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Colecção Formação Modular Automóvel COMPONENTES COMPONENTES DO DO SISTEMA SISTEMA ELÉCTRICO ELÉCTRICO E E

Colecção Formação Modular Automóvel

COMPONENTES COMPONENTES DO DO

SISTEMA SISTEMA ELÉCTRICO ELÉCTRICO E E

SUA SUA SIMBOLOGIA SIMBOLOGIA

SISTEMA SISTEMA ELÉCTRICO ELÉCTRICO E E SUA SUA SIMBOLOGIA SIMBOLOGIA COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu
SISTEMA SISTEMA ELÉCTRICO ELÉCTRICO E E SUA SUA SIMBOLOGIA SIMBOLOGIA COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu

COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu

Referências Colecção Formação Modular Automóvel Título do Módulo Sistemas Eléctricos e sua Simbologia

Referências

Referências Colecção Formação Modular Automóvel Título do Módulo Sistemas Eléctricos e sua Simbologia

Colecção

Formação Modular Automóvel

Título do Módulo

Sistemas Eléctricos e sua Simbologia

Coordenação Técnico-Pedagógica

CEPRA – Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel Departamento Técnico Pedagógico

Direcção Editorial

CEPRA – Direcção

Autor

CEPRA – Desenvolvimento Curricular

Maquetagem

CEPRA – Núcleo de Apoio Gráfico

Propriedade

Instituto de Emprego e Formação Profissional Av. José Malhoa, 11 - 1000 Lisboa

1ª Edição

Portugal, Lisboa, Fevereiro de 2000

Depósito Legal

148439/00

© Copyright, 2000 Todos os direitos reservados IEFP

© Copyright, 2000 Todos os direitos reservados IEFP “Produção apoiada pelo Programa Operacional Formação

“Produção apoiada pelo Programa Operacional Formação Profissional e Emprego, cofinanciado pelo Estado Português, e pela União Europeia, através do FSE”

“Ministério de Trabalho e da Solidariedade – Secretaria de Estado do Emprego e Formação”

Índice ÍNDICE DOCUMENTOS DE ENTRADA OBJECTIVOS GERAIS E.1 OBJECTIVOS ESPECÍFICOS E.1 PRÉ-REQUISITOS

Índice

ÍNDICE

DOCUMENTOS DE ENTRADA

OBJECTIVOS GERAIS

E.1

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

E.1

PRÉ-REQUISITOS

E.2

CORPO DO MÓDULO

0-INTRODUÇÃO

0.1

1 - SISTEMA ELÉCTRICO DE UM VEÍCULO

1.1

1.1 - ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ELÉCTRICO DE UMA VIATURA

1.1

1.2 - NORMAS DIN

1.3

1.2.1 - CALCULO DE CABOS PARA SISTEMAS ELÉCTRICOS DE VEÍCULO

1.3

1.3 - ORGANIZAÇÃO DE UM ESQUEMA ELÉCTRICO

1.18

1.4 - SIMBOLOGIA

1.19

1.5 - METODOLOGIA DE INTERPRETAÇÃO

1.31

1.6 - MANUAIS DE REPARAÇÃO

1.33

2 - MULTIPLEXAGEM

2.1 - INTRODUÇÃO À MULTIPLEXAGEM

2.1

2.1

BIBLIOGRAFIA

C.1

DOCUMENTOS DE SAÍDA

PÓS-TESTE

S.1

CORRIGENDA DO PÓS-TESTE

S.5

ANEXOS

EXERCÍCIOS PRÁTICOS

A.1

GUIA DE AVALIAÇÃO DOS EXERCÍCIOS PRÁTICOS

A.3

Objectivos Gerais e Específicos do Módulo OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS No final desde módulo, o

Objectivos Gerais e Específicos do Módulo

OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS

No final desde módulo, o formando deverá ser capaz de :

OBJECTIVOS GERAIS DO MÓDULO

Identificar os diversos componentes de um sistema eléctrico de um veículo auto- móvel com base na simbologia em tabela.

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

1. Perante a organização de um esquema eléctrico, distinguir o circuito de potên- cia e o circuito de comando.

2. Distinguir os diferentes circuitos eléctricos de um veículo automóvel segundo a sua classificação.

3. Distinguir a função dos fios condutores segundo a sua cor característica.

4. Identificar os componentes eléctricos com base na sua simbologia.

5. Diagnosticar e reparar avarias eléctricas tomando consultando o esquema ou esquemas do veículo.

Pré-Requisitos PRÉ-REQUISITOS COLECÇÃO FORMAÇÃO MODULAR AUTOMÓVEL M ag net ismo e C onst rução da

Pré-Requisitos

PRÉ-REQUISITOS

COLECÇÃO FORMAÇÃO MODULAR AUTOMÓVEL M ag net ismo e C onst rução da C o
COLECÇÃO FORMAÇÃO MODULAR AUTOMÓVEL
M
ag
net ismo e
C onst rução da
C o mp o nent es d o
Tecnologia dos
Electricidade
Elect ro mag net ism
Tipos de Baterias
Inst alação
Sist ema Eléct rico
Semi- C o nd ut o res -
Básica
o
- M otores e
e
sua M anut enção
Eléctrica
e sua Simb o lo g ia
C o mp o nent es
Geradores
Circ. Int egrados,
Leit ura e
M icrocont rolador
Caracterí sticas e
Cálculos e Curvas
Sist emas d e
Int erpret ação de
es e
F
uncio nament o
Dist ribuição
Caracterí sticas
Esq uemas
M
dos M otores
do M otor
A d missão e d e
Escape
icroprocessado Eléct rico s A ut o
res
Sist emas d e
A
liment ação
Sist emas d e
A liment ação p o r
Diesel
Ig nição
T
ransmissão
Carburador
Sist emas
d e
Sist emas d e
Lâmp ad as, F aró is
Focagem de
Sist emas d e
So b realiment ação
A
viso A cúst icos e
Inf
o rmação
e
Farolins
Faróis
C o municação
Lumino so s
Sist emas d e
Segurança
Sist emas d e
Conf ort o e
Passiva
Seg urança
V elocidades
Hidráulicos
A nt ib loq ueio
Sist emas d e
Direcção
Órgãos da
V ent ilação
Geo met ria d e
Sist emas d e
Suspensão e seu
Direcção
Diagnóstico e
Rep. de Avarias
no Sist ema d e
Forçada e Ar
M ecânica e
Segurança A ct iva
F uncio nament o
C
ondicionado
Assistida
Suspensão
Unidades
Emissõ es
Diagnóst ico e
Sist emas
Elect rónicas de
Sist emas d e
Poluent es e
Sist emas d e
Elect rónicos
Reparação em
Sist emas
C o mand o ,
Injecção M ecânica
Diesel
Sensores e
Injecção
Elect ró nica
Dispositivos de
Cont rolo de
M ecânicos
Act uadores
Emissõ es
Diagnóst ico e
Diagnósico e
Análise de Gases
de Escape e
Reparação em
Reparação em
M anut enção
Sist emas co m
Sist emas
R
o das e Pneus
T ermo d inâmica
Pro g ramad a
Opacidade
Gestão
Eléctricos
Elect rónica
C
onvencio nais
Gases
Carburant es e
C o mb ust ão
Noções de
M ecânica
Const it uição e
F uncio nament o d o
Legislação
A
ut
o mó vel p ara
GPL
Eq uip ament o C o n-
versor para GPL
Especí fica sobre
GPL
Processos de
Traçagem e
Puncio nament o
Processos de
Corte e Desbaste
Rede de Ar
Processos de
Rede Eléctrica e
C o mp .
e
Furação,
Noções Básicas
M anut enção de
F errament as
M etrologia
M
anut enção de
M and rilag em e
de
Soldadura
F errament as
M anuais
Roscagem
Eléctricas
F errament as
Pneumát icas
OUTROS MÓDULOS A ESTUDAR
A ut o mó vel
( cálculo)
M ateriais
Of icinal
LEGENDA
Módulo em
Pré-Requisito
estudo

Sist emas d e

Lubrif icação de

Sist emas d e

A rref eciment o

M otores e

Carga e Arranque

Emb raiag em e

Sist emas d e

Sist emas d e

Sist emas d e

Caixas de

T ransmissão

Travagem

Travagem

Int rod ução ao

Desenho Técnico

M at emát ica

F í sica, Quí mica e

Organização

Introdução 0 – INTRODUÇÃO Até mesmo um electricista auto com grande experiência sente dificuldades quando

Introdução

0 – INTRODUÇÃO

Até mesmo um electricista auto com grande experiência sente dificuldades quando tem que reparar uma avaria numa instalação eléctrica ou até mesmo detectar uma avaria num componente eléctrico ou electrónico, sem consultar o esquema eléctrico do respectivo veículo Desde do momento em que o automóvel deixou de ser um simples objecto mecânico passando, a electrici- dade a tomar um lugar importante no seu desempenho, que houve a neces- sidade de criar um meio de transferência de informação (sinais eléctricos) realizado por múltiplos fios condutores reunidos, constituindo a cablagem dos veículos automóveis.

