CENTRO UNIVERSITÁRIO FEEVALE

KATIA BEATRIZ SANDER MARQUES

PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO EM EMPRESAS DE FACTORING

Novo Hamburgo, maio de 2007.

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KATIA BEATRIZ SANDER MARQUES

PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO EM EMPRESAS DE FACTORING

Centro Universitário Feevale Instituto de Ciências Sociais Aplicadas Pós Graduação em Auditoria e Perícia Contábil Trabalho de Conclusão de Curso

Professor orientador: Cassiano Menke

Novo Hamburgo, maio de 2007.

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DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho á minha mãe Schirley Sander Marques, que com amor e compreensão me deu estímulo para que eu chegasse até aqui e condições de realizar mais este desafio.

. que me incentivou e muito ajudou na construção deste trabalho. que se mostrou um profissional dedicado e de grande sabedoria. Em especial a minha Mãe que sempre me apoiou e incentivou para a concretização de mais esta etapa na minha vida e a minha avó. Também. apoio e colaboração. Ao meu namorado pela compreensão oferecida. Ao professor Carlos Henrique Tesche. Wizzila Sander (in memórian) que com o maior amor do mundo me educou e fez de mim uma pessoa batalhadora. Ao meu orientador Dr. em especial a todos os colegas e amigos pela amizade. que em todos os momentos teve palavras otimistas que me deram ânimo para continuar. A minha amiga Aline Gauer.4 AGRADECIMENTOS Agradeço a DEUS onde encontrei forças para suportar todos os momentos difíceis durante a realização deste trabalho. solidariedade e incentivo oferecido durante o curso e no decorrer do trabalho. Cassiano Menke.

5 "Planos não são nada. (Dwight D. planejamento é tudo”. Eisenhower) .

analisando a opção tributária de menor ônus no caso de empresas de Factoring. Mas. reafirma-se nossa posição quanto à utilização do Planejamento Tributário que deve ser elaborado especificamente para cada empresa conforme suas características e necessidades. surge o Planejamento Tributário que tem como finalidade orientar o contador na busca de alternativas legais para reduzir o pagamento de tributos. Palavras Chaves: Planejamento Tributário. Lucro Arbitrado.6 RESUMO As obrigações tributárias muitas vezes são vistas como barreiras na concorrência entre as empresas. Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Lucro Real. assim tornando-se viável e constituindo resultados satisfatórios. pretende-se com este trabalho demonstrar a importância do Planejamento Tributário para as empresas. . Factoring. o que acaba desmotivando os empresários e estimulando a sonegação fiscal. Evasão e Elisão Fiscal. Diante desse problema e da grande carga tributária brasileira. Portanto.

Real Profit. reaffirming our attitude towards the use of Tax Planning which should be carried out particularly for each company according to their features and necessities. Tax Evasion and Tax Elision. investigating the tax option with lowest cost as for the Factoring companies. Corporate Person Income Tax. Arbitrated Profit. making it feasible and achieving satisfactory results. which causes the businesspeople to be demotivated and as a result it encourages the evasion. With this problem and the huge Brazilian tax burden. the purpose of this work is to show the relevance of Tax Planning for the companies. Therefore. But. Factoring. . Keywords: Planning.7 ABSTRACT Tax dues are often seen as obstacles in competition among companies. comes the Tax Planning with the intention to guide the accountant in the search of legal alternatives to reduce the tax payments.

................................................... 2......8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO .....................3............................................1 Apuração do IRPJ................................ PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO ........................... 38 3.... 38 40 3.....................2 A evolução da Carga Tributária nos Últimos 50 anos....................................................1. 46 ............. 34 3..............................4 O planejamento tributário e a lei complementar 104/01............................................1 Definição de Lucro Real.....3 Impossibilidade de tributação pelo Lucro Presumido.................................................................................. 42 3...... 11 1..................................................................4 Lucro Real........................2......1 Elisão fiscal.......................... 2........2 IRPJ e CSLL pelo Lucro Real..... 45 4.................................................................................2 Vedação de optar pelo SIMPLES...............1 Conceito.................... 45 4...................... 15 1... IMPORTÂNCIA DA QUESTÃO TRIBUTÁRIA PARA AS EMPRESAS SEDIADAS NO BRASIL.................................................1 Definições de planejamento tributário............. 2........................ 3...............................3.............2 Modalidades.......................... PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO E AS OPÇÕES PARA AS EMPRESAS DE FACTORING........................................... 2.......2 Evasão Fiscal.................................................. 45 4........................................................................... TRIBUTAÇÃO COM BASE NO LUCRO REAL........................................ 23 23 25 27 28 30 2......................... 44 4....................................................................................3 Diferenciação entre elisão e evasão fiscal...........1..............2 Características básicas do planejamento tributário.................................................................1 Empresas obrigadas à tributação pelo Lucro Real......................... 43 3................. 46 4.............................................1 A importância dos tributos para a gestão das empresa ..................................1. 15 1....................................1 Factoring – conceito e modalidades. 38 3.......................................1......1 Definição de Carga Tributária............ 19 2.......1........................................... 18 1................. 2................................................

................. 6............... 6...........................................................2 Hipóteses de arbitramento.................... 6.....................................................1........................6 Adicional............................................................... 6......2... 68 5.................................................................3 PIS e COFINS.......................... 6.................. 62 5...................1 Definição.............................................. 6.......3...........2 IRPJ e CSLL..............2..............................2 Base de cálculo do imposto de renda quando não conhecida a receita bruta..1 PIS e COFINS no Lucro Arbitrado.2..........3 Redução ou suspensão dos pagamentos mensais com base em balanços ou balancetes..........................3................................2...............2...................................................................7 Deduções do Imposto Mensal..................... 5......................... 6....................3................1 Cálculo do IRPJ pelo Lucro Real Trimestral..........2 Cálculo da COFINS pelo Modo Não-Cumulativo...........1............ 4....... 62 64 65 65 66 67 67 68 5..........................................................................3 Base de cálculo do PIS e da COFINS............................ 64 5...............................................2..................2......3 Cálculo do PIS e da COFINS pelo Lucro Arbitrado..3...............................................4 Análise do Exercício de 2005 pelo Lucro Arbitrado....... 72 74 74 75 76 77 78 79 81 81 81 82 6.............................................2 Cálculo da CSLL pelo Lucro Arbitrado...........2..................... 4...1 Formas de pagamento pelo Lucro Real Anual...2......................4 Deduções...............................................................................................................1..............2 Contribuição Social..................................2..1.....1 Exemplo de cálculo de PIS e COFINS não-cumulativos.....1 Cálculo do PIS pelo Modo Não-Cumulativo....3 Cálculo do PIS e da COFINS pelo Lucro Real Trimestral........ 5...............1.....2 Alíquotas para o IR...............................1..........................2........1......1..... 6.................1Cálculo do IRPJ pelo Lucro Arbitrado....................3................... 4........................................................ 4.2............................................................................ 62 5....................................... 70 6.................................................1..............................................................3...............3..................................................................................................................1................................................................. 4................................... 47 47 48 49 50 51 51 54 55 55 55 57 58 58 60 5..........................2 Demonstração do Lucro Arbitrado...................................................................... TRIBUTAÇÃO COM BASE NO LUCRO ARBITRADO.......... 72 1 6.................2. 5............................................2. 4............................2 Cálculo da COFINS pelo Modo Cumulativo............................2............................2..............2...4 PIS e COFINS no Lucro Real.....................................4 Formas de pagamento pelo Lucro Real Trimestral...2 Cálculo da CSLL pelo Lucro Real Trimestral............1 Base de cálculo do imposto de renda quando conhecida a receita bruta.......... 5......................3... 72 6.......1....... 69 5.......................2 Modalidades do PIS e da COFINS........1.....................2.....3...............3 PIS e COFINS......................1....................................1..........................................................2.... 4.....1.................... 5........................1....5 Valores não integrantes da base de cálculo..................................................................................1..................................1 Principais fontes do PIS e da COFINS.....3 Alíquota e adicional do imposto de renda.1.. 4..........1Demonstração do Lucro Real Trimestral.......2 Contribuição Social sobre o lucro.......................................2..................1 Cálculo do PIS pelo Modo Cumulativo.........9 4....3........... 6.............................1 Definições.............................4 Análise do Exercício de 2005 pelo Lucro Real Trimestral....................................1........................ 6..............3 Exemplo de cálculo de PIS e COFINS cumulativos....2 Exclusões da base de cálculo.............................3...4...... 5........................... 4...................3........1.............. 78 .............5 Prazo de recolhimento................................... 68 5....... 4..................... 4.. 5...........3. APURAÇÃO E ANÁLISE TRIBUTÁRIA DA EMPRESA “MODELO FACTORING LTDA”.................................................. 6.... 4. 4...2...1 IRPJ – apuração trimestral................. 4...........................

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7. APURAÇÃO E ANÁLISE TRIBUTÁRIA DA EMPRESA “FACTORING BRASIL LTDA.............................................................. 84 7.1 Cálculo do IRPJ e CSLL pelo Lucro Real............................................. 84
7.1.1 Cálculo do IRPJ pelo Lucro Real Trimestral......................................................... 7.1.2 Cálculo da CSLL pelo Lucro Real Trimestral........................................................ 7.1.3 Cálculo do PIS e da COFINS pelo Lucro Real Trimestral.................................... 7.1.3.1 Cálculo do PIS pelo Modo Não-Cumulativo............................................................ 7.1.3.2 Cálculo da COFINS pelo Modo Não-Cumulativo.................................................... 7.1.4 Análise do Exercício de 2005 pelo Lucro Real Trimestral..................................... 7.2.1Cálculo do IRPJ pelo Lucro Arbitrado.................................................................... 7.2.2 Cálculo da CSLL pelo Lucro Arbitrado.................................................................. 7.2.3 Cálculo do PIS e da COFINS pelo Lucro Arbitrado.............................................. 7.2.3.1 Cálculo do PIS pelo Modo Cumulativo.................................................................... 7.2.3.2 Cálculo da COFINS pelo Modo Cumulativo............................................................ 7.2.4 Análise do Exercício de 2005 pelo Lucro Arbitrado............................................... 84 86 86 87 87 88 89 91 92 92 93 94

7.2 Demonstração do Lucro Arbitrado........................................................ 89

CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 95 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................... 98 ANEXOS......................................................................................................... 101
Anexo A - Balanço da empresa “MODELO FACTORING LTDA” exercício 2005...... Anexo B - DRE da empresa “MODELO FACTORING LTDA” exercício 2005 .......... Anexo C - Balanço da empresa “FACTORING BRASIL LTDA” exercício 2005........ Anexo D - DRE da empresa “FACTORING BRASIL LTDA” exercício 2005 ............. 102 104 106 108

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INTRODUÇÃO

A carga tributária vem tornando cada dia mais difícil o desempenho da atividade econômica das organizações, fazendo com que cresça a resistência ao pagamento dos Tributos. De um lado aumentam os índices de inadimplência e do outro aumenta a pressão fiscal por parte do Estado.

Em decorrência desta elevada carga tributária a que estão submetidas às empresas nacionais, faz com que elas se preocupem cada vez mais com o Planejamento Tributário, buscando fundamentos ou recursos contábeis legais e rigorosamente éticos de reduzir o montante de tributos devidos, buscando cada vez mais o gerenciamento das obrigações tributárias como estratégia das organizações, independentemente de seu porte ou setor.

O tributo, até em decorrência de sua evolução histórica, tem sido visto como um vilão social, servindo unicamente, para aumentar o preço dos bens e serviços sem vantagem alguma para a sociedade, além da péssima qualidade dos serviços prestados pelo Estado que contribui para esta imagem.

É necessário salientar que a carga tributária não deve sufocar o contribuinte a ponto de desestimular a iniciativa privada ou estimular a sonegação.

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Entre as várias formas de Planejamento tributário, a escolha na forma de tributação é uma opção válida de redução de ônus fiscal. Delimitando o tema, o presente estudo pretende averiguar a alternativa de tributação menos onerosa para as empresas de Factoring analisando as demonstrações contábeis de duas empresas no exercício de 2005 (dois mil e cinco).

Cabe lembrar que todos os dados são de empresas reais, porém para manter em discrição achamos por bem denomina-las neste estudo de: “Modelo Factoring LTDA” e “Factoring Brasil LTDA”. Nos anexos, encontra-se o balanço destas empresas e também o Demonstrativo de Resultado do exercício de 2005.

O problema de pesquisa a ser respondido através deste trabalho será: Qual é a opção de tributação, Lucro Real ou Arbitrado, que resulta no menor ônus tributário para duas empresas de Factoring no Vale dos Sinos?

Com vista a responder esta pergunta, o objetivo geral deste trabalho consiste em avaliar as alternativas associadas à tributação para as empresas de Factoring com intuito de verificar a sistemática que resulta na menor carga tributária comparando tributação com base no Lucro Real e no Lucro Arbitrado.

Para direcionar o alcance do objetivo geral, estabeleceram-se os seguintes objetivos específicos:

Discutir a importância da questão tributária em gestão estratégica de Factoring;

Definir Planejamento Tributário, identificar seus objetivos e suas principais características como ferramenta a ser utilizada na gestão das empresas;

Diferenciar Elisão Fiscal de Evasão Fiscal;

Avaliar as conseqüências da edição da Lei Complementar nº 104/01 – Norma Antielisiva – para o Planejamento Tributário;

Uma ferramenta capaz de auxiliar e entender o processo de busca de respostas para o problema criado. a metodologia deve ser definida como um elemento da produção do trabalho. Essa pesquisa explica e discute um tema ou problema com base em referências teóricas já publicadas em livros. Podem ocorrer pesquisas exclusivamente com base em fontes bibliográficas. o valor dos tributos devidos em um determinado período. O Planejamento Tributário é uma ferramenta das organizações que pode ajudar os gestores a preverem. o PIS.13 • Conceituar empresas de Factoring e seus objetivos. Pesquisa bibliográfica pode ser definida da seguinte forma por Silva (2003. Planejamento tributário. a tendência é estudar formas legais para reduzir os impostos sobre os lucros. A metodologia utilizada neste trabalho será uma Pesquisa Bibliográfica. etc. p. considerando os seguintes tributos: IRPJ. realizado em duas empresas de Factoring situadas no Vale dos Sinos.60): É um tipo de pesquisa realizada pela maioria dos pesquisadores mesmo em seu preâmbulo. a CSLL. . quantificar a carga tributária devida pela empresa de Factoring e indicar a opção menos onerosa quanto à forma de tributação com base no Lucro real e no Lucro Arbitrado. A escolha do tema. justifica-se pelo aumento significativo e constante da carga tributária brasileira. juntamente com o método de estudo de caso. a melhor forma de remunerar os sócios desta empresa. Segundo Prodanov (2003). em cada caso. periódicos. e a COFINS. • Através de um estude de caso concreto. reduzindo-os de forma lícita. revistas. de acordo com a legislação. artigos científicos. Para reverter essa situação. • Apresentar os principais aspectos tributários associados à forma de tributação com base no Lucro Real e no Arbitrado. demonstrando ainda.

será demonstrado qual a opção tributária mais adequada em conformidade com a legislação vigente. assim. Espera-se. sem prejudicar a pessoa jurídica com custos tributários maiores que os realmente devidos. bem como aprofundar meus conhecimentos na área e também oferecer maiores esclarecimentos aos profissionais que buscam atualizações. com o objetivo de examinar as principais características do assunto pesquisado. contribuir com as empresas em análise buscando um melhor desenvolvimento e crescimento para competir no mercado de trabalho.14 No estudo de caso considera-se a unidade de estudo como um todo. através da pesquisa bibliográfica e do estudo de caso de duas empresas de Factoring. Portanto. . bem como seu processo de desenvolvimento.

15 IMPORTÂNCIA DA QUESTÃO TRIBUTÁRIA PARA AS EMPRESAS SEDIADAS NO BRASIL 1 Através da Constituição Federal de 1998 os contribuintes brasileiros deveriam ter como garantia. enquanto que as obrigações tributárias tendem a aumentar a cada dia. Nestes anos de vigência da Constituição. podendo . No momento em que os tributos passam a ser o item mais representativo na estrutura de custos e despesas das empresas. mas sim como algo estratégico para as organizações. justiça tributária. 1. Porém. além de terem sua competitividade comprometida. há algumas décadas.1 A IMPORTÂNCIA DOS TRIBUTOS PARA A GESTÃO DAS EMPRESAS A elevada carga tributária e a complexidade do sistema tributário fizeram com que. o seu gerenciamento passa a ser fundamental. com o pagamento dos tributos compatíveis com sua capacidade de contribuição. estadual e municipal. foram editadas inúmeras normas de ordem federal. que atestam a voracidade tributária vigente no país. as empresas que operam no Brasil descobrissem que o gerenciamento das obrigações não pode ser mais considerado como necessidade cotidiana. este direito está cada vez mais restrito. independentemente do seu porte ou setor. as empresas têm sentido o impacto do aumento dos impostos em seus resultados. Em função disso.

taxas e contribuições que afetam o dia-adia das organizações. • Permitir a gestão operacional dos tributos. p. atividades e pessoas altamente especializadas para cobrir todas as tarefas regulatórias e administrativas. o planejamento tributário e gestão dos sistemas de informações dos tributos. (PADOVEZE. na busca do impacto mínimo para a empresa.16 representar a diferença entre garantir a sua sobrevivência ou sucumbir num mercado cada vez mais competitivo. recolhimento. dependendo do porte. • Informar as exceções das bases de cálculo dos tributos. o termo “gestão” vem do latim gestione e significa gerir. 2004. dirigir e controlar recursos. visando atingir determinado objetivo. contabilização. . bem como demanda estruturas. que. administração. A gestão tributária é um ramo específico da gestão empresarial que se dedica ao tratamento das questões relacionadas aos impostos.68). setores ou departamentos específicos têm que ser estruturados para dar resposta adequada e eficaz do valor dos tributos. gerência. “A gestão tributária é o acompanhamento sistemático de todos os impostos e contribuições da empresa”. e até. A gestão tributária nas empresas ocupa um espaço intelectual muito grande das pessoas envolvidas. organizar. Administração significa planejar. Como principais objetivos da Gestão Tributária. É tão grande o impacto tributário nas empresas. o autor destaca: • Informar as bases de cálculo de incidência dos tributos. Conforme o site da Wikpedia. administração. registro. que vão desde a apuração.

