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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE TÉCNOLOGICA FEDERAL DO PARANÁ ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA ÊNFASE ELETROTÉCNICA TRANSFORMADORES COMUNS BRUNO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE TÉCNOLOGICA FEDERAL DO PARANÁ ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA ÊNFASE ELETROTÉCNICA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE TÉCNOLOGICA FEDERAL DO PARANÁ ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA ÊNFASE ELETROTÉCNICA TRANSFORMADORES COMUNS BRUNO

TRANSFORMADORES COMUNS

BRUNO GONÇALVES DE LIMA ELVIRA GUILHERME AUGUSTO LUÍS RAYSA ROOS HACK

Curitiba

2012

BRUNO GONÇALVES DE LIMA ELVIRA GUILHERME AUGUSTO LUÍS RAYSA ROOS HACK

TRANSFORMADORES COMUNS

Trabalho referente à disciplina de Materiais e Equipamentos Elétricos da UTFPR Professor: Walmir Eros Wladika

Curitiba

2012

1. SIMBOLOGIA

Na figura 1 estão relacionados alguns símbolos comumente utilizados em esquemas e diagramas elétricos e eletrônicos.

1. SIMBOLOGIA Na figura 1 estão relacionados alguns símbolos comumente utilizados em esquemas e diagramas elétricos

Simbologia de transformadores

  • 2. DEFINIÇÃO

Transformador é uma máquina elétrica utilizada para transmitir energia elétrica de um circuito à outro, transformando níveis de tensões e correntes alternadas para outros níveis, sem alteração da frequência. Opera baseado nos princípios da lei de Faraday.

  • 3. FUNÇÃO

A principal função dos transformadores é a de elevar o valor da tensão (subestação de elevação) para a transmissão ou abaixamento da tensão (subestação de distribuição e transformadores de poste) para distribuição da energia elétrica. Este procedimento é feito para que se diminua as perdas por efeito Joule, pois quando se eleva a tensão, o valor da corrente diminui e vice e versa. Também são utilizados em circuitos eletrônicos para este mesmo fim, sendo estes transformadores de pequeno porte.

Outra função dos transformadores é a da redução da tensão ou da corrente para efeitos da sua medição.

Também pode ser usado um transformador afim de diminuir o problema de harmônicos em circuitos (isolamento elétrico e magnético de circuitos).

4. APLICAÇÕES

4. APLICAÇÕES Aplicações de transformadores . Fonte <a href=:http://www.redeinteligente.com/wp-content/uploads/sistema-de- distribui%C3%A7%C3%A3o.PNG Na figura acima está representado o sistema elétrico de potência. Os transformadores são utilizados logo após a geração (A) na subestação elevadora, onde se encontram os transfomadores elevadores. As linhas de transmissão (B) transportam a energia em alta tensão até a subestação transmissora onde outro transfomador abaixa a tensão e transmite a energia para linhas de subtransmissão. " id="pdf-obj-4-4" src="pdf-obj-4-4.jpg">

Aplicações de transformadores.

Na figura acima está representado o sistema elétrico de potência. Os transformadores são utilizados logo após a geração (A) na subestação elevadora, onde se encontram os transfomadores elevadores. As linhas de transmissão (B) transportam a energia em alta tensão até a subestação transmissora onde outro transfomador abaixa a tensão e transmite a energia para linhas de subtransmissão.

Na subestação distribuidora, novamente há um transformador que abaixa a tensão e então a energia vai para a rede de distribuição (C) e finalmente passa por transformadores da concessionária até chegar nos consumidores residenciais (F) ou por subestações privadas até chegar nos consumidores comerciais e industriais (E).

Transformadores também podem ter aplicações em hospitais, embarcações marítimas, prédios comerciais, aeroportos, etc.

5. TERMINOLOGIA

Autotransformador: São aqueles que têm estrutura magnética idêntica à dos transformadores comuns. Neles, os enrolamentos primário e secundário estão em contato entre si. Um autotransformador pode ser menor, mais leve e mais barato.

Banco de Transformadores: É a ligação de dois ou mais transformadores em paralelo entre si, conectados a uma única rede de alimentação, conforme o esquema mostrado abaixo:

Na subestação distribuidora, novamente há um transformador que abaixa a tensão e então a energia vai

Campo Magnético: é o campo resultante de uma corrente que atravessa um determinado condutor. A orientação desse campo depende diretamente da orientação da corrente e determinará também a orientação do fluxo magnético.

Enrolamento: Confeccionados com material condutor de alta condutividade, normalmente cobre, envernizados e isolados do núcleo.

Fluxo

Magnético:

considerada

uma representação

por

linha

do

campo

magnético

O

Fluxo

Magnético

Gerado

pelo

Enrolamento

Primário

envolve

o

Enrolamento Secundário e é nele Induzida uma Força Electromotriz.