Sistema Eléctrico de um Veículo 1 – SISTEMA ELÉCTRICO DE UM VEÍCULO Para uma melhor

Sistema Eléctrico de um Veículo

1 – SISTEMA ELÉCTRICO DE UM VEÍCULO

Para uma melhor compreensão , rapidez de consulta e identificação dos componentes nos distin- tos sistemas existentes nos veículos torna-se imprescindível o recurso aos esquemas eléctricos para a rápida detecção da avaria.

Com efeito, se a um conjunto de esquemas eléctricos bem organizados e de fácil leitura for aliada uma correcta disposição dos cabos e fácil identificação e localização dos distintos componentes do esquema eléctrico em análise no veículo,, mais rápida é a detecção e debelação da eventual anomalia.

1.1 – ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ELÉCTRICO DE UMA VIATU- RA

Basicamente, e segundo uma classificação possível, existem dois tipos de circuitos nos automó- veis:

Circuitos de comando;

Circuitos de potência:

Os primeiros, quando fechados seja por acção do condutor seja por ordem da UEC, alimentam ou não a base de um transístor ou um relé actuando sobre determinados circuitos de potência, ou seja ligam/desligam um motor eléctrico, alimentam um sensor, actuam uma válvula etc

Outro tipo de classificação possível tem a ver com o tipo de circuito que se pretende controlar:

Alimentação / arranque;

Ignição;

Acessórios auto;

Sistema Eléctrico de um Veículo Sinalização; Iluminação; Segurança. Num esquema eléctrico terão pois que

Sistema Eléctrico de um Veículo

Sinalização;

Sinalização; Iluminação; Segurança.

Iluminação;

Sinalização; Iluminação; Segurança.

Segurança.

Num esquema eléctrico terão pois que estar perfeitamente identificados os componentes, o tipo e cor dos cabos envolvidos, e o nº / letra dos contactos / fichas de ligação segundo determinadas normas. Devem aplicar-se os seguintes princípios quanto à disposição do equipamento eléctrico no automóvel:

A identificação destes componentes do circuito eléctrico no veículo deve ser fácil.

Os cabos devem seguir o caminho mais lógico e mais curto possível ao longo da carroçaria entre os distintos dispositivos eléctricos passando o mais próximo des- tes. A fim de identificar os circuitos e facilitar as reparações o cableado divide-se em distintos grupos respeitantes ao tipo de circuito a que pertencem recorrendo-se a contactos a fim de estabelecer ligação entre eles.

Uma correcta disposição e identificação do circuito eléctrico no veículo é pois essencial a uma rápida e correcta identificação dos circuitos e componentes eléctricos / electrónicos a partir de um esquema eléctrico. Para a sua leitura há que ter algumas noções prévias:

Qual o modelo de viatura; saber que tipo de sistemas possui;

Se o esquema é de um sistema particular ou de vários sistemas de veículo;

Que órgãos fazem parte do sistema a analisar;

Sistema Eléctrico de um Veículo Qual (quais) a(s) sequência(s) de comando(s); Conhecer a simbologia utilizada

Sistema Eléctrico de um Veículo

Qual (quais) a(s) sequência(s) de comando(s);

Conhecer a simbologia utilizada pelo fabricante do sistema;

Conhecer a legenda ou sistema (normal).

1.2 – NORMAS DIN

As normas DIN 40719 e DIN 72552 estabelecem as seguintes designações:

De cada componente presente num circuito eléctrico identificado por um item;

Dos bornes dos distintos componentes.

1.2.1 – CALCULO DE CABOS PARA SISTEMAS ELECTRICOS DE VEÍCULOS

Calcular o valor da corrente I a partir da potência das cargas aplicadas e valor nominal da tensão da bateria V: I=P/V

Calcular a secção s (Vv1 valor obtido através da tabela de quedas de tensão admissíveis)

I × p × l s = v µ 1
I
× p ×
l
s =
v µ
1

Onde s deve ser arredondado até à secção transversal nominal seguinte indicada na tabela nomi- nal seguinte indicada na tabela 1.1

Calcular o novo valor de queda de tensão Vv1:

Recalcular a densidade de corrente S=I / s

v V1

I R =

I ×ρ×l

s

Sistema Eléctrico de um Veículo S = Densidade de corrente no cabo A mm 2

Sistema Eléctrico de um Veículo

S = Densidade de corrente no cabo

A

mm

2

I = Corrente

A

V = Voltagem nominal

V

l = Comprimento do condutor de cobre

m

V V1 = Queda de tensão admissivel

no cabo de cobre

V Vg = Queda de tensão admissivel

em todo o circuito

ρ = Resistividade

V

V

Ω× mm 2

m

P

= Potência da carga ou cargas

s

= Secção transversal nomi- nal

R = resist~encia do cabo

m

mm 2

QUEDA DE TENSÃO ADMISSÍVEL

 

Resistência por metro a

Condutor dia-

Cabo diâmetro

Corrente máxima

admissível 1

Secção transversal nominal mm 2

metro máximo

20ºC

Máximo mm

   
 

/m

mm

a 25ºC

a 50ºC

A

A

0,5 2 ) 0,75 2 )

0,0371

1,0

2,3

12

8,0

0,0247

1,2

2,5

16

10,6

1

0,0185

1,4

2,7

20

13,3

1,5

0,0127

11,6

3,0

25

16,6

2,5

0,0076

2,1

3,7

34

22,6

4

0,00471

2,7

4,5

45

30

6

0,00314

3,4

5,2

57

38

10

0,00182

4,3

6,6

78

52

16

0,00116

6,0

8,1

104

69

25

0,000743

7,5

10,2

137

91

35

0,000527

8,8

11,5

168

112

50

0,000368

10,3

13,2

210

140

70

0,000259

12,0

15,5

260

173

95

0,000196

14,7

18,0

310

206

120

0,000153

16,5

19,8

340

226

1) Ter em conta para a queda de tensão e aquecimento quando se determina a secção transversal

nominal do condutor.

2) Devido à inadequada força mecânica, a secção transversal nominal abaixo de 1mm 2 não é reco-

mendada.

Sistema Eléctrico de um Veículo QUEDA DE TENSÃO ADMISSÍVEL valor Vv1 indicado na tabela é

Sistema Eléctrico de um Veículo

QUEDA DE TENSÃO ADMISSÍVEL

valor Vv1 indicado na tabela é para ser usado na calculo de cabos de cobre isolados.

A queda de tensão no retorno, linha de massa, (via chassis do veículo ) não é levada em conta. O valor Vvg indicado é orientado é orientativo e não pode ser usado no dimensionamento de cabos.

Tipo de cabo

Queda de tensão admissí- vel no cabo isolado de cobre V V1

Queda de tensão admissí- vel em todo o circuito (valores orientativos V V )

Cabos de iluminação 1)

   

Desde o terminal 30 do inter- ruptor de iluminação até lâmpa- das de 15W como máximo ou até à tomada de reboque até às lâmpadas.

0,1V

0,6V

Desde o terminal 30 do inter- ruptor de iluminação até as lâm- padas com mais de 15W ou até à tomada de reboque.

0,5V

0,9V

Desde o terminal 30 do inter- ruptor de iluminação até aos faróis.

0,3V

0,6V

Cabo de carga 1) 2)

   

0,4V até 12V 0,8V até 24V

_

Desde o terminal B+ do alterna- dor até ao regulador.

_

Linhas de comando 3)

   

0,1V até 12V 0,2V até 24V

_

Desde o terminal B + , D - , DF do alternador até ao regulador.