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Possibilitar o acompanhamento sistemático dos impostos a recuperar, dos créditos tributários pendentes (regulares e conteciosos) e dos impostos parcelados;

Dar informações para o balanço Social.

Uma das principais etapas de qualquer processo de gestão é o planejamento. No planejamento são estabelecidos ou escolhidos a missão da organização, seus propósitos e objetivos e determinadas diretrizes, projetos, programas, procedimentos, métodos, sistemas, orçamentos, padrões e estratégias para atingi-los.

O Planejamento Tributário consiste em organizar os empreendimentos econômicomercantis da empresa, mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária, ou então, de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios, através de1:

* Revisão de Procedimentos Contábeis e Fiscais;

* Consulta Permanente na área de Impostos Diretos,Indiretos e Previdenciário;

* Revisão da Declaração de Informações Econômico Fiscais da PJ – DIPJ;

* Administração de Débito Tributário;

* Contencioso Tributário Administrativo e Judicial;

* Recuperação de Obrigações pagas indevidamente. Portanto, a questão tributária assume importância estratégica para as organizações e assim deve ser tratado, visando garantir a eficiência e eficácia permitindo que as organizações alcancem os seus objetivos e realizem a sua missão.

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1.1.1 Definição de carga tributária No Brasil, a carga tributária é entendida como a relação entre a receita tributária total (União, Estados e Municípios) e o Produto Interno Bruto (PIB).

Conforme o site da Receita Federal2, o conceito de Carga Tributária bruta refere-se a: relação entre o montante total da receita de natureza tributária,
arrecadada em determinado período, e o Produto Interno Bruto nesse mesmo período. Procurando atingir a definição econômica mais ampla, considerou-se no cálculo da carga tributária, além dos impostos, taxas e contribuições de melhoria, as contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse de categorias profissionais e econômicas, e, por fim, as contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Os valores arrecadados foram agregados em sua forma bruta, isto é, sem qualquer redução de restituições, retificações ou incentivos.

Pode-se dizer então que a carga tributária é a proporção entre a quantidade de riqueza produzida no país e o que vai para os cofres do governo. Ou seja, o conceito de carga tributária é equivalente à arrecadação de todos os tributos (União, Estados e Municípios) coletados em proporção ao PIB (produto interno bruto). Divide-se tudo aquilo que o governo arrecada a título de tributos pelo valor do PIB em um determinado período e chega-se a uma medida da parcela do produto interno que é apropriada pelo setor público através da cobrança de tributos.

A carga tributária leva em consideração o valor nominal da arrecadação como o valor nominal do PIB. Assim, uma das condições para que haja aumento de carga é que a arrecadação tributária cresça em proporção maior que o PIB, não importando os efeitos da inflação sobre a variação da arrecadação e do PIB.

A carga tributária é sempre desmedida, pelo menos em face de seis aspectos delineados por Martins:

PLANEJAMENTO de tributos equilibra despesas. Revista da Madeira, n.66, ano 12, ago.2002. Disponível em: <http://.remade.com.br/revista/materia>. Acesso em 25 jan. 2007. 2 www.receita.fazenda.gov.br/historico/arrecadação/carga_fiscal/1998, acesso em: 20 nov.2006.

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1-objetivos a necessidades mal colocados: normalmente as metas são superiores às possibilidades governamentais, quando não mal eleitas entre as prioridades selecionadas; 2-gastos supérfluos: funcionários desnecessários, mordomias institucionalizadas na administração pública; 3-contribuintes apenados: políticas tributárias que trazem benefícios a certos contribuintes em detrimento de outros; 4-sonegação e tratamento prático diferencial: revolta dos que pagam em relação aos que sonegam (que se utilizam também dos benefícios públicos), à falta de máquina fiscalizadora eficiente; 5-baixa moralidade exatora: existência, em alguns setores, de agentes da fiscalização que pressionam em excesso para fazer acordos ou vender favores; 6-sonegação e o aumento de receita: elevação da carga tributária para compensar a receita não arrecadável dos sonegadores. (MARTINS, 2000, p.79)

Um outro conceito que está em desuso atualmente é o que distingue a carga tributária bruta ou total da carga tributária líquida. Na carga tributária líquida se deduz os subsídios públicos e as transferências correntes (benefícios para a previdência, juros e correção da dívida pública, por exemplo). No Brasil, os institutos que medem a carga tributária apresentam essa relação no seu conceito bruto e amplo.3

1.1.2

A evolução da carga tributária no Brasil nos últimos 50 anos

A carga tributária no Brasil é demasiadamente alta tanto para a pessoa física como para a jurídica. Esta carga vem aumentando de forma significativa em nosso país nos últimos anos. Esse aumento expressivo na carga tributária brasileira, vêm muitas vezes prejudicando as empresas brasileira, levando-as a sonegação dos tributos devidos para continuarem competitivas no mercado. De acordo com a tabela abaixo, podemos observar a evolução da arrecadação tributária no Brasil:
AFFONSO, José Roberto Rodrigues; MEIRELLES, Beatriz Barbosa (2006). Carga tributária Global no Brasil, 2000/2005 : Cálculos Revistados nº 61, Campinas: NEPP/UNICAMP.
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renovou ao governo seu potencial arrecadatório.8%. Em 1965 a carga tributária brasileira já se encontrava bem mais onerosa.0% do PIB nacional. marcados pela mais profunda reforma tributária pela qual passou o país.7% do PIB em 1958.0% do PIB nacional. em meio à crise institucional. em 01/12/65 foi promulgada a Emenda Constitucional nº 18 que. Como o sistema tributário até então existente se encontrava quase completamente esgotado em sua capacidade de gerar mais receitas. Após a alteração do sistema tributário a arrecadação intensificou seu ritmo de crescimento e em 1970 já estava situada no patamar de 26. situada no patamar de 19.8% do PIB. Nos anos seguintes.20 Nota-se que em 1947. apresentou um crescimento lento até atingir 18. recuperou sua tendência ascendente. chegando em 1962. . ao mesmo tempo em que conferiu ares de modernidade ao sistema tributário. a 15. Desde então. iniciou uma trajetória de queda. A partir daquele ano. quando teve início o registro sistemático das contas nacionais a carga tributária brasileira era de 13.

dois anos após a aprovação da nova Constituição. (ROSA. Após este grande impacto. (ROSA.21 Este crescimento súbito provocou manifestações diversas desfavoráveis. o governo deparou-se com um panorama que lhe permitiu incrementar a arrecadação. como durante a década de 1970 o Brasil atravessava um período de grande explosão econômica.88% do PIB.4% do PIB. restou apenas a alternativa de reduzir-se drasticamente a carga tributária. Em pouco mais de meio século. . o qual já foi sentido em 1994. não conseguiram pular para fora da panela. tendo sido aumentada de 13. Em 1990. Neste período. mantendo estável a carga tributária durante a década de 70 e durante a primeira metade da década de 80. a carga tributária viu-se aumentada para 28. em 1988. isto porque.61% em 2002 e em 2003 para 34. contudo. em 2001. 2006). a carga tributária brasileira quase triplicou. quando esta apresentou 25. o governo optou por obter aumentos de arrecadação apenas com o crescimento econômico do país. ao ressentirem-se com o intenso calor da água. a carga tributária diminui para 22. No ano de 2004 já representava 35. situada em 26. 2006). passando para 35.70% e em 2005 37. a carga tributária. que veio sendo aumentada gradativamente até alcançar em 2001. Após o ano de 2001 a evolução da carga tributária permaneceu em crescimento. Em 1994. o que ocorreu em 1991.2% do PIB. Grandes grupos empresariais naufragaram fragorosamente. Nos dois anos subseqüentes. tal como na fábula. Em 1986. o patamar de 34. quando a carga tributária atingiu 29. em função da votação da atual Constituição.2% do PIB. Com a estabilização da economia a carga tributária brasileira. muitas foram as empresas levadas a insolvência ou mesmo à falência.7% do PIB.8% do PIB. implementado o Plano Real.8% do PIB para 34.37% do PIB.8% do PIB.7% do PIB. encontrava-se praticamente no mesmo patamar de 1970. patamar o qual foi mantida até 1993. o lento processo de cozimento tributário tinha minado as forças dos contribuintes e muitos destes.

houve mudanças rápidas para patamares maiores. efetivamente. ao terminar o primeiro semestre. no segundo. representando um aumento de cerca de 80%. o resultado é fruto da profunda reforma tributária. . não ocorre. que a carga tributária.8% em 1987 para 37. em relação ao PIB. Em suma. passando de 23. segurança. saúde. era de se esperar a prestação. No primeiro caso.37% em 2005. por parte do Estado. da estabilização da economia conseqüente ao plano real. a evolução da carga tributária já estava representando 38. a carga tributária mostra uma tendência claramente ascendente ao longo dos últimos 50 anos.11% do PIB. Em contrapartida a estes elevados índices. mas em duas ocasiões – nos anos de 1967/1970 e 1994/1996 -. desde o início dos registros foi sempre crescente aonde percebe-se um aumento significativo. a despeito de algumas quedas e de patamares que perduraram por longo tempo. o que. o crescimento é lento. De um modo geral.22 No ano de 2006. de atendimento exemplar a toda a sociedade nas áreas da educação. Conclui-se então. demonstrando assim o contínuo aumento da carga tributária brasileira.

hoje. como um controle contábil. mas também a devolução ou compensação dos tributos cobrados indevidamente pelo Estado. As grandes empresas já contemplam. Em nosso entendimento o planejamento tributário consiste em um conjunto de medidas contínuas que visam a economia de tributos. seguidas de intermináveis períodos de recessão econômica. na hipótese do fisco alterar as regras fiscais. é praticado com maior intensidade pelas grandes corporações. a princípio. busca-se através da ação do contador ou em conjunto com profissional da área jurídica promover menor impacto no fluxo de caixa da empresa. tem a possibilidade de reduzir as despesas tributárias e aumentar o lucro das empresas. independentemente do seu porte. aumenta cada vez mais a necessidade de se adotar um programa de planejamento tributário. bem como as constantes crises econômicas. 2. pois o Planejamento Tributário. em sua estrutura organizacional. Quando se trabalha o planejamento tributário.1 DEFINIÇÕES DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO A pesada carga tributária a que são submetidas às empresas nacionais. de forma legal. portanto precisa também ser desempenhado pelas pequenas empresas como forma legal de minimizar os gastos com tributos de várias espécies. levando-se em conta as possíveis mudanças rápidas e eficazes. de forma a obter não só uma redução nos gastos tributários habituais. um Comitê de Planejamento Tributário constituído por .23 2 PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO O Planejamento tributário.

a fazenda pública deve respeitá-la. entende-se que o Planejamento Tributário é um conjunto de sistemas legais que visam diminuir o pagamento de tributos.49) Com base nos conceitos já citados. podemos dizer que o Planejamento Tributário significa a construção de um conjunto de operações. mitigar. da pessoa física ou jurídica. realizadas antes ou depois da ocorrência do fato gerador. utilizam-se do planejamento fiscal sob a argumentação do princípio da capacidade contributiva ou da isonomia”. resultado econômico maior. (GUBERT. exclusivamente dentro da legalidade. Para Maria Helena Young. transferir ou postergar legal e licitamente os ônus dos tributos. geralmente sem qualquer ajuda do Estado ou. ou seja. portanto. Se a forma escolhida é jurídica e lícita. analisando as opções legais disponíveis e adotando aquela que se revelar menos onerosa sob o ponto de vista fiscal. procurando a diminuição dos custos de seu empreendimento. Desde logo destacamos que o Planejamento Tributário visa à economia de impostos para as empresas. Na verdade o Planejamento Tributário é uma reação à ação arrecadadora do Fisco. O contribuinte tem o direito de estruturar o seu negócio da maneira que melhor lhe pareça. 2005. inclusive dos impostos. comissivas ou omissivas. Num país freqüentemente assolado por crises econômicas. muitas vezes. dentro da legalidade. “Os contribuintes. o empresário e o cidadão comum seguem como podem. Com isso. 2000). Curitiba: Juruá.24 pessoas de várias formações e segmentos para tratar especificamente desse grande projeto. em relação a cada tributo. Já Gubert diz que: O planejamento tributário é o conjunto de condutas. destinadas a reduzir. 4 . p. Cisão e Incorporação.76. buscando a melhor alternativa. 2001 p. Planejamento Tributário: Fusão. (DOMINGUES. que busca a menor carga tributária e. contra ele. ou seja. Maria Helena Brinski. o que é pior. analisando as alternativas e lacunas da legislação. 4 YOUNG.

uma empresa comercial varejista de alimentos. mas o fato é que não se deve utilizar o planejamento tributário como meio de redução da obrigação tributária através de abuso de formas ou por interpretação abusiva das possibilidades existentes em nosso ordenamento jurídico. IBPT.br/publica. pois a partir de janeiro/96 eles não sofrem incidência do Imposto de Renda (IR) nem na fonte nem na declaração (isentos). evita-se a incidência do INSS (20%) e do IR na Fonte (15% . Por exemplo. mesmo com a concretização do fato gerador. redução ou o adiamento do ônus fiscal. 2006. conforme o faturamento. Pode-se efetuar o Planejamento Tributário de várias formas.com. B) Reduzir o montante do tributo: as providências são no sentido de. O Contador Diante do Planejamento Tributário e da lei Anti Elisiva. a carga tributária brasileira é muito elevada. 5 .25 Visto que. havendo assim o pagamento do tributo no menor valor possível. assim podendo ser classificado da seguinte forma: 5 A) Evitar a incidência do tributo: Neste caso tomam-se providências. Disponível em: < http://cosif. 2. reduzir a alíquota ou a base de cálculo do tributo.2 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO O Planejamento tributário tem como finalidade à anulação.5%) sobre o valor retido como lucros em substituição do pró-labore. Tomamos como exemplo. sendo necessário analisar e avaliar cada empresa. a opção pelo Lucro MARTINEZ. Manuel Perez. mediante o emprego de estrutura e formas jurídicas que sejam capazes de evitar a ocorrência do fato gerador do tributo.asp?arquivo> Acesso em: 20 dez.27. por distribuição de lucros. produtos de higiene e limpeza (supermercado). a substituição da maior parte do valor do pró-labore dos sócios de uma empresa. Dessa forma. os contribuintes procuram mecanismos para resguardar seus negócios.

desde que baseados em critérios técnicos. IRPJ E CSLL. é o contrato que definirá o momento da realização do serviço e da conseqüente realização da receita. ICMS. os contratos de prestação de serviços. pode ser acordado que a realização da receita se dê no exercício ou no período-base posterior. Podemos tomar como outro exemplo. destacando a ocorrência do fato gerador ou procrastinando o lançamento ou o pagamento do imposto devido. Assim. plano de previdência privada. se for final de trimestre até 90 dias do IRPJ e CSLL (lucro presumido ou real trimestral) e 10 a 30 dias se a empresa pagar IPI. sem a ocorrência de juros e multa.000. onde as partes podem estabelecer várias formas pelas quais será realizada a prestação dos serviços e decidido diversos os critérios de exigência do pagamento do preço. ganhase 30 dias adicionais para o pagamento do PIS. o preenchimento da declaração de renda. SIMPLES. . Com isto.00) ou efetuar as deduções de dependentes. Assim. Segundo Amaral (2002) ao se adotar a um sistema de economia fiscal se faz necessária a análise de quatro aspectos: Análise econômico-financeira: adotar procedimentos que visem maximizar o resultado do planejamento. Analisamos como exemplo. COFINS. para gerar um menor imposto de renda a pagar ou um maior valor a restituir (pessoa física). que permitirá uma maior dedução da base de cálculo. Portanto.26 Real pode ser mais vantajosa do que pelo Lucro Presumido ou pelo Simples. C) Retardar o pagamento do tributo: o contribuinte adota medidas que têm por fim postergar o pagamento do tributo. Um exemplo que demonstra o retardamento do pagamento do tributo é: transferir o faturamento da empresa do dia 30 ou 31 para o 1 ° dia do mês subseqüente. onde pode-se optar por deduzir até 20% da renda tributável como desconto (limitado a R$ 8. despesas médicas. tornando assim o montante de tributos a pagar ser menos oneroso. pode-se escolher o maior valor. ISS.

pois além do desencaixe do valor. pois na maior parte das vezes os lançamentos contábeis é que dão suporte às operações. simulação e fraude. 2. Análise fiscal: é necessário que as obrigações acessórias estejam cumpridas e em ordem de forma a não desencadear um processo de fiscalização. pois para estes a elisão seria quando há uma motivação diferente desta.58. há divergências entre os autores na definição de elisão e evasão fiscal.3 DIFERENCIAÇÃO ENTRE ELISÃO E EVASÃO FISCAL Para se produzir um planejamento tributário torna-se necessário saber distinguir com exatidão os significados de elisão fiscal e da evasão fiscal. p.6 Conforme Ricardo Torres. pois a linha que separa um do outro é muito tênue. 6 YOUNG. Para tanto. Como exemplo vemos a escrituração do livro caixa (optantes pelo Simples) escrituração livro Lalur (Lucro real).27 Observamos como exemplo os Depósitos Judiciais que na maioria das vezes são prejudiciais as empresas. a contabilidade revestese de importância fundamental. transforma-se em abuso por parte do contribuinte. elisão. sonegação. senão. reduzir ou retardar o pagamento de impostos é elisão fiscal. Análise fisco-contábil: adotar procedimentos que permitam a economia de outros tributos. Segundo Lúcia Helena Young. 2005. buscando a maximização do lucro e minimização do risco. . muitos problemas difíceis do direito tributário decorrem da definição do fato gerador como no caso da evasão. as empresas não podem aproveitar da dedutibilidade da despesa e poderão ainda reconhecer a variação monetária ativa na base de cálculo do PIS e COFINS. pois alguns entendem que o simples fato de tentar evitar.

se admite que os contribuintes.3. sem ter relação com a fraude propriamente dita.28 Para ele. representa a execução de procedimentos. têm o direito de recorrer aos seus procedimentos preferidos. . legítimos e éticos. autorizados ou não proibidos pela lei. também conhecido por elisão fiscal ou economia legal. A elisão é tão complexa que. nos consultores externos e. diferencia-se da evasão no que diz respeito à licitude. antes do fato gerador. Ricardo Lobo. p. eliminar ou postergar a obrigação 7 TORRES. até mesmo. muitas vezes. RICMS. 7 A fraude ou sonegação fiscal consiste em utilizar procedimentos que violem diretamente a lei fiscal ou o regulamento fiscal (por exemplo: RIR. para reduzir. pois nela não se encontra atos ilícitos e sim oportunidades encontradas nas lacunas da legislação. Já no planejamento tributário. São Paulo: Renovar. o conceito de Elisão Tributária é: A elisão fiscal é a utilização de falhas ou brechas contidas na própria norma legal para produzir economia tributária. 2. dentro do próprio poder judiciário. a evasão e a elisão precedem a ocorrência do fato gerador e por isso quase sempre são lícitas. A elisão se caracteriza então pela falha do legislador em não prever determinadas situações que poderiam ser consideradas tributáveis. tanto as pessoas físicas como as pessoas jurídicas. enquanto que a sonegação e a fraude dão-se após a ocorrência do fato gerador e sempre são ilícitas. 2006. É uma fraude dificilmente perdoável porque ela é flagrante e também porque o contribuinte se opõe conscientemente à lei. Normas de Interpretação e Integração do Direito Tributário. é motivo de divergência na Administração Tributária. com finalidade de fugir do fato gerador do imposto. RIPI).219.1 Elisão fiscal A elisão fiscal. acessado em 20/11/2006. Dá-se quando a lei permite entendimentos diversos entre os operadores do direito tributário. Conforme o site da Receita Federal (SRF). mesmo quando este comportamento ou opção prejudica o Tesouro.

São Paulo: Dialética.8 Já o Dr. O Planejamento Tributário e a Lei Complementar 104. o contribuinte poderá analisar se realizará a conduta ou não. evitando a incidência tributária ou sujeitando-se a regime mais favorável mediante legítima economia de impostos. caso o realize. PEREIRA. através do Planejamento Tributário. há elisão fiscal e não evasão fiscal. César A. o faça de forma menos onerosa. a elisão fiscal seria definida como todo ato ou emissão que tende a evitar. 2ª ed. p. Elisão e Evasão Tributária.29 tributária. 2001.148). 2002. Se os negócios não são efetuados com o único propósito de escapar dos tributos. a redução de suas despesas com recolhimento de tributos. Sampaio classifica a elisão em duas espécies: 10 SAMPAIO DÓRIA. p. reduzir ou retardar o pagamento de tributos. Para Sampaio Dória. São Paulo: Lael. p. 9 8 . Elisão Fiscal é um método de Planejamento Tributário que consiste na escolha da melhor alternativa legal (portanto lícita).21. com o objetivo de contornar a norma tributária da elisão. (FABRETTI. mas sim. p. usando de negócios lícitos. caracterizando. A adoção dessa melhor alternativa deve ser feita antes de ocorrido o fato gerador. Tomemos por base a seguinte jurisprudência: Elisão Fiscal. São Paulo: José Bushasky Editor. embora com recursos às formas jurídicas que proporcionam maior economia tributária.. Antônio Roberto. a legitimidade do planejamento tributário. (1º CONSELHO DE CONTRIBUINTES.24. César A Guimarães Pereira9 entende que a elisão tributária é sinônimo de planejamento tributário e “corresponde à construção ou à preparação dos fatos praticados pelo particular de forma que não se enquadrem nos modelos das normas jurídicas tributárias. que não constituam em simulação.). A elisão tributária e a Lei Complementar 104/2001. Guimarães. Em outras palavras. 10 SAMPAIO DÓRIA. 1971. Elisão e Evasão Fiscal. 1977.In: ROCHA. embora permitindo obter resultados econômicos similares aos dos fatos nela efetivamente previstos”. o contribuinte busca. efetuados com objetivos econômicos e empresariais verdadeiros. Valdir de Oliveira (Coord. Antônio Roberto. 1988) Com isso. assim. visando à maior economia de impostos possíveis.451. para fins de incidência do fato gerador e.

A elisão induzida pela lei seria a elisão imprópria.2 Evasão fiscal A evasão fiscal. Já a elisão resultante de lacunas da lei se manifesta através de isenções. II. em documento ou livro exigido pela lei fiscal. Neste caso. III. previsão de não-incidência para determinados casos. fornecer. emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato. Na verdade. inserindo elementos inexatos. reduções de alíquotas ou de base de cálculo. fatura. distribuir. aonde o contribuinte não precisa alterar a configuração do seu negócio para se adequar às lacunas da lei tributária. Elisão Resultante de Lacunas da Lei. é prática que infringe a Lei cometida após a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. 2. b. é um incentivo dado pelo legislador a fim de desonerar determinados segmentos da economia ou mesmo determinados setores com alto poder de pressão política. A citada Lei define que constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo mediante as condutas discriminadas no seu texto. Econômica e Contra as Relações de Consumo (Lei n° 8. há omissão involuntária do legislador perante a dificuldade de prever todas as hipóteses negociais possíveis. duplicata. IV.Fraudar a fiscalização tributária. por lei.Falsificar ou alterar nota fiscal. das quais ressaltamos as seguintes: I.3. A evasão fiscal está prevista e capitulada na Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária.Elaborar. V.Utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é. ao contrário de elisão. .30 a.137/90). fornecida á Fazenda Pública. dentre outras formas.Omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias. ou omitindo operação de qualquer natureza. Elisão Induzida pela Lei. objetiva reduzi-la ou ocultá-la. nota de venda ou qualquer outro documento relativo a operação tributável.

em virtude de nosso país estar passando por um processo de recessão. do pagamento de tributo. e na Lei n° 4. Entende-se então. SAMPAIO DÓRIA. sempre ilícita. total ou parcialmente. sendo ela lícita. ou empregar outra fraude.729. de 27 de dezembro de 1990. de 14 de julho de 1965. que a representação fiscal para fins penais relativa aos crimes contra a ordem tributária. Note-se que. É um método severo de cobrança. como exemplo clássico de evasão.Fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas. 1971. De acordo com Ricardo Torres. aquele negócio jurídico efetuado de forma dolosa. Ele cita alguém deixar de fumar para não pagar IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) ou o ICMS (Imposto sobre Circulação de Bens e Mercadorias).451 . quando o agente promover o pagamento do tributo ou contribuição social.249/95 dispôs em seu art. sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente. porém de forma ilícita. visando o não pagamento da obrigação tributária. p. seria a ação consciente e voluntária do devedor tendente a eliminar. só será encaminhada ao Ministério Publico após. 2006.12 11 12 TORRES. reduzir ou retardar o pagamento do efetivo tributo devido.34: Extingue-se a punibilidade dos crimes definidos na Lei n° 8.11 Já nos conceitos de Sampaio Dória. bens ou fatos. p. O Fisco possui em mãos um aparato que o torna altamente controlador e está cada vez mais aperfeiçoando estas técnicas com o objetivo de maior arrecadação. Sem dúvida. inclusive acessórios.219.430/96 determinou em seu artigo 83. proferida a decisão final. com intuito de burlar o Fisco. posteriormente. para eximir-se. por evasão fiscal. fazendo com que muitos empresários deixem de cumprir suas obrigações fiscais. A lei n° 9. a evasão fiscal. de dificuldades em obter recursos. por meios ilícitos. a evasão significa economia de impostos obtida ao se evitar a prática do ato de direito à ocorrência do fato gerador. ou pagando com menor carga.31 VI.137. a Lei n° 9. trata-se de uma maneira de o Estado coagir o contribuinte ao pagamento dos tributos devidos. na esfera administrativa. antes do recebimento da denúncia.

utilização de documentos inidôneos na escrituração contábil e a falta de recolhimento de tributos apurados.Aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem ou transmitem. Portanto. podendo ser obtida através de sonegação. sua natureza. • SIMULAÇÃO: De acordo com o artigo 167 do Novo Código Civil. (MARINS. II.p. III. deixar de pagar ou retardar o pagamento de tributos. Lei 10. Ressalta-se que a evasão fiscal é aquela praticada com o objetivo de economizar ou obter vantagem fiscal de forma ilícita. É uma aparência contrária à realidade. .32 Sempre que o contribuinte utiliza-se de comportamentos proibidos pelo ordenamento para diminuir. ao governo e por extensão à sociedade como um todo.Os instrumentos particulares foram antedatados ou pós-datados. • SONEGAÇÃO: É crime tipificado na Lei 4. porém na prática. lembrar que. circunstâncias materiais ou das condições pessoais do contribuinte suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. a evasão causa enormes prejuízos aos negócios. JAMES. dolo ou dissimulação. diz-se que está utilizando-se de prática evasiva. condição ou cláusula não verdadeira. na simulação ocorre uma representação de um fato gerador.406. confissão. destacamos a omissão de registros e livros fiscais próprios.502/64 que consiste em impedir ou retardar o conhecimento por parte do Fisco da ocorrência do fato gerador dá obrigação tributária principal. ocorre outro que enseja um melhor resultado econômico para quem pratica.Contiverem declaração. Trata-se de procedimentos adotados após a ocorrência do fato gerador e nesse campo. 2002. haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I. A evasão tributária é a economia ilícita ou fraudulenta de tributos porque sua realização passa necessariamente pelo incumprimento de regras de conduta tributária ou pela utilização de fraudes. fraude. por exemplo. simulação.30) É de suma importância.

Quartier Latin. no dolo há consciência e vontade de realizar a conduta. São Paulo. porém. o contribuinte não cumpre tal obrigação”. pois trata-se de um aspecto subjetivo. 2004. A dissimulação não deve ser confundida com simulação. Ou seja. (YOUNG. “Breves Considerações sobre Evasão e Elisão Fiscal”. In: Planejamento Tributário. No entanto. Fazer de uma verdade uma não verdade”. para o Fisco demonstrar a presença do dolo é difícil. proveitoso para o indutor. bem como o dolo. pois o silêncio é intencional de uma das partes quanto ao fato ou qualidade que a outra parte ignora. p. 2005. In: Planejamento Tributário. “Dissimular é esconder o que é. fraude é um termo cujo conceito é de maior amplitude. é mais propriamente indicado para ocultação.33 • FRAUDE: “Na fraude ocorre fato gerador do tributo ou da obrigação acessória. nele inclui-se tanto a dissimulação quanto a simulação. Antônio Roberto Sampaio Dória elaborou o seguinte esquema para visualização da distinção das espécies de evasão:14 13 CARVALHO. p.70).68 . (ESTELLA. 2004. excluir ou modificar as suas características essenciais de modo a “maquiar” o imposto devido. p.127). fingimento). cabendo como prova a confissão. Podemos então identificar a fraude como toda ação de omissão que visa impedir. Cristiano. pois na simulação o objetivo é aparentar o que não existe e na dissimulação é ocultar o que é verdadeiro. pois sempre há uma intenção subjetiva de fraudar terceiros.13 • DOLO: Entende-se como dolo à operação de induzir maliciosamente alguém a pratica de um ato prejudicial. Nas palavras de Cristiano Carvalho. • DISSIMULAÇÃO: Embora tenha sentido equivalente a simulação (disfarce. retardar total ou parcialmente. porém.

Brasília. através da sonegação. BRASIL. 2.Por meio de fraude. Estados e Municípios. transferência econômica. b) Evasão Comissiva (Sempre Intencional): • • Ilícita . Lei nº 5.11/01/2001. desde o momento em que se verifiquem que normalmente lhe são próprios. o Estado alterou o Código Tributário Nacional15 com a edição da Lei Complementar 10416. • Evasão por Inação . simulação ou conluio. 1977. considera-se ocorrido o fato gerador e existente os seus efeitos: ITratando-se de situação de fato. muito corrente em tempos de altas cargas tributárias nos quais o empresariado cada vez mais recorre ao planejamento tributário para se manter competitivo.34 a) Evasão Omissiva (Intencional ou não): • Evasão Imprópria . p. p. Distrito Federal. Salvo disposição de Lei em contrário. de 25 de outubro de 1996 –código tributário nacional. lícita e calçada no princípio da autonomia privada. SAMPAIO DÓRIA. Diário Oficial da União.4 O PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO E A LEI COMPLEMENTAR 104/01 Com o intuito de se evitar a prática da elisão fiscal.Pode ser Intencional. de 10 de Janeiro de 2001.452. Altera dispositivos da lei 5.172. Não-Intencional.27/10/1996 16 BRASIL. introduzindo um parágrafo único. falta ou atraso de recolhimento ou ainda. de 25 de Outubro de 1996. Lícita ou Legítima – Dá-se pela elisão ou economia fiscal. p.Ocorre pela abstenção de incidência. Lei Complementar 104.21. Brasília. quando dá ignorância do dever fiscal. Dispõe sobre o sistema tributário nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. cujo texto é o seguinte: Art.12.01.172. Diário Oficial da União. pub. Distrito Federal. pub. de 10 de janeiro de 2001. 116. 15 14 .

E como a norma antielisão tem como meta proibir a dissimulação. uma vez que despertou inúmeras dúvidas quanto à sua legitimidade e alcance. In: Planejamento Tributário. Em outras palavras. entende que não houve inovação na Ordem Tributária. pela literalidade do texto. já que a hipótese de simulação tem previsão expressa no artigo 149. encobrindo a sua ocorrência ao fisco. porque dissimular a ocorrência do fato gerador é na verdade ocultar a sua ocorrência.451. Ademais. muito se discutindo acerca da abrangência da referida norma. inciso VII. do CTN. capitaneada por Ives Gandra da Silva Martins e Alberto Xavier . com base no conceito de dissimulação. Concluem nesse sentido. São Paulo: Quartier Latin. Trata-se da chamada norma antielisiva. Por tratar-se de tema de obscura interpretação. O fato gerador já teria acontecido. Norma Antielisão e Sigilo Bancário. A segunda corrente. desde o momento em que esteja definitivamente constituída nos termos de direito aplicáveis. constatam que a norma antielisão estaria abraçando as hipóteses ilícitas de redução de impostos. então a nova norma não alcançou o fim a que se destinava (proibir a elisão). surgiram várias dúvidas e discussão: A primeira corrente que surgiu em relação dispositivo citado. 2004. que aumenta o poder discricionário do agente fiscal. não retirou o direito do contribuinte de optar pela maneira menos onerosa de pagar tributos. A denominação atribuída a esta Lei “Lei Antielisiva”. pois considera a norma antielisiva uma violação ao princípio da legalidade estrita. p. Parágrafo Único . observando os procedimentos a serem estabelecidos em Lei Ordinária. 17 17 . não seria caso de elisão e sim de fraude. disfarçando. que nada mais é que a simulação relativa. defende a inconstitucionalidade da LC nº 104/2001. instaurando-se uma completa MARTINS. pois ela teria como objetivo eliminar a possibilidade de planejamentos tributários que visam exclusivamente à redução da carga tributária. Ives Granda da Silva.A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária. mas o contribuinte estaria ocultando.35 II- Tratando-se de situação jurídica. porém criou certa confusão ao introduzir o artigo acima citado.

da seguinte forma: 1ª PERGUNTA: Qual a diferença entre elisão e evasão fiscal e quais limites legais que separam as duas figuras? PLENÁRIO: Elidir é evitar. coordenado por Ives Granda Martins. reduzir-lhe o montante ou postergar o momento em que se torne exigível. ela estaria autorizando a interpretação econômica no direito brasileiro. p. sem desvio de funcionalidade ou discrepância de forma jurídica. Em Simpósio Nacional. MENEZES. obter-se expresso aval fiscal na operação. 2004. não há como a autoridade fiscal alegar uma dissimulação para desconsiderar a forma jurídica legitimamente adotada. (SCHARLAK. Muitos são os caminhos para a economia de tributos. a fim de evitar que seja alegada simulação. Aprovado por maioria. Revista Dialética do Direito Tributário. Também preconiza a tese de que se essa norma for considerada constitucional. a maioria dos participantes (magistrados. São Paulo. nº63 18 . anteriores à ocorrência do fato gerador. Ives Granda da Silva. por atos ou omissões do sujeito passivo. membros do Ministério Público. Paulo Lucena de. um planejamento tributário bem elaborado e atento à legislação deverá ser sustentado não só por razões econômicas. Evadir é evitar o pagamento de tributo devido.36 insegurança nos negócios praticados pelos contribuintes. mas também por razões comerciais e administrativas. agentes fiscais. Elisão Fiscal. A desconsideração da forma jurídica escolhida pelo contribuinte tem sua razão de ser quando não for funcionalmente adequada ou apropriada ao fato econômico realmente praticado pelo contribuinte. ainda que a maioria deles não se encontre estampada na legislação. Possuindo o contribuinte mais de uma forma jurídica para realizar o seu intento. deferindo ao Fisco o dever de tributar duas situações jurídicas distintas. no livro Planejamento Tributário. Martins transcreve18 as conclusões do plenário. professores universitários e advogados) afastou a possibilidade da Norma Anti Elisão. representando artificialmente o fato gerador. reduzir o montante ou retardar o pagamento de tributo. por atos ou omissões lícitos do sujeito passivo. E. In: Planejamento Tributário. aberto pelo eminente Ministro José Carlos Moreira Alves. sendo as mesmas normais. posteriores à ocorrência do fato gerador. reveladoras de mesmo conteúdo econômico e de igual capacidade contributiva. é certo que esta prevê meios específicos para se deixar de recolher tributos e. 293) Portanto. ainda. MARTINS.

até o momento. merece destaque que o dispositivo legal em tela não é auto-aplicável. não ocorreu. .37 Por fim. necessitando ser regulamentado através de lei ordinária o que.

