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Lições em Romanos (5)_14.

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Texto: Almeida Revista e Corrigida
Os Fracos e os Fortes (Subdivisão NVI- Nova Versão Internacional)

(v.1) - ORA, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas
sobre dúvidas.
1. Como traz a subdivisão, há na igreja os crentes fortes e os crentes fracos

na fé. A fraqueza, fragilidade ou debilidade, por ser motivo de alguém se


novo na fé, ou de ser imaturo, mesmo sendo crente ‘velho’.
2. Paulo estava escrevendo para uma igreja de crentes novos. Fossem

judeus de Roma, ou gentios, a verdade é que a fé evangélica era coisa


nova entre eles. Embora, é possível, que já houvesse entre eles crentes já
experimentados.
3. A preocupação era de relacionamento (comunhão uns com os outros) e

também doutrinária; de usos e costumes e forma de alimentação.


4. Na igreja de hoje alguns crentes podem também levantar situações

controvertidas tais como o levantar de mãos, bater palmas, fechar os


olhos enquanto louva, dar um ‘glória a Deus’, ou dizer Aleluia, etc
5. A idéia principal é que a igreja, com os crentes amadurecidos, deve ser
agente de agregação dos que ainda são, ou que sempre serão fracos na fé.
6. Quantos aos fracos por serem novos na fé, podiam ficar desanimados,
perdendo o ânimo para continuar; e os fracos, mesmo de há muito na fé
evangélica, podiam permanecer na igreja, mas alijados dos demais.

(v.2) - Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come
legumes.
1. Havendo os fortes e os fracos dentro do grupo, a primeira divisão se dá
quanto à comida.
2. “Um crê que de tudo se pode comer”. O crente forte não vai gastar o seu

tempo discutindo se come ou não come. A sua fé é a sua base. Tendo

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Deus criado todas as coisas, o crente que participa de tudo que se coloca
na mesa, participa sem restrições.
3. O que é fraco alimenta-se apenas de legumes. Aqui o foco são as

restrições impostas pelo Antigo Testamento, que alguns ainda não tinham
melhor discernimento (Ver Nota NKJV).

(v.3) - O que come não despreze o que não come; e o que não come, não
julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.
1. Os crentes devem praticar a tolerância. Não era preciso que os crentes

entrassem em discussões amalucadas, querendo cada um ser melhor que


o outro.
2. Os crentes fracos não deviam ser desprezados, e nem os que se julgavam

fortes ser julgados. Uma comunidade em pé de guerra e fonte de


escândalo para os descrentes.
3. Imaginem após o término dos cultos, os crentes saindo carrancudos (os

desprezados) e os fortes, indignados por terem sido julgados.


4. Paulo dá um cala-a-boca: “Deus o aceitou”. Na verdade, havia um

julgamento de ambas as partes.

(v.4) - Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele
está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.
1. Este versículo me leva a lembrar, quando alguns crentes (denominações)

nos criticavam por termos televisão, ou por sermos batistas. Eles se


julgavam melhores em todos os sentidos, e tentavam nos depreciar.
2. Paulo está censurando os crentes chamados de fracos, que tinham o

costume de criticar e julgar os fortes, que viviam a fé cristã com muito


mais liberdade.
3. Deus é Senhor de ambos, seja forte ou fraco. Não nos cabe julgar aqueles
a quem Deus aceita, senão incorremos no erro de sermos juiz do próprio
Senhor.

2
4. Quando eu era jovem, entrei na casa de um pastor e o vi deitado no sofá

assistindo futebol. Achei o cúmulo. Pensei comigo mesmo: ‘Ele devia era
estar evangelizando’. Eu o julguei, e se pudesse, a condenação estava
decretada. Coitado de mim!

(v.5) - Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias.
Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.
(v.6) - Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do
dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá
graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a
Deus.
1. O que Paulo espera dos crentes é que ajam com convicção, pois tudo que

não é por fé é pecado (v.23).


2. Quem entende que não deve guardar o sábado (como entendia o judeu),

ou que comer carne de porco (costelinhas salgadas!) não afeta a sua fé,
muito bem; mas que esteja seguro em sua própria mente, ou seja, que ela
mesma (a mente) não lhe condene. Comendo ou não, o importante era ter
um coração grato.
3. Eu por exemplo, tenho dificuldade em comer galinha ao molho pardo;

mas não julgo a quem come. Até os quarenta e sete anos, nunca tinha ido
ao cinema (fui ensinado a não ir), mas não condenava quem ia (já fui uma
vez).

(v.7) - Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.
(v.8) - Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o
Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.
(v.9) - Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver,
para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.

1. O que cada crente deve ter em mente é que está sob o senhorio de Cristo,

assim sendo, a sua maior dedicação está em agradá-lo.


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2. A morte e a ressurreição de Cristo, à vista de todo poder ou principado,

ratificou o Seu direito de soberania sobre todas as coisas.

(v.10) - Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas
teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.
1. Tenho a impressão que Paulo queria mesmo era trazer a paz entre os
crentes de Roma.
2. Os fracos e os fortes forram questionados. Eles pensavam ser mais do

que realmente eram.


3. Com qual cara haveremos de comparecer diante do tribunal de Cristo, se
diante de coisas menores não conseguimos conservar a comunhão?

(v.11) - Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se
dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus.
(v.12) - De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
1. Aplicando Isaías 45.23 ao julgamento que virá sobre todos, Paulo quer
mostrar aos dois grupos de crentes, que sejam fracos ou fortes, cada um
dará conta de si mesmo a Deus.
2. Repito o que já disse em outra oportunidade: Na verdade, somos apenas
pessoas carentes de Jesus. É por isso que, quando nos achamos tão fortes,
basta uma única palavra que nos magoe, o nosso castelo parece ruir.

Que Deus nos abençoe.

Pr. Eli da Rocha Silva 15/02/2009


Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP