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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

CAROLINE LINDEMANN 40755

VANESSA WENDT SCHMIDT 40748

DESTILAÇÃO

Rio Grande

2010

P á g i n a

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CAROLINE LINDEMANN 40755

VANESSA WENDT SCHMIDT 40748

DESTILAÇÃO

Relatório apresentado aos professores da disciplina de Operações Unitárias como conclusão dos estudos referentes ao quarto bimestre.

Professores: Omar Gonzales Christiane Saraiva Ogrodowski

Rio Grande

2010

dos estudos referentes ao quarto bimestre. Professores: Omar Gonzales Christiane Saraiva Ogrodowski Rio Grande 2010

P á g i n a

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SUMÁRIO

ÍNDICE DE FIGURAS

4

ÍNDICE DE TABELAS

5

NOMENCLATURA

6

1. INTRODUÇÃO

7

2. OBJETIVOS

9

3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

10

 

3.1) OPERAÇÕES DE DESTILAÇÃO

11

3.1.1) Destilação Diferencial

11

3.1.2) Destilação de Equilíbrio

13

3.1.3) Destilação Fracionada

14

3.1.4) Destilação por Arraste

16

3.2) DIAGRAMA DE EQUILÍBRIO DE FASES

17

3.2.1) Diagrama de Equilibrio de Fases à Temperatura Constante

17

3.2.2) Diagramas de Equilibrio de Fases a Temperatura Constante

20

3.3) EQUACIONAMENTO DOS MÉTODOS UTILIZADOS

22

3.3.1) Média das Temperaturas

22

3.3.2) Média das Frações Molares

22

3.3.3) Picnometria

23

3.4) CÁLCULO DO RENDIMENTO

24

3.4) DESTILADORES INDUSTRIAIS

25

4. MATERIAIS E MÉTODOS

27

 

4.1 MATERIAIS:

27

4.2 MÉTODOS:

27

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

29

 

5.1) METODOLOGIAS DIRETAS:

34

5.1.1) Média das Temperaturas

34

5.1.2) Média das Frações:

35

5.2) METODOLOGIA INDIRETA:

35

5.2.1) Picnometria:

35

5.3) RENDIMENTO:

37

6

CONCLUSÃO

40

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

41

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ÍNDICE DE FIGURAS

FIGURA 1: ESQUEMA DE DESTILÇÃO DIFERENCIAL EM BANCADA DE

12

FIGURA 2: ESQUEMA DE DESTILAÇÃO DIFERENCIAL EM ESCALA

13

FIGURA 3: ESQUEMA DE DESTILAÇÃO FLASH

14

FIGURA 4: PROCESSO DE REFINO DO PETRÓLEO EM UMA COLUNA DE DESTILAÇÃO FRACIONADA

15

FIGURA 5: FIGURA ESQUEMÁTICA DE DESTILAÇÃO POR ARRASTE TRADICIONAL

16

FIGURA 6: DIAGRAMA DE FASES A TEMPERATURA CONSTANTE

20

FIGURA 7: DIAGRAMA DE FASES A PRESSÃO

21

FIGURA 8: DIAGRAMA DE EQUILÍBRIO DE FASES DO SISTEMA BENZENO-TOLUENO A PRESSÃO CONSTANTE

21

FIGURA 9: COLUNA DE DESTILAÇÃO PARA FRACIONAMENTO DE

25

FIGUBRA 10: COLUNA DE

25

FIGURA 11: EXEMPLOS DE RECHEIOS DE COLUNAS

26

FIGURA 12: ESQUEMA DA PRÁTICA DE

28

FIGURA 13: DIAGRAMA DE FASES- BENZENO E TOLUENO

31

FIGURA 14: FRAÇÕES DE BENZENO VERSUS TEMPERATURA DE

33

FIGURA 15: FRAÇÕES DE TOLUENO VERSUS TEMPERATURA DE FUNDO

34

FIGURA 16: GRÁFICO DE INTEGRAÇÃO PARA A RESOLUÇÃO DA INTEGRAL DA EQUAÇÃO 19

37

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ÍNDICE DE TABELAS

TABELA 1: DADOS RECOLHIDOS DURANTE O EXPERIMENTO

29

TABELA 2: PROPRIEDADES

30

TABELA 3: DADOS PARA O SISTEMA BENZENO-TOLUENO

30

TABELA 4: COMPOSIÇÕES DE BENZENO E TOLUENO TOPO E FUNDO DO DESTILADOR

32

TABELA 5: VALORES OBTIDOS PELO MÉTODO DA MÉDIA DAS TEMPERATURAS

35

TABELA 6: VALORES OBTIDOS PELO MÉTODO DA MÉDIA DAS FRAÇÕES

35

TABELA 7: VALORES OBTIDOS PELA PICNOMETRIA

36

TABELA 8: COMPOSIÇÃO MOLAR DA MISTURA

38

TABELA 9: VALORES DA COMPOSIÇÃO DE BENZENO NO

38

TABELA 10: VALORES DO Nº DE MOLS

38

TABELA 11: RENDIMENTO PERCENTUAL PARA CADA METODOLOGIA

39

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Símbolo

ρ destilado

ρ fundo

ρ benzeno

ρ tolueno

X

x medio topo

x medio fundo

x i

x T

Y

y

medio topo

y

medio fundo

y i

y

B

p i

p

i o

P

T

T

media topo

T

media fundo

T topo

T fundo

m destilado

V picnometro

L

R %

N i

N i 0

N

NOMENCLATURA

Nome

Unidades

Massa específica do destilado

[ g/cm³ ]