1. 3. Com o tempo.38 3 PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO E AS OPÇÕES PARA EMPRESA DE FACTORING Para que se possa realizar um Planejamento Tributário eficiente. esses agentes passaram a antecipar o pagamento das mercadorias aos seus fornecedores. pois a legislação vigente esclarece as possibilidades de opções de tributação de acordo com alguns fatores que serão estudados no decorrer deste trabalho. é necessário analisar o ramo da empresa onde o mesmo será executado. na Europa onde o factor era um agente mercantil que vendia mercadorias a terceiros contra o pagamento de comissão.1 FACTORING – CONCEITOS E MODALIDADES As operações de factoring têm sua origem nos séculos XIV e XV. cobrando posteriormente dos compradores.1 Conceito . 3.

.430/96. devido à complexidade e amplitude do contrato de factoring. Incumbe-se de sua cobrança e recebimento. nos termos da Lei nº 9. 1996. 1993. uma pessoa (factor ou faturizador) recebe de outra (faturizado) a cessão de créditos oriundos de operações de compra e venda e outras de natureza comercial.]o contrato de faturização ou factoring é aquele em que um comerciante cede a outro os créditos. os créditos proveniente de suas vendas mercantis a terceiros. art.. aquelas empresas que exploram as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. títulos de crédito. p. (PEREIRA. p. no todo ou em parte. ou seja.. Arnaldo.469.. Forense. 2ª ed. o contrato de factoring [. É um contrato que se liga à emissão e transferência de faturas. 2000.57 21 RIZZARDO.]aquele em que um industrial ou comerciante (faturizado) cede a outro (faturizador). administração de contas a pagar e a receber. fomento mercantil de acordo com o art. mediante o pagamento de uma remuneração.11 . Fran. Saraiva. mercadológica. Na realidade. assentemos mestres Arnaldo Rizzardo. Segundo a doutrina de Fran Martins. São Paulo: Revista dos Tribunais. Tratado Teórico e Prático dos Contratos. Factoring. na totalidade ou em parte. envolve também uma contínua prestação de serviços que finaliza com a compra de créditos. 1990.. como 19 20 MARTINS. Consideram-se empresas de factoring. podemos conceituar o factoring como sendo um contrato de cooperação empresarial através do qual um empresário (o factor) presta serviços a outro e. recebendo. Pelo factoring ou faturização. o factoring.39 Conceituar o que venha a ser factoring não é uma lição fácil. que vem sendo aceita no Brasil. ou consiste no desconto sobre os respectivos valores. Maria Helena. Contratos e Obrigações Comerciais. São Paulo: Ed. compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços. seleção e risco. de gestão de crédito. recebendo o primeiro do segundo o montante desses créditos. Assim..390) Arnaldo Rizzardo21 entende que se trata de uma relação jurídica entre empresas. assumindo o risco de sua liquidação.58. 230/95 que tramita no Senado Federal. 4 ª ed. p. DINIZ. também chamado. mediante pagamento de uma remuneração. como contraprestação. Rio de Janeiro: Ed. p. Essa expressão é a tradução portuguesa da expressão anglo-latina factoring. de suas vendas a terceiros.19 [. Caio Mario da Silva Pereira e Maria Helena Diniz20 sendo para esta última. o valor constante dos títulos abatido uma certa quantia destinada à remuneração pela operação. No mesmo sentido. conforme o montante da tais créditos. sendo que uma delas cede a outro. 1º do Projeto de Lei nº.

3. deduzindo desse pagamento sua remuneração. Ponto importante a ser destacado é o fato de que a origem do factoring é estrangeira. mais precisamente inglesa. temos que o instituto do factoring não sofreu grandes transformações ao ser adotado pela prática comercial brasileira.Esta modalidade é de longe a mais praticada no Brasil. Os diversos autores que se dedicaram ao instituto apontam várias modalidades que são praticadas de conformidade com o setor de atuação do empresário.1. A remuneração é menor porque não correm juros. tendo atingido seu maior desenvolvimento e aprimoramento nos Estados Unidos. Nesse aspecto. . As principais modalidades do factoring praticadas no Brasil são: o conventional factoring. sendo também a modalidade mais típica e completa que envolve e tem por objeto as funções de cessão de crédito e prestação de serviços convencionais. maturity factoring. conforme convencionado em contrato. paga o valor do crédito cedido. independentemente do prazo de seu vencimento. trustee factoring. passa a ter o direito de adquirir seus créditos. até mesmo pelo fato de sua origem histórica e pela forma como é aqui praticado atualmente. Nela. assumindo o risco de sua não conversão em numerário.2 Modalidades O Factoring não se resume apenas em um único modelo contratual.40 conseqüência. export factoring e o matéria-prima factoring: • Conventional Factoring . apenas visando o enquadramento com o nosso ordenamento jurídico. provenientes das vendas de mercadorias ou prestações de serviços. o factor. ou se o sofreu foram de pouca relevância. no ato de sua cessão.

. [. antecipadamente. Antônio Carlos. o risco e prejuízo serão inteiramente contabilizados ao factor. tendo ou não sido pagos. quando os seus elementos estão em contato com mais de uma ordem jurídica. assessorando-o na expansão de seus negócios. títulos oriundos das operações mercantis da faturizada. Rio de Janeiro: Ed. A operação de factoring é internacional quando transcede o âmbito de um Estado. o pagamento ao cliente deverá ser efetuado por ele no vencimento dos títulos.29) • Export Factoring – É também conhecida como “factoring internacional”. 1999. além de efetuar a compra de seus direitos creditórios.23 Neste caso o objeto do contrato geralmente envolverá a cessão de créditos e prestação de serviços. Trata-se da gestão financeira e de negócios da empresa cliente da sociedade de fomento mercantil. ou seja. 2002. através da cessão de créditos. 23 22 . • Trustee Factoring – Neste modelo contratual o factor administra todas as contas de seu cliente. Portanto.39. Caso haja o inadiplamento ou insolvência dos emitentes dos títulos.A palavra maturiry é de origem inglesa. Antônio Carlos.39. caracterizando uma parceria. (LEITE. está ligada diretamente ao comércio exterior. confiança.. p.41 • Maturity Factoring . Forense. se traduz “no vencimento”. DONINI. originadas ao estrangeiro. conjugados ou separados. De qualquer forma. Rio de Janeiro: Ed. Essa modalidade também é conhecida como factoring sem financiamento. Factoring de Acordo com o Novo Códifo Civil. DONINI. Forense. onde o factor somente efetua o pagamento dos títulos negociados em seu vencimento. 2002. p. Factoring de Acordo com o Novo Códifo Civil. Salienta Donini22 que. otimizando sua capacidade financeira. pois Trustee significa confiança. Eventualmente e opcionalmente. Vale dizer: administrar todas as contas do cliente que passa a trabalhar com o caixa zero. poderá o faturizador adquirir. p.]o objeto do contrato é a cessão de crédito e a prestação de serviços convencionais.

neste caso. Consiste na aplicação de um percentual progressivo sobre o faturamento da empresa.2 VEDAÇÃO DE OPTAR PELO SIMPLES SIMPLES é uma modalidade de apuração integrada dos impostos e contribuições federais na qual estão incluídos os impostos arrecadados pela Receita Federal e as contribuições devidas ao INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social). 179 CF/88) Toda e qualquer empresa de factoring está vedada de optar pelo sistema do Simples. visando incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas. O objeto desta modalidade é a antecipação de recursos não financeiros a faturizada para a aquisição de matéria-prima. de 1996. tratamento jurídico diferenciado.A factoring. independente do valor de receita bruta auferida. (art.) XII .) e) a factoring.. de 1999.779. tributárias. A União. 6º. os Estados. que diz: É vedada a opção pelo Simples a empresa que: (.42 • Matéria-prima Factoring . e Lei nº 9. transforma-se em intermediário entre a empresa fomentada e seu fornecedor de matéria-prima comprando à vista o direito futuro deste fornecedor e a empresa paga à factoring com o faturamento gerado pela transformação desta matéria-prima. De acordo com o acima exposto.que realize operações relativas: (. art.. 3. art. por preço certo e determinado. . fica claro que qualquer empresa de Factoring. conforme determinação da Lei 9. ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei.. 9º. o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às Microempresas e às Empresas de Pequeno Porte.. previdenciárias e creditícias. está terminantemente proibida de optar pelo sistema Simples no que diz respeito à apuração do seu Imposto sobre a Renda.317. assim definidas em lei.

gestão de crédito.43 3. porém as empresas obrigadas a apurar seus resultados pelo critério do Lucro Real não poderão tributar pelo Lucro Presumido. dispensa a escrituração contábil. 30/06. 487). No momento do pagamento do primeiro imposto devido. observando determinados limites e condições. .718/98: I(. a apuração da base de cálculo e do Imposto de Renda devido será efetuada na data do evento. A opção pelo critério do Lucro Presumido é realizada espontaneamente pelas pessoas jurídicas.que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. fusão ou cisão.. mas a partir de 1997 ficou vedada esta opção. correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário. partindo de valores globais da receita para presumir o lucro a ser tributado. seleção e riscos. compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring). Com base no art. Portanto. 30/09 e 31/12 de cada ano. Lucro Presumido é uma modalidade optativa de apurar o lucro e.° 9. 14 da Lei n. (NEVES. conseqüentemente o imposto de renda das pessoas jurídicas que. exceto a do livro registro de inventário e livro caixa. deverá ser feita a opção pelo Lucro Presumido e este é definitivo para todo o ano-calendário. p. As pessoas jurídicas que não são obrigadas à tributação pelo Lucro Real podem optar pela apuração presumida. mercadológica. Até 31/12/96 era possível esta escolha pelas factorings. é notável que as empresas de factoring não podem optar pelo Lucro Presumido. podem optar pelo Lucro Presumido. 1997.. 14 da Lei nº 9.3 IMPOSSIBILIDADE DE TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO Lucro Presumido é um sistema de tributação simplificada utilizada para facilitar o pagamento do Imposto de Renda das pessoas jurídicas através da apuração dos valores trimestrais que deverão ser encerrados nos dias 31/03. administração de contas a pagar e a receber. Em casos de incorporação.718/98.) VI. as empresas que não se enquadrarem nos impedimentos citados no art.

Frisa-se que. com essas expressa previsão legislativa.4 LUCRO REAL Como as empresas de factoring estão impedidas de optar pelo sistema Simples de tributação ou pelo Presumido. Portanto. . contudo. seu imposto de renda poderá ser tributado através de duas modalidades. a intenção do legislador foi excluí-las da tributação com base no Lucro Presumido.44 3. dependendo do enquadramento por ela adotado: imposto recolhido através de Lucro Real ou recolhido por meio do Lucro Arbitrado. 9.718/98 essas empresas não poderão optar pela tributação de seus resultados pelo Lucro Presumido. exclui-se a possibilidade de tributação das empresas de factoring pelo Lucro Presumido. como qualquer outra empresa. podem optar pela apuração com base no Lucro Arbitrado. Ante expressa previsão legal contida no artigo 14 da Lei nº. embora o mencionado dispositivo legal reza que as empresas de factoring estão obrigadas à apuração de seus resultados com base no Lucro Real.

1 DEFINIÇÃO DE LUCRO REAL Lucro Real é o lucro líquido da empresa ajustado.000. 4.cuja receita total. devidamente ajustado com todas as adições necessárias. terão que.000. exclusões e compensações possíveis e permitidas pela legislação vigente.45 4 TRIBUTAÇÃO COM BASE NO LUCRO REAL 4. .00 ( vinte e quatro milhões de reais). obrigatoriamente. isto é. lucro fiscal. ou proporcional ao número de meses do período.1 Empresas obrigadas à tributação pelo lucro real As pessoas jurídicas que se enquadrarem em qualquer dos incisos do art. 14 da Lei n° 9718/98. Empresas obrigadas ao Lucro Real: I. quando inferior a 12 ( doze) meses.1. que serve de base para ser tributado. no ano – calendário anterior. tenha sido superior ao limite de R$ 24. A tributação pelo lucro real será uma opção para as pessoas jurídicas que nestes incisos não se enquadrarem. tributar seus resultados pelo sistema de lucro real.

distribuidoras de títulos e valores mobiliário. que será pago em cota única até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração ou parcelado em até 3 (três) vezes com juros . usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto.quando a apuração for encerrada ao final de cada trimestre. administração de contas a pagar e a receber. ou mediante levantamento de balanços trimestrais. encerrado em 31 de dezembro. 2° da Lei n° 9. empresas de arrendamento mercantil. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. destacamos que as empresas de Factoring estão obrigadas a tributação com base no Lucro real. valores mobiliários e câmbio. caixas econômicas.1 Apuração do IRPJ As pessoas jurídicas obrigadas a tributar pelo Lucro Real.2 IRPJ E CSLL PELO LUCRO REAL 4. porém o pagamento do imposto deverá ser efetuado: a) trimestralmente. V.que tiverem lucros. autorizadas pela legislação tributária. IV.2. bancos de investimentos. poderem determinar o lucro com base em balanço anual. VI. no decorrer do ano – calendário. bancos de desenvolvimento. 4. Desta forma.que. na forma do art.que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. III.430. compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring). sociedades de crédito imobiliário.46 II – cujas atividades sejam de bancos comerciais. de 1996. empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta. cooperativas de crédito. mercadológica.que. sociedades corretoras de títulos. gestão de crédito. seleção e riscos. tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa. mas ressalta-se que é cabível a tributação pelo Lucro Arbitrado.

