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A exclusão social e sua dialética com a mulher negra no século XXI Eliane Almeida

A exclusão social e sua dialética com a mulher negra no século XXI

Eliane Almeida de Souza Universidade Federal do Rio Grande do Sul Educação; exclusão; mulheres negras ST 41 - Exclusão social, poder e violência II

Chegamos ao Século XXI, com um modelo de sociedade brasileira marcada por diversos

tipos de preconceitos e discriminações. Tais complexidades encontram-se presentes, principalmente

no segmento social “mulheres negras”. Trabalhar essa dialética correlacionada com o status poder e

violência que permeiam as esferas sociais, não tem algo fácil ou tranqüilo de realizar em nossos

dias. Sabe-se que o Brasil é o país com a segunda maior população negra do mundo, e de acordo

com os dados do IBGE, referente à população negra, o Brasil ocupa a 120ª posição mundial,

ressaltando com isso a diferença entre os níveis de vida da população branca e da população negra.

Aprofundando essas questões, em relação à qualidade de vida da população, o Brasil ocupa a 63ª

posição no mundo.

Analisando alguns segmentos correlacionados com a categoria de totalidade que denomino

sociedade civil, observamos que a discriminação está presente em todas as esferas. Mas são a tônica

deste trabalho, algumas questões de exclusão étnica da mulher negra e seu processo histórico, que

desejo abordar. Com objetivos de chamar a atenção para a necessidade do continente brasileiro para

a necessidade de implementação de políticas públicas necessárias para o avanço da nação, capazes

de contribuir diretamente na diminuição das desigualdades sociais. Ao mergulhar nestas

complexidades, apresento um pouco a importância da diáspora 1 negra e sua dialética com a

exclusão já citada nas quais as mulheres são alvo, principalmente no que tange às questões de:

educação, desemprego, saúde, e diversas formas de violências.

Na era do descobrimento das Américas, no século XV, muita terra ainda precisava ser

desbravada e cultivada, arada e plantada. Para isso, necessitava-se de mão-de-obra barata. Então,

antes da Revolução Industrial, o tráfico de escravos foi o fator preponderante para o aquecimento

econômico brasileiro. Com isso, o desmantelamento da cultura e família africana, ao aportarem no

Brasil, os escravos foram: trocados, vendidos, separados, receberam nomes que não condiziam mais

com sua identidade africana, sendo obrigados a cultuarem uma religião não condizente com sua

relação existencial. O agravamento da exclusão, também veio com o marco histórico “13 de maio

de 1888” 2 . Você lembra? Neste dia, foi assinada a Lei Áurea, na qual a comunidade negra passou a

viver um processo de descaso e marginalidade, tendo seus reflexos presente até nossos dias.

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Muitos registros oficiais apresentam uma historicidade não condizente como critério de verdade. Na prática, temos uma nação brasileira no anonimato, com sérias dificuldades de se reconhecer e valorizar como oriunda dessa diáspora, assumindo valores e atitudes de um não-

pertencimento, como algo a esconder ou ser abordado de forma negativa como tudo que parece originar do berço africano, como resultando dessas ações: discriminações, dores, violências e

Partir

da África para o Brasil sem refletirmos o processo da diáspora, é contribuir com o mito da democracia racial presente em nossos dias, é o não desconstituir idéias de preconceitos, mitos e tabus que permeiam a nação brasileira. Hoje, no século XXI, registros oficiais apresentam uma historicidade não condizente como critério de verdade. Na prática, temos uma nação brasileira no anonimato, com sérias dificuldades de reconhecer e se valorizar como oriunda dessa diáspora, assumindo valores e atitudes de um não-pertencimento étnico de origem africana. Neste barco, a teoria chaga aos bancos escolares num processo de negação e contradição, trazendo em sua âncora o já referido mito da democracia racial. Peça essa que vêm contribuindo no processo de desconstituição das lutas e avanços referentes às políticas públicas do povo negro. A prática de exclusão social e racial apresenta-se permeada por conflitos, discórdias e, principalmente nas resistências e dificuldades que os professores e alunos vêm trabalhando as questões referentes à negritude, cultura, memória e ancestralidade. Pois a origem do comércio de escravos é obra do encontro com os costumes e interesses mercantilistas dos conquistadores europeus, onde até o presente momento, a Historia é contada pela lente de uma etnia não representativa da nacionalidade brasileira, ou seja, pela lente dos vencedores. Com a chegada do europeu em território africano, o tráfico provocou nessas populações, uma ruptura dramática e irrecuperável cujo saldo dessa diferença histórica, é a grande exclusão étnica e social presente na comunidade negra ou miscigenada. A meu ver, urgem políticas específicas e eqüitativas capazes de contribuir na elevação da auto-estima das mulheres, na diminuição das desigualdades, e também na busca de melhores ascensões sociais, resultando quiçá, num melhor conviver em sociedade.Na década de 90 em pleno século vinte e um, se somados os dados apresentados pelo IBGE 3 (pretos e pardos), a população negra correspondia a 45% da população brasileira. Sabemos que estes índices aumentaram e hoje ainda não conseguem dialogar com a exclusão histórica e social que vêm sofrendo as mulheres negras. Neste momento, trabalho especificamente algumas formas de discriminação feminina negra nos espaços de educação, desemprego, saúde, e algumas formas de violências, para chamar a atenção sobre a disparidade social presente nestes espaços, portanto para a necessidade de implementação de políticas públicas no Brasil. Educação: Por ser a escola o primeiro espaço de interação social que o sujeito realiza após a família, é neste mesmo espaço que se encontram presentes, mitos, tabus e preconceitos. Portanto é o

formas correlatas de exclusão. Lembre-se, essa História, começou há muitos e muitos anos

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universo escolar, grande responsável pelos índices de evasão e repetência. Você consegue de imediato imaginar porque a comunidade negra evade ou é reprovada? Se o aluno negro tem dificuldades de se ver nos livros didáticos ou ainda a prática curricular apresenta parâmetros de exclusão, como será que os professores estão trabalhando a Lei 10.639/03 4 em seu núcleo educacional? Em minha prática enquanto pesquisadora, tenho observado nos espaços de formação de professores as seguintes afirmações: - Não, hoje em dia não existe mais discriminação, é tudo igual, brancos, negros, amarelos, etc. ou então: - Professora, você não precisa se preocupar que na nossa escola particular, não precisamos falar dessa lei, porque não existem alunos negros! Voltando aos indicadores sociais, dados estatísticos apontam que a quantidade de negros analfabetos é 2.2% superior à de brancos na mesma situação, dentre eles as mulheres negras são maiorias, pois segundo o relatório de desenvolvimento humano, revela-se grande distância dos setores brancos do país em relação aos negros na educação, portanto, sessenta por cento dos afro- brasileiros estavam na faixa de analfabetismo. Em relação à entrada do sujeito negro nas universidades, os dados são os seguintes: 18% dos negros têm possibilidade de ingressar na universidade, enquanto esta possibilidade para os brancos é de 43%. Observe que não estou neste momento abordando questões referentes à permanência, pois aí implicam outras questões.

Nas diversas áreas e espaços de ensino, os preconceitos apresentam-se de forma camaleônica. A interdisciplinaridade ainda não consegue estabelecer uma ação direta com o currículo. A Lei 10.639/03 apresenta-se fragmentada ou até como responsabilidade de duas disciplinas, sendo que é uma lei nacional, portanto para todo o currículo, mas principalmente voltada para as áreas de história e artes. As ciências sociais o abordam “cientificamente” sob o aspecto da criminalidade, expressões musicais, vestes, religiosidades, culturas, enfim, esta área vem refutando o conceito de várias etnias, resumindo-os numa única raça: a humana. A ciência, amparada nos meios de comunicação, divulga pesquisas baseadas em indicadores sociais convincentes atingindo um enorme contingente populacional que concorda em sua subjetividade e negação de uma identidade, a negra, estabelecendo padrões europeus, e no momento em que negamos uma ou outra etnia da qual descendemos, fortalecemos o mito da democracia racial não condizente em momento algum com uma prática de exclusão, pois a proporção de brancos que chegam a concluir o curso de mestrado ou doutorado é três vezes mais do que a de pardos e pretos, na qual representa o menor índice dentre as demais etnias. Assim como o número de brancos que iniciam o curso superior representa proporcionalmente mais de quatro vezes a de negros (8.2% e 2% respectivamente).

Aqui, chamo a atenção para a importância do projeto nacional referente às cotas sociais e raciais nas universidades públicas, como forma de acesso, permanência e ascensão da comunidade negra num espaço educacional de qualidade. O projeto nacional de “cotas”, não nasce por acaso.

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Outro documento importante no avanço das políticas relacionadas às comunidades negras, é o Estatuto da Igualdade Racial 5 que até o presente momento, encontra-se suspenso para votação no congresso Nacional.

Desemprego: Após a família, o sujeito social passa pelos bancos escolares e dali para o mercado de trabalho. Esse movimento, não tem sido fácil para a comunidade negra, pois nos bancos escolares, além de não se reconhecer nos instrumentos didáticos, também encontram dificuldades com um vasto currículo não condizente com sua historicidade. Portanto, são os últimos a entrarem na escola, e os primeiros a deixarem, elevando assim, índices de evasão e repetência. Porém, é no mercado de trabalho que estes sujeitos encontram as maiores dificuldades sociais. Ocupam os mais baixos cargos, recebem os menores salários e são os primeiros a deixarem seus empregos sempre que há um “enxugamento da máquina”. Abordando especificamente o assunto relacionado ao trabalho, inúmeras são as atitudes racistas que acabam dificultando a inserção do negro em áreas que exigem maior especialização. Modelos e padrões de beleza pré-estabelecidos fazem parte de um sistema que foi criado para excluir sutilmente o sujeito não branco, usando a carapuça de “boa aparência”. Também é alto o nível de assédio às mulheres, e estas por sua vez, ocupam cargos inferiores e recebem por seu trabalho uma remuneração diferenciada para menos do que o homem negro. E este por sua vez, recebe uma remuneração diferenciada da mulher branca e do homem branco em relação aos mesmos cargos.

Algumas violências iniciam na família, passam pelas escolas e reproduzem-se no mercado de trabalho, resultando numa dinâmica de exclusão de vários segmentos sociais, na qual hoje, o mercado não comporta tal demanda. Contudo, na divisão por sexo, percebe-se nitidamente que a mulher fica em defasagem um pouco mais da metade do percentual de homens, elucidando assim duas formas de preconceito: gênero e etnia. Dados indicativos apresentam com propriedade a realidade cruel que enfrenta a comunidade negra no espaço de trabalho brasileiro: ele se encontra de maneira mais expressiva nas áreas de serviço mais pesados, como a construção civil, no campo, em serviços domésticos, as mulheres recebem essa responsabilidade por trás da capa de “dons naturais”. Na formalidade deste mercado trabalho, índices mostram que, como o negro não exerce de forma expressiva setores mais formais, muitas vezes a carteira de trabalho não é assinada pelo empregador, o que retira dele o direito de exigir conquistas históricas alcançadas pelos trabalhadores em geral, como seres de direitos. São as mulheres são as que mais sofrem, pois estão empregadas como domésticas, balconistas, limpeza e conservação de ambientes, copeiras, etc. Os dados mostram no período dos últimos dez anos, menos de 1% da PEA (População Economicamente Ativa), dos negros eram empregadores. Isso só nos revela a dificuldade em ocupação de cargos mais elevados, na qual, apenas 60% das mulheres negras que trabalham são assalariadas. Em relação à informalidade, os dados são alarmantes, pois a pobreza vem aumentando

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diariamente junto com a luta pela sobrevivência nas grandes favelas e comunidades pobres brasileira. Dito de outra forma, a exclusão no mercado de trabalho no Brasil tem cor. De acordo com os dados da MTD (movimento dos Trabalhadores Desempregados) de Porto Alegre, os mais atingidos pelo desemprego são os jovens e as mulheres negras, nas quais em atividades manuais que exercem, representam 79,4% do total, na qual 60% das famílias chefiadas por mulheres negras têm renda inferior a um salário mínimo.

Saúde: “No Brasil, o sistema de saúde brasileiro deveria ser um só, mas infelizmente, a prática tem revelado tratamento distinto para negros e brancos”. Tal afirmação faz parte de uma pesquisa apresentada no Seminário Nacional de Saúde da População Negra, realizado por várias organizações ligadas ao movimento negro e instituições da área de saúde pública. Entre os dados apontados, está o número de mortes de mulheres entre dez e 49 anos, por causas relacionadas à gravidez, parto e complicações no pós-parto. Segundo o estudo, a morte de negras relacionada à gravidez é três vezes maior que a de mulheres brancas, devido à falta de assistência pré-natal. Por estes motivos e outros, a Área Técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde incluiu, nas Diretrizes e no Plano de Ação 2004-2007 da Política Nacional para Atenção Integral à Saúde da Mulher, metas e ações relativas às mulheres negras, estratégicas a necessidade de oferecer atenção especial às mulheres e recém-nascidos negros, respeitando suas singularidades culturais e, sobretudo, atentando para as especificidades no perfil de mortalidade. Pesquisando um pouco mais o processo de exclusão étnica referente às mulheres negras, em 2000, o Ministério da Saúde relacionou as principais doenças que podem acometer esta população que, segundo o Censo, somam 36 milhões de mulheres. Acessando estes dados, obtive dados do ano de 2002, e mostro como resultado o seguinte: “no Norte, 8,9% das mulheres negras que tiveram filhos não fizeram pré-natal, contra 6,5% das brancas da região. A diferença foi ainda maior no Sul e Sudeste. A proporção de negras que não tiveram acesso a consultas durante a gravidez foi o dobro das brancas. No Nordeste, 10,1% das gestantes negras não tiveram assistência pré-natal, contra 6,9% das brancas. No Centro- Oeste, a diferença foi de 3,9% contra 1,8%. O levantamento revela também que em 1980 a mortalidade infantil de negros era 21% superior à de crianças brancas. Em 2000, a diferença saltou para 40%”. Estas informações denunciam uma exclusão histórica e social da mulher negra que no século XXI. Têm cor e endereço certo: vilas, favelas, morros, encostas, cujas dificuldades a cada dia aumentam. Pois de acordo com a Senhora Maria Inês Barbosa, na época, secretária-adjunta da SEPPIR, Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial ''O perfil da saúde da mulher negra no Brasil está marcado pela precocidade dos óbitos'', explica. Segundo ela, a pesquisa aponta também uma prevalência maior de hipertensão da mulher negra, sendo um dos fatores o estresse gerado pela discriminação racial. ''O profissional de saúde precisa ser alertado sobre esse fato para evitar o óbito precoce''. Processos cancerígenos, anemia falciforme, AIDS e outras

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doenças específicas da população negra, mostram um desajuste social na qual esse povo sofreu e vêm sofrendo em nossos dias. São assuntos de relevância social, na qual toda a população precisa estar alerta, pois nada está solto ou desconectado com o universo, e tudo se correlaciona com a categoria de totalidade que denominei sociedade civil. Tais complexidades precisam ser extraídas, trabalhadas e depois recolocadas no plano da sociedade como especificidades étnicas a serem respeitadas, valorizadas e socializadas, pois uma sociedade permeada por diversidades, exerce mecanismos sutis de violências.

