chamado de Enra-O. Nas escritas de Yoshida Shoin também consta: Oko quer dizer senhor feudal. E também no Japão, falava-se em termos de Enra- O. E ele estava com dois ou três subordinados (vassalos). Em breve vou expô-lo no museu de belas-artes. Deus [DEUS] mostra tudo com modelos e por isso avisou através deste quadro de Enra-O. Aconteceu isso. No dia do início da primavera eu não sabia a respeito desse quadro, mas disse que a partir deste setsubun a purificação seria bem intensa e estava mesmo certo. Assim, a partir deste ano, novamente o Mundo Espiritual vai clarear bastante. Clareando, o lado do bem será bem favorável, mas em contrapartida, o lado do mal ficará

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muito apertado. Ultimamente apareceram diversos casos de corrupção e até hoje não havia exemplos de aparecerem assim, seguidamente, de uma só vez. Isso, com certeza também é uma manifestação disso. Podemos interpretar assim.” Dois meses depois, mais exatamente em 01/04/1954:

“É preciso que todos fiquem sabendo o seguinte: Nos ensinamentos da Igreja Oomoto está escrito: “Por ser esta a Segunda Abertura do Portal de Rocha do Céu”. Isso significa que numa época bem antiga, aconteceu um fato como este no mundo. Nesta oportunidade, pela minha manifestação, esta será

a segunda abertura do Portal de Rocha, em suma, significa que

se tornará o Mundo do Dia. Portanto todas as coisas estão ocorrendo pela segunda vez. Isso tem acontecido muito também com os membros. Não obtendo bons resultados no que foi feito pela primeira vez, realiza-se novamente e isso toma o aspecto de

segunda vez. Comigo isso tem acontecido constantemente. Posso dizer que quase não há exceção.” Em 05/04/1954:

“Os fundadores de Religião que surgiram até hoje, do começo ao fim, vieram orando para Deus. Só que eu não oro

para Deus. Como tudo aquilo que eu falo ou faço, na verdade, é

o próprio Deus quem está fazendo diretamente, pois Ele está

dentro de meu ventre, não oro para Deus, ou seja, não existe a necessidade de orar. Agora, ser reverenciado e receber oração é uma coisa lógica, pois o Deus que está dentro de mim é o Deus Supremo, o maior de todos os Deuses. Por outro lado, não existe para quem eu orar, pois não existe Deus maior que este. Todos os outros são deuses inferiores. Assim, o significado de eu não me virar para a Imagem e fazer a oração é exatamente porque Deus está dentro de mim. Se fizer tudo exatamente da mesma maneira que eu estiver pensando, estará fazendo o mesmo que o Deus Supremo quer fazer. Pode-se até dizer que estou "possuído" pelo Deus. Isso é uma coisa inédita em toda a história da religião.”

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Em 07/04/1954 comenta sobre a época da perseguição em 1950:

“Quando eu estava dentro da prisão, aconteceu um grande Mistério Divino. E isso tem grande relação com isso. Bem, eu acho que já devo ter falado sobre isso naquela época, mas eu sonhei que havia subido o Monte Fuji e apreciado a paisagem lá de cima. Foi quando eu nasci novamente, ou seja, o

meu segundo nascimento. E depois de eu sair da prisão, eu disse

a seguinte expressão: "Caída da flor e formação do fruto", ou

seja, a semente que estava guardada foi "liberada". A partir daí,

a minha força e muitas outras coisas passaram a tomar formas

diferente e, finalmente, a flor realmente floresceu. Ou seja, eu pensei que a Igreja Messiânica havia sido destruída de vez, e que já não havia mais jeito. Mas na verdade foi só a flor que floresceu e caiu. Sobre isso eu falei muito naquela época e que combina muito com o "oitavo santo", que disse há pouco.” Uma atuação de Kunitokotati que já foi mencionada é a

seguinte:

“Interlocutor: Ouvi dizer que a figura original de Kannon é Kunitokotati-no-Mikoto e gostaria que nos ensinasse sobre essa relação entre eles. Meishu-Sama: Kunitokotati-no-Mikoto é um Deus [DEUS] muito rigoroso e justo, não permite nenhuma falha, e há muito tempo nasceu sob forma humana e depois da morte se tornou

Enma Daio. Enma Daio rege as punições, é bastante severo e salva os que se transformaram em espírito, retirando-lhes as impurezas. É assim que ele salva o inferno, sabe? E no mundo búdico ele surgiu como Kannon. Kannon salva o bem e o mal indiscriminadamente e jamais reprime o pecado. Por isso os fiéis de Kannon jamais devem reprimir os pecados das pessoas, pois caso contrário não estaria de acordo com a Vontade de Kannon. Pois, salvar o bem e o mal indiscriminadamente sem reprimir os pecados é a Grande Misericórdia Búdica, não?

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Kunitokotati-no-Mikoto [como Enma Daio e não como Kannon] impõe penas, mas se o ser humano se tornar bom, ele não pune. Ele não terá mais serviço. Bem, seria como se demitir da promotoria pública geral.” Outra atuação de Kunitokotati que ainda não foi explicitada:

“Interlocutor: O Deus Kakuryo [-no-Kami] é o regente do Mundo Espiritual, entre os mundos divino, espiritual [mundo mental] e material [mundo físico]? E o mundo obscuro (yukai) indica o plano intermediário e o plano infernal [do Mundo Espiritual, ou seja, indica o Mundo Astral que é mundo das emoções e desejos do Mundo Material e do plano inferior do Mundo Espiritual, local para onde vai geralmente o ser humano após a morte]? Meishu-Sama: A letra yu pode ser usada em dois sentidos. Ela pode ser usada em yumeikai (mundo indefinido, obscuro), ou usada em yuchou - domínios de Enma, o inferno, não é? Não achando outra letra adequada, tenho empregado a forma de falar Yuguenkai. Em suma, pelo fato de ser misterioso e minucioso, é uma letra que expressa muito bem o clima do Mundo Espiritual. Por isso, o Yukai é mais usado para o lado do Mundo Infernal, mas também não indica só o Mundo Infernal [tem também o correspondente ao Mundo Material, isto é, o plano intermediário do Mundo Espiritual]. E Kakuryo-no-Ookami rege diretamente o Yukai e, conseqüentemente, a parte do Mundo Material é de forma indireta. E Enma Daio era o Kakuryo-no-Ookami. Se bem que a figura original de Enma Daio seja Kunitokotati-no-Mikoto, sabe? Entretanto, Kunitokotati-no-Mikoto passou a realizar os trabalhos do Mundo Material - isso é coisa recente, sabe? E Ookuninushi-no-Mikoto está servindo de sucessor. Ookuninushi- no-Mikoto é um Deus extremamente calmo. Seria mais ou menos um deus de segunda classe. Kunitokotati-no-Mikoto é um deus de primeira classe e possui um poder maravilhoso.

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Mesmo agora, eles não fizeram a transferência total do cargo. Kunitokotati-no-Mikoto continua regendo uma parte. Quando chegar o Mundo de Miroku, Ookuninushi-no- Mikoto será suficiente, mas como agora ainda estão atuando os espíritos satânicos do Mundo Perverso é preciso que seja Kunitokotati-no-Mikoto mesmo. Nem mesmo os chefões do Mundo Perverso são páreos para Kunitokotati-no-Mikoto, eles o temem de forma extrema.” “Ushitora-no-Konjin [Kunitokotati-no-Mikoto], no Mundo Espiritual é Enma Daio, e no Mundo Material é Kanzeon- Bossatsu.” “Ministro - No Ofudessaki [escritas sagradas da religião Oomoto, equivalente a Bíblia dos cristãos] está escrito que Céu é seis; Terra e Mundo Intermediário também. Qual o significado dessa correspondência numérica? Meishu-Sama - Alegoria bastante significativa! Na verdade, quer dizer que tanto o Céu quanto a Terra e o plano intermediário estavam mergulhados na Noite. Agora, porém, que a Alma de Ichirin desceu a Terra, esta passou a ser representada por sete (7) enquanto o Céu ficou sendo cinco (5). Tem, portanto, um sentido muito profundo a presença na Terra da Alma de Ichirin que, de fato, sou eu. Uma ocorrência de vinte anos atrás esclarece esta verdade. Eu ainda estava na Oomoto. Ganhei três moedas antigas: um Ichirin (= um centavo), um Tempô de 1830, ano em que nasceu a fundadora da Oomoto, e uma moeda de ouro do ano IV da Era Meiji, data do nascimento de Seishi-Sama (esposo da Segunda Líder Espiritual Kyoshu-Sama [Kyoshu-Sama é um título da Oomoto que foi incorporado pela Igreja Messiânica Mundial, logo após a sua fundação, em 1950, perguntaram a Meishu-Sama “Qual o motivo do Grande Mestre ter-se tornado Kyoshu, desta vez?” e ele respondeu que “Só apareci como representante de Deus”.

Significa líder espiritual. Aqui está se referindo a Sumiku Deguchi (2 o Líder)], filha da fundadora da Oomoto, Nao Deguchi).

de

Analisando

o

ocorrido,

pude

perceber

a

relação

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significados que estava manifestando, pois a fundadora da Oomoto nascera na época do Tempô e Seishi-Sama, no ano IV da Era Meiji; por conseguinte, o presente a mim ofertado

confirmava que eu era o Ichirin. Guardei, por isso, com muito carinho, as três moedas.

O Ofudessaki faz referência a kubukurin que significa 99%

de presença do materialismo, ou seja, do domínio dos jashin; fala também de ichirin que corresponde a um por cento (1%) de espiritualidade, através da qual Deus vai inverter a ordem até então dominante. Na realidade o kubukurin simboliza a medicina. Por esse motivo, no mundo atual, ninguém coloca em dúvida os seus princípios. Eu, entretanto, vou inverter essa crença fazendo prevalecer a verdade de Ichirin. Ministro - É a primeira vez que aparece, neste mundo [Material], a Alma de Ichirin? Meishu-Sama - Não! Esta já é a segunda [primeira foi com Kunitokotati-no-Mikoto, esta segunda surge com Kanzeon- Bossatsu (5), Izunome-no-Ookami = Koomyo-Nyorai = Kannon de Mil Braços (8), Meishu-Sama (18) e alcança Miroku Oomikami (36)]. Daí também a razão de o Ofudessaki falar em nova abertura da porta do Céu a fim de todos os planos da Alma de Ichirin se concretizarem uma vez que, numa época anterior, o seu trabalho falhou por não ter sido verdadeiro. [mesmo que a atuação seja a de Deus, é diferente do ocorrido na Última Era do Dia, no Mundo de Deus [DEUS], por ser algo limitado, sendo uma religião do povo japonês (amor shojo) e não mundial (amor daijo).

Ministro - Qual é o pensamento do pessoal da Oomoto sobre a Alma de Ichirin? Para eles, quem seria? Meishu-Sama - É uma incógnita. Cada um deles tem visão diferente. Alguns julgam ser a Terceira Líder Espiritual; outros, Hidemaro (casado com Terceira Líder).

O Ofudessaki fala que o poder vai surgir no leste [Esse

poder é daquele que nasceu em Tóquio localizado a leste de

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Ayabe, onde está a sede da Oomoto, ou seja, é de Mokiti Okada, Luz do Oriente] e o mal não conseguirá escondê-lo; por isso, certa vez, o pessoal da Oomoto veio me procurar. Ministro - De fato, soube que Kyoshu-Sama [Naohi Deguchi, neta da fundadora] veio visitá-lo. Meishu-Sama - Isso mesmo! Já houve a aproximação de um passo. Até agora, porém, a força verdadeira de Deus não foi ainda totalmente manifestada. Ministro - Soube também que, na manhã da chegada de Kyoshu-Sama, estava nublado e, quando ela foi embora, começou a chover. Meishu-Sama - Sabe o motivo desse acontecimento? É que o espírito da fundadora estava com ela, protegendo-a. Agora vai cruzar a verticalidade da fundadora [Fundadora da Oomoto - sempre bem vertical, sentada reto, muito objetiva. Seishi-Sama, genro da fundadora, - horizontal, ficava deitado para ditar seus ensinamentos] com a horizontalidade de Seishi- Sama, manifestando assim o verdadeiro poder. Sempre que o vertical cruza com o horizontal começa uma ação giratória da esquerda para a direita [giro dos ponteiros do relógio, movimento centrífugo] criando, ao mesmo tempo, uma força extraordinária. O Ofudessakí fala do plano de Deus [DEUS] como sendo um acontecimento da Oomoto, quer dizer, nela é que deveria surgir a Alma de Ichirin através da qual ocorreria a inversão do mundo. Seria um ato semelhante ao realizado pela palma da mão que, estando voltada para cima, vira-se para baixo. [giro dos ponteiros do relógio]. Sou eu, portanto, a Alma de Ichirin à qual o Ofudessaki se refere.” “Interlocutor: O senhor afirma que “O mundo dos Pinheiros” da Igreja Oomotokyo [Oomoto], “O Pavilhão da Doçura” da Igreja Tenrikyo, “A Agricultura Justa” da Nitiren, etc., referem-se ao “Paraíso Terrestre”. Portanto, gostaria de pedir

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que nos ensine sobre o significado de cada uma delas, palavra por palavra. Meishu-Sama: A Igreja Oomoto faz a explicação do mundo utilizando-se de pinheiro, bambu e ameixeira. E diz que até agora era o Mundo do Bambu. Em todas as ocasiões a Oomotokyo expõe o ensinamento: “Chegará o reino de Deus em que desabrochará com a ameixeira e será governado com o

Pinheiro”. O pinheiro dá uma flor bem discreta e o ano inteiro conserva-se verde, sem mudar a sua cor, não é? Segundo ela, significa que virá um mundo imutável assim, e esse será o Mundo de Deus [DEUS]. Ou seja, até agora era o Mundo de Buda e como o Buda é a encarnação de Deus [Kanjizai-Bossatsu = Izunome-no-Ookami = Kunitokotati-no-Mikoto], significa o seu retorno ao estado original. E, a expressão “desabrochar com a

ameixeira”, provém do fato de que a (

chamada de Itirim-no-mitama, Espírito de 1%. Significa que ao chegar nos 99%, surge o Espírito de 1% e ocorre a reviravolta. O poder de Satanás é 99% e o de Deus é 100%. Isto é, Deus só tem a mais 1%. Fala-se com essa força de 1%, o Satanás sofrerá uma mudança súbita; isso é interessante, não é?”. Em resumo, DEUS é o Messias Meshia-Sama, ou seja, Kunitokotati-no-Mikoto, manifestado como Meishu-Sama a Santíssima Trindade Kannon, Cristo e Buda, isto é, Pai, Filho e Espírito Santo.

semente da ameixa é

)

Visto quem é DEUS se trata a seguir do que ELE é.

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2. SIGNIFICADO

O ocidente tem considerado três idéias a respeito de DEUS: a religiosa, que acentua a relação entre Ele e o homem, por exemplo, como a de DEUS Pessoa; a filosófica, que enfatiza o vínculo entre Ele e o mundo [se maior = teísmo, transcende; se igual = panteísmo, imanente], como a de DEUS Propósito (em termos de Causa Primeira e Fim Último); a científica, como a de DEUS Ponto (comprimido e explosivo), que releva Ele no início de tudo; a comum, que destaca o modo como Ele se dá na existência cotidiana, como a de DEUS Pai. Neste tópico se considera DEUS não só em termos ocidentais como Vontade universal, mas também em termos orientais como Caminho (tao, em sua origem algo não-teísta). A fim de apresentá-Lo em apenas dez maneiras, não se vai apreciá- Lo como Razão universal ou Sentimento universal, nem como Verdade, Bem e Belo, muito menos como Ordem (por mais que Ele seja bem rigoroso nessa questão, tendo em vista que ela está presente em todas as coisas, inclusive no nascimento do homem). Assim, DEUS é apresentado aqui somente como essência, grande universo, ser absoluto, princípio de tudo, ente, mente, espírito da palavra, caminho perfeito, justiça e vontade universal.

2.1. Espírito do Espírito composto de Luz e Calor que cria o Universo.

Neste item, que o vê como essência, é fácil de perceber que se deve abordar antes de tudo espírito do espírito, Luz, Calor e Universo, mas também é óbvio de se compreender que para se tratar de espírito de espírito se deva começar pelo que é espírito, ou melhor, ainda, pelo que é matéria.

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Matéria.

Em termos científicos, é tudo o que tem massa, ocupa lugar no espaço e está sujeita a inércia, como, por exemplo, o gelo, o ferro e a carne. Um corpo de matéria (corpo material) é qualquer porção limitada da matéria, como o cubo de gelo, a barra de ferro e o pedaço de carne. Deste modo, cubo, barra e pedaço são corpos; gelo, ferro e carne são matérias. Os estados físicos da matéria são: condensado de Bose- Einstein, sólido, líquido, gasoso e plasma. Condensado de Bose- Einstein é obtido quando a temperatura de um corpo material chega próxima ao zero absoluto, isto é, - 273,15º C, no qual todos os átomos tivessem parado de se movimentar, as moléculas entrassem em colapso. Sólido (como o gelo, o ferro e a carne), líquido (como a água e o sangue) e gasoso (como o vapor de água e o gás oxigênio). Plasma é obtido quando a temperatura é superior a um milhão de graus centígrados, como ocorre no Sol. Em termos filosóficos, matéria é uma manifestação da realidade (em oposição à idéia), que é dada ao homem nas suas sensações, percepções e cognições, porém existindo independentemente delas. Assim, as coisas que o ser humano enxerga, ouve, cheira, saboreia e toca são os elementos do chamado Mundo Material. Eles são 4% da constituição do Universo, ou seja, a matéria ordinária, como estrelas, galáxias, planetas e gás, incluindo os seres minerais, vegetais, animais e humanos. [Em 2001 a NASA lançou o WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) que em 2003 completou o mapeamento da Radiação Cósmica de Fundo. Com os dados obtidos do WMAP, acredita-se que o Universo seja “dominado” pela “energia escura” e tenha 13,75 bilhões de anos. Com base nos dados do WMAP a constituição do Universo é: 4,56% de matéria bariônica ordinária, ou seja, aquela que consiste de prótons e nêutrons, que são conhecidos como bárions; 22,8% de matéria escura fria que é uma forma postulada de matéria que praticamente só interage

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gravitacionalmente; e 72,6% de energia escura que é uma forma de energia que estaria distribuída por todo espaço e tende a acelerar a expansão do Universo por ter uma forte força anti-gravitacional]. Em termos religiosos, matéria é algo relacionado a carne, frieza, inatividade, paralisação, debilidade e covardia.

Espírito.

Em termos científicos, é energia, isto é, aquilo que tem a capacidade de realizar trabalho e vibração física, química, biológica e psíquica inerente à matéria presente em todos os elementos que compõem o Universo; filosoficamente, é a partícula fundamental que dá origem, é a essência, e não a aparência e o aspecto; religiosamente, é a alma, ou seja, a essência divina com luz própria, presente no corpo humano. Os corpos que pertencem aos mundos material e

espiritual são denominados, respectivamente, de corpo material

e corpo espiritual. Embora, seja costume o emprego da palavra

corpo como corpo material. Assim, as coisas imateriais (invisível, inaudível, inodora, insípida e intocável), isto é, as constituídas de espírito (como os seres espirituais, entre eles a alma, a mente, inteligência, psique, consciência, pensamento e entidades como deus, diabo, anjo, demônio e duende) são os elementos do designado por Mundo

Espiritual. Em termos usuais, é tudo que não é matéria, como, por

exemplo, a energia (na visão de que é tudo o que pode modificar

a matéria, podendo se manifestar sob a forma nuclear atômica,

alimentar, movimento, som, eletricidade, vento, calor e luz). Eis

o que Meishu-Sama diz: “Nem é preciso dizer que a energia do

Sol, da qual eu já falei, é naturalmente, o espírito do Sol.” Em termos ainda materiais, mas a nível plasmático: “Existe algo mais profundo que os gases. Isto é, o Espírito. Chama-se Mundo Espiritual e está dividido em diversos níveis. Assim, existem espíritos de vários níveis: superiores (como os deuses), médios (como os

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homens) e inferiores (como os demônios). A parte fundamental do espírito é a “Luz”. E a parte fundamental da Luz é o Sol [ou seja, é o fogo, e não a água ou a terra, ou ainda, não é a Lua e nem a Terra.]. E a parte fundamental da Luz do Sol são as manchas solares. Elas são, em suma, como o núcleo da semente do Grande Universo [Mundo Espiritual]. Entretanto, isso é absolutamente incompreensível pela astrologia. Parece existir uma só, mas há várias manchas. Através do telescópio podemos constatar isso. Certa vez, eu vi num desses aparelhos do Museu Científico. São diversos e estão espalhados, mas aos olhos humanos parecem estar unidos, e isso é a mancha solar. Essa mancha é algo fabuloso. É ela que rege o Sol. É o centro do Sol.” Com base no princípio da identidade entre a matéria e espírito e do princípio da precedência do espírito sobre a matéria (que é visto no tópico “7. Leis” deste volume), Meishu- Sama explica que o existente no Mundo Material tem correspondente no Mundo Espiritual, bem como este é que faz mover aquele (em outras palavras, tudo que ocorre no Mundo Material tem a sua origem no Mundo Espiritual). É esse o conceito de mundo para Meishu-Sama. No caso particular do homem. O seu corpo espiritual (que está no Mundo Espiritual) precede (como no movimento) o seu corpo material (que está no Mundo Material), e é idêntico a ele (não igual, mas, sim, semelhante), no sentido de: terem aparentemente a mesma forma numa relação íntima e indissolúvel [certa união entre as formas espiritual e material], e serem diferente, por não terem o mesmo conteúdo, sendo mais rarefeito ou menos denso. Para denotar simbolicamente a identidade se faz as seguintes representações: igualdade simbolizada por =; semelhança por ≈; diferente por ≠, parêntese por ( ); letras “e” como espírito [ou, sem rigor no sinal de igualdade, “e” = espírito], “m” = matéria, “h” = homem, “c” = corpo, “ce” = corpo espiritual, “cm” = corpo material. Bem como se faz as seguintes leituras: “e(h)” = espírito do homem; “m(h)” = matéria do homem; “ce(h)” = corpo espiritual do homem; “cm(h)” = corpo