Porto Alegre.quando o imposto a pagar é calculado por estimativa.00 no mês ou este valor multiplicado pelo número de meses do período.24 b) por estimativa. CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE.78 24 . Mesmo optando pela apuração anual do lucro real. fusão. este percentual é de 32% (trinta e dois por cento).1. do artigo 15 da lei 9. 4.1 Formas de pagamento pelo lucro real anual A base de cálculo do Imposto de Renda a ser pago mensalmente é determinado mediante a aplicação de um percentual sobre a receita bruta do mês. a apuração do imposto devido será determinado na data do evento. que varia de acordo com a atividade da empresa. caso ultrapasse o montante de R$ 20. p. Contribuições Administradas pela Secretaria da receita Federal e Sistema Simples. Imposto de Renda. com base na receita bruta. cisão ou extinção da pessoa jurídica. podendo haver adicional de 10% (dez por cento) sobre o valor do lucro.2.2 Alíquotas para o IR O Imposto de Renda devido em cada mês será calculado mediante a alíquota de 15% (quinze por cento) sobre o Lucro Real.000.1. Quando ocorrer incorporação. as empresas são obrigadas a pagar mensalmente o imposto apurado por estimativa. Nos casos de empresas de Factoring.47 pela taxa SELIC até o mês anterior ao pagamento e de 1% (um por cento) nesse mês.249/95. ou mediante levantamento de balanço de suspensão ou redução. 4.2. 2004. conforme alínea “d” do § 1º.

sociedades seguradoras e assemelhadas.1. 25 CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE. através de balanços ou balancetes mensais. p. observando que: • demonstrem. através de balanços ou balancetes mensais. desde que demonstre.25 4. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. inclusive. . 2004. Neste caso haverá a suspensão do pagamento do imposto. se no mês de janeiro for comprovado prejuízo fiscal. Assim. Art. • poderá reduzir o valor do imposto a pagar quando comparar. calculado com base no lucro real do período em curso. 35 da Lei nº 8. é igual ou inferior ao valor do imposto já pago dentro do mesmo período. através de balanço ou balancete. instituição financeira. a empresa estará dispensada do recolhimento do imposto. 35 da Lei nº 8. que o valor do imposto devido (com adicional) é menor que o valor do imposto a pagar por estimativa. A suspensão ou redução do pagamento do imposto é aplicável inclusive sobre o valor do imposto do mês de janeiro.981/95: A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês.79.2.48 Esta alíquota adicional é única para todas as pessoas jurídicas. inclusive adicional. que o valor do imposto devido acumulado.3 Redução ou suspensão dos pagamentos mensais com base em balanços ou balancetes Com base no art. • o levantamento do balanço ou balancete de suspensão ou redução de impostos devido terá que compreender o período de 1° de janeiro até a data da apuração do lucro para que haja suspensão ou redução do pagamento.981/95 as empresas que optarem pelo pagamento mensal por estimativa poderão suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. inclusive adicional.

a empresa não terá que pagar o imposto relativo às operações de abril. que será a base de cálculo para a tributação.29) Na apuração do lucro real. exclusões e compensações devidas de forma a apurar o lucro real do trimestre. deverá sobre esse valor incidir o percentual de 32% (trinta e dois por cento) e sobre o resultado da operação. as adições. discriminadamente. . fevereiro e março.49 Se a pessoa jurídica pagou o imposto dos meses de janeiro. escriturando o LALUR tanto na parte “A” como na parte “B”. deve ser realizado o levantamento do estoque e a respectiva escrituração do livro Registro de Inventário. o lucro real desse balanço terá que compreender o período de 1º de janeiro a 30 de abril. com base na receita bruta e em 30 de abril levantou balanço.00 (doze mil reais) no mês. Dessa forma.000. fevereiro e março. Ressalta-se que. a razão da redução ou suspensão dos pagamentos. pois assim regulamenta o art. caso venha à sociedade de fomento mercantil ter uma receita bruta de R$ 12. calculados com base no lucro real daquele período. incidirá a alíquota de 15% (quinze por cento) do imposto mensal. 30 de junho. Para encontrar a base de cálculo do Imposto de Renda deverão ser feitos os ajustes ao lucro líquido pelas adições. para fins de declaração de rendimentos. serão comparados com o imposto e adicional pago sobre as operações dos meses de janeiro. 2006. junto ao fisco.4 Formas de pagamento pelo lucro real trimestral O Imposto de Renda também poderá ser pago trimestralmente. 1º da Lei nº 9. 4. p. deve a empresa levantar os balanços ou balancetes para comprovar. relativo aos balanços e balancetes.2.430/96. 30 de setembro e 31 de dezembro. Se a soma dos pagamentos efetuados for maior que o imposto devido apurado com base no balanço. exclusões e as compensações prescritas ou autorizadas pela legislação próprias do Imposto de Renda.1. Se o imposto sobre o lucro apurado no balanço ou balancete for um pouco maior a empresa deverá pagar a diferença. será escriturado somente na parte “A” do LALUR. ao realizar a redução ou suspensão dos pagamentos. isto é. (HIGUCHI. Para a apuração trimestral. mantendo a obrigação de levantar o balanço anual. poderá ser encerrado em 31de março. O imposto de renda e o adicional.

000. mesmo que sejam lucro e prejuízo de um mesmo ano-calendário. b) parcelamento = também poderá ser realizado em três quotas mensais e sucessivas as quais deverão ser pagas até o último dia útil dos meses subseqüentes ao do encerramento do período correspondente. terá direito ao ressarcimento do que a maior recolheu. Se inferior.000. 4. deverão ser seguidas as regras: • o valor mínimo das quotas será de R$ 1. Também o prejuízo fiscal de um trimestre só poderá ser compensado até o limite de 30% (trinta por cento) do lucro real dos trimestres seguintes. • o valor do Imposto de Renda deverá ser superior a R$ 2. o valor do imposto devido. havendo a empresa. Assim. na apuração trimestral não é possível compensar no lucro do trimestre seguinte. para os empresários que forem tributados pelo Lucro Real anual. Para efetuar o parcelamento.1. Contudo. sem acréscimo. não atingindo seus pagamentos. em: a) quota única = neste caso o imposto deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período da apuração.2.00 (um mil reais). o levantamento de um balanço para apuração de seus resultados. deverá haver. . deve ser pago em quota única. o prejuízo do trimestre anterior. pago mais do que deveria.00 (dois mil reais).5 Prazo de recolhimento O Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido poderão ser pagos a cada trimestre. ao final de cada ano.50 Porém. haverá de complementa-lo.

• As factorings deverão registrar essas despesas em uma conta contábil específica.000. 4.2. o adicional do Imposto de Renda é de 10% (dez por cento) que será aplicado sobre a parcela de lucro que ultrapassar a R$60.7. • Só poderão realizar a dedução as factorings que estiverem autorizadas pelo Ministério do trabalho (o formulário de adesão ao PAT deve ser entregue nos Correios). Não é permitido deduzir valores de trimestres passados. b) Incentivos de dedução do Imposto referentes a: I) Programa de alimentação do trabalhador (PAT) • Poderá ser deduzido.Deduções do Imposto Mensal Para efeito de pagamento do imposto mensal. .1.51 4. do Imposto devido. 15% (quinze por cento) sobre a soma das despesas de custeio realizadas.6.Adicional No lucro real trimestral.00 (sessenta mil reais) no trimestre.2. no período da apuração. as factorings poderão deduzir do imposto apurado no mês: a) IR retido na fonte sobre as receitas que integram a base de cálculo. • O limite de incentivo é de 4% (quatro por cento) do imposto devido.1.

340/96. 27 a 37) . portanto como despesa operacional. BRASIL Instrução Normativa SRF n° 267. c) Perdas no Recebimento de Créditos: A partir de 01/01/1997. fixado pela Portaria Interministerial nº 326/77. Instrução Normativa SRF nº 86. desde que cumpridas as seguintes normas: I) em relação aos quais tenha havido declaração de insolvência do devedor.52 • O custo máximo da refeição é de 3 (três) UFIRs. II) sem garantida. II) Doação ao Fundo de Amparo à Criança e ao Adolescente Este gasto não é considerado despesa operacional. Agora. pela Lei 9. de 23 de dezembro de 2002 (arts. mas as factorings poderão deduzir do IR devido até o limite de 1% (um por cento)26 do imposto devido. de valor: 26 27 BRASIL. sem o adicional. em sentença emanada do poder Judiciário. III) Projetos Culturais. não é mais permitida a constituição de provisão para devedores duvidosos calculada por percentual aplicado sobre o montante dos créditos verificados no final de cada período-base. de 26 de outubro de 1994. artísticos e Audiovisuais Limita-se a dedução do imposto devido a projeto cultural e artístico 4% (quatro por cento) e projeto audiovisual 3% (três por cento)27 OBS: O limite global das deduções de incentivos fiscais está limitado a 4% (quatro por cento) do Imposto de Renda devido. Como o trabalhador participará com 20% (vinte por cento) do custo da refeição. os devedores que deixarem de cumprir com seus compromissos poderão ser lançados pela empresa credora como perda.

IV) Crédito contra Empresa em Processo Falimentar: A partir de data da falência. porém.000. por operação. A perda corresponderá à parcela que exceder ao valor que esta tenha se comprometido a pagar (Lei 9.9º. mantida a cobrança administrativa.9°. por operação. • acima de R$ 5. VI) Vendas Parceladas: No caso de contrato de crédito em que o não pagamento de uma ou mais parcelas implique no vencimento automático de todas as demais parcelas vincendas.00 (cinco mil reais) e até R$ 30. § 5º). • superior a R$ 30. com o mesmo devedor. III) Crédito com Garantias: São as vendas com reserva de domínio. .9º. art.00 (cinco mil reais). independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para seu recebimento.430/96. desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para seu recebimento. § 4º).000. os limites serão considerados em relação ao total dos créditos.00 (trinta mil reais). independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para seu recebimento. vencidos há mais de um ano. (Lei 9. § 2º).430/96. art.000.9º. (Lei 9.000. art. conforme Lei 9. por operação. Tais créditos só poderão ser deduzidos como perdas quando vencidos há mais de 2 (dois) anos e desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para seu recebimento ou o arresto das garantias.00 (trinta mil reais). vencidos há mais de seis meses. art. alienação fiduciária em garantia ou operação com outras garantias reais. e desde que tenha adotado os procedimentos judiciais necessários para o recebimento.53 • até R$ 5. desde que a credora tenha adotado os procedimentos judiciais necessários para o recebimento.430/96.430/96. V) Crédito Contra Empresa Concordatária: A perda ocorre no momento em que o compromisso de pagar os débitos não for honrado pela concordatária. vencidos há mais de um ano.

titular ou administradora da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau dessas pessoas físicas (Lei 9. Contribuição Social O artigo 195 da Constituição Federal de 1. a partir do período de apuração em que se completarem cinco anos do vencimento do crédito sem que o mesmo tenha sido liquidado pelo devedor. sem garantias.9º. § 6º). art. coligada ou interligada. abrir-se-á uma conta redutora no ativo para registrar a respectiva perda provável.54 VII) Créditos Com Empresas Ligadas: Não será admitida a dedução de perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora. Nos demais casos.2. A base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para as pessoas jurídicas que optarem pelo recolhimento por estimativa será o somatório do resultado da aplicação de 12% (doze por cento) sobre a receita bruta e dos ganhos de capital. 4. controladora.988 enumera as fontes de recursos com os quais visa atender ao programa de seguridade social. inclusive as entidades financeiras e a elas equiparadas. . sócia. sobre a base de cálculo encontrada. OBS: Os registros contábeis das perdas serão efetuados a “débito” da conta de resultado e a “crédito” da conta de cliente.430/96. dos rendimentos e ganhos de aplicações financeiras e das demais receitas e resultados positivos. quando o valor for inferior a R$ 5. Aplica-se. que somente será definitivamente baixada em contrapartida à conta que registra o crédito. o percentual de 12% (doze por cento) para o período de maio de 1999 até janeiro de 2000.2. dentre as quais se inclui a Contribuição Social sobre a o Lucro Líquido. e a partir de fevereiro de 2000 até dezembro de 2002 utiliza-se a alíquota de 9% (nove por cento) para todas as pessoas jurídicas.000. bem como pessoa física que seja acionista.00 (cinco mil reais).

4. 195 ressalta que: . antes da provisão do Imposto de Renda. PIS E COFINS 4. Sobre esta base de cálculo encontrada. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. CONTRIBUIÇÃO PARA FINANCIAMENTO DE SEGURIDADE SOCIAL são contribuições sociais. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. e sem prejuízo do previsto no art. 149. e 150. tais como a seguridade social e atendimento de categorias profissionais ou econômicas. III.1 Principais Fontes do PIS e da COFINS O PIS e a COFINS estão inseridos na legislação. PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL e a COFINS. observado o disposto nos arts. 4. I e III.55 No caso de apuração trimestral do lucro real.1. aplicam-se os mesmos percentuais do recolhimento por estimativa. 195. através de fontes classificadas em constitucionais e infraconstitucionais. exclusões e compensações permitidas pela legislação. Definição O PIS. citados acima. Nas fontes constitucionais encontramos o art.1. 149 da Constituição Federal que diz: Art. Já o art. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. são tributos cuja destinação dos recursos arrecadados é específica.3.3.relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. isto é. § 6º. 146. ajustado pelas adições. a base de cálculo da Contribuição Social será o valor do resultado apurado trimestralmente.3.

b) a receita ou o faturamento. o Programa de Integração Social. do Distrito Federal e dos Municípios. destinado a promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas. Nas fontes infraconstitucionais destacamos a Lei Complementar nº07/70 que instituiu o PIS. c) o lucro. Destacamos também a Lei Complementar 70/91 que instituiu a COFINS: Art.º . dos Estados. no seu art. .fins das áreas de saúde. previdência e assistência social. 195 da Constituição Federal. e das seguintes contribuições sociais: I .637/02 – Instituiu o PIS Não-Cumulativo.430/96. incidentes sobre: a) folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados. na forma prevista nesta Lei. 1.É instituído. A seguridade social será financiada por toda a sociedade. 1° Sem prejuízo da cobrança das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). 01: Art. à pessoa física que lhe preste serviço.56 Art. de forma direta e indireta. b) Lei 9. artigo 64 – Institui a retenção na fonte sobre pagamentos de entidades públicas federais a pessoas jurídicas.718/98 – Alterou a base de cálculo e as alíquotas do PIS e da COFINS. da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei. devida pelas pessoas jurídicas inclusive as a elas equiparadas pela legislação do imposto de renda. fica instituída contribuição social para financiamento da Seguridade Social. mediante recursos provenientes dos orçamentos da União. mesmo sem vínculo empregatício.do empregador. c) Lei 10. Outras Leis promulgadas alteraram a regulamentação do PIS e da COFINS: a) Lei 9. a qualquer título. destinadas exclusivamente às despesas com atividades . 195. nos termos da lei. nos termos do inciso I do art.

pois será passível de desconto (crédito) na apuração do tributo na etapa seguinte do processo.865/04 – Instituiu o PIS e a COFINS sobre a importação de bens e Serviços 4. e) Lei 10. distribuição e venda a varejo). determina a margem de lucro presumida do produto. . Este tipo de tributação é chamada de “inflacionária”.3. Aqui. o produtor ou importador de produtos sujeitos ao sistema monofásico é obrigado a recolher o tributo de todas as cadeias seguintes (da própria produção. Modalidades do PIS e da COFINS O PIS e a COFINS são classificados para tributação em três modalidades: a) Cumulativa: São aqueles cuja tributação da etapa anterior constitui base de custos e integra a tributação na etapa seguinte. O valor transferido ao governo corresponderá à aplicação da alíquota sobre o “valor adicionado” (diferença entre o valor da compra e da venda). b) Não Cumulativa: A tributação não-cumulativa é aquela em que o tributo incidente na operação anterior não compõe a base do mesmo tributo na etapa posterior. por base no valor médio de venda ao consumidor praticado no mercado.833/03 – Instituiu a COFINS Não-Cumulativa e a retenção na fonte das contribuições sociais sobre pagamentos de pessoas jurídicas de direito privado a pessoas jurídicas de direito privado.2. Trata-se da substituição tributária. c) Monofásica: Nesta modalidade. para determinar o valor do tributo devido pelo responsável tributário. O governo. a tributação de TODA A CADEIA fica concentrada em apenas uma etapa.57 d) Lei 10. pois provoca o efeito “cascata” na tributação. o tributo incidente sobre a aquisição não comporá o seu custo. Via de regra.

baseando-se na Lei 10. gestão de crédito. Não-Cumulativos. 4. seleção de riscos. assim entendido.718. Portanto. Nesta hipótese o valor da receita a ser computado é o valor da diferença verificada entre o valor de aquisição e o valor de face do título ou direito creditório adquirido. as empresas de Factoring que são tributadas pelo Lucro Real. Base de Cálculo do PIS e da COFINS Nos casos de Factoring a base de cálculo do PIS e da COFINS é o valor do faturamento mensal. tanto anual ou trimestral. PIS e COFINS no Lucro Real São obrigadas a calcular o PIS e a COFINS. as pessoas jurídicas que apurarem o Imposto de Renda com base no Lucro Real. b) de administração de contas a pagar e a receber.58 No caso da COFINS e do PIS.3. inclusive a receita bruta auferida.3. de 1998. com a prestação cumulativa e contínua de serviços: a) de assessoria creditícia. nos termos do art. devem calcular o PIS e a COFINS pelo sistema Não-cumulativo. As alíquotas serão: . mercadológica. c) de aquisição de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços. 4. a totalidade das receitas auferidas.3.4.833/2003. via de regra o governo aplica somente alíquotas diferenciadas sobre o valor de venda do produtor ou importador a fim de estabelecer uma “presunção” de tributação sobre toda a CADEIA. 3º da Lei nº 9.

(inciso III.833/03). Aluguéis de prédios. a pessoa jurídica poderá descontar o PIS e a COFINS sobre os seguintes gastos: • • Energia elétrica consumida. exceto os juros sobre o capital próprio e das operações de “hedge” – (Somente válido para Modalidade não-cumulativa). utilizados nas atividades da empresa (somente com relação às benfeitorias efetuadas a partir de 01/05/04 – artigo 31 da Lei 10. 1º da Lei 10.65% (um vírgula sessenta e cinco por cento) para o PIS. Por força do Decreto 5. A base de cálculo do PIS e da COFINS não-cumulativa é determinado pelo art.833/03). art. 1.865/04).60% (sete vírgula sessenta por cento) para a COFINS.442/05.59 • • 7. • Depreciações ou amortizações de edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros. independentemente de sua denominação ou classificação contábil. utilizados nas atividades da empresa e nos estabelecimentos da pessoa jurídica.865/04). a alíquota do PIS e da COFINS foram reduzidas à zero com relação às receitas financeiras. 3º. equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado. Lei nº 10.833/03 que sendo ela o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica. art. ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços (somente com relação a aquisições do imobilizado a partir de 01/05/04 – artigo 31 da Lei 10. pagos à pessoa jurídica. máquinas e equipamentos. (inciso IV. Do valor do PIS e da COFINS apuradas sobre a receita das empresas de Factoring. . • Depreciação das máquinas. Lei nº 10. adquiridos ou fabricados para locação a terceiros. 3º.