_

CABO PRINCIPAL DO MOTOR DE ARRANQUE 4) 6)

0,5V até 12V 1,0V até 24V

_

_

LINHA DE COMANDO DO MOTOR DE ARRANQUE 5) 6) 7)

   

Para relés de potência com um único enrolamento desde o interruptor de arranque até ao terminal 50 do motor de arran- que.

1,4V até 12V 2,0V até 24V

1,7V até 12V 2,5V até 24V

Para relés de potência com dois enrolamentos desde o interrup- torde arranque até ao terminal 50 do motor de arranque.

2,4V até 12V 2,8V até 24V

2,8V até 12V 3,5V até 24V

OUTRAS LINHAS DE COMAN- DO 8)

   

Desde o interruptor até ao relé, até ao limpa parabrisas até às buzinas, etc.

0,5V até 12V 1,0V até 24V

1,5V até 12V 2,0V até 24V

Sistema Eléctrico de um Veículo NOTAS REFERENTES A TABELA DE QUEDA DE TENSÃO ADMISSÍVEL 1)

Sistema Eléctrico de um Veículo

NOTAS REFERENTES A TABELA DE QUEDA DE TENSÃO ADMISSÍVEL

1)

Corrente à tensão nominal e potência nominal.

2)

Se o cabo de retorno, linha de massa, do circuito de carga for isolado, o cabo desde o gera- dor até à bateria e o retorno é para ser usado como o comprimento do cabo: Uv1 = 3% da tensão permitida.

3)

Com corrente de excitação máxima. As 3 linhas de comando de preferência com igual resis- tência.

4)

Em casos especiais em que o cabo de alimentação do motor de arranque é muito comprido, o valor de Vv1 pode ser excedido se tiver em atenção ao limite de temperatura durante o arranque. Se o retorno do cabo do motor de arranque for isolado, o valor Vv1 não deve ser superior ao do cabo positivo. Por exemplo cabo positivo 4% e cabo negativo 4%.

5)

O valor de Vv1 é aplicado no relé de potência para temperatura de 50º

80ºC.

6)

A densidade de corrente permitida no que diz respeito a aquecimento de cabos de potência e cabos de comando <=30 A /mm2 (Pouca duração e serviço pesado).

7)

Os cabos de baixa potência antes do interruptor de corrente são para ser levados em linha de conta.

Sistema Eléctrico de um Veículo POTÊNCIA NECESSÁRIA DOS CO MPONENTES CONSUMIDORES Luzes de máximos cada

Sistema Eléctrico de um Veículo

POTÊNCIA NECESSÁRIA DOS COMPONENTES CONSUMIDORES

Luzes de máximos

cada lâmpada 60 W.

Luzes de médios

cada lâmpada 55 W.

Luzes de mínimos

cada lâmpada 5 W.

Luzes de mudança de direcção

cada lâmpada 21 W.

Luzes de travagem

cada lâmpada 21 W.

Motor do ventilador

20 a 60 W.

Velas de incandescência

60 a 100 W.

Desembaciador térmico

120 W.

Buzinas

25 a 40 W.

Iluminação interior

cada lâmpada 5 W.

Iluminação de instrumentos

cada lâmpada 2 W.

Luz da placa de matrícula

10 W.

Luzes de nevoeiro

cada lâmpada 55 W.

Luzes de estacionamento

3 a 5 W.

Luzes de marcha atrás

cada lâmpada 21 W.

Sistema Eléctrico de um Veículo Autorádio 10 a 50 W. Limpa – para – brisas

Sistema Eléctrico de um Veículo

Autorádio

10 a 50 W.

Limpa – para – brisas

90 W.

Ignição convencional

20 W.

Ignição transistorizada

70 W.

Motor de arranque

800 W a 3000 W.

Isqueiro eléctrico

100 W.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DE MATERIAIS CONDUTORES

MATERIAL

RESISTIVIDADE mm 2 / m

Aço macio Aço temperadpo Alumínio duro Alumínio reduizido Cobre electrolítico Duralumínio Estanho Ferro macio Ferro fundido Latão Ouro Platina Prata Zinco

0,1 – 0,2 0,4 – 0,5

0,028

0,0280

0,0179

0,058

0,12

0,10 – 0,15

0,8

0,085

0,024

0,11

0,016

0,06

Sistema Eléctrico de um Veículo CARACTERÍSTICAS GERAIS DE MA TERIAIS PARA RESISTÊNCIA MATERIAL RESISTIVIDADE Ω

Sistema Eléctrico de um Veículo

CARACTERÍSTICAS GERAIS DE MATERIAIS PARA RESISTÊNCIA

MATERIAL

RESISTIVIDADE mm 2 / m

Constantan

0,49

Cromoníquel

1,09

Manganina

0,42

Níquelina

0,43

DESIGNAÇÃO DOS BORNES SEGUNDO NORMAS DIN 72552

1 – Bobina de ignição, distribuidor de ignição, sistema de ignição (baixa tensão).

1a – Distribuidor com ignição de dois

1b – Circuitos separados (baixa ten- são).

4 – Bobine de ignição, distribuidor de ignição (alta tensão).

4a – Distribuidor com ignição de dois

4b – Circuitos (alta tensão).

7 – Resistências base do distribuidor de ignição (contacto de comando).

7a – Resistência base para ignição transis- torizada e ignição por condensador de alta tensão).

7b – Resistência base para ignição transis- torizada.

7f – Contacto de carga para ignição por condensador de alta tensão.

15 – Saída de interruptor de marcha

15a – Entrada do sistema de ignição por condensador de alta tensão, sistema de ligação em ignição transistorizada e resistência adicional das bobinas

transistorizada e resistência adicional das bobinas Fig.1.1 Componentes do Sistema Eléctrico e sua Simbologia

Fig.1.1

Sistema Eléctrico de um Veículo INSTALAÇÃO DE PRÉ-AQUECI MENTO POR INCANDESCÊNCIA 15 – Entrada do

Sistema Eléctrico de um Veículo

INSTALAÇÃO DE PRÉ-AQUECIMENTO POR INCANDESCÊNCIA

15

Entrada do interruptor de arranque e incandescência.

17

Interruptor de arranque e incan- descência, etapa 2 de arranque.

19

Interruptor de arranque e incan- descência, etapa 1 de pré- aqueci- mento.

e incan- descência, etapa 1 de pré- aqueci- mento. Emprego Geral Fig.1.2 15 – Polo positivo

Emprego Geral

Fig.1.2

15

Polo positivo da bateria através do interruptor.

30

Polo positivo da bateria directamente da mesma.

31

Linha de retorno directamente ao polo negativo da bateria, massa.

31b – Linha de retorno ao polo negativo da bateria ou massa, através do interruptor ou do relé

da bateria ou massa, através do interruptor ou do relé Fig.1.3 1.10 Componentes do Sistema Eléctrico

Fig.1.3

Sistema Eléctrico de um Veículo Motores Eléctricos 30 – Entrada directa desde o polo posi-

Sistema Eléctrico de um Veículo

Motores Eléctricos

30

Entrada directa desde o polo posi- tivo da bateria.

32

Linha de retorno.

33

Ligação principal.

33a – Interruptor de paragem.

33b – Campo de derivação.

33l - Sentido de rotação à esquerda.

33r - Sentido de rotação à direita.

86 – Entrada do relé (começo do enro- lamento).

Instalações de arranque

relé (começo do enro- lamento). Instalações de arranque Fig.1.4 30 – Entrada directa desde o polo

Fig.1.4

30 – Entrada directa desde o polo positivo da bateria.

30a – Relé de comutação da bateria, entrada da bateria 2.

31 – Linha de retorno directa ao polo negativo da bateria 2 polo negativo.

31a – Relé de comutação da bateria, linha de retorno à bateria 2 polo negativo.

31c – Relé de comutação da bateria, linha de retorno à bateria 1 polo negativo.

48

Repetição de arranque (relé).

50

Comando directo do motor de arranque.

50a – Comando indi- recto do motor de arranque.

50e – Entrada do relé do bloqueio de arranque.

50e – Entrada do relé do bloqueio de arranque. Fig.1.5 Componentes do Sistema Eléctrico e sua

Fig.1.5

Sistema Eléctrico de um Veículo 50f – Saída do relé do bloqueio de arranque. 50g

Sistema Eléctrico de um Veículo

50f – Saída do relé do bloqueio de arranque.

50g – Entrada do relé de repetição de arranque.

50h – Saída do relé de repetição de arranque.

86 – Entrada do relé (começo do enrolamento).

Geradores e Reguladores

44

Compensação da tensão em reguladores funcionando em paralelo dois geradores.

51

Tensão continua nos rectificadores, em geradores de corrente alternada.

51e – Igual a 51, mas sim em geradores de corrente alterna com bobina de inductancia para marcha diurna.

59 – Tensão alterna, saída do gerador de corrente alternada, entrada do interruptor de mudan- ça de luzes e rectificadores.

59a – Armadura de carga.

59b – Armadura de luzes traseiras.

59c – Armadura de luzes de travagem.

61 – Luz indicadora de carga no gerador e regulador.

B+ - Positivo da bateria.

B- - Negativo da bateria.

D+ - Positivo do gerador.

D- - Negativo do gerador.

D+ - Positivo do gerador. D- - Negativo do gerador. Fig.1.6 1.12 Componentes do Sistema Eléctrico

Fig.1.6

Sistema Eléctrico de um Veículo DF – Campo do gerador DF1 – Campo 1 do

Sistema Eléctrico de um Veículo

DF – Campo do gerador

DF1 – Campo 1 do gerador

DF2 – Campo 2 do gerador trifásico com rectificadores separados

J – Positivo do enrolamento de excitação

K – Negativo do enrolamento de excitação

Mp – Borne central

Instalação de iluminação

54 – Luzes de travagem.

55 – Faróis de nevoeiro.

56 – Faróis.

56a – Luzes de estrada e indicador óptico.

56b – Luzes de cruzamento.

56d – Sinal de luzes.

57 – Luzes de posição para faróis de motocicleta.

57a – Luz de estacionamento

57l – Luz de estacionamento esquerda

57r – Luz de estacionamento direita

58 – Luzes de posição, traseiras e de placas de matricula; ilumina- ção dos instrumentos.

58b – Comutação da luz traseira para tractores de um só eixo

58c – Tomada de reboque para luz traseira de um só fio no rebo- que e assegurada por sepa- rado.

58d – Iluminação dos instrumentos regulável

rado. 58d – Iluminação dos instrumentos regulável Fig.1.7 Componentes do Sistema Eléctrico e sua Simbologia

Fig.1.7

Sistema Eléctrico de um Veículo 58l – Luzes traseiras e de posição esquerdas 58r –

Sistema Eléctrico de um Veículo

58l – Luzes traseiras e de posição esquerdas

58r – Luzes traseiras e de posição direitas.

Instalação de sinais acústicos

31b – Linha de retorno ao negativo da bateria ou à massa através do interruptor ou relé.

71 – Entrada do aparelho de distribuição de sequência de sons.

71a – As buzinas 1 e 2 de tom baixo.

71b – As buzinas 3 e 4 tom alto.

72

Interruptor de alarme para a lâmpada de identificação unidireccional.

85

Interruptor de alarme ao aparelho de distribuição de sequência de sons.

alarme ao aparelho de distribuição de sequência de sons. Instalações adicionais Fig.1.8 52 – Guarda pneumática

Instalações adicionais

Fig.1.8

52 – Guarda pneumática e outras sinalizações de reboque veículo tractor.

54g – Válvula de ar comprimido electromagnética para o travão continuo de reboque.

75 – Autorádio, isqueiro eléctrico.

76 – Altifalantes

77 – Comando de válvula da porta

Sistema Eléctrico de um Veículo Interruptores accionados mecanicamente 82 – Contactos de repouso e comutadores,

Sistema Eléctrico de um Veículo

Interruptores accionados mecanicamente

82 – Contactos de repouso e comutadores, entrada.

81a – Contactos de repouso e comutadores, primeira saí- da.

81b – Contactos de repouso e comutadores, segunda saí- da.

82 – Contactos de trabalho entra- da.

82b – Contactos de trabalho Segunda saída.

82z – contactos de trabalho pri- meira entrada.

82y – Contactos de trabalho, segunda saída.

83 – Interruptores múltiplos, entrada

83a – Saída, posição 1.

83b – Saída, posição 2.

Relés Contactores

84 – Entrada do relé de corrente, começo do enrolamento

84a – Final do enrolamento do relé de corrente.

84b – Saída do relé de corrente.

85 – Saída do relé, final do enro- lamento negativo

86 – Entrada do relé, começo do enrolamento

86b – Entrada do relé , “shunt” do segundo enrolamento

87 – Entrada do contacto do relé, contactos de repouso ou comutadores

do contacto do relé, contactos de repouso ou comutadores Fig.1.9 Fig.1.10 Componentes do Sistema Eléctrico e

Fig.1.9

do relé, contactos de repouso ou comutadores Fig.1.9 Fig.1.10 Componentes do Sistema Eléctrico e sua Simbologia

Fig.1.10

Sistema Eléctrico de um Veículo 87a – Primeira saída 87b – Segunda saída 87c –

Sistema Eléctrico de um Veículo

87a – Primeira saída

87b – Segunda saída

87c – Terceira saída

87z – Primeira entrada

87y – Segunda entrada

87x – Terceira entrada

88 – Entrada do contacto do relé, contacto de trabalho. Contactos do relé no caso de contactos de trabalho, comutadores

88a – Primeira saída

88b – Segunda saída

88c – Terceira saída

88z – Primeira entrada

88y – Segunda entrada

88z – Terceira entrada

Sistema Eléctrico de um Veículo CORRESPONDÊNCIA EXISTENTE ENTRE A NOMENCLATURA ANTIGA E NOVA DOS BORNES

Sistema Eléctrico de um Veículo

CORRESPONDÊNCIA EXISTENTE ENTRE A NOMENCLATURA ANTIGA E NOVA DOS BORNES DE LIGAÇÕES SEGUNDO NOR- MAS DIN 72552

 

ANTIGA

 

NOVA

ANTIGA

 

NOVA

1

1,53 (limpa-párabrisa) 53 e

HL

L

(L 54 b)

2

2,53 e

HR

R

(R 54 b)

3

53, 53 b (limpa-párabrisas)

K

C

4

4,53 a 53 b (limpa-párabrisas)

K0

C

0

15

15, 49 (pisca pisca)

K1

C, C2

15+

49

 

K2

C

2

15/54

15, 49, 54

K3

C2, C3

16

15

a 15

K4

C3

30

30, 33 (motor)

L54

L

(L 54)

30/51

30, 87, 88 (relé)

L54 b

L

b

30f

45

 

N

55

30h

45, 45 a

P

C, 57 a

30hl

45

a

PL

57

L

30hII

45

b

PR

57

R

30L

33

L (motores)

R

R, 75

30R

33

R (motores)

R54

R, (R 54)

31

31, 31 c, 32 (motores)

R54 b

Rb

31a

31

a 31 c

S

49

a, 53 (limpa-párabrisas)

31B –

B-

S4

49

a

50

50, 50b, 50 f, 50 h

SBL

(L

54)

50a

50, 50a, 50e, 50b

SBR

(R

54)

50b

50d

 

VL

L

50K

50d

VR

R

50l l

50c

+

15, 49 (pisca pisca)

51

51, 59, B +

53, 53 a (limpa-párabrisas)

51 –

59

 

+2

53

a

51a

59

+15

49

51B+

B

+

-

1 (bobine de ignição), 31

54

54, 53a 54g

54/15

15

 

54d

53

(limpa-párabrisas)

54e

33b 53b (limpa-párabrisas)

 

54L

49a

 

58

58, 58 L, 58 R

 

58b

58

b, 58 d

59

59

a

85d

31

d (interruptor de alarme)

B

+ 30

B

+

B

+ 51

B

+

D

+ /61

D

+

D- /61

D

-

H

71

Sistema Eléctrico de um Veículo CORRESPONDÊNCIA DOS BORNE S DE LIGAÇÕES SEGUNDO AS NORMAS DIN

Sistema Eléctrico de um Veículo

CORRESPONDÊNCIA DOS BORNES DE LIGAÇÕES SEGUNDO AS NORMAS DIN 72552 E OUTRAS DESIGNAÇÕES

DIN 72552

B+

DF

D+

61

D =,

B-, 31

Auto-Lite

B,

F,

A,

I

G,

BAT

FLD

ARM

GND

Delco_Remy

BAT,

F

GEN

L

GND

B

Fiat

30

67

15

 

31

Lucas

A

1)

F

D

WL,

E, -

B

IND

Ducellier

BAT,

EXC,

DYN

 

M

B

B

D

1.3 – ORGANIZAÇÃO DE UM ESQUEMA ELÉCTRICO

Dada a quantidade de ligações e de componentes envolvidos num automóvel moderno, é impres-

cindível a organização dos esquemas eléctricos em função dos distintos sistemas presentes.

Assim, podem existir, por exemplo, esquemas tratando desde vários tipos de circuitos ou o circuito

de um simples ventilador,; salvaguardando que alguns dos abaixo apontados podem estar repre-

sentados num único esquema, dependendo tudo da sua complexidade:

Sistema de Carga e arranque: É o esquema mais generalista; Engloba as princi-

pais linhas de ligação entre distintos sistemas (ás caixas de fusíveis que os prote-

gem), os comandos que controlam o seu funcionamento tais como os de arranque,

de carga da bateria, de alimentação de gasolina e de corrente aos distintos aces-

sórios (neste esquema aparecem numerosos “caixilhos” a tracejado indicando que

o seu conteúdo é objecto de outro esquema mais pormenorizado).

Gestão do motor: Representados os circuitos de comando e carga dos distintos

componentes do sistema de controlo do funcionamento do motor; está representa-

da a UEC e respectivas ligações.

Distribuição à massa: Enumeração dos pontos de massa e das linhas que lhes

conectam

Sistema Eléctrico de um Veículo Distribuição de potência: Entre a bateria e as distintas caixas

Sistema Eléctrico de um Veículo

Distribuição de potência: Entre a bateria e as distintas caixas de fusíveis; pode estar representado num mesmo diagrama com as Caixas de fusíveis

Caixas de fusíveis: São centros de distribuição de potência; estão presentes no habitáculo protegendo circuitos de controlo ou pouca potência tais como por exemplo lâmpadas e motores de accionamento de limpa pára-brisas e no com- partimento do motor protegendo os circuitos de maior potência.

Dos circuitos de arranque e alimentação.

Do sistema de iluminação.

Dos distintos acessórios.

Obrigatoriamente há sempre linhas de corrente e componentes, tais como a caixa de e com os res- pectivos relés, que aparecem representados em distintos esquemas permitindo assim estabelecer a relação entre os vários diagramas.

1.4 – SIMBOLOGIA

Código de cores de fios

Se fossem todos os fios em baixo do painel, da mesma cor, seria difícil ou quase impossível, locali- zar quaisquer defeitos. A tabela seguinte dá alguns códigos de cores mais usados pela norma SAE.

Componente

Cor do cabo

Ignição e dínamo:

Chave de ignição à lâmpada piloto

Branco

Lâmpada piloto à caixa de controle

Marrom / amarelo

Chave de ignição ao fusível

Branco

Sistema Eléctrico de um Veículo Chave de ignição à bomba de combustível Branco Chave de

Sistema Eléctrico de um Veículo

Chave de ignição à bomba de combustível

Branco

Chave de ignição à bobina

Branco

Chave de ignição ao interruptor de arranque

Branco

Chave de ignição à lâmpada piloto da pressão do óleo

Branco

Terminal “D” do alternador

Marrom / amarelo

Terminal “B do alternador

Marrom / verde

Terminal “A” do regulador de tensão

Marrom / branco

Terminal “A1” do regulador de tensão

Marrom / azul

Bobina de ignição ao distribuidor

Branco / preto

Bobina de ignição com resistência de carga:

Ignição à unidade de relé de carga

Branco

Relé de carga à resistência de carga

Marrom / amarelo

Resistência de carga ao tacômetro e chave de ignição

Branco

Resistência de carga à bobina de ignição

Branco / amarelo

Unidade do relé de carga ao solenóide

Branco / azul

Unidade do relé de carga à terra

Preto

Fusível (ligação directa):

Fusível à iluminação de mínimos

Púrpura

Fusível à buzina

Púrpura

Fusível ao relé da buzina

Púrpura

Fusível à bateria

Marrom

Fusível ao comando de iluminação de máximos

Púrpura

Sistema Eléctrico de um Veículo Fusível (ligação através da chave de partida): Fusível à luz

Sistema Eléctrico de um Veículo

Fusível (ligação através da chave de partida):

Fusível à luz de travagem

Verde

Fusível ao pisca-pisca

Verde

Fusível ao motor do limpa pára-brisas

Verde

Fusível ao medidor de gasolina

Verde

Fusível ao termômetro da água

Verde

Fusível ao voltímetro

Verde

Fusível à alimentação do tacômetro

Verde

Fusível ao motor do lava vidros do pára-brisas

Verde

Fusível à luz de matrícula

Verde

Iluminação:

Chave de ignição ao interruptor principal de luzes (A1)

Marrom / azul

Comando de luzes aos máximos

Azul

Lâmpada piloto de máximos

Azul / branco

Interruptor das luzes de painel

Vermelho

Interruptor principal das luzes

Vermelho

Interruptor principal à iluminação traseira

Vermelho

Interruptor principal à luz da placa de matricula

Vermelho

Interruptor de luzes de painel ao painel

Iluminação auxiliar:

Interruptor de luzes de nevoeiro

Interruptor de luzes de nevoeiro às luzes de nevoeiro

Vermelho / branco

Vermelho

Vermelho / branco

Sistema Eléctrico de um Veículo Circuito de 4 faróis (fusíveis independentes): Interruptor principal de luzes

Sistema Eléctrico de um Veículo

Circuito de 4 faróis (fusíveis independentes):

Interruptor principal de luzes de máximos

Azul

Botão de máximos aos fusíveis

Azul / vermelho

Fusíveis de máximos (lado esquerdo)

Azul / rosa

Fusíveis de máximos (lado direito)

Azul / vermelho

Comando de máximos ao circuito de faróis

Azul / branco

Fusível do farol ao farol esquerdo

Azul / branco

Fusível do farol ao farol direito

Azul / cinza

Farolins de travagem:

Interruptor aos farolins

Verde / púrpura

Pisca-pisca (seta direccional):

Mecanismo principal ao interruptor

Verde claro / marrom

Mecanismo principal à lâmpada piloto

Verde claro / púrpura

Interruptor ao circuito esquerdo

Verde / vermelho

Interruptor ao circuito direito

Verde / branco

Instrumentação:

Lâmpada piloto da pressão de óleo ao interruptor

Branco / marrom

Medidor de gasolina ao tanque

Vermelho / preto

Medidor de temperatura à termistência

Verde / azul

Tacômetro: Sistema Eléctrico de um Veículo Ignição ao tacômetro (terminal de pulsos) Branco / vermelho

Tacômetro:

Sistema Eléctrico de um Veículo

Ignição ao tacômetro (terminal de pulsos)

Branco / vermelho

Terminal de pulsos à bobina

Branco / cinza

Alimentação do tacômetro (do fusível)

Verde

Alternador:

Alternador à massa

Preto

Alternador ao amperímetro

Marrom / branco

Indutor do alternador ao controlo

Marrom / amarelo

Terminal AL do alternador ao controlo

Preto

Induzido do alternador ao relé

Marrom / púrpura

Relé à ignição

Marrom / verde

Relé ao solenóide de partida ou bateria

Branco

Controlo à lâmpada piloto

Marrom / preto

Buzina:

Alimentação ao relé

Púrpura

Interruptor da buzina à buzina

Púrpura / preto

Interruptor da buzina ao relé

Púrpura / preto

Interruptor da buzina à buzina (massa)

Preto

Buzina ao relé

Púrpura / amarelo

Circuito da buzina dupla com relé ligado à chave de ignição

Verde

Diversos:

Bateria (no solenoíde) ao amperímetro ou caixa de fusíveis

Verde

Bateria ao fusível

Marrom

Todos os fios de massa

Preto

Sistema Eléctrico de um Veículo Luz interior ao interruptor da porta Interruptor ao motor do

Sistema Eléctrico de um Veículo

Luz interior ao interruptor da porta

Interruptor ao motor do limpa pára-brisas

Bateria à chave de ignição

Código de cores

Púrpura / branco

Verde claro / preto

Verde / marrom

Existem cablagens eléctricas, bem como esquemas produzidos por fabricantes que não recorrem às normas DIN. È de prever que aquilo que foi dito até aqui não seja real em automóveis fabrica- dos fora da Europa ou fora das normas DIN.

Por exemplo os construtores britânicos como é o caso da ROVER, os esquemas eléctricos

respectivas ligações estão identificadas por letras que identificam as cores dos cabos segundo o seguinte código:

e as

CÓDIGO DE COR

Preto

B

Verde

G

Rosa

K

Verde Claro

LG

Castanho

B

Laranja

O

Roxo

P

Vermelho

R

Cinzento

S

Azul

U

Branco

W

Amarelo

Y

Sistema Eléctrico de um Veículo Outras abreviaturas: COR   ABREVIATURA Aluminum AL    

Sistema Eléctrico de um Veículo

Outras abreviaturas:

COR

 

ABREVIATURA

Aluminum

AL

   

Black

BLK

BK

B

Blue (Dark)

BLU DK

DB

DK BLU

Blue (Light)

BLU LT

LB

LT BLU

Brown

BRN

BR

BN

Glazed

GLZ

GL

Gray

GRA

GR

G

Green (Dark)

GRN DK

DG

DK GRN

Green (Lught)

GRN LT

LG

LT GRN

Maroon

MAR

M

Natural

NAT

N

Orang

ORN

ORG

O

Pink

PNK

PK

P

Purple

PPL

PR

Red

RED

RD

R

Tan

TAN

TN

T

Violet

VLT

V

White

WHT

WH

W

Yellow

YEL

YL

Y

Num cabo identificado com mais de uma cor, a primeira corresponde à cor base e a segunda à cor da risca.

Ligações que terminam numa letra Maiúscula

Esta linha continua noutro esquema eléc- trico; a mesma letra nos dois ou mais esquemas identifica a continuação da liga- ção (ver fig 1.1)

identifica a continuação da liga- ção (ver fig 1.1) Fig.1.11 – Ligações Componentes do Sistema Eléctrico

Fig.1.11 – Ligações

Sistema Eléctrico de um Veículo Contactos e identificação de linhas A informação contida nos dígitos

Sistema Eléctrico de um Veículo

Contactos e identificação de linhas

A informação contida nos dígitos junto a um

contacto identifica a linha e indica o número

do pino ao qual ela liga. Um traço separa

estas duas indicações (fig 1.2).

Componentes

traço separa estas duas indicações (fig 1.2). Componentes Fig.1.12 – Contactos O nome ou o número

Fig.1.12 – Contactos

O nome ou o número aparecem-lhes adjacente (fig 1.3).

O nome ou o número aparecem-lhes adjacente (fig 1.3). Pontos de massa Fig.1.13 – Ligação de

Pontos de massa

Fig.1.13 – Ligação de componentes

São representados por ilhós indicação do seu número (fig. 1.4).

por ilhós indicação do seu número (fig. 1.4). Fig.14 – Pontos de massa 1.26 Componentes do

Fig.14 – Pontos de massa

Sistema Eléctrico de um Veículo Ligações com protecção contra ruídos As ligações à terra são

Sistema Eléctrico de um Veículo

Ligações com protecção contra ruídos

As ligações à terra são frequentemente protegidas por um cabo blindado contra interferências; no desenho estas linhas são envolvidas por um “caixilho” a tracejado (fig. 1.5)

envolvidas por um “caixilho” a tracejado (fig. 1.5) Fig.1.15 – Cabos caoxiais Fusíveis e díodos Aos

Fig.1.15 – Cabos caoxiais

Fusíveis e díodos

Aos fusíveis (fuse) é-lhes atribuído um número que é sempre representado acima do símbolo (fig. 1.6). Num esquema estão igualmente representadas as ligações fusíveis (Fusible links); é também atribuído um número a este tipo de fusíveis (fig. 1.7). Para qualquer destas representações é sem- pre indicado a corrente máxima tolerada

é sem- pre indicado a corrente máxima tolerada Fig.1.16 – Fusíveis F i g . 1

Fig.1.16 – Fusíveis

indicado a corrente máxima tolerada Fig.1.16 – Fusíveis F i g . 1 . 1 7

Fig.1.17 Fusível

F i g . 1 . 1 7 – F u s í v e l

Fig.1.18 – Diodo

Sistema Eléctrico de um Veículo Os díodos são componentes electrónicos que permitem a passagem de

Sistema Eléctrico de um Veículo

Os díodos são componentes electrónicos que permitem a passagem de corrente num único senti- do que é aquele indicado pela direcção da seta (fig.1.8); o díodo Zener impede a passagem de corrente até que um determinado nível de tensão seja alcançado (fig.1.9).

um determinado nível de tensão seja alcançado (fig.1.9). Fig.1.19 – Díodo de Zener Existem fabricantes que

Fig.1.19 – Díodo de Zener

Existem fabricantes que representam a cor dos cabos condutores constituintes das cablagens da mesma forma como se apresenta na figura 1.10.

cablagens da mesma forma como se apresenta na figura 1.10. Fig.1.20 – Forma de caracterizar as
cablagens da mesma forma como se apresenta na figura 1.10. Fig.1.20 – Forma de caracterizar as

Fig.1.20 – Forma de caracterizar as cores dos fios

O electricista auto deve estar apto a interpretar os esquemas, e como tal, não só deve interpretar os fios bem como as suas cores, e tam- bém deverá saber identificar os diversos componentes eléctricos e electrónicos, existentes no esque- ma.

As figuras 1.11 e 1.12 represen- tam várias simbologias para uma lâmpada.

1.12 represen- tam várias simbologias para uma lâmpada. Fig.1.21 – ímbologia da lâmpada Fig.1.22 – Lâmpada

Fig.1.21 – ímbologia da lâmpada

para uma lâmpada. Fig.1.21 – ímbologia da lâmpada Fig.1.22 – Lâmpada com um e dois filamen-

Fig.1.22 – Lâmpada com um e dois filamen-

Sistema Eléctrico de um Veículo De seguida apresenta-se outros simbolos que podere mos encontrar em

Sistema Eléctrico de um Veículo

De seguida apresenta-se outros simbolos que poderemos encontrar em circuitos eléctricos e elec- trónicos auto.

encontrar em circuitos eléctricos e elec- trónicos auto. Fig.1.23 Componentes do Sistema Eléctrico e sua Simbologia

Fig.1.23

Sistema Eléctrico de um Veículo Fig.1.24 1.30 Componentes do Sistema Eléctrico e sua Simbologia

Sistema Eléctrico de um Veículo

Sistema Eléctrico de um Veículo Fig.1.24 1.30 Componentes do Sistema Eléctrico e sua Simbologia

Fig.1.24

Sistema Eléctrico de um Veículo 1.5 – METODOLOGIA DE INTERPERTAÇÃO Para a compreensão de um

Sistema Eléctrico de um Veículo

1.5 – METODOLOGIA DE INTERPERTAÇÃO

Para a compreensão de um esquema eléctrico há que compreender o funcionamento do sistema circuito que merece a nossa atenção; a função dos distintos componentes e como interactuam. Por isso é necessário identificar no esquema:

Os referidos componentes do sistema. Basicamente dividem-se em dois grandes grupos: os sensores e os actuadores do sistema, não contando com os elementos de protecção do circuito (fusíveis), o interruptor chave de ignição e a UEC que, alem de receber alimentação, recebe sinais dos sensores e envia sinais aos actua- dores.

Os pontos de massa. Qualquer circuito que se esteja a analisar no esquema eléc- trico tem sempre um ponto de massa. É importante identificar e localizar este pon- to de massa porque a avaria pode ser divido a um mau contacto /desconexão do ponto de massa este é um dos extremos dos circuitos (o outro é a alimentação). As linhas que conduzem ao polo negativo da bateria ou à massa têm o nº 31

Identificar linhas de corrente ou alimentação. Como referido no ponto anterior, este é um dos extremos do circuito em análise; normalmente segue-se o circuito a partir da alimentação. Estas linhas não têm que vir da bateria que pode não estar repre- sentada no esquema; pode por exemplo, partir de um fusível. O que é importante é identificar essa linha (está sempre em carga). Esta linha está identificada com o

nº30.

