Você está na página 1de 11

O Desenvolvimento do Raciocínio Lógico na 7ª série da Escola Francisco de Sales Neves.

Fabiano Leandro Cunha de Melo¹

Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)

Caixa Postal 917-68760-000 Marapanim Pará Brasil flcmelo@yahoo.com.br

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo principal relatar a experiência da introdução ao desenvolvimento do raciocínio lógico nos alunos da 7ª série do ensino fundamental da Escola Municipal Francisco de Sales Neves, em Marapanim - Pa. Os resultados são importantes para que os educandos possam adquirir o poder de argumentar, refletir, criticar e persuadir acerca das variadas disciplinas e, acima de tudo, da realidade em que vivem.

Palavras-Chave: Raciocínio Lógico, Realidade, Argumentar.

Abstract: This work has as main goal to provide the development of logical reasoning in students from the 7th grade Municipal School Francisco de Sales Neves. Therefore, it is important to happen which students can acquire the power to reason, reflect, criticize and cajole about the various disciplines and, above all, the reality in which they live. Keywords: Logical Thinking, Reality, Argue.

1. Introdução

Com um mundo cada vez mais globalizado e competitivo, mais difícil vai ficar a inserção no mercado de trabalho por parte dos educandos que não se interessam em estudar. Porém, nesta contramão, ainda existe uma válvula de escape para se vencer todas as adversidades que por ventura acontecerão na vida do ser humano. Tal saída é a educação, que tanto se fala, mas que pouco se pratica. Por isso, estudar ainda é a forma mais brilhante para se alcançar o sucesso na vida em todos os sentidos.

Assim, diante de tantas mazelas e atrocidades que estão presentes no cotidiano das pessoas, e principalmente em se tratando do contexto escolar, coisas boas vêm surgindo. O avanço das novas tecnologias é um exemplo disso. Com o advento do computador, da internet, do telefone celular e outras mídias, a educação ganhou um forte aliado no que tange ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem dos alunos. Com isso, a escola não pode ser diferente e deve propiciar aos alunos o que o mundo lá fora propicia a informação minuto a minuto. E para nos apoiar em relação a este pensamento, Léa Fagundes, destaca que:

Hoje a sociedade é conectada pela mídia e, quando a mídia é digital, ela é interativa, a velocidade é outra. Com isso os jovens vão criando outras linguagens. A tecnologia da informação amplia os sentidos do homem O computador amplia o poder de pensar.

Neste sentido, os alunos mostram grandes habilidades e intimidades com o mundo informatizado. Fica bastante fácil pra eles manusearem qualquer tecnologia que se tem atualmente, principalmente nas escolas quando querem usá-las em sala de aula. Mas isso provoca grandes discussões acerca dessa temática tão instigante. Eis a questão:

deixar ou não o aluno usar, por exemplo, o telefone celular em sala?

Esta questão provoca muitas opiniões que se divergem entre os professores. Alguns aceitam, mas outros não, pois admitem que o aluno ao manusear tal tecnologia em sala, dispersa sua atenção assim como a do professor e a de outros colegas. Os que não proíbem ligam o uso do telefone em sala a um facilitador do processo de ensino- aprendizagem.

Diante deste dilema, percebe-se que toda aprendizagem recebida pelo aluno é eficiente. E isso vai facilitar sua vida estudantil no decorrer dos anos em que passará na escola. E é por isso que este artigo está sendo produzido para relatar a experiência do projeto que se instalou na Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco de Sales Neves, em Marapanim-Pa.

Foi por meio do curso de Licenciatura em Computação que se instalou na cidade de Marapanim pelo Parfor o Programa institucional de bolsas de iniciação à docência que percebeu a necessidade de por em prática um projeto que contemplasse uma das maiores carências que os alunos possuem. Tal deficiência é perceptível quando os discentes não mostram um domínio médio sobre cálculos matemáticos e interpretação textual.

Assim, foi instalado na escola referida tal trabalho com alguns acadêmicos do curso de licenciatura em computação para executar uma tarefa árdua em se tratando do raciocínio lógico. Isso é perceptível pelo fato de que quando se fala em resultados alcançados na educação nada pode ser imediato, mas sim a médio ou longo prazo. E sobre raciocínio lógico é sempre complexo, pois como não se trabalha com fórmulas e previsões óbvias, o aluno é levado a pensar, raciocinar, refletir e encontrar soluções para problemas complexos. Para evidenciar isto, segundo (Copi, 1978), “o estudo da lógica é o estudo dos métodos e princípios usados para distinguir o raciocínio correto do

incorreto”.

