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Eletrónica básica

Textos compilados de diversos sítios.
Eduardo Martins

1

Índice
CONCEITOS BÁSICOS .................................................................................................................................... 5
TENSÃO ......................................................................................................................................................... 5
CORRENTE .................................................................................................................................................... 5
RESISTÊNCIA.................................................................................................................................................. 6
2

Tipos de Resistências ............................................................................................................................... 6
Código de cores ....................................................................................................................................... 7
POTÊNCIA ...................................................................................................................................................... 7
INTRODUÇÃO AO MULTÍMETRO .............................................................................................................. 7
COMO FUNCIONA ........................................................................................................................................... 8
MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA ELÉTRICA ............................................................................................................ 8
COMPONENTES ELETRÓNICOS ................................................................................................................ 9
RESISTÊNCIAS ................................................................................................................................................ 9
DÍODO ........................................................................................................................................................... 9
AULA PRÁTICA 1 - TESTE DE CONTINUIDADE A LEDS. UTILIZAÇÃO DO MULTÍMETRO ........... 10
LEDS ............................................................................................................................................................. 10
O que testar............................................................................................................................................ 10
Procedimento ......................................................................................................................................... 10
Interpretação dos Resultados ................................................................................................................ 11
Observação ............................................................................................................................................ 11
Teste prático .......................................................................................................................................... 11
AULA PRÁTICA 2 – TESTE DE CONTINUIDADE A DÍODOS DE ZENER. UTILIZAÇÃO DO
MULTÍMETRO ................................................................................................................................................ 11
DÍODOS ZENER ............................................................................................................................................. 11
O que testar?.......................................................................................................................................... 12
Teste de continuidade e multímetro ....................................................................................................... 12
Interpretação dos resultados ................................................................................................................. 13
Teste com o circuito ............................................................................................................................... 14
CONDENSADORES ......................................................................................................................................... 15
Condensadores usando letras nos seus valores ..................................................................................... 15
Condensadores de Cerâmica Multicamada ........................................................................................... 18
Condensadores de Poliéster Metalizado usando código de cores ......................................................... 18
TRANSFORMADORES ...................................................................................................................................20
O QUE SÃO? ...................................................................................................................................................20
O QUE DEVEMOS TESTAR ..............................................................................................................................20
INSTRUMENTOS USADOS NO TESTE .............................................................................................................20
QUE TRANSFORMADORES PODEM SER TESTADOS? ....................................................................................... 21

.....24 3 .................................23 PROCEDIMENTO ........................................................PROCEDIMENTO ...................................... 21 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS ..................................................................................................................................................................................... 23 PROVA E CURTO-CIRCUITOS ................................................................................................................................................................................23 Interpretação ............................22 Interpretação dos Resultados ....................................................................................................22 PROVA DE ISOLAMENTO ............................................................................................................................ 21 PROVA E CONTINUIDADE DAS BOBINAS.......................................................................................................................................................................................................................................................... 23 IDENTIFICAÇÃO DE ENROLAMENTOS..........................................................................................................

............................................................................................................................................... 11 Figura 11 – Teste do Zener com multímetro ...... 17 Figura 18 – Numenclatura condensadores de multicamada .Índice de Figuras Figura 1 – Diferença de Potencial .............................Resistências .................................................................................. 19 Figura 20 ..... 9 Figura 6 – Símbolo (Díodo) ....................................................................................................................................................Díodo ......... 9 Figura 7 .................................................Vários tipos de resistências...........................................................................................................Teste de fugas ou curtos .................................................................................. 10 Figura 9 – Díodo Zener .............................. 20 Figura 21 – Teste continuidade................................................................ 5 Figura 2 ................................................................................................... 15 Figura 15 – Vários exemplos numéricos ..........................................................................................................................................................Resistência ..................................................... 24 4 .................................. 17 Figura 17 – Coeficiente de temperatura .............................................................................................................................................................................................................................................................. 7 Figura 5 ....................................................................................................................................................................................... 15 Figura 14 – Exemplo numérico ......... 14 Figura 12 – Teste do Zener com multímetro ................................................................... 16 Figura 16 – Coeficiente de temperatura ..................................................................... 6 Figura 4 – Código de cores............................................................................................................................................................................................................................................................................................. 18 Figura 19 – Código de cores condensadores ............... 23 Figura 25 – Teste curto-circuito ................................................................................. 6 Figura 3 ............................................................................................................................................................................................................................... 9 Figura 8 – Led e símbolo ................................................................ 14 Figura 13 – Exemplo numérico ................................................................................. 22 Figura 23 – Teste entre enrolamentos e carcaça ........................................................................................................................... 21 Figura 22.................................................................................................................................................................Transformador ................................................................................................................................................. 22 Figura 24 – Identificação dos enrolamentos. 11 Figura 10 – Símbolo (Zener) ....................................