Núcleo: Núcleo: Confeccionado com chapas de Aço-Silicio laminado, empilhadas e prensadas, as quais apresentam permeabilidades magnéticas elevadas. Parte Ativa: Chamamos de parte ativa do transformador, ao conjunto formado pelos enrolamentos, primário, o secundário, terciário e pelo núcleo, com seus dispositivos de prensagem e calços.

Relação de Transformação: é a razão entre as tensões do primário e do secundário, bem como entre os respectivos números de espiras dos seus enrolamentos. Transformador Abaixador: Usados para abaixar a tensão no secundário. Se o enrolamento possui a metade das voltas do primário, a tensão do secundário será a metade da tensão do primário.

Transformador Elevador: Definição contrária a do Abaixador, ou seja, se houver maior número de voltas de fio no secundário do que no primário a tensão no secundário será maior do que a tensão do primário

Transformador em Líquido Isolante: Transformador onde sua parte ativa está submersa em um líquido isolante.

Transformador à Seco:.Transformador onde sua parte ativa não é imersa em um líquido isolante.

6. CLASSIFICAÇÃO

Podemos classificar transformadores de diferentes maneiras:

  • (a) Quanto ao número de fases;

  • (b) Quanto ao meio isolante;

  • (c) Quanto ao material do núcleo;

  • (d) Quanto à finalidade.

  • (a) Quanto ao número de fases:

  • - Monofásicos: São transformadores que apresentam somente uma fase na

tensão de entrada e apenas uma fase na saída.

Normalmente têm potência até 15

kVA e classe de tensão de 15kV. São comumente usados em sistemas de distribuição rural.

  • - Polifásicos: O mais usado é o transformador Trifásico, que possui

três

enrolamentos no primário e três no secundário. É mais utilizado nos sistemas de

transmissão e distribuição. Pode ser utilizado como o agrupamento de três transformadores monofásicos em estrela ou triangulo.

  • (b) Quanto ao meio isolante:

- À Óleo:
- À Óleo:

Os transformadores a óleo possuem seu sistema isolante composto

por uma parte sólida (papel isolante) e uma parte líquida (óleo isolante), este

conjunto tem a função de garantir a rigidez dielétrica e mecânica do bobinado.

6. CLASSIFICAÇÃO Podemos classificar transformadores de diferentes maneiras: (a) Quanto ao número de fases; (b) Quanto
  • - À Seco:

Os transformadores a seco não utilizam óleo e possuem seu

bobinado encapsulado em resina, os mesmos possuem menor dimensão e são recomendados para instalações internas que exigem segurança e confiabilidade, logo que não utilizam óleo isolante.

  • (c) Quanto ao material do núcleo:

- Ferromagnético: Os transformadores de potência são invariavelmente construídos com núcleo de material ferromagnético. Esses materiais devem possuir, além de alta permeabilidade magnética, uma resistividade elétrica relativamente

elevada e uma indução residual relativamente baixa quando submetido a uma magnetização cíclica.

- Núcleo de ar: O núcleo de ar confere uma característica linear ao circuito magnético do transformador, e não apresenta perdas magnéticas, porém apresenta grande relutância, e, conseqüentemente, necessita de maior forca magnetomotriz de excitação.

(d) Quanto à finalidade:

  • - Transformadores de Corrente: É um transformador para instrumentos cujo

enrolamento primário é ligado em serie com o circuito primário à proteger e que reproduza no seu secundário uma corrente proporcional a corrente do primário com um erro Máximo especificado.

  • - Transformadores de Potencial: O transformador de potencial é um equipamento

usado para auxiliar na medição da diferença de potencial em um circuito e para atuar na proteção do circuito. Ele reduz, numa proporção pré-estabelecida, uma

diferença de potencial, de modo que os equipamentos de medição possam trabalhar dentro de seus limites.

  • - Transformadores de Distribuição: São capazes de não perder cargas, ou seja, que transferem energia elétrica entre os circuitos com perda insignificante de energia elétrica. Por essa razão, transformadores de distribuição são comumente usados em sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica. Possuem potência de 5 até 300 MVA.

  • - Transformadores de força: Esses transformadores são utilizados para gerar,

transmitir e distribuir energia em subestações e concessionárias. Possuem potência de 5 até 300 MVA. Quando operam em alta tensão têm até 550 kV.

7. CONSTITUIÇÃO

Os transformadores são máquinas elétricas e são responsáveis pela grande expansão da eletricidade. A constituição básica de um transformador é relativamente simples. O transformador monofásico é constituído apenas por duas bobinas e um núcleo de ferro e o trifásico tem, normalmente, seis bobinas, além do núcleo.

Um

transformador

monofásico

é

basicamente,

constituído por dois

enrolamentos em torno de um núcleo ferromagnético. O enrolamento 1,com espiras, é alimentado pela tensão da rede e tem o nome de enrolamento primário. O enrolamento 2, com espiras, é ligado à carga (geralmente um receptor) e tem o nome de enrolamento secundário. Os circuitos que os integram chama-se, respectivamente circuito primário e circuito secundário.

Um transformador monofásico é basicamente, constituído por dois enrolamentos em torno de um núcleo ferromagnético. O

O núcleo ferromagnético é constituído por um conjunto de chapas de ferro, isoladas entre si e bem apertadas. São utilizados vários tipos de ferro, com cerca de 3% de silício na sua constituição, com o objetivo de reduzir as perdas no ferro do transformador. Muitos transformadores utilizam chapas de ferro de cristais orientados que apresentam menos perdas que as anteriores. A função do núcleo é de permitir a circulação fácil das linhas de força do campo magnético criado, portanto com um valor de indução B elevado, pois a permeabilidade magnética do ferro é elevada. Lembrando que B=µH, isto é, quanto mais elevada for permeabilidade magnética mais elevada será a indução B. Os núcleos dos transformadores podem ser de colunas, couraçado ou blindado. No primeiro caso, o núcleo apresenta apenas duas colunas e os enrolamentos, primário e secundário, ocupam uma ou as duas colunas do transformador. No segundo caso, o núcleo apresenta três colunas e as duas bobinas estão na coluna interior do núcleo. Também são utilizados núcleos em formato toroidal. Este tipo de núcleo é utilizado em projetos onde o espaço é um dos requisitos. Possui a mesma propriedade das chapas, porém mais eficiente pelo formato e pelas propriedades ferromagnéticas do material.

Quando as tensões aplicadas são elevadas, então os enrolamentos respectivos são geralmente divididos em várias bobinas, para evitar que haja uma elevada diferença de potencial entre as espiras das camadas sobrepostas; deste modo, em caso de curto-circuito entre espiras, o defeito terá menores consequências. Os condutores de cada uma das bobinas são geralmente isolados com esmalte (cobre esmaltado) - no caso de transformadores de baixa potência - ou com papel impregnado em óleo ou a algodão. No caso de transformadores de maior potência a seção dos condutores é, obviamente, tanto mais elevada quanto maior for a corrente. No cálculo da seção dos condutores de cada bobina considera- se geralmente uma densidade de corrente entre 2 a 3A /mm². Existem materiais específicos para isolação dos contatos, tais como o algodão, cerâmica (porcelana), papel, óleo mineral e outros. Abaixo mostra uma tabela que determina o valor da temperatura que os componentes do transformador devem suportar sem sofrerem alterações em suas características.

Quando as tensões aplicadas são elevadas, então os enrolamentos respectivos são geralmente divididos em várias bobinas,

Isso depende da potência do equipamento, devendo ser verificadas as normas para construção, manutenção e instalação dos transformadores. O isolador, para transformadores de alta potência, mais utilizado é o óleo mineral, ele é obtido através da destilação do petróleo natural, da fração de 300 a 400 °C. Este destilado pode ser de origem parafínica ou naftênica, dando origem ao correspondente óleo mineral isolante. Os líquidos isolantes devem cumprir algumas funções principais nos transformadores: refrigeração; isolamento elétrico; boa condutibilidade elétrica; baixa viscosidade e resistência ao fogo.

As peças que constituem o transformador geralmente servem para abrigar as bobinas e proteger o conjunto, tais como: Patilha, cantoneira, abraçadeiras e Caneca que servem para dar sustentação e proteção ao equipamento; Carretéis para dar forma e sustentação para as bobinas do transformador; a carcaça de transformadores de alta potência, para abrigar os componentes e o óleo mineral, e proteger contra poeiras ou objetos que possam danificar o equipamento.

8. FUNCIONAMENTO

O enrolamento primário é alimentado por uma fonte de corrente alternada F, de tensão U1. O enrolamento secundário não está ligado à fonte, mas vai aparecer nele uma determinada tensão alternada U2. No eletromagnetismo, estudamos e verificamos experimentalmente as leis de Faraday e de Lenz, as quais diziam em conjunto, e no essencial, o seguinte:

Sempre que uma espira ou conjunto de espiras é atravessada por um fluxo magnético variável, aparece nela uma força eletromotriz induzida que tende se opor a causa que lhe deu origem. Portanto, se o enrolamento secundário for atravessado por um fluxo magnético variável, então aparece nele uma f.e.m. induzida E2, tal como aparece uma f.e.m. induzida E1, no primário. Na verdade, é exatamente isso que acontece no transformador. Com efeito, ao aplicarmos ao enrolamento primário uma tensão U1 variável (alternada senoidal, por exemplo), esta produzirá nele uma corrente variável I1 e um fluxo magnético variável que originará uma f.e.m. E1 (que tende a opor- se a causa que lhe deu origem, isto é, a variação do fluxo magnético), dada pela expressão matemática:

Este

fluxo

magnético

variável vai percorrer
variável
vai
percorrer

o

núcleo ferromagnético,

atravessando a bobina do secundário, originando uma segunda f.e.m. induzida E2 (que tende a opor-se à causa que lhe deu origem, isto é, à variação do fluxo magnético). Esta f.e.m. induzida é obtida por uma expressão semelhante à anterior:

Concluímos assim que, sempre que haja variação de fluxo magnético, há criação de f.e.m. induzidas e,

Concluímos assim que, sempre que haja variação de fluxo magnético, há criação de f.e.m. induzidas e, portanto, de correntes, se o circuito se encontrar fechado sobre uma carga, impedância, etc.

