LAVRA DE MINA A CÉU ABERTO

Professor Camilo de Lelis Dias Cavalcanti Métodos de Pesquisa e Lavra II João Monlevade 2005
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Apresentação

Prezado aluno, As Notas de aulas de Pesquisa e Lavras de Minas, aqui apresentadas, não esgotam os assuntos abordados e, devido às limitações de tempo, apresentam incorreções. Tivemos o objetivo principal de muni-los de informações que, julgamos, lhes serão úteis no exercício da profissão e que não poderíamos fornecer-lhes dentro do período normal das aulas. As fontes bibliográficas a que recorremos para escrevê-las, e que lhes recomendamos ler, estão no final destas notas.

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Lavra
Entende-se por lavra ao conjunto de trabalhos objetivando a retirada mais completa, mais econômica, mais segura e mais rápida do minério ou massa mineral. A sistematização e coordenação desses trabalhos é denominados método de lavra. É a segunda fase legal da mineração e que, do ponto de vista de execução, se divide em duas fases, que são o desenvolvimento e a lavra ou exploração. 1- Desenvolvimento: A extração das substâncias úteis de uma jazida não pode ser iniciada imediatamente e nem sempre nos locais onde se cortou a mesma ou a colocou a descoberto. Se a extração se iniciasse imediatamente, o acesso às partes mais afastadas do local de extração resultaria extraordinariamente difícil ou quase impossível, o que exige uma prévia preparação dentro de um determinado planejamento, preparação esta que se denomina desenvolvimento. Como é fase que envolve grandes despesas, por segurança, ela só deve ser iniciada após a certeza da posse da jazida. Seu planejamento deve ser condicionado ao tipo de lavra que se irá executar. 1.1- Tipos de Desenvolvimento: Os desenvolvimentos podem ser agrupados nos seguintes tipos: a) A céu aberto ou subterrâneo - conforme sejam executados na superfície ou no interior dos terrenos. Em geral, está intimamente ligado com o tipo de lavra, se a céu aberta ou subterrânea. b) Prévios ou simultâneos com lavra – se executados antes que se inicie a lavra, como condição para esta, ou se efetuados à medida que a lavra prossegue, mantendo uma adequada quantidade da jazida desenvolvida para se permitir à lavra regular, sem interferência dos serviços, porém sem exageros de
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desenvolvimento, resultando em grandes investimentos prematuros, sem nenhum reembolso imediato. Em alguns casos, esta simultaneidade pode ser forçosa, por exemplo, em serviços de lavra a céu aberto nos quais o estéril deva ser lançado nos trechos já lavrados, evitando-se longos transportes para as pilha de estéril. c) Sistemáticos ou supletivos – se são empreendidos segundo um plano geral, em coordenação com o método de lavra, ou feitos ocasionalmente, para atender a conveniências ou imposições locais, tais como o previmento de vias de ventilação ou esgotamento, saídas de emergência, etc. Mais freqüentemente decorrerá de conveniência econômica. d) Produtivos ou obras mortas – conforme forneçam substâncias úteis ou estéril, segundo sua locação na jazida, nas encaixantes ou em terrenos vizinhos. O fornecimento de material útil seria desejável, por compensar, parcial ou totalmente, as despesas da execução; mas, excluídos os trabalhos de estabelecimento de unidades de desmonte ou frentes de lavra, as finalidades principais dos desenvolvimentos – transportes rápidos e eficientes, ventilação, drenagem, etc – impõem regularidade de traçados e distanciamento dos locais de desmonte, conduzindo comumente à locação no estéril, isto é, a obras mortas. Estas, pela maior regularidade, menor custo de manutenção, não imobilização de minério como piso ou pilares de proteção, etc, são comumente mais econômicas, embora não forneçam recuperações imediatas, por fornecimento de minério. e) Puros ou exploratórios – segundo tenham ou não finalidade subordinada de completar a exploração da jazida, para fornecimento de maiores detalhes do corpo; não devem ser confundidos com os de exploração pura, que podem ocorrer simultaneamente com os de desenvolvimentos ou com os de lavras, mas cuja finalidade é o conhecimento da jazida. 1.2 – Vias de Acesso: As vias de acesso são desenvolvimentos básicos que permitem atingir a jazida em um ou vários horizontes, e o escoamento das substâncias desmontadas. Quando da sua escolha e locação devem ser levadas em conta, entre outras condições, a topografia local, a morfologia da jazida, o tipo de lavra, a independência na extração das safras, os custos, a produção desejada, etc.
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O acesso é executado à medida que vão sendo extraídas as fatias horizontais. em hélice. em lavra a céu aberto. até mesmo. Os diversos lances são concordados por curvas de grande ou pequeno raio. etc. etc. convenientemente construídas para possibilitar a lavra dos diversos bancos. comumente. a. podem ser utilizados. Apresentam a vantagem de imobilizarem pequena área horizontal. em cavas profundas. compreendidas no núcleo da hélice. este sistema se constitui numa via contínua. simples estradas principais. raios de curvatura. poços verticais e. que serão condicionadores das larguras. O traçado desses acessos requer conhecimento bem detalhado da jazida. apresentando lances planos e outros em declividade. Em certos casos especiais outros acessos. greides. com a desvantagem de uma baixa velocidade de transporte. com declividade compatível com o tipo de transporte. sais solúveis.a) Acessos em serviços superficiais: Em lavra a céu aberto. dos equipamentos utilizados no transporte. Os diferentes tipos de acesso. dependendo fundamentalmente da topografia.). que verticalmente dividem e jazida. as vias de acesso são.1) Sistema de zig-zag ou serpentina: A estrada de acesso se desenvolve por vários lances. etc. simples furos de sonda (lavra de petróleo e gases. que não as estradas. podem ser agrupados em: a. 5 . plataformas horizontais ou plataformas de reversão de marcha.2) Sistema de via helicoidal contínua: Usado para jazida de grande área horizontal. planos inclinados. como túneis. como já foi dito das produções visadas.

5) Sistema de poço vertical Um o mais poços verticais. O minério é carregado em caçambas içáveis e despejado em chutes superficiais.4) Sistema de suspensão por cabos aéreos: Aplicável a cavas profundas e de pequena área horizontal. basculam em chutes fora da cava. próximos da cava.6) Sistema de adito inferior Utilizável para minas lavradas em flanco ou. para o uso de equipes que trafegam sobre trilhos. para carregamento de equipes que farão o transporte vertical. são ligados aos bancos por travessas dotadas de chutes. suspensos por uma ou várias torres especiais. em cavas profundas. mesmo que o transporte horizontal. por sua vez. O sistema tem produção diária limitada. foi muito utilizado nas minas de diamantes de Kimberley. até aos chutes do poço. O minério dos bancos é descarregado em chutes que alimentam as equipes e estes. em casos que a topografia permite.a. 6. a. a. Os cabos de suspensão se estendem sobre a cava. para posterior transporte. tal sistema. Fig. Consiste de um adito sob o 6 . 7. A inclinação dos planos vai desde a valores compatíveis com o uso de correias transportadores até a cerca de 80 graus.3) Sistema de planos inclinados e céu aberto: Sistema aplicável a jazidas de pequena área horizontal. se faça por pás carregadoras. para lavra em cava. hoje em desuso. descarregando em silos na superfície. Fig. que alimentarão trens ou caminhões. a.

conectado ao corpo de minério por uma travessa da qual partem subidas até varar na superfície. a.2) Em terrenos acidentados: Poço vertical. terminada a exploração. de transição). na lavra de manganês. Fig.2) Corpos inclinados – poço vertical (na capa. por veículos compatíveis com as dimensões de sua seção. b.1) Em terrenos planos ou pouco acidentados: b. Do adito minério é transportado para chutes externos. na lapa. A opção por este ou por aquele tipo de acesso.3 – Divisão da jazida A lavra de uma jazida de razoável potência.1. tornando-a facilmente acessível. dividi-la em setores apropriados à lavra. 9. de maiores seções.1) Corpos verticais ou horizontais – poço vertical. de um modo geral.7) Sistema de funil: Consta de um poço inclinado ou vertical.1. associado e uma caixa de minério que se liga aos vários bancos por travessas. normalmente. Portanto. poço inclinado ou túnel. na lapa ou no corpo. na capa. maior regularidade de tração e locação diversa dos de pesquisa. na encaixante. distinguindo-se daqueles mais pela finalidade que pela natureza. no plano inclinado. extensão e extensão em profundidade requer que se tomem unidades menores para desmonte e manuseio o material desmontado. Existem outros sistemas iguais. na lapa ou no corpo. 7 . b) Acessos em serviços subterrâneos: São os mesmos vistos na exploração subterrânea (poços verticais ou inclinados e túneis). pode ser assim resolvida: b. é necessário iniciar-se o desenvolvimento mais amplo e volumoso da jazida. fora do corpo. O minério é desmontado no fundo da cava em cones concêntricos com as subidas. comumente verticais. donde é içado para a superfície. Por estas subidas o minério atinge a travessa. b. sendo dispensado o uso de bancos. Tal sistema foi parcialmente usado pela Meridional de Lafaiete. embora sejam.minério. indo ter ao poço. 1. que abrangem toda a área da cava.