Identificar linhas de comando provenientes de interruptores, válvulas, ignição, relés, etc. Uma das classificações atrás referida para os tipos de circuito existen- tes, é que estes podem ser de comando ou de potência. Num esquema há que identificar estes dois tipos de circuitos e saber se determinado componente está em carga em função da posição dos elementos de comando presentes. Uma importante linha de comando é a que vai ao interruptor de ignição (comando igni- ção) e tem o nº15.

Sistema Eléctrico de um Veículo Seguir as linhas desde a fonte de aliment ação até

Sistema Eléctrico de um Veículo

Seguir as linhas desde a fonte de alimentação até ao ponto de massa (retorno). Uma vez identificada a linha de corrente principal, as linhas de comando com os respectivos actuadores e os pontos de massa é possível estabelecer-se com- preender-se o circuito. Por exemplo, no circuito de arranque a linha que alimenta o motor de arranque é a 50; trata-se de uma linha do circuito de potência. Este motor só é alimentado ou directamente pelo interruptor de ignição ou indirecta- mente através de um relé.

Resumindo, nesta fase trata-se de estabelecer (pode ser mentalmente) um diagrama de blocos e compreender o que controla o quê.

um diagrama de blocos e compreender o que controla o quê. Fig. 1.25 – Cablagem dum

Fig. 1.25 – Cablagem dum painel de instrumentos

Com base no que foi referido anteriormente deve o formando debruçar-se sobre as figuras 1.26 e 1.27, analisando por si, os esquemas apresentados.

Sistema Eléctrico de um Veículo Fig. 1.26 – Esquema da gestão do motor Componentes do

Sistema Eléctrico de um Veículo

Sistema Eléctrico de um Veículo Fig. 1.26 – Esquema da gestão do motor Componentes do Sistema

Fig. 1.26 – Esquema da gestão do motor

Sistema Eléctrico de um Veículo Fig. 1.27 – Esquema da gestão do motor 1.6 –

Sistema Eléctrico de um Veículo

Sistema Eléctrico de um Veículo Fig. 1.27 – Esquema da gestão do motor 1.6 – 1.34

Fig. 1.27 – Esquema da gestão do motor

1.6

Sistema Eléctrico de um Veículo MANUAIS DE REPARAÇÃO Os manuais dividem-se do seguinte modo: De

Sistema Eléctrico de um Veículo

MANUAIS DE REPARAÇÃO

Os manuais dividem-se do seguinte modo:

De oficina: Começa por ser indicada a maneira correcta de interpretar as instruções contidas no manual chamando a atenção para os cuidados na realização de certas operações e a necessidade de seguir escrupulosamente as sequências de monta- gem e desmontagem indicadas.

Para cada sistema em análise são identificadas e indicadas a localização no conjun-

to de todas os componentes sujeitos a manipulação, descrita a função do sistema e

subsistemas envolvidos e, explicita e claramente definidas as sequências de monta-

gem/desmontagem.

Este manual inclui todos os sistemas sujeitos a manutenção normal e afinação; só não estando incluídas as grandes reparações.

De reparação: Estão detalhadamente descritas as operações de grandes repara- ções a motores e a caixas de velocidades referindo todas as peças presentes, ope- rações de verificação e montagem/desmontagem com as ferramentas indicadas e os binários de aperto a aplicar.

Dos circuitos eléctricos.

De reparação de carroçaria: Com uma estrutura semelhante ao manual de repara- ção de motores e caixas de velocidade.

Em resumo:

Os manuais identificam os componentes de determinado sistema no automóvel e descreve detalhadamente a montagem desmontagem dos mesmos

O esquema eléctrico enumera e identifica todos os componentes e ligações do sis-

tema onde possa residir a anomalia

A ferramenta de diagnóstico identifica o componente ou delimita a zona onde reside

a anomalia

Multiplexagem 2 – MULTIPLEXAGEM 2.1 – INTRODUÇÃO À MULTIPLEXAGEM A multiplexagem é um sistema de

Multiplexagem

2 – MULTIPLEXAGEM

2.1 – INTRODUÇÃO À MULTIPLEXAGEM

A multiplexagem é um sistema de controlo e comunicação de dados que permite simplificação

das ligações eléctricas por cabo. Com a multiplexagem podem ser substituídos centenas de

metros de fios, com as vantagens de diminuir os custos de material e montagem, bem como de aumentar a fiabilidade dos sistemas convencionais, uma vez que se diminui o número de pontos

de massa e a possibilidade de quebra de fios.

Outra vantagem é a diminuição do peso dos veículos, factor este que influência o consumo de combustível. Estima-se que o peso da cablagem pode atingir cerca de 40 kg e estende-se por mais de 3 km.

O sistema de multiplexagem mais utilizado actualmente é um sistema simples aplicado por

exemplo para o controlo das ópticas traseiras, dos motores eléctricos dos vidros e do limpa

vidros traseiro.

Como se sabe, num sistema eléctrico convencional, cada órgão necessita de um fio de alimenta- ção, sendo a sua activação feita através de um relé que abre e fecha o circuito.

Isto implica a existência de dezenas de fios de alimentação. Na multiplexagem é utilizado apenas um fio de alimentação de corrente dos órgãos receptores (ópticas, motores eléctricos, etc.), outro para o envio do sinal de controlo e outro para a sincronização dos impulsos eléctricos das unida- des emissoras e receptoras. Um quarto fio condutor pode ser utilizado para a confirmação da chegada dos dados.

A multiplexagem utiliza como base de controlo séries de impulsos de tensão com intervalos de

tempo específicos.

Os seus principais componentes são o multiplexer, que é a unidade emissora de dados e recebe

ordens directas do condutor (por exemplo para acender as luzes de presença traseiras ou as luzes de stop), e o demultiplexer, que é a unidade que recebe os dados e, em função destes, liga

ou desliga os vários componentes que comanda. O envio de dados de uma unidade para outra é

feita apenas por um fio, independentemente do número de órgãos a controlar.

As duas unidades (multiplexer e demultiplexer) emitem impulsos digitais sincronizados. Por exemplo demonstrado nas figuras seguintes, existem oito órgãos independentes que são contro- lados por este sistema. Assim, existirão oito impulsos, um para cada órgão, emitidos sincroniza- damente pelas duas unidades.

Multiplexagem Fig.2.1 – Sinal do gerador de impulsos Fig.2.2 – Sinal de multiplexagem simples –

Multiplexagem

Multiplexagem Fig.2.1 – Sinal do gerador de impulsos Fig.2.2 – Sinal de multiplexagem simples – Indica

Fig.2.1 – Sinal do gerador de impulsos

Multiplexagem Fig.2.1 – Sinal do gerador de impulsos Fig.2.2 – Sinal de multiplexagem simples – Indica

Fig.2.2 – Sinal de multiplexagem simples – Indica o sinal de ligar luzes de presença e o limpa vidros traseiros

Quando forem accionados um ou mais interruptores de comando, por exemplo as luzes de presen- ça traseiras e o limpa vidros traseiro, os impulsos do multiplexer referentes ao comando desses órgãos serão enviados pelo fio transmissor de dados ao demultiplexer.

A sincronização dos sinais emitidos pelas duas unidades provoca a abertura de uma porta lógica AND que, por seu turno, dá sinal a um FET (transístor de efeito de campo) que fecha o circuito de alimentação dos órgãos em causa (fig. 2.3).

Multiplexagem Em seguida é apresentado um esquema onde se pode ver o multiplexer dianteiro com

Multiplexagem

Em seguida é apresentado um esquema onde se pode ver o multiplexer dianteiro com os interrup- tores de comando e o desmultiplexer traseiro ligado ao sistema de alimentação dos aparelhos.

traseiro ligado ao sistema de alimentação dos aparelhos. Fig.2.3 – Multiplexagem do sistema de comando dos

Fig.2.3 – Multiplexagem do sistema de comando dos órgãos traseiros

Multiplexagem Para controlar o motor e outros sistemas mais complexos, tais como a caixa de

Multiplexagem

Para controlar o motor e outros sistemas mais complexos, tais como a caixa de velocidades auto- mática, a direcção assistida ou o ABS, são utilizados outros sistemas de multiplexagem mais ela- borados.

Afim de codificar as informações que circulam na rede de dados do automóvel a maioria dos construtores europeus adoptaram um sistema designado CAN (Controller Area Network), embora até à data ainda não seja comercializado um veículo totalmente multiplexado.