A figura abaixo representa este fenômeno:

Concluímos assim que, sempre que haja variação de fluxo magnético, há criação de f.e.m. induzidas e,

Se a tensão U1 for contínua (e não alternada), então o fluxo criado será constante (e não variável), razão pela qual não serão criadas f.e.m. induzidas (E1= 0 e E2 = 0), de acordo com as leis de Faraday e de Lenz. Isto quer dizer que o transformador não funciona em corrente contínua (de regime permanente). A fonte de alimentação terá de ser sempre alternada (senoidal,triangular, onda quadrada ou outra). Dividindo as duas expressões anteriores, membro a membro, obteremos facilmente a expressão:

Concluímos assim que, sempre que haja variação de fluxo magnético, há criação de f.e.m. induzidas e,

Isto

é,

o

quociente entre as f.e.m. induzidas é

igual ao quociente

entre o

número de espiras dos enrolamentos respectivos.

Para a relação entre espirais e tensão: se os dois bobinados têm o mesmo número de espiras, a tensão que se mede no secundário é igual à que é aplicada ao primário. No entanto, se o secundário tem (por exemplo) a metade das espiras que tem o primário, nos seus extremos haverá a metade da tensão. Do mesmo modo, se o secundário tem três vezes o número de espiras do primário, podemos encontrar- nos com uma tensão igual a três vezes a aplicada. Um transformador é, portanto,

capaz de alterar o valor de uma tensão alternada, transformá-la para obter o valor desejado. A relação entre a tensão primária e a secundária é igual à relação entre o número das espirais dos dois enrolamentos.

Em jeito de conclusão, podemos assim dizer que o transformador transforma energia elétrica (do primário) em energia magnética (que atravessa o núcleo), a qual se transforma novamente em energia elétrica (no secundário). Há, portanto, uma dupla transformação energética, de tal forma que os dois circuitos elétricos (do primário e do secundário) estão isolados entre si, isto é, são distintos.

9. ESPECIFICAÇÃO

AREA DE INSTALAÇÃO: Definir os dados ambientais do local de instalação do transformador. Local fechado ou aberto, temperatura ambiente, temperatura ambiente, classificação da área, ambiente corrosivo;

TIPO: Definir se é de força ou de medição, seco ou líquido isolante, material, classe de temperatura;

POTÊNCIA NOMINAL: É a máxima potência que pode ser transferida do enrolamento primário para o enrolamento secundário sem danos ao equipamento. Esta potência é especificada pelo fabricante e deve ser contida na placa de identificação. É fornecida em VA, KVA, MVA;

TENSÃO NOMINAL: São valores de tensão projetados e especificados pelo fabricante para funcionamento adequado do equipamento. As tensões nominais, de linha e de carga devem ser comparadas para não danificar os elementos do circuito.

FREQUÊNCIA NOMINAL: Define a freqüência nominal do sistema no qual o transformador será utilizado.

NUMERO DE PÓLOS: Define

o

numero

de

fases

do

sistema

no

qual

o

transformador será utilizado. Monofásico, Bifásico e Trifásico.

LIGAÇÕES DOS ENROLAMENTOS: Define o tipo de ligação de cada um dos enrolamentos do transformador. Estrela, triângulo, zig-zag.

DESLOCAMENTO ANGULAR: Ângulo existente entre as tensões concatenadas primárias e tensões concatenadas secundárias considerando-se o enrolamento de baixa tensão para o enrolamento de alta tensão no sentido anti-horário.

DERIVAÇÕES (TAPs): Define o numero de derivações e o valor dos degraus de tensão entre estas. Deve-se especificar por enrolamento e se é comutação em carga ou não.

CLASSE DE ISOLAMENTO: É a classe que determina o valor da temperatura que os componentes do transformador devem suportar sem sofrerem alterações em suas características. É dada em 0 ºC.

NÍVEL DE CURTO CIRCUITO: Informa o nível de curto circuito no ponto de ligação do equipamento. Este dado é de grande relevância para o projeto de certas partes mecânicas do transformador.

ACESSÓRIOS: Neste item são especificados sistemas auxiliares e de proteção do transformador, tais como:

  • - Relés de proteção, como por exemplo: nível de óleo; sobre pressão de gás; temperatura; etc;

    • - Sistemas de ventilação;

    • - Sistemas de circulação de óleo;

    • - Comutadores de TAP;

    • - Secadores do óleo ou desumidificadores;

10. ENSAIOS

Primeiramente deve-se definir a área de instalação, ou seja, definir os dados ambientais do local de instalação do transformador. Local fechado ou aberto, temperatura ambiente, temperatura ambiente, classificação, etc ...

