CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL

NA

WIKIPÉDIA

Página

0

Cálculo
(http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo)

O cálculo permite calcular a área da região assinalada

O Cálculo Diferencial e Integral também chamado de cálculo infinitesimal Integral, infinitesimal, ou simplesmente Cálculo é um ramo importante da matemática, desenvolvido a partir da Álgebra e da Geometria, que se dedica ao estudo de taxas de variação de grandezas Geometria, (como a inclinação de uma recta) e a acumulação de quantidades (como a área debaixo linação de uma curva ou o volume de um sólido). Onde há movimento ou crescimento e onde forças variáveis agem produzindo aceleração, o cálculo é a matemática a ser empregada. O cálculo foi criado como uma ferramenta auxiliar em várias áreas das ciências exactas. iado Desenvolvido por Isaac Newton e Gottfried Leibniz, em trabalhos independentes, o , Cálculo ajuda em vários conceitos e definições desde a matemática, química, física clássica e até a física moderna. O estudante de cálculo deve ter um conhecimento em certas áreas da matemática, como funções, geometria e trigonometria, pois são a base do s cálculo. O cálculo tem inicialmente 3 "operações base", ou seja, possui áreas iniciais "operações-base", como o cálculo de limites, o cálculo de derivadas de funções e a integral de diferenciais. , A integral indefinida também pode ser chamada de antiderivada, uma vez que é um processo que inverte a derivada de funções. Já a integral definida, inicialmente definida como Soma de Riemann, estabelece limites de integração, ou seja, é um processo , estabelecido entre dois intervalos bem definidos, dai o nome integral definida. Com o advento do Teorema Fundamental do Cálculo estabeleceu-se uma conexão entre eorema se os dois ramos do cálculo: o Cálculo Diferencial e o Cálculo Integral O cálculo Integral. diferencial surgiu do problema da tangente, enquanto o cálculo integral surgiu de um problema aparentemente não relacionado, o problema da área. O professor de Isaac Newton em Cambridge, Isaac Barrow descobriu que esses dois problemas estão de fato Barrow, blemas estritamente relacionados, ao perceber que a derivação e a integração são processos inversos. Foram Leibniz e Newton que exploraram essa relação e a utilizaram para transformar o cálculo em um método matemático sistemático. Particularm Particularmente ambos viram que o Teorema Fundamental os capacitou a calcular áreas e integrais muito mais facilmente, sem que fosse necessário calculá las como limites de soma (método descrito calculá-las pelo matemático Riemann, pupilo de Gauss) ,

Página

1

Índice
• •

• •

1 História o 1.1 Desenvolvimento 2 Princípios o 2.1 Limites e Infinitesimais o 2.2 Derivadas o 2.3 Integrais o 2.4 Teorema Fundamental do Cálculo 3 Aplicações 4 Ver também o 4.1 Listas o 4.2 Tópicos relacionados o 4.3 Referências bibliográficas 4.3.1 Cálculo Básico 4.3.2 Cálculo Avançado o 4.4 Livros on-line o 4.5 Páginas na Internet

História
Desenvolvimento

Arquimedes, segundo Gauss o maior matemático da antigüidade, já apresentava idéias relacionadas ao Cálculo dois séculos antes de Cristo.

Página

A história do cálculo se encaixa em vários períodos distintos, de forma notável nas eras antiga, medieval e moderna. Na era antiga foram introduzidas algumas idéias do cálculo integral, embora não tenha havido um desenvolvimento dessas idéias de forma rigorosa e sistemática. A função básica do cálculo integral, calcular volumes e áreas, pode ser remontada ao Papiro Egípcio de Moscow (1800 A.C.), no qual um egípcio trabalhou o volume de um frustum piramidal. Eudoxus (408-355 A.C) usou o método da exaustão para calcular áreas e volumes. Arquimedes (287-212 A.C.) levou essa idéia além, inventando a heurística que se aproxima do cálculo integral. O método da exaustão foi redescoberto na China por Liu Hui no terceiro século depois de Cristo, que o usou para

2

encontrar a área do círculo. O método também foi usado por Zu Chongzhi no quinto século depois de Cristo, para achar o volume de uma esfera.

Sir Isaac Newton foi um dos mais famosos inventores e contribuidores do cálculo com relação a suas leis de movimento e outros conceitos matemáticosfísicos

No período medieval, o Matemático indiano Aryabhata usou a noção infinitesimal em 499 D.C. expressando-a em um problema de astronomia na forma de uma equação diferencial básica. Essa equação levou Bhāskara II no século doze a desenvolver uma derivada prematura representado uma mudança infinitesimal, ele desenvolveu também o que seria uma forma primitiva do “Teorema de Rolle”. No século XII o matemático persa Sharaf al-Din al-Tusi descobriu a derivada de polinômios cúbicos, um resultado importante no cálculo diferencial. No século XIV, Madhava de Sangamagrama, juntamente com outros matemáticos-astrônomos da Escola Kerala de Astronomia e Matemática, descreveu casos especiais da Série de Taylor, que no texto são tratadas como Yuktibhasa. No período moderno, descobertas independentes no cálculo foram feitas no início do século XVII no Japão por matemáticos como Seki Kowa que expandiu o método de exaustão. Na Europa, a segunda metade do século XVII foi uma época de grandes inovações. O Cálculo abriu novas oportunidades na física-matemática de resolver problemas muito antigos que até então não haviam sido solucionados. Muitos matemáticos contribuíram para essas descobertas, notavelmente John Wallis e Isaac Barrow. James Gregory proveu um caso especial do segundo teorema fundamental do cálculo em 1668.

Gottfried Wilhelm Leibniz, foi originalmente acusado de plagiar os trabalhos não publicados de Isaac Newton, hoje porém é considerado, juntamente com Newton, o inventor do cálculo Página

3

Coube a Leibniz e Newton recolher essas idéias e juntá-las em um corpo teórico que viria a constituir o cálculo, a ambos é atribuído a simultânea e independente invenção do cálculo. Historicamente Newton foi o primeiro a aplicar o cálculo à física ao passo que Leibniz desenvolveu a notação utilizada até os dias de hoje. O argumento histórico para conferir aos dois a invenção do cálculo é que ambos chegaram de maneiras distintas ao teorema fundamental do cálculo. Quando Newton e Leibniz publicaram seus resultados, houve uma grande controvérsia de qual matemático (e portanto que país: Inglaterra ou Alemanha) merecia o crédito. Newton derivou seus resultados primeiro, mas Leibniz publicou primeiro. Newton argumentou que Leibniz roubou idéias de seus escritos não publicados, que Newton à época compartilhara com alguns poucos membros da Sociedade Real. Esta controvérsia dividiu os matemáticos ingleses dos matemáticos alemães por muitos anos. Um exame cuidadoso dos escritos de Leibniz e Newton mostra que ambos chegaram a seus resultados independentemente, com Leibniz iniciando com integração e Newton com diferenciação. Nos dias de hoje tem-se que Newton e Leibniz descobriram o cálculo independentemente. Leibniz, porém, foi quem deu o nome cálculo à nova disciplina, Newton a chamara de “A ciência dos fluxos”. Desde o tempo de Leibniz e Newton, muitos matemáticos contribuíram para o contínuo desenvolvimento do cálculo. No século XIX, o cálculo foi abordado de uma forma muito mais rigorosa por matemáticos como Cauchy, Riemann e Weierstrass. Foi também durante este período que idéias do cálculo foram generalizadas ao espaço euclidiano e ao plano complexo. Lebesgue mais tarde generalizou a noção de integral.

Princípios
Limites e Infinitesimais
Ver anexo 1

O cálculo é comumente utilizado pela manipulação de quantidades muito pequenas. Historicamente, o primeiro método de utilizá-lo era pelas infinitesimais. Estes objetos podem ser tratados como números que são, de alguma forma, "infinitamente pequenos". Na linha numérica, isso seria locais onde não é zero, mas possui "zero" de distância de zero. Nenhum número diferente de zero é um infinitesimal, porque sua distância de zero é positiva. Qualquer múltiplo de um infinitesimal continua sendo um infinitesimal. Em outras palavras, infinitesimais não satisfazem a propriedade Archimediana. Deste ponto de vista, o cálculo é uma coleção de técnicas para manipular infinitesimais. Tal pensamento foi ignorado no século XIX porque era muito difícil ter a noção precisa de uma infinitesimal. Entretanto, o conceito foi reutilizado no século XX com a introdução da análise não padronizada, a qual propiciou fundamentos sólidos para a manipulação de infinitesimais No século XIX, as infinitesimais foram substituídas pelos limites. Limites descrevem o valor de uma função em um certo ponto em termos dos valores de pontos próximos. Eles capturam o comportamento numérico em baixa escala, como nas infinitesimais, mas utilizando números ordinários. Deste ponto de vista, calculo é uma coleção de técnicas para a manipulação de certos limites. As infinitesimais foram substituídas por

Página

4

por esse motivo. a derivada é um operador linear. então a saída é o dobro de uma função. f'(x)) O cálculo diferencial é o estudo da definição. Na notação matemática. o gráfico da função é uma linha reta. Se a função de entrada é o tempo. então a saída é 9. e é inserido 3. então a saída é 6. propriedade e aplicações da derivada ou deslocamento de um gráfico. Em linguagem técnica. Em álgebra. onde: 5 . Para entender a derivada. em que cada ponto da nova função é o deslocamento da função original. Derivadas Ver anexo 2 Reta tangente em (x. se no dobro da função é inserido 3. ou seja. Então a derivada de f é f ' (f linha). o qual forma uma nova função a partir da função original. a entrada é uma função e a saída é outra função. O processo de encontrar a derivada é chamado "diferenciação". então a derivada dessa função é a taxa em que a função é alterada. Limites são fáceis de serem colocados em fundações rigorosas e. se na derivada é colocada uma função quadrada. Por exemplo. um símbolo comum para a derivada da função é um sinal de apóstrofo chamado "linha". Página Se a função é linear. Mas na derivada. Isso em notação matemática seria escrito assim: . O conceito de derivada é fundamentalmente mais avançado do que os conceitos encontrados em álgebra. são a abordagem padrão para o cálculo. Por exemplo. porque o dobro da função fornece o deslocamento da função quadrática em qualquer ponto dado da função.números muito pequenos. os estudantes precisam aprender a notação matemática. os estudantes aprendem sobre funções em que o número de entrada gera um número de saída. então a função pode ser escrita como y = m x + b. e o comportamento infinitamente pequeno da função é encontrado pelo limite de números cada vez menores. enquanto se a função é quadrática.

O deslocamento da função quadrática no ponto (3. 9) é 6. Integrais Ver anexo 3 Página O Cálculo Integral é o estudo das definições.: f(x) = x2. então f(3) = 9). isto é. nós encontramos o deslocamento da função quadrática no ponto em que a entrada é 3 e a saída é 9 (Ex. (Note que y e f(x) são duas notações diferentes para a mesma coisa: a saída da função. Uma linha entre dois pontos em uma curva é chamado de reta secante. ele cresce seis vezes mais rapido e está indo para a direita. f(x)) e h é a distância horizontal entre os dois pontos.. Para determinar o deslocamento da curva. e nós precisamos do cálculo para encontrar o valor exato em cada ponto da função. Isto da o valor exato para a variação da linha reta. e aplicações de dois conceitos relacionados. propriedades. A variação da reta secante pode ser expressada como: onde as coordenadas do primeiro ponto é (x. Se a função não é uma linha reta. então a variação em y é dividida pela variação em x. nós usamos os limites: Em um caso particular. O processo de 6 . as integrais indefinidas e as integrais definidas.

Página 7 . Em linguagem técnica. . somente multiplicação é necessária. e então fazer uma Soma de Riemann das as distâncias aproximadas viajadas em cada intervalo. o qual fornece a área entre o gráfico da função e o eixo do x. um método intuitivo seria dividir em distâncias entre a e b em intuitivo um número de segmentos iguais. mas se a ) velocidade varia. nós podemos escolher um valor da função f(x). definida por f(x). então precisamos de um método mais poderoso para encontrar a distância. calculo integral estuda dois operadores lineares relacionados. Integração pode ser explicada como a medida da área entre uma curva. Um método é a aproximação da distância viajada pela divisão do tempo em muito mais intervalos de tempo. A integral indefinida é a antiderivada. A idéia básica é que se somente um pequeno tempo passar. entre dois pontos (aqui a e b). o processo inverso da derivada. e então multiplicando o tempo em cada intervalo por uma das velocidades naquele intervalo. Se f(x) no diagrama da esquerda representa a velocidade variando de acordo com o tempo. então a velocidade vai permanecer praticamente a mesma. A definição técnica da integral definida é o limite da definição soma das áreas dos retângulos. Se a velocidade (V) é constante. (O uso de letras maiúsculas e minúsculas para uma função e sua integral indefinida é comum em cálculo. a distância de cada segmento representado pelo símbolo ?x. Então a área do retângulo com a base ?x e altura h dá a distância . Um exemplo motivacional é a distância ( ) viajada em um determinado tempo ( (D) (t). a distância viajada entre os tempos representados por a e b é a área da região escura s. chamada Soma de Riemann.encontrar o valor de uma integral é chamado integração. Para aproximar a área. Entretanto. F é uma .) A integral definida insere uma função e extrai um número. uma Soma de Riemann somente da uma aproximação da distância viajada. Para cada segmento menor. Chame o valor h. o . integral indefinida de f quando f é uma derivada de F. Nós precisamos pegar o limite de todas as Somas de Riemann para encontrar a distância viajada exata.

Pode também ser interpretado como uma afirmação precisa do fato que a diferenciação é o inverso da integração. Por ser usualmente mais fácil computar uma antiderivada do que aplicar a definição de uma integral definida." A integral indefinida. É afirmado pelo teorema fundamental do cálculo que: Se uma função f é contínua no intervalo [a. O símbolo da integração é definida é escrita da forma: . é escrita da forma: . b] e se F é uma função cuja derivada é f no intervalo (a. Desde que a derivada da função y = x2 + C é y ' = 2x (onde C é qualquer constante). Associado com cada segmento é o valor médio da função sobre ela. para cada x no intervalo (a. Mais precisamente. A integral e lida como "a integral de a até b de f-de-x em relação a x. b). na maioria dos casos uma melhor aproximação. Teorema Fundamental do Cálculo Ver anexo 4 O teorema fundamental do cálculo afirma que a diferenciação e a integração são operações inversas. então: . mas para uma resposta exata nós precisamos fazer o limite em ?x tender a zero.f(x)=h. b) temos que Página 8 . um S alongado (que significa "soma"). A soma de todos os retângulos dados é uma aproximação da área entre o eixo e a curva.(tempo ?x multiplicado pela velocidade h) viajado naquele segmento. o teorema conecta os valores de antiderivadas ao valor de integrais definidas. Um valor menor para ?x nos dará mais retângulos e. ou antiderivada. o qual é uma aproximação da distância total viajada. o teorema fundamental do cálculo provê uma forma prática de computar integrais definidas. então Além disso.

O trabalhos Teorema fundamental do cálculo provê um método algébrico de computar muitas integrais definidas—sem executar processos limite simplesmente por encontrar sem limite—simplesmente fórmula para antiderivadas. b]. A Física faz uso intensivo do cálculo. assim como a energia total de um objeto dentro de um sistema fechado podem ser encontrados usando o cálculo. Nos sub sub-campos da eletricidade e magnetismo. campos eletromagnéticos. exerceu um papel chave na massiva proliferação de Barrow. Até a expressão comum da segunda lei de Newton como Página 9 . o cálculo pode ser usado para encontrar o fluxo total de magnetismo. b] então e . resultados analíticos que se seguiram após seus trabalhos ficarem conhecidos. o momento de inércia dos objetos. Aplicações A espiral logarítmica da concha do Nautilus é uma imagem clássica usada para representar o crescimento e a mudança relacionados ao cálculo O cálculo é usado em todos os ramos das ciências físicas. que basearam-se nos resultados de um se trabalho anterior de Isaac Barrow. estatística. Todos os conceitos na mecânica clássica são interrelacionados pelo cálculo. seu Corolário pode ser transcrito da seguinte forma: Considere f uma função contínua de valores reais definida em um intervalo fechado [ [a. engenharia. economia medicina e em outras áreas sempre que um problema economia. realizada por Newton e Leibniz.E. Essa descoberta. Um exemplo mais histórico do uso do cálculo na física é a segunda lei de Newton que usa a expressão "taxa de variação" que se refere à derivada: A taxa de variação do momento de um corpo é igual à força resultante que age sobre o corpo e na mesma direção. na ciência da computação computação. Se F é uma função tal que para todo x em [a. possa ser modelado matematicamente e uma solução ótima é desejada. A massa de um objeto de densidade conhecida.

Flavio Ulhoa (2005). o cálculo pode ser usado para encontrar o ângulo ótimo na ramificação dos vasos sanguíneos para maximizar a circulação. Pré-Cálculo ISBN 8522104506 Coelho. Ver também Listas • • • • • Lista de tópicos básicos em cálculo Tabela de derivadas Tábua de integrais Lista de tópicos em cálculo Publicações sobre cálculo Tópicos relacionados • • • • • • • • • Régua de cálculos Série Cálculo polinomial Geometria diferencial Cálculo com múltiplas variáveis Análise non-standard Pré-cálculo (Educação matemática) Integral-produto Cálculo estocástico Referências bibliográficas Cálculo Básico • • Medeiros. a inclinação. Por exemplo. concavidade e pontos de inflexão. Saraiva. iteração de ponto fixo e aproximação linear. Curso Básico de Cálculo ISBN 8502051202 Página 10 . o cálculo é usado para encontrar pontos máximos e mínimos. A teoria do eletromagnetismo de Maxwell e a teoria da relatividade geral de Einstein também são expressas na linguagem do cálculo diferencial. em métodos como o método de Newton. o estudo dos gráficos de funções. 1ª edição. O cálculo pode ser usado para encontrar soluções aproximadas de equações. Valeria Zuma (2005). A química também usa o cálculo para determinar as variações na velocidade das reações e no decaimento radioativo. Thomsom Pioneira. Na geometria analítica. O cálculo pode ser usado em conjunto com outras disciplinas matemáticas.Força = Massa × Aceleração envolve o cálculo diferencial porque a aceleração pode ser expressada como a derivada da velocidade. 1ª edição. Por exemplo. naves espaciais usam uma variação do método de Euler para aproximar trajetórias curvas em ambientes de gravidade zero. ele pode ser usado com a álgebra linear para encontrar a reta que melhor representa um conjunto de pontos em um domínio. Na economia o cálculo permite a determinação do lucro máximo fornecendo uma fórmula para calcular facilmente tanto o custo marginal quanto a renda marginal. Na esfera da medicina.