.50 (48... O valor total da compra é de R$ 1.... R$ 48.00).. R$ (30. Estes descontos...........000. •Análise pelo sistema de descontos (tributo sobre tributo): Débitos pela venda. partindo por base o custo de sua aquisição...... o tributo incidente sobre a venda da empresa B será de.00 (3%)...00 / 0.616. Então.4...00 com tributo incluso de R$ 30.....R$ 18... R$ 1.50 – 30.50 •Análise da tributação pelo valor adicionado (base sobre base): ........60%) e somente terá direito aos descontos as empresas domiciliadas no país...000...R$ (30...67 (970..... o valor do custo de aquisição da empresa B será: Valor na nota fiscal. R$ 48. que compra da empresa A mercadorias para revenda..1 Exemplo de Cálculo de PIS e COFINS Não-Cumulativos • Citamos como exemplo a Empresa B... o valor dos descontos será obtido através da multiplicação dos gastos pelas alíquotas das contribuições (1. R$ Total Custo Aquisição... Porém o valor pago pela empresa B ao governo será de R$ 18.. Pelo fato do tributo ser recuperável (não-cumulativo).00) Saldo a pagar (a-b).00) 970.... 4..00 Tributo...60)..616.. Assim o valor da venda será de R$ 1.........50 Crédito pela compra.65% e 7...67 x 3%).. se não aproveitados no mês de apuração poderão ocorrer em meses posteriores...3.... Isto por que na apuração do tributo pela empresa B foi possível o desconto do mesmo tributo incluso na etapa anterior..60 Cabe ressaltar que.50 (1...00 A empresa B revende a mercadoria com margem de 40%...

....00) Valor adicionado..... ..R$ Tributo (3%)....61 Venda.67 Compra..000..........616......50 (616.........67 x 3%) Como vimos. R$ (1.R$ 1. O tributo incidente na etapa anterior não agregará a base de cálculo do mesmo tributo na próxima etapa....R$ 616...67 18.... nesta modalidade de tributação não há efeito “cascata”...

Com isso o arbitramento do lucro era de competência exclusiva do Fisco. a empresa poderá tributar o Imposto de Renda pelo critério do Lucro Arbitrado.2.541/92 veio dispor que excepcionalmente nos casos fortuitos ou de força maior. a tributação com base no Lucro Arbitrado somente era admitida em caso de lançamento de ofício. TRIBUTAÇÃO COM BASE NO LUCRO ARBITRADO 5. a pessoa jurídica poderá calcular o imposto sobre a renda mensal com base no Lucro Arbitrado. como definido na Lei Civil e devidamente comprovada. p.41 da Lei 8. Hipóteses de arbitramento . Na vigência do art. 20006. de acordo com legislação própria.383/91.1 DEFINIÇÃO Lucro Arbitrado é uma forma da tributação na qual poderá ser apurada a base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social. quando for conhecida a receita bruta. (HIGUCHI. 5. nos casos em que a pessoa jurídica não satisfizer as obrigações acessórias.62 5.21 da Lei 8. relativas à determinação do lucro real ou presumido.77) Portanto. O revogado §2º do art.1. conforme o caso.

A empresa também poderá ser obrigada a tributar seus resultados através do Lucro Arbitrado nas seguintes hipóteses: RIR/99 –Regulamento do Imposto de Renda. Hiromi Higuchi e Celso Hiroyuki Higuchi lecionam que: A tributação pelo Lucro real.529 e 530 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99).718/98). Entre as hipóteses estão (art.218/91 (revogado pelo art. 8. Os critérios para aplicação desta forma de tributação encontram-se previstos no art. Extravio de Documentos e Livros.fazenda. 530 do RIR/99): I – escrituração imprestável. Alegação de incêndio. II – não-apresentação de livros comerciais e fiscais. O art. Disponível em: <http://receita. seja por opção ou por obrigação. Não basta. 9. Escrituração paralela. 18 da Lei nº. requer a manutenção da escrituração de livros comerciais e fiscais na forma determinada por lei. 47 da lei nº.br/legislacao/RIR > Aceeso em: 10 de jan.28 São vários os exemplos de circunstâncias que ocasionam a autuação pelo arbitramento do lucro. ela opta por arbitrar os seus resultados.gov. todavia. isto é. No caso da receita ser conhecida e desde que ocorridas as hipóteses do artigo acima citado. 11 a 13 da lei nº.981/95 enumera as hipóteses em que o lucro da pessoa jurídica será arbitrado. IV – nãoapresentação de livro ou fichas de Razão. só a manutenção da escrituração na forma das leis comerciais e fiscais se a pessoa jurídica não mantiver a documentação que embasou a escrituração. III – não-apresentação de arquivos ou sistemas de escrituração de que tratam os arts. Citamos alguns exemplos: • • • • • Alegação de furto. Arbitramento pelo Contribuinte. 8.63 A tributação pelo Lucro Arbitrado requer do empresário do factoring a observância de alguns requisitos. a pessoa jurídica poderá realizar o auto arbitramento.2007 28 .

portanto. a empresa deverá ter o boletim de ocorrência em unidade do corpo de bombeiros.64 a) quando a pessoa jurídica. encerrados nos dias 31 de março. se tributada pelo lucro presumido. c) quando o livro ou fichas de razão utilizadas. Nos casos de incorporação. se solicitado. os lançamentos efetuados no diário não estiverem em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. 5. a partir do exercício de 1997. . 30 de junho. IRPJ E CSLL 5. Em casos de incêndio. os livros comerciais e fiscais. ou o livro caixa. neste caso. para resumir e totalizar por conta ou sub conta.1 IRPJ – Apuração trimestral As pessoas jurídicas que optaram em pelo Lucro Arbitrado.2. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais ou quando deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. a apuração da base de cálculo e do imposto de renda devido deverá ser efetuada na data do evento. assim como no caso de extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação. b) quando a pessoa jurídica não apresentar à autoridade.2. a falta da apresentação destes livros não causa o arbitramento. se tributadas pelo lucro real. deverão pagar o Imposto de Renda trimestralmente. fusão ou cisão. d) quando o contribuinte estiver obrigado a tributar pelo lucro real e indevidamente estiver tributando pelo lucro presumido. obrigada a tributar com base no lucro real. se comprovado que a empresa não tiver culpa no sinistro.

Distrito Federal.1.65 O Imposto de Renda devido será pago em quota única. conforme tabela nº 02 da página seguinte:29 A omissão da receita bruta não deve ser confundida com o não conhecimento da mesma. pois trata-se de prestação de serviços. Brasília.1.2. BRASIL. Diário Oficial da União. pub. 5. de acordo com o objeto da empresa.2 Base de cálculo do Imposto de Renda quando não conhecida a receita bruta O Lucro Arbitrado das pessoas jurídicas. 15 da Lei 9249/95. quando a receita não for conhecida.2.00 (mil reais) e quando o imposto for inferior a R$ 2. Altera a legislação tributária Federal e dá outras providências.981.4% (trinta e oito vírgula quatro por cento). mediante a utilização de uma das alternativas de cálculo estabelecidas pela legislação em vigor. vencíveis no último dia útil dos três meses subseqüentes ao do encerramento do período a que corresponder. será determinado através de procedimento de ofício pelo Fisco. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração ou poderá ser pago em até três quotas mensais.000. de 20 de janeiro de 1995. a base de cálculo do lucro arbitrado das pessoas jurídicas será determinado. Lei nº 8.1 Base de cálculo do Imposto de Renda quando conhecida a receita bruta Mediante o art. No caso das empresas de factoring este percentual é de 38. e considera-se receita bruta omitida aquela apurada e não declarada. será pago em quota única. mediante percentuais aplicáveis sobre a receita bruta. pois a receita bruta é desconhecida quando a escrituração da pessoa jurídica está prejudicada de tal forma que não é possível ao fisco apurar os recursos que forem captados pela empresa. observado que nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.00 (dois mil reais). 29 .000. ou apurada em separado.23/01/1995. 5. iguais e sucessivas.

constante do último balanço patrimonial conhecido. 5. do valor do patrimônio líquido.66 Tabela 02: Coeficientes De Arbitramento Do Lucro COEFICIENTES 1.00 multiplicado pelo número de meses do respectivo período de apuração. R$ 60. Se for constatada a omissão da receita. inclusive sua correção monetária contabilizada como reserva de capital.00 (sessenta mil reais) no trimestre. 50% (cinqüenta por cento) do valor apurado será considerado lucro e integralmente tributado. da soma dos valores devidos no trimestre a empregados. entrada de numerário não declarado. da soma. .8 0. Fonte: LEI 8981/95. isto é.2. da soma dos ativos.4 0.1. 51. isto é. do valor mensal do aluguel devido.000.000. art.21 0.4 0.5 0.9 BASE DE CÁLCULO do lucro real do último período em que a empresa manteve escrituração. do valor das compras de mercadorias efetuadas no mês.15 0. do valor do capital.12 0.3 Alíquota e adicional do Imposto de Renda O Imposto de Renda devido em cada trimestre será calculado mediante aplicação de alíquota de 15% (quinze por cento) e haverá um adicional de 10% (dez por cento) sobre a parcela do lucro arbitrado que exceder o valor de R$ 20. dos valores da folha de pagamento dos empregados e das compras de matérias-primas. adaptado pelo graduando.

5 Valores não integrantes da base de cálculo Consideram-se não tributáveis as receitas e rendimentos relacionados abaixo: a) as recuperações de créditos que não representem ingresso de novas receitas e cujas perdas não tenham sido deduzidas na apuração do lucro real em períodos de apuração anteriores. Segundo o art. não é permitido as pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Arbitrado.4 Deduções Poderá ser deduzido do Imposto de Renda devido com base no lucro arbitrado.2. b) a reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas.67 O imposto pago sobre o Lucro Arbitrado é definitivo.1. 10 da Lei 9.1. ser compensado com recolhimentos futuros. 5. 5. c) os lucros e dividendos recebidos e lançados como receita e ganhos com equivalência patrimonial.532/97. não podendo em nenhuma hipótese. o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre receitas ou rendimentos computados na sua base de cálculo. . qualquer dedução a título de incentivo fiscal.2.

é aplicado a alíquota de 9% (nove por cento) sobre o valor para encontrarmos a valor devido da Contribuição Social sobre o lucro Líquido Quando a receita não for conhecida.3. base de cálculo da contribuição social. doações recebidas.68 5.2. o lucro arbitrado para incidência do Imposto de Renda será também.684. Lei nº 10. de 30 de maio de 2003. tais como receitas financeiras.718 de 1998.22. à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e ao Instituto Nacional do Seguro Social e dá outras providências.1 PIS e COFINS no Lucro Arbitrado As pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Arbitrado estão no regime cumulativo do PIS e da COFINS.833/03): BRASIL. art. 5. 30 .2. continuam aproveitando a decisão de inconstitucionalidade do STF (Supremo Tribunal Federal) para não pagar PIS e COFINS sobre outras receitas não compreendidas na recita bruta. variações monetárias ativas. Contribuição social sobre o lucro A base de cálculo da contribuição social no lucro arbitrado é disciplinado por lei que determina nos casos de factoring.759) A obrigatoriedade de cálculo do PIS e da COFINS pela modalidade cumulativa se dá sobre três aspectos (Artigo 10 da Lei 10. o percentual de 32% (trinta e dois por cento) da receita bruta. p. dispõe sobre parcelamento de débitos junto à Secretaria da Receita Federal.30 Após o cálculo da Receita Bruta. (HIGUCHI. como determina a Lei nº 9.3 PIS E COFINS 5. Altera a legislação tributária. etc. 2006. Essas.

Quanto à forma de tributação do IRPJ.65% (zero vírgula sessenta e cinco por cento). independente da conta contábil adotada para sua escrituração. os descontos incondicionais concedidos.637. as seguintes operações: a) as vendas canceladas. COFINS – 3% (três por cento). estabelecem que as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado devem calcular o PIS e a COFINS pela modalidade CUMULATIVA portanto. que corresponde a totalidade das receitas auferidas. b) Tipo Jurídico da Pessoa Jurídica. as empresas de factoring que tiverem seu resultado apurado pelo Lucro Arbitrado. As alíquotas do PIS e da COFINS no caso da cumulatividade serão de: PIS – 0.3. 5. o artigo 10.IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e . II. o Imposto sobre Produtos Industrializados . considerado a receita bruta da pessoa jurídica.833 e o artigo 8º.718 de 27/11/98.69 a) Forma de Tributação do IRPJ. sendo irrelevante a atividade desenvolvida . a base de cálculo é o faturamento. da Lei 10. da Lei 10. Segundo artigo 3º da Lei 9.2 Exclusões da Base de Cálculo Serão excluídas da base de cálculo de PIS e COFINS. deverão aplicar a modalidade cumulativa do PIS e da COFINS. c) Atividade Econômica. II.

.00 Tributo..00 • A empresa B revende a mercadoria com margem de 40%.ICMS.. Percebemos que na tributação cumulativa o tributo incluso no custo de aquisição fez parte da base de cálculo do mesmo tributo na etapa seguinte (na revenda pelo adquirente)...000..67 (1.00 com tributo incluso de R$ 30.. que não representem ingresso de novas receitas.000... (Vide Medida Provisória nº 2158-35..... Isto .000 / 0.R$ 30...00 Total Custo Aquisição. de 2001)............666.. que tenham sido computados como receita. O valor total da compra é de R$ 1...70 Intermunicipal e de Comunicação .00 (1... quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição... O tributo incidente sobre a venda da empresa B será de R$ 50.60)........ R$ 970.. Assim o valor da venda será de R$ 1. Assim a composição de custo da mercadoria adquirida pela empresa B é: Mercadoria ..67 x 3%)....3.... 5......... partindo por base o custo de sua compra..00 (3%).666.3 Exemplo de cálculo de PIS e COFINS Cumulativos • Empresa B compra da empresa A mercadorias para revenda. b) as reversões de provisões operacionais e recuperações de créditos baixados como perda. R$ 1..

00). sobre o custo é calculado o valor de venda. o valor transferido ao governo foi de R$ 80. .00 (30. e sobre a venda é calculado o mesmo tributo.00 + 50.71 por que o tributo incidente sobre a compra fez parte do custo. No exemplo.

neste capítulo demonstraremos as hipóteses de tributação nestas duas formas legais.72 6 APURAÇÃO E ANÁLISE TRIBUTÁRIA DA EMPRESA “MODELO FACTORING LTDA” Para possibilitar a aplicação do Regulamento do IRPJ e da CSLL em empresas de Factoring.1 DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO REAL TRIMESTRAL 6. de acordo com o descrito no capítulo 4. denominada aqui de Empresa “Modelo Factoring Ltda”. os demais tributos. utilizaremos os dados fornecidos por uma empresa de factorização.1 Cálculo do IRPJ Pelo Lucro Real Trimestral . somente a tributação pelo Lucro Real ou Arbitrado. simularemos as hipóteses de recolhimento do IRPJ e da CSLL possíveis para o caso. Com base nestes dados que se encontram nos anexos deste trabalho. serão tributados pelo modo Não-Cumulativo. Então. a legislação permite para os casos de Factoring. No caso de recolhimento pelo Lucro Real.1.3. 6. Cabe lembrar que. como o PIS e a COFINS. com o objetivo de averiguar a melhor opção para a empresa.2.

404.688.45 .590. deve-se calcular o valor adicional do IRPJ.44 41.210.00 2º Trimestre 470.45 * 10% = 42.404.04 57.95 95.45 – 60.023.30 152. Sabendo-se a base de cálculo aplica-se o percentual de 15% para obtermos o valor do IRPJ.67 42. o 1º trimestre acima demonstrado: Base de cálculo: 481.00 3º Trimestre 566.140.45 900.43 1.140.906.210. Como neste caso.521. como exemplo.00 4º Trimestre 635.844.000.404.386.45 72.00 = 421.083. é necessário tomar como base o Lucro Real da empresa ajustado pelas adições e exclusões permitidas pela Lei 9.74 Para cálculo do IRPJ pelo Lucro Real. Sendo assim temos: Base de cálculo: 481.12 918.00 113.67 893.404.07 134.22 84.000.712.652.00 no trimestre.430/96. aplicar sobre a base de cálculo o percentual de 10% sobre o que ultrapassar R$ 60.626. a base de cálculo será o Lucro antes do cálculo do IRPJ e da CSLL.978.29 70.11 110.084. isso é.73 Tabela 03: IRPJ pelo Lucro Real Trimestral LUCRO REAL Lucro Antes do IRPJ IRPJ apurado 15% Adicional do IRPJ apurado (-) IRRF – valores não compensados anteriormente IRPJ a pagar Fonte: Pós-graduando 1º Trimestre 481.451. não temos adições e exclusões a ser feita.45 * 15% = 72.67 Após.18 50.

é necessário utilizar a mesma base de cálculo usada para encontrar o IRPJ.140. exclusões e compensações permitidas pela legislação.3 Cálculo do PIS e da COFINS pelo lucro real trimestral .74 Para encontrar então o valor devido de IRPJ pelo Lucro Real Trimestral.22 4º Trimestre 635.1. que no exemplo deste trimestre é de R$ 900.326. Obtendo a base de cálculo. isso é. Portanto teremos: IRPJ: 72.00 = 113.95 43.2 Cálculo da CSLL Pelo Lucro Real Trimestral Tabela 04: CSLL pelo Lucro Real Trimestral LUCRO REAL Lucro Antes da CSLL CSLL a pagar 1º Trimestre 481. como regulamenta a legislação já citada.1.40 6.29 3º Trimestre 566.231.91 57.63 Fonte: Pós-graduando Para encontramos a CSLL pelo Lucro Real.00. como segue: CSLL 1º Trimestre: 481.40 42.375.45 * 9% = 43.210.67 + 42.521.326.986.45 2º Trimestre 470.844. o lucro antes do cálculo do IRPJ e da CSLL ajustado pelas adições.404. soma-se o valor do IRPJ com o valor do adicional e ainda pode-se.45 – 900. aplica-se a alíquota de 9%.404.451. deduzir os valores de Imposto de Renda Retido na Fonte.906.99 50.11 6.