Este sistema foi desenvolvido pela empresa Robert Bosch Gmbh e utilizado num automóvel pela primeira vez em 1992 pela Mercedes-Benz para a comunicação a alta velocidade entre a caixa automática, o módulo electrónico do motor e o painel de instrumentos.

No sistema CAN podem-se ligar vários sistemas, com os seus componentes e respectivas unida- des de controlo, a uma só linha de BUS, ou seja, uma linha de transmissão de dados.

linha de BUS, ou seja, uma linha de transmissão de dados. Fig.2.4 – Princípio da multiplexagem

Fig.2.4 – Princípio da multiplexagem

Ao contrário do que se passa no sistema simples descrito anteriormente, não existe sincronismo entre as várias unidades de controlo, ou estações, permitindo a possibilidade de comunicação entre órgão e unidades de controlo de sistemas distintos. No entanto, as estações receptoras acertam os seus relógios internos com as respectivas estações emissoras assim que começa a transmissão de dados.

A comunicação entre uma determinada unidade de controlo e um sensor ou actuador é feita atra-

vés de uma série de impulsos electrónicos digitais.

A essa série de impulsos dá-se o nome de trama de dados. Para que esses sinais sejam transmi-

tidos entre os componentes correctos, a trama de dados é composta por vários campos de infor- mação bem definidos.

Multiplexagem O primeiro campo, designado SOF ( “Start of Frame” transmissão de uma trama de

Multiplexagem

O primeiro campo, designado SOF ( “Start of Frame”

transmissão de uma trama de dados.

- Começo da trama), indica o começo da

O segundo campo é o código da unidade desmultiplexer a que se destina a informação, sendo

designado por campo de arbitração.

Em seguida existe o campo de controlo, que define a quantidade de dados que são transmitidos pela trama.

ne a quantidade de dados que são transmitidos pela trama. Fig.2.5 – Trama de dados A

Fig.2.5 – Trama de dados

A informação propriamente dita, ou seja, os dados que se querem transmitir (por exemplo, informa-

ção da temperatura da água do motor, etc.), estão contidos no campo de dados. Este campo pode ser constituído por ‘ a 8 conjuntos de 8 bits cada, permitindo uma quantidade de informação eleva- da.

A trama de dados conta ainda com um campo para a verificação da integridade dos dados transmi-

tidos - Campo CRC ( “Cyclic Redundancy Code” – Código cíclico de redundância ).

Este campo permite ao receptor concluir da veracidade e integridade dos dados recebidos.

Para tal, o receptor usa um algoritmo que, entrando com os dados do campo CRC, lhe fornece um resultado que tem de ser igual à informação enviada no campo de dados.

Em seguida é enviado um campo de 2 bits (campo Ack – “Acknowledgement” – reconhecimento) que permite o diagnóstico de erros ou avarias, por parte de todas as unidades receptoras, na transmissão dos dados.

Deste modo, a unidade emissora pode concluir se o sistema está a funcionar correctamente.

Por fim é enviada uma sequência de 7 bits iguais que determina o fim da comunicação e informa todas unidades emissoras que a linha de BUS se encontra livre.

Com este procedimento garante-se que em cada instante não existe mistura de dados das várias unidades emissoras. No entanto, é de referir que a velocidade de comunicação é de tal ordem ele- vada, cerca de 1Mbits/s (1 Mega Bits por segundo), que se pode considerar que a transmissão de dados se faz em tempo real.

Multiplexagem O fabrico em série e comercialização de veículos totalmente multiplexados acontecerá num futuro

Multiplexagem

O fabrico em série e comercialização de veículos totalmente multiplexados acontecerá num futuro

próximo, uma vez que a complexidade dos vários sistemas de gestão electrónica actuais obriga à

instalação de cabelagens extensas. É de notar que uma grande parte dos problemas eléctricos num automóvel se devem a maus contactos nas múltiplas fichas de ligação e à quebra de fios devido aos esforços mecânicos a que estão sujeitos.

É de prever que, uma vez ultrapassados os problemas de avarias “infantis”, ou seja, as avarias ine-

rentes a um sistema novo, a fiabilidade do sistema eléctrico do automóvel aumente bastante com a introdução da multiplexagem total.

Bibliografia BIBLIOGRAFIA CASTRO, Miguel de – Manual do Alternador, Bateria e Motor de Arranque ,

Bibliografia

BIBLIOGRAFIA

CASTRO, Miguel de – Manual do Alternador, Bateria e Motor de Arranque, Plátano Editora.

DUMANZEAU, G.; RODES, D. – CIRCUIT DE DEMARRAGE tests, contrôles, diag- nostic, localisation de la panne, E.T.A.I.

HUBERT, Guy – Cahier Technique Automobile, Electricité, Batterie, Alternateur, Démarreur Tome2, E.T.A.I.

Pós-Teste PÓS-TESTE 1 – Como é que se classifica circuito de ligação da bobina de

Pós-Teste

PÓS-TESTE

1 – Como é que se classifica circuito de ligação da bobina de chamada do motor de arranque?

a) Circuito de comando

a) Circuito de comando

b) Circuito de potência

b) Circuito de potência

c) Circuito de iluminação

c) Circuito de iluminaç ão

d) Circuito de ignição

d) Circuito de ignição

2

– O circuito eléctrico que liga directamente a bateria ao motor de arranque?

a) Circuito de comando.

a) Circuito de comando.

b) Circuito de potência.

b) Circuito de potência.

c) Circuito de iluminação

c) Circuito de iluminação

d) Circuito de ignição.

d) Circuito de ignição.

3– O que é que contempla o esquema eléctrico do sistema de carga e arranque?

a) Ligações, bateria, distribuidor, U.E.C comando e potência de injecção

a) Ligações, bateria, distri buidor, U.E.C comando e potência de injecção

b) Ligações, luzes principais, luzes auxiliares, comandos e relés

b) Ligações, luzes principais, luze s auxiliares, comandos e relés

c) Ligações, bateria, motor de arranque, alternador, relés e comandos .

c) Ligações, bateria, motor de arranque, alternador, relés e comandos .

d) Nenhuma das anteriores

d) Nenhuma das an teriores
Pós-Teste 4 – O que é que contempla o esquema eléctrico de pontos de massa?

Pós-Teste

4 – O que é que contempla o esquema eléctrico de pontos de massa?

a) Ligações, bateria, distribuidor, U.E.C comando e potência de injecção

a) Ligações, bateria, dist ribuidor, U.E.C comando e potência de injecção

b) Ligações, Luzes principais, luzes auxiliares, comandos e relés

b) Ligações, Luzes principais, luze s auxiliares, coma ndos e re lés

c) Ligações, bateria, motor de arranque, alternador, relés e

c) Ligações, bateria, moto r de arranque, alternador, relés e

d) Nenhuma das anteriores

d) Nenhuma das an teriores

5

– O que contempla o esquema eléctrico do sistema de gestão de motor?

a) Ligações, bateria, distribuidor, U.E.C, comando e potência de injecção

a) Ligações, bateria, distri buidor, U.E.C, comando e potência de injecção

b) Ligações, Luzes principais,luzes auxiliares, comandos e relés

b) Ligações, Luzes principais,luzes auxiliares, comandos e relés

c) Ligações, bateria, motor de arranque, alternador, relés e

c) Ligações, bateria, moto r de arranque, alternador, relés e

d) Rectificar e auto-alimentar a bobina de excitação do alternador

d) Rectificar e auto-alimentar a bobina de excitação do alternador

6

– Num esquema eléctrico aparece um condutor com a marca M16 20BK.

Qual a cor deste fio condutor?

 

a)

Marrom ou castanho

  a) Marrom ou castanho

b)

Verde claro.

b) Verde claro.

c)

c)

d)

Preto

d) Preto
Pós-Teste 7 – Num esquema eléctrico aparece um condutor com a referência L8 18P a)

Pós-Teste

7 – Num esquema eléctrico aparece um condutor com a referência L8 18P

a) Marrom ou castanho

a) Marrom ou castanho

b) Verde

b) Verde

c) Roxo

c) Roxo

d) Preto .

d) Preto .

8 – Num esquema eléctrico X21 18 P, qual o significado da referência X21?

a) Cor do fio

a) Cor do fio

b) Cor do contacto

b) Cor do co ntacto

c) Numero de contacto bem como todos os condutores que estiverem ligados

c) Numero de contacto bem como todos os condutores que estiverem ligados