Bookman Companhia Editora. EDUSP. 1ª edição Cálculo a Várias Variáveis: Uma Introdução à Teoria da Otimização ISBN 851502442X Spivak./Schneider. Hughes (2004). 2ª edição Cálculo Avançado ISBN 8536303476 Hellmeister. George B. Cálculo ISBN 8522104794 Thomas. Ciência Moderna. 2 vols. Cálculo e suas Aplicações ISBN 9781891389245 Stewart. (2007). 2 vols. Inder Jeet Taneja da UFSC Cálculo Diferencial a Várias Variáveis:Uma Introdução à Teoria de Otimização CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL NA RETA . Bookman Companhia Editora. (2002). Addison Wesley Brasil. Brruce (2005). Cálculo ISBN 8588639114 Anton. LTC. 10ª edição. Táboas do ICMC-USP de São Carlos Exercícios de Cálculo Diferencial e Integral de Funções Definidas em Rn Páginas na Internet • • • • • • Curso de cálculo on-line da USP "Kit de sobrevivência em Cálculo" do departamento de Matemática da UEM Materiais de aula do IMECC-UNICAMP [http://www. 7ª edição. Cálculo:Um Curso Moderno e suas Aplicações ISBN 8521616023 Lopes. Howard A. organizadora. 2 vols. 2 vols. 1ª edição. LTC. Robert C. Frank/Mendelson. 6ª edição Cálculo com Aplicações ISBN 8521614330 Avila. Hamilton. Elliot (2006). 2ª edição. Cálculo ISBN 8560031804 Barboni. Cálculo ISBN 8521614594 Cálculo Avançado • • • • Wrede. col. Hélio/Malta. Murray R. Thomsom Pioneira. Laurence D. LTC. Larry J. 5ª edição. 7ª edição. 4 vols. Ron/Edwards. LTC. (2003). 9ª edição. Walter (2007).. Humberto Jose (2002). 4ª edição. Bookman Companhia Editora. David I. LTC. Goldstein. Iaci/Pesco./Hoffman. Schaum ISBN 856003109X Bradley. James (2002). 2ª edição. 12ª edição. Deborah (2005). 9ª edição. Geraldo (2003).mtm. (2008). Cálculo de uma Variável ISBN 8521613903 Salas/Hille/Etgen (2005). Plácido Z.br/~taneja/MATREDE/Math4/Math4. 2ª edição (2006) Cálculo Integral Avançado ISBN 8531403707 Bortolossi. Cálculo a uma Variável ISBN 8515024403 Hughes-Hallett./Spiegel. Ana Catarina Pontone. Cálculo. Ayrton/Paulette. 3 vols. 2002. Loyola. 8ª edição. (2007). Elliot (2007). 1ª edição.ufsc.Notas de Aula pelo prof. ISBN 8521612591 Piskounov.html Cálculo com o Mathematica Cálculo Infinitesimal: o que é isso? Material para Cálculo I pelos professores Fernando Guerra e Inder Jeet Taneja da UFSC Página 11 . Introdução ao Cálculo ISBN 8560031537 Guidorizzi. Nikolai Semenovich.• • • • • • • • • • • • • • • • Mendelson. 2 vols. LTC. 2 vols. Cálculo Aplicado ISBN 8521613970 Larson. Gerald L. 1ª edição. LTC. volume único. Edições Lopes da Silva. 1ª edição Cálculo em Variedades ISBN 8573932252 Livros on-line • • • • MATHEMATICA NO ENSINO DE CÁLCULO: Uma Abordagem Computacional pelo prof. Sinesio (2002). 2001. Cálculo das Funções de uma Variável ISBN 8521613709 Hallett. Bookman Companhia Editora. 5ª edição. Hemus. Loyola. Fundamentos da Matemática: Cálculo e Análise ISBN 8521615469 Ayres Jr. LTC. Michael (2003).

pelo intervalo aberto . a partir de um certo valor de i. dizemos que o limite da sequência é L.org/wiki/Limite) Em matemática. pelo desafiante. mais próximo de L serão os termos da sequência.1 significa que. i. qualquer que seja o intervalo em torno de L (dado. tende para infinito. Índice • • • • 1 Limite de uma sequência 2 Limite de uma função o 2. Ou seja.1 Definição formal 3 Aproximação intuitiva 4 Limites em funções de duas ou mais variáveis Limite de uma sequência Seja uma sequência de números reais.wikipedia. em termos matemáticos. Formalmente.e. deve ser interpretada como um desafio. o que foi dito acima se expressa assim: Página 12 . Neste caso. Os limites são usados no cálculo diferencial e em outros ramos da análise matemática para definir derivadas e a continuidade de funções. por exemplo. os termos realmente estão perto de L. assim como o comportamento de uma sequência de números reais. o desafiado deve exibir um número natural N tal que . A expressão: Ver anexo 1. quanto maior o valor i. A forma usual de escrever isso. o conceito de limite é usado para descrever o comportamento de uma função à medida que o seu argumento se aproxima de um determinado valor. O desafiante propõe quão perto de L os termos da sequência devem chegar. e o desafiado deve mostrar que. à medida que o índice (da sequência) vai crescendo.ANEXO 1 Limite (http://pt.

4012 0.10 Página 13 . Sempre que se verifique a igualdade .001 2. Note-se que esta afirmação pode ser verdadeira se mesmo quando . vejamos: f(1.99 1. A igualdade não é válida para todas as funções.3882 À medida que x aproxima-se de 2.4121 0. A expressão: ) significa que f(x) se aproxima tanto de L quanto quisermos.Limite de uma função Suponhamos que f(x) é uma função real e que c é um número real.4001 0.999 não está definido f(1.4 (tal como em f(x)). diz-se que f é contínua em x = c.95 1. ) Vejamos dois exemplos que ajudam a ilustrar estes dois pontos importantíssimos.01) f(1.99) f(0. Quando tal acontece dizemos que "o limite de f(x).3998 0.3988 0. à . medida que x se aproxima de c. ou quando a função f(x) nem sequer está definida em c.4 e consequentemente temos a se se igualdade .99) f(1.999) f(1. quando x se aproxima de 1. o limite de f(x).1) 2. ) existe e é igual a 2: f(0. ra Vejamos uma função onde tal não acontece O limite de g(x) à medida que x se aproxima de 2 é 0.4.010 2.01) f(2.001) f(2. Consideremos à medida que x se aproxima de 2. Consideremos agora o caso onde f(x) não está definida em x = c. quando se toma x ) suficientemente próximo de c.1) 0. é L". mas ) e consequentemente g não é contínua em x = 2.999) f(2) 0.9) f(1.4 f(2.9) f(0. Apesar de f(x) não estar definida em x = 1.001) f(1. f(x) está definido em 2 e é igual ao seu limite: 0. f(x) aproxima-se de 0.0) 1. Neste caso.

A expressão significa que qualquer que seja satisfazendo . usando a notação Dito de maneira mais formal. 14 . Definição formal A definição ε-δ de limite O conceito de limite é formalmente definido da seguinte forma: Seja f uma função definida num intervalo aberto contendo a (excepto possivelmente a e seja A um a) número real. pelo menos parcialmente.Ora x pode ser tomado tão próximo de 1 quanto quisermos. segunda a idéia originalmente formulada por Cauchy: um limite A dado pela fórmula: onde A é o valor do qual difere o valor de f(x) a menos de um valor ε (epsilon) maior que zero se o valor de x diferir de a por um valor menor que o valor δ (delta) maior que zero e função de ε (δ = f(ε)) ε)) Aproximação intuitiva Página A noção de limite é fundamental no início do estudo de cálculo diferencial. O conceito de limite pode ser apreendido de forma intuitiva. pelo que o limite de f(x) é 2. sem no entanto ser 1. um limite A é dado da seguinte maneira. OU. . vale simbólica: existe um tal que para todo x.

9996 Ou seja. para a resolução fazemos: Então. quando tende a ser um número. mas sim o que acontece em torno deste ponto.1 mostra que x se aproxima de 1 pela esquerda.1: Sendo uma função f definida por: f(x) = 2x + 1 nos Reais. de tal maneira que não se consiga estabelecer uma distância que vai separar o número da incógnita.99999 então: y=f(x)=2. Página 15 . Sabemos.98 Se x=0. y=f(x)=5 . Na verdade. mas vai se aproximar muito. por exemplo: Se x=0. no limite.996 y=f(x)=2. um limite é um número para o qual y = f(x) difere arbitrariamente muito pouco quando o valor de x difere de x0 arbitrariamente muito pouco também.2 temos que: y=f(x)=3. o y (f(x)) é diferente de zero. a definição de limite é tão e somente intuitiva. no limite é como se pudéssemos substituir o valor de x para resolvermos o problema. Mas usando valores que se aproximem de 1. a função descrita no enunciado e queremos saber o limite desta função quando o "x" tende a ser 1: Ou seja. esta variável aproxima-se tanto do número. no ponto onde x=0 (origem). Por isso.99998 então: então: então: y=f(x)=2. ou seja. que não passa pela origem. esta incógnita nunca vai ser o número.96 y=f(x)=2. falamos de uma incógnita que "tende" a ser um determinado número. Se x=1. Agora. Vai de analisar a função que está ocorrendo apenas. ou seja. calcular o limite da função f quando x . porque para o cálculo não importa o que acontece no ponto x. de tal forma que podemos escrever como no seguinte exemplo: Exemplo 1. temos também uma outra forma de se aproximar do número 3. o y "tende" a ser 3.998 Se x=0.4 . por exemplo: Se x=2. pois se substituirmos: f(0) = 2. lógico. neste caso. não estamos substituindo o valor. Então no processo limite. devemos saber como a função que está em jogo se comporta. Se x=1. e não mais pela esquerda como foi mostrado no exemplo anterior. imaginemos a função: f(x) = 2x + 1 e imaginando f:R .> R (Definida nos reais).6 . na função f(x) descrita nos exemplo acima.111 então: y=f(x)=3.8 então: y=f(x)=4.0 + 1 que nos dá: f(0) = 0 + 1 = 1. o exercício do Exemplo 1. que esta função nos dá o gráfico de uma reta. ou seja: Porém. Por exemplo.222 Podemos perceber então.Quando falamos do processo limite.> 1. quando falamos que um número "tende" a ser n. Enfim. Temos então. Então para resolvermos problemas que envolvem cálculo. como foi dito anteriormente. Se x=1. por exemplo. Em poucas palavras. mas se aproxima muito do número n. o número nunca vai ser n.9998 Se x=0. à medida que x "tende" a ser 1. que x está tendendo a 1 pela direita agora.

para a direita (no sentido de maiores números reais) ou para a esquerda (no sentido de menores números reais). Consequentemente. Ora. quando os dois limites laterais coincidem. conquanto seja a mesma para todos os tipos de funções numéricas. De forma semelhante. mas aqui há uma diferença fundamental. pode ter infinitos caminhos entre dois pontos. Sobre a reta real. para que exista um valor de limite. só se pode ir eja. Página 16 . pode-se o que na verdade influencia no valor do limite. Muitas vezes é mesmo difícil de se afirmar que o limite exista ou não. quando se tem uma função bidimensional como: o limite pode ser testado através de vários caminhos. é necessário que ele independa do caminho tomado para que o(s) valor(es) da(s) variável(eis) independentes sejam alcançados Isso alcançados. ou seja. Com uma função de duas variáveis (só para ficar no caso mais simples) tem tem-se dois graus de liberdade.0) através das seguintes possibilidades: se • o limite se fazendo através da abcissa. Em caso contrário. o limite não existe. ou seja. Esse é o caso de funções de duas ou mais variáveis. da direita para a esquerda. é verdade no caso unidimensional.Limites em funções de duas ou mais variáveis A noção de limite. Uma função do tipo: pode ter evidentemente um limite. nem sempre é fácil de se calcular. Suponha que se queira verificar o seguinte limite L desta funçao: Pode-se aproximar-se do valor (0. só existe verdadeiramente um grau de liberdade.

Dessa forma. então. parametrização permite que se aproxime do ponto (0. ou seja. e Nesse caso. o limite L é também zero Poder-se-ia ficar enumerando todas as possibilidades. o limite não existe nesse ponto para essa função. Um exemplo de uma função que não apresenta valor de limite em (0.0) através das fazendo-se parametrizações dadas pelas equações paramétricas: a função toma a forma Vê-se. mas seria ocioso. No caso dessa ia função. o limite nesse ponto é sempre zero.Nesse caso o limite L é zero • o limite se fazendo através da ordenada.0). que o valor do limite depende do angulo α pelo qual a reta de se. Página 17 .0) é a função: que pode ser provado fazendo se a aproximação do ponto (0. de cima para baixo.

satisfaz-se que em Uma generalização desta relação. todos os pontos da seqüência (com a possível exceção de um número finito de pontos) estão próximos a L.org/wiki/Limite_de_uma_sequ%C3%AAncia) O limite de uma seqüência é um dos conceitos mais antigos de análise matemática.): Se diz-se que L é o limite da seqüência e escreve-se i. Um ponto L é o limite da seqüência se para toda a vizinhança que se defina.e. pontos em um espaço normado. uma seqüência de números racionais.1 Comentários 2 Exemplos 3 Ligações externas Definição formal • Para uma seqüência de pontos de distância d em um espaço métrico M com função (como por exemplo. um conjunto infinito de pontos numerados utilizando os números naturais) em algum tipo de objeto matemático (por exemplo. para uma seqüência de pontos um espaço topológico T: Página 18 .1 Limite de uma seqüência (http://pt.wikipedia. De forma intuitiva. Isto pode ser interpretado como se houvesse um conjunto de esferas de tamanhos decrescentes até zero. os números reais ou um espaço vetorial) que admite o conceito de vizinhança (no sentido de "todos os pontos dentro de uma certa distância de um dado ponto fixo"). A mesma dá uma definição rigorosa à idéia de uma seqüência que converge até um ponto chamado limite. existe um número natural . todas centradas em L. números complexos. etc. Índice • • • 1 Definição formal o 1.ANEXO 1. só existiria um número finito de números fora dela. números reais. supondo que tem-se uma seqüência de pontos (por exemplo.:se e somente se para todo (hodap) número real N tal que para cada • . e para qualquer destas esferas.

Exemplos • • • • • A seqüência 1/1. É possível também que uma seqüência em um espaço topológico geral. mas uma seqüência convergente possui um único limite se T é um espaço de Hausdorff.. 1/2. então a seqüência an possui limite 0. 1/2 + 1/4 + 1/8. . 1/4.. Também: Página 19 . 1/2 + 1/4. implica em geral. Q. por exemplo. . possa ter vários limites diferentes. 1.. é divergente.. e que a seqüência converge ao limite. . Veja sucessão de Cauchy). diz-se que a seqüência é convergente...Se diz-se que L é um limite desta seqüência e escreve-se se e somente se para toda a vizinhança S de L existe um número natural N tal que para todo Se uma seqüência tem limite. 1/2 + 1/4 + 1/8 + 1/16. que a seqüência tenha um limite... a seqüência é divergente. -1.. Se 0 < a ≤ 1. A seqüência 1. Z. Caso contrário. a reta real (estendida).. Comentários A definição significa que eventualmente todos os elementos da seqüência aproximam-se tanto como queiramos ao valor limite. (A condição que impõe que os elementos encontrem-se arbitrariamente próximos aos elementos subseqüentes não. converge ao limite 1. o plano complexo. 1/3. Se a é um número real com valor absoluto |a| < 1. então a seqüência a1/n possui limite 1. 1. seus subconjuntos (R. -1.) e produtos cartesianos (Rn. de números reais converge ao limite 0. A seqüência 1/2. Este é um exemplo de uma série infinita.).

por mais que se amplie o gráfico perto de (0.org/wiki/Derivada) Em Matemática. este tem sempre o aspecto da figura ao lado. se se considerar a função f de R em R definida por f(x) = x2 + x − 1.1] enquanto que o primeiro é bastante curvo (e. portanto. f(x) − f(0) está aí longe de ser (0) linear). praticamente De facto. Página 20 .0). [−1. que não é derivável em 0. a função módulo de R em R não é derivável em 0. quanto mais se for ampliando o gráfico próximo de (0. por exemplo.1] e [−1/10. se o seu gráfico for aproximadamente uma recta.wikipedia. ou seja. O declive . ) uma função linear.f(0)) este de ser linear. pois. de uma tal recta é a derivada da função f no ponto a e representa-se por se ou por . próximo de se diferenciável) cada ponto a do seu domínio a função f(x) − f(a) se comportar aproximadamente como domínio. Assim. esta é difere diferenciável em 0.1/10] e é claro que.wikipedia. o segundo é praticamente indistinguível de um segmento de recta (de declive 1).org/wiki/Derivada http://pt. Podem-se ver na imagem abaixo os gráficos se das restrições daquela função aos intervalos [−1. diz-se que uma função f é derivável (ou diferenciável se. (0)) mais perto estará (0. Gráfico da função módulo.ANEXO 2 Derivada (http://pt. Em contrapartida. Gráfico de uma função derivável.