máquinas. Apenas as horizontais ou as de pouca potência e mergulho fogem a esta regra. . Nas minas subterrâneas é comum haver nova subdivisão dos níveis.os quais se podem então arrancar progressiva e sistematicamente. estes níveis correspondem aos bancos de lavra e seu distanciamento é a própria altura dos bancos. assim. em lavra a céu aberto e entre 15 m e 150 m. . abstratos. a divisão de uma jazida formará uma unidade própria.Ventilação independente (para minas subterrâneas). etc. correspondentes às atingíveis no desmonte de cada lance. com alturas menores.Transporte fácil (ferramentas. A separação entre níveis varia de uns poucos metros até cerca de 30 m ou mais. pessoal. pode sofrer novas divisões verticais.Em casos mais raros. por outros planos horizontais.). portanto. São as tiras inclinadas. paralelos às paredes do corpo. racionalizando. denominados níveis. Numa lavra. denominadas tiras ou retas. a ser executado por determinado número de mineiros.Extração dos minérios fácil. em lavra subterrânea. cada subnível. etc. 8 . Poucas são as jazida que podem ser lavradas sem antes dividi-las em pisos ou níveis. a divisão em tiras pode ser feita por planos inclinados. Numa mina subterrânea.Arranque independente. . ligando a via principal de acesso ao corpo. ou um nível não subdividido. ou dentro do corpo. que deverá obedecer aos seguintes requisitos: . Por sua vez. a céu aberto. É claro. escoramentos. cujas alturas correspondem às atingíveis no desmonte de cada lance. O espaço compreendido entre dois níveis consecutivos é denominado internível. a) Divisão vertical da jazida: A divisão vertical é obtida mediante planos horizontais. os níveis são materializados por cabeceiras e travessas. resultando os subníveis. as operações de extração. . que a designação mineira de nível corresponde aos serviços executados a partir do horizonte de referência no internível adjacente.Acesso fácil. Assim.

pela ordem de lavra. são designadas as tiras. 9 . por suas cotas. constituiriam unidades ainda muito volumosas para desmonte subterrâneo pois. em ordem descente. normalmente. b) Divisão horizontal da jazida: Os bancos. como as necessidades normais de blendagem (mesclagem) dos produtos não se tornariam possível.Os diversos níveis são designados. de modo análogo. E não só haveria muita dependência dos trabalhos de lavra numa frente única. Os subníveis são designados. às vezes. e as próprias tiras. por algarismos ordinais e. em lavra subterrânea. comumente. em lavra a céu aberto. a seção horizontal se estenderia por toda a largura e pela extensão do corpo. por algarismos cardinais e. no horizonte considerado. embora limitada.

2. abstratos. número adimensional que expressa uma relação entre massas ou entre volumes. No caso das minas subterrâneas. Na lavra subterrânea a divisão é obtida por planos verticais. admitindo como tecnicamente viável ambos esses tipos de lavra). os teores mínimos ou marginais. se ela for lavrada a céu aberto ou subterraneamente. com seu pessoal próprio. a opção de lavra será obtida através de análise das expressões: Expressão CMs > CMca + RCe Opção Lavra a céu aberto 10 (1) . ou mesmo. ou materializados nos seus traços nos planos horizontais por galerias. a céu aberto. Os blocos são verticalmente subdivididos em massas menores. que o trabalho de um deles não vá influir nos outros.Lavra A extração industrial das substâncias minerais úteis de uma jazida (sua lavra) pode ser efetuada por trabalhos a céu aberto. As massas de mineral delimitadas por esses planos verticais e por dois níveis sucessivos são denominados blocos quarteirões ou setores de lavras. os diferentes setores de lavra devem estar de tal forma dispostos. por duas tiras sucessivas. esses blocos podem ser delimitados por dois subníveis sucessivos. Excepcionalmente. etc. cada setor de lavra constitui uma unidade independente. em vez de verticais. Um setor de lavra deve ser suficientemente grande para que o arranque do mineral útil aí contido reembolse todos os investimentos nele efetuados. Em casos mais raros esses planos podem ser inclinados. não deverá ser maior que o necessário. para que o transporte não resulte demasiadamente difícil e o acesso do pessoal às frentes não seja excessivamente fatigante. por trabalhos subterrâneos ou por uma combinação de ambos. Além disso. A opção de se lavrar a céu aberto ou subterraneamente depende de se ultrapassar ou não a relação de mineração limite (relação estéril/minério limite ). estabelecendo-se os limites dos diversos blocos. Por outro lado. incluindo os trabalhos e desenvolvimento. os blocos ou setores de lavra costumam ser marcados a tinta na fase do próprio banco. Esta relação é um dos valores fundamentais de qualquer planejamento de lavra. constituindo os painéis. bem como os denominados teores de corte (para a mesma jazida haverão teores de corte diferentes. A nível de toda a jazida. nem requeira demasiado tempo.No caso de lavra por bancos.

britagem e transporte até o “bota-fora”.Teor de corte (céu aberto): Entende-se por teor de corte de um bloco (tc). bem como seus custos indiretos e financeiros. britagem do minério é transporte do mesmo até a usina de concentração.CMs = CMca + RCe CMs < CMca + RCe Onde: (2) (3) Lavra indiferente Lavra subterrânea CMs – custo de lavra subterrânea de 1 t de minério. para as quais se definem: . incluindo os custos operacionais de desmonte. denominada ralação de mineração limite e que vale RL= CMs – CMca. envolveria outras considerações. britagem e transporte até a usina de concentração. seu tratamento. Estes últimos. Ce A opção de lavra se referida. . em lugar de ser jogado ao “pilha de Estéril “é levado à usina de beneficiamento. além dos custos indiretos e financeiros subseqüentes. A condição limite é obtida da relação (2). Ce – custo de lavra do estéril. incluindo os custos operacionais de desmonte. para a mesma jazida. incluindo seu desmonte. não dando nem lucro nem prejuízo. planejamento seqüencial da lavra. carregamento. CMca – custo de lavra a céu aberto de 1 t de minério. carregamento. aquele teor capaz de pagar sua lavra. Dentre os materiais desmontados com certeza vai-se encontrar blocos mineralizados e não mineralizados. a blocos de decisão de lavra. que representa o número de unidades de estéril a remover para cada unidade de minério lavrada a céu aberto. Correspondem ao bloco já lavrado que. beneficiamento do minério e fluxo de caixa da empresa. não auferindo nenhum lucro e também não suportando a remoção de nenhum estéril associado. R – relação de mineração ou relação estéril/minério.Teor mínimo ou marginal (céu aberto): Teor mínimo ou marginal (tm) é aquele teor que paga apenas os custos de beneficiamento. extraindo-se o elemento valioso. . como é 11 .Teor de utilização (céu aberto): O conceito de teor de utilização (tu) tem aspectos a ver com o estabelecimento do contorno final da cava. carregamento.

materiais com teores inferiores ao teor mínimo. o bloco será lavrado subterraneamente. Se R>RL. 12 . De posse destes conceitos. estiver compreendido entre o teor marginal e o teor de corte (tm< ti<' tc) aplica-se o conceito de teor de utilização (tu). que levaram a várias alternativas. com teor de bloco inferior ao teor limite (ti« tl)' não há lavra pois. serão levados a “pilha de estéril”.Teor limite (teor de corte subterrâneo): Define-se como teor limite (ti) o menor teor que compensa economicamente a lavra subterrânea. ou superior a ti. Se R<RL. pois. 2. 2. O teor de utilização é estimado engendrando-se várias admissões.Quando o teor do bloco ti. A diminuição do teor de utilização acarreta um aumento do volume de minério a tratar e uma diminuição do estéril.evidente. o teor de alimentação da mina não pode estar aquém do teor marginal. em hipótese alguma. . o bloco será lavrado a. céu aberto. céu aberto. não se aproveita. os blocos mineralizados constituem o problema: o que se deve utilizar? Como é óbvio. Se R>RL. pois então não se pagarão as despesas subseqüentes. Este teor.Finalmente. se houvesse conduziria será lavrado subterraneamente. pois dentro do contorno da cava há um volume definido e conhecido. estes blocos considerados estéreis. deve estar compreendido entre o teor de corte e o teor mínimo. podemos então concluir: Se o bloco tecno1ógico (ou painel) estiver gravado por uma relação estéril/minério R superior à relação estéril/minério limite RL (R>RL) e se o respectivo teor ti for igual. várias considerações devem ser feitas: 1. se houvesse conduziria a prejuízos econômicos. pelo visto. com teor de bloco inferior ao teor limite (ti« tl )não há lavra pois. das quais será selecionada aquela que melhor se coadune com os objetivos de produção e econômicos da empresa. sendo. Surge assim a necessidade do conceito de teor de utilização.Quando R<RL e o teor do bloco ti for igual ou superior ao teor de corte (ti>tc) o bloco será lavrado a. por razões de ordem econômica.

usualmente.Resumindo as diversas opções num gráfico. poderá ser adotada uma conciliação entre vários métodos. sobre a lavra subterrânea as Vantagens do menor custo de produção. ou. Os minérios de baixo valor pedem. resta selecionar o método de lavra mais adequado à jazida em foco.83.29%. tc=0. exige grandes movimentações inúteis ou estéreis. imobiliza grandes áreas superficiais. Tl=0. para uma completa extração.29% se lavrar o bloco ele vai p/ usina estéril R Relação Mineração Rl = 8. Os métodos de lavra a céu aberto não se distinguem por uma variedade tão grande quanto os métodos de lavra subterrânea. Genericamente podemos 13 .33%lavra a céu aberto não se lavra tu=tm=0.69% lavra a céu aberto----lavra em sub-solo tc= 0.83 Escolhido o tipo de 1avra. vários métodos são possíveis e será escolhido o que for julgado mais indicável. reduz os riscos em geral. RL =8. melhores condições de trabalho. limita a lavra a profundidades moderadas etc.69%. 2. que pode conduzir a uma extração relativamente baixa.1 . Opções de lavra teor -ti=.etc.Lavra a céu aberto: A lavra a céu aberto apresenta. Como desvantagens. tem-se para. Os minérios de alto valor usualmente requerem um método seletivo e de custo relativamente alto.33% e tu=tm=0. um método de baixo custo. maior facilidade de supervisão. permite maiores produções com o emprego de grande equipamentos. por exemplo. permite o uso mais eficiente racional dos explosivos. Comumente. expõe os trabalhadores as inclemências do tempo.

Nos casos em que o minério deva subir até esse nível especial.2) Lavra de petróleo e gases combustíveis b. Comumente.3) Lavra de sãos solúveis ou suspensóides b. se após desmontado. as águas terão que ser es gotadas. o nível do britador primário). natureza do material. As cristas dos diversos bancos devem estar em um plano que faça um ângulo com a horizontal inferior ao de deslizamento natural do terreno. por drenagem. poucos bancos são lavrados simultaneamente (o que possibilita concentrações dos equipamentos. podemos dizer que.o trabalho de vários bancos simultaneos ou a premente necessidade de grandes produções.classificá-los em: a) Métodos Gerais ou convencionais (lavra por bancos): a. a lavra é ao flanco e a remoção das águas superficiais e de infiltração se faz.) a menos que a variação de valores do corpo mineral. melhor supervisão. abaixo do terreno normal.6) Lavra “in situ” 2. talude de lavra.4) Lavra de Enxofre b. etc.1 Em Flanco a. para fins de blendagem. simplesmente. a lavra e em cava e. disposição de maiores larguras para prévia execução de furos para explosões.1 . imponha. usualmente. menor numero de veículos transportadores. maiores explosões simultâneas.Para maior facilidade de compreensão. melhor. Tal ângulo recebe o nome de talude geral de lavra ou. o minério desce até um determinado nível especiais da mina por exemplo. condicionado à topografia. Não é um fator apenas local. como por delimitar os limites superficiais de uma cava. influenciando a economicidade da lavra e a profundidade economicamente atingível.a) Lavra por bancos: À lavra convencional a céu aberto pode ocorrer em jazidas atingidas em encostas ou por grandes aberturas. usualmente. através do qual só faz o escoamento do material útil desmontado.2 Em cava b) Métodos Especiais: b.1) Lavra de plácers b. O talude de lavra é um elemento de extraordinária importância. seu comportamento ao 14 .5) Lavra submarina b. não só pela sua influência na segurança dos serviços.

dobramentos. profundidade atingida. planos de aleitamento. Normalmente se trabalha em banco único e. etc Minas Gerais. A lavra por bancos. que no Brasil são os mais comuns.intemperismo. do ponto de vista da execução. quando necessário. Aplica-se a camadas horizontais ou de pequeno mergulho. Os métodos sem transporte se caracterizam pela deposição dos estéreis diretamente nos locais já lavrados.Sob este aspecto. efeitos de explosões. Um drag-line de grande lança faz a remoção e deposição do estéril capeante e escavadoras frontais fazem a extração das substâncias úteis. pela ocorrência de fraturas. como nossas jazidas de carvão e folhelho (xisto) betuminoso. e garantem um baixo custo de produção. se caracterizam pela remoção dos estéreis por veículos sobre rodas ou por correias transportadoras. com talude de 50º. Quanto ás diversas modalidades da lavra convencional. em operação coordenada com a extração da substancia útil. às vezes. Na maioria dos casos. corpos de forte mergulho ou corpos potentes. em dois bancos. posto que em uma lavra a céu aberto. em casos muito mais raros. estão muito condicionadas à forma adotada para o transporte dos estéreis. etc. podemos então grupar tais métodos com transporte e métodos sem transporte. observa-se que um cone com150m de profundidade. impregnação de água. O mais comum é o uso da lavra mecanizada. passá-lo para 40º. a quantidade de estéreis removidos supera várias vezes à de minério extraído.5 milhões de m2 de rocha e se diminuirmos de 10º este ângulo. 15 . A principal deficiência está na dependência entre os serviços de descapeamentos os de extração das substancias úteis. como também sua economia. as minerações de fosfato e pirocloro de Araxá. intercalações. Os métodos com transporte. mas susceptível de apreciáveis variações numa mesma formação geológica. O uso de grandes drag-lines aumenta o campo de aplicação desses métodos. o que determina não somente a estrutura e as condições de aplicação de um método de lavra. etc. etc. o desmonte requerido será de cerca de 15 milhões de m3 de rocha. Exemplos típicos seriam as minerações de ferro do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. Para se ter uma idéia dos efeitos práticos de variações do talude de lavra. Tais métodos são simples. requer o desmonte requerido será de cerca de 7. associada ao emprego de explosivo. as minerações de fosfato e pirocloro de Araxá. isto é. conforme mostrando a figura abaixo. esses métodos se aplicam á lavra de camadas inclinados. pode ainda ser executada manualmente ou com o uso da água sobpressão (lavra hidráulica).

Os blocos grandes são removidos a mão e empilhados ao lado. distribuição dos valores. o ponto mais baixo do placers. clima. O material a ser tratado é jogado com pás no canal e são desintegrados pela água e arrastados sobre os rifles ou ranhuras do sluice. Para realizar o desmonte hidráulico. se faz à água correr sobre a superfície e se parte de uma trincheira aberta no rocha de fundo.1 ) Métodos Manuais Se limitam a territórios inexplorados. teores. Existem dois métodos principais. não possibilitariam. profundidades. porém ricos e pouco potentes. localização. A trincheira aberta no rocha de fundo conduz as águas e o material desmontado até aos sluices.1-b) Lavra de Placeres: Os métodos de lavra estão geralmente associados ao beneficiamento do material “in loco“. se escava uma faixa de 3. Os sluices são limpos de tempos em tempos e o material recolhido é concentrado em bateias.3 ) Mecânicos b. A recuperação baixa usualmente inferior a 50% é compensada pela quantidade produzida.5m de largura ao longo do eixo do aluvião e os sluices vão sendo estendidos à medida que a escavação progride água acima.2. que se vai estendendo água acima. longos transportes e tratamento elaborado. No primeiro método à água necessária é acumulada numa pequena represa e conduzida através de canais ou canos à área de lavra. em depósitos pequenos. com baixo valor unitário. granulação do material. disponibilidade de água. o de paleação de material até aos sluices concentradores e o desmonte hidráulico.2 ) hidráulicos b. etc. graças aos grandes volumes de material tratado. economicamente. disponibilidade de capital. até alcançar os limites do plácer. Os métodos são classificados em : b.6 m a 4.1 ) Manuais b. Os sluices se montam numa trincheira aberta na rocha de base. Ao chegar a este ponto se dirige a corrente de água contra o bordo superior do banco a se arranca assim à faixa de 6m de largura. A água é conduzida ao longo da frente de desmonte por valetas ou calhas de madeira. pois envolvendo o manuseio de grandes volumes. 16 . que se avança no sentido da corrente. A seleção do método de lavra é efetuada pelo volume do plácer.

A escavação de trincheiras na rocha de fundo permite aumentar a caimento.5% e de preferência 4. em certos casos. Com pressões que variam de 15 a 200 m de coluna d’água. não menor que 1. 17 . Quando se trabalha em leitos de rios ou locais com desnível insuficiente para o uso da gravidade. porém encarece o método. canais ou canos que conduzem os monitores. Em geral a água deve ser suficiente para assegurar trabalho contínuo porém.2) Lavra com monitore Hidráulicos Neste método a extração se faz mediante jatos de água. a rocha de fundo deve ter caimento próximo do caimento do sluices. Em alguns casos favoráveis. acima do corpo que se deseja lavrar e conduzir esta água por trincheiras. são necessários elevadores hidráulicos ou bombas. se avança um galeria sob o aluvião e com isso consegue-se o caimento e a área necessária para o vertedouro. sendo o material concentrado nos sluices.5% ou mais. O espaço disponível para o vertedouro deve ser ampliamente suficiente para a área a ser lavrada. Para se obter melhores resultados. o trabalho terá que ser intermitente. Inicia-se por localizar um curso dágua em cota elevada.b.

em operação.b. A Draga é montada em uma escavação preparada para isto. As dragas. Uma pesada haste metálica (agulha) na polpa do batelão o matem fixo no ponto. dragas de concha ou dragas de sucção. da lavra convencional. mais o controle do calado. permitem o controle desse ângulo de rotação que. Cabos de aço na laterais da proa. adequadamente fixados ( nas margens ou no curso dágua à frente da draga). lavadora-concentradora e transportadora dos rejeitos. nas suas diversas modalidades. Movimentos da lança no plano vertical. permitem escavar a maior ou menor profundidade. à medida que vai escavando a frente. o que faz com que inexistam os tradicionais transportes de minério da mina (run-of-mine) e estéril para pilhas de estéril. 18 .3) Métodos Mecânicos: Os métodos mecânicos podem ser executados com o desmonte por raspadores de cabos. se limita a uns 120 graus. por admissão ou expulsão de lastro ( a própria água em que flutua). Na sua concepção mais ampla. por exemplo). uma draga é uma máquina escavadora. ela trabalha flutuando e escavando sob a água ou em bancos de moderada altura sobre o nível da água. podendo a draga ter apenas movimentos de rotação em torno dela. têm a primazia na lavra de plácers. Com isto tem se conseguido lavrar plácers de baixíssima concentração (0.05g/m3 de ouro. dragas de alcatruzes. escavadeiras de arrasto. que é inundada antes de se começar a lavra. Acionada eletricamente. Vai descartando os rejeitos atrás.

permanente ou provisórios. a) Abandono de Pilares: A superfície e as rochas sobrejacentes ao minério são suportadas por pilares.2. durante a lavra. posteriormente. quase sempre. esses pilares possam ser recuperados. sendo incompleto o desmonte do minério. Se bem que. jazidas sob cidades ou espessas lâminas dágua. da profundidade da mina e da natureza do minério. ainda nos casos de definitiva preservação do céu da mina. deixados no corpo de minério. cuja remoção seja antieconômica para lavra a céu aberto. pois. Ou. há necessidade de algum escoramento com meio auxiliar ou temporário de suporte.2. um principio de abandono parcial da jazida (25% a 30% da mesma) e a qualidade abandonada dependerá das dimensões dos pilares. se bem que. etc. o de enchimento e o de abatimento controlado do céu da mina. LAVRA SUBTERRÂNEA A Lavra subterrânea é aquela executada no seio dos terrenos. ou em casos impostos ( legislação mineira. É. O principio é aplicável a materiais que não imponham recuperação imediata. e o próprio minério. do número e disposição dos mesmos.) Os métodos de lavra subterrânea são baseados em três princípios fundamentais: o de abandono de pilares. Entre os pilares são feitas escavações de câmeras ou alargamentos. Esses princípios se referem à maneira de se suportar a rocha encaixante. É aplicável a corpos sob espessas camadas de capeamento. 19 .

Verifica. ser empregado para material valioso ou em casos impostos. Se for posterior. inicialmente são deixados pilares. portanto. 20 . que as aberturas feitas são ainda conservadas. devido à maior necessidade de mão de obra e por requerer transporte do material a ser empregado. contemporânea ou conseqüentemente com material estéril. Se o enchimento é contemporâneo à escavação. que pode ser colocado a seco ou hidraulicamente. devendo. Ele não preserva inteiramente o céu da mina. serão lavrados quando da colocação do enchimento.B) Enchimento: Nesse princípio as escavações são enchidas. pois sempre ocorre algum recalque do material empregado. portanto. É um principio claro. posto que cheias com outro material. serve também ao suporte dos trabalhadores.

As desvantagens estão em manter as vias de transporte. comprometendo o escoramento. Pode-se efetuar o simples abatimento do céu. mais o das rochas sobrejacentes. após a retirada do minério. Neste último caso. haver muito consumo de escoramento provisório. que poderiam causar fortes deslocamentos de ar. evitando-se a queda de grandes blocos. é dos mais seguros. O abatimento é controlado por escoramento provisório a distancia moderada da frente. É o mais empregado nas grandes minas metálicas. se executando sistematicamente. em certos casos.C) Abatimento controlado do céu da mina: Nesse princípio desiste-se da conservação da abertura: o céu ou o próprio minério é forçado a abater. ventilação e drenagem e. uma pequena porção do minério é escavada e o material superior é deixado ou forçado a cair. com as devidas precauções. 21 . Em outros casos sucessivas porções da jazida são salopadas e ela abate pelo seu próprio peso. O principio é alta recuperação. ou o próprio minério pode ser desmontado por abatimento. evita perda de pilares e as despesas com enchimento.

2. Classe B. grandes ares. Classe C. chão e corpo razoavelmente fortes e minério de pouco valor e abundante.1) Método de Lavra Subterrânea: É claro que se tornaria impossível. potência de até 4 m. a) Método de câmeras e pilares (Room and pillars): Caracterização: Caracteriza-se pela execução de aberturas dividindo o corpo em pilares. considerações principais.Métodos de lavra com sustentação do teto por escoramento ou enchimento. com céu. 22 . A. etc). justifique o abandono parcial da jazida ( sal minério de ferro. em cada princípio. dentro da seguinte classificação geral: Classe A. que prevê o suporte dos estratos sobrejacentes. posteriormente.Métodos de lavra com abatimento do teto. devido à escassez de tempo. podendo.Métodos de lavra compostos. faremos o estudo. que muitos são apenas variantes e combinações de outros métodos são apenas variantes e combinações de outros métodos.Métodos de lavra com sustentação do teto por maciços da própria rocha. Naturalmente ocorre com material de pouco valor que. Por isso. sem que se altere a essência de método de lavra inicialmente utilizado. Abordamos estes últimos. Aplicabilidade: É aplicável a jazidas horizontais ou pouco inclinadas (no máximo 40 graus). ainda. Observamos. num curso como este. economicamente.Método de lavra com sustentação do teto por maciços da própria rocha. teor e comportamento regulares. Esta classificação decorre da sistemática de trabalhos integrante e indispensável à continuidade geral da lavra.2. dos métodos mais estratégicos e mais em uso atualmente. Várias classificações existem para os métodos de lavra subterrânea e é comum distinguir-se os métodos de lavra de carvão dos de lavra de minerais metálicos. fosfato. fazer o estudo de todos os métodos de lavra subterrânea. circulares ou quadrangulares. Classe D. ser usado um outro princípio fundamental para o controle geral das aberturas executadas.

conexão ao corpo e centrais de transporte no próprio corpo. 4. em frente vertical. O minério é lavrado de uma só vez.Pode-se realizar lavra seletiva. é possível decompor a frente em vários degraus. Desvantagens: 1. perpendiculares aqueles. regularmente dispostas. A lavra é compreendida por älargamentos-cabeceiras” partindo de uma das centrais.Algum perigo de abatimento dos alargamentos durante o trabalho.Permite mecanização total da lavra. para possibilitar o ataque da frente ascendente. se bem é preferível o uso de jumbos e avanço em frente única. Geralmente. 3. à medida do desmonte. as centrais de transporte são protegidas por pilares fortes. se o céu não é bem firme. deixando os pilares. parte dele deve ser descarregado. Quando a jazida é de maior potência. Vantagens: 1. sendo então abatido ou enchido co estéril. O material desmontado exerce função de enchimento provisório. b) Método de Recalque (Shrinkage) .Poucos serviços de desenvolvimento. se quadrangulares. contando de acesso. na qual o minério desmontado é acumulado na abertura feita. com baixo custo de produção. especialmente em jazidas potentes.Caracterização – É uma modalidade de lavra ascendente. 2. quando esta existe. 2. até sua completa avacuação. Após a retirada de todo o minério.Bom rendimento dos mineiros.Perdas muito grandes.Desenvolvimento: É geralmente simples. Lavra: Normalmente não requer uma subdivisão em pisos ou. Os pilares comuns. o alargamento fica vazio. A lavra é frontal e quando são empregados trilhos eles são levados junto às frentes. traçando os blocos. com a largura possível (5 e 6m. usualmente) e por älargamentos-travessas”. Como o material empola ao ser desmontado (25% a 50%). servindo de plataforma para os furadores e de suporte para as paredes do alargamento. tem cerca de 6 e 10 m de lado e disposição sistemática ou não. é bem simples. 23 . As centrais de transporte podem ser duplas ou triplas.

sensivelmente horizontal. dispensa paleação e é de baixo custo. Os alargamentos São abertos a partir de uma subida central. Ocasionalmente em maciços.Pouca seleção nas diversas “cachoeiras “. com chutes a cada 6 a 10 m. A frente de avanço é. Em alguns casos.Além dos acessos e conexões. A extração é praticamente total em vieiros estreitos. estabelece-se paliçada de proteção. mergulho superior a 45o e potências pequenas ou não muito grandes (vieiros). para evitar o engaiolamento nas portas de descarga. com portas e bicas para a necessária descarga do minério desmontado.Considerável investimento imobilizado com o minério armazenado. às vezes estagiada ou corrida.Desenvolvimento. mantendo uma frente livre de 2 a 3m acima do empilhamento ( c ) . para fornecer a frente inicial de desmonte ( abertura de alargamento) . No caso de centrais abertas no minério. dependendo de menor ou maior facilidade de escoamento do minério desmontado armazenado. providas de chutes feitos em subidas-travessas e uma cabeceira paralela é executada no minério.Aplicabilidade – Em corpos de céu e minério fortes (pelo menos o céu deve ser forte). . emadeiradas ( A ). O acesso e a ventilação se fazem por passagens nas extremidades. compreende central de transporte no nível ou nos subníveis e subidas. . As subidas de acesso aos diversos alargamentos de cada central são executadas de cada 30m a 100 m. as centrais são na lapa.Lavra. como subsidiário de outros métodos. . conforme a consideração anterior e o armazenamento tolerável..O esfoliamento das encaixantes polui o minério. requer um mínimo de escoramento. todas gradativamente aumentadas à medida do avanço de alargamento. comumente no minério. . ou é deixado um longo pilar de proteção. O método é simples.Comporta várias modalidades. especialmente em vieiros estreitos. Geralmente essas centrais distam de 30 m a 60 m entre si (em profundidade). para controle de teor. elas são fortemente protegidas por paliçadas. comumente. o que pode ser vantajoso na regulação da produção da 24 .Requer desmonte em fragmentos pequenos. . ou por passagens auxiliares ( P ). uma delas faz com que o minério da abertura de alargamento caia na central e ai é carregado e transportado. de duas extremas ou de várias subidas.Desvantagens.

. devido ao desmoronamento das paredes.É uma modalidade de lavra ascendente ou descendente em que o suporte das paredes e para os trabalhadores. é provido por estéril. Há algum consumo de madeira. e evitando gastos suplementares de remanuseio superficial do minério. B) Método de lavra com sustentação do teto por escoramento ou enchimento: -Método de travessas (Cross-cut method) -Caracterização.mina.Inflexibilidade do método. as vezes o da própria frente de desmonte. existentes na capa ou na lapa. em operação que constitui parte integrante da lavra. . dela dependente para o seu prosseguimento.Impossibilidade de recuperação dos minérios mais pobres. 25 .

Os demais blocos são identificados lavrados e enchidos.-Aplicabilidade. Em alguns casos.Métodos de lavra com abatimento do teto: Abatimento por Subnível (sub-level cavaing ou SLC) . Em alguns corpos o custo é competitivo com os métodos de abatimento em bloco e de lavra aberta por subníveis. O minério é lavrado por tiras horizontais.8 a 3. Esses painéis ou paineiras travessas tem 1. com a largura possível e emadeirados. até o nível superior. pela subida do bloco. A lavra é frontal e. houve total supressão do madeiramento e da 26 .É aplicável a vieiros potentes ou maciços.Caracterização – A lavra se processa em ordem descendente e com abatimento do material superior. mais fácil nas travessas posteriores à primeira de cada bloco.Cada bloco é servido por uma subida e é lavrado por paineiras e travessa. Raramente um nível comporta mais de 10 tiras. com mínimo de mão-de-obra e grande mecanização. A ordem do desmonte dos painéis é variável. A lavra da última tira de cada nível requer cuidados especiais. a subida emadeirada servirá para descida do minério até à central do nível e. O enchimento necessário desce do nível superior. pela pressão do minério superincumbente. à medida que se remove o minério inferior. a menos que já esteja consolidado o enchimento do nível superior. em ordem contínua. A lavra descendente das diversas tiras requer assoalhos e vigas longitudinais sob os postes dos jogos de madeira assentados. B. Lavrada uma tira de um bloco. É considerado de alta produção. A partir da 3a tira.8 a 2. com execução de painéis estreitos. caso não se imponha enchimento imediato (possibilitando triagem e jogada do estéril no painel contíguo). enchidos antes de se lavrar o contíguo. Nos últimos 20 anos tem tido grande aplicação.0 m de largura ( quanto o minério permitir). -Desenvolvimento. A parte lateral de cada painel é revestida com pranchões e o painel é enchido. com minérios e paredes fracos. com central de transporte na lapa. os diversos painéis são lavrados sucessivamente. na sua parte superior. com substanciais mudanças técnicas. bem como nas tiras superiores. naturalmente.Acessos e conexões. a central correspondente pode ser elevada e empreendida a lavra da tira superior no bloco ( o minério é despejado para a central do nível através da parte inferior da subida correspondente a esse bloco). São executadas subidas a cada 12 a 20 m (em extensão). distando os níveis de 15 a 20 m. para entrada do enchimento. Além de intensa mecanização. pois o enchimento não é compactado e cede um pouco. -Lavra. em ordem ascendente ou descendente.5 m de altura e 1.

com compartimento de passagem e de saída de minério). os diversos subníveis avançam defasadamente. As diversas subidas são ligadas por cabeceiras. à medida das necessidades. influência da altura na diluição do minério. É requisito básico que seja possível manter espaço entre o chão e o teto. A distância horizontal entre as travessas varia de 9 a 15 m. Em cada bloco. correspondentes aos subníveis. com perigosos deslocamentos de ar. voltando-se a carregar e a explodir. alguma diluição do minério é inevitável o cuidadoso controle operacional deve ocorrer. central de transporte na lapa. O minério é removido à medida que é desmontado. e.Comumente. Como apresenta razoável diluição. Tendo-se em conta à necessidade de descarregar o material desmontado e a corrida do estéril acompanhando o minério que é 27 . e delas partem travessas. A distância vertical entre os diversos subníveis depende. Também é desejável que o céu abata facilmente e em fragmentos não muito finos. a fim de evitar perdas deste. a fim de provocar a quebra do minério. que permita a execução de um leque de furos longos. -Desenvolvimento. -Lavra-Processa-se como mostra a frota abaixo. dividindo o minério em blocos. Comumente varia de 7 a 15 m.É aplicável a corpos maciços e corpos de potência média. relação aos de minério desmontado. da capa para lapa e das extremidades do corpo para o centro. entre outros fatores. são feitas subidas até a altura do subnível mais elevado ( subidas duplas. As melhores operações atuais acusam diluição de 15 a 20% e recuperações de até 85% em condições favoráveis. um método de processamento dos minérios barato é desejável.característica formação de “colchão”separador do céu abatido do minério subjacente. etc. evitar sérios problemas do peso e a possibilidade de bruscas quedas. As furações são feitas em leque. A lavra se processa em recuo. do comprimento da furação a ser executada. A partir dessa central de nível. abrangendo toda a largura do bloco considerado. fortemente mergulhantes. -Aplicabilidade. Não há revestimento das galerias e não há formação de “colchão”separador do material abatido do minério. É claro que a capa deve abater e acompanhar o minério extraído. Nessas condições. quanto à retirada do minério desmontado.

São iniciados a partir de um subnível superior e executados até varação no nível inferior. mediante o emprego de um a três camadas de tela de arame. não há abatimento do minério pelo peso do estéril sobrejacente. carregados e explodidos. sendo o mesmo apenas auxiliado pelas pressões que se manifestam. na Rússia.0m do outro. o leque abrange um setor de 60o a 120o e seu plano faz ângulo de 70o a 90o com um plano horizontal. em bancos de até 60 m de altura.5 a 2. tentou diminuir a contaminação e perda de minério. decorrentes das aberturas executadas e. de 6”de diâmetro. cada plano dista de 1. bem como as dimensões envolvidas.extraído. para melhor eficiência do explosivo. Nos últimos anos tem-se verificado tendência para furos largos. desde que o capeamento abata e possa haver espaço para a execução dos leques. (a melhor produção reduziu o custo por tonelada em 13. 28 . Em alguns casos. a geometria dos subníveis é fator de alta importância. da pressão suplementar do estéril abatido. durante a abertura do alargamento.6) O método permite alta mecanização e é bastante flexível. subsidiariamente. É igualmente importante a disposição dos furos de desmonte. usualmente. Normalmente cada leque é explodido separadamente. podendo ser empregado em terrenos fracos. colocadas junto ao teto. tamponados. verticais. Observa-se que ao contrário do método clássico.

5m a 3. os furos executados no chão e no céu são explodidos juntos. mas adaptável a mergulhos fracos. sistema de furação. A medida que a frente avança são feitos furos descendentes. em parte compensado por ser a maioria no minério ( desenvolvimento produtivo). Preferencialmente em mergulhos fortes. Requer um desenvolvimento relativamente elevado. caindo o minério na abertura e chutes inferiores. depois furos ascendentes. de uma subida à outra (preservados os pilares de proteção). Aplicabilidade É aplicável em corpos grandes e regulares. os furos ascendentes. conforme a potência e mergulho do minério. centrais de transporte na lapa. resistência do minério e das encaixantes. Desenvolvimento Além do acesso e das conexões.A cabeceira do 1o subnível é largada até às paredes. para se confeccionarem os funis de descida do minério e. travessaa de conexão nos níveis. Não é um método seletivo. previamente abertos e sistematicamente dispostos.potentes. Lavra Pode variar amplamente. desde que a potência aumente com a diminuição do mergulho. o desenvlovimento requerido é relativamente grande e muito variável. até cerca da metade da distância que separa este internível do 2o subnível. mergulho forte. Esta frente é avançada em toda a extensão do bloco. de céu e chão firmes e minério forte. travessas dilimitando as extremidades do bloco e subidas no minério e chutes de cada 6m a 10m. conforme o tipo de furação adotado e do minério ser mais forte. na qual o minério é desmontado a partir de subníveis. Um exemplo típico para potência de 6m a 10m. O minério desmontado cai nas subidas-travessas e vai aos chutes contruidos na central de transporte. conforme a potência do corpo.5m sobre toda largura da frente avançada. Um exemplo típico é a figura em anexo:poço vertical.etc. 29 . exceto nos 3 ou 4m iniciais. Depois que este subnível avançou uns 5m a 10m. O intervalo vertical entre os níveis de 25m a 200m e o dos subníveis de 6m a 60m. São carregados e explodidos os furos descendentes e. o 2 o subnível é lavrado semelhantemente. preservados para constituírem um pilar de proteção da subida. daí requer corpos uniformes e regulares. depois. céu e minérios forte e furação convencional. desmontando uns 2. em volta das subidastravessas que varam neste subnível.MÉTODO DO SUBNÍVEL “Sub-level Stoping” Caracterização É uma modalidade de lavra ascendente.

até varação no nível superior. encaixantes fracas ou fortes. os subníveis do bloco contíguo já devem ter sido abertos. São construídas subidas. oferece muitas frentes de desmonte pequeno consumo de explosivos (desmonte em bancada). permanecendo este pilar de segurança entre os dois blocos adjacentes. Desenvolvimento Além do acesso e conexão. O pilar poderá ser recuperado posteriormente. Procedimento análogo é feito. nos subníveis superiores.reduzido consumo de madeira e outros escoramentos. são feitas centrais de transporte. Geralmente o corpo é desmontado em pequenas seções ou áreas. potência até 6m. totalmente enchidas antes que se passe a lavra das seções adjacentes. com frente decaladas de 5m a 10m. a lavra ascendente. providas de chutes para o minério desmontado. Aplicabilidade Corpos de forte mergulho (45o a 50o ). geralmente no minério . em operação que contitui parte integrante da lavra. geralmente na lapa. Vantagens Serviço seguro (trabalho sob céu e chão firmes). Ao se atingir o pilar de proteção da subida oposta do bloco. provendo entrada suplementar. com frente horizontal e o enchimento é mantido sensivelmente paralelo a ela e tão próximo quanto possível. É aplicável também para minorar subsidências.dela depende para o seu proseguimento. elas devem ser contínuas através dos diversos níveis. 30 . MÉTODO DE CORTE E ENCHIMENTO “CUT AND FILL STOPING” Caracterização É um método em que o suporte das paredes e para os trabalhadorese. Quase sempre. Geralmente a subida é previamente executada. eventualmente. Desvantagens Desenvolvimento caro e demorado.desmontando as partes inferior e superior correspondente a esse subnível. o da própria frente de desmonte é provido por estéril. minério forte. descida de enchimento “fill pass”desde o exterior. sucessivamente. fragmentos desmontados grandes imporão desmonte secundário (para não obstruir os chutes). com o enchimento dos alargamentos.

Mecanização: com utilização de veículos LHD. O enchimento é colocado a seco. Vantagens e desvantagens: 1) Permite boa recuperação (cerca de 95%) 2) Baixo custo de desenvolvimento 3) Possibilita utilizar os rejeitos do beneficiamento com enchimento. Exemplos de Aplicação 1) Mineração Morro Velho Os alargamentos ascendentes são enchidos com estéril. fica um vão no lugar. 4) Lavra seletiva. em alargamentos corridos ou estagiados. 2) Mineração São Bento Os alargamentos ascendentes são enchidos hidraulicamente com polpa proveniente dos rejeitos do beneficiamento. dando altura para se perfurar um novo corte e também para escorar as laterais do painel. para drenagem. . As tendências. revestido com bidim.Emprego de cavilhamento das frentes: para suportes temporários. proveniente do exterior da mina. devido ao manuseio de estéril. segundo a extensão. pois a alta temperatura impede enchimento a úmido. acesso por rampas helicoidais. Após a retirada do minério do painel de lavra é constituído um cerco de madeira.Lavra Se processa por tiras horizontais ascendentes. havendo então a necessidade de enchimento desse vão.etc. ou é subido pela rampa do centro e por uma das laterais e o enchimento é descido pela outra rampa lateral. O minério é subido pelas duas rampas extremas do bloco e o enchimento é descido pelo centro. sucessivamente prolongado à medida que se procede o enchimento do alargamento. Para isso são construídos chutes emadeirados a cada 6 a 15m. Após a limpeza ou rastelamento do minério para os chutes. 5) É um método de alto custo de lavra. execução mecânicos pneumáticos ou a das subidas. para a formação de um novo piso. é feita distribuição da rede de drenagem e montagem dos tubulões para acesso de pessoal e passagem de minério. a meia declividade. . para cada bloco.Enchimento: com dispositivos no enchimento: para aumento de sua resistência. que também são forrados com 31 . Há três subidas. com métodos de enchimento incluem: .

.G. 03 de abril /1982. George J. – Elementos de Mineria Cumins. Peele.bidim.S.Jorge M. 1234567- Bibliografia: Maia. Arthur B. IvanA. N. Joaquim. O enchimento (back fill) desce através de furos de sonda. P. desde a superficie até ao painel.Mining Engineer’s Handbook Companhia Vale do Rio Doce.. –Artigo na revista da Escola de Minas.Apostila de desenvolvimento Young. Klokov. M e Gornovoi. B – Labores Mineras Valente. Given.Mining Engineering Handbook (SME) Borisov.Programa MBA de Mineração – Modulo Lavra Minas Subterrâneas 32 . Robert.

pela presença de elementos infláveis em proporção suficiente. conseqüentemente. por causa acidental que provoque a indignação em qualquer ponto. ter-se-á atendido à outra finalidade também. b) Umidade: A umidade relativa varia largamente em diferentes minas e nas diversas partes se uma mina. A vazão mínima de ar deve ser tal. Se não é corretamente renovada. que a concentração de tais elementos seja no máximo de 1% da atmosfera da mina. Se a atmosfera é seca. trabalho das máquinas. ele se aquece a sua umidade relativa 33 . b) Ventilação de segurança: Diluindo suficientemente os elementos gasosos inflamáveis. trabalho humano. pode permitir trabalho até a 50ºC. composição gasosa e pelas poeiras que pode ter em suspensão. explosivo para desmonte. Há. Os efeitos fisiológicos se resumem num desconforto geral do trabalhador. A atmosfera saturada já é penosa a 25ºC. Quando o ar entra na mina é mais frio que as paredes desta. portanto uma dupla finalidade a atender: a) Ventilação de higiene: Regrando a temperatura e. Será atendida a finalidade que existir a maior vazão e. para afastar o riso de explosão.PESQUISA E LAVRAS DE MINAS VENTILAÇÃO DE MINAS SUBTERRÂNEAS A atmosfera da mina difere da atmosfera exterior pelo seu estado físico. Dentre os elementos que prejudicam a atmosfera da mina estão: a) Temperatura: É alterada pelo grau geotérmico. acessoriamente. por conveniente afluxo de ar da superfície. Os efeitos são muito agravados se somados a elevado grau higrométrico. grau higrométrico. temperatura. etc. de modo a satisfazer às condições indispensáveis à higiene dos trabalhadores. com baixa produtividade. pode não satisfazer às condições higiênicas requeridas pelos trabalhadores ou adquirir. a indesejável propriedade de se tornar explosível. intolerável a 35ºC e mortal a 40ºC. o grau higrométrico e a pureza da atmosfera subterrânea. reação das rochas. por trabalhador. Geralmente adota-se uma vazão mínima de 3 m³/min.

1. insípida.57 e 0.2.65.07% Perigo de vida: 0.53. se o ar admitido é mais quente que as paredes da mina. 34 . Densidade: 1.2 Limite tóxico: 0.4.1% c. Nitrogênio: 78% Outros: 1% Na atmosfera as mina costumam ocorrer outros elementos. c) Composição: O ar normal (pressão de 1 atm e temperatura de 0ºC) tem a seguinte composição volumétrica percentual: Oxigênio: 21% a 16% de concentração uma chama se apaga.1% c. 1. 2. inodora.6.60 Não produz efeito tóxico. se ultrapassa a saturada.01% Perigo de vida: 0. Ácido carbônico: odor picante e sabor ácido. Gás sulfuroso: cheiro característico Densidade: 2.5. Grisu (metana impura): incolor.01% Perigo de vida: 0. Densidade: 1. Gás sulfídrico: cheiro de ovos podres. mas é explosível.1% c. NO2.967 Limite tóxico: 0. modificando a c. há deposição de água. Monóxido de carbono: inodoro. sua umidade relativa aumenta e.529 Limite tóxico: 3% Perigo de vida: 8% c. Densidade: 0.6 c.04 Limite tóxico: 0. insípido e incolor. Óxidos de nitrogênio: N20. Densidade: 0.diminui (a menos que haja evaporação da água presente). Densidade: 1. NO.3.

por ação química. atendimento à produção diária. acarretando uma defesa orgânica pelo esclerosamente do alvéolo.) e podem. para temperaturas mais elevadas. sendo praticamente instantâneo para 1000ºC. atendimento à quantidade de gases que se desprendem de forma contínua das rochas. Esse tempo decai. asbesto etc. a doença já está em adiantado estágio de evolução. que. antracose. c. deverá ser atendido o requisito mais rigoroso de um volume mínimo de 3 m³/min por trabalhador. é irreversível e de evolução gradativa. Como já dissemos anteriormente. atendimento ao número máximo de homens presentes simultaneamente na mina. provocando uma aeração deficiente e uma sobrecarga do coração. mas apenas um estado de extrema fineza. CÁLCULO DA VENTILAÇÃO a) Vazão: O cálculo da vazão de ar necessária para a ventilação de uma mina se efetua com a observância dos seguintes fatores: 1. 2.7. Para a sílica o tamanho crítico seria 10 micra e.A inflamação só ocorre se um ponto da mistura é levado a temperatura superior a 650ºC e se o contato com a fonte de calor for de 10s. 3. Qualquer proporção de sílica livre ou de minerais piezo-elétricos é maléfica. matam as células limpadoras. também. especialmente as partículas menores que 5 micra. Poeiras diversas: São responsáveis pelas pneumoconioses (silicose. ao atingirem os alvéolos pulmonares. mesmo que o paciente seja afastado de novas contaminações. acarretar perigo de explosões. 35 . Quando o diagnóstico é positivado. O gradativo esclerosamento reduz a capacidade pulmonar.

não constitui eficiente garantia se a corrente não for bem agitada.5HP + 1. Pode chegar a valores acima de 8m/s em lugares no subsolo que servem apenas para circulação do ar. furos de ventilação. com autorização do DNPM. A depressão motriz é geralmente pequena. c) Velocidade da Corrente: A velocidade média é ligada à vazão pela fórmula V = Q/S. favorecendo a ocorrência das pneumoconioses. através de galerias a propósito. é preferível diminuir os obstáculos à circulação e obter melhor estanqueidade nas paredes de enchimentos. Para melhorar a eficiência.2 m/s. Se a depressão for muito aumentada. etc. Poderá haver tiragem natural ou tiragem artificial (se empregados ventiladores mecânicos). Cabe observar que a vazão calculada para uma mina ou trecho dela. bem como levar a corrente mais diretamente às frentes de utilização. Seu valor mínimo não deve ser inferior a 0. da ordem de centímetros de coluna d’água. por filtração através dos enchimentos. a corrente de ventilação requer uma diferença de pressão. O valor máximo é de 6m/s nas galerias onde existe circulação de pessoal e até 8m/s. 36 Q = 1/60 (2. Q – vazão em m³/s HP – soma das potências motores em funcionamento H – número de homens trabalhando b) Depressão Motriz: Como qualquer fluido. além do aumento das poeiras em suspensão no ar. Ela condicionará a vazão necessária para a ventilação e será condicionada pela resistência a vencer com a movimentação da corrente da ventilação. de modo a obter uma conveniente homogeneização em toda a seção do percurso. como: poço de ventilação. entre montante e jusante para se movimentar.5HH) dos .no turno mais populoso ou de diluir os gases nocivos à segurança a teor máximo de 1%. comumente até 40cm. ocorre aumento das perdas de ar.