Massa específica do fundo

[ g/cm³ ]

Massa específica do benzeno

[ g/cm³ ]

Massa específica do tolueno

[ g/cm³ ]

Fração molar de líquido

[

]

Fração molar média de líquido no topo

[

]

Fração molar média de líquido no fundo

[

]

Fração molar de líquido do componente i

[

]

Fração molar de tolueno líquido

[

]

Fração molar de vapor

[

]

Fração molar média de vapor no topo

[

]

Fração molar média de vapor no fundo

[

]

Fração molar de vapor do componente i

[

]

Fração molar de vapor do benzeno

[

]

Pressão parcial do componente i

[

SI

]

Pressão de vapor do componente i

[

SI

]

Pressão total

[

SI

]

Temperatura média de topo

[

SI

]

Temperatura média de fundo

[

SI

]

Temperatura de topo

[

SI

]

Temperatura de fundo

[

SI

]

Massa do destilado

[ g ]

Volume do picnometro

[ cm³ ]

Quantidade de matéria da mistura

[ mol ]

Rendimento percentual

[

]

Quantidade de matéria do componente i

[ mol ]

Quantidade de matéria inicial do comp. i

[ mol ]

Número de amostragens

[

]

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1. INTRODUÇÃO

A destilação é uma operação unitária integrada no conjunto das operações baseadas na transferência de massa. O mecanismo que rege operação de separação é o equilíbrio líquido/vapor. A destilação é um processo caracterizado pela mudança de estado físico, em que uma substância, inicialmente no estado líquido, é aquecida até atingir a temperatura de ebulição, transformando-se em vapor, e novamente resfriada até que toda a massa retorne ao estado líquido.

Ao fornecer calor a uma mistura líquida, promovemos a sua vaporização parcial, e então obtemos duas fases, uma líquida e outra de vapor, que têm composições diferentes. A diferença de composição das duas fases resulta da diferença de volatilidades dos vários componentes da mistura líquida inicial. Quanto maior for essa diferença entre as volatilidades maior será a diferença de composição entre a fase líquida e vapor.

As aplicações industriais do processo de destilação são várias, sendo a mais conhecida a da separação de misturas de hidrocarbonetos na indústria petroquímica em particular na refinação do petróleo. Outra aplicação importante de destilação é a produção de álcool e bebidas alcoólicas.

O uso da destilação como método de separação disseminou-se pela indústria química moderna. Pode-se encontrá-la em quase todos os processos químicos industriais em fase líquida onde for necessária uma purificação.

Dentre as vantagens e desvantagens do uso do processo de destilação para separação de misturas, podemos levar em consideração que o processo demanda bastante energia, e ainda no caso de destilação fracionada são necessários outros métodos de separação para purificar a substância desejada. Uma vantagem, é que não necessita de nenhum agente para auxiliar na separação, tal como um absorvente, por exemplo.

Existem ainda diversos tipos de destilação, e os mais comuns e aplicados industrialmente são a destilação simples e a fracionada, entretanto, existem ainda a destilação a vácuo e a destilação por arraste de vapor. A destilação simples implica que dois componentes possam ser separados eficientemente por destilação simples

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é necessário que a diferença entre seus pontos de ebulição seja alta. A destilação fracionada implica em separar componentes com pequenas diferenças de pontos de ebulição, separa-se as primeiras frações do destilado, que são destiladas novamente, sofrendo um crescente enriquecimento do componente mais volátil. Utiliza-se uma coluna de retificação entre a alimentação e o equipamento de condensação dos vapores, que proporciona várias destilações simples sucessivas.

A destilação à pressão reduzida consiste num conjunto é submetido ao abaixambento de pressão, para purificar substâncias que se decompõem a temperaturas abaixo do seu ponto de ebulição sob pressão normal ou àquelas com pontos de ebulição muito elevados. A destilação por arraste a vapor d’água é usada para purificar substâncias que se decompõem a temperaturas elevadas e para separação de compostos voláteis de uma mistura de outros não voláteis. A substância a ser separada por esse processo deve ser insolúvel em água, porque os vapores d’água é que vão conduzir essa substância.

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2. OBJETIVOS

O objetivo da realização da prática é a determinação das frações de benzeno e tolueno no fundo e no topo da coluna de destilação. Ainda, determinar a massa específica da mistura, o ponto de ebulição da mistura. Pelas temperaturas recolhidas no experimento, usando um diagrama de fases do benzeno e tolueno, determinar as frações de líquido e vapor em cada ponto, por três metodologias, duas diretas e uma indireta: média das temperaturas, média das frações e picnometria. Construir um novo diagrama de fases com os dados recolhidos em prática e verificar o ajuste do modelo.

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3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Destilação é um processo caracterizado por uma dupla mudança de estado

físico, em que uma substância, inicialmente no estado líquido, é aquecida até atingir

a temperatura de ebulição, transformando-se em vapor, e novamente resfriada até

que toda a massa retorne ao estado líquido. A destilação pode ser um método adequado para purificá-las, basta que tenham volatilidades razoavelmente diferentes

entre si. Em teoria, não se pode purificar substâncias até 100% de pureza através da destilação. Para conseguir uma pureza bastante alta, é necessário fazer uma separação química do destilado posteriormente.

Além da temperatura, a pressão é outro fator importante no processo de destilação. O ponto de ebulição de um determinado líquido é função da pressão a que ele está sendo submetido. Quanto maior for a pressão exercida, maior será a temperatura de ebulição do líquido. Assim, a diminuição da pressão acarreta na diminuição da temperatura de ebulição do líquido. A conjugação desses dois parâmetros temperatura e pressão permite que um líquido seja separado em diversas frações. Este processo tem como objetivo colocar duas fases em contato. Quando as

fases não estão em equilíbrio, ocorre transferência de massa entre as fases sendo que a taxa de transferência de cada espécie depende do afastamento do equilíbrio do sistema. Geralmente, as fases coexistentes nos neste processo são a fase vapor

e a fase líquida. O equilíbrio é uma condição estática na qual não ocorrem variações nas propriedades macroscópicas de um sistema com o tempo. Já para a prática de engenharia a hipótese de equilíbrio é aceitável quando leva a resultados com precisão satisfatória. Se um sistema contendo quantidades fixas de espécies químicas e constituído por fases líquida e vapor em íntimo contato estiver completamente isolado, então, ao longo do tempo, não há tendência para a ocorrência de qualquer variação no seu interior. A temperatura, a pressão e a composição das fases atingem os valores finais e então permanecem fixas. No entanto, em nível microscópico, as condições não são estáticas. Em um dado instante, as moléculas que constituem uma fase não são as mesmas que a formavam num instante

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anterior. As moléculas com velocidades suficientemente altas posicionadas na proximidade da interface superam as forças superficiais e passam para outra fase. Contudo, a taxa média de passagem das moléculas é a mesma nas duas direções, e não há transferência líquida de matéria entre as fases.

3.1) Operações de Destilação

Existe uma variedade de modos que a destilação pode ser executada, cada um dos quais apresenta vantagens e desvantagens numa determinada situação particular. Os tipos de existentes são:

Destilação diferencial;

Destilação de equilíbrio;

Destilação fracionada;

Destilação por arraste.

3.1.1) Destilação Diferencial

É também conhecida como destilação simples, destilação em batelada ou destilação Rayleigh. Este tipo de destilação consiste em apenas uma etapa de vaporização e condensação. Utiliza-se quatro equipamentos aqui: um refervedor, um condensador, um receptor e um termômetro. A vaporização se dá pelo aumento rápido da temperatura ou pela redução de pressão no refervedor, onde a mistura a ser purificada está inicialmente. O vapor gerado no refervedor é imediatamente resfriado no condensador. O líquido condensado, também chamado de destilado, o qual é armazenado por fim no receptor.

Observa-se atentamente o termômetro durante todo o processo. A temperatura tem a tendência de estacionar inicialmente no ponto de ebulição da substância mais volátil. Quando a temperatura voltar a aumentar, deve-se pausar o

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aquecimento e recolher o conteúdo do receptor: o líquido obtido é da substancia mais volátil, que se separou da mistura original. Repete-se o processo para a obtenção da segunda substância mais volátil, a terceira e assim por diante até conseguir separar cada um dos componentes da mistura.

Os destilados obtidos desta forma não estão 100% puros, apenas mais concentrados do que a mistura original. Para obter graus de pureza cada vez maiores, pode-se fazer sucessivas destilações do destilado. Como este processo é demorado e trabalhoso, utiliza-se em seu lugar a destilação fracionada.

Este tipo de destilação é bastante utilizado em bancada de laboratório. Na escala industrial este tipo de destilção é utilizando quando pequena capacidade não permite a separação com operação contínua, este tipo de processo deve ocorrer apenas ocasionalmente, que se obter um produto novo ou quando os materiais não são apropriados para um sistema de fluxo contínuo.

Na figura 1 e 2 é possivel ver o esquema deste tipo de destilação.

1 e 2 é possivel ver o esquema deste tipo de destilação. Figura 1: Esquema de

Figura 1: Esquema de Destilção Diferencial em Bancada de Laboratório.

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P á g i n a | 13 Figura 2: Esquema de Destilação Diferencial em Escala

Figura 2: Esquema de Destilação Diferencial em Escala Industrial.

3.1.2) Destilação de Equilíbrio

É também chamada destilação flash, podendo ser realizada em batelada ou em operação contínua. Normalmente, a corrente de alimentação (líquida) é aquecida num permutador de calor, passando depois por um flash adiabático, onde ocorre uma despressurização rápida, é esta despressurização que dá origem a duas correntes saturadas, uma de líquido e outra de vapor, em equilíbrio. O tanque flash permite facilmente a separação e remoção das duas fases continuamente. Este tipo de destilação só permite um grau de separação razoável se a diferença de volatilidade entre os dois compostos que serão separados for elevada. Pode-se ter uma idéia deste esquema na figura 3 que se encontra abaixo.

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P á g i n a | 14 3.1.3) Destilação Fracionada Figura 3: Esquema de Destilação

3.1.3) Destilação Fracionada

Figura 3: Esquema de Destilação Flash.

As operações descritas até agora propiciam pouco enriquecimento do vapor produzido, a não ser que se opere com vários estágios. Porém, neste caso o custo do equipamento viria a ser muito alto. Na destilação fracionada opera-se com vaporizações e condensações sucessivas num equipamento de menor custo, conhecido como coluna de fracionamento. Este tipo de destilação é empregado quando a diferença entre os pontos de ebulição dos líquidos da mistura é menor e quando se deseja um destilado com maior teor de pureza. A coluna de destilação fracionada cria várias regiões de equilíbrio líquido-vapor, enriquecendo a fração do componente mais volátil da mistura na fase de vapor.

Há colunas de fracionamento de pratos e de enchimento. No primeiro caso a coluna tem um casco cilíndrico vertical alongado, no interior do qual há certo número de pratos ou bandejas horizontais. A alimentação é feita num ponto intermediário, podendo haver, também, diversas alimentações ao longo da coluna. O líquido percorre a coluna descendo de um prato para o outro através de canais de descida. Nestas colunas o líquido vai de um lado a outro das bandejas e o vapor sobe pela

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coluna borbulhando vigorosamente através do líquido. O escoamento das fases é dito cruzado, mas também há colunas sem canais de descida e neste caso as fases escoam em contracorrente pela coluna.

Nas colunas de recheio o líquido e o vapor passam através de um enchimento inerte, como anéis de Raschig, selas Berl, anéis Pall ou recheios estruturados, cuja função é promover o contato eficiente das fases. Além do casco, uma coluna de fracionamento deve Ter um refervedor na base e um condensador no topo. A função do refervedor é produzir vapor que sobe pela coluna e o condensador, condensa os vapores que chegam ao topo da coluna. O condensado vai para um acumulador, do qual parte retorna para o topo da coluna como refluxo e o restante é o destilado.

Este tipo de processo é muito comum em refinarias de petróleo, para extrair diversos tipos de compostos, como o asfalto, gasolina, gás de cozinha entre outros. Nestas separações são empregadas colunas de aço de grande diâmetro, compostas de pratos ou de seçoes recheadas. Os internos, sejam pratos, chicanas ou recheios, tem como função colocar as fases vapor e líquido em contato, de modo a que ocorra a transferência de massa entre elas. Ao longo da coluna, a fase vapor vai se enriquecendo com os compostos mais voláteis, enquanto a fase líquida se concentra com os compostos mais pesados de maior ponto de ebulição. Uma representação esquemática deste tipo de destilação pode ser visualizada na figura 4.

deste tipo de destilação pode ser visualizada na figura 4. Figura 4: Processo de Refino do

Figura 4: Processo de Refino do Petróleo em uma Coluna de Destilação Fracionada.

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3.1.4) Destilação por Arraste

Um método variante de destilação simples consiste em injetar vapor vivo no refervedor em vez de realizar o aquecimento através de um trocador de calor, este tipo de destilação é também conhecida como destilação por arraste de vapor. Este processo é utilizado para purificar substâncias que se decompõem a temperaturas elevadas, para separar compostos voláteis de uma mistura de outros não voláteis e para separar misturas imiscíveis de compostos orgânicos e água (vapor). A substância a ser separada por esse processo deve ser insolúvel em água, porque os vapores d’água é que vão conduzir essa substância.

Misturas imiscíveis não se comportam como soluções. Os componentes de uma mistura imiscível "fervem" a temperaturas menores do que os pontos de ebulição dos componentes individuais. Assim, uma mistura de compostos de alto ponto de ebulição e água pode ser destilada à temperatura menor que 100°C, que é o ponto de ebulição da água.

O princípio da destilação à vapor baseia-se no fato de que a pressão total de vapor de uma mistura de líquidos imiscíveis é igual a soma da pressão de vapor dos componentes puros individuais . A pressão total de vapor da mistura torna-se igual a pressão atmosférica e a mistura ferve em uma temperatura menor que o ponto de ebulição de qualquer um dos componentes.

que o ponto de ebulição de qualquer um dos componentes. Figura 5: Figura Esquemática de Destilação

Figura 5: Figura Esquemática de Destilação por Arraste Tradicional.

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3.2) Diagrama de Equilíbrio de Fases

São representações gráficas das fases que estão presentes em um sistema de materiais a várias temperaturas, pressões e composições. A maioria dos diagramas de fase são construídos segundo condições de equilíbrio, sendo utilizados para entender e predizer muitos aspectos do comportamento dos

compostos. Os diagramas mais comuns são os de temperatura versus composição

a pressão constante e de pressão versus composição a temperatura constante.

Através do diagrama de fases se podem obter algumas informações termodinâmicas sobre um sistema em equilíbrio. As informações são:

Fases Presentes;

Composição das Fases;

Proporção das Fases.

3.2.1) Diagrama de Equilibrio de Fases à Temperatura Constante

A curva de equilíbrio à temperatura constante é um diagrama que relaciona as composições do líquido e do vapor em equilíbrio, com a pressão total. É do tipo indicado na figura 6. Em misturas binárias existe uma convenção que é sempre indicar as frações molares do componente mais volátil no líquido á e no vapor á . As composições do menos volátil são obtidas pela diferença.

Neste tipo de sistema tem-se a pressão total do sistema cujas fases se encontram em equilíbrio a uma temperatura fixa e este sistema apresenta composições e . As curvas desse tipo devem ser obtidas experimentalmente,

a não ser que existam casos em que estas podem ser calculadas diretamente.

Quando as soluções líquidas são consideradas ideais é possível se aplicar a Lei de Raoult e de Dalton. A solução é dita ideal quando:

As forças intermoleculares de atração e repulsão não variam com a

mistura dos constituintes;

O volume da solução varia linearmente com a composição expressa

em fração molar;

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Não existe absorção ou liberação de calor na mistura dos constituintes;

A pressão total de vapor varia linearmente com a composição expressa

em fração molar.

A Lei de Raoult estabelece que para qualquer temperatura constante, a

pressão parcial de um componente de uma mistura é igual a fração molar desse componente multiplicada pela sua pressão de vapor no estado puro a esta temperatura. De acordo com a lei, a pressão parcial do componente varia linearmente de zero até a pressão de vapor completa quanto sua fração molar varia de zero a um. A pressão parcial se relaciona com a concentração na fase líquida por meio desta lei.

Onde:

= 0 .

(1)

= ã

0 = ã

= çã í

Já a Lei de Dalton aplicada para as pressões parciais enuncia que a pressão

total de uma mistura é igual ao somatório das pressões parciais de seus

componentes.

=

(2)

Assim, numa mistura ideal, a pressão parcial é proporcional à fração molar de um componente na fase de vapor.

P á g i n a

| 19

Onde:

= .

3

= çã

= ã

Relacionando as Leis de Raoult e Dalton, equação 1 e 2, teremos:

=

=

0 .

(4)

Rearranjando a equação 3, tem-se:

=

(5)

Substituindo a equação 1 em 5:

= 0 .

(6)

O diagrama de fases que relaciona e com é mostrado, como dito

anteriormente, na figura 6, para o caso ideal. Se houver afastamento do

comportamento ideal, as curvas calculadas não coincidirão com as experimentais.

P á g i n a

| 20

P á g i n a | 20 Figura 6: Diagrama de Fases a Temperatura Constante.

Figura 6: Diagrama de Fases a Temperatura Constante.

3.2.2) Diagramas de Equilibrio de Fases a Temperatura Constante

São os mais importantes para os cálculos térmicos. Neste diagrama, temperatura é função da fração molar, há uma curva que se estende desde o ponto de ebulição do componente A puro até o ponto de ebulição do componente B puro (para um sistema binário). A curva superior deste diagrama representa a relação entre a temperatura e a composição do vapor, enquanto que a curva inferior relaciona a temperatura e composição do líquido. O diagrama é representado pela figura 7. Se o líquido e o vapor apresentarem comportamento ideal como no caso do sistema benzeno- tolueno as curvas calculadas com as leis de Raoult e Dalton coincidem com as experimentais. O diagrama completo terá o aspecto indicado na figura abaixo. Analisando o diagrama tem-se 3 sistemas distintos:

Abaixo da curva do líquido a tem-se líquido comprimido.

Sobre a curva do vapor tem-se um sistema de vapor saturado e acima

da linha de vapor tem-se um sistema de vapor superaquecido;

Na região entre as duas curvas é mistura de líquido saturado de

composição x e de vapor saturado com composição y.

P á g i n a

| 21

P á g i n a | 21 Figura 7: Diagrama de Fases a Pressão Constante.

Figura 7: Diagrama de Fases a Pressão Constante.

para uma mistura de benzeno e tolueno o diagrama de equilíbrio de fases esperado é representado pela figura 8 abaixo.

de fases esperado é representado pela figura 8 abaixo. Figura 8: Diagrama de Equilíbrio de Fases

Figura 8: Diagrama de Equilíbrio de Fases do Sistema Benzeno-Tolueno a Pressão Constante.

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3.3) Equacionamento dos Métodos Utilizados

3.3.1) Média das Temperaturas

Calcula-se a média das temperaturas de topo e de fundo que foram obtidas durante todo o experimento. Em posse destes dois valores retira-se as frações molares do líquido e do vapor no topo e no fundo através do diagrama de equilíbrio de fases obtido experimentalmente.

Onde:

é =

é =

( 7)

( 8)

= ú

3.3.2) Média das Frações Molares

Este método é semelhante ao da média das temperaturas, no entanto, com os valores colhidos durante o experimento de frações molares de topo e fundo na fase liquida e vapor, se faz uma média destes valores, ou seja, soma-se e divide pelo total de valores que se tem.

é =

(9)

é =

1 é

é =

(10)

(11)

P á g i n a

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3.3.3) Picnometria

é =

1 é

(12)

Através de um picnômetro é possível calcular as frações de topo e fundo do processo tanto para benzeno como para tolueno.

Inicialmente se calibra o picnometro com a água para descobrir seu verdadeiro volume.

Com o volume conhecido do picnometro e com as massas de topo e fundo é possível se conhecer a massa específica do destilado e do fundo através da equação que segue abaixo:

=

=

(13)

(14)

Conhecendo as massas específicas substitui a do destilado para encontrar a fração de benzeno liquida no topo e a do fundo para encontrar a fração de tolueno no fundo.

=

=

( )

( )

( )

( )

(15)

(16)

P á g i n a

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3.4) Cálculo do Rendimento

Considerando uma mistura binária que será destilada. Originalmente, tem-se

uma quantidade L 1 mols de “A” e “B” com uma fração molar líquida x 1 de “A”. Em

qualquer tempo, tem-se L mols de “A” com composição x, gerando um vapor com

composição y de “A”. Uma quantidade diferencial dL é vaporizada. Para derivar uma

equação que represente o processo, um balanço material é feito para o componente

“A”. A composição do líquido varia de x a x dx e a quantidade de líquido de L a L

dL. O balanço material é escrito para “A” como:

Quantidade

Vaporizada.

Original =

Quantidade

Restante

no

Líquido

=

+

(17)

Rearranjando a equação 16, obtemos

=

(18)

Integrando-se a Equação 18, fica-se com:

1

2

= ln

1

2

=

1

2

(19)

+

Quantidade

A integração da equação 19 pode ser feita graficamente plotando 1/(y-x)

versus x e calculando a área sob a curva entre x 1 e x 2 . A curva de equilíbrio dá a

relação entre y e x. A composição média do total de material destilado, y av , pode ser

obtido por um balanço de massa, conforme mostra a Equação (20).