1 Derivabilidade num ponto o 3. Isto . é única. aquele limite designa designa-se por derivada da função f no ponto a e representa-se por f′(a).3 Funções trigonométricas inversas 8 Funções com valores em Rn 9 Funções de uma variável complexa 10 Física 11 Usando derivadas para desenhar gráficos de funções 12 Derivadas parciais 13 Referências 14 Ligações externas Definições formais Seja I um intervalo com mais do que um ponto do conjunto R dos números reais e seja f uma função de I em R. continuaria a ser verdade se I fosse um conjunto qualquer de números reais e se a fosse um ponto não isolado de I. Se a ∈ I. Inclinação da secante ao gráfico de f Página 21 .2 Funções trigonométricas o 7. diz-se que f é derivável em a se existir o limite . se existir. Note ).1 Exponencial e logaritmo o 7. Se for esse o caso.2 Derivabilidade em todo o domínio 4 Funções continuamente deriváveis 5 Derivadas de ordem superior 6 Pontos críticos ou estacionários 7 Derivadas notáveis o 7.Índice • • • • • • • • • • • • • • 1 Definições formais 2 Exemplos 3 Propriedades das funções deriváveis o 3. Note-se que a derivada de f em a.

f(x)) e ( + h. intersecção com o gráfico de f convergem para um mesmo ponto. 22 . basta ver que se se definir φa de R em R por φa(x) = 0. Inclinação da tangente à curva como a derivada de f(x) O declive da secante ao gráfico de f que passa pelos pontos (x. quando os dois pontos de . tem-se . No limite. f'(a) = φa(a) = 0 ) 0. Considera . a função f de R em R definida por f(x) = c é derivável em todos os pontos de R e a sua derivada é igual a 0 em todos os pontos. para cada a ∈ R R: . Página além disso.f(x + h)) é )) (x dado pelo quociente de Newton Newton: . a derivada de uma função de uma variável é definida como um processo de limite. Usando a definição alternativa. pois. para cada x e cada a reais. então φa é contínua e.Segundo esta definição. Então define-se a derivada de f em a como sendo φa(a). Exemplos Se c ∈ R. Considera-se a inclinação da secante. se Diz-se que f é derivável se for derivável em todos os pontos do domínio. Uma definição alternativa é: a função f é derivável em a se existir uma função φa de I em R contínua em a tal que . a inclinação da secante é igual à da tangente.

f'(a) = φa(a) = 1 ) 1. ão então φa é contínua e.g e (caso g(a) ≠ 0) f / g também são ) deriváveis em a e . basta ver que se se definir φa de R em R por φa(x) = 1. tem-se . tem-se . além disso. seja a ∈ I e sejam f e g funções de I em R deriváveis em a. Seja I um intervalo de R com mais do que um ponto. Usando a definição alternativa. então φa é contínua e. A função f de R em R definida por f(x) = x2 é derivável em todos os pontos de R e a sua derivada no ponto a ∈ R é igual a 2a. é derivável em todos os outros pontos de R: a derivada em a é igual a 1 : quando a > 0 e é igual a − 1 quando a < 0. pode ver pela função módulo. seja a ∈ I e seja f uma função de I em R derivável em a. além disso. como se . O recíproco não é verdadeiro. . A função módulo de R em R não é derivável em 0 pois No entanto. para cada a ∈ R: . basta ver que se se definir φa de R em R por φa(x) = x + a. Usando a definição alternativa. f. Então f é contínua em a. Propriedades das funções deriváveis ades Derivabilidade num ponto • o Página 23 • Seja I um intervalo de R com mais do que um ponto. pois: . para cada x e cada a reais. Então as funções f ± g. pois.A função f de R em R definida por f(x) = x é derivável em todos os pontos de R e a sua derivada é igual a 1 em todos os pontos. f'(a) = φa(a) = 2 ) 2a. para cada x e cada a reais.

então f'(I) também é um intervalo de R. Uma função derivável f de I em R é crescente se e só se a derivada for maior ou igual a e 0 em todos os pontos.o o Em particular. Outra maneira de formular este ) . I em J derivável em a e seja seja g uma função de J em R derivável em f(a). seja a ∈ I. c ∈ [a. 24 .b] tal que f'(c) = y. Naturalmente. Esta propriedade é conhecida por regra da cadeia. Resulta daqui e de se ter (f + g = f' + g' que a . É o que acontece. • Seja I um intervalo de R com mais do que um ponto. existem enunciados análogos para funções m decrescentes. Então a função inversa f − 1 é derivável em f(a) e Outra maneira de formular este resultado é: s a está na imagem de f e se f for derivável se em f − 1(a) com derivada não nula. se c ∈ R. Uma função cuja derivada seja sempre maio que 0 é estritamente crescente. Isto é uma consequência do teorema da média. • Sejam I e J intervalos de R com mais do que um ponto.f'. resultado é: se f for uma função derivável de [a.b] em R e se y for um número real situado entre f'(a) e f f'(b) (isto é. então (c. seja f uma função de . Então g o f é derivável em a e . f'(a) ≤ y ≤ f'(b) ou f'(a) ≥ y ≥ f'(b)). Isto também é uma consequência do teorema da média média. por exemplo com a função de R em R definida por f(x) = x3. então Derivabilidade em todo o domínio • • Uma função derivável f de I em R é constante se e só se a derivada for igual a 0 em todos os pontos. g)' derivação é uma aplicação linear linear.f)' = c. seja a ∈ I e seja f uma função contínua de I em R derivável em a com derivada não nula. • Página Se f for uma função derivável de I em R. Uma maior observação importante é que existem funções estritamente crescentes em que a derivada assume o valor 0 em alguns pontos. sendo I um intervalo de R com mais do que um ponto. Este resultado é conhecido por teorema de Darboux ) Darboux. então existe algum ).

a sua derivada for contínua. f for k vezes derivável e. No entanto. a derivada da segunda . diz-se que f é de classe Ck. 25 . Podemos Podemos-nos referir às derivadas subsequentes de f por: e assim sucessivamente.Funções continuamente deriváveis Seja I um intervalo de R com mais do que um ponto e seja f uma função de I em R. a notação mais empregue é: ou alternativamente. derivada é chamada de terceira derivada e assim por diante. Derivadas de ordem superior Quando obtemos a derivada de uma função o resultado é também uma função de x e como tal também pode ser diferenciada. De forma semelhante. além disso. Dizse que f é continuamente derivável ou de classe C1 se f for derivável e. além disso. f' não é contínua em 0. em particular. Calculando se a derivada novamente obtemos Calculando-se então a segunda derivada da função f. para algum k ∈ N. Todas as funções deriváveis que foram vistas acima são continuamente deriváveis. f(k) for uma função contínua. Um exemplo de uma função derivável que não é continuamente derivável é pois o limite não existe. ou ainda Se. Página Se a função f tiver derivadas de todas as ordens. diz que f é infinitamente derivável diz-se ou indefinidamente derivável ou ainda de classe C∞.

em pontos onde a função é localmente constante. Obviamente. log'(x) = 1 / x. Página 26 Exponencial e logaritmo . f tem um ponto de inflexão em a se n for ímpar. existe um intervalo contendo o ponto para o qual a restrição da função ao intervalo é a função constante. onde log é o logaritmo natural. f tem um máximo local em a se n for par e f(n)(a) > 0. Existem cinco tipos de pontos onde isto pode acontecer em uma função. Para cada x > 0. estes pontos acontecem onde a inclinação da reta tangente é paralela ao eixo dos x. 4. Um exemplo típico é a função f(x) = x3: no ponto x = 0 a função tem um ponto de inflexão. chamados máximos locais da função 2. ou seja. então o ponto é um mínimo local. chamados de mínimos locais da função 3. torna-se necessário analisar também a segunda derivada de f(x): • • Se a segunda derivada de f é positiva no ponto onde a primeira derivada é nula. Estes pontos podem acontecer: 1. um exemplo típico é a função 5.Pontos críticos ou estacionários Pontos onde a derivada da função é igual a 0 chamam-se normalmente de pontos críticos. o ponto em questão é um máximo local. se a for o ponto em questão e se existir algum número n ∈ N tal que 1. Se a derivada segunda também for nula. ou seja. f(n)(a) ≠ 0. 3. 2. onde ela atinge um valor mínimo e começa a aumentar. Se a segunda derivada for negativa.1| no ponto x=0. 2. Como a derivada é igual ao declive da tangente em um dado ponto.2. que ocorrem onde a concavidade da função muda. No entanto. a função pode ter um comportamento para valores menores que o ponto crítico e outro comportamento para valores maiores que o ponto crítico. em pontos de inflexão da função. em pontos onde a função oscila indefinidamente entre valores acima ou abaixo. Derivadas notáveis • • A derivada da função exponencial é ela própria. nada se pode concluir.…n − 1}. f(k)(a) = 0 se k ∈ {1. Um exemplo típico é a função f(x) = |x + 1| + |x . Para identificar o tipo de ponto estacionário. onde a função atinge um valor máximo e depois começa a diminuir. exp' = exp. então: 1. f tem um máximo local em a se n for par e f(n)(a) < 0.

