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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ – CAMPUS PARNAÍBA Estrada Parnaíba /Chaval
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ – CAMPUS PARNAÍBA Estrada Parnaíba /Chaval

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ – CAMPUS PARNAÍBA

Estrada Parnaíba /Chaval (CE), km 03 Fone (86) 3323-7466 Cep 64.210.260

/Chaval (CE), km 03 Fone (86) 3323-7466 Cep 64.210.260 SETOR DE ESTUDOS: QUÍMICA ORGÃNICA ROTEIROS DAS

SETOR DE ESTUDOS: QUÍMICA ORGÃNICA

ROTEIROS DAS AULAS PRÁTICAS DE QUÍMICA ORGÂNICA EXPERIMENTAL

PERÍODO: 2012/2

1. COMO ELABORAR UM RELATÓRIO DE QUÍMICA ORGÂNICA

Um relatório de Química Orgânica deve conter a descrição detalhada e ordenada do que foi observado no laboratório. Este deve conter INTRODUÇÃO, PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL, DISCUSSÃO DOS RESULTADOS e CONCLUSÃO. Os itens que devem estar presentes num relatório são apresentados a seguir em seqüência:

1. CAPA: Contendo o cabeçalho, título, nome do aluno e data do experimento.

2. INTRODUÇÃO: Contendo os fundamentos teóricos necessários para o

entendimento da aula prática e a discussão dos resultados obtidos.

3. OBJETIVO: motivo pelo qual a aula prática está sendo realizada.

4. MATERIAIS E MÉTODOS: Descrição contendo os materiais e equipamentos

utilizados, bem como o procedimento experimental da aula prática.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Apresentação de todas as observações obtidas

no laboratório, cálculos dos rendimentos e comparação com os dados obtidos na literatura consultada.

6. CONCLUSÃO: Síntese sobre as deduções feitas a partir dos resultados alcançados.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Relação dos livros e artigos consultados para escrever o relatório. Na elaboração do relatório de Química Orgânica, indicar no texto cada referência correspondente com o nome do autor e ano entre colchetes, por exemplo, [VOGEL, 1985]. A lista das referências deve ser colocada em ordem alfabética utilizando as normas da revista Química Nova.

2. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

1. VOGEL, A. Química orgânica: análise orgânica qualitativa, Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico S. A, 1985, v. 1, 2 e 3.

2. Pavia, D. L. et al; Alencastro, R. B. (Trad.). Química Orgânica Experimental – TÉCNICAS de escala pequena, 2a Ed., Porto Alegre, Bookman, 2009.

3. SOARES, B.G.; SOUZA, N.A.; PIRES, D. X. Química orgânica: teoria e técnicas de preparação purificação e identificação de compostos orgânicos. Rio de Janeiro, Guanabara, 1988.

4. MANO, E. B.; SEABRA, A. P. Práticas de química orgânica, 3. ed, São Paulo, Edgard Blücher LTDA, 1987.

5. GONÇALVES, D.; WAL, E.; ALMEIDA, R. R. Química orgânica experimental. São Paulo, Editora McGraw-Hill, 1988.

6. ROBERTS, R. M.; GILBERT, J. C.; RODEWALD, L. B.; WINGROVE, A. S. Modern experimental organic chemistry. 4 th ed. Philadelphia, Saunders College Publishing, 1985.

7. ALLINGER, N. L.; CAVA, M. P.; JONGH, D. C.; et al. Química orgânica. 2. ed, Rio de Janeiro, Guanabara Dois, 1978.

8. MORRISSON, R.; BOYD, R. N. Organic chemistry, 6 th ed New York, McGraw-Hill,

1993.

AULAS PRÁTICAS DE QUÍMICA ORGÂNICA

PRÁTICA 01: DESTILAÇÃO SIMPLES

DATA:

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/

1. INTRODUÇÃO A técnica da destilação é um dos métodos mais utilizados na purificação de líquidos e, em alguns casos especiais, pode também ser usados na purificação de sólidos voláteis. Como existem vários métodos de destilação, escolha do método adequado vai depender do ponto de ebulição e da estabilidade das substâncias que se pretende destilar. A uma determinada temperatura, a pressão de vapor de um líquido é constante. À medida que este mesmo líquido é aquecido a sua pressão de vapor vai aumentando, até que a mesma se iguale à pressão exercida sobre a superfície externa do líquido (pressão atmosférica = 760 mmHg ). Neste momento, as bolhas de vapor internas de massa do líquido, afluem à superfície desprendendo o vapor contido na mesma. Chama-se esta temperatura de ponto de ebulição (p.e.), sendo que a mesma permanece constante até próximo do final de destilação, isto porque todo o calor adicionado ao sistema é gasto para transformar o líquido em vapor, não levando ao aumento do aquecimento do sistema. Misturas de líquidos com ponto de ebulição entre 40-150 °C são destiladas, geralmente, em aparelhagem para destilação simples, desde que a diferença entre seus pontos de ebulição seja > 80ºC. O bulbo do termômetro deve estar em contato com saída do vapor. O líquido no balão pode sofrer “bumping”, o que é evitado pela adição de “pedras de ebulição” cuja superfície porosa, proporcione uma ebulição controlada. A fonte de aquecimento pode ser uma manta aquecedora, uma placa aquecedora, um banho de água, de óleo, de areia ou um bico de gás (bico de Bunsen).

2. OBJETIVO

Utilizar a técnica de destilação simples para purificar a água de uma solução salina de NaCl e realizar a medida do ponto de ebulição da água.

3. PROCEDIMENTO EXPRERIMENTAL

Monte com cuidado o sistema de destilação simples de acordo com a Figura 1.

Figura 1- Sistema de destilação simples

Manta aquecedora
Manta
aquecedora

3

Meça 50 mL de uma solução aquosa de cloreto de sódio a 10%.Transfira a solução para o balão de destilação utilizando um funil comum de haste longa, de forma que a solução não escorra pela saída lateral do balão.

Adicione as pedras de ebulição ao balão.

Adapte o termômetro de forma que o bulbo de mercúrio fique localizado na altura da saída lateral adaptada ao condensador, para uma leitura correta da temperatura de ebulição.

Ligue os tubos de conexão de entrada e saída de água.

Ligue a manta aquecedora, regule a temperatura.

Observe se são satisfeitas as seguintes condições essenciais para registro correto do ponto de ebulição do líquido a ser destilado:

I. Leitura do ponto de ebulição Se o sistema permanecer em equilíbrio e a temperatura se mantiver constante, o ponto de ebulição do líquido poderá ser lido corretamente. O equilíbrio entre o líquido e vapor pode ser verificado pela presença de uma gotícula do líquido que permanece por longo tempo no bulbo do termômetro. Quando não há este equilíbrio o sistema passa a gotejar rapidamente, indicando um super aquecimento. Neste caso é necessário controlar a temperatura do sistema de modo a obter esta condição de equilíbrio. Observe se o líquido está destilando. A velocidade de destilação deve ser de aproximadamente duas gotas por segundo, para manter-se uma boa temperatura de equilíbrio líquido-vapor.

II. Destilação No início da destilação sempre deverão ser descartados os primeiros mililitros (3 a 5 mL), a este destilado dá-se o nome de “cabeça”. Verifique e anote a temperatura nesta etapa. Enquanto o líquido estiver destilando, confira o ponto de ebulição. Continue a destilação de modo a separar o destilando que apresente uma temperatura de ebulição constante, o qual é denominado “corpo”. O volume de destilado não deve ultrapassar a 20 mL. O resíduo que permanecerá no balão de destilação, “cauda”, é constituído de outras substâncias com pontos de ebulição mais elevados. •Meça e anote a temperatura de ebulição do líquido que está sendo destilado. •Deixe o sistema esfriar e realize o teste de pureza do destilado. 3.1 Teste para a verificação da pureza do líquido destilado

Em três tubos de ensaios, devidamente identificados (A, B e C), realize o seguinte procedimento:

a) No tubo de ensaio (A) coloque 1mL do destilado “corpo” e adicione 3 gotas de uma solução de AgNO 3 1%.

b) No tudo de ensaio (B) coloque 1 mL da solução de NaCl utilizada para destilação (solução inicial) e adicione 3 gotas da solução de AgNO 3 1%.

c) No tubo de ensaio (C) coloque 1 mL da solução residual que ficou no balão (‘cauda”) e adicione 3 gotas da solução de AgNO 3 1%. Observe e anote os resultados das três etapas, (A), (B) e (C).

Atenção! Desmonte o sistema, lave-o, confira o material e devolva-o à sua bancada e guarde as pedras de ebulição em um recipiente apropriado.

4.

QUESTIONÁRIO

1.

Em cada item abaixo, qual composto apresenta maior ponto de ebulição? Justifique.

a)

(CH 3 ) 3 CBr ou CH 3 (CH 2 ) 2 CH 3 Br

b)

CH 3 CH 2 CH 2 CH 2 OH ou (CH 3 ) 3 COH

c)

CH 3 CH 2 CH 2 NH 2 OU (H 3 C) 3 N

d)

CH 3 SCH 3 ou CH 3 OCH 3

e)

H 3 C(CH 2 ) 7 CH 3 ou H 3 C(CH 2 ) 8 CH 3

2.

Em que consiste o processo de destilação?

3.

Qual a vantagem do uso da pressão reduzida na destilação de determinados líquidos?

4.

Na prática de destilação de uma solução a 10% de NaCl, qual a finalidade do teste com uma solução de nitrato de prata (AgNO 3 )?

5.

Qual a função das pedras de porcelana porosa em uma destilação?

6.

Por que a água no condensador deve fluir no sentido contrário a corrente dos vapores?

7.

Porque se deve adicionar a solução de cloreto de sódio de modo que não escorra pela saída lateral do balão?

5. BIBLIOGRAFIA

Pavia, D. L. et al; Alencastro, R. B. (Trad.). Química Orgânica Experimental – Técnicas de escala pequena, 2a Ed., Porto Alegre, Bookman, 2009.

Solomons, T. W. G., Fryhle, B. C. Química Orgânica, vol. 1 e 2, 9a Ed., Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos S/A , 2009.

Allinger, N. L. Química Orgânica, 2a Ed., Rio de Janeiro, Guanabara Dois, 1973.

McMurry, J., Química Orgânica, 6a Ed., São Paulo, Thomson, 2005.

Vogel, I. Química Orgânica- Análise orgânica qualitativa, vol.3, 3a Ed., Livros Técnicos Científicos S/A; Rio de Janeiro, 1979.

ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES

ANOTAÇÕES

ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES

PRÁTICA 02: PREPARAÇÃO DA ACETANILIDA E RECRISTALIZAÇÃO

DATA:

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/

1. INTRODUÇÃO

A N-feniletanamida ou acetanilida é uma amida preparada através da

reação de acetilação da anilina. Nesta reação ocorre a substituição de um átomo de hidrogênio ligado ao nitrogênio por um grupo acetila, resultando na formação da acetanilida sólida.

NH 2 anilina
NH 2
anilina

+

O HN CH 3 acetanilida
O
HN
CH 3
acetanilida

O

O

O

H C

3

O O H C 3
 
H 2 O
H
2 O

+

OH

ácido acético

H C O CH 3 3 anidrido acético
H C
O CH 3
3
anidrido acético

Compostos orgânicos sólidos quando isolados de reações orgânicas, raramente são puros; estão contaminadas com pequenas quantidades de outros compostos “impurezas”, que são produzido ao lado do produto desejado. A purificação de compostos cristalinos impuros é geralmente realizada por

recristalização a partir de um solvente apropriado ou de misturas de solventes.

O método mais utilizado para a purificação de sólidos é a recristalização.

A purificação de sólidos por recristalização baseia-se em diferenças de suas

solubilidades em um dado solvente ou misturas de solventes. O processo de recristalização consiste em:

a) Dissolução da substância impura em algum solvente apropriado no ponto de ebulição ou próximo deste;

b) Filtração da solução quente para separar partículas de material insolúvel e poeira;

c) Deixar a solução quente esfriar, produzindo assim a cristalização de substância dissolvida;

d) Separação dos cristais da solução sobrenadante (ou água mãe).

O solvente tem um papel importante no processo de solubilidade. Um

solvente ideal será aquele que apresente um bom coeficiente de solubilidade com a temperatura, ou seja, dissolva grandes quantidades do composto quando aquecido e pequenas à frio. Deve ser quimicamente inerte para que não ocorra reação durante a recristalização e ter certa volatilidade de modo a facilitar sua eliminação quando em excesso.

2. OBJETIVOS Preparar a acetanilida a partir de uma reação de acetilação da anilina e

de

realizar

procedimento

de

purificação

do

produto

reacional,

através

recristalização.

3.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1ª PARTE: PREPARAÇÃO DA ACETANILIDA

Meça, com uma pipeta graduada 2,3 mL(2,3 g) de anilina e transfira para um béquer de 250 mL e em seguida adicione 25 mL de água destilada.

Meça 2,6 mL (2,75 g) de anidrido acético e adicione ao béquer cuidadosamente (em pequenas porções). Verifique nessa ocasião a formação de um sólido (acetanilida).

Faça a filtração a vácuo da acetanilida obtida, utilizando papel de filtro, funil de Bϋchner e kitassato (Figura 1).

Faça a secagem do material, recém filtrado, em estufa, transfira-o para um vidro de relógio e em seguida pese-o e

transfira-o para um vidro de relógio e em seguida pese-o e calcule o rendimento. F i

calcule o rendimento.

Figura 1- Sistema de filtração a vácuo

2ª PARTE: RECRISTALIZAÇÃO DA ACETANILIDA

Transfira o material recém pesado para um béquer de 250 mL e adicione 50 mL de água destilada.

Aqueça a mistura em uma manta aquecedora e faça agitação da referida mistura com um bastão de vidro. Continue o aquecimentto até que todo o material seja dissolvido.

Filtre imediatamente o material quente utilizando um funil comum, pré- aquecido, com uma bolinha de algodão e um erlenmeyer de 250 mL.

Deixe o sistema em repouso até a temperatura ambiente. Ao atingir esta temperatura, se os cristais não se formarem, coloque o material na geladeira ou em banho de gelo, durante 10 min.

Filtre os cristais a vácuo, fazendo uso de papel de filtro, funil de Büchner e um kitassato (Figura 1).

Lave os cristais com água destilada (05 a 10 mL previamente resfriada) e mantenha o sistema sob vácuo durante alguns minutos (5 min.). A solução remanescente denominada “água mãe” contida no kitassato deve ser armazenada em um recipiente apropriado.

Faça a secagem dos cristais, recém filtrados, em estufa, transfira-os para um vidro de relógio e em seguida pese-os e calcule o rendimento.

Guarde os cristais em um recipiente apropriado.

Lave a vidraria e coloque-a sobre a bancada.

4.

QUESTIONÁRIO

1.

Em que consiste o processo de recristalização? Descrever todas as etapas de uma recristalização.

2.

A

recristalização é um procedimento físico ou químico? Por quê?

3.

Cite os métodos usados para acelerar a cristalização de uma determinada substância.

4.

Como se pode testar a eficiência da recristalização na purificação de um composto sólido?

5.

Quais as características mais desejáveis de um solvente para recristalização?

6.

Por que se deve evitar o uso de éter dietílico no processo de recristalização?

E

o Dissulfeto de carbono?

7.

Quando devemos usar solvente misto? Qual a melhor técnica para seu uso?

8.

Que preocupações devem ser tomadas quando se utiliza um solvente volátil, inflamável e tóxico, como o benzeno, por exemplo?

7

9.

Por que se faz a filtração imediata com solução a quente?

10. Por que se deve aquecer o funil antes que a filtração tenha sido iniciada?

11. Por que deve ser feito resfriamento lento da solução?

12. Quando as substâncias formam soluções supersaturadas, na quais os cristais se formam com dificuldade, o que deve ser feito nestes casos para provocar a cristalização?

13. Durante a filtração de soluções frias pode-se empregar o funil de Büchner e uma bomba de vácuo para filtração a vácuo. Por que é essencial usar o kitassato de segurança?

14. Por que se deve fazer uma sucção leve?

15. Qual o líquido deve ser usado para a lavagem dos cristais depois da filtração a fim de remover a água-mãe?

16. Qual o melhor método de secagem dos cristais obtidos por recristalização?

5.

BIBLIOGRAFIA

Pavia, D. L. et al; Alencastro, R. B. (Trad.). Química Orgânica Experimental – Técnicas de escala pequena, 2a Ed., Porto Alegre, Bookman, 2009.

Solomons, T. W. G., Fryhle, B. C. Química Orgânica, vol. 1 e 2, 9a Ed., Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos S/A , 2009.

Allinger, N. L. Química Orgânica, 2a Ed., Rio de Janeiro, Guanabara Dois, 1973.

McMurry, J., Química Orgânica, 6a Ed., São Paulo, Thomson, 2005.

Vogel, I. Química Orgânica- Análise orgânica qualitativa, vol.3, 3a Ed., Livros Técnicos Científicos S/A; Rio de Janeiro, 1979.

ANOTAÇÕES

Análise orgânica qualitativa , vol.3, 3a Ed., Livros Técnicos Científicos S/A; Rio de Janeiro, 1979. ANOTAÇÕES

PRÁTICA 03: SOLUBILIDADE

1. INTRODUÇÃO

Quando uma mistura de certa quantidade de um dado soluto e uma determinada quantidade de um dado solvente forma uma solução homogênea, diz- se que o primeiro é solúvel no último. Esta definição prática é utilizada em vários modelos propostos para empregar a solubilidade como base de classificação dos compostos orgânicos. A solubilidade de um composto orgânico é melhor compreendida relacionando-a com as forças intermoleculares – Forças de van der Waals (dipolo induzido-dipolo induzido), atração dipolo-dipolo e ligações de hidrogênio. No processo de dissolução, as forças atrativas entre as moléculas do soluto devem ser rompidas e a energia liberada ser suficiente para romper as forças de atração entre as moléculas do solvente. É necessário, portanto, um estudo mais detalhado das relações entre a solubilidade e a constituição química dos compostos orgânicos; porém, algumas generalizações podem ser feitas, tais como: "Um composto é mais solúvel no solvente com o qual apresenta uma relação mais íntima de estrutura". Assim, compostos orgânicos com até cinco átomos de carbono, contendo nitrogênio ou oxigênio, que são polares e podem formar ligações de hidrogênio com a água, são solúveis neste solvente. Desta maneira, os álcoois metílico e etílico são solúveis em água em todas as proporções, pois as forças intermoleculares entre os álcoois e a água em solução são comparáveis àquelas nos líquidos puros. Já o n-hexano, C 6 H 14 , um típico hidrocarboneto apolar, é muito pouco solúvel em água, porém é completamente miscível com álcool n-butílico e álcoois de cadeias maiores. Isto se explica pelo seguinte fato: "À medida que o comprimento da cadeia aumenta, o composto tende a assemelhar-se mais e mais ao hidrocarboneto e, portanto, a solubilidade aumenta, enquanto que na água esta solubilidade diminui". A relação entre a área superficial molecular e a solubilidade é importante, pois, observa-se que 2-metil-2-butanol é claramente solúvel em água (12,5 g por 100 mL de água), enquanto que 1-pentanol está no limite e o 1-hexanol é insolúvel. Assim, "um álcool ramificado é geralmente mais solúvel em água do que um álcool normal com o mesmo número de átomos de carbono". Além da água, outros reagentes são empregados como "solventes" para a caracterização de compostos orgânicos, e alguns destes testes de solubilidade incluem reações do tipo ácido-base.

DATA:

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/

2. OBJETIVO

Identificar o composto analisado, com base na sua solubilidade em diferentes solventes.

3. PRÉ-LABORATÓRIO 01. Para cada par de compostos abaixo, indique o mais solúvel em água e justifique.

a) n-pentano ou pentanol

b) Éter dietílico ou butanamina

c) álcool n-butílico ou isobutílico

d) 2-metilpirrolidina ou n-metil-pirrolidina

02. Explique por que a anilina (fenilamina) é insolúvel em água, mas é solúvel em solução de HCl 5%. Demonstre a reação envolvida.

03. Explique por que a α-naftol é insolúvel em água, porém é solúvel em uma solução de NaOH 5%. Demonstre a reação.

04. Coloque os seguintes compostos em ordem crescente de solubilidade em água, justificando: 2-metil-2-propanol, 1-hexanol, álcool sec-butílico,1- butanol e álcool isobutílico.

05. Complete as seguintes equações químicas:

a)

b)

c)

d)

H 3 CCH 2

O

CO 2 H

C CH 3 C 6 H 5 OH CO 2 H OH
C
CH 3
C 6 H 5
OH
CO 2 H
OH

+

+

+

+

NaOH (aq)

H 2 SO 4(conc.) NaOH (aq) NaHCO 3(aq)
H 2 SO 4(conc.)
NaOH (aq)
NaHCO 3(aq)

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Nesta experiência, um composto será dito solúvel em um dado solvente, se 0,1 g (sólido) ou 0,5 mL (líquido) for completamente miscível em 3 mL do solvente.

Em cada bancada o aluno deverá encontrar quatro amostras numeradas que poderão ser: ácido acético, ácido salicílico, anilina, benzofenona, clorobenzeno, dietilamina, etanol ou α-naftol. Obs: As amostras 2, 5 e o H 2 SO 4 concentrado deverão ser mantidos na capela. Cada grupo deverá submeter suas amostras a uma série de testes, de acordo com o fluxograma em anexo e os resultados deverão ser anotados (Tabela 1). Para determinação de um composto de acordo com sua solubilidade, proceda da seguinte maneira:

1. Coloque 0,5 mL ou 0,1 g (recebido previamente pesado) da amostra em um tubo de ensaio e adicione 3,0 mL de água destilada. Agite vigorosamente e verifique se a amostra é solúvel.

2. Se o composto for solúvel em água, faça o teste de pH (utilize um bastão de vidro para molhar o papel de Litmus com uma gota da solução).

3. Caso a amostra não se dissolva em água, abandone o tubo de ensaio anterior e prossiga a análise com o solvente seguinte (parte inferior do fluxograma).

4. Seguindo o Fluxograma 1, a amostra será determinada em uma das classes funcionais, dependendo da sua solubilidade nos respectivos solventes.

FLUXOGRAMA 1

Amostra H 2 O Solúvel Insolúvel Papel de pH pH < 7 Ácidos pH =
Amostra
H 2 O
Solúvel
Insolúvel
Papel de pH
pH < 7
Ácidos
pH = 7
Neutros
pH > 7
Bases
NaOH 5%
Insolúvel
Solúvel
HCl 5%
NaHCO 3
5%
Solúvel
Insolúvel
Insolúvel
Solúvel
Ácidos Fortes
H 2 SO 4 conc.
Ácidos fracos
Bases
Insolúvel
Solúvel
Compostos
Compostos
Inertes
neutros
TABELA 1: RESULTADO DA ANÁLISE NaOH NaHCO 3 H 2 SO 4 AMOSTRA H 2
TABELA 1: RESULTADO DA ANÁLISE
NaOH
NaHCO 3
H
2 SO 4
AMOSTRA
H
2 O
pH
HCl
CONCLUSÃO
(5%)
(5%)
(conc.)

5.

QUESTIONÁRIO

01. Qual o significado da expressão “Semelhante dissolve semelhante”?

02. Benzeno, anilina e querosene, não se dissolvem em água. Por outro lado o ácido acético e etanol se dissolvem. Por quê?

03. O ácido benzóico é solúvel tanto em solução aquosa de NaOH a 5% quanto em

NaHCO 3 a 5%, o p-cresol é solúvel apenas em NaOH a 5%, enquanto que o ciclo-hexanol não é solúvel em NaOH nem em NaHCO 3 . Como se explicam estes fatos?

6. BIBLIOGRAFIA

ZUBRICK, J. W. Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica, 6ª Ed., Livros Técnicos e Científicos, Rio de Janeiro, 2005.

2.VOGEL, A. I. Química Orgânica, Análise Orgânica Qualitativa, vol. 3, 3 a ed.Livros Técnicos e Científicos Editora S.A ; Rio de Janeiro, 1979.

SOLOMONS, T. W. G., FRYHLE, C. B. Química Orgânica, 9 a ed., Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, Rio de Janeiro, 2009.

BRUICE, P. Y. Química Orgânica, vol. 1, 4ª Ed., São Paulo, SP, 2006.

ALLINGER, N. L. et al. Química Orgânica, 2 a Ed., Editora Guanabara Dois, Rio de Janiro, 1978.

ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES

ANOTAÇÕES

ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
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PRÁTICA 04: EXTRAÇÃO COM SOLVENTE IMISCÍVEL

DATA:

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1. INTRODUÇÃO

Componentes de uma mistura podem ser separados e purificados por vários métodos. Nesta experiência, o componente de uma mistura será separado por extração líquido-líquido. Este processo de separação é baseado na solubilidade relativa do soluto em dois solventes imiscíveis. Para que a extração seja eficiente, é essencial que haja uma grande diferença nos valores dos parâmetros de solubilidade dos líquidos imiscíveis, e que o soluto seja mais solúvel em um destes solventes do que no outro. Por exemplo, o parâmetro de solubilidade (δ) da água é de 23,4 e do clorofórmio é 9,3, portanto, são solventes apropriados para serem usados em extração líquido-líquido. Neste experimento conhecer as densidades dos solventes é muito importante, entretanto, às vezes isto não basta, porque as substancias dissolvidas podem alterar significativamente a densidade de uma solução. Assim, é muito importante conhecer a posição relativa das duas camadas porque geralmente uma delas contém o produto desejado, enquanto a outra deve ser descartada. Os solventes clorados são mais densos do que a água e constituem a camada inferior em qualquer extração aquosa. A presença de sais inorgânicos na fase aquosa diminui a solubilidade de solutos orgânicos em água (aumento da polaridade), aumentando assim, o coeficiente de partição e conseqüentemente as extrações se tornam mais eficientes. Neste experimento será extraída, por extração liquido-liquido (extração com solventes imiscíveis), a bixina (pigmento vermelho-alaranjado presente na semente do urucueiro, Bixa orellana), a partir de uma solução aquosa alcalina a qual foi preparada usando a semente pulverizada e solução de NaOH 5 %.

O HO O
O
HO
O

OCH 3

Bixina (Monoéster de ácido carotenodióico)

O urucueiro (Bixa orellana) é um arbusto originário da América Tropical, entretanto, devido sua grande procura como fonte de corante natural para alimentos, medicamentos e cosméticos, hoje, encontra-se distribuído em vários continentes. O extrato comercial das sementes do urucum é rico em vários pigmentos que vão desde o amarelo claro ao vermelho púrpura, constituído de óleo, resinas e sólidos. A primeira substancia isolada foi a bixina, em 1875, mas esta só teve a sua estrutura e estereoquímica determinada em 1961. Atualmente mais de duas dezenas de substancias já foram isoladas das sementes de Bixa orellana.

2. OBJETIVO

Extrair a bixina a partir de uma solução alcalina, usando o método de extração

liquido-liquido.

3. PRÉ-LABORATÓRIO

01. Quais as vantagens e desvantagens do emprego de solventes extratores de maior ou menor densidade em relação à água?

02.

Explique por que devemos equalizar a pressão no interior do funil de separação sempre através da tampa. Porque é necessário remover a tampa antes de iniciar

a separação das fases?

03. Dê exemplos de solventes imiscíveis em água. Diferencie os mais densos e os menos que a água.

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

4.1. Meça em uma proveta, 10 mL de solução alcalina da semente de urucum e

transfira para um funil de separação.

4.2. Adicione ao funil 10 mL de clorofórmio.

4.3. Tampe o funil de separação e agite-o cuidadosamente, com movimentos leves. Este processo deve ser acompanhado de repetidas liberações dos gases que se formam. Consegue-se isto virando o funil de separação e abrindo a torneira.

4.4. Ponha o funil de separação novamente na argola e deixe-o em repouso até que ocorra a separação das duas fases.

4.5. Recolha a fase orgânica (inferior) em um erlenmeyer, e a fase aquosa (superior)

em um becker. Guarde a fase orgânica (inferior) para posterior comparação com

a próxima extração (item 4.8).

4.6. Acidifique a fase aquosa (superior) até pH = 1, utilizando aproximadamente 1,0

mL de uma solução de HCl 10% (Teste o pH, utilizando papel de Litmus).

4.7. Faça retornar a solução aquosa acidificada ao funil de separação.

4.8. Extraia mais uma vez, utilizando 10 mL de clorofórmio (Veja os itens 4.2 a 4.4).

4.9. Recolha a fase aquosa (superior) em um béquer, e a fase orgânica (inferior) em outro erlenmeyer e compare com a fase orgânica recolhida no ítem 5.

4.10. Anote suas observações e tente justificá-las.

OBS: Ao final da prática, as fases orgânicas obtidas nos itens 4.5 e 4.9 deverão ser colocadas no frasco apropriado (CLOROFÓRMIO + BIXINA), e a fase aquosa desprezada.

5. QUESTIONÁRIO

01. Por que a bixina é extraída a partir de uma solução alcalina? Faça a reação.

02. Por que é adicionado clorofórmio à solução aquosa básica?

03. A fase orgânica (clorofórmica) fica na parte superior ou inferior no funil de

separação?

04. Por que se deve acidificar a fase aquosa obtida na extração da bixina?

05. Qual a finalidade da extração da fase aquosa ácida com clorofórmio?

6. BIBLIOGRAFIA

Pavia, D. L. et al; Alencastro, R. B. (Trad.). Química Orgânica Experimental – Técnicas de escala pequena, 2a Ed., Porto Alegre, Bookman, 2009.

Solomons, T. W. G., Fryhle, B. C. Química Orgânica, vol. 1 e 2, 9a Ed., Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos S/A , 2009.

Allinger, N. L. Química Orgânica, 2a Ed., Rio de Janeiro, Guanabara Dois, 1973.

McMurry, J., Química Orgânica, 6a Ed., São Paulo, Thomson, 2005.

Vogel, I. Química Orgânica- Análise orgânica qualitativa, vol.3, 3a Ed., Livros Técnicos Científicos S/A; Rio de Janeiro, 1979.

PRÁTICA 05: CARACTERIZAÇÃO DE GRUPOS FUNCIONAIS I

DATA:

/

/

HIDROCARBONETOS INSATURADOS, ÁLCOOIS, ÉSTERES, ANIDRIDOS DE ÁCIDO

1. INTRODUÇÃO

1.1. CARACTERIZAÇÃO DE HIDROCARBONETOS

Teste de Bromo (Br 2 /CCl 4 )

Compostos insaturados alifáticos reagem com a solução de bromo (Br 2 /CCl 4 ) através de suas ligações olefínicas (C=C) ou acetilênicas (CC). A solução de bromo possui uma cor vermelha ou laranja, dependendo da concentração, que desaparece imediatamente devido à ocorrência de reação. Trata-se de uma reação de adição eletrofílica do bromo à dupla ou tripla ligação com produção de dibromo vicinal ou tetra-bromo, respectivamente, que são substâncias incolores.

respectivamente, que são substâncias incolores. Hidrocarbonetos saturados e hidrocarbonetos aromáticos com
respectivamente, que são substâncias incolores. Hidrocarbonetos saturados e hidrocarbonetos aromáticos com

Hidrocarbonetos saturados e hidrocarbonetos aromáticos com cadeia lateral alifática também podem descorar a solução de bromo. Esta é uma reação bem mais lenta que a anterior, só ocorrendo na presença de luz ou calor. Trata-se de uma reação de substituição radicalar que se passa com a eliminação de HBr.

CH 3 CH 2 Br Br 2 /CCl 4 (vermelho) aquecimento ou luz tolueno brometo
CH 3
CH 2 Br
Br 2 /CCl 4
(vermelho)
aquecimento
ou luz
tolueno
brometo de benzila
(incolor)
Br 2 /CCl 4
(vermelho)
Br
aquecimento
ou luz
2-metilpropano
2-bromo-2-metilpropano
(incolor)

Teste de Baeyer (KMnO 4 /HO - /H 2 O)

Ligações olefínicas e acetilênicas são rapidamente atacadas por uma solução aquosa de permanganato de potássio neutra ou levemente alcalina (Teste de Baeyer). Trata-se de uma reação de oxidação branda de alcenos e alcinos com formação de glicóis e α-dicetonas, respectivamente. A cor violeta do permanganato desaparace e surge uma cor marrom, sob forma de precipitado, devido a formação de MnO 2 no meio reacional.

Os alcinos verdadeiros produzem α-ceto-aldeídos. Este teste é necessário para confirmação de insaturação, pois o teste de bromo, por si só, não é suficiente

para tal fim, uma vez que alguns compostos etilênicos simetricamente substituídos reagem lentamente nas condições de ensaio com bromo.

OH KMnO 4, frio HO - , H 2 O + MnO 2 (violeta) (marrom)
OH
KMnO 4, frio
HO - , H 2 O
+
MnO 2
(violeta)
(marrom)
OH
cicloexeno
1,2-cicloexanodiol
O
KMnO 4, frio
HO - , H 2 O
+
MnO 2
(violeta)
(marrom)
O
2-pentino
pentano-2,3-diona

1.2. CARACTERIZAÇÃO DE ÁLCOOIS

Teste de Lucas (ZnCl 2 /HCl)

Os álcoois terciários e secundários reagem com uma solução de cloreto de zinco em ácido clorídrico concentrado com a formação de uma mistura heterogênea difásica ou pelo aparecimento de uma emulsão de aspecto leitoso (Teste de Lucas). Os álcoois terciários reagem rapidamente, enquanto que os álcoois secundários reagem após alguns minutos. Os álcoois primários não dão bons resultados diante do reagente de Lucas.

Reação rápida: OH ZnCl 2 /HCl Cl 2-metil-2-propanol 2-cloro-2-metilpropano
Reação rápida:
OH
ZnCl 2 /HCl
Cl
2-metil-2-propanol
2-cloro-2-metilpropano
Reação lenta: OH ZnCl 2 /HCl Cl 2-propanol 2-cloropropano Reação muito lenta: ZnCl 2 /HCl
Reação lenta:
OH
ZnCl 2 /HCl
Cl
2-propanol
2-cloropropano
Reação muito lenta:
ZnCl 2 /HCl
OH
Cl
etanol
1-cloroetano

1.3. CARACTERIZAÇÃO DE ÉSTERES

Teste do ácido hidroxâmico

Os ésteres e anidridos de ácido reagem com uma solução etanólica de cloridrato de hidroxilamina seguido de cloreto férrico com surgimento de uma cor vermelho-escura a violeta (Teste do ácido hidroxâmico).

O O H 3 NOHCl cloridrato de hidroxilamina O O Na N H etanoato de
O
O
H 3 NOHCl
cloridrato de
hidroxilamina
O
O Na
N
H
etanoato de etila
ácido

acetohidroxâmico

+

O HCl OH N
O
HCl
OH
N

H

OH

etanol

ácido

acetohidroxâmico

3

O

N
N

H

OH

ácido acetohidroxâmico

O FeCl 3 Fe N H 3 hidroxamato férrico
O
FeCl 3
Fe
N
H 3
hidroxamato férrico

+

3 HCl

2. OBJETIVO

Caracterizar e identificar hidrocarbonetos insaturados através do teste de bromo e teste de Baeyer, álcoois utilizando teste de Lucas e ésteres e anidridos de ácido com o teste do Ácido Hidroxâmico.

3. PRÉ-LABORATÓRIO

01. Escreva as equações das reações de bromação do etano, propano e 2-metil- propano.

02. Escreva três exemplos da reação de alcenos com bromo em tetracloreto de carbono.

03. Escreva três exemplos da reação de alcenos com permanganato (teste de Baeyer).

04. Escrever e equação da reação do propeno com uma solução de bromo em tetracloreto de carbono e compare com a reação do mesmo alceno com água de bromo.

05. Quais os componentes do reagente de Lucas?

06. Para que serve o teste de Lucas?

07. Como varia a reatividade dos álcoois na presença de cloreto de hidrogênio?

08. Qual a finalidade da utilização do cloreto de zinco no reagente de Lucas?

09. Como varia a reatividade dos derivados de ácido carboxílico?

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

4.1.Teste de Bromo

Em três tubos de ensaio limpos e secos coloque quatro gotas das três amostras a serem testadas (amostras 1, 2 e 3). Adicione 0,5 mL da solução de

bromo e observe os resultados. Se não houver descoramento, exponha o(s) tubo(s)

a ação da luz e tire suas conclusões.

4.2. Teste de Baeyer

Em três tubos de ensaio limpos coloque quatro gotas das amostras 1, 2 e 3 e

adicione 0,5 mL da solução aquosa de permanganato de potássio. Observe os resultados e tire conclusões.

4.3. Teste de Lucas

Em três tubos de ensaio limpos coloque quatro gotas das amostras 4, 5 e 6 e

adicione a cada um deles vinte gotas do reagente de Lucas. Observe os resultados

e tire suas conclusões.

4.4. Teste do Ácido Hidroxâmico

Escolha um tubo de ensaio limpo e coloque uma a duas gotas da amostra 7. Em seguida, adicione 1 mL da solução 0,5 N de cloridrato de hidroxilamina e 0,2 mL

da solução aquosa 6 N de hidróxido de sódio. Aqueça brandamente a mistura e deixe-a esfriar. A seguir, adicione 2 mL de solução de ácido clorídrico 1 N. Caso a mistura apresente-se turva, acrescente 2 mL de etanol. Finalmente adicione uma gota da solução de cloreto férrico. Observe o resultado e tire suas conclusões.

5. QUESTIONÁRIO

01. Em três tubos de ensaio contendo as amostras 1, 2 e 3 foram colocadas 0,5 mL da solução de bromo. Nos tubos 1 e 2 houve descoramento da solução de bromo, sendo que no tubo da amostra 1 só ocorreu reação após exposição a ação da luz. O que se pode propor cerca os componentes presentes nos tubos 1 e 2?

02. Em três tubos de ensaio contendo os seguintes álcoois: etanol, isopropanol e t-

butanol, foram colocadas vinte gotas do reagente de Lucas. Qual deve reagir mais rápido?

03. Indique teste(s) que permita(m) diferenciar:

a) ciclohexano de hexeno

b) álcool terc-butílico de álcool n-butílico

04. Complete as reações abaixo:

a) Ciclohexeno + Br 2 /CCl 4

b) Tolueno + Br 2 /CCl 4 → Luz

c) Acetato de n-butila + NH 2 -OH

d) Álcool terc-butílico + HCl (conc.) → ZnCl2

e) Ciclohexeno + KMnO 4(aq ) meio neutro

a frio

6. BIBLIOGRAFIA

Pavia, D. L. et al; Alencastro, R. B. (Trad.). Química Orgânica Experimental – Técnicas de escala pequena, 2a Ed., Porto Alegre, Bookman, 2009.

Solomons, T. W. G., Fryhle, B. C. Química Orgânica, vol. 1 e 2, 9a Ed., Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos S/A , 2009.

Allinger, N. L. Química Orgânica, 2a Ed., Rio de Janeiro, Guanabara Dois, 1973.

McMurry, J., Química Orgânica, 6a Ed., São Paulo, Thomson, 2005.Vogel, I. Química Orgânica- Análise orgânica qualitativa, vol.3, 3a Ed., Livros Técnicos Científicos S/A; Rio de Janeiro, 1979.

ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES

ANOTAÇÕES

ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES

PRÁTICA 06: CARACTERIZAÇÃO DE GRUPOS FUNCIONAIS II ALDEÍDOS E CETONAS

DATA:

/

/

1. INTRODUÇÃO

Os aldeídos são compostos com a fórmula geral RCHO, enquanto que as cetonas tem fórmula geral R-CO-R’. Os grupos R e R' podem ser alifáticos ou aromáticos.

R R O O H R' Aldeído cetona
R R
O
O
H R'
Aldeído
cetona

Tanto aldeídos, como cetonas contêm o grupo carbonila C=O, e por isso é freqüente designá-los coletivamente por compostos carbonílicos. As propriedades químicas dos aldeídos e cetonas devem-se em grande parte, ao grupo carbonila.

Teste da 2,4-dinitrofenilhidrazina

Aldeídos e cetonas reagem com a 2,4-dinitrofenilhidrazina para produzir os derivados 2,4-dinitrofenilhidrazonas na forma de precipitados amarelos ou vermelhos.

na forma de precipitados amarelos ou vermelhos. Teste de Tollens Os aldeídos reagem com íons prata

Teste de Tollens

Os aldeídos reagem com íons prata do reativo de Tollens para produzir prata metálica (espelho de prata). A reação é positiva também para os açúcares redutores, polihidroxifenóis, aminofenóis, hidroxilaminas e outros agentes redutores.

O O + Ag O + 3NH 3 + H 2 O + 2[Ag(NH 3
O
O
+ Ag O + 3NH 3 + H 2 O
+ 2[Ag(NH 3 ) 2 ]OH
O NH 4
H
prata
butanal
reagente de Tollens
butirato de amônio
metálica
Teste do iodofórmio

Compostos oxigenados neutros contendo o grupo CH 3 C=O ligado a hidrogênio ou grupos alquila ou arila dão iodofórmio com solução de hipoiodito (I 2 + HO - ).

O O + CHI 3 + 3NaI + 3H 2 O + 3I 2 +
O
O
+ CHI 3 + 3NaI + 3H 2 O
+ 3I 2 + 4NaOH
O Na
2-pentanona
butanoato de sódio
iodofórmio

Álcoois secundários do tipo RCH(OH)CH 3 também dão teste positivo, devido à formação de metilcetonas.

O OH + I 2 + NaOH + 2NaI + 2H 2 O 2-pentanol 2-pentanona
O
OH
+ I 2 + NaOH
+ 2NaI + 2H 2 O
2-pentanol
2-pentanona

2. OBJETIVO

Caracterizar e identificar aldeídos e cetonas realizando os testes com a 2,4-

dinitrofenilhidrazina, teste de Tollens e teste do halofórmio.

3. PRÉ-LABORATÓRIO

01. Qual o tipo da reação que ocorre com aldeídos ou cetonas?

02. Qual a reação da propanona com a hidrazina?

03. O que caracteriza teste positivo no teste de Tollens?

04. Mostre a reação do butanal com o reagente de Tollens.

05. Mostre a reação da propanona com bromo na presença de base? Quais os produtos formados?

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

4.1.

Teste com a 2,4-dinitrofenilhidrazina

Coloque em 3 tubos de ensaio 0,5 mL da solução de 2,4-dinitrofenilhidrazina.

Em

seguida adicione 1 ou 2 gotas da amostra que se quer identificar. A formação de

um

precipitado amarelo ou vermelho, indica teste positivo.

4.2.

Teste de Tollens

Em um tubo de ensaio coloque 1 mL de uma solução 5 % de nitrato de prata.

Em

seguida adicione uma gota de uma solução de hidróxido de sódio 10 % e agite.

Junte à mistura, cerca de 2 mL de uma solução de hidróxido de amônio 10 %, gota a gota com agitação, até que o precipitado de hidróxido de prata se dissolva totalmente, obtendo-se uma solução transparente. Coloque 1 ou 2 gotas da amostra em um tubo de ensaio limpo e seco e adicione 0,5 mL do reagente de Tollens recentemente preparado. A formação de um

espelho de prata constitui um teste positivo. Depois de realizado o teste, lavar o tubo com água e após com ácido nítrico diluído. O fulminato de prata, que é muito explosivo quando seco, pode estar presente no resíduo e dessa maneira será eliminado.

4.3.

Teste do halofórmio

Dissolva 1 ou 2 gotas da amostra em 1 mL de água. Em seguida coloque 1

mL

de uma amostra de iodeto de potássio 6 % e adicione lentamente, com agitação,

1 mL de uma solução alcalina de hipoclorito de sódio. No teste positivo, a cor marron desaparece e surge um precipitado amarelo (que é o iodofórmio com p.f. 120 o C).

CARACTERIZAÇÃO DOS ALDEÍDOS E CETONAS

Amostra Teste da DNPH Negativo Positivo Teste de Tollens Outros compostos Positivo Negativo Aldeídos Positivo
Amostra
Teste da DNPH
Negativo
Positivo
Teste de Tollens
Outros
compostos
Positivo
Negativo
Aldeídos
Positivo
Negativo
Outras
Metilcetonas
Cetonas

Teste de Halofórmio

Figura 1- Fluxograma geral dos testes de caracterização de aldeídos e cetonas.

5. QUESTIONÁRIO

01. Qual amostra utilizada no experimento indicou teste positivo com a solução de

2,4-dinitrofenilhidrazina?

02. Um tubo de ensaio contém uma substância com a fórmula molecular C 4 H 8 O cujas características são descritas a seguir:

a)

Teste de Tollens: negativo

b)

Teste da 2,4-difenilhidrazina: positivo

c)

Teste do iodofórmio: positivo Qual a estrutura deste composto?

6.

BIBLIOGRAFIA

Pavia, D. L. et al; Alencastro, R. B. (Trad.). Química Orgânica Experimental – Técnicas de escala pequena, 2a Ed., Porto Alegre, Bookman, 2009.

Solomons, T. W. G., Fryhle, B. C. Química Orgânica, vol. 1 e 2, 9a Ed., Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos S/A , 2009.

Allinger, N. L. Química Orgânica, 2a Ed., Rio de Janeiro, Guanabara Dois, 1973.

McMurry, J., Química Orgânica, 6a Ed., São Paulo, Thomson, 2005.

Vogel, I. Química Orgânica- Análise orgânica qualitativa, vol.3, 3a Ed., Livros Técnicos Científicos S/A; Rio de Janeiro, 1979.

Análise orgânica qualitativa , vol.3, 3a Ed., Livros Técnicos Científicos S/A; Rio de Janeiro, 1979. ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES

21

PRÁTICA 07: SAPONIFICAÇÃO

DATA:

/

/

1. INTRODUÇÃO

O sabão é conhecido desde pelo menos 600 anos aC. Os fenícios já preparavam um material coagulado por fervura de gordura de cabra misturada com cinzas de madeira. As propriedades do sabão como material de limpeza nunca chegaram a ser de conhecimento geral, e o uso do sabão não se disseminou até o século XVIII. Do ponto de vista químico, o sabão é uma mistura de sais de sódio ou potássio de ácidos graxos de cadeia longa, produzida pela hidrólise básica (saponificação de gordura animal ou vegetal em meio alcalino). A cinza da madeira foi utilizada como substância alcalina até meados do século XIX, quando o NaOH tornou-se comercialmente disponível. Óleos e gorduras são constituídos de triésteres de ácidos graxos de cadeias carbônicas extensas e glicerol (triglicerídeos), que podem sofrer reações de hidrólise alcalina produzindo sabões (reação de saponificação), Figura 1. Os sabões comuns são sais de sódio ou potássio, obtidos a partir da reação de saponificação de triglicerídeos de origem animal ou vegetal com soda cáustica (NaOH) ou potassa cáustica(KOH), respectivamente. Um subproduto da manufatura de sabões é a glicerina (glicerol), que é bastante utilizada na indústria de cosméticos e também na obtenção do explosivo nitroglicerina.

OCOR 1 OH H 2 O OCOR 2 + 3 NaOH OH OCOR 3 OH
OCOR 1
OH
H 2 O
OCOR 2
+ 3 NaOH
OH
OCOR 3
OH
Triglicerídeo
glicerol

O

 
R 1
R
1

-

ONa

+

O

+

R 2
R
2
 

-

ONa

+

O

- R 3
-
R
3

ONa

+

sabão

Figura 1 – Equação química da reação de saponificação.

A ação de limpeza dos sabões deve-se à natureza de suas estruturas que apresentam dois extremos muito diferentes. O extremo do carboxilato de sódio é iônico e, por isto, hidrofílico (gosta de água). A porção hidrocarbônica da molécula é apolar e hidrofóbica (tem medo de água). O resultado destas duas tendências é que os sabões são atraídos pela gordura e pela água, o que os torna úteis como materiais de limpeza. Quando os sabões se dispersam em água, as cadeias hidrocarbônicas longas se agrupam e se entrelaçam em uma bola hidrofóbica e as extremidades iônicas na superfície da bola mergulham na fase aquosa, formando aglomerados esféricos, denominados micelas (Figura 2). As gotas de gordura e de óleo se “solubilizam” na água porque são envolvidas pelas cadeias apolares das moléculas de sabão no centro das micelas. Uma vez em solução, a gordura e a sujeira podem ser removidas.

Figura 2 – Representação da estrutura de um sabão e de uma micela.

Porção polar (hidrofílica)

Porção apolar (hidrofóbica)

H 2 O

H 2 O

H 2 O H 2 O H 2 O H 2 O H 2 O
H 2 O
H 2 O
H 2 O
H 2 O
H 2 O

H 2 O

Os coágulos de sabão impuros contêm glicerol e excesso de base, e sua purificação pode ser feita por fervura com água e adição de NaCl para precipitar os carboxilatos de sódio puros (SALTING-OUT- processo de lavagem). O sabão que precipita, é sacado e pode ser perfumado e prensado em forma de barras para uso doméstico. Para obtenção de sabonetes e sabões coloridos deve-se adicionar corantes, já os sabonetes medicinais apresentam substâncias anti-sépticas. Sabões ásperos para tirar nóduas, são obtidos pela adição de pedra- pome e sabonetes que flutuam, por bombeamento de ar. Quando a água é dura, os carboxilatos de sódio solúveis se convertem em sais de magnésio e de cálcio que precipitam e deixam um anel de resíduos em banheiras e pias, além de uma coloração acinzentada na roupa branca. Os químicos resolveram estes problemas produzindo uma classe de detergentes sintéticos baseados em sais de ácidos alquilbenzenossulfônicos de cadeia longa. O princípio de atuação dos detergentes sintéticos é o mesmo dos sabões: o extremo alquil- benzeno da molécula é atraído pela gordura, e o extremo sulfonato, ionizado, é atraído pela água. Os detergentes de sulfonato, ao contrário dos sabões, não formam sais metálicos insolúveis na água dura e não deixam resíduos.

2. OBJETIVOS

Realizar uma reação de saponificação para preparar uma amostra de sabão a partir de óleos vegetais e realizar procedimento de tratamento do sabão produzido,

comparando-se a alcalinidade do sabão antes e depois de tratado.

3. PRÉ-LABORATÓRIO

01.

Defina sabões?

02.

Qual a diferença entre sabão e detergente?

03.

O que é uma reação de saponificação? Dê exemplo.

02.

Mostre a reação de um tripalmitilglicerol com hidróxido de sódio.

03.

Como se pode obter o ácido palmítico a partir do palmitato de metila?

04.

O que é uma substância hidrofóbica?

05.

Por que o sabão é solúvel em água se é formado por moléculas que apresentam cadeias hidrofóbicas longas.

06.

Como são arranjadas as moléculas de sabão?

07.

Como os coágulos de sabão impuros que contém glicerol e excesso de álcali são purificados?

08.

O que é detergente biodegradável?

09.

Como os sabões removem a sujeira?

10.

O que é água dura e o que ocorre quando usamos sabão neste tipo de água?

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Obs: proteger os olhos de eventuais salpicos nesta experiência.

4.1. Técnica para a produção do sabão

Em um béquer de 250 mL coloque 12 g de óleo vegetal e adicione, com agitação constante, 6 mL de uma solução de NaOH 72%. Aqueça brandamente, sempre agitando com um bastão de vidro, até obter uma massa compacta e homogênea, aproximadamente 5 minutos depois. Pese o produto obtido (sabão

bruto).

4.2.

Técnica para tratamento do sabão (SALTING-OUT)

Pese 2 g de sabão bruto em um béquer de 250 mL e dissolva em 40 mL de água destilada, com aquecimento para facilitar a dissolução. Acrescente 30 mL de uma solução saturada (23%) de NaCl, utilizando um banho de gelo para facilitar a precipitação do sabão. Filtre o sabão precipitado, usando para isso, um funil de Bϋchner (Filtração a vácuo). Durante este procedimento lave o sabão com duas porções de 15 mL da solução saturada de NaCl resfriada e seque o máximo possível o sabão tratado, deixando o vácuo funcionando por aproximadamente 5 minutos.

4.3. Testes de Alcalinidade

Consiste em comparar a alcalinidade do sabão produzido antes e depois do

SALTING-OUT.

Em dois tubos de ensaio identificados, coloque em um, uma pequena quantidade de sabão bruto e no outro uma pequena quantidade de sabão precipitado pelo NaCl (item 4.2). Dissolva ambas as amostra com aproximadamente 2 mL de água destilada, com aquecimento para facilitar a dissolução. Deixe resfriar e em seguida verifique o pH das soluções, com fitas de papel de pH, avaliando os valores em uma tabela de escala de pH. Tire suas conclusões em relação à alcalinidade do sabão antes e depois de tratado e da eficiência do seu procedimento experimental.

5.

QUESTIONÁRIO

1.

Como é definido o índice de saponificação? Qual é a relação entre o índice de saponificação e a massa molecular média dos ácidos graxos que compõem o triglicerídeo?

2.

Pesquisar a composição dos ácidos graxos que compõem os triglicerídeos do óleo de coco e do óleo de soja e relacionar com os seus respectivos índices de saponificação.

6.

BIBLIOGRAFIA

Pavia, D. L. et al; Alencastro, R. B. (Trad.). Química Orgânica Experimental – Técnicas de escala pequena, 2a Ed., Porto Alegre, Bookman, 2009.

Solomons, T. W. G., Fryhle, B. C. Química Orgânica, vol. 1 e 2, 9a Ed., Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos S/A , 2009.

 

Allinger, N. L. Química Orgânica, 2a Ed., Rio de Janeiro, Guanabara Dois, 1973.

McMurry, J., Química Orgânica, 6a Ed., São Paulo, Thomson, 2005.

 

Vogel, I. Química Orgânica- Análise orgânica qualitativa, vol. 3, 3a Ed., Livros Técnicos Científicos S/A; Rio de Janeiro, 1979.

 

ANOTAÇÕES

   

PRÁTICA 08: EXTRAÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL

1. INTRODUÇÃO

DATA:

/

/

Óleos essenciais são misturas complexas de substancias voláteis, lipofílicas, geralmente odoríferas e líquidas. São matérias-primas de origem natural, extraídas de diversas espécies vegetais, podendo ser obtidos a partir das folhas, frutos, caule e raízes. Como evaporam quando expostos ao ar, em temperatura ambiente, são também chamados de óleos voláteis ou etéreos. Sua principal característica é a volatilidade, diferindo assim dos óleos fixos, que são misturas de substancias de natureza lipídica, obtidas geralmente, a partir de sementes. Outra característica importante é o aroma, geralmente agradável e intenso, sendo por isto chamado de essências. O aroma do óleo essencial está associado à sua composição química, a qual varia com a espécie de planta. Os óleos essenciais são largamente utilizados como matéria-prima na produção de fragrâncias para as indústrias de perfumaria, cosmética e higiene pessoal, bem como, na aromatização de alimentos e bebidas. Praticamente, todos os óleos voláteis são constituídos por misturas de moléculas orgânicas. O número de constituintes na mistura pode variar de um único componente a uma mistura complexa. Neles podem ser encontrados quase todos os tipos de compostos orgânicos, como: hidrocarbonetos terpênicos, álcoois, cetonas, aldeídos, ésteres, óxidos, éteres, óxidos peróxidos, furanos, cumarinas, fenilpropanóides e até compostos contendo enxofre. Por exemplo, no capim santo (Cymbopogon citratus) o constituinte principal é o citral; no eucalipto limão (Eucalyptus citriodora) o constituinte majoritário é o citronelal, no eucalipto medicinal (Eucalyptus tereticornis) o principal constituinte é o eucaliptol, enquanto na casca da laranja (Citrus sinensis) é o limoneno (Citrus aurantium), Figura 1.

CHO E: geranial Limoneno Citral Z: neral
CHO
E: geranial
Limoneno
Citral
Z: neral
O CHO Eucaliptol Citronelal
O
CHO
Eucaliptol
Citronelal

Figura 1. Constituintes majoritários dos óleos voláteis de: Cymbopogon citratus (citral), Citrus aurantium (limoneno), Eucalyptus tereticornis (eucaliptol) e

Eucalyptus citriodora (citronelal).

Caracteristicamente, os óleos essenciais possuem odores próprios, índice de refração e são oticamente ativos. São solúveis em éter, álcool e na maioria dos solventes orgânicos. De caráter lipofílico, apresentam solubilidade limitada em água, mas suficiente para aromatizar as soluções aquosas, que são denominadas de hidrolatos.

2. TEORIA DA EXTRAÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL (HIDRODESTILAÇÃO)

Hidrodestilação será o processo de extração de óleo essencial a ser utilizado, Figura 2. Este consiste num sistema de destilação em que o material vegetal é depositado em um balão, em seguida é adicionado água e submetido ao aquecimento moderado por volta de duas ou três horas. Ao ocorrer a ebulição da água, o óleo essencial é arrastado pelo vapor d’água sendo conduzido a um condensador e depositado, após a condensação, em um doseador do tipo Cleavenger. Após a formação das duas fases, o óleo volátil é retirado do doseador e submetido ao tratamento com sulfato de sódio anidro (Na 2 SO 4 ), para remoção de água. O principio da hidrodestilação baseia-se na lei de Dalton, a qual postula que a pressão de vapor de uma mistura de líquidos imiscíveis é igual à soma da pressão de vapor dos componentes puros individuais. A pressão total de vapor da mistura torna-se igual à pressão atmosférica (e a mistura ferve) numa temperatura menor que o ponto de ebulição do componente que possui a maior pressão de vapor. Um dos métodos para identificação da composição química dos constituintes presentes nos óleos é através da técnica conhecida por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (CG/EM).

Figura 2. Aparelhagem para hidrodestilação.
Figura 2. Aparelhagem para
hidrodestilação.

2. OBJETIVO

Realizar a extração de óleos essenciais pelo processo de hidrodestilação. Caracterização de grupamentos funcionais presentes, como alcenos através dos testes de bromo e de Baeyer, além da caracterização de compostos carbonílicos (aldeídos ou cetonas) usando o teste da 2,4-dinitrofenilhidrazina.

3.

PRÉ-LABORATÓRIO

1.

O que é óleo essencial?

2.

Cite alguns métodos de extração de óleos essenciais.

4.

Qual a função do doseador no sistema de extração?

5.

Como se deve proceder para identificar os componentes de um óleo essencial?

6.

Cite alguns usos de óleos essenciais.

7.

Quais os componentes principais dos óleos essenciais de casca de laranja, cravo, eucalipto e capim santo?

8.

Justifique a necessidade da realização dos testes de bromo, Baeyer e 2,4- dinitrofenilhidrazina nos óleos essenciais.

4.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1.

Pese o material a ser extraído pela sua equipe (cascas de laranja, folhas de eucalipto ou capim santo);

2.

Coloque os materiais pesados em balões de 2 L;

3.

Adicione água destilada nos balões até imersão dos materiais vegetais;

4.

Coloque os balões contendo os materiais vegetais em mantas de aquecimento;

5.

Monte os sistemas de hidrodestilaçào para as extrações de óleos de acordo conforme ilustrado na Figura 2;

6.

Inicie o processo de extração ligando toda a aparelhagem (manta de aquecimento e o circulador de água);

7.

Deixe o sistema ligado por aproximadamente 50 minutos, retirando, se necessário a água acumulada no doseador, com um erlenmeyer (hidrolato);

8.

Completando o tempo de extração, desligue o sistema, espere o seu resfriamento por um período de aproximadamente 10 minutos, meça a quantidade do óleo essencial obtido no próprio doseador (fase superior);

9.

Abra a torneira e separe o hidrolato (fase inferior) do óleo essencial (fase superior). Trate o óleo obtido com sulfato de sódio (Na 2 SO 4 ) e pese-o para cálculo de rendimento percentual.

5.

TESTE DE CARACTERIZAÇÃO:

Para cada teste de caracterização citado abaixo, pegue um tubo de ensaio

limpo e seco,

coloque quatro gotas do óleo e adicione 0,5 mL de solução

referente a cada teste.

- Teste de Bromo (Br 2 /CCl 4 )

- Teste Bayer (Solução aquosa de KMnO4);

- Teste da 2,4-dinitrofenilhidrazina.

Observações:

- Observe e anote os resultados quanto a diferenças de coloração ou formação de precipitados.

- Guarde o restante do óleo obtido em refrigeração a fim de evitar a volatilidade ou oxidação.

6. QUESTIONÁRIO

i. Qual o tipo de condensador que é utilizado na extração de óleo essencial?

ii. Na extração de 500 g das folhas verdes de C. langsdorffii foi coletado 1,0 mL de óleo essencial correspondente a 700 mg de óleo essencial. Qual o rendimento percentual do óleo? Qual sua densidade?

iii. Como o óleo essencial pode ser extraído do hidrolato?

7. BIBLIOGRAFIA

1. SOARES, B.G.; SOUSA, N.A. da; PIRES, D.X. Química orgânica: teoria e técnicas de preparação purificação e identificação de compostos orgânicos. Rio de Janeiro, Guanabara, 1988.

2. VOGEL, A. I. Química orgânica: análise orgânica qualitativa. 2. ed., Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico S. A., 1981.

3. SANTOS, C.A. M; TORRES, K.R.; LEONART, R., Plantas medicinais: herbarium, flora et scientia. São Paulo: Ícone. 1988

4. ROBBERS, J. E.; SPEEDIE, M. K.; TYLER, V. E. Farmacognosia biotecnologia São Paulo: Editorial Premier, 1997.

5. SOUSA, M. P.; MATOS, M. E. O.; MATOS, F.J. A.; MACHADO, M. I. L.; CRAVEIRO, A. A. Costituintes químicos ativos de plantas medicinais brasileiras. Fortaleza, EUFC, 1991.

6. Simões, C. M. O., et all. Farmacognosia: da planta ao medicamento. UFRGS Editora, 5ª edição, 2003, Porto Alegre.

7. Mann, J., Secondary Metabolism. Oxford science publications, 2ª edição, 1987, Nova Iorque.

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PRÁTICA 09 - PREPARAÇÃO DO CICLOEXENO

DATA:

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1. INTRODUÇÃO

Reações de eliminação são uma das mais importantes e fundamentais classes de reações químicas. Basicamente, o mecanismo da eliminação compreende a saída de dois átomos ou grupos de átomos em uma molécula orgânica. Eliminações do tipo 1,2 fornecem ligações duplas, sendo uma ótima metodologia para a preparação de alcenos. Quando um álcool é aquecido na presença de um ácido forte, ocorre a eliminação de água com formação de um alceno. Esta reação é conhecida como DESIDRATAÇÃO DE ÁLCOOIS. Quando tratados com ácidos, álcoois secundários e terciários geralmente eliminam água através de um mecanismo envolvendo a participação de um carbocátion como intermediário (mecanismo E 1 ).

OH

um carbocátion como intermediário (mecanismo E 1 ). OH cicloexanol H 2 SO 4 ou H

cicloexanol

H 2 SO 4 ou

(mecanismo E 1 ). OH cicloexanol H 2 SO 4 ou H 3 PO 4 cicloexeno

H 3 PO 4

E 1 ). OH cicloexanol H 2 SO 4 ou H 3 PO 4 cicloexeno +

cicloexeno

+ H 2 O

Dependendo de uma série de fatores (substrato, temperatura, condições reacionais) as reações de substituição nucleofílica também podem ocorrer no meio reacional, fornecendo éteres como subprodutos.

2. OBJETIVO

Preparar o cicloexeno através de uma reação de eliminação. Confirmar a obtenção do cicloexeno através dos testes de Br 2 /CCl 4 e de KMnO 4 .

3. PRÉ – LABORATÓRIO

1- Por que os álcoois terciários eliminam água mais facilmente, quando comparados aos álcoois primários? 3- Compare os mecanismos das reações E 1 e E 2 em termos de estereosseletividade. 6- Esquematize as reações de caracterização do cicloexeno:

7- Proponha outros métodos de obtenção de alcenos. 9- Qual o produto formado a partir da desidratação do 2,2-dimetilcicloexanol? 10- Proponha um método para a preparação do cicloexanol a partir do cicloexeno.

para a preparação do cicloexanol a partir do cicloexeno. 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1. Coloque 21 mL

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1. Coloque 21 mL de cicloexanol e 0,25 mL (5 gotas) de ácido sulfúrico concentrado em um balão esmerilhado de 125

mL.

2. Adicione uma ou mais pedras de ebulição e agite a mistura. Observe uma ligeira mudança de cor na mistura reacional de incolor para amarelo.

3. Adapte ao balão o sistema de destilação simples,(Figura 1) colocando o recipiente coletor em banho de gelo. 4. Aqueça a mistura suavemente e controle a

temperatura de destilação no ponto de ebulição

Figura 1:Sistema de destilação simples

do cicloexeno, 83 o C. Destile aproximadamente durante 40 - 45 minutos e observe que no fim da destilação há uma queda de temperatura. Evite a destilação total do líquido.

5. Deixe o sistema resfriar por alguns minutos. Então, transfira o destilado para um funil de separação e adicione 1 mL de solução saturada de NaCl e 2 mL de Na 2 CO 3 5 % e agite a mistura.

6. Duas camadas irão se formar, a inferior aquosa e a superior orgânica. Despreze a camada inferior, e despeje o cicloexeno bruto pela boca do funil para um béquer de 50 mL.

7. Adicione ao cicloexeno uma pequena quantidade de sulfato de sódio anidro e agite por 1 ou 2 minutos e deixe em repouso por 15 minutos com agitação ocasional.

8. Então, filtre a mistura utilizando um funil simples contendo uma fina camada de algodão recebendo o filtrado em um béquer previamente tarado.

9. Pese o produto obtido, faça a reação de confirmação e calcule os rendimentos teórico e prático.

REAÇÕES DE CONFIRMAÇÃO

Br 2 /CCl 4 :

Em um tubo de ensaio, adicione 2 gotas de cicloexeno a 2 gotas de solução de Br/CCl 4. Observe o descoramento da cor vermelha da solução de bromo.

KMnO 4 :

Repita o mesmo procedimento utilizando agora uma solução de KMnO 4 e observe a formação de um precipitado marrom, MnO 2 .

TABELA DE INFORMAÇÕES

Propriedades

Cicloexanol

Cicloexeno

H

2 SO 4

Ponto de fusão ( o C)

23-25

- 104

 

-2

Ponto de ebulição ( o C)

161

83

 

327

Densidade (g/mL)

0,962

0,810

1,840

Peso molecular

100

82

 

98

Cor

Incolor

Incolor

Incolor

Solubilidade

Solúvel em água, etanol e acetato de etila.

Insolúvel em água, solúvel em etanol, éter etílico, acetona e benzeno.

 

-

5. QUESTIONÁRIO

1. Através de qual mecanismo a reação realizada na pratica ocorre, E 1 ou E 2 ? Explique.

2. Proponha um mecanismo para a reação de desidratação do cicloexanol catalisada por ácido.

3. O ácido sulfúrico atua na reação como catalisador ou como ativador? Justifique.

4. Por que é necessário o aquecimento da mistura reacional?

5. Comente sobre a necessidade do uso de um sistema de destilação simples.

6. Na preparação do cicloexeno, ao se adicionar o ácido sulfúrico concentrado sobre o cicloexanol, a mistura reacional mudou a coloração de incolor para amarelo. Justifique.

7. Ao final da reação o destilado apresentou-se turvo. Explique.

8. Qual a necessidade de se retirar o alceno formado por destilação?

9. Como poderia ser aumentado o rendimento da reação?

10. Por que em umas das etapas de purificação do cicloexeno, se faz a adição de NaCl?

11. Justifique o porquê da utilização de bicarbonato de sódio 5 %. O que isto implica no rendimento da reação? (Lembre-se que a reação de desidratação de álcoois é reversível). 12. Proponha mecanismos para as reações de identificação do cicloexeno listadas abaixo, informando a estereoquímica dos produtos.

a. Teste de Bromo

b. Teste de Bayer

6. BIBLIOGRAFIA

1- VOGEL, A. I. Química Orgânica, Análise Orgânica Qualitativa, vol. 1, 3 a ed.Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro, RJ, 1979. 2- MANO, E.B e Seabra, A.P. Práticas de Química Orgânica, Edgard, S.P., 1969. 3- SOARES B.G., et al, Química Orgânica-teoria e técnicas de preparação, purificação e identificação de compostos orgânicos, Ed Guanabara, 1988. 4- SOLOMONS, T.W., Química Orgânica, vol. 2, 6 a Ed., LTC, Rio de Janeiro, 1996 5- VOLLHARTD, K.P.C., SCHORE, N.E., Organic Chemistry: Structure and Funcion, Third Edition, W.H., Freeman and Company, New York, 1998. 4- ALLINGER, N.L., CAVA, M.P., Química Orgânica, 2 a Ed., Guanabara Dois, Rio de Janeiro, 1978

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PRÁTICA 10- SÍNTESE DA p-NITROACETANILIDA

DATA:

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1. INTRODUÇÃO

Os hidrocarbonetos aromáticos são conhecidos, em geral, como arenos. Um grupo arila é derivado de um areno pela remoção de um átomo de hidrogênio e o seu símbolo é Ar. Assim, os arenos são simbolizados por ArH, tal como os alcanos o são por RH. As reações mais características dos arenos benzenóides são as reações de substituição que ocorrem quando reagem com reagentes eletrofílicos. Estas reações são do tipo geral que aparece a seguir:

ou
ou

Os eletrófilos são ou um íon positivo (E + ) ou uma espécie deficiente de elétrons, com grande carga positiva parcial. Por exemplo, o benzeno pode ser bromado ao reagir com o bromo na presença de FeBr 3 . O bromo e o FeBr 3 reagem para produzir íons bromo positivos, Br + . Estes íons bromo positivos atuam como eletrófilos e atacam o anel benzênico, substituindo um dos átomos de hidrogênio numa reação chamada substituição eletrofílica aromática. As substituições eletrofílicas aromáticas permitem a introdução direta de grande variedade de grupos no anel aromático e, por isto, abrem caminho para a síntese de muitos compostos importantes. As cinco substituições aromáticas são:

halogenação, sulfonação, alquilação de Friedel-Crafts, acilação de Friedel-Crafts e, a que realizaremos neste experimento, nitração. O benzeno reage lentamente com o ácido nítrico concentrado para dar o nitrobenzeno. A reação é mais rápida se for feita pelo aquecimento do benzeno com mistura de ácido nítrico concentrado e ácido sulfúrico concentrado.

ácido nítrico concentrado e ácido sulfúrico concentrado. O ácido sulfúrico concentrado aumenta a velocidade da

O ácido sulfúrico concentrado aumenta a velocidade da reação graças ao aumento da concentração do eletrófilo, o íon nitrônio (NO2 + ). Se já há um substituinte no anel benzênico, um segundo eletrófilo só pode atacar em uma de três posições e uma mistura de compostos orto, meta e para dissubstituídos é obtida. Os antigos químicos descobriram que as orientações relativas dos substituintes nos produtos de reação não dependem qualitativamente da natureza do eletrófilo. Ao contrário, a orientação dos substituintes no produto depende do substituinte que está ligado ao anel antes da reação. O nitro-benzeno, por exemplo, dá sempre um produto de reação meta dissubstituído para a nitração, sulfonação, bromação, ou qualquer outra reação de substituição eletrofílica aromática. Como regra geral, se no anel já existe um grupo que é doador de elétrons, o próximo substituinte entrará nas posições orto e meta em relação ao primeiro

substituinte. É importante salientar que não necessariamente as posições orto e para serão igualmente substituídas, pois fatores estéricos contribuem para a seletividade. Se no anel, por outro lado, já existe um grupo que é retirador de elétrons, o próximo substituinte entrará nas posições meta em relação ao primeiro substituinte. Os motivos destas seletividades serão mais bem entendidos na parte teórica da disciplina.

2. OBJETIVO

Obter a p-nitroacetanilida a partir da utilização da acetanilida (preparada em prática anterior), através de uma reação de substituição eletrofílica aromática e posterior purificação do produto reacional por recristalização.

3. PRÉ- LABORATÓRIO

01. Mostre o mecanismo da reação de preparação da p-nitroacetanilida. 02. Mostre a reação de obtenção do eletrófilo utilizado na reação.

03. Determine o reagente limitante usado nesta experiência e calcule o rendimento teórico. 04. A nitração do monoclorobenzeno é mais fácil ou mais difícil do que a do benzeno? Explique. 06. A partir do benzeno, como você sintetizaria o m-bromo-nitro-benzeno? E o isômero para? 05. Quais os produtos das reações abaixo:

a) Nitração do etilbenzeno

b) Bromação do nitrobenzeno

c) Sulfonação do t-butilbenzeno

d) Cloração da m-clorobenzonitrila

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1) A um béquer seco de 50mL, adicione aproximadamente 2,5g (anote todos os dígitos) de acetanilida seca e pulverizada. A seguir, adicione 3,0 mL de ácido acético glacial, e agite com um bastão de vidro para obter uma suspensão. 2) Adicione, sob agitação constante, 6,25mL de H 2 SO 4 concentrado (a mistura tornar-se-á quente e límpida). 3) Resfrie a mistura reacional em banho de gelo triturado e sal até que a temperatura chegue a 0-2 o C (A temperatura dever medida com o termômetro imerso na solução). 4) Adicione à solução, ainda imersa em banho de gelo, lentamente e com agitação constante, 2,3 mL (1,4 mL de HNO 3 concentrado e 0,9 mL de H 2 SO 4 concentrado) da mistura nitrante resfriada (mantida em um tudo de ensaio imerso no banho de gelo) já preparada pelo técnico do laboratório.

IMPORTANTE!!!! A adição deve ser realizada lentamente para garantir que a temperatura reacional não ultrapasse 10 o C.

5) Terminada a adição, deixe a mistura reacional em repouso a temperatura ambiente por 20minutos. 6) A um béquer de 100 mL, pese 25 g de gelo picado e adicione sobre a mistura reacional com agitação vigorosa utilizando bastão de vidro. Haverá a precipitação do produto. 7) Deixe em repouso por 5 minutos e filtre à vácuo.

8) Lave o filtrado várias vezes com pequenas porções de água gelada até que o pH da água adicionada for igual ao pH da água recolhida no kitassato, isto é, até que o pH da água recolhida esteja entre 6-7 (600-800 mL), um indicativo que impurezas ácidas não mais estão presentes no sólido. 9) Recristalize a p-nitroacetanilida impura obtida. 9.1) Dissolva o sólido (obtido na semana anterior) em álcool etílico (~30 ml) em ebulição (utilize uma placa de aquecimento para aquecer o álcool). 9.2) Caso haja alguma impureza insolúvel, filtre a solução quente em um funil aquecido instantes antes com um bico de Bunsen, e recolha o filtrado em um béquer de 50mL. 9.3) Deixe em repouso até que a p-nitroacetanilida recristalize. 9.4) Filtre os cristais em funil de Büchner, lavando com pequena quantidade de álcool etílico gelado. Escorrer bem e secar ao ar ou em estufa a 100 o C por 5 minutos. 9.5) Pese o produto seco e calcule o rendido obtido na reação.

5. REAÇÃO DE CONFIRMAÇÃO

Uma solução de sulfato ferroso amoniacal é obtida a partir da dissolução de

sulfato de ferro (II) (FeSO 4 ) em uma solução aquosa de amônia (NH 4 OH). Ao se adicionar ácido à esta solução, ocorre uma reação ácido-base que gera no meio

formando um

composto de coordenação [Fe(NH 3 ) 6 ]

hidróxido (OH - ) basifica o meio e permite que o grupo nitro se reduza com conseqüente oxidação dos íons Fe 2+ para íons Fe 3+ . Os íons férricos (Fe 3+ ) formam

um composto de coordenação (complexo) com coloração castanho-avermelhado, evidenciando a oxidação dos íons ferroso.

10) A um tubo de ensaio, misture alguns cristais do produto com 2 mL de solução aquosa 5% de sulfato ferroso amoniacal recentemente preparada.

11) Adicione 1 gota de solução aquosa a 10% (v/v) de H 2 SO 4 e 1 mL de solução metanólica a 10% de KOH.

12) Feche (arrolhe) rapidamente o tubo e agite. A presença do nitroderivado é revelada pela oxidação dos íons ferroso (Fe 2+ ) a férrico (Fe 3+ ), verificada pela modificação de coloração do precipitado, que passa a vermelho-acastanhado no decorrer de 01 minuto.

com coloração esverdeada. A adição de íons

moléculas de amônia (NH 3 ) que complexam com os íons Fe

2+

2+

6. QUESTIONÁRIO

01. Explique com base nos efeitos eletrônicos (indutivo e ressonância) e estruturais (impedimento estérico), o motivo pelo qual a nitração da acetanilida ocorre preferencialmente na posição para.

02. Mostre o mecanismo para a reação de nitração da acetanilida, demonstrando os intermediários e o gráfico de energia da reação.

03. Qual o motivo de se controlar o aquecimento do sistema reacional na síntese da p-nitroacetanilida?

04. Após a ocorrência da primeira nitração, a nitração seguinte é favorecida ou desfavorecida? Comente.

05. Por que, em umas das etapas da síntese, a mistura reacional é vertida sobre gelo moído?

06. Durante a filtração a vácuo, por que é necessária a lavagem dos cristais?

07. Qual o objetivo da recristalização?

08.

Explique o princípio da recristalização através dos fenômenos que ocorrem a nível molecular.

TABELA DE INFORMAÇÕES

Propriedades

Acetanilida

p-nitroacetanilida

H

2 SO 4

HNO 3

Ponto de fusão ( o C)

113-115

214-216

 

10

-42

Ponto de ebulição ( o C)

-

-

 

337

121

Densidade 20 C(g/mL)

-

-

 

1,84

1,51

Peso molecular

135

180

 

98

63

Cor

Incolor

Amarelo

Incolor

Incolor

7. BIBLIOGRAFIA

1- Pavia, D. L. et al; Alencastro, R.B. (Trad.). Química Orgânica Experimental – Técnicas de escala pequena, 2a ed., Bookman, Porto Alegre, 2009. 2- Mano, E.B. e Seabra, A.P. Práticas de Química Orgânica, Edart, São Paulo, 1969. 3- Bruice, PY. Organic Chemistry, 3a ed, 2002 4- Fox MA; Whitesell, J.K. Organic Chemistry, 2a ed, London, 1997. 5- McMurry, J. Química Orgânica, 6a ed, Thomson, 2005. 6- Vollardt K.P.C.; Schore, N.E. Organic Chemistry, 2a ed, New York, 1999.

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PRÁTICA 11 - PREPARAÇÃO DO CLORETO DE TERC-BUTILA

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1. INTRODUÇÃO

O método mais geral de preparação de halogenetos de alquila é a partir de

álcoois. Devido à importância da reação, vários reagentes diferentes têm sido

usados para transformar álcoois em haletos de alquila. O método mais simples de se converter álcoois em haletos de alquila envolve o tratamento de álcool com HCl, HBr ou HI:

ROH + HX RX + H 2 O (X= Cl, Br, I)

Por razões que discutiremos na parte teórica da disciplina, a reação

funciona melhor com álcoois terciários. Os álcoois primários e secundários também reagem, mas com velocidades menores e a temperaturas mais elevadas. Embora isto não seja problema nos casos simples, moléculas mais complicadas são, por vezes, sensíveis a ácidos e se decompõem nas condições da reação.

A reação de HX com um álcool terciário é tão rápida que, com freqüência, é

feita borbulhando o gás HX em uma solução resfriada do álcool em éter, A reação

usualmente se completa em poucos minutos.

éter, A reação usualmente se completa em poucos minutos. A velocidade da reação de álcoois terciários
éter, A reação usualmente se completa em poucos minutos. A velocidade da reação de álcoois terciários
éter, A reação usualmente se completa em poucos minutos. A velocidade da reação de álcoois terciários

A velocidade da reação de álcoois terciários com halogenetos de hidrogênio depende somente da concentração do álcool e não da concentração do halogeneto de hidrogênio. Em outras palavras, a reação é um processo de primeira ordem, e somente uma molécula está envolvida na etapa cuja cinética está sendo medida. A concentração do nucleófilo não aparece na expressão velocidade abaixo:

velocidade: V= K. [álcool]

Muitas das reações orgânicas são muito complexas e ocorrem em etapas sucessivas. Uma destas é geralmente mais lenta do que as outras, e a denominamos etapa limitante da velocidade. Nenhuma reação pode ocorrer mais rapidamente do que a etapa limitante da velocidade, que atua como “controlador” de velocidade.

O experimento que realizaremos é um exemplo de reação de substituição

nucleofílica de primeira ordem (S N 1), onde o grupo hidróxido será substituído pelo

íon cloreto (Cl - ).

2. OBJETIVO

Preparar o cloreto de t-butila a partir do álcool t-butílico através de uma reação de substituição nucleofílica de primeira ordem (S N 1).

3. PRÉ-LABORATÓRIO

01.

Mostre três exemplos de obtenção de haletos a partir de álcoois.

02. Escreva a ordem de reatividade dos álcoois numa reação de substituição com HCl.

03. Os álcoois primários reagem mais rapidamente com HCl ou HBr?

04. Quais os componentes do reagente de Lucas?

05. A reação do álcool t-butílico com HBr ocorre via mecanismo unimolecular ou

bimolecular? Mostre o mecanismo.

06. Desenhe um gráfico de energia para a reação, ilustrando, qualitativamente, a energia de ativação e a variação de energia livre.

07. Mostre a equação de velocidade para a reação.

08. O que aconteceria com a velocidade da reação se a concentração do álcool terc-butílico for dobrada?

09. Por que a reação deve ser realizada a baixa temperatura?

10. Por qual motivo o produto deve ser destilado?

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1) Com o auxílio de uma pipeta graduada de 15 mL, meça 10 mL de álcool terc- butílico e o transfira para um funil de separação. Esta parte e a seguinte do procedimento deverão ser realizadas na capela. Com cuidado e vagarosamente, adicione 15 mL de ácido clorídrico concentrado ao funil de separação. 2) Feche o funil e o agite suavemente, durante 20 minutos, tomando o cuidado de aliviar a pressão interna depois de cada agitação. 3) Deixe a mistura em repouso até que as duas fases estejam nitidamente

separadas. 4) Separe a fase inferior (ácida) e a descarte imediatamente em frasco apropriado disposto na capela. 5) Ao funil que ainda contém a fase superior, adicione 15 mL de uma solução 5% de bicarbonato de sódio (NaHCO 3 ), agite durante alguns instantes, deixe que as fases se separem e descartar a fase aquosa (NaCl) inferior. 6) Ao funil que ainda contém a fase superior, adicione 15 mL de água destilada, agite durante alguns instantes, deixe que as fases se separem e descarte a fase aquosa inferior. 7) Transfira a fase superior do funil (cloreto de terc-butila) para um béquer de 50 mL. 8) Adicione ao béquer, uma quantidade suficiente de sulfato de sódio anidro para eliminar traços de água ainda presentes. 9) Decante a fase líquida em um béquer pequeno. 10) Pese sua amostra e a junte com as amostras dos demais grupos em um balão de fundo redondo para realizar uma única destilação. 11) Adicione algumas pedras de ebulição ao balão e destile o material.

CUIDADO!!!!

11.1) Não aqueça lentamente, pois a destilação é rápida e temperatura de destilação muito baixa. 11.2) Retire a cabeça de destilação (coletar as primeiras gotas do destilado em

um balão a parte e, a seguir, trocar o balão pelo balão tarado que receberá o produto puro). Colete a fração que destilar entre 49-51 o C. 12) Pesar o material obtido e calcular o rendimento da reação.

5.

REAÇÃO DE CONFIRMAÇÃO

Quando o cloreto de terc-butila reage com o íon hidróxido (OH - ), este substitui o íon cloreto que é liberado no meio. O íon cloreto pode ser caracterizado no meio através de uma reação de precipitação, na qual o íon cloreto reage com o íon prata para formar um sal insolúvel, o cloreto de prata (AgCl).

13) A um tubo de ensaio, adicione 5 gotas do material recém-preparado e 5 mL de uma solução 5% de hidróxido de potássio (KOH). 14) Com cuidado, aqueça o tubo no bico de Bunsen por 2 minutos. CUIDADO!!! 14.1) Existe a possibilidade de projeção de material do tubo de ensaio. 14.2) O aquecimento não deve ser contínuo. Intercale momentos na chama e fora dela. 15) Espere o tubo esfriar e adicione 10 mL de água destilada. 15.1) Adicione algumas 2 gotas de fenolftaleína (a solução ficará avermelhada). 16) Adicione uma solução 5% (v/v) de HNO 3 até a solução fique incolor (meio ácido). 17) Transfira 1 mL da solução acidulada para um outro tubo de ensaio. (Se a solução estiver turva, filtre a mesma antes de adicionar ao segundo tubo) 18) Ao tubo, adicione 3 gotas de uma solução aquosa 5% de AgNO 3 . 19) O surgimento de um precipitado branco floculento indicará a presença de íons cloreto proveniente do cloreto de terc-butila.

6. QUESTIONÁRIO

01. Faça o mecanismo para a reação de obtenção do cloreto de terc-butila.

02. Poderíamos utilizar ácido sulfúrico ou o ácido nítrico em substituição ao ácido clorídrico na reação realizada? Explique.

03. Qual o objetivo de se utilizar uma solução de bicarbonato de sódio após o término da reação?

04. Por que não se utilizar uma solução de NaOH? Explique.

05. Apresente o mecanismo de reação para a formação de um provável sub-

produto, o isobutileno (2-metil-1-propeno).

06. Demonstre a reação de confirmação do cloreto de terc-butila.

07. Explique por que o 2-pentanol e o 3-pentanol, ao reagirem com HCl, produzem ambos os produtos 2-cloropentano e 3-cloropentano. Mostre os dois mecanismos:

TABELA DE INFORMAÇÕES

Propriedades Físicas

Álcool terc-butílico

Cloreto de terc-butila

H

2 SO 4

Ponto de fusão (°C)

-

-25

 

-2

Ponto de ebulição ( o C)

82,2

49-51

 

327

Densidade 20 C(g/mL)

0,7856

0,851

1,840

Peso molecular

74

92

 

98

Cor

Incolor

Incolor

Incolor

Solubilidade

Solúvel em água, etanol e éter etílico

Insolúvel em água

 

-

7. BIBLIOGRAFIA

1- SOLOMONS, M. Laboratory Methods in Organic Chemistry, Burgess Publishing 2- 2- 2- Company. USA, 1981. 3- MCMURRY, J., Química Orgância, vol. 1, LTC, Rio de Janeiro, 1997 4- SOLOMONS, T.W., Química Orgânica, vol. 2, 6 a Ed., LTC, Rio de Janeiro, 1996 5- ALLINGER, N.L., CAVA, M.P., Química Orgânica, 2 a Ed., Guanabara Dois, Rio de Janeiro, 1978

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PRÁTICA 12 - REAÇÃO DE OXIDAÇÃO – PREPARAÇÃO DO BUTIRALDEÍDO

DATA:

/

/

1. INTRODUÇÃO

A oxidação de um álcool corresponde à perda de um ou mais hidrogênios ligados ao átomo que está ligado ao grupo –OH.

Em contato com agentes oxidantes os álcoois primários reagem (oxidam)

formando primeiro um aldeído, que será em seguida oxidado a

Quando o produto da oxidação de um álcool primário é um aldeído, ela é chamada de oxidação branda (reação com dicromato de potássio aquoso); por sua vez, quando o produto obtido é um ácido carboxílico, a reação é chamada de oxidação enérgica (reação com permanganato de potássio). A oxidação de um álcool a aldeído ou cetona é tambem chamada de desidrogenação (ou seja, perda de hidrogênio). Observe o exemplo abaixo de uma oxidação branda, onde o 1-butanol reage com dicromato de potássio, em meio ácido, para formar o butiraldeído e água.

ácido carboxílico.

O H 2 SO 4 CH 3 (CH 2 ) 2 CH 2 OH CH
O
H 2 SO 4
CH 3 (CH 2 ) 2 CH 2 OH
CH 3 (CH 2 ) 2 C
K
2 Cr 2 O 7
H
1-butanol
butiraldeído

+

H 2 O

P.M. = 74,12 g/mol

P.M. = 72,11 g/mol

Chamamos de redução o processo inverso da oxidação. Sendo assim, a redução de um ácido carboxílico levará à formação de um aldeído, que, por sua vez, poderá ser reduzido a álcool primário.Por outro lado, os álcoois secundários são oxidados para gerar sempre uma cetona como produto. Como os ácidos terciários não contém hidrogênios ligados ao carbono que contém o grupo -OH, estes então não poderão ser oxidados.

2. OBJETIVO

Sintetizar

o

butiraldeído

a

partir

da

reação

de

oxidação

do

1-butanol,

utilizando

uma

mistura

oxidante

de

dicromato

de

potássio

e

ácido

sulfúrico

concentrado.

3. PRÉ-LABORATÓRIO

1) O que significa oxidação em Química Orgânica? 2) Especifique os produtos formados nas reações de oxidação dos seguintes compostos: metano, eteno, etanol e etanal. 3) Quais os reagentes normalmente utilizados em reações de oxidação? 4) Quais os componentes do reagentes de Jones e de Tollens? 5) O que é PCC? 6) Escreva o mecanismo da reação de oxidação do n-butanol com dicromato de potássio (em ácido sulfúrico e água). 7) Especifique os produtos formados nas reações de oxidação utilizando ácido

crômico dos seguintes compostos: n-pentanol, 2-pentanol e 2-metil-2-butanol. 8) Por que álcoois terciários são inertes frente às reações de oxidação? 9) Por que se deve destilar o butiraldeído na reação de oxidação com ácido crômico?

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1.

Coloque 3,5 mL do 1-butanol no balão de 125 mL juntamente com algumas pedras de ebulição.

2.

Monte a aparelhagem para um sistema adição-destilação, utilizando cabeça de destilação de Claisen, na qual se adaptam o termômetro e o funil de adição. O recipiente que vai receber o destilado deve estar imerso em banho de gelo.

 

solução

80-85 o C 5 6 5 6 7 7 banho de gelo 4 4 8
80-85 o C
5
6
5
6
7
7
banho de gelo
4
4
8
8
3
3
2
9
2
9
1
1 1
1
10

oxidante

1.

Coloque 25 mL da solução oxidante de dicromato de potássio no funil de adição.

2.

Aqueça o álcool até que seja observado o desprendimento de vapores.Neste ponto, diminua a temperatura de aquecimento e inicie a adição da solução oxidante, gota a gota, a uma velocidade tal que a temperatura desenvolvida pela observada seja suficiente para elevar a temperatura da mistura reacional à ebulição branda. Terminada a adição da solução oxidante, continue o

aquecimento controlando a temperatura de destilação do butiraldeído na faixa de 80-85 o C.

3.

Quando cessar a destilação e a temperatura se elevar rapidamente, desligue a manta aquecedora. A reação será interrompida com este procedimento.

4.

O

destilado separar-se-á em duas fases: a superior, contendo o butiraldeído e o

1-butanol que não foi oxidado; e a inferior, formada por pequenas quantidades de água. Transfira, então, o destilado para um funil de separação e separe as duas fases. Trabalhe com a fase orgânica (butiraldeído), tratando-o com uma pequena quantidade de sulfato de sódio anidro, para retirar traços de água.

5.

Em seguida, filtre sobre uma fina camada de algodão utilizando um funil comum.

O

filtrado é coletado em um béquer de 50 mL, previamente tarado.

6.

Pese o produto obtido e calcule os rendimentos teóricos e prático.

7.

Faça a reação de confirmação para o butiraldeído.

8.

Armazene o butiraldeído e o restante da solução contida no balão da reação em local apropriado.

5. REAÇÃO DE CONFIRMAÇÃO

1. Coloque em tubo de ensaio 0,5 mL de uma solução de 2,4-dinitrofenilhidrazina.

2. Adicione de 2 a 3 gotas de butiraldeído e agite. A formação de um precipitado amarelo indica teste positivo para butiraldeído.

TABELA DE INFORMAÇÕES

Propriedades Físicas

1-butanol

butiraldeído

Ponto de fusão ( o C)

-89

-97

Ponto de ebulição ( o C)

117-118

75-77

Densidade 20 (g/mL)

0,810

0,80

Peso molecular (g/mol)

74

72

Cor

Incolor

Incolor

Solubilidade

Solúvel em etanol, éter sulfúrico e outros solventes orgânicos.

Insolúvel em água, éter etílico.

6. QUESTIONÁRIO

1. Qual é o agente oxidante utilizado na prática?

2. Por que se deve aquecer o 1-butanol antes de adicionar a solução oxidante?

3. Explique porque os aldeídos possuem ponto de ebulição mais baixo do que os álcoois correspondentes.

4. Por que o recipiente que recebe o destilado deve estar imerso em banho de gelo?

5. Por que o butiraldeído permanece na fase superior quando há a separação de fases?

6. É possível obter o butiraldeído totalmente puro através do processo de destilação simples? Por quê?

7. Por que é necessário adicionar sulfato de sódio anidro ao butiraldeído?

8. Qual foi rendimento da reação?

9. Proponha o mecanismo da reação da 2,4-dinitrofenilhidrazina com butiraldeído.

7. BIBLIOGRAFIA

1- SOLOMONS, T.W., Química Orgânica, vol. 2, 6 a Ed., LTC, Rio de Janeiro,

1996

2- ALLINGER, N.L., CAVA, M.P., Química Orgânica, 2 a Ed., Guanabara Dois, Rio

de Janeiro, 1978 3- MCMURRY, J., Química Orgância, vol. 1, LTC, Rio de Janeiro, 1997 4- MANO, E.B e Seabra, A.P. Práticas de Química Orgânica, Edgard, S.P., 1969.

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PRÁTICA

13

-

REAÇÃO

DO

HALOFÓRMIO

PREPARAÇÃO

DO

IODOFÓRMIO

 
 

DATA:

/

/

1. INTRODUÇÃO

A halogenação de cetonas em meio ácido forma compostos mono-halogeno- carbonilados seletivamente. Em meio básico, todos os hidrogênios α à carbonila são

substituídos por halogênios, antes do ataque a outra molécula do composto inicial.

A halogenação de metil-cetonas em meio básico, pode ir além da

halogenação do grupo metila. O substituinte tri-halogeno-metila funciona como um bom grupo de saída, produzindo um ácido carboxílico e um tri-halogeno-metano. O processo é conhecido como REAÇÃO DO HALOFÓRMIO, segundo o nome comum do produto.

Mecanismo da reação do halofórmio

O - R CBr 3 HO
O -
R
CBr 3
HO

OH

+

HCBr 3

O OH - (excesso) Br 2 (excesso) R R CH 3 O + H +
O
OH - (excesso)
Br 2 (excesso)
R
R
CH 3
O
+
H +
HCBr 3
R
O -
H 2 O
O + OH - CBr 3
O
+
OH -
CBr 3

R

O

CH 3 O + H + HCBr 3 R O - H 2 O O +

+ CBr 3

-

bromofórmio

(um halofórmio)

Quando o halogênio é iodo, forma-se o triiodo-metano (iodofórmio), que se precipita como um sólido amarelo. A reação é conhecida como REAÇÃO DO IODOFÓRMIO, e é usada como um teste qualitativo para verificar a presença de metilcetonas.

H 3 C

O 1. I 2 , NaOH 2. H + , H 2 O CH 3
O 1. I 2 , NaOH
2. H + , H 2 O
CH 3

O

H 3 C OH
H 3 C
OH

+

CHI 3

iodofórmio (precipitado amarelo)

O iodofórmio é um desinfetante tópico. Seu uso generalizado e odor

característico eram responsáveis pelo “cheiro de hospital”, tão familiar às gerações passadas.

2. OBJETIVO

Preparar o iodofórmio a partir da reação da acetona com iodeto de potássio, em meio alcalino (NaOH).

3. PRÉ-LABORATÓRIO

1. Explique, através de mecanismos, os seguintes fatos experimentais:

a) As reações de halogenação de cetonas na presença de ácido favorecem a formação do produto mono-halogenado. b) Na halogenação de cetonas assimétricas na presença de ácido, a substituição ocorre predominantemente no carbono alfa mais substituído.

4.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1. Em um erlenmeyer de 250 mL, adicione:

a) 50 mL de água;

b) 3 g de iodeto de potássio;

c) 1 mL de acetona; e

d) uma barra magnética.

2. Adicione, lentamente e sob agitação magnética, 60 mL de uma solução alcalina de hipoclorito de sódio (água sanitária, tipo Q-BOA) com o auxílio de um funil de adição,

3. Deixe a mistura em repouso durante cerca de 10 minutos.

4. Filtre o precipitado obtido com o auxílio de um funil de Buchner, e lave-os duas vezes com pequenas porções de água destilada.

5. Seque bem e pese o produto obtido.

6. Recristalize o iodofórmio impuro:

a) Transfira o produto para um balão de boca esmerilhada de 125 mL, equipado com condensador de refluxo;

b) Adicione 25 mL de metanol e aqueça em manta aquecedora até a total dissolução do iodofórmio.

c) Filtre imediatamente (ainda quente) usando funil comum contendo uma fina camada de algodão.

d) Colete o filtrado em um erlenmeyer de 125 mL.

e) Resfrie lentamente e deixe em repouso para que ocorra a recristalização do iodofórmio. Quando o material atingir a temperatura ambiente, complete o resfriamento em um banho de gelo.

7. Filtre a vácuo transferindo todo o material para o funil, usando se necessário, o álcool metílico da filtração (água mãe) para lavagem do erlenmeyer.

8. Deixe secar completamente os cristais, pese-os e conserve-os para posterior determinação de seu ponto de fusão.

9. Calcule os rendimentos teórico e prático.

TABELA DE INFORMAÇÕES

Propriedades Físicas

Acetona

Iodofórmio

Ponto de fusão ( o C)

-95

119-120

Ponto de ebulição ( o C)

56,5

-

Densidade 20 (g/mL)

0,7908

-

Peso molecular (g/mL)

58

393,7

Cor

Incolor

Amarelo brilhante

Solubilidade

Insolúvel em água. Solúvel em etanol, éter etílico, acetona benzeno.

Insolúvel em água. Solúvel em clorofórmio, éter etílico, acetona, dissulfeto de carbono e metanol á quente.

5.

QUESTIONÁRIO

1.

Por que a base não é considerada um catalisador nesta reação?

2.

Escreva o mecanismo da reação realizada na prática, explicando o motivo da poli-halogenação.

3.

Qual seria o produto esperado através do uso da etilmetilcetona como substrato de partida? Explique sua resposta através do mecanismo apropriado.

4.

Por que a solução de hipoclorito de sódio deve ser adicionada lentamente?

5.

Qual a função do KI na reação?

6.

Qual a principal característica do metanol para o mesmo ser utilizado como o solvente mais apropriado para a recristalização do produto? Justifique sua resposta.

7.

O éter etílico poderia ser utilizado como solvente na recristalização? Por quê?

8.

Qual a importância de se utilizar um condensador de refluxo durante a recristalização do iodofórmio?

9.

Qual a importância de se determinar o ponto de fusão do iodofórmio?

6.

BIBLIOGRAFIA

1- SOLOMONS, T.W., Química Orgânica, vol. 2, 6 a Ed., LTC, Rio de Janeiro,

1996

2- ALLINGER, N.L., CAVA, M.P., Química Orgânica, 2 a Ed., Guanabara Dois, Rio de Janeiro, 1978 3- MCMURRY, J., Química Orgânica, vol. 1, LTC, Rio de Janeiro, 1997 4- MANO, E.B e Seabra, A.P. Práticas de Química Orgânica, Edgard, S.P., 1969. 5-VOGEL, A. I. Química Orgânica, Análise Orgânica Qualitativa, vol. 1, 3 a Ed. Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro, RJ, 1979.

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PRÁTICA 14 - REAÇÃO DE CLAISEN-SCHMIDT – SÍNTESE DA DIBENZALACETONA.

1. INTRODUÇÃO

DATA:

/

/

A reação de Claisen-Schimidt envolve a síntese de uma cetona α,β-insaturada

pela condensação de um aldeído aromático com uma cetona. O aldeído aromático

não possui hidrogênio α em relação ao grupo carbonila, impedindo a auto- condensação, mas reage rapidamente com a cetona presente.

O aducto aldol inicial não pode ser isolado devido a imediata desidratação para

produzir uma cetona α,β -insaturada. A cetona insaturada formada também possui

hidrogênio α ativado e pode condensar com outra molécula de aldeído.

CHO Benzaldeído P.M. 106,13 g/mol
CHO
Benzaldeído
P.M. 106,13 g/mol

+

2. OBJETIVO

O O NaOH H 3 C CH 3 Acetona P.M. 58,08 g/mol Dibenzalacetona P.M. 234,30
O
O
NaOH
H 3 C
CH 3
Acetona
P.M. 58,08 g/mol
Dibenzalacetona
P.M. 234,30 g/mol

+ 2 H 2 O

Preparar a dibenzalacetona a partir de uma reação de condensação do

benzaldeído e acetona em meio básico.

3.

1.

2.

3.

4.

5.

6.

PRÉ-LABORATÓRIO

Mostre quais os hidrogênios mais ácidos na butanona.

Quais são os hidrogênios alfa na 2-pentanona?

O que é uma reação de condensação aldólica?

Mostre o produto formado na reação de condensação do acetaldeído em meio básico.

Mostre o mecanismo da reação descrita acima.

Uma etapa importante na síntese industrial da vitamina A é a reação entre geraniol e acetona na presença de etóxido de sódio. Escreva o mecanismo da reação.

O

de etóxido de sódio. Escreva o mecanismo da reação. O H + CH 3 COCH 3

H

+

CH 3 COCH 3

O C 2 H 5 ONa C 2 H 5 OH - 5°C
O
C 2 H 5 ONa
C 2 H 5 OH
- 5°C

4.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:

1) Dissolva o benzaldeído (2,5 mL) e acetona (1 mL) em 25 mL de etanol em um erlenmeyer. 2) Adicione 5 mL de uma solução de hidróxido de sódio aquoso 10% e 20 mL de água destilada. Adicione uma barra de agitação magnética.

3) Tampe o frasco e mantenha em agitação durante 10 minutos, de tempo em tempo alivie a pressão. 4) Transcorrido este período deixe a mistura reacional em repouso durante 5-10 minutos com agitação ocasional. 5) Em seguida esfrie em banho de gelo. Transcorrido este período, filtre o precipitado em um funil de Büchner. Lave com pequenas porções de água gelada destilada.

6) Recristalização da dibenzalacetona impura:

7) Transfira o produto obtido para um béquer de 50 mL. Adicione sob aquecimento em pequenas porções etanol até a dissolução da dibenzalacetona. 8) Caso ainda permaneça algo não dissolvido, filtre a solução em funil comum ainda quente. 9) Recomenda-se que antes da filtração simples, coloque o sistema de filtração (erlenmeier+funil +papel de filtro) em cima da placa aquecida para em seguida fazer a filtração simples (Figura 1). Com esta medida evita-se a perda de material e uma melhor formação de cristais. 10)Guarde a dibenzalacetona purificada em local indicado pelo professor.

10) Guarde a dibenzalacetona purificada em local indicado pelo professor. Figura 1- Filtração simples a quente

Figura 1- Filtração simples a quente

TABELA DE INFORMAÇÕES

     

O

O
CHO   O

CHO

 

O

Propriedades Físicas

H

3 C

3 C

CH 3

Fórmula

Fórmula estrutural Acetona

 

estrutural

Fórmula estrutural Dibenzalacetona

Benzaldeído

Ponto de fusão

- 26

 

- 95

110-111

Ponto de ebulição

179

 

56,5

130

Densidade 20 (g/mL)

1,0415

 

0,7908

-

Peso

molecular

106

 

58

234

(g/mol)

 

Cor

Incolor(levemente

 

Incolor

Amarela

amarelado)

 

Solubilidade

Insolúvel em água, etanol e éter etílico

Solúvel em água, etanol,clorofórmio e éter etílico

Insolúvel em água. Solúvel em clorofórmio e acetona. Pouco solúvel em etanol e éter etílico.

5.

QUESTIONÁRIO

1.

Demonstre o mecanismo da reação realizada na prática.

2.

Por que o benzaldeído é adicionado primeiro a mistura reacional e só depois a

acetona é adicionada lentamente?

3.

O que aconteceria com o rendimento da reação se a ordem de adição dos reagentes da questão anterior fosse invertida? Explique.

4.

Qual o motivo da adição de etanol à mistura reacional?

5.

Por que durante a primeira filtragem em funil de Büchner é necessária a utilização de dois papéis de filtro?

6.

BIBLIOGRAFIA

SOLOMONS, T.W., Química Orgânica, vol. 2, 6 a Ed., LTC, Rio de Janeiro,

1996

ALLINGER, N.L., CAVA, M.P., Química Orgânica, 2 a Ed., Guanabara Dois, Rio de Janeiro, 1978

MCMURRY, J., Química Orgância, vol. 1, LTC, Rio de Janeiro, 1997

GONÇALVES, D., Wal, E., De Almeida, R.R., Química Orgânica Experimental, Ed. MacGraw-Hill, 1988.

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PRÁTICA 15 - SÍNTESE E PURIFICAÇÃO DO ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS)

DATA:

/

/

1. INTRODUÇÃO

A aspirina® (ácido acetilsalicílico - AAS, de nome sistemático ácido 2-

acetoxibenzóico) é uma droga da família dos salicilatos com propriedades analgésicas, antipiréticas e antiinflamatórias. É ainda utilizada em doses baixas para tratamento de doentes em risco de ataque cardíacos, pois inibe a agregação de plaquetas e a coagulação do sangue. Ácido acetilsalicilico é utilizado desde o final do século XIX, porém desde Hipócrates em 400 a.C. mastigavam-se cascas do salgueiro para diminuir a febre. O agente ativo, a salicilina, foi isolada em 1827. A primeira descrição da aspirina na literatura médica foi em 1899 para tratamento de febre reumática. Os Estados Unidos produzem 18000 toneladas por ano, com um consumo médio de 300 comprimidos/pessoa/ano. A dose utilizada varia entre 0,3-1,0 g, entretanto doses superiores a 10 g podem ser fatais.

A primeira etapa da síntese industrial da aspirina é conhecida como reação

de carboxilação de Kolbe-Schmitt. Kolbe descobriu como preparar o ácido salicílico em 1859. Schmitt modificou a síntese em 1885 tornando o ácido salicílico disponível em grandes quantidades. Em 1897, as pesquisas de Felix Hoffmann, um pesquisador das indústrias Bayer que procurava por um analgésico menos ácido para aliviar a artrite do seu pai, culminou com a síntese da aspirina, que foi patenteada pela Bayer e começou a ser comercializada em 1899.

A síntese laboratorial do AAS pode ser realizada a partir do ácido salicílico

(1). Esta reação é feita em condições de catálise ácida, com a protonação do anidrido acético (2) pelo ácido sulfúrico. A reação de acetilação do ácido salicílico se dá através do ataque nucleofílico da hidroxila fenólica sobre o carbono carbonílico do anidrido acético, seguido de eliminação de ácido acético (3), formado como sub- produto da reação.

O OH OH
O
OH
OH

1

+ H

O O O 3 C
O O
O
3 C

2

CH 3

H 2 SO 4

reação. O OH OH 1 + H O O O 3 C 2 CH 3 H
O O AAS O
O
O
AAS
O

OH

CH 3

+ H

O 3 C
O
3 C

3

OH

Os produtos das reações químicas necessitam, muitas vezes, de uma etapa

posterior para separação e purificação adequada. A purificação de compostos

cristalinos é feita, geralmente, por cristalização utilizando-se um solvente ou de misturas de solventes. Esta técnica é conhecida por recristalização, e baseia-se na diferença de solubilidade que pode existir entre um composto cristalino e as impurezas presentes no produto da reação. Um solvente apropriado para a recristalização de uma determinada substância deve preencher os seguintes requisitos:

a) Deve proporcionar uma fácil dissolução da substância a altas temperaturas;

b) Deve proporcionar pouca solubilidade da substância a baixas temperaturas;

c) Deve ser quimicamente inerte (ou seja, não deve reagir com a substância);

d) Deve possuir um ponto de ebulição relativamente baixo (para que possa ser facilmente removido da substância recristalizada);

e) Deve solubilizar mais facilmente as impurezas que a substância.

O resfriamento, durante o processo de recristalização, deve ser feito

lentamente para que se permita a disposição das moléculas em retículos cristalinos,

com a formação de cristais grandes e puros.

Caso se descubra que a substância é muito solúvel em um dado solvente para permitir uma recristalização satisfatória, mas é insolúvel em outro, combinações de solventes podem ser empregadas. Os pares de solventes devem ser completamente miscíveis. (exemplos: metanol e água, etanol e clorofórmio, clorofórmio e hexano, etc.).

2. OBJETIVO

Obter o ácido acetilsalicílico a partir do ácido salicílico através de uma reação de esterificação e purificar o produto reacional através de recristalização.

3. PRÉ- LABORATÓRIO

1- Mostre o mecanismo completo da reação de preparação do ácido acetilsalicílico. 2- Determine o reagente limitante usado nesta experiência e calcule o rendimento teórico. 3- Ao purificar um composto por recristalização, é aconselhável esfriar a solução lenta ou rapidamente? Explique. Cite outra(s) técnica(s) utilizada(s) para iniciar a formação de cristais.

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1- Em um balão de 125 mL coloque: uma barra magnética, 2,5 g de ácido salicílico e 5 mL de anidrido acético (adicionando lentamente sob agitação), acrescente 4 gotas de ácido sulfúrico (H 2 SO 4 ) concentrado; 2- Adapte ao balão um condensador na posição de refluxo. Aqueça o balão contendo a mistura em banho-maria a 50 - 60 °C com agitação magnética por 30

minutos. Controle a temperatura do banho-maria com um termômetro; 3- Decorrido o tempo, deixe resfriar lentamente, quando será observada a formação de um precipitado branco; 4- Adicione, com agitação, 25 mL de água destilada gelada e filtre a mistura resultante em funil de Büchner, lavando o precipitado com pequenas porções de água destilada gelada (Figura 1);