1 1 = 2 2 + ( 1 2 )

(20)

P á g i n a

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3.4) Destiladores Industriais

As figuras abaixo mostram diversos destiladores industriais e alguns tipos de recheio que são utilizados nos mesmos.

e alguns tipos de recheio que são utilizados nos mesmos. Figura 9: Coluna de Destilação para

Figura 9: Coluna de Destilação para Fracionamento de Petróleo.

nos mesmos. Figura 9: Coluna de Destilação para Fracionamento de Petróleo. Figura 10: Coluna de Destilação.

Figura 10: Coluna de Destilação.

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P á g i n a | 26 Figura 11: Exemplos de Recheios de Colunas.

Figura 11: Exemplos de Recheios de Colunas.

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4. MATERIAIS E MÉTODOS

4.1 Materiais:

Balão de fundo redondo;

Coluna de destilação;

Condensador;

Reagente P.A. Benzeno;

Reagente P.A. Tolueno;

Manta para aquecimento;

Termopar;

Termômetro graduado;

Recheio da coluna: anéis de rashing;

Cronômetro;

Válvula de controle.

4.2 Métodos:

Primeiramente deve-se fazer a mistura equimolar de benzeno e tolueno em um balão a ser acoplado na coluna. Para a mistura ser equimolar, faz-se a adição de 91 mL de benzeno, juntamente com 109 mL de tolueno. Neste balão deve ser colocado o sensor do termopar, e então o balão é acoplado a coluna de destilação previamente preparada. Esta coluna é constituída de um recheio, com anéis de rashing, e ela ainda é acoplada num condensador, que transforma a fase do sistema de gás para líquido novamente. Durante a destilação manteve-se uma razão de reciclo de 3:1 (a cada uma gota recolhida de destilado, 3 voltam a coluna de destilação) esta razão era controlada através de uma válvula de controle. A cada dois minutos foram observadas as temperaturas no topo e no fundo da coluna de destilação sempre cuidando para manter a mesma razão de reciclo com a válvula de controle. E ainda, no começo, ao observar a formação de vapor no

P á g i n a

| 28

topo da coluna obtém-se a temperatura de ebulição da mistura. O experimento foi realizado durante 36 minutos, visando recolher de 20 a 30 mL de destilado.

realizado durante 36 minutos, visando recolher de 20 a 30 mL de destilado. Figura 12: Esquema

Figura 12: Esquema da Prática de Destilação.

P á g i n a

| 29

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

O experimento foi realizado numa temperatura de 20°C. Durante a realização do experimento, foram recolhidos os seguintes dados contidos na tabela 1 abaixo:

Tabela 1: Dados recolhidos durante o experimento

 

Temp. topo

Temp. fundo

t (min)

(ºC)

(ºC)

0

80

94

2

81

94

4

83

95

6

84

95

8

84

96

10

84

97

12

84

97

14

84

97

16

84

99

18

84,5

99

20

85

100

22

85

101

24

85

101

26

86

102

28

86

103

30

87

104

32

88

104

34

88

105

36

89

107

P á g i n a

| 30

Ainda, ao iniciar a prática, antes de começarem as leituras de temperatura de topo e fundo, ao começar a vaporizar a amostra, foi anotada a temperatura de ebulição da mistura, que foi de 93ºC. Para dar continuidade algumas propriedades devem ser conhecidas do benzeno, do tolueno e da água que se encontram dispostos na tabela 2 abaixo:

Tabela 2: Propriedades

Composto

Temp. de Ebulição (°C)

ρ a 20°C (g/cm³)

Benzeno

80,1

0,879

Tolueno

110

0,866

Água

100

0,998

Na tabela 3 abaixo, retirada Genakoplis, é possível levantar um diagrama de fases do tolueno e benzeno.

Tabela 3: Dados para o sistema benzeno-tolueno

Temperatura

P vap . Benzeno

P vap Tolueno

Fração Benzeno

K

°C

kPa

mm Hg

kPa

mm Hg

x A

y A

353,3

80,1

101,32

760

1,000

1,000

358,2

85

116,9

877

46,0

345

0,780

0,900

363,2

90

135,5

1016

54,0

405

0,581

0,777

368,2

95

155,7

1168

63,3

475

0,411

0,632

373,2

100

179,2

1344

74,3

557

0,258

0,456

378,2

105

204,2

1532

86,0

645

0,130

0,261

383.8

110,6

240,0

1800

101,32

760

0,000

0,000

P á g i n a

| 31

Diagrama de fases - Benzeno e Tolueno

115 110 líquido 105 100 vapor 95 90 85 80 75 70 0 0,2 0,4
115
110
líquido
105
100
vapor
95
90
85
80
75
70
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
Temperatura (ºC)

Frações (x e y)

Figura 13: Diagrama de Fases- Benzeno e Tolueno.