Mas quando isso é 5 ordenado de forma que os eletrões tenham um único caminho a percorrer e de forma ordenada isso é denominado corrente elétrica. É gerada quimicamente por processos galvânicos ou fornecida por acumuladores. No entanto se o equilíbrio não for alcançado o processo continuará indefinidamente enquanto não existirem as condições apropriadas. os eletrões ficam num movimento desordenado.Conceitos Básicos Tensão Num corpo condutor. em um ponto existam átomos com excesso de eletrões (carga negativa) e em outro ponto átomos com falta de eletrões (carga positiva). a corrente elétrica serve para transportar energia elétrica que será convertida noutras formas. Para que exista uma corrente elétrica é preciso um desequilíbrio entre dois pontos. através dos metais. Uma corrente alternada é aquela cuja intensidade e direção ou sentido variam com uma periodicidade determinada. Uma corrente contínua é aquela cujo sentido permanece invariável. uma bateria de um carro possui em média 60A (A é o símbolo na SI para Ampere) e 12volts de tensão. como energia luminosa. A este efeito é dado o nome de diferença de potencial (ddp) ou Tensão. no entanto se se ligar uma fonte de computador e tentar fazer o mesmo ela . um átomo perde um eletrão e em seguida ganha um eletrão de outro átomo sem ordem alguma. Corrente A corrente elétrica consiste no deslocamento de cargas elétricas. como os existentes nas casas. calor ou movimento (energia cinética). A grandeza de uma corrente elétrica é indicada pela sua intensidade e medida em amperes. A corrente pode ser contínua ou alternada. que mede a tensão entre dois pontos com potencial elétrico diferente. A unidade de medida utilizada para calcular a ddp é o Volt. isso fará com que os átomos com carga positiva atraiam os Figura 1 – Diferença de Potencial eletrões dos que possuem carga negativa. Num circuito elétrico. Por exemplo. ou seja. Quando se dá à chave ela consegue acionar o motor de arranque e fá-lo girar. sob a forma de eletrões (carregados negativamente). tentando um equilíbrio.

as de filme de carbono ou metálico e as de fio (bobinadas). a faixa de valores em que pode variar a resistência do resistor. são muito comuns as resistências de carvão.queimará ou desligará instantaneamente. segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI).Vários tipos de resistências Enquanto as resistências bobinadas constituídas por um fio metálico enrolado sobre um suporte isolante. as duas primeiras cores formam um número com dois algarismos. a quarta cor corresponde à tolerância que mostra. que obedecem ao seguinte critério: partindo da extremidade. Resistência 6 Resistência elétrica é a capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem de corrente elétrica mesmo quando existe uma diferença de potencial aplicada. revestida por uma camada isolante de cerâmica. é medida em ohms .Resistências Tipos de Resistências Na prática. enquanto uma possui 60A para 12volts a outra terá por volta de 25A. O seu valor nominal é apresentado por faixas coloridas (código de cores). Figura 2 .Ω. as resistências de carvão são constituídos basicamente de grafite (carvão) comprimida. O seu cálculo é dado pela Primeira Lei de Ohm. Porque é que ambas possuem saídas com 12volts? Por conta da corrente. Figura 3 . . percentualmente. e. a terceira cor corresponde ao expoente da potência de 10 que multiplica o número inicial. Uma corrente menor com a mesma tensão significa menor força de trabalho e menor potência.

díodos. ele também serve para testar componentes. quer como profissional quer como “hobbista” um dos equipamentos mais importantes é o multímetro. Um multímetro é um aparelho de medida que serve para inúmeras coisas. tais como condensadores. Potência elétrica pode ser definida. transístores e detetar falhas de continuidade nos circuitos. também. Introdução ao multímetro Para quem se dedica a estas coisas da eletrónica prática. como o trabalho realizado pela corrente elétrica num determinado intervalo de tempo. Há multímetros para todos os gostos e bolsas. Desde aqueles que podemos comprar na “loja . a potência instantânea desenvolvida por um dispositivo de dois terminais é o produto da diferença de potencial entre os terminais e a corrente que passa através do dispositivo. Normalmente.Código de cores 7 Figura 4 – Código de cores Potência Nos sistemas elétricos. corrente elétrica e resistência elétrica. para além de medir os valores das grandezas elétricas básicas: tensão elétrica.

à partida. a usar. o que é de uma excelente comodidade. normalmente. o seu valor mas sim através de um código de cores. até àqueles que oneram em mais de 100 euros. conforme o valor do que estamos a medir. Um dos cabos é vermelho e deve ser ligado no terminal + do multímetro. Como funciona Um multímetro possui um par de pontas de prova. se sabemos que o valor a medir ronda os 220 volts. utilizar a escala imediatamente a seguir ao valor que está a ser medido. o melhor é escolher a escala maior e depois ir baixando.. Isto porque convém sempre. pontas de prova terminadas conicamente. das várias disponíveis. um campo de medida maior.. Quando não fazemos ideia sobre o valor que vamos medir. e por isso os fabricantes não inscrevem nelas. dos melhores (lá está) possuem a capacidade de auto-range. diretamente. dois cabos que ligados aos terminais apropriados do multímetro possuem na outra extremidade uma ponta metálica que vamos encostar ao ponto do circuito onde queremos medir qualquer grandeza ou nos terminais de algum componente a testar. sob pena de queimarmos o aparelho. isto é. torna-se necessário medi-lo através do 8 .do chinês” ou. Como é nossa opinião que se trata de um aparelho essencial. e o outro é preto sendo ligado no terminal de massa do aparelho. É uma boa ideia comprar outras pontas de prova. periodicamente. no Lidl. e só temos duas. Caso contrário termos de ser nós a escolher previamente a escala/campo de medida. As duas grandezas que mais vezes iremos medir quando trabalhamos em electrónica são a resistência elétrica e a tensão elétrica. Os aparelhos que compramos trazem. temos de selecionar. sugerimos que encontre o equilíbrio entre preço e qualidade. isto é. que podemos prender nos terminais dos componentes. Ou seja. Uma boa dica será aquilatar do dinheiro que pode despender e depois comprar o modelo imediatamente acima. para que os erros introduzidos sejam menores. Alguns dos multímetros. que custam uns meros 10 euros. pois há casos em que precisamos das mãos livres para fazer outras coisas simultaneamente. que contêm na sua extremidade um gancho. adaptam a escala a usar automaticamente. Se não nos lembramos desse código e não o temos acessível. Medição da resistência elétrica As resistências usadas em eletrónica são de tamanho muito pequeno. por exemplo.

Esse está sempre à mão. seja para aproveitar o calor gerado por essa resistência (conhecido como efeito Joule) ou para reduzir a corrente elétrica em algum ponto do circuito. Figura 5 . ou seja.Díodo dentre elas a que é utilizada pelo díodo. Se o aparelho indicar 1. 9 Componentes eletrónicos Resistências A resistência é um dispositivo elétrico. Sendo o P o ânodo e N o cátodo. Então.Resistência Díodo Entre os materiais que são bons condutores de corrente elétrica e os isolantes existem materiais que são um meio termo. impedindo no sentido contrário. quer dizer que o valor da resistência excede o valor do campo de medida. converter uma corrente alternada em corrente continua. pelo que temos de selecionar o campo seguinte. cuja principal característica é oferecer certa resistência na passagem da corrente elétrica. Este tipo de material possui diversas aplicações Figura 7 .multímetro. a principal característica é conduzir a corrente somente num sentido. selecionamos o campo de medida a usar e lemos o valor da resistência no visor do aparelho. A corrente elétrica só flui do ânodo para o cátodo. Este é formado por dois cristais de silício ou germânio. ao contrário comporta-se como um isolante. Díodo é um componente elétrico que tem por função permitir a passagem de corrente somente numa direção. prendemos as pontas de prova aos terminais da resistência. os semicondutores. Figura 6 – Símbolo (Díodo) . tendo sua principal aplicação como retificador de tensão. Um dos cristais que o formam é chamado de P e outro de N.

pois isso pode danificá-los. Meça a resistência direta e inversa do LED em teste. O que testar A prova da junção é a mais simples. da cor da luz. 2. Aponte os resultados. Utilização do multímetro Leds Os LEDs (Light Emitting Diodes) são dispositivos semicondutores semelhantes aos díodos comuns mas feitos com materiais que formam uma junção emissora de luz visível (ou infravermelha) quando percorrida por uma corrente no sentido direto.7 V. mas deve ser feita com um provador que forneça uma tensão maior do que a necessária à polarização direta.6 a 2. assim como os aspetos dos principais tipos encontrados na prática. Esta prova apenas deteta um LED em curto. Procedimento 1. ou seja.Teste de continuidade a Leds. dependendo do LED testado. O que pode concluir quanto ao funcionamento do LED? 10 . Esses dispositivos são usados portanto como fontes de luz para sinalização.Aula prática 1 . A melhor maneira de se testar um LED é com um circuito simples de polarização que o faça emitir luz. O multímetro apenas revela se um LED está em curto. Esta varia tipicamente entre 1. nada informando sobre outros eventuais problemas que possam ocorrer. não servindo para indicar se ele está aberto ou com outro tipo de problema. Coloque o multímetro numa escala baixa de resistências (ohms x10 ou ohms x100). A queda de tensão típica num LED em condução depende do material e. portanto. Para usar um LED é preciso limitar a corrente através do uso de uma resistência ou outro componente externo.7 V para os azuis. Os LEDs não devem ser submetidos à tensões inversas maiores do 5 V. iluminação ou Figura 8 – Led e símbolo transmissão de dados.6 V para os vermelhos e infravermelhos até 2. Na figura 1 temos o símbolo adotado para representar esse componente. Para o provador de continuidade será possível fazer um teste mais completo se sua tensão de prova for maior do que 3 V. maior que 1.

o LED não acender. mas isso não ocorre sempre. o melhor é comprovar seu estado com o circuito de teste. O díodo zener quando polarizado inversamente (ânodo a um potencial negativo em relação ao cátodo) permite manter uma tensão constante aos seus terminais (UZ) sendo por isso muito utilizado na Figura 9 – Díodo Zener 11 . Observação Para os LEDs brancos ou que possuam fontes de corrente constante interna é possível. Se houver um sentido em que a resistência seja baixa. verde. díodo de tensão Figura 10 – Símbolo (Zener) constante. Para além da denominação díodo Zener. No entanto. Verifique a diferença de tensão de funcionamento em cada um. Teste prático 1. 2. podemos afirmar que ele se encontra em curto. Se na prova. amarelo e vermelho. nada podemos afirmar sobre o estado sem um circuito de prova._______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ Interpretação dos Resultados A resistência deve ser alta nos dois sentidos ou num único sentido. que dependendo da tensão aplicada pelo provador ele acenda. Teste a continuidade de 3 leds de cores diferentes. Se a resistência for alta nos dois sentidos. se for baixa nos dois sentidos. por exemplo. é também conhecido por díodo de rutura. Utilização do multímetro Díodos zener Os díodos de zener são dispositivos semicondutores formados por uma única junção PN e que funcionam polarizados no sentido inverso. acenderá. Aula prática 2 – Teste de continuidade a díodos de zener. pois a tensão é suficiente para levar o LED à condução. se ele for de luz visível. Ligue uma resistência de 330Ω ao LED vermelho e alimente o circuito com 5V 3. díodo regulador de tensão ou díodo de condução inversa.

Lembrar que existem muitos diodos zener em que pela simples indicação do tipo não é possível saber qual é a sua tensão.1 V. Inclusive em caso de dúvidas. o 5V1 indica que se trata de um diodo de 5.estabilização/regulação da tensão nos circuitos. e se o componente encontra-se em bom estado. Essa tensão de zener. 12 O que testar? O teste básico de um diodo zener consiste em verificar o estado de sua junção. Podem ser encontrados com diversas dissipações e para diversas tensões. Ela apenas revela se o componente está aberto ou em curto. porém esse exige alguns arranjos adicionais como uma fonte de tensão. Para os diodos da série BZX ou BZY. Teste de continuidade e multímetro Trata-se da prova mais simples em que apenas verificamos o estado da junção. Um teste mais completo pode ser realizado para determinar a tensão zener. com certeza. É o caso dos diodos zener da série 1N. o teste mais simples não acusa se é um diodo comum ou um diodo zener. Na prática encontramos diodos com tensões que vão de 1. dissipação ou outras características importantes. .8 V a 150 V e dissipações que vão de 400 mW a mais de 10 W. podem ser verificados com a ajuda de um osciloscópio. mas este apenas detecta um componente que. como o BZX76C5V1. o osciloscópio também é útil para identificar o componente e mostrar sua curva característica. A tabela ao lado pode facilitar bastante trabalham para com os leitores esse que tipo de componente: Diodos Zener – 1N. Nada podemos saber sobre sua tensão zener. esteja aberto ou em curto. Neste caso.

ou 2000/20 000 ohms se for digital).: Certifique-se de que o díodo zener pode suportar a corrente aplicada pelo provador de continuidade. c) Meça a resistência ou verifique a continuidade no sentido direto e no sentido inverso (teste e depois repita o teste invertendo as pontas de prova). coloque-o em condições de funcionamento. Obs. deve ser lida uma baixa resistência ou continuidade quando na polarização direta. Na polarização inversa deve ser lida uma alta resistência. Por exemplo. um provador de continuidade que aplique 6 V no componente em prova não serve para testar um díodo zener de 3. Díodos com baixa resistência ou continuidade nas duas provas estão em curto.3 V. Se usar o provador de continuidade.Observamos também que ela só deve ser realizada com um provador de continuidade que tenha uma alimentação interna menor do que a tensão zener do díodo provado. principalmente se for tipo de dissipação muito baixa. Tente justificar esta afirmação. b) Retire o díodo zener em teste do circuito (se esse for o caso) ou levante um dos seus terminais. _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ a) Coloque o multímetro numa escala intermediária de resistências (ohms x 10 ou ohms x 100 se for analógico. Uma resistência inversa entre 20 k ohms e 200 k ohms indica um díodo com fugas. Conclusões? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ Interpretação dos resultados Exatamente como no caso de um díodo comum. Díodos com alta resistência nas duas prova estão abertos. 13 .

Teste com o circuito Com o circuito ligado é possível medir a tensão zener nos terminais do díodo. Caso seja lida tensão nula o díodo encontra-se invertido. é sinal que o díodo se encontra com problemas. Trata-se de uma prova “no circuito”. se o componente estiver em boas condições. o Figura 12 – Teste do Zener com multímetro qual. aumentando-se o resistor proporcionalmente tanto em valor ohmico quanto em dissipação. aproximadamente. que 14 deve ser feita com um multímetro na escala de tensões DC o qual deve ter uma elevada resistência de entrada (5000 ohms/volts para maior confiabilidade). o componente acha-se aberto. determinação da tensão zener até mesmo definir sua polaridade com o circuito exibido na figura representada ao lado: Para esse teste é preciso contar com um multímetro comum (analógico ou digital). colocado na escala de tensões DC. Registe os valores e tire conclusões. Para díodos zener com tensões maiores. Procedimento Basta ligar o díodo zener em teste no local indicado e ler no multímetro a tensão zener. Se a tensão estiver muito acima do valor esperado (tensão zener). Com o Circuito de Prova Para díodos zener até. indicará a tensão zener. _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ Interpretação da Prova A tensão de zener deve ser lida no multímetro. Figura 11 – Teste do Zener com multímetro 30V é possível fazer o teste de funcionamento. pode ser usado um transformador de maior tensão. Se ela for muito baixa ou acima do esperado. Se a tensão lida for de aproximadamente .

nas fontes de potência e nos armazenadores de energia nos flashes. mesmo para os técnicos experientes. o "n" minúsculo é colocado ao meio dos números. No exemplo. por dois condutores separados por um isolador. O condensador é constituído. Registe os valores e tire conclusões. e muito difícil de compreender para o técnico novato. o dielétrico. "B". o díodo está invertido. por exemplo: 3n3.3 nF (nanofarad = 10-9 F) ou 0. Alguns condensadores apresentam uma codificação que é um tanto estranha. “Desinverta-o” e faça nova leitura. essencialmente. Quando aparece no condensador uma letra "n" minúscula. _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ Condensadores Condensadores são dispositivos que armazenam cargas elétricas e são usados em circuitos elétricos: para sintonizar a frequência dos recetores de rádio. A capacidade de um condensador depende da sua forma geométrica e da natureza do material que separa os condutores carregados.3nF. é de 100000 pF ou 100 nF ou 0. significa que este Figura 14 – Exemplo numérico condensador é de 3. como filtros. mostra condensadores que tem os seus valores. que se lê 104. Condensadores usando letras nos seus valores O desenho ao lado. etc. impressos em nanofarad (nF) = 10-9F. O valor do condensador. é de 3300 pF (picofarad = 10-12 F) ou 3.7 V.0033 µF (microfarad = 10-6F). devemos acrescentar mais 4 zeros após os dois primeiros algarismos. apenas para economizar uma vírgula e evitar erro de 15 .0. como um dos tipos apresentados ao lado.1µF. No condensador Figura 13 – Exemplo numérico "A". Observemos o exemplo abaixo: O valor do condensador.

o aparecimento de uma letra maiúscula ao lado dos números.3F e dividir por 10-9 = ( 0.3 por 10-9 = (0. os códigos de tolerâncias de capacitância.001 ).0pF Código B C D F G H J K M S Z P Acima de 10pF ±1% ±2% ±3% ±5% ±10% ±20% -50% -20% +80% -20% ou +100% -20% +100% -0% Agora.003. pegamos 0. que será igual a 0. a letra "K" = ±10% ou "M" = ±20%. é o primeiro da fila.000. ou seja.000.1pF ±0. resultando 3300pF.001 ). Para se transformar este valor em microfarad. que define a variação da capacitância 16 . A letra "J" significa que este condensador pode variar até ±5% de seu valor. devemos dividir por 10-6 = (0.000.000. o quanto que o condensador pode variar de seu valor em uma temperatura padrão de 25° C. Para transformar em picofarad.000.000. devemos pegar 0.003.5pF ±1.000.interpretação de seu valor. um pouco sobre coeficiente de temperatura "TC". Até 10pF ±0. de 3300pF. Para voltarmos ao valor em nF.3 F. teremos 0.003. Segue na tabela abaixo.001). Multiplicando-se 3. O nosso exemplo.000. Figura 15 – Vários exemplos numéricos Note nos condensadores seguintes.25pF ±0.0033µF. o resultado é 3.3nF ou 3n3F. Alguns fabricantes fazem condensadores com formatos e valores impressos como os apresentados abaixo.3F e dividimos por 10-12.000. Esta letra refere-se a tolerância do condensador.000.000.

Os condensadores ao lado são de coeficiente de temperatura linear e definido. Os coeficientes são também representados exibindo sequências de letras e números. como por exemplo: X7R. com alta estabilidade de capacidade e perdas mínimas. filtros. Para um condensador Z5U. O "TC" é normalmente expresso em % ou ppm/°C ( partes por milhão / °C ). Figura 16 – Coeficiente de temperatura compensação de temperatura e acoplamento e filtragem em circuitos de RF. a faixa de operação é de +10°C que 17 . Na tabela abaixo estão mais alguns coeficientes de temperatura e as tolerâncias que são muito utilizadas por diversos fabricantes de condensadores.dentro de uma determinada faixa de temperatura. acoplamentos e supressão de interferências em baixas tensões. Y5F e Z5U. sendo recomendados para aplicação em circuitos ressonantes. É usada em condensadores que se caracterizam pela alta capacitância por unidade de volume (dimensões reduzidas) devido a alta constante dielétrica sendo Figura 17 – Coeficiente de temperatura recomendados para aplicação em desacoplamentos. Código NPO N075 N150 N220 N330 N470 N750 N1500 N2200 N3300 N4700 N5250 P100 Coeficiente de temperatura 0± 30ppm/°C -75± 30ppm/°C -150± 30ppm/°C -220± 60ppm/°C -330± 60ppm/°C -470± 60ppm/°C -750± 120ppm/°C -1500± 250ppm/°C -2200± 500ppm/°C -3300± 500ppm/°C -4700± 1000ppm/°C -5250± 1000ppm/°C +100± 30ppm/°C Outra forma de representar coeficientes de temperatura é mostrado abaixo. Observe o desenho abaixo. É usado uma seqüência de letras ou letras e números para representar os coeficientes.

laranja.5% P ±10% R ±15% S ±22% 18 +125°C T -33%.0% B ±1. Veja as três tabelas abaixo para compreender este exemplo e entender outros coeficientes. +22% U -56%.2% D ±3. as 3 primeiras cores são. laranja e laranja. +22%. dentro desses limites de temperatura. +22% V -82%.7% F ±7. seguido de +85°C que significa "Temperatura Máxima" e uma variação "Máxima de capacitância". No condensador "A".significa "Temperatura Mínima". +22% Condensadores de Cerâmica Multicamada Figura 18 – Numenclatura condensadores de multicamada Condensadores de Poliéster Metalizado usando código de cores A tabela abaixo. que não ultrapassa 56%. Temperatura Temperatura Variação Máxima Mínima Máxima de Capacitância 2 +45°C X -55°C 4 +65°C Y -30°C 5 +85°C Z +10°C 6 +105°C 7 A ±1.3% E ±4. .5% C ±2. mostra como interpretar o código de cores dos condensadores abaixo. correspondem a 33000.

que é de 250 volts. logo adiante. A cor branca.equivalendo a 33 nF. E o vermelho. representa a tensão nominal. é referente a ±10% de tolerância. 19 Figura 19 – Código de cores condensadores 1ª Algarismo 2ª Algarismo 3ª N° de zeros 4ª Tolerância 5ª Tensão PRETO 0 0 - ± 20% - MARROM 1 1 0 - - VERMELHO 2 2 00 - 250V LARANJA 3 3 000 - - AMARELO 4 4 0000 - 400V VERDE 5 5 00000 - - AZUL 6 6 - - 630V VIOLETA 7 7 - - - CINZA 8 8 - - - BRANCO 9 9 - ± 10% - .

Podemos basicamente considerar um transformador como dois indutores num núcleo comum e usar os mesmos procedimentos básicos da prova de indutores. uma tensão de valor diferente é induzida no(s) outro (s) enrolamento (s). com a tensão da rede de energia (como os usados em fontes de alimentação) e os transformadores de fontes comutadas Figura 20 . Na operação básica quando aplicamos uma tensão alternada num dos enrolamentos.Transformador ou equipamentos de áudio que trabalham com frequências até 1 ou 2 MHz. Instrumentos Usados no Teste  Multímetro  Provador de continuidade  Lâmpada de prova 20 . Esses transformadores podem ter núcleos laminados planos no caso dos transformadores de potência ou de áudio. O que devemos testar O teste de um componente deste tipo envolve desde a simples verificação da continuidade até a existência de fugas. núcleos toroidais ou de ferrite como os usados em fontes de alimentação comutada. testes que permitem diferenciá-los pelas resistências desses enrolamentos. A construção básica de um desses transformadores e o seu símbolo é mostrado na Figura 20 e consistem em dois ou mais enrolamentos de fio esmaltado fino tendo em comum o núcleo de material ferroso (ferrite ou laminado). Também é possível fazer testes de identificação dos enrolamentos. curtos ou ainda indutância dos enrolamentos.Transformadores O que são? Consideramos os transformadores de baixas frequências os que trabalham. medidas com o multímetro.

A Figura 21 mostra esse procedimento. núcleos de ferrite e núcleos toroidais. Se usar um provador de continuidade com escalas. c. b. Figura 21 – Teste continuidade 21 . baixas. Incluem-se transformadores com núcleos laminados. Retire o transformador do circuito em que ele se encontra (se for o caso) mantendo desligados todos os seus terminais. Que Transformadores podem ser testados? Transformadores de baixas e médias frequências. médias e altas potências para aplicações em fontes de alimentação e circuitos de áudio.Também podem ser realizados testes mais sofisticados como os que fazem uso de instrumentos como o osciloscópio e dependendo do transformador. Coloque o multímetro numa posição que permita ler baixas ou médias resistências (x1 . podem ser montados circuitos de teste. Teste a continuidade dos dois enrolamentos. Procedimento Prova e Continuidade das Bobinas A prova de continuidade é a mais simples. ajuste para a comprovação de baixas resistências. a. x10 ou x100). podendo ser realizada com o multímetro comum ou ainda com o provador de continuidade.

Para esta comprovação veja mais adiante como fazer a prova usando a lâmpada de prova. Coloque o multímetro na posição de resistências elevadas (x100 ou x1 k) c. d.Teste de fugas ou curtos Figura 23 – Teste entre enrolamentos e carcaça 22 . se o transformador for de potência. pois pode levar ao perigo de choques elétricos O procedimento para se verificar fugas ou curtos entre enrolamentos é o seguinte: a. b. Tratase de prova interessante pois um transformador com curtos para a carcaça pode se tornar um componente perigoso. Esses procedimentos são mostrados na Figura 22 e 22Figura 23. Também podemos verificar o isolamento entre os enrolamentos e a carcaça. Identifique os terminais do enrolamento primário e secundário antes de fazer o teste.Interpretação dos resultados Uma leitura de baixa resistência (até uns 5 000 ohms) indica que o enrolamento está com continuidade. Encoste uma das pontas de prova do multímetro ou do provador de continuidade num dos terminais do enrolamento primário. desligando todos os seus terminais. Encoste a outra num dos terminais do enrolamento secundário. Prova de Isolamento A prova de isolamento consiste em verificar se existem fugas de um enrolamento para outro ou mesmo curto. Resistências intermedias podem indicar que o transformador está com o enrolamento interrompido. Retire o transformador do circuito. Não se revela nesta prova se existem curto-circuitos. Se a resistência medida for muito alta ou infinita o enrolamento estará interrompido. Figura 22. o que pode ser muito perigoso num transformador ligado à rede de elétrica.

Identificação de enrolamentos A maioria dos transformadores de alimentação possui um enrolamento de 110 V ou 220 V que apresenta uma resistência relativamente elevada. Podemos aproveitar o conhecimento desse fato para identificar os enrolamentos usando um multímetro. Interpretação O enrolamento de maior resistência é o enrolamento primário de maior tensão. O provador de continuidade pode também ser usado se ele tiver recursos que nos permita diferenciar resistência. Procedimento Meça a resistência ou continuidade dos dois enrolamentos do transformador. Por outro lado. ao serem medidos apresentam uma baixa resistência ohmica. estaremos diante de um componente com problemas de fugas entre os enrolamentos ou carcaça. valores muito baixos são perigosos.Interpretação dos Resultados A resistência entre os enrolamentos ou entre qualquer enrolamento e a carcaça deve ser maior do que 200 k ohms. entre 500 ohms e 5000 ohms. Valores entre 100 k ohms e 200 k ohms são tolerados em algumas aplicações menos críticas. No entanto. Se for menor. seus enrolamentos secundários são de baixas tensões com correntes elevadas. pois ainda não representam perigo para componentes ou utilizador. Observação Esse procedimento também nos permite identificar os terminais de um enrolamento com diversas tomadas. dependendo da sua potência. Figura 24 – Identificação dos enrolamentos 23 . o que significa que. como pelo brilho de um LED ou pela tonalidade do som emitido. O enrolamento de menor tensão tem menor resistência ou menor continuidade. indicando um problema com sérios problemas internos. conforme mostra a Figura 24. ou continuidade maior.

O que descrevemos é válido para transformadores comuns de 5 a 100 W de potência. Figura 25 – Teste curto-circuito Se existir curto-circuito no enrolamento primário ou mesmo no secundário a lâmpada acenderá com brilho normal. Pequenos transformadores de áudio para aparelhos transistorizados também podem ser testados da maneira indicada. (enrolamentos de um transformador de alimentação primário de 110 V ou 220 V). detetando se possui ou não curto-circuitos ou circuitos abertos. 24 .A resistência entre o terminal comum (terra) e o terminal de 110 V é menor que a resistência entre o terminal comum (terra) e o terminal de 220 V. Com a medida combinada das resistências. Prova e Curto-circuitos A prova de curto-circuitos dos enrolamentos de um transformador é feita da mesma forma como descrevemos no caso de uma bobina. Observações Os testes dependem muito do tamanho do transformador usado. Com um transformador em bom estado. a lâmpada acenderá com brilho reduzido. podemos identificar os três terminais de um transformador de duas tensões. Na Figura 25 mostramos como usar uma lâmpada de 25 W a 40 W para testar se um enrolamento está em curto-circuito. Testamos o enrolamento como se fosse uma bobina. exceto pela lâmpada de prova.