. resulta das fórmulas para as derivadas do seno e do co co-seno e da fórmula para a derivada do quociente quociente: Funções trigonométricas inversas • . Mais uma vez. Página 27 Todas estas igualdades resultam das fórmulas para as derivadas das funções resultam trigonométricas juntamente com a fórmula para a derivada da inversa e a fórmula fundamental da trigonometria trigonometria. . resulta da igualdade exp' = exp e da fórmula para a derivada da al. para cada x > 0. por exemplo. inversa que Reciprocamente.Estes dois factos não são independentes. . . . então . se se suposer que. De facto. como o logaritmo natural é a inversa da função exponencial. • • • . estas igualdades não são independentes. log'(x) = 1 / x. Funções trigonométricas • • • • . A fórmula para a derivada da tangente.

mais uma vez. então as duas definições da derivada de f no ponto a continuam a fazer sentido. Posto de outro modo: Uma forma de enunciar a segunda lei de Newton é F = dp/dt . Página 28 Por exemplo. então a velocidade do objecto é s′(t) = −32t + 16 e a aceleração do objecto é s′′(t) = −32. as definições anteriores continuam a fazer sentido. se a posição de um objecto é s(t) = −16t2 + 16t + 32. as que dizem respeito à monotonia de funções. por exemplo exemplo a função é derivável e De facto. naturalmente. as derivadas temporais da posição s de um objecto são importantes na física newtoniana: • • Velocidade (velocidade instantânea. para algum número natural n. as que dizem respeito à monotonia de funções. Em particular. se tão perto quanto se queira de a houver outros elementos de A). Funções de uma variável complexa Se A for um conjunto de números complexos. Assim. De facto. excepto. o conceito de velocidade média é anterior à Análise) v é a derivada (com respeito ao tempo) da posição do objeto. é o conceito de derivada temporal — a taxa de mudança ao longo do tempo — que é necessária para a definição precisa de vários importantes conceitos. se f for uma função de A em C e se a for um ponto não isolado de A (isto é. .Funções com valores em Rn Se I for um intervalo de R com mais do que um ponto e se f for uma função de I em Rn. as propriedades acima descritas para o caso real continuam válidas. Física Uma das mais importantes aplicações da Análise à Física (senão a mais importante). excepto. sendo p o momento linear do objecto. Aceleração a é a derivada (com respeito ao tempo) da velocidade de um objecto. as propriedades acima descritas para o caso real continuam válidas.

é máximo. F. e logo (assumindo que é contínua). A segunda derivada é a forma de avaliar esses pontos críticos: se a segunda derivada do ponto crítico é positiva o ponto é um mínimo local. 1981 Página 29 . Lisboa: Escolar Editora. terá valores entre os valores nos pontos críticos em cada lado. podemos usar o conceito de derivada parcial.Usando derivadas para desenhar gráficos de funções As derivadas são ferramentas úteis para examinar gráficos de funções. os pontos no interior de um domínio de uma função de valores reais que sejam um extremo local terão a primeira derivada igual a zero ou a derivada não existirá no ponto: tais pontos são chamados de pontos críticos. Se é nula. Uma vez que os extremos locais tenham sido encontrados. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. No entanto. R. Derivadas parciais relativamente à variável x são representadas como ∂/∂x. se negativa. Alguns são pontos de inflexão. uma vez que (no caso de domínio de uma só dimensão) ela será crescente ou decrescente de forma uniforme excepto nos pontos críticos. Lições de Cálculo Diferencial e Integral (3 volumes). o ponto é de inflexão ou parte de uma zona constante (possivelmente ainda um extremo local. nem todos os "pontos críticos" são extremos locais. Referências • • Agudo. mas não necessariamente). Derivadas parciais Quando uma função depende de mais do que uma variável.. A. Análise Real (3 volumes). Em particular. 1994 Ostrowski. Podemos entender as derivadas parciais como a derivada de uma função quando todas menos uma variável são mantidas constantes temporariamente. torna-se geralmente fácil ter uma ideia do gráfico da função. Dias.

Uma definição também conhecida para integral indefinida é: se e somente se Índice • • • • • • • Página 1 Definição conceitual 2 Teorema fundamental do Cálculo 3 Passo-a-Passo 4 Teorema fundamental do Cálculo 5 Exemplos de integração 6 Definições de integral 7 Ver também 30 . No cálculo. existem várias definições para a integração. inserindo-as no corpo do texto ou em notas de rodapé.wikipedia. No entanto todas estas definições dão a mesma resposta para o resultado final de uma integração. em desacordo com a política de verificabilidade. O processo de se calcular a integral de uma função é chamado de integração. Diferentemente da noção associada de derivação. A integral também é conhecida como antiderivada. continuidade e existência de certos processos utilizados na definição.ANEXO 3 Integral (http://pt. se for conhecida a sua velocidade instantânea em todos os instantes. todas elas visando a resolver alguns problemas conceituais relacionados a limites. Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. como por exemplo na determinação da posição em todos os instantes de um objeto.org/wiki/Integral ) ATENÇÃO: Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências. a integral de uma função foi criada originalmente para determinar a área sob uma curva no plano cartesiano e também surge naturalmente em dezenas de problemas de Física.

fornece a área total abaixo da curva. da integral de f(x) no intervalo. A produto soma de todas estas pequenas áreas. O que se espera é que quando N for muito grande o valor da soma acima se aproxime do valor da área abaixo da curva e. onde o produto f(x) dx é a área deste retângulo. Isto porque intuitivamente a integral de f(x) pode ser entendida como a soma de pequenos retângulos de base dx e altura f(x). que o limite Página 31 . Ou seja. f(xi) é o valor da função em algum ponto deste intervalo.Definição conceitual Integrando a área de uma função abaixo de uma curva Para se descrever a integral de uma função f de uma variável x entre o intervalo [a. b] utiliza-se a notação: A idéia desta notação utilizando um S comprido é generalizar a noção de somatório. ou áreas infinitesimais. portanto. Mais precisamente. pode se dizer que a integral acima é o valor limite da pode-se soma: onde: é o comprimento dos pequenos intervalos nos quais se divide o intervalo (b (b-a).

isto é. de se encontrar a solução para uma integral. O problema é que este raciocínio intuitivo é difícil de colocar em linguagem matemática precisa. como: . se resume a apenas um dos termos na soma. neste caso. pode-se também calcular a integral da função resultante. isto é. sem causar um erro muito grande. Teorema fundamental do Cálculo Caso se resolva a integral acima entre os limites a e b. O resultado entretanto é coerente entre elas. pode pode-se dizer que a integral. ou o "s espichado" é utilizado dessa maneira para denotar uma espichado" soma. Para ver isto. ao se calcular a derivada de uma função . O resultado acima é extremamente importante pois ele oferece uma indicação de como obter a integral. Em outras palavras. b. dada acima. se resume portanto a encontrar a função F(x). O problema da integração. quando tomada a sua derivada. Por isto existem várias formas de se definir a integração de maneira formal. seja supõe-se muito próximo de a. pois se uma função for 32 . onde a função F(x) é a função resultante da integração da função f(x). supõe que o limite superior da integral. b = a + Δx Como os pontos limites da integral estão muito próximos. e portanto pode pode-se afirmar. se obtém-se a função f(x). que: Comparando com a definição da derivada de uma função: Página vê-se que a função procurada F(x) é uma função tal que. pode se escrever: pode-se Olhando na definição da integração como um limite. Esta propriedade mostra que a se integração na verdade é a operação inversa da derivação. o resultado final pode ser escrito . tal que se possa escrever: .esteja definido. O símbolo da integral.

que nada mais são do que a função integrada a cada membro. Passo-a-Passo Integral Definida . obtém se a função original. para em seguida ser efetuada a soma entre eles e gerar outra função. se Gera-se a outra função.Uma integral definida consta basicamente em integrar uma função constante nos intervalos.derivada e em seguida o resultado integrado. através das primitivas. Feito isso. Esta obtém-se propriedade é chamada de Teorema fundamental do Cálculo Cálculo. usa se o teorema do cálculo para chegar ao usa-se valor da integral.3): f = x2 + 2x + 4 f(x) Aqui usa-se a Fórmula da Primitiva em cada integral. se Para x = 0 f(a) = 0 Para x = 3 f(b) = 30 Teorema fundamental do Cálculo Página 33 . que será usada para substituir os valores do intervalo. a função na qual se substitui o valor de X pelos valores do intervalo. No intervalo (0. Fórmula das Primitivas Exemplo: Cada membro da função é tratado como uma função em separado.

f(a) Definições de integral Para definições do processo de integração mais rigorosas veja os links abaixo • • • • Integral de Riemann Integral de Lebesgue Integral de Riemann-Stieltjes Stieltjes Integral de Gauge Ver também • • • • • Tábua de integrais Primitiva Integração numérica Métodos de Integração Integral Múltipla Página 34 .Exemplos de integração Estas são as integrais de algumas das funções mais comuns: (Integral da função constante) (Integral da função f(x) = x ) Por definição a barra é utilizada com o significado da diferença f(b) .