Através deste gráfico é possível retirar duas equações as quais são referentes a composição na fase líquida do benzeno. Substituindo nestas equações a temperatura, retira-se a composição do benzeno nas respectivas fases e então se faz (1-x benzeno ) e (1-y benzeno ) encontra-se a composição do tolueno na fase líquida e vapor, respectivamente. Sendo as equações:

Fase vapor: = 14,17 2 15,71 + 110,39 21

Fase líquida: = 12,342 2 42,494 + 110,41 22

Sendo assim os resultados estão dispostos na tabela 4 abaixo:

P á g i n a

| 32

Tabela 4: Composições de benzeno e tolueno topo e fundo do destilador

TOPO FUNDO

TOPO

FUNDO

Temp. Topo

Temp. Fundo

t (min)

y benzeno

y tolueno

x benzeno

x tolueno

 

(ºC)

(ºC)

0

80

1

0

94

0,443

0,557

2

81

0,989

0,011

94

0,443

0,557

4

83

0,942

0,058

95

0,412

0,588

6

84

0,918

0,082

95

0,412

0,588

8

84

0,918

0,082

96

0,381

0,619

10

84

0,918

0,082

97

0,351

0,649

12

84

0,918

0,082

97

0,351

0,649

14

84

0,918

0,082

97

0,351

0,649

16

84

0,918

0,082

99

0,293

0,707

18

84,5

0,907

0,093

99

0,293

0,707

20

85

0,894

0,106

100

0,265

0,735

22

85

0,894

0,106

101

0,238

0,762

24

85

0,894

0,106

101

0,238

0,762

26

86

0,869

0,131

102

0,211

0,789

28

86

0,869

0,131

103

0,184

0,816

30

87

0,845

0,155

104

0,158

0,842

32

88

0,819

0,181

104

0,158

0,842

34

88

0,819

0,181

105

0,132

0,868

36

89

0,793

0,207

107

0,082

0,918

Construindo um gráfico com a coluna de y benzeno e x benzeno versus temperatura de topo se obtém o seguinte:

P á g i n a

| 33

Frações do Benzeno versus Temperatura

90 89 88 87 86 85 benzeno y 84 benzeno x 83 82 81 80
90
89
88
87
86
85
benzeno
y
84
benzeno
x
83
82
81
80
79
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
Temperatura de Topo (°C)

Frações de Benzeno

Figura 14: Frações de Benzeno versus Temperatura de Topo.

Através da figura 13 podemos observar o comportamento que o benzeno possui na mistura benzeno-tolueno. Verifica-se que conforme aumenta a temperatura do topo as frações de benzeno na fase líquida vão diminuindo e por conseqüência a mistura se torna mais rica em benzeno na fase vapor. No entanto verifica-se que a fração molar de benzeno também diminui com o aumento da temperatura, o que contradiz o que foi dito anteriormente, no entanto este efeito ocorre, pois começa a se destilar tolueno também. A fração de tolueno começa a aumentar porque a temperatura de topo começa a se aproximar da temperatura de ebulição, fazendo com que o equilíbrio seja deslocado para a fase vapore consequentemente aumentando a quantidade deste na fase vapor.

Agora levantando um gráfico de y tolueno e x tolueno versus temperatura de fundo se obtém o gráfico que segue abaixo.

P á g i n a

| 34

Frações de Tolueno versus Temperatura 108 106 104 102 100 tolueno x 98 tolueno y
Frações de Tolueno versus Temperatura
108
106
104
102
100
tolueno
x
98
tolueno
y
96
94
92
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
Temperatura de Fundo (°C)

Frações de Tolueno

Figura 15: Frações de Tolueno versus Temperatura de Fundo.

Analisando a figura 14 nota-se que conforme aumenta a temperatura de fundo a fração líquida de tolueno aumenta também, o que indica que o composto mais volátil, benzeno, está evaporando e conseqüentemente a solução de fundo fica mais rica em tolueno, ou seja, a solução se torna concentrada de tolueno.

5.1) Metodologias Diretas:

5.1.1) Média das Temperaturas

Pelo método da média das temperaturas obteve os resultados que se encontram tabelados abaixo. Para obtenção destes resultados utilizou-se as equações 7 e 8 juntamente com as equações 21 e 22. Os valores se encontram na tabela 5 abaixo.

Temperatura Média de Topo: 84,8 °C

Temperatura Média de Fundo: 99,5°C

P á g i n a

| 35

Tabela 5: Valores obtidos pelo método da média das temperaturas

Composto

x

y

Benzeno

0,279

0,899

Tolueno

0,721

0,101

5.1.2) Média das Frações:

Pela média das frações fez-se uso das equações 9, 10, 11 e 12. Se obtendo então os resultados que estão dispostos na tabela 6.

Tabela 6: Valores obtidos pelo método da média das frações

Composto

x

Y

Benzeno

0,284

0,897

Tolueno

0,716

0,103

5.2) Metodologia Indireta:

5.2.1) Picnometria:

De forma indireta as frações de líquido e vapor também podem ser determinadas pelo método da picnometria. A calibração do picnômetro foi feita a fim de determinar o volume deste. Conhecendo-se a massa de água contida na calibração do picnômetro, é possível, a partir do conhecimento da massa especifica da mesma na dada temperatura ambiente do dia da realização da prática, calcular o volume de água contida no picnômetro, que conseqüentemente indica o volume do picnômetro.

P á g i n a

| 36

ô = 10,76

ô +á = 21,31

á = 10,63

á = 998,23 /³

ô = 10,57 ³

A partir do volume calculado para o picnômetro, pode-se então calcular as massas especificas do topo e do fundo da coluna. Conhecidas as massas recolhidas no topo e no fundo obtém então as massas especificas de cada um.

Destilado

+ ô = 20,01

= 9,25

= 0,875 /³

Fundo

+ ô

= 19,93

= 9,17

=

0,867 /³

A partir dos dados de massa específica de topo e fundo é possível calcular as frações liquidas e vapor de tolueno e benzeno utilizando as equações 15 e 16. Os valores encontrados estão na tabela abaixo.