Os ensaios realizados em transformadores são classificados, segundo a ABNT em:

A- Ensaios de rotina; B- Ensaios especiais; C- Ensaios de tipo.

Estes ensaios devem ser executados de acordo com a norma da ABNT NBR 5380, que prescreve os métodos a serem seguidos para testes em transformadores:

A - Os ensaios de rotina, executados em todas as unidades de produção, e suas finalidades, são os seguintes:

  • a) Resistência elétrica dos enrolamentos: Verificar se não há irregularidades nos

enrolamentos, contatos, soldas, etc.

  • b) Relação de tensões: Verificar se não há irregularidades nos enrolamentos

quanto ao número de espiras.

  • c) Resistência de isolamento: Verificar a isolação entre enrolamentos e terra para

atestar a secagem da parte ativa.

  • d) Polaridade: Verificar se o sentido dos enrolamentos está correto.

  • e) Deslocamento angular e sequência de fase: Verificar se a conexão dos

enrolamentos está correta de acordo com o diagrama fasorial.

  • f) Perdas em vazio e corrente de excitação: Verificar perdas no ferro e corrente de

magnetização do núcleo.

  • g) Perdas em carga e Impedância

de curto circuito: Verificar perdas nos

enrolamentos e o valor da impedância de curto circuito.

  • h) Determinação do fator de potência (FP): Verificar a qualidade do processo de

secagem da parte ativa. Não se trata de ensaio de rotina, mas em transformadores

com tensão igual ou superior a 36,2 kV, é recomendado fazê-lo.

Além dos ensaios de rotina, existem também os ensaios de Tipo e ensaios Especiais, alguns deles são citados a seguir:

  • - Descargas parciais;

  • - Impulso atmosférico;

  • - Elevação de temperatura (aquecimento);

  • - Nível de ruído;

  • - Impulso de manobra;

  • - Fator de potência do isolamento;

  • - Impedância seqüência zero em transformadores trifásicos;

  • - Medição de harmônicas na corrente de excitação;

  • - Cromatografia dos gases dissolvidos no óleo isolante;

  • - Tensão de radiointerferência (RIV).

11. INSTALAÇÃO

Instalar um equipamento elétrico de forma segura e adequada é imprescindível para aumentar sua vida útil e melhorar seu desempenho. Vale a pena lembrar que cada transformador possui um cuidado especifico. Antes de ligar iniciar o processo de instalação deve-se atentar a algumas recomendações sugeridas a seguir.

11.1 MEIOS DE SUSPENSÃO E LOCOMOÇÃO:

Na

parte

ativa

dos

transformadores existem alças ou ganchos para seu levantamento. Lembrando que segundo a ABNT o transformador deve estar localizado em um lugar com altitude inferior a 1000m. Em altitudes superiores a 1000m, o transformador terá sua

capacidade reduzida ou necessitará de um sistema de refrigeração diferente do normal.

Alguns transformadores dispõem de base própria para apoio e rodas bidirecionais. Caso não possa ser conduzido por guindaste ou equipamentos de suspensão hidráulica, existe a possibilidade de locomover tal item com auxilio de roletes e uma plataformas para não concentrar o peso na base do transformador.

11.2 MEIO DE ATERRAMENTO DO TRANSFORMADOR: O aterramento para transformadores de potencia nominal inferior a 1000 kVA se localiza parte inferior, é um dispositivo de material não ferroso ou inoxidável que permita fácil ligação a terra. Os transformadores de potencia nominal superior a 1000 kVA tem dois dispositivos de aterramento localizados diagonalmente opostos. Quando o transformador tiver invólucro, os dispositivos de aterramento estarão na parte exterior do equipamento.

11.3 VERIFICAÇÃO DETALHADA DOS VALORES DA PLACA DE

IDENTIFICAÇÃO: Todo transformador deve ser provido de uma placa de identificação metálica, em posição visível. Portanto para instalá-lo de modo adequado é importante verificar se os dados da placa de características estão de acordo com a linha à qual o transformador será ligado. Nesta placa deve conter no mínimo as seguintes informações:

  • a) Tipo de transformador;

  • b) Nome do fabricante e local de fabricação;

  • c) Numero de serie de fabricação;

  • d) Data de fabricação;

  • e) Designação e data de publicação da norma da ABNT aplicável;

  • f) Numero de fases;

  • g) Potencia nominal;

  • h) Diagrama de ligação contendo todas as tensões nominais de derivação e respectivas correntes;

  • i) Frequência nominal;

  • j) Diagrama fasorial;

  • k) Temperatura limite da isolação e elevação de temperatura dos enrolamentos;

  • l) Impedância de curto-circuito;

  • m) Níveis de isolação;

  • n) Massa total;

  • o) Numero do manual de instruções.

m) Níveis de isolação; n) Massa total; o) Numero do manual de instruções. Exemplo de placa

