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FACULDADE RATIO CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM OPTOMETRIA

RETINOSCOPIA ESTATICA A importância do controle acomodativo

Valter Claudio Silva Junior

Fortaleza - Ceará Março - 2012

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VALTER CLAUDIO SILVA JUNIOR

RETINOSCOPIA ESTATICA A importância do controle acomodativo

Trabalho

de

Conclusão

de

Curso

apresentado como exigência parcial para a obtenção do grau técnico em Optometria, sob a orientação de conteúdo do Professor Antonio Claudio Maciel e orientação metodológica da Professora Esp. Jade Afonso Romero.

Fortaleza – Ceará 2012

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VALTER CLAUDIO SILVA JUNIOR

RETINOSCOPIA ESTATICA A importância do controle acomodativo

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado do Curso à de banca Extensão examinadora e à Coordenação Universitária da Faculdade Ratio, adequada e aprovada para suprir exigência Optometria. parcial inerente à obtenção do grau de técnico em

Fortaleza, CE, 03 de Mês Abril de 2012. Professor da Banca – Prof. Orientador da______ Professor da Banca – Prof. Orientador da______ Professor da Banca – Prof. Orientador da______ Professor Coordenação do Curso de Extensão Universitária em Optometria

4 Dedico este trabalho à Meu Avós Francisco Abreu de Oliveira e Raimunda Cavalcante de Oliveira .

. Henriqueta Lago.5 AGRADECIMENTOS Agradeço aos meus amigos de sala em especial Eliakin Almada. Daniel Diestman e Paulo Roberto. por terem aceitado participar da banca de defesa desta monografia. Rebeca Uchoa Saraiva e Rosa Núbia Aos professores Antonio Claudio Maciel e Jade Afonso Romero. aos Mestres e amigos Professores Antonio Claudio Maciel.

DANTAS.1996) Palavras chave: Retinoscopia.1992. pois o bjetivo maior desse estudo é mostrar que a retinoscopia estática requer um controle acomodativo para que venha a obter resultados satisfatórios para a visão do olho analisado.TROTTER. (NETTER.DOME.PRADO.2001. distancia do observado e observador e o uso de medicamentos que possam vir alterar a flexibilidade e o movimento do Músculo Cristalineo que junto com o Músculo Ciliar são os principais controladores da acomodação.2008. luminosidade do ambiente.LAZARO. Cristalino.HELMHOLTZ.6 RESUMO Este trabalho vem mostrar um estudo sobre a anatomia e fisiologia do olho humano sendo a acomodação o objeto de estudo com o uso da Rretinoscopia. e se esse controle é alterado de acordo com a idade do paciente. 1962.BICAS.2000. Acomodação. O uso do Retinoscopio e entender os fenômenos de refração e reflexão da luz são imprescindíveis na hora de colher esses dados. analisando e com enfoque maior no controle acomodativo. Esses dados achados são verificados e os valores são analisados. O resultado deste trabalho prova que sem o controle de dessa acomodação os resultados são variáveis e gerando erros refração que podem causar dores de cabeça e outros sintomas.19 85. . Estática.1991.

.........................................................................................................................................................................................................................................17 LISTA DE FIGURAS Figura 1............................. Epitélio Subcapsular................16 1............. Estruturas do olho.10 1........................................................................2........................2.................................................. Anatomia do Cristalino................................................................9 O OLHO..........................................17 .................Estruturas do Olho............................................................................15 Fibras do Cristalino..................................14 Figura 3...............................................................................................................................................................................10 1...... Fundo de Olho.............................................Anatomia do Cristalino.............................................7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO......3...........1.........................11 Figura 2...............

Tabela para leitura de perto.30 Figura 10........................8 Figura 4.................................................................................Dioptria PP – Ponto próximo ........Receituario D ...... Esquematização dos Reflexos........................30 LISTA DE ABREVIATURAS AV – Acuidade Visual RL – Lente de trabalho Rx ...............................19 Figura 5.........................26 Figura 8......................................................................................................................................... Músculo Ciliar..................... Reinoscópio.....................................................................................................................21 Figura 7.......................................................................... Cristalino acomodado e relaxado................... Acomodação do olho............................29 Figura 9.... Esquematização das Faixas.................20 Figura 6.......................................

a luz agora passa através do humor aquoso penetrando no globo ocular pela pupila.00 dioptrias. Em seu caminho. atingindo imediatamente o cristalino que funciona como uma lente de focalização. convergindo então os raios luminosos para um ponto focal sobre a retina. é um órgão de captação de luz passando por vários meios transparentes. que são enviados ao cérebro pelo nervo óptico. o primeiro desses meios é a córnea que mede cerca de 44. Na retina. mais de cem milhões de células fotossensíveis transformam a luz em impulsos eletroquímicos.9 PR – Ponto Remoto AA – Amplitude e Acomodação Rl – Lente Retinoscopica PIO – Pressão Intra Ocular INTRODUÇÃO O Olho humano mede cerca 25 mm e é o principal órgão de interação do individuo com o meio externo é responsável por 85% dessa interação. mais precisamente no córtex visual ocorre o processamento das imagens recebidas pelo olho direito e esquerdo completando então nossa sensação visual. No cérebro. .

quanto maior a pupila. que são decodificados pelo cérebro. Portanto. mais de cem milhões de células fotorreceptoras transformam as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos. onde a imagem se reproduz. Então a lente do olho produz uma imagem invertida.Estruturas do Olho Ao estudar o aparelho visual. No segundo capitulo veremos a acomodação o que é seus tipos como funciona cada variação de acomodações ou deficiências do mesmo ou por falha das partes que compõem o processo acomodativo. e é focada sobre a retina. mais luz entra no olho. . Portanto inspirado no funcionamento do olho o homem criou a máquina fotográfica. a imagem chega ao cristalino. Ou seja. O OLHO 1. em nossos olhos a córnea funciona como a lente da câmera.1. percebe-se que quando olhamos na direção de algum objeto. Na retina. a retina seria o filme fotográfico. Este trabalho mostra a importância do Controle Acomodativo para uma boa Retinoscopia e que para o resultado da Rx seja bem aproveitada. Passada a pupila.10 No primeiro capítulo vamos dar um mergulho no corpo humano e entender cada parte do olho principalmente o cristalino que o seu funcionamento é de suma importância para termos um bom resultado da problemática deste trabalho que é porque o controle acomodativo é importante para que a Retinoscopia Estática seja satisfatória. a imagem atravessa a córnea e chega à íris. O terceiro capitulo conheceremos a Retinoscopia que é uma técnica usada para saber o estado refrativo do olho assim usando o Retinoscópio podemos analisar o controle acomodativo. permitindo a entrada de luz no olho e a formação da imagem na retina. Localizada na parte interna do olho. que regula a quantidade de luz recebida por meio de uma abertura chamada pupila. e o cérebro a converte para a posição correta.