676. e neles podemos aproveitar os créditos já obtidos.2.770. já explicado no capítulo 4.3.748.65%) PIS 1º Trimestre 720.96 3º Trimestre 828.891.25 13.06 2º Trimestre 710. automaticamente o PIS e a COFINS deverão ser calculados de forma específica.60 (sete vírgula sessenta) para a COFINS.65%) PIS devido 165. 6.725.06 11.00 8. Neste modo. foram retirados do Demonstrativo de Resultado da empresa. percentual aplicado é de 1. No caso de recolhimento pelo Lucro Real.93 4º Trimestre 923.565.1 Cálculo do PIS pelo Modo Não-Cumulativo Tabela 05: PIS não-cumulativo MODO NÃOCUMULATIVO Receita Operacional Bruta Aluguel Energia Elétrica Débito de (1.00 8.92 11.644.770.664.00 1.00 7.13 160.85 161.11 Fonte: Pós-graduando .65% (um vírgula sessenta e cinco) no caso do PIS e de 7.010. os dados utilizados como créditos de PIS e COFINS nos cálculos abaixo demonstrados.48 160.286.956.010.75 Para obter-se um bom Planejamento Tributário é importante analisarmos também o PIS e a COFINS devido pela empresa. pois no momento que a empresa optar pelo sistema de tributação.1.12 11.00 1.240. conforme anexo D.00 7.516.47 15.00 2.670.905. estes impostos devem ser calculados pelo modo não-cumulativo.09 13.692.00 1.3. Cabe lembrar que.48 11.01 15.13 Crédito de PIS (1.725.079.

06 Após.30 Fonte: Pós-graduando .00 2.905.00 8.748.06 54.47 70.0 0 7.60%) Crédito de COFINS (7.286.13 6.770.92 Para então encontramos o valor devido de PIS.06) * 1.271.670.41 4º Trimestre 923.12 54.00 1.259.00 8.66 2º Trimestre 710.00 + 2.65%): Débito de PIS 1º Trimestre: 720.78 737.006.725. é preciso diminuir os valores dos créditos dos valores de débitos: PIS devido: 11.1.46 739.00 1.770. multiplicando-a pelo percentual do PIS (1.28 3º Trimestre 828.65% = 11.00 1.891.00 7.19 53.770.196.010.670.010.286.455.26 54.644.2 Cálculo do COFINS pelo Modo Não-Cumulativo Tabela 06: COFINS não-cumulativos MODO NÃOCUMULATIVO Receita Operacional Bruta Aluguel Energia Elétrica Débito de COFINS (7.00 * 1.92 = 11.06 – 165.996. que no caso da empresa Modelo Factoring são os aluguéis pagos e a energia elétrica: Crédito de PIS: (7.94 741.010.3.25 62.692.891.770.956. e sobre esta receita calcula-se o débito de PIS.37 62.60%) COFINS devido 1º Trimestre 720.664.92 764.65% = 165.64 69. aplica-se o mesmo percentual de 1.76 Para o cálculo do PIS não-cumulativo parte-se da receita operacional bruta da empresa.65% sobre os valores considerados créditos de Pis.

Sendo recolhido o IRPJ pelo Lucro Real Trimestral.00 * 7.23 (quinhentos e dez mil novecentos e trinta e cinco reais e vinte e três centavos). encontram-se no anexo D.26 Assim.770.935. Os valores utilizados como créditos da COFINS. podemos encontrar o valor devido de COFINS. portanto conforme demonstrado anteriormente.06) * 7.286.006.92 Então.1. aplica-se o percentual sobre os créditos de COFINS: Crédito de COFINS: (7.77 Para o cálculo da COFINS não-cumulativa parte-se também da receita operacional bruta da empresa. Débito de COFINS 1º Trimestre: 720. .60% = 764.4 Análise do exercício de 2005 pelo lucro real trimestral Considerando o somatório das obrigações devidas no exercício de 2005.92 – 764.26 = 54. subtraindo os créditos dos débitos: COFINS devido: 54.66 6. constata-se que optanto pelo Lucro Real Trimestral a empresa recolherá o montante de R$ 510.770.60%.00 + 2. multiplicando-a pelo percentual de 7.92 (cento e noventa e três mil novecentos e vinte reais e noventa e dois centavos). referente ao IRPJ. pela empresa Modelo Factoring Ltda.670.770.60% = 54.920. o valor devido será de R$ 193. e sobre esta receita calcula-se o débito de COFINS. a empresa terá que recolher a CSLL pelo mesmo sistema.

673.93 893.299.73 900.2.78 Já no caso do PIS e da COFINS.00 354.823.28 42.00 3º Trimestre 828.84 21.737.641.00 4º Trimestre 923.611. Portanto.23 82. se a opção for o recolhimento pelo Lucro Real Trimestral é de R$ 51.30 53.875.00 357.00 277.50 1.98 4.52 5.95 918.673.289.00 276. o montante dos impostos analisados.57 61.56 (cinqüenta e um mil oitocentos e oitenta e seis reais e cinqüenta e seis centavos) de PIS e R$ 238.00 323.435.248.30 3.905.023.865.908.00 2º Trimestre 710.80 21.829. devido pela empresa neste exercício será de R$ 995.28 3.4% Demais Receitas Base de Cálculo do IRPJ IRPJ apurado 15% Adicional do IRPJ apurado (-) IRRF – valores não compensados anteriormente IRPJ a pagar Fonte: Pós-graduando 1º Trimestre 720.679.1 Cálculo do IRPJ Pelo Lucro Arbitrado Tabela 07: IRPJ pelo Lucro Arbitrado LUCRO ARBITRADO Receita Operacional Bruta Base de Cálculo 38.992.735.670.28 25.49 29.091. os valores que deverão ser pagos pela empresa.36 (novecentos e noventa e cinco mil setecentos e trinta e cinco reais e trinta e seis centavos).717.42 .98 41.52 48.189.00 272.144.886.00 318.644.2 DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO ARBITRADO 6.29 73.894.00 62.00 280.488.612.664.65 (duzentos e trinta e oito mil novecentos e noventa e dois reais e sessenta e cinco centavos) de COFINS. 6.523.467.

então podemos ainda deduzir os valores de IR retidos na fonte e assim encontramos o valor do tributo devido: 42. somam-se os valores dos IR encontrado.000.091.612.84 + 21. isso é.28 – 60. é preciso calcular o adicional do IR ao montante da base de cálculo que ultrapassar o valor de R$ 20.00) *10% = 21.2 Cálculo da CSLL Pelo Lucro Arbitrado .4% sobre a receita operacional bruta da empresa.73 – 900 = 62.673. como determina a legislação.737.00 (vinte mil reais) mensais ou R$ 60. como segue: 1º Trimestre: 720.091.79 Para podermos encontrar o valor devido do IRPJ pelo Lucro Arbitrado é necessário aplicar o percentual de 38.737.670.00 = 280.4% = 276.865. temos a base de cálculo para apuração do IR.737.00 (sessenta mil reais) trimestrais: (276.28 Então. que no caso da Empresa Modelo Factoring são os juros recebidos informados pela empresa e constantes no DRE (demonstrativo de resultado): 276.28 Após. aplicando a alíquota de 15%: 280.000.57 6.000.673. soma-se as demais receitas ao valor encontrado. o IR onde aplicou-se a alíquota de 15% e o adicional.28 * 15% = 42.28 + 3.612.00 * 38.875.84 E.73 Com isso.2.

129. como no cálculo do IRPJ e obtém-se a base de cálculo: 230.00 3.438.883.05 20.65 24.710.00 * 32% = 230.891. soma-se ao valor encontrado as demais receitas.48 265.717.00 2º Trimestre 710.644.60 298.104.00 4.144.875.104. também parte-se da receita operacional bruta da empresa.08 3.00 5.189.80 Tabela 08: CSLL pelo Lucro Arbitrado LUCRO ARBITRADO Receita Operacional Bruta Base de Cálculo 32% Demais Receitas Base de Cálculo da CSLL CSLL a pagar 9% Fonte: Pós-graduando No cálculo da CSLL pelo Lucro Arbitrado.670.48 270.40 + 3.00 230.489.875.00 4º Trimestre 923.412.905.614. Neste caso teremos: 1º Trimestre 720.40 Então.664.40 * 9% = 21.47 26.489.40 232.339.40 227.08 21.60 295.614.489.00 3º Trimestre 828.670.40 Logo após.249.566.91 1º Trimestre: 720.00 234. onde aplica-se o percentual de 32% conforme a legislação.614.05 . aplica-se a este valor a alíquota de 9% para encontramos o valor devido da CSLL: CSLL 1º Trimestre: 234.00 = 234.

644.387. também encontram-se no anexo D deste trabalho.2.00 2º Trimestre 710.65% sobre a receita operacional bruta: 1º Trimestre 720. é imprescindível que seja efetuado o cálculo do PIS e da COFINS que. neste caso devem ser calculados pelo modo cumulativo.88 6.2 Cálculo do COFINS pelo Modo Cumulativo .664.00 4.670.00 * 0.684. 6.69 PIS 1º Trimestre: 720.36 6.684.2.00 4º Trimestre 923.36 4.1 Cálculo do PIS pelo Modo Cumulativo Tabela 09: PIS modo cumulativo MODO CUMULATIVO Receita Operacional Bruta PIS devido (0.905. Os dados utilizados como base para o cálculo do PIS e da COFINS com base no lucro Arbitrado.3 Cálculo do PIS e da COFINS pelo lucro arbitrado Para complementar a demonstração pelo lucro Arbitrado.65% = 4.32 5.3.3.003.65%) Fonte: Pós-graduando Para encontramos o valor devido de PIS pelo modo cumulativo.670.00 3º Trimestre 828.619.81 6.2. aplica-se a alíquota de 0.

670.33 (quatrocentos e oitenta e nove mil oitocentos e oitenta e oito reais e trinta e três centavos).32 COFINS 1º Trimestre: 720.00 3º Trimestre 828.10 21.15 27.867.695.4 Análise do Exercício de 2005 pelo lucro arbitrado Analisando os cálculos efetuados com base na apuração do IR pelo Lucro Arbitrado.709.664.00 * 3% = 21.49 (noventa e cinco mil quinhentos e dezesseis reais e quarenta e nove centavos) respectivamente.620. No tocante ao PIS e a COFINS pelo Lucro Arbitrado.24 (vinte mil seiscentos e noventa e cinco reais e vinte e quatro centavos) e R$ 95.92 24.00 2º Trimestre 710. Portanto.219. mas a alíquota a ser aplicada é de 3%: 1º Trimestre 720.620. usa-se a mesma base de cálculo.52 (duzentos e oitenta mil quatrocentos e cinqüenta e sete reais e cinqüenta e dois centavos) e a CSLL será de R$ 93.670.08 (noventa e três mil duzentos e dezenove reais e oito centavos).82 Tabela 10: COFINS modo cumulativo MODO CUMULATIVO Receita Operacional Bruta COFINS devido(3%) Fonte: Pós-graduando No cálculo da COFINS. pois a CSLL deverá ser recolhida pelo mesmo sistema de tributação escolhido para o IRPJ.10 6. nesta opção de recolhimento. o valor devido será de R$ 280.516.888. o montante de impostos devidos é de R$ 489. Contudo. é notável que para esta empresa a opção pelo Lucro Arbitrado traz uma vantagem de R$ 230.2.00 21.00 4º Trimestre 923. isso é.905.644.457.477.319.71 (duzentos e trinta mil quatrocentos e setenta e sete reais e setenta . o somatório dos valores devido anualmente é de R$ 20. em tratando-se do IRPJ. constata-se que. a receita bruta operacional.

A economia proporcionada pela possibilidade da opção pelo Lucro Arbitrado é de grande importância.83 e um centavos) em relação à opção pelo Lucro Real Trimestral. mesmo que no sistema não-cumulativo seja possível a utilização dos créditos de PIS e COFINS sobre os insumos utilizados na prestação dos serviços. sendo reinvestido na empresa. Portanto. Nessa opção ela obterá uma redução de 51.84 (cem mil setecentos e um real e oitenta e quatro centavos) a mais do que recolhendo pelo Lucro Arbitrado. Pelo exposto. também se verifica que a escolha pelo arbitramento do lucro é mais aconselhável. significando uma economia de 45. R$ 505. e em relação a CSLL devida. porém nesta empresa de factoring. pois se trata de aproximadamente 60% (sessenta por cento) no caso do PIS e também da COFINS.847. tal abatimento não supera as vantagens do recolhimento pelo Lucro Arbitrado. quando da opção pelo Lucro Arbitrado.11% (quarenta e cinco vírgula onze por cento) no IRPJ.701. pois este valor. pois se a empresa optar pelo Lucro Real estará recolhendo aos cofres públicos R$ 100.03 (quinhentos e cinco mil oitocentos e quarenta e sete reais e três centavos) pode ser utilizado como capital de giro próprio.93% (cinqüenta e um vírgula noventa e três por cento) no recolhimento deste tributo. desde já se pode afirmar que a economia de valores também será grande no caso do recolhimento do PIS e da COFINS. .

1 DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO REAL TRIMESTRAL 7. com o objetivo de demonstrar que através de um Planejamento Tributário é possível diminuir o ônus tributário da empresa. e simularemos cálculos de recolhimento do IRPJ e da CSLL cabíveis para o caso.1 Cálculo do IRPJ Pelo Lucro Real Trimestral .1. Esta empresa será aqui denominada de Empresa “Factoring Brasil Ltda”. 7.84 APURAÇÃO E ANÁLISE TRIBUTÁRIA DA EMPRESA “FACTORING BRASIL LTDA” 7 Neste capítulo analisaremos os dados fornecidos por outra empresa de Factoring. Todos os dados utilizados nos cálculos aqui demonstrados foram extraídos dos dados fornecidos pela empresa. que encontram-se nos anexos deste trabalho.

975.85 Tabela 11: IRPJ pelo Lucro Real Trimestral LUCRO REAL Lucro Antes do IRPJ IRPJ apurado 15% Adicional do IRPJ apurado (-) IRRF – valores não compensados anteriormente IRPJ a pagar Fonte: Pós-graduando Para chegarmos ao valor do IRPJ devido pelo Lucro Real.39 0.00 2º Trimestre 16.61 420.04 0. pois a base de cálculo mensal não ultrapassou o valor regulamentado.822.84 0.00 (sessenta mil reais) no trimestre.43 1.522.01 0. não temos adições e exclusões a ser feita.94 2.458.00 3º Trimestre 16.83 3. toma-se como base o Lucro Real da empresa ajustado pelas adições e exclusões permitidas pela legislação.18 Após obtermos a base de cálculo aplica-se o percentual de 15% sobre ela para chegarmos ao valor do IRPJ devido.818.00 (vinte mil reais) no mês ou R$ 60. Porém. como segue: .818. analisaremos o 1º Trimestre do quadro acima: Base de cálculo 1º Trimestre: 18. que no exemplo deste trimestre é de R$ 364. neste caso não será necessário. 1º Trimestre 18. os valores do Imposto de Renda Retido na Fonte.57 2.00 (trezentos e sessenta e quatro reais).96 2. nem mesmo a trimestral.31 771.000.84 529.580.96 * 15% = 2.987.00 4º Trimestre 26.126. a base de cálculo será o Lucro antes do cálculo do IRPJ e da CSLL. Pode-se ainda abater do valor encontrado após a aplicação dos 15%.08 2.84 O regulamento do IR rege que deve-se calcular o valor adicional do IRPJ sobre a base de cálculo que ultrapassar o valor de R$ 20.00 364.00 2.992. Como neste caso.813.07 3.000. Como exemplo.822.546.215.

458.96 1. Após.818.57 1.84 – 364.580.2 Cálculo da CSLL Pelo Lucro Real Trimestral Tabela 12: CSLL pelo Lucro Real Trimestral 1º 2º Trimestre Trimestre LUCRO REAL Lucro Antes da CSLL CSLL a pagar Fonte: Pós-graduando 18.94 1.822.3 Cálculo do PIS e da COFINS Pelo Lucro Real Trimestral Como complementação do cálculo dos impostos devidos.21 Para cálculo da CSLL pelo Lucro Real. o lucro antes do cálculo do IRPJ e da CSLL ajustado pelas adições.693.83 4º Trimestre 26. é imprescindível efetuar-se também o cálculo do PIS e da COFINS. isso é. como segue: CSLL 1º Trimestre: 18.1.813.513. aplica-se a alíquota de 9%.00 = 2.71 7.07 2.86 IRPJ 1º Trimestre: 2.975. exclusões e compensações permitidas pela legislação.96 * 9% = 1.818.392. No caso de recolhimento pelo Lucro Real Trimestral.71 16. pelo modo Não-Cumulativo.84 7.693. o PIS e a COFINS deverão ser calculados de forma específica. .527.1. como regulamenta a legislação. utiliza-se a mesma base de cálculo usada para encontrar o IRPJ.22 3º Trimestre 16.

95 4º Trimestre 51.324.75 769.748.são os aluguéis pagos e a energia elétrica. é necessário encontrarmos os créditos de PIS.1 Cálculo do PIS pelo Modo Não-Cumulativo Tabela 13: PIS não cumulativo MODO NÃOCUMULATIVO Receita Operacional Líquida Aluguel Energia Elétrica Débito de PIS (1.85 94.286.47 857.96 3º Trimestre 34.21 7. aplicando sobre estes valores.85 – 94.3.16 89.85 Após.65% = 94.38 * 1. não-cumulativo. que neste caso.2 Cálculo do COFINS pelo Modo Não-Cumulativo .10 3. encontraremos o valor devido de PIS.65% = 582. parte-se da receita operacional bruta da empresa e multiplica-se pelo percentual do PIS (1.06) * 1.450. também o percentual de 1.450.87 7.191.324.00 1.25 87.00 2.65%) Crédito de PIS (1.20 441.64 = 488.65%) PIS devido Fonte: Pós-graduando Para encontrar o valor de débito do PIS.570.49 Débito de PIS 1º Trimestre: 35.64 488.65%).3.570.06 582.77 86.00 1. 1º Trimestre 35.450.64 Então.21 2º Trimestre 32.471. diminuindo os valores dos créditos dos valores de débitos: PIS devido 1º Trimestre: 582.65%: Crédito de PIS 1º Trimestre: (3.692.954.956.00 + 2.83 481.00 1.42 3.1.12 531.286.30 3.1.38 3.25 568.

692.00 1. e sobre ela.25 2.87 399.20 2.324.570.88 Tabela 14: COFINS não-cumulativo MODO NÃOCUMULATIVO Receita Operacional Bruta Aluguel Energia Elétrica Débito de COFINS (7.06 2.47 3.65 2º Trimestre 32.94 410.948.71 2.60%) COFINS devido Fonte: Pós-graduando Partindo também da receita operacional bruta da empresa.60%) Crédito de COFINS (7.324.00 + 2.68 2.06) * 7.00 1. aplicando o percentual do COFINS (7.544.71 7. aplica-se o mesmo percentual sobre os créditos de COFINS: Crédito de COFINS: (3.684.286.684.450.956.450.286.87 3.446.60%).60% = 2.570.219.471.94 = 2.4 Análise do exercício de 2005 pelo lucro real trimestral .450.748.42 3.65 – 435.55 3º Trimestre 34.954.93 404.53 435.191.684.32 Débito de COFINS 1º Trimestre: 35.94 Assim.12 2.38 3.035.248.80 4º Trimestre 51.1.60% = 435. encontraremos os valores de débitos de COFINS: 1º Trimestre 35.38 * 7.00 2.619.30 3.00 1.65 Após. encontramos o valor devido de COFINS subtraindo os créditos dos débitos: COFINS devido 1º Trimestre: 2.248.10 3.

89 Analisando o somatório dos impostos devidos. o valor a ser recolhido é de R$ 7. já estudada anteriormente neste trabalho. o montante de impostos devidos pelo recolhimento com base no Lucro real Trimestral será de R$ 29.2 DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO ARBITRADO 7. a fim de esclarecer as diferenças existentes entre o Lucro Real e o Arbitrado.048.126. os resultados encontrados e que devem ser pagos pela empresa no caso desta forma de tributação.60 (dois mil cento e oitenta e um reais e sessenta centavos) de PIS e R$ 10.2.01 (vinte e nove mil cento e cinqüenta reais e um centavo). No caso da CSLL. isto é.1 Cálculo do IRPJ pelo lucro arbitrado Para o cálculo do IRPJ e CSLL pelo Lucro Arbitrado. seguiu-se o que determina a legislação.181. referente ao IRPJ. o valor a pagar é de R$ 9. 7. no exercício de 2005. . é de R$ 2.792. pela empresa Modelo Factoring Brasil Ltda. que também deverá ser recolhida pela mesma forma de tributação do Imposto de Renda.59 (dez mil e quarenta e oito reais e cinqüenta e nove centavos) de COFINS. pois no Lucro Arbitrado a base de cálculo utilizada será a receita bruta da empresa.97 (sete mil cento e vinte e seis reais e noventa e sete centavos) Quanto aos valores de PIS e COFINS.94 (nove mil setecentos e noventa e dois reais e noventa e quatro centavos). lucro Real Trimestral. calculados com base no recolhimento pelo Lucro Real Trimestral.150. Por fim.

77 0.361.4% sobre a receita operacional bruta da empresa.904.954.30 13.18 2.66 2.4% = 13.30 1.236.38 * 38.324.00 529.638.43 420.00 364.83 IRPJ a pagar Fonte: Pós-graduando 1.950.00 15.56 Então.56 12. como segue: 1º Trimestre: 13.770. soma-se as demais receitas que neste caso são os juros recebidos informados pela empresa.324.334.770.90 Tabela 15: IRPJ pelo Lucro Arbitrado LUCRO ARBITRADO Receita Operacional Bruta Base de Cálculo 38.00 0.471.00 2.334.56 Após.300.51 14.51 13.191.56 + 1.18 1.167.74 3.4% Demais Receitas Base de Cálculo do IRPJ IRPJ apurado 15% Adicional do IRPJ apurado (-) IRRF – valores não compensados anteriormente 1º Trimestre 35.94 Para fins de cálculo do IRPJ pelo Lucro Arbitrado.815.45 2.45 1.38 2º Trimestre 32. aplicando a alíquota de 15%: .242.00 = 15.668.08 771.73 2.090.470.10 4º Trimestre 51.235.564.90 19.42 3º Trimestre 34.618. temos a base de cálculo para apuração do IR.564.90 21.00 1.00 0.00 0. aplica-se o percentual de 38. como no exemplo: 1º Trimestre: 35.451.564.936.56 14.668.00 1.

38 1.471.56 * 15% = 2.2 Cálculo da CSLL pelo lucro arbitrado Tabela 16: CSLL pelo Lucro Arbitrado LUCRO ARBITRADO Receita Operacional Bruta Base de Cálculo 32% Demais Receitas Base de Cálculo da CSLL CSLL a pagar 9% Fonte: Pós-graduando 1º Trimestre 35.00 18.75 16.030.303.176.646.293.00 = 1.2.25 2.625.668.000.115.00 12.80 1. Ao valor do IR encontrado.698.21 1.00 13.324. podemos ainda deduzir os valores de IR retidos na fonte e assim obtermos o valor do tributo devido: IRPJ 1º Trimestre: 2.668.391.770. deste trabalho.80 10.89 1.300.000.18 – 364. mas no caso da Empresa Factoring Brasil não será necessário.301.334.936.30 11. todos os dados utilizados nos cálculos acima.191.954.073.300.142.38 2º Trimestre 32.91 1º Trimestre: 15.00 12. foram extraídos das informações contábeis da empresa.18 Cabe ressaltar que.00 (sessenta mil reais) trimestrais.00 (vinte mil reais) mensais ou R$ 60.75 1. pois os valores não ultrapassam o limite.25 11.64 1.18 A legislação também determina que é preciso calcular o adicional do IR ao montante da base de cálculo que ultrapassar o valor de R$ 20.10 4º Trimestre 51. conforme anexo H.38 1. 7.42 3º Trimestre 34.090.40 .

7.3.770.80 Então.176. obrigatoriamente o recolhimento do PIS e da COFINS será pelo modo cumulativo.38 * 32% = 11.92 Partindo da receita operacional bruta da empresa. Logo teremos: 1º Trimestre: 35. não será possível utilizar-se de créditos de PIS ou de COFINS.64 7. pois quando é feita a opção do sistema de tributação.2.1 Cálculo do PIS pelo Modo Cumulativo . aplica-se a alíquota de 9% encontramos o valor devido da CSLL: sobre a base de cálculo encontrada para CSLL 1º Trimestre: 13. assim como o IRPJ e a CSLL.073.80 Soma-se então as demais receitas ao valor encontrado e obtém-se a base de cálculo: 1º Trimestre: 11.2.073.3 Cálculo do PIS e da COFINS pelo lucro arbitrado O cálculo do PIS e da COFINS pelo lucro Arbitrado.303. deve ser calculado pelo modo cumulativo.80 * 9% = 1.00 = 13. Então. automaticamente estaremos optando pelo modo de tributação destas contribuições.303. no caso da tributação pelo Lucro Arbitrado. isso é. onde aplica-se o percentual de 32% conforme a legislação. como no Lucro Real. também encontraremos o valor devido da CSLL.324.80 + 1.

65% = 229.13 1.324.2.3.558. também utiliza-se como base de cálculo a receita operacional bruta.42 3º Trimestre 34.10 4º Trimestre 51.471.38 2º Trimestre 32.471.73 .30 1.61 209.034. como no cálculo do PIS.73 965.42 3º Trimestre 34.324.63 COFINS 1º Trimestre: 35.93 Tabela 17: PIS modo cumulativo MODO CUMULATIVO Receita Operacional Bruta PIS devido (0.954.191.24 224.324.74 1.38 2º Trimestre 32.324.65%) Fonte: Pós-graduando 1º Trimestre 35.61 7.70 O valor devido de PIS no modo cumulativo.191.059.2 Cálculo do COFINS pelo Modo Cumulativo Tabela 18: COFINS modo cumulativo MODO CUMULATIVO Receita Operacional Bruta COFINS devido (3%) Fonte: Pós-graduando Para cálculo da COFINS.30 229. mas a alíquota a ser aplicada é de 3%: 1º Trimestre 35. encontra-se aplicando a alíquota de 0.06 337.65% sobre a receita operacional bruta: PIS 1º Trimestre: 35.38 * 3% = 1.059.38 * 0.10 4º Trimestre 51.954.

Ainda encontramos percentuais menores pelo Lucro Arbitrado.2. gerando melhores resultados.081. poderá ser reaplicada na empresa.07 (dezoito mil quinhentos e sessenta e um reais e sete centavos).62 (um mil reais e sessenta e dois centavos) de PIS e R$ 4.150. Salienta-se ainda que qualquer economia de recursos não pode ser desprezada. pode-se afirmar que. o valor dos impostos devidos anualmente é de R$ 18. também para esta empresa o sistema de tributação pelo Lucro Arbitrado é o que gera menos encargos. através da tributação pelo Lucro Arbitrado.07(sete mil oitocentos e sessenta e um reais e sete centavos) e a CSLL anual será de R$ 5. Portanto.70% (vinte e oito vírgula setenta por cento). através do Lucro Real Trimestral o valor devido é de R$ 29. . pois esta é a meta do planejamento tributário.561.861. verifica-se que quanto ao IRPJ a diferença entre um sistema de tributação e outro. é de 19. o somatório dos valores devido anualmente é de R$ 1. no que refere-se aos valores devidos de PIS e COFINS.01 (vinte e nove mil cento e cinqüenta reais e um centavo) como já mencionou-se anteriormente.13% (cinqüenta e quatro vírgula treze por cento) e 54. pois optando pelo Lucro Arbitrado a empresa conseguirá economizar aproximadamente 36% (trinta e seis por cento). observa-se que o valor devido anual será de R$ 7.94 7.4 Análise do Exercício de 2005 pelo lucro arbitrado Averiguando os cálculos realizados de IRPJ com base na apuração pelo Lucro Arbitrado. E. que serão de 54. No que refere-se a valores de PIS e de COFINS pelo Lucro Arbitrado.15 (cinco mil e oitenta e um reais e quinze centavos).24 (quatro mil seiscentos e dezoito reais e vinte e quatro centavos) de COFINS.618.04% (cinqüenta e quatro vírgula quatro por cento) respectivamente.000.72% (dezenove vírgula setenta e dois por cento) e no tocante a CSLL é de 28. Com isto. uma vez que. Analisando separadamente os impostos devidos.

se não for bem embasado. refere-se ao planejamento em desacordo com a legislação vigente. E para que este planejamento esteja de acordo com a legislação.95 CONSIDERAÇÕES FINAIS Analisando a situação econômica do país. não significando que uma situação será regra definitiva devido a estas possíveis mudanças. não trará desempenho satisfatório para a empresa ou contribuinte. deve ser efetuado antes da ocorrência dos fatos geradores dos tributos. Notamos que a lei muitas vezes deixa recursos para que se possa reduzir a quantidade de tributos a serem pagos e outras vezes não há nenhuma hipótese. o que acaba levando favorecimento a outros países. As obrigações tributárias muitas vezes são vistas como barreiras na concorrência entre empresas nacionais e estrangeiras. surge o Planejamento Tributário que tem a finalidade de orientar os empresários a buscar alternativas para reduzir o pagamento de tributos. . diante desse problema e a grande carga tributária paga. pois é através deste instrumento legal que as empresas devem estruturar suas operações e utilizar todos os benefícios prescritos pela lei. Portanto a importância de se possuir um bom Planejamento Tributário é que. O Planejamento Tributário efetuado dentro das leis vigentes é uma forma de Elisão Fiscal. deve-se estar sempre atento às mudanças da legislação tributária. enquanto que a Evasão Fiscal.

foram elaboradas tabelas com cálculos baseados na legislação do Imposto de Renda pelo Lucro Real e Arbitrado. tornando possível há identificação da melhor opção tributária. Os dados foram cedidos por duas empresas do ramo de Factoring situadas no Vale dos Sinos e. denominada. ambos incluem os seguintes tributos: IRPJ. realizou-se os mesmos cálculos com base no Lucro Arbitrado. neste trabalho foi analisado o resultado do exercício de 2005 de duas empresas de Factoring. pois optando por ele estará diminuindo em 45. pois analisando o IRPJ e a CSLL . E. Inicialmente. Após. Da mesma forma. comparando as hipóteses de Lucro Real ou Arbitrado.93% (cinqüenta e um vírgula noventa e três por cento) na CSLL. PIS e COFINS. CSLL. a partir deles. simulou-se cálculos com base nos dados da empresa denominada “Factoring Brasil” que demonstrou em suas análises que a opção pelo sistema Arbitrado do Lucro seria melhor apara a diminuição do ônus tributário.96 Desta forma. tendo em vista a legislação vigente.10% (quarenta e cinco vírgula dez por cento) no que diz respeito ao IRPJ e 51. ainda estará reduzindo o PIS e a COFINS em média 60% (sessenta por cento) em comparação ao recolhimento pelo Lucro Real. Com base nas análises realizadas na Empresa “Modelo Factoring” verificou-se que a opção pelo Lucro Arbitrado seria a melhor escolha para a empresa. Empresa “Modelo Factoring Ltda” e Empresa “Factoring Brasil Ltda”. de acordo com a legislação. O objetivo geral deste estudo foi o de avaliar as alternativas de tributação permitidas às empresas de Factoring e apontar a sistemática que resulta no menor ônus tributário para as empresas. foram analisados o balanço e o demonstrativo de resultado da empresa denominada “Modelo Factoring Ltda” e simulados cálculos de recolhimento dos impostos devidos com base no Lucro Real.

a empresa deve. antes de fazer sua opção. Ressalta-se que. . Para encerrar vale lembrar que embora o trabalho não tenha esgotado o assunto. a escolha pelo sistema Arbitrado ainda trás maior vantagem para a empresa. analisar todos os aspectos burocráticos. ainda que para estas duas empresas do ramo de Factoring a forma de tributação mais viável é o Lucro Arbitrado. assim como o PIS e a COFINS. suas vantagens e desvantagens.97 verificou-se que a empresa teria diminuição de ônus tributário optando pelo Lucro Arbitrado. foram atingidos os objetivos propostos e que a sua elaboração foi muito válida oportunizando um grande aprendizado dentro da área contábil e complementou os conhecimentos adquiridos durante o período da pós-graduação. pois cada um tem suas peculiaridades.

1.191-A. BRASIL. 11/01/2002. Lei 9249. Gilberto Luiz do (Coord).98 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1º CONSELHO DE CONTRIBUINTES. de 05 de outubro de 1988.08.981. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília.684. Lei nº 10. 101-77. de 10 de janeiro de 2002 – Institui o Código civil. BRASIL. Carga tributária Global no Brasil. Altera a legislação tributária. RIR/ 99 Regulamento do Imposto de Renda BRASIL. MEIRELLES. 1º ed. Lei 10. In: DOU: 30. dispõe sobre parcelamento do débito junto à Secretaria da Receita Federal. n. 27/12/1995.28. Beatriz Barbosa (2006). 27/10/1966. . IR. Campinas: NEPP/UNICAMP. Curitiba Juruá. Jurisprudência Administrativa 12. Brasília. Ementa. Lei 5172. de 25 de outubro de 1966 – Dispõe sobre o sistema tributário nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. Lei nº 8.1988 e Resenha Tributária. de 20 de janeiro de 1995. à Procuradoria-Geral da fazenda Nacional e ao Instituto Nacional do Seguro Social e dá outras providências. 2000/2005 : Cálculos Revistados nº 61. AMARAL. BRASIL.837/99. 23/01/1995. In: DOU. Estados e Municípios. In: DOU. BRASIL. bem como da contribuição social sobre o lucro líquido e dá outras providências. In: DOU. de 26 de dezembro de 1995 – Altera a legislação do imposto de renda das pessoas jurídicas.406. BRASIL. José Roberto Rodrigues. In: DOU. Altera a legislação tributária Federal e dá outras providências. Brasília. Brasília. 2002. In: DOU. de 30 de maio de 2003. Planejamento tributário e a Norma Geral Antielisão. p. AFFONSO. BRASIL. Brasília.

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101 ANEXOS .

102 ANEXO A –BALANÇO DA EMPRESA “MODELO FACTORING LTDA” .

103 .

104 ANEXO B – DRE DA EMPRESA “MODELO FACTORING LTDA” .

105 .

106 ANEXO C – BALANÇO DA EMPRESA “FACTORING BRASIL LTDA” .

107 .

108 ANEXO D – DRE DA EMPRESA “FACTORING BRASIL LTDA” .

109 .

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