Tabela 7: Valores obtidos pela picnometria

Composto

x

y

Benzeno

0,121

0,704

Tolueno

0,879

0,296

Nota-se na tabela 7 que os valores obtidos pela picnometria para a fração de benzeno foi muito baixa, o que não condiz com a realidade. Sabe-se que deveria se

P á g i n a

| 37

ter uma alta fração de benzeno, uma vez que este possui uma volatilidade maior que

o tolueno.

5.3) Rendimento:

a

determinação da composição da mistura binária a ser destilada, se faz um

comparativo entre elas para verificar o rendimento.

A

partir

dos

cálculos

realizados

nas

metodologias

anteriores,

para

O rendimento pode ser analisado pela diferença do número de mols no início

e no final da destilação. A análise pode ser feito usando o gráfico de integração, e os

cálculos podem ser feitos de duas formas: pela equação fornecida pela linha de tendência, ou pela área do gráfico.

Gráfico da Integração

2,5 2 1,5 1 y = 1,5682x 2 + 0,6129x + 1,3296 R² = 0,9018
2,5
2
1,5
1
y = 1,5682x 2 + 0,6129x + 1,3296
R² = 0,9018
0,5
0
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
adimensional ((1/(y-x))

fração (x)

Figura 16: Gráfico de integração para a resolução da integral da equação 19.

A equação fornecida pelo gráfico pode ser substituída na equação 19. É

substituída na integral, no termo correspondente a 1/(y-x). Sendo assim, para cada metodologia aplicada, obtem-se valores de L diferentes. Sabe-se pela tabela abaixo as composições molares da mistura:

P á g i n a

| 38

Tabela 8: Composição molar da mistura.

Composto

V molar (cm³/mol)

V solução (cm³)

N (gmol)

X

Benzeno

88,86

91

1,02

0,5

Tolueno

106,39

109

1,02

0,5

Mistura

195,25

200

2,04

1

Para cada método, tem-se um valor de 2 diferente. Na tabela 9 abaixo,

podemos ver as diferentes composições de benzeno líquido.

Tabela 9: Valores da composição de benzeno no final.

Média das temperaturas

0,279

Média das frações

0,284

Picnometria

0,121

Com esses valores de 2 e o valor conhecido de 1 =2,04, obtém-se os valores

de 2 .

Tabela 10: Valores do nº de mols final.

Média das temperaturas

1,814 mols

Média das frações

1,821 mols

Picnometria

1,609 mols

Conhecendo esses dados, pode-se então, calcular o rendimento para cada

metodologia aplicada. Usando-se um conceito de rendimento, visto pela equação 21:

% = 0 × 100%

(. 21)

Onde , é o 2 vezes a fração de benzeno na metodologia aplicada.

P á g i n a

| 39

Tabela 11: Rendimento percentual para cada metodologia.

Média das temperaturas

49,61%

Média das frações

50,69%

Picnometria

10,73%

P á g i n a

| 40

6

CONCLUSÃO

Tendo em vista a aula prática sobre destilação de mistura binária, pode-se concluir que o método de destilação é de forma geral eficaz. Foram utilizadas três metodologias diferentes, diretas e indireta, as quais apresentaram diferentes valores de frações líquidas e de vapor para o benzeno e o tolueno.

Através do método da média das temperaturas, obteve-se frações de tolueno e benzeno, na fase líquida de 0,721 e 0,279 respectivamente; na fase vapor de 0,101 e 0,899 respectivamente. Na média das frações obteve-se 0,284 e 0,716 para benzeno e tolueno na fase líquida; na fase vapor 0,897 e 0,103 respectivamente. Na picnometria os valores foram de 0,121 e 0,879 para benzeno e tolueno na fase líquida; e fase vapor 0,704 e 0,296.

Verifica-se que na fase líquida sempre se obteve frações maiores de tolueno do que de benzeno uma vez que o benzeno é mais volátil e por isso é destilado primeiramente, e a solução de fundo fica rica em tolueno.

Para definir-se qual o método mais apropriado, fez-se o cálculo dos rendimentos. Nas metodologias diretas obtiveram-se rendimentos semelhantes e maiores que a metodologia indireta, visto que na picnometria, não se tem uma grande confiabilidade para a validação dos resultados, isto ocorre devido a imprecisões nas medidas tomadas, e ainda pode haver volatilização da mistura no tempo de espera para o resfriamento para posterior medida. Foi verificado então que para a média das temperaturas obteve-se um rendimento de 49,61%, para a média das frações foi de 50,69% e para a picnometria foi de 10,73%.

Sendo assim, conclui-se que o experimento é de grande valia para o estudo da operação de destilação e pode ser facilmente aplicado em nível industrial. Visto que hoje em dia esta é a operação mais utilizada para a separação de misturas.

P á g i n a

| 41

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Cola da Web. Disponível em: <http://www.coladaweb.com/quimica/quimica- geral/destilacao> Acesso em 12 de novembro de 2010;

GEANKOPLIS, C. J. Transport Process and Unit Operations. 4Ed. Editora:

Prentice Hall International Editions, 2003;

Mloos Consulting. Disponível em: <http://mloos.eti.br/oldqt1/qfl607/aul3.pdf> Acesso em 12 de novembro de 2010.

PERRY, R. H.; Green, D. W. - Perry’s Chemical Engineering Handbook, Ed McGraw-Hill, 6°ed. 1984.

Portal

da

Engenharia

Química.

Disponível

em:

ent&task=view> Acesso em 5 de novembro de 2010;

UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Disponível em: