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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SAO PAULO - SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO

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32" Câmara APELAÇÃO S/ REVISÃO N° 962094- 0/6 Comarca de SÃO PAULO - FORO REGIONAL DE VILA PRUDENTE Processo 4638/04 2.V.CÍVEL

APTE APDO

RICARDO WATANABE OKUMA ANTONUCCI TOP CAR COMERCIAL LTDA

A C Ó R D Ã O

Vistos, relatados e discutidos estes autos, os desembargadores desta turma julgadora da Seção de Direito Privado do Tribunal de Justiça, de conformidade com o relatório e o voto do relator, que ficam fazendo parte integrante deste julgado, nesta data, negaram provimento ao recurso, por votação unânime. Turma Julgadora da RELATOR 2 ° JUIZ 3 ° JUIZ Juiz Presidente 32 a Câmara DES. RUY COPPOLA DES. KIOITSI CHICUTA DES. ROCHA DE SOUZA DES. WALTER 2ENI

Data do julgamento : 12/04/07

DES. RU* COPPOLA Relator \

cujo relatório se adota.094-0/jtf ^ ^ ^ / X 1 . a menos que se lhe comprove o dolo. que: busca a ressarcimento de quantia gasta para reparação do veículo adquirido da ré. que foi julgada improcedente pela r. o veículo não foLvendido ecn bom estado de conservação. um mês após a compra o veículo^ começou a apresentar defeitos na embreagem. Recurso improvido.SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO Apelante : Ricardo Watanabe Okuma Apelado : Antonucci Top Car Comercial Ltda.For.PODER JUDICIÁRIO SÃO PAULO TRIBUNAL DE JUSTIÇA . terminal de direção e rolamentos. carreando ao autor as verbas de sucumbência. Comarca: São Paulo . Apela o autor.2 a . Ação improcedente. Aquisição de veículo usado. pelo adquirente ou por terceiro. REg. Alegação da existência de vício. alegando. em resumo. Vara Cível Relator Ruy Coppola Voto n° 13. Vila Prudente . que não responde por vício oculto. independente do ano de fabrjç&ê&P Apelação sem Revisão n° 962. sentença proferida a fls.289 EMENTA Indenização. que pressupõe exame. Autor que adquiriu veículo com 7 anos de uso. Compra de veículo usado no estado em que se encontra. Trata-se de ação de indenização promovida pelo apelante em face do apelado. Visto. Desgaste natural de peças. 60/65. sem garantia do vendedor. Não incidência do artigo 18 do CDC. amortecedores.

Recurso não respondido. mas quando tomou conhecimento do valor passou a responsabilidade ao apelante. Preparo anotado. e que quem o assim adquire não pode pretender que ele esteja com as peças como se novas fossem. o veículo estava impróprio para o uso. sob o fundamento de que os defeitos alegados pelo autor não podem ser considerados dentre aqueles inseridos no par.SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO do veículo era obrigação do fornecedor vendê-lo em bom estado.PODER JUDICIÁRIO SÃO PAULO TRIBUNAL DE JUSTIÇA . 0 9 ^ 0 / 6 ^ ^ ^ ^ " ^ ^ s ^ / \ 2 . Evidente que quem adquire um veículo conrv anos de uso sabe o que está adquirindo. já existiam quando da aquisição. Aduziu o culto Juiz que os defeitos são decorrentes do uso do veículo por 7 anos. y ^ / Apelação sem Revisão n° 9 6 2 . aplica-se o artigo 18 e seguintes do CDC. que necessariamente sofrem desgaste com o uso. A ré adquiriu o veículo 1997 em 22 de novembro de 2003 e o vendeu ao autor em 17 de janeiro de 2004. Realmente não se aplica ao caso o artigo 18 do CPC. quando a apelada recebeu notificação do apelante indicou mecânica de sua confiança para avaliar os problemas. pelo que diz. pois os defeitos indicados pelo autor. 6 o . É o Relatório A ação foi julgada improcedente. do artigo 18 do CDC.

que não responde por vício oculto. usado compra-o compra automóvel como o no estado em que se encontra.SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO Em se tratando de veículos a aquisição se faz pessoalmente. quem. 24/26. Daí a impertinência da invocação de vício redibitorio e daí que o comprador suporta as conseqüências do defeito do carro adquirido/' REVISÃO N° 990943. NEGO PROVIM ENTO^ãó7e^rsoT^>\ (APELAÇÃO C/ (Y COPPOLA RELATOR Apelação sem Revisão n° 962. por si ou com ajuda de técnico.094-0/6 3 . Note-se mesmo que os defeitos apontados pelo autor na inicial são mais do que justificáveis em razão do tempo de utilização do veículo adquirido. Além disso.PODER JUDICIÁRIO SÃO PAULO TRIBUNAL DE JUSTIÇA . na inicial o autor disse que buscava indenização pelo que despendeu com o conserto do veículo e as únicas notas que ofereceu estão a fls. que a todo adquirente se impõe precaver. Como dito pelo douto Desembargador Celso Pimentel: "Bem. a menos que se lhe comprove o dolo. Ante o exposto. mas sem garantia do vendedor. indicando o consumidor interesse pelas condições que aquele bem apresenta. que totalizam R$ 693. examinou.0/8). até porque eventual defeito ou desgaste do veículo terão sido a razão mesmo da venda.38 e não os mais de R$ 4. entre particulares. não a mera culpa. pelo meu voto.000.00 pretendidos.