Algumas formas de violências: Muitas são as formas de manifestação de violência na sociedade brasileira. Entendo e concordo com o parecer definido oficialmente pelas Nações Unidas em 1993, que a violência contra as mulheres, pode ser: “Qualquer ato de violência de gênero que resulte ou possa resultar em dano físico, sexual, psicológico ou sofrimento para a mulher, inclusive ameaças de tais atos, coerção ou privação arbitrária da liberdade, quer ocorra em público ou na vida privada". Dados mostram que em todo o mundo, pelo menos uma em cada três mulheres já foi espancada, coagida ao sexo ou sofreu alguma forma de abuso durante sua vida, na qual, o agressor é geralmente, um membro de sua própria família. Portanto, um dos maiores abusos contra os Direitos Humanos ainda tem sido a violência contra as mulheres no mundo, nas quais muitas vêm evidenciar as relações de violências com as questões étnicas. Hoje, estima-se que de 40 a 70% dos homicídios femininos, no mundo, são cometidos por parceiros íntimos. Em comparação, os percentuais de homens assassinados por suas parceiras são mínimos e, freqüentemente, nestes casos, as mulheres estavam se defendendo ou revidando algum tipo de abuso sofrido. Com o aumento da pobreza, também tem aumentado a probabilidade das mulheres serem vítimas de violência através de maus-tratos, espancamento e também psicológica, e em sua forma mais grave, a violência tem levado à morte muitas mulheres: Violência doméstica - apresenta-se na maioria das vezes, por parte de abuso cometido pelo parceiro íntimo é mais comumente parte de um padrão repetitivo, de controle e dominação, do que um ato único de agressão física. O abuso pode tomar várias formas, tais como: tapas, surras, agressões físicas através de golpes, chutes, quebras de objetos favoritos, empurrões, estrangulamento, e queimaduras, destruição de móveis, ameaças de ferir filhos ou familiares; Violência psicológica - pode ocorrer por discriminação, menosprezo, ameaças, intimidações e humilhação constantes; Violência sexual - podem apresentar-se através de assédios, estupros e obrigações indesejáveis pela parceira a praticar atos indesejáveis.

Assim, no bojo de um universo de complexidades correlacionadas com a exclusão social e sua dialética com a mulher negra no Século XXI, busquei estabelecer momentos de troca referentes também com a pesquisa que venho desenvolvendo no curso de mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, cuja linha de pesquisa denomina-se: TRAMSE: Trabalho, movimentos Sociais e Educação, na qual através de uma abordagem dialética, busco estabelecer

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relações com o processo diaspórico, para que o ser humano negro, negra, melhor se reconheça enquanto sujeito histórico e social. Acredito que após estas trocas, melhor podemos trabalhar pela busca do respeito à diversidade, às diferenças étnicas, trazendo à tona a contribuição cultural, política e social como um rico legado de ancestralidade de matriz africana. Assim, juntos primamos por melhores espaços de visibilidade, pelo reconhecimento da ate, ritos, mitos, línguas, características geográficas, econômicas e principalmente educacionais de luta do povo negro, e principalmente as mulheres para a diminuição das desigualdades sociais em nossa sociedade brasileira.

Referências Bibliográficas:

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, junho de 2005.

CHAGAS, Conceição Correa das. Negro uma identidade em construção. Petrópolis:

Vozes, 1996.

SANTOS, Joel Rufino dos. A questão do negro na sala de aula. São Paulo: Ática, 1990.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Violência Intra- familiar: Orientações para práticas em serviço. Brasília: MS; 2001.

GONZÁLES, RS. Saiba como dizer não à violência. Porto Alegre: [s.n.], 1995

BRUM E. Apresentação. In: Violência Doméstica. P.5-7.

Brasil, Ministério da Saúde: Organização Pan-americana da Saúde. Relatório sobre a saúde no mundo 2001: Saúde Mental: nova concepção, nova esperança. Brasil; 2001

Notas:

11 A palavra “diáspora” foi originalmente usada para designar o estabelecimento dos judeus fora de sua pátria, à qual se achavam vinculados por fortes laços históricos, culturais e religiosos. Este conceito é também usado, por extensão, para designar os negros de origem africana deportados para outros continentes e seus descendentes – os filhos de escravos na América (Munanga, 1999a, p. 82).

2 Data da assinatura oficial da Lei nº. 3353, mais conhecida domo Lei Áurea, ou a Lei de Libertação dos Escravos.

3 IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas - Censo de 1998.

4 Lei 10.639/03 - Altera a LDB 9394/96, inserindo no currículo oficial, a história, luta da África e do povo africano, colocando em evidência o acesso e permanência na educação.

5 Estatuto da Igualdade Racial - Projeto de Lei apresentado pelo Senador Paulo Renato Paim, que se encontra para votação no Congresso Nacional. Documento este que trás políticas públicas de Ações Afirmativas para a comunidade negra brasileira no Século XXI.