37 . uma vez contaminada. sem ter de variar a aeração total da mina. no caso de uma única corrente. a perturbação seria bem mais restrita. com galerias idênticas. possibilitando atendimentos locais eventuais. deve ser conduzida para fora.Orifício Equivalente: É uma característica sugerida por Murge. É dado pela expressão: A = 0. Mas. pela via mais direta. Denomina-se Orifício Equivalente da mina considerada a seção. Acresce que um ocasional desmoronamento poderia parar toda a ventilação. da travessa principal de conexão. b) Independência dos Distritos: A redução da força motriz não seria a única vantagem da subdivisão da corrente. com a mesma depressão da mina. nenhuma frente de lavra e nenhuma galeria transporte devem ser deixadas sem corrente de ventilação.38 Q/H m² Q = vazão em m³/s H = depressão motriz em mm de coluna d’água Considera-se: A < 1m²: ventilação difícil 1m² < A < 2m quadrado: ventilação média A > 2m²: ventilação fácil PRECEITOS DE VENTILAÇÃO Fundamentalmente. A massa gasosa. a) Subdivisão da Corrente: Há apreciáveis vantagens em subdivisão decorrente ou diminuição partir do poço de entrada ou. de um orifício para o qual haveria a mesma vazão. o desenvolvimento seria demasiadamente grande se o mesmo circuito devesse percorrer sucessivamente todas as frentes da mina e a depressão motriz atingiria valores irrealizáveis. de qualquer forma. ou para um coletor geral. que seria recurso único se a corrente não fosse subdividida. Pelo menos a depressão motriz seria significativamente diminuída. se a circulação fosse fracionada em 2. Seria 8. pois a mesma varia na razão inversa do cubo do numero de derivações.3. pelo menos.4 correntes parciais. No caso de subdivisão.27. Essa e outras considerações conduzem a princípios gerais para regularização da ventilação.64 vezes menor. para traduzir a relação entre a vazão e a depressão motriz. em m² .

c) Alargamento das Vias Principais de Estrada e de Retorno ao Ar: As condições de ventilação são melhores para vias de saída de maior seção. Não são consideradas descidas as declividades normais (1% a 3%) das galerias de transporte. Galerias emadeiradas são piores que as com revestimentos metálicos e muito mais em relação às 38 . freqüentemente ignorada. principalmente as do céu da mina. como ocorre para voltar a um ponto próximo da entrada. É preferível. Sendo então utilizados poços gêmeos. Teoricamente. pois todas as causas tendem a aumentar o volume do ar (aquecimento. O princípio é desejável para minas não grisuosas e é imprescindível naquelas. as duas aberturas poderiam ser colocadas nessa distância máxima. pelas muitas vantagens que apresentam. As vias devem atender à vazão desejada. de uso generalizado. em seu percurso. percurso descente. não se admitindo. Isso conduzirá a um trajeto mais simples para a corrente. os poços de entrada e saída de ar devem ficar nos pontos mais afastados dos serviços. portanto. Com isso. vapor d’água). só mais tarde atingida. com tendência natural para se elevar. dentro dos limites de velocidade impostos (com seção nunca inferior a 4m² livres). Donde a necessidade de retornos de ar de ampla seção. Contudo. As influências sofridas pelo ar. forçando-a descer. gases desprendidos. atender a essa tendência no curso natural de ventilação. o quanto possível. sem necessidade de retornos e muitas curvaturas. no início dos trabalhos. e) Aeração Ascensional: Consiste em fazer chegar a corrente por via mas profunda e prosseguir de modo a que vá sempre subindo. além de evitar inversões da corrente por eventuais explosões e facilitar o restabelecimento da ventilação normal após perturbações. que a ela se opor. tendem a diminuir sua densidade. d) Aeração Diagonal: Sempre que possível. a seção deveria ser ampliada gradativamente a velocidade. f) Eliminação de Anfractuosidades e Trabalhos em “Fundo de Saco”: As anfractuosidades perturbam a corrente e fornecem depósitos para estagnação de gases. há diminuição das resistências e das perdas no trajeto.

desnivelamento entre as entradas dos poços que ligam a superfície aos serviços subterrâneos. respeitando os seguintes itens: .Não é admissível o uso de um só poço para a entrada e saída do ar. onde a temperatura exterior costuma ser maior que a subterrânea: Como essa diferença de temperatura é variável no tempo e de região para região. para produzir ventilação regular dos serviços subterrâneos. 39 . . e para o verão. e para o verão. g) Conveniente Traçado para a ventilação: O fluxograma da ventilação deve atender ao método de lavra empregado. Todas as reentrâncias devem ser prontamente anchidas.As frentes de lavra devem ser ventiladas com uma corrente principal de ventilação.Só é possível iniciar uma frente de lavra quando existe uma corrente. entre a temperatura exterior e a subterrânea. Os esquemas abaixo mostram o sentido da corrente para o inverno onde a temperatura exterior costuma ser maior que a subterrânea. onde a temperatura exterior costuma ser menor que a subterrânea. Nas galerias em “fundo de saco” deve ser empregada ventilação auxiliar.cavilhadas ou muralhadas. De modo geral nos climas temperados não se pode contar com tiragem natural. profundidade desses poços. O terceiro. por vezes combinando com o segundo. . Razão pela qual as normas de segurança imporem a aeração por ventiladores. até que a galeria possa ser normalmente percorrida pela corrente de ventilação.Os dois primeiros fatores determinam o início do fenômeno e o sentido da corrente de ar. Isso não se aplica para os trabalhos de desenvolvimento do poço. Ventilação natural: Uma ventilação natural (tiragem natural) é causada por três fatores principais: diferença positiva ou negativa. senão no período em que a temperatura exterior é acentuadamente menor que a do fundo da mina. age diretamente sobre a vazão. havendo locais onde no verão não é tão quente e no inverno não é tão frio.

Porém são projetados para orifícios pequenos o que faz a vazão absoluta ser moderada. em kg/s é medida pelo qh. Os ventiladores hélico-centrífugos são para grandes vazões (100m³/s) com orifícios equivalentes de 2 e 2. Distinguem-se dos anteriores pelo fato de que os recintos de montante e de jusante comunicam-se livremente entre si. Só servirá para minas de pequena resistência. Os primeiros são raros e têm função essencial de gerar volume.Ventilação Mecânica: Nesse caso. 40 . A potencia útil corresponde a este trabalho.5m² e depressões de 375mm e 240mm. Tais ventiladores compreendem: a) b) c) d) Ventiladores helicoidais Ventiladores centrífugos Ventiladores hélico-centrífugos Ventiladores diametrais Os ventiladores helicoidais fornecem depressões limitadas. por septos girando em torno de um eixo. através do aparelho. com aparelhos de grandes dimensões para suficientes produções. sendo o ar arrastado de um recinto de menor pressão para outro de maior pressão. com rendimento máximo. podendo atingir 160mm em regime de mais baixo rendimento mecânico. a movimentação da corrente é obtida por ventiladores. Os ventiladores centrífugos são para grandes depressões totais: até 1000mm de água. São previstos para depressão totais da ordem de 100mm de água. donde seu nome. por passagens largamente abertas entre seus órgãos. É sobre a predominância relatividade um ou outro dos fatores destes produtos que se fundamenta a classificação dos ventiladores. de vazão moderada. podendo atingir até 1500mm. sendo mais utilizados como ventiladores secundários. pois: -Ventiladores volumógenos ou estáticos: atuam sobre a vazão (q). -Ventiladores deprimógeos ou dinâmicos: atuam sobre a depressão motriz (h). Os de primógenos são rotativos. Temos. Sua função é aspirar o ar de um ambiente onde reina uma pressão p e leva-lo a outro no qual a pressão é p + h.

Joaquim. aproximando-se deste e depois se afastando. A Ventilação dos Ambientes Subterrâneos – EXPLO . 41 .Indústrias Químicas e Explosivos.Os ventiladores diametrais são muito raros e as trajetórias do ar estão compreendidos em planos normais ao eixo. BIBLIOGRAFIA Ventilação em Minas Subterrâneas – Departamento Nacional da Produção Mineral. Ventilação das Minas Subterrâneas e Transporte Subterrâneo – MAIA.

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