394). eles perceberam que o Teorema Fundamental permitia encontrar a área de uma figura plana de uma forma muito fácil. Uma consequencia importante disto. Barrow. O teorema fundamental do cálculo estabelece a importante conexão entre o Cálculo Diferencial e o Cálculo Integral. mas apenas aparentemente. entre os dois problemas parece não existir nenhuma relação. às vezes chamada de segundo teorema fundamental do cálculo.ANEXO 4 Teorema fundamental do Cálculo (http://pt. permite computar integrais utilizando a antiderivada da função a ser integrada. Em seu livro de 2003 (pág. sem a necessidade de se calcular a soma de áreas de um número indefinidamente grande de retângulos. descobriu que os dois problemas estão intimamente relacionados. Entretanto. Em particular. Este teorema é de importância central no cálculo tanto que recebe o nome teorema fundamental para todo o campo de estudo. mas sim usando a primitiva da função envolvida. que são considerados como inversos um do outro. Por outras palavras. O teorema afirma que se I for um intervalo de R com mais do que um ponto e se f for uma função contínua de I em R. James Stewart credita a idéia que conduziu ao teorema fundamental ao matemático inglês Isaac Barrow apesar da primeira prova conhecida deste teorema ser reconhecida ao matemático escocês James Gregory. F é uma primitiva de f. diferenciação e integração. Página 35 . professor de Newton em Cambridge.wikipedia. então. para cada a ∈ I a função F de I em R definida por é derivável e a sua derivada é precisamente a função f. Isto significa que se uma função contínua é primeiramente integrada e depois diferenciada. percebendo que os processos de diferenciação e integração são processos inversos. volta-se na função original. foram Newton e Leibniz.org/wiki/Teorema_Fundamental_do_C%C3%A1lculo) O Teorema fundamental do Cálculo é a base das duas operações centrais do cálculo. Aparentemente. independentemente. O primeiro surgiu a partir do problema de se determinar a reta tangente a uma curva em um ponto. enquanto o segundo surgiu a partir do problema de se encontrar a área de uma figura plana. que exploraram essa conexão e desenvolveram o Cálculo.

a operação de integração permite recuperar a função original a partir de sua derivada. b]. é a soma das variações . Esta soma infinita é a integração. Que também se iguala à soma dos infinitesimais produtos da derivada . e do tempo.1 Corolário 3 Prova o 3. riação Para explicar esta afirmação. Formalização Formalmente. Vamos definir esta variação na distância com o tempo como a velocidade v da partícula. o teorema diz o seguinte: Considere f uma função contínua de valores reais definida em um intervalo fechado [ [a. uma variação em x.2 Parte II 4 Exemplos 5 Generalizações 6 Referências Intuição Intuitivamente. A ) derivada desta função é igual a variação infinitesimal em x pela variação infinitesimal a do tempo (é claro. começaremos com um exemplo.Índice • • • • • • 1 Intuição 2 Formalização o 2. Página 36 .1 Parte I o 3. a própria derivada é dependente do tempo). chamada ∆x. infinitesimais dx. Suponha que uma partícula viaja em uma linha reta com sua posição dada por x(t) onde t é o tempo. este operação funciona como inversa já que podemos diferenciar o resultado de nossa integral para recuperar a função velocidade. Na Notação de Leibnitz: Rearranjando a equação. Claramente. b]. o teorema simplesmente diz que a soma de variações infinitesimais em uma quantidade ao longo do tempo (ou ao longo de outra quantidade) adiciona a variação líquida naquela quantidade. Se F for a função definida para x em [a. b] por então para todo x em [a. fica claro que: Pela lógica acima.

Prova Parte I É dado que Considere dois números x1 e x1 + ∆x em [a. b]. b] então e . b]. Subtraindo as duas equações Página . Se F é uma função tal que para todo x em [a. b]. 37 . Se F é uma função tal que para todo x em [a. Corolário Considere f uma função contínua de valores reais definida em um intervalo fechado [ definida [a. b] então . Então temos e .Considere f uma função contínua de valores reais definida em um intervalo fechado [ [a.

Substituindo a equação acima em (2) temos que . . (A soma das áreas de duas regiões adjacentes é igual a área das duas regiões combinadas. x1 + ∆x] tal que . Considere o limite com ∆x → 0 em ambos lados da equação. A expressão do lado esquerdo da equação é a definição da derivada de F em x1. Substituindo a equação acima em (1) resulta em .) Manipulando esta equação obtemos . Note que a expressão do lado esquerdo da equação é o coeficiente diferencial de Newton para F em x1.Pode ser mostrado que . De acordo com o teorema do valor médio para a integração. Página 38 . existe um c em [x1. Dividindo ambos os lados por ∆x temos .

de forma que a (x quantidade resultante é igual: A quantidade acima pode ser escriva como a seguinte soma: Página 39 . intervalo [x1. temos . Também. x1 + ∆x]. Assim. Substituindo em (3). xn tal que Que leva a . Considere f contínua no intervalo [ b]. usaremos o teorema do sanduíche. .Para encontrar o outro limite. e F a antiderivada de f. O número c está no . Agora. quantidade . . então x1 ≤ c ≤ x1 + ∆x. de acordo com o teorema do sanduíche . Considere os números x1 a . ]. que completa a prova. Assim. A função f é contínua em c. (Leithold et al. sanduíche. 1996) Parte II Esta é uma prova limite por Soma de Riemann. então o limite pode ser inserido na função. somamos cada F( i) juntamente com sua inversa aditiva. temos . Comece com a [a. e .

por virtude do Teorema do Valor Médio. Convergem para o integral da função Página Note que estamos descrevendo a área de um retângulo. Então existe um c em (a b) tal que a. é o seguinte: médio. . temos . Os números na parte superior direita são as áreas dos retângulos cinzentos. ela é também diferenciável em cada intervalo xi-1. xi − xi o como ∆x de partição i. e somando as áreas obtidas. descreve uma aproximação da seção da curva traçada. de acordo com o teorema do valor médio (acima). [a. ]. Note também . que ∆xi não precisa ser o mesmo para qualquer valor de i. A função F é diferenciável no intervalo [ b]. Também.Aqui. logo. Esta consideração implica que F'(ci) = f(ci). . Como anteriormente. b). O que temos de fazer é aproximar a largura da los 40 . − 1 pode ser expressado Uma sequência convergente de somas de Riemann. Cada retângulo. ou em outras palavras que as . larguras dos retângulos podem diferir. Considere f contínua no intervalo fechado [ b] e diferenciável no intervalo aberto ( [a. Segue que . Substituindo a equação acima em (1). como o produto de sua largura pelo comprimento. ] (a. aplicamos o teorema do valor médio. Logo.

Exemplos Como um exemplo. chegaremos mais e mais perto da real áre da curva. então o limite do lado esquerdo fica F(b) ão F(a). Que quando. suponha que precisamos calcul calcular Aqui. Então. se chegamos na Integral de Riemann. Que resulta Nem F(b) nem F(a) são dependentes de || ) ||∆||.b] tal que f é contínuo em x0. área Tomando-se o limite da expressão com a norma das partições tentendo a zero. então temos que todas as outras se partições são menores e o número de partições se aproxima do infinito. f(x) = x2 e podemos usar F(x) = (1 / 3)x3 como a antiderivada. Logo: Generalizações Página Não precisamos assumir a continuidade de f em toda a extensão do intervalo. A expressão do lado direito da equação define a integral ao longo de f de a até b. larga das partições aproxima-se de zero em tamanho .b] e x0 é um número em [a. Agora. resultando em maior número de partições para cobrir o espaço. tomamos o limite quando a mais larg Riemann. obtemos que completa a prova. tomamos o limite em ambos lados de (3). Logo. então 41 . com o tamanho das divisões cada vez menor e n aumentando. A Parte I do teorema diz que: se f é uma função integral de Lebesgue qualquer em [a.curva com n retângulos.

New York: HarperCollins variable. L. Referências • • • • • Stewart. a curva integral pode ser computada . Edwards. The James Gregory Tercentenary Memorial Volume (London. In Integrals. Calculus of a single variable 7th ed. Há uma versão do teorema para funções de números complexos: suponha que U é um : conjunto aberto em C e f: U -> C é uma função que tem uma antiderivada holomórfica F em U. Studies on James Gregorie (1638 (1638-1675) (PhD Thesis. Princeton. E a mais poderosa declaração neste direção é o Teorema de Stokes. b] -> U. California: Thomson/Brooks/Cole. Heyd. Isto é geralmente conhecido como Teorema da diferenciação de Lebesgue Lebesgue. A Parte II do teorema é verdadeira para qualquer função integral de Lebesgue f que verdadeira possui uma antiderivada F (nem todas a funções integrais possuem. como O teorema fundamental pode ser generalizado para curvas e superfícies integrais em maiores dimensões e em manifolds manifolds. College Publishers.). J. In Calculus: early transcendentals. Então para cada curva γ : [a. 1939) Página 42 . Leithold. David E. The calculus 7 of a single variable 6th ed. H W Turnbull (ed. 1989). entretanto). variable. Ron. Neste caso. Fundamental Theorem of Calculus. Podemos tirar ainda mais restrições de f e . (2003). A versão do teorema de Taylor que expressa o termo erro como uma integral pode ser a visto como uma generalização do teorema fundamental. supor que ela é pelo menos localmente integrável. Belmont. Boston: Houghton Mifflin Company. (1996). 2002. Bruce H. A Malet. Larson.é diferenciável para x = x0 com F'(x0) = f(x0). podemos concluir que a função F é diferenciável quase em toda sua extensão e F'(x)=f(x) em quase toda sua extensão.