2000. A conjuntiva é uma fina membrana mucosa que cobre. É uma das principais estruturas responsáveis pela lubrificação do olho (DOME. a abertura da íris. em ambientes com muita luz a pupila se fecha e em locais escuros a pupila se dilata com o intuito de captar uma quantidade de luz suficiente para formar a imagem. p. 19 ). 2008. p. Recobre. 21 ). como a poeira. O olho humano pode ser comparado a uma máquina fotográfica: o diafragma seria a íris. toda a parte branca do olho (conjuntiva bulbar). . Estruturas do olho (Fonte: EYES. internamente. A córnea é o tecido transparente que cobre a pupila. ou para impulsionar a (remo) células filhas através de um fluido (NETTER. as pálpebras (conjuntiva tarsal). 200. ela supre a retina de oxigênio e outros nutrientes. Constituída por uma rede de vasos sangüíneos. a retina.23). a focalização seria a acomodação do cristalino e o filme. a objetiva seria o cristalino. Junto com o cristalino. p. a córnea ajusta o foco da imagem no olho. Coróide Camada média do globo ocular. também. A conjuntiva é uma membrana transparente que reveste a parte anterior do olho e a superfície interior das pálpebras. Os cílios possuem aparência capilar e estão presentes nas superfícies de muitas células animais e vegetais que servem para mover fluido sobre a superfície da célula. É o cérebro que vai fundir e interpretar as imagens percebidas pelos dois olhos seria a revelação do negativo (NETTER.11 Sabe-se que a pupila funciona como o diafragma da máquina. Figura 1. controlando a quantidade de luz que entre no olho. Online). Os cílios são pêlos localizados na borda da pálpebra e servem para proteger o olho de artigos em suspensão no ar. Ou seja.

12 Córnea: porção transparente da túnica externa (esclerótica). p. A luz entra pela córnea. atravessa o humor aquoso e a pupila. 2000. é muito bem irrigada de sangue e possibilita.22). A fóvea é de suma importância para a visão pois a acuidade visual.parte branca do olho. O cristalino é uma lente transparente e flexível. ou seja. p. 1992. fibrosa e resistente. O músculo ciliar controla o grau de curvatura do cristalino e permite ajustar o foco (LAZARO. mobilidade do cristalino. Localizada no centro da retina. Fica localizada no fundo da retina. 2000. é circular no seu contorno e de espessura uniforme. através das células cônicas. A Esclerótica (branco do olho) é a membrana mais externa do olho. a fóvea central permite perceber detalhes dos objetos observados. O corpo ciliar é o prolongamento anterior da coróide.43). “Lente óptica que efetua a focalização para obter nitidez a todas as distâncias. Por estar localizado atrás da íris o corpo ciliar é responsável pela formação do humor aquoso e pela acomodação. o cristalino converge-a na retina” (NETTER. dirigindo-os a seu objetivo visual. Os processos ciliares são ligamentos que unem ao músculo ciliar o cristalino. a percepção das cores. é branca. nela obtida. Como se nota é bem pequena e é nela onde há o encontro focal dos raios paralelos que penetram no olho. A esclera é a camada externa do globo ocular . 2008. localizada atrás da pupila. onde estão inseridos os músculos extra-oculares que movem os globos oculares. ou seja.23). A esclerótica mantém a forma do globo ocular e protege-o. de largura por 2mm. Funciona como uma lente. Assim. A maior parte da esclerótica é opaca e chama-se esclera. Semirígida. p. (DOME. p. num mecanismo chamado acomodação. ou 100%. a visão normal de uma pessoa emétrope. de altura. e de 10/10 ou 20/20 (um inteiro). Por ser a porção de cada um dos olhos. O cristalino é uma lente biconvexa capaz de ganhar e perder dioptrias para focalizar distancias longas ou curtas. Sua superfície é lubrificada pela lágrima. ligeiramente para o lado temporal e seu tamanho é de 3mm. cujo formato pode ser ajustado para focar objetos em diferentes distâncias. formado pelos chamados processos ciliares e pelo músculo ciliar.23 ). ela dá ao globo ocular seu formato e protege as camadas internas mais delicadas. Fora da fóvea a . secretada pelas glândulas lacrimais e drenada para a cavidade nasal através de um orifício existente no canto interno do olho (NETTER.

2000. A sua função é ao contrair-se faz com que o corpo ciliar se mova para a frente. (DOME. p. Basicamente a fóvea é composta de três cones: um para a cor verde. como por exemplo. 23 ). . É a região que distingue detalhes no meio do campo visual. os músculos extrínsecos são responsáveis pelo movimento dos olhos. Formado por um conjunto. p.63). Sua abertura central é a pupila. no centro. Por ser gelatinoso. p. 1942. ele dá a consistência ao olho. (NETTER. Humor aquoso é o liquido que alimenta e regula a PIO. “Por ser um líquido transparente. sua principal função é nutrir estas partes do olho e regular a pressão interna” (PRADO. Com o envelhecimento eles perdem sua elasticidade. dificultando a focagem dos objetos próximos e provocando presbiopia. o humor aquoso preenche o espaço entre a córnea e o cristalino. p. “O humor vítreo é um líquido que ocupa o espaço entre o cristalino e a retina.23). É uma membrana fina e contrátil que funciona como um diafragma. diminuindo muito assim a tensão zonular. sendo responsável pela visão em detalhes. outro para a amarela e outro para a vermelha. vai reduzindo. separando e preenchendo a câmara anterior ou seja entre o cristalino e córnea. 2008. Sabe-se que a mácula lútea é o ponto central da retina. uma abertura circular ajustável chamada de pupila. e aumentando principalmente a superfície anterior do cristalino (DOME. Caso ocorra alguma alteração neste sincronismo teremos a deficiência ocular chamada estrabismo. Os músculos ciliares tem função de ajustar a forma do cristalino. A íris é um fino tecido muscular que tem. causando assim a acomodação.23). entre si. 2000. A íris forma a estrutura colorida do olho. propiciando a movimentação simultânea dos olhos. à medida que a concentração de cones. que aumenta ou diminui de tamanho de acordo com a luminosidade (NETTER. Trabalham em sincronismo. 2008. representa 90% do volume do olho” . p. 23 ).13 acuidade visual vai gradativamente perdendo a eficiência. a leitura.

Online). Transmite a imagem capturada pela retina para o cérebro. A literatura diz que a retina tem como função é receber ondas de luz e convertê-las em impulsos nervosos. as pálpebras são consideradas como anexos oculares. 2000. umedecendo e nutrindo a córnea e retirando substâncias estranhas que tenham alcançado o olho. conclui-se que os vasos costumam sair do lado nasal. As Pálpebras são uma dobra fina da pele e de músculo que cobre e protege os olhos. As artérias . espalha a lágrima produzida pelas glândulas lacrimais. Existem no reino animal diversos tipos de pálpebras. Ao observar a figura 02.14 “O nervo óptico é a estrutura formada pelos prolongamentos das células nervosas que formam a retina. sai artéria em direção a periferia e vem veia em direção central. Por ter como função a proteção do olho na sua parte mais anterior. p. que são transformados em percepções Figura 2. Este processo tanto pode ser voluntário como involuntário.43).63). Através da sua movimentação (piscar). “A pupila controla a entrada de luz: dilata-se em ambiente com pouca claridade e estreita-se quando a iluminação é maior. 1992. É a via de saída dos impulsos nervosos do olho para o cérebro” (PRADO. Os músculos que ficam na parte superior dos olhos retraem as pálpebras "abrindo" os olhos. As veias são mais grossas e vem engrossando a medida que elas se aproximam da papila. As pálpebras do ser humano possuem uma fileira de cílios que servem para proteger o olho da poeira e de outros poluentes do meio externo. Esses ajustes permitem que a pessoa enxergue bem à noite e evitam danos à retina quando a luz é mais forte” (LAZARO. p. (NETTER. Fundo de Olho (Fonte: EYES. 1942. 24 ). p.

2000. pois na sua visualização somente meios transparentes se interpõe entre o profissional e a retina do paciente. participa dos meios refrativos do olho. gelatinosa. as artérias passam sobre as veias sem fazer compressão nenhuma isso se chama entrecruzamento arteriovenoso normal. cuja função é transformar o estímulo luminoso em um estímulo nervoso. a mácula que é onde o olho enxerga que é onde mais estão concentrados os cones. veias e nervos do corpo humano.24 ). esse reflexo se deve a camada íntima das artérias ser mais espessadas. e região periférica.2. Região central: é o disco óptico ou papila ou cabeça do nervo óptico e. 1. salvo em situações patológicas. sendo capaz de aumentar o grau. Comparando com o processo fotográfico.15 são mais finas. Papila ou disco óptico aquela estrutura mais clara perto da retina que se situa mais ou menos 15° nasal e a mácula é aquela mancha mais escurecida situada no lado temporal mais ou menos 2 diâmetros no lado temporal da papila. Os vasos sanguíneos. Mas no caso de hipertensão. localizado na superfície interna da parte posterior do olho. (NETTER. arteriosclerose esses entrecruzamentos passam a ser patológicos aí se chama entrecruzamento arteriovenoso patológico. para focalizar as imagens . em seguida o tapete posterior que também se chama retina e por fim a mácula. Através do exame do fundo de olho se faz necessário observar a primeira estrutura que é a papila. Normal é simplesmente a artéria passar sobre a veia sem acontecer nada quando a veia fica diminuída próximo da artéria é porque é patológico. diabetes. artérias e veias. as veias são mais escuras e as artérias são mais claras. depois os vasos. Dome (2008). As artérias tem o que se chama de reflexo dorsal arteriolar. Região periférica: tem-se a retina periférica.Anatomia do Cristalino As literaturas definem a lente dos olhos é biconvexa. que capta imagens por meio das suas células fotorreceptoras para enviá-las ao cérebro. A retina é um tecido nervoso sensível à luz. tem-se a ora cerrata que com o oftalmoscópio não é possível conseguir olhar muito. diz que a retina divide-se em região central. a retina é como se fosse o filme da máquina. A retina funciona assim como uma janela através da qual se enxerga a saúde do organismo de uma maneira geral. p. um pouquinho abaixo da papila. normalmente. Portanto o fundo do olho é a mais rica e detalhada pintura ao vivo e em cores da situação das artérias.

16 de perto (acomodação) e possui grande elasticidade que diminui progressivamente com a idade.2. constituída especialmente de colágeno tipo IV e glicoproteínas. . Sendo constituído por células organizadas longitudinalmente. Tem importante papel. interferindo no desenvolvimento normal da lente em formação ou na transparência do cristalino já maduro. 1. como uma casca de cebola. permitindo as trocas metabólicas necessárias ao seu funcionamento adequado.2. Qualquer alteração na cápsula e/ou no meio no qual o cristalino se localiza pode resultar em aumento do influxo de água para dentro e perda do equilíbrio eletrolítico. Bicas(1991) diz que finalmente perdem seus núcleos e alongam-se consideravelmente.Cápsula do Cristalino Apresenta-se como um revestimento acelular homogêneo. É uma formação muito elástica. hialino e mais espesso na face anterior do cristalino. Suas fibras se unem através de desmossomos e geralmente se orientam em direção paralela à superfície do cristalino . podendo alcançar as dimensões de 8 mm de comprimento por 10 µm de espessura. assumindo desta maneira sua característica de ser transparente é formado por três partes. Fibras do Cristalino Sabe-se que a forma de elementos prismáticos finos e longos. O citoplasma possui poucas organelas e cora-se levemente. que perdem as suas organelas durante a formação.