Exemplo de placa de identificação do transformador 1

Fonte: ELETROTÉCNICA Vol. 1 Eurico G. de Castro Neves e Rubi Münchow

Exemplo de placa de identificação do transformador 2 Fonte: <a href=http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-246609779-transformador-trifasico-15-kva-_JM 11.4 PROTENÇÃO E EQUIPAMENTOS DE MANOBRA: Por segurança os transformadores devem ser providos de equipamentos como chaves fusíveis, disjuntores, seccionadores, para-raios entre outros. Estes equipamentos servem para proteger contra sobrecargas, curto-circuito e variações de tensão, portanto devem ser dimensionados de acordo com o transformador e testados antes de fazer as conexões 11.5 RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES: a) O transformador é fornecido normalmente ligado na derivação da alta tensão da faixa em que esta ligado; b) Toda mudança de derivação deve ser feita com o transformador sem carga e sem tensão; c) É importante destacar o sistema de ventilação deve ser adequado para evitar sobre aquecimentos em transformadores instalados internamente; " id="pdf-obj-19-2" src="pdf-obj-19-2.jpg">

Exemplo de placa de identificação do transformador 2 Fonte: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-246609779-transformador-trifasico-15-kva-_JM

11.4 PROTENÇÃO E EQUIPAMENTOS DE MANOBRA: Por segurança os transformadores devem ser providos de equipamentos como chaves fusíveis, disjuntores, seccionadores, para-raios entre outros. Estes equipamentos servem para proteger contra sobrecargas, curto-circuito e variações de tensão, portanto devem ser dimensionados de acordo com o transformador e testados antes de fazer as conexões

  • 11.5 RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES:

    • a) O transformador é fornecido normalmente ligado na derivação da alta tensão da faixa em que esta ligado;

    • b) Toda mudança de derivação deve ser feita com o transformador sem carga e sem tensão;

    • c) É importante destacar o sistema de ventilação deve ser adequado para evitar sobre aquecimentos em transformadores instalados internamente;

  • d) Deve operar em condições normais, ou seja, não deve ser instalado acima de 1000 metros do nível do mar e a temperatura do ar que irá resfriar o transformador, não pode ser superior a 40ºC e deve ter uma média diária de 30ºC;

  • e) A instalação, a manutenção e outros fatores devem seguir as normas da ABNT;

  • f) Para armazenar um transformador devemos coloca-lo em um lugar abrigado, seco, isento de poeiras, gases corrosivos e grandes variações de temperatura, de modo a não sofrer danos mecânicos;

  • g) Devem ser feitos tratamento e pintura nos pontos necessários do transformador.

12. MANUTENÇÃO

Existem dois tipos principais de manutenção em equipamentos elétricos, a manutenção preventiva e a corretiva, a preventiva como o próprio nome já diz, manutenção que previne um imprevisto que possa danificar o funcionamento adequado do equipamento e torna-lo ineficiente. A manutenção corretiva pode ser definida como o reparo no equipamento após a avaria, ou seja, é a manutenção feita depois do acontecimento não previsto pela preventiva.

12.1 MANUTENÇÃO PREVENTIVA: A data de verificação de cada item varia com o grau de importância dos mesmos e pode diferenciar de acordo com o tipo e modelo do transformador.

12.1.1 INSPEÇÃO VISUAL: Podemos destacar como primeiro passo para manter o transformador operando da forma esperada, a inspeção visual destaca itens como :

  • a) Retirada de pó;

  • b) Limpeza geral;

  • c) Limpeza das entradas e saídas de ar da refrigeração;

  • d) Verificar o estado de funcionamento do circuito de proteção;

  • e) Verificar a pressão dos contatos dos terminais;

  • f) Medição com o megômetro;

12.1.2

NIVEL DE RUÍDO: Esta inspeção deverá ser efetuada com o transformador

sem tensão. Se houver alto nível de ruído é importante desligar o transformador. O

afrouxamento de um dos elementos em consequência do transporte inadequado citado no item 11.1 deste trabalho, pode acarretar um intenso ruído.O ruído interno anormal é uma ocorrência que exige o desligamento imediato

  • 12.1.3 SOBRETENSÕES: Pode ocorrer um aumento de temperatura devido a uma

sobre excitação no transformador. Neste caso deve-se desligar o transformador para

ajustar a tensão e dessa forma voltar a operar satisfatoriamente.

  • 12.1.4 ANÁLISE DE CARGA: Verificar periodicamente se a corrente nas horas de

carga máxima não excede o valor nominal. Isso pode elevar a temperatura em alguns pontos especificados nas normas. Hoje em dia se fala muito em localizar

problemas elétricos de forma rápida utilizando câmeras infravermelhas, que monitoram e diagnosticam o estado de componentes elétricos. As imagens térmicas são exibidas com nitidez e sinalizam qualquer irregularidade que possa exigir atenção especial futura ou imediata. O aquecimento anormal nos conectores, no óleo ou nos enrolamentos são fatores que exige o desligamento imediato.

  • 12.2 FATORES QUE EXIGEM O DESLIGAMENTO IMEDIATO: Segundo o catalogo

da Weg colocado no mesmo CD que contem este trabalho, existem ocorrências que exigem imediatamente o desligamento do transformador, por segurança e para não danificar o equipamento:

  • a) ruído interno anormal;

  • b) vazamento significativo de óleo;

  • c) aquecimento excessivo dos conectores, observando os critérios estabelecidos para termovisão;

  • d) relé de gás atuado;

  • e) sobreaquecimento de óleo ou dos enrolamentos detectados através dos termômetros ou imagens térmicas;

  • 12.3 DESLIGAMENTO PROGRAMADO: Segundo o catalogo da Weg colocado no

mesmo CD que contem este trabalho, podemos destacar:

  • a) vazamento de óleo que não oferece risco imediato de abaixamento perigoso do nível;

  • b) aquecimento nos conectores, observando os critérios estabelecidos pela termovisão;

  • c) desnivelamento da base;

  • d) anormalidades constatadas nos ensaios de óleo, obedecendo aos limites fixados na NBR 5356;

  • e) irregularidades no funcionamento do comutador de derivações em carga. Neste caso, bloquear a operação do comutador;

  • f) trinca ou quebra do diafragma de válvula de segurança (tubo de explosão);

  • g) defeitos nos acessórios de proteção e sinalização;

13. NORMAS

Segundo o catalogo online da ABNT as normas aplicáveis a este trabalho são:

  • 13.1 ABNT NBR 5356-1

Título: Transformadores de Potência, Parte 1: Generalidades.

Data de publicação: 17/12/2007 Valida a partir de 17/01/2008 Status: Em vigor Preço(R$) : 187,50

Objetivo: Esta parte da ABNT NBR 5356, em conjunto com as ABNT NBR 5356-2, 3, 4 e 5, aplica-se a transformadores trifásicos e monofásicos (inclusive autotransformadores), excetuando-se certas categorias de pequenos transformadores e transformadores especiais.

  • 13.2 ABNT NBR 5356-2

Título: Transformadores de Potência, Parte 2: Aquecimento. Data de publicação: 17/12/2007

Valida a partir de 17/01/2008 Status: Em vigor Preço(R$) : 85,10

Objetivo: Esta parte da ABNT NBR 5356 classifica os transformadores em função de seus métodos de resfriamento, define os limites de elevação de temperatura e apresenta em detalhes os métodos de ensaios para a medição da elevação de temperatura.

  • 13.3 ABNT NBR 5356-3

Título: Transformadores de Potência, Parte 3: Níveis de isolamento, ensaios dielétricos e espaçamentos externos em ar.

Data de publicação: 02/07/2010 Status: Em vigor

Objetivo: Esta parte da ABNT NBR 5356 é aplicável a transformadores imersos em óleo (inclusive autotransformadores), trifásicos ou monofásicos, excetuando-se certos transformadores pequenos e especiais, como definido na ABNT NBR 5356-1.

  • 13.4 ABNT NBR 5356-4

Título: Transformadores de Potência, Parte 4: Guia de ensaios de impulso atmosférico e de manobra para transformadores e reatores.

Data de publicação: 17/12/2007 Valida a partir de 17/01/2008 Status: Em vigor Preço(R$) : 114,50

Objetivo: Esta parte da ABNT NBR 5356 fornece orientação e comentários explicativos sobre os procedimentos existentes de ensaio de tensão suportável nominal de impulso atmosférico e de manobra, em transformadores e reatores para sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica, suplementando as

disposições das normas tipo especificação e método de ensaio pertinentes. As diferenças entre os procedimentos aplicáveis a transformadores e reatores são indicadas quando for o caso.

  • 13.5 ABNT NBR 5356-5

Título: Transformadores de Potência, Parte 5: Capacidade de resistir a curto-circuito

Data de publicação: 17/12/2007 Valida a partir de 17/01/2008 Status: Em vigor mas foi corrigida em 2010 Preço(R$) : 74,40

Objetivo: Esta parte da ABNT NBR 5356 especifica a capacidade de transformadores trifásicos e monofásicos (inclusive autotransformadores) de resistir a curto-circuito, excetuando-se certas categorias de pequenos transformadores e transformadores especiais.

  • 13.6 ABNT NBR 5416

Título: Aplicação de cargas em transformadores de potência- Procedimentos Data de publicação: 30/07/1997 Valida a partir de 29/08/1997 Status: Em vigor Preço(R$) : 164,70

Objetivo: Esta Norma fornece os procedimentos para a aplicação de cargas em transformadores e autotransformadores de potência, fabricados e ensaiados de acordo com a ABNT NBR 5356, e imersos em líquido isolante, com dois ou mais enrolamentos, trifásicos ou bancos com unidades monofásicas. Os procedimentos a serem seguidos dependem do controle, disponível ao usuário, das condições operacionais e se baseiam no envelhecimento da isolação dos enrolamentos. Para isto, a Norma estabelece dois procedimentos. Caso não sejam disponíveis dados de manutenção e operativos, deve-se utilizar o Procedimento um, descrito na seção 5

desta Norma que contempla transformadores com potência até 100 MVA. Caso estes dados sejam disponíveis, deve-se utilizar o Procedimento dois, descrito na seção 6, que não tem limitação de potência.

  • 13.7 ABNT NBR 5440

Título: Transformadores para redes aéreas de distribuição Requisitos

Data de publicação: 30/06/2011 Valida a partir de 30/12/2011 Status: Em vigor Preço(R$) : 127,30

Objetivo: Esta Norma estabelece os requisitos das características elétricas e mecânicas dos transformadores aplicáveis a redes aéreas de distribuição, nas tensões primárias até 36,2 kV e nas tensões secundárias usuais dos transformadores monofásicos e trifásicos, com enrolamento de cobre ou alumínio, imersos em óleos isolantes com resfriamento natural.

  • 13.8 ABNT NBR 7036

Título: Recebimento, instalação e manutenção de transformadores de potência para distribuição, imersos em líquidos isolantes.

Data de publicação: 30/12/2011 Status: Em vigor Preço(R$) : 74,40

Objetivo: Esta Norma fixa as condições exigíveis que o transformador deve apresentar, quando do recebimento, instalação e manutenção, pelo comprador.

  • 13.9 ABNT NBR 7037

Título: Recebimento, instalação e manutenção de transformadores de potência em óleo isolante mineral

Valida a partir de 31/01/1994 Status: Em vigor Preço(R$) : 74,40

Objetivo: Esta Norma fixa as condições exigíveis que o transformador deve apresentar, após a sua entrega à responsabilidade do comprador, para recebimento, instalação e manutenção.

14. PREÇOS

14.1 TRANSFORMADOR MAGNETICS 220V/110V 1kVA

Valida a partir de 31/01/1994 Status: Em vigor Preço(R$) : 74,40 Objetivo: Esta Norma fixa ashttp://www.conectasul.com.br/loja Preço(R$) : 90,00 " id="pdf-obj-26-11" src="pdf-obj-26-11.jpg">

Transformador magnetics Fonte: http://www.conectasul.com.br/loja

Preço(R$) : 90,00

14.2

TRANSFORMADOR 6+6V 300mA - Entrada 110/220Vac

14.2 TRANSFORMADOR 6+6V 300mA - Entrada 110/220Vac Transformador 6+6V 110V/220V Fonte: <a href=http://www.soldafria.com.br Preço(R$) : 11,59 14.3 TRANSFORMADOR 110V/220V PARA REFLETORES Transformador para refletores " id="pdf-obj-27-8" src="pdf-obj-27-8.jpg">

Transformador 6+6V 110V/220V Fonte: http://www.soldafria.com.br

Preço(R$) : 11,59

  • 14.3 TRANSFORMADOR 110V/220V PARA REFLETORES

14.2 TRANSFORMADOR 6+6V 300mA - Entrada 110/220Vac Transformador 6+6V 110V/220V Fonte: <a href=http://www.soldafria.com.br Preço(R$) : 11,59 14.3 TRANSFORMADOR 110V/220V PARA REFLETORES Transformador para refletores " id="pdf-obj-27-18" src="pdf-obj-27-18.jpg">

Transformador para refletores

Preço(R$) : 67,50

14.4 TRANSFORMADOR HIGH TECH 200VA

Fonte: <a href=http://www.soldafria.com.br Preço(R$) : 67,50 14.4 TRANSFORMADOR HIGH TECH 200VA Transformador high tech Fonte: http://www.blucolor.com.br Preço(R$) : 50,00 " id="pdf-obj-28-9" src="pdf-obj-28-9.jpg">

Transformador high tech

Preço(R$) : 50,00

14.5

TRANSFORMADOR DE POTENCIAL 150KV TRIFÁSICO

14.5 TRANSFORMADOR DE POTENCIAL 150KV TRIFÁSICO Transformador trifásico 150kV Fonte: <a href=http://www.eletropaulotransformadores.com.br Preço(R$) : 6.400,00 14.6 TRANSFORMADOR DE POTENCIAL 45KV TRIFÁSICO Transformador trifásico 45kV " id="pdf-obj-29-9" src="pdf-obj-29-9.jpg">

Transformador trifásico 150kV

Preço(R$) : 6.400,00

  • 14.6 TRANSFORMADOR DE POTENCIAL 45KV TRIFÁSICO

14.5 TRANSFORMADOR DE POTENCIAL 150KV TRIFÁSICO Transformador trifásico 150kV Fonte: <a href=http://www.eletropaulotransformadores.com.br Preço(R$) : 6.400,00 14.6 TRANSFORMADOR DE POTENCIAL 45KV TRIFÁSICO Transformador trifásico 45kV " id="pdf-obj-29-21" src="pdf-obj-29-21.jpg">

Transformador trifásico 45kV