O raciocínio lógico quando levado para a sala de aula com os alunos não tem que ser restringido à matemática, mas, também, prolongado ao ensino da língua portuguesa, pois esta disciplina como língua materna do discente é uma grande vilã para o mesmo. Desde as primeiras séries iniciais até o ensino médio e já se arrastando ao ensino superior, o estudante deve aprender a ler, a escrever e a resolver problemas matemáticos.

Isso é um martírio para qualquer aluno porque ler um texto, acima de tudo, é um processo muito complexo. Ler as entrelinhas é trabalhoso e pra isso a lógica pode ajudar o discente a pensar de forma diferente e conseguir a ter um pensamento mais independente e reflexivo acerca de qualquer coisa abstrata que seja do mundo real.

Assim, para (Abar, 2006), o aprendizado da lógica auxilia os estudantes no raciocínio, na compreensão de conceitos básicos, na verificação formal de programas e melhor os prepara para o entendimento do conteúdo de tópicos mais avançados.

É importante salientar que o raciocínio lógico quando trabalhado nas séries do fundamental tem como objetivo principal proporcionar aos educandos de forma estimulante o pleno desenvolvimento através de atividades simples e dinâmicas. Isto vai estimular mais o educando, pois quando se deparar com questões de vestibulares e concursos, futuramente, as mesmas virão com o formato das que estamos exercitando. E, desta forma, ele vai precisar usar seu pensamento criativo e certeiro baseado na lógica.

2. A Importância do Ensino Aprendizagem de Lógica no Ensino Fundamental de 5ª a 8ª em Marapanim-Pa.

O processo ensino-aprendizagem é muito importante no âmbito escolar, pois dele é possível extrair muitos beneficios. Dele o aluno pode obter através dos desafios uma preparação não apenas para a vida estudantil, mas para a vida social. Sendo assim, vai vencer aquele que estiver bem preparado, ou melhor, os que tiverem desenvolvido um pensamento lógico, criativo e inovador no decorrer da vida.

O raciocínio lógico vem auxiliar a aprendizagem por parte do aluno principalmente porque pensar de forma ordenada e profunda acerca de uma situação é muito difícil. O discente quando está no ensino fundamental necessita de um suporte bem concreto para que ele consiga percorrer esta etapa de ensino de modo profundo e não superficial.

Atualmente, a sociedade vem passando por uma transformação imensa em seu seio. Desde o inicio do século XXI, a busca por mudanças e renovações são as maiores ansiedades que o homem almeja para uma vida tão instantânea. Com um mundo globalizado e capitalista ninguém pode, deste modo, ficar à margem de todo esse processo de mudanças que estão ocorrendo a cada segundo. Por isso, a sociedade em que estamos inseridos é conhecida como a “sociedade da informação” por manusear

esta como

uma

ferramenta

importantíssima

no

que

se

refere

à

aquisição

do

conhecimento. E para nos respaldar em relação a esta construção de pensamento, Silva

comenta que:

.

Ler criticamente o mundo contemporâneo para perceber que dentro dele ocorre uma veloz explosão de informações explosão essa difundida não somente pela escrita e seus diferentes suportes, mas também pela extensa gama de meios de multimídia e, mais recentemente, pela internet. Quer dizer, o numero de fontes e o volume de informações expandiram-se exponencialmente, e não há como a escola ou um professor especifico dar conta de acompanhar essa avalanche imensa de informações

(SILVA, 2004, p. 27).

Vivemos uma época em que tudo está vinculado a uma sociedade que exige ao máximo das pessoas que estas sejam competentes no que estão desenvolvendo. Diante disso, vemos que a escola como o ambiente que teoricamente é democrático deve preparar os alunos para um mundo extremamente competitivo em todos os sentidos. Até porque estamos atrelados ao advento da tecnologia e a própria escola na maior parte delas está fora desse processo e quando dispõem de tais ferramentas os professores é que ainda não são adeptos do mundo digital. Para contribuir com esta discussão, Almeida (1998, p.49) enfatiza que:

“ nós, educadores, temos de nos preparar e preparar nossos alunos para enfrentar exigências desta nova tecnologia, a Informática, e de todas que estão à sua

volta a TV, o vídeo, a telefonia celular, os novos processos de editoração, enfim, a telemática”.

É muito complicada esta questão, visto que temos uma educação a qual ainda não é tratada como a “válvula de escape” para o desenvolvimento de um país. Mas, não podemos deixar que as coisas aconteçam sozinhas, temos que fazer nossa parte enquanto educadores brasileiros, posto que é dessa forma que vamos formar uma sociedade que tanto lutamos com igualdade, justiça social e muito critica.

Para tanto, introduzimos o estudo da lógica e do raciocínio lógico como uma preparação básica aos educandos no que tange a enfrentar os desafios que se fazem presentes na sociedade atual. Munidos disso fica mais fácil para o cidadão (aluno) se

tornar um ser mais critico, inovador e criativo, visto que estarão amparados de um pensamento lógico, preciso, exato e linear.

Assim, espera-se que o estudo da lógica seja fundamental para os alunos, posto que ajudará em seu modo de pensar e raciocinar sobre algo. No momento, o que percebemos é que a maioria dos discentes do ensino médio e fundamental (Marapanim) têm dificuldades sérias na área das exatas, tais como: matemática, física e química. Isto é perceptível pelo fato de eles (alunos) não terem o hábito de ler e consequentemente interpretar o que está aos olhos.

Diante disso, a lógica vem como uma luva para tentar sanar esta deficiência que os nossos alunos têm. E para desenvolvermos tal prática é necessário ter em mente que o raciocínio lógico não pode ser ensinado de forma direta, mas sim deixar com que o sujeito possa interagir com o meio envolvente que se está criando. O professor, deste modo, deve propiciar ao aluno um “locus” com experiências, atividades, jogos e projetos para que a pessoa possa desenvolver seu raciocínio ou pensamento lógico através da comparação, observação, exploração e da classificação dos objetos.

Partindo deste ponto, o aluno vai desenvolver em si o gosto pela investigação mais profunda no que diz respeito às buscas de respostas para questões que se apresentam a sua frente. E deixando de lado a superficialidade das coisas, visto que, ainda, estão acostumados com a epiderme de respostas. Perceberão que um desafio de matemática, física ou química é apenas uma questão de interpretação e de pensar mais afundo.

A lógica foi criada por Aristóteles há muito tempo e consiste em estudar filosoficamente o raciocínio valido, ou seja, a ciência do pensar correto. Assim, trabalhar com o raciocínio correto e com ordem faz com que fique mais fácil perceber o acerto em vez do erro ao usarmos a razão. Deste modo, a lógica nos leva a usarmos o pensamento lógico baseado em premissas e conclusões. Certamente, isso vai desenvolver muito o modo de pensar dos alunos ao entrarem em contato com o estudo da lógica e consequentemente vão perceber os desafios do mundo escolar e da vida com outros olhos, no caso, mais penetrantes e críticos.

3. Resultados e discussão sobre a 1ª Etapa do Projeto

O projeto proposto à escola de ensino fundamental se extendeu de agosto a dezembro do ano corrente em sua primeira etapa. A série escolhida foi a 7ª, ou mesmo, o 8º ano da manhã. O objetivo principal era introduzir o ensino do raciocínio lógico para tais alunos com a intenção deles melhorarem seus modos de pensar mais argumentativamente e criticamente não apenas no contexto escolar, mas em suas vidas cotidianas.

Para tanto, começamos o trabalho mostrando aos educandos a importância do pensar lógico. Depois, usamos exercícios os quais envolviam a temática do projeto e que foram pesquisados e construídos pela equipe de alunos bolsistas da turma de licenciatura em computação. Os discentes, no inicio, ao se defrontarem com as questões de lógica resistiram, mas com o passar das aulas alcançaram um desenvolvimento e entrosamento com o novo pensar através do raciocínio lógico mais formidável.

Também foi um objetivo tentar criar nessas aulas uma interação maior entre os alunos, uma vez que eles formaram os grupos de uma maneira natural, por afinidades de ideias e raciocínio, ou seja, grupos formados espontaneamente, discutindo entre si uma possível solução para os problemas. Foi usado todo o tempo disponível, e na medida em que os integrantes iam resolvendo os problemas, se tornavam aptos a apresentar a solução para os demais. Na primeira resolução houve um mínimo de tumulto e resistência à leitura. Já nas demais, eles se organizaram de uma maneira mais eficiente e o tempo foi mais bem aproveitado. Todos que participaram de uma maneira efetiva, acertando ou não, tiveram seu reconhecimento na avaliação feita no término de cada aula ministrada. Assim, todas as atividades resolvidas em sala de aula foram de forma interativa alunos-professor. Ambos participaram ativamente, principalmente os primeiros os quais se comunicavam em grupos para as resoluções dos problemas propostos. Em contrapartida, nós, professores bolsistas buscávamos motivar a participação de todos para o que tange ao trabalho que estava sendo construído.

Normalmente, alguns exercícios eram construídos pelos alunos com objetos do cotidiano, tais como: palito de fósforo, cartolina, pinceis, piloto, e outros. Os educandos,

desta forma, participavam do inicio ao fim da atividade. Isso mostra que a compreensão do pensamento lógico fica mais fácil de adquirir quando há a participação e construção do processo pelo sujeito. Isso mostra que o professor deve priorizar o conhecimento prévio do aluno deixando-o participar ativamente ao trazer suas experiências do meio social em que vivem. Segundo Vygotsky (1984), enfatiza que:

[

]

o aprendizado das crianças começa muito antes

... delas frequentarem a escola.Qualquer situação de aprendizado com a qual a criança se defronta na escola tem sempre uma história prévia. Por exemplo,as crianças começam a estudar aritmética na escola,mas muito antes elas tiveram alguma experiência com quantidades elas tiveram que lidar com operações de divisão, adição,subtração e determinação de tamanho. Consequentemente,as

crianças têm a sua própria aritmética pré-escolar,que somente psicólogos míopes podem ignorar.

(VYGOTSKY,1984 p. 94-95).

Como exemplo, foram utilizados em atividades palitos de fósforo para obter a resolução do que se pretendia.

desta forma, participavam do inicio ao fim da atividade. Isso mostra que a compreensão do pensamento

Figura 1

Na atividade da figura 1, o aluno trabalha com os palitos para encontrar a solução que já está em uma das alternativas. Assim, este trabalho requer bastante pensamento, reflexão e raciocínio lógico. Mexendo os palitos exercita-se a memória e consequentemente pratica-se uma questão que envolve matemática de forma solta e cheia de dúvidas, mas sem o teor do tradicionalismo das aulas de matemática.

Em outro momento, os educandos foram convidados a trabalhar questões do site http://sitededicas.ne10.uol.com.br/ uma forma de aproximá-los do mundo informatizado, ou melhor, a usar a máquina como uma ferramenta que facilita a aprendizagem.

Diante do exposto, percebemos que existe um ambiente criado a partir do uso da tecnologia. Daí, segundo BERGMANN (2007, p.4) na Revista Iberoamericana de Educación, fala que:

o espaço cibernético é um terreno onde está funcionando a humanidade, hoje. É um novo espaço de interação humana que já tem uma importância enorme sobretudo no plano econômico e científico e, certamente, essa importância vai ampliar-se e vai estender-se a vários outros campos, como por exemplo na Pedagogia, Estética, Arte e Política. O espaço cibernético é a instauração de uma rede de todas as memórias informatizadas e de todos os computadores.

Como vemos, a introdução da tecnologia em sala de aula é uma porta que se abre

para um mundo “novo” de descobertas, dúvidas, reflexões e criatividade. E o professor

deve participar deste convite que lhe é proposto, pois a cada dia uma tecnologia é inventada com a finalidade de o homem interagir mais com o mundo real. E este espaço que já é real e concreto possibilitará ao aluno aprender de uma forma mais dinâmica e

atrativa, caso o professor traga pra dentro de sala tal tecnologia para impulsionar a inteligência do docente e criar ambientes favoráveis à aprendizagem do mesmo.

Parte superior do formulário

Questão 1:

Observe com atenção a figura abaixo.

Em outro momento, os educandos foram convidados a trabalhar questões do site <a href=http://sitededicas.ne10.uol.com.br/ uma forma de aproximá-los do mundo informatizado, ou melhor, a usar a máquina como uma ferramenta que facilita a aprendizagem. Diante do exposto, percebemos que existe um ambiente criado a partir do uso da tecnologia. Daí, segundo BERGMANN (2007, p.4) na Revista Iberoamericana de Educación, fala que: o espaço cibernético é um terreno onde está funcionando a humanidade, hoje. É um novo espaço de interação humana que já tem uma importância enorme sobretudo no plano econômico e científico e, certamente, essa importância vai ampliar-se e vai estender-se a vários outros campos, como por exemplo na Pedagogia, Estética, Arte e Política. O espaço cibernético é a instauração de uma rede de todas as memórias informatizadas e de todos os computadores. Como vemos, a introdução da tecnologia em sala de aula é uma porta que se abre para um mundo “novo” de descobertas, dúvidas, reflexões e criatividade. E o professor deve participar deste convite que lhe é proposto, pois a cada dia uma tecnologia é inventada com a finalidade de o homem interagir mais com o mundo real. E este espaço que já é real e concreto possibilitará ao aluno aprender de uma forma mais dinâmica e atrativa, caso o professor traga pra dentro de sala tal tecnologia para impulsionar a inteligência do docente e criar ambientes favoráveis à aprendizagem do mesmo. Parte superior do formulário Questão 1: Observe com atenção a figura abaixo. Depois de ordenadas as palavras embaralhadas abaixo, UMA(1) delas não está relacionada com a cena da ilustração. Você é capaz de identificar Qual? " id="pdf-obj-8-25" src="pdf-obj-8-25.jpg">

Depois de ordenadas as palavras embaralhadas abaixo, UMA(1) delas não está relacionada com a cena da ilustração. Você é capaz de identificar Qual?

A) B) C) D) E)
A)
B)
C)
D)
E)

Figura 2

A figura 2 mostra um exemplo de atividade que foi desenvolvida com os alunos em sala de aula na qual se exercitou o pensamento lógico de forma dinâmica e descontraída. Além do mais, o aluno pode interagir com o virtual, ou melhor, usou o computador como mecanismo para aprender e construir o conhecimento. Em outros momentos, o aluno resolvia exercícios no quadro- verde com o auxilio do professor-bolsista. E nisso, o educando construía e usava o raciocínio lógico sem perceber. Mas o importante é que ele foi conduzido a conhecer algo abstrato e concretizá-lo no mundo real.

4. Considerações Finais

O presente artigo acerca da experiência do desenvolvimento do raciocínio lógico mostra como se pode construir um pensamento mais independente e critico. Os alunos do ensino fundamental do 8º ano, do turno da manhã, da escola Francisco de Sales Neves, em Marapanim-Pa, foram o público-alvo para a primeira etapa do projeto. Com isso, a perspectiva almejada era de que os educandos pudessem melhorar nas disciplinas escolares, principalmente na matemática e português. Posto que o pensamento lógico não se restrinja aos números, mas no que tange a compreensão textual ficando mais fácil o entendimento na resolução de cálculos. Assim, com as aulas ministradas na turma de 7ª série, trabalharam-se exercícios que visavam tal objetivo pretendido pelo projeto instalado na unidade escolar mencionada. E como primeira etapa, a base ficou forte para que quando a segunda ocorrer, os alunos já estarão ambientados com a profundeza da lógica. E para tanto, o crucial é despertar nos alunos a certeza de formar cidadãos conscientes e críticos da realidade. E aumentar ainda mais o pensamento criativo e intelectual dos discentes.

Agradecimento

O autor agradece o apoio do Pibid (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à

Docência) e da Universidade federal Rural da Amazônia (UFRA).

Referências

ABAR,

Celina.

2006.

Noções

de

Lógica

Matemática.

Disponível em

www.pucsp.br/~logica/ ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de.; ALMEIDA, Fernando José de : uma zona de conflitos e muitos interesses. In: Salto para o Futuro: TV e Informática na Educação. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, 1998. p. 49-50

BERGMANN, Helenice M. B. Ciberespaço e cibercultura: novos cenários para a sociedade, a escola e o ensino de geografia. Vitória: Revista Iberoamericana de Educación. Nº 43, 2007.

COPI, Irving M. 1978. Introdução à Lógica. 2ª ed.São Paulo: Mestre Jou. Disponível em: http://www.feg.unesp.br/extensao/teia/trab_finais/TrabalhoMichele.pdf Acesso em: 28 agosto. 2012. FAGUNDES, Lea. Aprendizes do Futuro: As Inovações Começaram! Ministério da Educação, Secretaria da Educação a Distância, Programa Nacional de Informática na Educação. Coleção Informática para a Mudança na Educação, 96 p. Capturado (Online) em 23/08/2012. Disponível na internet www.dominiopublico.gov.br.

SILVA, Ezequiel Theodoro da. Ensino Aprendizagem e Leitura: Desafios ao Trabalho Docente. In: SOUZA, Renata Junqueira de. (Org.). Caminhos para a formação do leitor. São Paulo: DCL 2004. p. 27-28.

VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente; o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes 1984.