91 ) 1. p. devido a esse aumento de volume há uma diminuição da profundidade da câmara anterior e uma redução do espaço vítreo. Epitélio Subcapsular É formado por uma única camada de células epiteliais cubóides. por subjacentes à cápsula anterior. sendo as únicas capazes de mitose. A tensão exercida pela zônula é relaxada. encontradas apenas na porção anterior do cristalino. que permite focalizar objetos próximos e distantes. no corpo ciliar.3. diminuição do potencial energético relativo à síntese protéica .17 Figura 3. graças à ação dos músculos ciliares transmitida pela zônula ciliar. É a partir desse epitélio que se originam as fibras responsáveis pelo aumento gradual do cristalino durante o processo de crescimento do globo ocular. Quando. O peso do cristalino duplica no nascimento e triplica aos 60 anos. A zona ciliar é um sistema de fibras orientadas radialmente. ( BICAS 1991. As fibras da zona se inserem de um lado na cápsula do cristalino e do outro. Esse sistema de fibras é importante no processo de acomodação. entretanto. responsáveis por manter o cristalino em posição. Online). enquanto o córtex tem as mais jovens. o que se faz por mudança na curvatura do cristalino. variações da configuração das proteínas. as primeiras encontrando-se no núcleo. Fisiologia do Cristalino O crescimento celular do cristalino faz-se por aposição sucessiva de camadas. o músculo ciliar se contrai promovendo um deslocamento da coróide e do corpo ciliar na direção da região anterior do olho. se focaliza um objeto próximo.3.2. colocando o objeto a ser visualizado em foco. 1. A face anterior do cristalino é atapetada por uma única camada de células epiteliais. presença de pigmentos. A opacificação acontece devida a: hidratação das fibras intra e intercelulares. e o cristalino fica mais espesso. Anatomia do Cristalino (NEYLORG.

4. através dos ligamentos. com diminuição do poder de discriminação visual. A difusão da luz não é a mesma em todas as partes do cristalino.18 Uma das características específicas da idade do cristalino é a diminuição da acomodação ( presbiopia). eles podem alterar a forma da lente através de cerca de 70 ligamentos ciliares. Quando os músculos ciliares são contraídos ao máximo. sendo aumentada no córtex anterior e no núcleo. perturbando a visão das cores e diminuindo o contraste. sendo devido à perda de água do núcleo do cristalino e à perda de elasticidade Na acomodação. ocasionando a dificuldades para enxergar de perto (presbiopia).Músculo Ciliar O músculo ciliar do olho é um anel de músculo liso estriado. segundo o comprimento de onda. 1. o músculo ciliar está relaxado e a cápsula assume uma forma esférica. a lente atinge a sua menor distância focal (aumentando os raios das lentes esféricas) permitindo a focalização do objeto na retina. Quando relaxada. deforma a lente. há uma perda do poder de acomodação devido à perda de elasticidade. O olho focaliza objetos mais próximos tencionando o músculo ciliar que. Os músculos denominados de ciliares desempenham um papel fundamental. que está presente na camada média do olho. As opacidades absorvem a luz de maneira diferente. os quais podem deformar a lente. a potência do cristalino aumenta de 19 para 30 dioptrias. a vergência da lente é aproximadamente 18 dioptrias. Pelos 40 anos de idade. Quando um objeto está muito longe . . como mostra a figura abaixo. puxando as bordas da lente em direção ao corpo ciliar. situação que pode ser corrigida com uso de óculos.

“Estas fibras são uma parte do ramo oftálmico do nervo trigêmeo. o músculo ciliar se contrai na acomodação. o tônus adrenérgico.19 Figura 4. que emite os nervos ciliares curtos. 92). Vemos que é músculo involuntário. No entanto. p. quando comparado com o tônus parassimpático é mais dominante. é o músculo ciliar. que o circunda. p. Ele recebe as fibras do gânglio ciliar. Para isso ocorrer o olho faz com que o cristalino mude a sua estrutura. garantindo que a imagem seja focalizada no plano retiniano (Helmholtz HLF. através de pequenos ligamentos ciliares. “Acomodação é o processo responsável pela mudança do poder refrativo do olho.)” . uma vez que ajuda a controlar a quantidade de luz que entra no olho. Esta inervação dual ajuda o funcionamento do músculo ciliar para prosseguir sem sobressaltos” ( DANTAS. (TROTTER. New York: Dover. 2001. feita pelo cristalino.Quem promove a acomodação. alterando consideravelmente a superfície anterior e mantendo a posterior inalterada gerando uma refração dinâmica. Músculo Ciliar ( Fonte: PORTAL SÃO FRANCISCO.112 ). 1985. Treatise on physiological optics. 1962. A inervação do músculo ciliar é ao mesmo tempo simpático e parassimpático. 2 A ACOMODAÇÃO Acomodação é o poder que o olho tem de ganhar e perder dioptrias para levar a melhor imagem à fóvea tanto para longe quanto para perto. Para o cristalino mudar e aumentar o poder refrativo do olho. Online).

talvez conoidal. se o poder convergente do olho for aumentado de uma dioptria. Portanto. as alterações na cápsula do cristalino deixam-no com menor capacidade de modificar a massa da substância do cristalino progressivamente resistente. Quando o cristalino perde sua plasticidade com ela é variada sua refração estática alterando o ponto máximo e remoto isso é claro de acordo com que a idade do paciente aumenta. 07) Figura 5. que é tida como o poder contráctil do músculo ciliar necessário para elevar o poder de refração do cristalino de uma dioptria. o ponto mas próximo que o olho pode ver claramente é denominado de PP . Para que se veja um objeto desta natureza. A acomodação física real do cristalino é medida em dioptrias. . O componente fisiológico possui como unidade. Quando há o enfraquecimento do músculo ciliar ou sua paralisia não haverá uma indução para alteração de formas do cristalino fazendo o cristalino usar as Fuckcs. a miodioptria. Online). A versão moderna da teoria de Helmhotz é que durante a acomodação. falamos do gasto de uma dioptria de acomodação. A eficiência do processo de acomodação depende da potencia do músculo ciliar e da capacidade do cristalino modificar sua estrutura. Quando a acomodação máxima atua. acomodada. o ligamento suspensor se relaxa e a cápsula elástica do cristalino então. A acomodação chegando ao ápice ela esta neste ponto. é a acomodação fisiológica e física que é corrigida com lentes corretoras. A sua própria elasticidade natural resiste inalterado do músculo ciliar. p. se a elasticidade do cristalino for prejudicada a acomodação pode ser concretizada com a contração violenta do músculo ciliar. atua sem restrição para deformar a substância do cristalino numa forma mais esférica. o músculo ciliar se contrai. o componente parassimpático do músculo ciliar se relaxa e a refringência encontra se numa intensidade mínima. 1999. ( COELHO. Cristalino acomodado e relaxado ( Fonte: PORTAL SÃO FRANCISCO.20 O ponto próximo é quando pequenos objetos são claramente distinguidos o mais próximo possível.

(Apostila de Óptica Oftalmica CNOO) Disponibilidade da acomodação é a disponibilidade que o cristalino tem de acomodar com lentes corretoras ou não para proporcionar uma visão perfeita de longe e perto. A diferença entre a capacidade refratométrica do olho nas duas condições – quando em repouso com refração mínima. a distância na qual a acomodação é eficaz. e quando plenamente acomodado com refração máxima – é denominada AA. é denominada alcance da acomodação. On-line) Na figura acima podemos ver a comparação na posição das estruturas envolvidas na acomodação: (A) OLHO NÃO ACOMODADO (B) OLHO ACOMODADO MUSCULATURA CILIAR: relaxada MUSCULATURA CILIAR: contraída ZÔNULA: tensa ZÔNULA: relaxada . Acomodação do olho (Fonte: INSTITUTO DA RETINA. ou seja. já o míope é o inverso. O hipermetrope por sua vez em distancias longas geralmente precisa de pouca ou nenhuma compensação e para perto maiores correções principalmente na presbiopia. a capacidade refratométrica do olho encontra-se em máxima atividade.21 Neste ponto. A Amplitude de Acomodação é o método usado para avaliar o poder do cristalino em dioptrias Figura 6. A distância entre o PR e o PP.

podendo ter constrição futura da pupila. Essa reação pupilar. Isso é a reação pupilar de fusão.Relação Acomodação/Convergência/Acomodação A relação CA/A expressa a relação linear entre o estímulo de acomodação e a convergência acomodativa induzida. A relação CA/A é expressa em número de prismas paro uma dioptria de acomodação. Neste momento a fusão ocorre. e ocorre em menor quantidade do nos impulsos acomodativos. desde que a convergência requerida pelo indivíduo. a razão de convergência pode ser perdida com o passar do tempo. a pupila contrai. Na visão de perto. Dome(2008) diz que a distância interpupilar pode ser considerada na determinação da CA/A. Por muito tempo a única representação da divergência fusional foi representada pela inibição da convergência fusional. Nesta reação pupilar a pupila contrai lentamente na visão de perto e permanece contraída ao longo da fixação de perto. Na pessoa que possui um único olho. com grande distância pupilar. O fato de pessoas com presbiopia manter a mesma relação CA/A em suas vidas indicam que os estímulos de acomodação evocam respostas acomodativas de convergência param em relação à acomodação. Essa relação de convergência acomodativa em prismas e a acomodação expressa em dioptrias. para um paciente com pequena distância interpupilar olhando para a distância de fixação. ocorre durante a condução dos impulsos de convergência. porém pelo desvio dos olhos para perto e longe. Prado(1996) descreve que a reação pupilar de convergência difere da reação pupilar à luz no nível da constrição rápida e pequena sob a gradual dilatação psicológica. 2.22 CRISTALINO: curvatura menor CRISTALINO: curvatura maio Acomodação excessiva é a mais encontrada em hipermetropes jovens e astigmatas com interesse de manter a visão nítida e nos míopes é o excesso de acomodação para compensar uma anomalia e obter clareza visual. A relação CA/A normal é de 3Δ a 4Δpara 1dioptria de acomodação.1. responsável no mecanismo de acomodação e nas trocas acomodativas. A convergência acomodativa tem proporção expressa em prismas dioptrias (Δ) e não pela medida da convergência. . Divergência fusional é a divergência do eixo visual de um olho e de outro.

oscilação na retinoscopia e o mais importante. induzido por medicações (anticolinesterásicos usados no tratamento do glaucoma). 81). Os sintomas mais freqüentes são cefaléia. Espasmo de acomodação pode ocorrer associado com iridociclite. a acomodação é ativada ou relaxada. Espasmo da Acomodação é um esforço involuntário que pode atingir mais de 10 D elevando um grau de miopia altíssimo. Com desequilíbrio muscular e uma neurose funcional tem uma associação reflexa irritante. Geralmente trata-se de pacientes jovens. esoforia. A classe de acomodação é a distância entre o ponto remoto (ponto mais longe que um olho pode ver nitidamente). Com o tempo isto pode se tornar crônico. entre estimulação máxima e mínima de acomodação” (DOME. póstrauma. em dioptrias. não conseguem relaxar o músculo ciliar e a acomodação completamente.23 2. 2. principalmente após o uso da visão de perto por longos períodos. abaixo de 30 anos de idade. tensos e com sobrecarga emocional. Por conta do distúrbio da . existe uma grande diferença entre a refração dinâmica e a refração pós-cicloplegia.Complicações da Acomodação Dome(2008) cita que as principais alterações da acomodação são a presbiopia e o espasmo de acomodação. forias descompensadas. já que existe uma sincinesia entre ambas.3. No exame ocular geralmente existe miose. ou associado com distúrbio neurológico/psiquiátrico. p. de acordo com a distância de fixação e o erro refracional individual. As alterações da relação entre a convergência e acomodação (CA/A). A acomodação também está diretamente relacionada com a convergência. aspecto fundamental do diagnóstico.2. ponto próximo de acomodação anormal (mais próximo) e oscilação da visão. 2008.Espasmo de Acomodação Com o objetivo de formar uma imagem nítida na retina. baixa visual para longe (pseudomiopia). Prado (11996) diz que em alguns pacientes. “A amplitude de acomodação tem como objetivo medir o espectro. bem como os distúrbios da mobilidade ocular extrínseca relacionadas com a acomodação (esotropia acomodativa e parcialmente acomodativa) deverão ser abordados em outra revisão temática. causando uma pseudomiopia ou uma "hipo" estimação de hipermetropia.

por enfraquecer a acomodação e esforço da musculatura.24 acomodação é gerado uma ilusão que faz com que objetos tenham tamanhos e distancias mais acentuadas gerando uma confusão. visto desta maneira. e de origem cristaliniana que é a esclerose do cristalino atingindo a acomodação física. O fenômeno da micropsia e também evidente. Levando a um esforço para focalizar objetos próximos após olhar a distância. se a distância de fixação é 1 metro. e assim pensamos que esteja mais próximo do que está realmente e. onde existe uma dificuldade em mudar o poder de sua acomodação. em conseqüência. e o inverso da macropsia que ocorre no espasmo da acomodação. Em outras palavras. a . Os objetos parecem menores do que realmente são devido a uma ilusão da distância induzida pela anomalia da acomodação. Inércia da acomodação é a mais rara de acontecer. Ver um objeto distintamente requer grande esforço. Por ser assintomática é uma condição estável. Qualquer erro de refrativo deve ser corrigido e exercícios ortopticos devem ser aplicados. Outro fator pode ser o enfraquecimento do músculo ciliar atingindo a parte fisiológica. não é necessariamente prejudicada. 2. Insuficiência da acomodação é uma presbiopia antecipada ou prematura a acomodação encontra-se inferior do limite para a idade.Medida da Acomodação “Acomodação é medida em dioptrias (D) e representa a recíproca da distância de fixação em metros.4. A visão à distancia. acentue quaisquer defeitos ópticos que o olho já possa ter. É mostrada em casos de forçar os olhos em trabalhos apuro visuais com sintomas de desconforto visual e insuficiência de convergência. de forma que os objetos próximos parecem borrados. Paralisia da acomodação o ponto próximo retrocede e se aproxima do ponto remoto. que habitualmente acompanha a condição. também tende a produzir um grau desconfortável de brilho. embora a pupila aumentada. Acomodação não mantida é quase a mesma coisa da insuficiência de acomodação a diferença é que é menos acentuada e só se manifesta quando os olhos são solicitados por tempo prolongado a deficiência é vista. julgamo-lo estranhamente pequenos.

5 a 1. . 1962. sendo este o ponto próximo de acomodação. A amplitude de acomodação é determinada subtraindo-se o valor em dioptrias do seu ponto remoto. o ponto remoto estará no infinito (onde a acomodação é nula) e o ponto próximo de acomodação pode ser convertido em dioptrias de acomodação.00 D. Raramente a amplitude de acomodação é diferente entre os dois olhos. já que binocularmente a amplitude de acomodação é geralmente maior (0. se 1/2 metro a acomodação é de 2 D. ou com a sua refração corrigida. com régua de acomodação e pelo método de lentes esféricas” (HELMHOLTZ . Helmholtz(1962) acrescenta que a amplitude de acomodação é o valor máximo do aumento de poder dióptrico e deve ser medida para cada olho separadamente. A medida da amplitude de acomodação deve ser realizada no olho emétrope. p. se1/3 é 3D e assim por diante” (HELMHOLTZ .25 acomodação é de 1 D. do valor em dioptrias do ponto próximo de acomodação. Com uma régua de acomodação. utiliza-se uma tabela de perto e uma lente de +3. quando necessário.00 D sobre o olho emetrópe (ou corrigido com lentes). Utiliza-se um estímulo (tabela de perto) movendo-o na direção de cada olho até que as letras comecem a ficar embaçadas. p. 1962. Em um olho emétrope (ou corrigido com lentes). o ponto remoto passa ser a 1/3 m e o ponto próximo passa a ser também 3 D mais perto. “A amplitude pode ser medida de três formas: por meio do ponto próximo de acomodação.77) Portanto a medida do Ponto Próximo de Acomodação é a forma mais simples e prática. Ao colocar a lente de +3. tipo régua de Prince.0 D). onde existe uma escala em centímetros e dioptrias.77). trauma e refração incorreta são as principais causas de amplitude de acomodação diferente entre os dois olhos.

diminuindo então. A medida da amplitude de acomodação com o ponto próximo de acomodação e com a régua de Prince. ou defeitos nessa sincinesia (uma alta convergência suscitada pela inervação necessária à obtenção de uma acomodação. até que novamente a imagem comece a ficar borrada. que valores muito altos de hipermetropia. A medida da amplitude de acomodação também pode variar de acordo com a posição da cabeça. Conclui-se que o exercício da acomodação é mediado pelo III nervo cranial. Por outro lado. relativamente o estímulo e o efeito de acomodação. A soma das duas medidas (convertidas em dioptrias) é o valor da amplitude de acomodação. dependendo da distância vértice. (Fonte:ZADNIK. Tabela para leitura de perto. darão convergências dos eixos visuais. mesmo quando não . também subsidiário da estimulação à convergência. uma lente de maior poder. Com o método das lentes esféricas não existe este efeito de magnificação. então. numa sincinesia. o cristalino é deslocado anteriormente.00 D estimulará uma acomodação de aproximadamente 1 D. da resposta individual e do uso associado de lentes corretivas.26 Figura 7. como de -3. Online) Usualmente no método de lentes esféricas. enquanto uma lente negativa de -1. Resulta. até que a imagem fique borrada. ainda que reduzida). 1997.00 D estimulará uma acomodação menor que 3 D. sendo maior quando a face está paralela ao solo. é que ao se aproximar o estímulo acomodativo existe o efeito de magnificação da imagem. coloca-se à frente de um dos olhos uma tabela de leitura a uma distância fixa. já que devido ao efeito gravitacional. A acomodação é induzida através de lentes negativas sucessivas. a acomodação é então relaxada com o uso de lentes positivas sucessivas.

isto é. necessariamente. explica a insuficiência de convergência (para objetos próximos) e. eles estarão inversamente relacionados à idade. . Sabe-se. aproximadamente. já que qualquer valor de acomodação nessa condição seria também repassado aos esforços de ajustamento óptico “para perto”. isto é. fica difícil o estabelecimento objetivo dessa condição.27 necessárias: aparecerá um estrabismo convergente. nelas. Obviamente. permitem estimativas razoáveis sobre seus valores.) estará também relacionada à idade e à tolerância acomodativa podendo.5. sem sintomas ou sinais. sem que lhes apareçam desconfortos. A medida do ponto próximo de acomodação (P. algum tipo de queixa (astenopia) ou de manifestação objetiva (afastamento do ponto próximo de visão nítida) relacionadas à leitura ou trabalhos “para perto” (33 cm) nessas pessoas.P. uma tendência a desvios oculares (estrabismos) divergentes 2.A. mas por falta de acomodação. Em crianças. que boa parte de emétropes (ou amétropes emetropizados) passam a requerer auxílios ópticos para perto a partir dos 40 anos de idade. queixas e demais aspectos relacionados ao uso da acomodação. é um quadro relativamente freqüente. mesmo as de tenras idades (e ainda que. aparecendo em crianças com aproximadamente 2 a 4 anos de idade. isto é. na correção dióptrica básica da pessoa. Chamado estrabismo acomodativo. em míopes. pois. a capacidade acomodativa máxima possa ser muito maior) a compensação de hipermetropias acima de 4D. entender-se-á a capacidade de uma pessoa poder exercer duradouramente a acomodação. a tolerância que se faz ao seu uso constante. indiretamente. tal que não se manifestem sinais (esotropias) ou sintomas (hordéolos. mas já sem “tolerância” ao uso dessa função. Este seria um dos parâmetros de “tolerância acomodativa” nula para longe. Desse modo surgiria (ou aumentaria). decrescendo à medida que a pessoa se torna mais madura. sem que lhe surjam desconfortos ou outras manifestações clínicas. mas evidências clínicas diretas e indiretas sobre desempenhos visuais. Um mecanismo análogo. servir como parâmetro de avaliação da capacidade acomodativa. Pelo próprio subjetivismo do que seja “conforto”. segundo Bicas (1976) diz que por estar relacionado ao exercício da acomodação. Claro que a acomodação ainda se acha presente e ativa em pessoas de 40 anos. Mas provas desse teor são as de desempenhos máximos da acomodação e não revelam. por exemplo.Tolerância Acomodativa Com esse nome.

alguma prescrição se faria necessária). É até possível que sinais e sintomas não apareçam precocemente em hipermetropias até maiores. então. uma hipermetropia de +1. há necessidade de prescrição óptica preventiva de disfunções visuais (ambliopia bilateral das altas hipermetropias). ou para pessoa de 33 anos. portanto. assim como para um jovem de vinte anos possa ser desnecessária a correção de uma hipermetropia de +2. ser considerado para os primeiros anos de vida. pela própria circunstância do mecanismo acomodativo compensatório não ser acionado.5 – 0. isto é.pela refratometria. caso em que. pois. pelo menos no uso da visão para perto.1 D/ano). valores maiores do que esses limites (+4D) forem achados.28 olhos irritados) é incomum.222) Observa-se que em uma criança de cinco anos.5 D (embora seja bem pouco provável que ele não apresente sintomas.0 D.25 D. se tais valores forem detectados. os limites da tolerância acomodativa então assumidos como 4 D e zero. Se. Retinoscopia dinâmica é realizada com o paciente olhando em um alvo próximo. mas muito provavelmente. Em suma. requerem prescrições ópticas (embora eventualmente subtotais até nos casos em que nenhuma queixa se manifeste e com achado refratométrico ainda que casual isto se converte em parâmetro de tolerância acomodativa máxima.50 D a cada cinco anos (ou 0. Daí também ser aceitável a relação T = 4. p. mesmo em crianças pequenas. 3 RETINOSCOPIA Retinoscopia é uma técnica objetiva de refração ocular. . pela queixa. em que T é a estimativa da tolerância acomodativa e y a idade da pessoa. 2009. podem ser estimados como decrescendo segundo uma relação linear de 0. Entretanto. Esse limite (+4 D) deve. A dois tipos básicos de retinoscopia. Mas a experiência clínica ensina que uma tolerância pouco maior pode ser admitida para os limites da acomodação assintomática conforme a idade. Estas técnicas requerem diligência e competência para produzir uma medida precisa do erro refrativo de um olho. A retinoscopia estática onde é realizada como o paciente fixando um objeto no infinito. (HYVÄRINEN. quando. . conforme a equação T = 4 – 0. Entre o início da vida e os quarenta anos.1y.1y. é tolerável deixa-se sem correção uma hipermetropia de +4. hipermetropias com valores acima de 4 D. ainda que sem sintomas.

29 O retinoscópio é um instrumento utilizado para determinar objetivamente o poder de refração do olho. Na retinoscopia é abordado um feixe de luz paralelo ou ligeiramente divergente. e por julgar quanto muda. d) Definir o grau de ametropia em pacientes pouco colaboradores. torna-se características observadas pelo examinador na pupila do paciente. então. . isto faz com que a iluminação da retina e da luz refletida a partir das reflexões da retina. On-line) A retinoscopia tem como objetivo a)Determinar o estado refractivo de cada olho do paciente. observar a luz que é refletida de volta para fora do olho. Figura 8. Ele funciona permitindo que o examinador de projetar um feixe de luz no olho e. o examinador pode determinar o poder de refração do olho. A luz emergente irá mudar à medida que passa através dos componentes ópticos do olho. quando a correção é alcançada acontece a neutralização dos movimentos dos reflexos.. b) Identificar as alterações da acomodação. O estado refrativo do olho é corrigido utilizando lestes de testes. Existe dois tipos de auto iluminação do Retinoscopico a que iremos apresentar nesse artigo é o Retinoscopio de faixa. Reinoscópio (Fonte: OPTICANET. . c) Desmascarar pacientes simuladores.

Detectando sombras diretas é usado lentes positivas para haver neutralização. o aparelho emite uma luz em forma de fenda que ilumina a retina do olho do paciente. e quando o movimiento é contrario obviamente será usada lentes negativas como mostramos na Figura abaixo. On-line) . Figura 10. Esquematização dos Reflexos (Fonte: OPTICANET. Figura 9. Esquematização das Faixas (Fonte: OPTICANET. Retinoscópio é um sistema de iluminação simples. On-line) Quando o reflexo se mostra muito fino e com baixa lumisosidade e baixa velocidade isto indica uma alta dioptria como mostra a figura a seguir.30 Retinoscopia é simplesmente a avaliação do ponto remoto que é o ponto mais longe observado claramente do sistema óptico examinado.

Mas neutraliza é uma área.31 O procedimento aquí estudado será a Retinoscopia Estática que debemos usar os seguintes passos a) O Paciente deve ter visão binocular . . 41) Dizemos que o olho está em repouso é quando fixamos um objeto a 6. Assim. cuja magnitude depende das dimensões da pupila e a distância de trabalho. até não visualizar movimentos de sombras. d) O Examinador situado numa distância de 50 cms. . 1997. c) O Sujeito fixa um objeto situado a 6 metros. p. Ao chegar à neutralização deve se saber o estado refrativo exato. . ativando a acomodação e eliminando a convergência. O valor obtido na dinâmica aproximadamente é de 1. Compensa a distância de 50 cms.1 m ou 37 pés e fixamos os olhos nesse objeto com lentes de +2. No ponto de neutralização. Para calcular o estado refrativo real do paciente para distância de longe. é preferível escolher a lente antes das sombras contraria. se efetuou a neutralização. ocorre monocularmente. no caso de sombras do mesmo sentido. ou seja. todos os raios emergindo da retina do olho examinado entrar na pupila do examinador. tanto a retina do examinador e do examinado são pontos conjugados. e) Rl +2.. b) Com acomodação em repouso. Neutralização: O objetivo consiste em neutralizar sombras retinoscopia com o auxílio de lentes que será positivo. Retinoscopia: Método objetivo para investigar. diagnosticar e valorizar os erros de refração ocular mediante a projeção de uma feixe de luz no olho.25 D para pessoas com idade 0-40 anos (ver tabela do LAG acomodativo). Em caso de dúvida. Distância De Trabalho: O objetivo é colocar o ponto remoto do paciente na retina do observador. é necessário adicionar o equivalente dioptrias da distância trabalhada.00 D para compensar a distancia de 50 cm e verificando as faixas e suas direções.00 Dpt . observando a área iluminada sobre a superfície da retina e da refração ocular dos raios emergentes. (ZADNICK. portanto quando o reflexo da pupila do paciente parecer uniformemente em todos os movimentos do reflexo retinoscópio. Sua determinação não é fácil. outros recomendam escolher a lente mais positiva. os valores correspondem a insuficiência acomodativa lag de acomodação proposto por Bestor (1920) como aparece em Borish. O princípio baseia-se em controlar a atividade do cristalino para manter a fixação em um ponto localizado (40 centímetros). ou negativo nos casos de sombras inversas.

especialmente se os valores forem negativos. Ao contrário de retinoscopia dinâmica a estática é feita a distância.75 dpt. Retinoscopia dinâmica em pacientes présbita Pode auxiliar na utilização da adição necessário para a leitura. ativando a acomodação e eliminando a convergência. Acomodação. a lente conseguida com a neutralização é total através da neutralização das faixas. (BORISCHS. quando a atividade cessa completamente acomodação (LAG = 3. Gabriel de Merchan Mendoza para determinar o estado refrativo do olho. o seu valor aumenta com o tamanho do ângulo visual e com a idade e torna-se quase absoluto. erros de refração. com a retinoscopia dinâmica é necessário adicionar ou subtrair valores para calcular a retinoscopia líquido. Isto é porque o retinoscopista é situado na vizinhança imediata do paciente. Também utilizado para o diagnóstico de distúrbios acomodativos apresentados no sistema visual da visão analisado monocularmente O princípio baseia-se em controlar a atividade do cristalino para manter a fixação em um ponto localizado a (40centímetros). Retinoscopia dinâmica fornece informações sobre o equilíbrio entre os dois olhos.32 Pessoas com mais de 40 anos deve compensá-los para o valor da adição ou dióptrico necessário para obter uma estimativa aproximada pela idade. no entanto. ocorre monocularmente. Ao ler a 40 cm em condições monoculares demanda. o lag acomodativa corresponde a 0. Retinoscopia Dinâmica: A retinoscopia dinâmica monocular (RDMM) é um exame proposto desde 1967 por Dr. a desarmonia pode ter relação com as diferenças anisometropías acomodativas. e assim definir o tipo de ametropia e o poder de refração.00 Dpt). É útil na determinação da lag acomodativo. ou seja. distância e distúrbio da visão binocular. Em condições normais. 1998 ) . Os valores mais elevados podem ser relacionados com esoforias. hipermetropia acomodatícia ou não corrigido. Os valores mais baixos significam um sobra acomodativos que se relaciona com exoforia ou espasmo de acomodação.

sendo que os mesmos que o controle não foram aplicados fizeram os pacientes sentirem dores oculares e de cabeça por motivo do cristalino e o muscular estarem ativos e tensionados por muito tempo. . Os resultados de usuários que o controle acomodativo foi usado foram os melhores possíveis. desconforto visual enjoos e outros podem ser simplesmente de uma correção mal avaliada na hora da retinoscopia por conta de não ter havido um controle acomodativo satisfatório. O Cristalino junto com os Músculos Ciliares controlam esse mecanismo sendo que dependendo de vários fatores internos e externos esse enfoque é alterado podendo vir prejudicar a visão. Isso leva a concluir que a retinoscopia estática tem e deve ter um controle acomodativo mais minucioso possível.33 CONSIDERAÇÕES FINAIS A acomodação é o principal mecanismo de enfoque utilizado pelo olho humano. Analisando e avaliando processo acomodativo para quantificar quando não houver e houver controle da acomodação para assim coletarmos dados para que possamos aproveitar melhor o resultado da retinoscopia. A intenção é mostrar como uma retinoscopia estatica feita com um bom controle acomodativo pode gerar resultados que vão proporcionar a satisfação do usuário. O Problema mais comum em óculos que causam dor de cabeça.

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