ANEXO 5 Integral de Riemann (http://pt. a integral de Riemann criada Riemann. Enquanto a integral de Riemann é inadequada para muitos propósitos .org/wiki/Integral_de_Riemann) No ramo da matemática conhecido como análise real.wikipedia. O nosso interesse é medir a área de S. por Bernhard Riemann. teóricos.org/wiki/Integral_de_Riemann http://pt.b].wikipedia. Algumas deficiências destas integral. e a maioria deles desaparece na integral Lebesgue Lebesgue. Uma vez realizada esta . iremos denotá-la por: la Página 43 .3 A integral de Riemann Visão geral Figura 2 Seja f(x) uma função não negativa valida para os números reais do intervalo [a. e seja S = (x. Índice • • 1 Visão geral 2 Definição da integral de Riemann o 2.b] (veja na figura 2).y) | 0 < y < f(x) uma região plana sobre a função f(x) e acima do intervalo [a. em um intervalo. técnicas podem ser remediadas pela integral Riemann-Stieltjes.1 Partições de tições um intervalo o 2. foi a primeira definição rigorosa de uma integral de uma função . ela é uma das definições mais fáceis de integral.2 Soma de Riemann o 2. medição.

Isto também é conhecido como norma de partição. Para se ter uma aproximação cada vez melhor. a área acima do eixo x é positiva e a área abaixo do eixo x negativa. a integral corresponde a "área com sinal". "no limite" iremos obter exatamente a área de S sob a curva. partição de um intervalo Página 44 . A malha de uma etiqueta é definida da mesma forma que para uma partição ordinária.A ideia básica de integral Riemann é muito simples de usar e não deixa ambiguidade para a área de S. exista um inteiro r(i) tal que xi = yr(i) e tal que ti = sj para algum j com . Note que onde f pode ser positivo e negativo. Nos poderemos dizer que . aquele em que max(xi + 1 − xi) onde intervalo .b] é uma sequência finita .xi + 1] é denominado como um sub-intervalo da partição. Falando de uma maneira mais simples.b]. um refinamento de uma partição de etiqueta pega uma partição inicial e adiciona mais etiquetas. nos podemos dizer que .b]. Em outras palavras. . e Suponha que são uma partição etiquetada juntamente com juntamente com seja uma outra partição de [a. e juntas são um refinamento da se para cada int inteiro juntamente com i com . isto é.xi + 1]. Uma partição de um intervalo etiquetado é uma partição de um intervalo juntamente ão com uma sequência finita de números sujeito a condição que para cada i. isto é uma partição juntamente com um ponto distinto para cada sub intervalo. A malha de uma partição é definida como o comprimento do mais longo sub-intervalo [xi. isto é. Os números no canto superior direito são as áreas dos retângulos cinza. mas isto não chega a lugar algum. Eles convergem para a integral da função Definição da integral de Riemann Partições de um intervalo Uma [a. Cada [xi. Uma soma de Riemann. Nos podemos definir uma ordem parcial um subconjunto de todas as etiquetas de partição significando que uma etiqueta de partição é maior do que outra se a maior é um refinamento da menor. e que etiquetada de [a.

A Soma de Riemann de f com respeito a partição denominada com é: Cada termo na soma é o produto do valor da função em um ponto dado e o comprimento do intervalo. isto é suficientemente bom mação para definir uma integral.b]. a integral de Riemann é o limite da soma de Riemann com uma função de partição que se afine cada vez mais. A soma de Riemann é a área sinalizada de todos os retângulos. De fato. nos teremos e e de tal e Página 45 . nos temos: . partição etiquetada que para qualquer refinamento . nos dizemos que a integral Riemann de f se igualara a S se as seguintes condições foram consideradas: Para todo ε > 0. então se prova que esta é a mesma definição que a original. Nossa nova definição diz que a integral de Riemann de f é igual a s se as seguintes condições foram consideradas: Para todo ε > 0. exista δ > 0 tal que para qualquer partição etiquetada e onde a malha seja menor que δ. Contudo. cada termo representa área de um retângulo com a altura f(ti) e o comprimento xi + 1 − xi. existe um problema desagradável com esta definição: ela é muito difícil para se trabalhar. Então faremos uma definição alternativa para a integral de Riemann a qual seja mais fácil para se trabalhar. Um fato importante é que a malha de partição deve ser tornar menor e menor. Consequentemente. Para ser especifico. existe uma p .Soma de Riemann Escolha uma função válida para números reais f a qual se encontra definida no intervalo [a. onde exi . Contudo. então não poderemos ter uma boa aproximação para esta função em certos intervalos. A integral de Riemann Grosseiramente falando. até que seu limite atinja zero. Se isto não for assim. o significado preciso a cerca do que significa "cada vez mais fino" é o mais importante.

Em outras palavras. Escolha a partição tal que o limite inferior e superior da soma de Darboux com respeito a esta partição esteja em dentro do valor s da integral de Darboux. estas duas definições são equivalentes. Esta definição é sempre um caso especial de um . Então não é difícil de mostrar que a soma de Riemann de f com respeito de qualquer partição etiquetada da grade menor que δ ira estar em dentro de da maior ou menor soma de Darboux. Esta soma Riemann é em dentro ε de s. e sendo δ menor que . e . não importa a proximidade que necessitamos que esta soma ira assumir. respectivamente. Para mostras que a primeira definição implica na segunda. uma rede rede. conceito mais geral. e escolhemos um δ que satisfaça a condição. isto é facilitado com uso da integral Darboux Darboux. segunda definição implica na primeira. então a ento soma de Riemann dos refinamentos ira também estar em ε de s. qualquer refinamento desta partição ira também ter uma grade menor que δ.xi + 1]. . Agora nos iremos mostras que a função de integração de Darboux satisfaz a primeira definição. Para mostrar que a . Como nos estabelecemos antes. onde Mi e mi são e o supremum e infimum. s funciona na sua primeira definição se e somente se s funciona na sua segunda definição. .Ambos eventualmente significam. etiquetada onde a malha é menor que δ. para isto veja a integral. iniciamos a com um ε. de f em [xi. Página 46 . nos diremos ão que a soma Riemann convergira para s. a soma de Riemann de f com respeito para qualquer partição que seja selecionada que leve a se aproximar de s. Seja r igual . então isto estará em dentro de ε de s. Primeiro mostraremos que a segunda é equivalente a definição da integral Darboux Darboux. Desde que isto seja verdade. Escolha qualquer partição .

uma construção matemática generalizável para funções definidas em um espaço de medida assumindo valores reais ou complexos. não existem versões à Riemann de teoremas como o teorema da convergência monótona.1 Funções positivas o 1. De fato. seguiremos aqui um método baseado na exaustão por funções simples.org/wiki/Integral_de_Lebesgue) A integral de uma função positiva pode ser interpretada como a área sob a curva do gráfico Em matemática a integral de Lebesgue é uma generalização do conceito de integral de Riemann. então. um espaço de medida.wikipedia. Índice • • • • 1 Construção o 1. a integral de Lebesgue apresenta diversos vantagens em relação à integral de Riemann sobretudo em relação a processos de limite. A integral de Lebesgue é. .ANEXO 6 Integral de Lebesgue (http://pt. no entanto.2 Funções reais 2 Propriedades 3 Comparação com a integral de Riemann 4 Ver também Construção Considere. Originalmente definida para funções . ou mesmo. teorema da convergência dominada e o lema de Fatou. em um espaço de Banach geral. Página 47 Existem diversas possíveis construções para integral de Lebesgue.

Agij Seja função simples: uma Diz-se que é Lebesgue integrável em se: ficando bem convencionado que neste caso. A integral sendo finita se e somente se a função é Lebesgue integrável integrável. definem-se as partes positivas e se negativas. onde é uma função simples.===Funções simples=== made by ossman A. Lebesgue integrável se sua integral é finita. A integral de Lebesgue está definida para toda função mensurável não negativa. Observações: Quando é uma função simples. Funções reais Seja uma função mensurável. então. respectivamente como: Página 48 . A função • • é dita. definimos a integral de Lesbesgue de como: Funções positivas Seja em como: uma função mensurável. esta definição é consistente com a definição anterior. define-se a integral de Lebesgue de se .

. então: • • • • quase sempre. e são mensuráveis não A função é dita Lebesgue integrável em se ambas as integrais e forem finitas e sua integral é definida como: • Observe que é integrável se e somente se é integrável.É fácil ver que se negativas e que é mensurável. é integrável em e. então ambas . então mensurável. ainda: • Se são subconjuntos mensuráveis e disjuntos dois a dois e então: Página 49 • define uma medida nos subconjuntos mensuráveis de . Propriedades Se e são funções integráveis em um conjunto mensurável .

• Enquanto toda função integrável a Riemann é limitada. existem funções integráveis a Lebesgue que não são limitadas nem mesmo essencialmente limitadas em nenhum aberto do domínio. • Ver também • • • Integral de Riemann Medida de Lebesgue Espaço Lp * Este texto foi obtido na Wikipédia. Página 50 . O domínio de integração da integral de Lebesgue pode ser qualquer conjunto mensurável. em 20/ago/2008. por Luiz Roberto Rosa. inclusive não limitado.Comparação com a integral de Riemann • A integral de Riemann no sentido próprio só está definida em intervalos finitos ou na união finita destes. conforme endereços indicados. Se uma função é integrável a Riemann em um intervalo então a integral de Lebesgue também está definida e possui o mesmo valor.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful